Redes interorganizacionais

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  • A origem das redes interorganizacionais está assentada em dois processos contemporâneos:
    A revolução da tecnologia da informação, que acelera os ciclos de inovação tecnológica e transforma o conhecimento em uma força produtiva direta
    A complexificação da estrutura político-institucional das sociedades, que torna os processos produtivos dependentes do ambiente institucional
  • Inovação como diferencial competitivo
    ciclos de vida de produtos + rápidos
    processos produtivos + flexíveis
    mercados + segmentados e especializados
    conhecimento e inovação contínua tornam-se variáveis chave
    Consequências para as firmas
    foco em processos estratégicos
    necessidade de integração no acesso aos mercados e ao conhecimento
    COMO INTEGRAR: Hierarquia ? Mercado ? Redes.
  • Intenso processo de cooperação para otimizar ganhos para integrantes (segurança de contratos e apoio técnico) e empresa central (qualidade, disponibilidade)
    Empresa líder atrai fornecedores especializados para assumir etapas ou funções na cadeia produtiva (de menor valor ou fora de sua competência central)
    Grandes Varejistas e Atacadistas & Proprietários de Marcas Famosas
    Fornecedores de componentes, insumos críticos ou padrões tecnológicos
  • Requisitos que devem ser atendidos junto com a análise concreta da situação específica da rede
    Objetivo e Atores:
    Definir com clareza o Objetivo da Rede, os Atores que devem fazer parte e respectivos papéis
    Visão e Agenda
    Estabelecer a Visão de futuro do ambiente econômico-institucional que a ação da rede visa produzir
    Definir os macroprojetos que a rede precisa articular para a construção da Visão de futuro
    Desenho Organizacional
    Definir as estruturas e políticas organizacionais que devem ser adotadas na rede
    Desenho Informacional
    Definir os sistemas e processos informacionais que devem ser implementados na rede
  • Requisitos que devem ser atendidos junto com a análise concreta da situação específica da rede
    Avaliação e atualização
    Avaliar periodicamente e atualizar: Visão, Agenda, Desenho Organizacional e Desenho Informacional da rede
    Sustentabilidade
    Inserir a busca da auto-sustentabilidade em todas as ações da rede
    Conexões
    Prospectar e desenvolver novos relacionamentos da rede com outras instituições e outras redes
  • Requisitos que devem ser atendidos junto com a análise concreta da situação específica da rede
    Valores
    Promoção de uma base compartilhada de princípios éticos
    Definição de sanções para comportamentos inadequados
    Desenvolvimento de lideranças conectivas
    Resolução de conflitos
    Definição dos mecanismos e instâncias de negociação e resolução de conflitos na rede
  • Redes interorganizacionais

    1. 1. Sergio Fialho Redes Interorganizacionais Redes Interorganizacionais
    2. 2. Limites das metodologiasLimites das metodologias Metodologias (de rede) como mercadorias Complexidade (multiplicidade de interesses) Diferenciação (tipos de rede: de empresas - verticais e horizontais -, instituições, setores, mistas) (propósitos das redes: redes de cooperação, de aprendizagem, de propósitos especiais) Metodologias (de rede) como mercadorias Complexidade (multiplicidade de interesses) Diferenciação (tipos de rede: de empresas - verticais e horizontais -, instituições, setores, mistas) (propósitos das redes: redes de cooperação, de aprendizagem, de propósitos especiais)
    3. 3. Conceito de RedeConceito de Rede Redes interorganizacionais são uma ferramenta para estruturar processos de cooperação e aprendizagem entre diferentes organizações
    4. 4. Origens das RedesOrigens das Redes • A Revolução da Tecnologia da Informação • A expansão das instituições na sociedade
    5. 5. • Empresas como difusoras de inovações organizacionais • Ciclos rápidos de inovação • Especialização como vantagem competitiva • Terceirização e foco na competência central • Parcerias e alianças entre empresas A Revolução da TIA Revolução da TI
    6. 6. 11 55 22 33 44 11 55 22 33 44 Empresa Vertical e intensificação das redesEmpresa Vertical e intensificação das redes
    7. 7. • Redes Verticais • Redes Horizontais • Redes Verticais • Redes Horizontais Tipos de RedesTipos de Redes
    8. 8. • Comando no núcleo virtuoso • Comando de Produtores • Comando de Compradores • Comando de Fornecedores de Insumos Críticos • Comando no núcleo virtuoso • Comando de Produtores • Comando de Compradores • Comando de Fornecedores de Insumos Críticos Redes VerticaisRedes Verticais
    9. 9. • Vantagens da aglomeração geográfica: • Oferta de mão de obra • Serviços de transportes • Redes de Comercialização • Geralmente MPEs • Especialização produtiva • Não há hierarquia clara • Coordenação requer Organização de Suporte • Vantagens da aglomeração geográfica: • Oferta de mão de obra • Serviços de transportes • Redes de Comercialização • Geralmente MPEs • Especialização produtiva • Não há hierarquia clara • Coordenação requer Organização de Suporte Redes HorizontaisRedes Horizontais
    10. 10. Redes HorizontaisRedes Horizontais Redes horizontais são uma ferramenta para estruturar processos de cooperação e aprendizagem entre empresas e/ou organizações com funções similares
    11. 11. Redes HorizontaisRedes Horizontais • Melhor negociação com fornecedores • Maior capacidade coletiva de produção • Maior acesso a serviços especializados • Maior capacidade de produzir conhecimentos • Maior poder político • Cooperação e competição
    12. 12. Práticas Benefícios para as MPE’s Marketing Coletivo Custos, ações de maior impacto Compra conjunta Custos, poder de negociação Comercialização conjunta Custos, poder de barganha Logística integrada Custos, prazos de produção/entrega Compartilhamento estrutura Custos, acesso a tecnologias caras Divisão de encomendas Acesso a mercados inacessíveis Consórcio de exportação Custos, acesso a novos mercados Parceria para P&D Maior potencial inovativo Consultoria compartilhada Acesso a inovações Planejamento estratégico Aprendizagem coletiva
    13. 13. A expansão das instituições na sociedadeA expansão das instituições na sociedade • Expansão das atividades estatais • Crescimento da infraestrutura de conhecimento • Conexões entre instituições e processos produtivos • Parcerias e alianças entre empresas e instituições • Desenvolvimento de redes entre instituições
    14. 14. Chave das redes horizontais: a organização de suporte Chave das redes horizontais: a organização de suporte • Isenção dos interesses na rede • Diluir riscos individuais dos parceiros • Divulgar oportunidades e benefícios • Oferecer suporte técnico às ações de rede
    15. 15. Coordenação e Suporte • Coopetição • Suporte • Governança • Agenda de Ações Formato e aspectos centrais das redes horizontais Formato e aspectos centrais das redes horizontais
    16. 16. Requisitos de Construção de RedesRequisitos de Construção de Redes • Objetivo e Atores • Sensibilização • Visão e Agenda • Desenho Organizacional • Desenho Informacional
    17. 17. Objetivos e Atores   A definição dos Objetivos da Rede é um momento de vital importância para todo  o processo de sua construção e gestão.   Objetivos claramente definidos possibilitam a identificação de quais atores  (pessoas e organizações) devem ser integrados à rede, e fornece uma referencia  sólida para que se estabeleçam as atividades.   Os Objetivos da rede devem estar focados nos pontos de soma, onde podem convergir e se harmonizar os interesses das organizações envolvidas.
    18. 18. Sensibilização Envolve criar mecanismos para comunicação de argumentos sólidos e bem  apresentados para a formação da rede. As organizações parceiras serão tanto mais facilmente sensibilizadas para a  ação em rede quanto mais se sentirem ouvidas e consideradas nos seus  interesses e percepções.    Trata-se de entender a relação com os parceiros como uma relação ganha-ganha, típica de uma verdadeira rede de colaboração.
    19. 19. Visão e Agenda   Trata-se de um processo chave para a solidez da rede. O princípio básico que deve  presidir as ações das organizações inicialmente interessadas é a ênfase nos pontos de  convergência, evitando eventuais desgastes derivados de confrontos em pontos onde o  consenso não seja possível.    O segredo de uma rede bem sucedida é a progressiva ampliação da confiança entre os atores, e para isso é indispensável a capacidade de trabalhar em conjunto em ações específicas, preservando a autonomia de cada ator na condução das suas ações particulares.
    20. 20. Desenho Organizacional O desenho organizacional de uma rede pode variar muito, desde formas simples até formas complexas, que podem envolver múltiplos níveis de decisão, setores de apoio operacional, e diversos grupos de trabalho. As redes são uma forma de coordenação organizacional que depende  fundamentalmente do consenso entre organizações independentes, o que é muito  diferente das relações administrativas-hierárquicas (baseadas no exercício do poder de  mando do controlador) e também das relações comerciais de mercado (baseadas na  defesa do interesse individual contra todos os outros interesses).   Por este motivo, o desenho organizacional da rede deve privilegiar, com a utilização  das salvaguardas necessárias, o fortalecimento da confiança entre as organizações.  
    21. 21. Desenho Informacional A relação entre as redes interorganizacionais e a tecnologia da informação é  muito profunda, e se considera mesmo que as redes são o formato  organizacional específico da revolução digital. A tecnologia da informação oferece a infraestrutura para que as organizações integrem sistemas, processos e serviços, estruturando redes de relacionamentos, independentemente da localização espacial de cada uma.  A definição de serviços informacionais deve ser feita diretamente em função  das necessidades concretas da rede, evitando-se qualquer tipo de  “deslumbramento tecnológico”. Por outro lado, envolve geralmente questões  complexas, sendo prudente contar com apoio técnico competente na tomada  de decisões.
    22. 22. Requisitos de Gestão de RedesRequisitos de Gestão de Redes • Avaliação e atualização • Sustentabilidade • Conexões
    23. 23. Avaliação e Atualização A gestão das redes – que é da responsabilidade principal do grupo de  coordenação, mas se estende a todos os parceiros – enfrenta dois  grandes desafios cotidianos:    1)Assegurar que as ideias saiam do papel para a prática, vale dizer, fazer com que a Agenda das ações da rede seja eficazmente implementada 2) Avaliar e interpretar continuamente as modificações dos cenários  externo e interno da rede. 
    24. 24. Sustentabilidade O cenário ideal de sustentabilidade é aquele em que a influência direta da  organização de suporte na gestão da rede, que tende a ser significativa no  momento inicial da sua construção, seja progressivamente subordinada à  iniciativa das próprias organizações finalísticas.    Com o tempo, a organização de suporte posiciona-se como um serviço efetivamente de assistência às organizações finalísticas e de apoio, especialmente auxiliando o grupo de coordenação da rede a avaliar periodicamente os rumos tomados pela rede e a diagnosticar o sucesso das atividades.
    25. 25. Conexões entre Redes As iniciativas de construção de redes têm se multiplicado, tanto no Brasil quanto no exterior, envolvendo milhares de redes de empresas e institucionais. Nessa situação, é de grande importância que a instância de gestão da rede, desde o início de sua operação, busque conhecer e desenvolver relacionamentos com outras redes, existentes ou em formação, que tenham objetivos similares ou complementares com os seus. Troca de informações, conhecimentos e experiências, ou integração de serviços, são as possibilidades mais interessantes a serem exploradas nesses relacionamentos.
    26. 26. Gestão de Aspectos ComportamentaisGestão de Aspectos Comportamentais • Desenvolvimento de Valores • Negociação e Resolução de Conflitos
    27. 27. Desenvolvimento de Valores Éticos No desenvolvimento de atividades em rede, é necessário que a confiança mútua seja estimulada e preservada. Para que floresça um clima de confiança, são necessários: a) a formação de uma base compartilhada de princípios éticos; b) o incentivo a um novo tipo de liderança, de natureza conectiva.
    28. 28. Negociação e Resolução de Conflitos A promoção de valores éticos e o estímulo ao desenvolvimento de equipes são ações essenciais para o desenvolvimento das redes de cooperação. No entanto, é importante reconhecer que, no nosso contexto, os conflitos são inerentes à vida em grupo e às mudanças. O conflito, em si, não é necessariamente negativo, e a estratégia da negociação é o instrumento de que dispomos para que os conflitos resultem em processo de crescimento, ao romper a rotina e a acomodação, desvelar problemas não explícitos e demandar soluções criativas e inovadoras. A ação de um terceiro elemento (mediador, que pode ser uma pessoa ou um grupo) é fundamental para a estratégia de negociação.
    29. 29. Sergio Fialho O FórumO Fórum

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