SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 26
Baixar para ler offline
Eutidemo
Estudo da Obra
Platão
O Escritor
Quem era?
   Foi um filósofo e matemático do período
    clássico da Grécia Antiga, autor de diversos
    diálogos filosóficos e fundador da Academia
    em Atenas, a primeira instituição de
    educação superior do mundo ocidental.

   Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu
    pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir
    os alicerces da filosofia natural, da ciência e
    da filosofia ocidental.
   Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha
    sido   Arístocles;   Platão    era       um   apelido
    que, provavelmente, fazia referência à sua
    característica física, tal como o porte atlético
    ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla
    capacidade       intelectual       de     tratar   de
    diferentes temas, entre eles a ética, a
    política,   a   metafísica     e     a    teoria   do
    conhecimento.
Os diálogos
A sofisticação de Platão como escritor é
 especialmente evidente em seus diálogos
 socráticos; trinta e cinco diálogos e treze
 cartas são creditadas tradicionalmente a
 ele, embora os estudiosos modernos
 tenham      colocado     em     dúvida    a
 autenticidade de pelo menos algumas
 destas obras.
 Estas   obras também foram publicadas
 em diversas épocas, e das mais variadas
 maneiras,    o   que    levou      a    diferentes
 convenções       no    que   diz       respeito    à
 nomenclatura      e     referenciação             dos
 textos.
 Embora não exista qualquer dúvida de
 que Platão lecionou na Academia
 fundada por ele, a função pedagógica
 de seus diálogos - se é que alguma existia
 - não é conhecida com certeza.

 Os diálogos, desde a época do próprio
 Platão, eram usados como ferramenta de
 ensino nos tópicos mais variados, como
 filosofia, lógica, retórica, matemática,
 entre outros
Resumo de seu Pensamento:

   Em linhas gerais, Platão desenvolveu a noção de
    que o homem está em contato permanente com
    dois tipos de realidade: a inteligível e a sensível.

   A primeira é a realidade imutável, igual a si
    mesma.

   A segunda são todas as coisas que nos afetam os
    sentidos, são realidades dependentes, mutáveis e
    são imagens da realidade inteligível.
 Talconcepção de Platão também é
  conhecida por Teoria das Ideias ou Teoria
  das Formas.

 Foi desenvolvida como hipótese no
  diálogo Fédon e constitui uma maneira
  de garantir a possibilidade do
  conhecimento e fornecer uma
  inteligibilidade relativa aos fenômenos.
E costume distinguir três períodos na
composição dos Diálogos de Platão,

   1) Diálogos socráticos: a personagem principal é
    Sócrates: busca-se uma definição; o diálogo
    geralmente não conclui (diálogo aporético); o
    diálogo contém geralmente um pequeno
    drama, com personagens vivas e animadas.

São eles: Apologia de Sócrates, Críton, Hípias
Menor, Alcibíades, Eutifron, Protágoras, Íon, Laques,
Lísis, Cármides, Hípias Maior.
   2) Diálogos da maturidade: Sócrates é sempre o
    protagonista. Prevalece o ensino positivo; e, pela boca
    de Sócrates, Platão emite a sua própria doutrina:
    elaboração da teoria das Ideias.


São os seguintes:
Górgias, Ménon, Menêxeno, Eutidemo, Crátilo
e, sobretudo, os quatro grandes diálogos clássicos:
Banquete, Fédon, República, Teeteto.


Estes diálogos foram escritos entre a primeira e a segunda
viagem à Sicília.
   3) Diálogos da velhice: nítida evolução na teoria
    das Ideias. Sócrates é relegado para último plano
    ou desaparece, até, do diálogo (Leis). O ensino é
    exclusivamente lógico; a forma dialogada já não
    é processo de exposição.



São eles: Fedro
(?), Parmênides, Sofista, Político, Filebo e, após a
terceira viagem à Sicília, o Timeu, Crítias, Leis, Carta
VII.
EUTIDEMO
Em resumo

 Trata-se   de uma representação em forma
        de caricatura do Método da
        Erística, utilizado pelos Sofistas.
 “No   Eutidemo, em que Sócrates denuncia
 também a vaidade do saber enciclopédico
 dos sofistas, é-nos dito que, mesmo que
 existisse   uma   ciência   capaz   de   tornar
 imortal, de nada serviria se não soubéssemos
 usar essa imortalidade. Precisamos, então, de
 um saber que ao mesmo tempo produza e
 saiba usar aquilo que produz (289 b).”
Quem eram os Sofistas?
   Os sofistas são os primeiros a romperem com
    a busca pré-socrática por uma unidade
    originária (a physis) iniciada com Tales de
    Mileto e finalizada em Demócrito de Abdera
    (que embora tenha falecido pouco tempo
    depois de Sócrates, tem seu pensamento
    inserido dentro da filosofia pré-socrática).
 Eles   ensinavam técnicas que auxiliavam
  as     pessoas   a   defenderem        o     seu
  pensamento particular e suas próprias
  opiniões    contrárias   para   que,       dessa
  forma, conseguissem seu espaço.
A principal doutrina sofística consiste, em
 uma visão relativa de mundo (o que os
 contrapõe a Sócrates que, sem negar a
 existência de coisas relativas buscava
 verdades universais e necessárias).

A principal doutrina sofística pode ser
 expressa pela máxima de Protágoras: "O
 homem é a medida de todas as coisas".
   A verdade, segundo Protágoras, depende de
    cada um, depende de como cada coisa
    aparece para cada um em seu juízo.

   O que pode ser verdade para um, pode não
    o ser para outro.

   Com esse relativismo moral, ele rejeita toda
    verdade universal.

   Se algo te parece bom, faça.

   Se isso traz benefício a você e prejuízo aos
    outros, faça assim mesmo.
O que é Erística
A   erística é a arte de lutar com palavras e
 de "refutar tudo o que se vai dizendo, seja
 falso ou verdadeiro".
   “Pois,   a luta que lhes restava por exercer, essa       agora eles realizaram

    plenamente, de modo que ninguém será capaz de sequer erguer-se contra eles, de

    tal forma tornaram-se hábeis em lutar com palavras (ἐν τοῖς λόγοις μάχεσθαι) e em

    refutar completamente o que, a cada vez, é dito, de forma semelhante se for falso

    e se for verdadeiro.”

                                                                  Eutidemo 272A5-B1
   Os interlocutores do diálogo, os dois irmãos
    Eutidemo e Dionisodoro, divertem-se a
    demonstrar, por exemplo, que só o ignorante
    pode aprender e, logo a seguir, que
    contrariamente só o sábio aprende...

   ...que só se aprende o que se não sabe e a
    seguir que só se aprende o que sabe, etc.

   O princípio desse exercício é a doutrina de
    que não é possível o erro e que, seja qual for
    a coisa que se disser, se diz coisa que é, logo
    verdadeira.
   Nesse ponto Sócrates se opõe dizendo que
    não haveria nada que ensinar e nada que
    aprender, e sendo assim a própria erística
    seria inútil.



   Na verdade, nada há que se possa ensinar a
    não ser a sabedoria; e a sabedoria só pode
    ensinar-se e aprender-se amando-a, isto é
    filosofando.
   E neste ponto o diálogo deixa de ser crítica do
    procedimento sofístico para se transformar em
    exortação à filosofia (propreptikon)



   Curiosamente... Por ser um discurso introdutório
    tornou-se famoso na antiguidade, tendo sido
    muitas vezes imitado.
   Esta parte é importante acima de tudo
    porque contém a ilustração do objeto
    próprio da filosofia:

   Platão define esse objeto como o uso do
    saber para utilidade do homem.

   A filosofia é a única disciplina em que o fazer
    coincide com o saber servir-se do que se faz
    (Eut., 289 b).

   ... Ou seja, a única disciplina que produz
    conhecimento ao mesmo tempo que ensina
    a utilizar o próprio conhecimento para
    utilidade e felicidade do homem.
É para a
               utilidade
              do homem




             Filosofia
Sabedoria                     A única
 é saber o                 disciplina que
                               produz
 que fazer                 conhecimento
com o que                     e ensina
 se sabe.                     utilizá-lo

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a A Filosofia como única disciplina que produz conhecimento e ensina a utilizá-lo

História da Filosofia
História da FilosofiaHistória da Filosofia
História da FilosofiaO Camaleão
 
Sócrates, Platão e Aristóteles
Sócrates, Platão e AristótelesSócrates, Platão e Aristóteles
Sócrates, Platão e AristótelesBruno Carrasco
 
O conhecimento na Grécia antiga
O conhecimento na Grécia antigaO conhecimento na Grécia antiga
O conhecimento na Grécia antigaMary Alvarenga
 
ATIVIDADE DE FILOSOFIA 2.docx
ATIVIDADE DE FILOSOFIA  2.docxATIVIDADE DE FILOSOFIA  2.docx
ATIVIDADE DE FILOSOFIA 2.docxElieidw
 
estudo de ciencia - Metodologia cientifica
estudo de ciencia - Metodologia cientificaestudo de ciencia - Metodologia cientifica
estudo de ciencia - Metodologia cientificaCleberDeLima2
 
2. sócrates, sofistas, platão e aristóteles
2. sócrates, sofistas, platão e aristóteles2. sócrates, sofistas, platão e aristóteles
2. sócrates, sofistas, platão e aristótelesTiago Kestering Pereira
 
Aula 02 - Os sofistas e Sócrates.pdf
Aula 02 - Os sofistas e Sócrates.pdfAula 02 - Os sofistas e Sócrates.pdf
Aula 02 - Os sofistas e Sócrates.pdfNatanHenriqueTaveira
 
Sócrates, platão e os sofistas
Sócrates, platão e os sofistasSócrates, platão e os sofistas
Sócrates, platão e os sofistasElisama Lopes
 
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)Josivaldo Corrêa Silva
 
Guião de aula dia 14 de jan.
Guião de aula   dia 14 de jan.Guião de aula   dia 14 de jan.
Guião de aula dia 14 de jan.j_sdias
 
o que é arché
o que é archéo que é arché
o que é archépuenzo
 
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)Josivaldo Corrêa Silva
 

Semelhante a A Filosofia como única disciplina que produz conhecimento e ensina a utilizá-lo (20)

História da Filosofia
História da FilosofiaHistória da Filosofia
História da Filosofia
 
Sócrates, Platão e Aristóteles
Sócrates, Platão e AristótelesSócrates, Platão e Aristóteles
Sócrates, Platão e Aristóteles
 
A filisofia do mundo
A filisofia do mundoA filisofia do mundo
A filisofia do mundo
 
O conhecimento na Grécia antiga
O conhecimento na Grécia antigaO conhecimento na Grécia antiga
O conhecimento na Grécia antiga
 
ATIVIDADE DE FILOSOFIA 2.docx
ATIVIDADE DE FILOSOFIA  2.docxATIVIDADE DE FILOSOFIA  2.docx
ATIVIDADE DE FILOSOFIA 2.docx
 
mcientifica (1).ppt
mcientifica (1).pptmcientifica (1).ppt
mcientifica (1).ppt
 
mcientifica.ppt
mcientifica.pptmcientifica.ppt
mcientifica.ppt
 
estudo de ciencia - Metodologia cientifica
estudo de ciencia - Metodologia cientificaestudo de ciencia - Metodologia cientifica
estudo de ciencia - Metodologia cientifica
 
mcientifica.ppt
mcientifica.pptmcientifica.ppt
mcientifica.ppt
 
metodologia aula 1.ppt
metodologia aula 1.pptmetodologia aula 1.ppt
metodologia aula 1.ppt
 
mcientifica.ppt
mcientifica.pptmcientifica.ppt
mcientifica.ppt
 
Filosofos
FilosofosFilosofos
Filosofos
 
2. sócrates, sofistas, platão e aristóteles
2. sócrates, sofistas, platão e aristóteles2. sócrates, sofistas, platão e aristóteles
2. sócrates, sofistas, platão e aristóteles
 
Filo 24
Filo 24Filo 24
Filo 24
 
Aula 02 - Os sofistas e Sócrates.pdf
Aula 02 - Os sofistas e Sócrates.pdfAula 02 - Os sofistas e Sócrates.pdf
Aula 02 - Os sofistas e Sócrates.pdf
 
Sócrates, platão e os sofistas
Sócrates, platão e os sofistasSócrates, platão e os sofistas
Sócrates, platão e os sofistas
 
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)
 
Guião de aula dia 14 de jan.
Guião de aula   dia 14 de jan.Guião de aula   dia 14 de jan.
Guião de aula dia 14 de jan.
 
o que é arché
o que é archéo que é arché
o que é arché
 
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)
Areflexofilosfica 120219080955-phpapp01 (2)
 

Mais de Elisama Lopes

Treinamento de atendimento
Treinamento de atendimentoTreinamento de atendimento
Treinamento de atendimentoElisama Lopes
 
Treinamento comunicação
Treinamento comunicaçãoTreinamento comunicação
Treinamento comunicaçãoElisama Lopes
 
Algumas técnicas de abordagem
Algumas técnicas de abordagemAlgumas técnicas de abordagem
Algumas técnicas de abordagemElisama Lopes
 
Etapas da venda graficos
Etapas da venda graficosEtapas da venda graficos
Etapas da venda graficosElisama Lopes
 
Indivíduo Sociedade
Indivíduo SociedadeIndivíduo Sociedade
Indivíduo SociedadeElisama Lopes
 
Industria Cultural e Cultura de Massa
Industria Cultural e Cultura de MassaIndustria Cultural e Cultura de Massa
Industria Cultural e Cultura de MassaElisama Lopes
 
Racionalidade Científica
Racionalidade CientíficaRacionalidade Científica
Racionalidade CientíficaElisama Lopes
 
Carta sobre a felicidade (a Meneceu) Epicuro
Carta sobre a felicidade (a Meneceu) EpicuroCarta sobre a felicidade (a Meneceu) Epicuro
Carta sobre a felicidade (a Meneceu) EpicuroElisama Lopes
 
Curso para copeira e faxineira - TREINAMENTO
Curso para copeira e faxineira - TREINAMENTOCurso para copeira e faxineira - TREINAMENTO
Curso para copeira e faxineira - TREINAMENTOElisama Lopes
 
Oficina plugminas 2013 parte 2
Oficina plugminas 2013 parte 2Oficina plugminas 2013 parte 2
Oficina plugminas 2013 parte 2Elisama Lopes
 
Oficina plugminas 2013 parte 1
Oficina plugminas 2013 parte 1Oficina plugminas 2013 parte 1
Oficina plugminas 2013 parte 1Elisama Lopes
 
John Locke - Empirismo
John Locke - EmpirismoJohn Locke - Empirismo
John Locke - EmpirismoElisama Lopes
 
Aula - Passagem do Mito para a Filosofia.
Aula - Passagem do Mito para a Filosofia.Aula - Passagem do Mito para a Filosofia.
Aula - Passagem do Mito para a Filosofia.Elisama Lopes
 
Filosofia - Aula introdutória
Filosofia -  Aula introdutóriaFilosofia -  Aula introdutória
Filosofia - Aula introdutóriaElisama Lopes
 

Mais de Elisama Lopes (20)

Treinamento de atendimento
Treinamento de atendimentoTreinamento de atendimento
Treinamento de atendimento
 
Treinamento comunicação
Treinamento comunicaçãoTreinamento comunicação
Treinamento comunicação
 
Algumas técnicas de abordagem
Algumas técnicas de abordagemAlgumas técnicas de abordagem
Algumas técnicas de abordagem
 
Etapas da venda graficos
Etapas da venda graficosEtapas da venda graficos
Etapas da venda graficos
 
Indivíduo Sociedade
Indivíduo SociedadeIndivíduo Sociedade
Indivíduo Sociedade
 
Industria Cultural e Cultura de Massa
Industria Cultural e Cultura de MassaIndustria Cultural e Cultura de Massa
Industria Cultural e Cultura de Massa
 
Lógica
LógicaLógica
Lógica
 
Racionalidade Científica
Racionalidade CientíficaRacionalidade Científica
Racionalidade Científica
 
Santo Agostinho
Santo AgostinhoSanto Agostinho
Santo Agostinho
 
Utilitarismo
UtilitarismoUtilitarismo
Utilitarismo
 
Descartes
DescartesDescartes
Descartes
 
Carta sobre a felicidade (a Meneceu) Epicuro
Carta sobre a felicidade (a Meneceu) EpicuroCarta sobre a felicidade (a Meneceu) Epicuro
Carta sobre a felicidade (a Meneceu) Epicuro
 
Curso para copeira e faxineira - TREINAMENTO
Curso para copeira e faxineira - TREINAMENTOCurso para copeira e faxineira - TREINAMENTO
Curso para copeira e faxineira - TREINAMENTO
 
Oficina plugminas 2013 parte 2
Oficina plugminas 2013 parte 2Oficina plugminas 2013 parte 2
Oficina plugminas 2013 parte 2
 
Oficina plugminas 2013 parte 1
Oficina plugminas 2013 parte 1Oficina plugminas 2013 parte 1
Oficina plugminas 2013 parte 1
 
John Locke - Empirismo
John Locke - EmpirismoJohn Locke - Empirismo
John Locke - Empirismo
 
Aula - Passagem do Mito para a Filosofia.
Aula - Passagem do Mito para a Filosofia.Aula - Passagem do Mito para a Filosofia.
Aula - Passagem do Mito para a Filosofia.
 
Filosofia - Aula introdutória
Filosofia -  Aula introdutóriaFilosofia -  Aula introdutória
Filosofia - Aula introdutória
 
Filosofia - Mito
Filosofia - MitoFilosofia - Mito
Filosofia - Mito
 
Russel cap 12
Russel cap 12Russel cap 12
Russel cap 12
 

Último

Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024GleyceMoreiraXWeslle
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.HildegardeAngel
 
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptxAULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptxGislaineDuresCruz
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxconcelhovdragons
 
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzparte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzAlexandrePereira818171
 
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptxRevolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptxHlioMachado1
 
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaFernanda Ledesma
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxDeyvidBriel
 
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAAVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAEdioFnaf
 
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREVACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREIVONETETAVARESRAMOS
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAlexandreFrana33
 
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?MrciaRocha48
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...LuizHenriquedeAlmeid6
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfErasmo Portavoz
 
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terraSistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terraBiblioteca UCS
 
A população Brasileira e diferença de populoso e povoado
A população Brasileira e diferença de populoso e povoadoA população Brasileira e diferença de populoso e povoado
A população Brasileira e diferença de populoso e povoadodanieligomes4
 
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptx
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptxEVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptx
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptxHenriqueLuciano2
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdfProfGleide
 
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLinguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLaseVasconcelos1
 

Último (20)

Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
 
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
 
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptxAULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
 
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzparte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
parte indígena.pptxzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
 
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptxRevolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
 
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
 
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAAVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
 
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREVACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
 
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
Empreendedorismo: O que é ser empreendedor?
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
 
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdfO guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
O guia definitivo para conquistar a aprovação em concurso público.pdf
 
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terraSistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
 
A população Brasileira e diferença de populoso e povoado
A população Brasileira e diferença de populoso e povoadoA população Brasileira e diferença de populoso e povoado
A população Brasileira e diferença de populoso e povoado
 
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptx
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptxEVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptx
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptx
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
 
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLinguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
 

A Filosofia como única disciplina que produz conhecimento e ensina a utilizá-lo

  • 3. Quem era?  Foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental.  Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental.
  • 4. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua característica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas, entre eles a ética, a política, a metafísica e a teoria do conhecimento.
  • 5. Os diálogos A sofisticação de Platão como escritor é especialmente evidente em seus diálogos socráticos; trinta e cinco diálogos e treze cartas são creditadas tradicionalmente a ele, embora os estudiosos modernos tenham colocado em dúvida a autenticidade de pelo menos algumas destas obras.
  • 6.  Estas obras também foram publicadas em diversas épocas, e das mais variadas maneiras, o que levou a diferentes convenções no que diz respeito à nomenclatura e referenciação dos textos.
  • 7.  Embora não exista qualquer dúvida de que Platão lecionou na Academia fundada por ele, a função pedagógica de seus diálogos - se é que alguma existia - não é conhecida com certeza.  Os diálogos, desde a época do próprio Platão, eram usados como ferramenta de ensino nos tópicos mais variados, como filosofia, lógica, retórica, matemática, entre outros
  • 8. Resumo de seu Pensamento:  Em linhas gerais, Platão desenvolveu a noção de que o homem está em contato permanente com dois tipos de realidade: a inteligível e a sensível.  A primeira é a realidade imutável, igual a si mesma.  A segunda são todas as coisas que nos afetam os sentidos, são realidades dependentes, mutáveis e são imagens da realidade inteligível.
  • 9.  Talconcepção de Platão também é conhecida por Teoria das Ideias ou Teoria das Formas.  Foi desenvolvida como hipótese no diálogo Fédon e constitui uma maneira de garantir a possibilidade do conhecimento e fornecer uma inteligibilidade relativa aos fenômenos.
  • 10. E costume distinguir três períodos na composição dos Diálogos de Platão,  1) Diálogos socráticos: a personagem principal é Sócrates: busca-se uma definição; o diálogo geralmente não conclui (diálogo aporético); o diálogo contém geralmente um pequeno drama, com personagens vivas e animadas. São eles: Apologia de Sócrates, Críton, Hípias Menor, Alcibíades, Eutifron, Protágoras, Íon, Laques, Lísis, Cármides, Hípias Maior.
  • 11. 2) Diálogos da maturidade: Sócrates é sempre o protagonista. Prevalece o ensino positivo; e, pela boca de Sócrates, Platão emite a sua própria doutrina: elaboração da teoria das Ideias. São os seguintes: Górgias, Ménon, Menêxeno, Eutidemo, Crátilo e, sobretudo, os quatro grandes diálogos clássicos: Banquete, Fédon, República, Teeteto. Estes diálogos foram escritos entre a primeira e a segunda viagem à Sicília.
  • 12. 3) Diálogos da velhice: nítida evolução na teoria das Ideias. Sócrates é relegado para último plano ou desaparece, até, do diálogo (Leis). O ensino é exclusivamente lógico; a forma dialogada já não é processo de exposição. São eles: Fedro (?), Parmênides, Sofista, Político, Filebo e, após a terceira viagem à Sicília, o Timeu, Crítias, Leis, Carta VII.
  • 14. Em resumo  Trata-se de uma representação em forma de caricatura do Método da Erística, utilizado pelos Sofistas.
  • 15.  “No Eutidemo, em que Sócrates denuncia também a vaidade do saber enciclopédico dos sofistas, é-nos dito que, mesmo que existisse uma ciência capaz de tornar imortal, de nada serviria se não soubéssemos usar essa imortalidade. Precisamos, então, de um saber que ao mesmo tempo produza e saiba usar aquilo que produz (289 b).”
  • 16. Quem eram os Sofistas?  Os sofistas são os primeiros a romperem com a busca pré-socrática por uma unidade originária (a physis) iniciada com Tales de Mileto e finalizada em Demócrito de Abdera (que embora tenha falecido pouco tempo depois de Sócrates, tem seu pensamento inserido dentro da filosofia pré-socrática).
  • 17.  Eles ensinavam técnicas que auxiliavam as pessoas a defenderem o seu pensamento particular e suas próprias opiniões contrárias para que, dessa forma, conseguissem seu espaço.
  • 18. A principal doutrina sofística consiste, em uma visão relativa de mundo (o que os contrapõe a Sócrates que, sem negar a existência de coisas relativas buscava verdades universais e necessárias). A principal doutrina sofística pode ser expressa pela máxima de Protágoras: "O homem é a medida de todas as coisas".
  • 19. A verdade, segundo Protágoras, depende de cada um, depende de como cada coisa aparece para cada um em seu juízo.  O que pode ser verdade para um, pode não o ser para outro.  Com esse relativismo moral, ele rejeita toda verdade universal.  Se algo te parece bom, faça.  Se isso traz benefício a você e prejuízo aos outros, faça assim mesmo.
  • 20. O que é Erística A erística é a arte de lutar com palavras e de "refutar tudo o que se vai dizendo, seja falso ou verdadeiro".
  • 21. “Pois, a luta que lhes restava por exercer, essa agora eles realizaram plenamente, de modo que ninguém será capaz de sequer erguer-se contra eles, de tal forma tornaram-se hábeis em lutar com palavras (ἐν τοῖς λόγοις μάχεσθαι) e em refutar completamente o que, a cada vez, é dito, de forma semelhante se for falso e se for verdadeiro.” Eutidemo 272A5-B1
  • 22. Os interlocutores do diálogo, os dois irmãos Eutidemo e Dionisodoro, divertem-se a demonstrar, por exemplo, que só o ignorante pode aprender e, logo a seguir, que contrariamente só o sábio aprende...  ...que só se aprende o que se não sabe e a seguir que só se aprende o que sabe, etc.  O princípio desse exercício é a doutrina de que não é possível o erro e que, seja qual for a coisa que se disser, se diz coisa que é, logo verdadeira.
  • 23. Nesse ponto Sócrates se opõe dizendo que não haveria nada que ensinar e nada que aprender, e sendo assim a própria erística seria inútil.  Na verdade, nada há que se possa ensinar a não ser a sabedoria; e a sabedoria só pode ensinar-se e aprender-se amando-a, isto é filosofando.
  • 24. E neste ponto o diálogo deixa de ser crítica do procedimento sofístico para se transformar em exortação à filosofia (propreptikon)  Curiosamente... Por ser um discurso introdutório tornou-se famoso na antiguidade, tendo sido muitas vezes imitado.
  • 25. Esta parte é importante acima de tudo porque contém a ilustração do objeto próprio da filosofia:  Platão define esse objeto como o uso do saber para utilidade do homem.  A filosofia é a única disciplina em que o fazer coincide com o saber servir-se do que se faz (Eut., 289 b).  ... Ou seja, a única disciplina que produz conhecimento ao mesmo tempo que ensina a utilizar o próprio conhecimento para utilidade e felicidade do homem.
  • 26. É para a utilidade do homem Filosofia Sabedoria A única é saber o disciplina que produz que fazer conhecimento com o que e ensina se sabe. utilizá-lo