SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 30
O que é Hanseníase?




   É provocada pelo micróbio – Bacilo de Hensen que
     atinge principalmente a pele e os nervos. Tem
                   tratamento e cura.
Características do Bacilo de Hensen
• Micróbio visível apenas ao microscópio.
• Tem preferência por áreas do corpo mais frias
  como a pele e os nervos.
Como se transmite a Hanseníase?
                •A transmissão acontece
                principalmente por meio das vias
                respiratórias quando se convive
                muito tempo com o doente sem
                tratamento;
                • Há pessoas sensíveis e pessoas
                resistentes ao bacilo de Hansen;
                • A maioria das pessoas é resistente,
                ou seja, entra em contato
                com o bacilo e não adoece;
                •O homem é considerado a única
                fonte de infecção da hanseníase;
                •A hanseníase não é hereditária.
Como não se pega Hanseníase?
                  •   Nas relações sexuais;
                  •   Usando o mesmo banheiro;
                  •   Beijando e abraçando;
                  •   No aperto de mão;
                  •   Nos utensílios domésticos;
                  •   Por nenhum alimento;
                  •   Nas roupas;
                  •   Na piscina;
                  •   No banco de ônibus;
                  •   Em contato com animais;
                  •   Em contato com moscas,
                      mosquitos e formigas;
                  •   Em águas barrentas;
                  •   Pelo sangue;
                  •   Pela placenta;
                  •   No momento do parto;
                  •   No leite materno;
                  •   Não é hereditária.
• Manchas na pele esbranquiçadas ou avermelhadas;
•Diminuição de sensibilidade ao calor, a dor e ao toque
no local das manchas.
O que a Hanseníase causa: Sinais e Sintomas

                     As manchas:
                     •Não doem;
                     •Não incomodam;
                     •Não coçam;
                     •Não pegam pó pela falta de umidade
                     da pele;
                     •Podem ter queda de pêlo;
                     •Podem ter a sensação de
                     formigamento e dormência;
                     •Queimar-se ou cortar-se sem sentir
                     pode ser sinal de hanseníase, porque
                     o bacilo (micróbio) destrói as
                     terminações nervosas próximas da
                     pele.
Hanseníase - Resistência
Hanseníase - Resistência
 • Todas as pessoas podem ter contato com o bacilo
   (micróbio) de Hansen, se conviverem com o doente
   da forma contagiante sem tratamento.
 • De 10 pessoas, 9 tem resistência natural, suficiente
   para não adoecer, mesmo tendo contato com o
   bacilo. Uma pessoa poderá adoecer, apresentando
   mancha na pele;
 • Dependendo do grau de resistência individual e,
   caso não se trate, a doença poderá evoluir para
   uma das formas mais graves da hanseníase.
Formas da Hanseníase
                Forma I (indeterminada)
                • Mancha plana. Com alteração
                  geralmente gradual da sensibilidade
                  que pode ser ao calor, à dor e ao
                  toque;
                • A lesão é mais clara ou um pouco
                  avermelhada do que a tonalidade da
                  pele e pode aparecer em qualquer
                  parte do corpo – costa, nádegas,
                  pernas, braços, rosto...
                • As manchas não coçam e não doem, o
                  que faz com que a pessoa não procure
                  o serviço de saúde;
                • Nessa forma inicial, a hanseníase não
                  é contagiosa e a cura é mais rápida e
                  fácil, se não tratada, pode evoluir para
                  outras formas;
                • A melhor forma para descobrir a
                  doença é estar sempre atento ao seu
                  corpo;
                • Mancha branca com sensibilidade não
                  é hanseníase e deve ser investigada.
Formas da Hanseníase
              Forma T (Tuberculóide)
              • Lesões avermelhadas
              ou esbranquiçadas com
              bordas elevadas e
              diminuição e/ou ausência
              da sensibilidade ao calor,
              à dor e ao tato;
              •Não é contagiosa, não
              passa de uma pessoa
              para outra.
Formas da Hanseníase
             Forma D (Dimorfa)
             • Lesões de cor
               avermelhada, acastanhada
               ou ferruginosa com limites
               imprecisos podendo no
               centro da mancha não ter
               alterações;
             • Mancha com diminuição da
               sensibilidade ao calor, dor
               e ao tato;
             • Quando não tratada é
               contagiosa.
Formas da Hanseníase
            Forma V (Virchowiana)
            • Lesões de cor marrom
              avermelhada, mal
              delimitadas, espalhadas
              pelo corpo, podendo ainda
              aparecer caroços, inchaço
              no rosto, orelhas, mãos,
              pés, juntas, queda dos
              pelos das sobrancelhas e
              cílios;
            • Quando não tratada, é
              contagiosa.
Diagnóstico Clínico




• É realizado pelo médico, examinando toda a pele da pessoa a
  procura de manchas dormentes.
• Realiza também os testes de sensibilidade ao calor, à dor e ao
  tato;
• Apalpa os nervos do braços , pernas e pescoço.
• Procura obter mais informações sobre a pessoa e familiares;
• Solicita exames de laboratório.
Exames de Laboratório de Apoio
Diagnóstico

 • Baciloscopia
   Pesquisa a presença de bacilos (micróbios) no
   organismo da pessoa com suspeita de
   hanseníase, por meio da coleta da linfa,
   principalmente nos lóbulos da orelha e cotovelos.

 • Biópsia
   É a retirada de um pedacinho da pele da mancha
   onde será pesquisada a presença do bacilo e
   alteração típica de cada forma.
Tratamento
 Formas I e T, que têm poucos bacilos (paucibacilar)
• Tratamento de seis meses;
• Uma dose mensal, supervisionada, tomada no posto de saúde:
  dois comprimidos vermelhos (rifampicina) e um comprimido branco (dapsona);
• Diariamente, em casa, um comprimido branco (dapsona).

  Formas D e V, que têm muitos bacilos (multibacilar)
• Tratamento de doze a vinte e quatro meses;
• Uma dose mensal, supervisionada, tomada no posto de saúde:
  dois comprimidos vermelhos (rifampicina), três comprimidos marrom
  (clofazimina) e um comprimido branco (dapsona);
• Diariamente, em casa, um comprimido branco (dapsona) e um comprimido
  marrom (clofazimina).
  IMPORTANTE:
• Escolher o horário mais adequado para tomar a medicação em casa, de
  preferência logo após a ingestão de alimentos;
• Quando o tratamento é irregular ou interrompido antes do tempo recomendado,
  os bacilos que ainda não morreram, podem voltar a se multiplicar prolongando
  o tempo para a obtenção da cura.
• Que a urina pode ficar vermelha quando toma a rifampicina (comprimido
  vermelho) no dia da dose mensal supervisionada no posto de saúde;
• Que a cor da pele pode ficar mais escura devido ao comprimido marrom
  (clofazimina) principalmente se a pele for exposta ao sol (usar chapéu, filtro
  solar ou outra forma de proteger a pele);
• Após o término do tratamento a cor da pele vai voltando ao normal;
• O comprimido vermelho (rifampicina), tomado uma vez por mês,
  pode diminuir a ação da pílula anticoncepcional. quatro dias antes e quatro dias
  depois da dose supervisionada, continuar com a pílula e usar preservativo se
  quiser evitar a gravidez;
• Pode haver efeitos indesejáveis (colaterais) das medicações, como em
  qualquer outra doença.
Atenção. Observe!
 • Olhos – sentir dor, coceira, ressecamento,vermelhidão,
   presença de corpo estranho, pupilas de tamanhos
   diferentes e dificuldade para enxergar.
 • Nariz – dificuldade para respirar, ressecamento, crostas
   aderidas e sangramento.
 • Mãos e braços – sentir dor intensa nos cotovelos ou
   punhos, ressecamento e formigamento nas mãos,
   fraqueza nos braços derrubando objetos com
   frequência.
 • Pés e pernas – sentir dor intensa nas pernas e
   tornozelos, ressecamento intenso e formigamento nos
   pés, sensação de fraqueza nas pernas, tropeçando com
   frequência ou perdendo o chinelo sem perceber.
 • Dor nas articulações, mal estar, podem ser reação ao
   tratamento. não deixe de tomar a medicação e também
   procure a unidade de saúde, mesmo que não seja dia
   de consulta.
O que a Hanseníase não tratada
pode causar ?
• A hanseníase não tratada pode causar
  deformidades nas mãos, pés, olhos e nariz.
O que a Hanseníase não tratada
pode causar ?
Quem é o contato?
•Toda e qualquer pessoa que resida ou tenha residido com
o doente nos últimos 5 anos.

                   Controle dos contatos
•Consulta anual com exame dermatoneurológico (da pele e
nervos);
• Os contatos com diagnóstico confirmado de hanseníase
devem começar o tratamento;
• Os contatos sadios são encaminhados para vacina b.c.g
intradérmica, e orientados sobre sinais, sintomas e auto
exame, bem como informações sobre as próximas
consultas;
• Contato paucibacilar (pb) – 2 consultas. uma por ano;
• Contato multibacilar (mb) – 5 consultas. uma por ano;
• Este controle é que vai contribuir para a "quebra" da
cadeia de transmissão.
Direitos
• Direito ao convívio familiar e social amplo e
  irrestrito;
• Respeito no atendimento desde a recepção e por
  todos os profissionais dos serviços de saúde;
• Direito de ser atendido nas intercorrências
  independente de consulta agendada, mesmo após
  alta;
• Direito de receber todos os medicamentos que
  necessitar.
Direitos
 • Direito de receber tratamento atualizado.
 • Diagnóstico, tratamento e acompanhamento por
   equipe multiprofissional capacitada garantindo a
   atenção integral.
 • Garantia de atenção na prevenção de
   incapacidades e tratamento quando estas já
   estiverem instaladas (órteses e próteses).
Deveres
• Comparecer aos atendimentos agendados, pela e
  com a equipe multiprofissional, seguindo suas
  orientações;
• Tomar diariamente a medicação em casa e
  comparecer mensalmente para dose
  supervisionada no posto de saúde;
• Em caso de mudança de residência, comunicar o
  novo endereço para seguimento do tratamento em
  qualquer unidade de saúde;
• Orientar a família sobre a necessidade de
  comparecer à unidade de saúde para exames
  clínicos e ações preventivas.
OBRIGADO PELA ATENÇÃO
E BOA SAÚDE PARA TODOS!!!

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

O que é Hanseníase? A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causad...
O que é Hanseníase?  A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causad...O que é Hanseníase?  A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causad...
O que é Hanseníase? A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causad...
Julyederson Fernandes
 
Aula de hanseníase
Aula de hanseníaseAula de hanseníase
Aula de hanseníase
Ismael Costa
 
Hanseníase
HanseníaseHanseníase
Hanseníase
Lia Lia
 
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSORIA
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSORIADOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSORIA
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSORIA
Ana Carolina Costa
 

Mais procurados (20)

HanseníAse.Ppt
HanseníAse.PptHanseníAse.Ppt
HanseníAse.Ppt
 
O que é Hanseníase? A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causad...
O que é Hanseníase?  A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causad...O que é Hanseníase?  A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causad...
O que é Hanseníase? A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causad...
 
Sífilis- Sintomas e Tratamentos
Sífilis- Sintomas e TratamentosSífilis- Sintomas e Tratamentos
Sífilis- Sintomas e Tratamentos
 
Aula de hanseníase
Aula de hanseníaseAula de hanseníase
Aula de hanseníase
 
Hanseníase
HanseníaseHanseníase
Hanseníase
 
Herpes
HerpesHerpes
Herpes
 
Apresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALO
Apresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALOApresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALO
Apresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALO
 
Surto, Epidemia, Pandemia e Endemia
Surto, Epidemia, Pandemia e EndemiaSurto, Epidemia, Pandemia e Endemia
Surto, Epidemia, Pandemia e Endemia
 
Apresentação aids
Apresentação aidsApresentação aids
Apresentação aids
 
IST´s (Infecções Sexualmente Transmissíveis)
IST´s (Infecções Sexualmente Transmissíveis)IST´s (Infecções Sexualmente Transmissíveis)
IST´s (Infecções Sexualmente Transmissíveis)
 
Hanseniase mycobacteruim leprae
Hanseniase   mycobacteruim lepraeHanseniase   mycobacteruim leprae
Hanseniase mycobacteruim leprae
 
Herpes Genital
Herpes GenitalHerpes Genital
Herpes Genital
 
Epidemiologia das doenças transmissíveis
Epidemiologia das doenças transmissíveisEpidemiologia das doenças transmissíveis
Epidemiologia das doenças transmissíveis
 
Modelo de panfleto editável (DST's) Frente e verso. Dobrar ao meio
Modelo de panfleto editável (DST's) Frente e verso. Dobrar ao meioModelo de panfleto editável (DST's) Frente e verso. Dobrar ao meio
Modelo de panfleto editável (DST's) Frente e verso. Dobrar ao meio
 
Tuberculose
TuberculoseTuberculose
Tuberculose
 
Aula Introdutória de Saúde Coletiva
Aula Introdutória de Saúde ColetivaAula Introdutória de Saúde Coletiva
Aula Introdutória de Saúde Coletiva
 
Hanseníase
HanseníaseHanseníase
Hanseníase
 
Tricomoníase
TricomoníaseTricomoníase
Tricomoníase
 
Diabetes
DiabetesDiabetes
Diabetes
 
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSORIA
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSORIADOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSORIA
DOENÇAS DE NOTIFICAÇÕES COMPULSORIA
 

Semelhante a Hanseniase

Sp3 hupe-doenças transmissíveis [modo de compatibilidade]
Sp3 hupe-doenças transmissíveis [modo de compatibilidade]Sp3 hupe-doenças transmissíveis [modo de compatibilidade]
Sp3 hupe-doenças transmissíveis [modo de compatibilidade]
Ismael Costa
 
Você sabe o que é hanseníase
Você sabe o que é hanseníaseVocê sabe o que é hanseníase
Você sabe o que é hanseníase
Heloísa Ximenes
 

Semelhante a Hanseniase (20)

Slides sobre hanseníase
Slides sobre hanseníaseSlides sobre hanseníase
Slides sobre hanseníase
 
Hanseníase
HanseníaseHanseníase
Hanseníase
 
Tratamento
TratamentoTratamento
Tratamento
 
Hanseniase
HanseniaseHanseniase
Hanseniase
 
Tratamento
TratamentoTratamento
Tratamento
 
Pense Hanseníase Agora - "Think Leprosy Now Brazil"
Pense Hanseníase Agora - "Think Leprosy Now Brazil"Pense Hanseníase Agora - "Think Leprosy Now Brazil"
Pense Hanseníase Agora - "Think Leprosy Now Brazil"
 
Sp3 hupe-doenças transmissíveis [modo de compatibilidade]
Sp3 hupe-doenças transmissíveis [modo de compatibilidade]Sp3 hupe-doenças transmissíveis [modo de compatibilidade]
Sp3 hupe-doenças transmissíveis [modo de compatibilidade]
 
Você sabe o que é hanseníase
Você sabe o que é hanseníaseVocê sabe o que é hanseníase
Você sabe o que é hanseníase
 
Hanseníase - Trabalho de microbiologia slides
Hanseníase - Trabalho de microbiologia slidesHanseníase - Trabalho de microbiologia slides
Hanseníase - Trabalho de microbiologia slides
 
Adrian e augusto hanse
Adrian e augusto hanseAdrian e augusto hanse
Adrian e augusto hanse
 
áLbum seriado ds ts
áLbum seriado ds tsáLbum seriado ds ts
áLbum seriado ds ts
 
Hanseníase.pptx
Hanseníase.pptxHanseníase.pptx
Hanseníase.pptx
 
Slide doenças sexualmente transmissíveis (dst)
Slide doenças sexualmente transmissíveis (dst)Slide doenças sexualmente transmissíveis (dst)
Slide doenças sexualmente transmissíveis (dst)
 
Doenças Sexualmente Transmissiveis - por Eduarda Minassa Gobbi
Doenças Sexualmente Transmissiveis - por Eduarda Minassa GobbiDoenças Sexualmente Transmissiveis - por Eduarda Minassa Gobbi
Doenças Sexualmente Transmissiveis - por Eduarda Minassa Gobbi
 
Treinamento dst
Treinamento dstTreinamento dst
Treinamento dst
 
Hanseníase janeiro roxo
Hanseníase janeiro roxoHanseníase janeiro roxo
Hanseníase janeiro roxo
 
Lepra luciano 8 b
Lepra luciano 8 bLepra luciano 8 b
Lepra luciano 8 b
 
Aids
AidsAids
Aids
 
O ACS e a Hanseniase- Curso Técnico Agente Comunitário em Saúde
O ACS e a Hanseniase- Curso Técnico Agente Comunitário em SaúdeO ACS e a Hanseniase- Curso Técnico Agente Comunitário em Saúde
O ACS e a Hanseniase- Curso Técnico Agente Comunitário em Saúde
 
O ACS e a Hanseniase- Curso Técnico Agente Comunitário em Saúde
O ACS e a Hanseniase- Curso Técnico Agente Comunitário em SaúdeO ACS e a Hanseniase- Curso Técnico Agente Comunitário em Saúde
O ACS e a Hanseniase- Curso Técnico Agente Comunitário em Saúde
 

Hanseniase

  • 1.
  • 2. O que é Hanseníase? É provocada pelo micróbio – Bacilo de Hensen que atinge principalmente a pele e os nervos. Tem tratamento e cura.
  • 3. Características do Bacilo de Hensen • Micróbio visível apenas ao microscópio. • Tem preferência por áreas do corpo mais frias como a pele e os nervos.
  • 4. Como se transmite a Hanseníase? •A transmissão acontece principalmente por meio das vias respiratórias quando se convive muito tempo com o doente sem tratamento; • Há pessoas sensíveis e pessoas resistentes ao bacilo de Hansen; • A maioria das pessoas é resistente, ou seja, entra em contato com o bacilo e não adoece; •O homem é considerado a única fonte de infecção da hanseníase; •A hanseníase não é hereditária.
  • 5. Como não se pega Hanseníase? • Nas relações sexuais; • Usando o mesmo banheiro; • Beijando e abraçando; • No aperto de mão; • Nos utensílios domésticos; • Por nenhum alimento; • Nas roupas; • Na piscina; • No banco de ônibus; • Em contato com animais; • Em contato com moscas, mosquitos e formigas; • Em águas barrentas; • Pelo sangue; • Pela placenta; • No momento do parto; • No leite materno; • Não é hereditária.
  • 6. • Manchas na pele esbranquiçadas ou avermelhadas; •Diminuição de sensibilidade ao calor, a dor e ao toque no local das manchas.
  • 7. O que a Hanseníase causa: Sinais e Sintomas As manchas: •Não doem; •Não incomodam; •Não coçam; •Não pegam pó pela falta de umidade da pele; •Podem ter queda de pêlo; •Podem ter a sensação de formigamento e dormência; •Queimar-se ou cortar-se sem sentir pode ser sinal de hanseníase, porque o bacilo (micróbio) destrói as terminações nervosas próximas da pele.
  • 9. Hanseníase - Resistência • Todas as pessoas podem ter contato com o bacilo (micróbio) de Hansen, se conviverem com o doente da forma contagiante sem tratamento. • De 10 pessoas, 9 tem resistência natural, suficiente para não adoecer, mesmo tendo contato com o bacilo. Uma pessoa poderá adoecer, apresentando mancha na pele; • Dependendo do grau de resistência individual e, caso não se trate, a doença poderá evoluir para uma das formas mais graves da hanseníase.
  • 10. Formas da Hanseníase Forma I (indeterminada) • Mancha plana. Com alteração geralmente gradual da sensibilidade que pode ser ao calor, à dor e ao toque; • A lesão é mais clara ou um pouco avermelhada do que a tonalidade da pele e pode aparecer em qualquer parte do corpo – costa, nádegas, pernas, braços, rosto... • As manchas não coçam e não doem, o que faz com que a pessoa não procure o serviço de saúde; • Nessa forma inicial, a hanseníase não é contagiosa e a cura é mais rápida e fácil, se não tratada, pode evoluir para outras formas; • A melhor forma para descobrir a doença é estar sempre atento ao seu corpo; • Mancha branca com sensibilidade não é hanseníase e deve ser investigada.
  • 11. Formas da Hanseníase Forma T (Tuberculóide) • Lesões avermelhadas ou esbranquiçadas com bordas elevadas e diminuição e/ou ausência da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato; •Não é contagiosa, não passa de uma pessoa para outra.
  • 12. Formas da Hanseníase Forma D (Dimorfa) • Lesões de cor avermelhada, acastanhada ou ferruginosa com limites imprecisos podendo no centro da mancha não ter alterações; • Mancha com diminuição da sensibilidade ao calor, dor e ao tato; • Quando não tratada é contagiosa.
  • 13. Formas da Hanseníase Forma V (Virchowiana) • Lesões de cor marrom avermelhada, mal delimitadas, espalhadas pelo corpo, podendo ainda aparecer caroços, inchaço no rosto, orelhas, mãos, pés, juntas, queda dos pelos das sobrancelhas e cílios; • Quando não tratada, é contagiosa.
  • 14. Diagnóstico Clínico • É realizado pelo médico, examinando toda a pele da pessoa a procura de manchas dormentes. • Realiza também os testes de sensibilidade ao calor, à dor e ao tato; • Apalpa os nervos do braços , pernas e pescoço. • Procura obter mais informações sobre a pessoa e familiares; • Solicita exames de laboratório.
  • 15. Exames de Laboratório de Apoio Diagnóstico • Baciloscopia Pesquisa a presença de bacilos (micróbios) no organismo da pessoa com suspeita de hanseníase, por meio da coleta da linfa, principalmente nos lóbulos da orelha e cotovelos. • Biópsia É a retirada de um pedacinho da pele da mancha onde será pesquisada a presença do bacilo e alteração típica de cada forma.
  • 16.
  • 17.
  • 18. Tratamento Formas I e T, que têm poucos bacilos (paucibacilar) • Tratamento de seis meses; • Uma dose mensal, supervisionada, tomada no posto de saúde: dois comprimidos vermelhos (rifampicina) e um comprimido branco (dapsona); • Diariamente, em casa, um comprimido branco (dapsona). Formas D e V, que têm muitos bacilos (multibacilar) • Tratamento de doze a vinte e quatro meses; • Uma dose mensal, supervisionada, tomada no posto de saúde: dois comprimidos vermelhos (rifampicina), três comprimidos marrom (clofazimina) e um comprimido branco (dapsona); • Diariamente, em casa, um comprimido branco (dapsona) e um comprimido marrom (clofazimina). IMPORTANTE: • Escolher o horário mais adequado para tomar a medicação em casa, de preferência logo após a ingestão de alimentos; • Quando o tratamento é irregular ou interrompido antes do tempo recomendado, os bacilos que ainda não morreram, podem voltar a se multiplicar prolongando o tempo para a obtenção da cura.
  • 19. • Que a urina pode ficar vermelha quando toma a rifampicina (comprimido vermelho) no dia da dose mensal supervisionada no posto de saúde; • Que a cor da pele pode ficar mais escura devido ao comprimido marrom (clofazimina) principalmente se a pele for exposta ao sol (usar chapéu, filtro solar ou outra forma de proteger a pele); • Após o término do tratamento a cor da pele vai voltando ao normal; • O comprimido vermelho (rifampicina), tomado uma vez por mês, pode diminuir a ação da pílula anticoncepcional. quatro dias antes e quatro dias depois da dose supervisionada, continuar com a pílula e usar preservativo se quiser evitar a gravidez; • Pode haver efeitos indesejáveis (colaterais) das medicações, como em qualquer outra doença.
  • 20.
  • 21. Atenção. Observe! • Olhos – sentir dor, coceira, ressecamento,vermelhidão, presença de corpo estranho, pupilas de tamanhos diferentes e dificuldade para enxergar. • Nariz – dificuldade para respirar, ressecamento, crostas aderidas e sangramento. • Mãos e braços – sentir dor intensa nos cotovelos ou punhos, ressecamento e formigamento nas mãos, fraqueza nos braços derrubando objetos com frequência. • Pés e pernas – sentir dor intensa nas pernas e tornozelos, ressecamento intenso e formigamento nos pés, sensação de fraqueza nas pernas, tropeçando com frequência ou perdendo o chinelo sem perceber. • Dor nas articulações, mal estar, podem ser reação ao tratamento. não deixe de tomar a medicação e também procure a unidade de saúde, mesmo que não seja dia de consulta.
  • 22. O que a Hanseníase não tratada pode causar ? • A hanseníase não tratada pode causar deformidades nas mãos, pés, olhos e nariz.
  • 23. O que a Hanseníase não tratada pode causar ?
  • 24.
  • 25. Quem é o contato? •Toda e qualquer pessoa que resida ou tenha residido com o doente nos últimos 5 anos. Controle dos contatos •Consulta anual com exame dermatoneurológico (da pele e nervos); • Os contatos com diagnóstico confirmado de hanseníase devem começar o tratamento; • Os contatos sadios são encaminhados para vacina b.c.g intradérmica, e orientados sobre sinais, sintomas e auto exame, bem como informações sobre as próximas consultas; • Contato paucibacilar (pb) – 2 consultas. uma por ano; • Contato multibacilar (mb) – 5 consultas. uma por ano; • Este controle é que vai contribuir para a "quebra" da cadeia de transmissão.
  • 26.
  • 27. Direitos • Direito ao convívio familiar e social amplo e irrestrito; • Respeito no atendimento desde a recepção e por todos os profissionais dos serviços de saúde; • Direito de ser atendido nas intercorrências independente de consulta agendada, mesmo após alta; • Direito de receber todos os medicamentos que necessitar.
  • 28. Direitos • Direito de receber tratamento atualizado. • Diagnóstico, tratamento e acompanhamento por equipe multiprofissional capacitada garantindo a atenção integral. • Garantia de atenção na prevenção de incapacidades e tratamento quando estas já estiverem instaladas (órteses e próteses).
  • 29. Deveres • Comparecer aos atendimentos agendados, pela e com a equipe multiprofissional, seguindo suas orientações; • Tomar diariamente a medicação em casa e comparecer mensalmente para dose supervisionada no posto de saúde; • Em caso de mudança de residência, comunicar o novo endereço para seguimento do tratamento em qualquer unidade de saúde; • Orientar a família sobre a necessidade de comparecer à unidade de saúde para exames clínicos e ações preventivas.
  • 30. OBRIGADO PELA ATENÇÃO E BOA SAÚDE PARA TODOS!!!