DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS DE RELEVÂNCIA PARA A SAÚDE PÚBLICA  HANSENÍASE               Wanderson Kleber de Oliveira          ...
HISTÓRICO                          Uma das doenças mais antigas , referências datam de 600 a.C. e procedem da            ...
DESCRIÇÃO DA DOENÇA                          Doença crônica granulomatosa, proveniente de infecção causada pelo bacilo   ...
AGENTE E RESERVATÓRIO                         Agente etiológico                          O M. leprae é um bacilo álcool-á...
MODO DE TRANSMISSÃO                          A hanseníase se pega somente de uma pessoa infectada apresentando forma     ...
INCUBAÇÃO, TRANSMISSIBILIDADE E IMUNIDADE                         Período de incubação                          Em média,...
TAXA DE PREVALÊNCIA NOTIFICADA À OMS COM                                           INÍCIO EM JANEIRO DE 2011ASPECTOS EPIDE...
PREVALÊNCIA DE HANSENÍASE E NÚMERO DE CASOS NOVOS                               DETECTADOS EM 130 PAÍSES OU TERRITÓRIOS DA...
Coeficiente de prevalência de hanseníase por 10 mil habitantes                                                            ...
Coeficiente de detecção geral de hanseníase por 100 mil habitantes.                                                       ...
INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS E OPERACIONAIS DE HANSENÍASE.                                                            BRASI...
Percentual de curados nas coortes de hanseníase em 31 de dezembro.                                                        ...
Percentual de contatos examinados entre os registros de casos novos de                                                  ha...
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DIAGNÓSTICO CLÍNICO                     O diagnóstico é essencialmente clínico e epidemiológico, realizado por meio da an...
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CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS CLÍNICAS DA                                                  HANSENÍASEASPECTOS CLÍNICOS         ...
FORMAS CLÍNICAS DA HANSENÍASE                                 CLASSIFICAÇÃO OPERACIONAL: PAUCIBACILAR (PB)                ...
FORMAS CLÍNICAS DA HANSENÍASE                               CLASSIFICAÇÃO OPERACIONAL: MULTIBACILAR (MB)                  ...
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL                    Algumas dermatoses podem se assemelhar a algumas formas e reações de hanseníase...
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL                    Exame baciloscópico                     A baciloscopia de pele (esfregaço int...
DIAGNÓSTICO LABORATORIALASPECTOS CLÍNICOS                    Elaboração:                                                  ...
AVALIAÇÃO DO GRAU DE INCAPACIDADE E DA FUNÇÃO                                       NEURAL                     Para deter...
AVALIAÇÃO DO GRAU DE INCAPACIDADE E DA FUNÇÃO                                       NEURAL                    O formulário...
AVALIAÇÃO DO GRAU DE INCAPACIDADE E DA FUNÇÃO                                       NEURAL                     Para verifi...
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TRATAMENTO POLIQUIMIOTERÁPICO – PQT/OMS                     O tratamento é eminentemente ambulatorial;                   ...
TRATAMENTO POLIQUIMIOTERÁPICO – PQT/OMSASPECTOS CLÍNICOS                    Elaboração:                                   ...
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Esta aula aborda aspectos clínicos, epidemiológicos e de vigilância da hanseníase.

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Hanseníase

  1. 1. DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS DE RELEVÂNCIA PARA A SAÚDE PÚBLICA HANSENÍASE Wanderson Kleber de Oliveira Epidemiologista Agosto de 2012
  2. 2. HISTÓRICO  Uma das doenças mais antigas , referências datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas o berço da doença.  A hanseníase tem este nome em homenagem a Gerhard Armauer Hansen (1841- 1912), médico norueguês que descobriu, em 1873, o micróbio causador da infecção.CARACTERÍSTICAS GERAIS  O termo hanseníase está oficialmente adotado no Brasil desde 1976.  A palavra lepra significa escamoso em grego e designava, na antiguidade, doenças que hoje conhecemos por psoríase, eczema e outras dermatoses.  À medida em que suas causas foram descobertas, essas doenças passaram a ter uma denominação apropriada.  As palavras lepra e leproso estão associadas a ideias de impureza, podridão, nojeira e repugnância, é anticientífico e desumano considerá-las como sinônimos de hanseníase e de portador de hanseníase Elaboração: 2 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  3. 3. DESCRIÇÃO DA DOENÇA  Doença crônica granulomatosa, proveniente de infecção causada pelo bacilo Mycobacterium leprae.  Alta infectividade - capacidade de infectar grande número de indivíduos  Baixa patogenicidade - poucos adoecem  O domicílio é apontado como importante espaço de transmissão da doença, emboraCARACTERÍSTICAS GERAIS ainda existam lacunas quanto ao ambiente social.  O alto potencial incapacitante da hanseníase está diretamente relacionado ao poder imunogênico do M. leprae.  A melhoria das condições de vida e o avanço do conhecimento científico modificaram significativamente o quadro da hanseníase, que atualmente tem tratamento e cura.  No Brasil, cerca de 47.000 casos novos são detectados a cada ano, sendo 8% deles em menores de 15 anos. Elaboração: 3 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  4. 4. AGENTE E RESERVATÓRIO Agente etiológico  O M. leprae é um bacilo álcool-ácido resistente, em forma de bastonete.  É um parasita intracelular, sendo a única espécie de micobactéria que infecta nervos periféricos, especificamente células de Schwann.  Esse bacilo não cresce em meios de cultura artificiais, ou seja, in vitro.CARACTERÍSTICAS GERAIS Reservatório  O ser humano é reconhecido como a única fonte de infecção, embora tenham sido identificados animais naturalmente infectados – o tatu, macaco mangabei e o chimpanzé.  Os doentes com muitos bacilos (multibacilares-MB) sem tratamento – hanseníase virchowiana e hanseníase dimorfa – são capazes de eliminar grande quantidade de bacilos para o meio exterior (carga bacilar de cerca de 10 milhões de bacilos presentes na mucosa nasal). Elaboração: 4 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  5. 5. MODO DE TRANSMISSÃO  A hanseníase se pega somente de uma pessoa infectada apresentando forma multibacilar - MB (virchowianos e dimorfos), isto é, que esteja eliminando os bacilos de Hansen pelas vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros) e que não esteja fazendo tratamento  o trato respiratório a mais provável via de entrada do M. leprae no corpo.CARACTERÍSTICAS GERAIS  Uma vez iniciado, a doença deixa de ser transmitida imediatamente, mesmo antes da cura. NÃO se transmite por:  Meio de copos, pratos e talheres, portanto não há necessidade de separar utensílios domésticos do paciente;  Assentos, como cadeiras e bancos;  Apertos de mão, abraço, beijo e contatos rápidos em transportes coletivos ou serviços de saúde;  Picada de inseto;  Relação sexual;  Aleitamento materno;  Doação de sangue;  Herança genética ou congênita (gravidez). Elaboração: 5 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  6. 6. INCUBAÇÃO, TRANSMISSIBILIDADE E IMUNIDADE Período de incubação  Em média, de 2 a 7 anos (intervalo: 7 meses a 10 anos) Período de transmissibilidade  Paucibacilares (PB), indeterminados e tuberculóides (poucos bacilos) - não sãoCARACTERÍSTICAS GERAIS importantes, devido à baixa carga bacilar.  Multibacilares (MB) - constituem o principal grupo, mantendo-se como fonte de infecção, enquanto o tratamento específico não for iniciado. Suscetibilidade e imunidade  Depende de interações entre fatores individuais do hospedeiro, ambientais e do próprio M. leprae.  Devido ao longo período de incubação, a hanseníase é menos frequente em menores de 15 anos, contudo, em áreas mais endêmicas, a exposição precoce, em focos domiciliares, aumenta a incidência de casos nessa faixa etária.  Embora acometa ambos os sexos, observa-se predominância do sexo masculino. Elaboração: 6 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  7. 7. TAXA DE PREVALÊNCIA NOTIFICADA À OMS COM INÍCIO EM JANEIRO DE 2011ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS Elaboração: 7 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  8. 8. PREVALÊNCIA DE HANSENÍASE E NÚMERO DE CASOS NOVOS DETECTADOS EM 130 PAÍSES OU TERRITÓRIOS DA OMS EM 2010 ATÉ FINAL DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2011ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS Elaboração: 8 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  9. 9. Coeficiente de prevalência de hanseníase por 10 mil habitantes Brasil, *2011 *Prevalência 2011 1,44 casos/10 mil habitantesASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS Registro ativo - 27.507 pacientes Em 2010 foi de 1,56 (- 7,7%) Registro ativo por UF em 2011. Os estados de AL, SE, RN, MG, RJ, SP, PR, SC, RS e DF com prevalência abaixo de 1,00 por 10 mil habitantes. AL, SE alcançaram eliminação em 2011.  Dados preliminares  Fonte: SINAN/SVS/MS 08/03/12 Elaboração: 9 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  10. 10. Coeficiente de detecção geral de hanseníase por 100 mil habitantes. UF – Brasil, *2011.ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS Coeficiente de detecção 15,9/100 mil hab. com 33.277 casos novos (2.341 em crianças) distribuídos em 3.197/5.565 municípios. Redução de 4,6% para 2010.  Dados preliminares  Fonte: SINAN/SVS/MS 08/03/12 Elaboração: 10 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  11. 11. INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS E OPERACIONAIS DE HANSENÍASE. BRASIL, 2000 A 2011ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS Parâmetros Elaboração: 11 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  12. 12. Percentual de curados nas coortes de hanseníase em 31 de dezembro. UF – Brasil, *2011.ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS Elaboração: 12 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  13. 13. Percentual de contatos examinados entre os registros de casos novos de hanseníase. UF – Brasil, *2011.ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS Elaboração: 13 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  14. 14. Percentual de contatos examinados entre os registros de casos novos de hanseníase. UF – Brasil, *2011.ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS INDICADOR - PORTARIA Nº 2.556, 2011* DE 28 DE OUTUBRO DE 2011 43,6% Proporção de contatos intradomiciliares examinados entre (253 municípios os contatos registrados dos casos novos de hanseníase. prioritários) 78,6% Proporção de cura de hanseníase entre os casos novos (253 municípios diagnosticados nos anos das coortes prioritários) *Dados preliminares Elaboração: 14 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  15. 15. DIAGNÓSTICO CLÍNICO  O diagnóstico é essencialmente clínico e epidemiológico, realizado por meio da análise da história e condições de vida do paciente, do exame dermatoneurológico, para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo, motor e/ou autonômico).ASPECTOS CLÍNICOS  Os casos com suspeita de comprometimento neural, sem lesão cutânea (suspeita de hanseníase neural pura), e aqueles que apresentam área com alteração sensitiva e/ou autonômica duvidosa e sem lesão cutânea evidente deverão ser encaminhados para unidades de saúde de maior complexidade para confirmação diagnóstica.  Recomenda-se que nessas unidades os mesmos sejam submetidos novamente ao exame dermatoneurológico criterioso, à coleta de material (baciloscopia ou histopatologia cutânea ou de nervo periférico sensitivo), a exames eletrofisiológicos e/ou outros mais complexos, para identificar comprometimento cutâneo ou neural discreto e para diagnóstico diferencial com outras neuropatias periféricas. Elaboração: 15 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  16. 16. DIAGNÓSTICO CLÍNICO  Em crianças, o diagnóstico da hanseníase exige exame criterioso, diante da dificuldade de aplicação e interpretação dos testes de sensibilidade. Nesse caso, recomenda-se utilizar o “Protocolo Complementar de Investigação Diagnóstica de Casos de Hanseníase em Menores de 15 Anos” (Portaria SVS/SAS/MS nº 125, de 26 de março de 2009).  O diagnóstico de hanseníase deve ser recebido de modo semelhante ao de outras doençasASPECTOS CLÍNICOS curáveis. Se vier a causar impacto psicológico, tanto a quem adoeceu quanto aos familiares ou pessoas de sua rede social, essa situação requererá uma abordagem apropriada pela equipe de saúde, que permita a aceitação do problema, superação das dificuldades e maior adesão aos tratamentos.  Essa atenção deve ser oferecida no momento do diagnóstico, bem como no decorrer do tratamento da doença e, se necessária, após a alta.  A classificação operacional do caso de hanseníase, visando o tratamento com poliquimioterapia é baseada no número de lesões cutâneas de acordo com os seguintes critérios: Paucibacilar (PB) – casos com até 5 lesões de pele; Multibacilar (MB) – casos com mais de 5 lesões de pele. Elaboração: 16 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  17. 17. CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS CLÍNICAS DA HANSENÍASEASPECTOS CLÍNICOS Notas:  Na hanseníase virchowiana, afora as lesões dermatológicas e das mucosas, ocorrem também lesões viscerais.  Na hanseníase tuberculóide, o comprometimento dos nervos é mais precoce e intenso.  Os casos não classificados quanto à forma clínica serão considerados, para fins de tratamento, como multibacilares. Elaboração: 17 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  18. 18. FORMAS CLÍNICAS DA HANSENÍASE CLASSIFICAÇÃO OPERACIONAL: PAUCIBACILAR (PB) INDETERMINADA TUBERCULÓIDEASPECTOS CLÍNICOS Fonte: Atlas de hanseníase. Bauru: Instituto Lauro de Souza Lima, 2002. Elaboração: 18 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  19. 19. FORMAS CLÍNICAS DA HANSENÍASE CLASSIFICAÇÃO OPERACIONAL: MULTIBACILAR (MB) DIMORFA VIRCHOWIANAASPECTOS CLÍNICOS Fonte: Atlas de hanseníase. Bauru: Instituto Lauro de Souza Lima, 2002. Elaboração: 19 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  20. 20. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Algumas dermatoses podem se assemelhar a algumas formas e reações de hanseníase e exigem segura diferenciação. Exemplos: Leishmaniose Vitiligo Esclerose Tuberosa Nevo acrômico Tegumentar Granuloma anularASPECTOS CLÍNICOS Sífilis Terciária Tinha do corpo Elaboração: 20 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  21. 21. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Exame baciloscópico  A baciloscopia de pele (esfregaço intradérmico), quando disponível, deve ser utilizada como exame complementar para a classificação dos casos em PB ou MB.  A baciloscopia positiva classifica o caso como MB, independentemente do número de lesões.  O resultado negativo da baciloscopia não exclui o diagnóstico de hanseníase.ASPECTOS CLÍNICOS Exame histopatológico  indicado como suporte na elucidação diagnóstica e em pesquisas. Procedimentos Realizados pela Unidade Básica  Cabe aos profissionais da unidade acolher, identificar e coletar as amostras dos casos indicados, para que não se perca a oportunidade da detecção e do rastreamento de novos casos.  A baciloscopia é um procedimento de fácil execução e de baixo custo, permitindo que qualquer laboratório da UBS possa executá-la, não devendo, porém ser considerada como critério de diagnóstico da hanseníase. Elaboração: 21 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  22. 22. DIAGNÓSTICO LABORATORIALASPECTOS CLÍNICOS Elaboração: 22 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  23. 23. AVALIAÇÃO DO GRAU DE INCAPACIDADE E DA FUNÇÃO NEURAL  Para determinar o grau de incapacidade física, deve-se realizar o teste da sensibilidade dos olhos, mãos e pés.  É recomendada a utilização do conjunto de monofilamentos de Semmes-Weinstein (6 monofilamentos: 0.05g, 0.2g, 2g, 4g, 10g e 300g), nos pontos de avaliação de sensibilidadeASPECTOS CLÍNICOS em mãos e pés, e do fio dental (sem sabor) para os olhos.  Considera-se, grau 1 de incapacidade, ausência de resposta ao filamento igual ou mais pesado que o de 2g (cor violeta). Elaboração: 23 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  24. 24. AVALIAÇÃO DO GRAU DE INCAPACIDADE E DA FUNÇÃO NEURAL O formulário para avaliação do grau de incapacidade física (Anexo III da Portaria SVS/SAS/MS nº 125, de 26 de março de 2009), deverá ser preenchido conforme critérios expressos no Quadro.ASPECTOS CLÍNICOS Critérios de avaliação do grau de incapacidade e da função neural Elaboração: Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br 24
  25. 25. AVALIAÇÃO DO GRAU DE INCAPACIDADE E DA FUNÇÃO NEURAL  Para verificar a integridade da função neural recomenda-se a utilização do formulário de Avaliação Neurológica Simplificada (Anexo IV da Portaria SVS/SAS/MS nº 125, de 26 de março de 2009).  Para avaliação da força motora, preconiza-se o teste manual da exploração da força muscular, a partir da unidade músculo-tendinosa durante o movimento e da capacidade deASPECTOS CLÍNICOS oposição à força da gravidade e à resistência manual, em cada grupo muscular referente a um nervo específico. Exemplo: Prova da força muscular do tibial anterior Critérios de graduação da força muscular Elaboração: 25 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  26. 26. REAÇÕES HANSÊNICASASPECTOS CLÍNICOS Elaboração: 26 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  27. 27. TRATAMENTO POLIQUIMIOTERÁPICO – PQT/OMS  O tratamento é eminentemente ambulatorial;  No início do tratamento a transmissão da doença é interrompida e, se realizado de forma completa e correta, garante a cura da doença;  A PQT/OMS é constituída pela administração associada de: Rifampicina: antibacteriano (ação contra bactérias Gram-negativas e Gram-positivas)ASPECTOS CLÍNICOS Dapsona: antibacteriano e antiparasitário Clofazimina: antibacteriano  Essa associação evita a resistência medicamentosa do bacilo que ocorre, com frequência, quando se utiliza apenas um medicamento, impossibilitando a cura da doença.  É administrada através de esquema padrão, de acordo com a classificação operacional do doente em paucibacilar e multibacilar  Em caso de intolerância a um dos medicamentos do esquema padrão, são indicados esquemas alternativos  A alta por cura é dada após a administração do número de doses preconizado pelo esquema terapêutico, dentro do prazo recomendado. Elaboração: 27 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  28. 28. TRATAMENTO POLIQUIMIOTERÁPICO – PQT/OMSASPECTOS CLÍNICOS Elaboração: 28 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  29. 29. TRATAMENTO POLIQUIMIOTERÁPICO – PQT/OMSASPECTOS CLÍNICOS Elaboração: 29 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  30. 30. TRATAMENTO POLIQUIMIOTERÁPICO – PQT/OMSASPECTOS CLÍNICOS Elaboração: 30 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  31. 31. TRATAMENTO POLIQUIMIOTERÁPICO – PQT/OMS SEGUIMENTO DE CASOS  Agendar retorno a cada 28 dias para receber dose supervisionada e nova cartela;  Para evitar abando, visitar os pacientes que não comparecerem à dose supervisionada em, no máximo, 30 dias;ASPECTOS CLÍNICOS  Em cada consulta deve-se submeter à revisão sistemática pelo médico  Mais de 25 milhões de pessoas já utilizaram a PQT, nos últimos 25 anos.  Os efeitos adversos às medicações que compõem a PQT não são frequentes, que, em geral, são bem toleradas. No entanto, se ocorrer, deve-se suspender temporariamente e encaminhá-lo para unidade de média ou alta complexidade;  Casos de hanseníase que apresentem outras doenças associadas (AIDS, tuberculose, nefropatias, hepatopatias, endocrinopatias), se necessário, devem ser encaminhados às unidades de saúde de maior complexidade para avaliação Elaboração: 31 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  32. 32. TRATAMENTO POLIQUIMIOTERÁPICO – PQT/OMS EM GESTANTE  Mulheres com diagnóstico de hanseníase e não grávidas devem receber aconselhamento para planejar a gestação após a finalização do tratamento de hanseníase.  O tratamento da hanseníase, têm sua utilização recomendada mesmo no 1º trimestre;ASPECTOS CLÍNICOS  As alterações hormonais da gravidez causam diminuição da imunidade celular  Em gestantes os primeiros sinais de hanseníase, em uma pessoa já infectada, apareçam durante a gravidez e no puerpério, quando também podem ocorrer os estados reacionais e os episódios de recidivas.  A gestação, nas mulheres portadoras de hanseníase, tende a apresentar poucas complicações, exceto pela anemia, comum em doenças crônicas.  Os recém-nascidos, porém, podem apresentar a pele hiperpigmentada pela clofazimina, ocorrendo a regressão gradual da pigmentação. Elaboração: 32 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  33. 33. TRATAMENTO POLIQUIMIOTERÁPICO – PQT/OMS COINFECÇÃO: TUBERCULOSE Paciente com tuberculose e hanseníase deve ser mantido o esquema terapêutico apropriado para a tuberculose (lembrando que, nesse caso, a dose de Rifampicina, de 600mg, será administrada diariamente), acrescido dos medicamentos específico para a hanseníase, nas doses e tempos previstos no esquema padrão PQT/OMS:ASPECTOS CLÍNICOS  para os casos Paucibacilares, acrescenta-se a Dapsona;  para os casos multibacilares, acrescenta-se a Dapsona e a Clofazimina até o término do tratamento da tuberculose, quando deverá ser acrescida a Rifampicina do esquema padrão da hanseníase;  para os casos que não utilizam a Rifampicina no tratamento da tuberculose, por contraindicação dessa droga, utilizar o esquema substitutivo próprio para estes casos, na hanseníase;  para os casos que não utilizam a Rifampicina no tratamento da tuberculose por resistência do Mycobacterium tuberculosis a essa droga, utilizar o esquema padrão PQT/OMS da hanseníase. Elaboração: 33 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  34. 34. TRATAMENTO POLIQUIMIOTERÁPICO – PQT/OMS COINFECÇÃO: HIV/AIDS OU OUTRAS  Hanseníase e infecção pelo HIV e/ou Aids – para o paciente com infecção pelo HIV e/ou aids e hanseníase, deve ser mantido o esquema PQT/OMS, de acordo com a classificação operacional.ASPECTOS CLÍNICOS  Hanseníase e outras doenças – em casos de associação da hanseníase com doenças hepáticas, renais ou hematológicas, a escolha do melhor esquema terapêutico para tratar a hanseníase deverá ser discutida com especialistas das referidas áreas. Elaboração: 34 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  35. 35. CRITÉRIOS PARA ALTA POR CURA  O encerramento da PQT deve ser estabelecido segundo os critérios de regularidade ao tratamento:  número de doses e  tempo de tratamento  avaliação neurológica simplificada  avaliação do grau de incapacidade física oASPECTOS CLÍNICOS  orientação para os cuidados após a alta.  Situações a serem observadas:  Condutas para pacientes irregulares que não completaram o tratamento preconizado:  PB (6 doses, em até 9 meses)  MB (12 doses, em até 18 meses)  Avaliar quanto à necessidade de reinício ou possibilidade de aproveitamento de doses anteriores.  Condutas para indicação de outro ciclo de tratamento:  Pacientes MB – sem melhora clínica ao final das 12 doses PQT/OMS, a indicação de um segundo ciclo de 12 doses de tratamento deverá ser baseada na associação de sinais de atividade da doença, mediante exame clínico e correlação laboratorial (baciloscopia e, se indicada, histopatologia), em unidades de referência Elaboração: 35 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  36. 36. DEFINIÇÃO DE CASO E NOTIFICAÇÃO Definição de caso: pessoa que apresenta um ou mais dos seguintes sinais cardinais e que necessita de tratamento poliquimioterápico:  lesão e/ou área da pele com diminuição ou alteração deAÇÕES DE VIGILÂNCIA sensibilidade;  acometimento de nervo periférico, com ou sem espessamento associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas; e  baciloscopia positiva de esfregaço intradérmico. Notificação: doença de notificação compulsória em todo território nacional e de investigação obrigatória. Ficha: www.saude.gov.br/sinanweb Elaboração: 36 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  37. 37. FICHA DE NOTIFICAÇÃOAÇÕES DE VIGILÂNCIA http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/novo/Documentos/SinanNet/fichas/Hanseniase.pdf Elaboração: 37 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  38. 38. FICHA DE NOTIFICAÇÃOAÇÕES DE VIGILÂNCIA http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/novo/Documentos/SinanNet/fichas/Hanseniase.pdf Elaboração: 38 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  39. 39. FICHA DE ACOMPANHAMENTO - SIAB  A Ficha B-HAN serve para o cadastramento e acompanhamento mensal de pessoas com hanseníase.  A cada visita os dados desta ficha devem ser atualizados.AÇÕES DE VIGILÂNCIA  Ela fica de posse do ACS e deve ser revisada periodicamente pelo instrutor/supervisor. Sempre que cadastrar um caso novo de hanseníase, o agente comunitário de saúde deve discutir com o instrutor/supervisor o acompanhamento do mesmo. Elaboração: 39 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  40. 40. FICHA DE ACOMPANHAMENTO - SIABAÇÕES DE VIGILÂNCIA Elaboração: 40 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  41. 41. AÇÕES ESTRATÉGICAS ESTRATÉGIA PÚBLICO NECESSIDADES Mobilização de gestoresAÇÕES DE VIGILÂNCIA Equipes da ESF mobilizadas/capacitadas Busca ativa de População escolar da faixa etária para diagnóstico e sintomáticos de 5 a 14 anos, na rede pública de tratamento dermatológicos ensino Professores treinados Medicamentos /insumos Exame de comunicantes Comunicantes dos casos novos Mídia Material para “espelho” Material para estudantes Elaboração: 41 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  42. 42. PREVENÇÃO DE DEFICIÊNCIAS E INCAPACIDADES  A principal forma de prevenir a instalação de deficiências e incapacidades físicas é o diagnóstico precoce.  A prevenção de deficiências (temporárias) e incapacidades (permanentes) não deve ser dissociada do tratamento PQT.  As ações de prevenção de incapacidades e deficiências fazem parte da rotina dos serviços deASPECTOS CLÍNICOS saúde e recomendadas para todos os pacientes.  A avaliação neurológica deve ser realizada: no início do tratamento; a cada 3 meses durante o tratamento, se não houver queixas; sempre que houver queixas, tais como: dor em trajeto de nervos, fraqueza muscular, início ou piora de queixas parestésicas; no controle periódico de pacientes em uso de corticóides, em estados reacionais e neurites; na alta do tratamento; no acompanhamento pós-operatório de descompressão neural, com 15, 45, 90 e 180 dias. Elaboração: 42 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  43. 43. VACINAÇÃO BCG (BACILO DE CALMETTE-GUËRIN)  Calendário Vacinal: dose única - deve ser administrada o mais precocemente possível, preferencialmente logo após o nascimento. Nos prematuros com menos de 36 semanas, administrar a vacina após a criança atingir 2 Kg e ao completar 1 mês de vida. Contatos intradomiciliares:  A vacina BCG-ID deverá ser aplicada nos contatos intradomiciliares, sem presença de sinais e sintomas de hanseníase, no momento da avaliação, independentemente de serem contatosASPECTOS CLÍNICOS de casos PB ou MB. A aplicação da vacina BCG depende da história vacinal e segue as recomendações do Quadro  Todo contato de hanseníase deve receber orientação de que a BCG não é uma vacina específica para este agravo e, nesse grupo, é destinada, prioritariamente, aos contatos intradomiciliares. Recomendações para aplicação de BCG-ID nos contatos intradomiciliares Elaboração: 43 Wanderson Oliveira - Epidemiologista - www.epilibertas.blogspot.com.br
  44. 44.  www.saude.gov.br/svs - Vigilância de A a Z  http://hansen.bvs.br/php/index.php - Biblioteca Virtual em Saúde - Hanseníase  www.morhan.org.br/ - Movimento de reintegração das pessoas atingidas pela hanseníase  www.novartis.com.br - Indústria farmacêuticaREFERÊNCIAS  Cadernos da Atenção Básica - http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/cadernos_ab/abcad21.pdf  www.who.int  Apresentação gentilmente cedida pela Dra. Rosa Castália França Ribeiro Soares – Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação – CGHDE
  45. 45. OBRIGADO! ACESSE O BLOG EPILIBERTAS www.epilibertas.blogspot.com.br/ Blog destinado ao compartilhamento de materiais sobreepidemiologia, vigilância em saúde e informática de conteúdo livre.

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