Tecnicas de criatividade - cartilha

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O conteúdo aqui apresentado é uma reunião e uma
adaptação de técnicas de geração e desenvolvimento de
ideias de campos distintos, como as artes visuais, a
redação, a administração de empresas, o design de
objetos.

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Tecnicas de criatividade - cartilha

  1. 1. PROCESSO DE CRIAÇÃO TÉCNICAS PARA GERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE IDEIAS As técnicas aqui apresentadas podem ser empregadas, isoladamente ou combinadas entre si, para a criação de soluções no trabalho, no estudo, na vida pessoal, com fins artísticos ou não. Podem ser adaptadas para atividades diferentes daquelas indicadas em cada uma das técnicas e devem ser associadas a pesquisas a fontes diversas. 

  2. 2. 1) Processo Colaborativo O processo colaborativo é empregado quando se pretende a participação de várias pessoas na busca de uma solução global para a questão a ser trabalhada. Ele contribui para o desenvolvimento de uma visão holísitica e para a potencialização das competências individuais e coletivas presentes no grupo. O processo colaborativo inclui: - interdisciplinaridade; - transdisciplinaridade; - experimentação e análise; - momentos individuais e coletivos; - intercâmbio entre os participantes; - expansão das ideias; - atenção ao processo; - relações horizontais; - estímulos constantes; - comprometimento das pessoas. 2) Técnica de Perguntas Esta técnica é bastante empregada na investigação científica e na criação de narrativas. Consiste na formulação de perguntas do tipo: quem? quando? onde? qual? quanto? como? Essas palavras podem ser combinadas com preposições como até, com, de, desde, em, para. Exemplos: até quando? com qual? com quem? quem? 3) Brainstorming / Chuva de Ideias / Toró de Palpites / Tempestade Cerebral É usado para desbloquear a mente, liberar das amarras as ideias, romper preconceitos, criar um ambiente mobilizador. Consiste na geração desenfreada de ideais, com o registro de todas elas à medida que vão surgindo. No momento inicial do brainstorming, nenhuma crítica às ideias é permitida. Depois de anotadas mais de 100 ideias, escolhem-se 10 dentre elas. Em seguida, reflete- se sobre essas 10, escolhendo-se 3 delas, e, depois, com uma reflexão ainda mais aprofundada, escolhe-se dentre as 3 uma ideia, que será a eleita para ser desenvolvida. 

  3. 3. 4) Associação de Ideias É usada para expandir uma ideia previamente escolhida dentre tantas outras. Esta técnica consiste em usar a imaginação e a memória para pensar ideias ou soluções que podem estar associadas à ideia inicial por: - proximidade; - relação de causa e consequência; - semelhança; - contraste (ideia contrária, inversa); - jogos de humor ou ironia. “Aprenda a ver as coisas de trás pra diante, de dentro pra fora, de cabeça para baixo.” (Lao Tsé?) 5) Lista de Atributos / Análise Morfológica Muito utilizada para a especificação ou o aprimoramento de um objeto, como também para atribuir a esse novos usos. Esta técnica consiste na pesquisa de diversas fontes de energia e diversos materiais, acabamentos, estilos, modos de acionar e desligar. Nessa pesquisa, buscam-se respostas para perguntas do tipo: o objeto tem de ser resistente a quê? como será usado? onde ficará instalado? deve possuir que dimensões? como será utilizado? quando será usado? com que finalidade? atenderá a que necessidade? será comercializado onde? em que tipo de estabelecimento? em que região? dentro de que faixa de preço? que outras formas de uso poderá ter?
  4. 4. 6) Bússula dos 5 Sentidos Técnica muito utilizada para criação de objetos (artísticos ou não), coreografias, cenários, personagens, fantasias e outros, a partir da associação de formas, cores, vozes e movimentos a sensações e sentimentos. Explorando a VISÃO, imaginam-se cores contrastantes, luminosidades, brilhos, transparências, fosforescências, translucidez, formas cúbicas, planas, lineares, esféricas, triangulares, sextavadas etc. Explorando o TATO, imaginam-se o sólido, o pastoso, o líquido, o gasoso, o seco, o molhado, o úmido, o quente, o frio, o gelado, o pesado, o leve, o áspero, o liso, o apertado, o largo, o folgado etc. Explorando o PALADAR, imaginam-se o doce, o amargo, o fel, o insípido, o salgado, o defumado, o agridoce, o picante, o verdolengo, o maduro etc. Explorando o OLFATO, imaginam-se o desodorizado, o perfumado, o natural, o fedor, o cheiro do novo, o cheiro do velho, o azedo, o inodoro etc. Explorando a AUDIÇÃO, imaginam-se o ruidoso, o silêncio, o som de animais, da natureza, das florestas, as notas musicais, vozes, ecos, sons de esportes, de movimentos etc. Explorando o SEXTO SENTIDO, imaginam-se ... Explorando os sentimentos, imaginam-se a alegria, a tristeza, a realização, a raiva, o vazio da alma, o descontrole, a frustração, o sentimento de superioridade, de inferioridade, de liberdade, a paixão, o amor, a plenitude, a aflição, a inveja, a mágoa, o otimismo, a indiferença, o alívio, a calma etc.
  5. 5. 7) Adição de Adjetivos Técnica muito utilizada para criação de objetos (artísticos ou não), coreografias, cenários, personagens, fantasias e outros. Eis os procedimentos desta técnica: I - elaborar uma lista aleatória de adjetivos; II - imaginar as alterações necessárias para que a coisa a ser criada corresponda a cada adjetivo da lista; III - fazer combinações das alterações imaginadas conforme o item II. 8) Estudo de formas Técnica utilizda para definir formas e volumes de estampas, texturas e mesmo objetos variados. Eis os procedimentos desta técnica: I - criar inúmeras formas aleatórias, com e sem inspiração em formas já existentes na arquitetura, em produtos industriais ou manuais, na natureza; II - escolher uma entre todas as formas criadas; III - decompor em várias partes a forma escolhida; IV - eleger uma das partes fruto da decomposição; V - organizar a forma no espaço, de modo a experimentar, por meio de repetições ou mudança de posição da forma, diferentes ritmos, radiações, alternâncias, sobreposições, rebatimentos, densidades, inversões, ordens e figurações; VI - escolher uma composição dentre as tantas experimentações para ser a base da estampa ou da textura, ou a forma do objeto a ser criado.

  6. 6. 9) Criação de Coleção T écnica utilizada para a criação de objetos que guardem entre si uma mesma ideia original ou uma mesma inspiração, como por exemplo uma coleção de calçados de uma fábrica para determinada estação de um ano. Procedimentos desta técnica: I - fazer uma lista com os inúmeros temas que a coleção pode ter; II - explorar o que cada tema pode representar ou significar; III - selecionar 10 dentre os temas da lista e refletir mais detalhadamente sobre esses 10 temas; IV - selecionar 3 dentre os 10 temas e refletir ainda mais detalhadamente sobre esses 3 temas; v - eleger 1 dos 3 temas como sendo o tema da coleção; VI - pensar em 5 cores que se associam ao tema; VII - pensar em uma ideia que você não quer associada à sua coleção; VII - pensar se a coleção será clássica, contemporânea, antiga, transgressora etc; VIII - lembrar de um filme que faz referência ao tema; IX - pesquisar sobre objetos similares ao que se está criando; X - lembrar de um objeto de arte que faz referência ao tema; XI - pesquisar uma frase que represente o tema; XII - imaginar um acessório que se relaciona ao tema; XIII - pensar em uma primeira forma que certamente tem a ver com o tema; XIV - criar uma forma para cada ideia que for surgindo nesse processo; XV - escolher dentre as formas criadas as mais viáveis.
  7. 7. 10) Imagem-Texto / Texto-Imagem Esta técnica pode ser utilizada para a elaboração de poemas (ou de outros textos metafóricos) ou para a composição de imagens. Para a criação de textos: I - definir as ideias que se pretende incluir no texto; II - transformar as ideias em imagens mentais, desenhos ou fotos; III - organizar as imagens mentais, desenhos ou fotos na sequência que se pretende para o texto; IV - escrever o texto tendo como base a associação (explícita ou implícita) das imagens ordenadas com as ideias originais. 11) Técnica de observação Esta técnica é usada geralmente para a busca de formas, cores e movimentos. Consiste em observar, com ou sem o auxílio da fotografia, objetos, elementos geológicos, animais e plantas, captando deles os contronos, as cores, as formas, as proporções e os contrastes como fonte de inspiração para a composição de novas formas, cores e movimentos.

  8. 8. 12) Mapa Mental (Mind Map) O mapa mental é usado para organização, expansão e associação de ideias (ou de partes de um texto verbal ou não verbal), como também para memorização de um conteúdo e para se ter uma visão holística sobre determinada questão. É um método gráfico de registro de informações, por meio de um diagrama hierarquizado dessas informações, que pode ser elaborado da seguinte forma: I - inserir, no centro da página, a ideia ou o tópico principal; II - fazer irradiar da ideia ou do tópico principal ideias ou tópicos secundários, terciários, quaternários, nesta ordem, do interior para o exterior da página, reservando cores, formatos e padrões iguais para o mesmo nível de ideias ou topicos, e cores, formatos e padrões diferentes para diferentes níveis de ideias ou tópicos; III - caso seja conveniente, selecionar apenas um braço ou ramo do mapa como base para a nova ideia ou tópico que se pretende desenvolver. 13) SCAMPER Esta técnica é muito útil para estimular e orientar a busca de soluções. A partir de uma ideia ou problema, busca-se promover as seguintes ações com seus componentes: Substituir Combinar Adaptar Modificar Procurar outro uso Eliminar Rearrumar.
  9. 9. 13) Visualização Mental da Cor Técnica usada para definição de cores de um objeto, artístico ou não. Consiste em: I - levantar a ideia ou o conceito que se quer traduzir; II - listar 10 imagens e 10 palavras associadas à ideia ou conceito; III - associar uma cor a cada imagem e palavra; IV - escolher, para o objeto, a cor predominante nessa associação. O conteúdo aqui apresentado é uma reunião e uma adaptação de técnicas de geração e desenvolvimento de ideias de campos distintos, como as artes visuais, a redação, a administração de empresas, o design de objetos. (maio/2012) giovanasousa@terra.com.br https://www.facebook.com/giovana.de.sousa.rodrigues

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