Folhetim do Estudante - Ano II - Núm. XX

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Folhetim do Estudante - Ano II - Núm. XX

  1. 1. 1do estudanteNúm. XX - ANO II1ª quinzena - Junho/2013Folhetim do estudante é umapublicação de cunho cultural eeducacional com artigos e textosde Professores, alunos, membrosda comunidade da “E. E. MiguelMaluhy” e de pensadoreshumanistas.Acesse o BLOG do folhetimhttp://folhetimdoestudante.blogspot.com.brSugestões e textos para:vogvirtual@gmail.comAgenda... pág. 4Direitos humanos naprática.Inicialmente fazendo um levantamentohistórico dos direitos humanos e seudesenvolvimento no Brasil, e depois umadescrição de algumas práticas comuns nopaís. Os resultados demonstram adiscrepância entre discurso e prática,reforçando a necessidade de se pensarestratégias para a real efetivação dosdireitos para todos.Os direitos humanos são princípiosconsagrados internacionalmente paraproteção, garantia e respeito à pessoahumana.Eles asseguram - a qualquer indivíduo,independente de raça, cor, sexo,nacionalidade, língua, religião, opinião,estado, condição social, time de futebol eorientação sexual - o direito à vida, àliberdade, ao trabalho, à propriedade, àsaúde, à moradia, à educação.De forma sintética, os direitos humanospodem ser classificados como: direitos eliberdades individuais, de caráter civil epolítico - igualdade perante a lei;julgamento justo; ir e vir; liberdade deopinião; de consciência, de movimento,de se reunir e se associar pacificamente,votar e de ser votado, pertencer a partidopolítico, participar de movimentossociais – e liberdades e direitos sociais eeconômicos – moradia, propriedade,trabalho, previdência social, saúde,educação, cultura.Esses e outros direitos consideradosfundamentais derivam dos três princípiosconsagrados pela Revolução Francesa:liberdade, igualdade e fraternidade.Assim, intimidados pela opressão degovernos absolutistas e colonizadoressurgem os primeiros princípios dedireitos humanos. Nas luta pela liberdadee pela vida, contra regimes de opressõeseconômicas, sociais e políticas quedominavam o mundo ocidental daquelaépoca emergem impulsos jamais vistosno reconhecimento de garantiasindividuais e coletivas da pessoahumana, que fossem, sobretudo,respeitados pelo estado e pelos cidadãos.O Brasil é um país “jovem”, com poucomais de quinhentos anos. De antigaColônia Portuguesa desde odescobrimento e ocupação, passandopela condição de Reino Unido a Portugale Algarves com a chegada da FamíliaReal Portuguesa no início do Século XIXe pela Monarquia Imperial que se seguiuà Independência em 1822, à Repúblicaproclamada em 1889, a sociedadebrasileira surgiu e foi se desenvolvendo aimagem e semelhança de seucolonizador. Língua, cultura, costumes,economia, eram importados daMetrópole.O ordenamento jurídico-legal era oimposto pela Coroa Portuguesa, quetinham como fundamento as Ordenações,primeiro Manuelinas, depois Filipinas(sendo que estas vigoraram até o adventodo Código Civil de 1916). Neste período,o destaque negativo é a adoção doregime de trabalho escravo, reduzindo aspessoas negras à condição de coisa (res),sujeitando-as às piores formas desubmissão e humilhação que se temnotícia na história da escravidão,acobertadas sob o manto da legalidadeentão vigente. Em 1888 o regimeescravocrata é formalmente abolido doBrasil, fato que pode ser admitido maiscomo reflexo da Revolução Industrial jáentão efervescente, que pela disposiçãode conceder os ideais de liberdade,igualdade e fraternidade a todas aspessoas humanas que viviam no Brasil. Ahistória ainda mostra que, mesmo com ainstalação da República, os princípios dedireitos humanos seriam paulatinamenteimplementados no Brasil, alternandomomentos de grandes avanços (porexemplo, as conquistas trabalhistas daditadura Vargas, por mais contraditórioque isso possa parecer), comoretrocessos (por exemplo, os AtosInstitucionais que suprimiam direitospolíticos, impostos pelo Regime Militarde 1964-1985). Um grande marco nademocratização do país foi, sem dúvida,a Constituição Federal de 1988,“colocando-se entre as Constituiçõesmais avançadas do mundo”, garantindo,no nível jurídico, os direitosfundamentais.A grande questão que se coloca é: porque, mesmo com uma constituição quedefende e prioriza os direitosfundamentais, no cotidiano esses direitosnão são respeitados? O resultado sãoíndices alarmantes de pobreza e miséria,violência urbana, condições subumanasno sistema prisional, preconceito racial,trabalho infantil, trabalho escravo em suaconcepção atual, altas taxas demortalidade infantil, analfabetismo, faltade educação de qualidade, mádistribuição de renda.O teor da evolução histórica dos direitoshumanos no Brasil, demonstramos queno plano jurídico-legal os direitos egarantias fundamentais encontram-seafirmados, mormente com o advento daConstituição Federal de 1988. Ademocracia instalada e mantidaininterrupta, na execução de políticaspúblicas de afirmação de direitoshumanos pelos diversos governos,independente de suas ideologias ouagremiação partidária, são dois bonsexemplos desta consolidação. O discursoé moderno, coerente, vistoso. Ocotidiano é mais cruel. É difícilidentificar na vida real quem é a pessoahumana destinatária das garantiasteóricas e normatizadas, mormentequando essa pessoa mora ao lado, está ánosso serviço ou é um desconhecido quepassa na rua.Dessa forma, frente à grande distânciaque podemos constatar no Brasil entreuma avançada legislação e a efetivaçãodas leis, lança-se um enorme desafio paraos brasileiros: diminuir as incongruênciasentre o nosso próprio discurso e a nossaprática. Afinal de contas, pra mudar umpaís, também é necessário, além dasgrandes mudanças, que comecemos pormudar o nosso bairro, a nossa rua, anossa casa e, principalmente, a nósmesmos.Luiz Henrique – Ex-aluno doMaluhy, turma 2012Folhetim
  2. 2. 2do estudante ano II junho/2013OPINIÃOJovens vão às ruas e nosmostram quedesaprendemos a sonharPor Andre Borges LopesAOS QUE AINDA SABEM SONHARO fundamental não é lutar pelo direito defumar maconha em paz na sala da sua casa. Ofundamental não é o direito de andar vestidacomo uma vadia sem ser agredida por machosboçais que acham que têm esse direito porquevocê está "disponível". O fundamental não égarantir a opção de um aborto assistido para asmulheres que foram vítimas de estupro ou quecorrem risco de vida. O fundamental não éimpedir que a internação compulsória deusuários de drogas se transforme emferramenta de uma política de higienismosocial e eliminação estética do que enfeia acidade. O fundamental não é lutar contra avenda da pena de morte e da redução damaioridade penal como soluções finais para aviolência. O fundamental não é esculachar ostorturadores impunes da ditadura. Ofundamental não é garantir aos indígenasremanescentes o direito à demarcação das suasreservas de terras. O fundamental não é oaumento de 20 centavos num transportepúblico que fica a cada dia mais lotado eprecário.O fundamental é que estamos vivendo umabrutal ofensiva do pensamento conservador,que coloca em risco muitas décadas deconquistas civilizatórias da sociedadebrasileira.O fundamental é que sob o manto protetor do"crescimento com redução das desigualdades"fermenta um modelo social que reproduz –agora em escala socialmente ampliada – o quehá de pior na sociedade de consumo,individualista ao extremo, competitiva,ostentatória e sem nenhum espaço para asolidariedade.O fundamental é que a modesta redução danossa brutal desigualdade social ainda nãoveio acompanhada por uma esperada reduçãoda violência e da criminalidade, muito pelocontrário. E não há projeto nacional decombate à violência que fuja do discursomeramente repressivo ou da elegia àtruculência policial.O fundamental é que a democratização doacesso ao ensino básico e à universidade porvezes deixam de ser um instrumento deiluminação e arejamento dos indivíduos e daprópria sociedade, e são reduzidos a umapromessa de escada para a ascensão social viatítulos e diplomas, ao som de sertanejouniversitário.O fundamental é que os políticos e grandespartidos antigamente ditos "libertários" e "deesquerda" hoje abriram mão de disputarideologicamente os corações e mentes dosjovens e dos novos "incluídos sociais" e secontentam em garantir a fidelidade dos seusvotos nas urnas, a cada dois anos.O fundamental é que os políticos e grandespartidos antigamente ditos "sociais-democratas" já não tem nada a oferecer àjuventude além de um neo-udenismo moralistaque flerta desavergonhadamente com oautoritarismo e o fascismo mais desbragados.O fundamental é que a promessa da militânciaverde e ecológica vai aos poucos rendendo-seaos balcões de negócio da velha políticapartidária ou ao marketing politicamentecorreto das grandes corporações.O fundamental é que os sindicatos,movimentos populares e organizaçõesestudantis estão entregues a um processo deburocratização, aparelhamento e defesa deinteresses paroquiais que os torna refratários auma participação dinâmica, entusiasmada elibertária.O fundamental é que temos em São Paulo umgoverno estadual que é francamenteconservador e repressivo, ao lado de umgoverno federal que é supostamente"progressista de coalizão". Mas entre a causada liberação da maconha e defesa dainternação compulsória, ambos escolhem ainternação. Entre as prostitutas e a hipocrisia,ambos ficam com a hipocrisia. Entre os índiose os agronegócio, ambos aliam-se aosruralistas. Entre a velha imprensa emboloradae a efervescência libertária da Internet, ambosnamoram com a velha mídia. Entre o estadolaico e os votos da bancada evangélica, amboscontemporizam com o Malafaia. Entre JeanWillys e Feliciano, ambos ficam em cima domuro, calculando quem pode lhes render maisvotos.O fundamental é que o temor covarde emexpor à luz os crimes e julgar os aquelesagentes de estado que torturaram e mataramdurante da ditadura acabou conferindolegitimidade a auto-anistia imposta pelosmilitares, muitos dos quais hoje se orgulhampublicamente dos seus crimes bárbaros – o quenos leva a crer que voltarão a cometê-los selhes for dada nova oportunidade.O fundamental é que vivemos numa sociedadeque (para usar dois termos anacrônicos) vaificando cada vez mais bunda-mole e careta.Assustadoramente careta na política, noscostumes e nas liberdades individuais secomparada com os sonhos libertários dos anos1960, ou mesmo com as esperançasdemocráticas dos anos 1980. Vivemos umagrande ofensiva do coxismo: conservador nasideias, conformado no dia-a-dia, revoltadinhono trânsito engarrafado e no teclado doFacebook.O fundamental é que nenhum grupo políticono poder ou fora dele tem hoje qualquer nívelmínimo de interlocução com uma parte enormeda molecada – seja nas universidades ou nasperiferias – que não se conforma com a falta deperspectivas minimamente interessantes dentrodessa sociedade cada vez mais bundona, caretae medíocre.Os mesmos indignados que se esgoelam nomundo virtual clamando que a juventude e osestudantes "se levantem" contra o governo e ainação da sociedade, são os primeiros a pedirque a tropa de choque baixe a borracha nos"vagabundos" quando eles fecham a 23 deMaio e atrapalham o deslocamento dos seusSUVs rumo à happy-hour nos Jardins.Acuados, os políticos "de esquerda" sehorrorizam com as cenas de sacos de lixopegando fogo no meio da rua e se apressam acondenar na TV os atos de "vandalismo", poismorrem de medo que essas fogueiras causempavor em uma classe média cada vez maisconservadora e isso possa lhes custar preciososvotos na próxima eleição.Enquanto isso a molecada, no seu saudávelinconformismo, vai para as ruas defender –FUNDAMENTALMENTE – o seu direito desonhar com um mundo diferente. Um mundoonde o ensino, os trens e os ônibus sejam dequalidade e gratuitos para quem deles precisa.Onde os cidadãos tenham autonomia dedecidir sobre o que devem e o que não devemfumar ou beber. Onde os índios possam nosmostrar que existem outros modos de vidapossíveis nesse planeta, fora da lógica doagribusiness e das safras recordes. Ondecrenças e religião sejam assunto de foroíntimo, e não políticas de Estado. Onde cadaum possa decidir livremente com quem preferetrepar, casar e compartilhar (ou não) a criaçãodos filhos. Onde o conceito de Democracianão se resuma à obrigação de digitar meiadúzia de números nas urnas eletrônicas a cadadois anos.Sempre vai haver quem prefira como modelode estudante exemplar aquele sujeito valorosoque trabalha na firma das 8 da manhã às 6 datarde, pega sem reclamar o metrô lotado,encara mais quatro horas de aulas meia-bocanuma sala cheia de alunos sonolentos embusca de um canudo de papel, volta para casados pais tarde da noite para jantar, dormir esonhar com um cargo de gerente e umapartamento com varanda gourmet.Não é meu caso. Não tenho nem sombra dedúvida de que prefiro esses inconformados queatrapalham o trânsito e jogam pedra na polícia.Ainda que eles nos pareçam filhinhos-de-papai(ou “manos” da periferia i), ingênuos em seussonhos, utópicos em suas propostas,politicamente manobráveis em suasreivindicações, irresponsavelmente seduzidospelos provocadores de sempre.Desde a Antiguidade, esses jovens ingênuos eirresponsáveis são o sal da terra, a luz do solque impede que a humanidade apodreça nobolor da mediocridade, na inércia doconformismo, na falta de sentido doconsumismo ostentatório, nas milenarespilantragens travestidas de iluminaçãoespiritual.Esses moleques que tomam as ruas e dão acara para bater incomodam porque quebramvidros, depredam ônibus e paralisam otrânsito. Mas incomodam muito mais porquenos obrigam a olhar para dentro das nossaspróprias vidas e, nessa hora, descobrimos quedesaprendemos a sonhar.Do Blog de Luis Nassif, dom, 09/06/2013 -16:04folhetim
  3. 3. 3do estudante ano II junho/2013EXTRAEstudantes de escolas públicasque têm entre 12 a 17 anos egostam de escrever podemparticipar do Concurso literário“Pode pá que é nóis que tá”, quevai dar mais de R$ 2.000,00 emprêmios para os primeiroscolocados.As inscrições começam nasegunda, 27 de maio, e ficamabertas até 31 de julho. Sessentatextos serão selecionados paraintegrar a antologia literária“Pode pá que é nóis que tá –volume II” e os autores dos seismelhores textos receberãoprêmios em dinheiro e um kitcultural.Os participantes devem sermoradores da cidade de SãoPaulo e podem enviar textos emprosa ou poesia com temáticalivre.O regulamento completo está nafan page da Edições Um PorTodos e no site doSarau dosMesquiteiros, que realiza oconcurso em parceria com ocoletivo Mundo em Foco e comapoio de outros grupos culturaisda periferia.Em caso de dúvidas, oparticipante deve enviar e-mailpara: concursopodepa@yahoo.com.br.Vamos lá jovens estudantes,participem !!!!!literaturaMário Mendes Júnior, especialista emassuntos que se referem à África,continente pelo qual tem grandeadmiração e conhecimento, lançou nasexta-feira (14) a obra ´Procura-seJovem Negro Para Salvar o Planeta,da editora Ideas@Work. O livro contacom fotos de Nuno Miguel FortunatoNóbrega.Formado em tecnologia dainformação, área de grande ascensãono mercado desde o boom da internet,Mendes Jr. não se limitou a se dedicara este setor. Há dez anos ele estudacom profundidade a África Austral,região para qual viajou inúmerasvezes.A partir dessas viagens, além de muitaleitura sobre o tema e debates,Mendes Jr. consegue nos apresentaroutra África, próspera, bonita, forte,que pode crescer, a exemplo de outrasregiões, de dentro para fora, a partirde um processo óbvio, porém poucoexecutado: a aceleração doconhecimento do jovem negro.Procura-se Jovem Negro Para Salvaro Planeta é uma obra que almeja maisque alcançar as salas onde se reúnempessoas interessadas pela África, comacadêmicos que insistem em não nosdeixar esquecer esse continente, mas,sim, todos aqueles que se emocionamcom seus tambores, sua cultura e seuslíderes políticos importantes. É umlivro, definitivamente, para descobrira África.folhetim
  4. 4. 4do estudante ano II junho/2013to talkComo dizer os 7pecados capitaisem inglês?Antes vale dizer que pecadocapital em inglês é deadly sin.Assim, para dizer os 7 pecadoscapitais em inglês, anote aí quea combinação é seven deadlysins.Lembre-se que pecado é sin. Ditoisso, chegou a hora de aprendercomo se diz cada um dos 7pecados capitais em inglês.Então, anote aí:gula » gluttonyavareza (ganância) » greedinveja » envyira » wrathvaidade (orgulho) » pridepreguiça » slothluxúria » lustAlgumas destas palavras são bemcomuns no dia a dia. Já outrassão termos mais literários eformais. Um exemploé sloth (preguiça). Esta palavra émuito mais usada no mundoliterário, no dia a dia a palavraé laziness. Vale dizer aindaque sloth é como dizemos bicho-preguiça em inglês.Outra palavra interessanteé wrath (ira). Interessante pois elaexpressa uma nível de raiva acimada palavra anger. Ouseja, anger é o nível normal deraiva, wrath é o nível máximo.www.institutoorange.blogspot.comimagéticoImagens que apontam umainterpretação sobre os fatos e serelacionam com os dois textosiniciais, nesse número, que fazemreferência aos direitos humanos eas manifestações sociais que sedisseminam em todo o país.Manifestação no Largo da Batata - SPGarantia de Direitos humanosaçãoCampanhas e SolidariedadeCampanha TÀ LIMPOA Escola Miguel Maluhy criou umponto de coleta de óleo de cozinhausado para reciclagem em parceriacom a empresa RE-CICLE. Osalunos que disponham desse itempara descarte devem trazer oresíduo engarrafado em PET edepositá-lo em local sinalizadopróximo a sala dos professores noprimeiro pavimento. Essa ação deprestação de serviço econscientização para uma atitudesustentável vai prosseguir até ofinal de 2013 na escola.Doe um AgasalhoA partir do próximo dia 03 de junho aescola estará recebendo doações deagasalhos, roupas e cobertores usados,em bom estado, para ajudar, emparceria com a Organização Anjos daNoite, àqueles que necessitam dessespequenos recursos para suportar esseperíodo de inverno. A campanha seestende até o final do mês de junho,momento no qual pretendemos, juntocom alunos, fazer a entrega dos itenscoletados.folhetim
  5. 5. 5do estudante ano II junho/2013AGENDAEspetáculo: “O Perrengueda Lona Preta”Data: 20/06/2013 – 20h45mLocal – E. E. Com. Miguel MaluhyTrês são os pilares que configurama pesquisa que resultou namontagem da peça “O Perrengue daLona Preta”. Por um lado, o grupoestudou textos que julga de extremaimportância para a compreensão dasforças que operam na manutençãoda ordem vigente. Estão entre osmais importantes: “O senhor e oescravo” de Hegel, ”Para ler o PatoDonald” de Ariel Dorfman eArmand Mattelart”, “O que éideologia” de Marilena Chauí eo capitulo 24 de “O Capital” deKarl Marx. Além dos textosteatrais: “O auto dos noventa e novepor cento” e “A mais-valia vaiacabar seu Edgar” , ambos deOduvaldo Vianna Filho.Outro pilar do trabalho é oestudo do arquétipo cômico, dascenas clássicas de circo, do palhaçopopular, de rua, de feira. Nessapesquisa foi fundamental o livro“Palhaço” de Mario FernandoBolognese. Vale ressaltar que éparte fundamental desse estudo apesquisa de linguagem, que almejacaptar na realidade que nos cerca oselementos simbólicos capazes dedar novo folego as “palhaçarias” dopicadeiro tradicional. Nesse sentido,buscamos na linguagem e no gesto,cuja natureza dinâmica permitevasto leque de criação, dar novovigor as velhas cenas clássicas.Por ultimo, a obra deMikhail Bakhtin, “A CulturaPopular na Idade Média e noRenascimento: o contexto deFrançois. Rabelais” foi de sumaimportância, no sentido em quetrouxe os elementos ambivalentesdo grotesco e do bufão. Elementosesses, que serviram de ponte entre aprimeira pesquisa,preponderantemente teórica, e osexercícios práticos das cenasclássicas de palhaço. Em tempospós-modernos, pós-revolucionários,em que a ordem vigente ganha novofolego e aparência de mundoacabado, quase eterno e limitado, amemória rota nos faz crer que ariqueza é inocente da pobreza, que apobreza e a riqueza vêm daeternidade e para a eternidadecaminham. O bufão precipita essemundo para o “baixo” terrestre ecorporal, que simultaneamentematerializa e eleva, desprende ascoisas da seriedade oficial, dassublimações e ilusões inspiradaspelo medo, e, visa fazer com que eletome um aspecto diferente, maismaterial, mais próximo do homem,mais compreensível.Surge daí “O Perrengue daLona Preta”, um jogo depalhaços/bufões que não tem omenor interesse em que se estabilizeo regime existente e o quadro domundo dominante (impostos pelaverdade oficial), e que tentam,assim, captar o mundo em devir, aalegre relatividade de todas asverdades limitadas de classe, oestado de não-acabamento constantedo mundo, a fusão permanente damentira e da verdade, do mal e dobem, das trevas e da claridade, damaldade e da gentileza, da morte eda vida.FICHA TÉCNICA:“O Perrengue da Lona Preta”Sinopse:O “sagrado” direito apropriedade privada, símbolo dacultura oficial, é reinterpretado no“O Perrengue da Lona Preta”, umespetáculo inspirado na tradiçãocircense. Nele os palhaços Rabiola eChico Remela reconstroem, deforma divertida, os símbolos,pretensamente eternos da ordemvigente.Direção: Sergio CarozziElenco: Joel Carozzi, SergioCarozzi.Figurinos: O GrupoProdução: Henrique AlonsoGrande Arraial do MaluhySábado 22/06/2013 apartir das 10h até ás 18hDanças, comidas, brincadeiras,gincanas e muito mais.Tudo no clima animado de SãoJoão. Compareçam, prestigiem.folhetim

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