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Max weber

  1. 1. MAX WEBER E a Teoria da Burocracia
  2. 2. ORIGENS DA TEORIA DA BUROCRACIA  A burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos fins pretendidos, garantindo a máxima eficiência possível no alcance de seus objetivos.  Max Weber (1864-1920), sociólogo alemão, foi o criador da Sociologia da Burocracia.  Max Weber afirma que o moderno sistema de produção, racional e capitalista se originou da “ética protestante”: o trabalho árduo e o ascetismo proporcionando a poupança e reaplicação das rendas excedentes, em vez de seu dispêndio para o consumo.  Weber notou que o capitalismo, a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas ocorridas inicialmente em países protestantes.
  3. 3. A TEORIA DA BUROCRACIA E O PENSAMENTO ADMINISTRATIVO  A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração ao redor dos anos 40, em função dos principais aspectos:  A fragilidade e parcialidade da Teoria Clássica e da Teoria das Relações Humanas;  A necessidade de um modelo de organização racional aplicável não somente as fábricas, mas também a todos os tipos de organizações, inclusive às empresariais;  O tamanho e complexidade crescentes das empresas;  O ressurgimento da Sociologia da Burocracia.
  4. 4. BASES DA TEORIA DA BUROCRACIA  O conceito central dessa teoria é a autoridade legal, racional ou burocrática. Os subordinados aceitam as ordens dos superiores como justificadas, porque concordam com um conjunto de preceitos ou normas que consideram legítimos e dos quais deriva o comando. A obediência não é devida a alguma pessoa em si, mas a um conjunto de regulamentos legais previamente estabelecidos.  O aparato administrativo que corresponde à dominação legal é a burocracia. A posição dos funcionários (burocratas) é definida por regras impessoais e escritas, de forma racional a hierarquia os direitos e deveres inerentes a cada posição, os métodos de recrutamento e seleção, etc.
  5. 5.  A burocracia é a organização típica da sociedade moderna democrática e das grandes empresas. Através do contrato as relações de hierarquia nela passam a constituir esquemas de autoridade legal.  Weber notou a proliferação de organizações de grande porte que adotaram o tipo burocrático de organização, concentrando os meios de administração no topo da hierarquia e utilizando regras racionais e impessoais, visando à máxima eficiência.  Os principais fatores para o desenvolvimento da moderna burocracia são:  O desenvolvimento de uma economia monetária;  O crescimento das tarefas administrativas do Estado Moderno;  A superioridade técnica do tipo burocrático de administração.
  6. 6. CARACTERÍSTICAS DA BUROCRACIA  Caráter legal das normas e regulamento.  Caráter formal das comunicações.  Caráter racional e divisão do trabalho.  Impessoalidade nas relações.  Hierarquia da autoridade.  Rotinas e procedimentos padronizados.  Competência técnica e meritocracia.  Especialização da administração.  Profissionalização dos participantes.  Completa previsibilidade do funcionamento.
  7. 7. VANTAGENS DA BUROCRACIA  Para Weber, comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é como comparar a produção da máquina com modos não-mecânicos de produção.  Suas vantagens são:  Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização;  Precisão na definição do cargo e na operação;  Rapidez nas decisões;  Unicidade de interpretação;  Uniformidade de rotinas e procedimentos;  Continuidade da organização através da substituição do pessoal afastado;  Redução do atrito entre as pessoas;  Subordinação dos mais novos aos mais antigos;  Confiabilidade.
  8. 8.  Nessas condições, o trabalho é profissionalizado, o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção.  A igualdade das normas burocráticas assegura a cooperação entre grande número de pessoas, que cumprem as regras organizacionais, porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados.
  9. 9. DILEMAS DA BUROCRACIA  Fragilidade da estrutura burocrática: pressões constantes de forças exteriores e enfraquecimento gradual do compromisso dos subordinados com as regras burocráticas.  A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas, principalmente quando contrariam os desejos da pessoa, exige uma autodisciplina difícil de se manter.  Assim, as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem, seja na direção carismática, seja na tradicional, onde as relações disciplinares são mais “naturais” e “afetuosas” e menos separadas das outras.
  10. 10.  Existem chefes não-burocráticos: indicam e nomeiam os subordinados, estabelecem as regras, resolvem os objetivos que deverão ser atingidos. Geralmente são eleitos ou herdam sua posição, como, por exemplo, os presidentes, os diretores e os reis.  Esses chefes (não-burocráticos) da organização desempenham o importante papel de estimular a ligação emocional e mesmo irracional dos participantes com a racionalidade. A identificação com uma pessoa, um líder ou um chefe influi psicologicamente, reforçando o compromisso com a organização.  A ausência ou morte de um chefe não-burocrático da organização - único indivíduo perante o qual as identificações são pessoais, e não-burocráticas - provoca uma crise, a chamada crise de sucessão, que geralmente é acompanhada de um período de instabilidade.
  11. 11. DISFUNÇÕES DA BUROCRACIA  As disfunções são as seguintes:  Exagerado apego aos regulamentos;  Excesso de formalismo e de papelório;  Resistência a mudanças;  Despersonalização do relacionamento;  Categorização como base do processo decisório;  Superconformidade às rotinas e procedimentos;  Exibição de sinais de autoridade;  Dificuldade no atendimento a clientes e conflitos com o público.
  12. 12. CONCLUSÃO  Com essas disfunções, a burocracia torna-se esclerosada, fecha-se ao cliente, que é o seu próprio objetivo e impede totalmente a inovação e a criatividade.  As causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal, que existe fatalmente em qualquer tipo de organização, nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas), o que necessariamente introduz variações no desempenho das atividades organizacionais.
  13. 13.  A organização informal surge como uma conseqüência da impossibilidade prática de se padronizar completamente o comportamento humano nas organizações.  Esta aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias, pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis, uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais e legais, escritas e exaustivas.  Em face da exigência de controle que norteia toda a atividade organizacional é que surgem as conseqüências imprevistas da burocracia.

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