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ARTE Naiif
Arte, linguagem
visual.
9º ANO - E. Fundamental
APOSTILA DE
1
.Cristiane Spies.
.Fernanda Kupfer da Silva.
Letícia Beltrame Alves
.Letícia Helena Antunes de Souza.
.Margarida Kopalski.
Renata Kupfer da Silva.
Tatiane Gomes da Silva Barragan.
Vanesa Aparecida Oliveira.
ENSINO DE ARTE
S
E
T
R
A
A Cor e sua Aplicação na Arte
formada pela mistura de duas
A cor é o mais importante código
visual. Ela faz parte do nosso dia a
dia impregnado de simbologia e
significados. Na natureza está
distribuída harmoniosamente
inspirando o homem na hora de sua
aplicação nas artes, na moda, até
influenciando nossas emoções e até
o nosso humor. Para melhor
dominar o seu uso enquanto
pigmento, podemos classificar as
cores em: primárias, secundárias,
terciarias e neutras.
Cores Primárias
O amarelo, o azul e o vermelho são
cores primárias. Ou seja, elas são
puras, sem mistura. É a partir delas
que são feitas as outras cores.
Cores secundárias
O verde, o laranja e o roxo são
cores secundárias. Cada uma delas é
primárias.
Cores terciárias
As cores terciárias são
resultantes da mistura de cores
primárias com secundárias.
Cores neutras
O preto o branco e o cinza,
em todas as suas tonalidades, claras
ou escuras formam as cores neutras.
As demais cores, quando perdem o
seu colorido pela excessiva mistura
com o preto, o branco ou o cinza,
também se tornam cores neutras. As
mais comuns são o marrom e o bege.
Cores análogas
São as cores que não apresentam
contraste entre si. Elas são
constituídas de uma base cromática
em comum. São vizinhas no disco
cromático.
2
Tríades
Tríadesignificatrês, e estas também sãofáceisde descobrir. Basta escolher uma
cor da roda de cores e ir para as outrasduas cores quese encontram exatamente a um
terço do caminho em torno da roda.
Vermelho, Amarelo e Azul – A Tríade Primária.
Estas são as cores primárias e geralmente coincidem com item para crianças
(pense nos jogos para crianças, cartoons e brinquedos).
Verde, Roxo e Laranja – A Tríade Secundária
Estas são as cores secundárias, criadas a partir das cores primárias. As outras
cores da roda (cores terciárias) são misturas das cores primárias e secundárias. As
cores terciárias podem também ser combinadas com paletes de Tríades
Pinte o Circulo Cromático
3
Desenho inspirados nas obras de Beatriz Milhazes
1ºPinte o primeiro desenho com cores primárias e o segundo com as cores secundárias.
2º Pinte o desenho abaixo com cores terciárias.
3º Pinte a mandala com cores análogas.
4. Pinte o desenho abaixo com cores complementares.
4
Crie seu desenho inspirado nas obras de Beatriz Milhazes
5
Geometria- Circunferência, Círculos e Esferas
rte e matemática - criatividade, beleza, universalidade, simetria, dinamismo, são
qualidades que frequentemente usamos quando nos referimos quer à Arte quer à
Matemática. Beleza e rigor são comuns a ambas. A Matemática tem um notável potencial
de revelação de estruturas e padrões que nos permitem compreender o mundo que nos rodeia. Desenvolve
a capacidade de sonhar! Permite imaginar mundos diferentes, e dá também a possibilidade de comunicar
esses sonhos de forma clara e não ambígua. E é justamente esta capacidade de enriquecer o imaginário, de
forma estruturada, que tem atraído de novo muitos criadores de Arte e tem influenciado até correntes
artísticas.
Como a história demonstra, a Matemática evolui muitas vezes por motivações de ordem estética.
Como dizia Aristóteles"Os filósofos que afirmam que a Matemática não tem nada a ver com a Estética, estão
seguramente errados. A Beleza é de facto o objecto principal do raciocínio e das demonstrações
matemáticas", e Hardy afirmava que "O matemático, tal como o pintor ou o poeta, é um criador de padrões.
Um pintor faz padrões com formas e cores, um poeta com palavras e o matemático com ideias. Todos os
padrões devem ser belos. As ideias, tal como as cores, as palavras ou os sons, devem ajustar-se de forma
perfeita e harmoniosa."
Até à Renascença a oposição entre Arte e Matemática não tinha grande sentido. Basta olhar para o
gênio universal de Leonardo de Vinci. Hoje a atividade artística reivindica de novo a influência matemática -
Klee, Kandinsky, Vasarely, Corbusier, Xenakis, e muitos outros deixaram-se fascinar pela Matemática que
exploraram com novas possibilidades ópticas, novos algoritmos de criação, novas geometrias (não
euclideanas, fractais, etc.) mais recentemente potenciados pelo uso da computação, síntese sonora, e outras
potencialidades técnicas.
Relembrando:
a) Ponto é a unidade de comunicação mais simples e é representado por uma pequena marca sobre um
determinado espaço ou base.
b) Linha é o deslocamento do ponto. Se o deslocamento acontece numa mesma direção (linha reta), sem
direção definida (linha sinuosa), em linha reta, mas, por vezes, mudando de direção (linha quebrada) e sem
direção definida, depois numa mesma direção, em seguida sem direção definida... (linha mista).
c) Forma é quando uma linha contínua muda de direção algumas vezes e volta ao ponto inicial. Formas
geométricas básicas:
A
6
Circunferência, Círculo e Esfera
A circunferência é uma linha continuamente curvada cujos pontos estão todos na mesma
distância de um ponto central, chamado centro do círculo.
O círculo é a forma geométrica mais enigmática de todas e foi considerada a forma perfeita
pelos nossos antepassados. A forma circular produz um movimento de rotação evidente e possui
enorme valor simbólico. Psicologicamente
representa proteção, instabilidade, totalidade,
movimento contínuo e infinito.
A projeção tridimensional da
circunferência é a esfera, o corpo geométrico
mais perfeito, o que contém um maior
7
volume em um menor espaço e é ela que
define a forma tanto dos átomos como dos
corpos celestes.
Beatriz Milhases - "Sinfonia
Nordestina"
A circunferência e o círculo são talvez os elementos geométricos mais perfeitos e estáveis, embora
carregados de uma grande carga dinâmica. A maioria dos desenhos se inicia pelos círculos e depois
são unidos por linhas, como no exemplo abaixo,
Exemplos!
Crie seu desenho !!!
Passo a passo.
8
As obras de arte: Pontos, Linhas e Formas
o touro . Tarsila do Amaral
Os artistas, ao longo dos séculos se
expressaram com os mais variados tipos
de materiais e elementos gráficos. Os
artistas utilizaram todos os tipos de
linhas e formas nas suas obras, alguns se
expressaram mais com as linhas retas
(Mondrian), outros misturam retas e
curvas (Tarsila) e outros utilizam mais as
curvas (Kandinsky), principalmente os
círculos.
A seguir, exemplo de obras de arte
que mostram os tipos de linhas e formas usados pelos artistas
E
Atividades
Observe oquadro de Tarsila do Amaral e faça uma releitura usando principalmente círculos, esferas
e circunferências.
9
Entenda a diferença entre:
logo, logotipo, marca e logomarca
m grego, “logos” significa conceito, significado. Já “typos” significa símbolo ou
figura. Assim, logotipo significa símbolo visível de um conceito. Exemplo: se um
cliente nos entrega um conceito a ser trabalhado, esse é o logo. A partir desse
conceito, criamos um símbolo gráfico, que é o tipo.
Ambas as palavras têm o mesmo significado. Logotipo é uma forma alternativa da palavra
logo. Um logotipo é composto pelo símbolo e pela tipografia, que juntos formam o logotipo em si.
Explicando de forma mais simples, logotipo é a representação gráfica do nome fantasia de uma
empresa em que só são utilizados o símbolo e a tipografia (letras). É um produto gráfico resultante
do design e também pode ser definido como a imagem da marca. É a forma de representação do
nome de uma empresa com um tipo de letra característico. Exemplos de logotipos são: Google,
Sony, Coca-Cola e vários outros.
O logotipo pode ser registrado através do registro de marca no Instituto Nacional de
Propriedade Industrial – INPI. O nome registro de marca gera uma pequena confusão porque na
verdade o logotipo é que é registrado e não a marca.
O logotipo é uma parte da marca, que deve aparecer nas peças gráficas feitas pela empresa.
Por exemplo, o símbolo de uma empresa não é a marca em si, mas representa o conceito que a
empresa deseja associar à sua marca. Exemplos: Apple e Nike.
Marca
A marca é representada graficamente pela logo e pela identidade visual. Compreende o
símbolo, o logotipo, as emoções e as cores. É o elemento principal da identidade visual da empresa,
é através dela que a empresa será identificada em qualquer lugar, independente do conceito gráfico
em que está inserida. De um ponto de vista geral, a marca pode ser conceituada como a conexão
entre uma empresa, sua missão, valores, visão e consumidores.
Segundo o autor e professor Philip Kotler, conhecido como o “pai do Marketing moderno”, a
marca tem até 6 níveis de significados, que são: benefícios, atributos, valores, personalidade, cultura
e usuário.
Logomarca
É uma palavra praticamente inexistente no vocabulário dos profissionais do mercado 10
publicitário, mas é usada por clientes que a confundem com a palavra logotipo. Muitos a consideram
um neologismo, ou seja, uma palavra que foi inventada, abrasileirada, para a representação de uma
nova forma de logotipo.
O termo é formado pela união de duas palavras: logo + marca. “Logos” vem do grego e
significa significado, conceito. Marca origina-se da palavra germânica “marka” e tem o mesmo
significado do termo “logo.” Sendo assim, logomarca significaria “significado do significado”, o que
não faz sentido.
Questões
1. Em grego o que significa “logos”?
2. Qual a diferença de logotipo e logomarca?
3. Segundo Philip Kotler, conhecido como o “pai do Marketing moderno”, a marca tem até 6 níveis
de significados, quais são:
4. Complete as lacunas:
É uma palavra praticamente no vocabulário dos profissionais do mercado
, mas é usada por clientes que a confundem com a palavra .
Muitos a consideram um neologismo, ou seja, uma palavra que foi ,
, para a representação de uma nova forma de logotipo.
5. Pesquise os principais logotipos e seus significados. 11
6. Crie um logotipo com as suas características próprias.
COR E COMUNICAÇÃO
esde a antiguidade até os dias de hoje as cores são uma representatividade do
nosso mundo. O homem busca a cor para se expressar, citando por exemplo
pinturas corporais de guerreiros antigos e indumentárias de cortes do mundo
inteiro, mostrando nobreza e status.
Você sabia que foram os gregos os primeiros a preocupar-se com o estudo
das cores? Mas também sabemos que os homens pré-históricos já se preocupavam
em colorir seus desenhos nas cavernas (pinturas rupestres) e, para isso, copiavam
as cores da natureza.
Visitando as grandes catedrais, podemos ver os vidrais coloridos e bem trabalhados, tudo
nas cores que para quem está observando entenda a mensagem que deve ser passada. Muitas vezes
dependendo da região, podem ter um significado sem uma descrição ou sendo conhecidos
universalmente como os sinais de trânsito, definidos pelo verde, amarelo e vermelho. Expressões
como “roxo de raiva” ou “vermelho de vergonha” com certeza já foram ouvidas. Não há como
negar, o homem é atraído por uma infinidade de tons e cores.
O mundo que nos cerca é colorido.
Observe a natureza, a cor está em toda
parte e de muitas formas: no mar, no céu,
na terra, no sol, nas florestas, nos
animais, nos pássaros e nas flores. Que
linda é a natureza, tão colorida! Se você
não pode, neste momento, olhar a
natureza, observe as coisas que o cercam.
Observe como a roupa das pessoas é
colorida, os objetos de cozinha, os objetos
de decoração, os meios de comunicação,
as fotografias, a nossa escova de dente!
Significado das Cores
É fato que as cores têm uma grande
influência psicológica sobre o ser
humano. Existem cores que se
apresentam como estimulantes, alegres,
optimistas, outras serenas e tranquilas,
entre outras. Quando o Homem tomou
consciência desta realidade, aprendeu a
usar as cores como estímulos para
encontrar determinadas respostas e, a cor
que durante muito tempo só teve finalidades estéticas, passou a ter também
finalidades e funcionalidades práticas. As cores exercem um papel psicológico
importante. Elas são usadas para estimular, acalmar e no caso da propaganda,
vender. Utilizando-se delas para despertar sensações, atrair e influenciar na
escolha.
A percepção das cores no nosso psicológico depende de vários fatores: o
modo de vida, a cultura, o ambiente, a faixa etária, o sexo, etc. Na China, por
exemplo, a cor do luto é azul. Outras culturas associam branco a morte. Portanto,
dependendo desses fatores, as cores podem ter interpretações e significados
diferentes. No entanto, não devemos ficar presos a elas. Bom senso, harmonia e
adequação são fatores primordiais na escolha das cores.
A publicidade e propaganda não vende assim por dizer, mas busca criar o
estímulo para levar o cliente até o produto ou serviço. Quando a agência de publicidade escolhe a
cor para a campanha ou peça, tenha certeza de uma coisa, foram horas pesquisando a cor. Vejamos
12
D
algumas tabelas mostrando o que cada cor tem como significado na propaganda e elas sendo
aplicadas em marcas conhecidas mundialmente. Cada cor tem seu significado.
O uso das cores na
publicidade
Certamente, você já deve ter
notado que a maioria das lanchonetes
abusa do vermelho e do amarelo, que as
clínicas médicas preferem o branco e os
tons de verde, que os “homens de
negócio” apostam no preto e que as
mulheres dispostas a seduzir preferem o
vermelho. É possível citar uma
infinidade de outros exemplos coloridos,
mas estes são suficientes para
demonstrar que as cores despertam
sensações, manifestam estado de
espírito e influenciam comportamentos.
Então não há como negar que,
psicologicamente, o
homem é atraído pela
infinidade de tons e de
cores.
Nós reagimos de
maneira mais emotiva
do que racional diante
das cores. As cores
exercem um papel
importante no
psicológico. Elas são
utilizadas para
estimular, acalmar,
afirmar, negar, decidir,
curar e, no caso de propaganda...
vender! Por isso a propaganda se utiliza das cores para despertar sensações, atrair e influenciar o
consumo. Imagine as marcas e os produtos sem cores.
Ao trabalhar com campanhas ou produtos publicitários, o diretor de arte não deve proceder
a escolha das cores levando em conta apenas o seu gosto pessoal. Ele precisa primeiramente ter
conhecimentos sobre o significado e a influência das cores, harmonia, luz, contraste, etc. Por isso
todo conhecimento sobre cores é fundamental. Princípios e combinações, formação das cores e
tudo mais vai preparar você para enfrentar o gosto pessoal do atendimento, do dono da agência e
do cliente.
Na publicidade, a combinação das cores está diretamente relacionada ao produto a ser
lançado e ao público que vai consumir o produto. Portanto, ao escolher as cores para um logotipo
ou anúncio, devemos levar em conta os seguintes fatores: PERFIL DA EMPRESA: SENSAÇÃO
DESEJADA: Séria, sólida, tradicional, conservadora, moderna, arrojada, jovem Confiança,
credibilidade, força, fome, alegria, paz, beleza, delicadeza, tranquilidade PÚBLICO ALVO: Jovem,
adulto, homem, mulher, moderno, conservador, nível sociocultural e econômico.
As cores criam identidade. A sequência de anúncios a seguir demonstra o quanto as cores são
capazes criar uma identidade em nossa mente.
Observe que, só pelas cores, é fácil descobrir. As cores criam identidade. As cores criam
identidade para as marcas, deixando-as facilmente reconhecíveis e marcadas na mente dos
consumidores.
13
Complete as frases adequadamente.
1 O Presidente dos Estados Unidos vive na casa…..................................................
2 O planeta Terra também é conhecido por planeta…...........................................
3 Os ingleses bebem muito chá…........................................................................
4 Podemos encontrar os números de telefone de serviços nas páginas…..................
5 As energias renováveis são também conhecidas por energias…..............................
6 O planeta Marte também é conhecido por planeta….............................................
7 Os primeiros filmes realizados eram todos em…..................................................
Nesta atividade vamos fazer a experiência do disco de Newton. Para isso você vai usar um compasso,
um transferidor ou até mesmo um disco de CD como utilitário pra fazer o desenho de um círculo.
Você deverá dividir esse círculo em sete partes iguais e colorir as partes com as cores bem
semelhantes a do arco-íris. Depois de pronto, corte o círculo e use um lápis no centro do disco para
ajudar a girá-lo. Você verá que cor vai surgir dessa experiência.
14
Crie um anuncio para um produto de limpeza,
devemos avaliar os seguintes aspectos:
PERFIL DO PRODUTO .............................................................:
SENSAÇÃO DESEJADA:...............................................................
PÚBLICO ALVO: ...........................................................................
.
Em seguida associe as cores de acordo com o grau de atenção que você deseja despertar.
Harmonize as cores do anúncio com as cores do produto. Não misture muitas cores, não faça um
carnaval colorido, a menos que saiba trabalhar bem a harmonia. Utilize contrastes. Na dúvida, deixe
o fundo branco e o título preto. Não falha nunca, mas corre-se o risco de o anúncio não se
diferenciar.
A
DESENHO DO ANUNCIO
15
A ARTE DO GRAFITE
arte do grafite é uma
forma de
manifestação artística
em espaços públicos. A definição mais
popular diz que o grafite é um tipo de
inscrição feita em paredes. Existem
relatos e vestígios dessa arte deixado
pelo homem através dos tempos em
sua passagem, a manifestação mais
antiga, foram os desenhos feitos nas
paredes das cavernas. Aquelas pinturas rupestres são os primeiros exemplos de grafite que
encontramos na história da arte. Elas representam animais, caçadores e símbolos muito dos quais,
ainda hoje, são enigmas para os arqueólogos, mas que de fato são significantes aos seres daquele
contexto, como uma forma de expressão ou talvez transcrição do momento histórico.
Seu aparecimento na Idade Contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos
Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum
tempo depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.
O grafite está ligado diretamente a
vários movimentos, em especial ao Hip
Hop. Para esse movimento, o grafite é
a forma de expressar toda a opressão
que a humanidade vive,
principalmente os menos favorecidos,
ou seja, o grafite reflete a realidade das
ruas.
O grafite foi introduzido no Brasil no
final da década de 1970, em São Paulo. Os brasileiros não se
contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque
brasileiro. O estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo.
Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de um lado o grafite é
desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de poluição visual e vandalismo. A
pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e
vias públicas. Hoje, para expressar essa arte, os grafiteiros usam látex, tintas em spray. Não pintam
cervos e bisões, mas sim ideias, signos que compõe o visual urbano, talvez o contexto atual,
decorrente de uma evolução. 16
Principais termos e gírias utilizadas nessa arte:
 Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
 Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.
 Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo.
 Tag: é a assinatura de grafiteiro.
 Toy: é o grafiteiro iniciante.
 Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.

Descrição
Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação,
quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como os
brasileiros, “Os gêmeos”, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo, aí incluída
a grande fachada da Tate Modern de Londres, admitem ter um passado de pichadores. Na língua
inglesa, contudo, usa-se o termo graffiti para ambas as expressões.
Desde o início os artistas eram chamados de Writerse (escritores), costumavam escrever os
seus próprios nomes ou chamar a atenção para problemas do governo ou questões sociais da
realidade-em-que-viviam. Tais desenhos eram feitos, na maioria em trens porque o verdadeiro
interesse do grafiteiro era passar aquela mensagem para o maior número de pessoas. Outro modo de
passar a sua mensagem era os muros das cidades. Ocorreu um avanço no mundo do grafite,
grafiteiros criaram os chamados “Tags” que são na verdade como uma marca registada, ou seja, as
suas assinaturas. Alguns até criam figuras, personagens, usados nos seus grafites, as chamadas
“bonecos”. Para finalizar, o grafite surgiu nos EUA e hoje está nas maiores cidades do mundo.
ARTE x VANDALISMO
Qual é o limite??
A legislação brasileira que trata da
aplicação de sanções penais e
administrativas em decorrência de
atividades lesivas ao meio ambiente
(artigo 65 da Lei nº 9.605/ 1998), pune
aquele que “pichar, grafitar ou, por outro
meio, conspurcar edificação ou
monumento urbano”. A pena é de três
meses a um ano e aumenta de seis meses
a um ano se o ato for praticado contra
monumento ou lugares tombado em
virtude de seu valor artístico,
arqueológico ou histórico.
Daí que o legislador, sem muita dificuldade e em boa hora, interpretou a vontade popular e
retirou a grafitagem do limbo, introduzindo-a no rol de condutas lícitas, decretando, em
consequência, sua descriminalização pela Lei nº 12.408, de maio de 2011. De forma expressa,
determina o permissivo legal:
“Não constitui crime a prática de grafite realizada com o objetivo de valorizar o patrimônio
público ou privado mediante manifestação artística, desde que consentida pelo proprietário e,
quando couber, pelo locatário ou arrendatário do bem privado e, no caso de bem público, com a
autorização do órgão competente e a observância das posturas municipais e das normas editadas
pelos órgãos governamentais responsáveis pela preservação e conservação do patrimônio histórico
e artístico nacional”.
Atividades
1) Explique com suas palavras o que é Arte do Grafite.
2) Qual a diferença entre grafite e pichação?
3) Quais as principais termos e gírias utilizadas nessa arte? Explique cada uma delas.
4) Existe diferença entre Vandalismo e Pichação? Qual é a sua punição?
17
5) No processo social de reconhecimento de valores culturais, considera-se que
(A) grafite é o mesmo que pichação e suja a cidade, sendo diferente da obra dos artistas.
(B) a população das grandes metrópoles depara-se com muitos problemas sociais, como os grafites e
as pichações.
(C) atualmente, a arte não pode ser usada para inclusão social, ao contrário do grafite.
(D) os grafiteiros podem conseguir projeção internacional, demonstrando que a arte do grafite não
tem fronteiras culturais.
(E) lugares abandonados e sem manutenção tornam-se ainda mais desagradáveis com a aplicação
do grafite.
6) O grafite surgiu no Brasil nos anos 1970 e hoje é reconhecido mundialmente. Quais artistas
brasileiros possuem obras espalhadas pelo mundo? Comente.
Copie os alfabetos e pinte !
18
Atividade de criação: escreva seu nome em estilo Grafite
19
PINTE!!! Cores complementares
DI CAVALCANTI
Samba –1925
pintor Emiliano Di Cavalcanti nasceu em 6 de setembro de 1897.
Naquela época, o panorama das artes plásticas no Brasil era
bastante desolador: a pouca informação, conjugada ao
tradicionalismo conservador das elites vigentes deixavam o
cenário da pintura a depender ainda de ecos das já ultrapassadas
correntes artísticas europeias.
Nesse contexto, tornaram-se muito importantes as
exposições de Lasar Segall, em 1913, e de Anita Malfatti, em
1917, esta duramente criticada. Esses dois episódios fazem parte
da história de um movimento em direção às correntes
modernistas europeias, que iria culminar na Semana de Arte
Moderna de 1922. Di Cavalcanti já era um artista de talento bastante reconhecido nessa época, e sua
atuação em 1922 foi essencial: o artista foi um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna e uma
referência importantíssima para todo o grupo modernista e, desde então, para a história das artes plásticas
no Brasil.
Di Cavalcanti era um intelectual muito bem informado sobre as vanguardas modernistas do seu
tempo, interessado não só por artes plásticas, mas por outras áreas também. Por isso mesmo, em 1921, o
artista fora convidado a ilustrar o livro “Balada do Cárcere de Reading”, de Oscar Wilde, um dos mais
significativos escritores contemporâneos. Em 1923, Di Cavalcanti realiza viagem a Paris, frequentando o
ambiente intelectual e boêmio da época e convivendo com Picasso e Braque, entre outros, numa relação de
admiração mútua. Sua experiência do contato com o cubismo, expressionismo e outras correntes artísticas
inovadoras, conjugadas à consciência da sua posição de artista brasileiro, concorreram para aumentar a sua
convicção no propósito de ousar e destruir velhas barreiras, colocando a arte brasileira em compasso com o
que acontecia no mundo. Di Cavalcanti sabia estar no caminho certo esteticamente e a viagem a Paris só
reforçou as suas certezas. Entretanto, o ambiente do pintor não era o dos boulevares de Paris: Di Cavalcanti
estava impregnado dos trópicos, de uma atmosfera sensual e quente.
À sua ousadia estética e perícia técnica, marcada pela definição dos volumes, pela riqueza das cores,
pela luminosidade, vem somar-se a exploração de temas ligados ao seu cotidiano, que ele percebia com
O
20
vitalidade e entusiasmo. A profunda inclinação aos prazeres da carne e a vida notívaga influenciaram
sobremaneira sua obra: o Brasil das telas de Di Cavalcanti é carregado de lirismo, revelando símbolos de uma
brasilidade personificada em mulatas que observam a vida passar, moças sensuais, foliões e pescadores. A
sensualidade é imanente à obra do pintor e os prostíbulos são uma de suas marcas temáticas, assim como o
carnaval e a festa, como se o cotidiano fosse um permanente deleitar-se. A originalidade de uma cultura
constituída por um caldo de referências indígenas, europeias e africanas, de forma contraditória e única,
transparece em suas telas através de uma luminosidade ímpar.
Marcada pela evolução constante em direção a uma técnica cada vez mais acurada, a obra de Di
Cavalcanti pode ser situada numa tradição interpretativa do Brasil. Hoje, o pintor é um dos mais populares
artistas brasileiros, alcançando enorme prestígio também no exterior: suas obras são disputadíssimas nos
leilões internacionais, imprescindíveis a todas as coleções latino-americanas. A pintura de Di Cavalcanti
representa toda uma imagem do país no mundo afora, ressaltando a sua exuberância natural e humana: é
indiscutivelmente figura chave da arte brasileira. Todo o seu entendimento tem passagem obrigatória por Di
Cavalcante.
Cinco moças de Guaratinguetá - 1930 - influência cubista
DESENHE AS 3 MOÇAS QUE ESTA FALTANDO E PINTE!
21
QUESTÃO 01 – A presença da mulher mulata caracterizou a obra de um famoso artista brasileiro
que foi:
a- ( ) Di Cavalcante.
b- ( ) Tarsila do Amaral.
c- ( ) Anita Malfatti.
d- ( ) Pablo Picasso.
QUESTÃO 02 – Foi um grande nome do Cubismo brasileiro:
a- ( ) Di Cavalcanti.
b- b- ( ) Tarsila do Amaral.
c- ( ) Pablo Picasso.
d- ( ) Vicente do Rego Monteiro.
QUESTÃO 03 – Dentre os temas retratados na obra do artista Di Cavalcanti, é INCORRETO citar:
a) As praias. b) As favelas. c) As festas populares.
d) Os trabalhadores e as questões sociais. e) A religiosidade.
QUESTÃO 04 - Na década de 20, anos pioneiros do modernismo, artistas como Brecheret, Di 22
Cavalcanti e Tarsila do Amaral expressaram em suas obras a visão de mundo daquele período.
Observe as reproduções a seguir, Respectivamente, de Brecheret, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral,
e assinale a alternativa que corresponde aos conteúdos expressos pelos artistas.
(a) Potência e força; malícia e sensualidade; brasilidade e imaginário popular.
(b) Brasilidade e imaginário popular; religiosidade e espiritualidade; malícia e sensualidade.
(c) Malícia e sensualidade; suavidade e lirismo; dramaticidade e ansiedade.
(d) Brejeirice e volúpia; devoção e espiritualidade; potência e força.
(e) Religiosidade e espiritualidade; dramaticidade e ansiedade; malícia e sensualidade.
Samba 1928 Di Cavalcante Pinte !
Pinte! A obra de Di Cavalcante.
Predominando as cores quentes
23
D
ESTILIZAÇÃO
esde que o ser humano manchou com
lama a parede da caverna pela primeira
vez, surgiu a vontade de reproduzir a
realidade da maneira mais autentica possível.
Com o tempo, essa ideia foi crescendo na mente dos
artistas que partiram em sua busca. E foi nessa que o
público leigo, os admiradores de arte e até mesmo alguns
artistas começaram a definir que a qualidade de uma obra é medida pelo seu “grau” de realismo.
Quanto mais parecido com uma pessoa de verdade, quanto mais “certinha” a perspectiva, quanto
mais fios de cabelos e pelos desenhados um por um, melhor.
Num mundo sem a fotografia, todo esse furor em cima do naturalismo – nome dado às obras
“mais realistas possíveis” – é até compreensivo, mas havia quem buscasse por outras coisas...
Quase em paralelo a todo esse processo, havia artistas que buscavam mais do que realismo:
buscavam expressão e simbologia. Para isso eles se desprenderam da realidade e buscaram por
novas formas de representação. Eis que surgiam os primeiros conceitos de estilização. Havia
também aí a aplicação e a interpretação de cada artista sobre o desenho, formando o estilo
individual. Isso ampliou as possibilidades, trouxe novos
conceitos e novas percepções.
O que é estilizar?
Quando usamos o termo “estilizar” a forma,
estamos nos referindo a fazer uma síntese da forma e a
depurar esta forma, procurando deixar o extremo do
resultado final, de modo que as particularidades sejam
eliminadas e a essência fique representada de tal
maneira que o observador não perca a mensagem
final e que a estética fique preservada. Os
arabescos e os excessos são eliminados e as linhas
principais permanecem deixando a ideia
fundamental.
Mas, assim como tudo o que existe, temos que
criar regras que confiram unidade e uma certa
lógica a este universo. Um artista brasileiro que se
destaca no cenário mundial com sua arte pop é
Romero Britto. A grande característica de suas
obras é o emprego de desenhos com formas
24
Exemplos:
estilizadas geometrizadas e cores bem vibrantes. Nasceu no Recife, em 1963. Começou pintando
em jornais o em qualquer folha que encontrava..
ATIVIDADES
2- Utilizando suavemente o lápis, faça a estilização de cada objeto representado. Olhe a forma
geométrica de cada objeto. A estilização deve ser simples, sem tirar a característica do objeto.
25
FORMAS NATURALISTAS
3- Recorte dois exemplos deformas naturalistas e cole no lugar indicado. Em
seguida, desenhe a forma estilizada das figuras recortadas.
26
FORMAS ESTILIZADAS
M
4- Pinte a releitura de Romero Brito utilizando cores primárias e secundárias.
27
Claude Monet
Monet: um dos maiores representantes do impressionismo
onet nasceu na França, no ano de 1840. Tornou-se um grande pintor e um dos
mais importantes representantes do impressionismo. Foi uma de suas pinturas,
“Impressão: Nascer do Sol”, que deu nome ao movimento artístico
impressionista.
O começo de sua carreira artística foi marcado por dificuldades financeiras. Porém, na década
de 1870, começou a obter sucesso. Suas obras de arte seguiam, como temática principal, as
paisagens da natureza. Trabalhava de forma harmônica as cores e luzes, criando imagens belas e
fortes. Neste contexto artístico, podemos citar a série de pinturas que realizou sobre a catedral de
Rouen (1892-1894), onde o artista retratou a construção em diversos momentos do dia, com
variações de luminosidade.
Vale a pena destacar também as obras de arte com temas aquáticos como, por exemplo, os
murais que realizou no Museu I‟ orangerie.
Antes de completar 15 anos de idade, Monet
já era conhecido em Le Havre - a cidade para onde
sua família mudara, vinda de Paris -, pois os retratos
de personalidades importantes que ele fazia
começavam a ficar famosos.
Ainda jovem, Monet descobriu as gravuras do
artista japonês. Essas duas formas de arte, tão
díspares, o atraem para a luz e a cor, fazendo com
que abandone a preocupação com os contornos.
Boudin, pintor de marinhas, mostra-lhe o
encanto das águas, dos céus e das flores, que Monet
conservará até o fim da vida. Seus primeiros quadros
importantes, anos mais tarde, retratariam figuras ao ar livre ("Almoço na relva", de sua esposa,
Camille, será uma das poucas telas de Monet em que a figura humana predominará.
Em 1857, vai a Paris e frequenta a Academie Suisse, onde conhece Pissarro, amizade que
manterá por toda a vida. Um breve período de interrupção na sua carreira, quando prestou serviço
militar na Argélia, serviu para despertar-lhe um breve período de interrupção na sua carreira,
quando prestou serviço militar na Argélia, serviu para despertar-lhe maior interesse pela luz e pela 28
cor do norte da África.
De volta a Paris, frequentou o ateliê de Charles Gleyre, onde entrou em contato com Renoir,
Sisley e Bazille. Em 1871, a guerra franco-alemã levou-o a mudar-se para Londres, onde frequentou
os museus e descobriu a obra de Turner.
Cor e luz
Em 1874, seus trabalhos e os de outros pintores antiacadêmicos foram rejeitados pelo Salão
Oficial dos Artistas Franceses. Como resposta, eles realizaram uma exposição, num estúdio do
Boulevard des Capucines, à qual deram o título de Sociedade Anônima dos Artistas Pintores,
Escultores, Gravadores, etc., também chamada de Salão dos Recusados. Monet expõe, então, seu
quadro "Impressão: o sol nascente". Um jornalista, zombando do grupo, chamou-lhes de
"impressionistas". Assim nascia o movimento chamado Impressionismo, que revolucionou a pintura
moderna. O grupo separou-se cerca de dez anos depois. Claude Monet já se achava instalado, desde
1883, em Giverny, onde continuaria a pintar até o fim da vida.
Monet preocupou-se, cada vez mais, em só pintar objetos nos espaços abertos, sejam flores,
sejam catedrais, mas não em função de suas formas: estas se originam da luz, que o artista procura
captar. Cor e luz devem criar a forma e devem criar a forma e o espaço; este último é abandonado
como fator estrutural. Monet fragmenta sua pincelada, clareando e avivando sua paleta. Em sua luta
por captar a luz, reproduz a mesma cena inúmeras vezes, em horas diferentes do dia, cada uma sob
uma nova luminosidade.
De 1900 a 1926 trabalha na série "Nymphéas", em 19 painéis, oferecidos ao governo francês e
colocados na Oranmgerie, no Jardin des Tuilleries, Paris. É um hino à natureza em todo o seu
esplendor
Monet morreu em 1926, na França, deixando um legado artístico reconhecido até os dias
atuais. Alguns críticos de arte consideram Monet um dos mais importantes pintores de todos os
tempos.
Camille Monet em um Banco de Jardim (1873)
E Dê continuidade ao desenho
29
Questão 01) A obra de Claude Monet tem como característica a supremacia:
A. Do desenho sobre a cor
B. Das sombras sobre a luz
C. Da verticalidade sobre a horizontalidade
D. Da cor sobre o desenho
QUESTÃO 02 Ao contrário da maioria dos demais estilos artísticos, o Impressionismo tem ano e
local de criação bem definidos, isso ocorre, pois:
a) a obra que inaugura o movimento é o quadro Impressão ao Nascer do Sol de Renoir, de 1872;
b) a obra “A bailarina” de Edgar Degas inaugurou o movimento;
c) a obra Impressão Sol nascente de Paul Gauguin inaugura o movimento;
d) a obra O lago dos nenúfares de Claude Monet de 1872, inaugurou o movimento;
e) N.D.A
QUESTÃO 03 Foi um movimento artístico que surgiu na pintura européia do século XIX, o nome do
movimento é derivado da obra Impressão, nascer do sol (1872).
O texto faz uma clara referência ao:
a) Expressionismo, que tem como seu principal expoente Vicent van Gogh;
b) Naturalismo, que tem como seu principal expoente Degas; 30
c) Impressionismo que tem como seu principal expoente Edgar Degas;
d) Impressionismo, inaugurado com Claude Monet;
e) Impressionismo, inaugurado com Édouard Manet;
QUESTÃO 04 - Em busca de maior naturalismo em suas obras e fundamentando-se em novo
conceito estético, Monet, Degas, Renoir e outros artistas passaram a explorar novas formas de
composição artística, que resultaram no estilo denominado Impressionismo. Observadores atentos
da natureza, esses artistas passaram a:
a) retratar, em suas obras, as cores que idealizavam de acordo com o reflexo da luz solar nos objetos.
b) usar mais a cor preta, fazendo contornos nítidos, que melhor definiam as imagens e as cores do
objeto representado.
c) retratar paisagens em diferentes horas do dia, recriando, em suas telas, as imagens por eles
idealizadas.
d) usar pinceladas rápidas de cores puras e dissociadas diretamente na tela, sem misturá-las antes
na paleta.
e) usar as sombras em tons de cinza e preto e com efeitos esfumaçados, tal como eram realizadas no
Renascimento.
Edvard Munch
Edvard Munch foi um pintor norueguês, nascido em Oslo no ano de 1863. Suas obras
inspiraram uma corrente artística moderna, sendo considerado o precursor do expressionismo
alemão.
Teve uma vida familiar muito conturbada, pois sua mãe e uma irmã morreram quando ele
ainda era jovem. Outra irmã tinha problemas mentais (bipolaridade). Seu pai tinha uma vida
marcada pelo fanatismo religioso. Para complicar, Munch ficou muito doente durante a infância. Já
adulto, começou a apresentar um quadro psicológico conturbado e conflituoso, alguns estudiosos
afirmam que o pintor, provavelmente, possuía transtorno bipolar.
Abordava temas relacionados aos sentimentos e tragédias humanas (angústia, morte,
depressão, saudade). Além disso, retratava pinturas de imagens desfiguradas, passando uma
sensação de angústia e desespero, pela forte expressividade no rosto das personagens retratadas.
Em 1892, Munch já fazia parte da vanguarda intelectual de Berlim, quando preparou uma
exposição para a União dos Artistas. Continuando no mesmo tema, pintou a obra que o nabilizou,
“O Grito” (1893), feita em quatro versões, a obra é um retrato perfeito de uma figura desesperada
onde seu grito parece silencioso, um átimo de horror sufocado, mudo.
Entre 1908 e 1909, Munch esteve numa clínica psiquiátrica em Compenhague, na Dinamarca.
Ele mesmo tomou o trem e se apresentou na clínica, ciente de que precisava de ajuda. Achava que
diabos o perseguiam. Ouvia vozes, tinha alucinações e insônia, bebia demais e sofria paralisações
súbitas.
Depois de oito meses internado, recebeu alta, cortou o cigarro e o excesso de bebida passando
a pintar quadros mais leves, mais extrovertidos. O primeiro tema que explorou repetidamente foi o
sol – o astro, a luz e o amarelo. Chegou a pintar naturezas mortas, inspirado na produção agrícola da
própria fazenda nos arredores de Oslo. Em seus últimos anos de vida, pintou uma série de
autorretratos.
Edvard Munch faleceu em Oslo, Noruega, no dia 23 de janeiro de 1944, época em que a Noruega e
seu corpo foi velado em uma pomposa cerimônia nazista
.
PrincipaisCaracterísticas
As obras de Munch revelam um espírito trágico, repleto de doença e morte. Esses temas
foram recorrentes na infância do artista, haja vista que perdeu sua mãe e irmãs na juventude. Além
disso, ficou muito enfermo e fraco. Por este motivo, solidão, melancolia, angústia, desespero,
depressão e saudade são assuntos frequentes nas representações de Munch. É comum, portanto, nos
depararmos com pinturas e gravuras de rostos sem feições ou desfigurados, com expressões
distorcidas e quase espectrais.
31
EDVARD MUNCH:
UM GRITO INFINDÁVEL
O grito (1893)
Em 1893 pinta “O Grito”. É uma obra efetuada em óleo,
têmpera e pastel em cartão de pequenas dimensões: 91 x 73.5 cm.
Há uma série de fatores que influenciaram Munch para a realização
deste quadro.
Desde um período em que esteve doente em Nice, em 1892.
Edvard escreveu em seu diário o momento que por certo o inspirou a pintar a sua obra: “Estava a
passear cá fora com dois amigos, e o Sol começava a pôr-se - de repente o céu ficou vermelho, cor de
sangue - Parei, sentia-me exausto e apoiei-me a uma cerca – havia sangue e língua de fogo por cima
do fio de azul-escuro e da cidade – os meus amigos continuaram a andar e eu ali fiquei, de pé, a
tremer de medo – e senti um grito infindável a atravessar a Natureza”.
Obra mais famosa do pintor norueguês e um dos marcos maiores do Expressionismo, em “O
Grito”, o desespero e a angústia tomam enormes proporções. Detalhe curioso dessa obra é que ela
retrata um personagem andrógeno, em uma situação de desespero e angústia existencial.
O quadro “O Grito” tornou-se uma das obras de arte mais reconhecidas em todo o mundo só 32
suplantada pela “Mona Lisa" de Leonardo Da Vinci. Mas o que tornará esta obra de arte tão famosa
e apelativa? Será a misteriosa figura central do seu quadro? Será a dor intensa que este personifica?
Serão as cores tortuosas que nos tocam a alma? Será uma identificação que inconscientemente
fazemos quando somos confrontados com a sua angústia?
. “A arte também é a expressão da vida aprisionada num quadro”. Essa frase se enquadra
perfeitamente para falarmos na obra O Grito, de Edvard Munch. Inspirados nas releituras abaixo,
reflita sobre os fatos de nossas vidas e tente relacioná-la com a pintura de Munch.
Pinte a tela abaixo com as cores quentes.
33
A partir das reflexões sobre o quadro O
Grito, crie uma releitura cujo objetivo é
relacionar fatos desesperadores de nossa
realidade (políticos, sociais, ambientais e
outros) como referência para sua criação
artística. Utilize a técnica de colagem
para fazer a composição de sua releitura.
Use as imagens abaixo como fonte de
inspiração.
34
HISTÓRIA DA MÚSICA
BRASILEIRA
A música do Brasil se formou a partir da
mistura de elementos europeus, africanos e
indígenas, trazidos por colonizadores portugueses,
escravos e pelos nativos que habitavam o chamado
Novo Mundo.
Outras influências foram se somando ao longo
da história, estabelecendo uma enorme variedade de
estilos musicais. Na época do descobrimento do
Brasil, os portugueses se espantaram com a maneira de vestir dos nativos e a maneira como eles
faziam músicas:
Cantando, dançando, tocando instrumentos (chocalhos, flautas, tambores).
O maracá era um instrumento muito apreciado pelos índios tupis da costa do Brasil, e os
índios costumavam dançar em círculos cantando e batendo os pés. Um dos cantos dos tupis era
dedicado a uma ave amarela, uma espécie de arara, que eles chamavam “Canide ioune” (ave amarela
na língua tupi).
A música brasileira mistura elementos de várias culturas, principalmente as chamadas
culturas formadoras, que eram a dos colonizadores portugueses (europeia), a dos nativos (indígena)
e a dos escravos (africana). É difícil dizer com certeza, quais foram os elementos de origem, mas
sabemos que alguns instrumentos musicais, por exemplo, são tradicionais de certas culturas.
Os primeiros professores de música no Brasil foram os padres Jesuítas, responsáveis pela
catequese dos indígenas, a partir de 1549. No sul do Brasil, os Jesuítas construíram as Missões, que
era um projeto que além de levar cultura aos índios guaranis, também os ensinavam a religião
católica, agricultura, e música vocal e instrumental, criando após dez anos, orquestras inteiras só de
guaranis.
Um filme que retrata muito bem a catequese feita na America do Sul pelos padres Jesuítas é o
Filme “THE MISSION” (gravado em 1986), do Diretor Roland Joffé, com o ator Robert de Niro no
papel principal.
O mais famoso padre jesuíta das Missões foi o padre José de Anchieta (1534-1597), criador de
muitas peças de teatro didáticas, que tinham a função de ensinar a religião de uma forma criativa e
espetacular aos índios.
Os padrões de interpretação e estilo, obviamente eram todos da cultura europeia, e o objetivo
era acima de tudo catequético, com escassa ou nula contribuição criativa original da parte dos
índios.
Com o passar dos anos, os índios remanescentes dos massacres e epidemias aos quais
sofreram durante todo esse período, foram se retirando para regiões mais remotas do Brasil, fugindo
do contato com o homem branco, e sua participação na vida musical nacional foi decrescendo, até
quase desaparecer por completo.
Os indígenas não deixaram seus traços na construção da música brasileira, apenas em alguns
gêneros folclóricos, mas de forma bem passiva, perante a imposição da cultura colonizadora. Até o
19 Portugal foi a maior das influências na construção da música brasileira, erudita e popular, porque
35
introduziu a música instrumental, harmônica, a literatura musical e boa parte das formas musicais
cultivadas no país ao longo dos séculos, ainda que diversos elementos fossem de origem europeia e
não portuguesa.
Ao longo do tempo o intercâmbio cultural com outros países além da metrópole portuguesa,
trouxeram vários elementos musicais típicos de outros países, que se tornariam importantes, como
as óperas italiana e francesa, e as danças típicas de outros países, como a zarzuela, o bolero e a
habanera de origem espanhola, as valsas e polcas alemãs, e o jazz norte americano tiveram também
sua participação e transformação dentro da construção da música brasileira.
Até o início do século 18 a maior parte da música erudita era praticada apenas na Bahia e
Pernambuco (estados localizados no norte do Brasil), mas no final do século 18, essa grande fusão
de diversos elementos melódicos e ritmos africanos começaram a dar a música popular, uma
sonoridade tipicamente brasileira, que se espalhou por todo o país e formou os primeiros nomes da
música brasileira.
MÚSICA BRASILEIRA- JOVEM GUARDA
Jovem Guarda foi um movimento surgido na segunda metade da década de 60, que mesclava
música, comportamento e moda. Surgiu com um programa televisivo brasileiro exibido pela Rede
Record, a partir de 1965. Os integrantes do movimento foram influenciados pelo Rock and
Roll da década de 50 e 60. Com isso, faziam uma variação nacional do rock, batizada no país de "Iê-
Iê-Iê", com letras românticas e descontraídas.
A expressão Jovem Guarda começou a ser 36
usada com a estreia do programa de
auditório que tinha esse nome, na TV Record,
em 1965. Foi comandado por Roberto
Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa que
apresentavam ao público os principais artistas
ligados ao movimento. O programa tornou-
se popular e impulsionou o lançamento de
roupas e acessórios. O movimento foi
identificado como do público jovem, porém,
agradou pessoas de todas as idades.
Entre os artistas do movimento destacaram-
se Celly Campelo, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Vanusa, Eduardo
Araújo,Silvinha, Martinha, Arthurzinho, Ronnie Cord, Ronnie Von, Paulo Sérgio, Wanderley
Cardoso,Bobby di Carlo, Jerry Adriani, Rosemary, Leno e Lilian, Demétrius, Os
Vips, Waldirene, Diana (cantora), Sérgio Reis, Sérgio Murilo, Trio Esperança, Ed Wilson, Evaldo
Braga e as bandas, Os Incríveis, Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys e The Fevers. Entre os
principais sucessos estão "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno"; "Festa de Arromba"; "Pare o
Casamento"; "Garota do Roberto"; "Biquíni de Bolinha Amarelinha"; "Meu Bem"; "Eu Daria a
Minha Vida"; "O Bom"; "Roda Gigante"; "Rua Augusta"; "Namoradinha de um Amigo Meu";
"Ternura"; "O Caderninho"; "Tijolinho"; "Feche os Olhos"; "A Festa do Bolinha"; "O Bom Rapaz" e
"Menina Linda". A partir dos anos de 1990, regravações da Jovem Guarda feitas por outros grupos
fizeram sucesso entre os adolescentes.
Em
ROCK
1951 um ritmo musical
pouco convencional surge e
chama a atenção por ser
diferente de tudo que existia até então e passa a
cativar rapidamente aquela geração e as que vieram
a seguir, até os dias atuais… É o rock ou rock in
roll que veio para ficar! Seus primeiros toques
aparecem em um programa de rádio, no estado de
Ohaio, Estados Unidos.
Seu ritmo tinha como base duas guitarras elétricas, um contrabaixo e uma bateria, mas claro
que outros instrumentos e variações poderiam ser adicionados. Muito mais que um gênero musical,
o rock criou também uma referência de comportamento para milhares de pessoas, principalmente
jovens, que passaram a viver um estilo mais despojado e moderno de se vestir, agir e falar.
Década de 60
Tal período foi o mais popular e prolífero do Rock. A combinação do movimento antiguerra
e o crescimento do uso de drogas registrado na época originou o pensamento da década. Bandas
famosíssimas como Beatles, Rolling Stones, The Doors e Pink Floyd surgiram. Foi neste
período que surgiu o famoso lema: “Sexo, drogas e Rock’n’Roll.” 37
Década de 70
Nesta fase, a “agressividade” do Rock dos anos 60 havia se esfriado um pouco,
proporcionando o retorno de um estilo mais direto e primitivo. Foi na década de 70 que surgiu
o punk rock, o conceito do “faça você mesmo” tomou conta do mundo inteiro através das
bandas The Ramones, Iggy Pop & The Stooges e Sex Pistols.
Além destes, outros lendários grupos musicais surgiram neste
período: Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep
Purple, KISS e Aerosmith, por exemplo.
Década de 80
Foi marcada pelo peso, atitude e a comercialização. Na
questão do peso, surgiu o Heavy Metal, representado por bandas
como Iron Maiden e Judas Priest. Além disso, nos anos 80
surgiu o Alternative Rock, gênero musical criado pelas
bandas undergrounds que não tinham apoio das grandes
gravadoras e que passaram a lançar seus discos de forma
independente.
Década de 90
Sem dúvida, foi a época do hard rock, liderado pela banda Guns N'Roses(para se ter uma
ideia, o estoque dos discos da banda não duravam nem 24 horas nas lojas). Também
foi na década de 90 que surgiu o “grunge”, estilo que tem como características musicais o menor
cuidado na polidez do som (grunge tem um significado próximo a "sujo" na língua inglesa) e a
O
criação de letras relacionadas com a depressão e a angústia. Algumas importantes bandas desta
fase: U2, Pearl Jam, Nirvana, Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers, Dream
Theater, Coldplay, Blink-182 e Green Day.
Cenário atual
No início do século atual, o Rock começou a perder grande parte de seu espaço para o Pop.
Contudo, uma nova vertente do estilo, a qual relaciona o rock com a diversidade da música surgiu.
Assim, se tornou um elemento crucial para os rockeiros do século XXI a aceitação
da heterogeneidade e a exaltação de toda a história do rock.
HISTÓRIA DO SAMBA NO BRASIL
samba foi introduzido no Brasil no período colonial pelos escravos africanos sendo,
portanto um estilo que provém da fusão entre as culturas africana e brasileira.
Inicialmente, as festas de danças dos negros escravos na Bahia eram chamadas de
"samba". A manifestação durante muito tempo foi considerada um estilo de música e dança
criminalizado e visto com preconceito, devido
às suas origens negras.
Em 1917 foi gravado no Brasil o primeiro
samba com o título: "Pelo Telefone", com letra
de Mauro de Almeida e Donga, cantado por
Bahiano. Há controvérsias sobre a origem da
palavra "samba", mas provavelmente advém do
termo africano "semba" que significa
"umbigada".
O samba está presente em todas as
regiões brasileiras, modificando-se conforme o
local, sendo que os mais conhecidos são:
 Samba da Bahia
 Samba Carioca (Rio de Janeiro)
 Samba Paulista (São Paulo)
Assim, dependendo do Estado modificam-se os ritmos, as letras, o estilo de dançar e até mesmo os
instrumentos que acompanham a melodia. Com o passar do tempo, o samba foi conquistando o
público em geral e adquirindo um lugar de destaque entre os principais elementos da identidade
cultural brasileira.
Principais Tipos de Samba
 Samba de roda: o samba de roda está associado à capoeira e ao culto dos orixás. Essa variante
de samba surgiu no Estado da Bahia no século XIX, caracterizado por palmas e cantos, no qual os
dançarinos bailam dentro de uma roda.
38
 Samba-enredo: associado ao tema das escolas de samba, o samba-enredo é caracterizado por
apresentar canções com temáticas de caráter histórico, social ou cultural. Essa variante de samba,
surgiu no Rio de Janeiro na década de 30 com o desfile das escolas de samba.
 Samba-canção: chamado também de "samba de meio de ano", o samba canção surge na década
de 20 no Rio de Janeiro e se populariza no Brasil nas décadas de 1950 e 1960. Esse estilo é
caracterizado por músicas românticas e ritmos mais lentos.
 Samba-exaltação: o marco inicial desse estilo de samba é a música "Aquarela do Brasil" de
Ary Barroso (1903-1964), lançada no ano de 1939. Caracterizado por letras que apresentam
temas patrióticos e ufanistas.
 Samba de gafieira: Esse estilo de samba é derivado do maxixe e surgiu na década de 40. O
samba de gafieira é uma dança de salão cujo homem conduz a mulher acompanhados por uma
orquestra com ritmo acelerado.
 Pagode: Essa variante do samba surgiu no Rio de Janeiro na década de 70, a partir da tradição
das rodas de samba. Caracterizado por um ritmo repetitivo com instrumentos de percussão
acompanhados de sons eletrônicos.
Pintura de Rugendas que revela as origens do samba no país, o qual era praticado pelos negros
africanos 39
fiISTÓRIA DA MÚSICA SERTANEJA
O subgênero musical “sertanejo” é totalmente brasileiro. Na
verdade, o sertanejo é uma variação ou uma “urbanização”, se é que
podemos assim dizer, da música caipira, onde são utilizados
instrumentos artesanais e típicos do Brasil-colônia, como a viola, o
acordeão e a gaita, algo voltado para o público extremamente rural
do Brasil.
O sertanejo se caracteriza pela melodia simples e melancólica
das músicas, bem semelhante à música caipira, talvez um pouco mais dançante e sem dúvida, mais
urbana. Enquanto a música caipira tinha uma temática baseada na vida do campo, os sertanejos
mudaram essa temática para agradar o grande público das cidades, adotando temas como amor e
traição. Ocorreu o cuidado particular em se evitar o termo “caipira”, visto com preconceito por
grande parte da população.
Foi em 1929 que surgiu a música sertaneja como se conhece hoje. Ela nasceu a partir de
gravações feitas pelo jornalista e escritor Cornélio Pires de "causos" e fragmentos de cantos
tradicionais rurais do interior paulista, norte e oeste paranaense, sul e triângulo mineiros, sudeste
goiano e matogrossense. Na época destas gravações pioneiras, o gênero era conhecido como música
caipira, cujas letras evocavam o modo de vida do homem do interior (muitas vezes em oposição à
vida do homem da cidade), assim como a beleza bucólica e romântica da paisagem interiorana
(atualmente, este tipo de composição é classificado como "música sertaneja de raiz", com as letras
enfatizadas no cotidiano e na maneira de cantar).
A partir de 1980, houve no Brasil uma grande exploração comercial da música sertaneja,
começando com Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo, passando posteriormente para uma
grande quantidade de duplas, tendo seu auge entre os anos de 1988 e 1990. Atenta, a indústria
fonográfica lançou na década de 2000 um movimento similar, chamado sertanejo universitário.
MÚSICA BRASILEIRA
1- Entrega da letra para leitura.
2- Audição – tocada- CD.
3- Discussão oral sobre a música.
4- Interpretação da música com desenho representativo.
5- Elaboração de paródia.
Fio de Cabelo
Chitãozinho& Xororó
Quando a gente ama
Qualquer coisa serve para
relembrar
Um vestido velho da mulher
amada
Tem muito valor
Aquele restinho do perfume dela
que ficou no frasco
Sobre a penteadeira
Mostrando que o quarto
Já foi o cenário de um grande
amor
E hoje o que encontrei me deixou
mais triste
Um pedacinho dela que existe
Um fio de cabelo no meu paletó
Lembreide tudo entre nós
Do amor vivido
Aquele fio de cabelo comprido
Já esteve grudado em nosso suor
Quando a gente ama
E não vive junto da mulher amada
Uma coisa à toa
É um bom motivo pra gente
chorar
Apagam-se as luzes ao chegar a
hora
De ir para a cama
A gente começa a esperar por
quem ama
Na impressão que ela venha se
deitar
E hoje o que encontrei me deixou
mais triste
Um pedacinho dela que existe
Um fio de cabelo no meu paletó
Lembreide tudo entre nós
Do amor vivido
Aquele fio de cabelo comprido
Já esteve grudado em nosso suor
40
À Sua Maneira
Capital Inicial
Ela dormiu no calor dos meus
braços
E eu acordei sem saber se era um
sonho
Algum tempo atrás pensei em te
dizer
que eu nunca cai nas suas
armadilhas de amor Naquele
amor
A sua maneira
Perdendo o meu tempo a noite
inteira
Não mandarei cinzas de rosas
Nem penso em contar os nossos
segredos
Naquele amor
A sua maneira
Perdendo o meu tempo a noite
inteira
Ela dormiu no calor dos meus
braços
E eu acordei sem saber se era um
sonho
Algum tempo atrás pensei em te
dizer
que eu nunca cai nas suas
armadilhas de amor
Naquele amor
A sua maneira
Perdendo o meu tempo a noite
inteira
Naquele amor
A sua maneira
Perdendo o meu tempo a noite
inteira
Eu Sou Terrível - Roberto
Carlos
Músicas Jovem Guarda
Eu sou terrível, e é bom parar
De desse jeito, me provocar
Você não sabe, de ondu venho
O que eu sou, e o que tenho
Eu sou terrivel
Vou lhe dizer, e ponho mesmo,
pra derreter
Estou com a razão no que digo
Não tenho medo nem do perigo
Minha caranga é maquina quente
Eu sou terrível
E é bom parar, porque agora, vou
decolar
Não é preciso, nem avião
Eu vôo mesmo, aqui no chão
Eu sou terrível
Vou lhe contar, não vaiser mole,
me acompanhar
Garota que anda do meu lado
Vai ver que eu ando mesmo
apressado
Minha caranga é maquina quente,
eu sou terrível
Eu sou terrível
Eu sou terrível, e é bom parar
De desse jeito, me provocar
Você não sabe, de onde eu venho
O que eu sou, e o que tenho
Eu sou terrível, vou lhe dizer
E ponho mesmo, pra derreter
Estou com a razão no que digo
Não tenho medo nem do perigo
Minha caranga é máquina quente
Eu sou terrível..
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ARTE GÓTICA
Catedral de Chartre s – França sec. XI
O termo Gótico foi utilizado pelos italianos
renascentistas, que consideravam a Idade Média como a idade
das trevas, época de bárbaros, e como para eles os godos eram
o povo bárbaro mais conhecido, utilizaram a expressão gótica
para designar o que até então chamava-se “Arte Francesa “
Catedral da Sé – São Paulo
O auge do desenvolvimento artístico da Idade Média,
rivalizando com as maravilhas da Grécia e da Roma da
antiguidade, foi a catedral gótica. De fato, essas “Bíblias de
Pedra” superaram até mesmo a arquitetura em termos de
ousadia tecnológica. Entre 1200 e 1500, os construtores
medievais ergueram essas estruturas elaboradíssimas, com23
metros interiores atingindo uma altura sem precedentes no
mundo da arquitetura (até
47 metros)
.São Paulo Catedral de chartres França. Sec. X II
Arquitetura: Sobre as características da arquitetura
gótica encontra-se que: as paredes eram a base espiritual da
Igreja, os pilares representavam os santos, e os arcos ogivais e os
nervos eram o caminho para Deus A arquitetura gótica medieval,
entre os séculos XII e XVI, caracterizada pela forma ogival das
abóbadas e dos arcos, bem como o revivalismo gótico que
alastrou pela Europa no século XIX e nos primeiros anos do
século XX, parece querer desmaterializar a pedra das catedrais e
dos palácios, apresentados em superfícies de nós, laços e
cruzamentos labirínticos, erguendo a força das linhas verticais à
potência do infinito e manifestando assim uma necessidade de
expressão espiritual.
Escultura: A escultura gótica desenvolveu-se paralelamente à arquitetura das Igrejas e está
presente nas fachadas, tímpanos e portais das catedrais, que foram o espaço ideal para sua
realização. Caracterizou-se por um calculado naturalismo que, mais do que as formas da realidade,
procurou expressar a beleza ideal do divino; no entanto a escultura pode ser vista como um
complemento à arquitetura, na medida em que a maior parte das obras foi desenvolvida
separadamente e depois colocadas no interior das Igrejas, não fazendo parte necessariamente da
estrutura arquitetônica. Os gárgulas eram comuns nas igrejas gótica.A pintura gótica
desenvolveu-se nos séculos XII. XTV e no início do século XV, quando começou a ganhar novas
características que prenunciam o Renascimento. Sua principal particularidade foi a procura do
realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas, quase sempre tratando de
temas religiosos, apresentava personagens de corpos pouco volumosos, cobertos por muita roupa,
com o olhar voltado para cima, em direção ao plano celeste. Os principais artistas na pintura gótica
são os verdadeiros precursores da pintura do Renascimento: Giotto e Jan Van Eyck
42
A deposição”, de Giotto, 1305. Capella
Antes de Giotto, no decorrer de toda a Idade
Média, a pintura teve um aspecto muito severo, sem
grandes semelhanças cora o real, pois os assuntos divinos
mereciam tratamento simbólico, superior à realidade dos
homens.
Giotto revolucionou as artes plásticas, porque
abandonou as imagens chapadas, sem profundidade,
procurando criar uma ilusão de espaço, com noções
básicas de perspectiva, situando os personagens bíblicos
em um mundo concreto, aproximando-os dos espectadores.
Além disso, nos afrescos das várias igrejas italianas que coloriu, deu um tratamento aos temas
religiosos sem precedente, pois cada figura que pinta sente profundamente os fatos narrados, como
podemos observar na passagem da Deposição de Cristo, em que Maria e as demais mulheres se
debruçam sobre o Cristo morto e seja na posição das mãos, seja nas expressões faciais, há um
profundo pesar e desespero estampado. Além delas, os anjos são encantadores, cada um a sua
maneira deflagra o sentimento terrível que os„ aflige, sem falar nos braços abertos de São João, os
quais atraem nosso olhar.
“Nessa deposição há uma concentração extraordinária. Cada linha, cada superfície, cada
gesto, cada olhar leva-nos à figura de Cristo deitado no colo da Virgem. Um grande lamento enche o
universo. Vemos um movimento em forma de V, com uma linha diagonal imaginária do lado
esquerdo caindo até o ponto mais baixo, onde se encontram as cabeças de Cristo e da Virgem, daí se
erguendo uma diagonal ascendente para a direita, acompanhando o perfil da paisagem do rochedo
nu.”
Tamanha era a diferença entre a pintura medieval de até então e a pintura de Giotto que
muitas pessoas, ao entrarem nas igrejas por ele decoradas, ficavam impressionadas com a
semelhança entre o desenho e a realidade, confundindo, por vezes, a pintura com o real. A pintura
dele, hoje, não provoca esta reação, mas continua a encantar com suas cores harmônicas, com sua
expressividade no que toca ao psicológico, com a harmonia da composição, com a arte de um
homem a frente de seu tempo.
São Paulo Catedral de chartres França. Sec. X II
Os VITRAIS eram
compostos de milhares de peças de vidro
tingido com elementos químicos, como
cobalto e manganês, unidos por tiras de
chumbo que também delineiam as figuras
que compõem o desenho. São eles que
permitem às catedrais góticas
proporcionar a sensação de plenitude
espiritual, pois a invasão da luz cria uma
atmosfera mística e um encantamento
com o belíssimo efeito de “renda
petrificada”, como as descreveu o escritor
William Faukner.
43
EXERCÍCIOS SOBRE ARTE GÓTICA
1- Os historiadores da arte têm sugerido que o termo “gótico” foi cunhado pelo humanista Giorgio
Vasari (1511-1574) no século XVI em referência a um tipo de arte nascido na Baixa Idade Média, com
grande expressão na arquitetura e na pintura, e que se diferenciava da arte românica, produzida
antes dela. Entre os primeiros pintores do estilo gótico, pode-se mencionar:
a) Pablo Picasso
b) Giotto di Bondone
c) Leonardo da Vinci
d) El Greco
e) Francis Bacon
2- As catedrais góticas passaram a apresentar elementos técnicos bem diversos da arquitetura usada
nas construções românicas. Entre esses elementos, estavam:
a) os arcos completos, como os modelos gregos e romanos.
b) a ausência de gárgulas nas decorações externas.
c) a ausência de vitrais.
d) os arcos em forma de ogiva.
e) a presença de um centro piramidal.
3- Entre os pintores flamengos (que viviam nos Países Baixos durante a Idade Média), um dos que
mais se destacaram no emprego do estilo gótico foi:
a) Vincent van Gogh
b) Velasquez
c) Rambrandt
d) Johannes Vermeer
e) Jean Van Eyck
.Sugestões de atividades
Vitrais da Arte Gótica
Os vitrais é um tipo de vidraça composta por
pedaços de vidro coloridos, que geralmente representa
cenas ou personagens. É um dos elementos
arquitetônicos característica do estilo góticos. O vitral
originou-se no Oriente por volta do século X. Tendo
florescido na Europa durante a Idade Média, os vitrais
foram amplamente utilizados na ornamentação de igrejas
e catedrais, uma vez o efeito da luz do sol que por eles
penetravam, conferia uma maior imponência e
espiritualidade ao ambiente, efeito reforçado pelas
imagens retratadas, em sua maioria cenas religiosas.
Utilize papel cartão e celofane colorido para compor o
vitral abaixo
Utilize papel cartão e celofane colorido para compor o vitral abaixo
44
Pinte as Rosáceas predominando a cor ROXA!
45
B
Barroco
Vocação De São Mateus . Obra De Caravagio 1599/1600
arroco é o termo que serve para
designar a arte que surgiu já no fim do
século XVII na Itália e que teve seu auge
no século XVIII, espalhando se posteriormente para
outros países da Europa e América Latina, além disso,
o barroco também se manifestou na literatura e no
teatro. A arte barroca foi o estilo que sucedeu o
Renascimento, ambos os estilos compartilhavam do
gosto pela antiguidade clássica. A expressão “Barroco”
significa absurdo ou grotesco e foi assim chamado
pelos críticos afim de ridicularizar a arte que abdicava das regras do estilo clássico. Na América
Latina o Barroco ganhou força por meio dos artistas que viajavam para a Europa.
Após a Reforma Protestante e a Contrarreforma ocorrida no século XVI, a Igreja Católica
perdeu força e apoio na busca pela retomada das ideias teocentristas. O Barroco surge em meio a
crises políticas e religiosas. A Igreja Católica com o intuito de frear as ideias protestantes, buscou
através da arte um meio de reafirmar os valores cristãos.
A arte barroca apresenta, sobretudo, características bastante detalhistas, dramáticas e
expressivas que de alguma maneira mexem com o emocional do espectador. A pintura barroca
assumiu caraterísticas realistas e um ousado contraste de claro-escuro a fim de intensificar a noção
de profundidade, além disso, a luz tem o objetivo de conduzir o olhar do espectador à cena principal.
Um dos mais notáveis artistas desse período foi o italiano Caravaggio. Sua obra A Vocação de São
Mateus (1596-1598) reflete bem as características citadas anteriormente. O olhar do fruidor fixa-se
no raio de luz que conduz ao acontecimento principal da obra – Jesus à direita apontando
para Mateus a esquerda.
Na escultura se evidencia, especialmente a dramaticidade e teatralidade das expressões, o
movimento e exuberância das formas. Na Itália o trabalho de Bernini ganha destaque pela
representatividade do estilo. Suas esculturas parecem ganhar vida própria causando grande impacto
para quem as aprecia. O êxtase de Santa Tereza (1645-1652) é uma de suas obras mais famosas. A
escultura em mármore de tamanho natural está localizada na Igreja de Santa Maria Della Vittoria e
parecem flutuar e dominar as emoções do espectador.
Na arquitetura, o Barroco utilizou elementos para dar a impressão de dinamismo, esplendor e
grandiosidade tanto nas fachadas quanto no interior. Elementos sinuosos como os espirais e formas
contorcidas eram usados para conferir efeitos ilusórios reforçando a impressão de movimento
ascensional. Francesco Borromini, artista Barroco, entre muitos obras construiu a Igreja de
Sant'Agnese in Agone e de a Igreja de Sant'Andrea delle Fratte, ambas em Roma.
Pintura Barroca na Itália
 Disposição de elementos dos quadros, que sempre forma uma composição em diagonal;
 Contraste de claro-escuro nas cenas, o que intensifica a expressão dos sentimentos;
 Realismo, retratando não só a vida na burguesia, mas a vida do povo simples.
Principais Pintores do Barroco
Tintoretto (1515-1549), pintou temas religiosos, mitológicos e retratos, sempre com duas
características bem marcantes: focou nos corpos, mais do que os seus rostos; a luz e a cor têm
grande intensidade. O conjunto que formava personagens e as cores deveriam ser vistas primeiro e
depois os detalhes.
46
Caravaggio (1573-1610), ele procurava retratar vendedores, os músicos ambulantes, as pessoas
comuns. Para ele, não havia diferença entre a beleza do povo e das classes ricas. Havia pinturas em
que ele utilizava a luz para chamar a atenção das pessoas. Por essa característica, foi considerado o
criador do estilo iluminista.
Andréa Pozzo (1642-1709) pintou em tetos de igrejas e de
palácios. Usava um efeito decorativo, detalhista e suas obras
davam a ideia de que o céu estava perto ou se abrindo.
Rembrandt van Rijn (1606-1669): Foi o maior artista da
escola holandesa. Nasceu em Leiden e se mudou para
Amsterdã aos 17 anos. Sua obra se caracteriza pela
predominância de expressões dramáticas e pela utilização de
vívidos efeitos de luz. Rembrandt conseguiu reproduzir em
suas telas uma gradação de claridade nunca vista antes.
Embora os retratos e cenas religiosas e mitológicas
constituam a maior parte da obra, ele também contribuiu de
forma original a outros gêneros, incluindo natureza morta e o
desenho.
O Êxtase de Santa Teresa
Gian Lorenzo Bernini
Escultura Barroca
Há a exaltação de sentimentos. As formas procuram expressar
os movimentos e recobrem-se de efeitos decorativos. Predominam as linhas curvas, os drapeados
das vestes e o uso do dourado. Os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e
atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento. 47
Principais Artistas do Barroco
Bernini (1598-1680) foi um dos mais completos artistas do Barroco, pois era arquiteto,
urbanista, pintor, escultor e decorador. Principais Obras: O baldaquino e a cadeira de São
Pedro e a obra que desperta maior emoção religiosa - Êxtase de Santa Tereza, escultura feita
para uma capela da igreja de Santa Maria della Vittorio, em Roma
Arquitetura Barroca
Teve seu início no século XVII e realizou-se principalmente nos palácios e igrejas.
Quanto ao estilo da construção, os arquitetos deixam de lado os valores de simplicidade e
racionalidade, típicos da Capela Pazzi, de Brunelleschi, por exemplo, e insistem nos efeitos
decorativos, pois no Barroco "todo muro se ondula e dobra para criar um novo espaço"
Barroco no Brasil
As primeiras manifestações da literatura barroca brasileira ocorreram na Bahia, centro político
e comercial da colônia durante o ciclo da cana-de-açúcar. Para muitos especialistas, os primórdios
da literatura brasileira remontam a esse período. A justificativa é que, no século XVII, os escritores
já nascidos na colônia teriam adaptado pela primeira vez uma estética europeia à realidade
brasileira, colocando em prática uma espécie de “abrasileiramento” da linguagem
literária. Gregório de Matos(1633-1695) Graças à sua poesia satírica, com termos de baixo
calão e críticas abertas à sociedade baiana, o poeta ganhou o apelido de “Boca do Inferno”. Além de
abordar temas clássicos do Barroco europeu, como a religiosidade, Gregório de Matos também se
dedicou à lírica filosófica, explorando temas como o CARPE DIEM, lema latino cuja tradução seria
“aproveite o dia”.
Goza, goza da flor da mocidade Que o tempo trata, a toda a ligeireza E imprime em toda flor sua
pisada Gregório de Matos. Expressões amorosas a uma dama a quem queria - a Maria dos Povos,
sua futura esposa.
O homem barroco tem consciência da transitoriedade da vida e do tempo, por isso busca os
prazeres terrenos, embora se sinta culpado por isso.
Padre Antônio Vieira(1608-1697) Por onde passou ficou, ficou conhecido por seus sermões,
discursos orais destinados aos fiéis sobre temas religiosos, bíblicos e morais. Porém, Antônio Vieira
não se limitou à pregação religiosa, colocando seus sermões a serviço de suas ideias políticas e
ideológicas. Em Portugal ganhou a antipatia da Inquisição ao defender o retorno dos judeus,
perseguidos pelo tribunal, ao território português, para driblar a crise econômica. No Brasil,
combateu com radicalismo a escravização dos índios e foi perseguido pelos colonos.
O Rococó
De modo geral, a arte que se desenvolveu dentro do estilo rococó pode ser caracterizada como
requintada, aristocrática e convencional. Foi uma arte que se preocupou em expressar apenas
sentimentos agradáveis e que procurou dominar a técnica de uma execução perfeita. O Rococó teve
início na França, no século XVIII, difundindo-se a seguir por toda a Europa. Em nosso país, foi
introduzido pelo colonizador português e sua manifestação se deu principalmente no mobiliário,
conhecido por “estilo Dom João V”. O termo "rococó" originou-se da palavra francesa rocaille que,
em português, por aproximação, significa concha. Esse detalhe é significativo na medida em que
muitas vezes podemos perceber as linhas de uma concha associadas aos elementos decorativos desse
estilo. Para alguns historiadores da arte, o termo rococó indica a fase do Barroco compreendida
entre 1710 e 1780, quando os valores decorativistas e ornamentais são exaltados tanto pelos artistas
quanto pelos apreciadores da arte.
De fato, pode-se ver no Rococó um desenvolvimento natural do Barroco. Porém, há entre
esses dois estilos algumas características bem distintas. As cores fortes da pintura barroca, por
exemplo, na pintura rococó foram substituídas por cores suaves e de tom pastel, como o verde-claro
e o cor-de-rosa. Além disso, o rococó deixa de lado os excessos de linhas retorcidas que expressam
as emoções humanas e busca formas mais leves e delicadas. A arte do Rococó refletia, portanto, os
valores de uma sociedade fútil que buscava nas obras de arte algo que lhe desse prazer e a levasse a
esquecer seus problemas reais. Os assuntos explorados pelos artistas deveriam ser as cenas
graciosas, realizadas de tal forma que refletissem uma sensualidade sutil, como na tela O Balanço do
pintor Fragonard
Arquitetura
Na arquitetura, o estilo rococó manifestou se principalmente na decoração dos espaços interiores,
que se revestiram de abundante e delicada ornamentação. As salas e os salões têm, de preferência, a
forma oval e as paredes são cobertas com pinturas de cores claras e suaves, espelhos e ornamentos
com motivos florais feitos com estuque.
A Pintura
Na pintura, são nítidas as diferenças entre o Barroco e o Rococó. Enquanto o Barroco desenvolvia
temas religiosos em que as atitudes dos personagens eram repletas de conotações dramáticas e
heróicas, o Rococó desenvolvia temas mundanos, ambientados em parques e jardins ou em
interiores luxuosos. Os personagens não são mais de inspiração popular, e sim membros de uma
aristocracia ociosa que vive seus últimos tempos de fausto antes da Revolução Francesa que se
aproxima. Do ponto de vista técnico também ocorrem transformações na pintura. Desaparecem os
contrastes radicais de claro escuro e passam a predominar as tonalidades claras e luminosas. A
técnica do pastel passa a ser bastante utilizada, pois ela permite a produção de
48
Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-1814)
Nas artes plásticas, o Barroco
manifestou-se tardiamente no Brasil,
pois se tornou viável apenas com o suporte dado
pela descoberta do ouro em Minas Gerais, que
resultou na construção de igrejas de estilo barroco
ao longo de todo o século XVIII.
Aleijadinho (1738-1814) nasceu em Vila Rica,
hoje Ouro Preto, Minas Gerais, em 1738,. Filho do
português Manuel Francisco Lisboa, mestre de
carpintaria, e de sua escrava Isabel. Estudou as
primeiras letras, latim e música, com os padres de
Vila Rica. Teve como mestre nas artes, os
portugueses João Gomes Batista e Francisco Xavier
de Brito. Aprendeu a esculpir e entalhar ainda
criança, observando o trabalho de seu pai que
esculpiu em madeira uma grande variedade de imagens religiosas, e de seu tio Antônio Francisco
Pombal, importante entalhador de Vila Rica.
Em Minas gerais, na primeira metade do século XVIII, as construções religiosas eram
somente de igrejas paroquianas. Para evitar o contrabando de ouro o governo impôs que só
permanecessem na capitania os padres que realmente prestavam assistência aos paroquianos.
Muitos padres que não justificaram sua permanência na região da mineração se juntaram e criaram
as confrarias e irmandades, contribuindo para grande número de construções religiosas.
À medida que a situação econômica melhorava, graças ao ouro, na segunda metade do século
XVIII, surgiram as ricas construções em pedra e alvenaria. Foi nessa época que Aleijadinho
desenvolveu suas atividades de escultor e projetista. Com seu estilo barroco e rococó, suas talhas,
sua obra em relevo e suas estátuas, que estão presentes em construções religiosas de várias cidades
mineiras, Aleijadinho foi chamado de "Michelangelo tropical", pelo biógrafo francês, Germain Bazin.
Uma de suas obras mais famosas é o "Santuário de Bom Jesus de Matosinhos", em
Congonhas do Campo, iniciado em 1758. A planta imita o Santuário de Bom Jesus de Braga, em
Portugal. Na frente existe um terraço ornado por doze estátuas de profetas. O terraço conduz a uma
rampa ladeada de sete "Capelas dos Passos" onde
estão representadas por 66 imagens, em cedro e em
tamanho natural, as cenas da Paixão de Cristo.
A "Ordem Terceira de São Francisco de Assis da
Penitência", em Ouro Preto, é outra obra-prima.
Iniciada em 1776 e concluída em 1794.
Aleijadinho com seu estilo inconfundível
traçava a planta a ser construída e supervisionava a
construção. Terminada a obra, fazia os trabalhos de
acabamento, dava seu toque aos frontispícios, às
portas, imagens e púlpitos.
Mesmo sofrendo vários preconceitos pela sua
condição de mestiço, sua genialidade acabou por
consagrá-lo como escultor e projetista admirável. O
maior gênio na arte colonial no Brasil. Em 1777, no auge de sua fama, surgiram os primeiros sinais
da Lepra ou da sífilis, não se sabe ao certo, doença que o debilitou, mas não interrompeu suas
atividades. Um ajudante o levava para toda parte e atava-lhe às mãos o cinzel e o martelo e a régua.
Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, morreu no dia 18 de novembro de 1814, e seu
corpo foi sepultado na Matriz de Antônio Dias, junto ao altar da Confraria de Nossa Senhora da Boa
Morte
49
Manuel da Costa Ataíde (1762-1830)
Obra : A Virgem Entrega o Menino Jesus a Santo Antônio
Foi um pintor brasileiro da época colonial. Foi um
dos mais importantes artistas do barroco mineiro.
Nasceu em Mariana, Minas Gerais, no dia 18 de
outubro de 1762. As obras de mestre Ataíde estão
espalhadas por diversas cidades mineiras. As
primeiras obras do artista datam de 1781, quando
encarna e doura diversas estátuas de Cristo, do
mestre Aleijadinho de quem foi grande
colaborador, para o Santuário de Bom Jesus de
Matozinhos, em Congonhas do Campo.
contemporâneo de Antônio Francisco Lisboa, o
Aleijadinho, e considerado o maior expoente da
pintura barroca mineira e brasileira. Seu primeiro
trabalho conhecido é a encarnação de duas imagens
de Cristo para o santuário de Nosso Senhor Bom
Jesus de Matosinhos, em Congonhas MG (1781).
Reconhecido por seu talento em vida,
recebeu um atestado de professor das artes da
arquitetura e da pintura (1821), ano em que
requereu a criação de uma escola de belas-artes em
Mariana. Sua última obra conhecida é A Ceia, do
salão nobre do Colégio do Caraça, concluída pouco
antes de morrer, em Mariana.
Realizou uma obra refinada, fecunda e significativa na decoração de igrejas e dos painéis e
telas que deixou em 18 igrejas de Minas Gerais, sua obra mais famosa é a pintura do teto da igreja de
São Francisco de Assis em Ouro Preto, representando a assunção da Virgem. Fez vários trabalhos
em conjunto com o Aleijadinho, e como seus contemporâneos, inspirou-se em estampa s e gravuras
de missais, mas soube enriquecer com imaginação seus moldes, usando recursos típicos do barroco:
colunas, frontões, volutas, conchas, vasos e flores.
EXERCÍCIOS:
1. O barroco teve como berço a Europa, mais precisamente em Roma. Sendo tal movimento
artístico trazido ao Brasil pelos colonizadores, torna-se correto afirmar que:
a) A arte barroca no Brasil apresentou as mesmas características do barroco europeu.
b) O barroco era utilizado apenas em espaços religiosos.
c) Sendo associado com a religião católica, o Barroco brasileiro foi utilizado em muitas igrejas e
nas fachadas das construções civis.
d) Influenciado pelo protestantismo, o Barroco assumiu outro posicionamento religioso no
Brasil, mesmo com a presença dos jesuítas quando na colonização.
2. Sobre o "Barroco Mineiro", é INCORRETO afirmar que:
a) Antônio Francisco de Lisboa, também conhecido como Aleijadinho, foi escultor e arquiteto e o
principal representante do barroco mineiro.
b) Manoel da Costa Ataíde – o mestre Ataíde, foi um importante pintor dos tetos de muitas igrejas
mineiras.
c) As esculturas de aleijadinho eram talhadas em madeira e recobertas com ouro, devido à
prosperidade mineira quanto à mineração do ouro.
d) O Barroco Mineiro foi diretamente influenciado pelo Barroco Italiano.
e) A arte Barroca era utilizada como instrumento de controle religioso.
50
3.Tornou-se claro, diante de nossos estudos em sala de aula, que o Barroco se desenvolveu de forma
diferente nas regiões nas quais notamos a sua presença. A que se deve tal diferença. Redija um texto,
colocando suas ideias.
4. Ao lado temos a imagem de uma escultura de Antônio Francisco Lisboa “O aleijadinho”. Descreva
sobre as características pertencentes ao estilo da obra do artista mineiro.
51
Faça um resumo da arte Barroca e Rococó.
05. Observe a obra de Velásquez, e faça uma releitura desta obra, recortando os personagens e os
recolocando na tela constituída apenas de cenário:
RECORTE
52
06. Encontre as palavras relacionadas ao barroco no caça-palavras abaixo:
53
54
07. Pinte os anjos com a mesma característica dos anjos do Mestre Ataíde.
08. Pinte a igreja Estilo Barroco e utilize brilho representando o ouro. 55
A Arte Marajoara
rte marajoara representa a produção artística, sobretudo
em cerâmica, dos habitantes da Ilha de Marajó, no Pará,
considerada a mais antiga arte cerâmica do Brasil e uma
das mais antigas das Américas. As pesquisas realizadas pelos arqueólogos
Betty Meggers (1921) e Clifford Evans (1920-1981), entre as décadas de
1940 e 1960, identificam distintas tradições cerâmicas amazônicas pelos
tipos de decoração empregados. A hachurada, que remonta às primeiras
ocupações da ilha, pelos ananatubas, ceramistas mais antigos da região
(primeiro milênio a.C.); a borda-incisa, característica da região do
Solimões; a inciso-ponteada, do baixo e médio Amazonas; a de
Santarém, atribuída aos índios tapajós; e a policrômica, notável pela
riqueza da decoração, complexidade de motivos, uso de cores (vermelha,
branca e preta) e técnicas variadas, como modelagem, incisão e excisão. A essa tradição pertence a fase
marajoara dos povos que se instalam na ilha, na região do lago Arari.
O período conhecido então como a "fase marajoara da tradição policrômica da cerâmica amazônica"
(datada de 400 a 1350 de nossa era) caracteriza-se pela ampla e sofisticada quantidade de objetos rituais,
utilitários e decorativos produzida por antigos ocupantes da Ilha de Marajó. São confeccionados vasilhas,
potes, urnas funerárias, tangas (ou tapa-sexo), chocalhos, estatuetas, bancos etc., que podem ser
acromáticos ou cromáticos e zoomorfizados ou antropomorfizados. De modo geral, a cerâmica
marajoara apresenta padrões decorativos com desenhos labirínticos e repetitivos, traços gráficos simétricos,
em baixo ou alto-relevo, além de entalhes e aplicações.
As controvérsias em torno da origem da cultura marajoara se sucedem. Alguns estudiosos
indicam que ela se inicia com grupos em alto estágio de desenvolvimento que emigram de outras regiões
da América do Sul, provavelmente da área subandina, para a Ilha de Marajó. Outros sugerem ter a cultura
marajoara se originado localmente, fruto de mudanças culturais ocorridas entre as populações que
habitavam anteriormente a ilha. Divergências à parte sabe-se que os grupos responsáveis pela cerâmica
marajoara da tradição policrômica concentram-se nas regiões baixas e alagadiças ao redor do lago
Arari, onde constroem grandes aterros artificiais (alguns com mais de 10 metros de altura e 200 metros de
comprimento) para habitação, cemitérios e realização de cerimônias. Nesses sítios os arqueólogos
encontram vestígios de ocupação e ampla produção cerâmica que estimam ter sido realizada por artesãos
especializados.
Desse conjunto - bancos, miniaturas, estátuas, adornos labiais e auriculares etc. - destacam-se peças
mortuárias e urnas funerárias, em geral encontradas com ossos e objetos pessoais. Altamente decoradas,
essas peças rituais retratam imagens estilizadas de humanos e animais - muitas vezes, corujas e aves
noturnas - como expressão de mitos e crenças. A representação de órgãos sexuais deixa entrever se as urnas
são feitas para mulheres ou para homens. Símbolos geométricos e padrões simétricos são os motivos
decorativos mais usuais. Representações femininas são recorrentes não apenas nos potes funerários, mas
também nas estatuetas, podendo aparecer figuras ancestrais ou míticas, simultaneamente com traços
animais e humanos.
As estatuetas são muito utilizadas nos ritos e danças, fazendo as vezes de chocalho ou de amuleto.
Esses muiraquitãs1 alternam a forma de mulher acocorada, em posição de parto, ou de animais. São
freqüentes as estatuetas que combinam traços masculinos e femininos, sem a cabeça. Qualquer que seja o
formato escolhido, a decoração é sempre abundante, com variados motivos geométricos, empregados de
modo regular e padronizado. As tangas, objetos triangulares de cerâmica utilizadas por meninos e meninas
em situações cerimoniais, geralmente trazem campos decorativos demarcados, o que indica, uma vez mais,
as regras definidas que presidem a composição da cerâmica marajoara.
A fase marajoara termina em torno de 1350, abandonada ou absorvida pelos novos migrantes, os
aruãs, presentes na ilha na chegada dos europeus. A cerâmica marajoara pode ser conhecida por meio
das grandes coleções do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém; Museu Nacional, no Rio de Janeiro;
56
Museu de Arqueologia e Etonologia da Universidade de São Paulo (MAE/USP), em São Paulo; além de
museus fora do Brasil, como o American Museum of Natural History, em Nova York, e o Barbier - Mueller,
em Genebra.
Os traços simétricos e cores da decoração marajoara podem ser encontrados até hoje no artesanato
local de Belém e da Ilha de Marajó. Diversos artesãos, sobretudo no distrito de Icoaraci, Belém, dedicam-se à
preservação e renovação da cultura marajoara. Fala-se ainda em um estilo marajoara aplicado à arquitetura
e à pintura decorativa, que eclode em Belém acompanhando o bom da borracha, entre 1850 e 1910.
Incorporações de aspectos do art nouveau mesclam-se, no estilo decorativo marajoara, às representações
da natureza e do homem amazônicos e aos grafismos da arte marajoara tradicional, como indicam as peças
de Theodoro Braga (1872-1953) e os trabalhos do português Correia Dias (1892-1935).
Atividade 1
1- Qual é a principal arte marajoara?
2- Onde se localiza os marajoaras?
3- Quais são as principais cores utilizadas para a confecção das cerâmicas?
4- Quais são as duas principais técnicas mais utilizadas?
57
5- A cerâmica era utilizada para qual finalidade?
6- Que tipo de desenhos era utilizado para a decoração da cerâmica?
7- Complete as lacunas:Nesses sítios os arqueólogos encontram vestígios de e ampla produção
cerâmica que estimam ter sido realizada por artesãos especializados. Desse conjunto - ,
miniaturas, estátuas, adornos labiais e etc. - destacam-se peças mortuárias e urnas
funerárias, em geral encontradas com e objetos pessoais. Altamente decoradas, essas peças
rituais retratam estilizadas de humanos e animais.
8- As estatuetas eram utilizadas para principalmente qual finalidade?
9- A fase marajoara termina em torno de q ano?
10- Ainda nos dias de hoje pode ser encontrado artesanatos com as principais características da arte
marajoara?
Atividade de colagem
Decore o vaso usando as principais características de forma marajoara:
58
ATIVIDADES
Observe os símbolos Marajoara e pinte
no mapa do Brasil a ilha de Marajó;
escolha um dos símbolos marajoara e
preenche o estado de MT. E a ilha de
Marajó.
59
Observe os dois símbolos indígenas e preencha toda a folha com cores variadas
60
Cícero Dias
Feminina com Guarda Chuva
Cícero Dias (1907-2003) foi um pintor, desenhista e
ilustrador brasileiro, grande representante da pintura
modernista do Brasil. É autor do painel “Eu Vi o
Mundo... Ele Começava no Recife”, obra que irrompeu o
cenário modernista no país.
Cícero Dias nasceu na cidade de Escada, Pernambuco, no
dia 05 de março de 1907. Passou sua infância no engenho
da família. Com treze anos foi para o Rio de Janeiro onde
foi interno no Mosteiro de São Bento. Em 1925 ingressa
nos cursos de Arquitetura e Pintura da Escola Nacional
de Belas Artes, mas não concluiu.
Entre 1925 e 1928 teve contato com grupos
modernistas. Em 1928 realiza sua primeira exposição individual. Em 1929 colabora com a revista
Antropofagia. Em 1931 realizou uma exposição no Salão Revolucionário, da Escola de Belas Artes,
onde expôs o polêmico painel de 15 metros de largura por 2 metros de altura, pintado entre 1926 e
1929, que causou escândalo pelo tamanho, pelas imagens oníricas (sonhos, fantasia) e pelos nus
ousados para a época. A obra marcaria seu ingresso, definitivo, na vanguarda modernista do país.
A partir de 1932, passa a lecionar desenho em seu ateliê na cidade do Recife. No ano seguinte
ilustra a obra de Gilberto Freire, Casa Grande & Senzala. Em 1937 expôs em Nova Iorque numa
coletiva de modernistas. Nesse mesmo ano viajou para Paris, onde conheceu Henri Matisse e Pablo
Picasso, de quem se tornaria amigo.
Em 1942, durante a ocupação da França, foi preso e enviado para a Alemanha. Entre 1943 e
1945, vive em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Em 1943 participa do Salão de
Arte Moderna em Lisboa, onde foi premiado. Em 1945 volta a Paris e integra-se ao grupo abstrato
Espace. Nesse mesmo ano expõe em Londres, Paris e Amsterdam.
Em 1948, no Brasil, realizou intensas atividades especialmente com murais. Inaugura o mural
do edifício da Secretaria de Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho
abstrato da América Latina. Em 1949, esteve na Exposição de Arte Mural em Avinhão, na França.
Em 1950 participou da Bienal em Veneza. Em 1953, expôs na II Bienal de São Paulo. Em 1965,
realizou na Bienal de Veneza, uma exposição retrospectiva de quarenta anos de pintura.
Em 1970, Cícero Dias realizou individuais no Recife, Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 1980 foram
instalados dois painéis no hall central da Casa da Cultura, no Recife, que representam as Revoluções
Pernambucanas. Em 1981, o MAM realizou uma retrospectiva de sua obra. Em 1991 inaugura um
painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. Em 1998 recebe do governo
francês a Ordem Nacional do Mérito da França.
No ano 2000, Cícero Dias inaugura uma rosa-dos-ventos, estilizada, estampada no chão da
Praça do Marco Zero, cartão postal da cidade do Recife. Em fevereiro de 2002, esteve novamente no
Recife para o lançamento do livro sobre sua trajetória artística. Em São Paulo fez uma exposição na
Galeria Portal.
Cícero Dias faleceu em sua residência em Paris, no dia 28 de janeiro de 2003, cercado por sua
esposa Raymonde, sua filha Sylvia e seus dois netos. Seu corpo foi sepultado no cemitério de
Montparnasse, em Paris.Figura
61
Pinte e escreva o nome da obra de Cicero Dias.
62
1. Faça uma Releitura na obra de Cicero Dias com colagem de papel colorido ou revistas.
63
D
Diego Rivera
iego Rivera, um dos maiores artistas plásticos mexicanos, especializado na prática do
muralismo mexicano, nasceu no dia 8 de dezembro de 1886, na cidade de Guanajuato, no
México. De ascendência judaica, ele iniciou sua trajetória artística estudando na Academia
de Bellas Artes de San Carlos, no seu país de origem. Aos 21 anos ele teve a oportunidade de ir para a
Europa, com o auxílio de uma bolsa de estudos, aí permanecendo até 1921.
A passagem de Rivera pelo continente europeu aprimora sua vocação para as artes, uma vez
que neste período ele conhece vários artistas, como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró, além
do arquiteto Antoni Gaudí, e movimentos estéticos que se tornaram fonte de inspiração para sua
produção artística.
Ao retornar para sua terra natal ele passa a se devotar à pintura mural – arte de pintar sobre um
muro, em sua face exterior, como num fresco, ou em um painel exposto constantemente – tentando
assim resgatar a perdida suntuosidade da era pré-colombiana vivida pelo México, sufocada sob a
longa tirania colonial e opressiva exploração oligárquica, subjugada pela cultura metropolitana
importada da Espanha.
Procurando conquistar um pouco desta grandiosidade ancestral, Rivera opta pelo muralismo,
ao lado de artistas como José Clemente Orozco e David Siqueiros. Além disso, ele considerava a
pintura convencional como uma arte burguesa, pois o fruto deste trabalho ia, normalmente, para a
clausura das coleções particulares. O pintor produz, assim, uma obra que tem as proporções de um
monumento, não só na sua forma, mas principalmente no seu teor. Ele criou, entre 1921 e 1956, um
total de 6.730 m2, distribuídos por dezenove prédios no México, oito nos Estados Unidos, um na
China e um na Polônia.
A militância política de Rivera era outro aspecto importante de sua vida. Comunista, sua
ideologia transparece com clareza entre os temas de sua obra. Em seus trabalhos é comum ver a
presença dos indígenas, retratados em sua face sócio-histórica, sob um ponto de vista estritamente
idealizado. Seus personagens guardam características clássicas, pois embora representadas em um
estilo bi-dimensional, estas imagens se encorpam, inspiradas nas pinturas renascentistas e nas
vivências do artista com o Cubismo.
Diego Rivera, depois de produzir mais de dois mil
quadros, cinco mil desenhos e cerca de quatro mil
metros quadrados de pintura mural, morreu no dia 24
de novembro de 1957, na cidade de San Ángel.
The Flower Carrier (Carregador de Flores)
Em 1935, Diego Rivera magistralmente criou The
Flower Carrier (conhecido em seu idioma original
como Carregador de Flores). Como muitas pinturas de
Rivera, The Flower Carrier confere a simplicidade,
mas exala muito simbolismo e significado. As cores
vibrantes são esfregadas no masonite, um método
mais comum para pintar em superfícies duras.
A pintura colorida mostra um homem
camponês na roupa branca com um sombreiro
amarelo, lutando com uma cesta de flores amarrada a
64
6
sua parte traseira com um tecido amarelo. Uma mulher, muito provavelmente a esposa do
camponês, está atrás dele tentando ajudar com o apoio da cesta enquanto tenta se levantar.
Enquanto as flores na cesta são surpreendentemente bonitas para o espectador, o homem não
vê a sua beleza, mas apenas seu valor como ele os leva para o mercado para venda ou troca. As
formas geométricas oferecem contrastes audaciosos e intensos, com cada figura, item e folhagem
ilustrada para refletir o individualismo. Alguns acreditam que o enorme cesto atado às costas
do homem é representativo das cargas de um trabalhador
inexperiente em um mundo capitalista moderno.
Observe as cores corajosas e brilhantes que ele usa. Com o
uso de sombras ele faz com que o tema se destaque do fundo da
pintura quase como se as figuras fossem delineadas. Como ele
repete as cores? Compare o tamanho do homem com o tamanho
da mulher. O homem está carregando a carga pesada, mas parece
ser uma pessoa menor do que a mulher colocando a carga em
suas costas.
Agrarian Leader Zapata (Líder Agrário Zapata)
Emiliano Zapata, um campeão da reforma agrária e um dos
principais protagonistas da Revolução Mexicana, lidera aqui um
bando de rebeldes camponeses armados com armas provisórias,
incluindo ferramentas agrícolas. Com o freio de um majestoso
cavalo branco na mão, Zapata ergue-se triunfante ao lado do
cadáver de um dono de fazenda. Embora os jornais mexicanos e
norte-americanos regularmente julgassem o líder revolucionário
como um bandido traiçoeiro, Rivera imortalizou Zapata como um herói e glorificou a vitória da
Revolução em uma imagem de vingança violenta, mas justa.
Diego Rivera repete algumas vezes este tema do vendedor de flores, tendo chegado a pintar a Festa
das Flores. Ele põe a luta de classes na pintura e nos murais, ao mesmo tempo em que explora os
contrastes entre o estilo de vida dos explorados e o estilo de vida dos exploradores. O que se detecta
nesta figura carismática e típica da sua pintura é o peso da opressão e a humilhação do povo.
Complete as frases e em sequência a cruzadinha:
Um dos maiores artista plástico
Especializado na pratica do
Como muitas pinturas de Rivera, carregador de flores confere a
A pintura colorida mostra um homem
Emiliano , um campeão da reforma agrária
Ele põe a luta de classes na e nos murais.
Considerava a pintura convencional como uma arte
, sua ideologia transparece com clareza entre os temas de sua obra.
Seus personagens guardam características
Em seus trabalhos é comum ver a presença dos
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  • 1. ARTE Naiif Arte, linguagem visual. 9º ANO - E. Fundamental APOSTILA DE 1 .Cristiane Spies. .Fernanda Kupfer da Silva. Letícia Beltrame Alves .Letícia Helena Antunes de Souza. .Margarida Kopalski. Renata Kupfer da Silva. Tatiane Gomes da Silva Barragan. Vanesa Aparecida Oliveira. ENSINO DE ARTE S E T R A
  • 2. A Cor e sua Aplicação na Arte formada pela mistura de duas A cor é o mais importante código visual. Ela faz parte do nosso dia a dia impregnado de simbologia e significados. Na natureza está distribuída harmoniosamente inspirando o homem na hora de sua aplicação nas artes, na moda, até influenciando nossas emoções e até o nosso humor. Para melhor dominar o seu uso enquanto pigmento, podemos classificar as cores em: primárias, secundárias, terciarias e neutras. Cores Primárias O amarelo, o azul e o vermelho são cores primárias. Ou seja, elas são puras, sem mistura. É a partir delas que são feitas as outras cores. Cores secundárias O verde, o laranja e o roxo são cores secundárias. Cada uma delas é primárias. Cores terciárias As cores terciárias são resultantes da mistura de cores primárias com secundárias. Cores neutras O preto o branco e o cinza, em todas as suas tonalidades, claras ou escuras formam as cores neutras. As demais cores, quando perdem o seu colorido pela excessiva mistura com o preto, o branco ou o cinza, também se tornam cores neutras. As mais comuns são o marrom e o bege. Cores análogas São as cores que não apresentam contraste entre si. Elas são constituídas de uma base cromática em comum. São vizinhas no disco cromático. 2
  • 3. Tríades Tríadesignificatrês, e estas também sãofáceisde descobrir. Basta escolher uma cor da roda de cores e ir para as outrasduas cores quese encontram exatamente a um terço do caminho em torno da roda. Vermelho, Amarelo e Azul – A Tríade Primária. Estas são as cores primárias e geralmente coincidem com item para crianças (pense nos jogos para crianças, cartoons e brinquedos). Verde, Roxo e Laranja – A Tríade Secundária Estas são as cores secundárias, criadas a partir das cores primárias. As outras cores da roda (cores terciárias) são misturas das cores primárias e secundárias. As cores terciárias podem também ser combinadas com paletes de Tríades Pinte o Circulo Cromático 3
  • 4. Desenho inspirados nas obras de Beatriz Milhazes 1ºPinte o primeiro desenho com cores primárias e o segundo com as cores secundárias. 2º Pinte o desenho abaixo com cores terciárias. 3º Pinte a mandala com cores análogas. 4. Pinte o desenho abaixo com cores complementares. 4
  • 5. Crie seu desenho inspirado nas obras de Beatriz Milhazes 5
  • 6. Geometria- Circunferência, Círculos e Esferas rte e matemática - criatividade, beleza, universalidade, simetria, dinamismo, são qualidades que frequentemente usamos quando nos referimos quer à Arte quer à Matemática. Beleza e rigor são comuns a ambas. A Matemática tem um notável potencial de revelação de estruturas e padrões que nos permitem compreender o mundo que nos rodeia. Desenvolve a capacidade de sonhar! Permite imaginar mundos diferentes, e dá também a possibilidade de comunicar esses sonhos de forma clara e não ambígua. E é justamente esta capacidade de enriquecer o imaginário, de forma estruturada, que tem atraído de novo muitos criadores de Arte e tem influenciado até correntes artísticas. Como a história demonstra, a Matemática evolui muitas vezes por motivações de ordem estética. Como dizia Aristóteles"Os filósofos que afirmam que a Matemática não tem nada a ver com a Estética, estão seguramente errados. A Beleza é de facto o objecto principal do raciocínio e das demonstrações matemáticas", e Hardy afirmava que "O matemático, tal como o pintor ou o poeta, é um criador de padrões. Um pintor faz padrões com formas e cores, um poeta com palavras e o matemático com ideias. Todos os padrões devem ser belos. As ideias, tal como as cores, as palavras ou os sons, devem ajustar-se de forma perfeita e harmoniosa." Até à Renascença a oposição entre Arte e Matemática não tinha grande sentido. Basta olhar para o gênio universal de Leonardo de Vinci. Hoje a atividade artística reivindica de novo a influência matemática - Klee, Kandinsky, Vasarely, Corbusier, Xenakis, e muitos outros deixaram-se fascinar pela Matemática que exploraram com novas possibilidades ópticas, novos algoritmos de criação, novas geometrias (não euclideanas, fractais, etc.) mais recentemente potenciados pelo uso da computação, síntese sonora, e outras potencialidades técnicas. Relembrando: a) Ponto é a unidade de comunicação mais simples e é representado por uma pequena marca sobre um determinado espaço ou base. b) Linha é o deslocamento do ponto. Se o deslocamento acontece numa mesma direção (linha reta), sem direção definida (linha sinuosa), em linha reta, mas, por vezes, mudando de direção (linha quebrada) e sem direção definida, depois numa mesma direção, em seguida sem direção definida... (linha mista). c) Forma é quando uma linha contínua muda de direção algumas vezes e volta ao ponto inicial. Formas geométricas básicas: A 6
  • 7. Circunferência, Círculo e Esfera A circunferência é uma linha continuamente curvada cujos pontos estão todos na mesma distância de um ponto central, chamado centro do círculo. O círculo é a forma geométrica mais enigmática de todas e foi considerada a forma perfeita pelos nossos antepassados. A forma circular produz um movimento de rotação evidente e possui enorme valor simbólico. Psicologicamente representa proteção, instabilidade, totalidade, movimento contínuo e infinito. A projeção tridimensional da circunferência é a esfera, o corpo geométrico mais perfeito, o que contém um maior 7 volume em um menor espaço e é ela que define a forma tanto dos átomos como dos corpos celestes. Beatriz Milhases - "Sinfonia Nordestina" A circunferência e o círculo são talvez os elementos geométricos mais perfeitos e estáveis, embora carregados de uma grande carga dinâmica. A maioria dos desenhos se inicia pelos círculos e depois são unidos por linhas, como no exemplo abaixo, Exemplos!
  • 8. Crie seu desenho !!! Passo a passo. 8 As obras de arte: Pontos, Linhas e Formas o touro . Tarsila do Amaral Os artistas, ao longo dos séculos se expressaram com os mais variados tipos de materiais e elementos gráficos. Os artistas utilizaram todos os tipos de linhas e formas nas suas obras, alguns se expressaram mais com as linhas retas (Mondrian), outros misturam retas e curvas (Tarsila) e outros utilizam mais as curvas (Kandinsky), principalmente os círculos. A seguir, exemplo de obras de arte que mostram os tipos de linhas e formas usados pelos artistas
  • 9. E Atividades Observe oquadro de Tarsila do Amaral e faça uma releitura usando principalmente círculos, esferas e circunferências. 9 Entenda a diferença entre: logo, logotipo, marca e logomarca m grego, “logos” significa conceito, significado. Já “typos” significa símbolo ou figura. Assim, logotipo significa símbolo visível de um conceito. Exemplo: se um cliente nos entrega um conceito a ser trabalhado, esse é o logo. A partir desse conceito, criamos um símbolo gráfico, que é o tipo. Ambas as palavras têm o mesmo significado. Logotipo é uma forma alternativa da palavra logo. Um logotipo é composto pelo símbolo e pela tipografia, que juntos formam o logotipo em si. Explicando de forma mais simples, logotipo é a representação gráfica do nome fantasia de uma empresa em que só são utilizados o símbolo e a tipografia (letras). É um produto gráfico resultante do design e também pode ser definido como a imagem da marca. É a forma de representação do nome de uma empresa com um tipo de letra característico. Exemplos de logotipos são: Google, Sony, Coca-Cola e vários outros.
  • 10. O logotipo pode ser registrado através do registro de marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI. O nome registro de marca gera uma pequena confusão porque na verdade o logotipo é que é registrado e não a marca. O logotipo é uma parte da marca, que deve aparecer nas peças gráficas feitas pela empresa. Por exemplo, o símbolo de uma empresa não é a marca em si, mas representa o conceito que a empresa deseja associar à sua marca. Exemplos: Apple e Nike. Marca A marca é representada graficamente pela logo e pela identidade visual. Compreende o símbolo, o logotipo, as emoções e as cores. É o elemento principal da identidade visual da empresa, é através dela que a empresa será identificada em qualquer lugar, independente do conceito gráfico em que está inserida. De um ponto de vista geral, a marca pode ser conceituada como a conexão entre uma empresa, sua missão, valores, visão e consumidores. Segundo o autor e professor Philip Kotler, conhecido como o “pai do Marketing moderno”, a marca tem até 6 níveis de significados, que são: benefícios, atributos, valores, personalidade, cultura e usuário. Logomarca É uma palavra praticamente inexistente no vocabulário dos profissionais do mercado 10 publicitário, mas é usada por clientes que a confundem com a palavra logotipo. Muitos a consideram um neologismo, ou seja, uma palavra que foi inventada, abrasileirada, para a representação de uma nova forma de logotipo. O termo é formado pela união de duas palavras: logo + marca. “Logos” vem do grego e significa significado, conceito. Marca origina-se da palavra germânica “marka” e tem o mesmo significado do termo “logo.” Sendo assim, logomarca significaria “significado do significado”, o que não faz sentido.
  • 11. Questões 1. Em grego o que significa “logos”? 2. Qual a diferença de logotipo e logomarca? 3. Segundo Philip Kotler, conhecido como o “pai do Marketing moderno”, a marca tem até 6 níveis de significados, quais são: 4. Complete as lacunas: É uma palavra praticamente no vocabulário dos profissionais do mercado , mas é usada por clientes que a confundem com a palavra . Muitos a consideram um neologismo, ou seja, uma palavra que foi , , para a representação de uma nova forma de logotipo. 5. Pesquise os principais logotipos e seus significados. 11 6. Crie um logotipo com as suas características próprias.
  • 12. COR E COMUNICAÇÃO esde a antiguidade até os dias de hoje as cores são uma representatividade do nosso mundo. O homem busca a cor para se expressar, citando por exemplo pinturas corporais de guerreiros antigos e indumentárias de cortes do mundo inteiro, mostrando nobreza e status. Você sabia que foram os gregos os primeiros a preocupar-se com o estudo das cores? Mas também sabemos que os homens pré-históricos já se preocupavam em colorir seus desenhos nas cavernas (pinturas rupestres) e, para isso, copiavam as cores da natureza. Visitando as grandes catedrais, podemos ver os vidrais coloridos e bem trabalhados, tudo nas cores que para quem está observando entenda a mensagem que deve ser passada. Muitas vezes dependendo da região, podem ter um significado sem uma descrição ou sendo conhecidos universalmente como os sinais de trânsito, definidos pelo verde, amarelo e vermelho. Expressões como “roxo de raiva” ou “vermelho de vergonha” com certeza já foram ouvidas. Não há como negar, o homem é atraído por uma infinidade de tons e cores. O mundo que nos cerca é colorido. Observe a natureza, a cor está em toda parte e de muitas formas: no mar, no céu, na terra, no sol, nas florestas, nos animais, nos pássaros e nas flores. Que linda é a natureza, tão colorida! Se você não pode, neste momento, olhar a natureza, observe as coisas que o cercam. Observe como a roupa das pessoas é colorida, os objetos de cozinha, os objetos de decoração, os meios de comunicação, as fotografias, a nossa escova de dente! Significado das Cores É fato que as cores têm uma grande influência psicológica sobre o ser humano. Existem cores que se apresentam como estimulantes, alegres, optimistas, outras serenas e tranquilas, entre outras. Quando o Homem tomou consciência desta realidade, aprendeu a usar as cores como estímulos para encontrar determinadas respostas e, a cor que durante muito tempo só teve finalidades estéticas, passou a ter também finalidades e funcionalidades práticas. As cores exercem um papel psicológico importante. Elas são usadas para estimular, acalmar e no caso da propaganda, vender. Utilizando-se delas para despertar sensações, atrair e influenciar na escolha. A percepção das cores no nosso psicológico depende de vários fatores: o modo de vida, a cultura, o ambiente, a faixa etária, o sexo, etc. Na China, por exemplo, a cor do luto é azul. Outras culturas associam branco a morte. Portanto, dependendo desses fatores, as cores podem ter interpretações e significados diferentes. No entanto, não devemos ficar presos a elas. Bom senso, harmonia e adequação são fatores primordiais na escolha das cores. A publicidade e propaganda não vende assim por dizer, mas busca criar o estímulo para levar o cliente até o produto ou serviço. Quando a agência de publicidade escolhe a cor para a campanha ou peça, tenha certeza de uma coisa, foram horas pesquisando a cor. Vejamos 12 D
  • 13. algumas tabelas mostrando o que cada cor tem como significado na propaganda e elas sendo aplicadas em marcas conhecidas mundialmente. Cada cor tem seu significado. O uso das cores na publicidade Certamente, você já deve ter notado que a maioria das lanchonetes abusa do vermelho e do amarelo, que as clínicas médicas preferem o branco e os tons de verde, que os “homens de negócio” apostam no preto e que as mulheres dispostas a seduzir preferem o vermelho. É possível citar uma infinidade de outros exemplos coloridos, mas estes são suficientes para demonstrar que as cores despertam sensações, manifestam estado de espírito e influenciam comportamentos. Então não há como negar que, psicologicamente, o homem é atraído pela infinidade de tons e de cores. Nós reagimos de maneira mais emotiva do que racional diante das cores. As cores exercem um papel importante no psicológico. Elas são utilizadas para estimular, acalmar, afirmar, negar, decidir, curar e, no caso de propaganda... vender! Por isso a propaganda se utiliza das cores para despertar sensações, atrair e influenciar o consumo. Imagine as marcas e os produtos sem cores. Ao trabalhar com campanhas ou produtos publicitários, o diretor de arte não deve proceder a escolha das cores levando em conta apenas o seu gosto pessoal. Ele precisa primeiramente ter conhecimentos sobre o significado e a influência das cores, harmonia, luz, contraste, etc. Por isso todo conhecimento sobre cores é fundamental. Princípios e combinações, formação das cores e tudo mais vai preparar você para enfrentar o gosto pessoal do atendimento, do dono da agência e do cliente. Na publicidade, a combinação das cores está diretamente relacionada ao produto a ser lançado e ao público que vai consumir o produto. Portanto, ao escolher as cores para um logotipo ou anúncio, devemos levar em conta os seguintes fatores: PERFIL DA EMPRESA: SENSAÇÃO DESEJADA: Séria, sólida, tradicional, conservadora, moderna, arrojada, jovem Confiança, credibilidade, força, fome, alegria, paz, beleza, delicadeza, tranquilidade PÚBLICO ALVO: Jovem, adulto, homem, mulher, moderno, conservador, nível sociocultural e econômico. As cores criam identidade. A sequência de anúncios a seguir demonstra o quanto as cores são capazes criar uma identidade em nossa mente. Observe que, só pelas cores, é fácil descobrir. As cores criam identidade. As cores criam identidade para as marcas, deixando-as facilmente reconhecíveis e marcadas na mente dos consumidores. 13
  • 14. Complete as frases adequadamente. 1 O Presidente dos Estados Unidos vive na casa….................................................. 2 O planeta Terra também é conhecido por planeta…........................................... 3 Os ingleses bebem muito chá…........................................................................ 4 Podemos encontrar os números de telefone de serviços nas páginas….................. 5 As energias renováveis são também conhecidas por energias….............................. 6 O planeta Marte também é conhecido por planeta…............................................. 7 Os primeiros filmes realizados eram todos em….................................................. Nesta atividade vamos fazer a experiência do disco de Newton. Para isso você vai usar um compasso, um transferidor ou até mesmo um disco de CD como utilitário pra fazer o desenho de um círculo. Você deverá dividir esse círculo em sete partes iguais e colorir as partes com as cores bem semelhantes a do arco-íris. Depois de pronto, corte o círculo e use um lápis no centro do disco para ajudar a girá-lo. Você verá que cor vai surgir dessa experiência. 14 Crie um anuncio para um produto de limpeza, devemos avaliar os seguintes aspectos: PERFIL DO PRODUTO .............................................................: SENSAÇÃO DESEJADA:............................................................... PÚBLICO ALVO: ........................................................................... . Em seguida associe as cores de acordo com o grau de atenção que você deseja despertar. Harmonize as cores do anúncio com as cores do produto. Não misture muitas cores, não faça um carnaval colorido, a menos que saiba trabalhar bem a harmonia. Utilize contrastes. Na dúvida, deixe o fundo branco e o título preto. Não falha nunca, mas corre-se o risco de o anúncio não se diferenciar.
  • 15. A DESENHO DO ANUNCIO 15 A ARTE DO GRAFITE arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes. Existem relatos e vestígios dessa arte deixado pelo homem através dos tempos em sua passagem, a manifestação mais antiga, foram os desenhos feitos nas paredes das cavernas. Aquelas pinturas rupestres são os primeiros exemplos de grafite que encontramos na história da arte. Elas representam animais, caçadores e símbolos muito dos quais, ainda hoje, são enigmas para os arqueólogos, mas que de fato são significantes aos seres daquele contexto, como uma forma de expressão ou talvez transcrição do momento histórico. Seu aparecimento na Idade Contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum tempo depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.
  • 16. O grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para esse movimento, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas. O grafite foi introduzido no Brasil no final da década de 1970, em São Paulo. Os brasileiros não se contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro. O estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo. Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de um lado o grafite é desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de poluição visual e vandalismo. A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas. Hoje, para expressar essa arte, os grafiteiros usam látex, tintas em spray. Não pintam cervos e bisões, mas sim ideias, signos que compõe o visual urbano, talvez o contexto atual, decorrente de uma evolução. 16 Principais termos e gírias utilizadas nessa arte:  Grafiteiro/writter: o artista que pinta.  Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.  Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo.  Tag: é a assinatura de grafiteiro.  Toy: é o grafiteiro iniciante.  Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.  Descrição Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como os brasileiros, “Os gêmeos”, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo, aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres, admitem ter um passado de pichadores. Na língua inglesa, contudo, usa-se o termo graffiti para ambas as expressões. Desde o início os artistas eram chamados de Writerse (escritores), costumavam escrever os seus próprios nomes ou chamar a atenção para problemas do governo ou questões sociais da realidade-em-que-viviam. Tais desenhos eram feitos, na maioria em trens porque o verdadeiro interesse do grafiteiro era passar aquela mensagem para o maior número de pessoas. Outro modo de passar a sua mensagem era os muros das cidades. Ocorreu um avanço no mundo do grafite, grafiteiros criaram os chamados “Tags” que são na verdade como uma marca registada, ou seja, as
  • 17. suas assinaturas. Alguns até criam figuras, personagens, usados nos seus grafites, as chamadas “bonecos”. Para finalizar, o grafite surgiu nos EUA e hoje está nas maiores cidades do mundo. ARTE x VANDALISMO Qual é o limite?? A legislação brasileira que trata da aplicação de sanções penais e administrativas em decorrência de atividades lesivas ao meio ambiente (artigo 65 da Lei nº 9.605/ 1998), pune aquele que “pichar, grafitar ou, por outro meio, conspurcar edificação ou monumento urbano”. A pena é de três meses a um ano e aumenta de seis meses a um ano se o ato for praticado contra monumento ou lugares tombado em virtude de seu valor artístico, arqueológico ou histórico. Daí que o legislador, sem muita dificuldade e em boa hora, interpretou a vontade popular e retirou a grafitagem do limbo, introduzindo-a no rol de condutas lícitas, decretando, em consequência, sua descriminalização pela Lei nº 12.408, de maio de 2011. De forma expressa, determina o permissivo legal: “Não constitui crime a prática de grafite realizada com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado mediante manifestação artística, desde que consentida pelo proprietário e, quando couber, pelo locatário ou arrendatário do bem privado e, no caso de bem público, com a autorização do órgão competente e a observância das posturas municipais e das normas editadas pelos órgãos governamentais responsáveis pela preservação e conservação do patrimônio histórico e artístico nacional”. Atividades 1) Explique com suas palavras o que é Arte do Grafite. 2) Qual a diferença entre grafite e pichação? 3) Quais as principais termos e gírias utilizadas nessa arte? Explique cada uma delas. 4) Existe diferença entre Vandalismo e Pichação? Qual é a sua punição? 17
  • 18. 5) No processo social de reconhecimento de valores culturais, considera-se que (A) grafite é o mesmo que pichação e suja a cidade, sendo diferente da obra dos artistas. (B) a população das grandes metrópoles depara-se com muitos problemas sociais, como os grafites e as pichações. (C) atualmente, a arte não pode ser usada para inclusão social, ao contrário do grafite. (D) os grafiteiros podem conseguir projeção internacional, demonstrando que a arte do grafite não tem fronteiras culturais. (E) lugares abandonados e sem manutenção tornam-se ainda mais desagradáveis com a aplicação do grafite. 6) O grafite surgiu no Brasil nos anos 1970 e hoje é reconhecido mundialmente. Quais artistas brasileiros possuem obras espalhadas pelo mundo? Comente. Copie os alfabetos e pinte ! 18
  • 19. Atividade de criação: escreva seu nome em estilo Grafite 19
  • 20. PINTE!!! Cores complementares DI CAVALCANTI Samba –1925 pintor Emiliano Di Cavalcanti nasceu em 6 de setembro de 1897. Naquela época, o panorama das artes plásticas no Brasil era bastante desolador: a pouca informação, conjugada ao tradicionalismo conservador das elites vigentes deixavam o cenário da pintura a depender ainda de ecos das já ultrapassadas correntes artísticas europeias. Nesse contexto, tornaram-se muito importantes as exposições de Lasar Segall, em 1913, e de Anita Malfatti, em 1917, esta duramente criticada. Esses dois episódios fazem parte da história de um movimento em direção às correntes modernistas europeias, que iria culminar na Semana de Arte Moderna de 1922. Di Cavalcanti já era um artista de talento bastante reconhecido nessa época, e sua atuação em 1922 foi essencial: o artista foi um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna e uma referência importantíssima para todo o grupo modernista e, desde então, para a história das artes plásticas no Brasil. Di Cavalcanti era um intelectual muito bem informado sobre as vanguardas modernistas do seu tempo, interessado não só por artes plásticas, mas por outras áreas também. Por isso mesmo, em 1921, o artista fora convidado a ilustrar o livro “Balada do Cárcere de Reading”, de Oscar Wilde, um dos mais significativos escritores contemporâneos. Em 1923, Di Cavalcanti realiza viagem a Paris, frequentando o ambiente intelectual e boêmio da época e convivendo com Picasso e Braque, entre outros, numa relação de admiração mútua. Sua experiência do contato com o cubismo, expressionismo e outras correntes artísticas inovadoras, conjugadas à consciência da sua posição de artista brasileiro, concorreram para aumentar a sua convicção no propósito de ousar e destruir velhas barreiras, colocando a arte brasileira em compasso com o que acontecia no mundo. Di Cavalcanti sabia estar no caminho certo esteticamente e a viagem a Paris só reforçou as suas certezas. Entretanto, o ambiente do pintor não era o dos boulevares de Paris: Di Cavalcanti estava impregnado dos trópicos, de uma atmosfera sensual e quente. À sua ousadia estética e perícia técnica, marcada pela definição dos volumes, pela riqueza das cores, pela luminosidade, vem somar-se a exploração de temas ligados ao seu cotidiano, que ele percebia com O 20
  • 21. vitalidade e entusiasmo. A profunda inclinação aos prazeres da carne e a vida notívaga influenciaram sobremaneira sua obra: o Brasil das telas de Di Cavalcanti é carregado de lirismo, revelando símbolos de uma brasilidade personificada em mulatas que observam a vida passar, moças sensuais, foliões e pescadores. A sensualidade é imanente à obra do pintor e os prostíbulos são uma de suas marcas temáticas, assim como o carnaval e a festa, como se o cotidiano fosse um permanente deleitar-se. A originalidade de uma cultura constituída por um caldo de referências indígenas, europeias e africanas, de forma contraditória e única, transparece em suas telas através de uma luminosidade ímpar. Marcada pela evolução constante em direção a uma técnica cada vez mais acurada, a obra de Di Cavalcanti pode ser situada numa tradição interpretativa do Brasil. Hoje, o pintor é um dos mais populares artistas brasileiros, alcançando enorme prestígio também no exterior: suas obras são disputadíssimas nos leilões internacionais, imprescindíveis a todas as coleções latino-americanas. A pintura de Di Cavalcanti representa toda uma imagem do país no mundo afora, ressaltando a sua exuberância natural e humana: é indiscutivelmente figura chave da arte brasileira. Todo o seu entendimento tem passagem obrigatória por Di Cavalcante. Cinco moças de Guaratinguetá - 1930 - influência cubista DESENHE AS 3 MOÇAS QUE ESTA FALTANDO E PINTE! 21
  • 22. QUESTÃO 01 – A presença da mulher mulata caracterizou a obra de um famoso artista brasileiro que foi: a- ( ) Di Cavalcante. b- ( ) Tarsila do Amaral. c- ( ) Anita Malfatti. d- ( ) Pablo Picasso. QUESTÃO 02 – Foi um grande nome do Cubismo brasileiro: a- ( ) Di Cavalcanti. b- b- ( ) Tarsila do Amaral. c- ( ) Pablo Picasso. d- ( ) Vicente do Rego Monteiro. QUESTÃO 03 – Dentre os temas retratados na obra do artista Di Cavalcanti, é INCORRETO citar: a) As praias. b) As favelas. c) As festas populares. d) Os trabalhadores e as questões sociais. e) A religiosidade. QUESTÃO 04 - Na década de 20, anos pioneiros do modernismo, artistas como Brecheret, Di 22 Cavalcanti e Tarsila do Amaral expressaram em suas obras a visão de mundo daquele período. Observe as reproduções a seguir, Respectivamente, de Brecheret, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral, e assinale a alternativa que corresponde aos conteúdos expressos pelos artistas. (a) Potência e força; malícia e sensualidade; brasilidade e imaginário popular. (b) Brasilidade e imaginário popular; religiosidade e espiritualidade; malícia e sensualidade. (c) Malícia e sensualidade; suavidade e lirismo; dramaticidade e ansiedade. (d) Brejeirice e volúpia; devoção e espiritualidade; potência e força. (e) Religiosidade e espiritualidade; dramaticidade e ansiedade; malícia e sensualidade.
  • 23. Samba 1928 Di Cavalcante Pinte ! Pinte! A obra de Di Cavalcante. Predominando as cores quentes 23
  • 24. D ESTILIZAÇÃO esde que o ser humano manchou com lama a parede da caverna pela primeira vez, surgiu a vontade de reproduzir a realidade da maneira mais autentica possível. Com o tempo, essa ideia foi crescendo na mente dos artistas que partiram em sua busca. E foi nessa que o público leigo, os admiradores de arte e até mesmo alguns artistas começaram a definir que a qualidade de uma obra é medida pelo seu “grau” de realismo. Quanto mais parecido com uma pessoa de verdade, quanto mais “certinha” a perspectiva, quanto mais fios de cabelos e pelos desenhados um por um, melhor. Num mundo sem a fotografia, todo esse furor em cima do naturalismo – nome dado às obras “mais realistas possíveis” – é até compreensivo, mas havia quem buscasse por outras coisas... Quase em paralelo a todo esse processo, havia artistas que buscavam mais do que realismo: buscavam expressão e simbologia. Para isso eles se desprenderam da realidade e buscaram por novas formas de representação. Eis que surgiam os primeiros conceitos de estilização. Havia também aí a aplicação e a interpretação de cada artista sobre o desenho, formando o estilo individual. Isso ampliou as possibilidades, trouxe novos conceitos e novas percepções. O que é estilizar? Quando usamos o termo “estilizar” a forma, estamos nos referindo a fazer uma síntese da forma e a depurar esta forma, procurando deixar o extremo do resultado final, de modo que as particularidades sejam eliminadas e a essência fique representada de tal maneira que o observador não perca a mensagem final e que a estética fique preservada. Os arabescos e os excessos são eliminados e as linhas principais permanecem deixando a ideia fundamental. Mas, assim como tudo o que existe, temos que criar regras que confiram unidade e uma certa lógica a este universo. Um artista brasileiro que se destaca no cenário mundial com sua arte pop é Romero Britto. A grande característica de suas obras é o emprego de desenhos com formas 24
  • 25. Exemplos: estilizadas geometrizadas e cores bem vibrantes. Nasceu no Recife, em 1963. Começou pintando em jornais o em qualquer folha que encontrava.. ATIVIDADES 2- Utilizando suavemente o lápis, faça a estilização de cada objeto representado. Olhe a forma geométrica de cada objeto. A estilização deve ser simples, sem tirar a característica do objeto. 25
  • 26. FORMAS NATURALISTAS 3- Recorte dois exemplos deformas naturalistas e cole no lugar indicado. Em seguida, desenhe a forma estilizada das figuras recortadas. 26 FORMAS ESTILIZADAS
  • 27. M 4- Pinte a releitura de Romero Brito utilizando cores primárias e secundárias. 27 Claude Monet Monet: um dos maiores representantes do impressionismo onet nasceu na França, no ano de 1840. Tornou-se um grande pintor e um dos mais importantes representantes do impressionismo. Foi uma de suas pinturas, “Impressão: Nascer do Sol”, que deu nome ao movimento artístico impressionista. O começo de sua carreira artística foi marcado por dificuldades financeiras. Porém, na década de 1870, começou a obter sucesso. Suas obras de arte seguiam, como temática principal, as paisagens da natureza. Trabalhava de forma harmônica as cores e luzes, criando imagens belas e fortes. Neste contexto artístico, podemos citar a série de pinturas que realizou sobre a catedral de Rouen (1892-1894), onde o artista retratou a construção em diversos momentos do dia, com variações de luminosidade. Vale a pena destacar também as obras de arte com temas aquáticos como, por exemplo, os murais que realizou no Museu I‟ orangerie.
  • 28. Antes de completar 15 anos de idade, Monet já era conhecido em Le Havre - a cidade para onde sua família mudara, vinda de Paris -, pois os retratos de personalidades importantes que ele fazia começavam a ficar famosos. Ainda jovem, Monet descobriu as gravuras do artista japonês. Essas duas formas de arte, tão díspares, o atraem para a luz e a cor, fazendo com que abandone a preocupação com os contornos. Boudin, pintor de marinhas, mostra-lhe o encanto das águas, dos céus e das flores, que Monet conservará até o fim da vida. Seus primeiros quadros importantes, anos mais tarde, retratariam figuras ao ar livre ("Almoço na relva", de sua esposa, Camille, será uma das poucas telas de Monet em que a figura humana predominará. Em 1857, vai a Paris e frequenta a Academie Suisse, onde conhece Pissarro, amizade que manterá por toda a vida. Um breve período de interrupção na sua carreira, quando prestou serviço militar na Argélia, serviu para despertar-lhe um breve período de interrupção na sua carreira, quando prestou serviço militar na Argélia, serviu para despertar-lhe maior interesse pela luz e pela 28 cor do norte da África. De volta a Paris, frequentou o ateliê de Charles Gleyre, onde entrou em contato com Renoir, Sisley e Bazille. Em 1871, a guerra franco-alemã levou-o a mudar-se para Londres, onde frequentou os museus e descobriu a obra de Turner. Cor e luz Em 1874, seus trabalhos e os de outros pintores antiacadêmicos foram rejeitados pelo Salão Oficial dos Artistas Franceses. Como resposta, eles realizaram uma exposição, num estúdio do Boulevard des Capucines, à qual deram o título de Sociedade Anônima dos Artistas Pintores, Escultores, Gravadores, etc., também chamada de Salão dos Recusados. Monet expõe, então, seu quadro "Impressão: o sol nascente". Um jornalista, zombando do grupo, chamou-lhes de "impressionistas". Assim nascia o movimento chamado Impressionismo, que revolucionou a pintura moderna. O grupo separou-se cerca de dez anos depois. Claude Monet já se achava instalado, desde 1883, em Giverny, onde continuaria a pintar até o fim da vida. Monet preocupou-se, cada vez mais, em só pintar objetos nos espaços abertos, sejam flores, sejam catedrais, mas não em função de suas formas: estas se originam da luz, que o artista procura captar. Cor e luz devem criar a forma e devem criar a forma e o espaço; este último é abandonado como fator estrutural. Monet fragmenta sua pincelada, clareando e avivando sua paleta. Em sua luta por captar a luz, reproduz a mesma cena inúmeras vezes, em horas diferentes do dia, cada uma sob uma nova luminosidade.
  • 29. De 1900 a 1926 trabalha na série "Nymphéas", em 19 painéis, oferecidos ao governo francês e colocados na Oranmgerie, no Jardin des Tuilleries, Paris. É um hino à natureza em todo o seu esplendor Monet morreu em 1926, na França, deixando um legado artístico reconhecido até os dias atuais. Alguns críticos de arte consideram Monet um dos mais importantes pintores de todos os tempos. Camille Monet em um Banco de Jardim (1873) E Dê continuidade ao desenho 29
  • 30. Questão 01) A obra de Claude Monet tem como característica a supremacia: A. Do desenho sobre a cor B. Das sombras sobre a luz C. Da verticalidade sobre a horizontalidade D. Da cor sobre o desenho QUESTÃO 02 Ao contrário da maioria dos demais estilos artísticos, o Impressionismo tem ano e local de criação bem definidos, isso ocorre, pois: a) a obra que inaugura o movimento é o quadro Impressão ao Nascer do Sol de Renoir, de 1872; b) a obra “A bailarina” de Edgar Degas inaugurou o movimento; c) a obra Impressão Sol nascente de Paul Gauguin inaugura o movimento; d) a obra O lago dos nenúfares de Claude Monet de 1872, inaugurou o movimento; e) N.D.A QUESTÃO 03 Foi um movimento artístico que surgiu na pintura européia do século XIX, o nome do movimento é derivado da obra Impressão, nascer do sol (1872). O texto faz uma clara referência ao: a) Expressionismo, que tem como seu principal expoente Vicent van Gogh; b) Naturalismo, que tem como seu principal expoente Degas; 30 c) Impressionismo que tem como seu principal expoente Edgar Degas; d) Impressionismo, inaugurado com Claude Monet; e) Impressionismo, inaugurado com Édouard Manet; QUESTÃO 04 - Em busca de maior naturalismo em suas obras e fundamentando-se em novo conceito estético, Monet, Degas, Renoir e outros artistas passaram a explorar novas formas de composição artística, que resultaram no estilo denominado Impressionismo. Observadores atentos da natureza, esses artistas passaram a: a) retratar, em suas obras, as cores que idealizavam de acordo com o reflexo da luz solar nos objetos. b) usar mais a cor preta, fazendo contornos nítidos, que melhor definiam as imagens e as cores do objeto representado. c) retratar paisagens em diferentes horas do dia, recriando, em suas telas, as imagens por eles idealizadas. d) usar pinceladas rápidas de cores puras e dissociadas diretamente na tela, sem misturá-las antes na paleta. e) usar as sombras em tons de cinza e preto e com efeitos esfumaçados, tal como eram realizadas no Renascimento.
  • 31. Edvard Munch Edvard Munch foi um pintor norueguês, nascido em Oslo no ano de 1863. Suas obras inspiraram uma corrente artística moderna, sendo considerado o precursor do expressionismo alemão. Teve uma vida familiar muito conturbada, pois sua mãe e uma irmã morreram quando ele ainda era jovem. Outra irmã tinha problemas mentais (bipolaridade). Seu pai tinha uma vida marcada pelo fanatismo religioso. Para complicar, Munch ficou muito doente durante a infância. Já adulto, começou a apresentar um quadro psicológico conturbado e conflituoso, alguns estudiosos afirmam que o pintor, provavelmente, possuía transtorno bipolar. Abordava temas relacionados aos sentimentos e tragédias humanas (angústia, morte, depressão, saudade). Além disso, retratava pinturas de imagens desfiguradas, passando uma sensação de angústia e desespero, pela forte expressividade no rosto das personagens retratadas. Em 1892, Munch já fazia parte da vanguarda intelectual de Berlim, quando preparou uma exposição para a União dos Artistas. Continuando no mesmo tema, pintou a obra que o nabilizou, “O Grito” (1893), feita em quatro versões, a obra é um retrato perfeito de uma figura desesperada onde seu grito parece silencioso, um átimo de horror sufocado, mudo. Entre 1908 e 1909, Munch esteve numa clínica psiquiátrica em Compenhague, na Dinamarca. Ele mesmo tomou o trem e se apresentou na clínica, ciente de que precisava de ajuda. Achava que diabos o perseguiam. Ouvia vozes, tinha alucinações e insônia, bebia demais e sofria paralisações súbitas. Depois de oito meses internado, recebeu alta, cortou o cigarro e o excesso de bebida passando a pintar quadros mais leves, mais extrovertidos. O primeiro tema que explorou repetidamente foi o sol – o astro, a luz e o amarelo. Chegou a pintar naturezas mortas, inspirado na produção agrícola da própria fazenda nos arredores de Oslo. Em seus últimos anos de vida, pintou uma série de autorretratos. Edvard Munch faleceu em Oslo, Noruega, no dia 23 de janeiro de 1944, época em que a Noruega e seu corpo foi velado em uma pomposa cerimônia nazista . PrincipaisCaracterísticas As obras de Munch revelam um espírito trágico, repleto de doença e morte. Esses temas foram recorrentes na infância do artista, haja vista que perdeu sua mãe e irmãs na juventude. Além disso, ficou muito enfermo e fraco. Por este motivo, solidão, melancolia, angústia, desespero, depressão e saudade são assuntos frequentes nas representações de Munch. É comum, portanto, nos depararmos com pinturas e gravuras de rostos sem feições ou desfigurados, com expressões distorcidas e quase espectrais. 31
  • 32. EDVARD MUNCH: UM GRITO INFINDÁVEL O grito (1893) Em 1893 pinta “O Grito”. É uma obra efetuada em óleo, têmpera e pastel em cartão de pequenas dimensões: 91 x 73.5 cm. Há uma série de fatores que influenciaram Munch para a realização deste quadro. Desde um período em que esteve doente em Nice, em 1892. Edvard escreveu em seu diário o momento que por certo o inspirou a pintar a sua obra: “Estava a passear cá fora com dois amigos, e o Sol começava a pôr-se - de repente o céu ficou vermelho, cor de sangue - Parei, sentia-me exausto e apoiei-me a uma cerca – havia sangue e língua de fogo por cima do fio de azul-escuro e da cidade – os meus amigos continuaram a andar e eu ali fiquei, de pé, a tremer de medo – e senti um grito infindável a atravessar a Natureza”. Obra mais famosa do pintor norueguês e um dos marcos maiores do Expressionismo, em “O Grito”, o desespero e a angústia tomam enormes proporções. Detalhe curioso dessa obra é que ela retrata um personagem andrógeno, em uma situação de desespero e angústia existencial. O quadro “O Grito” tornou-se uma das obras de arte mais reconhecidas em todo o mundo só 32 suplantada pela “Mona Lisa" de Leonardo Da Vinci. Mas o que tornará esta obra de arte tão famosa e apelativa? Será a misteriosa figura central do seu quadro? Será a dor intensa que este personifica? Serão as cores tortuosas que nos tocam a alma? Será uma identificação que inconscientemente fazemos quando somos confrontados com a sua angústia? . “A arte também é a expressão da vida aprisionada num quadro”. Essa frase se enquadra perfeitamente para falarmos na obra O Grito, de Edvard Munch. Inspirados nas releituras abaixo, reflita sobre os fatos de nossas vidas e tente relacioná-la com a pintura de Munch.
  • 33. Pinte a tela abaixo com as cores quentes. 33
  • 34. A partir das reflexões sobre o quadro O Grito, crie uma releitura cujo objetivo é relacionar fatos desesperadores de nossa realidade (políticos, sociais, ambientais e outros) como referência para sua criação artística. Utilize a técnica de colagem para fazer a composição de sua releitura. Use as imagens abaixo como fonte de inspiração. 34
  • 35. HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA A música do Brasil se formou a partir da mistura de elementos europeus, africanos e indígenas, trazidos por colonizadores portugueses, escravos e pelos nativos que habitavam o chamado Novo Mundo. Outras influências foram se somando ao longo da história, estabelecendo uma enorme variedade de estilos musicais. Na época do descobrimento do Brasil, os portugueses se espantaram com a maneira de vestir dos nativos e a maneira como eles faziam músicas: Cantando, dançando, tocando instrumentos (chocalhos, flautas, tambores). O maracá era um instrumento muito apreciado pelos índios tupis da costa do Brasil, e os índios costumavam dançar em círculos cantando e batendo os pés. Um dos cantos dos tupis era dedicado a uma ave amarela, uma espécie de arara, que eles chamavam “Canide ioune” (ave amarela na língua tupi). A música brasileira mistura elementos de várias culturas, principalmente as chamadas culturas formadoras, que eram a dos colonizadores portugueses (europeia), a dos nativos (indígena) e a dos escravos (africana). É difícil dizer com certeza, quais foram os elementos de origem, mas sabemos que alguns instrumentos musicais, por exemplo, são tradicionais de certas culturas. Os primeiros professores de música no Brasil foram os padres Jesuítas, responsáveis pela catequese dos indígenas, a partir de 1549. No sul do Brasil, os Jesuítas construíram as Missões, que era um projeto que além de levar cultura aos índios guaranis, também os ensinavam a religião católica, agricultura, e música vocal e instrumental, criando após dez anos, orquestras inteiras só de guaranis. Um filme que retrata muito bem a catequese feita na America do Sul pelos padres Jesuítas é o Filme “THE MISSION” (gravado em 1986), do Diretor Roland Joffé, com o ator Robert de Niro no papel principal. O mais famoso padre jesuíta das Missões foi o padre José de Anchieta (1534-1597), criador de muitas peças de teatro didáticas, que tinham a função de ensinar a religião de uma forma criativa e espetacular aos índios. Os padrões de interpretação e estilo, obviamente eram todos da cultura europeia, e o objetivo era acima de tudo catequético, com escassa ou nula contribuição criativa original da parte dos índios. Com o passar dos anos, os índios remanescentes dos massacres e epidemias aos quais sofreram durante todo esse período, foram se retirando para regiões mais remotas do Brasil, fugindo do contato com o homem branco, e sua participação na vida musical nacional foi decrescendo, até quase desaparecer por completo. Os indígenas não deixaram seus traços na construção da música brasileira, apenas em alguns gêneros folclóricos, mas de forma bem passiva, perante a imposição da cultura colonizadora. Até o 19 Portugal foi a maior das influências na construção da música brasileira, erudita e popular, porque 35
  • 36. introduziu a música instrumental, harmônica, a literatura musical e boa parte das formas musicais cultivadas no país ao longo dos séculos, ainda que diversos elementos fossem de origem europeia e não portuguesa. Ao longo do tempo o intercâmbio cultural com outros países além da metrópole portuguesa, trouxeram vários elementos musicais típicos de outros países, que se tornariam importantes, como as óperas italiana e francesa, e as danças típicas de outros países, como a zarzuela, o bolero e a habanera de origem espanhola, as valsas e polcas alemãs, e o jazz norte americano tiveram também sua participação e transformação dentro da construção da música brasileira. Até o início do século 18 a maior parte da música erudita era praticada apenas na Bahia e Pernambuco (estados localizados no norte do Brasil), mas no final do século 18, essa grande fusão de diversos elementos melódicos e ritmos africanos começaram a dar a música popular, uma sonoridade tipicamente brasileira, que se espalhou por todo o país e formou os primeiros nomes da música brasileira. MÚSICA BRASILEIRA- JOVEM GUARDA Jovem Guarda foi um movimento surgido na segunda metade da década de 60, que mesclava música, comportamento e moda. Surgiu com um programa televisivo brasileiro exibido pela Rede Record, a partir de 1965. Os integrantes do movimento foram influenciados pelo Rock and Roll da década de 50 e 60. Com isso, faziam uma variação nacional do rock, batizada no país de "Iê- Iê-Iê", com letras românticas e descontraídas. A expressão Jovem Guarda começou a ser 36 usada com a estreia do programa de auditório que tinha esse nome, na TV Record, em 1965. Foi comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa que apresentavam ao público os principais artistas ligados ao movimento. O programa tornou- se popular e impulsionou o lançamento de roupas e acessórios. O movimento foi identificado como do público jovem, porém, agradou pessoas de todas as idades. Entre os artistas do movimento destacaram- se Celly Campelo, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Vanusa, Eduardo Araújo,Silvinha, Martinha, Arthurzinho, Ronnie Cord, Ronnie Von, Paulo Sérgio, Wanderley Cardoso,Bobby di Carlo, Jerry Adriani, Rosemary, Leno e Lilian, Demétrius, Os Vips, Waldirene, Diana (cantora), Sérgio Reis, Sérgio Murilo, Trio Esperança, Ed Wilson, Evaldo Braga e as bandas, Os Incríveis, Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys e The Fevers. Entre os principais sucessos estão "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno"; "Festa de Arromba"; "Pare o Casamento"; "Garota do Roberto"; "Biquíni de Bolinha Amarelinha"; "Meu Bem"; "Eu Daria a Minha Vida"; "O Bom"; "Roda Gigante"; "Rua Augusta"; "Namoradinha de um Amigo Meu"; "Ternura"; "O Caderninho"; "Tijolinho"; "Feche os Olhos"; "A Festa do Bolinha"; "O Bom Rapaz" e "Menina Linda". A partir dos anos de 1990, regravações da Jovem Guarda feitas por outros grupos fizeram sucesso entre os adolescentes.
  • 37. Em ROCK 1951 um ritmo musical pouco convencional surge e chama a atenção por ser diferente de tudo que existia até então e passa a cativar rapidamente aquela geração e as que vieram a seguir, até os dias atuais… É o rock ou rock in roll que veio para ficar! Seus primeiros toques aparecem em um programa de rádio, no estado de Ohaio, Estados Unidos. Seu ritmo tinha como base duas guitarras elétricas, um contrabaixo e uma bateria, mas claro que outros instrumentos e variações poderiam ser adicionados. Muito mais que um gênero musical, o rock criou também uma referência de comportamento para milhares de pessoas, principalmente jovens, que passaram a viver um estilo mais despojado e moderno de se vestir, agir e falar. Década de 60 Tal período foi o mais popular e prolífero do Rock. A combinação do movimento antiguerra e o crescimento do uso de drogas registrado na época originou o pensamento da década. Bandas famosíssimas como Beatles, Rolling Stones, The Doors e Pink Floyd surgiram. Foi neste período que surgiu o famoso lema: “Sexo, drogas e Rock’n’Roll.” 37 Década de 70 Nesta fase, a “agressividade” do Rock dos anos 60 havia se esfriado um pouco, proporcionando o retorno de um estilo mais direto e primitivo. Foi na década de 70 que surgiu o punk rock, o conceito do “faça você mesmo” tomou conta do mundo inteiro através das bandas The Ramones, Iggy Pop & The Stooges e Sex Pistols. Além destes, outros lendários grupos musicais surgiram neste período: Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, KISS e Aerosmith, por exemplo. Década de 80 Foi marcada pelo peso, atitude e a comercialização. Na questão do peso, surgiu o Heavy Metal, representado por bandas como Iron Maiden e Judas Priest. Além disso, nos anos 80 surgiu o Alternative Rock, gênero musical criado pelas bandas undergrounds que não tinham apoio das grandes gravadoras e que passaram a lançar seus discos de forma independente. Década de 90 Sem dúvida, foi a época do hard rock, liderado pela banda Guns N'Roses(para se ter uma ideia, o estoque dos discos da banda não duravam nem 24 horas nas lojas). Também foi na década de 90 que surgiu o “grunge”, estilo que tem como características musicais o menor cuidado na polidez do som (grunge tem um significado próximo a "sujo" na língua inglesa) e a
  • 38. O criação de letras relacionadas com a depressão e a angústia. Algumas importantes bandas desta fase: U2, Pearl Jam, Nirvana, Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers, Dream Theater, Coldplay, Blink-182 e Green Day. Cenário atual No início do século atual, o Rock começou a perder grande parte de seu espaço para o Pop. Contudo, uma nova vertente do estilo, a qual relaciona o rock com a diversidade da música surgiu. Assim, se tornou um elemento crucial para os rockeiros do século XXI a aceitação da heterogeneidade e a exaltação de toda a história do rock. HISTÓRIA DO SAMBA NO BRASIL samba foi introduzido no Brasil no período colonial pelos escravos africanos sendo, portanto um estilo que provém da fusão entre as culturas africana e brasileira. Inicialmente, as festas de danças dos negros escravos na Bahia eram chamadas de "samba". A manifestação durante muito tempo foi considerada um estilo de música e dança criminalizado e visto com preconceito, devido às suas origens negras. Em 1917 foi gravado no Brasil o primeiro samba com o título: "Pelo Telefone", com letra de Mauro de Almeida e Donga, cantado por Bahiano. Há controvérsias sobre a origem da palavra "samba", mas provavelmente advém do termo africano "semba" que significa "umbigada". O samba está presente em todas as regiões brasileiras, modificando-se conforme o local, sendo que os mais conhecidos são:  Samba da Bahia  Samba Carioca (Rio de Janeiro)  Samba Paulista (São Paulo) Assim, dependendo do Estado modificam-se os ritmos, as letras, o estilo de dançar e até mesmo os instrumentos que acompanham a melodia. Com o passar do tempo, o samba foi conquistando o público em geral e adquirindo um lugar de destaque entre os principais elementos da identidade cultural brasileira. Principais Tipos de Samba  Samba de roda: o samba de roda está associado à capoeira e ao culto dos orixás. Essa variante de samba surgiu no Estado da Bahia no século XIX, caracterizado por palmas e cantos, no qual os dançarinos bailam dentro de uma roda. 38
  • 39.  Samba-enredo: associado ao tema das escolas de samba, o samba-enredo é caracterizado por apresentar canções com temáticas de caráter histórico, social ou cultural. Essa variante de samba, surgiu no Rio de Janeiro na década de 30 com o desfile das escolas de samba.  Samba-canção: chamado também de "samba de meio de ano", o samba canção surge na década de 20 no Rio de Janeiro e se populariza no Brasil nas décadas de 1950 e 1960. Esse estilo é caracterizado por músicas românticas e ritmos mais lentos.  Samba-exaltação: o marco inicial desse estilo de samba é a música "Aquarela do Brasil" de Ary Barroso (1903-1964), lançada no ano de 1939. Caracterizado por letras que apresentam temas patrióticos e ufanistas.  Samba de gafieira: Esse estilo de samba é derivado do maxixe e surgiu na década de 40. O samba de gafieira é uma dança de salão cujo homem conduz a mulher acompanhados por uma orquestra com ritmo acelerado.  Pagode: Essa variante do samba surgiu no Rio de Janeiro na década de 70, a partir da tradição das rodas de samba. Caracterizado por um ritmo repetitivo com instrumentos de percussão acompanhados de sons eletrônicos. Pintura de Rugendas que revela as origens do samba no país, o qual era praticado pelos negros africanos 39 fiISTÓRIA DA MÚSICA SERTANEJA O subgênero musical “sertanejo” é totalmente brasileiro. Na verdade, o sertanejo é uma variação ou uma “urbanização”, se é que podemos assim dizer, da música caipira, onde são utilizados instrumentos artesanais e típicos do Brasil-colônia, como a viola, o acordeão e a gaita, algo voltado para o público extremamente rural do Brasil. O sertanejo se caracteriza pela melodia simples e melancólica
  • 40. das músicas, bem semelhante à música caipira, talvez um pouco mais dançante e sem dúvida, mais urbana. Enquanto a música caipira tinha uma temática baseada na vida do campo, os sertanejos mudaram essa temática para agradar o grande público das cidades, adotando temas como amor e traição. Ocorreu o cuidado particular em se evitar o termo “caipira”, visto com preconceito por grande parte da população. Foi em 1929 que surgiu a música sertaneja como se conhece hoje. Ela nasceu a partir de gravações feitas pelo jornalista e escritor Cornélio Pires de "causos" e fragmentos de cantos tradicionais rurais do interior paulista, norte e oeste paranaense, sul e triângulo mineiros, sudeste goiano e matogrossense. Na época destas gravações pioneiras, o gênero era conhecido como música caipira, cujas letras evocavam o modo de vida do homem do interior (muitas vezes em oposição à vida do homem da cidade), assim como a beleza bucólica e romântica da paisagem interiorana (atualmente, este tipo de composição é classificado como "música sertaneja de raiz", com as letras enfatizadas no cotidiano e na maneira de cantar). A partir de 1980, houve no Brasil uma grande exploração comercial da música sertaneja, começando com Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo, passando posteriormente para uma grande quantidade de duplas, tendo seu auge entre os anos de 1988 e 1990. Atenta, a indústria fonográfica lançou na década de 2000 um movimento similar, chamado sertanejo universitário. MÚSICA BRASILEIRA 1- Entrega da letra para leitura. 2- Audição – tocada- CD. 3- Discussão oral sobre a música. 4- Interpretação da música com desenho representativo. 5- Elaboração de paródia. Fio de Cabelo Chitãozinho& Xororó Quando a gente ama Qualquer coisa serve para relembrar Um vestido velho da mulher amada Tem muito valor Aquele restinho do perfume dela que ficou no frasco Sobre a penteadeira Mostrando que o quarto Já foi o cenário de um grande amor E hoje o que encontrei me deixou mais triste Um pedacinho dela que existe Um fio de cabelo no meu paletó Lembreide tudo entre nós Do amor vivido Aquele fio de cabelo comprido Já esteve grudado em nosso suor Quando a gente ama E não vive junto da mulher amada Uma coisa à toa É um bom motivo pra gente chorar Apagam-se as luzes ao chegar a hora De ir para a cama A gente começa a esperar por quem ama Na impressão que ela venha se deitar E hoje o que encontrei me deixou mais triste Um pedacinho dela que existe Um fio de cabelo no meu paletó Lembreide tudo entre nós Do amor vivido Aquele fio de cabelo comprido Já esteve grudado em nosso suor 40
  • 41. À Sua Maneira Capital Inicial Ela dormiu no calor dos meus braços E eu acordei sem saber se era um sonho Algum tempo atrás pensei em te dizer que eu nunca cai nas suas armadilhas de amor Naquele amor A sua maneira Perdendo o meu tempo a noite inteira Não mandarei cinzas de rosas Nem penso em contar os nossos segredos Naquele amor A sua maneira Perdendo o meu tempo a noite inteira Ela dormiu no calor dos meus braços E eu acordei sem saber se era um sonho Algum tempo atrás pensei em te dizer que eu nunca cai nas suas armadilhas de amor Naquele amor A sua maneira Perdendo o meu tempo a noite inteira Naquele amor A sua maneira Perdendo o meu tempo a noite inteira Eu Sou Terrível - Roberto Carlos Músicas Jovem Guarda Eu sou terrível, e é bom parar De desse jeito, me provocar Você não sabe, de ondu venho O que eu sou, e o que tenho Eu sou terrivel Vou lhe dizer, e ponho mesmo, pra derreter Estou com a razão no que digo Não tenho medo nem do perigo Minha caranga é maquina quente Eu sou terrível E é bom parar, porque agora, vou decolar Não é preciso, nem avião Eu vôo mesmo, aqui no chão Eu sou terrível Vou lhe contar, não vaiser mole, me acompanhar Garota que anda do meu lado Vai ver que eu ando mesmo apressado Minha caranga é maquina quente, eu sou terrível Eu sou terrível Eu sou terrível, e é bom parar De desse jeito, me provocar Você não sabe, de onde eu venho O que eu sou, e o que tenho Eu sou terrível, vou lhe dizer E ponho mesmo, pra derreter Estou com a razão no que digo Não tenho medo nem do perigo Minha caranga é máquina quente Eu sou terrível.. 41
  • 42. ARTE GÓTICA Catedral de Chartre s – França sec. XI O termo Gótico foi utilizado pelos italianos renascentistas, que consideravam a Idade Média como a idade das trevas, época de bárbaros, e como para eles os godos eram o povo bárbaro mais conhecido, utilizaram a expressão gótica para designar o que até então chamava-se “Arte Francesa “ Catedral da Sé – São Paulo O auge do desenvolvimento artístico da Idade Média, rivalizando com as maravilhas da Grécia e da Roma da antiguidade, foi a catedral gótica. De fato, essas “Bíblias de Pedra” superaram até mesmo a arquitetura em termos de ousadia tecnológica. Entre 1200 e 1500, os construtores medievais ergueram essas estruturas elaboradíssimas, com23 metros interiores atingindo uma altura sem precedentes no mundo da arquitetura (até 47 metros) .São Paulo Catedral de chartres França. Sec. X II Arquitetura: Sobre as características da arquitetura gótica encontra-se que: as paredes eram a base espiritual da Igreja, os pilares representavam os santos, e os arcos ogivais e os nervos eram o caminho para Deus A arquitetura gótica medieval, entre os séculos XII e XVI, caracterizada pela forma ogival das abóbadas e dos arcos, bem como o revivalismo gótico que alastrou pela Europa no século XIX e nos primeiros anos do século XX, parece querer desmaterializar a pedra das catedrais e dos palácios, apresentados em superfícies de nós, laços e cruzamentos labirínticos, erguendo a força das linhas verticais à potência do infinito e manifestando assim uma necessidade de expressão espiritual. Escultura: A escultura gótica desenvolveu-se paralelamente à arquitetura das Igrejas e está presente nas fachadas, tímpanos e portais das catedrais, que foram o espaço ideal para sua realização. Caracterizou-se por um calculado naturalismo que, mais do que as formas da realidade, procurou expressar a beleza ideal do divino; no entanto a escultura pode ser vista como um complemento à arquitetura, na medida em que a maior parte das obras foi desenvolvida separadamente e depois colocadas no interior das Igrejas, não fazendo parte necessariamente da estrutura arquitetônica. Os gárgulas eram comuns nas igrejas gótica.A pintura gótica desenvolveu-se nos séculos XII. XTV e no início do século XV, quando começou a ganhar novas características que prenunciam o Renascimento. Sua principal particularidade foi a procura do realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas, quase sempre tratando de temas religiosos, apresentava personagens de corpos pouco volumosos, cobertos por muita roupa, com o olhar voltado para cima, em direção ao plano celeste. Os principais artistas na pintura gótica são os verdadeiros precursores da pintura do Renascimento: Giotto e Jan Van Eyck 42
  • 43. A deposição”, de Giotto, 1305. Capella Antes de Giotto, no decorrer de toda a Idade Média, a pintura teve um aspecto muito severo, sem grandes semelhanças cora o real, pois os assuntos divinos mereciam tratamento simbólico, superior à realidade dos homens. Giotto revolucionou as artes plásticas, porque abandonou as imagens chapadas, sem profundidade, procurando criar uma ilusão de espaço, com noções básicas de perspectiva, situando os personagens bíblicos em um mundo concreto, aproximando-os dos espectadores. Além disso, nos afrescos das várias igrejas italianas que coloriu, deu um tratamento aos temas religiosos sem precedente, pois cada figura que pinta sente profundamente os fatos narrados, como podemos observar na passagem da Deposição de Cristo, em que Maria e as demais mulheres se debruçam sobre o Cristo morto e seja na posição das mãos, seja nas expressões faciais, há um profundo pesar e desespero estampado. Além delas, os anjos são encantadores, cada um a sua maneira deflagra o sentimento terrível que os„ aflige, sem falar nos braços abertos de São João, os quais atraem nosso olhar. “Nessa deposição há uma concentração extraordinária. Cada linha, cada superfície, cada gesto, cada olhar leva-nos à figura de Cristo deitado no colo da Virgem. Um grande lamento enche o universo. Vemos um movimento em forma de V, com uma linha diagonal imaginária do lado esquerdo caindo até o ponto mais baixo, onde se encontram as cabeças de Cristo e da Virgem, daí se erguendo uma diagonal ascendente para a direita, acompanhando o perfil da paisagem do rochedo nu.” Tamanha era a diferença entre a pintura medieval de até então e a pintura de Giotto que muitas pessoas, ao entrarem nas igrejas por ele decoradas, ficavam impressionadas com a semelhança entre o desenho e a realidade, confundindo, por vezes, a pintura com o real. A pintura dele, hoje, não provoca esta reação, mas continua a encantar com suas cores harmônicas, com sua expressividade no que toca ao psicológico, com a harmonia da composição, com a arte de um homem a frente de seu tempo. São Paulo Catedral de chartres França. Sec. X II Os VITRAIS eram compostos de milhares de peças de vidro tingido com elementos químicos, como cobalto e manganês, unidos por tiras de chumbo que também delineiam as figuras que compõem o desenho. São eles que permitem às catedrais góticas proporcionar a sensação de plenitude espiritual, pois a invasão da luz cria uma atmosfera mística e um encantamento com o belíssimo efeito de “renda petrificada”, como as descreveu o escritor William Faukner. 43
  • 44. EXERCÍCIOS SOBRE ARTE GÓTICA 1- Os historiadores da arte têm sugerido que o termo “gótico” foi cunhado pelo humanista Giorgio Vasari (1511-1574) no século XVI em referência a um tipo de arte nascido na Baixa Idade Média, com grande expressão na arquitetura e na pintura, e que se diferenciava da arte românica, produzida antes dela. Entre os primeiros pintores do estilo gótico, pode-se mencionar: a) Pablo Picasso b) Giotto di Bondone c) Leonardo da Vinci d) El Greco e) Francis Bacon 2- As catedrais góticas passaram a apresentar elementos técnicos bem diversos da arquitetura usada nas construções românicas. Entre esses elementos, estavam: a) os arcos completos, como os modelos gregos e romanos. b) a ausência de gárgulas nas decorações externas. c) a ausência de vitrais. d) os arcos em forma de ogiva. e) a presença de um centro piramidal. 3- Entre os pintores flamengos (que viviam nos Países Baixos durante a Idade Média), um dos que mais se destacaram no emprego do estilo gótico foi: a) Vincent van Gogh b) Velasquez c) Rambrandt d) Johannes Vermeer e) Jean Van Eyck .Sugestões de atividades Vitrais da Arte Gótica Os vitrais é um tipo de vidraça composta por pedaços de vidro coloridos, que geralmente representa cenas ou personagens. É um dos elementos arquitetônicos característica do estilo góticos. O vitral originou-se no Oriente por volta do século X. Tendo florescido na Europa durante a Idade Média, os vitrais foram amplamente utilizados na ornamentação de igrejas e catedrais, uma vez o efeito da luz do sol que por eles penetravam, conferia uma maior imponência e espiritualidade ao ambiente, efeito reforçado pelas imagens retratadas, em sua maioria cenas religiosas. Utilize papel cartão e celofane colorido para compor o vitral abaixo Utilize papel cartão e celofane colorido para compor o vitral abaixo 44
  • 45. Pinte as Rosáceas predominando a cor ROXA! 45
  • 46. B Barroco Vocação De São Mateus . Obra De Caravagio 1599/1600 arroco é o termo que serve para designar a arte que surgiu já no fim do século XVII na Itália e que teve seu auge no século XVIII, espalhando se posteriormente para outros países da Europa e América Latina, além disso, o barroco também se manifestou na literatura e no teatro. A arte barroca foi o estilo que sucedeu o Renascimento, ambos os estilos compartilhavam do gosto pela antiguidade clássica. A expressão “Barroco” significa absurdo ou grotesco e foi assim chamado pelos críticos afim de ridicularizar a arte que abdicava das regras do estilo clássico. Na América Latina o Barroco ganhou força por meio dos artistas que viajavam para a Europa. Após a Reforma Protestante e a Contrarreforma ocorrida no século XVI, a Igreja Católica perdeu força e apoio na busca pela retomada das ideias teocentristas. O Barroco surge em meio a crises políticas e religiosas. A Igreja Católica com o intuito de frear as ideias protestantes, buscou através da arte um meio de reafirmar os valores cristãos. A arte barroca apresenta, sobretudo, características bastante detalhistas, dramáticas e expressivas que de alguma maneira mexem com o emocional do espectador. A pintura barroca assumiu caraterísticas realistas e um ousado contraste de claro-escuro a fim de intensificar a noção de profundidade, além disso, a luz tem o objetivo de conduzir o olhar do espectador à cena principal. Um dos mais notáveis artistas desse período foi o italiano Caravaggio. Sua obra A Vocação de São Mateus (1596-1598) reflete bem as características citadas anteriormente. O olhar do fruidor fixa-se no raio de luz que conduz ao acontecimento principal da obra – Jesus à direita apontando para Mateus a esquerda. Na escultura se evidencia, especialmente a dramaticidade e teatralidade das expressões, o movimento e exuberância das formas. Na Itália o trabalho de Bernini ganha destaque pela representatividade do estilo. Suas esculturas parecem ganhar vida própria causando grande impacto para quem as aprecia. O êxtase de Santa Tereza (1645-1652) é uma de suas obras mais famosas. A escultura em mármore de tamanho natural está localizada na Igreja de Santa Maria Della Vittoria e parecem flutuar e dominar as emoções do espectador. Na arquitetura, o Barroco utilizou elementos para dar a impressão de dinamismo, esplendor e grandiosidade tanto nas fachadas quanto no interior. Elementos sinuosos como os espirais e formas contorcidas eram usados para conferir efeitos ilusórios reforçando a impressão de movimento ascensional. Francesco Borromini, artista Barroco, entre muitos obras construiu a Igreja de Sant'Agnese in Agone e de a Igreja de Sant'Andrea delle Fratte, ambas em Roma. Pintura Barroca na Itália  Disposição de elementos dos quadros, que sempre forma uma composição em diagonal;  Contraste de claro-escuro nas cenas, o que intensifica a expressão dos sentimentos;  Realismo, retratando não só a vida na burguesia, mas a vida do povo simples. Principais Pintores do Barroco Tintoretto (1515-1549), pintou temas religiosos, mitológicos e retratos, sempre com duas características bem marcantes: focou nos corpos, mais do que os seus rostos; a luz e a cor têm grande intensidade. O conjunto que formava personagens e as cores deveriam ser vistas primeiro e depois os detalhes. 46
  • 47. Caravaggio (1573-1610), ele procurava retratar vendedores, os músicos ambulantes, as pessoas comuns. Para ele, não havia diferença entre a beleza do povo e das classes ricas. Havia pinturas em que ele utilizava a luz para chamar a atenção das pessoas. Por essa característica, foi considerado o criador do estilo iluminista. Andréa Pozzo (1642-1709) pintou em tetos de igrejas e de palácios. Usava um efeito decorativo, detalhista e suas obras davam a ideia de que o céu estava perto ou se abrindo. Rembrandt van Rijn (1606-1669): Foi o maior artista da escola holandesa. Nasceu em Leiden e se mudou para Amsterdã aos 17 anos. Sua obra se caracteriza pela predominância de expressões dramáticas e pela utilização de vívidos efeitos de luz. Rembrandt conseguiu reproduzir em suas telas uma gradação de claridade nunca vista antes. Embora os retratos e cenas religiosas e mitológicas constituam a maior parte da obra, ele também contribuiu de forma original a outros gêneros, incluindo natureza morta e o desenho. O Êxtase de Santa Teresa Gian Lorenzo Bernini Escultura Barroca Há a exaltação de sentimentos. As formas procuram expressar os movimentos e recobrem-se de efeitos decorativos. Predominam as linhas curvas, os drapeados das vestes e o uso do dourado. Os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento. 47 Principais Artistas do Barroco Bernini (1598-1680) foi um dos mais completos artistas do Barroco, pois era arquiteto, urbanista, pintor, escultor e decorador. Principais Obras: O baldaquino e a cadeira de São Pedro e a obra que desperta maior emoção religiosa - Êxtase de Santa Tereza, escultura feita para uma capela da igreja de Santa Maria della Vittorio, em Roma Arquitetura Barroca Teve seu início no século XVII e realizou-se principalmente nos palácios e igrejas. Quanto ao estilo da construção, os arquitetos deixam de lado os valores de simplicidade e racionalidade, típicos da Capela Pazzi, de Brunelleschi, por exemplo, e insistem nos efeitos decorativos, pois no Barroco "todo muro se ondula e dobra para criar um novo espaço" Barroco no Brasil As primeiras manifestações da literatura barroca brasileira ocorreram na Bahia, centro político e comercial da colônia durante o ciclo da cana-de-açúcar. Para muitos especialistas, os primórdios da literatura brasileira remontam a esse período. A justificativa é que, no século XVII, os escritores já nascidos na colônia teriam adaptado pela primeira vez uma estética europeia à realidade brasileira, colocando em prática uma espécie de “abrasileiramento” da linguagem literária. Gregório de Matos(1633-1695) Graças à sua poesia satírica, com termos de baixo calão e críticas abertas à sociedade baiana, o poeta ganhou o apelido de “Boca do Inferno”. Além de abordar temas clássicos do Barroco europeu, como a religiosidade, Gregório de Matos também se dedicou à lírica filosófica, explorando temas como o CARPE DIEM, lema latino cuja tradução seria “aproveite o dia”. Goza, goza da flor da mocidade Que o tempo trata, a toda a ligeireza E imprime em toda flor sua pisada Gregório de Matos. Expressões amorosas a uma dama a quem queria - a Maria dos Povos, sua futura esposa.
  • 48. O homem barroco tem consciência da transitoriedade da vida e do tempo, por isso busca os prazeres terrenos, embora se sinta culpado por isso. Padre Antônio Vieira(1608-1697) Por onde passou ficou, ficou conhecido por seus sermões, discursos orais destinados aos fiéis sobre temas religiosos, bíblicos e morais. Porém, Antônio Vieira não se limitou à pregação religiosa, colocando seus sermões a serviço de suas ideias políticas e ideológicas. Em Portugal ganhou a antipatia da Inquisição ao defender o retorno dos judeus, perseguidos pelo tribunal, ao território português, para driblar a crise econômica. No Brasil, combateu com radicalismo a escravização dos índios e foi perseguido pelos colonos. O Rococó De modo geral, a arte que se desenvolveu dentro do estilo rococó pode ser caracterizada como requintada, aristocrática e convencional. Foi uma arte que se preocupou em expressar apenas sentimentos agradáveis e que procurou dominar a técnica de uma execução perfeita. O Rococó teve início na França, no século XVIII, difundindo-se a seguir por toda a Europa. Em nosso país, foi introduzido pelo colonizador português e sua manifestação se deu principalmente no mobiliário, conhecido por “estilo Dom João V”. O termo "rococó" originou-se da palavra francesa rocaille que, em português, por aproximação, significa concha. Esse detalhe é significativo na medida em que muitas vezes podemos perceber as linhas de uma concha associadas aos elementos decorativos desse estilo. Para alguns historiadores da arte, o termo rococó indica a fase do Barroco compreendida entre 1710 e 1780, quando os valores decorativistas e ornamentais são exaltados tanto pelos artistas quanto pelos apreciadores da arte. De fato, pode-se ver no Rococó um desenvolvimento natural do Barroco. Porém, há entre esses dois estilos algumas características bem distintas. As cores fortes da pintura barroca, por exemplo, na pintura rococó foram substituídas por cores suaves e de tom pastel, como o verde-claro e o cor-de-rosa. Além disso, o rococó deixa de lado os excessos de linhas retorcidas que expressam as emoções humanas e busca formas mais leves e delicadas. A arte do Rococó refletia, portanto, os valores de uma sociedade fútil que buscava nas obras de arte algo que lhe desse prazer e a levasse a esquecer seus problemas reais. Os assuntos explorados pelos artistas deveriam ser as cenas graciosas, realizadas de tal forma que refletissem uma sensualidade sutil, como na tela O Balanço do pintor Fragonard Arquitetura Na arquitetura, o estilo rococó manifestou se principalmente na decoração dos espaços interiores, que se revestiram de abundante e delicada ornamentação. As salas e os salões têm, de preferência, a forma oval e as paredes são cobertas com pinturas de cores claras e suaves, espelhos e ornamentos com motivos florais feitos com estuque. A Pintura Na pintura, são nítidas as diferenças entre o Barroco e o Rococó. Enquanto o Barroco desenvolvia temas religiosos em que as atitudes dos personagens eram repletas de conotações dramáticas e heróicas, o Rococó desenvolvia temas mundanos, ambientados em parques e jardins ou em interiores luxuosos. Os personagens não são mais de inspiração popular, e sim membros de uma aristocracia ociosa que vive seus últimos tempos de fausto antes da Revolução Francesa que se aproxima. Do ponto de vista técnico também ocorrem transformações na pintura. Desaparecem os contrastes radicais de claro escuro e passam a predominar as tonalidades claras e luminosas. A técnica do pastel passa a ser bastante utilizada, pois ela permite a produção de 48
  • 49. Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho (1730-1814) Nas artes plásticas, o Barroco manifestou-se tardiamente no Brasil, pois se tornou viável apenas com o suporte dado pela descoberta do ouro em Minas Gerais, que resultou na construção de igrejas de estilo barroco ao longo de todo o século XVIII. Aleijadinho (1738-1814) nasceu em Vila Rica, hoje Ouro Preto, Minas Gerais, em 1738,. Filho do português Manuel Francisco Lisboa, mestre de carpintaria, e de sua escrava Isabel. Estudou as primeiras letras, latim e música, com os padres de Vila Rica. Teve como mestre nas artes, os portugueses João Gomes Batista e Francisco Xavier de Brito. Aprendeu a esculpir e entalhar ainda criança, observando o trabalho de seu pai que esculpiu em madeira uma grande variedade de imagens religiosas, e de seu tio Antônio Francisco Pombal, importante entalhador de Vila Rica. Em Minas gerais, na primeira metade do século XVIII, as construções religiosas eram somente de igrejas paroquianas. Para evitar o contrabando de ouro o governo impôs que só permanecessem na capitania os padres que realmente prestavam assistência aos paroquianos. Muitos padres que não justificaram sua permanência na região da mineração se juntaram e criaram as confrarias e irmandades, contribuindo para grande número de construções religiosas. À medida que a situação econômica melhorava, graças ao ouro, na segunda metade do século XVIII, surgiram as ricas construções em pedra e alvenaria. Foi nessa época que Aleijadinho desenvolveu suas atividades de escultor e projetista. Com seu estilo barroco e rococó, suas talhas, sua obra em relevo e suas estátuas, que estão presentes em construções religiosas de várias cidades mineiras, Aleijadinho foi chamado de "Michelangelo tropical", pelo biógrafo francês, Germain Bazin. Uma de suas obras mais famosas é o "Santuário de Bom Jesus de Matosinhos", em Congonhas do Campo, iniciado em 1758. A planta imita o Santuário de Bom Jesus de Braga, em Portugal. Na frente existe um terraço ornado por doze estátuas de profetas. O terraço conduz a uma rampa ladeada de sete "Capelas dos Passos" onde estão representadas por 66 imagens, em cedro e em tamanho natural, as cenas da Paixão de Cristo. A "Ordem Terceira de São Francisco de Assis da Penitência", em Ouro Preto, é outra obra-prima. Iniciada em 1776 e concluída em 1794. Aleijadinho com seu estilo inconfundível traçava a planta a ser construída e supervisionava a construção. Terminada a obra, fazia os trabalhos de acabamento, dava seu toque aos frontispícios, às portas, imagens e púlpitos. Mesmo sofrendo vários preconceitos pela sua condição de mestiço, sua genialidade acabou por consagrá-lo como escultor e projetista admirável. O maior gênio na arte colonial no Brasil. Em 1777, no auge de sua fama, surgiram os primeiros sinais da Lepra ou da sífilis, não se sabe ao certo, doença que o debilitou, mas não interrompeu suas atividades. Um ajudante o levava para toda parte e atava-lhe às mãos o cinzel e o martelo e a régua. Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, morreu no dia 18 de novembro de 1814, e seu corpo foi sepultado na Matriz de Antônio Dias, junto ao altar da Confraria de Nossa Senhora da Boa Morte 49
  • 50. Manuel da Costa Ataíde (1762-1830) Obra : A Virgem Entrega o Menino Jesus a Santo Antônio Foi um pintor brasileiro da época colonial. Foi um dos mais importantes artistas do barroco mineiro. Nasceu em Mariana, Minas Gerais, no dia 18 de outubro de 1762. As obras de mestre Ataíde estão espalhadas por diversas cidades mineiras. As primeiras obras do artista datam de 1781, quando encarna e doura diversas estátuas de Cristo, do mestre Aleijadinho de quem foi grande colaborador, para o Santuário de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo. contemporâneo de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e considerado o maior expoente da pintura barroca mineira e brasileira. Seu primeiro trabalho conhecido é a encarnação de duas imagens de Cristo para o santuário de Nosso Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas MG (1781). Reconhecido por seu talento em vida, recebeu um atestado de professor das artes da arquitetura e da pintura (1821), ano em que requereu a criação de uma escola de belas-artes em Mariana. Sua última obra conhecida é A Ceia, do salão nobre do Colégio do Caraça, concluída pouco antes de morrer, em Mariana. Realizou uma obra refinada, fecunda e significativa na decoração de igrejas e dos painéis e telas que deixou em 18 igrejas de Minas Gerais, sua obra mais famosa é a pintura do teto da igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto, representando a assunção da Virgem. Fez vários trabalhos em conjunto com o Aleijadinho, e como seus contemporâneos, inspirou-se em estampa s e gravuras de missais, mas soube enriquecer com imaginação seus moldes, usando recursos típicos do barroco: colunas, frontões, volutas, conchas, vasos e flores. EXERCÍCIOS: 1. O barroco teve como berço a Europa, mais precisamente em Roma. Sendo tal movimento artístico trazido ao Brasil pelos colonizadores, torna-se correto afirmar que: a) A arte barroca no Brasil apresentou as mesmas características do barroco europeu. b) O barroco era utilizado apenas em espaços religiosos. c) Sendo associado com a religião católica, o Barroco brasileiro foi utilizado em muitas igrejas e nas fachadas das construções civis. d) Influenciado pelo protestantismo, o Barroco assumiu outro posicionamento religioso no Brasil, mesmo com a presença dos jesuítas quando na colonização. 2. Sobre o "Barroco Mineiro", é INCORRETO afirmar que: a) Antônio Francisco de Lisboa, também conhecido como Aleijadinho, foi escultor e arquiteto e o principal representante do barroco mineiro. b) Manoel da Costa Ataíde – o mestre Ataíde, foi um importante pintor dos tetos de muitas igrejas mineiras. c) As esculturas de aleijadinho eram talhadas em madeira e recobertas com ouro, devido à prosperidade mineira quanto à mineração do ouro. d) O Barroco Mineiro foi diretamente influenciado pelo Barroco Italiano. e) A arte Barroca era utilizada como instrumento de controle religioso. 50
  • 51. 3.Tornou-se claro, diante de nossos estudos em sala de aula, que o Barroco se desenvolveu de forma diferente nas regiões nas quais notamos a sua presença. A que se deve tal diferença. Redija um texto, colocando suas ideias. 4. Ao lado temos a imagem de uma escultura de Antônio Francisco Lisboa “O aleijadinho”. Descreva sobre as características pertencentes ao estilo da obra do artista mineiro. 51 Faça um resumo da arte Barroca e Rococó.
  • 52. 05. Observe a obra de Velásquez, e faça uma releitura desta obra, recortando os personagens e os recolocando na tela constituída apenas de cenário: RECORTE 52
  • 53. 06. Encontre as palavras relacionadas ao barroco no caça-palavras abaixo: 53
  • 54. 54
  • 55. 07. Pinte os anjos com a mesma característica dos anjos do Mestre Ataíde. 08. Pinte a igreja Estilo Barroco e utilize brilho representando o ouro. 55
  • 56. A Arte Marajoara rte marajoara representa a produção artística, sobretudo em cerâmica, dos habitantes da Ilha de Marajó, no Pará, considerada a mais antiga arte cerâmica do Brasil e uma das mais antigas das Américas. As pesquisas realizadas pelos arqueólogos Betty Meggers (1921) e Clifford Evans (1920-1981), entre as décadas de 1940 e 1960, identificam distintas tradições cerâmicas amazônicas pelos tipos de decoração empregados. A hachurada, que remonta às primeiras ocupações da ilha, pelos ananatubas, ceramistas mais antigos da região (primeiro milênio a.C.); a borda-incisa, característica da região do Solimões; a inciso-ponteada, do baixo e médio Amazonas; a de Santarém, atribuída aos índios tapajós; e a policrômica, notável pela riqueza da decoração, complexidade de motivos, uso de cores (vermelha, branca e preta) e técnicas variadas, como modelagem, incisão e excisão. A essa tradição pertence a fase marajoara dos povos que se instalam na ilha, na região do lago Arari. O período conhecido então como a "fase marajoara da tradição policrômica da cerâmica amazônica" (datada de 400 a 1350 de nossa era) caracteriza-se pela ampla e sofisticada quantidade de objetos rituais, utilitários e decorativos produzida por antigos ocupantes da Ilha de Marajó. São confeccionados vasilhas, potes, urnas funerárias, tangas (ou tapa-sexo), chocalhos, estatuetas, bancos etc., que podem ser acromáticos ou cromáticos e zoomorfizados ou antropomorfizados. De modo geral, a cerâmica marajoara apresenta padrões decorativos com desenhos labirínticos e repetitivos, traços gráficos simétricos, em baixo ou alto-relevo, além de entalhes e aplicações. As controvérsias em torno da origem da cultura marajoara se sucedem. Alguns estudiosos indicam que ela se inicia com grupos em alto estágio de desenvolvimento que emigram de outras regiões da América do Sul, provavelmente da área subandina, para a Ilha de Marajó. Outros sugerem ter a cultura marajoara se originado localmente, fruto de mudanças culturais ocorridas entre as populações que habitavam anteriormente a ilha. Divergências à parte sabe-se que os grupos responsáveis pela cerâmica marajoara da tradição policrômica concentram-se nas regiões baixas e alagadiças ao redor do lago Arari, onde constroem grandes aterros artificiais (alguns com mais de 10 metros de altura e 200 metros de comprimento) para habitação, cemitérios e realização de cerimônias. Nesses sítios os arqueólogos encontram vestígios de ocupação e ampla produção cerâmica que estimam ter sido realizada por artesãos especializados. Desse conjunto - bancos, miniaturas, estátuas, adornos labiais e auriculares etc. - destacam-se peças mortuárias e urnas funerárias, em geral encontradas com ossos e objetos pessoais. Altamente decoradas, essas peças rituais retratam imagens estilizadas de humanos e animais - muitas vezes, corujas e aves noturnas - como expressão de mitos e crenças. A representação de órgãos sexuais deixa entrever se as urnas são feitas para mulheres ou para homens. Símbolos geométricos e padrões simétricos são os motivos decorativos mais usuais. Representações femininas são recorrentes não apenas nos potes funerários, mas também nas estatuetas, podendo aparecer figuras ancestrais ou míticas, simultaneamente com traços animais e humanos. As estatuetas são muito utilizadas nos ritos e danças, fazendo as vezes de chocalho ou de amuleto. Esses muiraquitãs1 alternam a forma de mulher acocorada, em posição de parto, ou de animais. São freqüentes as estatuetas que combinam traços masculinos e femininos, sem a cabeça. Qualquer que seja o formato escolhido, a decoração é sempre abundante, com variados motivos geométricos, empregados de modo regular e padronizado. As tangas, objetos triangulares de cerâmica utilizadas por meninos e meninas em situações cerimoniais, geralmente trazem campos decorativos demarcados, o que indica, uma vez mais, as regras definidas que presidem a composição da cerâmica marajoara. A fase marajoara termina em torno de 1350, abandonada ou absorvida pelos novos migrantes, os aruãs, presentes na ilha na chegada dos europeus. A cerâmica marajoara pode ser conhecida por meio das grandes coleções do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém; Museu Nacional, no Rio de Janeiro; 56
  • 57. Museu de Arqueologia e Etonologia da Universidade de São Paulo (MAE/USP), em São Paulo; além de museus fora do Brasil, como o American Museum of Natural History, em Nova York, e o Barbier - Mueller, em Genebra. Os traços simétricos e cores da decoração marajoara podem ser encontrados até hoje no artesanato local de Belém e da Ilha de Marajó. Diversos artesãos, sobretudo no distrito de Icoaraci, Belém, dedicam-se à preservação e renovação da cultura marajoara. Fala-se ainda em um estilo marajoara aplicado à arquitetura e à pintura decorativa, que eclode em Belém acompanhando o bom da borracha, entre 1850 e 1910. Incorporações de aspectos do art nouveau mesclam-se, no estilo decorativo marajoara, às representações da natureza e do homem amazônicos e aos grafismos da arte marajoara tradicional, como indicam as peças de Theodoro Braga (1872-1953) e os trabalhos do português Correia Dias (1892-1935). Atividade 1 1- Qual é a principal arte marajoara? 2- Onde se localiza os marajoaras? 3- Quais são as principais cores utilizadas para a confecção das cerâmicas? 4- Quais são as duas principais técnicas mais utilizadas? 57 5- A cerâmica era utilizada para qual finalidade? 6- Que tipo de desenhos era utilizado para a decoração da cerâmica? 7- Complete as lacunas:Nesses sítios os arqueólogos encontram vestígios de e ampla produção cerâmica que estimam ter sido realizada por artesãos especializados. Desse conjunto - , miniaturas, estátuas, adornos labiais e etc. - destacam-se peças mortuárias e urnas funerárias, em geral encontradas com e objetos pessoais. Altamente decoradas, essas peças rituais retratam estilizadas de humanos e animais. 8- As estatuetas eram utilizadas para principalmente qual finalidade? 9- A fase marajoara termina em torno de q ano? 10- Ainda nos dias de hoje pode ser encontrado artesanatos com as principais características da arte marajoara?
  • 58. Atividade de colagem Decore o vaso usando as principais características de forma marajoara: 58
  • 59. ATIVIDADES Observe os símbolos Marajoara e pinte no mapa do Brasil a ilha de Marajó; escolha um dos símbolos marajoara e preenche o estado de MT. E a ilha de Marajó. 59
  • 60. Observe os dois símbolos indígenas e preencha toda a folha com cores variadas 60
  • 61. Cícero Dias Feminina com Guarda Chuva Cícero Dias (1907-2003) foi um pintor, desenhista e ilustrador brasileiro, grande representante da pintura modernista do Brasil. É autor do painel “Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife”, obra que irrompeu o cenário modernista no país. Cícero Dias nasceu na cidade de Escada, Pernambuco, no dia 05 de março de 1907. Passou sua infância no engenho da família. Com treze anos foi para o Rio de Janeiro onde foi interno no Mosteiro de São Bento. Em 1925 ingressa nos cursos de Arquitetura e Pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não concluiu. Entre 1925 e 1928 teve contato com grupos modernistas. Em 1928 realiza sua primeira exposição individual. Em 1929 colabora com a revista Antropofagia. Em 1931 realizou uma exposição no Salão Revolucionário, da Escola de Belas Artes, onde expôs o polêmico painel de 15 metros de largura por 2 metros de altura, pintado entre 1926 e 1929, que causou escândalo pelo tamanho, pelas imagens oníricas (sonhos, fantasia) e pelos nus ousados para a época. A obra marcaria seu ingresso, definitivo, na vanguarda modernista do país. A partir de 1932, passa a lecionar desenho em seu ateliê na cidade do Recife. No ano seguinte ilustra a obra de Gilberto Freire, Casa Grande & Senzala. Em 1937 expôs em Nova Iorque numa coletiva de modernistas. Nesse mesmo ano viajou para Paris, onde conheceu Henri Matisse e Pablo Picasso, de quem se tornaria amigo. Em 1942, durante a ocupação da França, foi preso e enviado para a Alemanha. Entre 1943 e 1945, vive em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Em 1943 participa do Salão de Arte Moderna em Lisboa, onde foi premiado. Em 1945 volta a Paris e integra-se ao grupo abstrato Espace. Nesse mesmo ano expõe em Londres, Paris e Amsterdam. Em 1948, no Brasil, realizou intensas atividades especialmente com murais. Inaugura o mural do edifício da Secretaria de Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato da América Latina. Em 1949, esteve na Exposição de Arte Mural em Avinhão, na França. Em 1950 participou da Bienal em Veneza. Em 1953, expôs na II Bienal de São Paulo. Em 1965, realizou na Bienal de Veneza, uma exposição retrospectiva de quarenta anos de pintura. Em 1970, Cícero Dias realizou individuais no Recife, Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 1980 foram instalados dois painéis no hall central da Casa da Cultura, no Recife, que representam as Revoluções Pernambucanas. Em 1981, o MAM realizou uma retrospectiva de sua obra. Em 1991 inaugura um painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. Em 1998 recebe do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França. No ano 2000, Cícero Dias inaugura uma rosa-dos-ventos, estilizada, estampada no chão da Praça do Marco Zero, cartão postal da cidade do Recife. Em fevereiro de 2002, esteve novamente no Recife para o lançamento do livro sobre sua trajetória artística. Em São Paulo fez uma exposição na Galeria Portal. Cícero Dias faleceu em sua residência em Paris, no dia 28 de janeiro de 2003, cercado por sua esposa Raymonde, sua filha Sylvia e seus dois netos. Seu corpo foi sepultado no cemitério de Montparnasse, em Paris.Figura 61
  • 62. Pinte e escreva o nome da obra de Cicero Dias. 62
  • 63. 1. Faça uma Releitura na obra de Cicero Dias com colagem de papel colorido ou revistas. 63
  • 64. D Diego Rivera iego Rivera, um dos maiores artistas plásticos mexicanos, especializado na prática do muralismo mexicano, nasceu no dia 8 de dezembro de 1886, na cidade de Guanajuato, no México. De ascendência judaica, ele iniciou sua trajetória artística estudando na Academia de Bellas Artes de San Carlos, no seu país de origem. Aos 21 anos ele teve a oportunidade de ir para a Europa, com o auxílio de uma bolsa de estudos, aí permanecendo até 1921. A passagem de Rivera pelo continente europeu aprimora sua vocação para as artes, uma vez que neste período ele conhece vários artistas, como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró, além do arquiteto Antoni Gaudí, e movimentos estéticos que se tornaram fonte de inspiração para sua produção artística. Ao retornar para sua terra natal ele passa a se devotar à pintura mural – arte de pintar sobre um muro, em sua face exterior, como num fresco, ou em um painel exposto constantemente – tentando assim resgatar a perdida suntuosidade da era pré-colombiana vivida pelo México, sufocada sob a longa tirania colonial e opressiva exploração oligárquica, subjugada pela cultura metropolitana importada da Espanha. Procurando conquistar um pouco desta grandiosidade ancestral, Rivera opta pelo muralismo, ao lado de artistas como José Clemente Orozco e David Siqueiros. Além disso, ele considerava a pintura convencional como uma arte burguesa, pois o fruto deste trabalho ia, normalmente, para a clausura das coleções particulares. O pintor produz, assim, uma obra que tem as proporções de um monumento, não só na sua forma, mas principalmente no seu teor. Ele criou, entre 1921 e 1956, um total de 6.730 m2, distribuídos por dezenove prédios no México, oito nos Estados Unidos, um na China e um na Polônia. A militância política de Rivera era outro aspecto importante de sua vida. Comunista, sua ideologia transparece com clareza entre os temas de sua obra. Em seus trabalhos é comum ver a presença dos indígenas, retratados em sua face sócio-histórica, sob um ponto de vista estritamente idealizado. Seus personagens guardam características clássicas, pois embora representadas em um estilo bi-dimensional, estas imagens se encorpam, inspiradas nas pinturas renascentistas e nas vivências do artista com o Cubismo. Diego Rivera, depois de produzir mais de dois mil quadros, cinco mil desenhos e cerca de quatro mil metros quadrados de pintura mural, morreu no dia 24 de novembro de 1957, na cidade de San Ángel. The Flower Carrier (Carregador de Flores) Em 1935, Diego Rivera magistralmente criou The Flower Carrier (conhecido em seu idioma original como Carregador de Flores). Como muitas pinturas de Rivera, The Flower Carrier confere a simplicidade, mas exala muito simbolismo e significado. As cores vibrantes são esfregadas no masonite, um método mais comum para pintar em superfícies duras. A pintura colorida mostra um homem camponês na roupa branca com um sombreiro amarelo, lutando com uma cesta de flores amarrada a 64
  • 65. 6 sua parte traseira com um tecido amarelo. Uma mulher, muito provavelmente a esposa do camponês, está atrás dele tentando ajudar com o apoio da cesta enquanto tenta se levantar. Enquanto as flores na cesta são surpreendentemente bonitas para o espectador, o homem não vê a sua beleza, mas apenas seu valor como ele os leva para o mercado para venda ou troca. As formas geométricas oferecem contrastes audaciosos e intensos, com cada figura, item e folhagem ilustrada para refletir o individualismo. Alguns acreditam que o enorme cesto atado às costas do homem é representativo das cargas de um trabalhador inexperiente em um mundo capitalista moderno. Observe as cores corajosas e brilhantes que ele usa. Com o uso de sombras ele faz com que o tema se destaque do fundo da pintura quase como se as figuras fossem delineadas. Como ele repete as cores? Compare o tamanho do homem com o tamanho da mulher. O homem está carregando a carga pesada, mas parece ser uma pessoa menor do que a mulher colocando a carga em suas costas. Agrarian Leader Zapata (Líder Agrário Zapata) Emiliano Zapata, um campeão da reforma agrária e um dos principais protagonistas da Revolução Mexicana, lidera aqui um bando de rebeldes camponeses armados com armas provisórias, incluindo ferramentas agrícolas. Com o freio de um majestoso cavalo branco na mão, Zapata ergue-se triunfante ao lado do cadáver de um dono de fazenda. Embora os jornais mexicanos e norte-americanos regularmente julgassem o líder revolucionário como um bandido traiçoeiro, Rivera imortalizou Zapata como um herói e glorificou a vitória da Revolução em uma imagem de vingança violenta, mas justa. Diego Rivera repete algumas vezes este tema do vendedor de flores, tendo chegado a pintar a Festa das Flores. Ele põe a luta de classes na pintura e nos murais, ao mesmo tempo em que explora os contrastes entre o estilo de vida dos explorados e o estilo de vida dos exploradores. O que se detecta nesta figura carismática e típica da sua pintura é o peso da opressão e a humilhação do povo. Complete as frases e em sequência a cruzadinha: Um dos maiores artista plástico Especializado na pratica do Como muitas pinturas de Rivera, carregador de flores confere a A pintura colorida mostra um homem Emiliano , um campeão da reforma agrária Ele põe a luta de classes na e nos murais. Considerava a pintura convencional como uma arte , sua ideologia transparece com clareza entre os temas de sua obra. Seus personagens guardam características Em seus trabalhos é comum ver a presença dos 5