Aula 01 metodo cientifico

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Aula 01 metodo cientifico

  1. 1. Instituto Federal de Goiás – Campus Uruaçu O Método Científico Disciplina: Metodologia do Ensino de Química Licenciatura em Química - 6º Período Profa: Alécia Maria Gonçalves
  2. 2. IntroduçãoPlatão e Aristóteles (sec V aC) Isaac Newton (sec XVI) O que é Ciência? O que chamamos de conhecimento científico? Como separar a Ciência da pseudo-ciência?
  3. 3. O desafio da Astrologia “Uma época da sua vida vem chegando ao fim. Você acha que ultrapassou a pior parte, mas ainda há que melhorar e conseguir a estabilidade de suas conquistas”.A Astrologia é uma teoria científica?
  4. 4. A Astrologia é uma Ciência? A Astrologia é uma Ciência porque... possui métodos e técnicas estabelecidas Tem teorias e objeto definido Cada pessoa tem um mapa astral...
  5. 5. A Astrologia é uma Ciência?A Astrologia não é uma Ciência Falta aprovação científica Qual é a capacidade preditiva?  Quanto mais genérico, menos verificável  Mesmas observações levam a teorias incompatíveis  Mesma teoria leva a diferentes predições  Impossibilidade de separar o observador do fenômeno observado
  6. 6. A Astrologia é uma Ciência?Poder explicativo Teoria científica precisa dizer porque algo acontece, e não apenas o que acontece... Resultado precisa ser validado... Como se vai saber que o “uma época da vida está chegando ao fim?”
  7. 7. A Astrologia é uma Ciência?Teoria Científica  Diz o que não pode acontecer.  Validade e precisão  Limitação da nossa capacidade de explicação  Produz o avanço do conhecimento  Eu sei hoje mais do que sabíamos ontem...
  8. 8. O que é Ciência? Isaac Newton (sec XVI) Lei da Gravitaçao UniversalBusca de explicação racional do universoTeoria científica Capaz de explicar um parte do mundo
  9. 9. A Ciência avança… Relatividade Geral A velocidade da luz é o Gravitação Universal limite de transmissãofenômeno instantâneo
  10. 10. O que é Ciência?Começamos na ignorância… “Tudo é água”, Tales de Mileto…e acabamos construindo respostas plaúsiveis Tabela periódica dos elementos químicos DNA como base de reprodução
  11. 11. A Visão de PopperKarl Popper Filósofo da ciência mais influente do século XXQuestão central Problema da demarcação  Separar ciência da não-ciência
  12. 12. NÍVEIS DE CONHECIMENTOConhecimento Empírico ou Popular: É o conhecimento do povo, obtido ao acaso, após inúmeras tentativas. É ametódico eassistemático.• Os conhecimentos são transmitidos pela linguagem de uma pessoa a outra, de geração emgeração;• Obtido por meio de experiências feitas ao acaso, sem método e de investigações pessoaisfeitas ao sabor das circunstâncias da vida, por meio de informações dos outros, tradições dacoletividade, ou mesmo da doutrina de uma religião positiva Características  Valorativo  Reflexivo  Assistemático  Verificável  Falível  Inexato
  13. 13. EXEMPLO DE CONHECIMENTOEMPÍRICO OU POPULAR
  14. 14. NÍVEIS DE CONHECIMENTOConhecimento Filosófico• Difícil definição. Caracterizado pela busca das realidades últimas e imediatas da existência, queultrapassam a simples experimentação.• A ferramenta única: a razão humana.• Objetivo: o conhecimento das causas supremas da existência. Busca do saber pelo saber.•Tarefa fundamental: reflexão, procura compreender a realidade em seu contexto mais universal• Método: parte-se do concreto material para o concreto supramaterial, do particular ao universal. Características  Valorativo  Racional  Sistemático  Infalível (?)  Não Verificável  Exato
  15. 15. EXEMPLO DE CONHECIMENTOFILOSÓFICO
  16. 16. NÍVEIS DE CONHECIMENTOConhecimento Teológico ou Religioso• Está relacionado com uma atitude de fé diante de um conhecimento revelado.• Seu fundamento: a fé (experimentável ou não)• Seu objetivo: explicar o por quê da existência em termos da Verdade Revelada. • Aquele que manifesta a Verdade é o revelador. Pode ser o próprio homem ou Deus.• Conhecimento Teológico: é o conhecimento revelado, relativo à Deus, aceito pela fé teológica. • É o conjunto de verdades que os homens chegaram, não com o auxílio de sua inteligência, mas com a aceitação dos dados da Revelação divina.  Características  Valorativo  Inspiracional  Sistemático  Não Verificável  Infalível (?)  Exato
  17. 17. EXEMPLO DE CONHECIMENTO TEOLÓGICO OU RELIGIOSO
  18. 18. NÍVEIS DE CONHECIMENTOCONHECIMENTO CIENTÍFICOO conhecimento científico vai além do empírico, procurando conhecer, além do fenômeno, suas causas e leis.• Não está preocupado no Por quê as coisas são, o que são, e sim no Como as coisas funcionam e podem serutilizadas.Para Aristóteles:“o conhecimento só se dá de maneira absoluta quando sabemos a causa que produziu o fenômeno e o motivo, porque não pode ser de outro modo; é o saber através da demonstração”• CIÊNCIA: é a busca constante de explicações e soluções, de revisão e reavaliação de seus resultados,tendo consciência clara de sua falibilidade e de seus limites. • Não é considerada como algo pronto acabado ou definitivo. • Não é a posse de verdades imutáveis.• DINAMICIDADE DA CIÊNCIA: é a busca contínua de renovação e reavaliação. A ciência é um processo deconstrução. Suas verdades não são absolutas.
  19. 19. NÍVEIS DE CONHECIMENTOConhecimento Científico• No século XX, a ciência, com seus métodos objetivos exatos, desenvolve pesquisas em todas asfrentes do mundo físico e humano, atingindo um grau de precisão surpreendente não só na área dasnavegações espaciais e de transplantes, como nos mais variados setores da realidade. Características  Contingente (diz-se de uma proposição cuja verdade ou falsidade só pode ser concluída pela experiência e não pela razão)  Real  Sistemático  Falível  Verificável  Factual  ≈ Exato  Em construção
  20. 20. EXEMPLO DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO
  21. 21. TRINÔMIO VERDADE – EVIDÊNCIA - CERTEZA Homem possui limitações e a realidade que ele pretende conhecer e dominar é múltipla e complexa. Questão: O homem pode conhecer a verdade, de forma evidente e com toda a certeza? O que não pode ser contradito: a realidade Absoluta: enunciado VERDADE revelada categórico Hipotética: condição Metafísica: abrangência É a manifestação clara, EVIDÊNCIA transparente, desvelada da realidade. É Fato! Moral: conduta do indivíduo Científica: experimentação Religiosa: fé / revelação É o estado que consiste na adesão firme a uma Vulgar ou Comum: fé humana CERTEZA verdade, sem temor de engano Por vezes depende da visão pessoal de mundo!!
  22. 22. O MUNDO A SUA VOLTAÉ ENTENDIDO,DEPENDENDO DAFORMA QUE VOCÊ OVÊ.
  23. 23. A Visão de Popper: Conjecturas e Refutações Teorias como conjecturas Afirmações plausíveis sobre o universo Podem ser submetidas a testes críticos Nunca podemos saber se são verdadeiras ou não Teorias devem poder ser sujeitas a testes Uma teoria deve ser refutável!! Conduzir um experimento que possa rejeitar esta teoria Teoria tem de ser capaz de fazer predição Observações da realidade são experimentos da teoria
  24. 24. Teoria e Observações Teste de uma novo remédio Observar o comportamento de ratos em laboratório Observar as órbitas dos planetas Arquivo de todas as posições dos planetas a cada dia Tycho Brahe Teoria de Copérnico/Newton/Kepler/Galileu é maior que as observações dos planetas Observações de Brahe foram fundamentais para reforçar a teoria
  25. 25. O Método CientíficoDefinições :Quando o homem começou a interrogar-se a respeito dosfatos do mundo exterior, na cultura e na natureza, surgiu anecessidade de uma metodologia da pesquisa científica. PortantoMetodologia é o conjunto de métodos ou caminhos que sãopercorridos na busca do conhecimento. (Andrade, 1997).
  26. 26. O Método CientíficoExemplo :Ao fazer uma descoberta científica, como osoro anti-ofídico, Vital Brasil descreveu ométodo que utilizou para chegar a aqueleresultado, possibilitando aos outros cientistaschegarem ao mesmo soro.Não houve improvisação. O trabalho foirealizado com técnica, precisão eplanejamento.Em Ciência, não se trabalha ao acaso.
  27. 27. Desenvolvimento do Método Conhecimento Homem Gregos → diferença entre conhecimentovulgar e saber científico. Platão (427-347 a.C.) filósofo que discutiuas questões de moral, justiça e saber. Aristóteles (384-322 a.C.)  existia ohomem concreto e não a idéia do homem. Ptolomeu (século II)  astrônomo grego.Escreveu Almagesto (todo conhecimento daAstronomia da época).
  28. 28. Desenvolvimento do MétodoA Revolução Científica inicia-senos séculos XVI e XVII comCopérnico, Bacon, Galileu,Descartes e outros.
  29. 29. Galileu Galilei (1564 - 1642) Deve-se partir daobservação dos fatos para chegar a uma lei geral
  30. 30. Galileu Galilei (1564 - 1642): Observação dos Fenômenos Análise das partes (relações quantitativas) Indução de Hipóteses Generalização dos Resultados Confirmação das Hipóteses Estabelecimentos de Leis Gerais
  31. 31. Francis Bacon (1561 - 1626) : Experimentação Formulação de Hipóteses Repetição Testagem das Hipóteses Formulação de Generalizações e Leis
  32. 32. Galileu Galilei e Francis Bacon são considerados os pais do Método Experimental. Eles descreveram os princípios da experimentação na Metodologia Científica
  33. 33. ene Descartes (1596 - 1650) : Propõe um processo que se afasta, em essência, dos anteriores. Em vez de usar a inferência indutiva, se utiliza da inferência dedutiva (do geral para o particular). A certeza somente poderá ser alcançada pela razão.
  34. 34. Rene Descartes: Quatro princípios: EVIDÊNCIA: não aceitar jamais como verdadeiro uma coisa que não se conheça evidentemente como verdadeira. ANÁLISE: dividir as dificuldades em tantas partes quantas for possível e necessário para resolve-las. SÍNTESE: conduzir ordenadamente o pensamento, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer até culminar com objetos mais complexos, em uma seqüência natural de complexidade crescente. ENUMERAÇÃO: realizar sempre discriminações e enumerações as mais complexas e revisões gerais, de forma a se ter certeza de nada haver sido omitido.
  35. 35. Formas de Raciocínio Indução X Dedução
  36. 36. Indução Fatos parti- Verdadeculares, sufi- geral oucientemente Infere-se universal não aceitos e contida nosconstatados fatos examinados
  37. 37. Indução :Se as premissas são verdadeiras,pode-se dizer que, provavelmente, aconclusão será verdadeira.A fragilidade do argumento indutivo jáfoi discutido por muitos autores.
  38. 38. Indução  exemplos :Premissa: Terra, Marte, Vênus,Saturno, Netuno são todos planetas.Observação: Terra, Marte, Vênus,Saturno, Netuno não têm luz própria.Conclusão: Todos os planetas nãobrilham com luz própria Observações Conclusão particulares Geral
  39. 39. Indução  exemplos : Premissa João, José, Pedro são homens.Observação João, José, Pedro são mortais. portantoConclusão Todo homem é mortal.
  40. 40. Espécies de Indução : Indução Vulgar: Generaliza a partir de poucos casos observados superficialmente, sem critérios, podendo facilmente induzir ao erro. Conheço 3 rapazes que não levam a vida a sério.portanto todos os rapazes não levam a vida a sério.
  41. 41. Espécies de Indução : Indução Formal: Tem como ponto inicial a enumeração de casos de uma mesma espécie ou gênero.Premissa Os corpos A, B e C atraem o ferro. Observação Os corpos A, B e C são todos imãs. portanto Conclusão Todos os imãs atraem o ferro.
  42. 42. Espécies de Indução : Indução Científica: Generaliza a relação entre dois fenômenos e desta relação resulta uma lei.Observação A célula animal é formada por citoplasma e membranas.Observação A célula vegetal é formada por citoplasma e membranas. portantoConclusão Toda célula tem uma estrutura básica formada por citoplasma e membranas.
  43. 43. Exemplos de pesquisas com argumento Indutivo : Lei da gravitação universal de Newton. Equação de pêndulo de Galileu Galilei. 1ª, 2ª e 3ª Leis de Newton. Pesquisas estatísticas (ex: eleições). Todas pesquisas epidemiológicas. Todos os testes com remédios evacinas. Pesquisas agropecuárias.
  44. 44. DeduçãoParte-se de Chega-se a princípios um(premissas) Deduz-se conseqüente universais menos geral
  45. 45. Metodologia Científica Dedução A dedução é a argumentação que torna explicitas verdades particulares contidas em verdades universais. O ponto de partida é o antecedente, que afirma uma verdade universal. O ponto de chegada é o conseqüente que afirma uma verdade menos geral ou particular.
  46. 46. Metodologia CientíficaDedução  exemplos : Antecedente Todo homem é mortal.Observação Pedro é um homem. portantoConseqüente Pedro é mortal.
  47. 47. Metodologia CientíficaDedução categórica  exemplos : Antecedente Toda criança tem pais.Observação Gilberto é uma criança. portantoConseqüente Gilberto tem pais.
  48. 48. Metodologia CientíficaDedução hipotética  exemplos : Antecedente Quem estuda, passa nos exames.Observação Henrique estuda. portantoConseqüente Henrique passará nos exames.
  49. 49. Metodologia CientíficaExemplos de pesquisas com argumento Dedutivo : A luneta astronômica de Galileu Galilei. Pára-raios de Benjamin Franklin. A pilha de Alessandro Volta. A lâmpada de Thomas Alva Edson. A Teoria da Relatividade de A.Einstein. As ondas de rádio de Henrich R. Hertz. Todas as pesquisas teóricas.
  50. 50. Metodologia Científica Indução X Dedução Ambas se fundamentam em premissas. Dedutivo: premissas verdadeiras levam invariavelmente a conclusões verdadeiras. Indutivo: premissas verdadeiras conduzem a conclusões prováveis.
  51. 51. Metodologia Científica Indução X DeduçãoTodo pesquisador deve optar emdesenvolver sua pesquisa com um dos doisargumentos: indutivo ou dedutivo.A forma de raciocínio é a primeiradefinição da Metodologia de uma pesquisa.Você já decidiu de que forma vocêpretende trabalhar ?Que tal discutir com o seu orientador ?
  52. 52. Metodologia CientíficaProposta para a semana : Refletir e discutir a forma de raciocínio mais adequada para sua pesquisa. Conversar com o seu orientador sobre o assunto. Dúvidas: Ler as ‘Leituras Recomendadas’ e conversar com o Professor de Metodologia Científica sobre o assunto. Fim.
  53. 53. O Método Científico: visão idealizada Questões Problema Hipóteses Observações Metodologia Refutação/ Experimento Não-refutação Analise
  54. 54. O metodo científico
  55. 55. O Método Científico em Cinco Partes Observação  Entender seu objeto de estudo tanto quanto sua capacidade de observação permite Hipótese  Formular uma hipótese a partir da análise dos dados Previsões  Usar a hipótese para predizer os resultados de novas observações Experimento  Desenvolver experimentos para testar suas predições.  Repetir os passos de predição e experimentação até reduzir discrepâncias entre teoria e observações. Teoria  Construir uma teoria que provê um conjunto coerente de proposições que explicam uma classe de fenômenos.
  56. 56. O que é um problema? Algo que não pudemos explicarProblemas • Como os planetas se movem? • O que causa o cólera? • O que causou a extinção dos dinossauros? • Ë possível colorir qualquer mapa com apenas 4 cores?A ciência é um processo de solução de problemas.
  57. 57. O que é a explicação científica ? Desenvolvimento de uma teoria que prevê os fenômenos observadosGeoinformação ofere um tipo especial de explicação: conhecimento como construção.Os programas são teorias formais de explanação de fenômenos sociais e naturais.  (re)usáveis em experimentos  Compreensíveis
  58. 58. O que é uma hipótese ? A semente de uma nova teoria para resolver o problema.Examplos • Os planetas giram em torno do Sol • Cólera é transmitido ao beber água contaminada • Os dinossauros desapareceram por uma mudança climática causada pela queda de um asteróide • Qualquer mapa pode ser colorido com um máximo de 4 cores.
  59. 59. O que é um experimento? Um teste reprodutível da hipótese Examplos • Calcular e observar as posições dos planets • Analisar a conexão entre as fontes de água potável e os casos de cólera • Encontrar evidências para o impacto do meteorito • Estabelecer um procedimento formal que permita colorir qualquer mapa
  60. 60. O método científico na prática Hipóteses precisam ser refutáveis (o que nem sempre é o objetivo do trabalho) Os experimentos precisam ser reprodutíveis Os resultados precisam ser comunicados Os métodos e resultados precisam ser criticados„war stories“ não são científicas
  61. 61. Como achar um bom problema Definir seu problema é a parte mais difícil Seja modesto! Concentre-se em achar um problema bem-definido Clareza é fundamental (i.e., escrever sempre!)
  62. 62. Como projetar experimentos Requisitos de uma boa metodologia fornecer evidências a favor e contra a hipótese incluir um ou mais experimentos ser inovadora no caso de um doutorado
  63. 63. Escopo de AtuaçãoProgramas de pos-graduação Sensoriamento Remoto Computação Aplicada (Ciência da Computação)Algumas questões O Sensoriamento Remoto é uma ciência ou uma técnica? Qual o fundamento metodológico de uma tese em SR? A Computação é uma ciência ou uma técnica? Qual o fundamento metodológico de uma tese em CC?
  64. 64. Tipos de PesquisaNem toda pesquisa é feita da mesma formaOs métodos de pesquisa são bem diversos dependendo do campo de conhecimentoQuais são os tipos mais comuns de pesquisa no ambiente do INPE?
  65. 65. Sensoriamento RemotoRemote Sensing involves gathering data and information about the physical "world" by detecting and measuring radiation, particles, and fields associated with objects located beyond the immediate vicinity of the sensor device(s).Remote Sensing is a technology for sampling electromagnetic radiation to acquire and interpret non-immediate geospatial data from which to extract information about features, objects, and classes on the Earths land surface, oceans, and atmosphere.
  66. 66. Sensoriamento RemotoConhecer física do imageamento Tipo do sensor Comportamento espectral do alvoConhecer objetos estudados Domínio do conhecimento – disciplinas específicas Características dos objetosProblema da resolução temporal Objetos interessantes – variam no tempo Imagem é uma retrato num instante de tempo
  67. 67. Sensoriamento Remoto: Ciência ou Técnica?Ciência do Sensoriamento Remoto Comportamento Espectral de Alvos Física de Radiação Construção de Detectores e Sensores Análise de Desempenho dos Sensores Processamento de Imagens de Sensores RemotosAplicações Emergentes Imagens Superespectrais e hiperespectrais
  68. 68. Organização tradicional de Teses em SRIntroduçãoRevisão Bibliográfica (opcional)Descrição da Área de EstudoMateriais e MétodosResultadosConclusões e Estudos FuturosAté que ponto esta organização reflete um trabalho científico ou um simples relatório de projeto?
  69. 69. Estrutura das teses de SRJustifica o artigo “Is the scientific paper a fraud?”A tese de Sensoriamento Remoto (na forma inpeana dos orientadores) é uma fraude!Apresenta a metodologia como uma “inspiração divina”Fraude conceitual: não explica o que realmente aconteceu!Consequência: leitor (aluno) não consegue entender como o trabalho foi feito.
  70. 70. Organização melhorada de Teses em SRIntrodução Problema científico (questão e contribuição esperada)Metodologia Revisão bibliográfica Indicação da contribuição da teseExperimento (Estudo de Caso) Descrição da Área de Estudo (Materiais)Conclusões e Estudos FuturosSeparar materiais e métodos!Vantagem: contribuição teórica fica destacada
  71. 71. O que fazer se seu orientador é conservador?Melhorar a estrutura padrãoEscrever a introdução como muito cuidado Destacar sua contribuiçãoSeparar os materiais e métodos Coloque os métodos antes dos materiaisDê o paper do Medawar para o orientador ler!
  72. 72. Temas de TrabalhoSensoriamento Remoto Experimentação com dados em campoGeoinformação Organização de dados e conceitosComputação Construção de artefatos
  73. 73. Exemplos de Temas de TeseMurilo: Áreas de Risco para Raiva em Áreas Rurais Explicar a ocorrência da raiva através da análise espacial da distribuição dos morcegos hematófagos e dos animais afetadosMarcelo: Análise da Criminalidade em São Paulo A partir de indicadores intra-urbanos, é possível determinar áreas de risco para certos tipos de criminalidade Hipótese implícita: seu processo de análise permitirá ter acesso a dados socioeconômicos que até pouco tempo não estavam disponíveis e poderemos mudar as conjecturas sobre criminalidade
  74. 74. Exemplos de Temas de Tese Delano: Prospecção de Hidrocarbonetos na Amazônia “Utilização da imagem TM integrado num ambiente de geoprocessamento para identificação de possíveis áreas de petróleo e gás” Hipótese É possível observar fenômenos naturais de forma indireta pelos seus efeitos sobre outras propriedades do ambiente (relação causa-efeito) Através de uma medida multiespectral é possível discriminar entre diferentes fenômenos naturais porque as características físico- quimicas dos materiais são diferentes para diferentes comprimentos (causa-efeito) Cadeia de relações de causa-efeito Conjectura - modelo prospectivo (sofisticado) representável computacional
  75. 75. Estrutura de Teses em ComputaçãoComputation is synthetic in the sense that many of the phenomena computer scientists and engineers study are created by humans rather than occurring naturally in the physical world.Fred Brooks  When one discovers a fact about nature, it is a contribution per se, no matter how small. Since anyone can create something new [in a synthetic field], that alone does not establish a contribution. Rather, one must show that the creation is “better”.
  76. 76. Estrutura de Teses em ComputaçãoBrooks noted that researchers in a synthetic field must establish that their creation is better.“Better” can mean many things  “solves a problem in less time,”  “solves a larger class of problems,”  “is more efficient of resources,”  “is more expressive by some criterion,”  “is more visually appealing in the case of graphics,”  “presents a totally new capability,” etc.
  77. 77. Estrutura de Teses em Computação A key point about this type of research is that the “better” property is not simply an observation. Rather, the research will postulate that a new idea — a mechanism, process, algorithm, representation, protocol, data structure, methodology, language, optimization or simplification, model, etc. — will lead to a “better” result. For researchers in the field, making the connection between the idea and the improvement is as important as quantifying how much the improvement is. The contribution is the idea, and is generally a component of a larger computational system.
  78. 78. De que vale a integração num ambiente degeoprocessamento?É o ponto principal dos trabalhos (raiva, homícidios, detecção de hidrocarbonetos)?Qual o papel da “integração num ambiente de geoprocessamento”? Ferramenta de observação e de inferência Vai dar para determinar um modelo de risco para a raivaO que acontece quando passamos dos conceitos para um modelo de dados computacional? Transformar visão de mundo em idéias Transformar idéias em modelo quantitativo formal (escolha de uma representação computacional)
  79. 79. De que vale a integração num ambiente degeoprocessamento? O que há de comum entre raiva, homicídios e óleo? Construção de um modelo de dados para representar computacionalmente um fenômeno Escolha de atributos (baseados em pressupostos) Escolha de representação do espaço Escolha de procedimentos computacionais que geram uma superficie de resposta (partição do espaço) Análise do resultado (refutabilidade) Conhecimento como construção Materialização de conceitos em modelos de inferência  Grande número de pressupostos (devem ser evidenciados)
  80. 80. Pesquisa Teórica ou PesquisaAplicada? “Minha convicção pessoal é que a separação do trabalho teórico da prática é artificial. Muito do trabalho prático feito em Computação não tem solidez porque as pessoas que o fazem não tem uma compreensão objetiva dos princípios fundamentais de sua área. Boa parte da pesquisa teórica e abstrata é estéril por não ter ponto de contacto com a realidade. Todos os grupos de pesquisa em Computação deveriam criar uma atmosfera em que esta separação não venha a ocorrer”. Tony Hoare

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