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Semiologia
         Vascular


  Giovanna Pádoa
  Bianca Silva
EXAME FÍSICO
                       PULSOS
   Avalia-se:
    – Pulso radial;
    – Pulso capilar.
    – Pulsações de carótidas e jugulares (pulso
      venoso);
    – Pulsos periféricos (braquial, femoral, poplíteo,
      tibial posterior e pedioso).
Avaliação dos Pulsos
 Estado da Parede Arterial
 Freqüência
 Ritmo
 Amplitude ou Magnitude
 Tensão ou Dureza
Avaliação dos Pulsos
   Estado da Parede Arterial, avaliar:
     tortuosidades
     rigidez


   Freqüência:
     número de batimentos por minuto
     Normal: 60-100 bpm no adulto.
         Taquisfigmia: > 100 bpm
         Bradisfigmia: < 60 bmp
         Deficit de pulso – FC maior que frequência de pulso (fibrilação atrial).
Avaliação dos Pulsos
   Ritmo
     Seqüência das pulsações.
        Intervalos iguais = ritmo regular
        Intervalos variáveis = ritmo irregular


A irregularidade do pulso indica alteração do ritmo
  cardíaco – arritmia.
Avaliação dos Pulsos
   Amplitude ou Magnitude:
     Relacionada com enchimento durante a sístole e
      esvaziamento na diástole.

   Classificação:
     amplo ou magnus;
     mediano;
     pequeno ou parvus.

    Ex: insuficiência aórtica – pulso amplo ou
    magnus; estenose aórtica – pulso pequeno ou
    parvus.
Avaliação dos Pulsos
   Tensão ou Dureza: avalia-se pela compressão
    progressiva da artéria
     pulso mole: pequena a pressão necessária para
      interromper as pulsações;
     pulso duro: forte pressão necessária para interromper
      as pulsações;
     tensão mediana: situação intermediária.

A dureza do pulso depende da pressão diastólica e
  não deve ser confundida com eventual
  endurecimento da parede arterial. Pulso duro
  indica hipertensão arterial.
Avaliação dos Pulsos
                 Tipos de Onda
   Os principais tipos de onda :

     Ondas de pulso normal – cujas características são aprendidas
      pelo exame de pacientes normais.

     Pulso célere ou martelo d’água – a principal característica é
      aparecer e sumir com rapidez. Decorre do aumento da pressão
      diferencial e, por isso, é observado na insuficiência aórtica, nas
      fístulas arteriovenosas, no hipertireoidismo e nas anemias
      graves.

     Pulso anacrótico – constituído de uma pequena onda inscrita no
      ramo ascendente da onda pulsátil. Ex: estenose aórtica.
Tipos de Onda
   Pulso dicrótico – se percebe uma dupla onda em cada
    pulsação, a primeira mais intensa e mais nítida, é
    seguida de outra de menor intensidade e que ocorre
    imediatamente depois. Ex: febre tifóide e outras
    doenças com febre.
   Pulso bisferiens – se percebe também uma dupla
    sensação, mas neste caso as duas ondulações aparecem
    no ápice da onda de pulso. Ex: associação de estenose e
    insuficiência aórtica.

    Confunde-se com o pulso dicrótico – perde sua
    característica de dupla pulsação à compressão da
    artéria.
Tipos de Onda
   Pulso alternante – se percebe de modo
  sucessivo uma onda ampla seguida de uma
  onda mais fraca. Constitui um sinal de
  insuficiência ventricular esquerda.
 Pulso filiforme – pulso de pequena amplitude e
  mole. Indica quase sempre colapso circulatório
  periférico.
 Pulso paradoxal – caracterizado pela diminuição
  da amplitude das ondas durante a inspiração
  forçada. Ex: pericardite constritiva, derrame
  pericárdico volumoso e enfisema pulmonar.
Comparação Com a Artéria Homóloga

Averigua-se a igualdade ou desigualdade
 dos pulsos, palpando simultaneamente as
 artérias periférica homólogas.

Pode ocorrer desigualdade em casos
 como: dissecção de aorta, coarctação de
 aorta, ou insuficiência arterial aguda.
PULSO CAPILAR
   É o rubor intermitente e sincrônico com o pulso
    radial que se observa em certas regiões
    principalmente nas unhas.

Semiotécnica:
• compressão sobre a borda ungueal até aparição
  de zona pulsátil que marca a transição da cor
  rósea-clara.
• normalmente imperceptível.
• em situações patológicas como IA, Anemia,
  Hipertireoidismo: nítida pulsação.
PULSOS ARTERIAIS
PULSO RADIAL
PULSO BRAQUIAL
PULSOS CAROTIDEOS
Palpação artéria femoral
Pulso Poplíteo
PULSO TIBIAL POSTERIOR
INGURGITAMENTO E PULSAÇÕES
         DAS VEIAS JUGULARES
 Pulso venoso reflete a dinâmica do
  coração direito.
 Fluxo retrógrado.
 Varia com a respiração: cai na inspiração e
  aumenta na expiração.
 Aumenta com a compressão abdominal.
 Varia com a mudança de postura, mais
  alto na posição horizontal do que vertical .
Pulso Venoso
O movimento é suave, difuso e
 ondulante
É melhor caracterizado na inspeção




         Tratado de Cardiologia – SOCESP, pág. 103
Pressão Arterial
Pressão arterial
   Força exercida pelo sangue sobre as paredes
    dos vasos. Sofre variações continuas,
    dependendo da posição do indivíduo, de suas
    atividades, etc.

   Finalidade: promover boa perfusão dos tecidos e
    com isto permitir as trocas metabólicas. Está
    relacionada com o trabalho cardíaco e traduz o
    sistema de pressão vigente na árvore vascular
    arterial.
Esfigmomanômetro de mercúrio
PRESSÃO ARTERIAL
   Técnica para a deteminação da PA

    POSIÇÃO DO PACIENTE
    O paciente deve estar deitado ou sentado, posto
     à vontade, com tempo suficiente para recuperar-
     se de um esforço recente, refeição ou
     apreensões.
    Braço nu, levemente fletido,virado para fora e
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Posição Sentada
 Antebraço ao nível do coração
 Manguito cerca de 2,5 cm acima da fossa cubital
 Folga máxima de 1 dedo


OBS: nos aparelhos de mercúrio, o menisco da
 coluna vertical deve ser visto ao nível do olho do
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Métodos
 Método   Palpatório



 Método   Auscultatório
Método Palpatório
 Localizar o pulso
 Insuflar o manguito até os desaparecimento das
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 Desinsuflar devagar 2-3 mmHg em cada
  batimento
 O nível da pressão sistólica corresponde ao
  momento em que reaparece o pulso
Método Auscultatório
   Determina pressão sistólica e diastólica.
     Insuflar o manguito até 20-30 mmHg acima
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      gradativamente.
     O primeiro som a se ouvido é a pressão
      sistólica.
     Com a diminuição da pressão no sistema, os
      sons ou ruídos audíveis vão sofrendo
      modificações de intensidade e qualidade,
      designados sons de Korotkoff
Escala de Korotkoff
Fase   I – sons surdos
Fase   II- sopros
Fase   III- sons altos e claros
Fase   IV- sons abafados
Fase   V- silência

   O desaparecimento dos sons é o indicador da
    pressão diastólica
    Em casos onde os sons não desaparecem ,
    mesmo após desinsuflar totalmente o manguito,
    a pressão diastólica deve ser considerada no
    final da fase III
Pressão Arterial
 Deve-se sempre comparar as medidas
  bilateralmente
 O manguito deve ser adequado ao diâmetro do
  braço:
     largura – 40% da circunferência do braço
     comprimento – pelo menos 80% do braço
   Hiato auscultatório – corresponde a um intervalo
    silencioso representado pela ausência da faseII
    Ex:pacientes com HAS
OBRIGADA!
LAC - 2010


                            MEMBROS
 DIRETORIA                 GIOVANNA MENEZES
 IVAN LUIZ GAYOSO          JOÃO PAULO SANTOS
 PEDRO DE SOUZA JAFAR      KASSIO HORII
 ANA PAULA FREITAS         AMANDA RIBEIRO
 JULLYANA MENDONÇA         INGRIDY NORMANDO
 ALEXANDRE BERNARDO        BIANCA LUIZA
 GUILHERME GOBBI           TASSILA PEIXOTO
                            WILLIAM SILVEIRA

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Semiologia vascular

  • 1. Semiologia Vascular Giovanna Pádoa Bianca Silva
  • 2. EXAME FÍSICO PULSOS  Avalia-se: – Pulso radial; – Pulso capilar. – Pulsações de carótidas e jugulares (pulso venoso); – Pulsos periféricos (braquial, femoral, poplíteo, tibial posterior e pedioso).
  • 3. Avaliação dos Pulsos  Estado da Parede Arterial  Freqüência  Ritmo  Amplitude ou Magnitude  Tensão ou Dureza
  • 4. Avaliação dos Pulsos  Estado da Parede Arterial, avaliar:  tortuosidades  rigidez  Freqüência:  número de batimentos por minuto  Normal: 60-100 bpm no adulto.  Taquisfigmia: > 100 bpm  Bradisfigmia: < 60 bmp  Deficit de pulso – FC maior que frequência de pulso (fibrilação atrial).
  • 5. Avaliação dos Pulsos  Ritmo  Seqüência das pulsações.  Intervalos iguais = ritmo regular  Intervalos variáveis = ritmo irregular A irregularidade do pulso indica alteração do ritmo cardíaco – arritmia.
  • 6. Avaliação dos Pulsos  Amplitude ou Magnitude:  Relacionada com enchimento durante a sístole e esvaziamento na diástole.  Classificação:  amplo ou magnus;  mediano;  pequeno ou parvus. Ex: insuficiência aórtica – pulso amplo ou magnus; estenose aórtica – pulso pequeno ou parvus.
  • 7. Avaliação dos Pulsos  Tensão ou Dureza: avalia-se pela compressão progressiva da artéria  pulso mole: pequena a pressão necessária para interromper as pulsações;  pulso duro: forte pressão necessária para interromper as pulsações;  tensão mediana: situação intermediária. A dureza do pulso depende da pressão diastólica e não deve ser confundida com eventual endurecimento da parede arterial. Pulso duro indica hipertensão arterial.
  • 8. Avaliação dos Pulsos Tipos de Onda  Os principais tipos de onda :  Ondas de pulso normal – cujas características são aprendidas pelo exame de pacientes normais.  Pulso célere ou martelo d’água – a principal característica é aparecer e sumir com rapidez. Decorre do aumento da pressão diferencial e, por isso, é observado na insuficiência aórtica, nas fístulas arteriovenosas, no hipertireoidismo e nas anemias graves.  Pulso anacrótico – constituído de uma pequena onda inscrita no ramo ascendente da onda pulsátil. Ex: estenose aórtica.
  • 9. Tipos de Onda  Pulso dicrótico – se percebe uma dupla onda em cada pulsação, a primeira mais intensa e mais nítida, é seguida de outra de menor intensidade e que ocorre imediatamente depois. Ex: febre tifóide e outras doenças com febre.  Pulso bisferiens – se percebe também uma dupla sensação, mas neste caso as duas ondulações aparecem no ápice da onda de pulso. Ex: associação de estenose e insuficiência aórtica. Confunde-se com o pulso dicrótico – perde sua característica de dupla pulsação à compressão da artéria.
  • 10. Tipos de Onda  Pulso alternante – se percebe de modo sucessivo uma onda ampla seguida de uma onda mais fraca. Constitui um sinal de insuficiência ventricular esquerda.  Pulso filiforme – pulso de pequena amplitude e mole. Indica quase sempre colapso circulatório periférico.  Pulso paradoxal – caracterizado pela diminuição da amplitude das ondas durante a inspiração forçada. Ex: pericardite constritiva, derrame pericárdico volumoso e enfisema pulmonar.
  • 11. Comparação Com a Artéria Homóloga Averigua-se a igualdade ou desigualdade dos pulsos, palpando simultaneamente as artérias periférica homólogas. Pode ocorrer desigualdade em casos como: dissecção de aorta, coarctação de aorta, ou insuficiência arterial aguda.
  • 12. PULSO CAPILAR  É o rubor intermitente e sincrônico com o pulso radial que se observa em certas regiões principalmente nas unhas. Semiotécnica: • compressão sobre a borda ungueal até aparição de zona pulsátil que marca a transição da cor rósea-clara. • normalmente imperceptível. • em situações patológicas como IA, Anemia, Hipertireoidismo: nítida pulsação.
  • 17.
  • 18.
  • 22.
  • 23. INGURGITAMENTO E PULSAÇÕES DAS VEIAS JUGULARES  Pulso venoso reflete a dinâmica do coração direito.  Fluxo retrógrado.  Varia com a respiração: cai na inspiração e aumenta na expiração.  Aumenta com a compressão abdominal.  Varia com a mudança de postura, mais alto na posição horizontal do que vertical .
  • 24. Pulso Venoso O movimento é suave, difuso e ondulante É melhor caracterizado na inspeção Tratado de Cardiologia – SOCESP, pág. 103
  • 26. Pressão arterial  Força exercida pelo sangue sobre as paredes dos vasos. Sofre variações continuas, dependendo da posição do indivíduo, de suas atividades, etc.  Finalidade: promover boa perfusão dos tecidos e com isto permitir as trocas metabólicas. Está relacionada com o trabalho cardíaco e traduz o sistema de pressão vigente na árvore vascular arterial.
  • 28. PRESSÃO ARTERIAL  Técnica para a deteminação da PA  POSIÇÃO DO PACIENTE O paciente deve estar deitado ou sentado, posto à vontade, com tempo suficiente para recuperar- se de um esforço recente, refeição ou apreensões. Braço nu, levemente fletido,virado para fora e relaxado.
  • 29. Posição Sentada  Antebraço ao nível do coração  Manguito cerca de 2,5 cm acima da fossa cubital  Folga máxima de 1 dedo OBS: nos aparelhos de mercúrio, o menisco da coluna vertical deve ser visto ao nível do olho do observador
  • 30. Métodos  Método Palpatório  Método Auscultatório
  • 31. Método Palpatório  Localizar o pulso  Insuflar o manguito até os desaparecimento das pulsações  Desinsuflar devagar 2-3 mmHg em cada batimento  O nível da pressão sistólica corresponde ao momento em que reaparece o pulso
  • 32. Método Auscultatório  Determina pressão sistólica e diastólica.  Insuflar o manguito até 20-30 mmHg acima do método palpatório e desinsuflar gradativamente.  O primeiro som a se ouvido é a pressão sistólica.  Com a diminuição da pressão no sistema, os sons ou ruídos audíveis vão sofrendo modificações de intensidade e qualidade, designados sons de Korotkoff
  • 33. Escala de Korotkoff Fase I – sons surdos Fase II- sopros Fase III- sons altos e claros Fase IV- sons abafados Fase V- silência  O desaparecimento dos sons é o indicador da pressão diastólica Em casos onde os sons não desaparecem , mesmo após desinsuflar totalmente o manguito, a pressão diastólica deve ser considerada no final da fase III
  • 34. Pressão Arterial  Deve-se sempre comparar as medidas bilateralmente  O manguito deve ser adequado ao diâmetro do braço:  largura – 40% da circunferência do braço  comprimento – pelo menos 80% do braço  Hiato auscultatório – corresponde a um intervalo silencioso representado pela ausência da faseII Ex:pacientes com HAS
  • 36. LAC - 2010  MEMBROS  DIRETORIA  GIOVANNA MENEZES  IVAN LUIZ GAYOSO  JOÃO PAULO SANTOS  PEDRO DE SOUZA JAFAR  KASSIO HORII  ANA PAULA FREITAS  AMANDA RIBEIRO  JULLYANA MENDONÇA  INGRIDY NORMANDO  ALEXANDRE BERNARDO  BIANCA LUIZA  GUILHERME GOBBI  TASSILA PEIXOTO  WILLIAM SILVEIRA