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Xilogravura
O que é xilogravura?
A xilogravura se caracteriza por um dos
métodos de impressão mais antigos. Essa
técnica se baseia no corte de uma figura
em superfície de madeira que, em seguida,
é coberta de tinta e, assim, impressa em
outro local, como um tecido ou papel.
A arte da xilogravura é realizada em três
etapas. Trata-se de um processo bastante
minucioso, que requer atenção, habilidade
e alto detalhamento. Confira a seguir o
passo a passo.
Lixe uma placa de madeira plana. O melhor tipo de
madeira para este trabalho é a umburana, madeira
típica do sertão Brasileiro. Você pode usar qualquer
tipo de madeira, no entanto. Comece por uma lixa
bem grossa e depois vai aparando com a mais fina.
Começa-se lixando de uma lixa mais grossa até a
mais fina possível.
Depois de a madeira estar toda lixada, o
segundo passo é o desenho. Você pode desenhar
a imagem que desejar. Use o grafite 6-B para um
melhor resultado. Lembre-se que a imagem deve
ser desenhada ao contrário, ou seja, com o efeito
espelhado. Como o carimbo, por exemplo.
Agora é a hora do entalhe ou corte da
matriz. Você vai cavar a madeira. Para
um melhor resultado, utiliza-se
ferramentas como as goivas e buris.
Corta-se de uma maneira em que fique
em alto relevo somente aquilo que se
quer que imprima no papel.
Esta é a fase da pintura. Usa-se o rolo,
emburrachado, especial para
gravuras, com a tinta gráfica. A tinta
irá pintar somente o que está em alto
relevo.
História da xilogravura
A história da xilogravura é antiga, já que os
seus primeiros registros datam do século V e
aconteceram na China. Logo, a técnica se
expandiu para o Japão, sendo que, em seu
início, o método era usado para imprimir
textos como escrituras budistas.
Na Europa, a história da xilogravura se
confunde com a da comercialização do papel,
no século XIV, e aconteceu, primeiramente, na
Alemanha e na França.
Como uma bela resposta ao crescimento dos livros, as
xilogravuras funcionavam de forma simultânea como
um meio popular de ilustrações. Assim, muitos artistas
utilizavam essa técnica para produzir cenas de
paisagens, da Bíblia e de obras famosas. Logo, o
método despontou como uma forma de tornar as peças
de arte mais acessíveis.
Em seguida, a arte da xilogravura entrou em declínio.
Isso porque métodos de impressão mais sofisticados
foram desenvolvidos. Sendo assim, muitos artistas
preferiram utilizar placas de metal para imprimir em
vez da madeira. No entanto, vale destacar que a técnica
não desapareceu, pois muitos ainda utilizavam a
xilogravura para reproduzir cartazes e folhetos.
No Japão, em 1700, as xilogravuras eram
utilizadas com o objetivo de elaborar imagens
refinadas, em um estilo de arte conhecido como
ukiyo-e. Por meio desse movimento, cenas do
cotidiano e de paisagens eram registradas com
o intuito de mostrar a brevidade da vida.
Assim, com o decorrer do tempo e da história, a
xilogravura encontrou adeptos diversos de
épocas distintas.
Na Europa, a técnica ressurgiu no fim do século
XIX e início do século XX, quando artistas como
Paul Gauguin e Edvard Munch, passaram a
utilizar esse método com o objetivo de levar
inovação às suas obras.
Xilogravura em Pernambuco
J.BORGES
Xilogravura
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Xilogravura

  • 2.
  • 3. O que é xilogravura? A xilogravura se caracteriza por um dos métodos de impressão mais antigos. Essa técnica se baseia no corte de uma figura em superfície de madeira que, em seguida, é coberta de tinta e, assim, impressa em outro local, como um tecido ou papel. A arte da xilogravura é realizada em três etapas. Trata-se de um processo bastante minucioso, que requer atenção, habilidade e alto detalhamento. Confira a seguir o passo a passo.
  • 4. Lixe uma placa de madeira plana. O melhor tipo de madeira para este trabalho é a umburana, madeira típica do sertão Brasileiro. Você pode usar qualquer tipo de madeira, no entanto. Comece por uma lixa bem grossa e depois vai aparando com a mais fina. Começa-se lixando de uma lixa mais grossa até a mais fina possível.
  • 5. Depois de a madeira estar toda lixada, o segundo passo é o desenho. Você pode desenhar a imagem que desejar. Use o grafite 6-B para um melhor resultado. Lembre-se que a imagem deve ser desenhada ao contrário, ou seja, com o efeito espelhado. Como o carimbo, por exemplo.
  • 6. Agora é a hora do entalhe ou corte da matriz. Você vai cavar a madeira. Para um melhor resultado, utiliza-se ferramentas como as goivas e buris. Corta-se de uma maneira em que fique em alto relevo somente aquilo que se quer que imprima no papel.
  • 7. Esta é a fase da pintura. Usa-se o rolo, emburrachado, especial para gravuras, com a tinta gráfica. A tinta irá pintar somente o que está em alto relevo.
  • 8. História da xilogravura A história da xilogravura é antiga, já que os seus primeiros registros datam do século V e aconteceram na China. Logo, a técnica se expandiu para o Japão, sendo que, em seu início, o método era usado para imprimir textos como escrituras budistas. Na Europa, a história da xilogravura se confunde com a da comercialização do papel, no século XIV, e aconteceu, primeiramente, na Alemanha e na França.
  • 9. Como uma bela resposta ao crescimento dos livros, as xilogravuras funcionavam de forma simultânea como um meio popular de ilustrações. Assim, muitos artistas utilizavam essa técnica para produzir cenas de paisagens, da Bíblia e de obras famosas. Logo, o método despontou como uma forma de tornar as peças de arte mais acessíveis. Em seguida, a arte da xilogravura entrou em declínio. Isso porque métodos de impressão mais sofisticados foram desenvolvidos. Sendo assim, muitos artistas preferiram utilizar placas de metal para imprimir em vez da madeira. No entanto, vale destacar que a técnica não desapareceu, pois muitos ainda utilizavam a xilogravura para reproduzir cartazes e folhetos.
  • 10. No Japão, em 1700, as xilogravuras eram utilizadas com o objetivo de elaborar imagens refinadas, em um estilo de arte conhecido como ukiyo-e. Por meio desse movimento, cenas do cotidiano e de paisagens eram registradas com o intuito de mostrar a brevidade da vida. Assim, com o decorrer do tempo e da história, a xilogravura encontrou adeptos diversos de épocas distintas. Na Europa, a técnica ressurgiu no fim do século XIX e início do século XX, quando artistas como Paul Gauguin e Edvard Munch, passaram a utilizar esse método com o objetivo de levar inovação às suas obras.