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Atualizações Teóricas do Curso de Flash
Observações de Philip Manfield, criador do Protocolo Flash, a respeito da taxação de
memória de trabalho como explicação teórica possível para os efeitos de dessensibilização
do Flash.
Colegas,
Tenho lido alguns comentários sobre modelos de taxação da memória de trabalho e pessoas
alegando que o Flash se encaixa no modelo de taxação da memória de trabalho. Eu queria
comentar sobre meu modelo do método de ação do flash. Entendo que há um grupo de
pesquisa na Holanda (Drs. Ad de Jongh e Suzy Matthjissen) que estão fortemente ligados ao
modelo de taxação da memória.
A memória de trabalho seria afetada por fragmentos não integrados de memórias
traumáticas, trazendo impressões intrusivas à consciência do paciente. Eles também
aderem ao modelo (EMDR2), que preconiza uma intensa e imediata exposição à memória
do trauma, a ser reprocessada sem qualquer processo de estabilização.
Para aqueles que pensam que o Flash opera com um fenômeno de taxação da memória de
trabalho, pergunto como entendem a pesquisa de fobia de aranha de Siegel que é citada
nos treinamentos. Indivíduos fóbicos que não sabiam estar vendo uma tarântula, porque
recebiam uma exposição muito breve (subliminar) de sua imagem, obtiveram resultados
significativamente melhores na redução da fobia a aranhas do que aqueles que tinha a
consciência de uma exposição mais prolongada à imagem da tarântula.
Se atribuíssemos os resultados à taxação da memória de trabalho, teríamos que dizer que,
de alguma forma, aqueles que não sabiam estar vendo a imagem da tarântula tinham uma
taxação maior da memória de trabalho, uma conclusão que não faz sentido.
Acredito firmemente que o ingrediente principal do Flash, conforme descrito na pesquisa de
Siegel, é o fato bem estabelecido de que um processamento mais forte no córtex pré-frontal
ocorre quando a amígdala NÃO é ativada. Também está bem estabelecido que quanto mais
ativo o córtex pré-frontal, mais forte é o efeito do processamento.
O problema da pesquisa que afirma mostrar que a taxação da memória de trabalho é o
mecanismo que causa o resultado no EMDR é que essas taxações tambémfuncionam como
distrações, que eu acredito ser o principal ingrediente do Flash.
Acredito que o EMDR2 seja uma das muitas formas de Flash, mas talvez não seja tão
eficiente. Eu assisti ao vídeo apresentado pelo Dr. de Jongh na conferência da EMDRIA de
2019. Nesse vídeo o paciente dançava de um lado para o outro enquanto fazia contas
matemáticas e ainda executava algumas batidas (toques bilaterais) sofisticados. O Dr. de
Jongh explicou isso como prova de que toda essa "taxação da memória de trabalho" causou
um efeito de processamento muito rápido. Eu explico esse resultado como fruto de uma
intensa distração, que faz com que o cliente não se concentre mais na memória do trauma,
para que uma resposta de luta ou fuga nem a amígdala sejamativadas, permitindo que o
córtex pré-frontal realize um processamento muito rápido.
Qual é mais preciso? Eu acho que se as explicações de Ad de Jongh e Matthjissen fossem
precisas; quanto mais complicada a tarefa atribuída ao cliente, mais rápido o
processamento. Portanto, com toda aquela distração complexa, por que será que o
processamento aparentemente não é mais rápido do que com o flash, onde o cliente é
simplesmente convidado a pensar em algo mais atraente (distração)? Isso precisa ser
verificado com pesquisa.
Se distração complexa for acrescida ao protocolo padrão do Flash, será que o Flash será
mais eficaz? A ideia de taxar a memória de trabalho requer que o cliente esteja tentando
pensar na perturbação da memória do trauma (conforme instruído tanto no EMDR quanto
no EMDR2) e essa taxação torna a memória de trabalho menos capaz de recuperar a nitidez
da memória do trauma.
No flash, o cliente não está tentando conscientemente manter a memória do trauma. Pedir
ao cliente para manter uma conexão com a perturbação durante o processamento aumenta
ou diminui a eficiência do flash? Se pedíssemos aos clientes que continuassem pensando na
perturbação, Flash não seria mais Flash.
Finalmente, quero abordar a questão das cognições. Os Drs. de Jongh e Matthjissen
aparentemente não acham que cognições ou entrelaçamentos cognitivos sejamúteis. Eu
discordo. Em muitos casos, fazer Flash resulta em o cliente adotando uma posição de
observação do adulto com respeito à memória sendo processada e, ao visualizar a memória
como um adulto, como um pedaço da história, a perspectiva de adulto resulta em
perspectivas adaptativas de adulto, semencorajamento adicional do terapeuta. No
treinamento básico de EMDR, sempre ensinei que a mudança que ocorre a partir do EMDR
é geralmente um tapa na cabeça: "Como é que pude pensar nisso?" Quando isso acontece,
estou de acordo com os Drs. de Jongh e Matthjissen.
Às vezes, porém, a distorção cognitiva impede que a cura necessária ocorra. O Flash pode
ser feito como uma Fase de Preparação que em seguida segue para a Fase de Avaliação,
onde qualquer distorção cognitiva restante é focada. Quando as pessoas usama técnica do
Flash para zerar a perturbação sempassar para as Fases de avaliação e de Dessensibilização,
às vezes o processamento emperra em um SUDs de 2, 3 ou 4, e é necessário focar seja lá o
que for que está impedindo que a perturbação chegue até um zero completo. Isso pode ser
uma crença bloqueadora, um ganho secundário, a falta de informações necessárias ou uma
cognição negativa teimosa. Nesses casos, considero os entrelaçamentos cognitivos
extremamente eficazes.
Embora eu tenha abordado uma variedade de questões, o que quero enfatizar mais
fortemente é que classificar o Flash como uma intervenção que seja efetiva por causa dos
fenômenos de taxação da memória não faz o menor sentido para mim. Os artigos de Siegel
contestam enfaticamente a explicação da taxação da memória de trabalho, quando se trata
do Flash. A taxação da memória de trabalho pode ser um fator, mas acho que a distração
oferece uma explicação melhor. A distinção é que uma taxação da memória de trabalho
interfere na tentativa do cliente de manter uma lembrança vívida da memória do trauma,
enquanto que, por meio de uma distração, não há nenhuma tentativa de manter uma
lembrança vívida. Gostaria de perguntar ao cliente do Dr. de Jongh que fazia a dança no
vídeo enquanto contava e fazia uma rotina complexa de tapping (estímulos bilaterais táteis)
se ele estava realmente com algum tipo de contato com a memória alvo perturbadora
durante o processamento. Em cada caso, no final das contas o resultado final é o efeito da
intervenção sobre a amígdala. Se taxarmos a memória de trabalho de modo que a memória
não possa mais ser tão vívida, a amígdala se torna menos ativada conforme evidenciado
pelo relaxamento dos clientes e obtemos um efeito de processamento acelerado.
Aparentemente, isso acontece nas Fases de Avaliação e Dessensibilização do EMDR. Se
distraímos completamente o cliente, a amígdala se torna quase completamente inativa e
obtemos um efeito de processamento muito mais poderoso. Eu acredito que os Drs. de
Jongh e Matthjissen passaramdos tradicionais Estímulos Bilaterais (EBLs) do EMDR para a
distração completa e continuaram a explicar o rápido efeito do processamento como
taxação da memória de trabalho. Somente se considerarmos que distrair uma pessoa está
sobrecarregando a memória de trabalho é que essa explicação pode fazer sentido. Se
pensarmos que nossos clientes entraram em uma profunda zona de prazer ao descrever a
interação com seus netos adoráveis ou descrevem os detalhes de sua viagemao Havaí, é
difícil pensar nesse estado distraído como meramente uma taxação extrema da memória de
trabalho.
Estou escrevendo para atualizar duas observações que fiz acima:
1. Em um ponto que escrevi no meu post, "os Drs. De Jongh e Matthjissen aparentemente
não pensam que cognições ou entrelaçamento cognitivo sejamúteis. Discordo."
Em resposta, o Dr. de Jongh escreveu para mim dizendo não ser verdade que eles não
consideram úteis as cognições ou os entrelaçamentos cognitivos.
2. Também escrevi no começo do meu post: "Entendo que os Drs. Ad de Jongh e Suzy
Matthjissen, em sua formulação do EMDR2, estão fortemente ligados ao modelo de taxação
da memória".
O Dr. de Jongh também escreveu que concorda que o modelo de taxação da memória de
trabalho provavelmente não seja uma explicação adequada para as mudanças que
observamos resultantes Protocolo Flash.

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Atualizações teóricas do Curso de Flash

  • 1. Atualizações Teóricas do Curso de Flash Observações de Philip Manfield, criador do Protocolo Flash, a respeito da taxação de memória de trabalho como explicação teórica possível para os efeitos de dessensibilização do Flash. Colegas, Tenho lido alguns comentários sobre modelos de taxação da memória de trabalho e pessoas alegando que o Flash se encaixa no modelo de taxação da memória de trabalho. Eu queria comentar sobre meu modelo do método de ação do flash. Entendo que há um grupo de pesquisa na Holanda (Drs. Ad de Jongh e Suzy Matthjissen) que estão fortemente ligados ao modelo de taxação da memória. A memória de trabalho seria afetada por fragmentos não integrados de memórias traumáticas, trazendo impressões intrusivas à consciência do paciente. Eles também aderem ao modelo (EMDR2), que preconiza uma intensa e imediata exposição à memória do trauma, a ser reprocessada sem qualquer processo de estabilização. Para aqueles que pensam que o Flash opera com um fenômeno de taxação da memória de trabalho, pergunto como entendem a pesquisa de fobia de aranha de Siegel que é citada nos treinamentos. Indivíduos fóbicos que não sabiam estar vendo uma tarântula, porque recebiam uma exposição muito breve (subliminar) de sua imagem, obtiveram resultados significativamente melhores na redução da fobia a aranhas do que aqueles que tinha a consciência de uma exposição mais prolongada à imagem da tarântula. Se atribuíssemos os resultados à taxação da memória de trabalho, teríamos que dizer que, de alguma forma, aqueles que não sabiam estar vendo a imagem da tarântula tinham uma taxação maior da memória de trabalho, uma conclusão que não faz sentido. Acredito firmemente que o ingrediente principal do Flash, conforme descrito na pesquisa de Siegel, é o fato bem estabelecido de que um processamento mais forte no córtex pré-frontal ocorre quando a amígdala NÃO é ativada. Também está bem estabelecido que quanto mais ativo o córtex pré-frontal, mais forte é o efeito do processamento. O problema da pesquisa que afirma mostrar que a taxação da memória de trabalho é o mecanismo que causa o resultado no EMDR é que essas taxações tambémfuncionam como distrações, que eu acredito ser o principal ingrediente do Flash. Acredito que o EMDR2 seja uma das muitas formas de Flash, mas talvez não seja tão eficiente. Eu assisti ao vídeo apresentado pelo Dr. de Jongh na conferência da EMDRIA de 2019. Nesse vídeo o paciente dançava de um lado para o outro enquanto fazia contas matemáticas e ainda executava algumas batidas (toques bilaterais) sofisticados. O Dr. de Jongh explicou isso como prova de que toda essa "taxação da memória de trabalho" causou um efeito de processamento muito rápido. Eu explico esse resultado como fruto de uma intensa distração, que faz com que o cliente não se concentre mais na memória do trauma, para que uma resposta de luta ou fuga nem a amígdala sejamativadas, permitindo que o córtex pré-frontal realize um processamento muito rápido.
  • 2. Qual é mais preciso? Eu acho que se as explicações de Ad de Jongh e Matthjissen fossem precisas; quanto mais complicada a tarefa atribuída ao cliente, mais rápido o processamento. Portanto, com toda aquela distração complexa, por que será que o processamento aparentemente não é mais rápido do que com o flash, onde o cliente é simplesmente convidado a pensar em algo mais atraente (distração)? Isso precisa ser verificado com pesquisa. Se distração complexa for acrescida ao protocolo padrão do Flash, será que o Flash será mais eficaz? A ideia de taxar a memória de trabalho requer que o cliente esteja tentando pensar na perturbação da memória do trauma (conforme instruído tanto no EMDR quanto no EMDR2) e essa taxação torna a memória de trabalho menos capaz de recuperar a nitidez da memória do trauma. No flash, o cliente não está tentando conscientemente manter a memória do trauma. Pedir ao cliente para manter uma conexão com a perturbação durante o processamento aumenta ou diminui a eficiência do flash? Se pedíssemos aos clientes que continuassem pensando na perturbação, Flash não seria mais Flash. Finalmente, quero abordar a questão das cognições. Os Drs. de Jongh e Matthjissen aparentemente não acham que cognições ou entrelaçamentos cognitivos sejamúteis. Eu discordo. Em muitos casos, fazer Flash resulta em o cliente adotando uma posição de observação do adulto com respeito à memória sendo processada e, ao visualizar a memória como um adulto, como um pedaço da história, a perspectiva de adulto resulta em perspectivas adaptativas de adulto, semencorajamento adicional do terapeuta. No treinamento básico de EMDR, sempre ensinei que a mudança que ocorre a partir do EMDR é geralmente um tapa na cabeça: "Como é que pude pensar nisso?" Quando isso acontece, estou de acordo com os Drs. de Jongh e Matthjissen. Às vezes, porém, a distorção cognitiva impede que a cura necessária ocorra. O Flash pode ser feito como uma Fase de Preparação que em seguida segue para a Fase de Avaliação, onde qualquer distorção cognitiva restante é focada. Quando as pessoas usama técnica do Flash para zerar a perturbação sempassar para as Fases de avaliação e de Dessensibilização, às vezes o processamento emperra em um SUDs de 2, 3 ou 4, e é necessário focar seja lá o que for que está impedindo que a perturbação chegue até um zero completo. Isso pode ser uma crença bloqueadora, um ganho secundário, a falta de informações necessárias ou uma cognição negativa teimosa. Nesses casos, considero os entrelaçamentos cognitivos extremamente eficazes. Embora eu tenha abordado uma variedade de questões, o que quero enfatizar mais fortemente é que classificar o Flash como uma intervenção que seja efetiva por causa dos fenômenos de taxação da memória não faz o menor sentido para mim. Os artigos de Siegel contestam enfaticamente a explicação da taxação da memória de trabalho, quando se trata do Flash. A taxação da memória de trabalho pode ser um fator, mas acho que a distração oferece uma explicação melhor. A distinção é que uma taxação da memória de trabalho interfere na tentativa do cliente de manter uma lembrança vívida da memória do trauma, enquanto que, por meio de uma distração, não há nenhuma tentativa de manter uma lembrança vívida. Gostaria de perguntar ao cliente do Dr. de Jongh que fazia a dança no vídeo enquanto contava e fazia uma rotina complexa de tapping (estímulos bilaterais táteis) se ele estava realmente com algum tipo de contato com a memória alvo perturbadora durante o processamento. Em cada caso, no final das contas o resultado final é o efeito da
  • 3. intervenção sobre a amígdala. Se taxarmos a memória de trabalho de modo que a memória não possa mais ser tão vívida, a amígdala se torna menos ativada conforme evidenciado pelo relaxamento dos clientes e obtemos um efeito de processamento acelerado. Aparentemente, isso acontece nas Fases de Avaliação e Dessensibilização do EMDR. Se distraímos completamente o cliente, a amígdala se torna quase completamente inativa e obtemos um efeito de processamento muito mais poderoso. Eu acredito que os Drs. de Jongh e Matthjissen passaramdos tradicionais Estímulos Bilaterais (EBLs) do EMDR para a distração completa e continuaram a explicar o rápido efeito do processamento como taxação da memória de trabalho. Somente se considerarmos que distrair uma pessoa está sobrecarregando a memória de trabalho é que essa explicação pode fazer sentido. Se pensarmos que nossos clientes entraram em uma profunda zona de prazer ao descrever a interação com seus netos adoráveis ou descrevem os detalhes de sua viagemao Havaí, é difícil pensar nesse estado distraído como meramente uma taxação extrema da memória de trabalho. Estou escrevendo para atualizar duas observações que fiz acima: 1. Em um ponto que escrevi no meu post, "os Drs. De Jongh e Matthjissen aparentemente não pensam que cognições ou entrelaçamento cognitivo sejamúteis. Discordo." Em resposta, o Dr. de Jongh escreveu para mim dizendo não ser verdade que eles não consideram úteis as cognições ou os entrelaçamentos cognitivos. 2. Também escrevi no começo do meu post: "Entendo que os Drs. Ad de Jongh e Suzy Matthjissen, em sua formulação do EMDR2, estão fortemente ligados ao modelo de taxação da memória". O Dr. de Jongh também escreveu que concorda que o modelo de taxação da memória de trabalho provavelmente não seja uma explicação adequada para as mudanças que observamos resultantes Protocolo Flash.