Cifose de Scheuermann

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Aula de cifose - HOSPITAL PEQUENO PRINCIPE

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Cifose de Scheuermann

  1. 1. Guilherme Wentz BiasuzOrtopedia e Tramatologia
  2. 2. Doença de Scheuermann Guilherme Wentz Biasuz Ortopedia e Tramatologia
  3. 3. Doença deScheuermann Causa mais comum de cifose estrutural da coluna caracterizado por encurvamento em cunha do corpo vertebral que se acredita seja causado por um disturbio do crescimento das placas vertebrais
  4. 4. ClassificaçãoForma típica:Envolve coluna torácicaInicia na adolescência e continua aposmaturidade esquelética3 ou mais vertebras consecutivas em cunhade 5 graus produzindo uma cifose estrutural
  5. 5. ClassificaçãoForma típica:Envolve coluna torácicaInicia na adolescência e continua aposmaturidade esquelética3 ou mais vertebras consecutivas em cunhade 5 graus produzindo uma cifose estrutural
  6. 6. ClassificaçãoForma atípica:junção toracolombar ou lombarocorre alteração nas placas vertebrais,estreitamento do espaço do disco nódulos deSchmorlnecessariamente não ocorre em tresvértebras consecutivas
  7. 7. ClassificaçãoForma atípica:junção toracolombar ou lombarocorre alteração nas placas vertebrais,estreitamento do espaço do disco nódulos deSchmorlnecessariamente não ocorre em tresvértebras consecutivas
  8. 8. Epidemiologiacifose torácica rígida em coluna juvenil ouadolescenteápice em T7 e T9deformidade na população geral de 0,4 a8,3%leve predominância no sexo masculinoidade de inicio entre 4 a 8 anos e aos 10-12e identificado a cifose rígida
  9. 9. Epidemiologiaevidencia radiografica não detectavel antesdos 10 anos
  10. 10. Etiologiadesconhecidafatores genéticosvasculares - necrose avascular doanelapofisário = discutívelhormonais - aumento do GHmetabólicos - osteoporose juvenil
  11. 11. Etiologiamusculares - miogênicasmecânicas - forças de compressão na porçãoanterior do corpo vertebralMultifatoriais
  12. 12. Historia Naturalbenignatratamento precoce para evitar deformidadegrave, dor, prejuizo da função social,embaraço a respeito da aparência física,mielopatia, degeneração do espaço discal,espondilolistese e insuficiencia pumonar
  13. 13. História naturalprogride rapidamente durante o estirãoapós idade adulta quanto ira progredir?dor nas costas obriga os portadores atrabalhos com menor atividade fisicamas portadores não sofrem restrições seriasno cotidianoa função pulmonar aumenta ate 100 graus,mas acima de 100 ocorre diminiçãodegeneração discal 5 x maior nas RM
  14. 14. Condições associadasescoliose T-L esquerda leve a moderada 33%com evolução benigna com o ápice acima ouabaixo da do ápice da cifoseespondilolise lombar 50%, hiperlordosecompensatória lombaranoomalidades endócrinas: hipovitaminoses,disturbios inflamatórios e cistos durais
  15. 15. Diagnóstico diferencialdorso curvo posturalespondilite infecciosalesões traumáticasosteocondrodistrofia
  16. 16. Apresentação Clinicaprimeiros sinais na puberdaderigidez # posturaldor e a queixa predominante, piora ao ficarde pé, sentar-se ou durante atividade fisicador diminui com a parada do crescimentomaior parte dos sintomas estão durante ocrescimento rápidoHiperlordose lombar
  17. 17. Apresentação clínicadeformidades da parede anterior do toraxsintomatologia maior entre 65 a 85 graus
  18. 18. Exame Fisicoombros arredondadoscabeça projetada para frentecifose toracica rigidaencurtamento da M IITTlordose cervical e lombar compensatóriasdéficit neurologico raro
  19. 19. Exame fisico
  20. 20. Avaliação Radiograficaraio-xmais de 5˚ de acunhamento em pelo menos 3vertebras adjacentes - Sorensonplacas vertebras irregularesespaços discais irregularesdiâmetro AP da vértebra apical aumentadoNódulos de Schmorl associados
  21. 21. Radiologia
  22. 22. Radiologiabalanço sagital negativo no perfilRx com coxim no ápice da cifosematuridade esquelética
  23. 23. Radiologiabalanço sagital negativo no perfilRx com coxim no ápice da cifosematuridade esquelética
  24. 24. Radiologiabalanço sagital negativo no perfilRx com coxim no ápice da cifosematuridade esquelética
  25. 25. Radiologiabalanço sagital negativo no perfilRx com coxim no ápice da cifosematuridade esquelética
  26. 26. Radiologiabalanço sagital negativo no perfilRx com coxim no ápice da cifosematuridade esquelética
  27. 27. Balaço da coluna vertebral Uma acentuação anômala na cifose torácica geralmente conduz os demais segmentos a uma compensação
  28. 28. ImagemRM ou CTnão são usuaissomente se déficit neurológico
  29. 29. Diagnóstico por MoePlacas vertebrais irregularesespaços discais estreitadosuma ou mais vertebras com pelo menos 5˚ deacunhamentocifose toracica acima de 45˚
  30. 30. Complicaçõescurvas maiores aumentam mesmo após amaturidade ósseador toracica residual em 10 a 42 %dor lombar apos a maturidade 42 a 89%maior incidencia de espondilóliseacometimento neurologico
  31. 31. Tratamentoobservaçãométodos não operatórioscirúrgicos
  32. 32. Tratamento Parâmetrosdordeformidade > 45˚idadeneurologicocárdio pulmonarestético
  33. 33. Observaçãoindicado em curvas < 50˚radiografias semestraisorientaçãofisioterapiaexercícios
  34. 34. Tratamento conservador órtese e aparelho gessado indicado para curvas de 50 a 70˚ flexíveis e redutíveis em até 40% imaturidade esqueletica Milwawkee - órtese dinâmica em extensão com 3 pontos de apoio- com ápice de T6 - T8 ortese TLSO para ápice T baixo ou TL uso de 12 horas / dia
  35. 35. Colete
  36. 36. colete
  37. 37. gesso de rissergesso antigravitavionais seriados de 45 em 45diascorreção gradualpode ser usado em curvas rigidas até acimade 70˚20 a 30% tem perda da correçãomanter Milwaukee após a correção
  38. 38. Risser
  39. 39. Cirúrgicodeformidades > 75˚ e rigidas no final docrescimento ou na fase adultaimpossibilidade de manutenção com órtese ouaparelho gessadoadulto com dor lombar contínua sem melhoracom tratamento clínico
  40. 40. Princípios Biomecânicos Alongamento da coluna anterior manutenção do suporte da coluna anterior encurtamento da coluna posterior
  41. 41. cirúrgicogeralmente pouco utilizadomelhor resultado com curvas > 80˚adultos com dor requerem menor correção dacurva
  42. 42. cirúrgicoVPVP + VA
  43. 43. VPesqueleticamente imaturos risser < 3curvas menoresfixação proximal a T2 para evitar cifosejuncionaltratar mais a dor que a deformidade
  44. 44. VP
  45. 45. VA + VPabordagem anterior:discectomiaenxerto triturado acima de T10enxerto estrutural ou cages abaixo de T10
  46. 46. VA + VPabordagem posteriorfusão com dispositico de compressão4 níveis acima/ 3 a 4 níveis abaixoLuque não deve ser usado
  47. 47. VA + VPmenor taxa de perda da reduçãomelhor correçãomenor pseudoartroseMenor taxa de falha de material
  48. 48. seleção dos níveisincluir a vértebra proximal da medida doangulo de Cobbdistalmente incluir o primeiro disco da lordose
  49. 49. seleção dos níveisincluir a vértebra proximal da medida doangulo de Cobbdistalmente incluir o primeiro disco da lordose
  50. 50. VA + VP
  51. 51. Complicaçõeslesão neurologicacifose juncionalhipercorreçãoinfecçõesobstrução gastrointestinalFalha de materialpseudoartrose 20-30%hemotorax/ pneumotorax/ embolia
  52. 52. Complicaçõesperda da correçãomaterial proeminentehipercorreção = cifose juncional proximalnão corrigir mais de 50% da cifose pré-opnunca chegar a menos de 40% no pos op
  53. 53. Obrigado

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