Língua portuguesa leitura concurso ufca

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Língua portuguesa leitura concurso ufca

  1. 1. LÍNGUA PORTUGUESA - LEITURA INTERPRETANDO TEXTOS Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê. Monteiro Lobato
  2. 2. Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem. Mario Quintana
  3. 3. COMPETÊNCIA LEITORA O BOM LEITOR É capaz de relacionar as intenções comunicativas a partir das experiências de leitura que possui. Tem pensamento crítico construído através da leitura. Ler vários tipos de textos e consegue identificar as palavras-chave que dão sentido ao texto.
  4. 4. Habilidade leitora Comparar ideias Identificar temas principais Identificar temas periféricos Levantar hipóteses Captar inferências
  5. 5. OUSADIA O que é ousadia? Sobre o que o texto vai falar? O que é uma pessoa ousada para você?
  6. 6. A moça ia no ônibus muito contente desta vida, mas, ao saltar, a contrariedade se anunciou: - A sua passagem já está paga, disse o motorista. - Paga por quem? - Esse cavalheiro aí. Quem ia no ônibus? O que aconteceu quando ela foi descer? Quem pagou a passagem para a moça? Quem era o cavalheiro?
  7. 7. E apontou um mulato bem vestido que acabara de deixar o ônibus, e aguardava com um sorriso junto à calçada. - É algum engano, não conheço esse homem. Faça o favor de receber. - Mas já está paga... - Faça o favor de receber! – insistiu ela, estendendo o dinheiro e falando bem alto para que o homem ouvisse: - Já disse que não conheço! Sujeito atrevido, ainda fica ali me esperando, o senhor não está vendo? Por favor, faço questão que o senhor receba minha passagem.
  8. 8. Quem pagou a passagem? A moça gostou ou não? Por quê? Por que a moça acha que o mulato é um sujeito “atrevido”? Por que ele pagou a passagem para ela? O motorista irá aceitar o dinheiro da moça?
  9. 9. O motorista ergueu os ombros e acabou recebendo: melhor para ele, ganhava duas vezes. A moça saltou do ônibus e passou fuzilanda de indignação pelo homem. Foi seguindo pela rua sem olhar para ele. Se olhasse, veria que ele a seguia, meio ressabiado, a alguns passos.
  10. 10. O motorista aceitou o dinheiro da moça? Por quê? Como foi que a moça saltou do ônibus? O moço a seguia? De que forma? O que é “fuzilando de indignação”? Por que ela foi seguindo sem olhar para ele? Para que o moço a seguia? O motorista fez bem em aceitar o dinheiro da moça? Por quê?
  11. 11. Somente quando dobrou à direita para entrar no edifício onde morava, arriscou uma espiada: lá vinha ele! Correu para o apartamento, que era no térreo, pôs-se a bater aflita: - Abre! Abre aí! Para onde foi a moça? O mulato continuava seguindo-a? Ela vai entrar em seu apartamento? Onde fica o apartamento? Quem abrirá a porta?
  12. 12. A empregada veio abrir e ela irrompeu pela sala, contando aos pais atônitos, em termos confusos, a sua aventura. - Descarado, como é que tem coragem? Me seguiu até aqui! De súbito, ao voltar-se, viu pela porta aberta que o homem ainda estava lá fora, no saguão. Protegida pela presença dos pais, ousou enfrentá-lo - Olha ele ali! É ele, venha ver! Ainda está ali, o sem-vergonha. Mas que ousadia!
  13. 13. Quem abriu a porta? Como a moça entrou em casa? A quem ela contou o acontecimento? Por que o moço a seguiu? Por que ela o chamou de “sem-vergonha”? O que os pais vão fazer? O que o rapaz fez para ser chamado de sem- vergonha? O que é uma pessoa sem-vergonha?
  14. 14. No saguão, Marcelo torcia as mãos encabulado: - A senhora é que me desculpe, foi muita ousadia... Marcelo a desculpou? Qual o sentido da palavra “ousadia” nesse contexto? Por que a moça não reconheceu Marcelo? Que outro título ficaria bem nesse texto? Marcelo deveria ou não ter pago a passagem dela? Por quê?
  15. 15. Texto Ousadia, de Fernando Sabino Leitura interativa Professora Ana Cleide (1923-2004)
  16. 16. A PARTIR DO TEXTO • "assimilar", "captar", "perceber", "entender ou interiorizar através da inteligência, do raciocínio" APREENDER • analisar o que realmente está escrito. É o mesmo que coletar dados do texto. compreender • É o que se infere (se conclui) do que está escrito. INTERPRETAR
  17. 17. Enunciados que pedem compreensão de texto Segundo o texto, está correta... De acordo com o texto, está incorreta... Tendo em vista o texto, é incorreto... O autor sugere ainda... De acordo com o texto, é certo... O autor afirma que... Na opinião do autor do texto...
  18. 18. Enunciados que pedem interpretação de texto O texto possibilita o entendimento de que... Com apoio no texto, infere-se que... O texto encaminha o leitor para... Pretende o texto mostrar que o leitor... O texto possibilita deduzir-se que...
  19. 19. Pressupostos e Subentendidos Informações implícitas Pressupostos: Não estão escritos na frase, mas podem ser entendidos por causa de uma palavra ou expressão contida na sentença. Subentendidos: Sempre envolve um julgamento, um juízo de valor, e por vezes leva à distorção da verdade.
  20. 20. Pressupostos são conteúdos implícitos que decorrem de uma palavra ou expressão presente no ato de fala produzido. O pressuposto é indiscutível tanto para o falante quanto para o ouvinte, pois decorre, necessariamente, de um marcador linguístico, diferentemente de outros implícitos (os subentendidos), que dependem do contexto, da situação de comunicação. (Adaptado de FIORIN, J. L. O dito pelo não dito. In: Língua Portuguesa, ano I, n. 6, 2006. p. 36-37.) Atenção!
  21. 21. OBSERVE: Eu passei o dia inteiro na escola, mas foi bom. Informações explícitas: 1- Eu passei o dia na escola. 2- Esse tempo na escola foi bom. Informação pressuposta: A palavra MAS mostra que geralmente o tempo na escola não é tão bom assim. Sávio parou de beber. -------------------------------------------------------------------------- Embora tenha chovido, esse fim de semana foi muito agradável. ----------------------------------------------------------------------------------------- Os funcionários ainda não receberam o salário deste mês. ------------------------------------------------------------------------------------------- Encontre os pressupostos:
  22. 22. OBSERVE: Eu passei o dia inteiro na escola, mas foi bom. Informações explícitas: 1- Eu passei o dia na escola. 2- Esse tempo na escola foi bom. Informação pressuposta: A palavra MAS mostra que geralmente o tempo na escola não é tão bom assim. Sávio parou de beber. Sávio bebia antes. Embora tenha chovido, esse fim de semana foi muito agradável. Quando chove, o dia não é agradável. Os funcionários ainda não receberam o salário deste mês. Os funcionários já deveriam ter recebido Encontre os pressupostos:
  23. 23. “Eu gosto tanto de você Que até prefiro esconder Deixo assim ficar subentendido Como uma ideia que existe na cabeça E não tem a menor obrigação de acontecer” (Lulu Santos) Os subentendidos são ideias INSINUADAS no texto. Elas não estão escritas, precisamos entender o contexto, ou seja, o tão famoso “ler nas entrelinhas”. VEJA!
  24. 24. - Mário, o que você achou do meu novo filme? - O cenário é bom! -Você está dizendo que o resto está ruim? * O subentendido pode ser negado, pois não está escrito; é o contexto que o torna aparente. Ao dizer que o “cenário é bom”, afirma que o resto não é.
  25. 25. _Você tem relógio? _Filho, leve o guarda-chuva. _ Nossa! Está muito calor lá fora! Analisando subentendidos
  26. 26. UNICAMP- Observe o diálogo:
  27. 27. (ITA-2002) Leia o seguinte trecho com atenção: Iniciamos a jornada, uma jornada sentimental, seguindo as regras estabelecidas. Os cavalos pisavam tão macio, tão macio que parecia estarem calçados de sapatilhas. A rigor não pisavam. Faziam cafuné com as patas delicadas ao longo do caminho. (OLIVEIRA, Raymundo Farias de. Na madrugada do silêncio. Linguagem Viva, n° 142. São Paulo, jun. 2001, p. 2.) O confronto das frases "Os cavalos pisavam" e "A rigor não pisavam" concretiza: a) um desmentido. b) uma indecisão. c) uma ironia. d) uma contradição. e) um reforço.
  28. 28. (ITA-2002) Leia o seguinte trecho com atenção: Iniciamos a jornada, uma jornada sentimental, seguindo as regras estabelecidas. Os cavalos pisavam tão macio, tão macio que parecia estarem calçados de sapatilhas. A rigor não pisavam. Faziam cafuné com as patas delicadas ao longo do caminho. (OLIVEIRA, Raymundo Farias de. Na madrugada do silêncio. Linguagem Viva, n° 142. São Paulo, jun. 2001, p. 2.) O confronto das frases "Os cavalos pisavam" e "A rigor não pisavam" concretiza: a) um desmentido. b) uma indecisão. c) uma ironia. d) uma contradição. e) um reforço.
  29. 29. 4ª) Levando-se em conta os aspectos textuais e visuais da tirinha, assinale a alternativa correta. a) A pergunta de Helga, no primeiro quadrinho, revela que ela quer pedir o divórcio. b) O humor da tira se constrói a partir da possibilidade de Helga ter se casado por duas vezes. c) A pergunta de Eddie Sortudo, no segundo quadrinho, evidencia a ideia de que Hagar é um bom marido. d) A graça da tira está no fato de Eddie Sortudo partir da pressuposição de que Helga não estivesse se referindo a Hagar, seu único marido. e) A fisionomia de Hagar, nos dois quadrinhos, denota sua irritação com o fato de Helga ter se lembrado de seu ex-marido.
  30. 30. 4ª) Levando-se em conta os aspectos textuais e visuais da tirinha, assinale a alternativa correta. a) A pergunta de Helga, no primeiro quadrinho, revela que ela quer pedir o divórcio. b) O humor da tira se constrói a partir da possibilidade de Helga ter se casado por duas vezes. c) A pergunta de Eddie Sortudo, no segundo quadrinho, evidencia a ideia de que Hagar é um bom marido. d) A graça da tira está no fato de Eddie Sortudo partir da pressuposição de que Helga não estivesse se referindo a Hagar, seu único marido. e) A fisionomia de Hagar, nos dois quadrinhos, denota sua irritação com o fato de Helga ter se lembrado de seu ex-marido.
  31. 31. – Relação entre recursos expressivos e efeitos de sentido O uso de recursos expressivos possibilita uma leitura para além dos elementos superficiais do texto e auxilia o leitor na construção de novos significados. Nesse sentido, o conhecimento de diferentes gêneros textuais proporciona ao leitor o desenvolvimento de estratégias de antecipação de informações que levam o leitor à construção de significados.
  32. 32. VEJA!
  33. 33. Tipos de homônimas Sentidos diferentes Perfeitas Som e grafia iguais Homófonas Mesmo som e grafia diferente Homógrafas Mesma grafia e som diferente ATENÇÃO! Paronímia: as palavras parônimas não têm nada igual – grafia, som e significado diferentes
  34. 34.  Polissemia: palavra polissêmica é aquela que reúne vários significados. • Ela me deu uma mão para eu terminar esse trabalho. - refere-se à ajuda. • Gustavo vai pedir a mão de Bia a seu pai esta noite. - refere-se a propor casamento. • Ela entregou o emprego de mão beijada para o amigo. - refere-se a coisas fáceis, sem exigência. • Todos estão com a mão na massa. - refere-se a estar trabalhando em alguma coisa de que se trata no momento.
  35. 35.  Campo lexical: é formado pelas palavras que derivam de um mesmo radical. Assim, o campo lexical ou a família da palavra “pedra”, é pedregulho, pedraria, pedreira, pedrinha, dentre outros.  Campo lexical compreende ainda as palavras que pertencem à mesma área de conhecimento: I- Escola: professor, caderno, aula, livro, apostila, material escolar, diretor, etc. II- Linguagem bíblica: mandamentos, Jesus, Novo Testamento, Apocalipse, Céus, Inferno, discípulos, etc.  Campo semântico: é um conjunto de palavras unidas pelo sentido. Por exemplo, o campo semântico de mãe inclui: mãe-de-família, mãe-de-santo, mãe solteira, terra- mãe, mãe-de-água,… NÃO CONFUNDA
  36. 36. Hiperonímia: •É a palavra que dá ideia de um todo, do qual se originam várias partes ou ramificações. Hiponímia •É exatamente o contrário, o oposto da hiperonímia: É a palavra que indica cada parte ou cada item de um todo.
  37. 37. Que Deus abençoe cada um de vocês! Lembre-se: Você deve fazer a sua parte e esperar, pois Deus sempre estará no controle.

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