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Teorias Clássicas
               da
  Aprendizagem

      Prof. Carlos Caldas
Behaviorismo (Comportamentismo)
                 Origens da Teoria

                 Ivan Petrovich Pavlov – Condicionamento Clássico


( 1849 – 1936)




                 CARNE   SALIVAÇÃO   CARNE   SOM   SALIVAÇÃO              SOM               SALIVAÇÃO




                                                      Fonte : Júlio Rocha do Amaral e Renato M.E. Sabbatini, PhD
Behaviorismo (Comportamentismo)

                  John Broadus Watson é considerado o pai do Behaviorismo
 (1878 – 1958)




Três pontos fundamentais destacam-se no pensamento de Watson
Behaviorismo (Comportamentismo)




      A REJEIÇÃO DA INTROSPECÇÃO
Behaviorismo (Comportamentismo)




A CRENÇA DE QUE O AMBIENTE DETERMINA O
       COMPORTAMENTO HUMANO
Behaviorismo (Comportamentismo)




A ênfase dada aos efeitos do ambiente na aprendizagem,
através de um processo de condicionamento de reflexos.
Behaviorismo (Comportamentismo)

“Dêem-me uma dúzia de crianças saudáveis, bem formadas, e o
mundo que eu especificar para criá-las e garanto poder tomar
qualquer uma ao acaso e treiná-la para ser o especialista que se
escolher – médico, advogado, artista, gerente comercial e até
mesmo mendigo ou ladrão, independentemente de seus
talentos, inclinações, tendências, habilidades, vocações e da raça de
seus ancestrais”.

                                                          J.B Watson
Behaviorismo (Comportamentismo)
Teoria do Stimulus Responsio (Estímulo – Resposta)



                     Ambiente



          S                           R
                      organismos
Behaviorismo (Comportamentismo)

                Burrhus Frederic Skinner – Condicionamento Operante

(1904 – 1990)




     “Inclui todos os movimentos de um organismo dos quais
        se possa dizer que, em algum momento, têm efeito
             sobre ou fazem algo ao mundo ao redor O
       comportamento operante opera sobre o mundo, por
        assim dizer, quer direta, quer indiretamente”. (Keller, F.S)
Behaviorismo (Comportamentismo)



Para Skinner, os comportamentos são selecionados
         através da tríplice contingência.
Behaviorismo (Comportamentismo)




                    FILOGENÉTICA
ASPECTOS BIOLÓGICOS DA ESPÉCIE E DA HEREDITARIEDADE DO INDIVÍDUO
Behaviorismo (Comportamentismo)


                 FILOGENÉTICA



Comportamentos reflexos ou inatos;

A contingência S–R elicia respostas comuns aos indivíduos de uma mesma espécie:

Cisco ou luz forte – fechar os olhos
Frio – arrepio
Comida - salivação
Behaviorismo (Comportamentismo)




        ONTOGENÉTICA
  A HISTÓRIA DE VIDA DO INDIVÍDUO
Behaviorismo (Comportamentismo)


                  ONTOGENÉTICA



Comportamento operante

A tríplice contingência do comportamento operante SA – R – SC a partir da
história e do momento de vida de cada indivíduo:

Estímulo antecedente – ambiente de aula
Resposta – tomar notas, realizar as atividades, etc.
Estímulo consequente – boas notas, aceitação (reforço positivo)
Behaviorismo (Comportamentismo)




                  CULTURA
OS ASPECTOS CULTURAIS QUE INFLUENCIAM A CONDUTA HUMANA
Behaviorismo (Comportamentismo)


                CULTURA


Equivale aos aspectos do comportamento operante.

Abrangência social, a partir do entrelaçamento de contingências individuais
ou de grupo:

Projetos sociais*
Eventos, independente do porte
Pesquisas

*Obs: dependendo da abrangência poderão considerar os três níveis de
comportamento.
Behaviorismo (Comportamentismo)
      Teoria da tríplice contingência



                 Ambiente



     SA             R              SC
                 organismos
Behaviorismo (Comportamentismo)
A caixa de Skinner
Behaviorismo (Comportamentismo)
                                            Qualquer acontecimento (estímulo) que
                                            segue uma resposta e aumenta a
                                            probabilidade dessa resposta
                                            ocorrer, na mesma situação.




                                                                                                  Quando esse acontecimento
                                                                                                  comporta uma ocorrência
                                                                                                  agradável para o sujeito

                                                                                                                           Quando esse
                                                                                                                           acontecimento
                                                                                                                           envolve a remoção
                                                                                                                           ou o afastamento
                                                                                                                           de algo
                                                                                                                           desagradável para
                                                                                                                           o sujeito
Qualquer
acontecimento,
externo ou interno a
um organismo,
susceptível de ser
captado pelos seus
receptores e de
levar a uma reação                                                                  Fonte FCTUC – Psicologia Educacional II 05/06
                          Unidade de
                          comportamento
                          sob controlo de
                          um ou mais
                          estímulos
Behaviorismo (Comportamentismo)
 Condicionamento Clássico x Condicionamento Operante

No condicionamento clássico, o estímulo incondicionado
(alimento) e o estímulo condicionado (campainha) antecedem
à resposta (salivação).


No condicionamento operante, a resposta (pressionar a
barra) antecede ao aparecimento do estímulo (alimento), que
vai assumir o papel de reforço para a emissão da resposta
condicionada de pressionar a barra.
Behaviorismo (Comportamentismo)
Aplicabilidade à educação (Goulart, 1987):

O objetivo da ciência psicológica é o comportamento e é
diretamente observável;
O determinismo ambiental – o ambiente é fator primordial do
desenvolvimento;
 A aprendizagem também é um comportamento e deve ser
entendida como resposta a estímulos, mediante um processo de
condicionamento;
O caráter mensurável dos fenômenos comportamentais – tudo o
que existe pode ser medido.
Behaviorismo (Comportamentismo)
    Consequentemente...

A aprendizagem deve ser diretamente observável, a partir das
respostas dos alunos;

A aprendizagem está diretamente associada à competência do
professor em manipular as condições ambientais dos alunos;

Os alunos são receptores do conhecimento e dele se espera a
aceitação das metas que foram estabelecidas;

A avaliação da consecução das metas é medida pelas respostas
ou mudanças de comportamento, que são observáveis e passíveis
de serem medidas.
Behaviorismo (Comportamentismo)
O modelo tecnológico de ensino no Comportamentismo inclui:


Explicitação de objetivos comportamentais;

Definição de estratégias de ensino com base nos objetivos
explicitados;

Avaliação diagnóstica, formativa e somativa;

Instrução programada (presencial e a distância).
Romance em que
  retrata uma
                         Behaviorismo (Comportamentismo)
                              É um dos livros          Mostra os princípios
                                                                                                                                O mais comentado livro de
                                                                                                                                Skinner. Afirma nesse livro
                                                                                                                                que há muito tempo o
                                                                                Critica as práticas tradicionais e aponta as
  sociedade ideal,            mais completos de        de                                                                       homem não dispõe de
                                                                                vantagens do ensino programado
  regida pelas                Skinner. Nesta obra      reforço, modelagem, u                                                    liberdade e que esta deve
                                                                                e das máquinas de ensinar. Considerava
  técnicas de                 ele analisa o            so do                                                                    ser substituída por um
                                                                                que com a teoria do reforço, é possível
  controle do                 controle do              condicionamento                                                          controle sobre a conduta e
                                                                                programar o ensino de qualquer disciplina
  comportamento               comportamento            operante                                                                 a cultura dos homens.
                                                                                ou comportamento, incluindo o
  humano.                     pela cultura.            na educação e em
                                                                                pensamento crítico e a criatividade.
                                                       outras situações.
                                   1953
                                                            1961                               1968                                           1971
         1948                    Ciência e
                                                          Análise do                      A Tecnologia do                                  O Mito da
        Walden II             comportamento
                                                        Comportamento                         ensino                                       liberdade
                                 humano




                                   1951                      1957                            1967
         1938
                               O uso humano             Comportamento                   Utopia graças                              1969
           O
                                  de seres                 verbal e                     ao controle do                         Contingências
    Comportamento
                                 humanos                 Esquemas de                   comportamento                            de reforço
    dos Organismos
                                  (artigo)                  reforço                        humano
                             Realça o uso do           Em ambos                     Mostra a impossibilidade
Estabelece entre a relação                                                                                            Análise teórica de sua obra na qual trata
                             controle do Homem         detidamente o papel          de exclusão do controle,
entre o seu trabalho e a                                                                                              de maneira objetiva, o papel do meio
                             pelo homem, nas           do reforço tanto sobre       quando o indivíduo vive
teoria pavloviana, à qual                                                                                             Ambiente e a resolução de problemas
                             atividades diárias e no   o comportamento              numa cultura que tenta
acrescentou o conceito de                                                                                             mediante o uso de reforços .
                              processo de              verbal quanto sobre          sobreviver e o controle se
condicionamento
                             socialização.             outros tipos de              apresenta como uma fuga
operante.
                                                       comportamento.               ao despotismo

                                                                                                                                     Segundo Goulart, 1987
A psicologia do antiautoritarismo
      Psicanálise
                                    Sigmund Freud
                    (1856 – 1939)



  Pressupostos da teoria

A consciência, tal como concebiam os estruturalistas, não
permitia a compreensão da complexidade do comportamento
humano;

No inconsciente encontram-se as forças vitais e invisíveis que
exercem o controle sobre os pensamentos e ações conscientes do
homem.
A psicologia do antiautoritarismo
      Psicanálise
      Origens da teoria




Freud e Jean Charcot, em Paris, tratando de pacientes com histeria
utilizando o método da hipnose;
A psicologia do antiautoritarismo
        Psicanálise
        Origens da teoria

O tratamento com a hipnose os levou a conclusão que não havia
comprometimento físico ou neurológico;

Outro aspecto a considerar era o fato dos pacientes adotarem condutas sugeridas
durante o sono hipnótico;

Os conteúdos conscientes influenciavam o comportamento humano, mas os
inconscientes também;

O ponto de partida para a teoria Freudiana sobre o psiquismo do homem foi a
constatação de que a histeria era de natureza psíquica.
A psicologia do antiautoritarismo
     Psicanálise
     Origens da teoria




Os trabalhos com o médico Vienense Breuer, que utilizava o método da
catarse (em grego significa purificação), que consistia em permitir que
os pacientes falassem livremente sobre si próprios.
A psicologia do antiautoritarismo
     Psicanálise
     Origens da teoria


No método da livre associação, invariavelmente, os relatos estavam
sempre associados a situações ocorridas na vida dos pacientes;

E os fatos da primeira infância eram marcantes, o que possibilitou Freud
a considerá-los importantes na personalidade do indivíduo.
A psicologia do antiautoritarismo
    Psicanálise



A estrutura da personalidade, segundo Freud é composta por 3
sistemas, que quando interagem definem o comportamento :

O id, o ego e o superego.
A psicologia do antiautoritarismo
 Psicanálise




O id é instância original da psique. É o inconsciente.
É a matriz dentro da qual o ego e o superego se diferenciam.
A psicologia do antiautoritarismo
     Psicanálise

ID

Contempla tudo que é herdado psicologicamente pelo homem.
É o reservatório da energia física que faz funcionar os outros
sistemas;

É responsável pelo equilíbrio e redução da tensão. É o princípio
do prazer.
A psicologia do antiautoritarismo
Psicanálise




       O ego é regido pelo princípio da realidade.
A psicologia do antiautoritarismo
    Psicanálise


EGO

O ego é o responsável pelo contato com o ambiente, com a
realidade externa;

Desempenha a difícil tarefa de integrar as exigências, por vezes
antagônicas do id, do meio ambiente e do superego.
A psicologia do antiautoritarismo
Psicanálise




        O superego é o censor das funções do ego
A psicologia do antiautoritarismo
     Psicanálise

SUPEREGO

É o representante interno dos valores e ideais da sociedade
transmitidos e reforçados pelo sistema de punições e recompensas
impostas às crianças, pelos pais ou pela sociedade;

Bloqueia os impulsos do id, fundamentalmente os de natureza
sexual e agressiva, mais condenados pela sociedade.
A psicologia do antiautoritarismo
       Psicanálise

         ID                   EGO                  SUPEREGO
Mundo interno         Mundo externo          Mundo idealizado
Realidade subjetiva   Realidade externa      Realizada externa sob
                                             aprovação da moral
                                             internalizada
Componente            Componente             Componente social
biológico da          psicológicio da        da personalidade
personalidade         personalidade
Princípio do prazer   Princípio da realidade Princípio da perfeição
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Psicanálise




                     EGO




   SUPEREGO


                      ID
A psicologia do antiautoritarismo
    Psicanálise

Processos mentais: O Inconsciente, o Consciente e Pré-
Consciente

O Inconsciente

No modelo Freudiano, o inconsciente é o lugar instintivo
dos impulsos e das representações reprimidas ou que
nunca chegaram à consciência;

O id é puro inconsciente.
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  Psicanálise


O Consciente

Tudo o que conhecemos é consciência:

   A percepção do mundo objetivo - as lembranças, os
   sentimentos, o pensamento;

   A percepção do mundo subjetivo – como concebemos as
   lembranças, os sentimentos os sonhos, os devaneios.
A psicologia do antiautoritarismo
       Psicanálise


O Pré –consciente

É o sistema psíquico que serve de intermediário entre o Inconsciente
e a Consciência. Nele estão as representações que podem se tornar
conscientes;

O ego liga-se estreitamente ao sistema pré-consciente/consciente,
embora existam inconscientes do ego, que são os mecanismos de
defesa.
A psicologia do antiautoritarismo
     Psicanálise

Mecanismos de defesa do ego

Repressão – mecanismo pelo qual os sentimentos, as lembranças e
os impulsos proibidos são expulsos da consciência.

Negação – mecanismo primitivo que consiste em negar um fato
evidente.

Formação reativa – mecanismo pelo qual expessa-se sentimentos
opostos aos sentimentos que produzem ansiedade.
A psicologia do antiautoritarismo
     Psicanálise

  Mecanismos de defesa do ego


Projeção – mecanismo de defesa que consiste atribuir
inconscientemente ao outro suas próprias pulsões e conflitos
interiores.

Racionalização – mecanismo pelo qual se justifica comportamentos
cujas razões verdadeiras são ignoradas. Usam-se explicações
racionais, para uma situação de ordem emocional.
A psicologia do antiautoritarismo
      Psicanálise

   Mecanismos de defesa do ego

Fixação – é a permanência num estágio primitivo do
desenvolvimento, fruto de frustrações ocorridas em uma
determinada fase do desenvolvimento.


Regressão – mecanismo que consiste em regressar a um estágio
anterior de desenvolvimento.
A psicologia do antiautoritarismo
     Psicanálise

  Mecanismos de defesa do ego

Deslocamento – mecanismo pelo qual uma emoção ou impulso é
transferida de seu objeto verdadeiro para um substituto.


Sublimação – mecanismo pela qual certos impulsos inconscientes
são desviados de seus objetos primitivos para fins socialmente
úteis.
A psicologia do antiautoritarismo
        Psicanálise

   Fases do desenvolvimento da sexualidade infantil (libido)


Na teoria psicanalítica são creditados à sexualidade infantil
grande parte dos impulsos na sexualidade humana;

Consideram que são impulsos perversos, uma vez que são desvios
do impulso sexual em relação ao seu objeto e ao seu fim.
A psicologia do antiautoritarismo
Psicanálise




              Fase Oral
A psicologia do antiautoritarismo
    Psicanálise

Fase Oral


Sua duração compreende o primeiro ano de vida;

O prazer advém da sucção;

O mundo nesta fase é tudo que pode ser levado à boca.
A psicologia do antiautoritarismo
Psicanálise




              Fase Anal
A psicologia do antiautoritarismo
    Psicanálise

Fase Anal


A duração dessa fase é de aproximadamente 1 ano e meio;

O prazer ou desprazer está associado à defecção ou retenção
das fezes;

O controle esfincteriano tem papel relevante, a criança tem a
sensação de poder controlar seus impulsos.
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Psicanálise




              Fase Fálica
A psicologia do antiautoritarismo
    Psicanálise

Fase Fálica

 Esse estágio ocorre por volta dos 3 ou 4 anos;

 O falo (pênis) é principal objeto de interesse das crianças de
 ambos os sexos;

 Generalizando, o prazer está nos órgãos genitais.
A psicologia do antiautoritarismo
       Psicanálise

   Fase Fálica
Complexo de Édipo

É na fase fálica também denominada estágio edipiano, que Freud
localiza o aparecimento da relação triangular entre pai, mãe e filho;

Consiste na relação de amor que tem como objeto o progenitor do
sexo oposto: mãe – menino pai – menina e impulsos de rivalidade
ciúme do progenitor do mesmo sexo;

Édipo, mata seu pai, o Rei de Tebas, e se casa com a mãe, tragédia
grega escrita por Sófocles.
A psicologia do antiautoritarismo
       Psicanálise
   Fase Fálica

Complexo de Castração

O menino renuncia aos desejos eróticos pela mãe com medo da
castração pelo pai;

A inveja do pênis na menina corresponde ao complexo de castração
no menino, enquanto o menino teme perder seu objeto de valor a
menina se sente prejudicada por não possuí-lo;

Os complexos de Édipo e de Castração fundamentam
psicologicamente as diferenças sexuais.
A psicologia do antiautoritarismo
Psicanálise




              Período de Latência
A psicologia do antiautoritarismo
      Psicanálise


  Período de Latência

Corresponde ao primeiro período de escolarização 1ª a 4ª do
ensino fundamental;

Período de relativa estabilidade, fundamental para aquisição de
habilidades, valores e papéis culturalmente aceitos.
A psicologia do antiautoritarismo
Psicanálise




              Fase Genital
A psicologia do antiautoritarismo
      Psicanálise

    Fase Genital

Segundo a teoria Freudiana, a estrutura básica da personalidade
forma-se no fim da fase fálica;

A adolescência seria a fase de reativação dos impulsos sexuais
adormecidos durante o período de latência;

Prazer em manipular o próprio corpo, atração sexual, atividades
socializadoras, amor não incestuoso, escolha profissional etc...
A psicologia do antiautoritarismo
      Psicanálise

  Contribuições à Educação


A Pedagogia e a Psicanálise caminham em sentidos opostos.
Enquanto a primeira tem como meta a previsibilidade, e segunda
trabalha com um ferramental altamente imprevisível.
                                              Millot, Catherine et Kupfer Cristina
A psicologia do antiautoritarismo
       Psicanálise

    Contribuições à Educação


A descoberta do inconsciente invalida qualquer tentativa de construir
uma ciência pedagógica que evite recalques e neuroses.
                                                             Millot, Catherine
A psicologia do antiautoritarismo
    Psicanálise

Contribuições à Educação

Podemos dizer que a psicanálise abre um novo olhar
sobre o aluno, um ser que tem subjetividade e desejo e que
muitas vezes é incompreendido em suas manifestações;

Finalmente, pode-se concluir que professor conhecedor da
teoria encontra-se em melhores condições para compreender
comportamentos infantis e atender melhor as necessidades
das crianças.
A psicologia do antiautoritarismo
     Psicanálise

 Contribuições à Educação

“ Não contribui com coisa alguma para a aplicação da psicanálise
à educação, mas é compreensível que as investigações da vida
sexual das crianças e de seu desenvolvimento psicológico tenham
atraído a atenção de educadores e lhes mostrado seu trabalho
sob uma nova luz”.
                                             In Estudo autobiográfico ( Goulart, 1987)
A psicologia do antiautoritarismo

    Não - Diretivismo
                                          Carl Rogers

                          (1902 – 1987)



“ Nunca pertenci a qualquer grupo profissional. Fui educado por,
ou tive íntimas relações de trabalho com psicólogos, psicanalistas,
psiquiatras, psiquiatras sociais, educadores e religiosos, mas nunca
senti que pertencia de fato, num sentido total ou comprometido,
a qualquer um desses grupos”.
                                                            Carl Rogers, 1967
A psicologia do antiautoritarismo

    Não - Diretivismo
    Origens da teoria

Segundo Goulart (1987), algumas referências nos impedem de
considerar Rogers um nômade intelectual:

   Filosofia oriental Zen-Budismo e Lao-Tsé;
   Pontos de vista educacionais de John Dewey;
   Filosofia existencialista de Martin Buber e Soren Kierkegaard;
   Psicoterapia existencial de Rollo May;
   A escola Psicanalítica de Otto Rank;
   A fenomenologia de Husserl.
A psicologia do antiautoritarismo

     Não - Diretivismo
Segundo Goulart (1987) Rogers identifica três grandes
tendências, nitidamente diferentes, na psicologia americana:

A primeira está associada aos termos:
“impessoal”, “objetivo”, “experimental”, “positivismo
lógico”, “operacional”, “laboratório”;

A segunda inclui termos como:
“freudiano”, “neofreudiano”, “psicanalítico”, “psicologia do
inconsciente”, “instintivo”, “psicologia dinâmica”.
A psicologia do antiautoritarismo

  Não - Diretivismo

A terceira tendência usa termos como:
“fenomenológico”, “existencial”, “teoria do self”, “psicologia da
saúde e do crescimento”, “ciência da experiência interior”.


Considerada terceira força a psicologia fenomenológica e
humanista se opõe radicalmente ao behaviorismo e à
psicanálise. Na perspectiva humanista o interesse está
centrado nos valores humanos, o reconhecimento da pessoa
como entidade de valor incomensurável.
A psicologia do antiautoritarismo
    Não - Diretivismo


Não diretividade

“O indivíduo tem dentro de si amplos recursos para
autocompreensão, para alterar seu autoconceito, suas atitudes e
seu comportamento autodirigido" (Rogers, 1989)
A psicologia do antiautoritarismo

     Não - Diretivismo


Aprendizagem significativa

A aprendizagem significativa envolve o aluno como um todo:
cognitiva, afetiva e socialmente, possibilitando-o a perceber a
relevância dos conteúdos pedagógicos, a participar do
processo, compreender os significados, e a transferir a
aprendizagem para outras situações que vivenciar.
A psicologia do antiautoritarismo

    Não - Diretivismo


Aprendizagem significativa

O facilitador da aprendizagem é aquela pessoa que, estabelece um
clima de receptividade que o torna, progressivamente, um
membro do grupo, ou seja, que também aprende com o grupo.

A preocupação Rogeriana não é, pois, o “que ensinar” mas “como”
facilitar o aprender.
A psicologia do antiautoritarismo

 Não - Diretivismo


Atitudes consideradas fundamentais na aprendizagem,
segundo Rogers:

Autenticidade do facilitador ( ser pessoa);

Compreensão empática (colocar-se no lugar do outro).

O foco da aprendizagem está na pessoa que aprende e
não no processo.
A psicologia do antiautoritarismo

    Freinet
                                Celéstin Freinet

                  1896 – 1966



      Concepção de sociedade e o papel da educação

Em primeiro lugar Freinet diferencia-se dos demais pensadores
em função da sua atuação prática.

Como professor estava diante da perspectiva de implementar
uma educação que refletia sua concepção de sociedade.
A psicologia do antiautoritarismo

    Freinet

      Concepção de sociedade e o papel da educação


Sua ideologia socialista e a militância dentro do PCF projetavam
uma educação para o povo.

Uma escola que pudesse contrapor aos princípios da escola
tradicional, que reproduzia os valores de uma sociedade capitalista
e opressiva.
A psicologia do antiautoritarismo

    Freinet

      Concepção de sociedade e o papel da educação


Afirmava que a escola por trás de um falso discurso de
universalização, escondia a sua finalidade de servir à burguesia.

A visita à Rússia comunista e a leitura de obras marxistas
solidificaram a sua concepção de educação e de sociedade.
A psicologia do antiautoritarismo

     Freinet

       Concepção de sociedade e o papel da educação

Diante da clareza de que a escola para o povo tinha que
refletir as suas necessidades, Freinet elabora suas técnicas
Pedagógicas: “A aprendizagem favorecida pela verdadeira
relação homem – natureza”.

Nesse contexto enfatizava que não era apenas o fato da
localização da escola no campo, mas a ausência dos condicionantes
sociais da escola tradicional.
A psicologia do antiautoritarismo

Freinet

          Concepção de desenvolvimento

Respeito ao desenvolvimento infantil.

A criança vista como um ser que precisa ser atendida
em suas necessidades.

A importância do ambiente.
A psicologia do antiautoritarismo

Freinet

          Concepção de desenvolvimento

Para os escolanovistas os instintos seriam o fio condutor
do desenvolvimento infantil. (Bloch, 1951)

Freinet em “Ensaio da psicologia sensível” enfatiza que o
desenvolvimento do indivíduo está presente na natureza.
“Tudo nasce, cresce e morre”.
A psicologia do antiautoritarismo

Freinet

          Concepção de desenvolvimento


 Segundo Freinet “a vida não é um estado é um devir”.

 O desenvolvimento humano alicerçado nos aspectos
 biológicos e psicológicos em detrimento dos sociais –
 Teoria evolucionista.
A psicologia do antiautoritarismo

Freinet

          Concepção de desenvolvimento


O papel do professor é criar um ambiente onde o meio
interno (as necessidades íntimas) e o externo (ambiente
escolar) seja harmonioso.
A psicologia do antiautoritarismo

 Freinet

Concepção de ensino-aprendizagem e o papel do professor


 Sala de aula local de trabalho produtivo.

 As atividades devem ser interessantes e enriquecedoras –
 significativas.
A psicologia do antiautoritarismo

   Freinet

 Concepção de ensino-aprendizagem e o papel do professor



No livro “Pedagogia do bom senso” Freinet mostra as
ferramentas que se consolidaram como técnicas em sua proposta.
A psicologia do antiautoritarismo

Freinet
          Técnicas Freinet da escola Moderna

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Teorias clássicas da aprendizagem

  • 1. Teorias Clássicas da Aprendizagem Prof. Carlos Caldas
  • 2. Behaviorismo (Comportamentismo) Origens da Teoria Ivan Petrovich Pavlov – Condicionamento Clássico ( 1849 – 1936) CARNE SALIVAÇÃO CARNE SOM SALIVAÇÃO SOM SALIVAÇÃO Fonte : Júlio Rocha do Amaral e Renato M.E. Sabbatini, PhD
  • 3. Behaviorismo (Comportamentismo) John Broadus Watson é considerado o pai do Behaviorismo (1878 – 1958) Três pontos fundamentais destacam-se no pensamento de Watson
  • 4. Behaviorismo (Comportamentismo) A REJEIÇÃO DA INTROSPECÇÃO
  • 5. Behaviorismo (Comportamentismo) A CRENÇA DE QUE O AMBIENTE DETERMINA O COMPORTAMENTO HUMANO
  • 6. Behaviorismo (Comportamentismo) A ênfase dada aos efeitos do ambiente na aprendizagem, através de um processo de condicionamento de reflexos.
  • 7. Behaviorismo (Comportamentismo) “Dêem-me uma dúzia de crianças saudáveis, bem formadas, e o mundo que eu especificar para criá-las e garanto poder tomar qualquer uma ao acaso e treiná-la para ser o especialista que se escolher – médico, advogado, artista, gerente comercial e até mesmo mendigo ou ladrão, independentemente de seus talentos, inclinações, tendências, habilidades, vocações e da raça de seus ancestrais”. J.B Watson
  • 8. Behaviorismo (Comportamentismo) Teoria do Stimulus Responsio (Estímulo – Resposta) Ambiente S R organismos
  • 9. Behaviorismo (Comportamentismo) Burrhus Frederic Skinner – Condicionamento Operante (1904 – 1990) “Inclui todos os movimentos de um organismo dos quais se possa dizer que, em algum momento, têm efeito sobre ou fazem algo ao mundo ao redor O comportamento operante opera sobre o mundo, por assim dizer, quer direta, quer indiretamente”. (Keller, F.S)
  • 10. Behaviorismo (Comportamentismo) Para Skinner, os comportamentos são selecionados através da tríplice contingência.
  • 11. Behaviorismo (Comportamentismo) FILOGENÉTICA ASPECTOS BIOLÓGICOS DA ESPÉCIE E DA HEREDITARIEDADE DO INDIVÍDUO
  • 12. Behaviorismo (Comportamentismo) FILOGENÉTICA Comportamentos reflexos ou inatos; A contingência S–R elicia respostas comuns aos indivíduos de uma mesma espécie: Cisco ou luz forte – fechar os olhos Frio – arrepio Comida - salivação
  • 13. Behaviorismo (Comportamentismo) ONTOGENÉTICA A HISTÓRIA DE VIDA DO INDIVÍDUO
  • 14. Behaviorismo (Comportamentismo) ONTOGENÉTICA Comportamento operante A tríplice contingência do comportamento operante SA – R – SC a partir da história e do momento de vida de cada indivíduo: Estímulo antecedente – ambiente de aula Resposta – tomar notas, realizar as atividades, etc. Estímulo consequente – boas notas, aceitação (reforço positivo)
  • 15. Behaviorismo (Comportamentismo) CULTURA OS ASPECTOS CULTURAIS QUE INFLUENCIAM A CONDUTA HUMANA
  • 16. Behaviorismo (Comportamentismo) CULTURA Equivale aos aspectos do comportamento operante. Abrangência social, a partir do entrelaçamento de contingências individuais ou de grupo: Projetos sociais* Eventos, independente do porte Pesquisas *Obs: dependendo da abrangência poderão considerar os três níveis de comportamento.
  • 17. Behaviorismo (Comportamentismo) Teoria da tríplice contingência Ambiente SA R SC organismos
  • 19. Behaviorismo (Comportamentismo) Qualquer acontecimento (estímulo) que segue uma resposta e aumenta a probabilidade dessa resposta ocorrer, na mesma situação. Quando esse acontecimento comporta uma ocorrência agradável para o sujeito Quando esse acontecimento envolve a remoção ou o afastamento de algo desagradável para o sujeito Qualquer acontecimento, externo ou interno a um organismo, susceptível de ser captado pelos seus receptores e de levar a uma reação Fonte FCTUC – Psicologia Educacional II 05/06 Unidade de comportamento sob controlo de um ou mais estímulos
  • 20. Behaviorismo (Comportamentismo) Condicionamento Clássico x Condicionamento Operante No condicionamento clássico, o estímulo incondicionado (alimento) e o estímulo condicionado (campainha) antecedem à resposta (salivação). No condicionamento operante, a resposta (pressionar a barra) antecede ao aparecimento do estímulo (alimento), que vai assumir o papel de reforço para a emissão da resposta condicionada de pressionar a barra.
  • 21. Behaviorismo (Comportamentismo) Aplicabilidade à educação (Goulart, 1987): O objetivo da ciência psicológica é o comportamento e é diretamente observável; O determinismo ambiental – o ambiente é fator primordial do desenvolvimento;  A aprendizagem também é um comportamento e deve ser entendida como resposta a estímulos, mediante um processo de condicionamento; O caráter mensurável dos fenômenos comportamentais – tudo o que existe pode ser medido.
  • 22. Behaviorismo (Comportamentismo) Consequentemente... A aprendizagem deve ser diretamente observável, a partir das respostas dos alunos; A aprendizagem está diretamente associada à competência do professor em manipular as condições ambientais dos alunos; Os alunos são receptores do conhecimento e dele se espera a aceitação das metas que foram estabelecidas; A avaliação da consecução das metas é medida pelas respostas ou mudanças de comportamento, que são observáveis e passíveis de serem medidas.
  • 23. Behaviorismo (Comportamentismo) O modelo tecnológico de ensino no Comportamentismo inclui: Explicitação de objetivos comportamentais; Definição de estratégias de ensino com base nos objetivos explicitados; Avaliação diagnóstica, formativa e somativa; Instrução programada (presencial e a distância).
  • 24. Romance em que retrata uma Behaviorismo (Comportamentismo) É um dos livros Mostra os princípios O mais comentado livro de Skinner. Afirma nesse livro que há muito tempo o Critica as práticas tradicionais e aponta as sociedade ideal, mais completos de de homem não dispõe de vantagens do ensino programado regida pelas Skinner. Nesta obra reforço, modelagem, u liberdade e que esta deve e das máquinas de ensinar. Considerava técnicas de ele analisa o so do ser substituída por um que com a teoria do reforço, é possível controle do controle do condicionamento controle sobre a conduta e programar o ensino de qualquer disciplina comportamento comportamento operante a cultura dos homens. ou comportamento, incluindo o humano. pela cultura. na educação e em pensamento crítico e a criatividade. outras situações. 1953 1961 1968 1971 1948 Ciência e Análise do A Tecnologia do O Mito da Walden II comportamento Comportamento ensino liberdade humano 1951 1957 1967 1938 O uso humano Comportamento Utopia graças 1969 O de seres verbal e ao controle do Contingências Comportamento humanos Esquemas de comportamento de reforço dos Organismos (artigo) reforço humano Realça o uso do Em ambos Mostra a impossibilidade Estabelece entre a relação Análise teórica de sua obra na qual trata controle do Homem detidamente o papel de exclusão do controle, entre o seu trabalho e a de maneira objetiva, o papel do meio pelo homem, nas do reforço tanto sobre quando o indivíduo vive teoria pavloviana, à qual Ambiente e a resolução de problemas atividades diárias e no o comportamento numa cultura que tenta acrescentou o conceito de mediante o uso de reforços . processo de verbal quanto sobre sobreviver e o controle se condicionamento socialização. outros tipos de apresenta como uma fuga operante. comportamento. ao despotismo Segundo Goulart, 1987
  • 25. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Sigmund Freud (1856 – 1939) Pressupostos da teoria A consciência, tal como concebiam os estruturalistas, não permitia a compreensão da complexidade do comportamento humano; No inconsciente encontram-se as forças vitais e invisíveis que exercem o controle sobre os pensamentos e ações conscientes do homem.
  • 26. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Origens da teoria Freud e Jean Charcot, em Paris, tratando de pacientes com histeria utilizando o método da hipnose;
  • 27. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Origens da teoria O tratamento com a hipnose os levou a conclusão que não havia comprometimento físico ou neurológico; Outro aspecto a considerar era o fato dos pacientes adotarem condutas sugeridas durante o sono hipnótico; Os conteúdos conscientes influenciavam o comportamento humano, mas os inconscientes também; O ponto de partida para a teoria Freudiana sobre o psiquismo do homem foi a constatação de que a histeria era de natureza psíquica.
  • 28. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Origens da teoria Os trabalhos com o médico Vienense Breuer, que utilizava o método da catarse (em grego significa purificação), que consistia em permitir que os pacientes falassem livremente sobre si próprios.
  • 29. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Origens da teoria No método da livre associação, invariavelmente, os relatos estavam sempre associados a situações ocorridas na vida dos pacientes; E os fatos da primeira infância eram marcantes, o que possibilitou Freud a considerá-los importantes na personalidade do indivíduo.
  • 30. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise A estrutura da personalidade, segundo Freud é composta por 3 sistemas, que quando interagem definem o comportamento : O id, o ego e o superego.
  • 31. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise O id é instância original da psique. É o inconsciente. É a matriz dentro da qual o ego e o superego se diferenciam.
  • 32. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise ID Contempla tudo que é herdado psicologicamente pelo homem. É o reservatório da energia física que faz funcionar os outros sistemas; É responsável pelo equilíbrio e redução da tensão. É o princípio do prazer.
  • 33. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise O ego é regido pelo princípio da realidade.
  • 34. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise EGO O ego é o responsável pelo contato com o ambiente, com a realidade externa; Desempenha a difícil tarefa de integrar as exigências, por vezes antagônicas do id, do meio ambiente e do superego.
  • 35. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise O superego é o censor das funções do ego
  • 36. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise SUPEREGO É o representante interno dos valores e ideais da sociedade transmitidos e reforçados pelo sistema de punições e recompensas impostas às crianças, pelos pais ou pela sociedade; Bloqueia os impulsos do id, fundamentalmente os de natureza sexual e agressiva, mais condenados pela sociedade.
  • 37. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise ID EGO SUPEREGO Mundo interno Mundo externo Mundo idealizado Realidade subjetiva Realidade externa Realizada externa sob aprovação da moral internalizada Componente Componente Componente social biológico da psicológicio da da personalidade personalidade personalidade Princípio do prazer Princípio da realidade Princípio da perfeição
  • 38. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise EGO SUPEREGO ID
  • 39. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Processos mentais: O Inconsciente, o Consciente e Pré- Consciente O Inconsciente No modelo Freudiano, o inconsciente é o lugar instintivo dos impulsos e das representações reprimidas ou que nunca chegaram à consciência; O id é puro inconsciente.
  • 40. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise O Consciente Tudo o que conhecemos é consciência: A percepção do mundo objetivo - as lembranças, os sentimentos, o pensamento; A percepção do mundo subjetivo – como concebemos as lembranças, os sentimentos os sonhos, os devaneios.
  • 41. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise O Pré –consciente É o sistema psíquico que serve de intermediário entre o Inconsciente e a Consciência. Nele estão as representações que podem se tornar conscientes; O ego liga-se estreitamente ao sistema pré-consciente/consciente, embora existam inconscientes do ego, que são os mecanismos de defesa.
  • 42. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Mecanismos de defesa do ego Repressão – mecanismo pelo qual os sentimentos, as lembranças e os impulsos proibidos são expulsos da consciência. Negação – mecanismo primitivo que consiste em negar um fato evidente. Formação reativa – mecanismo pelo qual expessa-se sentimentos opostos aos sentimentos que produzem ansiedade.
  • 43. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Mecanismos de defesa do ego Projeção – mecanismo de defesa que consiste atribuir inconscientemente ao outro suas próprias pulsões e conflitos interiores. Racionalização – mecanismo pelo qual se justifica comportamentos cujas razões verdadeiras são ignoradas. Usam-se explicações racionais, para uma situação de ordem emocional.
  • 44. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Mecanismos de defesa do ego Fixação – é a permanência num estágio primitivo do desenvolvimento, fruto de frustrações ocorridas em uma determinada fase do desenvolvimento. Regressão – mecanismo que consiste em regressar a um estágio anterior de desenvolvimento.
  • 45. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Mecanismos de defesa do ego Deslocamento – mecanismo pelo qual uma emoção ou impulso é transferida de seu objeto verdadeiro para um substituto. Sublimação – mecanismo pela qual certos impulsos inconscientes são desviados de seus objetos primitivos para fins socialmente úteis.
  • 46. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Fases do desenvolvimento da sexualidade infantil (libido) Na teoria psicanalítica são creditados à sexualidade infantil grande parte dos impulsos na sexualidade humana; Consideram que são impulsos perversos, uma vez que são desvios do impulso sexual em relação ao seu objeto e ao seu fim.
  • 47. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Fase Oral
  • 48. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Fase Oral Sua duração compreende o primeiro ano de vida; O prazer advém da sucção; O mundo nesta fase é tudo que pode ser levado à boca.
  • 49. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Fase Anal
  • 50. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Fase Anal A duração dessa fase é de aproximadamente 1 ano e meio; O prazer ou desprazer está associado à defecção ou retenção das fezes; O controle esfincteriano tem papel relevante, a criança tem a sensação de poder controlar seus impulsos.
  • 51. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Fase Fálica
  • 52. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Fase Fálica Esse estágio ocorre por volta dos 3 ou 4 anos; O falo (pênis) é principal objeto de interesse das crianças de ambos os sexos; Generalizando, o prazer está nos órgãos genitais.
  • 53. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Fase Fálica Complexo de Édipo É na fase fálica também denominada estágio edipiano, que Freud localiza o aparecimento da relação triangular entre pai, mãe e filho; Consiste na relação de amor que tem como objeto o progenitor do sexo oposto: mãe – menino pai – menina e impulsos de rivalidade ciúme do progenitor do mesmo sexo; Édipo, mata seu pai, o Rei de Tebas, e se casa com a mãe, tragédia grega escrita por Sófocles.
  • 54. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Fase Fálica Complexo de Castração O menino renuncia aos desejos eróticos pela mãe com medo da castração pelo pai; A inveja do pênis na menina corresponde ao complexo de castração no menino, enquanto o menino teme perder seu objeto de valor a menina se sente prejudicada por não possuí-lo; Os complexos de Édipo e de Castração fundamentam psicologicamente as diferenças sexuais.
  • 55. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Período de Latência
  • 56. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Período de Latência Corresponde ao primeiro período de escolarização 1ª a 4ª do ensino fundamental; Período de relativa estabilidade, fundamental para aquisição de habilidades, valores e papéis culturalmente aceitos.
  • 57. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Fase Genital
  • 58. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Fase Genital Segundo a teoria Freudiana, a estrutura básica da personalidade forma-se no fim da fase fálica; A adolescência seria a fase de reativação dos impulsos sexuais adormecidos durante o período de latência; Prazer em manipular o próprio corpo, atração sexual, atividades socializadoras, amor não incestuoso, escolha profissional etc...
  • 59. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Contribuições à Educação A Pedagogia e a Psicanálise caminham em sentidos opostos. Enquanto a primeira tem como meta a previsibilidade, e segunda trabalha com um ferramental altamente imprevisível. Millot, Catherine et Kupfer Cristina
  • 60. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Contribuições à Educação A descoberta do inconsciente invalida qualquer tentativa de construir uma ciência pedagógica que evite recalques e neuroses. Millot, Catherine
  • 61. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Contribuições à Educação Podemos dizer que a psicanálise abre um novo olhar sobre o aluno, um ser que tem subjetividade e desejo e que muitas vezes é incompreendido em suas manifestações; Finalmente, pode-se concluir que professor conhecedor da teoria encontra-se em melhores condições para compreender comportamentos infantis e atender melhor as necessidades das crianças.
  • 62. A psicologia do antiautoritarismo Psicanálise Contribuições à Educação “ Não contribui com coisa alguma para a aplicação da psicanálise à educação, mas é compreensível que as investigações da vida sexual das crianças e de seu desenvolvimento psicológico tenham atraído a atenção de educadores e lhes mostrado seu trabalho sob uma nova luz”. In Estudo autobiográfico ( Goulart, 1987)
  • 63. A psicologia do antiautoritarismo Não - Diretivismo Carl Rogers (1902 – 1987) “ Nunca pertenci a qualquer grupo profissional. Fui educado por, ou tive íntimas relações de trabalho com psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, psiquiatras sociais, educadores e religiosos, mas nunca senti que pertencia de fato, num sentido total ou comprometido, a qualquer um desses grupos”. Carl Rogers, 1967
  • 64. A psicologia do antiautoritarismo Não - Diretivismo Origens da teoria Segundo Goulart (1987), algumas referências nos impedem de considerar Rogers um nômade intelectual: Filosofia oriental Zen-Budismo e Lao-Tsé; Pontos de vista educacionais de John Dewey; Filosofia existencialista de Martin Buber e Soren Kierkegaard; Psicoterapia existencial de Rollo May; A escola Psicanalítica de Otto Rank; A fenomenologia de Husserl.
  • 65. A psicologia do antiautoritarismo Não - Diretivismo Segundo Goulart (1987) Rogers identifica três grandes tendências, nitidamente diferentes, na psicologia americana: A primeira está associada aos termos: “impessoal”, “objetivo”, “experimental”, “positivismo lógico”, “operacional”, “laboratório”; A segunda inclui termos como: “freudiano”, “neofreudiano”, “psicanalítico”, “psicologia do inconsciente”, “instintivo”, “psicologia dinâmica”.
  • 66. A psicologia do antiautoritarismo Não - Diretivismo A terceira tendência usa termos como: “fenomenológico”, “existencial”, “teoria do self”, “psicologia da saúde e do crescimento”, “ciência da experiência interior”. Considerada terceira força a psicologia fenomenológica e humanista se opõe radicalmente ao behaviorismo e à psicanálise. Na perspectiva humanista o interesse está centrado nos valores humanos, o reconhecimento da pessoa como entidade de valor incomensurável.
  • 67. A psicologia do antiautoritarismo Não - Diretivismo Não diretividade “O indivíduo tem dentro de si amplos recursos para autocompreensão, para alterar seu autoconceito, suas atitudes e seu comportamento autodirigido" (Rogers, 1989)
  • 68. A psicologia do antiautoritarismo Não - Diretivismo Aprendizagem significativa A aprendizagem significativa envolve o aluno como um todo: cognitiva, afetiva e socialmente, possibilitando-o a perceber a relevância dos conteúdos pedagógicos, a participar do processo, compreender os significados, e a transferir a aprendizagem para outras situações que vivenciar.
  • 69. A psicologia do antiautoritarismo Não - Diretivismo Aprendizagem significativa O facilitador da aprendizagem é aquela pessoa que, estabelece um clima de receptividade que o torna, progressivamente, um membro do grupo, ou seja, que também aprende com o grupo. A preocupação Rogeriana não é, pois, o “que ensinar” mas “como” facilitar o aprender.
  • 70. A psicologia do antiautoritarismo Não - Diretivismo Atitudes consideradas fundamentais na aprendizagem, segundo Rogers: Autenticidade do facilitador ( ser pessoa); Compreensão empática (colocar-se no lugar do outro). O foco da aprendizagem está na pessoa que aprende e não no processo.
  • 71. A psicologia do antiautoritarismo Freinet Celéstin Freinet 1896 – 1966 Concepção de sociedade e o papel da educação Em primeiro lugar Freinet diferencia-se dos demais pensadores em função da sua atuação prática. Como professor estava diante da perspectiva de implementar uma educação que refletia sua concepção de sociedade.
  • 72. A psicologia do antiautoritarismo Freinet Concepção de sociedade e o papel da educação Sua ideologia socialista e a militância dentro do PCF projetavam uma educação para o povo. Uma escola que pudesse contrapor aos princípios da escola tradicional, que reproduzia os valores de uma sociedade capitalista e opressiva.
  • 73. A psicologia do antiautoritarismo Freinet Concepção de sociedade e o papel da educação Afirmava que a escola por trás de um falso discurso de universalização, escondia a sua finalidade de servir à burguesia. A visita à Rússia comunista e a leitura de obras marxistas solidificaram a sua concepção de educação e de sociedade.
  • 74. A psicologia do antiautoritarismo Freinet Concepção de sociedade e o papel da educação Diante da clareza de que a escola para o povo tinha que refletir as suas necessidades, Freinet elabora suas técnicas Pedagógicas: “A aprendizagem favorecida pela verdadeira relação homem – natureza”. Nesse contexto enfatizava que não era apenas o fato da localização da escola no campo, mas a ausência dos condicionantes sociais da escola tradicional.
  • 75. A psicologia do antiautoritarismo Freinet Concepção de desenvolvimento Respeito ao desenvolvimento infantil. A criança vista como um ser que precisa ser atendida em suas necessidades. A importância do ambiente.
  • 76. A psicologia do antiautoritarismo Freinet Concepção de desenvolvimento Para os escolanovistas os instintos seriam o fio condutor do desenvolvimento infantil. (Bloch, 1951) Freinet em “Ensaio da psicologia sensível” enfatiza que o desenvolvimento do indivíduo está presente na natureza. “Tudo nasce, cresce e morre”.
  • 77. A psicologia do antiautoritarismo Freinet Concepção de desenvolvimento Segundo Freinet “a vida não é um estado é um devir”. O desenvolvimento humano alicerçado nos aspectos biológicos e psicológicos em detrimento dos sociais – Teoria evolucionista.
  • 78. A psicologia do antiautoritarismo Freinet Concepção de desenvolvimento O papel do professor é criar um ambiente onde o meio interno (as necessidades íntimas) e o externo (ambiente escolar) seja harmonioso.
  • 79. A psicologia do antiautoritarismo Freinet Concepção de ensino-aprendizagem e o papel do professor Sala de aula local de trabalho produtivo. As atividades devem ser interessantes e enriquecedoras – significativas.
  • 80. A psicologia do antiautoritarismo Freinet Concepção de ensino-aprendizagem e o papel do professor No livro “Pedagogia do bom senso” Freinet mostra as ferramentas que se consolidaram como técnicas em sua proposta.
  • 81. A psicologia do antiautoritarismo Freinet Técnicas Freinet da escola Moderna Aula passeio Texto livre Imprensa escolar Correção Livro da vida Fichário de consulta Plano de trabalho Correspondência interescolar Auto-avaliação