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Mod.CF.066/01
I.1
Boas Práticas
Fitossanitárias
Mod.CF.066/01
Boas Práticas Fitossanitárias
“Prática em que os tratamentos fitossanitários realizados a plantas ou produtos vegetais
com produtos fitofarmacêuticos são efetuados em conformidade com as condições
homologadas e são selecionados, doseados e aplicados de modo a garantir uma eficácia
aceitável com o mínimo de quantidade necessária e atendendo aos condicionalismos
locais e às responsabilidades de controlo cultural e biológico.”
Mod.CF.066/01
Boas Práticas Fitossanitárias
As BPF, são um conjunto de regras a adotar na proteção das culturas no combate aos
seus inimigos, principalmente na utilização dos Produtos fitofarmacêuticos (PF), de maneira a
serem cumpridos os objetivos de segurança, tanto para o aplicador, como para o consumidor e o
meio ambiente.
A eficácia de um produto fitofarmacêutico não se limita apenas à sua capacidade de
combater de forma correta o inimigo da cultura (direta), mas também à avaliação dos efeitos
nefastos da sua utilização (global).
Mod.CF.066/01
Boas Práticas Fitossanitárias
Os principais fatores que interferem na eficácia de um produto fitofarmacêutico são a
sua polivalência, o tipo de formulação, volume de calda, técnica de aplicação utilizada,
concentração, dose, condições nas quais se está a aplicar o tratamento, oportunidade de
tratamento, entre outros…
Ou seja, as boas práticas fitossanitárias, visam a correta utilização dos produtos
fitofarmacêuticos, sem que se coloque em risco o aplicador, a eficácia do produto, o ambiente,
bem como as espécies não visadas. Para que tal aconteça, é crucial aplicá-lo de acordo com as
informações constantes do rótulo.
Mod.CF.066/01
Boas Práticas Fitossanitárias
Objetivo final:
 Segurança na utilização dos Produtos fitofarmacêuticos;
 Proteção fitossanitária das culturas;
 Respeito pelo LMR (Limite Máximo de Resíduos) e comercialização dos produtos agrícolas.
Fonte: regiao-sul.
Mod.CF.066/01
Princípios Gerais
 Identificação dos organismos nocivos a combater e respetivo limiar de intervenção;
 Seguir as condições de utilização preconizadas do rótulo, em especial quanto ao número e
época de aplicação do produto e quantidades mínimas e máximas a utilizar do produto, em
função do estado de desenvolvimento da cultura e da evolução do problema fitossanitário em
causa;
 Assegurar as condições de segurança para o aplicador, consumidor, ambiente e espécies não
visadas.
Mod.CF.066/01
Boas Práticas Fitossanitárias e Material de aplicação
As BPF não permitem a utilização de doses mais elevadas às que foram
estabelecidas pelo sistema de homologação.
Não é BPF, aplicarem-se volumes muito elevados ou muito reduzidos, face ao
estabelecido nos rótulos, visando assim a redução do escorrimento ao mínimo possível,
protegendo-se assim o meio aquático, o meio edáfico, bem como a fauna, sem que se coloque em
causa a eficácia do tratamento.
As BPF, advertem-nos para a escolha do material a utilizar, bem como as
condições de aplicação, de forma a que a maior parte do produto atinja o alvo, com o
menor desperdício através de escorrimento para o solo ou pela deriva (arrastamento da calda).
Mod.CF.066/01
Boas Práticas fitossanitárias e Material de
aplicação
As BPF fomentam a escolha correta do bico
adequado, pressão, velocidade, bem como o volume e a
dimensão das gotículas.
O material de aplicação deve ser
corretamente regulado, de acordo como o objetivo do
tratamento a fim de que a dose adequada seja bem
aplicada.
Fonte: planetainformatico
Mod.CF.066/01
Recomendações para obter uma boa aplicação de PFs
Devemos escolher de entre os produtos aprovados para a finalidade pretendida,
aquele que se considere mais adequado, quanto à sua eficácia biológica, devendo a nossa escolha
recair no menos tóxico, tendo em atenção as indicações constantes no rótulo para a sua utilização;
Devemos sempre utilizar as concentrações e as doses recomendadas no rótulo, não as
excedendo;
Devemos selecionar o EPI (equipamento de proteção individual), de acordo com as
informações constante no rótulo do produto, bem como a sua devida utilização. As
recomendações são efetuadas de acordo com a toxicidade do produto, do tipo de
operação (manipulação, preparação da calda, aplicação) e do tipo de aplicação.
Mod.CF.066/01
Recomendações para obter uma boa aplicação de PFs
O operador deve escolher o momento adequado para efetuar as aplicações, de
acordo com a fenologia ou desenvolvimento da cultura, devendo evitar efetuar tratamentos
com condições meteorológicas adversas como, chuva, vento, horas mais quentes do dia;
Nunca efetuar os tratamentos com temperaturas demasiado baixas ou demasiado
elevadas.
Outro fator de extrema importância é a velocidade do vento, uma vez que diminui os
riscos de deriva.
Efetuar a colheita dos produtos após ter decorrido o intervalo de segurança.
Mod.CF.066/01
Eficácia
Mede a relação entre os resultados obtidos e os
objetivos pretendidos, ou seja, ser eficaz é conseguir atingir
um dado objetivo.
A eficácia é avaliada tendo em conta os efeitos
positivos e negativos de um PF, correspondendo desta
forma à fitotoxicidade de um PF sobre o alvo biológico a
combater.
Efeitos Positivos
Controlo da praga ou efeito a obter.
Fonte:
sebrae.ms
Mod.CF.066/01
Eficácia
Efeitos negativos
 Fitotoxicidade/produção;
 Artrópodes auxiliares;
 Culturas seguintes;
 Culturas adjacentes;
 Resistência.
Em situações em que se verifique que os efeitos negativos são superiores aos positivos,
então o produto deixa de ser eficaz. No entanto, esta questão não deve ser vista isoladamente, pois
não se pretende apenas que o produto controle a praga e/ou a doença.
Fonte: greenmebrasil
Mod.CF.066/01
Eficácia
Informações constantes dos rótulos dos produtos e nas condições nele referidas:
 Doses/concentrações;
 Efeito nas culturas e seus inimigos;
 N.º de aplicações/intervalos entre aplicações;
 Possibilidade de ocorrência de resistência;
 Efeito sobre auxiliares e organismos não alvo;
 Efeito sobre outras culturas e culturas seguintes.
Pretendem desta forma garantir que o PF tenha a eficácia biológica esperada, ou seja,
que tenha capacidade de atuar sobre o alvo biológico sobre o qual é pretendida a sua utilização e
produzir o efeito desejado.
As Boas Praticas Fitossanitárias, pretendem desta forma, que o PF dê resposta
favorável em todos os aspetos referidos com o recurso à dose mínima eficaz.
Mod.CF.066/01
A Dose Mínima Eficaz de um PF, não é mais do que a dose mínima necessária para se
atingir eficácia suficiente face a um alvo biológico (inseto, fungo, infestante…) no espectro de
situações em que o produto será aplicado.
Entendemos por Alvo biológico o inimigo da cultura a combater. Devemos conhecer a
ecobiologia do alvo, ou seja, ter conhecimento sobre as interações do ser vivo com o meio
envolvente, bem como o seu desenvolvimento ao longo do seu ciclo biológico.
Desta forma é crucial que este tipo de informação seja expressa nas indicações do
rótulo do produto e que se acompanhe de perto a evolução do alvo biológico, pois só desta
forma é que a utilização do produto fitofarmacêutico (ou outro método de controlo) tem a
eficácia desejada e sejam compridas as BPF.
Mod.CF.066/01
Fatores que Intervêm na Eficácia
Fatores Biológicos – é fundamental o conhecimento do ciclo de vida do inimigo, com
o intuito de tomar decisões, referentes a escolha do método de controlo, incluindo caso seja
necessário o PF a utilizar, bem como a forma de o utilizar e no momento certo de intervenção.
Outro aspeto importante é perceber se os inimigos desenvolveram resistências ao PF.
Fatores climáticos – devemos ter em atenção as condições meteorológicas aquando da
aplicação de um PF, pois podemos estar “dar um tiro no escuro”. Devemos ter em atenção as
condições de precipitação, bem como as temperaturas extremas (frio ou calor), dado que os PF
podem ter uma ação inesperada. Outro aspeto a ter em atenção é a intensidade do vento, uma vez
que pode interferir com a eficácia, dado que pode condicionar a quantidade de calda que atinge ou
não o alvo biológico.
Mod.CF.066/01
Fatores que Intervêm na Eficácia
Fatores culturais – estes fatores agronómicos, relacionados com as condições e
práticas culturais, podem ter influência na criação condições favoráveis ou desfavoráveis para o
desenvolvimento de uma determinada praga ou doença numa determinada cultura ao ar livre ou
sob abrigo (temperatura, luminosidade, pluviosidade);
Fatores técnicos - relacionados com a qualidade dos materiais de aplicação, bem
como da sua manutenção e calibração. Equipamentos mal regulados e calibrados põe em causa a
qualidade da aplicação e desta forma a eficácia do tratamento.
Mod.CF.066/01
Fatores que Intervêm na Eficácia
Fatores económicos – relacionados com os custos e benefícios referentes à
escolha dos diferentes meios de proteção, bem como do produto mais adequado em termos
de formulação, escolha dos equipamentos de aplicação, dos EPI, aquisição de instrumentos
de monitorização das condições climatéricas, etc;
Fatores no domínio do conhecimento – ter conhecimento da panóplia de fatores
que podem afetar a eficácia, pois caso contrário, será muito difícil que a mesma seja
alcançada.
Mod.CF.066/01
Fatores que Intervêm na Eficácia
 Finalidades (polivalência, seletividade…);
 Tipo de formulação;
 Volume de calda;
 Técnica de aplicação;
 Dose/concertação;
 Condições de aplicação;
 Oportunidade de tratamento;
 Mistura de produtos.
Mod.CF.066/01
Fatores que Intervêm na Eficácia
Produto
 O produto a utilizar deve ser sempre o indicado para o objetivo pretendido;
 Quanto mais produto atingir o alvo, maior a eficiência em termos de custo;
 A quantidade de produto depositado por unidade de superfície e o padrão de distribuição são
fatores para a obtenção de uma eficácia elevada;
 Um depósito uniforme conduz a uma proteção melhor e mais robusta.
Mod.CF.066/01
Fatores que Intervêm na Eficácia
Aplicação
Deve-se garantir a correta aplicação e deposição do
produto no alvo visado.
A correta aplicação é um pré-requisito para a obtenção do
melhor resultado uma vez que:
 A qualidade da aplicação é um fator limitante do desempenho do
produto;
 A existência de gotas que não atingem o alvo visado:
 São gotas a menos no controlo;
 Podem ter um impacto indesejável no ambiente;
 Economicamente desvantajoso para o agricultor.
Fonte: planetainformatico
Mod.CF.066/01
Fatores que Intervêm na Eficácia
Aplicação
Equipamento adequado e com manutenção adequada – verificação e manutenção
regular de bicos, filtros, manómetro, bomba, maquinaria equipada de acordo com o uso
pretendido;
Equipamento Calibrado – calibração do caudal, fluxo do ar, velocidade e direção,
etc;
Dose de PF e volume de pulverização corretos – de acordo com a cultura, estado
fenológico, equipamento de pulverização e condicionalismos locais.
Mod.CF.066/01
Fatores que Intervêm na Eficácia
Timing
Aplicação realizada na altura correta.
 O inimigo da cultura atingiu o Nível Economico de Ataque;
 Modo de ação do PF;
 Condições meteorológicas:
 Precipitação;
 Temperatura;
 Vento;
 Humidade Relativa.
Fonte: coucieiro
Mod.CF.066/01
Tomada de decisão na aplicação
Avaliação de todos os meios de luta disponíveis a utilizar e qual o momento mais
adequado para se impedir e/ou minimizar os prejuízos, não desejados, provocados pelos inimigos
das culturas.
Quando nenhum outro meio de proteção, ou outros em conjunto, foram eficazes na
limitação das populações dos inimigos das culturas, e quando se opta por realizar um tratamento
químico, este deverá ser efetuado tendo em conta um problema que cada vez mais assume grande
importância, a resistência.
Devemos, então, evitar a resistência e saber quais os meios que temos disponíveis para
evitar tais problemas.
Mod.CF.066/01
Fonte: Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve , 2015
Mod.CF.066/01
Resistência
“é a capacidade genética de alguns biótipos de espécies de
inimigos das culturas (pragas, doenças, infestantes…) que,
no âmbito de uma população dessa espécie, sobrevivem a um
tratamento pesticida que, em condições normais, combate
eficazmente essa espécie”
Fonte: mundohusqvarna
Mod.CF.066/01
Recorrer a estratégias anti-resistência
“Quando o risco de resistência a uma medida fitossanitária for conhecido e quando o nível de
organismos nocivos exigir a aplicação repetida de produtos fitofarmacêuticos nas culturas, deverá
recorrer-se às estratégias anti-resistência disponíveis para manter a eficácia dos produtos. Tal
poderá incluir a utilização de vários produtos fitofarmacêuticos com diferentes modos de ação. É,
portanto, recomendável alternar produtos fitofarmacêuticos de diferentes famílias ou grupos
químicos, desde que estejam autorizados para a mesma finalidade e associar outros métodos de
controlo, quando existam”
(CÓDIGO DE CONDUTA NA APLICAÇÃO DE PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS, 2020)
Mod.CF.066/01
Gestão de resistências
Herbicidas
 Praticar a rotação cultural;
 Alternar produtos fitofarmacêuticos com diferentes
modos de ação;
 Não deve ser ultrapassado o número máximo de
tratamentos prescritos no rótulo;
 Devem ser respeitadas as doses recomendadas no rótulo;
 Deve ser regulado (pressão) e calibrado (volume de
calda) adequadamente o equipamento de pulverização de
acordo com as indicações do rótulo.
Fonte: camaroteleonino
Mod.CF.066/01
Gestão de resistências
Fungicidas
 Realizar estratégias preventivas;
 Efetuar a alternância dos produtos fitofarmacêuticos com
modos de ação diferentes;
 Não deve ser ultrapassado o número máximo de tratamentos
prescritos no rótulo;
 Devem ser respeitadas as doses e concentrações recomendadas
no rótulo;
 Deve ser garantida uma boa qualidade na aplicação, de forma a
que seja efetuada uma correta cobertura de todos os órgãos da
planta.
Fonte: mundohusqvarna
Mod.CF.066/01
Gestão de resistências
Inseticidas
 Devem ser adotadas práticas naturais de limitação das pragas
(rotação de culturas; utilização de variedades resistentes;
destruição de restos de culturas; eliminação de hospedeiros
das pragas…) e medidas de controlo biológico, sempre que
possível;
 Devem ser respeitadas as doses e concentrações recomendadas
no rótulo;
 Em situações em que se verifique quebra da eficácia deve
mudar-se para um produto com outro modo de ação;
 Devemos apenas efetuar os tratamentos quando se atinge o
nível económico de ataque (NEA);
Fonte: promip.agr
Mod.CF.066/01
Gestão de resistências
Inseticidas
 As pragas devem ser controlas no seu estádio mais sensível;
 Sempre que possível devem ser utilizados produtos mais
seletivos e que não afetem os insetos auxiliares;
 Alternar produtos fitofarmacêuticos com modos de
ação diferentes;
 Não deve ser ultrapassado o número máximo de tratamentos
prescritos no rótulo;
 Garantir uma boa qualidade na aplicação, efetuando uma boa
cobertura dos órgãos da planta.
Fonte: agropos
Mod.CF.066/01
Boa Prática Fitossanitária Vs Má Prática Fitossanitária
Retirado de: Manual de Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos, 2022
Mod.CF.066/01
Boa Prática Fitossanitária Vs Má Prática Fitossanitária
Retirado de: Manual de Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos, 2022

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  • 2. Mod.CF.066/01 Boas Práticas Fitossanitárias “Prática em que os tratamentos fitossanitários realizados a plantas ou produtos vegetais com produtos fitofarmacêuticos são efetuados em conformidade com as condições homologadas e são selecionados, doseados e aplicados de modo a garantir uma eficácia aceitável com o mínimo de quantidade necessária e atendendo aos condicionalismos locais e às responsabilidades de controlo cultural e biológico.”
  • 3. Mod.CF.066/01 Boas Práticas Fitossanitárias As BPF, são um conjunto de regras a adotar na proteção das culturas no combate aos seus inimigos, principalmente na utilização dos Produtos fitofarmacêuticos (PF), de maneira a serem cumpridos os objetivos de segurança, tanto para o aplicador, como para o consumidor e o meio ambiente. A eficácia de um produto fitofarmacêutico não se limita apenas à sua capacidade de combater de forma correta o inimigo da cultura (direta), mas também à avaliação dos efeitos nefastos da sua utilização (global).
  • 4. Mod.CF.066/01 Boas Práticas Fitossanitárias Os principais fatores que interferem na eficácia de um produto fitofarmacêutico são a sua polivalência, o tipo de formulação, volume de calda, técnica de aplicação utilizada, concentração, dose, condições nas quais se está a aplicar o tratamento, oportunidade de tratamento, entre outros… Ou seja, as boas práticas fitossanitárias, visam a correta utilização dos produtos fitofarmacêuticos, sem que se coloque em risco o aplicador, a eficácia do produto, o ambiente, bem como as espécies não visadas. Para que tal aconteça, é crucial aplicá-lo de acordo com as informações constantes do rótulo.
  • 5. Mod.CF.066/01 Boas Práticas Fitossanitárias Objetivo final:  Segurança na utilização dos Produtos fitofarmacêuticos;  Proteção fitossanitária das culturas;  Respeito pelo LMR (Limite Máximo de Resíduos) e comercialização dos produtos agrícolas. Fonte: regiao-sul.
  • 6. Mod.CF.066/01 Princípios Gerais  Identificação dos organismos nocivos a combater e respetivo limiar de intervenção;  Seguir as condições de utilização preconizadas do rótulo, em especial quanto ao número e época de aplicação do produto e quantidades mínimas e máximas a utilizar do produto, em função do estado de desenvolvimento da cultura e da evolução do problema fitossanitário em causa;  Assegurar as condições de segurança para o aplicador, consumidor, ambiente e espécies não visadas.
  • 7. Mod.CF.066/01 Boas Práticas Fitossanitárias e Material de aplicação As BPF não permitem a utilização de doses mais elevadas às que foram estabelecidas pelo sistema de homologação. Não é BPF, aplicarem-se volumes muito elevados ou muito reduzidos, face ao estabelecido nos rótulos, visando assim a redução do escorrimento ao mínimo possível, protegendo-se assim o meio aquático, o meio edáfico, bem como a fauna, sem que se coloque em causa a eficácia do tratamento. As BPF, advertem-nos para a escolha do material a utilizar, bem como as condições de aplicação, de forma a que a maior parte do produto atinja o alvo, com o menor desperdício através de escorrimento para o solo ou pela deriva (arrastamento da calda).
  • 8. Mod.CF.066/01 Boas Práticas fitossanitárias e Material de aplicação As BPF fomentam a escolha correta do bico adequado, pressão, velocidade, bem como o volume e a dimensão das gotículas. O material de aplicação deve ser corretamente regulado, de acordo como o objetivo do tratamento a fim de que a dose adequada seja bem aplicada. Fonte: planetainformatico
  • 9. Mod.CF.066/01 Recomendações para obter uma boa aplicação de PFs Devemos escolher de entre os produtos aprovados para a finalidade pretendida, aquele que se considere mais adequado, quanto à sua eficácia biológica, devendo a nossa escolha recair no menos tóxico, tendo em atenção as indicações constantes no rótulo para a sua utilização; Devemos sempre utilizar as concentrações e as doses recomendadas no rótulo, não as excedendo; Devemos selecionar o EPI (equipamento de proteção individual), de acordo com as informações constante no rótulo do produto, bem como a sua devida utilização. As recomendações são efetuadas de acordo com a toxicidade do produto, do tipo de operação (manipulação, preparação da calda, aplicação) e do tipo de aplicação.
  • 10. Mod.CF.066/01 Recomendações para obter uma boa aplicação de PFs O operador deve escolher o momento adequado para efetuar as aplicações, de acordo com a fenologia ou desenvolvimento da cultura, devendo evitar efetuar tratamentos com condições meteorológicas adversas como, chuva, vento, horas mais quentes do dia; Nunca efetuar os tratamentos com temperaturas demasiado baixas ou demasiado elevadas. Outro fator de extrema importância é a velocidade do vento, uma vez que diminui os riscos de deriva. Efetuar a colheita dos produtos após ter decorrido o intervalo de segurança.
  • 11. Mod.CF.066/01 Eficácia Mede a relação entre os resultados obtidos e os objetivos pretendidos, ou seja, ser eficaz é conseguir atingir um dado objetivo. A eficácia é avaliada tendo em conta os efeitos positivos e negativos de um PF, correspondendo desta forma à fitotoxicidade de um PF sobre o alvo biológico a combater. Efeitos Positivos Controlo da praga ou efeito a obter. Fonte: sebrae.ms
  • 12. Mod.CF.066/01 Eficácia Efeitos negativos  Fitotoxicidade/produção;  Artrópodes auxiliares;  Culturas seguintes;  Culturas adjacentes;  Resistência. Em situações em que se verifique que os efeitos negativos são superiores aos positivos, então o produto deixa de ser eficaz. No entanto, esta questão não deve ser vista isoladamente, pois não se pretende apenas que o produto controle a praga e/ou a doença. Fonte: greenmebrasil
  • 13. Mod.CF.066/01 Eficácia Informações constantes dos rótulos dos produtos e nas condições nele referidas:  Doses/concentrações;  Efeito nas culturas e seus inimigos;  N.º de aplicações/intervalos entre aplicações;  Possibilidade de ocorrência de resistência;  Efeito sobre auxiliares e organismos não alvo;  Efeito sobre outras culturas e culturas seguintes. Pretendem desta forma garantir que o PF tenha a eficácia biológica esperada, ou seja, que tenha capacidade de atuar sobre o alvo biológico sobre o qual é pretendida a sua utilização e produzir o efeito desejado. As Boas Praticas Fitossanitárias, pretendem desta forma, que o PF dê resposta favorável em todos os aspetos referidos com o recurso à dose mínima eficaz.
  • 14. Mod.CF.066/01 A Dose Mínima Eficaz de um PF, não é mais do que a dose mínima necessária para se atingir eficácia suficiente face a um alvo biológico (inseto, fungo, infestante…) no espectro de situações em que o produto será aplicado. Entendemos por Alvo biológico o inimigo da cultura a combater. Devemos conhecer a ecobiologia do alvo, ou seja, ter conhecimento sobre as interações do ser vivo com o meio envolvente, bem como o seu desenvolvimento ao longo do seu ciclo biológico. Desta forma é crucial que este tipo de informação seja expressa nas indicações do rótulo do produto e que se acompanhe de perto a evolução do alvo biológico, pois só desta forma é que a utilização do produto fitofarmacêutico (ou outro método de controlo) tem a eficácia desejada e sejam compridas as BPF.
  • 15. Mod.CF.066/01 Fatores que Intervêm na Eficácia Fatores Biológicos – é fundamental o conhecimento do ciclo de vida do inimigo, com o intuito de tomar decisões, referentes a escolha do método de controlo, incluindo caso seja necessário o PF a utilizar, bem como a forma de o utilizar e no momento certo de intervenção. Outro aspeto importante é perceber se os inimigos desenvolveram resistências ao PF. Fatores climáticos – devemos ter em atenção as condições meteorológicas aquando da aplicação de um PF, pois podemos estar “dar um tiro no escuro”. Devemos ter em atenção as condições de precipitação, bem como as temperaturas extremas (frio ou calor), dado que os PF podem ter uma ação inesperada. Outro aspeto a ter em atenção é a intensidade do vento, uma vez que pode interferir com a eficácia, dado que pode condicionar a quantidade de calda que atinge ou não o alvo biológico.
  • 16. Mod.CF.066/01 Fatores que Intervêm na Eficácia Fatores culturais – estes fatores agronómicos, relacionados com as condições e práticas culturais, podem ter influência na criação condições favoráveis ou desfavoráveis para o desenvolvimento de uma determinada praga ou doença numa determinada cultura ao ar livre ou sob abrigo (temperatura, luminosidade, pluviosidade); Fatores técnicos - relacionados com a qualidade dos materiais de aplicação, bem como da sua manutenção e calibração. Equipamentos mal regulados e calibrados põe em causa a qualidade da aplicação e desta forma a eficácia do tratamento.
  • 17. Mod.CF.066/01 Fatores que Intervêm na Eficácia Fatores económicos – relacionados com os custos e benefícios referentes à escolha dos diferentes meios de proteção, bem como do produto mais adequado em termos de formulação, escolha dos equipamentos de aplicação, dos EPI, aquisição de instrumentos de monitorização das condições climatéricas, etc; Fatores no domínio do conhecimento – ter conhecimento da panóplia de fatores que podem afetar a eficácia, pois caso contrário, será muito difícil que a mesma seja alcançada.
  • 18. Mod.CF.066/01 Fatores que Intervêm na Eficácia  Finalidades (polivalência, seletividade…);  Tipo de formulação;  Volume de calda;  Técnica de aplicação;  Dose/concertação;  Condições de aplicação;  Oportunidade de tratamento;  Mistura de produtos.
  • 19. Mod.CF.066/01 Fatores que Intervêm na Eficácia Produto  O produto a utilizar deve ser sempre o indicado para o objetivo pretendido;  Quanto mais produto atingir o alvo, maior a eficiência em termos de custo;  A quantidade de produto depositado por unidade de superfície e o padrão de distribuição são fatores para a obtenção de uma eficácia elevada;  Um depósito uniforme conduz a uma proteção melhor e mais robusta.
  • 20. Mod.CF.066/01 Fatores que Intervêm na Eficácia Aplicação Deve-se garantir a correta aplicação e deposição do produto no alvo visado. A correta aplicação é um pré-requisito para a obtenção do melhor resultado uma vez que:  A qualidade da aplicação é um fator limitante do desempenho do produto;  A existência de gotas que não atingem o alvo visado:  São gotas a menos no controlo;  Podem ter um impacto indesejável no ambiente;  Economicamente desvantajoso para o agricultor. Fonte: planetainformatico
  • 21. Mod.CF.066/01 Fatores que Intervêm na Eficácia Aplicação Equipamento adequado e com manutenção adequada – verificação e manutenção regular de bicos, filtros, manómetro, bomba, maquinaria equipada de acordo com o uso pretendido; Equipamento Calibrado – calibração do caudal, fluxo do ar, velocidade e direção, etc; Dose de PF e volume de pulverização corretos – de acordo com a cultura, estado fenológico, equipamento de pulverização e condicionalismos locais.
  • 22. Mod.CF.066/01 Fatores que Intervêm na Eficácia Timing Aplicação realizada na altura correta.  O inimigo da cultura atingiu o Nível Economico de Ataque;  Modo de ação do PF;  Condições meteorológicas:  Precipitação;  Temperatura;  Vento;  Humidade Relativa. Fonte: coucieiro
  • 23. Mod.CF.066/01 Tomada de decisão na aplicação Avaliação de todos os meios de luta disponíveis a utilizar e qual o momento mais adequado para se impedir e/ou minimizar os prejuízos, não desejados, provocados pelos inimigos das culturas. Quando nenhum outro meio de proteção, ou outros em conjunto, foram eficazes na limitação das populações dos inimigos das culturas, e quando se opta por realizar um tratamento químico, este deverá ser efetuado tendo em conta um problema que cada vez mais assume grande importância, a resistência. Devemos, então, evitar a resistência e saber quais os meios que temos disponíveis para evitar tais problemas.
  • 24. Mod.CF.066/01 Fonte: Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve , 2015
  • 25. Mod.CF.066/01 Resistência “é a capacidade genética de alguns biótipos de espécies de inimigos das culturas (pragas, doenças, infestantes…) que, no âmbito de uma população dessa espécie, sobrevivem a um tratamento pesticida que, em condições normais, combate eficazmente essa espécie” Fonte: mundohusqvarna
  • 26. Mod.CF.066/01 Recorrer a estratégias anti-resistência “Quando o risco de resistência a uma medida fitossanitária for conhecido e quando o nível de organismos nocivos exigir a aplicação repetida de produtos fitofarmacêuticos nas culturas, deverá recorrer-se às estratégias anti-resistência disponíveis para manter a eficácia dos produtos. Tal poderá incluir a utilização de vários produtos fitofarmacêuticos com diferentes modos de ação. É, portanto, recomendável alternar produtos fitofarmacêuticos de diferentes famílias ou grupos químicos, desde que estejam autorizados para a mesma finalidade e associar outros métodos de controlo, quando existam” (CÓDIGO DE CONDUTA NA APLICAÇÃO DE PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS, 2020)
  • 27. Mod.CF.066/01 Gestão de resistências Herbicidas  Praticar a rotação cultural;  Alternar produtos fitofarmacêuticos com diferentes modos de ação;  Não deve ser ultrapassado o número máximo de tratamentos prescritos no rótulo;  Devem ser respeitadas as doses recomendadas no rótulo;  Deve ser regulado (pressão) e calibrado (volume de calda) adequadamente o equipamento de pulverização de acordo com as indicações do rótulo. Fonte: camaroteleonino
  • 28. Mod.CF.066/01 Gestão de resistências Fungicidas  Realizar estratégias preventivas;  Efetuar a alternância dos produtos fitofarmacêuticos com modos de ação diferentes;  Não deve ser ultrapassado o número máximo de tratamentos prescritos no rótulo;  Devem ser respeitadas as doses e concentrações recomendadas no rótulo;  Deve ser garantida uma boa qualidade na aplicação, de forma a que seja efetuada uma correta cobertura de todos os órgãos da planta. Fonte: mundohusqvarna
  • 29. Mod.CF.066/01 Gestão de resistências Inseticidas  Devem ser adotadas práticas naturais de limitação das pragas (rotação de culturas; utilização de variedades resistentes; destruição de restos de culturas; eliminação de hospedeiros das pragas…) e medidas de controlo biológico, sempre que possível;  Devem ser respeitadas as doses e concentrações recomendadas no rótulo;  Em situações em que se verifique quebra da eficácia deve mudar-se para um produto com outro modo de ação;  Devemos apenas efetuar os tratamentos quando se atinge o nível económico de ataque (NEA); Fonte: promip.agr
  • 30. Mod.CF.066/01 Gestão de resistências Inseticidas  As pragas devem ser controlas no seu estádio mais sensível;  Sempre que possível devem ser utilizados produtos mais seletivos e que não afetem os insetos auxiliares;  Alternar produtos fitofarmacêuticos com modos de ação diferentes;  Não deve ser ultrapassado o número máximo de tratamentos prescritos no rótulo;  Garantir uma boa qualidade na aplicação, efetuando uma boa cobertura dos órgãos da planta. Fonte: agropos
  • 31. Mod.CF.066/01 Boa Prática Fitossanitária Vs Má Prática Fitossanitária Retirado de: Manual de Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos, 2022
  • 32. Mod.CF.066/01 Boa Prática Fitossanitária Vs Má Prática Fitossanitária Retirado de: Manual de Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos, 2022