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CURSO PARA OS
ORIENTADORES
DE ESTUDO
2015 - I Encontro
EDUCAÇÃO INCLUSIVA EEDUCAÇÃO INCLUSIVA E
PRÁTICAS PEDAGÓGICASPRÁTICAS PEDAGÓGICAS
NO CICLO DENO CICLO DE
ALFABETIZAÇÃOALFABETIZAÇÃO
Equipe RN
Agosto/2015
PAUTAPAUTA – 26/08/2015 (quarta-feira)– 26/08/2015 (quarta-feira)
1. Objetivos do estudo
2. Leitura Deleite: Minha vida escolar (Débora Seabra)
3. Atividade vivencial 01
4. Exposição dialogada
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6. Socialização das ideias.
1. Objetivos1. Objetivos
• Abordar questões relacionadas à heterogeneidade e
à diferença na sala de aula;
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realizada com aluno público-alvo da Educação
Especial.
2. Leitura Deleite
Biografia:Biografia: Débora SeabraDébora Seabra
Débora de Araújo Seabra de Moura é a primeira
professora com síndrome de Down no Brasil, segundo a
Associação Síndrome de Down do Rio Grande do Norte.
Ela é professora auxiliar de desenvolvimento infantil e
publicou o livro "Débora conta histórias", da editora
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"Sempre gostei de ler, escrever, estudar, por isso
escolhi ser professora. A leitura faz o aluno desenvolver
muito a memória. Por mais que tenhamos dificuldades,
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que fez curso de atriz para melhorar a deficiência que
tem na dicção e poder se desempenhar mais como
professora dos alunos do 1º ano do ensino fundamental
da Escola Doméstica. Ao concluir o magistério, Débora
estagiou na Universidade Estadual de Campinas
Débora Araújo Seabra de
Moura Professora da
Associação Síndrome de
Down do Rio Grande do
Norte E-mail:
seabrademoura@uol.com.br
Débora lança seu primeiro livro impresso "Débora conta histórias“, no ano de
2010, na cidade de Natal/RN. A apresentação do seu livro é do escritor e
membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) João Ubaldo Ribeiro.
Em tal livro Débora conta histórias de superação de dificuldades e de
preconceito relatadas a partir da personagem Sandra – nome da sua
primeira professora e amiga até hoje (Sandra Nicolussi) – que mora em
uma fazenda e tem contato direto com animais. Uma das histórias é a do
passarinho com a asa quebrada, que mesmo com dificuldades, sempre
chega ao lugar desejado – atrás dos outros, mas consegue.
"Essa história se parece muito com a história da vida de Débora. Ela consegue
tudo, mas mais devagar que as outras pessoas.
Débora também já escreveu um segundo livro relatando histórias da família,
que foi feito à mão e dado de presente aos familiares.
2. Leitura Deleite:2. Leitura Deleite: Minha vida escolar
Na infância Sempre estudei em escola regular. Quando fui para a primeira
escola eu tinha somente 2 anos e meio e não me lembro de nada. Passei
somente seis meses porque nasceu uma escola que meus pais se
encantaram: a Casa Escola! Eu, Marcelo e Olívia, que também têm Síndrome
de Down, estudamos na Casa Escola por muitos anos. Aprendemos muitas
coisas e fizemos amizades. Estudar na Casa Escola foi ótimo. Foi bom ter
amigos como os colegas de lá porque entenderam a inclusão na escola e na
vida. Porque as professoras sabiam isso porque não eram preconceituosas. E
ensinaram às crianças. E eles aceitaram nós três para fazermos o jardim e
alfabetização e até a quarta série. Foi muito bom para mim aprender mais
coisas com os colegas e com as professoras. A gente discutia tudo. Até a
síndrome de Down. Algumas professoras são muito queridas e continuam
sendo até hoje. E alguns colegas também. São meus amigos de infância. Foi
importante para mim conhecer essas pessoas. Até hoje, às vezes nos
encontramos para sair para vários cantos.
Na adolescência Quando nós saímos da Casa Escola a nossa Associação
Síndrome de Down fez um trabalho de conscientização no Colégio Imaculada
Conceição – CIC, que é um colégio de freiras onde já estudavam pessoas com
outras deficiências e foi muito, muito legal. Nós,da Casa Escola fizemos
palestras para os meninos que iam ser nossos colegas. Cláudia Werneck
lançou livros lá: “Meu Amigo Down em Casa, na Rua e na Escola” Nossos
professores da Casa Escola fizeram palestras para os professores do CIC e no
outro ano fomos para lá pois queríamos ir para a 5ª série. Mas primeiro
repetimos a 4ª série. Era uma escola muito maior. Nós ficamos cinco anos,
até a 8ª serie e fizemos muitas amizades. Eu até tinha os dois paqueras,
gatinhos da escola. Meus 15 anos foi nesse tempo e me lembro muito. Não
me esqueço mais. Nós fizemos inclusão. Muita coisa aconteceu. Lá no CIC
também fiz o estágio na pré-escola com as crianças e uma professora, eu
como auxiliar da professora. As crianças gostavam de mim e foram legais
comigo. Até me chamavam professora Débora e eu adorei ouvir isso das
palavras de cada um deles e me emocionei várias vezes.
Buscando o futuro... Como gostei de trabalhar com crianças resolvi fazer o curso de magistério.
Bem, eu comecei a fazer esse curso na Escola Estadual Luís Antônio e no começo foi difícil porque
não eram todas as pessoas que compreendiam a inclusão. Precisei até fazer uma carta para os
professores dizendo isso no fim do primeiro ano. Tive muitas dificuldades com professores e com
algumas colegas.Tinha gente preconceituosa e gente que tentou me explorar.Foi difícil. Mas em
2003, na 3ª série, tudo começou a mudar e foi muito bom para mim com meus colegas da sala.
Nesse ano, eu fiz o pré-estagio no NEI - Núcleo Educacional Infantil da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte. Depois, em 2004 fiz o estágio final na Escola Municipal Emília Ramos.
Gostei muito desses trabalhos e aprendi com as crianças e professoras que foram legais comigo.
Sempre me dou bem com as crianças e adorei trabalhar junto com professoras e as outras
estagiárias aprendendo como fazer com os meus alunos na sala de aula. Em 2004 terminei o
curso e me formei. Foi uma luta muito grande, mas consegui. Depois consegui fazer um estágio
na Creche área de Saúde na UNICAMP, em Campinas, São Paulo. Eu fui convidada pela Professora
Maria Teresa Mantoan e outra pessoa, a professora Magali Arnais, que foram maravilhosas
comigo. Esse estágio durou de 14 a 18 de fevereiro daquele ano e eu adorei porque aproveitei
muito e aprendi mais coisas sobre como trabalhar com alunos pequenos. Sonho trabalhar com
meus alunos na sala de aula. Como auxiliar de professora. Tenho feito outras atividades como
recepcionista de eventos no Programa Ação Dignidade, da nossa Associação e em lojas, nas
férias. Também já desfilei três vezes. Mas gosto mesmo é de trabalhar com crianças Quero fazer
esse trabalho o resto da minha vida. Mas sei que não vai ser fácil. Meus pais me explicam
isso.Tem muito problema para a gente trabalhar. Estamos procurando um jeito de resolver isto. E
tenho certeza que vai dar certo.
3. Atividade vivencial3. Atividade vivencial
 Dividir a turma em grupo, discutir as seguintes questões.
Registrar e Socializar a discussão no quadro síntese.
 Quais as dificuldades você (professor) enfrenta/enfrentou ao
se deparar com um aluno com deficiência?
 Quais as ações você (professor) desenvolve na prática
inclusiva?
 Quais as conquistas das práticas pedagógicas e dos alunos
público-alvo da educação especial?
Socialização da atividadeSocialização da atividade
4. Exposição dialogada
EDUCAÇÃO INCLUSIVA E
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
NO CICLO DE
ALFABETIZAÇÃO
“O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação
política, cultural, social e pedagógica, em defesa do direito de
todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando,
sem nenhum tipo de discriminação”, conforme o documento
Política Nacional de Educação Especial na perspectiva de
Educação Inclusiva (BRASIL, 2008, p. 1).
MODOS DE VER O OUTROMODOS DE VER O OUTRO
MODOS DE VER...MODOS DE VER...
O que VOCÊ vê nessa imagem?
MODOS DE VER...MODOS DE VER...
E nessa outra?
GUIDO DANIELLE
As imagens que acabamos de apreciar são do
Guido Danielle. Artista plástico que nasceu em
Soverato (Itália) em 1950 e agora vive e trabalha
em Milão. Ele se formou na Escola de Artes de
Brera (importante na escultura) em 1972.
Em 1990, acrescentou uma nova experiência
artística as suas obras: usando a técnica de pintura
do corpo, ele cria e pinta corpos modelos para
diferentes situações, tais como imagens
publicitárias e comerciais, eventos de moda e
exposições.
As obras de Guido nos convida para um
OLHAR além...
E na escola? Conseguimos OLHAR para os
nossos alunos?
MODOS DE VER O OUTRO
O que você vê nesta imagem? Um pato? Um coelho?
Capa do livro Pato! Coelho!, que faz
parte das obras complementares do
Programa Nacional do Livro Didático
(PNLD). A escolha dessa imagem tem
objetivo de instigar a reflexão dos
professores, fazendo uma analogia com
possíveis “modos de olhar” os alunos de
sua sala de aula.
Duas considerações sobre a imagem:
a) Se uma pessoa nunca viu um coelho/pato jamais poderá dizer que a imagem
é de coelho/pato;
b) Quando uma pessoa vê o pato e o coelho pode considerar que os dois
existem, que devem ser vistos e tratados como seres distintos.
O animal está saltitando ou voando? Dependendo da
opção adotada, impedimos outro modo de ser.
Estabelecendo relação entre a prática pedagógica dos
professores e essa imagem:
a)Que analogia é possível fazer com a prática pedagógica, no caso de uma
pessoa que nunca viu um coelho ou um pato?
b)Que analogia é possível fazer com a prática pedagógica, quando vemos o
pato e o coelho?
Práticas homogeneizadoras subjacentes às ações
dos professores negam os direitos de aprendizagem
dos seus alunos, pois cada um deles é diferente. Se
as ações são destinadas à turma como se todos
fossem “patos”, nega-se a identidade, a
subjetividade e a diferença dos “coelhos”.
(Caderno 01, p. 57, 2015).
De acordo com Rodrigues e Lima-Rodrigues (2011), o objetivo da
educação inclusiva não se resume a uma mudança curricular ou
a permitir o acesso de alunos em condições de deficiência à
escola regular. Trata-se de uma transformação profunda que
abrange os valores e práticas tais como estão postos no sistema
educativo. Entre as transformações está a mudança de olhar
sobre quem são os sujeitos que estão na sala de aula. O modo
como os professores percebem os alunos interfere fortemente
no planejamento das aulas e nos encaminhamentos a serem
realizados. (caderno 01, p. 58, 2015).
5. Atividade vivencial5. Atividade vivencial
 Em grupo, faça a leitura do texto “Práticas inclusivas no Ciclo de Alfabetização” nas
p. 58 a 66. Em seguida, discutam e registrem os seguintes pontos:
• GRUPO 1: Identificar e relacionar as atividades desenvolvidas pela professora
Lucimar, considerando diferenças/interesses/necessidades do aluno autista, Pedro
Henrique.
• GRUPO 2: Considerando os interesses de Pedro Henrique relatados pela
professora, elabore uma sequência de outras atividades que podem ser
interessantes para este aluno.
• GRUPO 3: Identificar algumas dificuldades relatadas pela professora quando ficou
sabendo que daria aulas para um aluno autista e como ela buscou a superação.
• GRUPO 4: Pensar em um jogo e como poderá desenvolvê-lo em sala de aula que
contribua para que um aluno autista avance em sua compreensão sobre o SEA.
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Pnaic caderno 1_inclusão

  • 1. CURSO PARA OS ORIENTADORES DE ESTUDO 2015 - I Encontro EDUCAÇÃO INCLUSIVA EEDUCAÇÃO INCLUSIVA E PRÁTICAS PEDAGÓGICASPRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO CICLO DENO CICLO DE ALFABETIZAÇÃOALFABETIZAÇÃO Equipe RN Agosto/2015
  • 2. PAUTAPAUTA – 26/08/2015 (quarta-feira)– 26/08/2015 (quarta-feira) 1. Objetivos do estudo 2. Leitura Deleite: Minha vida escolar (Débora Seabra) 3. Atividade vivencial 01 4. Exposição dialogada 5. Atividade vivencial 02 6. Socialização das ideias.
  • 3. 1. Objetivos1. Objetivos • Abordar questões relacionadas à heterogeneidade e à diferença na sala de aula; • Socializar uma prática pedagógica INCLUSIVA realizada com aluno público-alvo da Educação Especial.
  • 5. Biografia:Biografia: Débora SeabraDébora Seabra Débora de Araújo Seabra de Moura é a primeira professora com síndrome de Down no Brasil, segundo a Associação Síndrome de Down do Rio Grande do Norte. Ela é professora auxiliar de desenvolvimento infantil e publicou o livro "Débora conta histórias", da editora Alfaguara. "Sempre gostei de ler, escrever, estudar, por isso escolhi ser professora. A leitura faz o aluno desenvolver muito a memória. Por mais que tenhamos dificuldades, não podemos desistir dos nossos sonhos", disse Débora, que fez curso de atriz para melhorar a deficiência que tem na dicção e poder se desempenhar mais como professora dos alunos do 1º ano do ensino fundamental da Escola Doméstica. Ao concluir o magistério, Débora estagiou na Universidade Estadual de Campinas Débora Araújo Seabra de Moura Professora da Associação Síndrome de Down do Rio Grande do Norte E-mail: seabrademoura@uol.com.br
  • 6. Débora lança seu primeiro livro impresso "Débora conta histórias“, no ano de 2010, na cidade de Natal/RN. A apresentação do seu livro é do escritor e membro da ABL (Academia Brasileira de Letras) João Ubaldo Ribeiro. Em tal livro Débora conta histórias de superação de dificuldades e de preconceito relatadas a partir da personagem Sandra – nome da sua primeira professora e amiga até hoje (Sandra Nicolussi) – que mora em uma fazenda e tem contato direto com animais. Uma das histórias é a do passarinho com a asa quebrada, que mesmo com dificuldades, sempre chega ao lugar desejado – atrás dos outros, mas consegue. "Essa história se parece muito com a história da vida de Débora. Ela consegue tudo, mas mais devagar que as outras pessoas. Débora também já escreveu um segundo livro relatando histórias da família, que foi feito à mão e dado de presente aos familiares.
  • 7. 2. Leitura Deleite:2. Leitura Deleite: Minha vida escolar Na infância Sempre estudei em escola regular. Quando fui para a primeira escola eu tinha somente 2 anos e meio e não me lembro de nada. Passei somente seis meses porque nasceu uma escola que meus pais se encantaram: a Casa Escola! Eu, Marcelo e Olívia, que também têm Síndrome de Down, estudamos na Casa Escola por muitos anos. Aprendemos muitas coisas e fizemos amizades. Estudar na Casa Escola foi ótimo. Foi bom ter amigos como os colegas de lá porque entenderam a inclusão na escola e na vida. Porque as professoras sabiam isso porque não eram preconceituosas. E ensinaram às crianças. E eles aceitaram nós três para fazermos o jardim e alfabetização e até a quarta série. Foi muito bom para mim aprender mais coisas com os colegas e com as professoras. A gente discutia tudo. Até a síndrome de Down. Algumas professoras são muito queridas e continuam sendo até hoje. E alguns colegas também. São meus amigos de infância. Foi importante para mim conhecer essas pessoas. Até hoje, às vezes nos encontramos para sair para vários cantos.
  • 8. Na adolescência Quando nós saímos da Casa Escola a nossa Associação Síndrome de Down fez um trabalho de conscientização no Colégio Imaculada Conceição – CIC, que é um colégio de freiras onde já estudavam pessoas com outras deficiências e foi muito, muito legal. Nós,da Casa Escola fizemos palestras para os meninos que iam ser nossos colegas. Cláudia Werneck lançou livros lá: “Meu Amigo Down em Casa, na Rua e na Escola” Nossos professores da Casa Escola fizeram palestras para os professores do CIC e no outro ano fomos para lá pois queríamos ir para a 5ª série. Mas primeiro repetimos a 4ª série. Era uma escola muito maior. Nós ficamos cinco anos, até a 8ª serie e fizemos muitas amizades. Eu até tinha os dois paqueras, gatinhos da escola. Meus 15 anos foi nesse tempo e me lembro muito. Não me esqueço mais. Nós fizemos inclusão. Muita coisa aconteceu. Lá no CIC também fiz o estágio na pré-escola com as crianças e uma professora, eu como auxiliar da professora. As crianças gostavam de mim e foram legais comigo. Até me chamavam professora Débora e eu adorei ouvir isso das palavras de cada um deles e me emocionei várias vezes.
  • 9. Buscando o futuro... Como gostei de trabalhar com crianças resolvi fazer o curso de magistério. Bem, eu comecei a fazer esse curso na Escola Estadual Luís Antônio e no começo foi difícil porque não eram todas as pessoas que compreendiam a inclusão. Precisei até fazer uma carta para os professores dizendo isso no fim do primeiro ano. Tive muitas dificuldades com professores e com algumas colegas.Tinha gente preconceituosa e gente que tentou me explorar.Foi difícil. Mas em 2003, na 3ª série, tudo começou a mudar e foi muito bom para mim com meus colegas da sala. Nesse ano, eu fiz o pré-estagio no NEI - Núcleo Educacional Infantil da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Depois, em 2004 fiz o estágio final na Escola Municipal Emília Ramos. Gostei muito desses trabalhos e aprendi com as crianças e professoras que foram legais comigo. Sempre me dou bem com as crianças e adorei trabalhar junto com professoras e as outras estagiárias aprendendo como fazer com os meus alunos na sala de aula. Em 2004 terminei o curso e me formei. Foi uma luta muito grande, mas consegui. Depois consegui fazer um estágio na Creche área de Saúde na UNICAMP, em Campinas, São Paulo. Eu fui convidada pela Professora Maria Teresa Mantoan e outra pessoa, a professora Magali Arnais, que foram maravilhosas comigo. Esse estágio durou de 14 a 18 de fevereiro daquele ano e eu adorei porque aproveitei muito e aprendi mais coisas sobre como trabalhar com alunos pequenos. Sonho trabalhar com meus alunos na sala de aula. Como auxiliar de professora. Tenho feito outras atividades como recepcionista de eventos no Programa Ação Dignidade, da nossa Associação e em lojas, nas férias. Também já desfilei três vezes. Mas gosto mesmo é de trabalhar com crianças Quero fazer esse trabalho o resto da minha vida. Mas sei que não vai ser fácil. Meus pais me explicam isso.Tem muito problema para a gente trabalhar. Estamos procurando um jeito de resolver isto. E tenho certeza que vai dar certo.
  • 10. 3. Atividade vivencial3. Atividade vivencial  Dividir a turma em grupo, discutir as seguintes questões. Registrar e Socializar a discussão no quadro síntese.  Quais as dificuldades você (professor) enfrenta/enfrentou ao se deparar com um aluno com deficiência?  Quais as ações você (professor) desenvolve na prática inclusiva?  Quais as conquistas das práticas pedagógicas e dos alunos público-alvo da educação especial?
  • 12.
  • 13. 4. Exposição dialogada EDUCAÇÃO INCLUSIVA E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO
  • 14. “O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação”, conforme o documento Política Nacional de Educação Especial na perspectiva de Educação Inclusiva (BRASIL, 2008, p. 1).
  • 15. MODOS DE VER O OUTROMODOS DE VER O OUTRO
  • 16. MODOS DE VER...MODOS DE VER... O que VOCÊ vê nessa imagem?
  • 17. MODOS DE VER...MODOS DE VER... E nessa outra?
  • 18. GUIDO DANIELLE As imagens que acabamos de apreciar são do Guido Danielle. Artista plástico que nasceu em Soverato (Itália) em 1950 e agora vive e trabalha em Milão. Ele se formou na Escola de Artes de Brera (importante na escultura) em 1972. Em 1990, acrescentou uma nova experiência artística as suas obras: usando a técnica de pintura do corpo, ele cria e pinta corpos modelos para diferentes situações, tais como imagens publicitárias e comerciais, eventos de moda e exposições.
  • 19. As obras de Guido nos convida para um OLHAR além... E na escola? Conseguimos OLHAR para os nossos alunos?
  • 20. MODOS DE VER O OUTRO O que você vê nesta imagem? Um pato? Um coelho? Capa do livro Pato! Coelho!, que faz parte das obras complementares do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). A escolha dessa imagem tem objetivo de instigar a reflexão dos professores, fazendo uma analogia com possíveis “modos de olhar” os alunos de sua sala de aula. Duas considerações sobre a imagem: a) Se uma pessoa nunca viu um coelho/pato jamais poderá dizer que a imagem é de coelho/pato; b) Quando uma pessoa vê o pato e o coelho pode considerar que os dois existem, que devem ser vistos e tratados como seres distintos.
  • 21. O animal está saltitando ou voando? Dependendo da opção adotada, impedimos outro modo de ser.
  • 22. Estabelecendo relação entre a prática pedagógica dos professores e essa imagem: a)Que analogia é possível fazer com a prática pedagógica, no caso de uma pessoa que nunca viu um coelho ou um pato?
  • 23. b)Que analogia é possível fazer com a prática pedagógica, quando vemos o pato e o coelho?
  • 24. Práticas homogeneizadoras subjacentes às ações dos professores negam os direitos de aprendizagem dos seus alunos, pois cada um deles é diferente. Se as ações são destinadas à turma como se todos fossem “patos”, nega-se a identidade, a subjetividade e a diferença dos “coelhos”. (Caderno 01, p. 57, 2015).
  • 25. De acordo com Rodrigues e Lima-Rodrigues (2011), o objetivo da educação inclusiva não se resume a uma mudança curricular ou a permitir o acesso de alunos em condições de deficiência à escola regular. Trata-se de uma transformação profunda que abrange os valores e práticas tais como estão postos no sistema educativo. Entre as transformações está a mudança de olhar sobre quem são os sujeitos que estão na sala de aula. O modo como os professores percebem os alunos interfere fortemente no planejamento das aulas e nos encaminhamentos a serem realizados. (caderno 01, p. 58, 2015).
  • 26. 5. Atividade vivencial5. Atividade vivencial  Em grupo, faça a leitura do texto “Práticas inclusivas no Ciclo de Alfabetização” nas p. 58 a 66. Em seguida, discutam e registrem os seguintes pontos: • GRUPO 1: Identificar e relacionar as atividades desenvolvidas pela professora Lucimar, considerando diferenças/interesses/necessidades do aluno autista, Pedro Henrique. • GRUPO 2: Considerando os interesses de Pedro Henrique relatados pela professora, elabore uma sequência de outras atividades que podem ser interessantes para este aluno. • GRUPO 3: Identificar algumas dificuldades relatadas pela professora quando ficou sabendo que daria aulas para um aluno autista e como ela buscou a superação. • GRUPO 4: Pensar em um jogo e como poderá desenvolvê-lo em sala de aula que contribua para que um aluno autista avance em sua compreensão sobre o SEA. • GRUPO 5: Sintetize o texto que relata o trabalho desenvolvido articuladamente entre a professora da sala de aula comum e a do AEE.
  • 27. 6. SOCIALIZAÇÃO E DISCUSSÃO DA ATIVIDADE6. SOCIALIZAÇÃO E DISCUSSÃO DA ATIVIDADE