Classicismo

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Classicismo

  1. 1. 1 CLASSICISMOCLASSICISMO
  2. 2. 2  As transformações culturais iniciadas com o Humanismo consolidaram-se durante o chamado Renasci- mento, designação do período compreendido de meados do século XV ao final do século XVI.  Com as descobertas ultramarinas, os horizontes geográficos expandiram-se e novos povos e produtos tornaram-se conhecidos no Velho Mundo (Europa).
  3. 3. 3  comércio beneficiou-se dessas novidades, o acúmulo de bens e de dinheiro tornou-se mais viável, as operações bancárias mais frequentes, inclusive a prática de empréstimos para investimentos, anunciando o capitalismo.  A imprensa viabilizava a popularização da leitura, a disseminação de notícias e de novas teorias, proporcionando contato cultural com novas civilizações, encurtando distâncias.
  4. 4. 4  A nobreza incentivava as letras e as artes: várias obras produzidas na Antiguidade Clássica foram traduzidas e publicadas difundindo-se as ideias de escritores e de filósofos gregos ou romanos que valorizaram a razão e o raciocínio lógico como meio para se chegar ao conhecimento e à verdade dos fatos.
  5. 5. 5  Em meados do século XVI, o astrônomo Nicolau Copérnico divulgou a teoria heliocêntrica, na qual demonstrou que o Sol era o centro do Universo, e não mais a Terra como pregava o geocentrismo de Ptolomeu (astrônomo grego). Essa teoria, confirmada por Galileu Galilei, redimensionou totalmente a noção de Universo e foi vista como uma afronta aos dogmas da doutrina cristã. Sistema geocêntrico. Sistema heliocêntrico.
  6. 6. 6  A Igreja ainda debatia-se com as ideias disseminadas por Martinho Lutero, que criticava a venda das indulgências (a venda do perdão de Deus em moeda corrente) e outras práticas do catolicismo. Martinho Lutero fundou uma dissidência cristã que encontrou respaldo em países como Alemanha e Inglaterra. Já Portugal, Espanha e Itália continuaram fiéis aos preceitos da Igreja Católica; a França dividiu-se. A essa cisão da fé cristã deu-se o nome de Reforma Protestante.
  7. 7. 7  Declínio da concepção teocêntrica medieval e a plenitude da concepção antropocêntrica.  Convenciona-se empregar o termo Renascimento para designar genericamente o período, e Classicismo para denominar o estilo de época. BACO e ARIADNE Ticiano
  8. 8. 8 Como surgiram os nomes dos continentes
  9. 9. 9 Europa, Ásia, Oceania e África são nomes inspirados em figuras da mitologia grega. Europa era uma ninfa muito bela que despertou os amores de Zeus, o deus dos deuses, que a raptou. A Ásia e a Oceania têm uma relação de parentesco. Oceania vem de Oceano, deus dos rios, e Ásia é o nome da filha de Oceano e mãe das fontes e dos rios. África é uma deusa com porte oriental que tem um chifre numa mão e um escorpião na outra. América deriva do nome Américo Vespúcio (1454- 1512), navegador florentino que enviou a Lorenzo di Mediei um mapa no qual as terras do nordeste brasileiro, supostamente
  10. 10. 10 descobertas por Vespúcio, são designadas como Terra Americi, isto é, Terra de Américo. Essa designação generalizou-se e, para combinar com os nomes dos outros continentes, todos femininos, Américo tornou-se América. Já as palavras ártico e antártica, que designam as regiões mais geladas do planeta, têm a seguinte origem: ártico deriva do latim arcticus, através do grego arktikos, que vem de arktos ("urso"). No hemisfério norte, vê-se a constelação da Ursa. E para compor a palavra antártico, bastou colocar o prefixo anti-, que dá idéia de oposição: anti + ártico. Portanto, antártico é o oposto de ártico.
  11. 11. 11 O Renascimento, importante movimento de renovação científica e cultural ocorrido na Europa durante os séculos XV e XVI, é considerado o marco inicial da era moderna. Sua base encontra-se no crescimento gradativo da burguesia comercial e das atividades econômicas entre as cidades européias. Esse desenvolvimento estimulou a vida urbana e o surgimento de um novo homem, cujo valor já não se apoiava no nome de família, mas no prestígio
  12. 12. 12 adquirido por seu próprio esforço e talento. • O aperfeiçoamento da imprensa facilitou a difusão de novas ideias, contribuindo para o enriquecimento do ambiente cultural. As expedições oceânicas, por sua vez, alargaram a visão do homem europeu, pondo-o em contato com povos de culturas diferentes. O desenvolvimento da matemática e do método experimental propiciaram o surgimento das bases da ciência moderna.
  13. 13. 13 O desenvolvimento da economia burguesa torna-se tema de pinturas. O homem está compenetrado, pensando cuidadosamente as moedas. Seu rosto tem uma expressão honesta. Para reforçar a aparência de seriedade, o pintor mostra a mulher folheando um livro religioso. O banqueiro e sua mulher, do pintor flamengo Quentin Metsys(1465-1530). Em cima da mesa, o espelho, habilmente pintado, traz o mundo exterior para dentro da casa.
  14. 14. 14 •A arte renascentista ou arte clássica caracteriza- se pela retomada dos ideais greco-latinos. A ARTE RENASCENTISTA ou CLÁSSICAA ARTE RENASCENTISTA ou CLÁSSICA ARTES PLÁSTICASARTES PLÁSTICAS • Os artistas renascentistas conceberam a arte em termos de experiências ou valores humanos. Idealizaram e priorizaram o homem e suas formas físicas, tendo como inspiração seres e deuses da mitologia greco-latina, que são símbolos de sentimentos, atitudes e de conceitos humanos. O Nascimento de Vênus. Sandro Botticelli (1445-1510)
  15. 15. 15 Durante o Renascimento, o canto gregoriano entrou em declínio e, nos séculos XV e XVI, a música polifônica passou a conviver com uma nova prática, a música instrumental -obra composta para ser executada apenas por instrumentos, sem letra para ser cantada. MÚSICAMÚSICA Da retomada dos valores greco-latinos resultam as principais características da literatura clássica. Dentre elas podemos destacar: LITERATURALITERATURA
  16. 16. 16 CARACTERÍSTICAS DA LITERATURACARACTERÍSTICAS DA LITERATURA NO CLASSICISMONO CLASSICISMO  antropocentrismo  Racionalismo  Presença da mitologia greco-romana  Equilíbrio, clareza e linearidade Universalismo Valorização da beleza  Neoplatonismo
  17. 17. 17  O Classicismo se inicia em Portugal no ano de l527. O marco cronológico inicial desse período é a volta de Francisco de Sá de Miranda à Portugal, após passar seis anos na Itália, introduzindo, assim, novos conceitos de arte e um novo ideal de poesia, dentre elas o soneto e o verso de medida nova - os decassílabos.  Esse estilo de época também é conhecido por Quinhentismo, uma vez que predominou durante todo o século XVI (1527-1581) CLASSICISMO PORTUGUÊS (1527-1581)CLASSICISMO PORTUGUÊS (1527-1581)
  18. 18. 18 Camões conheceu pelo menos três continentes, frequentou palácios e tabernas, ocupou cargos públicos de caráter burocrático e militar.  Serviu na Marinha portuguesa – na Batalha de Ceuta foi ferido e perdeu o olho direito. Foram dezessete anos de exílio nas colônias da África e da Ásia. Em 1568, foi encontrado em Moçambique, tentando retornar a Portugal. Regressou a Lisboa em 1569. LUÍS VAZ DE CAMÕESLUÍS VAZ DE CAMÕES (1525?-1580)(1525?-1580)
  19. 19. 19 A obra de Camões abrange três vertentes fundamentais do período: a poesia épica / lírica e o teatro.
  20. 20. 20 TeatroTeatro Anfitriões, El-Rei Seleuco e Auto do Filodemo Principais obrasPrincipais obras Poesia épicaPoesia épica Os Lusíadas (1572) Poesia líricaPoesia lírica Rimas (1595)
  21. 21. 21  Nesse poema, inspirado nas epopeias clássicas, em especial Eneida, Camões relata a partir de fatos reais a saga do povo português, tendo como eixo a viagem de Vasco da Gama às Índias.  O poema está dividido em dez cantos, com estrofes compostas de oito versos decassílabos (as estrofes de oito versos são chamadas de oitavas). No total, são 8.816 versos, distribuídos em 1.102 estrofes, com uma rigorosa disposição de rimas: abababcc. A POESIA ÉPICA - OS LUSÍADASA POESIA ÉPICA - OS LUSÍADAS
  22. 22. 22  Os Lusíadas apresentam a mesma estrutura da epopéia greco-latina:  Proposição. O poeta antecipa os temas a serem desenvolvidos: a viagem de Vasco da Gama às Índias e a história de Portugal. Compreende as três primeiras estrofes do Canto 1.  Invocação. Camões invoca as Tágides, ninfas mitológicas que habitam o Rio Tejo, para que elas lhe forneçam inspiração para executar o poema. Compreende as estrofes 4 e 5 do Canto 1.
  23. 23. 23  Dedicatória ou oferecimento. O poeta oferece a epopeia a Dom Sebastião, rei de Portugal - na época com apenas 12 anos. Inicia-se na 6ª estrofe do Canto l e estende-se até a 18ª.  Narração. Ocupa a maior parte do poema. Inicia-se na 19ª estrofe do Canto 1 e estende-se até a 144a. do Canto X. Consiste no relato de peripécias da viagem e de episódios da história de Portugal.  Epílogo (ou conclusão). Parte formada pelas 12 últimas estrofes da epopeia. O poeta mostra-se pessimista em relação ao futuro de Portugal, lamentando a pátria, que já apresentava sinais de decadência. Predomina o tom melancólico e profético.
  24. 24. 24 Camões produziu poemas líricos de primeira grandeza reunidos e publicados sob o título de Rimas, em 1595, quinze anos após a morte do poeta.  Esteticamente o autor soube conciliar a tradição medieval com as inovações clássicas - escreveu éclogas (poesia pastoril), odes (poesia de tom elogioso), elegias (poesias de tom melancólico), canções, redondilhas, oitavas e sonetos. Além disso, Camões antecipou vários temas barrocos. A POESIA LÍRICAA POESIA LÍRICA
  25. 25. 25  Dentre os temas da lírica camoniana, destacam-se o amor, o desconcerto do mundo e a efemeridade da vida e dos bens materiais, as três grandes causas da angústia existencial do ser humano. O AMORO AMOR  Na poesia camoniana, observa-se uma forte influência do neoplatonismo, doutrina que retoma os princípios do filósofo grego Platão, mesclado à influência cristã. Leia a seguir os principais pontos da teoria platônica e da neoplatônica.
  26. 26. 26  A Doutrina das Ideias é o ponto fundamental da teoria de Platão. O filósofo afirmava haver um único ideal de perfeição a ser atingido por toda a humanidade. Esse "ideal" ou essa 'forma" existiria independentemente da vontade humana, como algo absoluto; existiria em si, como essência, fixo na natureza das coisas.  Esse "mundo das ideias, ou das formas perfeitas, ou ainda mundo inteligível" era algo a ser buscado neste mundo que Platão chamou de sensível. O que guiaria o homem nessa busca seria a memória residual que sua alma eterna retinha daquele universo essencial, inquieta por readquirir a harmonia, o equilíbrio perfeito.
  27. 27. 27  O neoplatonismo tem como ponto fundamental a crença de que tudo emana de um Uno (facilmente identificado com Deus) numa cadeia hierárquica de emanações que tem como primeiro elo a alma do universo e como último, a carne. Esta deveria, portanto, ser desprezada, não apenas por ser a mais reles das emanações desse Uno divino e perfeito, como também pelo fato de a carne ser a responsável pela separação entre o homem e o divino. A retomada da unidade original entre o homem e Deus era o mais alto objetivo a ser alcançado. Foi uma corrente filosófica extremamente popular.
  28. 28. 28  Em vários poemas de Camões verificam-se essas influências. O neoplatonismo camoniano é inferido sobretudo na noção de amor: a mulher, ser que desperta o amor no homem, é tida como um instrumento de contemplação da própria divindade e, portanto, colocada em um plano superior, distante do mundo real.  O amor, em muitos poemas, é concebido como ideia (mundo inteligível), mas também como desejo carnal (mundo sensível). Assim, da impossibilidade de conciliar essas duas noções de amor resulta um conflito entre o desejo físico e a espiritualização do amor, que se revela na linguagem por meio de antíteses e paradoxos. Prof. Claudia Ribeiro

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