Globalização e pós modernidade aula de geografia prof. silvânio barcelos

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Aula de geografia GLOBALIZAÇÃO E PÓS-MODERNIDADE prof. Silvânio Barcelos

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Globalização e pós modernidade aula de geografia prof. silvânio barcelos

  1. 1. 1 PÓS-MODERNIDADE e GLOBALIZAÇÃO Prof. Silvânio Barcelos Palavras do professor Seja muito bem-vindo ao módulo Pós-modernidade e Globalização do seu curso de Geografia. Você será convidado a experimentar, de forma autônoma e crítica, os limites e as possibilidades educacionais de temáticas pós-modernas em suas interfaces com o mundo contemporâneo marcado pela globalização. É nosso sincero desejo que você aproveite ao máximo todos os conteúdos com os quais poderá interagir de forma dinâmica e racional. Ao estudar, reflita sobre as questões que permeiam nossa prática enquanto educadores, buscando, assim, alternativas viáveis aos problemas cotidianos enfrentados no ambiente escolar, aprimorando, assim, seus conhecimentos. Aproveite ao máximo tudo o que está aqui disponibilizado, pois esse material foi preparado pensando em você. Sobre o módulo PÓS-MODERNIDADE e GLOBALIZAÇÃO De acordo com o filósofo francês Jean-François Lyotard (1924-1998) a experiência da pós-modernidade deriva da diminuição de nossas crenças em concepções totalizantes da história, que preconizavam normas de conduta e valores éticos para as sociedades ocidentais. No mesmo espaço de tempo em que a razão iluminista e a ciência melhoraram nossas condições de vida, elevando os níveis de saúde e de educação, também possibilitaram a produção de armas de destruição em massa, além de alterar as condições climáticas, ameaçando assim a própria vida no planeta. Guy Debord, na sua instigante obra “A sociedade do espetáculo” referenda um mundo sem estabilidade e estigmatizado pela ideologia desenfreada do consumismo e da alienação provocados pelos poderes econômicos e intensa atuação da mídia.
  2. 2. 2 Globalização Para que se compreenda o conceito de pós-modernidade, no Ocidente, é importante que conheçamos antes o fenômeno que a antecedeu e que, também, de certa forma desencadeou sua existência: a globalização. O que é globalização? PROF. FLÁVIO TROVÃO: Globalização foi desencadeada no final da década de 1970 com objetivo de combater a crise econômica na Inglaterra e EUA. Margareth Thatcher e Ronald Reagan incentivaram a instalação de indústrias e empresas nos países em desenvolvimento, como o Brasil. MOTIVO: Mão de obra barata, menor impostos e novos mercados consumidores. Com essas medidas o dinheiro passou a circular pelo globo nascendo assim o capital transnacional e a modernização da comunicação e da tecnologia. VISÃO CLÁSSICA: Outra linha teórica defende que a globalização tem mais de 400 anos. Para o professor e consultor econômico Antônio Luiz da Costa, os acontecimentos iniciados na década de 1970 só aceleraram um processo que começou a ser formado no final do século XV: a. Cristóvão Colombo e Vasco da Gama conectaram as Américas e a Ásia ao mercado europeu. b. 20/março/1602: Fundação da Companhia das Índias Orientais: Surgimento do mundo das bolsas de valores, das sociedades anônimas e das transnacionais. c. Ao juntar 65 navios de mercadores holandeses, ela tinha participação pública e privada e um objetivo claro: conquistar territórios produtores de especiarias, a base do comércio mundial no século XVII, exatamente como fazem os globalizados do século XXI. Antes de iniciar nossos estudos, vamos refletir um pouco? Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos ??? Então... O que você faria com 100 mil Reais de salário por mês? E o Que você faria com menos de 2 Reais de salário por dia? Podemos dizer que a globalização produz seus efeitos de forma igualitária para todas as camadas sociais?
  3. 3. 3 VISÃO MARXISTA a. Globalização é a fase mais adiantada do capitalismo b. CONCEITO: Sistema político-econômico que visa acumulação do capital através do lucro. A sociedade é dividida em duas classes: donos dos meios de produção (burguesia, elite) e os trabalhadores (proletários). c. A MAIS VALIA: trabalho excedente do empregado que não lhe é remunerado. d. INÍCIO: Século XVI com o fim do regime feudal e o surgimento de uma nova classe: A burguesia e. Fases do desenvolvimento capitalista: f. 1. Capitalismo comercial: grandes navegações, escravidão, comércio triangular e acumulação primitiva do capital. MERCANTILISMO g. 2. Capitalismo industrial: 1ª Revolução Industrial: máquina à carvão (vapor), produção de mercadorias, doutrina liberal (estado mínimo de Adam Smith), “laissez- faire” ou a livre-concorrência. h. 3. Capitalismo financeiro: 2ª Revolução industrial: divisão do trabalho, fabricação em série (fordismo), linha de montagem, alta concentração de capital. MONOPÓLIOS e OLIGOPÓLIOS. i. 4. Capitalismo informacional: 3ª Revolução industrial: começa após a 2ª Guerra Mundial, advento da internet e aceleração do fluxo de capitais. Ideia de sociedade de classes perde o sentido. Alta exploração da mão de obra. VISÃO HUMANISTA De acordo com o professor e geógrafo Milton Santos, globalização é o apogeu do mundo capitalista de um processo que conhecemos como internacionalização do mundo globalizado. Os fatores que levaram a este processo são: a unicidade da técnica, a convergência dos momentos, o conhecimento do planeta e a mais valia globalizada. Zygmunt Bauman, um dos mais importantes sociólogos contemporâneos, analisa o processo da globalização dando ênfase às Consequências humanas: A supressão do tempo e espaço e o avanço da tecnologia polarizaram a sociedade, onde quem tem mobilidade se exime das responsabilidades, restando aos localizados lamber as feridas. Para ele, nós vivemos em um mundo com duas realidades distintas: nossa sociedade é de consumo enquanto a grande maioria é consumida na miséria. O que Bauman diz em sua obra é que a globalização beneficia apenas àqueles que possuem mobilidade, o que quer dizer poder econômico e a liberdade advinda dele. Desta forma, o abismo que separa ricos e pobres no mundo atual está cada vez mais profundo. Fatores que levaram à globalização do mundo: avanço da tecnologia, principalmente de comunicação; anulação das distâncias onde a difusão da informação é instantânea; conhecimento total do planeta, exceto as partes mais profundas dos oceanos e o surgimento de uma economia global.
  4. 4. 4 Globali- Zação Como Perversi- dade Uma Outra Globa- lização Globali-zação Como Fábula Vários pensadores contemporâneos discutem o grave problema do consumismo no mundo atual, entre eles destacamos Guy Debord e sua seminal obra “A sociedade do Espetáculo”. Numa brilhante analogia, Debord define o “espetáculo” como a necessidade de consumo imposta pelos interesses hegemônicos através de intensa propaganda. Vale lembrar que está em questão o conceito de consumismo como modalidade de consumo banal voltado mais para o entretenimento que as necessidades reais. Sem dúvida, este é um problema para as sociedades contemporâneas. Segundo Debord já não é mais a mercadoria que interessa, mas sim o ato de consumir. Por uma outra globalização Para Milton Santos a realidade é mediocremente construída resumindo vários contextos em uma única abordagem, refém dos detentores do dinheiro, poder e da informação. Deslocando-se dessa visão equivocada torna-se necessário entender a existência de três mundos distintos: Para aprofundar mais o assunto indicamos a vídeo-reportagem realizada com o geógrafo Milton Santos, onde se discute os problemas da globalização. Link: https://www.youtube.com/watch?v=- UUB5DW_mnM Como educadores/as, de que maneira poderíamos abordar a questão do consumismo e as consequências dele advindas para a vida das pessoas no mundo atual?
  5. 5. 5 A FÁBULA: No intuito de legitimar as construções imaginárias que configuram e perpetuam o sistema, os chamados “formadores de opinião” fazem uso da mais elementar e eficaz arma: a “repetição”, que, ao contrário do que a aparente obviedade ilude, não extingue possíveis ideologias, mas as concretizam. Como é o caso do mito da aldeia global. A PERVERSIDADE: A mesma globalização que cria a utópica cidadania universal para uns (poucos) faz alastrar-se males morais e sociais na esquecida maioria. A OUTRA GLOBALIZAÇÃO: Possibilidade real de mudanças. Uma outra globalização supõe uma mudança radical das condições atuais, de modo que a centralidade de todas as ações seja localizada no homem e não mais no dinheiro. A Pós-Modernidade Para o filósofo francês Jean-François Lyotard, a consciência pós-moderna é a consciência de um fracasso: O fracasso da modernidade! Trata-se, conforme ele, um despertar maldito de um sonho colorido, quer seja o sonho de que a ciência e a racionalidade iluminista resolveriam todos os problemas humanos e traria a felicidade ao mundo. Este sonho, a utopia de um mundo perfeito, foi completamente enterrado com a 2ª Guerra Mundial e a destruição de Nagasaki e Hiroshima por bombas nucleares. Desde então, as comunidades ocidentais experimentam um compreensível desencanto pela ciência e pela razão. E Antes de iniciar estes estudos o convidamos para refletir de modo crítico sobre as duas charges abaixo: A Idade Moderna não coincide no tempo com o advento da modernidade, sendo que esta teve seu início com as profundas transformações ocorridas no início da Idade Contemporânea, que como sabemos determinou o fim da Idade Moderna com a Queda da Bastilha na França no ano de 1789. Costuma-se associar modernidade aos avanços provocados pela industrialização do mundo ocidental.
  6. 6. 6 Em conformidade com o filósofo Luiz Felipe Pondé, em suas leituras das obras de Zygmunt Bauman, o homem e a mulher pós-modernos estão a anos-luz da ideia de solução. Marcados pela angústia porque parece haver algo de errado, são obcecados pelas questões filosóficas existencialistas: de onde viemos, quem somos, para onde vamos? Bauman utiliza-se da metáfora da “Ética do inverno” para analisar a condição em que todos nós, de uma forma ou de outra, vivemos no mundo pós-moderno. Segundo essas formulações, vivemos como se tivéssemos que caminhar sobre uma fina camada de gelo, se pararmos ela se quebra, daí a necessidade de estarmos sempre em movimento. Este notável sociólogo, indaga em suas formulações: “afinal de contas, corremos para onde mesmo”? Pós-modernidade e as relações humanas As relações sociais no mundo atual são objeto de investigações e debates tanto nos meios acadêmicos com fora deles. O pensamento sociológico de Bauman, sem dúvida alguma, constitui referência para esta importante temática que, em maior ou menor grau afeta a vida de todos. De acordo com ele, vivenciamos profundas mudanças de comportamento em um mundo instável e marcado por incertezas. Para ele, o individualismo mudou de forma radical a forma como entendemos o sentido da palavra amigo. Em passagem irônica de seu livro Modernidade Líquida, Bauman pergunta quantos amigos temos de fato, se na verdade para a maioria das pessoas pós-modernas o número de contatos virtuais é ilimitado? Para Bauman, amigos na pós-modernidade pode significar apenas “contatos virtuais”, ou seja, uma nova forma de relacionamento toma forma nas sociedades atuais. Bauman desvela em suas observações sociológicas as mudanças ocorridas com as relações religiosas nas sociedades ocidentais. Para ele, se trata de formas amplamente subjetivadas e, por isso, nos limites estreitos do particular. Trata-se, portanto da conjugação entre a liberdade e os interesses pessoais. Indicamos a palestra realizada no Café Filosófico pelo Luiz Felipe Pondé, onde se discute aspectos interessantes da pós-modernidade à luz da corrente filosófica. Visite o site, e assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=58MMs5j3TjA Indicamos a entrevista gravada com Zymunt Bauman, onde ele fala sobre as relações sociais e os laços humanos. Visite o site e aproveite o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=LcHTeDNIarU
  7. 7. 7 Amor Líquido: título de uma importante obra de Zygmunt Bauman, onde o autor apresenta o resultado de suas observações acerca das relações amorosas pós-modernas, demonstrando de forma simples, nem por isso menos complexas, a fragilidade dos laços humanos. O autor assevera que no mundo pós-moderno as relações são assim caracterizadas: Iniciam-se e se findam com extraordinária fluidez: Falta de comprometimento Busca incessante por prazer Como o prazer é momentâneo, em pouco tempo as relações são trocadas por outras. Cada parceiro ocupa seu próprio espaço no interior dos relacionamentos. Qualquer transgressão é entendida como violação de direitos. Relacionamentos virtuais: Descartáveis Romances líquidos, flexíveis Entre celulares e iphones vive-se uma solidão ilusoriamente acompanhada. Temor ao amor por outra pessoa e o comprometimento. Profunda contradição: De um lado a vontade de ser livre (individualismo) De outro a constante busca por alguém ideal, como se existisse uma pessoa perfeita. Religião no mundo pós-moderno: salvo expressivas exceções, baseiam-se costumeiramente nos princípios de respeito à liberdade e individualidade. Lembre-se! Bauman não se refere às religiões em particular, mas sim, seus estudos sociológicos referem-se a tendências comportamentais observáveis em contextos urbanos de parte da Europa. David Paul Ausubel defende, em suas formulações, uma pedagogia baseada na “aprendizagem significativa”, teoria que foi disseminada por expressiva parcela de pensadores na área da educação. De forma bem simplificada, sua teoria postula que o conhecimento só é construído na relação ensino/aprendizagem, se possuir a prerrogativa de significar algo para o sujeito. Tendo em vista tudo que vimos neste capítulo, com relação à condição e o comportamento humano na pós-modernidade, tente imaginar o cotidiano em salas de aulas, com alunos/as irrequietos, com múltiplas identidades, que são bombardeados continuamente com uma carga muito grande de informação e, sobretudo, carentes (salvo importantes exceções). Depois, enumere realizando comparações entre o que você viu sobre a pós-modernidade e o quadro imaginado. Tire suas conclusões, compare, mensure, critique, construa seu próprio conhecimento a partir do que já possui. CONQUISTE...
  8. 8. 8 Educação na era planetária Edgar Morin, economista, historiador, geógrafo e advogado, defende a incorporação dos problemas cotidianos ao currículo e a interligação dos saberes. Critica o ensino fragmentado. Ele vê a sala de aula como um fenômeno complexo, que abriga uma diversidade de ânimos, culturas, classes sociais e econômicas, sentimentos... Um espaço heterogêneo. Para ele, os currículos desconsideram a emoção, o desejo, o medo, a incerteza, a paixão humana. As disciplinas não se comunicam entre si. Se tudo está interligado na realidade humana, então, deduz Morin, o sistema educacional, salvo importantes exceções, não está preparado adequadamente para um ensino/aprendizagem significante. O conhecimento deve ser fruto do esforço de todos os atores no processo do ensino/aprendizagem, onde o aluno, à partir de sua experiência no mundo, constrói novos saberes que vão se integrando ao que já adquiriu. Neste processo, o/a educador/a deixa de ser o centro do processo para se constituir como parceiro na dinâmica educacional. Lembremos de Paulo Freire, que na clássica obra “Pedagogia do Oprimido”, nos fala nos seguintes termos: “O educador, que aliena a ignorância, se mantém em posições fixas, invariáveis. Será sempre o que sabe, enquanto os educandos serão sempre os que não sabem. A rigidez dessas posições nega a educação e o conhecimento como processo de busca.” (Freire, 2005, p. 67). Edgar Morin, pensando em uma relação de ensino/aprendizagem para a “era planetária”, sugere observar a “natureza incerta do conhecimento”. Sempre existe o risco de erro, de ilusão. A percepção que temos do mundo exterior não é uma espécie de fotografia dos nossos olhos. Os estímulos luminosos recebidos pela retina são traduzidos por uma infinidade de células em sinais binários. Os sinais são transportados pelo nervo óptico ao cérebro onde se tornam uma percepção. Todo o conhecimento é uma tradução, uma reconstrução. Morin propõe um ensino voltado para a realidade cotidiana do aluno, com toda sua complexidade. Desta forma haverá significação no processo ensino/aprendizagem.
  9. 9. 9 Essas questões apontadas por Morin desvelam o caráter subjetivo do conhecimento humano. Estamos constantemente em transformação, a vida em torno de nós é transformada a cada instante. Quando se propõe para as relações educacionais levar em consideração o caráter humano subjetivo, deseja-se um ensino/aprendizagem que possua significação para todos. Para isso necessitamos compreender a natureza destas transformações. Neste sentido, Morin sugere a observação do que convencionou chamar de “teoria da complexidade”. Convidamos a você, estudante, a empreender uma viagem maravilhosa através das formulações deste autor, construindo desta forma, seu próprio conhecimento. Teoria da complexidade (Edgar Morin) A pertinência Conhecimento pertinente permite situar informações recebidas no seu contexto geográfico, cultural, social, histórico. Correlação entre o todo e a parte Na complexidade não há só a parte que constitui o todo, há também o todo na parte.  Exemplo 1:  Cada célula da pele humana contém a totalidade de seu patrimônio genético, embora grande parte esteja inibida, exprimindo-se somente as que compõem o tecido celular. No entanto a partir dessa célula pode-se criar um clone total do organismo.  Exemplo 2: Um copo de vinho do Porto  Existem partículas no copo de vinho que se formaram nos primeiros segundos do Universo, como o hidrogênio e os derivados do átomo do carbono.  Outras elementos derivaram-se da evolução do mundo vegetal. Num copo de vinho do Porto temos toda a história do Cosmos e, simultaneamente, a originalidade de uma bebida encontrada apenas na região do Porto. Se, de acordo com Morin, cada parte está integrada ao todo e no todo contém cada parte, no que se refere às relações humanas, e também às relações educacionais, poderíamos dizer que também são integradas?
  10. 10. 10 Sociedade planetária Cada indivíduo é uma parte da sociedade, da mesma forma que a sociedade como um todo se encontra em cada indivíduo através da:  Linguagem  Cultura  Família “Somos indivíduos no planeta, e o planeta está em cada um de nós” Edgar Morin nos lembra que A “realidade humana não é só ciências humanas, ela se encontra também nas ciências biológicas, somos animais. Somos também máquinas físico- químicas, térmica. Somos formados pelas mesmas partículas que constituíram o universo. Fazemos parte da aventura do cosmos, da vida. O sistema educacional mundial desprezou essa consciência e o resultado foi um mundo devastado e ameaçador. Desta forma, Morin nos mostra como tudo está integrado no universo, bem como nas relações humanas, para ele, nas escolas deve-se ensinar o princípio da autonomia. Vamos refletir? Na era planetária, o que é ser humano? Que é identidade humana? Qual é a condição humana? Indicamos a vídeo-conferência proferida por Edgar Morin, onde o autor faz um resumo interessante de suas teorias educacionais. Assista e aproveite ao máximo: https://www.youtube.com/watch?v=kzHjJd3cJCg
  11. 11. 11 Bibliografia e fontes consultadas • Ausubel, D. P. A aprendizagem significativa. São Paulo: Moraes, 1982 • Bauman, Zygmunt. Globalização: as conseqüências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 1999. • Bauman, Zygmunt. Modernidade e ambivalência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. • Bauman, Zygmunt. Ética pós-moderna. São Paulo: Paulus, 1997. • Bauman, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004. • Bauman, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. • Debord, Guy. A sociedade do Espetáculo: 1931-1994. Disponível em: www.ebooksbrasil.org/eLibris/socespetaculo.html acesso em 22/Setembro/2013. • Freyre, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. • Lyotard, Jean-François. A condição pós-moderna. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004. • Morin, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. UNESCO, Cortez Editora. • Morin, Edgar. Terra Pátria. Edgar Morin e Anne Brigite Kern. Ed. Instituto Piaget. 2001. • Oliveira, Rafael Santos de. Seminário (CPGD/UFSC). Resumo da obra: Por uma outra globalização, Milton Santos. 2006. • Santos, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2002. • Saviani, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. Campinas: Autores Associados, 1995. 1.4 PALAVRAS FINAIS Caríssimo/a estudante! Esperamos que de certa forma os conteúdos trabalhados tenham significado algo importante para você. Sabemos,e isso é evidente, que o conhecimento é fruto de seu próprio esforço, no entanto nos cabe a responsabilidade da mediação nessa dinâmica de aprendizagem. Ao preparar os seus planos de aulas leve sempre em consideração as profundas mudanças que ocorreram no mundo contemporâneo, em função da globalização. Vivemos a mudança de paradigmas sociais, políticos e econômicos que afetam nosso modo de ver o mundo, e sobretudo a área da educação. Qualquer pessoa, partícipe consciente de sua condição, possui grande facilidade de acesso à informação em escala global. Não obstante, informação não é conhecimento e aqui se localiza o nosso terreno, o chão do educador. Penso que educar no mundo pós-moderno é levar em consideração o sujeito em sua complexidade e em suas interações com a sociedade. Isso significa que o conhecimento deve possibilitar ao sujeito a capacidade de interagir de forma consciente com seu mundo, em busca de sua própria felicidade. Esta, aliás, é uma bela concepção de educação!
  12. 12. 12 Lembre-se, sempre! Você já é vencedor/a, continue se esforçando assim e conquiste seu lugar no mundo! Silvânio Barcelos 1.5 Sobre o autor Possui graduação e mestrado em história, pelo Programa de pós-graduação em história, da Universidade Federal de Mato Grosso onde realiza, atualmente, o curso de doutorado na mesma área. Tem como foco central de suas pesquisas a história dos quilombos em Mato Grosso e seus desdobramentos. Publicou o livro “Quilombo Mata Cavalo: “a terra dos ancestrais”, pela NEA em 2014, além de alguns artigos e resenhas publicados em revistas científicas eletrônicas. Participa do GEA - Grupo de Estudos Agrários, UFMT, sob orientação do Prof. Dr. Marcus Cruz e é membro do corpo editorial da Revista Outras Fronteiras, também da UFMT, e Revista Invest na Educação, da rede privada, exercendo a função de membro parecerista. Atua profissionalmente como docente em cursos de pós- graduação na rede privada e do Pronatec. Email’s: silvaniobarcelos@hotmail.com silvaniobarcelos@gmail.com Blog: http://silvaniobarcelos.blogspot.com.br/

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