O arauto de salazar

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O arauto de salazar

  1. 1. Volume 1 20 de Fevereiro de 2013 O Arauto de Salazar A J H & L D A . Evolução do Trabalho Desde os primórdios da triais. O trabalho passou humano e outras que ape- sociedade ocidental até a ser fundamentalmente sar de serem boas, como ao séc. XII e XIII, as pes- para valorizar os indiví- as que são utilizadas nas soas de alto estatuto so- duos na sociedade oci- linhas de montagem dos cial não precisavam de dental. Era um progresso automóveis das bebidas e trabalhar para sobrevi- para aquela altura mas outras aplicadas nas di- ver. Até ao séc. XVI o tra- também um direito de so- versas industrias provo- balho desenvolvido era brevivência. Seja qual for caram desemprego. Con- sobretudo agrícola e a a conceito sobre a natu- temporaneamente é preci- principal ocupação da reza do trabalho, o facto so pensar numa forma de população. Mas outras de que a sobrevivência encontrar o equilíbrio funções começaram a do ser humano dependia entre as máquinas e oFig.1 Setor de produção de tear atrair a população, como dos esforços para a mai- Homem. Para Marx, ona fábrica de rede, São Bento. por exemplo, o comércio oria das pessoas para trabalho compõe se de com as colónias e as ma- garantir o seu sustento. três partes: a atividade doO trabalho afasta de nós três nufaturas. Esta nova rea- Mas nem todas as inova- individuo, o objeto sobre grandes males: o tédio, o lidade preparou a Europa ções foram tão boas para o qual se exerce a ativida- vício e a necessidade." para as transformações o ser humano; algumas, de e os meios que utiliza. que que ocorreram no como a bomba atómica e Voltaire século XVIII, com as revo- armas igualmente perigo- luções agrícolas e indus- sas, podem destruir o ser Trabalho Infantil Ao longo do século XIX a mulheres e crianças. Mo- necessidade de sobrevi- bilizadas para a fábrica a ver à miséria levou às partir dos 4-5 anos, as famílias operárias a re- crianças eram especial- correrem ao trabalho de mente apreciadas pela todos os seus membros sua agilidade e pequena Fig.2 Exploração Infantil capazes. Generalizou-se, estatura. por isso o emprego das Fig.3 Trabalho infantil
  2. 2. P á g i n a 2 O A r a u t o d e S a l a z a r Escravatura no Séc. XXI? O escravo esteve sujeito a períodos bem longín- a todas as formas de quos da história. abuso ao longo dos sé- Todavia, tem-se vindo a culos. Infelizmente, atu- almente ainda existe es- verificar novas formas de escravatura, novos “Se a escravidão cravatura, de crianças, escravos, novas formas de sofrimento em silên- não é crime, não não existindo leis que protejam as mesmas. cio. Falamos dos peque- nos escravos do século há crimes.” Quando ouvimos falar em escravatura associa- XXI. A escravatura in- mos, normalmente, aos fantil é real. Abraham Lincoln Fig.4 Escravatura primórdios da humani- Infantil dade, às eras imperiais, Portugal Empreendedor A ANJE - Associação no apoio direto aos po- empresas. Nacional de Jovens Em- tenciais empreendedo- presários, a UERN - Uni- res, atuando numa lógica ão das Associações Em- de bem público, intervin- presariais da Região do principalmente na Norte promovem o pro- criação de condições jeto PORTUGAL EM- favoráveis ao desenvol- PREENDEDOR. Este vimento económico e projeto está estruturado tecnológico do tecido de forma a que as respe- empresarial, não envol- Fig.5 tivas ações se centrem vendo ajudas diretas àsEmpreendedorismo Já ouviu falar em Taylorismo? Devido ao aumento de lho mais eficaz e rápido. cia apenas a função em produtividade, foi neces- A organização científica que se especializava. sário desenvolver pro- do trabalho (OCT) sim- Desde as instalações até cessos industriais e mé- plifica o trabalho e per- ao produto final tudo todos de trabalho. Fre- mite melhor controlo era analisado a fim de derick Taylor estudou superior. As tarefas haver o menor desperdí- os sistemas de produ- eram cronometradas e cio de tempo, de esforço ção para tornar o traba- cada trabalhador exer- e de recursos. Fig.6 Frederick Taylor
  3. 3. V o l u m e 1 P á g i n a 3 Fordismo O trabalho de Taylor foi deter- todo o processo produtivo do minante para que Henry Ford automóvel. As peças eram pro- desenvolvesse o modelo de pro- duzidas em fabricas separadas, dução em série que revolucio- desde as mais simples que de nou a indústria automóvel. seguida eram reunidas na linha de montagem. Os métodos usa- Agora em vez de os operários se deslocarem até ao objeto, é dos reduziram bastante o tem- po de montagem de um Ford T, este que começa a passar à sua frente a um ritmo imposto pela permitindo baixar os preços do automóvel e expandir o mercado linha de montagem em movimen- to. Para obter preços de custo aumentando o poder de compra Fig.7 Henry Ford dos operários. mais baixos, Ford verticalizou Daniel Aguiar, um jovem empreendedorPara muitos jovens, a investimentos em estrutu- em agosto de 2009, ope-ideia de acordar todos os ras físicas e auxilia uma rando inicialmente online.dias para trabalhar para rápida disseminação. Pe- Hoje conta com uma pro- “O prazer nooutras pessoas parece dimos a Daniel Aguiar, dução diária de quase 700um conceito ultrapassa- um jovem empreendedor, cupcakes, para abastecer trabalhodo, e a possibilidade de dono de uma Cupcakeria pedidos online, conta com aperfeiçoa ater um negócio próprio para que nos falasse um um quiosque de um movi-soa cada vez mais atrati- pouco sobre o seu negó- mentado shopping de São obra.”va. E a internet tem sido cio, empreendedorismo e Paulo e uma recém- Aristótelesum meio para muitos de- a estratégia de uso das inaugurada loja na mesmales iniciar um novo negó- redes sociais adotada cidade.cio, uma vez que permite pela empresa. A loja deum começo sem grandes cupcakes foi inaugurada De onde surgiu a ideia da Cupca- produção e administração. Por- vontade de ter um negócio próprio, mas keria? Tudo começou quando quê iniciar um negócio próprio preferi esperar o momento em que pu- comecei a testar receitas de muf- no fim da faculdade? Foi o pri- desse fazer dentro das ideias em que fins, cupcakes e cookies para le- meiro que você abriu? Era um acredito. Quais os segredos para jo- var aos meus amigos e familiares. objetivo. Mas como quis come- vens empreendedores terem sucesso? A ideia de “profissionalização” çar um negócio que fosse meu , Informação e força de vontade. Infor- foi amadurecendo, informei-me aproveitei os anos de faculdade mação porque precisam de saber abso- sobre o mercado de baked go- para fazer pesquisas, testes, lutamente tudo sobre o negócio. No ods e a Cupcakeria surgiu, ocu- conhecer produtos, cozinhar e meu caso, li todos os livros de confeita- pando inicialmente um imóvel em chegar às receitas que utiliza- ria, principalmente os norte- frente à minha casa, destinado à mos atualmente .Sempre tive americanos.
  4. 4. Não apenas livros de receita, mas também Em segundo lugar, porque tinha que lidar aqueles que me permitiram ampliar os com as limitações comuns de um negócio meus conhecimentos sobre o assunto em em início: estruturais, físicas e financei- si. Testei todas as formas de receitas e ras. Pedir cupcakes online e recebê-los todos os ingredientes possíveis. E força em casa soava como algo novo naquele momento. Já estava planeada a ideia de de vontade porque quem quiser ter um abrir lojas próprias? Sim. E na verdade negócio próprio tem que, no início, saber a loja online também serviu como um ter- que vai enfrentar mais tempestades do que mómetro para sentirmos a aceitação da sossego. É um longo e tortuoso caminho ideia e, assim, partimos para a expansão que pode durar anos, mas a recompensa com lojas físicas. Quais são os planos final é bastante positiva. Por que a Cupca- futuros em relação às redes sociais? Não keria começou inicialmente online? queremos fazer mais do mesmo. Estamos Principalmente por ser um universo com com algumas ideias para o Twitter e Face- o qual estou habituado a lidar, onde as book, além de querer investir mais em pessoas procuram e aceitam melhor no- fotos e localização. Vemos muitas pesso- vas propostas de negócios e produtos. as e empresas a utilizar as redes sociais de forma massiva – às vezes invasiva – e Mas ao mesmo tempo queria oferecer pro- queremos atuar de maneira diferente. dutos e serviços diferenciados . O E m p r e e n d e d o r i s m o c r i a e m p r e g o ?Os resultados que se esperam do empre- Destes objetivos a criação deendedorismo estão sem dúvida a criação emprego é o mais fácil de medir.de emprego, o crescimento da economia Interessa conhecer, por um lado,e o aprofundamento de uma cultura em- o emprego que as novas empre-presarial baseada na inovação. Destes sas geram no início da sua ativi- dade e, por outro lado, o cresci-objetivos, a criação de emprego é o mais mento desse emprego ao longofácil de medir. Interessa conhecer, por da sua existência. No nosso país,um lado, o emprego que as novas empre- no momento da criação da novasas geram no início da sua atividade e, empresa quase dois terços espe-por outro lado, o crescimento desse em- ram criar entre um a quatro pos- tos de trabalho no primeiro anoprego ao longo da sua existência. As de atividade, sendo que a dimen-novas empresas, em geral e também em são média das empresas doistermos de emprego, nascem muito peque- anos após o seu início é cercanas. de 6 pessoas. Fig.9 Empreendedorismo

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