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Luci Bonini
                         APOSTILA DE FILOSOFIA PARA OS ALUNOS DE
                         DIREITO DA UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES




  A mente que se abre
 para uma nova idéia,
nunca mais retorna ao
seu tamanho original.
          (A.Einstien)
Programa da disciplina Ementa
A disciplina de Filosofia aborda fundamentos filosóficos como instrumentais de
reflexão e compreensão do universo no qual se inserem as atividades sociais e
o profissional da área de ciências jurídicas para o desenvolvimento de uma
visão crítica da realidade em sua diversidade cultural.
Objetivo
   I.  Identificar os conceitos básicos da filosofia, possibilitando a sua
       compreensão no contexto da realidade contemporânea.
  II. Refletir sobre a realidade social e a vida cotidiana nos âmbitos
       profissional e pessoal utilizando instrumentos de reflexão filosófica,
       criticidade e rigor filosófico.

Conteúdo programático
Unidade I – Filosofia: aspectos teóricos e conceituais
Conceitos e terminologia
A Filosofia e o conhecimento humano
Unidade II – Origem e desenvolvimento histórico
2.1 Origem e desenvolvimento histórico
2.2 Principais períodos e escolas
Unidade III – a racionalidade instrumental – prisão na imanência do
  mundo
3.1 Campos de investigação da filosofia
3.2 A concepção de homen – Ideologia e Socialização
Unidade V – filosofia: a reflexão filosófica na vida cotidiana
4.1 Indústria Cultural e Teoria Crítica da Sociedade
4.2 Ética e Moral – conceitos e definição
4.3 Atitude reflexiva, análise e crítica do cotidiano
Unidade V – filosofia: a reflexão filosófica na vida cotidiana
4.1 Indústria Cultural e Teoria Crítica da Soceidade
4.2 Ética e Moral – conceitos e definição
4.3 Atitude reflexiva, análise e crítica do cotidiano
Metodologia
Aulas expositivas dialogadas, estudo dirigido, seminários de pesquisa
Forma de Avaliação
A avaliação do desempenho é realizada de forma contínua a fim de
diagnosticar o desenvolvimento do processo de aprendizagem por meio dos
seguintes instrumentos em conformidade com as normas da IES. 1. Avaliação
discursiva; 2. Avaliação Objetiva; 3. Participação em sala de aula; 4. Avaliação
Interdisciplinar
Bibliografia - Básica
ARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS Maria Helena Pires. Filosofando:
Introdução à filosofia. 3ª.ed. São Paulo: Moderna. 2007
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 13ª.ed. São Paulo. Ática. 2005
GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo. Introdução à Filosofia. 1ª.ed. São Paulo:
Manole. 2003
ADORNO, Theodor. Educação e Emancipação. 2ª.ed. São Paulo: Paz e Terra.
2000
Bibliografia - Complementar
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Temas de Filosofia. 3ª.ed. São Paulo:
Moderna. 2005
CHAUÍ, Marilena de Sousa. Introdução à história da Filosofia. 3ª.ed. São Paulo:
Cia. Das Letras. 2002
MARITAIN, Jacques. Elementos de Filosofia i: Introdução geral à Filosofia.
18ª.ed. São Paulo: Agir. 2001
REALE, Miguel. Introdução à Filosofia. 4ª.ed. São Paulo: Saraiva. 2004
COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia. 16ª.ed. São Paulo: Saraiva. 2006
Algumas reflexões a partir do livro de:BITTAR, Eduardo C. B. & ALMEIDA,
Guilherme Assis de. Curso de Filosofia do Direito. 7ª ed. São Paulo: Atlas,
2009
FILOSOFIA

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional
Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o
exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-
estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de
uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia
social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução
pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

Obs. Preâmbulo da Constituição:O preâmbulo de uma Constituição pode ser
definido como documento de intenções do diploma, e consiste em uma certidão
de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios,
demonstrando a ruptura com o ordenamento constitucional anterior e o
surgimento jurídico de um novo Estado. Apesar de não fazer parte do texto
constitucional propriamente dito e, conseqüentemente, não conter normas
constitucionais de valor jurídico autônomo, o preâmbulo não é juridicamente
irrelevante, uma vez que deve ser observado como elemento de interpretação
e integração dos diversos artigos que lhe seguem. Resumindo, o preâmbulo do
texto constitucional não tem natureza normativa e, desse modo, não pode ser
utilizado ostensivamente em se tratando de interpretação das normas
constitucionais. A doutrina se divide quanto a esse aspecto, porém, as bancas
examinadoras optam, normalmente, por analisar o preâmbulo como texto
desprovido de força normativa. (Silvio Costa)

               FILOSOFIA E O SIMBOLISMO DA SABEDORIA

Em muitas línguas (hibou, no francês, owl, no inglês, Eule, no alemão) a coruja
é a ave que simboliza a sabedoria. Isso se deve ao fato de, na tradição grega,
a coruja (koukoubagía) ter sido vista como a ave de Athena (Minerva, para os
romanos), ou seja, como símbolo da racionalidade e da sabedoria (sophia),
como a representação da atitude desperta, que procura e que não dorme, que
age sob o fluxo lunar e que, portanto, não dorme quando se trata da busca do
conhecimento. (p. 1)
   A sabedoria realmente evoca experiência e capacidade de absorção
   reflexiva da experiência mundana
   (...) O espanto diante do mundo.
   A coruja que plana e que observa à distância, com grandes olhos, retira das
   alturas sua vantagem na observação. (p.2)
   O mosteiro, que para a sociedade medieval é o lugar, por definição, da
   reclusão, da vida monástica, da oração, da preservação da tradição, da
   proclamação da fé e da ligação com o divino, da concentração no espiritual
   e, exatamente por isso, o lugar da busca da ascese espiritual que se faz
somente na proximidade do caelum, confere aos monges a condição de
mediadores entre o mundo humano (mundo terreno) e o mundo divino
(mundo celeste), se situando entre ambos. (p. 2)
Por sua vez, a fortaleza desempenha o papel defensivo contra os ataques
sorrateiros do inimigo, especialmente em uma sociedade profundamente
dividida, sujeita a invasões permanentes e especialmente descentrada de
uma unificação das forças de defesa e proteção. Por isso, a fortaleza se
posta sobre a colina, próxima ao despenhadeiro, de onde a sentinela pode
tudo observar. Um mundo acossado permanentemente pelo medo é um
mundo para o qual é necessário todo tipo de atitude defensiva, e as
comunidades procuram o abrigo dos muros fortificados. (p. 2)
O filósofo se distancia para compreender, o monge se distancia para
contemplar e o guerreiro se distancia para ter a visão defensiva
estrategicamente completa. (...) theorós, a daquele que se posta a
observar. (p. 3)


Vamos resumir: um coelho branco é tirado de dentro de uma cartola.
Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por
isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de
mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se
arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho...
E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir
até a ponta dos finos pêlos, lá em cima.
Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limites
da linguagem e da existência.
Alguns deles ... berram para as pessoas que estão lá embaixo...
Mas nenhuma das pessoas lá de baixo se interessa pela gritaria dos
filósofos. (Jostein Gaarder, O Mundo de Sofia)
A FILOSOFIA BUSCA COMPREENDER O SER HUMANO, BUSCA
     RESPONDER OS SEGUINTES QUESTIONAMENTOS:




 quem sou              de onde                   para onde
   eu?                eu venho?                   eu vou?




                        Como o
    Por que                                      Existe um
                        mundo
  estou aqui?                                     Deus?
                       começou?




             Para onde e vou depois de morrer?
A racionalidade deu à luz a todas as ciências. Física, Química, Biologia e até
Matemática já fizeram parte da Filosofia. Mas, com o avanço da tecnologia, a
filosofia e a ciência se separaram. Então, para que serve a filosofia hoje em
dia?
Os filósofos são muito mais procurados por serem preparados para pensar
claramente sobre os problemas. É comum jornais e outros meios de
comunicação perguntarem a opinião de filósofos sobre os temas atuais. Até
governos, hospitais, museus e arquitetos pedem seus conselhos e pareceres.
Muitos filósofos trabalham em universidades. Eles ensinam aos jovens como
pensar e argumentar claramente estudando outros filósofos.

Conceitos
A palavra filosofia é de origem grega.
É composta por duas outras: philo e sophia.
Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre
os iguais.
Sophia quer dizer sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio.
Filosofia é a arte que busca conhecer racionalmente a natureza, o ser humano,
o universo e as transformações que neles ocorrem.
Entende-se por filosofia grega os períodos que existiram antes e depois de
Sócrates, sendo eles:
              I.  Período pré-socrático,
             II. Período socrático,
            III. Período helenístico.

Filosofia é razão - O Filósofo é a razão em movimento na busca de si mesma.
     A idéia da Filosofia como razão consolidou-se na afirmação de Aristóteles:
    "O homem é um animal racional".
    Razão
    X + 2y - 5 =0
    A Terra gira em torno do sol
    Todos os homens são mortais. Sócrates é homem, logo Ele é mortal
Filosofia é Paixão - O Filósofo antes de tudo é um amante da sabedoria.
    O que move o mundo não é a razão, mas a paixão. "O coração tem razões
    que a própria razão desconhece" Pascal
Filosofia é Mito - O Filósofo é um mítico em busca da verdade velada.
    Só pensamos naquilo que cremos, e só cremos naquilo que queremos.
    O mito para a Filosofia é vital, pois cria ícones possíveis do mundo das
    idéias.
    "Há mais mistérios entre os céus e a terra do que pressupõe a vossa vã
    Filosofia". William Shakespeare.
Características da Filosofia

Aristóteles espanto, com o reconhecimento da ignorância.
ignorância  incapacidade de dar sentido à vida e ao universo.
Alegoria da caverna.
Reivindicação de liberdade: o filósofo reconhece a sua razão como a
capacidade mais importante do ser humano conjunto de capacidades de
pensar, de explicar os fenômenos, de calcular, de prever, de projetar, de
sonhar, de imaginar, de criar e, também, de destruir, pois a racionalidade não
está isenta de erro
Errar é uma possibilidade que está aberta ao ser humano
Liberdade motivação e um quadro valorativo que oriente o uso da liberdade.

OBJETO DA FILOSOFIA
Questões metafísicas:
Meta  além do físico, problemas do ser e da realidade , o Homem como
fundamento e suporte de tudo o que existe

Questões lógicas: problemas do pensar.
Questões gnoseológicas ou teoria do conhecimento: problemas do
conhecimento em geral.
Questões epistemológicas, de teoria e filosofia da ciência: problemas do
conhecimento científico e da ciência
Enquanto as outras ciências conhecem, a filosofia estuda a possibilidade do
próprio conhecimento, os seus pressupostos e os limites do conhecimento
possível.
Questões de axiologia, ética, filosofia política, estética, etc.: problemas dos
valores e da ação humana - ao contrário das outras ciências que estudam o
que é, a filosofia estuda o que deve ser
Questões de filosofia da linguagem: problemas da linguagem - a filosofia
estuda a linguagem das outras ciências na perspectiva da sua estrutura.

  I.   Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um
       dia na tua vida. (Confúcio)
 II.   A dúvida é o principio da sabedoria.(Aristóteles)
III.   O livro é um mestre que fala mas que não responde.(Platão)
IV.    É parte da cura o desejo de ser curado. (Sêneca)
A FILOSOFIA NA GRÉCIA ANTIGA




O Mito x A Razão
Porque é que chove? O que é o trovão? De onde vem o relâmpago? Por que
razão crescem as ervas? Por que razão existem os montes? Por que razão
tenho fome? Por que razão morrem os meus semelhantes? Porque é que cai a
noite e a seguir vem o dia de novo? O que são as estrelas? Por que razão
voam os pássaros?...

Leia o texto a seguir:


A FONTE DA VAIDADE

         Narciso era filho do deus-rio Cephisus e da ninfa Liriope, e era um
jovem de extrema beleza. Porém, à despeito da cobiça que despertava nas
ninfas e donzelas, Narciso preferia viver só, pois não havia encontrado
ninguém que julgasse merecedora do seu amor. E foi justamente este
desprezo que devotava às jovens a sua perdição.
         Pois havia uma bela ninfa, Eco, amante dos bosques e dos montes,
companheira favorita de Diana em suas caçadas. Mas Eco tinha um grande
defeito: falava demais, e tinha o costume de dar sempre a última palavra em
qualquer conversa da qual participava.
         Um dia Hera, desconfiada - com razão - que seu marido estava
divertindo-se com as ninfas, saiu em sua procura. Eco usou sua conversa para
entreter a deusa enquanto suas amigas ninfas se escondiam. Hera,
percebendo a artimanha da ninfa, condenou-a a não mais poder falar uma só
palavra por sua iniciativa, a não ser responder quando interpelada.
         Assim a ninfa passeava por um bosque quando viu Narciso que
perseguia a caça pela montanha. Como era belo o jovem, e como era forte a
paixão que a assaltou! Seguiu-lhe os passos e quis dirigir-lhe a palavra, falar o
quanto ela o queria... Mas não era possível - era preciso esperar que ele
falasse primeiro para então responder-lhe. Distraída pelos seus pensamentos,
não percebeu que o jovem dela se aproximara. Tentou se esconder
rapidamente, mas Narciso ouviu o barulho e caminhou em sua direção:
- Há alguém aqui?
- Aqui! - respondeu Eco.
         Narciso olhou em volta e não viu ninguém. Queria saber quem estava
se escondendo dele, e quem era a dona daquela voz tão bonita.
- Vem - gritou.
- Vem! - respondeu Eco.
- Por que foges de mim?
- Por que foges de mim?
- Eu não fujo! Vem, vamos nos juntar!
- Juntar! - a donzela não podia conter sua felicidade ao correr em direção do
amado que fizera tal convite.
         Narciso, vendo a ninfa que corria em sua direção, gritou:
- Afasta-te! Prefiro morrer do que te deixar me possuir!
- Me possuir... - disse Eco.
         Foi terrível o que se passou. Narciso fugiu, e a ninfa, envergonhada,
correu para se esconder no recesso dos bosques. Daquele dia em diante,
passou a viver nas cavernas e entre os rochedos das montanhas. Evitava o
contato com os outros seres, e não se alimentava mais. Com o pesar, seu
corpo foi definhando, até que suas carnes desapareceram completamente.
Seus ossos se transformaram em rocha. Nada restou além da sua voz. Eco,
porém, continua a responder a todos que a chamem, e conserva seu costume
de dizer sempre a última palavra.
         Não foi em vão o sofrimento da ninfa, pois do alto, do Olimpo, Nêmesis
vira tudo o que se passou. Como punição, condenou Narciso a um triste fim,
que não demorou muito a ocorrer.
         Havia, não muito longe dali, uma fonte clara, de águas como prata. Os
pastores não levavam para lá seu rebanho, nem cabras ou qualquer outro
animal a freqüentava. Não era tampouco enfeada por folhas ou por galhos
caídos de árvores. Era linda, cercada de uma relva viçosa, e abrigada do sol
por rochedos que a cercavam. Ali chegou um dia Narciso, fatigado da caça, e
sentindo muito calor e muita sede.
         Narciso debruçou sobre a fonte para banhar-se e viu, surpreso, uma
bela figura que o olhava de dentro da fonte. "Com certeza é algum espírito das
águas que habita esta fonte. E como é belo!", disse, admirando os olhos
brilhantes, os cabelos anelados como os de Apolo, o rosto oval e o pescoço de
marfim do ser. Apaixonou-se pelo aspecto saudável e pela beleza daquele ser
que, de dentro da fonte, retribuía o seu olhar.
        Não podia mais se conter. Baixou o rosto para beijar o ser, e enfiou os
braços na fonte para abraça-lo. Porém, ao contato de seus braços com a água
da fonte, o ser sumiu para voltar depois de alguns instantes, tão belo quanto
antes.
        - Porque me desprezas, bela criatura? E por que foges ao meu
contato? Meu rosto não deve causar-te repulsa, pois as ninfas me amam, e tu
mesmo não me olhas com indiferença. Quando sorrio, também tu sorris, e
responde com acenos aos meus acenos. Mas quando estendo os braços, fazes
o mesmo para então sumires ao meu contato.
        Suas lágrimas caíram na água, turvando a imagem. E, ao vê-la partir,
Narciso exclamou:
        - Fica, peço-te, fica! Se não posso tocar-te, deixe-me pelo menos
admirar-te.
        Assim Narciso ficou por dias a admirar sua própria imagem na fonte,
esquecido de alimento e de água, seu corpo definhando. As cores e o vigor
deixaram seu corpo, e quando ele gritava "Ai, ai", Eco respondia com as
mesmas palavras. Assim o jovem morreu.
        As ninfas choraram seu triste destino. Prepararam uma pira funerária e
teriam cremado seu corpo se o tivessem encontrado. No lugar onde faleceu,
entretanto, as ninfas encontraram apenas uma flor roxa, rodeada de folhas
brancas. E, em memória do jovem Narciso, aquela flor passou a ser conhecida
pelo seu nome.
Dizem ainda, que quando a sombra de Narciso atravessou o rio Estige, em
direção ao Hades, ela debruçou-se sobre suas águas para contemplar sua
figura


O Mito

As explicações míticas e religiosas foram antepassados da ciência moderna .
Uma sociedade racionalizada . A Grécia entre os séculos VII e V a.C era uma
sociedade justa, livre de preconceitos e democrata......?????? ERA????? Na
verdade democracia era um equilíbrio entre as diferentes camadas sociais.

A escrita
Entre os gregos ela é de domínio comum  ideologicamente isso poderia
significar que todos tinham acesso ao conhecimento, à ampla difusão das
idéias.

Não há sacerdotes que tenham monopólio de livros sagrados, por exemplo
  A religião É frágil  os deuses têm características humanas e pouco
  servem para inspirar um pensamento religioso
Mitos e deuses
   Quando surgiu a ciência? o que é a ciência? Ora, o termo "ciência“
   a ciência da natureza é o estudo sistemático e racional, baseado em
   métodos adequados de prova, da natureza e do seu funcionamento.

Os Períodos Principais do Pensamento Grego

I. Período pré-socrático (séc. VII-V a.C.) - Problemas cosmológicos.
II. Período socrático (séc. IV a.C.) - Problemas metafísicos. Período
Sistemático ou Antropológico: o período mais importante da história do
pensamento grego (Sócrates,Platão, Aristóteles)
III. Período pós-socrático (séc. IV a.C. - VI p.C.) - Problemas morais. Período
Ético

    I.    Os Pré-Socráticos
Antes de Sócrates
Homero = Ilíada e Odisseia – narrativas épicas que mostravam as guerras
entre gregos e outras cidades estados
Ilíada narra a guerra de Tróia (Ílion em grego)
Odisséia  narra as viagens de Ulisses

Péricles (c. 495/492 a.C.–429 a.C.) Justiça é a realização palpável da
atividade humana. O homem é responsável pelo seu destino. A vontade
humana deve conter o desejo de ser bom

Século VI a.C.  Universo e com os fenômenos da natureza.  início do
conhecimento científico.

Tales de Mileto  Todas as coisas estão cheias de deuses. O imã possui
vida, pois atrai o ferro., Anaximandro e Heráclito.

Anaximandro de Mileto (611-547 A.C.) "Ápeiron“  princípio universal uma
substância indefinida, o ápeiron (ilimitado) . Há uma lei que governa o cosmos
(kosmos). Isso nos dá certeza e regularidade. O Universo se governa pelo
equilíbrio das forças contrárias ( ódio/amor; quente/frio; justo/injusto)

Demócrito e Leucipo partem do eleatismo.
Acredita no movimento porque o pensamento é um movimento o movimento
existe porque eu penso e o pensamento tem realidade.
Mas se há movimento deve haver um espaço vazio 
 1) o movimento espacial só pode ter lugar no vazio, pois o pleno não pode
acolher em si nada que Ihe seja heterogêneo;
2)a rarefação e a condensação só se explicam pelo espaço vazio;
3) o crescimento só se explica porque o alimento penetra nos interstícios do
corpo;
4) em um vaso cheio de cinza pode-se ainda derramar tanta água quanta se
ele estivesse vazio, a cinza desaparece nos interstícios vazios da água.

Heráclito de Éfeso (aprox. 540 a.C. - 470 a.C.) : A todos os homens é
compartilhado o conhecer-se a si mesmpo e pensar sensatamente. A lei serve
à cidade: deve ser respeitada e conservada para a manutenção da ordem.

Demócrito (cerca de 460 a.C. - 370 a.C.): Inimigo não é quem comete injustiça,
mas o que quer cometê-la. Não por medo, mas por dever, evitai os erros

Pitágoras: Pitágoras, o fundador da escola pitagórica, nasceu em Samos pelos
anos 571-70 a.C. Matemática, música: está associado ao teorema de Pitágoras
da geometria. A escola pitagórica era profundamente mística; atribuía aos
números e às suas relações um significado mítico e religioso. Ciência e a
religião estavam misturadas nos primeiros tempos. Afinal, a sede de
conhecimento que leva os seres humanos a fazer ciências, religiões, artes e
filosofia é a mesma.
Segundo o pitagorismo, a essência, o princípio essencial de que são
compostas todas as coisas, é o número, ou seja, as relações matemáticas.
Da racional concepção de que tudo é regulado segundo relações numéricas,
passa-se à visão fantástica de que o número seja a essência das coisas.

                             Teorema de Pitágoras




   "Educai as crianças e não será preciso punir os homens". (Pitágoras)
II. Período Clássico ou Período Socrático.

Sócrates  o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica.
Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do ser humano. Suas idéias
foram conhecidas através dos diálogos de Platão. Os séculos V e IV a.C. na
Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico.O sistema
político democrático de Atenas proporcionou o desenvolvimento do
pensamento.

   "Ó homens, é muito sábio entre vós aquele que, igualmente a
   Sócrates, tenha admitido que sua sabedoria não possui valor algum".




   Conhece-te a ti mesmo


 Nasceu Sócrates em 470 ou 469 a.C., em Atenas, filho de Sofrônico, escultor,
e de Fenáreta, parteira.
Ironia: Sócrates adotava sempre o diálogo  assumia humildemente a atitude
de quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colher o adversário
presunçoso em evidente contradição e constrangê-lo à confissão humilhante de
sua ignorância  ironia socrática. Maiêutica
Num segundo caso, tratando-se de um discípulo multiplicava ainda as
perguntas, dirigindo-as agora ao fim de obter, por indução dos casos
particulares e concretos, um conceito, uma definição geral do objeto em
questão.
Leis  preceitos de obediência incontornável, instrumento de coesão social
que visa à realização do Bem Comum
O foro interior e individual deveria submeter-se ao exterior em benefício da
coletividade

Sofistas I (século IV a.C)
   Protágoras  o mais célebre advogado da relatividade de valores
          O que é bom para A pode ser mau para B
          O que é Bom para A em certas circunstâncias pode ser mau para ele
          em outras
          O que está na Lei é o que está dito pelo legislador, e esse é o
          começo, o meio e o fim de toda justiça.
Houve um avanço significativo na importância da oratória, da argumentação
Se a lei é relativa, se ela se esvai com o tempo, se é modificada ou substituída
por outra posterior, então com ela se encaminha também a justiça.
   "Protágoras obrigou-se a ensinar a lei a Euatlo, combinando com este um
   determinado preço que só seria pago quando o aluno vencesse o seu
   primeiro caso. Concluída a formação acordada, Euatlo absteve-se de
   acompanhar qualquer processo e o impaciente Protágoras demandou-o
   judicialmente para que lhe fosse pago o que entendia ser devido.
   Raciocinou assim: se ganhasse, Euatlo teria de pagar o valor acordado; se
   perdesse, então Euatlo teria ganho o seu primeiro caso e ficava obrigado a
   pagar nos termos do contrato. Mas não foi este o raciocínio de Euatlo:
   argumentava este que se Protágoras ganhasse ele não seria obrigado a
   qualquer pagamento, porque só a tal seria obrigado quando tivesse ganho o
   primeiro caso; caso Protágoras perdesse também não pagaria, porque o
   tribunal decidira que ele nada tinha a pagar. Qual dos dois teria razão?"

Educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno,
preparado para atuar politicamente para o crescimento da cidade.
Proposta pedagógica  os jovens e o mercado de trabalho, divisão das
ciências em - retórica, filosofia - pensar e artes - manifestar suas qualidades
artísticas.
Protágoras de Abdera, dizia, "o homem é a medida de todas as coisas".
Em outras palavras: não existe verdade absoluta, mas tão somente opiniões
relativas ao homem (este vinho, delicioso para o amador, é amargo para o
enfermo).

Platão (427-347 a.C.)
Nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C.Foi discípulo de Sócrates
Estudou também os maiores pré-socráticos. Depois da morte do mestre, Platão
retirou-se com outros socráticos para junto de Euclides, em Mégara.
Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco do
conhecimento intelectual.

Transcendência: Recusava a realidade do mundo dos sentidos. Toda a
mudança é apenas ilusão, reflexos pálidos de uma realidade supra-sensível
que poderia ser verdadeiramente conhecida. Os pensadores teriam a função
de entender o mundo da realidade, separando-o das aparências.
corpo


               alma

Ordem e Política Necessária  para a realização da justiça, para o convívio
social
República (res –coisa; publica – de todos) =Politeia – a constituição é o
instrumento da justiça. O estado ideal deve ser liderado por um filósofo
Tipos de Estado

     I.    Timocracia(de timé, que significa honra) é uma forma introduzida
           por Platão para designar a transição entre a constituição ideal e as
           três formas más tradicionais (oligarquia, democracia e tirania)
     II.   Oligarquia (do grego ολιγαρχία, de oligoi, poucos, e arche,
           governo) significa, literalmente, governo de poucos. No entanto,
           como
    III.   Aristocracia significa, também, governo de poucos - porém, os
           melhores -, tem-se, por oligarquia, o governo de poucos em benefício
           próprio, com amparo na riqueza pecuniária.
   IV.     Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar
           importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou
           indiretamente, por meio de representantes eleitos
    V.     Monarquia é uma forma de governo em que um indivíduo governa
           como chefe de Estado, geralmente de maneira vitalícia ou até sua
           abdicação, e "é totalmente separado de todos os outros membros do
           Estado“
   VI.     Tirania: É caracterizada pelas ameaças às liberdades individuais e
           coletivas. É representada por políticos que não tendo mais o poder
           de matar ou mesmo prender o opositor, preferem usar métodos
           substituindo como processos judiciais por calúnia e difamação,
           compra da imprensa e dos órgãos de informação.

Paidéia (Educação em Platão)
O mito da Caverna

Leia o texto:
O mito da caverna e o aparelho de televisão.
Esperamos pela luz, mas contemplamos a escuridão. Isaías, 59:9

Extraído de "A República" de Platão. 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291

O diálogo entre Sócrates e Glauco, escrito há mais de dois mil anos pelo
filósofo Platão, demonstra a relação entre a ciência e à ignorância. De forma
alegórica, mostra como os seres humanos acorrentados desde a infância no
interior de uma caverna, apenas conseguem contemplar sombras projetadas
na parede, tendo essas visões como a mais fiel e única realidade.
Entretanto, um deles consegue se libertar segue o caminho que leva para fora
da caverna, e se depara com outra realidade, a realidade das idéias puras.
Retorna para o interior da caverna a fim de mostrar aos outros o verdadeiro
caminho, as sombras não são tudo que existe. No entanto, os demais,
acostumados às sombras e acreditando que elas são toda a realidade, não dão
ouvidos e nem se motivam a conhecer essa outra realidade, tal mito também
mostra que nossa percepção da realidade é muitas vezes limitada pelos
nossos sentidos.
Essa metáfora demonstra a condição humana perante o mundo em termos de
conhecimento, educação, ética, política, a fuga do senso comum para uma
visão mais organizada, lógica e verdadeira do Universo que nos cerca.
Muitas pessoas consideram que a época em vivíamos em cavernas, onde
nossa percepção de mundo era limitada, e nossos pensamentos eram
adubados por mitos esta nas páginas dos livros de história, porém tal realidade
Platônica acontece hoje em dia e de uma forma meramente simples que
poucos conseguem perceber.
No dia a dia, no interior de nossas casas, não temos correntes que nos
envolvem e nos impedem de irmos em direção a luz, mas criamos um meio
moderno de amordaça feito com material mais resistente que o aço das
correntes, seu efeito é mais devastador.
Na alegoria da caverna as correntes prendiam somente a matéria, ou seja, o
corpo, esse novo tipo de grilhão sufoca a mente e o corpo essa nova amordaça
nos tira a vontade de conhecer a realidade, nos torna alienados e acomodados.
Essa amordaça necessita de eletricidade, que a nossa televisão nos mostra por
vezes é como se fosse a única verdade a revelação absoluta, constrói e destrói
ao seu bel prazer, nos vestimos, nos comportamos como a tela mostra.
Eis aí o comportamento da sociedade atual, as sombras (informações
fornecidas pela mídia) são fortemente controladas. Vivemos numa moderna
caverna social, somos os prisioneiros modernos, meros reprodutores da versão
oficial estabelecida pelos órgãos de comunicação sem perceber que se trata na
verdade de um círculo vicioso.
Na opinião de Peter Winterhoff-Spurk, a televisão atual é uma espécie de
"sociedade de encenação". Está a criar-se "um caráter social, que facilmente
se excita, é superficial, teatral, e tem uma mentalidade egocêntrica e pouco
estruturada". Podemos dizer que é como a sociedade do pão e circo, mas os
tempos são piores a caixa(televisão) apenas nos oferece o circo, e é capaz de
exercer efeitos negativos sobre qualquer indivíduo se usada como única ponte
para o mundo.
É fato que a televisão é presente no dia a dia de grande parte da população
mundial, produzindo costumes, gostos, hábitos, maneiras diferentes de se
portar diante da sociedade, que não são nossas e nem se assemelham a nós.
E pior, vamos adotando como referência os donos dessas imagens, permitindo
que eles se tornem tutores da nossa cidadania. Desde o berço somos
acostumados a idolatrar as coisas de fora, principalmente dos EUA, e vamos
absorvendo como se fosse nossa a cultura deles. Como conseqüência, vamos
deixando de lado a nossa própria forma de pensar. E não há nessa afirmação
nenhum caráter xenofobico, mas uma simples constatação, boa parte dos
desenhos que as gerações que cresceram nos anos 70 e 80 assistiam foram
fortemente influenciados ideologicamente a uma determinada cultura.
Outra razão para a overdose de TV está no fato dos pais não terem muito
tempo ou recursos para dedicar-se aos filhos, que usam a TV como "babá
eletrônica".
Qualquer professor sabe o quanto é difícil dialogar e transmitir valores a alunos
superexpostos à caixa (televisão), muitas das nossas crianças não lêem livros
em hora alguma e boa parte não brincam com amigos.
"A televisão deforma o caráter" e tem "graves consequências para a família, a
vida profissional e a política", afirma o psicólogo alemão Peter Winterhoff-
Spurk. Na obra, intitulada "Corações frios - como a televisão molda o nosso
caráter".
Não devemos poupar esforços para divulgar os conhecimentos científicos de
forma correta e clara, atacar o vírus do analfabetismo científico, da mesma
forma o declínio da compreensão dos métodos da ciência prejudicam a
capacidade de escolha política e põem em risco os valores da democracia.
Leia mais em: http://www.webartigos.com/articles/14821/1/O-mito-da-caverna-
e-o-aparelho-de-televisao/pagina1.html#ixzz1UvhLz9Ze

As ideias
   O sistema metafísico de Platão  centraliza-se e culmina no mundo divino
   das idéias. Entre as idéias e a matéria estão o Deus e as almas, através de
   que desce das idéias à matéria aquilo de racionalidade que nesta matéria
   aparece. O divino platônico é representado pelo mundo das idéias e
   especialmente pela idéia do Bem. O mundo ideal é provado pela
   necessidade de justificar os valores, o dever ser, de que este nosso mundo
   imperfeito participa e a que aspira.

O mundo
   É a síntese  idéias X matéria.
Deus plasma o caos da matéria no modelo das idéias eternas, introduzindo
        no caos a alma, princípio de movimento e de ordem. O mundo, pois, está
        entre o ser (idéia) e o não-ser (matéria)

   I.      Frases:
  II.      Deve-se temer a velhice, porque ela nunca vem só. Bengalas são
           provas de idade e não de prudência.
 III.      Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado.
 IV.       Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo.
  V.       Uma vida não questionada não merece ser vivida.
 VI.       Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de
           brincadeira do que em um ano de conversa.
VII.       O livro é um mestre que fala mas que não responde.
VIII.      O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se
           vê.
 IX.       O bom juiz não deve ser jovem, mas ancião, alguém que aprendeu tarde
           o que é a injustiça, sem tê-la sentido como experiência pessoal e ínsita
           na sua alma; mas por tê-la estudado, como uma qualidade alheia, nas
           almas alheias.



Aristóteles
Filho de Nicômaco, médico de Amintas, rei da Macedônia, nasceu em Estagira,
colônia grega da Trácia, no litoral setentrional do mar Egeu, em 384 a.C.
Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates, foi também
quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar ao
conhecimento científico, e também partir sempre dos conceitos gerais para os
específicos.
Imanência, Lógica dedutiva, Conhecimento humano, métodoO universal
inferia-se do particular. Para se chegar ao conhecimento, nos devíamos virar
para a única realidade existente, aquela que os sentidos nos apresentavam.
A imanência é um conceito religioso e metafísico que defende a existência de
um ser supremo e divino (ou força) dentro do mundo físico

A Lei

JUSTO POLÍTICO X JUSTO FAMILIAR
  Família: Mulheres e escravos não se aplica a justiça pública  para eles
  não vige a lei. As mulheres cuidam da organização do lar, da educação das
crianças, gerencia os negócio familiares, cuidam da subsistência dos filhos
   e da família  gérmen da vida política
   A Metafísica
   "a ciência do ser como ser, ou dos princípios e das causas do ser e de seus
   atributos essenciais"

Frases:
  I.  A dúvida é o principio da sabedoria.
 II.   É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer.
III.   O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.
IV.    Ter muitos amigos é não ter nenhum.
 V.    Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é
       um modo de agir, mas um hábito.
VI.    O que é um amigo? Uma única alma habitando dois corpos.




Período Pós-Socrático

   Final da Hegemonia política e militar da Grécia  início do cristianismo.
   O foco da preocupação sai do homem e vai para o universo – problemas
   éticos, vida interior do homem.
   CINISMO
   Decadência moral da sociedade Grega
   Cinismo  Diógenes – desprezo àquilo que a classe dominante
   considerava de valor

Império Romano  turbulências administrativas, expansão do império e o
Direito Romano

ESTOICISMO
  Anulação das paixões e destaque para a razão. Grande representante
  desta escola foi Sêneca; Não há acaso, tudo é providencial.
  O fim supremo do homem é a virtude.
   Para Sêneca: é importante reafirmar a calma serena de espírito,
      alegando os três pilares dos estóicos com firmeza, alegria, sabedoria e
      vontade. * O desprezo pela riqueza, mas usá-lo benfeitor. * Dignidade
      humana individual só porque de ser assim. * O conteúdo de existência é
      o uirtus, que é o bem mais elevado, valorizamos o esforço para obter a
      sua própria realização. * Recusa de raiva, ansiedade e tédio. *
Supremacia da alma sobre o corpo. * A idéia de Deus como a mente do
        universo e da Providência como um espírito divino no homem revive

   I.   É válido procurarmos conhecer a que má e penosa servidão nos
        sujeitamos quando nos abandonamos ao poder alternado dos prazeres
        e das dores, esses dois amos tão caprichosos quanto tirânicos.
  II.   Muitas coisas não ousamos empreender por parecerem difíceis;
        entretanto, são difíceis porque não ousamos empreendê-las.
 III.   Nada é tão lamentável e nocivo como antecipar desgraças.
 IV.    Ninguém chegou a ser sábio por acaso.
  V.    O homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais que o
        necessário.
 VI.    Para a nossa avareza, o muito é pouco; para a nossa necessidade, o
        pouco é muito.
VII.    Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a . Ela é abundante em
        prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente
        declinando estão entre os mais doces da vida de um homem, Mesmo
        quando tenhas alcançado o limite extremo dos aos, estes ainda
        reservam prazeres.
VIII.   Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives
        de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico.
 IX.    Toda arte é imitação da natureza.
  X.    As coisas que nos assustam são em maior número do que as que
        efetivamente fazem mal, e afligimo-nos mais pelas aparências do que
        pelos fatos reais.
 XI.    A deformidade do corpo não afeia uma bela alma, mas a formosura da
        alma reflete-se no corpo.
XII.    É errado quando acreditas em cada um, mas também é errado quando
        não acreditas em ninguém.


EPICURISMO
   O representante desta escola foi Epicuro. A vida deve ser
   convenientemente regrada. Este é o objetivo da ética.
Segundo Epicuro, temos 3 tipos de prazeres:
1° os naturais e necessários (comer quando se tem fome)
2° naturais, porém não necessários (comer excessivamente)
3° nem naturais, nem necessários (fumo, luxo)

A filosofia é a arte da vida.

CETICISMO

Não o conhecimento da verdade, mas sua procura.As aparências  impossível
chegar a um saber completo e universal.
Não há certeza , não há o avanço nos conhecimentos, portanto o progresso
fica impossibilitado de acontecer.
O representante e fundador desta escola foi Pirro

ECLETISMO
Oposto do Ceticismo. A verdade não se limita a um sistema filosófico, deve ser
complementada por elementos das diversas escolas. Para se alcançar uma
compreensão adequada das coisas não se deve privilegiar apenas um filósofo,
mas o que há de melhor em cada um deles.

JUSTIÇA CRISTÃ
Sto Agostinho - a partir do século V até o século XIII  Escolástica - conjunto
de idéias que visava unir a fé com o pensamento racional de Platão e
Aristóteles.
Cristianizou Platão, Fortalecimento do culto cristão, Ascensão do poder
eclesiástico, Diluição da sociedade organizada
Livre arbítrio.A vontade governa o homem. Atua contra ou a favor a Lei divina.
Você pode escolhar entre matar e não matar....
O Juízo Final mostrará quem usou o livre arbítrio de acordo com a Lei Divina
O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios.


                                Cidade de Deus
                                Lex aeterna – lei
                                     eterna



                                  Cidade dos
                                   homens
                                (maculada pelo
                                pecado original)
                                Lex temporalem
                                 – lei temporal
Frases:
  I.  O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres.
 II.   Não basta fazer coisas, é preciso fazê-las bem
III.   Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o
       que quiser.
IV.    Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, os que elogiam, porque
       me corrompem




Pensamento Medieval ou Cristianismo
São Tomás de Aquino (1225-1274)

Cristianizou Aristóteles  sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de
sua época: a Summa theologiae e a Summa contra gentiles.

Ele afirma que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do
ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal
é a privação ou ausência do bem.

Com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, para isto
propõe as 5 vias de demonstração:
Primeira viatudo que se move é movido por alguém, é impossível uma
cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do
contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um
primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi
movido.
Segunda via  Causa primeira: decorre da relação "causa-e-efeito" que se
observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por
ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do
contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa
sequência infinita.
Terceira via  existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas
nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria,
logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres
contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.
Quarta via  Ser perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres,
uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um
parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de
perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.
Quinta via  Inteligência ordenadora: existe uma ordem no universo que é
facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega
à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs
o universo na forma ordenada.
 "A verdade é o meio pelo qual se manifesta aquilo que é". A verdade está nas
coisas e no intelecto e ambas convergem junto com o ser. O "não-ser" não
pode ser verdade até o intelecto o tornar conhecida, ou seja, isso é apreendido
através da razão.

Segundo Tomás de Aquino, a ética consiste em agir de acordo com a natureza
racional. Todo o homem é dotado de livre-arbítrio, orientado pela consciência e
tem uma capacidade inata de captar, intuitivamente, os ditames da ordem
moral. O primeiro postulado da ordem moral é: faz o bem e evita o mal.

Há uma Lei Eterna, que é o plano racional de Deus que ordena todo o universo
e uma Lei Natural, que é conceituada como a participação da Lei Eterna na
criatura racional, ou seja, aquilo que o homem é levado a fazer pela sua
natureza racional.
A Lei Positiva é a lei feita pelo homem, de modo a possibilitar uma vida em
sociedade. Esta subordina-se à Lei Natural, não podendo contrariá-la sob pena
de se tornar uma lei injusta; não há a obrigação de obedecer à lei injusta (este
é o fundamento objectivo e racional da verdadeira objecção de consciência).
A Justiça consiste na disposição constante da vontade em dar a cada um o
que é seu - suum cuique tribuere - e classifica-se
como comutativa, distributiva e legal, conforme se faça entre iguais, do
soberano para os súbditos e destes para com aquele, respectivamente.
REFERÊNCIAS

ADEODATO, J.M. Filosofia do Direito. Uma crítica à verdade na ética e na
ciência. Saraiva: São Paulo.2009
BITTAR, E.C.B. & ALMEIDA, G.A. Filosofia do Direito. Ed. Revista e ampl. São
Paulo. Atlas.2009
GAARDER, J. O mundo de Sofia. São Paulo:Cia. Das Letras 2000
STOKES, P.Filosofia – os grandes pensadores. Belo Horizonte: EDIC.2007

Sites da Web
Lucibonini.blogspot.com
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Filosofia para alunos de Direito

  • 1. Luci Bonini APOSTILA DE FILOSOFIA PARA OS ALUNOS DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES A mente que se abre para uma nova idéia, nunca mais retorna ao seu tamanho original. (A.Einstien)
  • 2. Programa da disciplina Ementa A disciplina de Filosofia aborda fundamentos filosóficos como instrumentais de reflexão e compreensão do universo no qual se inserem as atividades sociais e o profissional da área de ciências jurídicas para o desenvolvimento de uma visão crítica da realidade em sua diversidade cultural. Objetivo I. Identificar os conceitos básicos da filosofia, possibilitando a sua compreensão no contexto da realidade contemporânea. II. Refletir sobre a realidade social e a vida cotidiana nos âmbitos profissional e pessoal utilizando instrumentos de reflexão filosófica, criticidade e rigor filosófico. Conteúdo programático Unidade I – Filosofia: aspectos teóricos e conceituais Conceitos e terminologia A Filosofia e o conhecimento humano Unidade II – Origem e desenvolvimento histórico 2.1 Origem e desenvolvimento histórico 2.2 Principais períodos e escolas Unidade III – a racionalidade instrumental – prisão na imanência do mundo 3.1 Campos de investigação da filosofia 3.2 A concepção de homen – Ideologia e Socialização Unidade V – filosofia: a reflexão filosófica na vida cotidiana 4.1 Indústria Cultural e Teoria Crítica da Sociedade 4.2 Ética e Moral – conceitos e definição 4.3 Atitude reflexiva, análise e crítica do cotidiano Unidade V – filosofia: a reflexão filosófica na vida cotidiana 4.1 Indústria Cultural e Teoria Crítica da Soceidade 4.2 Ética e Moral – conceitos e definição 4.3 Atitude reflexiva, análise e crítica do cotidiano Metodologia Aulas expositivas dialogadas, estudo dirigido, seminários de pesquisa Forma de Avaliação A avaliação do desempenho é realizada de forma contínua a fim de diagnosticar o desenvolvimento do processo de aprendizagem por meio dos seguintes instrumentos em conformidade com as normas da IES. 1. Avaliação discursiva; 2. Avaliação Objetiva; 3. Participação em sala de aula; 4. Avaliação Interdisciplinar Bibliografia - Básica ARANHA, Maria Lucia de Arruda; MARTINS Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à filosofia. 3ª.ed. São Paulo: Moderna. 2007 CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 13ª.ed. São Paulo. Ática. 2005
  • 3. GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo. Introdução à Filosofia. 1ª.ed. São Paulo: Manole. 2003 ADORNO, Theodor. Educação e Emancipação. 2ª.ed. São Paulo: Paz e Terra. 2000 Bibliografia - Complementar ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Temas de Filosofia. 3ª.ed. São Paulo: Moderna. 2005 CHAUÍ, Marilena de Sousa. Introdução à história da Filosofia. 3ª.ed. São Paulo: Cia. Das Letras. 2002 MARITAIN, Jacques. Elementos de Filosofia i: Introdução geral à Filosofia. 18ª.ed. São Paulo: Agir. 2001 REALE, Miguel. Introdução à Filosofia. 4ª.ed. São Paulo: Saraiva. 2004 COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia. 16ª.ed. São Paulo: Saraiva. 2006 Algumas reflexões a partir do livro de:BITTAR, Eduardo C. B. & ALMEIDA, Guilherme Assis de. Curso de Filosofia do Direito. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2009
  • 4. FILOSOFIA Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem- estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Obs. Preâmbulo da Constituição:O preâmbulo de uma Constituição pode ser definido como documento de intenções do diploma, e consiste em uma certidão de origem e legitimidade do novo texto e uma proclamação de princípios, demonstrando a ruptura com o ordenamento constitucional anterior e o surgimento jurídico de um novo Estado. Apesar de não fazer parte do texto constitucional propriamente dito e, conseqüentemente, não conter normas constitucionais de valor jurídico autônomo, o preâmbulo não é juridicamente irrelevante, uma vez que deve ser observado como elemento de interpretação e integração dos diversos artigos que lhe seguem. Resumindo, o preâmbulo do texto constitucional não tem natureza normativa e, desse modo, não pode ser utilizado ostensivamente em se tratando de interpretação das normas constitucionais. A doutrina se divide quanto a esse aspecto, porém, as bancas examinadoras optam, normalmente, por analisar o preâmbulo como texto desprovido de força normativa. (Silvio Costa) FILOSOFIA E O SIMBOLISMO DA SABEDORIA Em muitas línguas (hibou, no francês, owl, no inglês, Eule, no alemão) a coruja é a ave que simboliza a sabedoria. Isso se deve ao fato de, na tradição grega, a coruja (koukoubagía) ter sido vista como a ave de Athena (Minerva, para os romanos), ou seja, como símbolo da racionalidade e da sabedoria (sophia), como a representação da atitude desperta, que procura e que não dorme, que age sob o fluxo lunar e que, portanto, não dorme quando se trata da busca do conhecimento. (p. 1) A sabedoria realmente evoca experiência e capacidade de absorção reflexiva da experiência mundana (...) O espanto diante do mundo. A coruja que plana e que observa à distância, com grandes olhos, retira das alturas sua vantagem na observação. (p.2) O mosteiro, que para a sociedade medieval é o lugar, por definição, da reclusão, da vida monástica, da oração, da preservação da tradição, da proclamação da fé e da ligação com o divino, da concentração no espiritual e, exatamente por isso, o lugar da busca da ascese espiritual que se faz
  • 5. somente na proximidade do caelum, confere aos monges a condição de mediadores entre o mundo humano (mundo terreno) e o mundo divino (mundo celeste), se situando entre ambos. (p. 2) Por sua vez, a fortaleza desempenha o papel defensivo contra os ataques sorrateiros do inimigo, especialmente em uma sociedade profundamente dividida, sujeita a invasões permanentes e especialmente descentrada de uma unificação das forças de defesa e proteção. Por isso, a fortaleza se posta sobre a colina, próxima ao despenhadeiro, de onde a sentinela pode tudo observar. Um mundo acossado permanentemente pelo medo é um mundo para o qual é necessário todo tipo de atitude defensiva, e as comunidades procuram o abrigo dos muros fortificados. (p. 2) O filósofo se distancia para compreender, o monge se distancia para contemplar e o guerreiro se distancia para ter a visão defensiva estrategicamente completa. (...) theorós, a daquele que se posta a observar. (p. 3) Vamos resumir: um coelho branco é tirado de dentro de uma cartola. Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho... E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pêlos, lá em cima. Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limites da linguagem e da existência. Alguns deles ... berram para as pessoas que estão lá embaixo... Mas nenhuma das pessoas lá de baixo se interessa pela gritaria dos filósofos. (Jostein Gaarder, O Mundo de Sofia)
  • 6. A FILOSOFIA BUSCA COMPREENDER O SER HUMANO, BUSCA RESPONDER OS SEGUINTES QUESTIONAMENTOS: quem sou de onde para onde eu? eu venho? eu vou? Como o Por que Existe um mundo estou aqui? Deus? começou? Para onde e vou depois de morrer?
  • 7. A racionalidade deu à luz a todas as ciências. Física, Química, Biologia e até Matemática já fizeram parte da Filosofia. Mas, com o avanço da tecnologia, a filosofia e a ciência se separaram. Então, para que serve a filosofia hoje em dia? Os filósofos são muito mais procurados por serem preparados para pensar claramente sobre os problemas. É comum jornais e outros meios de comunicação perguntarem a opinião de filósofos sobre os temas atuais. Até governos, hospitais, museus e arquitetos pedem seus conselhos e pareceres. Muitos filósofos trabalham em universidades. Eles ensinam aos jovens como pensar e argumentar claramente estudando outros filósofos. Conceitos A palavra filosofia é de origem grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio. Filosofia é a arte que busca conhecer racionalmente a natureza, o ser humano, o universo e as transformações que neles ocorrem. Entende-se por filosofia grega os períodos que existiram antes e depois de Sócrates, sendo eles: I. Período pré-socrático, II. Período socrático, III. Período helenístico. Filosofia é razão - O Filósofo é a razão em movimento na busca de si mesma. A idéia da Filosofia como razão consolidou-se na afirmação de Aristóteles: "O homem é um animal racional". Razão X + 2y - 5 =0 A Terra gira em torno do sol Todos os homens são mortais. Sócrates é homem, logo Ele é mortal Filosofia é Paixão - O Filósofo antes de tudo é um amante da sabedoria. O que move o mundo não é a razão, mas a paixão. "O coração tem razões que a própria razão desconhece" Pascal Filosofia é Mito - O Filósofo é um mítico em busca da verdade velada. Só pensamos naquilo que cremos, e só cremos naquilo que queremos. O mito para a Filosofia é vital, pois cria ícones possíveis do mundo das idéias. "Há mais mistérios entre os céus e a terra do que pressupõe a vossa vã Filosofia". William Shakespeare. Características da Filosofia Aristóteles espanto, com o reconhecimento da ignorância.
  • 8. ignorância  incapacidade de dar sentido à vida e ao universo. Alegoria da caverna. Reivindicação de liberdade: o filósofo reconhece a sua razão como a capacidade mais importante do ser humano conjunto de capacidades de pensar, de explicar os fenômenos, de calcular, de prever, de projetar, de sonhar, de imaginar, de criar e, também, de destruir, pois a racionalidade não está isenta de erro Errar é uma possibilidade que está aberta ao ser humano Liberdade motivação e um quadro valorativo que oriente o uso da liberdade. OBJETO DA FILOSOFIA Questões metafísicas: Meta  além do físico, problemas do ser e da realidade , o Homem como fundamento e suporte de tudo o que existe Questões lógicas: problemas do pensar. Questões gnoseológicas ou teoria do conhecimento: problemas do conhecimento em geral. Questões epistemológicas, de teoria e filosofia da ciência: problemas do conhecimento científico e da ciência Enquanto as outras ciências conhecem, a filosofia estuda a possibilidade do próprio conhecimento, os seus pressupostos e os limites do conhecimento possível. Questões de axiologia, ética, filosofia política, estética, etc.: problemas dos valores e da ação humana - ao contrário das outras ciências que estudam o que é, a filosofia estuda o que deve ser Questões de filosofia da linguagem: problemas da linguagem - a filosofia estuda a linguagem das outras ciências na perspectiva da sua estrutura. I. Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida. (Confúcio) II. A dúvida é o principio da sabedoria.(Aristóteles) III. O livro é um mestre que fala mas que não responde.(Platão) IV. É parte da cura o desejo de ser curado. (Sêneca)
  • 9. A FILOSOFIA NA GRÉCIA ANTIGA O Mito x A Razão Porque é que chove? O que é o trovão? De onde vem o relâmpago? Por que razão crescem as ervas? Por que razão existem os montes? Por que razão tenho fome? Por que razão morrem os meus semelhantes? Porque é que cai a noite e a seguir vem o dia de novo? O que são as estrelas? Por que razão voam os pássaros?... Leia o texto a seguir: A FONTE DA VAIDADE Narciso era filho do deus-rio Cephisus e da ninfa Liriope, e era um jovem de extrema beleza. Porém, à despeito da cobiça que despertava nas ninfas e donzelas, Narciso preferia viver só, pois não havia encontrado ninguém que julgasse merecedora do seu amor. E foi justamente este desprezo que devotava às jovens a sua perdição. Pois havia uma bela ninfa, Eco, amante dos bosques e dos montes, companheira favorita de Diana em suas caçadas. Mas Eco tinha um grande defeito: falava demais, e tinha o costume de dar sempre a última palavra em qualquer conversa da qual participava. Um dia Hera, desconfiada - com razão - que seu marido estava divertindo-se com as ninfas, saiu em sua procura. Eco usou sua conversa para entreter a deusa enquanto suas amigas ninfas se escondiam. Hera,
  • 10. percebendo a artimanha da ninfa, condenou-a a não mais poder falar uma só palavra por sua iniciativa, a não ser responder quando interpelada. Assim a ninfa passeava por um bosque quando viu Narciso que perseguia a caça pela montanha. Como era belo o jovem, e como era forte a paixão que a assaltou! Seguiu-lhe os passos e quis dirigir-lhe a palavra, falar o quanto ela o queria... Mas não era possível - era preciso esperar que ele falasse primeiro para então responder-lhe. Distraída pelos seus pensamentos, não percebeu que o jovem dela se aproximara. Tentou se esconder rapidamente, mas Narciso ouviu o barulho e caminhou em sua direção: - Há alguém aqui? - Aqui! - respondeu Eco. Narciso olhou em volta e não viu ninguém. Queria saber quem estava se escondendo dele, e quem era a dona daquela voz tão bonita. - Vem - gritou. - Vem! - respondeu Eco. - Por que foges de mim? - Por que foges de mim? - Eu não fujo! Vem, vamos nos juntar! - Juntar! - a donzela não podia conter sua felicidade ao correr em direção do amado que fizera tal convite. Narciso, vendo a ninfa que corria em sua direção, gritou: - Afasta-te! Prefiro morrer do que te deixar me possuir! - Me possuir... - disse Eco. Foi terrível o que se passou. Narciso fugiu, e a ninfa, envergonhada, correu para se esconder no recesso dos bosques. Daquele dia em diante, passou a viver nas cavernas e entre os rochedos das montanhas. Evitava o contato com os outros seres, e não se alimentava mais. Com o pesar, seu corpo foi definhando, até que suas carnes desapareceram completamente. Seus ossos se transformaram em rocha. Nada restou além da sua voz. Eco, porém, continua a responder a todos que a chamem, e conserva seu costume de dizer sempre a última palavra. Não foi em vão o sofrimento da ninfa, pois do alto, do Olimpo, Nêmesis vira tudo o que se passou. Como punição, condenou Narciso a um triste fim, que não demorou muito a ocorrer. Havia, não muito longe dali, uma fonte clara, de águas como prata. Os pastores não levavam para lá seu rebanho, nem cabras ou qualquer outro animal a freqüentava. Não era tampouco enfeada por folhas ou por galhos caídos de árvores. Era linda, cercada de uma relva viçosa, e abrigada do sol por rochedos que a cercavam. Ali chegou um dia Narciso, fatigado da caça, e sentindo muito calor e muita sede. Narciso debruçou sobre a fonte para banhar-se e viu, surpreso, uma bela figura que o olhava de dentro da fonte. "Com certeza é algum espírito das águas que habita esta fonte. E como é belo!", disse, admirando os olhos brilhantes, os cabelos anelados como os de Apolo, o rosto oval e o pescoço de
  • 11. marfim do ser. Apaixonou-se pelo aspecto saudável e pela beleza daquele ser que, de dentro da fonte, retribuía o seu olhar. Não podia mais se conter. Baixou o rosto para beijar o ser, e enfiou os braços na fonte para abraça-lo. Porém, ao contato de seus braços com a água da fonte, o ser sumiu para voltar depois de alguns instantes, tão belo quanto antes. - Porque me desprezas, bela criatura? E por que foges ao meu contato? Meu rosto não deve causar-te repulsa, pois as ninfas me amam, e tu mesmo não me olhas com indiferença. Quando sorrio, também tu sorris, e responde com acenos aos meus acenos. Mas quando estendo os braços, fazes o mesmo para então sumires ao meu contato. Suas lágrimas caíram na água, turvando a imagem. E, ao vê-la partir, Narciso exclamou: - Fica, peço-te, fica! Se não posso tocar-te, deixe-me pelo menos admirar-te. Assim Narciso ficou por dias a admirar sua própria imagem na fonte, esquecido de alimento e de água, seu corpo definhando. As cores e o vigor deixaram seu corpo, e quando ele gritava "Ai, ai", Eco respondia com as mesmas palavras. Assim o jovem morreu. As ninfas choraram seu triste destino. Prepararam uma pira funerária e teriam cremado seu corpo se o tivessem encontrado. No lugar onde faleceu, entretanto, as ninfas encontraram apenas uma flor roxa, rodeada de folhas brancas. E, em memória do jovem Narciso, aquela flor passou a ser conhecida pelo seu nome. Dizem ainda, que quando a sombra de Narciso atravessou o rio Estige, em direção ao Hades, ela debruçou-se sobre suas águas para contemplar sua figura O Mito As explicações míticas e religiosas foram antepassados da ciência moderna . Uma sociedade racionalizada . A Grécia entre os séculos VII e V a.C era uma sociedade justa, livre de preconceitos e democrata......?????? ERA????? Na verdade democracia era um equilíbrio entre as diferentes camadas sociais. A escrita Entre os gregos ela é de domínio comum  ideologicamente isso poderia significar que todos tinham acesso ao conhecimento, à ampla difusão das idéias. Não há sacerdotes que tenham monopólio de livros sagrados, por exemplo A religião É frágil  os deuses têm características humanas e pouco servem para inspirar um pensamento religioso
  • 12. Mitos e deuses Quando surgiu a ciência? o que é a ciência? Ora, o termo "ciência“ a ciência da natureza é o estudo sistemático e racional, baseado em métodos adequados de prova, da natureza e do seu funcionamento. Os Períodos Principais do Pensamento Grego I. Período pré-socrático (séc. VII-V a.C.) - Problemas cosmológicos. II. Período socrático (séc. IV a.C.) - Problemas metafísicos. Período Sistemático ou Antropológico: o período mais importante da história do pensamento grego (Sócrates,Platão, Aristóteles) III. Período pós-socrático (séc. IV a.C. - VI p.C.) - Problemas morais. Período Ético I. Os Pré-Socráticos Antes de Sócrates Homero = Ilíada e Odisseia – narrativas épicas que mostravam as guerras entre gregos e outras cidades estados Ilíada narra a guerra de Tróia (Ílion em grego) Odisséia  narra as viagens de Ulisses Péricles (c. 495/492 a.C.–429 a.C.) Justiça é a realização palpável da atividade humana. O homem é responsável pelo seu destino. A vontade humana deve conter o desejo de ser bom Século VI a.C.  Universo e com os fenômenos da natureza.  início do conhecimento científico. Tales de Mileto  Todas as coisas estão cheias de deuses. O imã possui vida, pois atrai o ferro., Anaximandro e Heráclito. Anaximandro de Mileto (611-547 A.C.) "Ápeiron“  princípio universal uma substância indefinida, o ápeiron (ilimitado) . Há uma lei que governa o cosmos (kosmos). Isso nos dá certeza e regularidade. O Universo se governa pelo equilíbrio das forças contrárias ( ódio/amor; quente/frio; justo/injusto) Demócrito e Leucipo partem do eleatismo. Acredita no movimento porque o pensamento é um movimento o movimento existe porque eu penso e o pensamento tem realidade. Mas se há movimento deve haver um espaço vazio  1) o movimento espacial só pode ter lugar no vazio, pois o pleno não pode acolher em si nada que Ihe seja heterogêneo; 2)a rarefação e a condensação só se explicam pelo espaço vazio;
  • 13. 3) o crescimento só se explica porque o alimento penetra nos interstícios do corpo; 4) em um vaso cheio de cinza pode-se ainda derramar tanta água quanta se ele estivesse vazio, a cinza desaparece nos interstícios vazios da água. Heráclito de Éfeso (aprox. 540 a.C. - 470 a.C.) : A todos os homens é compartilhado o conhecer-se a si mesmpo e pensar sensatamente. A lei serve à cidade: deve ser respeitada e conservada para a manutenção da ordem. Demócrito (cerca de 460 a.C. - 370 a.C.): Inimigo não é quem comete injustiça, mas o que quer cometê-la. Não por medo, mas por dever, evitai os erros Pitágoras: Pitágoras, o fundador da escola pitagórica, nasceu em Samos pelos anos 571-70 a.C. Matemática, música: está associado ao teorema de Pitágoras da geometria. A escola pitagórica era profundamente mística; atribuía aos números e às suas relações um significado mítico e religioso. Ciência e a religião estavam misturadas nos primeiros tempos. Afinal, a sede de conhecimento que leva os seres humanos a fazer ciências, religiões, artes e filosofia é a mesma. Segundo o pitagorismo, a essência, o princípio essencial de que são compostas todas as coisas, é o número, ou seja, as relações matemáticas. Da racional concepção de que tudo é regulado segundo relações numéricas, passa-se à visão fantástica de que o número seja a essência das coisas. Teorema de Pitágoras "Educai as crianças e não será preciso punir os homens". (Pitágoras)
  • 14. II. Período Clássico ou Período Socrático. Sócrates  o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica. Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do ser humano. Suas idéias foram conhecidas através dos diálogos de Platão. Os séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico.O sistema político democrático de Atenas proporcionou o desenvolvimento do pensamento. "Ó homens, é muito sábio entre vós aquele que, igualmente a Sócrates, tenha admitido que sua sabedoria não possui valor algum". Conhece-te a ti mesmo Nasceu Sócrates em 470 ou 469 a.C., em Atenas, filho de Sofrônico, escultor, e de Fenáreta, parteira. Ironia: Sócrates adotava sempre o diálogo  assumia humildemente a atitude de quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colher o adversário presunçoso em evidente contradição e constrangê-lo à confissão humilhante de sua ignorância  ironia socrática. Maiêutica Num segundo caso, tratando-se de um discípulo multiplicava ainda as perguntas, dirigindo-as agora ao fim de obter, por indução dos casos particulares e concretos, um conceito, uma definição geral do objeto em questão. Leis  preceitos de obediência incontornável, instrumento de coesão social que visa à realização do Bem Comum O foro interior e individual deveria submeter-se ao exterior em benefício da coletividade Sofistas I (século IV a.C) Protágoras  o mais célebre advogado da relatividade de valores O que é bom para A pode ser mau para B O que é Bom para A em certas circunstâncias pode ser mau para ele em outras O que está na Lei é o que está dito pelo legislador, e esse é o começo, o meio e o fim de toda justiça.
  • 15. Houve um avanço significativo na importância da oratória, da argumentação Se a lei é relativa, se ela se esvai com o tempo, se é modificada ou substituída por outra posterior, então com ela se encaminha também a justiça. "Protágoras obrigou-se a ensinar a lei a Euatlo, combinando com este um determinado preço que só seria pago quando o aluno vencesse o seu primeiro caso. Concluída a formação acordada, Euatlo absteve-se de acompanhar qualquer processo e o impaciente Protágoras demandou-o judicialmente para que lhe fosse pago o que entendia ser devido. Raciocinou assim: se ganhasse, Euatlo teria de pagar o valor acordado; se perdesse, então Euatlo teria ganho o seu primeiro caso e ficava obrigado a pagar nos termos do contrato. Mas não foi este o raciocínio de Euatlo: argumentava este que se Protágoras ganhasse ele não seria obrigado a qualquer pagamento, porque só a tal seria obrigado quando tivesse ganho o primeiro caso; caso Protágoras perdesse também não pagaria, porque o tribunal decidira que ele nada tinha a pagar. Qual dos dois teria razão?" Educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para atuar politicamente para o crescimento da cidade. Proposta pedagógica  os jovens e o mercado de trabalho, divisão das ciências em - retórica, filosofia - pensar e artes - manifestar suas qualidades artísticas. Protágoras de Abdera, dizia, "o homem é a medida de todas as coisas". Em outras palavras: não existe verdade absoluta, mas tão somente opiniões relativas ao homem (este vinho, delicioso para o amador, é amargo para o enfermo). Platão (427-347 a.C.) Nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C.Foi discípulo de Sócrates Estudou também os maiores pré-socráticos. Depois da morte do mestre, Platão retirou-se com outros socráticos para junto de Euclides, em Mégara. Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco do conhecimento intelectual. Transcendência: Recusava a realidade do mundo dos sentidos. Toda a mudança é apenas ilusão, reflexos pálidos de uma realidade supra-sensível que poderia ser verdadeiramente conhecida. Os pensadores teriam a função de entender o mundo da realidade, separando-o das aparências.
  • 16. corpo alma Ordem e Política Necessária  para a realização da justiça, para o convívio social República (res –coisa; publica – de todos) =Politeia – a constituição é o instrumento da justiça. O estado ideal deve ser liderado por um filósofo Tipos de Estado I. Timocracia(de timé, que significa honra) é uma forma introduzida por Platão para designar a transição entre a constituição ideal e as três formas más tradicionais (oligarquia, democracia e tirania) II. Oligarquia (do grego ολιγαρχία, de oligoi, poucos, e arche, governo) significa, literalmente, governo de poucos. No entanto, como III. Aristocracia significa, também, governo de poucos - porém, os melhores -, tem-se, por oligarquia, o governo de poucos em benefício próprio, com amparo na riqueza pecuniária. IV. Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos V. Monarquia é uma forma de governo em que um indivíduo governa como chefe de Estado, geralmente de maneira vitalícia ou até sua abdicação, e "é totalmente separado de todos os outros membros do Estado“ VI. Tirania: É caracterizada pelas ameaças às liberdades individuais e coletivas. É representada por políticos que não tendo mais o poder de matar ou mesmo prender o opositor, preferem usar métodos substituindo como processos judiciais por calúnia e difamação, compra da imprensa e dos órgãos de informação. Paidéia (Educação em Platão) O mito da Caverna Leia o texto: O mito da caverna e o aparelho de televisão.
  • 17. Esperamos pela luz, mas contemplamos a escuridão. Isaías, 59:9 Extraído de "A República" de Platão. 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291 O diálogo entre Sócrates e Glauco, escrito há mais de dois mil anos pelo filósofo Platão, demonstra a relação entre a ciência e à ignorância. De forma alegórica, mostra como os seres humanos acorrentados desde a infância no interior de uma caverna, apenas conseguem contemplar sombras projetadas na parede, tendo essas visões como a mais fiel e única realidade. Entretanto, um deles consegue se libertar segue o caminho que leva para fora da caverna, e se depara com outra realidade, a realidade das idéias puras. Retorna para o interior da caverna a fim de mostrar aos outros o verdadeiro caminho, as sombras não são tudo que existe. No entanto, os demais, acostumados às sombras e acreditando que elas são toda a realidade, não dão ouvidos e nem se motivam a conhecer essa outra realidade, tal mito também mostra que nossa percepção da realidade é muitas vezes limitada pelos nossos sentidos. Essa metáfora demonstra a condição humana perante o mundo em termos de conhecimento, educação, ética, política, a fuga do senso comum para uma visão mais organizada, lógica e verdadeira do Universo que nos cerca. Muitas pessoas consideram que a época em vivíamos em cavernas, onde nossa percepção de mundo era limitada, e nossos pensamentos eram adubados por mitos esta nas páginas dos livros de história, porém tal realidade Platônica acontece hoje em dia e de uma forma meramente simples que poucos conseguem perceber. No dia a dia, no interior de nossas casas, não temos correntes que nos envolvem e nos impedem de irmos em direção a luz, mas criamos um meio moderno de amordaça feito com material mais resistente que o aço das correntes, seu efeito é mais devastador. Na alegoria da caverna as correntes prendiam somente a matéria, ou seja, o corpo, esse novo tipo de grilhão sufoca a mente e o corpo essa nova amordaça nos tira a vontade de conhecer a realidade, nos torna alienados e acomodados. Essa amordaça necessita de eletricidade, que a nossa televisão nos mostra por vezes é como se fosse a única verdade a revelação absoluta, constrói e destrói ao seu bel prazer, nos vestimos, nos comportamos como a tela mostra. Eis aí o comportamento da sociedade atual, as sombras (informações fornecidas pela mídia) são fortemente controladas. Vivemos numa moderna caverna social, somos os prisioneiros modernos, meros reprodutores da versão oficial estabelecida pelos órgãos de comunicação sem perceber que se trata na verdade de um círculo vicioso. Na opinião de Peter Winterhoff-Spurk, a televisão atual é uma espécie de "sociedade de encenação". Está a criar-se "um caráter social, que facilmente se excita, é superficial, teatral, e tem uma mentalidade egocêntrica e pouco estruturada". Podemos dizer que é como a sociedade do pão e circo, mas os
  • 18. tempos são piores a caixa(televisão) apenas nos oferece o circo, e é capaz de exercer efeitos negativos sobre qualquer indivíduo se usada como única ponte para o mundo. É fato que a televisão é presente no dia a dia de grande parte da população mundial, produzindo costumes, gostos, hábitos, maneiras diferentes de se portar diante da sociedade, que não são nossas e nem se assemelham a nós. E pior, vamos adotando como referência os donos dessas imagens, permitindo que eles se tornem tutores da nossa cidadania. Desde o berço somos acostumados a idolatrar as coisas de fora, principalmente dos EUA, e vamos absorvendo como se fosse nossa a cultura deles. Como conseqüência, vamos deixando de lado a nossa própria forma de pensar. E não há nessa afirmação nenhum caráter xenofobico, mas uma simples constatação, boa parte dos desenhos que as gerações que cresceram nos anos 70 e 80 assistiam foram fortemente influenciados ideologicamente a uma determinada cultura. Outra razão para a overdose de TV está no fato dos pais não terem muito tempo ou recursos para dedicar-se aos filhos, que usam a TV como "babá eletrônica". Qualquer professor sabe o quanto é difícil dialogar e transmitir valores a alunos superexpostos à caixa (televisão), muitas das nossas crianças não lêem livros em hora alguma e boa parte não brincam com amigos. "A televisão deforma o caráter" e tem "graves consequências para a família, a vida profissional e a política", afirma o psicólogo alemão Peter Winterhoff- Spurk. Na obra, intitulada "Corações frios - como a televisão molda o nosso caráter". Não devemos poupar esforços para divulgar os conhecimentos científicos de forma correta e clara, atacar o vírus do analfabetismo científico, da mesma forma o declínio da compreensão dos métodos da ciência prejudicam a capacidade de escolha política e põem em risco os valores da democracia. Leia mais em: http://www.webartigos.com/articles/14821/1/O-mito-da-caverna- e-o-aparelho-de-televisao/pagina1.html#ixzz1UvhLz9Ze As ideias O sistema metafísico de Platão  centraliza-se e culmina no mundo divino das idéias. Entre as idéias e a matéria estão o Deus e as almas, através de que desce das idéias à matéria aquilo de racionalidade que nesta matéria aparece. O divino platônico é representado pelo mundo das idéias e especialmente pela idéia do Bem. O mundo ideal é provado pela necessidade de justificar os valores, o dever ser, de que este nosso mundo imperfeito participa e a que aspira. O mundo É a síntese  idéias X matéria.
  • 19. Deus plasma o caos da matéria no modelo das idéias eternas, introduzindo no caos a alma, princípio de movimento e de ordem. O mundo, pois, está entre o ser (idéia) e o não-ser (matéria) I. Frases: II. Deve-se temer a velhice, porque ela nunca vem só. Bengalas são provas de idade e não de prudência. III. Quem comete uma injustiça é sempre mais infeliz que o injustiçado. IV. Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo. V. Uma vida não questionada não merece ser vivida. VI. Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa. VII. O livro é um mestre que fala mas que não responde. VIII. O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê. IX. O bom juiz não deve ser jovem, mas ancião, alguém que aprendeu tarde o que é a injustiça, sem tê-la sentido como experiência pessoal e ínsita na sua alma; mas por tê-la estudado, como uma qualidade alheia, nas almas alheias. Aristóteles Filho de Nicômaco, médico de Amintas, rei da Macedônia, nasceu em Estagira, colônia grega da Trácia, no litoral setentrional do mar Egeu, em 384 a.C. Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates, foi também quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar ao conhecimento científico, e também partir sempre dos conceitos gerais para os específicos. Imanência, Lógica dedutiva, Conhecimento humano, métodoO universal inferia-se do particular. Para se chegar ao conhecimento, nos devíamos virar para a única realidade existente, aquela que os sentidos nos apresentavam. A imanência é um conceito religioso e metafísico que defende a existência de um ser supremo e divino (ou força) dentro do mundo físico A Lei JUSTO POLÍTICO X JUSTO FAMILIAR Família: Mulheres e escravos não se aplica a justiça pública  para eles não vige a lei. As mulheres cuidam da organização do lar, da educação das
  • 20. crianças, gerencia os negócio familiares, cuidam da subsistência dos filhos e da família  gérmen da vida política A Metafísica "a ciência do ser como ser, ou dos princípios e das causas do ser e de seus atributos essenciais" Frases: I. A dúvida é o principio da sabedoria. II. É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer. III. O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz. IV. Ter muitos amigos é não ter nenhum. V. Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito. VI. O que é um amigo? Uma única alma habitando dois corpos. Período Pós-Socrático Final da Hegemonia política e militar da Grécia  início do cristianismo. O foco da preocupação sai do homem e vai para o universo – problemas éticos, vida interior do homem. CINISMO Decadência moral da sociedade Grega Cinismo  Diógenes – desprezo àquilo que a classe dominante considerava de valor Império Romano  turbulências administrativas, expansão do império e o Direito Romano ESTOICISMO Anulação das paixões e destaque para a razão. Grande representante desta escola foi Sêneca; Não há acaso, tudo é providencial. O fim supremo do homem é a virtude.  Para Sêneca: é importante reafirmar a calma serena de espírito, alegando os três pilares dos estóicos com firmeza, alegria, sabedoria e vontade. * O desprezo pela riqueza, mas usá-lo benfeitor. * Dignidade humana individual só porque de ser assim. * O conteúdo de existência é o uirtus, que é o bem mais elevado, valorizamos o esforço para obter a sua própria realização. * Recusa de raiva, ansiedade e tédio. *
  • 21. Supremacia da alma sobre o corpo. * A idéia de Deus como a mente do universo e da Providência como um espírito divino no homem revive I. É válido procurarmos conhecer a que má e penosa servidão nos sujeitamos quando nos abandonamos ao poder alternado dos prazeres e das dores, esses dois amos tão caprichosos quanto tirânicos. II. Muitas coisas não ousamos empreender por parecerem difíceis; entretanto, são difíceis porque não ousamos empreendê-las. III. Nada é tão lamentável e nocivo como antecipar desgraças. IV. Ninguém chegou a ser sábio por acaso. V. O homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais que o necessário. VI. Para a nossa avareza, o muito é pouco; para a nossa necessidade, o pouco é muito. VII. Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a . Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem, Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos aos, estes ainda reservam prazeres. VIII. Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico. IX. Toda arte é imitação da natureza. X. As coisas que nos assustam são em maior número do que as que efetivamente fazem mal, e afligimo-nos mais pelas aparências do que pelos fatos reais. XI. A deformidade do corpo não afeia uma bela alma, mas a formosura da alma reflete-se no corpo. XII. É errado quando acreditas em cada um, mas também é errado quando não acreditas em ninguém. EPICURISMO O representante desta escola foi Epicuro. A vida deve ser convenientemente regrada. Este é o objetivo da ética. Segundo Epicuro, temos 3 tipos de prazeres: 1° os naturais e necessários (comer quando se tem fome)
  • 22. 2° naturais, porém não necessários (comer excessivamente) 3° nem naturais, nem necessários (fumo, luxo) A filosofia é a arte da vida. CETICISMO Não o conhecimento da verdade, mas sua procura.As aparências  impossível chegar a um saber completo e universal. Não há certeza , não há o avanço nos conhecimentos, portanto o progresso fica impossibilitado de acontecer. O representante e fundador desta escola foi Pirro ECLETISMO Oposto do Ceticismo. A verdade não se limita a um sistema filosófico, deve ser complementada por elementos das diversas escolas. Para se alcançar uma compreensão adequada das coisas não se deve privilegiar apenas um filósofo, mas o que há de melhor em cada um deles. JUSTIÇA CRISTÃ Sto Agostinho - a partir do século V até o século XIII  Escolástica - conjunto de idéias que visava unir a fé com o pensamento racional de Platão e Aristóteles. Cristianizou Platão, Fortalecimento do culto cristão, Ascensão do poder eclesiástico, Diluição da sociedade organizada Livre arbítrio.A vontade governa o homem. Atua contra ou a favor a Lei divina. Você pode escolhar entre matar e não matar.... O Juízo Final mostrará quem usou o livre arbítrio de acordo com a Lei Divina O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios. Cidade de Deus Lex aeterna – lei eterna Cidade dos homens (maculada pelo pecado original) Lex temporalem – lei temporal
  • 23. Frases: I. O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres. II. Não basta fazer coisas, é preciso fazê-las bem III. Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser. IV. Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, os que elogiam, porque me corrompem Pensamento Medieval ou Cristianismo São Tomás de Aquino (1225-1274) Cristianizou Aristóteles  sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época: a Summa theologiae e a Summa contra gentiles. Ele afirma que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal é a privação ou ausência do bem. Com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, para isto propõe as 5 vias de demonstração: Primeira viatudo que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido. Segunda via  Causa primeira: decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita. Terceira via  existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser. Quarta via  Ser perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.
  • 24. Quinta via  Inteligência ordenadora: existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. "A verdade é o meio pelo qual se manifesta aquilo que é". A verdade está nas coisas e no intelecto e ambas convergem junto com o ser. O "não-ser" não pode ser verdade até o intelecto o tornar conhecida, ou seja, isso é apreendido através da razão. Segundo Tomás de Aquino, a ética consiste em agir de acordo com a natureza racional. Todo o homem é dotado de livre-arbítrio, orientado pela consciência e tem uma capacidade inata de captar, intuitivamente, os ditames da ordem moral. O primeiro postulado da ordem moral é: faz o bem e evita o mal. Há uma Lei Eterna, que é o plano racional de Deus que ordena todo o universo e uma Lei Natural, que é conceituada como a participação da Lei Eterna na criatura racional, ou seja, aquilo que o homem é levado a fazer pela sua natureza racional. A Lei Positiva é a lei feita pelo homem, de modo a possibilitar uma vida em sociedade. Esta subordina-se à Lei Natural, não podendo contrariá-la sob pena de se tornar uma lei injusta; não há a obrigação de obedecer à lei injusta (este é o fundamento objectivo e racional da verdadeira objecção de consciência). A Justiça consiste na disposição constante da vontade em dar a cada um o que é seu - suum cuique tribuere - e classifica-se como comutativa, distributiva e legal, conforme se faça entre iguais, do soberano para os súbditos e destes para com aquele, respectivamente.
  • 25. REFERÊNCIAS ADEODATO, J.M. Filosofia do Direito. Uma crítica à verdade na ética e na ciência. Saraiva: São Paulo.2009 BITTAR, E.C.B. & ALMEIDA, G.A. Filosofia do Direito. Ed. Revista e ampl. São Paulo. Atlas.2009 GAARDER, J. O mundo de Sofia. São Paulo:Cia. Das Letras 2000 STOKES, P.Filosofia – os grandes pensadores. Belo Horizonte: EDIC.2007 Sites da Web Lucibonini.blogspot.com Omundodosfilosofos.com.br Slideshare.net/lucibonini Unesco.org