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oi
Luís Bernardo Honwana
Nós Matamos o Cão Tinhoso
(contos, 1964) − inicialmente 7
narrativas, depois 8
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Guerra anticolonial (1965-1975)
Guerra civil (1976-1992)
Luís Bernardo Honwana
FRELIMO
Frente de Libertação de Moçambique
RENAMO
Resistência Nacional Moçambicana
X
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Colonizador X Nativo
‒ Senhora Professora
‒ Senhor Administrador
‒ Doutor da Veterinária
‒ Senhor Padre
‒ Ginho
‒ Isaura
‒ Vírgula Oito
‒ Madala
‒ Velhota
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“Nós Matamos o Cão Tinhoso” (1.º conto)
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cão-tinhoso (popular):
demônio
“Nós Matamos o Cão Tinhoso”
O Cão-Tinhoso tinha a pele velha, cheia de pelos brancos,
cicatrizes e muitas feridas, e em muitos sítios não tinha pelos
nenhuns, nem brancos nem pretos e a pele era preta e cheia de rugas
como a pele de um gala-gala. (p. 14-15)
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“Nós Matamos o Cão Tinhoso”
O Cão-Tinhoso tinha uns olhos azuis que não tinham brilho
nenhum, mas eram enormes e estavam sempre cheios de lágrimas,
que lhe escorriam pelo focinho. Metiam medo aqueles olhos, assim
tão grandes, a olhar, a olhar, como uma pessoa a pedir qualquer
coisa sem querer dizer. (p. 11)
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metaforicamente, seria o sistema colonial degradado
“Nós Matamos o Cão Tinhoso”
‒ narrador: Ginho
‒ Isaura
− Veterinário Sr. Duarte
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− Senhor Administrador
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Ponto 22
Calibre 12
− Ginho atira; Isaura grita
− dia seguinte: prova
− garotos atiram
− Quim, Gulamo, Zé, Carlinhos, Faruk, Chico, Issufo, Xangai
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— Num mata nós, num tira, patrão... Hi! — e
desapareceram todos com um cagaçal medonho pelas micaias,
a gritar «HÍ!» e «Hi!».
“— Suca daqui!” “malta”
Expressões e grafias regionais:
Linguagem da classe mais baixa:
“— Não atires, Quim, isso é bera...”
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“Dina”
‒ Madala, senhor idoso
“Inventário de Imóveis e Jacentes”
‒ narrador: Ginho
‒ Maria, filha
‒ capataz
(hora do almoço)
machamba
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“A Velhota”
Mãe:
“‒ Meu Filho!”
“Papá, Cobra e Eu”
‒ narrador: Ginho
‒ Senhor Padre: mãos a rezar
‒ Senhor Professor: postura
quadrúpede
‒ Dona Dores: para não macular
os serviços aos de pele clara
‒ Senhor Antunes da Coca-Cola:
assados nos fornos celestes,
agarram-se nas chaminés
‒ Dona Estefânia: muito lavadas
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‒ mãe: tudo o que o
homem faz é indistinto
“As Mãos dos Pretos”
‒ narrador: menino adolescente
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‒ Sr. Rodrigues: símbolo da arrogância
“Nhinguitimo”
‒ protagonista: Alexandre Vírgula Oito
(vento do Sul)
(conto longo, seis partes)
‒ Sr. Rodrigues (Dono do Bar):
“custa ver uma terra tão rica a
ser desperdiçada pelos pretos”
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“Rosita até Morrer”
Centro-Norte de Moçambique
Chiguidela, 17 de Abril de 1961
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Manuel do meu coração
Então como estás? Eu estou boa, obrigada. A minha mãe manda
cumprimentos, ela tem uma doença nas costas, sofre mais de noite, é da
idade. A tua filha também manda cumprimentos.
Sou eu, a Rosa do teu coração que manda esta carta para o teu
coração.
Chico Mandlate é quem está a escrever esta carta, também manda
cumprimentos. O Chico não vai dizer a ninguém o que escreveu para você.
Rosita
Até morrer
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    Guerra anticolonial (1965-1975) Guerracivil (1976-1992) Luís Bernardo Honwana
  • 4.
    FRELIMO Frente de Libertaçãode Moçambique RENAMO Resistência Nacional Moçambicana X rafabebum.blogspot.com
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    Colonizador X Nativo ‒Senhora Professora ‒ Senhor Administrador ‒ Doutor da Veterinária ‒ Senhor Padre ‒ Ginho ‒ Isaura ‒ Vírgula Oito ‒ Madala ‒ Velhota rafabebum.blogspot.com
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    “Nós Matamos oCão Tinhoso” (1.º conto) rafabebum.blogspot.com cão-tinhoso (popular): demônio
  • 7.
    “Nós Matamos oCão Tinhoso” O Cão-Tinhoso tinha a pele velha, cheia de pelos brancos, cicatrizes e muitas feridas, e em muitos sítios não tinha pelos nenhuns, nem brancos nem pretos e a pele era preta e cheia de rugas como a pele de um gala-gala. (p. 14-15) rafabebum.blogspot.com
  • 8.
    “Nós Matamos oCão Tinhoso” O Cão-Tinhoso tinha uns olhos azuis que não tinham brilho nenhum, mas eram enormes e estavam sempre cheios de lágrimas, que lhe escorriam pelo focinho. Metiam medo aqueles olhos, assim tão grandes, a olhar, a olhar, como uma pessoa a pedir qualquer coisa sem querer dizer. (p. 11) rafabebum.blogspot.com metaforicamente, seria o sistema colonial degradado
  • 9.
    “Nós Matamos oCão Tinhoso” ‒ narrador: Ginho ‒ Isaura − Veterinário Sr. Duarte rafabebum.blogspot.com − Senhor Administrador
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  • 11.
    − Ginho atira;Isaura grita − dia seguinte: prova − garotos atiram − Quim, Gulamo, Zé, Carlinhos, Faruk, Chico, Issufo, Xangai
  • 12.
    rafabebum.blogspot.com — Num matanós, num tira, patrão... Hi! — e desapareceram todos com um cagaçal medonho pelas micaias, a gritar «HÍ!» e «Hi!». “— Suca daqui!” “malta” Expressões e grafias regionais: Linguagem da classe mais baixa: “— Não atires, Quim, isso é bera...”
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    rafabebum.blogspot.com “Dina” ‒ Madala, senhoridoso “Inventário de Imóveis e Jacentes” ‒ narrador: Ginho ‒ Maria, filha ‒ capataz (hora do almoço) machamba
  • 14.
    rafabebum.blogspot.com “A Velhota” Mãe: “‒ MeuFilho!” “Papá, Cobra e Eu” ‒ narrador: Ginho
  • 15.
    ‒ Senhor Padre:mãos a rezar ‒ Senhor Professor: postura quadrúpede ‒ Dona Dores: para não macular os serviços aos de pele clara ‒ Senhor Antunes da Coca-Cola: assados nos fornos celestes, agarram-se nas chaminés ‒ Dona Estefânia: muito lavadas rafabebum.blogspot.com ‒ mãe: tudo o que o homem faz é indistinto “As Mãos dos Pretos” ‒ narrador: menino adolescente
  • 16.
    rafabebum.blogspot.com ‒ Sr. Rodrigues:símbolo da arrogância “Nhinguitimo” ‒ protagonista: Alexandre Vírgula Oito (vento do Sul) (conto longo, seis partes) ‒ Sr. Rodrigues (Dono do Bar): “custa ver uma terra tão rica a ser desperdiçada pelos pretos”
  • 17.
    rafabebum.blogspot.com “Rosita até Morrer” Centro-Nortede Moçambique Chiguidela, 17 de Abril de 1961
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    rafabebum.blogspot.com Manuel do meucoração Então como estás? Eu estou boa, obrigada. A minha mãe manda cumprimentos, ela tem uma doença nas costas, sofre mais de noite, é da idade. A tua filha também manda cumprimentos. Sou eu, a Rosa do teu coração que manda esta carta para o teu coração. Chico Mandlate é quem está a escrever esta carta, também manda cumprimentos. O Chico não vai dizer a ninguém o que escreveu para você. Rosita Até morrer
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