Dor lombar

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Dor lombar

  1. 1. DOR LOMBAR
  2. 2. EPIDEMIOLOGIA <ul><li>Acomete 80% da população </li></ul><ul><li>Causa importante de incapacidade e absenteísmo ; para 90% a limitação para o trabalho é de menos de 30 dias </li></ul><ul><li>Corresponde a 62% das dores na CV </li></ul><ul><li>Inicia entre 25 e 30 anos nos homens e 35 e 40 anos nas mulheres </li></ul><ul><li>Irradiação para MI ocorre em 25-40% dos pacientes e 5% apresentam alterações neurológicas </li></ul><ul><li>Recorrência em 90% dos pacientes </li></ul><ul><li>Cirurgia somente em 1-2% </li></ul>
  3. 3. CLASSIFICAÇÃO <ul><li>SISTEMA ENVOLVIDO </li></ul><ul><li>a. Musculoesquelética ( mais frequente) </li></ul><ul><li>b. Neurológica </li></ul><ul><li>c. Visceral (dist.abdominais) ou vascular </li></ul><ul><li>d. Psicológica </li></ul><ul><li>e. Idiopática </li></ul>
  4. 5. CLASSIFICAÇÃO <ul><li>DURAÇÃO </li></ul><ul><li>Aguda: início súbito c/duração menor do que 6 semanas </li></ul><ul><li>Subaguda: 6 a 12 semanas </li></ul><ul><li>Crônica: mais do que 12 semanas </li></ul><ul><li>Recorrente: reaparece após períodos de acalmia </li></ul>
  5. 6. AVALIAÇÃO CLÍNICA <ul><li>Investigar características da dor (EVAD) </li></ul><ul><li>Em idosos, principalmente sem história prévia, pensar em metástase ou mieloma </li></ul><ul><li>Em associação com febre pensar em infecção </li></ul><ul><li>Distúrbio motor e/ou sensitivo –compressão radicular </li></ul><ul><li>Síndrome da cauda equina, bem como déficit neurológico progressivo de MMII, constituem-se nas únicas emergências cirúrgicas envolvendo a região lombar </li></ul>
  6. 7. EXAME FÍSICO <ul><li>MARCHA </li></ul><ul><li>Prova de caminhar no calcanhar-tibiais anteriores-L4/L5 </li></ul><ul><li>Prova de caminhar na ponta dos pés-gastrocnêmios-S1/S2 </li></ul><ul><li>POSTURA (escoliose, hiperlordose,retificação) </li></ul><ul><li>MOBILIDADE DA COLUNA </li></ul><ul><li>PALPAÇÃO </li></ul>
  7. 8. SMF de iliocostal torácico
  8. 9. SMF de iliocostal lombar
  9. 10. SMF de longuissimo torácico
  10. 11. EXAME NEUROLÓGICO <ul><li>Sensibilidade </li></ul><ul><li>Força: dorsiflexão do tornozelo e extensão do hálux (L5), extensão do joelho (L4) e flexão plantar do tornozelo e do hálux (S1) </li></ul><ul><li>Reflexos: patelar (L4), aquileu (S1) e isquiotibiais (L5) </li></ul>
  11. 12. Nível neurológico L4
  12. 13. Nível neurológico L5
  13. 14. Nível neurológico S1
  14. 15. TESTES ESPECÍFICOS <ul><li>Sinal de LASÈGUE: elevação do MI com joelho em extensão </li></ul>
  15. 16. <ul><li>PATRICK ou FABERE </li></ul>
  16. 17. <ul><li>Sinal de NÉRI </li></ul><ul><li>Com o paciente sentado fazer mínima flexão cervical,o que produz tração sobre a medula e a dor ocorre no dermátomo correspondente </li></ul>
  17. 18. CAUSAS MUSCULOESQUELÉTICAS <ul><li>Espondiloartrose – alterações degenerativas </li></ul><ul><li>Hérnia de disco </li></ul><ul><li>Síndrome facetária </li></ul><ul><li>Pseudo-espondilolistese </li></ul><ul><li>Espondilólise </li></ul><ul><li>Espondilolistese </li></ul>
  18. 19. <ul><li>Estenose de canal vertebral </li></ul><ul><li>Postural </li></ul><ul><li>Espondilite anquilosante </li></ul><ul><li>Osteoporose </li></ul><ul><li>Síndrome miofascial </li></ul><ul><li>Pós-laminectomia: indicação incorreta, cirurgia inadequada, fibrose, aracnoidite e instabilidade da coluna vertebral </li></ul>
  19. 20. Espondilite Anquilosante
  20. 21. Osteoartrose
  21. 22. Hérnia de disco
  22. 23. Osteoporose
  23. 24. Espondilólise
  24. 25. TRATAMENTO <ul><li>REPOUSO : por poucos dias ( 3-5 dias) </li></ul><ul><li>CUIDADOS GERAIS </li></ul><ul><li>Evitar flexão do tronco e uso de cadeiras baixas </li></ul><ul><li>Sentar em cadeira com bom suporte lombar e repouso dos braços </li></ul><ul><li>Não realizar atividade física intensa </li></ul><ul><li>Não levantar objetos pesados </li></ul><ul><li>Evitar sentar por tempo prolongado; trocar de posição frequentemente </li></ul><ul><li>Evitar torções </li></ul>
  25. 26. Carga aproximada medida em L3 (em indivíduo de 70 kg) <ul><li>Supino 30 Kg </li></ul><ul><li>Ereto c/colete 30 Kg </li></ul><ul><li>Ereto parado 70 Kg </li></ul><ul><li>Caminhando 85 Kg </li></ul><ul><li>Tossindo 110 Kg </li></ul><ul><li>Rindo 120 Kg </li></ul><ul><li>Flexão anterior de 20º 120 Kg </li></ul><ul><li>Flexão anterior c/10kg 185 Kg </li></ul><ul><li>Levantamento de 20 kg 210 Kg (c/joelhos fletidos) </li></ul><ul><li>Levantamento de 20 kg 340 Kg(c/joelhos estendidos) </li></ul>
  26. 29. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO <ul><li>ANALGÉSICOS E AINES: </li></ul><ul><li>Salicilatos/Acetaminofen/AINE, + opióides em dor severa </li></ul><ul><li>RELAXANTES MUSCULARES: ciclobenzaprina , diazepan, tizanidina, baclofeno, carisoprodol </li></ul>
  27. 30. <ul><li>ANTIDEPRESSIVOS - devido seu efeito analgésico e relaxante muscular: amitriptilina, fluoxetina, sertralina </li></ul><ul><li>ANTICONVULSIVANTES: quando houver compressão radicular: carbamazepina, clonazepan, gabapentina </li></ul>
  28. 31. OUTROS <ul><li>Bloqueios musculares (SMF) </li></ul><ul><li>Corticosteróide peridural </li></ul><ul><li>Bloqueio de articulação facetária </li></ul><ul><li>Cinta ou colete </li></ul><ul><li>Crioterapia e termoterapia </li></ul><ul><li>Eletroterapia –TNS </li></ul><ul><li>Cinesioterapia </li></ul><ul><li>LASER </li></ul>
  29. 32. MEDICINA FÍSICA <ul><li>Termoterapia por adição </li></ul><ul><li>Superficial (1 a 3 mm): Infra-vermelho, Forno de Bier, Laser , Hidroterapia </li></ul><ul><li>Profunda (1 a 3 cm): Ondas curtas, Ultra-som </li></ul><ul><li>Termoterapia por subtração: Crioterapia </li></ul><ul><li>Eletroterapia: TENS </li></ul>
  30. 33. <ul><li>Após 2 semanas – Reavaliar </li></ul><ul><li>Novo exame </li></ul><ul><li>Laboratório pertinente : hemograma, VHS,eletroforese de proteínas, fosfatase alcalina, fósforo e cálcio sérico, EQU. </li></ul><ul><li>Radiografia simples, TC, RM, Cintilografia óssea </li></ul><ul><li>Eletroneuromiografia. </li></ul>
  31. 34. <ul><li>Após 6 semanas a recuperação é de 65% e após 12 semanas é de 85% </li></ul><ul><li>Se não houver recuperação em 1 ano é provável que o sintoma seja mantido </li></ul>
  32. 35. Radiografias <ul><li>Primeiras semanas somente se houver suspeita de tumor ou infecção </li></ul><ul><li>No primeiro mês para pacientes com menos de 20 anos ou acima de 50 anos de idade </li></ul><ul><li>Para os demais somente após 2 meses se persistirem os sintomas </li></ul>

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