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Aula pé cavo

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aula pé cavo, Dr. Mauricio Custódio Fabiani, Residente ortopedia e traumatologia chapecó-SC

Publicada em: Saúde e medicina
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Aula pé cavo

  1. 1. PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA TRAUMATOLOGIA-ORTOPEDIA Mauricio Custódio Fabiani R2
  2. 2. Aula pé cavo Mauricio Custódio Fabiani R2
  3. 3. Pé cavo é definido como um pé com o arco plantar aumentado que não diminui com a sustentação do peso. Este arco alto, no entanto, geralmente acompanha um espectro de deformidades: hiperextensão dos artelhos nas articulações MTF e hiperflexão nas articulações IF; pronação e adução do antepé; uma proeminência óssea dorsal do mediopé com dobras de pele enrrugadas na face plantar medial; coluna lateral do pé alongada e coluna medial encurtada; calosidades embaixo das cabeças metatarsais; rigidez variada da articulação subtalar; deformidade em varo fixa ou flexível do calcanhar e retesamento do tendão calcâneo com ou sem eqüino.
  4. 4. • Atualmente a incidência de pé cavo é desconhecida • Menos comum que o pé plano, mas mais doloroso • A deformidade pode ter uma predominância do retropé, antepé ou ambos. • Associado à doenças ortopédicas e neurológicas • Idade de apresentação normalmente na criança é dos 8-12 anos
  5. 5. • A área de apoio sob as cabeças metatarsianas e calcâneo estão diminuídas • Subtalar está verticalizada – Resulta em diminuição da rotação subtalar durante a marcha, com bloqueio da subtalar e chopard.
  6. 6. • Devido a garra e hiperextensão dos metatarsofalangeanas, os dedos não participam do apoio na fase final da marcha. • A fraqueza muscular em torno do pé varia, dependendo da etiologia da deformidade. • A aponeurose plantar funciona como tirante elevando o arco plantar e invertendo o calcâneo.
  7. 7. Tipos Pé cavovaro Pé calcaneocavo Pé equinocavo Antepé Flexão plantar Eqüino rígido Eqüino Retropé Varo Calcâneo Eqüino
  8. 8. • É uma manifestação de um distúrbio neuromuscular, até se prove o contrário • • Quanto a classificação (Ibriham 1990) pode ser dividido em: 1. NEUROMUSCULAR 2. CONGÊNITA 3. TRAUMÁTICA 4. HEREDITÁRIA OU FAMILIAR
  9. 9. • NEUROMUSCULAR (2/3 dos casos) 1. Doença muscular 2. Doenças envolvendo nervos periféricos e raízes nervosas lombosacrais 3. Doenças do corno anterior da medula 4. Doença central e do trato longo Distrofia muscular Charcot-Marie-Tooth, Polineurite, Disrafismo espinhal, Tumor intra- espinhal Poliomielite, Disrafismo espinhal, Siringomielia, diastematomielia, Tumores da medula espinhal, Atrofia muscular espinhal Ataxia de Friedreich, Paralisia cerebral, Síndrome de Roussy-Lévy, Doença cerebelar primária
  10. 10. • CONGÊNITA • TRAUMÁTICA • HEREDITÁRIA OU FAMILIAR PTC, Pé cavo congênito, artrogripose Sequela de síndrome compartimental, Lesão por esmagamento do mi, queimadura grave, consolidação viciosa de fraturas do pé Pé cavo idiopático
  11. 11. • Sintomas: - Variados - Comprimento do pé pode diminuir – queixa de calçado folgado - Dificuldades no uso de calçados - Aparecimento de calosidades, bursites e metatarsalgias - Há dores na marcha prolongada, ao correr e ao ficar em pé por muito tempo – redução da capacidade de absorver choques
  12. 12. – Mobilidade articulações e dedos (redução das deformidades) – Calosidades – Neurológico (sensibilidade, reflexos) – Teste dos blocos de Coleman
  13. 13. Exame físico: Blocos de Coleman: Avalia a flexibilidade e origem da deformidade: 3 tempos: 1º: pé colocado sobre apenas um bloco de madeira com o 1º raio fora do contato (+): normalização do retropé. A causa da deformidade é o 1º raio que está em equino (-): deformidade no antepé como um todo ou no retropé 2º: apoio apenas do calcanhar no bloco (+): antepé como um todo é responsável (-): problema no retropé 3º:combinação dos dois arranjos anteriores com 2 blocos (+): afasta-se que o retropé é o causador da deformidade (-): deformidade combinada
  14. 14. Ângulo talo-calcâneano • Linha desenhada no eixo central do tálus e na borda lateral do calcâneo • Normal 15-30º - ângulo < 15º determina retropé em varo
  15. 15. Avaliação do paciente – Exame Radiográfico Ângulo Pitch do calcâneo Linha desenhada no plano do solo e na borda inferior do calcâneo Normal até 30º - ângulo > 30º determina cavo predominante do retropé
  16. 16. Avaliação do paciente – Exame Radiográfico Ângulo Meary-Tomeno Linha desenhada no eixo central do tálus e no eixo central do 1º metatarsal Útil na avaliação do pé cavo independente da origem, se no retro, no médio ou no antepé
  17. 17. Não existe cura para muitas das doenças neurológicas de base Fraqueza e desequilíbrio muscular não são reversíveis Deformidade plantar tende a progressão Princípios gerais do tratamento
  18. 18. Princípios gerais do tratamento conservador •Se assintomático - expectante Exercícios de alongamento da fáscia plantares e dos músculos plantares curtos (intrínsecos). palmilhas para apoio e conforto até o procedimento cirúrgico. observação periódica
  19. 19. – Corrigir todas as deformidades – Reequilibrar forças musculares restantes – Complexidade da reconstrução aumenta com a gravidade e rigidez deformidades – Deixar abertas outras possibilidades de correção (recidivas) – Orientação ao pacientes ou aos pais sobre caráter não curativo da cirurgia e possível progressão da doença. Portanto durante o crescimento muitos procedimentos podem ser necessários para prevenir deformidades ósseas. Princípios gerais do tratamento Cirúrgico
  20. 20. – Objetivo: » Obter um pé plantigrado » Estável e » indolor Princípios gerais do tratamento Cirúrgico
  21. 21. – Indicações: – Evidência de deformidade progressiva – Sintomas de incapacidade física – Calosidades dolorosas sob as cabeças dos MTTs ou base do 5º – Instabilidade do tornozelo Princípios gerais do tratamento Cirúrgico
  22. 22. • Procedimentos em partes moles: – Fasciotomias • Procedimento de Steindler: » Liberação fáscia plantar, flexor curto dos dedos e quadrado plantar • Goudmann – Capsulotomias
  23. 23. Fáscia Plantar Abdutor Halux
  24. 24. – Alongamentos musculares e/ou tendíneos • Procedimento de Jones: » Transferência do tendão extensor longo hálux p/ colo 1º MTT » Artrodese, tenodese ou condilectomia com tenodese na art. interfalangiana
  25. 25. JONES
  26. 26. JONES
  27. 27. TENOSUSPENSION DE JONES
  28. 28. JONES
  29. 29. JONES
  30. 30. JONES
  31. 31. TENOSUSPENSION DE JONES
  32. 32. JONES
  33. 33. – Alongamentos musculares e/ou tendíneos – Transferencia dos extensores para o cuneiforme medio • Tenotomia dos extensores • Transferência do tibial anterior para lateral • Solidarização do fibular longo com o curto. Tratamento Cirurgico
  34. 34. • Procedimentos ósseos: – Osteotomias: – Em cunha de fechamento (base dorsal 1º MTT): • Mais utilizada em pés adultos e rígidos – Em cunha de abertura (base plantar cunha medial): • Mais utilizada em pés infantis, adolescentes e flexíveis
  35. 35. • Procedimentos ósseos: – Osteotomias: • Em cunha de fechamento (base dorsal 1º MTT): • Mais utilizada em pés adultos e rígidos (Jahss)
  36. 36. • Procedimentos ósseos: – Osteotomia de encurtamento: • Coluna lateral do pé • Se adução e varismo persistirem após correção: aumento da coluna medial – Osteotomia do calcâneo: • Para deformidades graves e rígidas em cavovaro • Dwyer
  37. 37. • Procedimentos ósseos: Tratamento Cirurgico (Samilson)
  38. 38. • Procedimentos ósseos: – Osteotomia de elevação e rotação do mediopé: • Cole • Indicada para recidivas (corrige às custas de artrodeses no mediopé)
  39. 39. • Procedimentos ósseos: – Artrodese tríplice: • Indicada somente para adultos como procedimento de salvação • Leva a sobrecarga de outras articulações, artrose degenerativa e artropatia de Charcot nas art. Adjascentes. Tratamento Cirúrgico

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