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FIGURAS DE LINGUAGEM

Figuras de palavras

  As figuras de palavras consistem no emprego de um termo com sentido diferente daquele
  convencionalmente empregado, a fim de conseguir um efeito mais expressivo na comunicação.

  1. METÁFORA
     Pode ser entendida com uma transferência valorativa conotativa.
     Ex.: “O tempo é uma cadeira ao sol, e nada mais”. (Carlos Drummond de Andrade)

  2. COMPARAÇÃO
     Tipo de metáfora que apresenta conectivos comparativos.
     Ex.: “A liberdade das almas, frágil, como vidro”. (Cecília Meireles)

  3. SINESTESIA
     Tipo de metáfora que consiste na fusão de sensações diferentes numa mesma expressão.
     Ex.: “Olívia era atraente, tinha uns olhos quentes, uma boca vermelha de lábios cheios”. ( sensação
     visual, sensação tátil – térmica) (Clarice Lispector)

  4. CATACRESE
     É um tipo especial de metáfora, é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente
     nenhum vestígio de inovação.
     São exemplos de catacrese:
     Folhas de livro
     Pé de mesa
     Dente de alho
     Braço do rio
     Céu da boca

  5. ALEGORIA
     Acúmulo de metáforas referindo-se ao mesmo objeto.
     Ex.: “A vida é uma Ópera, é uma grande Ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença
     do baixo e dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em
     presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há numerosos, muitos bailados, e orquestra é
     excelente...” (Machado de Assis)

  6. METONÍMIA
     Substituição valorativa conotativa em que as palavras apresentam algum grau de semelhança, relação,
     proximidade de sentido, ou implicação mútua. Tal substituição realiza-se de inúmeros modos:
     a) O continente pelo conteúdo e vice-versa:
         Ex.: Antes de sair, tomamos um cálice de licor. (= o conteúdo de uma cálice)
     b) A causa pelo efeito e vice-versa:
     c) O lugar de origem ou de produção pelo produto?
         Ex.: Comprei uma garrafa do legítimo porto. (=vinho da cidade do Porto)
     d) O autor pela obra;
         Ex.: Ela parecia ler Jorge Amado. (= a obra de Jorge Amado)
     e) O abstrato pelo concreto e vice-versa:
         Ex.: Não devemos contar com o seu coração. (=sentimento)
     f) O símbolo pela coisa simbolizada
         Ex.: Não te afastes da cruz. (=cristianismo)
g) A matéria pelo produto e vice-versa.
          Ex.: Lento, o bronze soa. (=o sino)
       h) O inventor pelo invento.
          Ex.: Edson ilumina o mundo. (=a energia elétrica)
       i) A coisa pelo lugar:
          Ex.: Vou à Prefeitura. (= ao edifício da Prefeitura)
       j) O instrumento pela pessoa que o utiliza:
          Ex.: Ele é um bom garfo. (= guloso).

   7. SINÉDOQUE
      Tipo de metonímia que consiste na substituição de um termo por outro, havendo ampliação.
      Encontramos sinédoque nos seguintes casos:
   a) O todo pela parte e vice-versa:
      Ex.: “A cidade inteira viu assombrada, de queixo caído, o pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos
      de seu cavalo”. (I = povo, II = parte das patas). (J. Cândido de Carvalho).
   b) O singular pelo plural e vice-versa:
      Ex.: O paulista é tímido; o carioca, atrevido. (= todos os paulistas, todos os cariocas).
   c) O indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum):
      Ex.: Para os artistas ele foi um mecenas. (= protetor).

   8. ANTONOMÁSIA
      Tipo de metonímia que ocorre quando designamos uma pessoa por uma qualidade, característica ou
      fato que a distingue.
      Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, alcunha ou cognome.
      Ex.: “E ai rabi simples, que a igualdade prega, rasga e enlameia a túnica inconsútil”. (Cristo). (Raimundo
      Correia).

   9. PERÍFRASE
      Tipo de metonímia que consiste no torneio de palavras para expressar algum objeto, acidente
      geográfico, ou situação que não se quer nomear.
      Ex.: “Cidade maravilhosa / Cheia de encantos mil”. (André Filho)


FIGURAS DE PENSAMENTO
As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado das palavras, ao seu ??????

   1. IRONIA
      Pelo contexto, pela entonação, pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as palavras ou
      orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa ou sarcástica.
      Ex.: “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor”. (Mário de
      Andrade)

   2. ANTÍTESE
      Apresentação de palavras ou expressões de sentidos opostos.
      Ex.: “Amigos e inimigos estão, amiúde, em posições trocadas. Uns nos querem mal e fazem-nos o bem.
      Outros nos almejam o bem e nos fazem o mal”. (Rui Barbosa)

   3. PARADOXO
      Consiste na aproximação de palavras ou expressões que, em tese, são inaproximáveis. É uma verdade
      enunciada com aparência de mentira.
      Ex.: “O mito é o nada que é tudo”. (Fernando Pessoa)
4. PROSOPOPEIA OU PERSONIFICAÇÃO
      Atribui-se movimento, ação, fala, sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a seres
      inanimados ou imaginários.
      Ex.: “Um frio inteligente (...) percorria o jardim...” (Clarice Lispector)

   5. EUFEMISMO
      Uma palavra ou expressão é empregada para atenuar uma verdade tida com penosa, desagradável
      chocante.
      Ex.: “O rapaz saltou da ponte da vida”. (Manuel Bandeira)

   6. HIPÉRBOLO
      Exagero de uma ideia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de impacto.
      Ex.: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!”(Olavo Bilac)

   7. GRADAÇÃO
      Sequência de palavras que intensificam uma mesma ideia.
      Ex.: “Dissecou-a, a tal ponto, e com tal arte, que ela / rota, baça, nojenta, vil / Sucumbiu...”(Raimundo
      Correia)

   8. APÓSTROFE
      Invocação de uma pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente ou ausente. Corresponde
      ao vocativo na análise sintática e é utilizada para dar ênfase à expressão.
      Ex.: “Deus! Ó Deus! Onde estás, que não respondes?” (Castro Alves)




FIGURAS DE HARMONIA
Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos produzidos na linguagem quando há repetição de sons, ou
ainda quando se procura “imitar” sons produzidos por coisas ou seres.

   1. ALITERAÇÃO
      Repetição do mesmo som consonantal, geralmente em posição inicial da palavra.
      Ex.: “Toda gente homenageia Januária na janela”. (Chico Buarque)

   2. ASSONÂNCIA
      Repetição do mesmo som consonantal, geralmente em posição inicial da palvra.
      Ex.: “A ponte aponta
      E se desaponta.
      A tontinha tenta
      Limpar a tinta
      Ponto por ponto
      E pinta por pinta...”(Cecília Meireles)

   3. PARANOMÁSIA
      Reprodução de sons semelhantes em palavras de significações diversas.
      Ex.: “Que a morte apressada seja tributo do entendimento, e a vida larga atributo da ignorância”.
      (Vieira)

   4. ONOMATOPEIA
      Uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído ou som.
      Ex.: “Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r- eterno”. (Fernando Pessoa)
EXERCÍCIOS
   1. Leia o texto e responda a questão abaixo.

         Canção
Pus meu sonho num navio e o navio em cima do mar; – depois, abri o mar com as mãos para o meu sonha
naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas do azul das ondas entreabertas e a cor que escorre dos meus dedos colore
as areias desertas.
O vento vem vindo de longe, a noite se curva de frio; debaixo da água vai morrendo meu sonho, dentro de um
navio...
Chorarei quanto for preciso, para fazer com que o mar cresça, e o meu navio chegue ao fundo e o meu sonho
desapareça.
Depois, tudo estará perfeito; praia lisa, águas ordenadas, meus olhos secos, com pedras e as minhas duas mãos
quebradas.

Neste poema, há algumas figuras de linguagem. Abaixo, você tem, em cada item, primeiro os versos e depois, o
nome de uma dessas figuras. Observe:
   I.      Minhas mãos ainda estão molhadas /do azul das ondas entreabertas (sinestesia)
   II.     E a cor que escorre dos meus dedos (metonímia)
   III.    O vento vem vindo de longe (aliteração)
   IV.     A noite se curva de frio (personificação)
   V.      E o meu navio chegue ao fundo / e o meu sonho desapareça (polissídeto)
Considerando-se a relação verso / figura de linguagem, pode-se afirmar que:
   a) Apenas I, II e III estão corretas.
   b) Apenas I, III e IV estão corretas.
   c) Apenas II está correta.
   d) Apenas I, IV e V estão corretas.
   e) Todas estão corretas.

    2. A conhecida ironia de Machado de Assis fica evidente na seguinte passagem do romance “Memórias
        póstumas de Brás Cubas”:
        “... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis...”
Nesse, corno em muitos outros trechos de seus romances, o escritor usa com maestria as palavras, obtendo, por
meio de sua combinação, o efeito cômico desejado. Diga qual é a ironia presente na passagem citada e explique
de que maneira Machado consegue obter o efeito cômico por meio das relações de significação que se
estabelecem entre as palavras que ele escolheu.

   3. Em “Dizem que os cariocas somos pouco aos jardins públicos”, há
      a) Pleonasmo
      b) Hipérbato de pessoa.
      c) Silepse de gênero.
      d) Silepse de pessoa.
      e) Silepse de número.

   4. Identifique nos textos abaixo os recursos estilísticos empregados. Trata-se de metáfora, comparação ou
      metonímia.
      a) Para a florista
          as flores são como beijos,
          são como fadas disfarçadas. (Roseana Murray)

       b) Sou metal, raio, relâmpago e trovão
          Sou metal, eu sou ouro em seu brasão
          Sou metal: me sabe o sopro do dragão. (Legião Urbana)
c) O que eu posso ser para você?
      Um atalho para casa, uma filha no vento
      Um gesto gentil de alguém
      Um agasalho quando escurecer
      O que eu posso ser para você?

   d) O trem da juventude é veloz
      Quando foi olhar já passou
      Os trilhos do destino cruzando entre nós
      Pela vida trazendo o novo (Hebert Viana)

   e) O bonde passa cheio de pernas
      Pernas brancas pretas e amarelas (Carlos Drummond)

   f)   Os barcos são a alegria deste lugar
        Toda tarde tem festa
        Quando chegam do mar
        Os velhos numa mesa
        São como uma visão
        Bebendo a tarde inteira
        Cantando uma canção (Hebert Viana)

5. Identifique nas frases abaixo os recursos estilísticos empregados.
   a) Diante de tanta tristeza, ela preferiu faltar com a verdade.
   b) Estou esperando você há séculos.
   c) Pela lente do amor
         Vejo tudo crescer,
         Vejo a vida mil vezes melhor. (Gilberto Gil)
   d) Porque o sentido oculto das coisas
         É elas não terem sentido oculto nenhum. (Fernando Pessoa)
   e) O cipreste inclina-se em fina reverência
         e as margaridas estremecem, sobressaltadas. (Cecília Meireles)
   f) Moça linda bem tratada,
         Três séculos de família,
         Burra como uma porta:
         Um amor!
   g) A ventania às vezes surpreendia
         As janelas abertas do meu lar
         E então as doces sombras se moviam,
         Trêmulas, trêmulas a bailar. (Jorge de Lima)
   h) De repente, porém,
         Como se o País tivesse saído
         Da beira do abismo,
         Mil bocas de alto-falantes
         Exclamam alucinadas pela amplidão
         - Gôôô...ol!!! (Ascenso Ferreira)
   i) Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
      - “Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
      Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!” (Machado de Assis).
QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES E DO ENEM
O texto a seguir servirá de base para as questões de 1 a 3

        Um dia, sem querer, você mãe, abre uma das gavetas do seu filho adolescente e encontra um cigarro de
maconha. A sensação é de decepção, medo, angústia, seguida da terrível constatação: “Mau filho é um
drogado”. Enquanto torce mentalmente para que ele não esteja viciado, você, sem perceber, se vê abrindo a
gaveta de remédios para retirar o calmante que usa nos momentos de tensão, antevendo a inevitável e difícil
conversa que precisará travar quando ele chegar. É nessa gaveta de medicamentos que você encontra o alívio
para o corpo e a alma. São analgésicos para a dor, ansiolíticos para relaxar, anti-inflamatórios e até mesmo
comprimidos de anfetamina usados para conter o apetite que tantas vezes você não consegue controlar
naturalmente.
        Em meio ao nervosismo, você não se dá conta de que alguns desses remédios ingeridos diariamente
podem causar mais danos e dependência que as substâncias que você conhece como “drogas ilícitas”. Esteja
certo: se um químico fizesse uma análise fria das substâncias encontradas na sua gaveta e na do seu filho, o
garoto não seria o único a precisar de uma conversa séria sobre o perigo de se amparar em muletas psicoativas.
        “Do ponto de vista científico, não há diferença entre um dependente de cocaína e um viciado em
remédios que contêm anfetamina”, diz o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira.
        Enquanto prevalece uma estranha cortina de silêncio sobre o problema da farmacodependência,
milhares de pessoas que ingerem medicamentos correm, sem saber, risco de se tornarem dependentes. Um
problema que conta com a irresponsabilidade de alguns médicos e os interesses bilionários de uma das mais
poderosas forças econômicas mundiais: a indústria farmacêutica.
                                                            (Adaptado da Revista Superinteressante, fev. 2003)

    1. (Cefet-PR) Segundo o texto, é incorreto afirmar que:

    a) Os pais viciados em remédios são responsabilizados pelo uso abusivo que os filhos fazem de substâncias
       tóxicas, pois dão o exemplo.
    b) As atitudes da mãe e do filho são comparadas através do uso que ambos fazem de algum tipo de
       substância tóxica.
    c) Tanto a mãe como o filho, do ponto de vista científico, podem ser considerados viciados.
    d) Alguns remédios, ou drogas lícitas, podem prejudicar mais seu dependente do que as “drogas ilícitas”.
    e) A indústria farmacêutica negligenciada o problema por interesses econômicos.

    2. (Cefet-PR) O texto dado não apresenta característica:
       a) Narrativa.
       b) Publicitária.
       c) Opinativa.
       d) Informativa.
       e) Argumentativa.

    3. (Cefet-PR) Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.
       a) No texto, não há metáforas ou palavras usadas em sentido figurado por se tratar aqui de um texto
           com bases científicas.
       b) Trata-se de um texto exclusivamente científico por apresentar palavras de uso específico da área da
           bioquímica.
       c) O texto estabelece uma comparação central entre os interesses dos pais e os interesses da indústria
           farmacêutica.
       d) O termo “drogas ilícitas” refere-se, no texto, aos remédios usados abusivamente como se fossem
           entorpecentes.
       e) O uso da segunda pessoa você, no texto, tem a intenção de aproximar o leitor do problema, e não
           pode ser considerado um erro.
4. (Cefet-PR) Leia o texto publicitário a seguir e assinale a alternativa correta.
       “Pense rápido. Pense Celta Energy 1.4.
       O celta possui o motor mais potente da categoria. Foi feito na medida para você, que exige alta
       tecnologia num carro econômico. É ver para crer.” (Fonte: www.chevrolet.com.br. – 2 out. 2003)

        a) O termo rápido pode ser substituído por rapidamente, sem que a mensagem publicitária seja
           alterada.
        b) A propaganda é enganosa, pois é impossível aliar alta tecnologia à economia.
        c) A expressão “da categoria” deveria ser eliminada, pois restringe a ideia de potência.
        d) No texto, há recursos que visam à interação com o leitor, que é tratado como pessoa criteriosa em
           matéria de carros.
        e) A expressão “É ver *para crer”, por ser de uso corrente, não deveria ser usada nessa modalidade de
           texto escrito.

Texto de referência para as questões de 5 a 8.

                                    Belicismo de Bush rende Nobel a Carter

          O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter foi apontado, ontem, como o ganhador do Prêmio
Nobel da Paz deste ano, numa inusitada e pouco velada crítica à política militarista do atual presidente dos EUA,
George W. Bush.
          O presidente da Comissão Nobel, Gunnar Berge, disse depois de anunciar Carter como o ganhador do
prêmio, que a escolha poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual administração
(americana) está adotando, numa referência à escalada da retórica de guerra de Washington contra o Iraque.
          Mas outros membros da comissão – que normalmente não expressam suas posições sobre questões
políticas – desmentiram que a crítica a Bush tivesse motivado a escolha de Carter. “Essa não é a opinião da
comissão”, declarou uma das juradas do Nobel, Inger Marie Ytterhorn.
                                                                                   Gazeta do Povo, 12 out. 2002.

    5. (Cefet-PR) Assinale a alternativa correta a respeito do texto.
    a) As ações de George W. Bush em questões bélicas assemelham-se às de Jimmy Carter.
    b) As ações militaristas de Bush favoreceram a escolha de Carter como ganhador do prêmio Nobel da Paz,
       segundo Gunnar Berge.
    c) O prêmio não deveria ser de Carter porque os EUA constantemente estão envolvidos em conflitos
       bélicos.
    d) Nem todos os membros da comissão acham que o prêmio deveria ser de Carter.
    e) Inger Marie Ytterhorn, costumeiramente, desmentiu Gunnar Berge.

    6. (Cefet-PR) Os termos “inusitada”, “pouco velada” e “retórica” significam, no texto, respectivamente:
       a) Incomum, mal disfarçada, discurso.
       b) Memorável, brilhante, fala.
       c) Rara, clara, ataque.
       d) Abrangente, pouco oculta, política.
       e) Total, esclarecedora, crítica.

    7. (Cefet-PR) Assinale a alternativa que não reescreve corretamente o segundo parágrafo do texto.
    a) Depois de anunciar Carter como o ganhador do prêmio, o presidente da Comissão Nobel, Gunnar
       Berge, disse que a escolha poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual
       administração (americana) está adotando, numa referência à escalada da retórica de guerra de
       Washington contra o Iraque.
    b) Numa referência à escalada da retórica de guerra de Washington contra o Iraque, o presidente da
       Comissão Nobel, Gunnar Berge, disse, depois de anunciar Carter como o ganhador do prêmio, que a
       escolha poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual administração
       (americana) está adotando.
c) A escolha que poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual administração
      (americana) está adotando, disse o presidente da Comissão Nobel, Gunnar Berge, depois de anunciar
      Carter como o ganhador do prêmio, uma referência à escalada da retórica de guerra de Washington
      contra o Iraque.
   d) Gunnar Berge, presidente da Comissão Nobel, depois de anunciar Carter como o ganhador do prêmio,
      disse que a escolha poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual
      administração (americana) está adotando, numa referência à escalada da retórica de guerra de
      Washington contra o Iraque.
   e) O presidente da Comissão Nobel, Gunnar Berge, depois de anunciar Carter como ganhador do prêmio,
      disse que a escolha poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual
      administração (americana) está adotando, numa referência à escalada da retórica de guerra de
      Washington contra o Iraque.

   8. (Cefet-PR) Assinale a alternativa incorreta a respeito do texto.
      a) O terceiro parágrafo introduz uma ideia nova ao texto.
      b) O segundo parágrafo complementa e esclarece as informações dadas no primeiro.
      c) As informações do terceiro parágrafo se opõem às do segundo.
      d) A ideia contida no título é sustentada pelas informações do segundo parágrafo.
      e) As informações do segundo e do terceiro parágrafo se opõem às do primeiro.

Texto para as questões 9 e 10.

“Vi Cidade de Deus de Fernando Meirelles. Gostei. Vi Carandiru, de Hector Babenco, um dos bons cineastas do
mundo. Gostei também, a despeito de algumas reservas que só têm relação com o ritmo da narrativa. A crítica
sendo a qual ambos os filmes são lenientes com a violência e tentam estetizá-la, endeusando a bandidagem, é
coisa de gente botocuda, que supõe (ou faz de conta que supõe) que um filme deva ser dirigido como um
tribunal, resguardando o direito de defesa. Cineastas, a exemplo de romancistas e quaisquer outros artistas,
têm o direito de eleger à vontade seus bandidos e heróis. Devem satisfação apenas a si mesmos e a seu público.
                                                                         AZEVEDO, Reinaldo. Bravo!, set. 2003.

   9. (Cefet-PR) Os trechos das alternativas a seguir são sequências do texto dado, com adaptações. Assinale
      a que não complementa ou não reitera as ideias nele postuladas.
      a) A obra de arte não tem nenhuma obrigação de ser moral, justa ou ética. Aliás até prefiro que não
          seja.
      b) De todo modo, confesso que minha tolerância com dramas sociais no cinema atingiu o ponto de
          saturação com O homem do ano, de J. H. Fonseca.
      c) A sordidez costuma ser um terreno mais fértil para as paixões humanas do que os bons
          sentimentos.
      d) Gente normal é agradável à convivência, mas raramente sustentam mais de um parágrafo
          interessante ou uma sequência que nos mantenha presos à poltrona.
      e) Cineastas não precisam nortear seus trabalhos pela crítica de cinema.

   10. (Cefet-PR) Assinale a alternativa correta.
       a) “A despeito de” pode ser substituído por “apesar de”, sem prejuízo para o sentido do texto.
       b) “Que” tem como referência o “ritmo da narrativa”.
       c) “Só”, no texto, tem o mesmo sentido de “só” em “antes só do que mal acompanhado”.
       d) “Segundo” pode ser substituído, no texto, por “cuja” sem alteração de sentido.
       e) “Deva” não está atendendo à língua padrão e deveria ser substituído por “deve”.

Leia atentamente o texto e responda às questões de 11 a 14.

          A última das três abordagens, entre as teorias idealistas, é a que considera cultura como sistemas
simbólicos. Esta posição foi desenvolvida nos Estados Unidos principalmente por antropólogos: o já conhecido
Clifford Geertz e David Schneider.
O primeiro deles busca uma definição de homem baseada na definição de cultura.
           Para isto, refuta a ideia de uma forma ideal de homem, decorrente do iluminismo e da antropologia
clássica, perto da qual as demais eram distorções ou aproximações, e tenta resolver o paradoxo (...) de uma
imensa variedade cultural que contrasta com a unidade da espécie humana.
           Para isto, a cultura deve ser considerada “não um complexo de comportamentos concretos mas um
conjunto de mecanismos de controle, planos, receitas, regras, instruções (que os técnicos de computadores
chamam programa) para governar o comportamento”. Assim, para Geertz, todos os homens são geneticamente
aptos para receber um programa, e este programa é o que chamamos cultura. E esta formulação – que
consideramos uma nova maneira de encarar a unidade da espécie – permitiu a Geertz afirmar que “um dos mais
significativos fatos sobre nós pode ser finalmente a constatação de que todos nascemos com um equipamento
para viver mil vidas, mas terminamos no fim tento vivido uma só!”
LARAIA, Roque de Barros. Cultura, um conceito antropológico. 16 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 62.

   11. (FGV-SP) Assinale a alternativa correta.
       a) Geertz define o homem com base na cultura.
       b) Geertz não encontra uma definição de homem baseada na cultura.
       c) Geertz rejeita a noção de homens ideais, cujas ideias provêm do Iluminismo.
       d) O autor do livro rejeita a noção do homem ideal, característica do Iluminismo.
       e) É paradoxal a ideia de que o homem seja definido por sua cultura.

   12. (FGV-SP) O texto introduz parágrafos duas vezes com a expressão “Para isto”. Assinale a alternativa
       correta em relação a essa expressão no texto.
       a) Na primeira ocorrência, “isto” significa definição de cultura.
       b) Na primeira ocorrência, “isto” significa cultura.
       c) Na segunda ocorrência, “isto” significa resolver o paradoxo.
       d) Na segunda ocorrência, “isto” significa refutar uma forma ideal de homem.
       e) Na segunda ocorrência, “isto” significa a cultura deve ser considerada um programa.

   13. (FGV-SP) De acordo com o texto:
       a) Para Geertz, é um paradoxo a cultura assemelhar-se a um programa de computador.
       b) Para Geertz, a noção de cultura se assemelha à noção de programa de computador.
       c) Para o autor do texto, é um paradoxo a cultura assemelhar-se a um programa de computador.
       d) Não fosse pelo fato de referir-se a computador, a noção de programa seria semelhante à noção de
          cultura.
       e) O autor do texto é contrário às opiniões de Geertz sobre cultura.

   14. (FGV-SP) Leia a afirmação de Geertz, transcrita nas últimas linhas do texto. Com base nessa afirmação,
       podemos dizer que:
       a) O equipamento para viver mil vidas, com o qual nascemos, é alterado pela cultura para que vivamos
          poucas das possibilidades.
       b) Ao nascer, o homem tem condições potenciais de viver vários programas, mas vai escolher um só.
       c) O ser humano tem condições potenciais de viver aquele que lhe oferece a cultura em que nasce.
       d) É uma pena a cultura restringir as opções de estilo de vida do homem.
       e) A vida que vivemos é determinada pelo equipamento com que nascemos.

   15. (FGV-SP) Assinale a alternativa que não é abonada pela norma culta, quanto à regência.
       a) Tratou-o com fidalguia, como a um padre.
       b) Não lhe perguntou nada, apenas concordou com o que ele dizia.
       c) É claro que Jesus a ama!
       d) José agradeceu o homem que lhe trouxera o presente e retirou-se.
       e) O chefe não lhe permitiu atender o cliente.
16. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que um verbo, tomando outro sentido, tem alterada a sua
    predicação.
    a) O alfaiate virou e desvirou o terno, à procura de um defeito. / Francisco virou a cabeça para o lado,
       indiferente.
    b) Clotilde anda rápido como um raio. / Clotilde anda adoentada ultimamente.
    c) A mim não me negam lugar na fila. / Neguei o acesso ao prédio, como me cabia faze.
    d) Não assiste ao prefeito o direito de julgar essa questão. / Não assisti ao filme que você mencionou.
    e) Visei o alvo e atirei. / As autoridades portuárias visaram o passaporte.

17. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que a ausência da preposição, antes do pronome relativo que, está
    de acordo com a norma culta.
    a) É uma quantia vultosa, que o Estado não dispõe: falta-lhe numerário.
    b) Vi claramente o bolso que você pôs o dinheiro nele.
    c) Não interessava perguntar qual a agência que remetente enviou a carta.
    d) A garota que eu gosto não está namorando mais. Chegou a minha oportunidade.
    e) Essa era a declaração que o alcaide insistia em fazer.

18. (FGV-SP) Das alternativas abaixo, assinale aquela em que a oração destacada indica uma condição.
    a) A menos que ele faça o pagamento da fatura, seu crédito não será restabelecido.
    b) Não sabia se devia esperar pelo chefe naquela rua deserta.
    c) Se o trator derrubar o casebre, seus moradores vão ficar na rua.
    d) O garoto não era assim tão forte; por isso, devia-se ajuda-lo.
    e) Ei-la que passa sem perceber que é bonita como uma deusa.

19. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que o uso dos verbos “fazer”, “haver” e “ser” está de acordo com a
    norma culta.
    a) Ele não se olhava no espelho haviam três dias. A esposa se queixava muito daquela situação.
    b) Faziam dias alegres naquele verão. Muito calor e muita mulher bonita.
    c) Não houveram mais casos de dengue nas redondezas, desde a intervenção do médico.
    d) Meu maior incômodo são as aves noturnas que vêm fazer ninho no forro da casa.
    e) Agora são meio-dia. As pessoas que fazem a sesta se dirigem a casa.

20. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que a grafia das palavras está correta.
    a) Beneficiente, asterístico, Ciclano, sobrancelha, excessão.
    b) Estorno, beneficente, pretensão, Sicrano, assessor.
    c) Auto-falante, eletricista, asterístico, exceção, losângulo.
    d) Estorno, previlégio, prazeiroso, sombramcelha, pretenção.
    e) Estorno, privilégio, beneficiente, acessor, celebral.

21. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que as formas “mal” ou “mau” estão utilizadas de acordo com a
    norma culta.
    a) Mau-agradecidas, as juízas se postaram diante do procurador, a exigir recompensa.
    b) Seu mal humor ultrapassava os limites do suportável.
    c) Mal chegou a dizer isso, e tomou um sopapo que o lançou longe.
    d) As respostas estavam mau dispostas sobre a mesa, de forma que ninguém sabia a sequência
       correta.
    e) Então, mau ajeitada, desceu triste para o salão, sem perceber que alguém o observava.

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Figuras de linguagem

  • 1. FIGURAS DE LINGUAGEM Figuras de palavras As figuras de palavras consistem no emprego de um termo com sentido diferente daquele convencionalmente empregado, a fim de conseguir um efeito mais expressivo na comunicação. 1. METÁFORA Pode ser entendida com uma transferência valorativa conotativa. Ex.: “O tempo é uma cadeira ao sol, e nada mais”. (Carlos Drummond de Andrade) 2. COMPARAÇÃO Tipo de metáfora que apresenta conectivos comparativos. Ex.: “A liberdade das almas, frágil, como vidro”. (Cecília Meireles) 3. SINESTESIA Tipo de metáfora que consiste na fusão de sensações diferentes numa mesma expressão. Ex.: “Olívia era atraente, tinha uns olhos quentes, uma boca vermelha de lábios cheios”. ( sensação visual, sensação tátil – térmica) (Clarice Lispector) 4. CATACRESE É um tipo especial de metáfora, é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente nenhum vestígio de inovação. São exemplos de catacrese: Folhas de livro Pé de mesa Dente de alho Braço do rio Céu da boca 5. ALEGORIA Acúmulo de metáforas referindo-se ao mesmo objeto. Ex.: “A vida é uma Ópera, é uma grande Ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimários, quando não são o soprano e o contralto que lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários. Há numerosos, muitos bailados, e orquestra é excelente...” (Machado de Assis) 6. METONÍMIA Substituição valorativa conotativa em que as palavras apresentam algum grau de semelhança, relação, proximidade de sentido, ou implicação mútua. Tal substituição realiza-se de inúmeros modos: a) O continente pelo conteúdo e vice-versa: Ex.: Antes de sair, tomamos um cálice de licor. (= o conteúdo de uma cálice) b) A causa pelo efeito e vice-versa: c) O lugar de origem ou de produção pelo produto? Ex.: Comprei uma garrafa do legítimo porto. (=vinho da cidade do Porto) d) O autor pela obra; Ex.: Ela parecia ler Jorge Amado. (= a obra de Jorge Amado) e) O abstrato pelo concreto e vice-versa: Ex.: Não devemos contar com o seu coração. (=sentimento) f) O símbolo pela coisa simbolizada Ex.: Não te afastes da cruz. (=cristianismo)
  • 2. g) A matéria pelo produto e vice-versa. Ex.: Lento, o bronze soa. (=o sino) h) O inventor pelo invento. Ex.: Edson ilumina o mundo. (=a energia elétrica) i) A coisa pelo lugar: Ex.: Vou à Prefeitura. (= ao edifício da Prefeitura) j) O instrumento pela pessoa que o utiliza: Ex.: Ele é um bom garfo. (= guloso). 7. SINÉDOQUE Tipo de metonímia que consiste na substituição de um termo por outro, havendo ampliação. Encontramos sinédoque nos seguintes casos: a) O todo pela parte e vice-versa: Ex.: “A cidade inteira viu assombrada, de queixo caído, o pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos de seu cavalo”. (I = povo, II = parte das patas). (J. Cândido de Carvalho). b) O singular pelo plural e vice-versa: Ex.: O paulista é tímido; o carioca, atrevido. (= todos os paulistas, todos os cariocas). c) O indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum): Ex.: Para os artistas ele foi um mecenas. (= protetor). 8. ANTONOMÁSIA Tipo de metonímia que ocorre quando designamos uma pessoa por uma qualidade, característica ou fato que a distingue. Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, alcunha ou cognome. Ex.: “E ai rabi simples, que a igualdade prega, rasga e enlameia a túnica inconsútil”. (Cristo). (Raimundo Correia). 9. PERÍFRASE Tipo de metonímia que consiste no torneio de palavras para expressar algum objeto, acidente geográfico, ou situação que não se quer nomear. Ex.: “Cidade maravilhosa / Cheia de encantos mil”. (André Filho) FIGURAS DE PENSAMENTO As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado das palavras, ao seu ?????? 1. IRONIA Pelo contexto, pela entonação, pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa ou sarcástica. Ex.: “Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor”. (Mário de Andrade) 2. ANTÍTESE Apresentação de palavras ou expressões de sentidos opostos. Ex.: “Amigos e inimigos estão, amiúde, em posições trocadas. Uns nos querem mal e fazem-nos o bem. Outros nos almejam o bem e nos fazem o mal”. (Rui Barbosa) 3. PARADOXO Consiste na aproximação de palavras ou expressões que, em tese, são inaproximáveis. É uma verdade enunciada com aparência de mentira. Ex.: “O mito é o nada que é tudo”. (Fernando Pessoa)
  • 3. 4. PROSOPOPEIA OU PERSONIFICAÇÃO Atribui-se movimento, ação, fala, sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a seres inanimados ou imaginários. Ex.: “Um frio inteligente (...) percorria o jardim...” (Clarice Lispector) 5. EUFEMISMO Uma palavra ou expressão é empregada para atenuar uma verdade tida com penosa, desagradável chocante. Ex.: “O rapaz saltou da ponte da vida”. (Manuel Bandeira) 6. HIPÉRBOLO Exagero de uma ideia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de impacto. Ex.: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!”(Olavo Bilac) 7. GRADAÇÃO Sequência de palavras que intensificam uma mesma ideia. Ex.: “Dissecou-a, a tal ponto, e com tal arte, que ela / rota, baça, nojenta, vil / Sucumbiu...”(Raimundo Correia) 8. APÓSTROFE Invocação de uma pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e é utilizada para dar ênfase à expressão. Ex.: “Deus! Ó Deus! Onde estás, que não respondes?” (Castro Alves) FIGURAS DE HARMONIA Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos produzidos na linguagem quando há repetição de sons, ou ainda quando se procura “imitar” sons produzidos por coisas ou seres. 1. ALITERAÇÃO Repetição do mesmo som consonantal, geralmente em posição inicial da palavra. Ex.: “Toda gente homenageia Januária na janela”. (Chico Buarque) 2. ASSONÂNCIA Repetição do mesmo som consonantal, geralmente em posição inicial da palvra. Ex.: “A ponte aponta E se desaponta. A tontinha tenta Limpar a tinta Ponto por ponto E pinta por pinta...”(Cecília Meireles) 3. PARANOMÁSIA Reprodução de sons semelhantes em palavras de significações diversas. Ex.: “Que a morte apressada seja tributo do entendimento, e a vida larga atributo da ignorância”. (Vieira) 4. ONOMATOPEIA Uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído ou som. Ex.: “Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r- eterno”. (Fernando Pessoa)
  • 4. EXERCÍCIOS 1. Leia o texto e responda a questão abaixo. Canção Pus meu sonho num navio e o navio em cima do mar; – depois, abri o mar com as mãos para o meu sonha naufragar. Minhas mãos ainda estão molhadas do azul das ondas entreabertas e a cor que escorre dos meus dedos colore as areias desertas. O vento vem vindo de longe, a noite se curva de frio; debaixo da água vai morrendo meu sonho, dentro de um navio... Chorarei quanto for preciso, para fazer com que o mar cresça, e o meu navio chegue ao fundo e o meu sonho desapareça. Depois, tudo estará perfeito; praia lisa, águas ordenadas, meus olhos secos, com pedras e as minhas duas mãos quebradas. Neste poema, há algumas figuras de linguagem. Abaixo, você tem, em cada item, primeiro os versos e depois, o nome de uma dessas figuras. Observe: I. Minhas mãos ainda estão molhadas /do azul das ondas entreabertas (sinestesia) II. E a cor que escorre dos meus dedos (metonímia) III. O vento vem vindo de longe (aliteração) IV. A noite se curva de frio (personificação) V. E o meu navio chegue ao fundo / e o meu sonho desapareça (polissídeto) Considerando-se a relação verso / figura de linguagem, pode-se afirmar que: a) Apenas I, II e III estão corretas. b) Apenas I, III e IV estão corretas. c) Apenas II está correta. d) Apenas I, IV e V estão corretas. e) Todas estão corretas. 2. A conhecida ironia de Machado de Assis fica evidente na seguinte passagem do romance “Memórias póstumas de Brás Cubas”: “... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis...” Nesse, corno em muitos outros trechos de seus romances, o escritor usa com maestria as palavras, obtendo, por meio de sua combinação, o efeito cômico desejado. Diga qual é a ironia presente na passagem citada e explique de que maneira Machado consegue obter o efeito cômico por meio das relações de significação que se estabelecem entre as palavras que ele escolheu. 3. Em “Dizem que os cariocas somos pouco aos jardins públicos”, há a) Pleonasmo b) Hipérbato de pessoa. c) Silepse de gênero. d) Silepse de pessoa. e) Silepse de número. 4. Identifique nos textos abaixo os recursos estilísticos empregados. Trata-se de metáfora, comparação ou metonímia. a) Para a florista as flores são como beijos, são como fadas disfarçadas. (Roseana Murray) b) Sou metal, raio, relâmpago e trovão Sou metal, eu sou ouro em seu brasão Sou metal: me sabe o sopro do dragão. (Legião Urbana)
  • 5. c) O que eu posso ser para você? Um atalho para casa, uma filha no vento Um gesto gentil de alguém Um agasalho quando escurecer O que eu posso ser para você? d) O trem da juventude é veloz Quando foi olhar já passou Os trilhos do destino cruzando entre nós Pela vida trazendo o novo (Hebert Viana) e) O bonde passa cheio de pernas Pernas brancas pretas e amarelas (Carlos Drummond) f) Os barcos são a alegria deste lugar Toda tarde tem festa Quando chegam do mar Os velhos numa mesa São como uma visão Bebendo a tarde inteira Cantando uma canção (Hebert Viana) 5. Identifique nas frases abaixo os recursos estilísticos empregados. a) Diante de tanta tristeza, ela preferiu faltar com a verdade. b) Estou esperando você há séculos. c) Pela lente do amor Vejo tudo crescer, Vejo a vida mil vezes melhor. (Gilberto Gil) d) Porque o sentido oculto das coisas É elas não terem sentido oculto nenhum. (Fernando Pessoa) e) O cipreste inclina-se em fina reverência e as margaridas estremecem, sobressaltadas. (Cecília Meireles) f) Moça linda bem tratada, Três séculos de família, Burra como uma porta: Um amor! g) A ventania às vezes surpreendia As janelas abertas do meu lar E então as doces sombras se moviam, Trêmulas, trêmulas a bailar. (Jorge de Lima) h) De repente, porém, Como se o País tivesse saído Da beira do abismo, Mil bocas de alto-falantes Exclamam alucinadas pela amplidão - Gôôô...ol!!! (Ascenso Ferreira) i) Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume: - “Quem me dera que fosse aquela loura estrela, Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!” (Machado de Assis).
  • 6. QUESTÕES E TESTES DE VESTIBULARES E DO ENEM O texto a seguir servirá de base para as questões de 1 a 3 Um dia, sem querer, você mãe, abre uma das gavetas do seu filho adolescente e encontra um cigarro de maconha. A sensação é de decepção, medo, angústia, seguida da terrível constatação: “Mau filho é um drogado”. Enquanto torce mentalmente para que ele não esteja viciado, você, sem perceber, se vê abrindo a gaveta de remédios para retirar o calmante que usa nos momentos de tensão, antevendo a inevitável e difícil conversa que precisará travar quando ele chegar. É nessa gaveta de medicamentos que você encontra o alívio para o corpo e a alma. São analgésicos para a dor, ansiolíticos para relaxar, anti-inflamatórios e até mesmo comprimidos de anfetamina usados para conter o apetite que tantas vezes você não consegue controlar naturalmente. Em meio ao nervosismo, você não se dá conta de que alguns desses remédios ingeridos diariamente podem causar mais danos e dependência que as substâncias que você conhece como “drogas ilícitas”. Esteja certo: se um químico fizesse uma análise fria das substâncias encontradas na sua gaveta e na do seu filho, o garoto não seria o único a precisar de uma conversa séria sobre o perigo de se amparar em muletas psicoativas. “Do ponto de vista científico, não há diferença entre um dependente de cocaína e um viciado em remédios que contêm anfetamina”, diz o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira. Enquanto prevalece uma estranha cortina de silêncio sobre o problema da farmacodependência, milhares de pessoas que ingerem medicamentos correm, sem saber, risco de se tornarem dependentes. Um problema que conta com a irresponsabilidade de alguns médicos e os interesses bilionários de uma das mais poderosas forças econômicas mundiais: a indústria farmacêutica. (Adaptado da Revista Superinteressante, fev. 2003) 1. (Cefet-PR) Segundo o texto, é incorreto afirmar que: a) Os pais viciados em remédios são responsabilizados pelo uso abusivo que os filhos fazem de substâncias tóxicas, pois dão o exemplo. b) As atitudes da mãe e do filho são comparadas através do uso que ambos fazem de algum tipo de substância tóxica. c) Tanto a mãe como o filho, do ponto de vista científico, podem ser considerados viciados. d) Alguns remédios, ou drogas lícitas, podem prejudicar mais seu dependente do que as “drogas ilícitas”. e) A indústria farmacêutica negligenciada o problema por interesses econômicos. 2. (Cefet-PR) O texto dado não apresenta característica: a) Narrativa. b) Publicitária. c) Opinativa. d) Informativa. e) Argumentativa. 3. (Cefet-PR) Assinale a alternativa correta de acordo com o texto. a) No texto, não há metáforas ou palavras usadas em sentido figurado por se tratar aqui de um texto com bases científicas. b) Trata-se de um texto exclusivamente científico por apresentar palavras de uso específico da área da bioquímica. c) O texto estabelece uma comparação central entre os interesses dos pais e os interesses da indústria farmacêutica. d) O termo “drogas ilícitas” refere-se, no texto, aos remédios usados abusivamente como se fossem entorpecentes. e) O uso da segunda pessoa você, no texto, tem a intenção de aproximar o leitor do problema, e não pode ser considerado um erro.
  • 7. 4. (Cefet-PR) Leia o texto publicitário a seguir e assinale a alternativa correta. “Pense rápido. Pense Celta Energy 1.4. O celta possui o motor mais potente da categoria. Foi feito na medida para você, que exige alta tecnologia num carro econômico. É ver para crer.” (Fonte: www.chevrolet.com.br. – 2 out. 2003) a) O termo rápido pode ser substituído por rapidamente, sem que a mensagem publicitária seja alterada. b) A propaganda é enganosa, pois é impossível aliar alta tecnologia à economia. c) A expressão “da categoria” deveria ser eliminada, pois restringe a ideia de potência. d) No texto, há recursos que visam à interação com o leitor, que é tratado como pessoa criteriosa em matéria de carros. e) A expressão “É ver *para crer”, por ser de uso corrente, não deveria ser usada nessa modalidade de texto escrito. Texto de referência para as questões de 5 a 8. Belicismo de Bush rende Nobel a Carter O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter foi apontado, ontem, como o ganhador do Prêmio Nobel da Paz deste ano, numa inusitada e pouco velada crítica à política militarista do atual presidente dos EUA, George W. Bush. O presidente da Comissão Nobel, Gunnar Berge, disse depois de anunciar Carter como o ganhador do prêmio, que a escolha poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual administração (americana) está adotando, numa referência à escalada da retórica de guerra de Washington contra o Iraque. Mas outros membros da comissão – que normalmente não expressam suas posições sobre questões políticas – desmentiram que a crítica a Bush tivesse motivado a escolha de Carter. “Essa não é a opinião da comissão”, declarou uma das juradas do Nobel, Inger Marie Ytterhorn. Gazeta do Povo, 12 out. 2002. 5. (Cefet-PR) Assinale a alternativa correta a respeito do texto. a) As ações de George W. Bush em questões bélicas assemelham-se às de Jimmy Carter. b) As ações militaristas de Bush favoreceram a escolha de Carter como ganhador do prêmio Nobel da Paz, segundo Gunnar Berge. c) O prêmio não deveria ser de Carter porque os EUA constantemente estão envolvidos em conflitos bélicos. d) Nem todos os membros da comissão acham que o prêmio deveria ser de Carter. e) Inger Marie Ytterhorn, costumeiramente, desmentiu Gunnar Berge. 6. (Cefet-PR) Os termos “inusitada”, “pouco velada” e “retórica” significam, no texto, respectivamente: a) Incomum, mal disfarçada, discurso. b) Memorável, brilhante, fala. c) Rara, clara, ataque. d) Abrangente, pouco oculta, política. e) Total, esclarecedora, crítica. 7. (Cefet-PR) Assinale a alternativa que não reescreve corretamente o segundo parágrafo do texto. a) Depois de anunciar Carter como o ganhador do prêmio, o presidente da Comissão Nobel, Gunnar Berge, disse que a escolha poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual administração (americana) está adotando, numa referência à escalada da retórica de guerra de Washington contra o Iraque. b) Numa referência à escalada da retórica de guerra de Washington contra o Iraque, o presidente da Comissão Nobel, Gunnar Berge, disse, depois de anunciar Carter como o ganhador do prêmio, que a escolha poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual administração (americana) está adotando.
  • 8. c) A escolha que poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual administração (americana) está adotando, disse o presidente da Comissão Nobel, Gunnar Berge, depois de anunciar Carter como o ganhador do prêmio, uma referência à escalada da retórica de guerra de Washington contra o Iraque. d) Gunnar Berge, presidente da Comissão Nobel, depois de anunciar Carter como o ganhador do prêmio, disse que a escolha poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual administração (americana) está adotando, numa referência à escalada da retórica de guerra de Washington contra o Iraque. e) O presidente da Comissão Nobel, Gunnar Berge, depois de anunciar Carter como ganhador do prêmio, disse que a escolha poderia e deveria ser interpretada como uma crítica à linha que a atual administração (americana) está adotando, numa referência à escalada da retórica de guerra de Washington contra o Iraque. 8. (Cefet-PR) Assinale a alternativa incorreta a respeito do texto. a) O terceiro parágrafo introduz uma ideia nova ao texto. b) O segundo parágrafo complementa e esclarece as informações dadas no primeiro. c) As informações do terceiro parágrafo se opõem às do segundo. d) A ideia contida no título é sustentada pelas informações do segundo parágrafo. e) As informações do segundo e do terceiro parágrafo se opõem às do primeiro. Texto para as questões 9 e 10. “Vi Cidade de Deus de Fernando Meirelles. Gostei. Vi Carandiru, de Hector Babenco, um dos bons cineastas do mundo. Gostei também, a despeito de algumas reservas que só têm relação com o ritmo da narrativa. A crítica sendo a qual ambos os filmes são lenientes com a violência e tentam estetizá-la, endeusando a bandidagem, é coisa de gente botocuda, que supõe (ou faz de conta que supõe) que um filme deva ser dirigido como um tribunal, resguardando o direito de defesa. Cineastas, a exemplo de romancistas e quaisquer outros artistas, têm o direito de eleger à vontade seus bandidos e heróis. Devem satisfação apenas a si mesmos e a seu público. AZEVEDO, Reinaldo. Bravo!, set. 2003. 9. (Cefet-PR) Os trechos das alternativas a seguir são sequências do texto dado, com adaptações. Assinale a que não complementa ou não reitera as ideias nele postuladas. a) A obra de arte não tem nenhuma obrigação de ser moral, justa ou ética. Aliás até prefiro que não seja. b) De todo modo, confesso que minha tolerância com dramas sociais no cinema atingiu o ponto de saturação com O homem do ano, de J. H. Fonseca. c) A sordidez costuma ser um terreno mais fértil para as paixões humanas do que os bons sentimentos. d) Gente normal é agradável à convivência, mas raramente sustentam mais de um parágrafo interessante ou uma sequência que nos mantenha presos à poltrona. e) Cineastas não precisam nortear seus trabalhos pela crítica de cinema. 10. (Cefet-PR) Assinale a alternativa correta. a) “A despeito de” pode ser substituído por “apesar de”, sem prejuízo para o sentido do texto. b) “Que” tem como referência o “ritmo da narrativa”. c) “Só”, no texto, tem o mesmo sentido de “só” em “antes só do que mal acompanhado”. d) “Segundo” pode ser substituído, no texto, por “cuja” sem alteração de sentido. e) “Deva” não está atendendo à língua padrão e deveria ser substituído por “deve”. Leia atentamente o texto e responda às questões de 11 a 14. A última das três abordagens, entre as teorias idealistas, é a que considera cultura como sistemas simbólicos. Esta posição foi desenvolvida nos Estados Unidos principalmente por antropólogos: o já conhecido Clifford Geertz e David Schneider.
  • 9. O primeiro deles busca uma definição de homem baseada na definição de cultura. Para isto, refuta a ideia de uma forma ideal de homem, decorrente do iluminismo e da antropologia clássica, perto da qual as demais eram distorções ou aproximações, e tenta resolver o paradoxo (...) de uma imensa variedade cultural que contrasta com a unidade da espécie humana. Para isto, a cultura deve ser considerada “não um complexo de comportamentos concretos mas um conjunto de mecanismos de controle, planos, receitas, regras, instruções (que os técnicos de computadores chamam programa) para governar o comportamento”. Assim, para Geertz, todos os homens são geneticamente aptos para receber um programa, e este programa é o que chamamos cultura. E esta formulação – que consideramos uma nova maneira de encarar a unidade da espécie – permitiu a Geertz afirmar que “um dos mais significativos fatos sobre nós pode ser finalmente a constatação de que todos nascemos com um equipamento para viver mil vidas, mas terminamos no fim tento vivido uma só!” LARAIA, Roque de Barros. Cultura, um conceito antropológico. 16 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 62. 11. (FGV-SP) Assinale a alternativa correta. a) Geertz define o homem com base na cultura. b) Geertz não encontra uma definição de homem baseada na cultura. c) Geertz rejeita a noção de homens ideais, cujas ideias provêm do Iluminismo. d) O autor do livro rejeita a noção do homem ideal, característica do Iluminismo. e) É paradoxal a ideia de que o homem seja definido por sua cultura. 12. (FGV-SP) O texto introduz parágrafos duas vezes com a expressão “Para isto”. Assinale a alternativa correta em relação a essa expressão no texto. a) Na primeira ocorrência, “isto” significa definição de cultura. b) Na primeira ocorrência, “isto” significa cultura. c) Na segunda ocorrência, “isto” significa resolver o paradoxo. d) Na segunda ocorrência, “isto” significa refutar uma forma ideal de homem. e) Na segunda ocorrência, “isto” significa a cultura deve ser considerada um programa. 13. (FGV-SP) De acordo com o texto: a) Para Geertz, é um paradoxo a cultura assemelhar-se a um programa de computador. b) Para Geertz, a noção de cultura se assemelha à noção de programa de computador. c) Para o autor do texto, é um paradoxo a cultura assemelhar-se a um programa de computador. d) Não fosse pelo fato de referir-se a computador, a noção de programa seria semelhante à noção de cultura. e) O autor do texto é contrário às opiniões de Geertz sobre cultura. 14. (FGV-SP) Leia a afirmação de Geertz, transcrita nas últimas linhas do texto. Com base nessa afirmação, podemos dizer que: a) O equipamento para viver mil vidas, com o qual nascemos, é alterado pela cultura para que vivamos poucas das possibilidades. b) Ao nascer, o homem tem condições potenciais de viver vários programas, mas vai escolher um só. c) O ser humano tem condições potenciais de viver aquele que lhe oferece a cultura em que nasce. d) É uma pena a cultura restringir as opções de estilo de vida do homem. e) A vida que vivemos é determinada pelo equipamento com que nascemos. 15. (FGV-SP) Assinale a alternativa que não é abonada pela norma culta, quanto à regência. a) Tratou-o com fidalguia, como a um padre. b) Não lhe perguntou nada, apenas concordou com o que ele dizia. c) É claro que Jesus a ama! d) José agradeceu o homem que lhe trouxera o presente e retirou-se. e) O chefe não lhe permitiu atender o cliente.
  • 10. 16. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que um verbo, tomando outro sentido, tem alterada a sua predicação. a) O alfaiate virou e desvirou o terno, à procura de um defeito. / Francisco virou a cabeça para o lado, indiferente. b) Clotilde anda rápido como um raio. / Clotilde anda adoentada ultimamente. c) A mim não me negam lugar na fila. / Neguei o acesso ao prédio, como me cabia faze. d) Não assiste ao prefeito o direito de julgar essa questão. / Não assisti ao filme que você mencionou. e) Visei o alvo e atirei. / As autoridades portuárias visaram o passaporte. 17. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que a ausência da preposição, antes do pronome relativo que, está de acordo com a norma culta. a) É uma quantia vultosa, que o Estado não dispõe: falta-lhe numerário. b) Vi claramente o bolso que você pôs o dinheiro nele. c) Não interessava perguntar qual a agência que remetente enviou a carta. d) A garota que eu gosto não está namorando mais. Chegou a minha oportunidade. e) Essa era a declaração que o alcaide insistia em fazer. 18. (FGV-SP) Das alternativas abaixo, assinale aquela em que a oração destacada indica uma condição. a) A menos que ele faça o pagamento da fatura, seu crédito não será restabelecido. b) Não sabia se devia esperar pelo chefe naquela rua deserta. c) Se o trator derrubar o casebre, seus moradores vão ficar na rua. d) O garoto não era assim tão forte; por isso, devia-se ajuda-lo. e) Ei-la que passa sem perceber que é bonita como uma deusa. 19. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que o uso dos verbos “fazer”, “haver” e “ser” está de acordo com a norma culta. a) Ele não se olhava no espelho haviam três dias. A esposa se queixava muito daquela situação. b) Faziam dias alegres naquele verão. Muito calor e muita mulher bonita. c) Não houveram mais casos de dengue nas redondezas, desde a intervenção do médico. d) Meu maior incômodo são as aves noturnas que vêm fazer ninho no forro da casa. e) Agora são meio-dia. As pessoas que fazem a sesta se dirigem a casa. 20. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que a grafia das palavras está correta. a) Beneficiente, asterístico, Ciclano, sobrancelha, excessão. b) Estorno, beneficente, pretensão, Sicrano, assessor. c) Auto-falante, eletricista, asterístico, exceção, losângulo. d) Estorno, previlégio, prazeiroso, sombramcelha, pretenção. e) Estorno, privilégio, beneficiente, acessor, celebral. 21. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que as formas “mal” ou “mau” estão utilizadas de acordo com a norma culta. a) Mau-agradecidas, as juízas se postaram diante do procurador, a exigir recompensa. b) Seu mal humor ultrapassava os limites do suportável. c) Mal chegou a dizer isso, e tomou um sopapo que o lançou longe. d) As respostas estavam mau dispostas sobre a mesa, de forma que ninguém sabia a sequência correta. e) Então, mau ajeitada, desceu triste para o salão, sem perceber que alguém o observava.