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EXERCÍCIOS PARA RECUPERAÇÃO – REDAÇÃO – Professora Stela Garcia
                          (Questões fechadas)

1. "Impossível dar cabo daquela praga. Estirou os olhos pela campina, achou-se isolado.
Sozinho num mundo coberto de penas, de aves que iam comê-lo. Pensou na mulher e
suspirou. Coitada de Sinhá Vitória, novamente nos descampados, transportando o baú de
folha."

O narrador desse texto mistura-se de tal forma à personagem que dá a impressão de que
não há diferença entre eles. A personagem fala misturada à narração. Esse discurso é
chamado:

a) discurso indireto livre

b) discurso indireto

c) discurso explícito

d) discurso direto

2. Marque a alternativa em que o discurso assinalado não corresponda ao trecho ao qual
se refere.

a) " - Perder a eternidade? Nunca." – discurso direto

b) "Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife
falava-se pouco deles." – ausência de discurso

c) "— E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente
deveria haver." – discurso direto

d) "Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade." – discurso indireto

3. “Fui aos alforjes, tirei um colete velho, em cujo bolso trazia as cinco moedas de ouro, e
durante esse tempo cogitei se não era excessiva a gratificação, se não bastavam duas
moedas.”
                                     (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)

  Marque a opção que transpõe para o discurso direto o trecho que, no texto acima,
aparece em discurso indireto.

a) —A gratificação é excessiva! Não bastariam duas moedas?

b) —Se duas moedas são bastantes, a gratificação é excessiva.
c) —Bastam duas moedas; portanto a gratificação é excessiva.

d) —Não é excessiva a gratificação? Não bastam duas moedas?

4. Discurso, em narração, define-se como fala das personagens. No entanto, há um
discurso que marca a onisciência do narrador e caracteriza mais o fluxo interior da
personagem. Ele está presente na seguinte alternativa:

a) "Quem deu a idéia de trazer prima Biela para a cidade foi Constança. Deixa, Conrado,
traz ela pra cá, disse."

b) "Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se não estava se sentindo bem. Dario
abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta."

c) "A voz de Madalena continua a acariciar-me. Que diz ela? Pede-me naturalmente que
eu mande algum dinheiro a mestre Caetano..."

d) "Luísa vestia-se para ir à casa de Leopoldina. Se Jorge soubesse, não havia de gostar,
não! Mas estava tão farta de estar só! Aborrecia-se tanto!"

5. As frases:
                "...não estava fazendo barulho, estava só empurrando a cadeira"
                                                E
                         "...onde diabo meteram a chave da despensa?"

Correspondem, respectivamente a:

a) discurso direto e discurso indireto.

b) discurso indireto e discurso direto.

c) discurso direto e discurso direto.

d) discurso indireto e discurso indireto.

6. "A fúria de Alexandre chegara ao auge, e ele disse que arrombaria a porta, que jamais o
prenderiam ali."
                                                          (A ARMADILHA, Murilo Rubião.)

Assinalar a alternativa que indica a melhor transformação do discurso indireto do texto em
discurso direto:

a) - Arrombarei a porta, jamais me prenderão aqui.

b) - Arrombaria a porta, jamais me prenderiam aqui.

c) - Arrombarei a porta se me prenderem aqui.

d) - Arrombaria a porta se me prendessem ali.

7. Leia com atenção o seguinte trecho para responder à questão 3.

                                        O TIO AQUÁTICO
Então, os peixes jovens, já não era mais possível segurá-los; agitavam as
nadadeiras nas margens lodosas para ver se funcionavam como patas, como haviam
conseguido fazer os mais dotados. Mas precisamente naqueles tempos se acentuavam as
diferenças entre nós (...)
                (Italo Calvino. As cosmicômicas. São Paulo, Companhia das Letras, 1994.)

   As palavras sublinhadas indicam, respectivamente:

a. (   ) finalidade, oposição, comparação, conformidade.

b. (   ) oposição, finalidade, conformidade, oposição.

c. (   ) conformidade, finalidade, oposição, comparação.

d. (   ) finalidade, comparação, conformidade, oposição.

8. Leia o texto a seguir.

      A caricatura não tem por objeto principal fazer rir. Isto é tão certo que há caricaturas
lúgubres. Porque encontra o riso em seu caminho, a caricatura afinal não tem nada duma
arte do riso, como têm avançado muitos autores, e assim a considera o preconceito
corrente. (...)

“ Porque encontra o riso em seu caminho, a caricatura afinal não tem nada duma
arte do riso (...)”

   Nesse trecho, percebemos que o conectivo porque está sendo empregado com um
significado diferente do usual.

A substituição do conectivo que preserva o sentido original do trecho é:

a. (   ) Se encontrar o riso em seu caminho...

b. (   ) Ainda que encontre o riso em seu caminho...

c. (   ) Já tenho encontrado o riso em seu caminho...

d. (   ) Em virtude de encontrar o riso em seu caminho...

9. Indique a alternativa que substitui os   por conectivos adequados.

       ARTITAS SAEM DO PALCO E VIRAM DOUTORES NA ARTE DE FAZER RIR

       Pessoas bem-humoradas podem se prevenir de uma simples dor de cabeça até de
um infarto.    e    a doença já debilitou o paciente? Os grupos que atuam levando um
pouco de alegria para vários hospitais da Capital      médicos e pacientes sabem que rir
também é um santo remédio. (...)
       Criado em 1997, o Doutores do Riso começou um trabalho voluntário em alguns
hospitais da cidade. Cinco anos depois, eles se profissionalizaram.
                                                               Diário de S. Paulo, 7/7/2002.
a. ( ) ou – se – para que – por

b. (   ) ou – se – a fim de que – para
c. (   ) no entanto – caso – assim como – quando

d. (   ) mas – quando – assim como – como

10. Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.

                                          História estranha

        Um homem vem caminhando por um parque quando de repente se vê com sete anos de idade. Está
com quarenta, quarenta e poucos. De repente dá com ele mesmo chutando uma bola perto de um banco
onde está a sua babá fazendo tricô. Não tem a menor dúvida de que é ele mesmo. Reconhece a sua própria
cara, reconhece o banco e a babá. Tem uma vaga lembrança daquela cena. Um dia ele estava jogando bola
no parque quando de repente aproximou-se um homem e…
        O homem aproxima-se dele mesmo. Ajoelha-se, põe as mãos nos seus ombros e olha nos seus
olhos. Seus olhos se enchem de lágrimas. Sente uma coisa no peito. Que coisa é a vida. Que coisa pior
ainda é o tempo. Como eu era inocente. Como os meus olhos eram limpos. O homem tenta dizer alguma
coisa, mas não encontra o que dizer. Apenas abraça a si mesmo, longamente. Depois sai caminhando,
chorando, sem olhar para trás.
        O garoto fica olhando para a sua figura que se afasta. Também se reconheceu. E fica pensando,
aborrecido: quando eu tiver quarenta, quarenta e poucos anos, como eu vou ser sentimental!
                                                  (Luis Fernando Veríssimo, Comédias para se ler na escola)

O discurso indireto livre é empregado na seguinte passagem:

a) Que coisa é a vida. Que coisa pior ainda é o tempo.

b) Reconhece a sua própria cara, reconhece o banco e a babá. Tem uma vaga lembrança
daquela cena.

c) Um homem vem caminhando por um parque quando de repente se vê com sete anos de
idade.

d) O homem tenta dizer alguma coisa, mas não encontra o que dizer. Apenas abraça a si
mesmo, longamente.

                                         (Questões abertas)

1. Nos textos narrativos ficcionais, o narrador pode se valer de três tipos de discurso para
registrar as falas das personagens: o discurso direto, o discurso indireto e o indireto livre,
que é uma fusão dos dois outros tipos.

Leia estes dois trechos do conto “Ao apagar das luzes”, de Lya Luft.
Agora responda:

2. No primeiro trecho, nota-se a presença de mais de um discurso: o do narrador e o das
personagens. As falas das personagens são reproduzidas fielmente. Que tipo de discurso
foi empregado na fala das personagens?

3. Passe para o discurso indireto a frase, do primeiro trecho, “Cada vez mais jovem,
mãe!”, fazendo as adaptações necessárias.

4. No segundo trecho, também se nota a presença de mais de um discurso: o do narrador
e o das personagens. IDENTIFIQUE nesse trecho a frase do narrador.

5. No segundo trecho, IDENTIFIQUE as frases que podem ser atribuídas aos pais e as que
podem ser atribuídas aos filhos.

6. Leia o texto a seguir para responder as questões 7 a 10.

      De repente, aquela garota ficou com uns quilinhos a mais e, por isso, se nega a sair com os
amigos enquanto não emagrecer. Já um desses amigos, que é apaixonado por ela, sente-se cada
vez mais feio e isolado porque o rosto se encheu de espinhas e o nariz não para de crescer.
      Cada um em seu canto, os dois têm um sonho em comum: ser o que não são.
      Ela gostaria de ser a Gisele Bündchen, e ele, o Rodrigo Santoro. Como seria se eles fossem
eles mesmos?

                                         Socorro, sou fofo

        O autor, numa crise de auto-estima (e de autocrítica) — quem não passa por isso?
        Tá bom, eu admito. Não adianta negar, fingir é inútil, de nada vale lutar contra os fatos. Uma
hora na vida a gente tem que assumir, se contentar com o que tem, olhar diante do espelho e
aceitar o que ele nos devolve: sou fofo mesmo, e daí?
        Se pudesse escolher, eu não seria. Queria ser um cara irresistível, musculoso, alto, desses
que fazem as mulheres suspirarem quando passam e cochicharem, vermelhinhas: “Nossa, que
homem!” Eu as esnobaria, as trataria mal. E elas sempre voltariam aos meus braços, claro.
        Infelizmente, a natureza não me deu os traços, os bíceps, a altura, a voz e outros requisitos
necessários para me candidatar a um cargo de Rodrigo Santoro, de Du Moscovis ou Clint
Eastwood na juventude. (Sim, meninas, aquele “tiozinho” de A Menina de Ouro foi um dos maiores
galãs de faroeste.) Não bastassem as deficiências genéticas, uma boa educação acabou de vez
com a possibilidade de uma personalidade canalha, uma postura cafajeste ou, no mínimo, uma
arrogância esnobe.
        Assim sendo, tive desde cedo que apelar para técnicas mais complexas de persuasão,
como a gentileza, o bom papo, as piadas e outras compensações. E não tardou, tendo trilhado com
esforço esse caminho, para começar a ouvir os primeiros: “Ai, você é muito fofo!”
No começo eu chiava. Reclamava, soltava uns palavrões, dava uma ou duas cusparadas no
chão, fechava a cara. Digamos que, diante da possibilidade de ser visto como ursinho de pelúcia,
eu afastava quaisquer equívocos apertando a opção “Conan, o Bárbaro” do meu batcinto. Nesses
momentos, eu preferia ser visto como um tijolo, uma alface ou uma lista telefônica a ser visto como
um (argh!) fofo.
        Aos poucos, no entanto, fui vendo que ser fofo não era o fim do caminho. Não seria
necessário entrar numa clínica de recuperação (FA, Fofos Anônimos) ou numa academia de
ginástica. Havia mulheres que valorizavam um bom “fofo”. Havia até aquelas que, pasmem!,
queriam namorar um “fofo”. Já faz alguns anos que estou “trabalhando” esse meu lado,
aprendendo a ser fofo e não ter vergonha disso. Hoje, como vocês estão vendo, posso falar em
público sobre isso, sem ficar vermelho. Não se iludam, se pudesse escolher, nascia de novo com
1,85 m, jaqueta de couro, barba por fazer, bronzeado e com voz de dublador de protagonista em
filme de ação. Mas a opção, infelizmente, não existe. O que me resta é não só aceitar a (ai, que
horror) “fofura” em mim supostamente contida, como, mais ainda, tentar acentuá-la. Como neste
texto aqui, em que exponho minhas fraquezas, frustrações e angústias a todas vocês. Modéstia e
orgulho à parte, não é uma atitude fofa?
                                                              (Antônio Prata. Capricho, nº 966.)

7. O título e o subtítulo do texto fazem referência a uma “crise de auto-estima (e de
autocrítica)” do autor. Escreva um pequeno parágrafo JUSTIFICANDO por que autor
estava com a auto-estima baixa e em que consiste a autocrítica que ele faz no texto?

8. Releia do 5ª parágrafo, o trecho “eu afastava quaisquer equívocos apertando a opção
‘Conan, o Bárbaro’ do meu batcinto”. Para entender os termos destacados, o leitor
deverá lançar mão de um recurso chamado intertextualidade. Escreva um pequeno
parágrafo explicando o sentido desses termos no texto.

9. No último parágrafo, o autor diz estar “trabalhando” o seu lado “fofo” há anos. Por isso,
não só aceita sua fofura, mas também a acentua ainda mais. Desse modo, pode-se afirmar
que para o autor, escrever o texto Socorro, sou fofo é uma forma de acentuar seu lado
“fofo” e até de aceita-la. Escreva um pequeno texto, justificando essa afirmativa.


10. No trecho “Sim, meninas, aquele ‘tiozinho’ de A Menina de Ouro foi um dos maiores
galãs de faroeste”, o autor emprega uma palavra que é comum na gíria dos jovens de hoje.

a) Qual é essa palavra?

b) Pode-se afirmar que esse termo está adequado em relação a linguagem utilizada no
texto ou o autor cometeu um erro em relação à norma culta padrão? Justifique sua
resposta.

c) Que outra palavra da variedade padrão poderia substituí-la?

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Redacao 8serie-ef

  • 1. EXERCÍCIOS PARA RECUPERAÇÃO – REDAÇÃO – Professora Stela Garcia (Questões fechadas) 1. "Impossível dar cabo daquela praga. Estirou os olhos pela campina, achou-se isolado. Sozinho num mundo coberto de penas, de aves que iam comê-lo. Pensou na mulher e suspirou. Coitada de Sinhá Vitória, novamente nos descampados, transportando o baú de folha." O narrador desse texto mistura-se de tal forma à personagem que dá a impressão de que não há diferença entre eles. A personagem fala misturada à narração. Esse discurso é chamado: a) discurso indireto livre b) discurso indireto c) discurso explícito d) discurso direto 2. Marque a alternativa em que o discurso assinalado não corresponda ao trecho ao qual se refere. a) " - Perder a eternidade? Nunca." – discurso direto b) "Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles." – ausência de discurso c) "— E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver." – discurso direto d) "Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade." – discurso indireto 3. “Fui aos alforjes, tirei um colete velho, em cujo bolso trazia as cinco moedas de ouro, e durante esse tempo cogitei se não era excessiva a gratificação, se não bastavam duas moedas.” (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas) Marque a opção que transpõe para o discurso direto o trecho que, no texto acima, aparece em discurso indireto. a) —A gratificação é excessiva! Não bastariam duas moedas? b) —Se duas moedas são bastantes, a gratificação é excessiva.
  • 2. c) —Bastam duas moedas; portanto a gratificação é excessiva. d) —Não é excessiva a gratificação? Não bastam duas moedas? 4. Discurso, em narração, define-se como fala das personagens. No entanto, há um discurso que marca a onisciência do narrador e caracteriza mais o fluxo interior da personagem. Ele está presente na seguinte alternativa: a) "Quem deu a idéia de trazer prima Biela para a cidade foi Constança. Deixa, Conrado, traz ela pra cá, disse." b) "Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se não estava se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta." c) "A voz de Madalena continua a acariciar-me. Que diz ela? Pede-me naturalmente que eu mande algum dinheiro a mestre Caetano..." d) "Luísa vestia-se para ir à casa de Leopoldina. Se Jorge soubesse, não havia de gostar, não! Mas estava tão farta de estar só! Aborrecia-se tanto!" 5. As frases: "...não estava fazendo barulho, estava só empurrando a cadeira" E "...onde diabo meteram a chave da despensa?" Correspondem, respectivamente a: a) discurso direto e discurso indireto. b) discurso indireto e discurso direto. c) discurso direto e discurso direto. d) discurso indireto e discurso indireto. 6. "A fúria de Alexandre chegara ao auge, e ele disse que arrombaria a porta, que jamais o prenderiam ali." (A ARMADILHA, Murilo Rubião.) Assinalar a alternativa que indica a melhor transformação do discurso indireto do texto em discurso direto: a) - Arrombarei a porta, jamais me prenderão aqui. b) - Arrombaria a porta, jamais me prenderiam aqui. c) - Arrombarei a porta se me prenderem aqui. d) - Arrombaria a porta se me prendessem ali. 7. Leia com atenção o seguinte trecho para responder à questão 3. O TIO AQUÁTICO
  • 3. Então, os peixes jovens, já não era mais possível segurá-los; agitavam as nadadeiras nas margens lodosas para ver se funcionavam como patas, como haviam conseguido fazer os mais dotados. Mas precisamente naqueles tempos se acentuavam as diferenças entre nós (...) (Italo Calvino. As cosmicômicas. São Paulo, Companhia das Letras, 1994.) As palavras sublinhadas indicam, respectivamente: a. ( ) finalidade, oposição, comparação, conformidade. b. ( ) oposição, finalidade, conformidade, oposição. c. ( ) conformidade, finalidade, oposição, comparação. d. ( ) finalidade, comparação, conformidade, oposição. 8. Leia o texto a seguir. A caricatura não tem por objeto principal fazer rir. Isto é tão certo que há caricaturas lúgubres. Porque encontra o riso em seu caminho, a caricatura afinal não tem nada duma arte do riso, como têm avançado muitos autores, e assim a considera o preconceito corrente. (...) “ Porque encontra o riso em seu caminho, a caricatura afinal não tem nada duma arte do riso (...)” Nesse trecho, percebemos que o conectivo porque está sendo empregado com um significado diferente do usual. A substituição do conectivo que preserva o sentido original do trecho é: a. ( ) Se encontrar o riso em seu caminho... b. ( ) Ainda que encontre o riso em seu caminho... c. ( ) Já tenho encontrado o riso em seu caminho... d. ( ) Em virtude de encontrar o riso em seu caminho... 9. Indique a alternativa que substitui os por conectivos adequados. ARTITAS SAEM DO PALCO E VIRAM DOUTORES NA ARTE DE FAZER RIR Pessoas bem-humoradas podem se prevenir de uma simples dor de cabeça até de um infarto. e a doença já debilitou o paciente? Os grupos que atuam levando um pouco de alegria para vários hospitais da Capital médicos e pacientes sabem que rir também é um santo remédio. (...) Criado em 1997, o Doutores do Riso começou um trabalho voluntário em alguns hospitais da cidade. Cinco anos depois, eles se profissionalizaram. Diário de S. Paulo, 7/7/2002. a. ( ) ou – se – para que – por b. ( ) ou – se – a fim de que – para
  • 4. c. ( ) no entanto – caso – assim como – quando d. ( ) mas – quando – assim como – como 10. Leia o texto abaixo e responda a questão proposta. História estranha Um homem vem caminhando por um parque quando de repente se vê com sete anos de idade. Está com quarenta, quarenta e poucos. De repente dá com ele mesmo chutando uma bola perto de um banco onde está a sua babá fazendo tricô. Não tem a menor dúvida de que é ele mesmo. Reconhece a sua própria cara, reconhece o banco e a babá. Tem uma vaga lembrança daquela cena. Um dia ele estava jogando bola no parque quando de repente aproximou-se um homem e… O homem aproxima-se dele mesmo. Ajoelha-se, põe as mãos nos seus ombros e olha nos seus olhos. Seus olhos se enchem de lágrimas. Sente uma coisa no peito. Que coisa é a vida. Que coisa pior ainda é o tempo. Como eu era inocente. Como os meus olhos eram limpos. O homem tenta dizer alguma coisa, mas não encontra o que dizer. Apenas abraça a si mesmo, longamente. Depois sai caminhando, chorando, sem olhar para trás. O garoto fica olhando para a sua figura que se afasta. Também se reconheceu. E fica pensando, aborrecido: quando eu tiver quarenta, quarenta e poucos anos, como eu vou ser sentimental! (Luis Fernando Veríssimo, Comédias para se ler na escola) O discurso indireto livre é empregado na seguinte passagem: a) Que coisa é a vida. Que coisa pior ainda é o tempo. b) Reconhece a sua própria cara, reconhece o banco e a babá. Tem uma vaga lembrança daquela cena. c) Um homem vem caminhando por um parque quando de repente se vê com sete anos de idade. d) O homem tenta dizer alguma coisa, mas não encontra o que dizer. Apenas abraça a si mesmo, longamente. (Questões abertas) 1. Nos textos narrativos ficcionais, o narrador pode se valer de três tipos de discurso para registrar as falas das personagens: o discurso direto, o discurso indireto e o indireto livre, que é uma fusão dos dois outros tipos. Leia estes dois trechos do conto “Ao apagar das luzes”, de Lya Luft.
  • 5. Agora responda: 2. No primeiro trecho, nota-se a presença de mais de um discurso: o do narrador e o das personagens. As falas das personagens são reproduzidas fielmente. Que tipo de discurso foi empregado na fala das personagens? 3. Passe para o discurso indireto a frase, do primeiro trecho, “Cada vez mais jovem, mãe!”, fazendo as adaptações necessárias. 4. No segundo trecho, também se nota a presença de mais de um discurso: o do narrador e o das personagens. IDENTIFIQUE nesse trecho a frase do narrador. 5. No segundo trecho, IDENTIFIQUE as frases que podem ser atribuídas aos pais e as que podem ser atribuídas aos filhos. 6. Leia o texto a seguir para responder as questões 7 a 10. De repente, aquela garota ficou com uns quilinhos a mais e, por isso, se nega a sair com os amigos enquanto não emagrecer. Já um desses amigos, que é apaixonado por ela, sente-se cada vez mais feio e isolado porque o rosto se encheu de espinhas e o nariz não para de crescer. Cada um em seu canto, os dois têm um sonho em comum: ser o que não são. Ela gostaria de ser a Gisele Bündchen, e ele, o Rodrigo Santoro. Como seria se eles fossem eles mesmos? Socorro, sou fofo O autor, numa crise de auto-estima (e de autocrítica) — quem não passa por isso? Tá bom, eu admito. Não adianta negar, fingir é inútil, de nada vale lutar contra os fatos. Uma hora na vida a gente tem que assumir, se contentar com o que tem, olhar diante do espelho e aceitar o que ele nos devolve: sou fofo mesmo, e daí? Se pudesse escolher, eu não seria. Queria ser um cara irresistível, musculoso, alto, desses que fazem as mulheres suspirarem quando passam e cochicharem, vermelhinhas: “Nossa, que homem!” Eu as esnobaria, as trataria mal. E elas sempre voltariam aos meus braços, claro. Infelizmente, a natureza não me deu os traços, os bíceps, a altura, a voz e outros requisitos necessários para me candidatar a um cargo de Rodrigo Santoro, de Du Moscovis ou Clint Eastwood na juventude. (Sim, meninas, aquele “tiozinho” de A Menina de Ouro foi um dos maiores galãs de faroeste.) Não bastassem as deficiências genéticas, uma boa educação acabou de vez com a possibilidade de uma personalidade canalha, uma postura cafajeste ou, no mínimo, uma arrogância esnobe. Assim sendo, tive desde cedo que apelar para técnicas mais complexas de persuasão, como a gentileza, o bom papo, as piadas e outras compensações. E não tardou, tendo trilhado com esforço esse caminho, para começar a ouvir os primeiros: “Ai, você é muito fofo!”
  • 6. No começo eu chiava. Reclamava, soltava uns palavrões, dava uma ou duas cusparadas no chão, fechava a cara. Digamos que, diante da possibilidade de ser visto como ursinho de pelúcia, eu afastava quaisquer equívocos apertando a opção “Conan, o Bárbaro” do meu batcinto. Nesses momentos, eu preferia ser visto como um tijolo, uma alface ou uma lista telefônica a ser visto como um (argh!) fofo. Aos poucos, no entanto, fui vendo que ser fofo não era o fim do caminho. Não seria necessário entrar numa clínica de recuperação (FA, Fofos Anônimos) ou numa academia de ginástica. Havia mulheres que valorizavam um bom “fofo”. Havia até aquelas que, pasmem!, queriam namorar um “fofo”. Já faz alguns anos que estou “trabalhando” esse meu lado, aprendendo a ser fofo e não ter vergonha disso. Hoje, como vocês estão vendo, posso falar em público sobre isso, sem ficar vermelho. Não se iludam, se pudesse escolher, nascia de novo com 1,85 m, jaqueta de couro, barba por fazer, bronzeado e com voz de dublador de protagonista em filme de ação. Mas a opção, infelizmente, não existe. O que me resta é não só aceitar a (ai, que horror) “fofura” em mim supostamente contida, como, mais ainda, tentar acentuá-la. Como neste texto aqui, em que exponho minhas fraquezas, frustrações e angústias a todas vocês. Modéstia e orgulho à parte, não é uma atitude fofa? (Antônio Prata. Capricho, nº 966.) 7. O título e o subtítulo do texto fazem referência a uma “crise de auto-estima (e de autocrítica)” do autor. Escreva um pequeno parágrafo JUSTIFICANDO por que autor estava com a auto-estima baixa e em que consiste a autocrítica que ele faz no texto? 8. Releia do 5ª parágrafo, o trecho “eu afastava quaisquer equívocos apertando a opção ‘Conan, o Bárbaro’ do meu batcinto”. Para entender os termos destacados, o leitor deverá lançar mão de um recurso chamado intertextualidade. Escreva um pequeno parágrafo explicando o sentido desses termos no texto. 9. No último parágrafo, o autor diz estar “trabalhando” o seu lado “fofo” há anos. Por isso, não só aceita sua fofura, mas também a acentua ainda mais. Desse modo, pode-se afirmar que para o autor, escrever o texto Socorro, sou fofo é uma forma de acentuar seu lado “fofo” e até de aceita-la. Escreva um pequeno texto, justificando essa afirmativa. 10. No trecho “Sim, meninas, aquele ‘tiozinho’ de A Menina de Ouro foi um dos maiores galãs de faroeste”, o autor emprega uma palavra que é comum na gíria dos jovens de hoje. a) Qual é essa palavra? b) Pode-se afirmar que esse termo está adequado em relação a linguagem utilizada no texto ou o autor cometeu um erro em relação à norma culta padrão? Justifique sua resposta. c) Que outra palavra da variedade padrão poderia substituí-la?