O nascimento da filosofia

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O nascimento da filosofia

  1. 1. O NASCIMENTO DA FILOSOFIA DAYSE FARO
  2. 2. ETIMOLOGIA DA PALAVRA FILOSOFIAEla é formada por termos gregos:Philos –”aquele que ama ou tem sentimento deamigável.”Sophia- “significa sabedoria”.Amor à sabedoria.Conforme a tradição histórica, a criação dessa palavraé atribuída pelo filósofo e matemático gregoPITÁGORAS, que viveu no século VI a . C
  3. 3. O espírito filosófico não é ausência de pensamento; nem todo pensamento é filosóficoO espírito filosófico está ausente quando:• Não há esforço sério em buscar o significado das coisas;• As coisas são tomadas como provas sem que sejamcompreendidas;• Os eventos e acontecimentos são deixados dispersos edesorganizados, em vez de sem coordenados einterpretados;*a observação é impensada, as ideias são desconexas, acrença é irrefletida e há dúvidas sem exame.
  4. 4. EXEMPLOS DE ATITUDES ANTIFILOSÓFICAS:•QUANDO NÃO HÁ COORDENAÇÃO DE IDÉIAS-EX: A LOUCURA- FALTA DE SISTEMATIZAÇÃOFANÁTICOS RELIGIOSOS E OS EXTREMISTAS- CRIAM RAZÕESAPARENTEMENTE LÓGICAS PARA SEU COMPORTAMENTO.MAS ENTÃO O QUE É TER UM ESPÍRITO FILOSÓFICO? SIGNIFICA UMA ATITUDE QUE DESEJA CONHECER A VERDADE DAS COISAS. TEM COMO FINALIDADE COMPREENDER E CONHECER A RACIONALIDADE, A ORIGEM E A ORDEM DO UNIVERSO E A ORGANIZAÇÃO RACIONAL DA NATUREZA
  5. 5. NASCIMENTO DA FILOSOFIAFINAL DO SÉC. VII E INÍCIO DO SÉC. VI a.C. NAS COLÔNIASGREGAS DA ÁSIA MENOR,NA CIDADE DE MILETO. E O PRIMEIROFILÓSOFO FOI TALES DE MILETO. A FILOSOFIA TAMBÉM POSSUI CONTEÚDO PRECIOSO AO NASCER: É A COSMOLOGIAÉ COMPOSTA POR DUAS PALAVRAS COSMOS - MUNDO OORGANIZADO,E LOGIA - QUE VEM DA PALAVRA LOGO, QUE SIGNIFICAPENSAMENTO RACIONAL.
  6. 6. DO MITO À RAZÃODO GREGO MYTHOS, SIGNIFICA ,ETIMOLOGICAMENTE, FÁBULAS É UMA NARRATIVA NA QUAL A PALAVRA É USADA PARA TRANSMITIR E COMUNICAR COLETIVAMENTE A TRADIÇÃO ORAL,PRESERVANDO A SUA MEMÓRIA E GARANTINDO A CONTINUIDADE DA CULTURA. EXPRESSAM A CAPACIDADE INICIAL DO SER HUMANO DE COMPREENDER O MUNDO,SURGEM MODELOS EXPLICATIVOS PARA SATISFAZER A CURIOSIDADE. REFORÇAM A COESÃO DE SOCIAL SOB A FORMA DE RELATOS AGRADÁVEIS E FÁCEIS DE ENTENDER TRANSMITIDOS DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO.
  7. 7. MITOÉ FUNÇÃO DO MITO REFORÇAR A TRADIÇÃO,ATRIBUINDO-LHE VALORE PRESTÍGIO.(EX: MITO DA CRIAÇÃO) RITO – ( RITUS)É UMA CELEBRAÇÃO DE UM CULTO OU CERIMÔNIA FEITA DEACORDO COM CERTAS REGRAS BASEADAS NA TRADIÇÃO RELIGIOSAOU SOCIOCULTURAL DE UM POVO OU GRUPO SOCIAL.EXEMPLOS: CARNAVAL,FUTEBOL,FESTA DE ANO-NOVO,BAILES DEFORMATURA,CASAMENTOS,TROTE DE CALOUROS, NATAL,RIUAL DEPASSAGEM ( SEITA OU ORDEM ).
  8. 8. FÁBULASPara melhor entendermos o papel que a Filosofiadesempenha e, consequentemente, o tipo de utilidade quetem, analisemos quatro histórias que, por analogia,ilustram as várias perspectivas sob as quais pode ser feita aleitura de sua utilidade.A primeira história é uma fábula de Jean La Fontaine (1621- 1695);PRIMEIRA HISTÓRIA – A raposa e as uvasUma raposa esfomeada passava por debaixo de uma videiracarregada de uvas maduras e, aparentemente, deliciosas. Nãopodendo alcançá-las, por ser a videira muito alta, consolou-se:Pecado que estejam verdes, uma porcaria!...
  9. 9. Interpretando as históriasPRIMEIRA HISTÓRIA - A raposa e as uvasA fábula da raposa e das uvas aplica-se a muitas situações daexistência humana. Expressa particularmente as experiências dociúme, da cobiça e da inveja. No nosso caso, podemos fazer umaanalogia entre aqueles que, por não querer ou não terem chancesde fazê-lo, têm, a priori, uma atitude de desprezo em relação àfilosofia, sem uma clara ideia do que ela venha a ser. Criam,então, a imagem do filósofo como alguém alienado, que falabonito, mas nada diz. Tal como na fábula da raposa, porincapacidade ou preguiça de ascender até a "montanha" daFilosofia, ridicularizam-na.
  10. 10. SEGUNDA HISTÓRIA - A roupa nova do reiCerta vez, um rei preparava uma grande festa para o casamento desua filha. Para a ocasião, o rei desejava vestir uma roupa diferente, amais bela que jamais tivesse sido usada. Para prepará-la, mandouconvocar os melhores costureiros de seu reino, no entanto, nenhumdeles foi hábil para realizar o desejo do rei. Correu então a notíciada de que, num reino vizinho, havia um costureiro incomparável ecapaz de costurar tal roupa. O rei mandou contratá-loimediatamente, a peso de ouro.O costureiro era realmente fantástico, mas também era preguiçoso emuito esperto. Como a festa já estivesse próxima e ele não tivessecosturado nada, espalhou o boato de que a roupa que estavapreparando para o rei era tão maravilhosa e especial que só aspessoas inteligentes seriam capazes de vê-la. O costureiro fez comque o rei também ficasse sabendo das qualidades da roupa.
  11. 11. No dia da festa, o costureiro foi até os aposentos do rei para vesti-Ia.O rei não via roupa alguma, mas como não queria passar porignorante, elogiava as vestes com que o costureiro fingia cobri-Ia.Quando entrou na capela real, lugar da realização da cerimônia decasamento de sua filha, o rei estava completamente nu, mas nenhumconvidado ousou dizer nada, nem gracejar, pois ninguém queriapassar por ignorante. Ao contrário, muitos cochichavam entre si sobrea beleza da roupa real. •No entanto, a umas tantas, alguém do fundo da capela, ousou gritar:O rei está nu! Diante de tanta ousadia, alguns entreolharam-seestupefatos, sem saber o que dizer, outros voltaram-se contra oblasfemo, chamando-o de ignorante e querendo expulsá-lo, enquantoalguns poucos concordaram com ele.
  12. 12. INTERPRETANDO A HISTÓRIAA roupa nova do reiO conto infantil da nudez do rei serve como analogia para expressaruma das características mais marcantes da Filosofia Filosofar é olhar criticamente a realidade que nos cerca. Significanão nos contentarmos com o que pensa a grande maioria, só pelo fatode ela assim pensar. É procurar a verdade, mesmo que isto custe,muitas vezes, o preço de assumir algumas posições que levam aperturbar os outros, a incomodar o poder constituído ou "mexer" comuma "verdade social". As ideologias estabelecidas tendem a se manterporque satisfazem aos interesses de certas classes ou instituições e tera coragem de questioná-las significa assumir vários tipos de riscos.O filósofo é aquele que incomoda, por não se ajustar passivamente aideias petrificadas. Não tem medo de dizer aquilo que pensa, mesmaisto lhe custe caro, como foi o caso de Sócrates.
  13. 13. TERCEIRA HISTÓRIA - O pastorzinho mentirosoEra uma vez um pastorzinho que passava muito tempo cuidando de suasovelhas. E como se aborrecia com isso, ficava inventando maneira de sedivertir.Um dia, decidiu divertir-se à custas de alguns camponeses quetrabalhavam perto dali e começou a gritar: _ socorro! Socorro! O lobo vemai.Todos os camponeses acudiram, armados com suas enxadas e dispostosa defender o menino e o rebanho.O pastorzinho achou graça e todos ficaram zangados.Mas chegou um dia em que o lobo apareceu de verdade e ninguém foiacudir o pastorzinho(...).MORAL DA HISTÓRIA- Quem engana os outros, perde a confiança detodos... Fábula de Esopo
  14. 14. Quem nunca ouviu falar em Sócrates? Tantos anos e os clássicospensamentos “conheça-te a ti mesmo” e “sei que nada sei” aindapermanecem vivo no pensamento da humanidade.
  15. 15. Costumam atribuir a Sócrates - erroneamente - a fundação dafilosofia. Não foi, mas sem dúvidas foi um marco daFilosofia.Até então, no período pré-socrático esta havia se voltadopara a origem do Universo e as causas das transformações daNatureza.Já no período socrático, esta se volta fundamentalmentepara as questões humanas, a ética, a política, oconhecimento, etc.Elementos favorecidos pela democracia que criou condiçõespara que os homens que quisessem fazer política deveriamsaber falar em público e defender suas ideias.
  16. 16. MICHELÂNGELO - A CRIAÇÃOA COISA MAIS BELA QUE O HOMEM PODE EXPERIMENTAR É OSENTIDO DO MISTÉRIO. É A FONTE DE TODA VERDADEIRA ARTE EDE TODA VERDADEIRA CIÊNCIA. QUEM NUNCA EXPERIMENTOUESSA SENSAÇÃO, ENCONTRA-SE MORTO; SEUS OLHOS ESTÃOFECHADOS.(...) ALBERT EINSTEIN

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