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A expressividade das palavras: figuras de linguagem
Muitas vezes, para dar mais expressividade ao que se fala se usam palavras fora do
seu sentido normal: já sabemos que são sentidos figurados. Assim, veja:
Eu vi uma lagartixa subindo pelas paredes.
Fiquei tão irritada com meu irmão que quase subi pelas paredes!
Na 1ª frase a expressão subir pelas paredes está no seu sentido básico, normal; é o
sentido denotativo das palavras. Mas na 2ª frase essa mesma expressão está no sentido
conotativo, isto é, com o sentido modificado, fora do normal. Então a conotação é a forma
em que as expressões ou palavras são usadas no sentido figurado. Há diversos recursos que
podemos usar. Vamos ver alguns:
I – Metáfora: a associação de ideias por comparação implícita. Observe:
Vou sair com minha gatinha logo mais para assistirmos ao filme ganhador do Oscar.
Minha gatinha = minha namorada
Na frase houve uma associação da ideia de macia, carinhoso, bonitinha à ideia do
bichano.
Agora observe os versos de Máquina breve, de Cecília Meireles:
“O pequeno vaga-lume / com sua lanterna verde”
Luz do vaga-lume = lanterna verde
Essas expressões (palavras) são metafóricas.
II – Comparação: a associação de ideias por comparação explícita, com as expressões que
indicam a comparação: que nem, como, igual a, etc. Observe:
Ele é magro feito um caniço.
A professora ficou firme como uma rocha.
A garota é linda que nem uma flor
III - Metonímia: consiste no emprego de uma palavra por outra com a qual ela se
relaciona. Ocorre a metonímia quando empregamos:
1. O autor (ou criador) pela obra: Gosto de ler Jorge Amado.
2. O efeito pela causa: Ganho a vida com o suor do meu rosto.
3. O continente pelo conteúdo: Ela comeu uma caixa de doces.
Colégio Pedro II - Unidade Tijuca II
Departamento de Língua Portuguesa
Coordenadora: Rosângela Abraão
Professoras: Vanessa, Patrícia e Andreia
4. O abstrato pelo concreto: A velhice deve ser respeitada.
5. O instrumento pela pessoa que o utiliza: Ele é um bom volante.
6. O lugar pelos seus habitantes ou produtos: Gosto muito de tomar um Porto.
7. O símbolo ou sinal pela coisa significada: Os revolucionários queriam o trono.
8. A parte pelo todo: Não há teto para os necessitados.
9. O indivíduo pela classe ou espécie: Ele foi o judas do grupo.
10. O singular pelo plural: O homem é um animal racional.
11. O gênero ou a qualidade pela espécie: Os mortais são imperfeitos.
12. A matéria pelo objeto: Ele não tem um níquel.
IV – Hipérbole: uma ideia exagerada.
Repare no poema Namoro a cavalo, de Álvares de Azevedo (p. 13):
Morro pela menina, junto dela
Nem ouso suspirar de acanhamento...
[...]
Eu ia a trote inglês ardendo em chama
No dia a dia, usamos muitas hipérboles. Vamos nos lembrar de algumas:
Estou roxa de raiva!
Quase caí durinha quando vi...
Minha mãe me mata se eu não passar de ano!
Meu coração quase pulou pela boca quando vi o resultado!
V – Ironia: “pra não dizer o contrário...” Esse recurso é usado quando dizemos exatamente
o contrário do que queremos. Repare na situação: uma amiga vai fazer-lhe uma visita e leva
junto o filhinho de 5 anos. Lá pelas tantas, o menino, muito inquieto, começa a puxar as
cortinas, e você fala:
Que gracinha de menino! Tão esperto...
VI – Antítese: os opostos se atraem. Quando se apresentam duas ideias opostas juntas.
Olha só a antítese que Drummond criou em Morte do leiteiro (p. 3):
Sai correndo e distribuindo / Leite bom para gente ruim.
Com as palavras de sentidos opostos, mas colocadas lado a lado, esses sentidos
ficam realçados.
VII – Eufemismo: suavizando ideias para não ser grosseiro. Muitas vezes esses
eufemismos são irônicos:
Ele entregou a alma para Deus.
(É uma suavização para a ideia da morte.)
Aquela moça tem o hábito de subtrair do alheio.
(É uma suavização para a ideia de roubo.)
VIII - Aliteração: consiste na repetição de fonemas consonantais idênticos ou semelhantes.
“Ó velho vento saudoso
Velho vento compassivo,
Ó ser vulcânico e vivo,
Taciturno e tormentoso”
(Cruz e Souza)
IX - Prosopopéia (ou personificação): consiste em atribuir características humanas ou em
dar vida e ação a seres inanimados ou irracionais.
As ondas do mar gemem na praia deserta.
X - Paradoxo: é uma afirmação aparentemente absurda, resultante da reunião de ideias
contraditórias.
“Para se viver de amor
Há de se esquecer o amor”
(Chico Buarque)
O socialista afirmou que o operário quanto mais trabalha mais tem dificuldades
econômicas.
EXERCÍCIOS:
1) Agora, observando as frases abaixo, indique a comparação implícita que há pelas
metáforas:
a) “Seu amor é cebola cortada, meu bem / que logo me faz chorar” (Cebola cortada, de
Raimundo Fagner)
b) Não se preocupe que a joia da sua filha vai compreender a situação.
c) O vendedor diminuiu o preço do fogão, que estava muito salgado.
d) Foi lindo aquele gol de bicicleta que o atacante fez no último minuto.
e) Aquele cara deu aula no baile: dançou como ninguém e deixou todos boquiabertos.
2) Agora observe como associamos os animais a certas características das pessoas.
Explique essas metáforas:
a) Ele é uma raposa. Passou todos para trás naquele negócio.
b) Minha tia é uma cobra: fala mal de todo mundo.
c) Precisamos fazer um trabalho de formiguinha.
d) Ele é um cavalo; trata todos com muita indelicadeza.
e) A professora é uma mamãe coruja.
3) Quando relacionamos substituímos um termo por outro, em razão de haver entre eles
uma relação de interdependência, de proximidade ou vizinhança estamos construindo uma
metonímia. Construa frases com metonímia, a partir das relações de proximidade dadas.
Veja o exemplo:
Em nosso colégio há muitas árvores.
Relação: arbustos e árvores (causa) → verde (efeito)
Em nosso colégio há muito verde.
a) A idade das pessoas me inspira respeito.
relação: idade (causa) → cabelos brancos (efeito)
b) Vou comprar agora mesmo último livro do Rubem Fonseca.
relação: livro (obra) → Rubem Fonseca (autor)
c) Os brasileiros vibraram com a vitória da seleção no último jogo contra o Paraguai.
relação: brasileiros (conteúdo) → Brasil (continente)
d) As crianças devem ser a preocupação maior do governo.
relação: criança (concreto) → infância (abstrato)
4) Dentre as figuras estudadas, conhecemos uma que consiste em expressar uma ideia com
exagero, à qual damos o nome de hipérbole. Aponte, as alternativas em que os recursos
estilísticos destacados exemplificam-na.
a) Amor à primeira vista é como uma sede repentina.
b) “Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar” (Cazuza)
c) Até os pratos mais simples ficam com outro sabor quando você usa a receita certa.
d) “Meu amor é um moleque arteiro
com um estilingue certeiro
entre as mãos.” (Ilka Brunhilde Laurito)
e) Gastei rios de dinheiro no meu curso de computação.
f) Os carros não andam, voam.
5) Podemos, na linguagem do dia-a-dia, usar a comparação para criar ironia. Veja: João é
sutil como um rinoceronte. Crie comparações com efeito de ironia a partir dos elementos
dados a seguir:
a) rápido
b) moderno
c) elegante
d) educado
e) inteligente

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08 - Figuras de linguagem

  • 1. A expressividade das palavras: figuras de linguagem Muitas vezes, para dar mais expressividade ao que se fala se usam palavras fora do seu sentido normal: já sabemos que são sentidos figurados. Assim, veja: Eu vi uma lagartixa subindo pelas paredes. Fiquei tão irritada com meu irmão que quase subi pelas paredes! Na 1ª frase a expressão subir pelas paredes está no seu sentido básico, normal; é o sentido denotativo das palavras. Mas na 2ª frase essa mesma expressão está no sentido conotativo, isto é, com o sentido modificado, fora do normal. Então a conotação é a forma em que as expressões ou palavras são usadas no sentido figurado. Há diversos recursos que podemos usar. Vamos ver alguns: I – Metáfora: a associação de ideias por comparação implícita. Observe: Vou sair com minha gatinha logo mais para assistirmos ao filme ganhador do Oscar. Minha gatinha = minha namorada Na frase houve uma associação da ideia de macia, carinhoso, bonitinha à ideia do bichano. Agora observe os versos de Máquina breve, de Cecília Meireles: “O pequeno vaga-lume / com sua lanterna verde” Luz do vaga-lume = lanterna verde Essas expressões (palavras) são metafóricas. II – Comparação: a associação de ideias por comparação explícita, com as expressões que indicam a comparação: que nem, como, igual a, etc. Observe: Ele é magro feito um caniço. A professora ficou firme como uma rocha. A garota é linda que nem uma flor III - Metonímia: consiste no emprego de uma palavra por outra com a qual ela se relaciona. Ocorre a metonímia quando empregamos: 1. O autor (ou criador) pela obra: Gosto de ler Jorge Amado. 2. O efeito pela causa: Ganho a vida com o suor do meu rosto. 3. O continente pelo conteúdo: Ela comeu uma caixa de doces. Colégio Pedro II - Unidade Tijuca II Departamento de Língua Portuguesa Coordenadora: Rosângela Abraão Professoras: Vanessa, Patrícia e Andreia
  • 2. 4. O abstrato pelo concreto: A velhice deve ser respeitada. 5. O instrumento pela pessoa que o utiliza: Ele é um bom volante. 6. O lugar pelos seus habitantes ou produtos: Gosto muito de tomar um Porto. 7. O símbolo ou sinal pela coisa significada: Os revolucionários queriam o trono. 8. A parte pelo todo: Não há teto para os necessitados. 9. O indivíduo pela classe ou espécie: Ele foi o judas do grupo. 10. O singular pelo plural: O homem é um animal racional. 11. O gênero ou a qualidade pela espécie: Os mortais são imperfeitos. 12. A matéria pelo objeto: Ele não tem um níquel. IV – Hipérbole: uma ideia exagerada. Repare no poema Namoro a cavalo, de Álvares de Azevedo (p. 13): Morro pela menina, junto dela Nem ouso suspirar de acanhamento... [...] Eu ia a trote inglês ardendo em chama No dia a dia, usamos muitas hipérboles. Vamos nos lembrar de algumas: Estou roxa de raiva! Quase caí durinha quando vi... Minha mãe me mata se eu não passar de ano! Meu coração quase pulou pela boca quando vi o resultado! V – Ironia: “pra não dizer o contrário...” Esse recurso é usado quando dizemos exatamente o contrário do que queremos. Repare na situação: uma amiga vai fazer-lhe uma visita e leva junto o filhinho de 5 anos. Lá pelas tantas, o menino, muito inquieto, começa a puxar as cortinas, e você fala: Que gracinha de menino! Tão esperto... VI – Antítese: os opostos se atraem. Quando se apresentam duas ideias opostas juntas. Olha só a antítese que Drummond criou em Morte do leiteiro (p. 3): Sai correndo e distribuindo / Leite bom para gente ruim. Com as palavras de sentidos opostos, mas colocadas lado a lado, esses sentidos ficam realçados. VII – Eufemismo: suavizando ideias para não ser grosseiro. Muitas vezes esses eufemismos são irônicos: Ele entregou a alma para Deus. (É uma suavização para a ideia da morte.) Aquela moça tem o hábito de subtrair do alheio. (É uma suavização para a ideia de roubo.)
  • 3. VIII - Aliteração: consiste na repetição de fonemas consonantais idênticos ou semelhantes. “Ó velho vento saudoso Velho vento compassivo, Ó ser vulcânico e vivo, Taciturno e tormentoso” (Cruz e Souza) IX - Prosopopéia (ou personificação): consiste em atribuir características humanas ou em dar vida e ação a seres inanimados ou irracionais. As ondas do mar gemem na praia deserta. X - Paradoxo: é uma afirmação aparentemente absurda, resultante da reunião de ideias contraditórias. “Para se viver de amor Há de se esquecer o amor” (Chico Buarque) O socialista afirmou que o operário quanto mais trabalha mais tem dificuldades econômicas. EXERCÍCIOS: 1) Agora, observando as frases abaixo, indique a comparação implícita que há pelas metáforas: a) “Seu amor é cebola cortada, meu bem / que logo me faz chorar” (Cebola cortada, de Raimundo Fagner) b) Não se preocupe que a joia da sua filha vai compreender a situação. c) O vendedor diminuiu o preço do fogão, que estava muito salgado. d) Foi lindo aquele gol de bicicleta que o atacante fez no último minuto. e) Aquele cara deu aula no baile: dançou como ninguém e deixou todos boquiabertos. 2) Agora observe como associamos os animais a certas características das pessoas. Explique essas metáforas: a) Ele é uma raposa. Passou todos para trás naquele negócio. b) Minha tia é uma cobra: fala mal de todo mundo. c) Precisamos fazer um trabalho de formiguinha. d) Ele é um cavalo; trata todos com muita indelicadeza. e) A professora é uma mamãe coruja. 3) Quando relacionamos substituímos um termo por outro, em razão de haver entre eles uma relação de interdependência, de proximidade ou vizinhança estamos construindo uma
  • 4. metonímia. Construa frases com metonímia, a partir das relações de proximidade dadas. Veja o exemplo: Em nosso colégio há muitas árvores. Relação: arbustos e árvores (causa) → verde (efeito) Em nosso colégio há muito verde. a) A idade das pessoas me inspira respeito. relação: idade (causa) → cabelos brancos (efeito) b) Vou comprar agora mesmo último livro do Rubem Fonseca. relação: livro (obra) → Rubem Fonseca (autor) c) Os brasileiros vibraram com a vitória da seleção no último jogo contra o Paraguai. relação: brasileiros (conteúdo) → Brasil (continente) d) As crianças devem ser a preocupação maior do governo. relação: criança (concreto) → infância (abstrato) 4) Dentre as figuras estudadas, conhecemos uma que consiste em expressar uma ideia com exagero, à qual damos o nome de hipérbole. Aponte, as alternativas em que os recursos estilísticos destacados exemplificam-na. a) Amor à primeira vista é como uma sede repentina. b) “Eu nunca mais vou respirar Se você não me notar Eu posso até morrer de fome Se você não me amar” (Cazuza) c) Até os pratos mais simples ficam com outro sabor quando você usa a receita certa. d) “Meu amor é um moleque arteiro com um estilingue certeiro entre as mãos.” (Ilka Brunhilde Laurito) e) Gastei rios de dinheiro no meu curso de computação. f) Os carros não andam, voam. 5) Podemos, na linguagem do dia-a-dia, usar a comparação para criar ironia. Veja: João é sutil como um rinoceronte. Crie comparações com efeito de ironia a partir dos elementos dados a seguir: a) rápido b) moderno c) elegante d) educado e) inteligente