Cmt

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Cmt

  1. 1. HISTÓRICOHISTÓRICO Foi inicialmente descrita por JEAN MARIE CHARCOT e PIERRE MARIE na França e Tooth na Inglaterra no século XIX, sendo denominada como "atrofia muscular fibular" .
  2. 2. A CMTA CMT  Neuropátia Hereditária Sensitiva Motora (NHSM) ou Atrofia Peronial Muscular (PMA)  Doença Neuromuscular Hereditária  Conjunto de Neuropatias que afetam os nervos periféricos motores e sensoriais  Diferentes padrões de herança, evoluções clínicas e características eletroneuromiográficas
  3. 3. GENÉTICAGENÉTICA  Heterogeneidade genética: mutações genéticas localizadas em diferentes cromossomos podem produzir quadros clínicos muito semelhantes.  O mecanismo de herança pode ser autossômico dominante, recessivo ou ligado ao cromossomo X.  CMT Tipo I é causada por uma duplicação de uma região específica do cromossomo 17, denominada 17p11.2-p12
  4. 4. EXAME GENÉTICOEXAME GENÉTICO Pelo fato de a variabilidade clínica ser bastante ampla e as variações entre os diferentes tipos serem sutis, o diagnóstico diferencial entre casos de CMT só é possível através de exames moleculares (exames de DNA).
  5. 5. CMT - CLASSIFICAÇÃOCMT - CLASSIFICAÇÃO  Base o critério eletrofisiológico  TIPO I - caracteriza-se pela ocorrência de uma diminuição da velocidade de condução dos estímulos nervosos e hipertrofia do nervo  TIPO 2 - velocidade de condução é normal ou um pouco aumentada, havendo neuropatia axonal.
  6. 6. PREVALÊNCIA DA CMTPREVALÊNCIA DA CMT  A CMT é a neuropatia genética mais comum, sendo responsável por 80 a 90% dos casos  A prevalência de todos os tipos de CMT, no mundo, varia entre 20 a 40 casos por 100.000 habitantes.  Em pesquisas realizadas no Japão e Itália, a prevalência variou de 10,8 casos em cada 100.000 habitantes na Itália a 17,5 em cada 100.000 habitantes no Japão.  Nos Estados Unidos, essa prevalência é estimada em 42 casos por 100.000 habitantes.
  7. 7. MANIFESTAÇÕES CLÍNICASMANIFESTAÇÕES CLÍNICAS o Se iniciam entre a primeira e a segunda década de vida , variando de acordo com o tipo da doença (CMT tipo1(CMT1) ou CMT tipo2(CMT2)) e a mutação genética associada . o A CMT1 é mais comum e se manifesta geralmente 10 anos mais cedo do que a CMT2 .
  8. 8. o As manifestações clínicas clássicas são caracterizadas por debilidade bilateral e simetricamente progressiva dos músculos distais das extremidades, principalmente dos pés e pernas, levando a uma mudança evidente na forma de andar . o Com a progressão da doença, há perda motora e sensorial, havendo arreflexia dos membros . o Essa perda motora e sensorial leva a deformidades esqueléticas, tais como o pé cavo, encurtamento do tendão calcâneo, dedos dos pés em garra, ângulo reduzido de dorsiflexão dos pés e cifoescoliose, dentre outras. Progressivamente, pode haver perda da capacidade de andar. MANIFESTAÇÕES CLÍNICASMANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
  9. 9. ALTERAÇÕES AUDITIVASALTERAÇÕES AUDITIVAS  Alterações auditivas causadas pela CMT não são incomuns , embora não se saiba ao certo qual a proporção de pacientes com a audição afetada por causa da doença .  Os pacientes apresentam perda auditiva do tipo neurossensorial  Foi levantada a hipótese de que a perda auditiva é causada pelo comprometimento do oitavo par de nervos cranianos .  A indução da surdez pela CMT é uma entidade clinicamente distinta das desordens genéricas encontradas nos pacientes com CMT, apresentando bons resultados com implante coclear em pacientes com neuropatia auditiva .
  10. 10. ALTERAÇÕES VOCAISALTERAÇÕES VOCAIS  As mutações genéticas que geram alterações vocais não são comuns.  A paresia das cordas vocais pode estar associada a uma variante mais severa da doença  Pode haver também a paralisia bilateral das cordas vocais, embora seja geralmente provocada por doenças que afetam primariamente o sistema nervoso central, como hidrocefalia, malformação de Chiari e meningomielocele.
  11. 11. EVOLUÇÃO CMTEVOLUÇÃO CMT  A evolução da doença depende da forma clínica.  Pacientes com CMT2 possuem uma evolução mais lenta e menos severa da doença , sintomas predominantemente em membros inferiores e envolvimento raro dos membros superiores. Contudo, em alguns casos devido a mutações genéticas incomuns, a CMT2 tem progressão mais rápida e severa, assim como sintomas incomuns, tais como alterações vocais e paralisia do diafragma .
  12. 12.  A idade também é um indicativo de evolução e prognóstico da doença.  O início precoce da doença parece estar ligado à forma de evolução e prognóstico da doença.  Pacientes com manifestações clínicas severas tendem a ter manifestado um início precoce da CMT1.  Um estudo em pacientes cuja doença se manifestou antes dos 20 anos, demonstrou que a velocidade de condução do estímulo motor no nervo mediano foi significantemente menor, havendo então maior disfunção funcional do que nos pacientes em que a doença se manifestou tardiamente EVOLUÇÃO CMTEVOLUÇÃO CMT
  13. 13. DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO  Levantar histórico familiar do paciente.  Pistas importantes para a hipótese de CMT incluem uma história longa, desde a infância, de deformidades dos pés, como pé cavo e outras .  Perguntar sobre os marcos de desenvolvimento motor, presença de cãibras, dificuldades em andar ou correr, troca de sapatos devido a deformidade dos pés, presença de calosidades dolorosas e dificuldades em mover os dedos .
  14. 14.  Os recursos de diagnóstico por imagem, como ressonância nuclear magnética e tomografia computadorizada, são bastante úteis na detecção e caracterização de condições patológicas dos músculos esqueléticos.  Classificado clinicamente, neurofisiologicamente, e em casos restritos, histopatologicamente, o diagnóstico molecular deve ser feito, para classificar o tipo de doença (CMT1 ou CMT2), a forma de herança do paciente (autossômica dominante, autossômica recessiva ou ligada ao X) e caso necessário, a mutação genética causadora da doença. DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO
  15. 15. TRATAMENTOTRATAMENTO  Não há tratamento para CMT1, mas o ácido ascórbico tem se mostrado eficaz em camundongos, havendo estudos em fase III de randomização com esta droga em pacientes sabidamente portadores de CMT1  Diversos aparelhos estão sendo testados para a avaliação da reabilitação desses pacientes .  A reversão significativa da fadiga Muscular periférica com uso de medicamentos vem sendo observada em estudos .  Outros estudos estão sendo realizados na observação da resposta neuromuscular dos pacientes com CMT.  Nos pacientes com surdez, observou-se bons resultados com a realização de um implante coclear .
  16. 16. CONSIDERAÇÕES FINAISCONSIDERAÇÕES FINAIS  Ao final deste trabalho pudemos constatar que a neuropatia periférica é uma doença de causas múltiplas sendo algumas vezes difícil chegarem a um diagnóstico preciso.  Ela poderá ser tratada com sucesso dependendo do estágio em que sua causa foi identificada e do momento em foi iniciado o tratamento, assim como o grau de lesão ao se iniciar esse tratamento, limitando - se a alguns danos.  O tratamento das Neuropatias Periféricas é multidisciplinar, devendo ter o Terapeuta Ocupacional como membro efetivo desta  Ainda há muito o que se pesquisar sobre esta patologia, uma vez que a pesquisa genética está apenas começando..  O maior conhecimento sobre essas alterações contribuirá no futuro para o aperfeiçoamento do tratamento e a melhora do prognóstico dos pacientes portadores de CMT.
  17. 17. TRATAMENTOTRATAMENTO MULTIDICIPLINARMULTIDICIPLINAR O tratamento é multidisciplinar, incluindo a intervenção de fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais, entre outros.
  18. 18. OBJETIVOS DO TRATAMENTOOBJETIVOS DO TRATAMENTO  Prevenir ou reduzir edema O paciente deve aprender como posicionar o membro, particularmente em repouso, e receber aconselhamento geral sobre a prevenção do edema.  Manter a circulação na área afetada Os movimentos ativos são o melhor meio de prevenir essa desaceleração, mas os movimentos passivos e a massagem ajudam se houver paralisia.  Prevenir contraturas É essencial prevenir o desenvolvimento de qualquer contratura que poderia impedir a recuperação.  Manter atividade e a força dos músculos não afetados O paciente deve ser encorajado a usar os músculos não afetados do membro.
  19. 19.  Manter a função O paciente deve ser encorajado a usar o membro o máximo possível.  Estágio de recuperação Em um nervo misto, o programa de recuperação inclui a reeducação motora e sensorial. Dependendo do nervo e da extensão da perda motora e sensorial, a reeducação pode ser igualmente importante, especialmente no caso da mão.  Reeducação muscular Durante a realização de movimentos passivos antes que a recuperação ocorra, é bom que o paciente pense sobre o movimento desde que ele não cause muita ansiedade. OBJETIVOS DO TRATAMENTOOBJETIVOS DO TRATAMENTO
  20. 20. AgradecimentosAgradecimentos Transpática www.transpatica.org.br
  21. 21. Claudia Fonseca Estudante de Psicologia 6º sem.

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