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Luto! Pesquisa recente destaca o equívoco de se pedir para uma
pessoa enlutada que faça diário de seus sentimentos – reforço da
representação mental.
Vivências ecfóricas normalmente incluem processo de
reconstrução por mesclar a evocação de uma memória explícita
com outras memórias implícitas!
Essa conexão promove a associação de uma ecforia com
outras memórias aparentemente aleatórias.
Implicações clínicas – processo de associação livre +
Elementos não-verbais de relatos podem convergir ou contradizer o
material falado. Pessoa não tem consciência da recordação de
memória implícita.
Terapeuta sempre observar linguagem não verbal que acompanha
relatos.
Aspectos neurobiológicos
da memória
Amígdala
Um segundo sinal do tálamo é roteado diretamente
para o neocórtex, a parte pensante do cérebro. Essa
divisão permite à amígdala responder antes do
neocórtex, de modo que reações automáticas de
defesa (dilatação da pupila, taquicardia, mudança na
respiração ocorrem antes da consciência de perigo –
externo ou interno, como no caso de ansiedade).
Amígdala
Sinais sensoriais dos olhos, boca, pele e ouvidos chegam
primeiro no cérebro no tálamos e depois por uma sinapse
simples para a amígdala. Sinais sensoriais do nariz são roteados
diretamente para a amígdala.
Os caminhos do medo (condicionado)
Estímulo
Tálamo amígdala
caminho rápido
caminho lento
hipocampoCórtex sensorial
Nervo vago leva mensagens do cérebro para regular o
coração, enquanto veicula também sinais (disparado
por epinefrina e norepinefrina), de volta ao cérebro.
Esses neurotransmissores ativam receptores no nervo
vago.
Do núcleo cerúleo no tronco cerebral, também é liberada
norepinefrina, ambas agindo no corpo e promovendo alerta.
Ativação amigdaloide
A partir de um estímulo suspeito externo ou interno que ativa a
amígdala, um nervo corre do cérebro à glândula adrenal e dispara
a secreção de epinefrina.
Esse registro emocional será retomado em outros
eventos futuros que tenham semelhança com o atual,
para comparação e tomada de decisão.
Quanto mais intensa a ativação amigdaloide, mais marcante
o registro da memória.
Ativação amigdaloide
A amígdala é o principal local no cérebro para onde esse sinais são
enviados. Eles ativam neurônios dentro da amígdala para sinalizar
outras regiões do cérebro e reforçar a memória do que acaba de
acontecer (sejam memórias boas, sejam negativas).
Córtex dorsolateral pré-frontal
Córtex Pré-frontal
Ajuda a tranquilizar a amígdala, ao organizar uma resposta mais
analítica e apropriada a nossos impulsos emocionais. Modula a
amígdala e outras áreas límbicas
Essa circuitaria permite-nos traduzir emoções, que são
fisiológicas e viscerais, em imagens cognitivas/mapas, que
denominamos de sentimentos. Esse processo nos
conscientiza da alegria, tristeza, raiva, etc .
A presença de circuitos que conectam a amígdala
aos lobos pré-frontais implica que os sinais gerados
pela amígdala podem reduzir ativação na área
dorsolateral, prejudicando a habilidade do lobo pré-
frontal de manter memória de trabalho e
homeostase.
Córtex dorsolateral prefrontal
Hipocampo
Hipocampo
Hipocampo é o portal de acesso ao sistema límbico. Encontra-se
em posição adjacente à amígdala.
Hipocampo
Aqui a informação do neo-córtex é processada e transmitida
ao sistema límbico, onde memória e emoção são integradas!
Quando a pessoa encontra-se sob estresse agudo, secreta
hormônios endógenos de estresse, que afetam a
consolidação da memória.
Isso significa desempenhar papel fundamental na
potenciação de longo prazo (=> superconsolidação da
memória traumática).
Memórias são então armazenadas em modalidades
sensório-motoras, sensações somáticas e imagens
visuais.
O fenômeno é amplamente mediado pelo ingresso de
norepinefrina na amígdala. Hormônios do estresse
(principalmente cortisol, adrenalina, noradrenalina) afetam
consolidação de memórias declarativas no hipocampo.
Hipocampo
A estimulação excessiva da amígdala interfere com o
funcionamento do hipocampo, inibindo a avaliação
cognitiva da experiência e a representação semântica.
Memória explícita requer maturação neural do hipocampo para
permitir expressão completa de primeiramente memória
semântica e somente mais tarde a episódica.
A amígdala se desenvolve mais rapidamente que o hipocampo,
permitindo monitoramento precoce de perigos no ambiente,
inclusive ainda no ventre materno.
O hipocampo não – demora mais tempo no processo de
maturação.
Filme - Top Gun - 1986
Mediação Temporal do Hipocampo
Hipocampo serve para mediar função memorial de tempo, que
diferencia passado do presente.
Paciente com estresse pós-traumático fica com dificuldade
para reconhecer se está se lembrando de uma memória ou
se a está vivenciando novamente. Isso é algo do passado ou
do presente?
Mediação Contextual do Hipocampo
Quando a mediação contextual se mostra deficiente, como no
caso do paciente com transtorno de estresse pós-
traumático, o paciente tem dificuldade de avaliar se a
situação é ou não perigosa. Por isso, não se defende
adequadamente quando deveria, e vice-versa.
O perigo está acontecendo também aqui ou foi somente
no passado?
As duas funções de mediação temporal e contextual
do hipocampo é que viabilizam o princípio do aqui-e-
agora, principalmente destacado em certas
abordagens humanistas de psicoterapia
Hipocampo
Curiosamente, parece que o hipocampo modifica seu papel de
arquivamento ao longo do tempo.
Quando algum aspecto da situação estímulo recorre,
hipocampo participa ao atualizar padrão da ativação cortical
que ocorreu na experiência original.
Cada atualização modifica um pouco as sinapses corticais..
Atualização requer participação do hipocampo.
Dano ao hipocampo afeta memórias recentes, mas não
aquelas já consolidadas no córtex.
Eventualmente a representação cortical torna-se
autossuficiente, independente do hipocampo.
Experimentos com animais sugerem o quanto o hipocampo é na verdade
uma máquina de cognição espacial e sua contribuição para outros
aspectos da memória é secundária em relação ao seu processamento
espacial. Trata-se de um possível GPS inerente.
Hipocampo
Plataforma oculta
Antes da aprendizagem Depois da aprendizagem
O hipocampo é capaz de codificar o mapeamento de experiências,
dando a elas um contexto no qual podem ser registradas e
armazenadas.
As representações reais dessas experiências supostamente
são armazenadas nas porções mais posteriores do cérebro.
As regiões pré-frontais são responsáveis pelo processo
de criar um estado episódico de resgate, no qual certos
disparadores acionam a representação armazenada -
ecforia.
Quanto mais posterior esquerdo => mais semântico e factual.
Quanto mais anterior direito => mais episódico e autobiográfico.
Resgate ou recuperação de memórias é um modificador de
memórias: o ato de reativar uma representação faz com que
seja armazenada de novo, mas de forma modificada, em
função de nosso estado atual.
Experiências interpessoais aparentam ter efeito direto no
desenvolvimento de memória explícita.
Em relação ao nível de estresse: nível reduzido de estresse
apresenta nível neutro; nível intermediário de estresse
facilita a memória; nível elevado impede consolidação da
memória explícita e aumenta o risco de dissociação entre
memória implícita e explícita, com repercussões importantes
para a clínica.
Estresse crônico pode produzir um nível basal elevado de
hormônio do estresse e liberação diária anormal dessas
substâncias (principalmente cortisol), produzindo efeitos de
médio prazo no hipocampo (onde há maior número de
receptores de cortisol) podem ser inicialmente reversíveis,
mas envolvem inibição de crescimento neuronal e atrofia de
receptores celulares – dendritos.
Presença crônica de cortisol no hipocampo conduz à
morte de neurônios e à diminuição do tamanho do
hipocampo, uma característica encontrada em pacientes
com TEPT.
Se por um lado nível mais elevado de cortisol interfere no
funcionamento do hipocampo, prejudicando a codificação e
armazenamento de memória explícita, por outro lado a
ativação excessiva da amígdala, bem como do SNA leva à
liberação de adrenalina e principalmente noradrenalina, que
contribuem para intensificar a codificação de memória
implícita.
Portanto, uma vivência traumática pode ter efeito
diferenciado na codificação e armazenamento de
memória explícita (inibida por cortisol) e memória
implícita (incentivada pela noradrenalina e amígdala).
Nessa situação significativa (com o engrama do trauma
recebendo comprovação emocional da amígdala), aumenta a
probabilidade de recuperação de memória implícita no futuro, o
que traz novas implicações para a clínica do trauma e do
estresse pós-traumático.
Experiências que recebem qualificação emocional são mais
prontamente relembradas no futuro.
Emoção envolve processo modulador que intensifica
criação de novas conexões sinápticas por meio de
plasticidade neuronal.
Emoção é processo que auxilia a pessoa a focalizar
atenção e cria as condições neuroquímicas que
propiciam neuroplasticidade no cérebro.
Há ainda que se destacar a importância de respostas mais
imediatas propiciadas pelas reações do SNA, complementada
por outra ativação de mais longo prazo, mobilizada pelo sistema
endócrino.
Esses impactos podem ser observados tanto em
respostas fisiológicas diretas, quanto em reações
cognitivas mais complexas.
Tálamo
O Tálamo apresenta ligações recíprocas com várias
outras estruturas cerebrais e pode ser considerado
como um centro de convergência de informações top-
down e bottom-up. Suas funções de conexão são
ativadas por aspectos atencionais de interesse, alerta e
motivação.
Se hipocampo é o portal de acesso ao sistema límbico, o tálamo
é o portal de acesso ao córtex cerebral e, portanto, à
consciência. Com a exceção do olfato (cheiro), que é projetado
primeiro na amígdala, todo ingresso (input) sensorial é
projetado primeiro no tálamo.
Tálamo
Essa integração promove a sincronia de várias assembleias
distintas de neurônios, em combinações e formação de redes
funcionais, servindo como base para integração perceptual,
cognitiva, memorial e somatossensorial.
Tálamo
Cerebelo
O número de células nervosas aparentemente excede toda a
população do córtex cerebral, tornando-o a maior estrutura do
cérebro humano .
Apresenta proporção enorme de axônios de entrada e saída
(40:1) e encontra-se interconectado com partes do tronco
cerebral, áreas límbicas, córtex cerebral e lobos frontais,
sugerindo processamento de informação e integração.
Pode ser entendido como uma área adicional de
associação no cérebro.
Cerebelo - mistério
Pesquisas recentes mostram o quanto, além de controle do
movimento muscular voluntário e equilíbrio, o cerebelo
contribui para operações de mudança de atenção rápida,
precisa e suave, além de ativação que sofre quando a pessoa
desempenha tarefas ligadas a associação semântica, memória
semântica, memória episódica e memória de trabalho.
Cerebelo
Aspectos interacionais
da memória
Pais elaboradores falam com seus filhos sobre o que elas, as
crianças, pensam sobre as historinhas que leram juntos.
Pais factuais comentam apenas sobre os fatos da história, não
a imaginação da criança, o que promove crianças com
habilidade menos desenvolvida para se lembrar de
experiências compartilhadas.
Crianças incentivadas a expressar opiniões sobre suas vivências
desenvolvem mais rapidamente um conhecimento emocional.
A relação interpessoal é crítica para a criança organizar sua
experiência, tanto por meio de incentivo de relatos anteriores,
durante e posteriores a determinado evento, o que contribui para
consolidação de memória desses eventos.
Pais ajudam os filhos na co-construção de narrativa da
memória e da imaginação deles.
Nesses casos, o desenvolvimento da inteligência emocional
corresponde ao incentivo parental de entender diferentes pontos
de vista e o que se passa na mente da criança.
Se determinada cultura privilegia foco nas relações ou no
indivíduo, também a forma de perceber ambientes se
diferencia em crianças de diferentes culturas.
Assim como a lembrança, também o esquecimento é fundamental
para saúde cerebral – seleção de estímulos importantes e banais
=> maior previsibilidade do futuro.
Lembrar e esquecer
Processo de recordação aparenta corresponder a uma curva do
estilo U invertido com relação ao impacto emocional.
Eventos considerados simples, sem repercussão emocional
(número de quarto de hotel, itens de cardápio) são
armazenados por pouco tempo;
Eventos mais marcantes, com repercussão emocional
(casamento, nascimento de filho) são registrados em detalhe por
mais tempo;
Filme – Noiva em fulga- 1999
Dissociação e Fragmentação da Memória
Se uma pessoa sofre um trauma, tenta se dissociar (mudar o
foco de atenção para um aspecto não traumatizante do
ambiente, ou por meio da imaginação, para ao menos lograr
uma fuga parcial do evento).
Diante dessa reação dissociativa, partes explícitas do
evento não são codificadas, mas as implícitas sim,
provocando sintomas futuros, sem recordação da
origem do desconforto = amnésia psicogênica, mas
com elementos intrusivos implícitos, tais como
impulsos de fuga, reações emocionais, reações físicas
e sensação de pânico.
Dissociação
Implicações clínicas – maior risco de TEPT e redução do hipocampo
No caso de trauma não resolvido, os indivíduos ficam
inundados por recordações de memória implícita, nas quais
perdem as características de automonitoramento de
lembrança episódica. Portanto, sentem não como se
lembrassem intensamente de um evento passado, mas
como se vivessem o evento agora.
Outros têm o conhecimento de um evento traumático,
mas não têm senso de self.
Têm consciência noética, mas não autonoética da
experiência.
Perda Psicológica da Memória
Estudos mostram assimetria significativa de atividade
hemisférica, com memórias traumáticas não-resolvidas sendo
associadas com padrão de ativação dominante
excessivamente do hemisfério direito (mais emoção e
sensações físicas – carência de linguagem simbólica).
Estudos sugerem a importância de cooperação bilateral dos
hemisférios como necessária para consolidação de memória
em geral.
O fracasso para consolidar memórias de eventos
traumáticos deve, portanto, ser a essência de trauma
não-resolvido.
A resolução significa em narrativa autobiográfica
coerente e resolução dos transtornos de sono REM.
Dissociação
A inabilidade para estabelecer senso de coerência e
continuidade pode promover o isolamento de estados
traumáticos em relação ao funcionamento integrativo do
indivíduo – conflito entre parte adulta funcional e parte criança
traumatizada.
Elementos implícitos continuam a agir, afetando e
moldando a pessoa, sem que ela tenha um sentido de
origem de suas dificuldades.
Esses elementos podem invadir as experiências
internas da pessoa, bem como seus relacionamentos
interpessoais, de modo intrusivo/flashbacks.
Dissociação
Implicações clínicas - A ausência de uma consolidação cortical da
memória pode ser observada clinicamente pela ausência de
versão narrativa de uma experiência traumática, com
dificuldade de se estabelecer um senso de coerência e
continuidade ao longo dos vários estados mentais, de
autobiografia.
Terror sem palavras resulta da falta de
integração/consolidação cortical.
Saúde mental e física
Estados traumáticos podem permanecer isolados do
funcionamento tipicamente integrativo do indivíduo e assim
impedir o desenvolvimento emocional da pessoa, sua
capacidade de autorregulação e funcionamento adequado do
sistema imunológico, deixando a pessoa traumatizada mais
vulnerável.
Implicações pedagógicas - Outro impacto de saúde pública é
que a atrofia do hipocampo e a consequente dificuldade em
consolidar memórias dificulta as crianças desfrutarem de um
ambiente de aprendizagem, com severas limitações
acadêmicas de curto e longo prazo.
O impacto implícito do trauma/eventos adversos pode
influir na experiência (in)consciente da pessoa, mas sem
que ela tenha um senso de suas origens no passado.
Modelos mentais implícitos ajudam a moldar a
organização de memória autobiográfica explícita (ex.
impermeabilidade a elogios).
Dissociação
Crianças traumatizadas com modelos representacionais
inseguros podem experienciar mais reações traumáticas
estressantes, em parte por serem menos capazes de
engajarem-se em relacionamentos interpessoais bem
sucedidos e relacionamentos supridores de apoio.
Relacionamentos de apego que oferecem conexão
emocional e segurança tanto em casa quanto na
comunidade, podem conferir resiliência e modos mais
flexíveis de adaptação diante de adversidades.
Perdas definitivas de memória
Filme Dama de ferro
Demência
Há no mundo atualmente uma estimativa de 44 milhões de
pessoas que sofrem de demência.
Em 2050 espera-se que esta cifra suba para 115 milhões.
Isso não significa incentivo à hipertensão em
idosos, que pode promover outros problemas de
saúde, mas oferece indícios de que pressão
sanguínea normal não significa o mesmo para todas
as idades.
Os pesquisadores acompanharam 625 participantes que
desenvolveram pressão alta nos seus anos 90 por até 10
anos e o risco de demência foi 55% menor do que em
outras pessoas sem histórico de hipertensão.
Estudo da Universidade da Califórnia sugere que pressão alta
para quem tem mais de 90 anos pode preservar células do
cérebro.
1. Hipertensão na 3a idade pode salvar seu cérebro.
5 descobertas importantes
sobre o tema de demência
Parte do grupo recebeu um pacote de estilo de
vida que incluía acompanhamento nutricional,
exercícios físicos, administração de fatores de
risco para a saúde cardíaca, treinamento
cognitivo e atividades sociais.
Um estudo de dois anos feito pelo Karolinska
Instituet e o Instituto Finlandês de Saúde
acompanhou 1260 participantes com idades entre
60-77.
Demência
2. Mudanças no estilo de vida podem ajudar a preservar
prejuízos cognitivos e Alzheimer.
A boa notícia é que mesmo uma intervenção seja
implementada tardiamente (nos anos 60 e 70 de
vida) ajuda a proteger contra demência.
Após 2 anos o grupo com mudança de estilo de vida
se saiu melhor em testes de memória e pensamento.
Demência
O grupo controle recebeu conselhos padronizados sobre
saúde.
Pessoas que “malhavam” o cérebro tinham
melhores escores na habilidade de
pensamento.
O volume foi maior em áreas normalmente
atingidas por Alzheimer, sugerindo atraso ou
evitação do início da doença.
Demência
3. Pessoas de meia idade que jogavam avidamente
(cartas, sudoku, xadrez, palavras-cruzadas) tendiam
a ter cérebros maiores do que pessoas que não
jogam, de acordo com escaneamentos cerebrais,
como se o cérebro fosse um músculo - quanto maior,
melhor.
Demência
Tente aprender uma língua estrangeira ou mudar leitura
de ficção para não-ficção - qualquer desafio cognitivo
vale!
2 grupos de pesquisas feitos pela Clínica Mayo
sugerem que atividade física (leve ou vigorosa)
influencia positivamente na evolução mais lenta de
perdas cognitivas e demência.
Demência
4. Exercício físico aparenta reduzir o declínio em direção à
demência.
Essa descoberta pode ajudar médicos a
intervirem mais precocemente, antes que a
demência já tenha causado prejuízos
extensos ao cérebro.
Uma suposição é que células responsáveis pelo
olfato são mortas nos estágios iniciais de
demência.
Foi descoberto que pessoas incapazes de identificar
certos odores tinham maior risco de desenvolver
insuficiência cognitiva.
Demência
5. Teste de olfato pode ajudar médicos a prever o risco
de desenvolver Alzheimer.
5. Dificuldade em entender imagens visuais e
relações espaciais;
4. Confusão com tempo ou espaço;
3. Dificuldade de completar tarefas familiares no
lar, no trabalho ou no laser;
2. Desafios no planejamento ou solução de
problemas;
1. Mudanças de memória que perturbam a vida diária;
Avaliação básica em Alzheimer
Caso você suspeite que um membro da família ou amig@ esteja
desenvolvendo Alzheimer, observe estes 10 sinais de aviso, organizados
nos EUA pela Associação de Alzheimer:
10. Mudanças no humor e na personalidade.
9. Retraimento do trabalho ou atividades sociais;
8. Capacidade de julgamento pobre ou diminuída;
7. Não saber onde guardou objetos ou perder a
capacidade de refazer os últimos passos/ atividades;
Demência
6. Novos problemas com palavras na fala ou escrita;
Aplicação Clínica
Reprocessamento da experiência e mudança de
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Curso Memória - Parte 02

  • 1. Luto! Pesquisa recente destaca o equívoco de se pedir para uma pessoa enlutada que faça diário de seus sentimentos – reforço da representação mental. Vivências ecfóricas normalmente incluem processo de reconstrução por mesclar a evocação de uma memória explícita com outras memórias implícitas! Essa conexão promove a associação de uma ecforia com outras memórias aparentemente aleatórias.
  • 2. Implicações clínicas – processo de associação livre + Elementos não-verbais de relatos podem convergir ou contradizer o material falado. Pessoa não tem consciência da recordação de memória implícita. Terapeuta sempre observar linguagem não verbal que acompanha relatos.
  • 5. Um segundo sinal do tálamo é roteado diretamente para o neocórtex, a parte pensante do cérebro. Essa divisão permite à amígdala responder antes do neocórtex, de modo que reações automáticas de defesa (dilatação da pupila, taquicardia, mudança na respiração ocorrem antes da consciência de perigo – externo ou interno, como no caso de ansiedade). Amígdala Sinais sensoriais dos olhos, boca, pele e ouvidos chegam primeiro no cérebro no tálamos e depois por uma sinapse simples para a amígdala. Sinais sensoriais do nariz são roteados diretamente para a amígdala.
  • 6. Os caminhos do medo (condicionado) Estímulo Tálamo amígdala caminho rápido caminho lento hipocampoCórtex sensorial
  • 7. Nervo vago leva mensagens do cérebro para regular o coração, enquanto veicula também sinais (disparado por epinefrina e norepinefrina), de volta ao cérebro. Esses neurotransmissores ativam receptores no nervo vago. Do núcleo cerúleo no tronco cerebral, também é liberada norepinefrina, ambas agindo no corpo e promovendo alerta. Ativação amigdaloide A partir de um estímulo suspeito externo ou interno que ativa a amígdala, um nervo corre do cérebro à glândula adrenal e dispara a secreção de epinefrina.
  • 8. Esse registro emocional será retomado em outros eventos futuros que tenham semelhança com o atual, para comparação e tomada de decisão. Quanto mais intensa a ativação amigdaloide, mais marcante o registro da memória. Ativação amigdaloide A amígdala é o principal local no cérebro para onde esse sinais são enviados. Eles ativam neurônios dentro da amígdala para sinalizar outras regiões do cérebro e reforçar a memória do que acaba de acontecer (sejam memórias boas, sejam negativas).
  • 10. Ajuda a tranquilizar a amígdala, ao organizar uma resposta mais analítica e apropriada a nossos impulsos emocionais. Modula a amígdala e outras áreas límbicas Essa circuitaria permite-nos traduzir emoções, que são fisiológicas e viscerais, em imagens cognitivas/mapas, que denominamos de sentimentos. Esse processo nos conscientiza da alegria, tristeza, raiva, etc . A presença de circuitos que conectam a amígdala aos lobos pré-frontais implica que os sinais gerados pela amígdala podem reduzir ativação na área dorsolateral, prejudicando a habilidade do lobo pré- frontal de manter memória de trabalho e homeostase. Córtex dorsolateral prefrontal
  • 13. Hipocampo é o portal de acesso ao sistema límbico. Encontra-se em posição adjacente à amígdala. Hipocampo Aqui a informação do neo-córtex é processada e transmitida ao sistema límbico, onde memória e emoção são integradas! Quando a pessoa encontra-se sob estresse agudo, secreta hormônios endógenos de estresse, que afetam a consolidação da memória. Isso significa desempenhar papel fundamental na potenciação de longo prazo (=> superconsolidação da memória traumática).
  • 14. Memórias são então armazenadas em modalidades sensório-motoras, sensações somáticas e imagens visuais. O fenômeno é amplamente mediado pelo ingresso de norepinefrina na amígdala. Hormônios do estresse (principalmente cortisol, adrenalina, noradrenalina) afetam consolidação de memórias declarativas no hipocampo. Hipocampo A estimulação excessiva da amígdala interfere com o funcionamento do hipocampo, inibindo a avaliação cognitiva da experiência e a representação semântica.
  • 15. Memória explícita requer maturação neural do hipocampo para permitir expressão completa de primeiramente memória semântica e somente mais tarde a episódica. A amígdala se desenvolve mais rapidamente que o hipocampo, permitindo monitoramento precoce de perigos no ambiente, inclusive ainda no ventre materno. O hipocampo não – demora mais tempo no processo de maturação.
  • 16. Filme - Top Gun - 1986
  • 17. Mediação Temporal do Hipocampo Hipocampo serve para mediar função memorial de tempo, que diferencia passado do presente. Paciente com estresse pós-traumático fica com dificuldade para reconhecer se está se lembrando de uma memória ou se a está vivenciando novamente. Isso é algo do passado ou do presente?
  • 18. Mediação Contextual do Hipocampo Quando a mediação contextual se mostra deficiente, como no caso do paciente com transtorno de estresse pós- traumático, o paciente tem dificuldade de avaliar se a situação é ou não perigosa. Por isso, não se defende adequadamente quando deveria, e vice-versa. O perigo está acontecendo também aqui ou foi somente no passado? As duas funções de mediação temporal e contextual do hipocampo é que viabilizam o princípio do aqui-e- agora, principalmente destacado em certas abordagens humanistas de psicoterapia
  • 19. Hipocampo Curiosamente, parece que o hipocampo modifica seu papel de arquivamento ao longo do tempo. Quando algum aspecto da situação estímulo recorre, hipocampo participa ao atualizar padrão da ativação cortical que ocorreu na experiência original. Cada atualização modifica um pouco as sinapses corticais.. Atualização requer participação do hipocampo. Dano ao hipocampo afeta memórias recentes, mas não aquelas já consolidadas no córtex. Eventualmente a representação cortical torna-se autossuficiente, independente do hipocampo.
  • 20. Experimentos com animais sugerem o quanto o hipocampo é na verdade uma máquina de cognição espacial e sua contribuição para outros aspectos da memória é secundária em relação ao seu processamento espacial. Trata-se de um possível GPS inerente. Hipocampo Plataforma oculta Antes da aprendizagem Depois da aprendizagem
  • 21. O hipocampo é capaz de codificar o mapeamento de experiências, dando a elas um contexto no qual podem ser registradas e armazenadas. As representações reais dessas experiências supostamente são armazenadas nas porções mais posteriores do cérebro. As regiões pré-frontais são responsáveis pelo processo de criar um estado episódico de resgate, no qual certos disparadores acionam a representação armazenada - ecforia.
  • 22. Quanto mais posterior esquerdo => mais semântico e factual. Quanto mais anterior direito => mais episódico e autobiográfico. Resgate ou recuperação de memórias é um modificador de memórias: o ato de reativar uma representação faz com que seja armazenada de novo, mas de forma modificada, em função de nosso estado atual.
  • 23. Experiências interpessoais aparentam ter efeito direto no desenvolvimento de memória explícita. Em relação ao nível de estresse: nível reduzido de estresse apresenta nível neutro; nível intermediário de estresse facilita a memória; nível elevado impede consolidação da memória explícita e aumenta o risco de dissociação entre memória implícita e explícita, com repercussões importantes para a clínica.
  • 24. Estresse crônico pode produzir um nível basal elevado de hormônio do estresse e liberação diária anormal dessas substâncias (principalmente cortisol), produzindo efeitos de médio prazo no hipocampo (onde há maior número de receptores de cortisol) podem ser inicialmente reversíveis, mas envolvem inibição de crescimento neuronal e atrofia de receptores celulares – dendritos. Presença crônica de cortisol no hipocampo conduz à morte de neurônios e à diminuição do tamanho do hipocampo, uma característica encontrada em pacientes com TEPT.
  • 25. Se por um lado nível mais elevado de cortisol interfere no funcionamento do hipocampo, prejudicando a codificação e armazenamento de memória explícita, por outro lado a ativação excessiva da amígdala, bem como do SNA leva à liberação de adrenalina e principalmente noradrenalina, que contribuem para intensificar a codificação de memória implícita. Portanto, uma vivência traumática pode ter efeito diferenciado na codificação e armazenamento de memória explícita (inibida por cortisol) e memória implícita (incentivada pela noradrenalina e amígdala).
  • 26. Nessa situação significativa (com o engrama do trauma recebendo comprovação emocional da amígdala), aumenta a probabilidade de recuperação de memória implícita no futuro, o que traz novas implicações para a clínica do trauma e do estresse pós-traumático. Experiências que recebem qualificação emocional são mais prontamente relembradas no futuro. Emoção envolve processo modulador que intensifica criação de novas conexões sinápticas por meio de plasticidade neuronal. Emoção é processo que auxilia a pessoa a focalizar atenção e cria as condições neuroquímicas que propiciam neuroplasticidade no cérebro.
  • 27. Há ainda que se destacar a importância de respostas mais imediatas propiciadas pelas reações do SNA, complementada por outra ativação de mais longo prazo, mobilizada pelo sistema endócrino. Esses impactos podem ser observados tanto em respostas fisiológicas diretas, quanto em reações cognitivas mais complexas.
  • 29. O Tálamo apresenta ligações recíprocas com várias outras estruturas cerebrais e pode ser considerado como um centro de convergência de informações top- down e bottom-up. Suas funções de conexão são ativadas por aspectos atencionais de interesse, alerta e motivação. Se hipocampo é o portal de acesso ao sistema límbico, o tálamo é o portal de acesso ao córtex cerebral e, portanto, à consciência. Com a exceção do olfato (cheiro), que é projetado primeiro na amígdala, todo ingresso (input) sensorial é projetado primeiro no tálamo. Tálamo
  • 30. Essa integração promove a sincronia de várias assembleias distintas de neurônios, em combinações e formação de redes funcionais, servindo como base para integração perceptual, cognitiva, memorial e somatossensorial. Tálamo
  • 32. O número de células nervosas aparentemente excede toda a população do córtex cerebral, tornando-o a maior estrutura do cérebro humano . Apresenta proporção enorme de axônios de entrada e saída (40:1) e encontra-se interconectado com partes do tronco cerebral, áreas límbicas, córtex cerebral e lobos frontais, sugerindo processamento de informação e integração. Pode ser entendido como uma área adicional de associação no cérebro. Cerebelo - mistério
  • 33. Pesquisas recentes mostram o quanto, além de controle do movimento muscular voluntário e equilíbrio, o cerebelo contribui para operações de mudança de atenção rápida, precisa e suave, além de ativação que sofre quando a pessoa desempenha tarefas ligadas a associação semântica, memória semântica, memória episódica e memória de trabalho. Cerebelo
  • 34.
  • 36. Pais elaboradores falam com seus filhos sobre o que elas, as crianças, pensam sobre as historinhas que leram juntos. Pais factuais comentam apenas sobre os fatos da história, não a imaginação da criança, o que promove crianças com habilidade menos desenvolvida para se lembrar de experiências compartilhadas.
  • 37. Crianças incentivadas a expressar opiniões sobre suas vivências desenvolvem mais rapidamente um conhecimento emocional.
  • 38. A relação interpessoal é crítica para a criança organizar sua experiência, tanto por meio de incentivo de relatos anteriores, durante e posteriores a determinado evento, o que contribui para consolidação de memória desses eventos. Pais ajudam os filhos na co-construção de narrativa da memória e da imaginação deles.
  • 39. Nesses casos, o desenvolvimento da inteligência emocional corresponde ao incentivo parental de entender diferentes pontos de vista e o que se passa na mente da criança. Se determinada cultura privilegia foco nas relações ou no indivíduo, também a forma de perceber ambientes se diferencia em crianças de diferentes culturas.
  • 40. Assim como a lembrança, também o esquecimento é fundamental para saúde cerebral – seleção de estímulos importantes e banais => maior previsibilidade do futuro. Lembrar e esquecer Processo de recordação aparenta corresponder a uma curva do estilo U invertido com relação ao impacto emocional. Eventos considerados simples, sem repercussão emocional (número de quarto de hotel, itens de cardápio) são armazenados por pouco tempo;
  • 41. Eventos mais marcantes, com repercussão emocional (casamento, nascimento de filho) são registrados em detalhe por mais tempo;
  • 42. Filme – Noiva em fulga- 1999
  • 43. Dissociação e Fragmentação da Memória Se uma pessoa sofre um trauma, tenta se dissociar (mudar o foco de atenção para um aspecto não traumatizante do ambiente, ou por meio da imaginação, para ao menos lograr uma fuga parcial do evento). Diante dessa reação dissociativa, partes explícitas do evento não são codificadas, mas as implícitas sim, provocando sintomas futuros, sem recordação da origem do desconforto = amnésia psicogênica, mas com elementos intrusivos implícitos, tais como impulsos de fuga, reações emocionais, reações físicas e sensação de pânico.
  • 44. Dissociação Implicações clínicas – maior risco de TEPT e redução do hipocampo No caso de trauma não resolvido, os indivíduos ficam inundados por recordações de memória implícita, nas quais perdem as características de automonitoramento de lembrança episódica. Portanto, sentem não como se lembrassem intensamente de um evento passado, mas como se vivessem o evento agora. Outros têm o conhecimento de um evento traumático, mas não têm senso de self. Têm consciência noética, mas não autonoética da experiência.
  • 45. Perda Psicológica da Memória Estudos mostram assimetria significativa de atividade hemisférica, com memórias traumáticas não-resolvidas sendo associadas com padrão de ativação dominante excessivamente do hemisfério direito (mais emoção e sensações físicas – carência de linguagem simbólica). Estudos sugerem a importância de cooperação bilateral dos hemisférios como necessária para consolidação de memória em geral. O fracasso para consolidar memórias de eventos traumáticos deve, portanto, ser a essência de trauma não-resolvido. A resolução significa em narrativa autobiográfica coerente e resolução dos transtornos de sono REM.
  • 46. Dissociação A inabilidade para estabelecer senso de coerência e continuidade pode promover o isolamento de estados traumáticos em relação ao funcionamento integrativo do indivíduo – conflito entre parte adulta funcional e parte criança traumatizada. Elementos implícitos continuam a agir, afetando e moldando a pessoa, sem que ela tenha um sentido de origem de suas dificuldades. Esses elementos podem invadir as experiências internas da pessoa, bem como seus relacionamentos interpessoais, de modo intrusivo/flashbacks.
  • 47. Dissociação Implicações clínicas - A ausência de uma consolidação cortical da memória pode ser observada clinicamente pela ausência de versão narrativa de uma experiência traumática, com dificuldade de se estabelecer um senso de coerência e continuidade ao longo dos vários estados mentais, de autobiografia. Terror sem palavras resulta da falta de integração/consolidação cortical.
  • 48. Saúde mental e física Estados traumáticos podem permanecer isolados do funcionamento tipicamente integrativo do indivíduo e assim impedir o desenvolvimento emocional da pessoa, sua capacidade de autorregulação e funcionamento adequado do sistema imunológico, deixando a pessoa traumatizada mais vulnerável.
  • 49. Implicações pedagógicas - Outro impacto de saúde pública é que a atrofia do hipocampo e a consequente dificuldade em consolidar memórias dificulta as crianças desfrutarem de um ambiente de aprendizagem, com severas limitações acadêmicas de curto e longo prazo. O impacto implícito do trauma/eventos adversos pode influir na experiência (in)consciente da pessoa, mas sem que ela tenha um senso de suas origens no passado. Modelos mentais implícitos ajudam a moldar a organização de memória autobiográfica explícita (ex. impermeabilidade a elogios).
  • 50. Dissociação Crianças traumatizadas com modelos representacionais inseguros podem experienciar mais reações traumáticas estressantes, em parte por serem menos capazes de engajarem-se em relacionamentos interpessoais bem sucedidos e relacionamentos supridores de apoio. Relacionamentos de apego que oferecem conexão emocional e segurança tanto em casa quanto na comunidade, podem conferir resiliência e modos mais flexíveis de adaptação diante de adversidades.
  • 52. Filme Dama de ferro
  • 53. Demência Há no mundo atualmente uma estimativa de 44 milhões de pessoas que sofrem de demência. Em 2050 espera-se que esta cifra suba para 115 milhões.
  • 54. Isso não significa incentivo à hipertensão em idosos, que pode promover outros problemas de saúde, mas oferece indícios de que pressão sanguínea normal não significa o mesmo para todas as idades. Os pesquisadores acompanharam 625 participantes que desenvolveram pressão alta nos seus anos 90 por até 10 anos e o risco de demência foi 55% menor do que em outras pessoas sem histórico de hipertensão. Estudo da Universidade da Califórnia sugere que pressão alta para quem tem mais de 90 anos pode preservar células do cérebro. 1. Hipertensão na 3a idade pode salvar seu cérebro. 5 descobertas importantes sobre o tema de demência
  • 55. Parte do grupo recebeu um pacote de estilo de vida que incluía acompanhamento nutricional, exercícios físicos, administração de fatores de risco para a saúde cardíaca, treinamento cognitivo e atividades sociais. Um estudo de dois anos feito pelo Karolinska Instituet e o Instituto Finlandês de Saúde acompanhou 1260 participantes com idades entre 60-77. Demência 2. Mudanças no estilo de vida podem ajudar a preservar prejuízos cognitivos e Alzheimer.
  • 56. A boa notícia é que mesmo uma intervenção seja implementada tardiamente (nos anos 60 e 70 de vida) ajuda a proteger contra demência. Após 2 anos o grupo com mudança de estilo de vida se saiu melhor em testes de memória e pensamento. Demência O grupo controle recebeu conselhos padronizados sobre saúde.
  • 57. Pessoas que “malhavam” o cérebro tinham melhores escores na habilidade de pensamento. O volume foi maior em áreas normalmente atingidas por Alzheimer, sugerindo atraso ou evitação do início da doença. Demência 3. Pessoas de meia idade que jogavam avidamente (cartas, sudoku, xadrez, palavras-cruzadas) tendiam a ter cérebros maiores do que pessoas que não jogam, de acordo com escaneamentos cerebrais, como se o cérebro fosse um músculo - quanto maior, melhor.
  • 58. Demência Tente aprender uma língua estrangeira ou mudar leitura de ficção para não-ficção - qualquer desafio cognitivo vale!
  • 59. 2 grupos de pesquisas feitos pela Clínica Mayo sugerem que atividade física (leve ou vigorosa) influencia positivamente na evolução mais lenta de perdas cognitivas e demência. Demência 4. Exercício físico aparenta reduzir o declínio em direção à demência.
  • 60. Essa descoberta pode ajudar médicos a intervirem mais precocemente, antes que a demência já tenha causado prejuízos extensos ao cérebro. Uma suposição é que células responsáveis pelo olfato são mortas nos estágios iniciais de demência. Foi descoberto que pessoas incapazes de identificar certos odores tinham maior risco de desenvolver insuficiência cognitiva. Demência 5. Teste de olfato pode ajudar médicos a prever o risco de desenvolver Alzheimer.
  • 61. 5. Dificuldade em entender imagens visuais e relações espaciais; 4. Confusão com tempo ou espaço; 3. Dificuldade de completar tarefas familiares no lar, no trabalho ou no laser; 2. Desafios no planejamento ou solução de problemas; 1. Mudanças de memória que perturbam a vida diária; Avaliação básica em Alzheimer Caso você suspeite que um membro da família ou amig@ esteja desenvolvendo Alzheimer, observe estes 10 sinais de aviso, organizados nos EUA pela Associação de Alzheimer:
  • 62. 10. Mudanças no humor e na personalidade. 9. Retraimento do trabalho ou atividades sociais; 8. Capacidade de julgamento pobre ou diminuída; 7. Não saber onde guardou objetos ou perder a capacidade de refazer os últimos passos/ atividades; Demência 6. Novos problemas com palavras na fala ou escrita;
  • 63. Aplicação Clínica Reprocessamento da experiência e mudança de atitudes Paciente com trauma recente