Escola Secundária Abel Salazar                              Disciplina de Filosofia                                Prof. L...
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ÍNDICEINTRODUÇÃO.............................................................................................................
INTRODUÇÃO       No inicio do séc. XXI é bastante evidente a influência dos meios decomunicação     no   dia-a-dia   dos  ...
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TIPOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO       Existem diferentes maneiras de transmitir informações, nomeadamente atravésdos meios d...
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Durante a evolução progressiva, o Homem inventa a escrita ao descobrir novasmatérias-primas que possibilitam a gravação e ...
Os meios de comunicação serviram não só para entretenimento, informação, mascom eles surgiram também, conceitos completame...
OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A ÉTICA                                    11
Todas as actividades humanas devem ter por base um código de ética, esteja ounão plasmado nalgum documento. Isto é, qualqu...
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Actualmente, a sociedade em que vivemos é bastante influenciada por tudoaquilo que passa pela televisão, deste o telejorna...
Podemos também referir a influência dos meios de comunicação. No nossoentendimento, A nosso ver, pode ter duas vertentes; ...
Uma sociedade democrática assenta em três poderes fundamentais e clássicos: opoder legislativo, que tem a competência para...
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A retórica é a arte de persuasão, isto é, a arte de bem falar que permite ao orador,aquele que, mediante o discurso, procu...
discurso publicitário. O apelo aos sentimentos e o apelo à popularidade são dispositivosretóricos associados a esta técnic...
o   Mobiliza o desejo;  o   Dirigido a um auditório específico;  o   Manipula símbolos para alterar a ideia que os recepto...
A MANIPULAÇÃO E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO - A RETÓRICA E A   ARGUMENTAÇÃO       “A manipulação e os meios de comunicação” é ...
distrair. A distracção pode condicionar o desenvolvimento intelectual, sobretudo nascrianças e jovens, levando à manipulaç...
Alguns produtores de televisão defendem-se dizendo que os programastelevisivos representam a realidade e argumentam ainda,...
Aspectos educativos dos meios de comunicação:       A consulta de jornais e revistas pode desenvolver a competência da lei...
CONCLUSÃO       Com este trabalho, concluímos que a população mundial é bastante dependentedos meios de comunicação, pelo ...
BIBLIOGRAFIA neste caso: Netgrafiahttp://www.submundos.com/forum/cultura/historia-da-televisao-em-portugal/http://imediaj....
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  1. 1. Escola Secundária Abel Salazar Disciplina de Filosofia Prof. Luísa Valente Meios de ComunicaçãoTrabalho realizado por: Daniela Monteiro nº5 Francisca Marques nº7 Jéssica Veloso nº8 Júlio Carvalho nº10 Página | 1
  2. 2. 2
  3. 3. ÍNDICEINTRODUÇÃO............................................................................................................................... 4MEIOS DE COMUNICAÇÃO........................................................................................................... 5TIPOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO............................................................................................ 7HISTÓRIA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO................................................................................... 8OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A ÉTICA.................................................................................... 11DE QUE FORMA OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO INFLUENCIAM O PENSAMENTO E A ACTIVIDADEHUMANA?.................................................................................................................................. 13O QUARTO PODER...................................................................................................................... 15A RETÓRICA E A ARGUMENTAÇÃO............................................................................................. 18O DISCURSO PUBLICITÁRIO........................................................................................................ 20A MANIPULAÇÃO E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO - A RETÓRICA E A ARGUMENTAÇÃO ...........22Aspectos educativos dos meios de comunicação:...................................................................... 25CONCLUSÃO............................................................................................................................... 26BIBLIOGRAFIA neste caso: Netgrafia.......................................................................................... 27Um conselho: qdo há mtos tópicos, convém numerá-los (ver ex no índice). Compequenas correções e com penalização por ter ultrapassado o nº de pps…NOTA: Muito BomMaria Luísa ValenteJunho/2011 3
  4. 4. INTRODUÇÃO No inicio do séc. XXI é bastante evidente a influência dos meios decomunicação no dia-a-dia dos cidadãos das diversas sociedades. Estamosconstantemente rodeados por temas e questões controversas que acontecem no mundo eque não passam despercebidos devido? por motivo da globalização. Os meios decomunicação social, em especial, estão directamente ligados à nossa vida; hoje em diatemos conhecimento de notícias em tempo real, de modo que estamos sempre dentro doassunto. Por outro lado, surgiram novos e poderosos meios de comunicação, como ainternet, capaz de concorrer e mesmo destronar alguns dos meios mais tradicionais,sendo inclusive aproveitada como plataforma de divulgação de jornais e revistas, maspossibilitando a recolha de dados de muita espécie, a formação, a comunicaçãointerpessoal, etc. Neste trabalho pretendemos enumerar, explicar de forma clara e simples, umpouco do que diz respeito aos meios de comunicação, grosso modo, bem como do modocomo se comporta a comunicação social na nossa sociedade, a sua influência noHomem moderno, na sua maneira de pensar e de agir, até mesmo no modo como nosrelacionamos uns com os outros. 4
  5. 5. MEIOS DE COMUNICAÇÃO Os meios de comunicação são instrumentos que nos ajudam a receber e/outransmitir informação. Esta comunicação é um processo pelo qual a informaçãorecebida de um emissor é codificada e transmitida a um receptor. Deste modo, os meios de comunicação auxiliam na criação de uma relação entreo receptor e o emissor, embora diferentes meios de comunicação permitam diferentestipos de comunicação. Os meios de comunicação permitem, assim, a interacção entrepessoas ou não, do mesmo modo que permitem a transmissão da informação disponível. O processo de comunicação divide-se em três fases fundamentais, as quaisdevem estar sempre presentes nos meios de comunicação: 5
  6. 6. I. Emissor: pessoa que pretende emitir uma mensagem, a qual é normalmente designada por fonte ou origem. Esta é então elaborada de forma a que possa ser emitida/transmitida ao(s) receptor(es); II. Mensagem: aquilo que o emissor pretende comunicar e, que esta seja transmitida;III. Receptor: corresponde àquele que recebe a mensagem transmitida, ou seja, quem irá descodificar a informação de modo a compreendê-la de modo claro e preciso. 6
  7. 7. TIPOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO Existem diferentes maneiras de transmitir informações, nomeadamente atravésdos meios de comunicação, sem os quais a nossa vida seria bastante limitada.Enumeramos aqueles que mais influenciam o nosso quotidiano e a forma de conhecer eanalisar tudo o que nos rodeia mais ou menos exaustivamente: • Cartas; • Rádio e o telégrafo; • Jornais; • Revistas; • Televisão e o cinema; • Telefone e telemóvel; • Internet; 7
  8. 8. HISTÓRIA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO Os meios de comunicação, genericamente considerados, não são uma invençãomoderna mas resultam de uma necessidade básica de interagir com o mundo que nosrodeia permitindo-nos, assim, trocar ideias, expressar sentimentos e adquirirconhecimentos. Desde os tempos mais remotos, o Homem sentiu necessidade de comunicar comos seus iguais, para se fazer entender e transmitir informações pessoais ou mesmosociais. A comunicação surgiu pela necessidade do Homem mais primitivo se debatercom os acontecimentos mais rudimentares do dia-a-dia, desde a alimentação, e passandopelo bem-estar do grupo, ao perigoso e desconhecido. Este modo de organizaçãodurante o próprio desenvolvimento do ser humano, como ser racional, possibilitou oconhecimento de si próprio enquanto indivíduo, permitindo também a evolução eestruturação da língua entre povos e culturas. Esta transmissão oral ainda muito limitadae imprecisa, teve de ser gravada, de diversas formas, através do desenho e da pintura,para que pudesse ser transmitida às gerações vindouras. Assim, essa transmissão aolongo de gerações possibilitou a sua aprendizagem e sobrevivência. Poderemos referir que as primeiras imagens visuais surgiram da necessidade dohomem caçador transmitir os seus conhecimentos para que estes não se perdessem oumesmo alterassem ao longo dos tempos. Começaram então a surgir pequenas gravurasdas vivências naturais do Homem, que se podem entender como os primeiros princípiosdo aparecimento dos meios comunicações modernos, não em massa mas sim com afinalidade de organização entre grupos. 8
  9. 9. Durante a evolução progressiva, o Homem inventa a escrita ao descobrir novasmatérias-primas que possibilitam a gravação e transmissão destas informações que sevão adquirindo, bem como o aperfeiçoamento da língua e das suas próprias simbologias.Este facto permitiu um considerável aumento da alfabetização dos povos, possibilitandouma melhor transmissão das ideias e ideologias, bem como a integração e cooperaçãoentre culturas. O surgimento da imprensa permitiu desenvolver práticas anteriores, mas tambémpromover a discussão dos assuntos, sendo possível através da criação de empresas quese dedicam a essa prática. É essencialmente a partir da segunda metade do séc. XX que o Homemintensifica o seu estudo na área das comunicações e a progressiva descoberta de novosmeios que possibilitaram o conhecimento de tudo o que se passa no mundo. O que foiimportante para uma maior qualidade da vida e da relação com os outros; Paralelamentedespoletou uma necessidade crescente de saber mais a respeito das diferentes formas decomunicação rápida e dos seus conteúdos. A informação, de oral passou também atransmitir-se através da escrita e por meios visuais. A melhoria das condições económicas e a difusão do ensino criaram condiçõespropícias para o desenvolvimento da imprensa. Desta forma, a imprensa tornou-seacessível, utilizava frases curtas, um vocabulário simples e tornou-se substancialmentemais barata. Os jornais também sofreram alterações. Para atraírem leitores, encheram as suaspáginas de histórias sensacionalistas, de títulos mirabolantes e de fotografias chocantes.Começaram a surgir, também, as páginas dedicadas ao desporto e as páginas “cor-de-rosa”. A par dos jornais generalistas, começaram a surgir as revistas temáticas, querapidamente passaram a ser lidas regularmente por leitores da classe média. 9
  10. 10. Os meios de comunicação serviram não só para entretenimento, informação, mascom eles surgiram também, conceitos completamente novos e ousados, como é o casoda publicidade e de propaganda política. Os media foram os maiores impulsionadoresda sociedade capitalista e do consumo em massa, pois através de campanhaspublicitárias induziam a população a adquirem determinados produtos, muitas vezessupérfluos ou mesmo inúteis. Outra inovação criada pelos media foi a propagandapolítica, de que se serviram os dirigentes para convencer e manipular a opinião pública. Considera-se, por exemplo, que os meios de comunicação social tiveram umacota parte na implantação dos regimes totalitários na Europa, na implementação denovos estilos de vida, novos hábitos, novos valores, na massificação da vida pública esobretudo, consolidaram a sociedade de consumo em que hoje vivemos. Se a imprensa no século XV e a televisão no século XX foram marcos e factoresdeterminantes para a evolução cultural humana e da comunicação, massificando-a eretendo o conhecimento à disposição e vontade das elites, ou manipulando-o, ainformatização liberta o homem à sua própria individualização, transforma-o dum meroser social passivo e receptor, em emissor / transmissor, produtor de meios decomunicação, autor da mensagem e conhecedor experimentado dos diversos canais detransmissão que a tecnologia põe à sua disposição. 10
  11. 11. OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A ÉTICA 11
  12. 12. Todas as actividades humanas devem ter por base um código de ética, esteja ounão plasmado nalgum documento. Isto é, qualquer pessoa deve ter uma condutaprofissional regida por valores e princípios de respeito pelo outro, pelos seus direitos,evitando a política dos ‘fins justificam os meios’. Esta verdade é tão mais evidentequanto mais poder possui a respectiva profissão, como é o caso dos jornalistas. Defacto, ao ter a capacidade de influência e de formação de opinião, de centenas, milharese mesmo milhões de pessoas, os meios de comunicação social e os seus actores, têm odever de seguir procedimentos de acordo com práticas éticas, o que nem sempreacontece. Veja-se o exemplo da captação de imagens de famosos, sem o seuconsentimento, apenas com o intuito comercial, de venda de um produto, como umarevista; ou quando a linha editorial de jornais se rege por interesses económicos dogrupo que os suporta financeiramente. Hoje em dia, é cada vez mais frequente a constituição de monopóliosempresariais ligados à comunicação social, com interesses noutras áreas, podendo ecolocando nalguns casos em risco, a integridade e liberdade dos próprios jornalistas. Recordemos a este propósito o que sepassa emItália, onde oprimeiro-ministro é, ao mesmo tempo, o Presidentede um dos maiores impérios de mass media da Europa. Um dos casos mais conhecidos econtroversos, refere-se à televisão Al Jazzera do Qatar, criticada por muitos como 12
  13. 13. estando ligada a grupos terroristas e, de certo modo, divulgando a sua mensagematravés de notícias com um pendor tendencioso. Um dos grandes desafios da actualidade, tem a ver precisamente com adignidade com que as informações são obtidas, tratadas e veiculadas, porque o seucontrolo é absolutamente decisivo para direccionar o rumo dos acontecimentos, e osmilitares sabem bem o que isso é, havendo inclusive unidades especializadas para esseobjectivo. Exige-se de cada pessoa, em particular, uma formação de carácter que lhepermita resistir às tentações do dia-a-dia, que podem fazer catapultar a sua carreiranuma base imoral e altamente condenável.DE QUE FORMA OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO INFLUENCIAM O PENSAMENTO E A ACTIVIDADE HUMANA? 13
  14. 14. Actualmente, a sociedade em que vivemos é bastante influenciada por tudoaquilo que passa pela televisão, deste o telejornal para os adultos com notícias terríveisde mortes e guerras, até a programas infantis com desenhos animados, por vezes,bastante violentos. Face a estes programas anunciadores de desgraça, é de certo modo natural, aatitude das pessoas que deixam, por momentos, de saber fazer a distinção entre arealidade e a imaginação, traduzindo-se, por vezes, em comportamentos que reflectemfactos passados em programas televisivos. Por outro lado, a televisão tem um papel muito importante na educação de todos,como é o caso dos documentários, debates, programas educativos para crianças (leitura,ciência…), que melhoram significativamente o estado de cultura e a capacidade deargumentação, bem como o aprofundamento de novas línguas e uma visão maisabrangente do mundo e dos problemas e questões adjacentes a este. 14
  15. 15. Podemos também referir a influência dos meios de comunicação. No nossoentendimento, A nosso ver, pode ter duas vertentes; um lado positivo, que demonstra epor vezes explicita situações de elevada preocupação e interesse por parte da sociedade;por outro lado, apresenta uma acção negativa que pode levar a um consumo exagerado esem qualquer controlo das pessoas, que influenciadas por publicidade e maispublicidade, enganosas ou não, acabam por alterar e perder valores, emergindo osaspectos mais materiais das coisas. Assim, a televisão é muito utilizada para efeitos demarketing, influenciando o público a comprar determinados produtos, torna-se bemevidente a forma como a televisão determina o consumo. Com esta influência manipuladora e indesejada dos meios de comunicação nopensamento e atitudes humanas, é de esperar a troca progressiva dos valores da família,da simplicidade, humildade e respeito pela dignidade, pelos valores tradutores doexcessivo consumismo, a ganância, a vaidade, a inveja…O QUARTO PODER 15
  16. 16. Uma sociedade democrática assenta em três poderes fundamentais e clássicos: opoder legislativo, que tem a competência para elaborar as leis e que está habitualmenteconcentrado no parlamento, no nosso país a Assembleia da República; o poderexecutivo, que põe em prática um programa de governo, as políticas para os diferentessectores e as relações internacionais, e são ambos eleitos pelo povo; e o poder judicial,que aplica a justiça, isto é, interpreta e dá sentido às leis. A estes poderes tradicionais,costuma juntar-se o poder dos mass media, tal a influência que a comunicação social foiprogressivamente adquirindo, sobretudo a televisão, ao ponto de contribuíremfortemente para a queda de governos e presidentes, através da denúncia de corrupção edos mais diversos ilícitos civis e criminais; é pois considerado, geralmente, o quartopoder. Pouco tempo após a divulgação do uso da internet, logo surgiram vozes aatribuírem um poder de igual ou superior valor aos outros poderes. Costuma-se dizerque lá se pode encontrar o melhor e o pior, a questão está em saber pesquisar, por umlado e, por outro, em ter a capacidade crítica para saber filtrar a informação que nos édisponibilizada a todo o momento. O aparecimento da internet pode ser considerado 16
  17. 17. uma revolução, pela massificação e globalização de conteúdos importantes para odesenvolvimento dos povos. É possível procurar ajuda para os estudos, para o trabalho epara o lazer; é possível que várias, não poucas, mas milhões de pessoas comuniquem deum lado ao outro do globo em tempo real; é possível transaccionar bens e serviços; épossível quase tudo o que a nossa imaginação for capaz de descobrir e, eventualmentemuito mais. Mas não há bela sem senão. 3- Os jovens e a internet. Como tudo na vida, a internet tem um poder altamente pernicioso; e é esse quetem emergido com muita força nos últimos tempos, justificando cada vez mais a“alcunha” que lhe tem sido atribuído. De facto, recordo o aparecimento do site‘wikileaks’, que se tem dedicado à divulgação de informações secretas com origem nosEstados Unidos da América, como o paradigma de um problema que ainda estaremoslonge de imaginar os piores desfechos e cenários. No início, os jornalistas exultaram,porque o manancial de informações abastecia as suas necessidades para construíremhistórias vendáveis. Mas a pouco e pouco, de uma informação estritamente militar,evoluiu-se para a publicitação de dados que colocam em risco a vida de civis emqualquer parte do mundo, e nessa medida ninguém está a salvo. Muitos criticam a política dos EUA, que apesar de ter muitas contradições e‘rabos de palha’, é um país livre e democrático, onde coexistem diferentes religiões,credos e culturas, e que tem sido o grande guardião e protector de muitos outros. E porisso, exaltaram com o desvendar dos segredos; como eram caracterizados presidentes eministros. Mas quando se passou a saber os locais de alto risco para a segurançainternacional, se fossem atacados por terroristas, que incluíam desde fábricas demedicamentos, ao canal do panamá, entre outros, em diferentes continentes e na maioria 17
  18. 18. da responsabilidade de civis, generalizou-se o sentimento de se estar a ‘entregar o ouroao bandido’. Por tudo isto, tenho para mim que a internet, que é um instrumento dademocratização, ao ser mal usado pode ter um poder para lá do que alguma vez se terácalculado. Como se costuma dizer, liberdade é responsabilidade, mas nem todos sãocapazes disso. Esperemos que o pior não aconteça, e que seja possível introduzir algumaregulação que impeça o seu uso abusivo deste meio. 4- A questão polémica gerada em torno do site da wikileaks.A RETÓRICA E A ARGUMENTAÇÃO 18
  19. 19. A retórica é a arte de persuasão, isto é, a arte de bem falar que permite ao orador,aquele que, mediante o discurso, procura obter o assentimento do auditório pelodiscurso. Esta arte estuda os argumentos, pelo que esse estudo tem como finalidadetentar compreender e usar a capacidade persuasiva da argumentação na comunicação. Segundo Aristóteles, esta arte pode ser entendida de duas maneiras: -Um conjunto de regras que tem como objectivo tornar a expressão dosargumentos mais clara; -Arte de persuasão independentemente da validade dos argumentos. É necessária visto que: -Há auditórios em que nem a ciência mais exacta consegue persuadir; -A verdade e a justiça não devem ser vencidas; -Deve-se saber defender verbalmente; -É necessário ser capaz de refutar argumentos de alguém que argumente contra a justiça e também saber argumentar sobre coisas contrárias. A arte de persuadir e convencer apresenta técnicas de persuasão, como jáestudámos anteriormente. Para persuadir, o orador pode recorrer às provas não técnicase às provas técnicas. As provas não técnicas são provas que já existem e que o orador selimita a usar no seu discurso, como as leis, os testemunhos, os juramentos, etc. Já as provas técnicas são aquelas que podem ser preparadas pelo orador e são detrês espécies: -As que residem no carácter do orador (ethos), em que a persuasão é obtidaquando o discurso é proferido de maneira a deixar no auditório a impressão de que ocarácter do orador o torna digno de crédito. -As que se encontram no modo como se dispõe o auditório (pathos), em que apersuasão é obtida quando o discurso do orador desperta no auditório sentimentos que otornam receptivo à verdade do que está a ser dito. O que esta técnica predomina no 19
  20. 20. discurso publicitário. O apelo aos sentimentos e o apelo à popularidade são dispositivosretóricos associados a esta técnica de persuasão. -As que residem no próprio discurso (centra-se na mensagem) pelo que estedemonstra ou parece demonstrar (logos).O DISCURSO PUBLICITÁRIO o Apela à sensibilidade (busca a simpatia do auditório); 20
  21. 21. o Mobiliza o desejo; o Dirigido a um auditório específico; o Manipula símbolos para alterar a ideia que os receptores têm da realidade; o Induz à opção por certo produto; o Explora o poder da imagem e da palavra; o Propõe uma espécie de jogo de associações semânticas (actua a um nível implícito e inconsciente);Na elaboração do discurso publicitário é necessário certas regras:-Para marcas: o É um nome que tem de ser memorizável, e repetir-se; o Evocar qualidades que se deseja associar ao produto; o Fácil de pronunciar.-Para slogans: o Curto; o Sintético; o Impessoal; o Original; o Ter sonoridade. 21
  22. 22. A MANIPULAÇÃO E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO - A RETÓRICA E A ARGUMENTAÇÃO “A manipulação e os meios de comunicação” é considerada uma realidade domundo contemporâneo, mas serão os valores que os media induzem nascrianças/jovens, os mais correctos? Serão os meios de comunicação necessariamentemanipuladores? Quando se fala da influencia da comunicação refere-se, essencialmente, àtelevisão, rádio e, mais recentemente, à internet. O avanço da tecnologia generalizou, à escala planetária, o acesso daspopulações a meios de comunicação que, há muito tempo ainda, estavam reservados auma pequena parte da humanidade. Embora uma significativa parte da populaçãomundial se encontre excluída do sistema global da circulação da informação, o certo éque, a cada dia que passa, mais e mais indivíduos se integram nessa vasta rede decomunicação. Todo esse fluxo de programas de entretenimento, de notícias na televisão, nainternet, etc., produziu uma maior aproximação entre indivíduos e sociedades ecolaborou para superar as tradicionais fronteiras que, em muitos casos, isolavam associedades, as classes e as culturas. Desta forma, tornou-se um factor decisivo dedesenvolvimento material e de expansão da liberdade para as comunidades eindivíduos. Porém, este processo de globalização dos meios de comunicação gerou umconjunto de problemas que põe em risco os direitos e a privacidade das sociedades, oque também reduz significativamente as relações entre as pessoas, no sentido deconvivência. Todas as manifestações humanas, nomeadamente a publicidade, tornam-seprodutos em circulação nessa imensa teia de televisões, satélites, rádios,computadores, telefones, etc. Para que esse poderoso sistema de comunicação e informação possa intervir naconstrução de um futuro de maior felicidade, é necessário que se saiba torná-lo numinstrumento para a promoção de bem-estar e liberdade para todos os seres humanos. Alguns sociólogos enumeram três funções relacionadas com a televisão:informar, educar e distrair. E as principais críticas caiem sobre esta ultima função: 22
  23. 23. distrair. A distracção pode condicionar o desenvolvimento intelectual, sobretudo nascrianças e jovens, levando à manipulação do seu pensamento, pelo que estas faixasetárias são mais fáceis de manipular/convencer. Diz-se que a maioria das crianças estão perturbadas e, parte disso deve-se aoexcesso de tempo que passam em frente à televisão e a demasiada confiança quedepositam nela. Elas acham que tudo o que vêem na televisão é verdade. Quanto à internet, os mestres da Internet ao conhecerem o perfil do navegador,isto é, ao saberem os seus interesses culturais, ideológicos e de consumo, conseguemmanipula-lo como quiserem, isto é têm técnicas de persuasão eficazes, em que muitasvezes a persuasão é obtida quando se desperta no auditório, neste caso os navegadoresda internet, sentimentos e emoções que o levam a querer comprar/consumirdeterminada coisa. As pessoas, por vezes, adoptam atitudes violentas baseadas nos valores que atelevisão lhes emite, como por exemplo, em desenhos animados que envolvam algumaviolência, filmes em que estas acham que a violência é digna de admiração. A televisão transmite-nos, progressivamente, que a violência é algo normal,comum e aceitável, porque afinal de contas é o que mais dá em telejornais,documentários. Quanto aos valores morais induzidos às crianças, são veiculados pelaspersonagens. Há sempre o bom e o mau, o bom não pode fazer mal e o mau não podefazer bem, esta é a visão moral de qualquer criança de 5 anos, portanto, qualquer actobom ou mau, desde que seja feito pela personagem que é considerada boa por ela, serásempre classificado como um bom acto. 23
  24. 24. Alguns produtores de televisão defendem-se dizendo que os programastelevisivos representam a realidade e argumentam ainda, que não obrigam as criançasa vê-los. Porém, todos sabemos, que os pais não podem, nem conseguem, controlartodos os programas televisivos infantis que as crianças vêem. 24
  25. 25. Aspectos educativos dos meios de comunicação: A consulta de jornais e revistas pode desenvolver a competência da leitura; orecurso à televisão pode favorecer a ampliação do vocabulário, inclusive em línguasestrangeiras, a televisão permite igualmente conhecer outras realidades, outrasculturas, outros países diferentes do nosso; pela televisão podemos conhecer o mundo,reconhecer cidades onde nunca estivemos; a escuta da rádio pode estimular as aptidõesmusicais; a ida ao cinema pode produzir momentos de convívio mas também dedebate; a Internet pode aumentar a disponibilidade de informação. Os media são uma óptima fonte de aprendizagens diversificadas. Ver televisãoou navegar na Internet não são por si negativos, pelo contrário. O problema é quando anossa visão do mundo se limita a eles. Do ponto de vista formativo, sobretudo para ascrianças e jovens, que são os mais vulneráveis à sua influência, o acesso àcomunicação tecnológica, deve ser controlado ou pelo menos, gerido pelo seu país ???e educadores, porque os meios de comunicação, podem tornar-se um vício. Mas, osseus benefícios são bastante maiores do que as suas desvantagens: o que seria dosjovens hoje sem estes meios de comunicação? Nada (…). 25
  26. 26. CONCLUSÃO Com este trabalho, concluímos que a população mundial é bastante dependentedos meios de comunicação, pelo que, por exemplo, deixa-se manipular pelapublicidade que passa na televisão, na rádio, na internet. Pelo que a publicidadedeveria ter como objectivo informar a população, mas não, está subordinada ainteresses económicos. Os meios de comunicação também são benéficos na educação das crianças, nonosso dia-a-dia. A manipulação está presente nos media, e é tão criticada nos mesmos,devido ao facto de terem um poder tão influente na população, sendo até considerados,por alguns, o quarto poder, depois do executivo, legislativo e administrativo, massabemos que esta não está presente apenas nos media. Em suma, seria necessária uma reestruturação social, para que os meios decomunicação deixassem de ser manipuladores, pois a arte de persuadir (retórica) estácada vez mais presente no mundo da comunicação social, pelo que é usada de umaforma excessiva e, por vezes, levando ao seu mau uso. 26
  27. 27. BIBLIOGRAFIA neste caso: Netgrafiahttp://www.submundos.com/forum/cultura/historia-da-televisao-em-portugal/http://imediaj.net/2008/04/16/a-evolucao-dos-meios-de-comunicacao-na-sociedade-de-massas/http://issuu.com/eugenia_celia_issuu.com/docs/tipos_meio_comunicacaohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o_de_massahttp://pt.wikiquote.org/wiki/Meios_de_comunica%C3%A7%C3%A3ohttp://www.submundos.com/forum/cultura/historia-da-televisao-em-portugal/.http://www.ipv.pt/forumedia/3/3_fi3.htm 27

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