Teorias Sociais no século XIX
Definição
 As teorias liberais e positivista podem ser consideradas
teorias favoráveis a organização capitalista da
sociedade. Mesmo, por vezes, reconhecendo problemas
parciais e buscando transformá-las, elas objetivam
manter e melhorar o sistema capitalista.
 As teorias socialistas podem ser definidas por um
conjunto de ideias que criticam o modelo capitalista
industrial. Essas críticas concentram-se,
principalmente, na propriedade privada dos meios de
produção e na desigualdade da distribuição das
riquezas.
 Algumas ideias socialistas tem uma visão reformista
(moderada) sobre a situação e outras críticas socialistas
tem uma visão mais revolucionária (radical).
A questão Social
Aumento da produção de riqueza e
aumento da pobreza: uma
contradição?
 A questão social do século XIX:
Muitos analistas perceberam que ó desenvolvimento do
capitalismo, embora produzisse um aumento nunca
visto na produção de riquezas materiais, não significou
a eliminação da pobreza, muito pelo contrário, a
intensificou. O aumento da riqueza não significou a sua
distribuição pelos diversos setores da sociedade, mas
concentrou-se nas mãos dos mais ricos, ou melhor, dos
donos dos meios de produção (ou burguesia, ou
capitalistas).
 Desta maneira, diversas teorias sociais no século XIX
buscarão formular respostas para este problema.
O Liberalismo
 Principais ideias:
 —  Direitos individuais (ênfase
na liberdade e PROPRIEDADE).
 —  Liberdade de comércio e
produção.
 —  Leis naturais da economia
(oferta e procura, livre
concorrência...).
 —  Liberdade de contrato de
trabalho (salários e jornada).
 —  NÃO INTERVENÇÃO do
Estado na economia.
 —  ADAM SMITH (1723 – 1790) –
“A Riqueza das Nações”.
A liberdade de mercado e a
“mão invisível”
 —  THOMAS MALTHUS (1766 – 1834) –
“Ensaio sobre a população”
 —  Teórico da “miséria inevitável”.
 —  Alimentos crescem em proporção
aritmética e população em proporção
geométrica.
 —  Guerras e epidemias = equilíbrio
entre a população e produção.
 —  Contenção da natalidade.
 —  Limitação de assistencialismo.
 —  Lei dos pobres (1834) – Workhouses
 —  Confinamento de miseráveis.
 —  DAVID RICARDO (1772 – 1823) –
“Princípios da economia política e
tributação”
 —  Lei férrea dos salários: salários =
mínimo para subsistência.
Positivismo e Doutrina Cristã
 DOUTRINA SOCIAL DA
IGREJA
 —  Papa Leão XIII.
 —  Encíclica RERUM
NOVARUM (1891).
 —  Contra a exploração de
operários.
 —  Contra a luta de classes e
o marxismo.
 —  Religião: instrumento de
reforma e justiça social.
 —  Apelo ao “espírito cristão”
dos empregadores para
respeitassem os operários.

 5 – POSITIVISMO
 —  AUGUSTE COMTE (1798 –
1857).
 —  Ignorância = fonte dos
problemas.
 —  Ciência = evolução
(caminho para a resolução
dos problemas).
 —  Governo: elite intelectual.
 —  Contra a democracia
(possibilidade dos ignorantes
interferirem politicamente).
 —  Lema: “ORDEM E
PROGRESSO”.
Socialismo Utópico
 Ideologia reformista;
 Alguns pensadores socialistas tinham uma
visão tão romantizada sobre a sociedade, que
suas ideias foram consideradas uma utopia
(sonho);
 Esses pensadores não promoveram análises
“científicas” sobre o processo capitalista e
julgavam que o “bom caráter” da sociedade
em geral, seria suficiente para promover uma
sociedade mais igualitaria. Em outras
palavras, os socialistas utópicos, como
ficaram conhecidos, acreditavam que a
burguesia abdicaria de parte dos seus bens
para a construção de uma sociedade mais
justa.
Socialistas Utópicos
Saint-Simon (1760-1825)
 Crítica ao “tripé de
dominação”: clero, nobreza e
 militares”.
 Não crítica a camada de
proprietários;
 Não aponta para o fim da
propriedade privada;
 Defende um governo de
“sábios” (influência da
 “ República” de Platão).
Socialistas Utópicos
Charles Fourier (1772-1837)
 Criação de fazendas
comunitárias isoladas do
mundo capitalista
(Falanstérios);
 Crítica às divisões em classes
sociais;
 Os Falanstérios agroindustriais
não obtém êxito.
Socialistas Utópicos
Robert Owen (1771-1858)
 IDEAL : comunidade com total
igualdade entre os seus
 membros;
 Criação de uma fábrica com as
seguintes melhorias assistencialistas:
 10 horas de jornada de trabalho;
 Fundo de pensão;
 Creches, centros de recreação;
 Apesar de seus esforços, suas
tentativas de estabelecer núcleos
cooperativos na Inglaterra não foram
bem sucedidas.
Socialismo Científico
(Marxismo)
 Ideologia revolucionária;
 Crítica estrutural ao capitalismo
(procuraram compreender a dinâmica
do capitalismo – origem,
desenvolvimento e contradições – para
dessa forma, superá-lo);
 Análise “científica” dos mecanismos
de funcionamento do capitalismo;
 Para os socialistas científicos, também
conhecidos como marxistas, a única
forma de se atingir uma sociedade
mais igualitária seria através da
revolução proletária.
Socialistas Científicos
Karl Marx
(1818-1883) Friedrich Engels
(1820-1895)
Conceitos Marxistas
 Materialismo Histórico: parte do
pressuposto de que todos os grandes
movimentos políticos, sociais e
intelectuais da história têm sido
determinados pela relações sociais de
produção, historicamente determinadas.
Em outras palavras, o modo de produção
da vida material condiciona o conjunto
dos processos da vida social, política e
cultural, enfim, o sistema de valores, a
ideologia.
Conceitos Marxistas
 Materialismo Dialético: tem como base a ideia de
que o mundo não pode ser considerado um
complexo de fenômenos acabados, mas de
processos em que as relações e os reflexos delas
estão em constante movimento. Isso quer dizer
que cada sistema econômico em particular está
baseado em padrões definidos de produção e de
troca que se expandem até alcançar um ponto de
máxima eficiência. A partir desse momento,
manifestam-se e se desenvolvem contradições
internas que trazem consigo os elementos da sua
destruição e os fundamentos de um sistema novo
que substituirá o antigo, ao mesmo tempo, em
que lhe absorve as características mais valiosas.
Conceitos Marxistas
 Luta de Classes: era o motor da história. Para Marx e
Engels enquanto houvesse diferença social, haveria a
luta de classes, isto é, o enfrentamento entre setores
sociais antagônicos. No caso do capitalismo industrial,
este enfrentamento coloca em oposição a Burguesia e o
Proletariado.
Conceitos Marxistas
 Mais-Valia: para Marx e Engels a divisão social
do trabalho na sociedade capitalista levou
uma pequena parcela de pessoas a se
apropriar dos meios de produção. A um outro
grupo, os proletários, restou apenas a
propriedade do corpo e da força de trabalho.
Os detentores dos meios de produção
compram a força de trabalho dos proletários
e impõem condições de trabalho com o
objetivo de gerar lucros. Marx e Engels
acreditavam que uma das formas de
exploração capitalista mais eficiente é a
mais-valia, que seria a diferença expressa
entre o valor do que o trabalhador produz e o
que ele recebe em forma de salário. Segundo
eles, o trabalhador nunca recebe o valor total
do fruto do seu trabalho.
Acompanhe o exemplo
 Uma fábrica de bolsas contrata um operário
para trabalhar 8 horas por dia. Ele recebe um
salário de R$ 24,00 ao dia, o que equivale a
R$ 3,00 por hora e a R$ 720,00 por mês. Esse
operario fabrica 200 bolsas por mês e o
empresário vende cada uma por R$ 150,00.
Para cada bolsa, vamos admitir que sejam
gastos R$ 100,00 em matéria-prima, energia
elétrica e outros insumos. Ainda sobraria R$
50,00 de lucro por bolsa vendida, ou seja, a
cada 200 bolsas produzidas e vendidas, o
operário ganha R$ 720,00 e o empresário R$
10.000,00. Digamos que esse operário consiga
produzir, em média, 6 bolsas por dia. Ele
recebe R$ 24,00 e o capitalista recebe R$ R$
300,00. Nesse caso a mais-valia
corresponderia a R$ 276,00 por dia.
Conceitos Marxistas
 Revolução Socialista e Comunismo: para
Marx e Engels, a superação do capitalismo
e a construção de uma sociedade sem
classes só seriam possíveis por meio de
uma revolução socialista, conduzida pelos
trabalhadores. O estágio seguinte da
humanidade seria o comunismo, uma
sociedade sem classes, sem propriedade
privada dos meios de produção e sem
Estado, na qual cada pessoa trabalharia
de acordo com suas capacidades e
receberia um salário proporcional às suas
necessidades.
Anarquismo
 A palavra anarquismo, de origem grega, não
significa desordem e sim “sem governo”. Por
essa razão, os teóricos anarquistas discutiram
a possibilidade de consolidar uma sociedade
na qual os seres humanos se afirmariam por
meio de uma ação própria em um contexto
sociopolítico de liberdade, sem a opressão da
Igreja e dos governos. Eles rejeitavam
qualquer autoridade porque viam nela a fonte
básica dos males humanos. Também não
admitiam o Estado e sua organização
burocrática, considerando-os responsáveis
pela consolidação da ordem política,
econômica e social da burguesia.
Anarquismo
 Para o movimento anarquista, o ser
humano deve viver sem Estado, a partir
de uma gestão comunitária, ou seja, por
meio da cooperação. Em livre associação,
os indivíduos seriam capazes de produzir
e distribuir a riqueza produzida de acordo
com suas necessidades.
 O movimento conviveu com um sério
paradoxo: mesmo contrários a qualquer
forma de autoritarismo e ao uso da força,
os anarquistas admitiam esse método para
a derrubada da autoridade e a instauração
da condição ideal, ou seja, a sociedade
anarquista.
Pensadores Anarquistas
Pierre-Joseph Proudhon (1808-1865):
 “ A propriedade é um roubo”;
 Destruição do Estado;
 Autogoverno dos trabalhadores;
Mikhail Bakunin (1814-1876):
 Radicalização da teoria anarquista;
 Anarquismo terroristas;
 Ataque aos chefes de estado e representantes do poder;
 “ O mundo será um lugar melhor quando o último burguês morrer
enforcado nas tripas do último padre e afogado no sangue do último
militar”.
Pensadores mais recentes: Erico Malatesta e Leon Tolstoi.
Anarcossindicalismo
 Foi a tentativa de organizar
coletivamente o movimento anarquista.
Teve importância no movimento operário
mundial, incluindo o Brasil. Essas ideias
chegaram ao Brasil no início do século XX
através dos imigrantes italianos.
 Os seguidores dessa corrente defendiam a
destruição da ordem liberal burguesa e a
construção de uma sociedade de
indivíduos livres. Os anarcossindicalistas
acreditavam que a transformação da
sociedade só seria possível com a ação
direta dos trabalhadores, por meio de
uma greve geral dirigida pelos sindicatos.
Teorias  sociais do século xix

Teorias sociais do século xix

  • 1.
    Teorias Sociais noséculo XIX
  • 2.
    Definição  As teoriasliberais e positivista podem ser consideradas teorias favoráveis a organização capitalista da sociedade. Mesmo, por vezes, reconhecendo problemas parciais e buscando transformá-las, elas objetivam manter e melhorar o sistema capitalista.  As teorias socialistas podem ser definidas por um conjunto de ideias que criticam o modelo capitalista industrial. Essas críticas concentram-se, principalmente, na propriedade privada dos meios de produção e na desigualdade da distribuição das riquezas.  Algumas ideias socialistas tem uma visão reformista (moderada) sobre a situação e outras críticas socialistas tem uma visão mais revolucionária (radical).
  • 3.
  • 4.
    Aumento da produçãode riqueza e aumento da pobreza: uma contradição?  A questão social do século XIX: Muitos analistas perceberam que ó desenvolvimento do capitalismo, embora produzisse um aumento nunca visto na produção de riquezas materiais, não significou a eliminação da pobreza, muito pelo contrário, a intensificou. O aumento da riqueza não significou a sua distribuição pelos diversos setores da sociedade, mas concentrou-se nas mãos dos mais ricos, ou melhor, dos donos dos meios de produção (ou burguesia, ou capitalistas).  Desta maneira, diversas teorias sociais no século XIX buscarão formular respostas para este problema.
  • 6.
    O Liberalismo  Principaisideias:  —  Direitos individuais (ênfase na liberdade e PROPRIEDADE).  —  Liberdade de comércio e produção.  —  Leis naturais da economia (oferta e procura, livre concorrência...).  —  Liberdade de contrato de trabalho (salários e jornada).  —  NÃO INTERVENÇÃO do Estado na economia.  —  ADAM SMITH (1723 – 1790) – “A Riqueza das Nações”. A liberdade de mercado e a “mão invisível”  —  THOMAS MALTHUS (1766 – 1834) – “Ensaio sobre a população”  —  Teórico da “miséria inevitável”.  —  Alimentos crescem em proporção aritmética e população em proporção geométrica.  —  Guerras e epidemias = equilíbrio entre a população e produção.  —  Contenção da natalidade.  —  Limitação de assistencialismo.  —  Lei dos pobres (1834) – Workhouses  —  Confinamento de miseráveis.  —  DAVID RICARDO (1772 – 1823) – “Princípios da economia política e tributação”  —  Lei férrea dos salários: salários = mínimo para subsistência.
  • 8.
    Positivismo e DoutrinaCristã  DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA  —  Papa Leão XIII.  —  Encíclica RERUM NOVARUM (1891).  —  Contra a exploração de operários.  —  Contra a luta de classes e o marxismo.  —  Religião: instrumento de reforma e justiça social.  —  Apelo ao “espírito cristão” dos empregadores para respeitassem os operários.   5 – POSITIVISMO  —  AUGUSTE COMTE (1798 – 1857).  —  Ignorância = fonte dos problemas.  —  Ciência = evolução (caminho para a resolução dos problemas).  —  Governo: elite intelectual.  —  Contra a democracia (possibilidade dos ignorantes interferirem politicamente).  —  Lema: “ORDEM E PROGRESSO”.
  • 10.
    Socialismo Utópico  Ideologiareformista;  Alguns pensadores socialistas tinham uma visão tão romantizada sobre a sociedade, que suas ideias foram consideradas uma utopia (sonho);  Esses pensadores não promoveram análises “científicas” sobre o processo capitalista e julgavam que o “bom caráter” da sociedade em geral, seria suficiente para promover uma sociedade mais igualitaria. Em outras palavras, os socialistas utópicos, como ficaram conhecidos, acreditavam que a burguesia abdicaria de parte dos seus bens para a construção de uma sociedade mais justa.
  • 11.
    Socialistas Utópicos Saint-Simon (1760-1825) Crítica ao “tripé de dominação”: clero, nobreza e  militares”.  Não crítica a camada de proprietários;  Não aponta para o fim da propriedade privada;  Defende um governo de “sábios” (influência da  “ República” de Platão).
  • 12.
    Socialistas Utópicos Charles Fourier(1772-1837)  Criação de fazendas comunitárias isoladas do mundo capitalista (Falanstérios);  Crítica às divisões em classes sociais;  Os Falanstérios agroindustriais não obtém êxito.
  • 13.
    Socialistas Utópicos Robert Owen(1771-1858)  IDEAL : comunidade com total igualdade entre os seus  membros;  Criação de uma fábrica com as seguintes melhorias assistencialistas:  10 horas de jornada de trabalho;  Fundo de pensão;  Creches, centros de recreação;  Apesar de seus esforços, suas tentativas de estabelecer núcleos cooperativos na Inglaterra não foram bem sucedidas.
  • 14.
    Socialismo Científico (Marxismo)  Ideologiarevolucionária;  Crítica estrutural ao capitalismo (procuraram compreender a dinâmica do capitalismo – origem, desenvolvimento e contradições – para dessa forma, superá-lo);  Análise “científica” dos mecanismos de funcionamento do capitalismo;  Para os socialistas científicos, também conhecidos como marxistas, a única forma de se atingir uma sociedade mais igualitária seria através da revolução proletária.
  • 15.
  • 17.
    Conceitos Marxistas  MaterialismoHistórico: parte do pressuposto de que todos os grandes movimentos políticos, sociais e intelectuais da história têm sido determinados pela relações sociais de produção, historicamente determinadas. Em outras palavras, o modo de produção da vida material condiciona o conjunto dos processos da vida social, política e cultural, enfim, o sistema de valores, a ideologia.
  • 18.
    Conceitos Marxistas  MaterialismoDialético: tem como base a ideia de que o mundo não pode ser considerado um complexo de fenômenos acabados, mas de processos em que as relações e os reflexos delas estão em constante movimento. Isso quer dizer que cada sistema econômico em particular está baseado em padrões definidos de produção e de troca que se expandem até alcançar um ponto de máxima eficiência. A partir desse momento, manifestam-se e se desenvolvem contradições internas que trazem consigo os elementos da sua destruição e os fundamentos de um sistema novo que substituirá o antigo, ao mesmo tempo, em que lhe absorve as características mais valiosas.
  • 19.
    Conceitos Marxistas  Lutade Classes: era o motor da história. Para Marx e Engels enquanto houvesse diferença social, haveria a luta de classes, isto é, o enfrentamento entre setores sociais antagônicos. No caso do capitalismo industrial, este enfrentamento coloca em oposição a Burguesia e o Proletariado.
  • 20.
    Conceitos Marxistas  Mais-Valia:para Marx e Engels a divisão social do trabalho na sociedade capitalista levou uma pequena parcela de pessoas a se apropriar dos meios de produção. A um outro grupo, os proletários, restou apenas a propriedade do corpo e da força de trabalho. Os detentores dos meios de produção compram a força de trabalho dos proletários e impõem condições de trabalho com o objetivo de gerar lucros. Marx e Engels acreditavam que uma das formas de exploração capitalista mais eficiente é a mais-valia, que seria a diferença expressa entre o valor do que o trabalhador produz e o que ele recebe em forma de salário. Segundo eles, o trabalhador nunca recebe o valor total do fruto do seu trabalho.
  • 21.
    Acompanhe o exemplo Uma fábrica de bolsas contrata um operário para trabalhar 8 horas por dia. Ele recebe um salário de R$ 24,00 ao dia, o que equivale a R$ 3,00 por hora e a R$ 720,00 por mês. Esse operario fabrica 200 bolsas por mês e o empresário vende cada uma por R$ 150,00. Para cada bolsa, vamos admitir que sejam gastos R$ 100,00 em matéria-prima, energia elétrica e outros insumos. Ainda sobraria R$ 50,00 de lucro por bolsa vendida, ou seja, a cada 200 bolsas produzidas e vendidas, o operário ganha R$ 720,00 e o empresário R$ 10.000,00. Digamos que esse operário consiga produzir, em média, 6 bolsas por dia. Ele recebe R$ 24,00 e o capitalista recebe R$ R$ 300,00. Nesse caso a mais-valia corresponderia a R$ 276,00 por dia.
  • 22.
    Conceitos Marxistas  RevoluçãoSocialista e Comunismo: para Marx e Engels, a superação do capitalismo e a construção de uma sociedade sem classes só seriam possíveis por meio de uma revolução socialista, conduzida pelos trabalhadores. O estágio seguinte da humanidade seria o comunismo, uma sociedade sem classes, sem propriedade privada dos meios de produção e sem Estado, na qual cada pessoa trabalharia de acordo com suas capacidades e receberia um salário proporcional às suas necessidades.
  • 23.
    Anarquismo  A palavraanarquismo, de origem grega, não significa desordem e sim “sem governo”. Por essa razão, os teóricos anarquistas discutiram a possibilidade de consolidar uma sociedade na qual os seres humanos se afirmariam por meio de uma ação própria em um contexto sociopolítico de liberdade, sem a opressão da Igreja e dos governos. Eles rejeitavam qualquer autoridade porque viam nela a fonte básica dos males humanos. Também não admitiam o Estado e sua organização burocrática, considerando-os responsáveis pela consolidação da ordem política, econômica e social da burguesia.
  • 24.
    Anarquismo  Para omovimento anarquista, o ser humano deve viver sem Estado, a partir de uma gestão comunitária, ou seja, por meio da cooperação. Em livre associação, os indivíduos seriam capazes de produzir e distribuir a riqueza produzida de acordo com suas necessidades.  O movimento conviveu com um sério paradoxo: mesmo contrários a qualquer forma de autoritarismo e ao uso da força, os anarquistas admitiam esse método para a derrubada da autoridade e a instauração da condição ideal, ou seja, a sociedade anarquista.
  • 25.
    Pensadores Anarquistas Pierre-Joseph Proudhon(1808-1865):  “ A propriedade é um roubo”;  Destruição do Estado;  Autogoverno dos trabalhadores; Mikhail Bakunin (1814-1876):  Radicalização da teoria anarquista;  Anarquismo terroristas;  Ataque aos chefes de estado e representantes do poder;  “ O mundo será um lugar melhor quando o último burguês morrer enforcado nas tripas do último padre e afogado no sangue do último militar”. Pensadores mais recentes: Erico Malatesta e Leon Tolstoi.
  • 26.
    Anarcossindicalismo  Foi atentativa de organizar coletivamente o movimento anarquista. Teve importância no movimento operário mundial, incluindo o Brasil. Essas ideias chegaram ao Brasil no início do século XX através dos imigrantes italianos.  Os seguidores dessa corrente defendiam a destruição da ordem liberal burguesa e a construção de uma sociedade de indivíduos livres. Os anarcossindicalistas acreditavam que a transformação da sociedade só seria possível com a ação direta dos trabalhadores, por meio de uma greve geral dirigida pelos sindicatos.