Teorias da aprendizagem camila de abreu fontes de oliveira

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Teorias da Aprendizagem

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Teorias da aprendizagem camila de abreu fontes de oliveira

  1. 1. Curso de Especialização em Docência em Ensino Superior - PUC-RS Camila de Abreu Fontes de Oliveira Profa. Elaine Turk Faria
  2. 2. Teoria Teoria é um conjunto de ideias organizadas e sistematizadas sobre um determinado tema. Representa uma construção humana para interpretar, ordenadamente, uma área de conhecimento.
  3. 3. Teorias da aprendizagem As teorias da aprendizagem buscam o reconhecimento da dinâmica envolvida nos atos de ensinar e aprender; Ponto de partida→ considerar a evolução cognitiva do homem ↔ identificação pessoal e relação através da interação entre as pessoas.
  4. 4. Teorias da aprendizagem Modelos pedagógicos Currículo
  5. 5. Teorias da aprendizagem • Teorias Behavioristas → dois tipos: metodológico (comportamentalismo) e o radical. • Behaviorismo →(Behaviorism em inglês de behavior (EUA): comportamento, conduta). Adeptos: John B. Watson, Burrhus Frederic Skinner e Edward Thorndike.
  6. 6. Behaviorismo Metodológico Behaviorismo metodológico → caráter empirista. Criador → John B. Watson (1878-1958). “ Todo ser humano aprendia tudo a partir de seu ambiente ( o homem estaria à mercê do meio)”.
  7. 7. Behaviorismo Metodológico Rejeição aos processos mentais como objeto de pesquisa → caráter determinista → estímulo- resposta (E-R). Concebido com a interação onde a resposta (comportamento)advém imediatamente após a apresentação do estímulo.
  8. 8. Behaviorismo Metodológico • Influenciado por Pavlon, Watson enfatizou suas pesquisas mais nos estímulos do que nas consequências dos mesmos → experimentos com animais e seres humanos (inclusive bebês); • Como a aprendizagem se dava? Estímulo neutro que, quando emparelhado um número suficiente de vezes como estímulo incondicionado, passa a eliciar a mesma resposta do último, substituindo-o.
  9. 9. Behaviorismo Metodológico • As emoções humanas (ex: medo) podem ser explicadas pelo processo de condicionamento. • Comportamento composto apenas por impulsos fisiológicos. • Aprendizagem → estímulo condicionado, depois de ser emparelhado um número suficiente de vezes com o estímulo incondicionado → eliciar a mesma resposta e pode substituí-lo. ● Compete ao professor promover, o maior número de vezes possível, a associação de uma resposta (desejada) à um estímulo para que o aprendiz adquira conhecimentos.
  10. 10. Behaviorismo radical Criada por Burrhus Frederic Skinner (1904- 1990); ● O Behaviorismo não era um estudo científico do comportamento e sim Filosofia da Ciência que se preocupava com os métodos e objetos de estudo da psicologia. ● Fenômenos da privacidade (processos mentais) são de natureza física, material e, portanto, mensuráveis.
  11. 11. Behaviorismo radical ● Skinner foi o teórico que mais influenciou o entendimento do processo ensino-aprendizagem e a prática escolar. ● Brasil → anos 50-60 → influência da pedagogia tecnicista → inserção de escolas nos modelos de racionalização dos sistema de produção capitalista. ● Aprendizagem → relacionada à uma questão de modificação do desempenho. BOM ENSINO (PROCESSO DE CONDICIONAMENTO ATRAVÉS DO USO DE REFORÇAMENTO DAS RESPOSTAS QUE SE QUER OBTER) ORGANIZAÇÃO EFICIENTE DAS CONDIÇÕES ESTIMULADORAS MODIFICAÇÃO DO STATUS DO ALUNO (SITUAÇÃO DIFERENTE DE APRENDIZAGEM)
  12. 12. Behaviorismo radical ● Componentes da aprendizagem: MOTIVAÇÃO RETENÇÃO TRANSFERÊNCIA COMPORTAMENTO OPERANTE
  13. 13. Etapas do ensino – perspectiva skinneriana 1ª etapa: estabelecimento de comportamentos terminais → objetivos instrucionais ; 2ª etapa: análise da tarefa de aprendizagem → ordenação dos passos da instrução ; 3ª etapa: executar o programa → reforço gradual das respostas corretas referentes aos objetivos.
  14. 14. Influência para o Behaviorismo no mundo ocidental Ivan Pavlon (1849-1936) → bases para Watson fundar a teoria no mundo ocidental; O reflexo condicionado teria um papel importante no comportamento humano e, e, consequentemente, na educação. Estímulo condicionado (anteriormente neutro) Elicia Campanhia Resposta (eliciamento) Salivação
  15. 15. Behaviorismo de Edward Thorndike
  16. 16. Behaviorismo e educação A aprendizagem reflete a mudança de comportamento produzida pelas contingências de reforço → implicam no controle de estímulos para modelar determinados comportamentos.
  17. 17. Teorias Cognitivas Processo de cognição Atribuição de significados à realidade em que a pessoa se encontra. Processo de compreensão Uso da informaçãoTransformação
  18. 18. Teorias cognitivas • Principais autores: Brunner, Piaget, Ausubel, Novak. Jerome Bruner “ É possível ensinar qualquer assunto, de uma maneira honesta, a qualquer criança em qualquer estágio de desenvolvimento.”
  19. 19. Jerome Bruner • Importância da estrutura, das ideias e relações fundamentais da matéria a ser ministrada. • Como ensinar? Processo da descoberta Exploração de alternativas Currículo em espiral
  20. 20. Jerome Bruner Conteúdos de ensino percebidos pelo aprendiz: associados a problemas, relações e lacunas a serem preenchidos Aprendizagem significante e relevante.
  21. 21. Jerome Bruner • Currículo em espiral
  22. 22. Jean Piaget • Teoria de desenvolvimento mental Quatro períodos do desenvolvimento cognitivo:
  23. 23. Jean Piaget • Crescimento cognitivo da criança ASSIMILAÇÃO (da experiência à mente) ACOMODAÇÃO (da mente à nova experiência) EQUILIBRAÇÃO (estados de equilíbrio de adaptação cada vez mais estáveis)
  24. 24. Desenvolvimento cognitivo ADAPTAÇÃO (ajuste cognitivo a alteração ambiental) ACOMODAÇÃO (ajuste das reações atuais do indivíduo para atender às exigências específicas de um objeto ou ação) ASSIMILAÇÃO (observações de novas informações e incorporação das mesmas às estruturas já existentes) Ações humanas são as bases do comportamento humano.
  25. 25. Assimilação e acomodação É o processo cognitivo pelo qual uma pessoa classifica um novo dado perceptual, motor ou conceitual às estruturas cognitivas prévias. Novas experiências → explicação dos novos estímulos às estruturas cognitivas que já possui. É a modificação da mente → construção de novos esquemas de assimilação → desenvolvimento cognitivo.
  26. 26. Teoria da equilibração O processo de equilibração não consiste em uma simples volta ao ponto de partida → conduz, em geral, à um estado melhor que o inicial → PROGRESSO. Reflexão: Teoria da equilibração como ponto de equilíbrio entre a assimilação e a acomodação. Mecanismo auto- regulador?
  27. 27. Ideia de ensino para Piaget • Ideia de ensino reversível → ensinar é provocar o desequilíbrio → equilibração majorante → novo equilíbrio. • Tarefa do professor ENSINO REVERSÍVEL→ Passagem de um estado de equilíbrio para outro através de uma sucessão de estados de equilíbrio muito próximos.
  28. 28. David Ausubel Conceito central da teoria de Ausubel → APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA (1918-2008)
  29. 29. Conceitos de aprendizagem Subsunçor É uma estrutura específica ao qual uma nova informação pode se integrar ao cérebro humano, que é altamente organizado e detentor de uma hierarquia conceitual que armazena experiências prévias do aprendiz. “A aprendizagem significativa é aquela que se relaciona, interliga a aprendizagens realizadas, a conteúdos pré-existentes no sujeitos”. David Ausubel
  30. 30. Aprendizagem significativa x aprendizagem mecânica APRENDIZAGEM SIGNFICATIVA Processo por meio do qual uma nova informação é relacionada de maneira substantiva e não arbitrária a um aspecto irrelevante da estrutura definitiva. APRENDIZAGEM MECÂNICA A nova informação é armazenada de maneira arbitrária e literal, não interagindo com aquela já existente na estrutura cognitiva.
  31. 31. Teorias humanistas CarL Rogers (1902-1987) George Kelly (1905- 1967) Principais autores: Carl Rogers e George Kelly
  32. 32. Carl Rogers Objetivo → crescimento pessoal do aluno Aluno = pessoa E Ensino = facilita a realização pessoal do aluno Aprendizagem “pela pessoa inteira” = transcende e engloba as aprendizagens Afetiva , cognitiva e psicomotora.
  33. 33. Objetivo educacional Rogers propõe mudança na direção básica da educação → ATENDIMENTO DA CULTURA DE HOJE PESSOAS PLENAMENTE ATUANTES FACILITAÇÃO DA APRENDIZAGEM Psicomotor (vinculado às habilidades do corpo) Afetivo ( vinculado a afetos, valores, sentimentos e crenças) Cognitivo (vinculado com escalas que vão do conhecimento à síntese e avaliação)
  34. 34. Aprender a aprender → aluno independente, criativo e autoconfiante HOMEM EDUCADO A teoria de Carl Rogers propõe uma reflexão sobre o processo de aprendizagem que permeia a educação tradicional instigando-nos ao desenvolvimento de um posicionamento crítico no sentido de propor mudanças a esse processo apontando assim caminhos para a construção de uma aprendizagem mais significativa para o aprendiz. APRENDEU A APRENDER
  35. 35. Atitudes Estabelecimento de confiança e aceitaçãoPROFESSOR ALUNO APRENDIZAGEM SIGNIFICANTE: É mais que uma acumulação de fatos, é uma aprendizagem que provoca uma modificação, quer seja no comportamento do indivíduo, na orientação futura que escolhe ou nas suas atitudes e personalidade; é uma aprendizagem penetrante, que não se limita a um aumento de conhecimentos, mas que penetra profundamente todas as parcelas da sua existência .
  36. 36. George Kelly Teoria formal → Psicologia dos Construtos Pessoais Processos de uma pessoa são psicologicamente canalizados pelas maneiras nas quais ela antecipa eventos Construção da realidade → subjetivo, pessoal, ativa, criativa, racional e emocional. As pessoas criam modelos pessoais que refletem as realidades construídas, não baseadas em verdades absolutas.
  37. 37. Construtos pessoais Construtos Pessoais as pessoas criam uma construção cognitiva sobre o ambiente, viabilizando um padrão sistemático para organizar e interpretar as relações sociais.
  38. 38. Atribuição
  39. 39. Teoria socio-cultural segundo Lev Semenovitch Vygotsky (1896-1934) Conceito central da Teoria de Vigotsky é o de atividade → unidade de construção da arquitetura Funcional da consciência; sistema de transformação do meio (externo e interno da consciência com ajuda de instrumento (orientados externamente; devem necessariamente levar mudanças nos objetos) e signos (orientados internamente; dirigidos para o controle do próprio indivíduo).
  40. 40. Mediação Emprego de instrumentos e signos Unidade essencial de construção da consciência humana Mas como as relações sociais se convertem em funções psicológicas?
  41. 41. • Signo é algo que significa alguma coisa. Os significados de palavras e gestos são construídos socialmente. • As sociedades criam sistemas de signos ao longo da história que modificam e influenciam seu desenvolvimento social e cultural. • Para Vygotsky é pela interiorização de sistemas de signos, produzidos culturalmente, que se dá o desenvolvimento cognitivo. Quanto mais instrumentos e signos se aprende, mais se amplia a gama de atividades que o sujeito pode aprender.
  42. 42. Processos elementares Atividade como meio para o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores.
  43. 43. A sociedade e a cultura, para Vygotsky, têm um papel efetivamente formante e não, simplesmente, um papel ativante de estruturas endógenas da razão (visão de Piaget).
  44. 44. Zona de Desenvolvimento Proximal Capacita a propor uma nova fórmula → BOM APRENDIZADO é somente aquele que se adianta ao desenvolvimento.
  45. 45. Implicações para a educação Implicação pedagógica relação entre o aprendizado e o desenvolvimento. Vygotsky caracteriza a aprendizagem como um processo que se baseia em dois tipos de conceitos: - conceitos espontâneos adquiridos no contexto cotidiano a partir de referentes concretos; - conceitos científicos adquiridos, por meio do ensino, pela atribuição de significados em uma estrutura conceitual.
  46. 46. Papel do professor Compartilhamento de ideiasPROFESSOR ALUNO ENSINO Elemento chave nas interações sociais do estudante. Professor reage às tentativas do aprendiz, incentivando, corrigindo, fazendo novas perguntas e exigências, em função de sua percepção do que ele pode ou não fazer. Aluno evolui porque sempre está recebendo novas informações e desafios, que exigem que ela vá um pouco além do que já sabe.
  47. 47. FIM Ops, apenas o começo!
  48. 48. Referências bibliográficas: GONÇALVES, Josiane Peres. Um breve histórico da Revista Educação da PUCRS, a partir dos artigos publicados por Mosquera, segundo o viés das Teorias Contemporâneas da Educação. Paraná. 2008. OSTERMANN, Fernanda; CAVALCANTI, Cláudio José de Holanda Cavalcanti. Teorias de Aprendizagem: Texto introdutório. UFRGS. 2010. SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia: Teorias da Educação; Curvatura da Vara; Onze Teses sobre educação e política. 5ª Coleção. Ed. Autores Associados. São Paulo.

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