Métodos anticoncepcionais

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Trabalho de apresentação da disciplina de Saúde da Mulher, apresentado por Carla Roberta de Andrade sobre métodos anticoncepcionais.

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Métodos anticoncepcionais

  1. 1. Métodos Anticoncepcionais
  2. 2. Fabiano da Ventura
  3. 3. Na História • A anticoncepção tem uma história milenar. Hipócrates (377 a.C.) já sabia que a semente da cenoura selvagem era capaz de prevenir a gravidez • Em 1961 chegou ao Brasil o primeiro anticoncepcional hormonal oral; - A “pílula”, que significou uma reviravolta no conceito de sexualidade. • Em 1997 foi criada a Política Nacional de Planejamento Familiar , que inclui oferta de oito métodos contraceptivos gratuitos e também a venda de anticoncepcionais a preços reduzidos na rede Farmácia Popular.
  4. 4. Segundo o IBGE, na última pesquisa, o Acre é o estado onde as mulheres têm mais filhos, em média 2,59 filhos por mulher. Entre as brasileiras, no começo da vida sexual, dificilmente utilizam métodos contraceptivos hormonais. Na faixa de 15 a 20 anos, 70% das entrevistadas declararam recorrer a camisinha como contraceptivo de escolha.
  5. 5. Anticoncepcionais Mais Conhecidos 75% 3% 7% 16% PÍLULA ANTICONCEPCIONAL INJEÇÃO MENSAL DIU NÃO HORMONAL INJEÇÃO TRIMESTRAL
  6. 6. O QUE SÃO? Contraceptivos são métodos ou substâncias que evitam a gravidez e alguns previnem as DSTs. São classificados em cinco grupos: • Métodos comportamentais • Métodos de barreira • Dispositivos intrauterinos • Contracepção hormonal • Contracepção cirurgica
  7. 7. Métodos Comportamentais Tem por base os conhecimentos sobre a fisiologia feminina  Ogino Knaus (tabelinha)  Billings (muco cervical)
  8. 8. Ogino Knaus (tabelinha) Procura calcular o início e o fim do período fértil. É adequado somente para mulheres com ciclo menstrual regular, mantendo abstinência sexual com contato genital durante o período fértil, que deve ser acompanhado de 6 a 12 ciclos. Pouco eficaz, pois depende da abstenção voluntária nos períodos férteis da mulher, onde o libido se encontra em alta.
  9. 9. Billings (Muco Cervical) Baseia-se na identificação do período fértil pelas modificações cíclicas do muco cervical. O muco cervical aparece cerca de 2 a 3 dias depois da menstruação. Testa-se colocando o muco entre o indicador e o polegar, verificando a consistência do muco que no período fica bem “grudento”. É necessária a interrupção da atividade sexual nesta fase, permanecendo em abstinência por no mínimo 4 dias a partir do pico de produção, período em que inicia o período fértil novamente.
  10. 10. Billings (Muco Cervical) O Billings é um método pouco confiável, pois exige observação sistemática e responsabilidade da mulher durante vários meses, até conhecer bem o seu ciclo e o muco.
  11. 11. Métodos de Barreira Métodos que imobilizam os espermatozóides, impedindo-os de entrar em contato com o óvulo e de haver fecundação. Preservativo Feminino Preservativo Masculino
  12. 12. Preservativo Feminino A camisinha feminina é feita de poliuretano, consistindo em uma “bolsa” lubrificada de 17 cm de comprimento, com uma extremidade fechada (interna) e outra aberta (externa). O produto tem dois anéis, sendo que o interno deve ser posicionado no fundo vaginal (anel flexível e removível), e funciona como âncora no órgão genital feminino. A camisinha feminina deve ser usada em todas as relações sexuais. A mulher deve colocar a camisinha antes de ter qualquer contato da vagina com o pênis, mesmo durante a menstruação, e pode ser colocada até oito horas antes da relação sexual. Tem eficácia de 90%, prevenindo a gestação e as DSTs.
  13. 13. Preservativo Masculino O preservativo é um invólucro de látex, de borracha fina que funciona como uma barreira e impede os espermatozóides de entrarem na vagina, evitando assim uma gravidez. É o método contraceptivo mais utilizado em todo o mundo, que ajuda não só no planejamento familiar como também evita a transmissão de diversas DSTs, sendo o método mais eficiente contra a transmissão do vírus HIV. Deve estar presente durante todo o ato sexual: deve ser colocado no pênis assim que este fica ereto, antes de iniciar a penetração e deve ser retirado após a ejaculação, antes que o pênis perca a ereção. Pode ser utilizado apenas uma vez.
  14. 14. Dispositivo Intrauterino Atuam impedindo a fecundação, tornando difícil a passagem do espermatozóide pelo trato reprodutivo feminino. DIU
  15. 15. DIU O DIU é um artefato de polietileno, que exerce efeito anticonceptivo quando colocado dentro da cavidade uterina de uma mulher. Existem basicamente duas categorias:  DIUs não medicados (ou inertes): não contém ou liberam substâncias ativas. São unicamente constituídos de polietileno;  DIUs medicados (ou ativos): além da matriz de polietileno, contém substâncias (metais ou hormônios) que exercem ação bioquímica local, aumentando sua eficácia anticonceptiva. Dos DIUs medicados, os mais utilizados são os que contém cobre ou progesterona.
  16. 16. DIU O DIU é um método anticonceptivo muito eficaz, apresentando uma taxa de falha de 0,2% ao ano. Em geral, os DIUs de cobre são mais eficazes e produzem menos efeitos colaterais que os não medicados.
  17. 17. Contracepção Hormonal Os anticoncepcionais hormonais são esteróides utilizados isoladamente ou em associação com progesterona com a finalidade básica de impedir a concepção. ANEL VAGINAL PÍLULA ADESIVO INJETÁVEIS IMPLANTES
  18. 18. Pílula Pílulas são anticoncepcionais orais – hormônios combinados de estrogênio associados ao progesterona, impedindo a concepção por inibir a ovulação pelo bloqueio da liberação de gonadotrofina pela hipófise. É uma das formas de contracepção mais seguras, com 99% de eficiência se utilizada corretamente.
  19. 19. Pílula O anticoncepcional oral deve ser tomado da seguinte forma: o 1º comprimido da cartela no 1º dia da menstruação, tomando 1 pílula por dia até o fim da cartela. Quando a cartela do anticoncepcional acabar, deve-se esperar 7 dias e no 8º dia iniciar uma nova cartela. Isso vale para anticoncepcionais com 21 comprimidos. Durante esta pausa de 7 dias a mulher deverá ficar menstruada. A menstruação de quem toma anticoncepcional costuma durar de 3 a 4 dias.
  20. 20. Injetáveis O anticoncepcional injetável apresenta-se em forma de injeção intramuscular de hormônios (estrogênio e progesterona), podendo ser aplicada a cada 30 ou 90 dias. Além de inibir a ovulação, o anticoncepcional injetável também faz com que o muco do colo do útero fique mais espesso impedindo a passagem dos espermatozóides pelo canal. Também muito eficazes, com taxas de gravidez muito baixas, ao redor de 0,1% a 0,3% ao ano, aproximadamente.
  21. 21. Anel Vaginal É um anel de silicone bastante flexível, libera constantemente baixas doses de estrógeno e progesterona, sendo estes absorvidos pela mucosa vaginal, impedindo a ovulação. Também aumentam o muco dessa região, dificultando a passagem dos espermatozóides.
  22. 22. Anel Vaginal O anel deve ser inserido na vagina no primeiro dia da menstruação, quando se inicia o sangramento, e removido após 3 semanas. Você só volta a utilizar um novo anel depois de uma pausa de 7 dias. Possui grande eficácia (de 99,6% a 99,8%), não oferece incômodo e tampouco atrapalha o ato sexual.
  23. 23. Adesivo É um adesivo fino constituído de progesterona e estrogênio que são continuamente transferidos através da pele para a corrente sanguínea. Os hormônios liberados evitam que se dê a ovulação. Também espessam as secreções do muco do cervix, tornando a entrada do esperma no útero mais difícil. É um método muito confiável com 99,3% de eficácia.
  24. 24. Adesivo Para utilizar o adesivo anticoncepcional basta colocá-lo na pele no primeiro dia da menstruação e deixá-lo permanecer por 7 dias, sendo que após esse período, o adesivo deve ser trocado. Além disso, depois do uso de 3 adesivos consecutivos é necessário fazer intervalo de 7 dias, para então colocar um novo adesivo na pele, a mulher inicia o método no primeiro dia de menstruação e fica com o contraceptivo colado à pele por sete dias consecutivos. No fim da terceira semana, ele é retirado e a mulher fica sete dias sem usar para que ocorra a menstruação. Existem quatro locais para aderir o adesivo: braço, costas, abdômen e acima dos glúteos.
  25. 25. Contracepção Cirúrgica Os métodos cirúrgicos ou de esterilização visam bloquear os canais que, no homem ou na mulher, são responsáveis pelo contato entre o esperma e o óvulo potencializando a ocorrência de uma gravidez. Laqueadura Vasectomia
  26. 26. Laqueadura Laqueadura é um processo de esterilização definitiva, que consiste no fechamento das tubas uterinas para impedir a descida do óvulo e a subida do espermatozóide. É uma cirurgia simples, na qual as trompas são cortadas e suas extremidades amarradas de tal forma que a passagem dos espermatozóides ficam bloqueadas na sua porção mais distal e a do óvulo bloqueada na porção mais proximal. Embora simples, ela implica a abertura da cavidade abdominal para ter acesso às trompas, diretamente ou por laparoscopia.
  27. 27. Laqueadura Embora sua eficácia teórica seja de 100%, na prática é observado, em média, falha de 0,3 gestações para cada 100 mulheres/ano.
  28. 28. Vasectomia Vasectomia é um procedimento cirúrgico que interrompe a circulação dos espermatozóides produzidos pelos testículos e conduzidos através do epidídimo (tubo em forma de novelo que se localiza na parte superior dos testículos) para os canais deferentes que desembocam na uretra. Trata-se de um método de contracepção muito seguro que secciona os dois deferentes.
  29. 29. Conclusão

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