HUMANISMO
O homem na busca de si
HOMEM: CENTRO DO UNIVERSO
HUMANISMO LITERÁRIO
 Usado comumente para designar o estudo
das letras humanas em oposição à Teologia.
 Na Idade Média, ...
 preocupam-se com o desenvolvimento da
personalidade humana, das suas faculdades
criadoras;
 têm como objetivo atualizar...
Portugal
 Transição de um país caracterizado por valores
puramente medievais para uma nova realidade
mercantil, em que se...
Crise no sistema feudal
 Peste Negra(1/3 da
população foi
eliminada)
 Guerra dos Cem Anos:
Inglaterra e França –
(1346 a...
Terra X Dinheiro
 Escassez de mão-de-obra
 As mudanças nas relações
sociais
 Igreja: crises: dois papas –
um em Roma e ...
Portugal:marco cronológico
 Revolução de Avis (1383-85). O choque entre a nobreza
decadente e a nascente burguesia, contr...
Produção Literária
 Autores gregos e latinos.
 A estética medieval – rude e grosseira – é substituída pela grego-latina ...
Fernão Lopes
 Conhecido como o “Pai da Historiografia
portuguesa”, foi encarregado por D. Duarte de
guardar os arquivos d...
Obras
 A Crônica de El-Rei D. Pedro I: narrativa dos principais
acontecimentos de seu reinado;
 A Crônica de El-Rei D. F...
Importância
 É reconhecido como historiador de inegável méritos e
verdadeiro narrador-artista preocupado não apenas com a...
Cronista-historiador
 Ele redimensiona o gênero cronístico ao
limitar as narrativas tradicionais, abrindo
espaço de auton...
Metodologia
 Fernão Lopes ordena as os fatos
cronologicamente, buscando uma hierarquia
explicativa para os acontecimentos...
Estilo
 Do ponto de vista da forma, o seu estilo representa
uma literatura de expressão oral e de raiz popular.
Ele própr...
Mundanall Afeiçom
 Fernão Lopes entende que a afeição é inerente à
condição humana, que escapa ao controle racional.
 As...
Mundanall afeiçom:a artifical e a
natural
 Mesmo inferindo que a mundanall afeiçom
afeta a todos os homens, Fernão Lopes
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Primeiro grupo
 Ela se caracterizaria pelos valores
tradicionais presos ao servilismo ao rei e ao
modelo panegírico, conf...
Segundo grupo (os mais afastados do
rei)
 Seriam os portadores da “nua verdade”, pois
a mundanall afeiçom destes, corresp...
Equilíbrio
 Fernão Lopes buscava certo equilíbrio entre
o discurso propriamente histórico e o
discurso panegírico (escrit...
Tempo
 A concepção temporal ocorre de forma
bipartida, à medida que ele faz a distinção da
forma panegírica e do discurso...
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  1. 1. HUMANISMO O homem na busca de si
  2. 2. HOMEM: CENTRO DO UNIVERSO
  3. 3. HUMANISMO LITERÁRIO  Usado comumente para designar o estudo das letras humanas em oposição à Teologia.  Na Idade Média, predomina a concepção teocêntrica, em que tudo gira em torno dos valores religiosos.  A partir do Humanismo, desenvolve-se uma nova concepção de vida: os eruditos defendem a reforma total do homem;  acentuam-se o valor do homem na terra, tudo o que possa tornar conhecido o ser humano;
  4. 4.  preocupam-se com o desenvolvimento da personalidade humana, das suas faculdades criadoras;  têm como objetivo atualizar, dinamizar e dar uma nova vida aos estudos tradicionais;  empenham-se em fazer a reforma educacional.
  5. 5. Portugal  Transição de um país caracterizado por valores puramente medievais para uma nova realidade mercantil, em que se percebe a ascensão dos ideais burgueses.  A economia de subsistência feudal é substituída pelas atividades comerciais; inicia-se uma retomada da cultura clássica, esquecida durante a maior parte da Idade Média; o pensamento teocêntrico é deixado de lado em favor do antropocentrismo
  6. 6. Crise no sistema feudal  Peste Negra(1/3 da população foi eliminada)  Guerra dos Cem Anos: Inglaterra e França – (1346 a 1450) envolvimento ambíguo de Portugal
  7. 7. Terra X Dinheiro  Escassez de mão-de-obra  As mudanças nas relações sociais  Igreja: crises: dois papas – um em Roma e outro em Avignon  Crise do sistema feudal- poder centralizado nas mãos do rei.  Nos primórdios do feudalismo, a terra, sozinha, constituía a medida da riqueza do homem. Com a expansão do comércio, surgiu um novo tipo de riqueza – a riqueza em dinheiro.
  8. 8. Portugal:marco cronológico  Revolução de Avis (1383-85). O choque entre a nobreza decadente e a nascente burguesia, contrária ao feudalismo, verifica-se logo depois da morte do rei D. Fernando.  Com o perigo da aproximação de Portugal aos reinos castelhanos, a burguesia busca apoio de povo e fortalece a liderança de João, o Mestre de Avis.  Com a revolução e a Aclamação de João como rei de Portugal, desenvolve-se uma política centralizada no poder nas mãos do rei, compromissado com a burguesia mercantilista.  Desse compromisso, resulta a expansão ultramarina portuguesa: a partir de 1415, com a tomada de Ceuta, primeira conquista ultramarina, Portugal inicia uma longa caminhada de um século até conhecer o apogeu.  Ao entrar no século XVI, Portugal possuía colônias na África, América e Ásia e em ilhas espalhadas pelo Atlântico, Índico e Pacífico.
  9. 9. Produção Literária  Autores gregos e latinos.  A estética medieval – rude e grosseira – é substituída pela grego-latina – harmoniosa e culta.  O latim passa a ser a língua de muitos humanistas, que se deixam tomar de grande entusiasmo pelo saber, pelas artes clássicas.  A produção literária portuguesa desse período pode ser subdividida em: Prosa:  a) Crônicas de Fernão Lopes  b) Prosa doutrinária  c) Novela de cavalaria Poesia: Poesia palaciana Teatro: Obra de Gil Vicente 
  10. 10. Fernão Lopes  Conhecido como o “Pai da Historiografia portuguesa”, foi encarregado por D. Duarte de guardar os arquivos da Torre do Tombo, onde se achavam os principais documentos sobre Portugal.  Incumbido de escrever relatos sobre os acontecimentos de diversos períodos históricos (as chamadas crônicas), destacou-se como um prosador dono de um estilo rico e movimentado.  Não se limitando a tecer elogios a reis, como a outros cronistas da época; fez descrições detalhadas não só do ambiente da corte, mas também das aldeias, das festas populares e, principalmente, do papel do povo nas guerras e rebeliões.
  11. 11. Obras  A Crônica de El-Rei D. Pedro I: narrativa dos principais acontecimentos de seu reinado;  A Crônica de El-Rei D. Fernando: narrativa dos fatos que ocorreram desde o casamento de D. Fernando com Leonor Telles até o início da Revolução de Avis;  A Crônica de El-Rei D. João I: narrativa dos acontecimentos relativos a seu reinado (1385-1411), quando é assinado a paz com Castela.
  12. 12. Importância  É reconhecido como historiador de inegável méritos e verdadeiro narrador-artista preocupado não apenas com a verdade do conteúdo de suas narrativas, mas também com a beleza da forma.  É reconhecido também pela sua capacidade de observar e analisar personagens históricas.  Fernão Lopes analisou com objetividade e justiça os documentos históricos: foi cauteloso em determinar a verdade histórica, ao confrontar textos e versões sobre um mesmo acontecimento.
  13. 13. Cronista-historiador  Ele redimensiona o gênero cronístico ao limitar as narrativas tradicionais, abrindo espaço de autonomia da narrativa histórica através de uma metodologia em que pudesse chegar a uma “verdade nua”.
  14. 14. Metodologia  Fernão Lopes ordena as os fatos cronologicamente, buscando uma hierarquia explicativa para os acontecimentos.  Enquanto cronista, assumia uma posição de autoridade, de distanciamento e isenção, atributos capazes de detectar e controlar os subjetivismos dos discursos (mundanal afeiçom) e, assim, chegar à “verdade nua”.
  15. 15. Estilo  Do ponto de vista da forma, o seu estilo representa uma literatura de expressão oral e de raiz popular. Ele próprio diz que nas suas páginas não se encontra a formosura das palavras, mas a nudez da verdade. Era um autodidata.  Foi um dos legítimos representantes do saber popular, mas já no seu tempo um novo tipo de saber começava a surgir: de cunho erudito-acadêmico, humanista, clássico.  Para uma metodologia da escrita da história comprometida com a “verdade nua”, a partir da Crônica de D. João I: a mundanall afeiçom, ordenação dos fatos, autoridade e concepção temporal
  16. 16. Mundanall Afeiçom  Fernão Lopes entende que a afeição é inerente à condição humana, que escapa ao controle racional.  Assim, considera que as paixões e certas influências modificam a narrativa, o que implicaria em uma dificuldade de se apreender a verdade.  Daí, a necessidade de o cronista-historiador em controlar a mundanall afeiçom, a fim de garantir o espaço de autonomia do discurso histórico, separando os desejos e interesses.  Desta forma, compreende que os atributos do cronista devem ser a isenção e a autoridade.
  17. 17. Mundanall afeiçom:a artifical e a natural  Mesmo inferindo que a mundanall afeiçom afeta a todos os homens, Fernão Lopes entende que esta muda de acordo com os grupos sociais em diferentes níveis de subjetividade.  Assim, analisa a mundanall afeiçom em dois grupos: os da ordem senhorial, mais próximos ao rei; e os mais distantes da ordem senhorial e do rei.
  18. 18. Primeiro grupo  Ela se caracterizaria pelos valores tradicionais presos ao servilismo ao rei e ao modelo panegírico, conferindo uma parcialidade e um artificialismo que poderia trazer um falseamento da realidade.
  19. 19. Segundo grupo (os mais afastados do rei)  Seriam os portadores da “nua verdade”, pois a mundanall afeiçom destes, corresponderia aos laços de afeição e paixões naturais do homem, portanto, desligada do artificialismo e cerimônias do servilismo.
  20. 20. Equilíbrio  Fernão Lopes buscava certo equilíbrio entre o discurso propriamente histórico e o discurso panegírico (escrita elogiosa). Assim, mesmo quando o cronista precisava se utilizar do discurso panegírico, ele o fazia apenas para cumprir uma necessidade formal (decoro), mas optando por um panegírico fraco e breve para não comprometer seu compromisso em mostrar a “verdade nua”.
  21. 21. Tempo  A concepção temporal ocorre de forma bipartida, à medida que ele faz a distinção da forma panegírica e do discurso propriamente histórico, abrindo um espaço de autonomia para a narrativa histórica, que possibilite a produção de uma “verdade nua”.

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