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JUNHO DE 2006
SUMÁRIO
Mensagem do Presidente do Conselho Nacional de Turismo                       5
Entidades e Instituições do Conselho Nacional de Turismo                     6
Apresentação                                                                10
Capítulo I – Principais Resultados                                          12
     . Ambiente Econômico Nacional e Internacional                          3
     2. O Turismo no Contexto Internacional                                  2
     3. Resultados do Turismo no Brasil nos Últimos Anos                     24
     4. Resultados Registrados pelo Setor Privado                            40
     5. Análise por Eixos Temáticos                                          48
         5.. PLANEJAMENTO E GESTÃO                                          48
         5.2. ESTRUTURAÇÃO E DIVERSIFICAÇÃO DA OFERTA                        49
         5.3. FOMENTO                                                        5
         5.4. INFRA-ESTRUTURA                                                52
         5.5. PROMOÇÃO, MARKETING E APOIO À COMERCIALIZAÇÃO                  53
         5.6. QUALIFICAÇÃO                                                   54
         5.7. INFORMAÇÃO                                                     55
         5.8. LOGÍSTICA DE TRANSPORTES                                       56

Capítulo II – Cenários                                                      58
     . Cenários para o Turismo Brasileiro 2007 / 200                       59
     2. Projeção das Metas para o Turismo no Brasil 2007 / 200              65

Capítulo III – Propostas                                                    86
     . Proposições por Eixos Temáticos                                      88
         .. Eixo Temático PLANEJAMENTO E GESTÃO                            88
         .2. Eixo Temático ESTRUTURAÇÃO E DIVERSIFICAÇÃO DA OFERTA          92
         .3. Eixo Temático FOMENTO                                          94
         .4. Eixo Temático INFRA-ESTRUTURA                                  96
         .5. Eixo Temático PROMOÇÃO, MARKETING E APOIO À COMERCIALIZAÇÃO    97
         .6. Eixo Temático QUALIFICAÇÃO                                    00
         .7. Eixo Temático INFORMAÇÃO                                      03
         .8. Eixo Temático LOGÍSTICA DE TRANSPORTES                        05

Capítulo IV – Hierarquização das Propostas                                  108
Entidades e Instituições que Contribuíram para a Elaboração                 126
do Documento Turismo no Brasil 2007 / 2010
Referências Bibliográficas                                                  128
MenSageM dO pReSIdente dO
cOnSelhO nacIOnal de tURISMO
O setor de turismo no Brasil enfrenta, a                A eficácia das respostas dadas àquele desafio
partir do próximo ano, um grande desafio: dar          está reconhecida neste documento referencial
continuidade às conquistas obtidas e avançar na        Turismo no Brasil 2007 / 200. Formado por 63
construção e execução de políticas que coloquem        membros, representantes de todos os segmentos
o país entre os principais destinos do mundo           do setor, sendo 24 de instituições públicas e 39
para os brasileiros e estrangeiros que desejem         do setor privado e sociedade civil organizada, o
nos visitar. Neste desafio insere-se também, o         Conselho Nacional de Turismo comemorou três
modelo institucional de gestão descentralizada         anos com uma rica experiência acumulada que
e compartilhada entre o Governo Federal,               se revela neste documento.
governos estaduais e municipais, setor privado               Os seus integrantes entendem que os
e organizações representativas da sociedade            estudos e análises das conquistas e dificuldades
civil, onde discussões e decisões sobre tudo que       do setor, como também as projeções estimadas
envolve o turismo se dão de maneira amplamente         para os próximos anos, precisam ser repassadas
democrática e transparente.                            para os que vierem a conduzir a formulação,
     O Brasil tem hoje uma rede trabalhando em         regulamentação e implementação de políticas
favor do turismo, pronta para dar prosseguimento       públicas para o turismo. Os futuros dirigentes
a todas as conquistas alcançadas e a vencer            não terão apenas um conjunto de boas idéias
novos desafios. A gestão compartilhada com             e boas intenções. Antes, terão um documento
todos que fazem acontecer o turismo no país,           sólido, de contribuição de todos os segmentos
colocada em prática pelo Ministério do Turismo,        para o desenvolvimento do turismo no Brasil.
criado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva             Este documento referencial Turismo no
em atendimento a uma antiga reivindicação do           Brasil 2007 / 200 traduz o pensamento, a visão
trade, é responsável pelo momento promissor            e o desejo do setor. Ele não encerra o debate
que o turismo vive hoje.                               sobre o turismo. Mas constitui, de forma inédita,
     Em 2003, o desafio colocado era reconhecer        a colaboração do Conselho Nacional de Turismo
o turismo como atividade efetivamente capaz de         para a Nação, na certeza de que as análises,
alavancar o desenvolvimento econômico e social,        estudos e propostas aqui apresentados se
contribuindo para a redução de desigualdades           sobrepõem a governos e partidos.
regionais, a distribuição da renda e o fomento
à preservação de nossas heranças naturais e
culturais, entre outros objetivos. Para que isso
se concretizasse, foram estabelecidos objetivos
e metas no primeiro Plano Nacional do Turismo,                            Walfrido dos Mares Guia
                                                                   Ministro de Estado do Turismo e
construído no mais representativo espaço do            Presidente do Conselho Nacional de Turismo
setor que é o Conselho Nacional de Turismo.
                                                                          Brasília, 5 de junho de 2006




                                                   5
entIdadeS e InStItUIçõeS dO
cOnSelhO nacIOnal de tURISMO
ENTIDADE / INsTITUIçãO                                 TITUlAREs             sUPlENTEs

ABAV – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA                           JOÃO PEREIRA
                                                                             JOÃO QUIRINO JUNIOR
DE AGêNCIAS DE VIAGENS                                 MARTINS NETO


ABBTUR – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA                         SéRGIO FERNANDES      CAETANA FRANARIN
DE BAChARéIS EM TURISMO                                MARTINS               ALVES


ABCMI NACIONAL – ASSOCIAÇÃO                            GENILDA CORDEIRO      DECy BRUM VIGNALE
BRASILEIRA DE CLUBES DA MELhOR IDADE                   BARONE                DE CACICOLI


ABEOC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA                          SIMONE SACCOMAN       VALéRIA MARIA DE
DE EMPRESAS DE EVENTOS                                 MARQUES               BRITO CAVALCANTE

                                                       FELIPE AUGUSTO
ABETA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
                                                       ARAGÃO EVANGELISTA    GUSTAVO FRAGA TIMO
DAS EMPRESAS DE TURISMO DE AVENTURA
                                                       JÚNIOR

ABETAR – ASSOCIAÇÃO
                                                                             APóSTOLE LAZARO
BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE                             ÁTILA yURTSEVER
                                                                             ChRySSAFIDIS
TRANSPORTE AéREO REGIONAL

ABIh – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA                           ERALDO ALVES DA       ALExANDRE SAMPAIO
DA INDÚSTRIA hOTELEIRA                                 CRUZ                  DE ABREU


ABLA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA                           JOSé ADRIANO          ALBERTO DE
DAS LOCADORAS DE AUTOMóVEIS                            DONZELLI              CAMARGO VIDIGAL

ABOTTC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
                                                       SÁVIO LUÍS FERREIRA   ANDERSON SILVA
DAS OPERADORAS DE TRENS
                                                       NEVES FILhO           PAChECO
TURÍSTICOS CULTURAIS

ABR – ASSOCIAÇÃO                                       ALExANDRE ADILSON     RUBENS AUGUSTO
BRASILEIRA DE RESORTS                                  ZUBARAN DE OLIVEIRA   REGIS


ABRACAMPING – ASSOCIAÇÃO                               LUIZ EDGAR            LUIZ ANTôNIO
BRASILEIRA DE CAMPISMO                                 PEREIRA TOSTES        PINTO MAThEUS


ABRACCEF – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA                       MARGARETh CARON       RICARDO CORRêA
DE CENTROS DE CONVENÇõES E FEIRAS                      SOBRINhO PIZZATO      SANSON


ABRAJET – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA                        CLÁUDIO MAGNAVITA
                                                                             RICARDO GUERRA
DE JORNALISTAS DE TURISMO                              CASTRO


ABRASEL – ASSOCIAÇÃO                                   PAULO SOLMUCCI        MARIA DE FÁTIMA
BRASILEIRA DE BARES E RESTAURANTES                     JÚNIOR                hAMÚ


ABRASTUR – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE COOPERATIVAS       PAULO DE              EDUARDO JOSé
E CLUBES DE TURISMO SOCIAL                             BRITO FREITAS         FERREIRA BARNES

                                                                             PAULO EDUARDO
ABRATURR – ASSOCIAÇÃO                                  CARLOS ROBERTO
                                                                             JUNQUEIRA DE
BRASILEIRA DE TURISMO RURAL                            SOLERA
                                                                             ARANTES

ABRESI – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
                                                       NELSON DE ABREU       RONALD STARLING
DAS ENTIDADES DE GASTRONOMIA,
                                                       PINTO                 SOARES
hOSPITALIDADE E TURISMO

ADIBRA – ASSOCIAÇÃO DAS EMPRESAS                       ALAIN JEAN            ARMANDO PEREIRA
DE PARQUES DE DIVERSõES DO BRASIL                      PIERRE BALDACCI       FILhO


ANTTUR – ASSOCIAÇÃO NACIONAL
DE TRANSPORTADORES DE TURISMO,                         MARTINhO FERREIRA
                                                                             DELMO PEREIRA VIEIRA
FRETAMENTO E AGêNCIAS DE VIAGENS                       DE MOURA
QUE OPERAM COM VEÍCULOS PRóPRIOS


                                                       JOÃO BATISTA DE       EVANDRO BESSA DE
BANCO DA AMAZôNIA S.A.
                                                       MELO BASTOS           LIMA FILhO




                                                   7
RICARDO ALVES DA       SéRGIO RICARDO
BB – BANCO DO BRASIL S.A.
                                                        CONCEIÇÃO              MIRANDA NAZARé


                                                        ROBERTO ALMEIDA        VERA MARIA
BITO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TURISMO RECEPTIVO
                                                        DULTRA                 MENDONÇA POTTER


                                                                               ROBéRIO GRESS
BNB – BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S.A.                  ROBERTO SMITh
                                                                               DO VALE


BNDES – BANCO NACIONAL DE                                                      CARLOS EDUARDO
                                                        CARLOS GASTALDONI
DESENVOLVIMENTO ECONôMICO E SOCIAL                                             CASTELLO BRANCO


BRAZTOA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA                                                RODOLPhO CARLOS
                                                        JOSé ZUQUIM
DAS OPERADORAS DE TURISMO                                                      GERSTNER


                                                        MARIA FERNANDA
CEF – CAIxA ECONôMICA FEDERAL                                                  FÁBIO LENZA
                                                        RAMOS COELhO


                                                        ShEILA RIBEIRO         VINÍCIUS TEIxEIRA
CASA CIVIL DA PRESIDêNCIA DA REPÚBLICA
                                                        FERREIRA               SUCENA


                                                        ANTôNIO OLIVEIRA
CNC – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMéRCIO                                        NORTON LUIZ LENhART
                                                        SANTOS


                                                        PAULO ROBERTO
CNM – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS MUNICÍPIOS
                                                        ZIULkOSkI


CONTRATUh – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS                   MOACyR ROBERTO         MOARIM CARLOS
TRABALhADORES EM TURISMO E hOSPITALIDADE                TESCh AUERSVALD        RODRIGUES


EMBRATUR – INSTITUTO BRASILEIRO DE TURISMO              EDUARDO SANOVICZ       GERALDO LIMA BENTES


FAVECC – FóRUM DAS AGêNCIAS DE VIAGENS                  GOIACI ALVES           MAURO DE OLIVEIRA
ESPECIALIZADAS EM CONTAS COMERCIAIS                     GUIMARÃES              SChwARTZMANN


FBAJ – FEDERAÇÃO BRASILEIRA                             CARLOS AUGUSTO
                                                                               MARIA JOSé GIARETTA
DOS ALBERGUES DA JUVENTUDE                              SILVEIRA ALVES


FBCVB – FEDERAÇÃO BRASILEIRA                           JOÃO LUIZ DOS SANTOS   PAULO CéSAR
DE CONVENTION  VISITORS BUREAUx                        MOREIRA                BOEChAT LEMOS


                                                                               MÁRIO EDMUNDO J.
FENACTUR – FEDERAÇÃO NACIONAL DE TURISMO                MIChEL TUMA NESS
                                                                               LOBO FILhO


FENAGTUR – FEDERAÇÃO NACIONAL                           CREUSA DOS             IACy DA MATA
DOS GUIAS DE TURISMO                                    SANTOS SOARES          VASCONCELOS


FNhRBS – FEDERAÇÃO NACIONAL DE hOTéIS,                                         ALExANDRE SAMPAIO
                                                        NORTON LUIZ LENhART
RESTAURANTES, BARES E SIMILARES                                                DE ABREU


                                                        ROLAND DE
FOhB – FóRUM DE OPERADORES hOTELEIROS DO BRASIL                                RAFAEL GASPARI
                                                        BONADONA


FORNATUR – FóRUM NACIONAL DOS SECRETÁRIOS               MARCELO DE OLIVEIRA    SéRGIO RICARDO
E DIRIGENTES ESTADUAIS DE TURISMO                       SÁFADI                 MARTINS DE ALMEIDA


FóRUM NACIONAL DOS CURSOS SUPERIORES                    JUREMA MÁRCIA          EDUARDO FLÁVIO
DE TURISMO E hOTELARIA                                  DANTAS DA SILVA        ZARDO


                                                                               VIRGÍLIO NELSON DA
INDICAÇÃO DA PRESIDêNCIA DA REPÚBLICA                   GUILhERME PAULUS
                                                                               SILVA CARVALhO


                                                                               NORMA MARTINI
INDICAÇÃO DA PRESIDêNCIA DA REPÚBLICA                   MÁRIO CARLOS BENI
                                                                               MOESCh




                                                    8
LUIZ FELIPE
INDICAÇÃO DA PRESIDêNCIA DA REPÚBLICA             SéRGIO FOGUEL
                                                                        CARNEIRO DA CRUZ

                                                  FERNANDO
INFRAERO – EMPRESA BRASILEIRA                                           INGRID ELEONORE
                                                  BRENDAGLIA
DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUÁRIA                                        LUCk
                                                  DE ALMEIDA

                                                  ANTôNIO CARLOS
MD – MINISTéRIO DA DEFESA                                               RIGOBERT LUChT
                                                  AyROSA ROSIERE


                                                  ARNOLDO ANACLETO      GABRIELLE NUNES
MDA – MINISTéRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
                                                  DE CAMPOS             DE ANDRADE


MDIC – MINISTéRIO DO DESENVOLVIMENTO,             LUIZ FERNANDO
                                                                        EDSON LUPATINI JÚNIOR
INDÚSTRIA E COMéRCIO ExTERIOR                     FURLAN


                                                  MARCELO LEANDRO       LEANDRO FONSECA
MF – MINISTéRIO DA FAZENDA
                                                  FERREIRA              DA SILVA


                                                  CARLOS AUGUSTO        ROGéRIO OLIVEIRA
MI – MINISTéRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL
                                                  GRABOIS GADELhA       DE CASTRO VIEIRA


                                                  ADAIR LEONARDO        MÁRCIA GENéSIA
MINC – MINISTéRIO DA CULTURA
                                                  ROChA                 DE SANT’ANNA


                                                  MyRIAM BRéA
MJ – MINISTéRIO DA JUSTIÇA
                                                  hONORATO DE SOUZA


MMA – MINISTéRIO DO MEIO AMBIENTE                 GILNEy AMORIM VIANA   ALAN MILhOMENS


MPOG – MINISTéRIO DO PLANEJAMENTO,                MARCOS REGINALDO      LILIAN GIL BARBOSA
ORÇAMENTO E GESTÃO                                PANARIELLO            DE ARAGÃO


                                                  EMBAIxADOR MÁRIO
MRE – MINISTéRIO DAS RELAÇõES ExTERIORES                                SéRGIO LUIZ CANAES
                                                  VILALVA


                                                  SéRGIO hERMES         LUIZ CéSAR
MT – MINISTéRIO DOS TRANSPORTES
                                                  MARTELLO BACCI        BRANDÃO MAIA


                                                  ANDRES CIFUENTES
MTE – MINISTéRIO DO TRABALhO E EMPREGO                                  ALMERICO BIONDI LIMA
                                                  SILVA


                                                  wALFRIDO DOS          MÁRCIO FAVILLA
MTUR – MINISTéRIO DO TURISMO
                                                  MARES GUIA            LUCCA DE PAULA


SEBRAE – SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO
                                                  LUIZ CARLOS BARBOZA   VINÍCIUS NOBRE LAGES
ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS


                                                  SIDNEy DA             ANTôNIO hENRIQUE
SENAC – SERVIÇO NACIONAL DO COMéRCIO
                                                  SILVA CUNhA           BORGES DE PAULA


SNEA – SINDICATO NACIONAL
                                                  GEORGE ERMAkOFF       ADELITA GUASCO
DAS EMPRESAS AEROVIÁRIAS


SUFRAMA – SUPERINTENDêNCIA                        JOSé ALBERTO DA       ELIANy MARIA DE
DA ZONA FRANCA DE MANAUS                          COSTA MAChADO         SOUZA GOMES

                                                                        ARMANDO ARRUDA
UBRAFE – UNIÃO BRASILEIRA
                                                  DÁRCIO BERTOCCO       PEREIRA CAMPOS
DOS PROMOTORES DE FEIRAS
                                                                        MELLO




                                              9
apReSentaçÃO
A discussão da Política Nacional de Turismo                Assim, foi instaurado um processo de
e a elaboração do Plano Nacional de Turismo – PNT          trabalho, coordenado pelo Ministério do Turismo,
2003 / 2007 constituíram um marco no processo              por meio da Secretaria Nacional de Políticas do
democrático de reflexão sobre a realidade do setor         Turismo, com participação da Secretaria Nacional
no Brasil. O Plano, que sistematizou as proposições        de Programas de Desenvolvimento do Turismo e da
para a definição desta política setorial nacional,         EMBRATUR, que mobilizou um grande contingente
no âmbito do Governo Federal, foi elaborado de             de atores e instituições, em diversos fóruns. Foram
forma integrada às ações e programações das                realizados encontros com o Centro de Excelência
demais esferas de governo, numa ação articulada            em Turismo da UNB e com a Escola Brasileira de
com a iniciativa privada e o terceiro setor.               Administração Pública e de Empresas da FGV.
      A partir de 2003, o Plano Nacional de                No âmbito do Conselho Nacional de Turismo,
Turismo norteia as ações do Ministério do Turismo          foram realizadas doze reuniões com as diversas
e, a considerar os resultados alcançados, a sua            categorias de entidades. No total, 220 pessoas,
aceitação por diversos segmentos do turismo                representando 50 instituições, participaram
no país e sua legitimação pelas instituições               diretamente destas reflexões e discussões.
representativas do setor, integrantes do Conselho                Este processo se consolidou no presente
Nacional de Turismo, tem se mostrado um                    documento referencial, denominado Turismo no
instrumento eficaz e um referencial importante             Brasil 2007 / 200, que analisa as perspectivas
para a gestão da atividade em âmbito nacional.             de desenvolvimento da atividade no país para
      O Conselho Nacional de Turismo reconhece             os próximos anos e indica os caminhos a serem
os acertos na política desenvolvida e busca                percorridos para a concretização do que de melhor
seu aprofundamento e aprimoramento. Nesse                  poderá ser alcançado nestas perspectivas.
sentido, propõe a realização de estudos que
possam consolidar um documento referencial
sobre o Turismo no Brasil – período 2007 /
200, e garantir a continuidade desta política
e do processo democrático, participativo e
descentralizado de gestão.
capÍtUlO I   dIagnóStIcO
A elaboração de um documento de referencia                    Neste sentido, este Diagnóstico se estrutura a
     sobre o turismo no Brasil, com vistas a construção            partir das análises à luz da realidade atual dos temas
     de cenários e propostas para o período 2007 / 200,           indicados no Plano Nacional de Turismo, avançando
     demanda diagnosticar o desenvolvimento da                     e detalhando outros pontos que a evolução e a
     atividade turística no país, nos últimos anos,                dinâmica do desenvolvimento da atividade impõem
     considerando o que estava posto na ocasião da                 neste momento.
     elaboração do Plano Nacional de Turismo – PNT                       Como referências básicas para o Diagnóstico
     2003 / 2007, de modo a garantir a continuidade das            são apresentadas, inicialmente, informações relativas
     ações e programas que vêm sendo desenvolvidos e               ao ambiente econômico nacional e internacional e ao
     que têm respondido, de forma positiva, às questões            comportamento da atividade no País e no mundo, nos
     identificadas. Busca ainda indicar outros pontos em           últimos anos, com dados e informações que permitem
     que o processo de trabalho, nestes anos, aponta               avaliar os resultados relativos às metas definidas no
     como relevantes e passíveis de aprofundamento ou              PNT e outros aspectos de destaque no setor.
     revisão na orientação posta naquele documento,                      Na seqüência, é apresentada uma análise
     que estabelece as referências da Política Nacional            organizada por eixos temáticos, que tratam das
     de Turismo.                                                   principais questões diagnosticadas pelo PNT. Os temas
           Apesar dos bons resultados apresentados pela            são analisados com base nos dados da situação
     atividade turística nos últimos anos, o País ainda não        atual e na evolução da atividade nos últimos anos,
     alcançou um patamar de estabilidade e não ocupa um            de acordo com uma nova visão das perspectivas de
     lugar no mercado turístico, nacional e internacional,         desenvolvimento do turismo no País, projetadas para
     compatível com as suas potencialidades e vocações.            o período 2007 / 200.




I.1             AMBIENTE ECONôMICO NACIONAl E INTERNACIONAl



            A economia mundial atravessa um período                      Este cenário reflete um novo padrão
     de exuberância econômica e seu desempenho                     de crescimento para a economia mundial,
     no ano de 2005 foi bastante positivo no que se                caracterizado pelo nível de crescimento sustentável
     refere ao crescimento econômico, estabilidade                 com baixa volatilidade; inflação baixa que tem
     de preços, aumento nos fluxos comercial e de                  possibilitado a adoção de taxas de juros menores
     capital. A taxa de expansão mundial em 2004,                  em nível mundial; a liquidez abundante nos
     de 5,%, foi a mais alta em décadas. A de 2005,               mercados internacionais que tem reduzido as taxas
     de 4,3%, também foi bastante significativa.                   de juros reais; melhoria tecnológica principalmente
     A dispersão geográfica deste crescimento é um                 no ramo da informação; e o comércio internacional
     outro fator importante para análise, uma vez                  em expansão e principalmente a liderança do
     que esse crescimento tem afetado positivamente                crescimento pela iniciativa privada.
     não somente as nações ricas, mas também as em                       Outro fator importante a ser ressaltado é
     desenvolvimento ou até mesmo as pobres. Como                  que este crescimento tem sido generalizado para
     conseqüência, o que se vê mundo afora é produção              todas as economias e regiões. A liderança desse
     e consumo em alta, desemprego e miséria em                    processo continua sendo feita pela economia norte-
     queda, uma tendência generalizada de redução da               americana, mas com a participação significativa de
     pobreza absoluta.                                             novos atores como a China, Índia e Rússia.



                                                              3
TABElA 1 - EVOlUçãO DA ECONOMIA MUNDIAl (%)

                                                                                        ECONOMIA MUNDIAl
                      REgIãO                                        2000                         2001                 2002               2003                2004                2005 (*)               2006 (*)
           COMéRCIO INTERNACIONAl                                        5,0                     -1,0                 3,0                 4,5                 10,3                      7,0                 7,4
                     MUNDO                                               4,5                     2,3                  1,8                 4,0                   5,1                     4,3                 4,0
                 EsTADOs UNIDOs                                          5,1                     0,3                  2,4                 2,7                   4,2                     3,6                 3,3
                 ÁREA DO EURO                                            3,5                     1,4                  0,8                 0,7                   1,6                     1,3                 1,8
                   INglATERRA                                            2,9                     2,1                  2,0                 2,6                   3,2                     2,9                 2,2
                       JAPãO                                             1,5                     -0,3                 -0,2                2,5                   2,7                     2,4                 2,0
         PAísEs EM DEsENVOlVIMENTO                                       3,9                     4,6                  5,0                 6,5                   7,3                     6,4                 6,1
             ECONOMIAs AsIÁTICAs                                         5,5                     5,5                  6,0                 8,1                   8,2                     7,8                 7,2
            AMéRICA lATINA E CARIBE                                      4,0                     0,6                  -0,1                2,2                   5,6                     4,1                 3,8
                       BRAsIl                                            4,2                     1,5                  1,9                 0,2                   4,9                     2,3                 3,5

Fonte: Fundo Monetário Internacional                   (*) Estimado


       Sendo assim, as projeções em relação ao                                                                          No que se refere aos aspectos conjunturais,
desempenho da economia mundial para os próximos                                                                   pode-se ressaltar instabilidade geopolítica
anos apontam para uma continuidade de crescimento,                                                                no Oriente Médio, principalmente, no que
mas com alguns condicionantes.                                                                                    se refere ao futuro do Iraque e à incerteza
       Os preços do petróleo podem ser considerados                                                               quanto ao conflito Irã x EUA. Já em relação aos
hoje uma das principais incertezas da conjuntura                                                                  aspectos estruturais, de acordo com a Agência
econômica mundial. A sucessão de altas históricas                                                                 Internacional de Energia, a capacidade sustentável
desta commodity vem sendo causada, não apenas por                                                                 de produção de petróleo da Organização dos
aspectos conjunturais, mas alguns outros estruturais,                                                             Países Exportadores de Petróleo – OPEP está
o que leva a um cenário de preços elevados a curto,                                                               em torno de 3 milhões de barris / dia (mdb).
médio e longo prazos. Por sua vez, um aumento no                                                                  Contudo, estimativas apontam que, em 2020,
preço do petróleo tende a gerar pressões inflacionárias,                                                          a produção da OPEP deveria ser de cerca de
o que poderá gerar um aumento nas taxas de juros em                                                               49 mdb para atender à demanda projetada, ou
nível mundial e, conseqüentemente, frear o ritmo de                                                               seja, um aumento de cerca de 60%, o que é
crescimento da economia mundial.                                                                                  pouco provável que ocorra.



     gRÁfICO 1 - EVOlUçãO DO PREçO DO PETRólEO Us$/BBl (CRUDE OIl)

            70



            60



            50



            40



            30



            20
                   JAN/03

                            MAR/03

                                     MAI/03

                                              JUl/03

                                                       sET/03

                                                                NOV/03

                                                                               JAN/04

                                                                                        MAR/04

                                                                                                   MAI/04

                                                                                                             JUl/04

                                                                                                                       sET/04

                                                                                                                                NOV/04

                                                                                                                                         JAN/05

                                                                                                                                                  MAR/05

                                                                                                                                                           MAI/05

                                                                                                                                                                      JUl/05

                                                                                                                                                                               sET/05

                                                                                                                                                                                          NOV/05

                                                                                                                                                                                                   JAN/06




Fonte: OPEP, (AIE) 2006



                                                                                                        4
Em relação aos países emergentes, o                       americana e afetar o desempenho da economia
aumento do preço das commodity ajudou no                         mundial como um todo.
crescimento econômico, principalmente dos                                   A preocupação do FED já foi demonstrada
países da América Latina. O que pode afetar ainda                nas últimas duas reuniões do Federal Open
estes preços são as negociações da Organização                   Market Committee, que aumentou a taxa de
Mundial do Comércio – OMC, que definiu                           juros – Federal Funds de 4,25% para 4,75%
203 como ano limite para o fim do subsídio à                    nos três primeiros meses de 2006. Ademais,
exportação agrícola em todas as suas formas.                     os sinais emitidos pelo FED não apontam para
       Um outro f a t o r q u e p o d e r á a f e t a r o        uma taxa limite, mas sim para uma taxa que
desempenho da economia mundial nos próximos                      sustente a estabilidade de preços na economia
anos é o comportamento da taxa de juros nos                      norte-americana.       Desta     forma,     dependendo
Estados Unidos. Com elevados e crescentes                        da durabilidade da trajetória de aumento da
déficits fiscais e de conta corrente, existe                     taxa de juros norte-americana, o desempenho
uma tendência natural da desvalorização da                       da economia mundial poderá ser afetado nos
moeda norte-americana e a possibilidade de                       próximos anos.
aparecimento de focos inflacionários. Além das                          Além desses fatores ligados à economia
incertezas ligadas aos desequilíbrios, fiscal                    norte-americana, os resultados da economia
e de conta corrente, a mudança na direção                        mundial para os próximos 4 anos serão
do Federal Reserve Departament – FED, o                          determinados pelo ritmo de crescimento da
presidente Ben Bernanke no lugar de Allan                        e c o n o m i a c h i n e s a e d a re c u p e r a ç ã o das
Greenspan, pode afetar negativamente as                          economias européia e japonesa.
expectativas de inflação.                                               Por enquanto, as projeções (Banco Mundial)
       Para conter as pressões inflacionárias e                  têm apontado para continuidade no crescimento
demonstrar o seu compromisso com a estabilidade                  dessas economias, mas em um ritmo menor do
de preços, o FED poderá adotar uma postura                       que o registrado no biênio 2004-2005. Diante
excessivamente conservadora, o que poderá                        deste cenário, as projeções do Banco Mundial
reduzir o nível de crescimento da economia norte-                para a economia mundial são as seguintes:



                                TABElA 2 - PROJEçãO PARA A ECONOMIA MUNDIAl (%)

              VARIAçãO PIB REAl                 2004                 2005                 2006                2007


                   MUNDIAl                       3,8                  3,2                 3,2                  3,3


             PAísEs DE RENDA AlTA                3,1                  2,5                 2,5                  2,7


               EsTADOs UNIDOs                    4,2                  3,5                 3,5                  3,6


         PAísEs EM DEsENVOlVIMENTO               6,8                  5,9                 5,7                  5,5


           lEsTE AsIÁTICO E PACífICO             8,3                  7,8                 7,6                  7,4


           AMéRICA lATINA E CARIBE               5,8                  4,5                 3,9                  3,6


               sUDEsTE AsIÁTICO                  6,8                  6,9                 6,4                  6,3


Fonte: Banco Mundial




                                                            5
As projeções apontam para um crescimento              gerar incentivos ao investimento e estimular o
da economia mundial de 3,2% e 3,3% para 2006                crescimento a partir de um impulso interno.
e 2007, respectivamente. Para os países de renda                  O bom desempenho das economias dos
alta é projetado um crescimento de 2,5% em                  países em desenvolvimento e as projeções otimistas,
2006 e de 2,7% em 2007, liderado pelos Estados              em relação ao crescimento sustentado no médio
Unidos, que deverá crescer 3,5% e 3,6% no                   prazo, podem ser explicados pelas reformas
biênio 2006-2007.                                           econômicas implementadas a partir do ano de
      A projeção para os países em desenvolvimento          990. A combinação de inflação baixa, regimes de
é de continuidade de crescimento, mas em níveis             câmbio flexível e redução nos déficits fiscais e de
um pouco menores. Para 2006 é projetado um                  conta corrente têm reduzido as incertezas, o que
crescimento de 5,7%, inferior aos 5,9% de 2005, e           tende a aumentar o fluxo de investimento para os
de 5,5% para 2007. Esse crescimento será liderado           mercados emergentes nos próximos anos.
pelos países do sudeste asiático que deverão                      Em relação às finanças internacionais, a alta
crescer 6,4% em 2006 e 6,3% em 2007. Para os                liquidez internacional e as baixas taxas de inflação
países latino-americanos e do Caribe as projeções           têm possibilitado o registro de baixas taxas de
apontam para o crescimento de 3,9% e 3,6% em                juros reais, reduzindo o custo de financiamento
2006 e 2007, respectivamente.                               das   economias     emergentes     e   possibilitado
      As economias do leste da Ásia e Pacífico              uma tendência de declínio nas taxas de juros
deverão    continuar   expandindo     rapidamente,          internacionais. No entanto, este quadro pode ser
liderado   pela China.    As   projeções   são   de         alterado com o aumento da taxa de juros americana,
crescimento do PIB regional de 7,6% em 2006 e               o que pode reduzir o fluxo de capitais para os
7,4% em 2007. As mudanças marginais nos regimes             mercados emergentes e aumentar a incerteza em
cambiais da China e da Malásia não deverão ter              relação ao financiamento externo desses países.
maiores impactos sobre o nível de crescimento                     Em relação às projeções de longo prazo, estas
da economia desses países. Embora as projeções              apontam para uma continuidade no crescimento da
tenham apontado para uma redução no ritmo                   economia mundial e do nível de renda per capita,
de crescimento da economia chinesa, ela deverá              com a manutenção do peso da economia norte-
continuar impulsionando a economia mundial nos              americana na expansão mundial, aproximadamente
próximos anos.                                              6%, mas relativamente menor que a China, que
      As projeções para os países da América                deverá ser responsável por 27% do crescimento
Latina e Caribe apontam para uma possível                   da economia mundial nos próximos 5 anos.
redução no ritmo de crescimento da economia,                Neste cenário, a economia brasileira deverá crescer
derivado principalmente da redução nos preços               em torno de 3,5% a 4% a.a. no biênio 2006-2007
das commodity no mercado internacional. Aqui é              e colaborar com apenas 2,4% para o crescimento
importante ressaltar que a redução nos preços               da economia mundial até 2020.
dos produtos exportados pelos países emergentes,                  Mesmo com essas condições favoráveis, nos
como o Brasil, e a conseqüente redução nas receitas         últimos anos o crescimento da economia brasileira
com as exportações podem ser compensados pela               tem sido inferior à média mundial e as estimativas
melhora no desempenho do mercado interno.                   apontam para a continuidade dessa tendência.
      No caso do Brasil, a tendência de redução na          No entanto, o cenário interno da economia brasileira
taxa de juros, estabilidade financeira, estabilidade        para os próximos anos é favorável à continuidade
de preços e contas externas equilibradas podem              do crescimento econômico.




                                                       6
gRÁfICO 2 - CREsCIMENTO ECONôMICO BRAsIlEIRO X MUNDIAl (%)


                                                                                                                                                                               5,1%
                                                                                                  4,7%                                                                                    4,9%
     4,2%                    4,1%               4,2%                                                                                                        4,0%
                                                                                                          4,4%
                                                                             3,7%
                                                                                                                                                                                                      4,3%
                                            3,3%                                                                                                                                                     MUNDO
     3,6%                                                                                                                            3,0%

                             2,7%                              2,8%
                                                                                                                     2,4%             1,9%

                                                                                                                                                                                                      2.3%
                                                                                                                   1,3%                                                                              BRAsIl

                                                                                      0,8%
                                                                                                                                                             0,5%

                                                               -0,1%
            1995             1996               1997            1998             1999             2000             2001               2002                   2003               2004                2005


Fonte: FMI (2006)



        No plano político, a transição democrática                                                             Além disso, o regime de câmbio flutuante
da última eleição deixou claro o avanço e a                                                                    adotado em 999, permitiu o ajustamento
consolidação da democracia no País; tal fato foi                                                               das contas externas, o que diminuiu de forma
comprovado recentemente com o baixo “contágio”                                                                 considerável                    a            vulnerabilidade                         externa   do
da economia frente à crise política vivida pelo país.                                                          País. Essa arquitetura macroeconômica sólida
        No âmbito econômico, a continuidade das                                                                possibilitou uma renegociação voluntária da
políticas macroeconômicas tem demonstrado                                                                      dívida externa, com o melhoramento do seu
o compromisso do País em relação à                                                                             perfil. Neste cenário, a vulnerabilidade vem se
responsabilidade fiscal e estabilidade monetária.                                                              reduzindo sistematicamente.




    gRÁfICO 3 - TAXA DE CâMBIO (R$ / Us$)


            3,8

            3,6

            3,4

            3,2

             3

            2,8

            2,6

            2,4

            2,2

            2,0
                    JAN/03

                              MAR/03

                                       MAI/03

                                                  JUl/03

                                                           sET/03

                                                                    NOV/03

                                                                             JAN/04

                                                                                       MAR/04

                                                                                                MAI/04

                                                                                                          JUl/04

                                                                                                                   sET/04

                                                                                                                            NOV/04

                                                                                                                                      JAN/05

                                                                                                                                                   MAR/05

                                                                                                                                                             MAI/05

                                                                                                                                                                      JUl/05

                                                                                                                                                                                 sET/05

                                                                                                                                                                                           NOV/05

                                                                                                                                                                                                     JAN/06




Fonte: BACEN




                                                                                                     7
gRÁfICO 4 - sAlDO DA BAlANçA COMERCIAl (Us$ MIlHõEs)


                                                                                               44,8


                                                                              41,2



                                                  38,3


                            35,8


     33,7




        DEz/04         fEV/05      ABR/05         JUN/05          AgO/05         OUT/05         DEz/05



Fonte: MDIC



        Com a estabilidade macroeconômica interna          num futuro próximo, a economia brasileira poderá
e a redução na vulnerabilidade externa, o Risco            ser classificada como investment-grade.
Brasil caiu significativamente e a tendência é que,




    gRÁfICO 5 - RIsCO PAís (EM PONTOs)


            1.400

            1.200

            1000

            800

            600

            400

            200

              0
                     JAN/03
                     fEV/03
                    MAR/03
                    ABR/03
                    MAI/03
                     JUN/03
                      JUl/03
                    AgO/03
                     sET/03
                    OUT/03
                    NOV/03
                     DEz/03
                     JAN/04
                     fEV/04
                    MAR/04
                    ABR/04
                    MAI/04
                     JUN/04
                      JUl/04
                    AgO/04
                     sET/04
                    OUT/04
                    NOV/04
                     DEz/04
                     JAN/05
                     fEV/05
                    MAR/05
                    ABR/05
                    MAI/05
                     JUN/05
                      JUl/05
                    AgO/05
                     sET/05
                    OUT/05
                    NOV/05
                     DEz/05
                     JAN/06
                     fEV/06




Fonte: Banco Central




        Um outro fator importante é que o processo         ano, o comércio exterior brasileiro obteve os
de crescimento da economia brasileira vem sendo            melhores resultados da história – as exportações
liderado pela demanda externa (exportações,                atingiram a marca de US$ 8,3 bilhões, o saldo
descontadas as importações), que contribuiu                comercial ficou em US$ 44,76 bilhões e a conta
0,9 ponto percentual no crescimento de 2,3 %               corrente de comércio (soma das exportações
do PIB em 2005. Vale ressaltar que, no mesmo               mais importações) chegou a US$ 9,85 bilhões.




                                                      8
Tal resultado elevou o grau de abertura da                        prejudicar o desenvolvimento brasileiro de curto
economia brasileira para 30%.                                     e médio prazos: alta carga tributária, altas taxas
        Outro fator positivo para a economia                      de juros praticados no mercado interno, taxa
brasileira foi o aumento do consumo das famílias,                 de investimento baixo, excesso de burocracia,
que registrou uma expansão acima da média de                      problema fiscal e estabilidade política.
crescimento da economia, graças a um aumento                            Com uma carga tributária extremamente
do volume de crédito às pessoas físicas e ao                      elevada, aumentam os custos de produção, o que
crescimento da massa salarial: as famílias gastaram               reduz a competitividade dos produtos nacionais
3,% mais em 2005 do que em 2004. No que se                       em relação aos estrangeiros. Enquanto a carga
refere ao consumo do Governo, verifica-se que o                   tributária brasileira é de aproximadamente 38% do
mesmo aumentou ,6% em 2005, ante à expansão                      PIB, outros países emergentes como a Argentina
de 0, % no ano anterior.                                         (2%) e o México (8%) apresentam taxas bem
        Para uma expansão maior da economia                       inferiores. Assim, para crescer a taxas maiores e
brasileira nos próximos anos, alguns fatores                      de forma sustentável, o próximo governo deverá
precisam ser tratados como prioritários, de forma                 procurar estratégias para reduzir o peso dos
a melhorar o ambiente de negócios e, assim, não                   impostos sobre a produção nacional.




    gRÁfICO 6 - EVOlUçãO DA CARgA TRIBUTÁRIA BRAsIlEIRA - 1994-2005 (%)


                                                                                                           37,8%
                                                                                                36,8%

                                                                                35,8%
                                                                                        35,5%


                                                                        33,7%
                                                             32,8%

                                                     31,6%



                                             29,3%
                     28,9%
             28,6%

                             27,3%   27,5%




             1994    1995    1996    1997    1998    1999        2000   2001     2002    2003       2004   2005



Fonte: BPT




        Um outro fator que tem influenciado o ritmo               inflacionários e atingir as metas de inflação, o
de crescimento da economia tem sido o elevado                     Banco Central tem adotado uma política monetária
custo de capital derivado das altas taxas de juros                restritiva, com juros elevados.
praticados no mercado interno. Para conter focos




                                                            9
TABElA 3 - TAXA DE JUROs DEsCONTANDO A INflAçãO - (JANEIRO/2005 - DEzEMBRO/2005)

                  RANkINg                                   PAís                               TAXA ANO


                     1                                     BrAsIl                                 12,6%


                     2                                 TurquIA                                    7,5%


                     3                                     MéxICO                                 5,6%


                     4                                CINgAPurA                                   5,2%


                     5                                 POlôNIA                                    5,1%


                     6                                 HuNgrIA                                    4,1%


                     7                                     CHINA                                  4,1%


                     8                               COréIA DO sul                                3,8%


Fonte: FMI




        Com a trajetória de redução na taxa de                      a instituição da Lei de Responsabilidade Fiscal e a
juros Selic a partir do início de 2006, a política                  adoção das metas de superávit primário em torno
monetária deve ser favorável ao crescimento                         de 4,25% do PIB.
econômico no ano.                                                         Contudo, essas medidas não reduziram a
        A taxa de investimento da economia brasileira               relação entre dívida / PIB, uma vez que não foi
(de aproximadamente 9% do PIB) é baixa para                        possível eliminar o déficit nominal. O aumento
financiar o crescimento da economia de forma                        dos gastos públicos, principalmente com a
sustentada. Assim, para aumentar o nível de                         previdência, e das despesas com pagamento de
crescimento se faz necessário aumentar a taxa de                    juros, têm sido os principais responsáveis pelo
investimento da economia.                                           resultado nominal negativo.
        Melhorar a gestão pública e reduzir a burocracia                  Assim, um dos desafios do próximo governo
representa um outro desafio para o País, se a pretensão             será controlar e melhorar a qualidade dos gastos
é crescer a taxas maiores e de forma sustentável.                   e enfrentar o problema da previdência como uma
Segundo estudo do Banco Mundial, somente nos 30                     questão fundamental para garantir o equilíbrio
países mais desenvolvidos do mundo, observam-se                     fiscal de longo prazo.
bons padrões de governança: nestes, para um índice                        Finalmente, a estabilidade política será
máximo de 00, a média é de 90,8. Para os países da                 essencial para agilizar as reformas tributária,
América Latina e Caribe, o índice é de 55,4. No Brasil,             da previdência e do trabalho, consideradas
é de 54,4, o que evidencia expressivos desvios em                   importantes para melhorar a eficiência do
relação às boas práticas de governança pública.                     mercado na alocação dos recursos e possibilitar o
        Em relação à política fiscal, o país vem                    crescimento sustentado.
apresentando um avanço nos últimos anos, com




                                                            20
gRÁfICO 7 - DEsPEsAs DO INss (EM % PIB)

                                                                                                                 7,9%
                                                                                                             7,6%
                                                                                                         7,1%

                                                                                                 6,5%
                                                                                    6,0%             6,9%
                                                                             5,8%
                                                                                              6,3%
                                                                        5,4%
                                                                                       6,0%
                                                4,9%      5,0%
                                                                 5,3%
                                             4,3%
                                                       4,9%

                               3,4%

                        2,7%          3,4%


                 2,5%

                  1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006*

                                                                   * PREVISÃO


     Fonte: giambiagi (2006)




I.   2             O TURIsMO NO CONTEXTO INTERNACIONAl




             Os dados econômicos internacionais mostram                        conferências e exposições, além das tradicionais
     uma forte relação entre o ambiente econômico e                            viagens de férias. Esse quadro é extremamente
     o crescimento do turismo, em todo o mundo. O                              positivo para a geração de trabalho e renda, em
     crescimento do PIB potencializa o crescimento do                          função da potencial capacidade de geração de
     turismo, tanto no sentido positivo quanto negativo.                       ocupação da atividade. Aproximadamente, de 6
     No período de 975 a 2000 o turismo cresceu a                             a 8% do total de empregos gerados no mundo
     um ritmo médio de 4,4 % anual, enquanto o                                 depende do turismo, segundo informação da
     crescimento econômico mundial médio, medido                               Organização Mundial do Turismo.
     pelo PIB, foi de 3,5% ao ano.                                                    As chegadas internacionais de 2004 foram
             No período de exuberância que atravessa a                         da ordem de 766 milhões de turistas, superando
     economia mundial nos últimos anos, conforme item                          em mais de 25 vezes as chegadas registradas em
      deste Diagnóstico, o turismo se destaca como um                         950, o que significa um crescimento médio anual
     dos setores socioeconômicos mais significativos do                        de 6,5%, desde 950. O mercado das viagens
     mundo, incluindo as viagens de negócios, visitas                          representou, em 2004, em torno de 30% do total
     a amigos e familiares, viagens por motivações                             das trocas internacionais de serviços comerciais,
     de estudos, religião, saúde, eventos esportivos,                          constituindo um dos seus maiores componentes.




                                                                        2
No período de 995 a 2000 o fluxo                           ao longo dos últimos anos é de desconcentração
internacional de turistas apresentou um crescimento                dos fluxos internacionais de turistas, com a
anual da ordem de 4,8%. Este crescimento                           inclusão de novos destinos nestas rotas. Em 950,
apresentou um decréscimo nos anos subseqüentes,                    somente 3% das chegadas internacionais se
em função da tragédia de  de setembro em Nova                    dirigiram para fora dos 5 principais países
york, e no qüinqüênio 2000 / 2005 este crescimento                 receptores (Estados Unidos, Canadá, México e
foi da ordem de 3,4%. Ao longo dos últimos dez                     países da Europa). Já em 2004, 43% do total de
anos, 995 / 2005, a taxa média de crescimento                     chegadas internacionais se realizaram fora destes
mundial foi da ordem de 4,%. Nos últimos anos,                    5 países receptores principais. O gráfico abaixo
porém, houve uma recuperação neste crescimento                     apresenta a evolução das chegadas de turistas
do fluxo internacional de turistas no mundo, que                   internacionais no período que vai de 950 a
registrou um crescimento de 9,9% de 2003 para                      2004, para os cinco maiores países receptores
2004 e de 5,5% de 2004 para 2005.                                  do mundo e para o grupo de países classificados
       E neste c o n t e x t o d e c re s c i m e n t o d a        a partir da 6ª colocação no ranking, entre os
atividade no mundo, uma tendência observada                        quais se encontra o Brasil.




    gRÁfICO 8 - TENDÊNCIAs DE MERCADO - CHEgADA DE TURIsTAs INTERNACIONAIs POR gRUPO DE PAísEs (%)


           80
                            71%


           60

                                                  43%                                            43%
                                                                          38%
           40

                                                  25%
                                                                          33%                    33%
           20


                             3%
            0
                            1950                   1970                   1990                   2004




                                              Cinco maiores                      16º em diante



Fonte: Organização Mundial do Turismo




       Mesmo desconsiderando os resultados                         particular, contra percentuais bem menores de
insatisfatórios para os Estados Unidos da                          crescimento para a Europa.
América, em função dos impactos negativos                                De acordo com o quadro a seguir, enquanto
do atentado de  de setembro, os números                          as chegadas internacionais em todo o mundo
para o restante do mundo indicam um forte                          tiveram um crescimento da ordem de 50% no
crescimento para os países da Ásia, Pacífico,                      período de 995 a 2005, no Brasil, estes números
África e Oriente Médio, e para o Brasil em                         cresceram em 70%, no mesmo período.




                                                              22
TABElA 4 - CHEgADAs DE TURIsTAs INTERNACIONAIs (EM MIlHõEs)

        PERíODO             1995            2003            2004           2005*       % 1995-05      % 2003-05   % 2004-05

        MUNDO               538,0           697,0          766,0           808,0         50,2            15,9        5,5

        EUROPA              309,0           408,6          425,6           443,9         43,7             8,6        4,3

    ÁsIA E PACífICO         85,0            114,2          145,4           156,2         83,8            36,8        7,4

       AMéRICAs             109,0           113,1          125,8           133,1         22,1            17,7        5,8

    AMéRICA DO sUl          12,0            13,7            16,0            18,0         50,0            31,4       12,5

         BRAsIl              2,0             4,1             4,8            5,4          170,0           31,7       12,5

        ÁfRICA              20,0            30,7            33,3            36,7         83,5            19,5       10,2

    ORIENTE MéDIO           14,0            30,0            35,9            38,4         174,3           28,0        7,0


Fonte: Organização Mundial do Turismo – OMT 2006  Anuário Estatístico EMBrATur 2001    (*) Dado preliminar




        Este é um forte indicador das perspectivas de                          No entanto, isto só poderá ser realizado para
crescimento para destinos novos, antecipando que                        as comunidades objeto de recepção dos fluxos de
a competição entre regiões para atrair visitantes se                    turistas, com base numa gestão responsável, que
intensificará nos próximos anos com o objetivo de                       realize um equilíbrio entre os aspectos ambientais,
criação de empregos e de desenvolvimento econômico                      econômicos e socioculturais de desenvolvimento
sustentável e responsável. Novos atores devem entrar                    sustentável do turismo. Sem isso, o turismo
na disputa pelas viagens e turismo na escala mundial,                   torna-se vulnerável e suscetível aos problemas de
provocando uma concorrência acirrada entre os                           degradação, massificação e fragmentação que, em
destinos e os operadores de viagens. Aqueles que                        última instância significam sua autodestruição.
se adaptarem melhor as orientações do mercado                                  A prática de uma gestão responsável
e apresentarem, com maior êxito, as características                     deverá, também, reproduzir impactos positivos
geográficas e a singularidade dos seus destinos,                        no que se refere ao turismo interno, propiciando
relativamente à paisagem, cultura, patrimônio e                         o desenvolvimento da atividade no mercado
serviços, terão mais sucesso na consolidação da                         doméstico, com benefícios por duas vias. Pelo
atividade. Trata-se de uma chamada de atenção para                      lado da produção e da oferta da atividade,
os destinos tradicionais e uma oportunidade para os                     com a criação de novos postos de trabalho e
destinos novos. Isto propiciará, seguramente, um                        ocupação, e com a ampliação da renda. E pelo
desenvolvimento mundial mais desconcentrado,                            lado do consumo, com a inclusão de novas
remodelando e reconfigurando o processo de                              parcelas de consumidores em diversas escalas,
globalização, e contribuindo para a universalização dos                 no ambiente doméstico.
benéficos do direito ao desenvolvimento para todos.                            De acordo com as análises da Organização
        Esta pode se constituir numa importante                         Mundial do Turismo, calcula-se ser o turismo
dimensão dos esforços a serem empreendidos para                         interno dez vezes maior que o volume de turismo
reduzir as desigualdades regionais no plano nacional e                  internacional. Este índice, não obstante poder ser
internacional e para promover um ambiente favorável                     bem menor para os países periféricos, ainda assim,
ao desenvolvimento, especialmente nas áreas de                          aponta para uma perspectiva de consolidação da
comércio e finanças. Significa também, seguramente,                     atividade nestes países, oportunizando a melhoria
uma via de inclusão do turismo na estratégia de luta                    da qualidade dos serviços prestados e contribuindo
contra a pobreza, vinculando a atividade com os                         para o desenvolvimento equilibrado do conjunto
marcos e os objetivos de Desenvolvimento do Milênio.                    da economia.



                                                                   23
I.   3             REsUlTADOs DO TURIsMO NO PAís NOs ÚlTIMOs ANOs



             No contexto de um ambiente nacional e                     5,5%, enquanto no Brasil este crescimento, no
     internacional favorável e como resultado do esforço               mesmo período, foi da ordem de 2,5%.
     do Governo, da prioridade dada ao turismo e da                          A execução dos Programas e Ações do Plano
     gestão descentralizada e compartilhada proposta                   Nacional de Turismo 2003 / 2007, inseridos no Plano
     pelo Plano Nacional e executada com apoio do                      Plurianual de Governo 2004 / 2007, considerando
     Conselho Nacional e Fóruns Estaduais, o turismo                   a eficiente execução orçamentária de 2004 e de
     do Brasil vem batendo recordes que evidenciam um                  2005 e, ainda, a conjuntura externa favorável,
     crescimento acima da média mundial. Conforme                      propiciaram as condições para que o País obtivesse,
     exposto no item anterior, o crescimento do turismo                nos últimos três anos, os seus melhores resultados
     internacional no mundo, em chegadas de turistas                   em relação a todo o histórico do setor.
     estrangeiros, em 2004 e 2005, foi da ordem de




I.   3        .1          ENTRADA DE DIVIsAs


             Um resultado que aponta para a performance                marca de 34 meses consecutivos de crescimento,
     excepcional da atividade turística no mercado                     desde março de 2003.
     internacional e que merece destaque, após três                          Em 2004, esta receita atingiu o montante
     anos de existência do Ministério do Turismo, é a                  de US$ 3,22 bilhões, superior em 30% em relação
     receita cambial turística.                                        ao ano anterior (US$ 2,479 bilhões), registrando
             Em 2005, o Brasil alcançou a receita cambial              um superávit da ordem de US$ 35,0 milhões, o
     turística de US$ 3,86 bilhões, superior em 9,83%                 maior dos últimos 5 anos, superando em 6% o
     ao ano de 2004 (US$ 3,22 bilhões), atingindo a                    superávit de 2003, de US$ 28,0 milhões.



                                        gRÁfICO 9 - RECEITA CAMBIAl TURísTICA (MIlHõEs Us$)

                                                                                                                  3.861

                                                                                                        3.222


                                                                                              2.479
                                                                                    1.998
                                                               1.810       1.731
                                               1.586   1.628


            972                       1.069
                         840




           1995         1996          1997     1998    1999    2000        2001      2002     2003      2004      2005


     Fonte: Banco Central do Brasil

     _____________________
     1         Organizacion Mundial del Turismo.



                                                                24
Analisando a série histórica mensal, entre                                                                no Brasil, em relação ao mesmo período observado
janeiro de 2002 e dezembro de 2005, observa-                                                                            em 2003 e 2004, respectivamente, com recordes
se um crescimento consistente da receita cambial                                                                        registrados pelo BC, que desde 969 faz essa
turística e, ainda, que em todos os meses de 2004                                                                       estatística. Em agosto e dezembro de 2005 chegou-
e 2005, houve aumento de gastos de estrangeiros                                                                         se ao resultado de US$ 360 milhões no mês.




         gRÁfICO 10 - COMPARATIVO DA DEsPEsA E RECEITA CAMBIAl MENsAl 2002 E 2003 (MIlHõEs Us$)

                                                                    374                                                                                                                    receita                            Despesa
                                                            371
                                                    362




                                                                                    355




                                                                                                            342
                                                                            341




                                                                                                340
                                            308
                            301




                                                                                                                                                             286
                                    280
                275




                                                                                                                                                     243
     245




                                                                                                                                                                                     232
                                                                                                                         233




                                                                                                                                                                         229
                                                                                                                                             226




                                                                                                                                                                                                                216
                                                                                                                                     207




                                                                                                                                                                                                                                        205
                                                                                                                                                                                                                            188
                                                                                                                                                                                            183
              177




                                                                                                                                                                                                       179
                          172




                                                                                                                       176




                                                                                                                                                                                           179




                                                                                                                                                                                                                                              154
                                                                                                      150
                                  153
  153




                                                                                                                                                                                   157
                                                                  149




                                                                                          148




                                                                                                                                           149
                                          150




                                                                                  147
                                                          144




                                                                                                                                                   141




                                                                                                                                                                                                    142
                                                                          136




                                                                                                                                   138




                                                                                                                                                           139




                                                                                                                                                                                                                      134
                                                  131




                                                                                                                                                                       131




                                                                                                                                                                                                                                  127
   Jan        Fev         Mar Abr Mai Jun                 Jul     Ago set Out             Nov Dez                       Jan         Fev     Mar Abr Mai Jun                         Jul     Ago set Out                      Nov Dez


                                                    2002                                                                                                                 2003


Fonte: Banco Central do Brasil




         gRÁfICO 11 - COMPARATIVO DA DEsPEsA E RECEITA CAMBIAl MENsAl 2004 E 2005 (MIlHõEs Us$)

                                                                                                                                                                                           receita                            Despesa
                                                                                                                                                                                     486
                                                                                                                                                                             468




                                                                                                                                                                                              463

                                                                                                                                                                                                          433




                                                                                                                                                                                                                           439
                                                                                                                                                                 424




                                                                                                                                                                                                                         413




                                                                                                                                                                                                                         397
                                                                                                                                                                                                                       360
                                                                                                                                                                                           360




                                                                                                                                                                                                                      348
                                                                                                                       341




                                                                                                                                                     328
                                                                                                                                           340
                                                                                             335




                                                                                                                                    325




                                                                                                                                                                                                    319
                                                                                            313




                                                                                                                                   313




                                                                                                                                                                                                                309
                          307




                                                                                           294




                                                                                                                                                           292




                                                                                                                                                                                   298
   296




                                                                                                                                                  294




                                                                                                                                                                       275
                                                                                          292
                                                                                   289




                                                                                                                             296
              276




                                                                                  269




                                                                                                                                                 260
                                                           248
                                                           257
                                                   248

                                                           247
                                          255
                                  240
                                  250




                                                                          220
                                                  241

                                                          222




                                                                          228
                            210
        196

                    180




                                            180




    Jan        Fev         Mar Abr Mai Jun                 Jul     Ago set Out             Nov Dez                       Jan        Fev     Mar Abr Mai Jun                         Jul     Ago set Out                      Nov Dez


                                                    2004                                                                                                                 2005


Fonte: Banco Central do Brasil




                                                                                                                  25
gRÁfICO 12 - sAlDO CAMBIAl líqUIDO DO TURIsMO - PERíODO 1990 A 2005 (MIlHõEs Us$)



                                                                                                                                        218     351

       -121     -212     -319                                                                                                -398
                                  -799                                                                                                                    -859
                                            -1.181
                                                                                                -1.436             -1.468

                                                                                                          -2.083
                                                     -2.419


                                                               -3.598
                                                                                   -4.146
                                                                         -4.377

       1990     1991      1992    1993       1994    1995      1996      1997          1998     1999       2000    2001      2002      2003     2004      2005


     Fonte: Banco Central do Brasil




              O saldo da balança comercial foi positivo em                               comercial apresentou um déficit de US$ 859
     2003 e 2004, após mais de 0 anos com saldos                                        milhões, em função da estabilidade econômica e
     negativos, até 2002. Estes déficits chegaram a                                      da valorização do real em relação ao dólar, o que
     US$ 4,38 bilhões e US$ 4,5 bilhões, em 997                                        motivou muitos brasileiros a realizarem viagens
     e 998, respectivamente. Em 2005, mesmo com                                         ao exterior.
     o crescimento expressivo da receita, a balança




I.   3 .2                 ENTRADA DE TURIsTAs EsTRANgEIROs



              O crescimento da entrada de turistas                                       o crescimento até 2005 foi da ordem de 43%,
     estrangeiros no País, depois de experimentar                                        tendo sido de 2,5% entre 2004 e 2005.
     uma queda em 200 e 2002, apresentou uma                                                      Os resultados a partir de 996, até 2005,
     tendência de recuperação e crescimento em                                           apontam um crescimento na entrada de turistas
     2003, que se manteve constante até 2005.                                            estrangeiros no Brasil da ordem de 03%.
     Considerando o ano de 2002 como referência,



                                TABElA 5 - ENTRADA DE TURIsTAs NO BRAsIl (NÚMERO DE TURIsTAs)

                                                                                ANO

              1996         1997            1998         1999            2000             2001            2002         2003            2004      2005(*)

           2.665.508     2.849.750       4.818.084   5.107.169     5.313.463           4.772.575       3.784.898    4.132.847       4.793.703   5.400.000


     Fonte: DPF e EMBrATur            (*) resultado estimado




                                                                                  26
gRÁfICO 13 - DEsEMBARqUEs INTERNACIONAIs (MIlHõEs)

                                                                                                                   6,8
                                                                                                         6,1
                                5,5        5,5                                                 5,4
                                                      5,0        5,2         5,0
                        4,9
                                                                                      4,6

            3,4




           1995        1996    1997       1998       1999        2000       2001      2002     2003      2004     2005


     Fonte: Infraero




             Em 2005, o País recebeu cerca de 6,8 milhões                     Em 2004, os desembarques de vôos
     de passageiros de vôos internacionais, incluindo                   internacionais atingiram 6, milhões de
     brasileiros voltando do exterior e turistas estrangeiros,          passageiros, com um incremento de 4,9%, em
     valor superior em 0,52% ao total dos desembarques                 relação ao ano de 2003 (5,4 milhões).
     no período de 2004 (6, milhões). São 36 meses
     consecutivos de crescimento, desde janeiro de 2003.




I.   3        .3         DEsEMBARqUEs NACIONAIs E VôOs charters



             Em 2005, o desembarque de passageiros de                         Em 2004, os desembarques de vôos
     vôos nacionais foi de 43, milhões, 7,75% acima                   nacionais totalizaram 36,6 milhões de passageiros,
     do verificado no mesmo período do ano anterior,                    contabilizando um crescimento de 8,95%,
     quando o número de passageiros desembarcados                       em relação aos 30,7 milhões de passageiros
     foi de 36,6 milhões.                                               desembarcados em 2003.




                                   gRÁfICO 14 - DEsEMBARqUEs NACIONAIs (MIlHõEs)

                                                                                                                   43,1
                                                                                                         36,6
                                                                            32,6      33,0     30,7
                                                     27,7        28,5
                                          26,5
                       19,5     21,3
           16,8




           1995        1996    1997       1998       1999        2000       2001      2002     2003      2004     2005


     Fonte: Infraero




                                                                 27
Desempenhos semelhantes apresentaram                                    Já em relação aos desembarques
     os vôos char t e r s ( f re t a d o s ) , n a c i o na i s e            internacionais, foram contabilizados 349,58 mil
     internacionais, que transportam exclusivamente                          desembarques, uma alta de 03,02% em
     turistas. Com recorde histórico, de janeiro a                           relação a 2003 (72,5 mil). Em 2005, os vôos
     dezembro de 2005, foram 3,5 milhões de                                 charters nacionais e internacionais cresceram,
     desembarques nacionais, sendo este número                               respectivamente, ,92% e 6,8%, em relação
     42,74% superior a 2003 (2,20 milhões).                                  a 2004.




                       gRÁfICO 15 - VôOs charters DEsEMBARqUE NACIONAl E INTERNACIONAl




                                                                                              3.150.983
                                                          2.815.328
                           2.207.379



                                         172.150                           327.273                          349.588



                                  2003                              2004                             2005



                                                        Nacional              Internacional




     Fonte: Infraero




I.   3 .4              NOVOs PRODUTOs DE qUAlIDADE



             O Ministério do Turismo realizou o                                      O Salão do Turismo – Roteiros do Brasil
     mapeamento turístico do País, para identificar as                       resultou de um esforço conjunto do poder
     regiões e roteiros turísticos que devem ser objeto                      público e da iniciativa pública, sob a coordenação
     do ordenamento e estruturação territorial, gestão,                      do Ministério do Turismo, que trabalharam em
     qualificação e promoção, com visão de curto, médio                      sintonia para colocar o produto turístico brasileiro
     e longo prazos O trabalho, realizado através do                         nas prateleiras das agências e operadoras de
     Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros                        turismo. Constituiu um marco do desenvolvimento
     do Brasil, em 2004, identificou 29 regiões turísticas,                 da atividade turística no país, gerando
     envolvendo 3.203 municípios. Dentre as 29 regiões                      resultados que estabelecem um novo patamar
     turísticas, 34 apresentaram 45 roteiros turísticos                    para a sua expansão, abrindo perspectivas de
     no Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, realizado                     desenvolvimento socioeconômico para diferentes
     em 2005 em São Paulo, nos módulos “Feira” e                             regiões. Os principais resultados do Salão 2005
     “Rodada de Negócios” do evento.                                         são apresentados a seguir:



                                                                      28
•    Público: 08,6 mil pessoas (3,9 mil expositores;          •   Rodada de Negócios: 348 agências de receptivo
     6,2 mil autoridades / convidados; e 7 mil                    (vendedores) e  operadores (compradores)
     profissionais, além dos visitantes).                          – realizaram 2 mil agendamentos.
•    Feira de Produtos / Roteiros Turísticos:                  •   Núcleo de Conhecimento: 5 mil pessoas
     apresentação de 45 produtos / roteiros                       participaram dos debates / palestras – 45
     turísticos, com o envolvimento de 34 regiões                 palestras proferidas por 08 palestrantes.
     turísticas e 959 municípios.                              •   Movimentação da hotelaria de São Paulo
•    Vitrine do Brasil: mostra de artesanato com                   durante o Salão: R$ 6 milhões.
     24 mil peças vendidas (retorno de R$ 22 mil),            •   Investimentos no Salão: R$ 5 milhões
     mobilizando 270 associações de artesãos                       Ministério do Turismo / parceiros; R$ 6
     representativas das 27 UFs;.                                  milhões dos municípios; e R$ 3,8 milhões
•    Mostra Gastronômica: vendidas 60 mil refeições,               dos estados.
     representando 54 pratos típicos diferenciados.            •   Mão-de-obra contratada para montagem e
•    Manifestações Culturais: 78 apresentações das                 organização do Salão: 5,2 mil profissionais.
     cinco Macrorregiões do País.                                    Os resultados das Rodadas de Negócios estão
•    Mercado da Agricultura Familiar: todas as                 abaixo descriminados com os números relativos
     mercadorias foram comercializadas – retorno               aos valores estimados em expectativa de negócios,
     de R$ 30 mil em vendas.                                  que totalizam R$ 74,6 milhões em 2 meses.



                                   TABElA 6 - RODADA DE NEgóCIOs - COMPRADOREs

                           NÚMERO DE PROfIssIONAIs                                      111

                        INVEsTIMENTO PARA O sAlãO (R$)                               124.140,00

                    VAlOR EsTIMADO NAs NEgOCIAçõEs (R$)                             22.425.000,00




                                    TABElA 7 - RODADA DE NEgóCIOs - VENDEDOREs

                           NÚMERO DE PROfIssIONAIs                                      348

                        INVEsTIMENTO PARA O sAlãO (R$)                               484.184,00

                    VAlOR EsTIMADO NAs NEgOCIAçõEs (R$)                             52.240.600,00


Fonte: Pesquisa NEATH/EBAPE-FgV – Ministério do Turismo




        No âmbito do Programa de Regionalização,               6 regiões em 474 municípios, para obtenção
o processo de estruturação de novos roteiros                   de padrão internacional de qualidade, os quais
turísticos, com vistas à comercialização nacional              serão apresentados no Salão do Turismo 2006.
e internacional, encontra-se em andamento.                     Esta segunda edição do Salão apresentará,
Em função de adequações e ajustes das regiões                  também, cerca de 400 novos roteiros para o
turísticas, atualmente o País conta com 200 regiões            mercado nacional. A ilustração a seguir resume
turísticas envolvendo 3.89 municípios. Durante                os dados da regionalização e da roteirização do
a estruturação da oferta dessas regiões, foram                 Programa de Regionalização do Turismo.
selecionados 87 roteiros turísticos abrangendo



                                                          29
fIgURA 1 - PROgRAMA DE REgIONAlIzAçãO DO TURIsMO - REgIONAlIzAçãO E ROTEIRIzAçãO



                     2004/2005                                                                                                          116 roteiros Visitados

               219 regiões Turísticas                                                                                               Aplicação segundo o Plano
                 3.203 Municípios                                                                                                   Cores (Marketing Nacional


                                                          RR


                                                                                                                                             451 roteiros
                                                                          AP
                                                                          AP




                                                                                                                                             134 regiões
                                                                                                                                           959 Municípios
                                                    AM              PA
                                                     M                                                                   RN
                                                                                                               CE
                                                                                                               CE
                                                                                                 MA                       PB

                                              AC

                                                         RO
                                                                                                          PI
                                                                                                          P                   PE
                                                                                                                                        Salão do turismo
                                                                                                                         AL
                                                                                TO
                                                                                 O
                                                                                                      BA            SE
                                                                                                                                        roteiros do Brasil 2005
                                                                                                       A



                                                                     MT

                                                                                          DF
                                                                                          DF


                                                                                 GO
                                                                                 GO

                                                                                                MG
                                                                                                MG
                                                                     MS
                                                                     MS
                                                                                                               ES
                                                                                          SP
                                                                                          SP

                                                                                                     RJ


                                                                                PR
                                                                                PR                                                            87 roteiros:
                                                                                     SC
                                                                                     SC                                                   Padrão Internacional
                                                                           RS
                                                                           RS                                                                de qualidade


                                                                                                                                         Cerca de 400 roteiros
                                                                                                                                            para o Mercado
                     2005/2006
                                                                                                                                               Nacional
               200 regiões Turísticas
                 3.819 Municípios                                                                                                        Salão do turismo
                                                                                                                                        roteiros do Brasil 2006




I.   3 .5              NOVA gEsTãO DO TURIsMO


           A proposta de gestão descentralizada do                                             serem trabalhados, subsidiando e legitimando as
     Plano Nacional de Turismo vem fomentando                                                  propostas respectivas.
     a consolidação de uma rede de entidades e                                                                 A Figura 2 a seguir ressalta a dimensão do
     instituições,   em      todo       o   território        nacional,                        universo de atores mobilizados em todas as regiões
     envolvendo o poder público nas três esferas de                                            do País, por meio das instituições representativas
     governo, a iniciativa privada e o terceiro setor.                                         do turismo, integrantes do Conselho Nacional
     Este universo de agentes relacionados ao turismo                                          de Turismo, do Fórum Nacional de Secretários
     tem promovido a realização de diversos fóruns de                                          e Dirigentes Estaduais de Turismo e dos Fóruns
     discussão e deliberação sobre a Política Nacional                                         / Conselhos Estaduais de Turismo nas 27
     de Turismo e seus desdobramentos, nas diferentes                                          Unidades da Federação, que vêm participando
     escalas territoriais do País.                                                             deste                processo       da    gestão        descentralizada,
           O próprio mapeamento do turismo no                                                  compartilhando experiências e somando esforços
     País, referido anteriormente, resultou do amplo                                           para a consolidação do turismo nacional.
     processo de gestão descentralizada proposto pelo                                          No conjunto, essa é uma brigada que envolve .56
     Plano, através da realização de encontros diversos                                        representantes de instituições, públicas e privadas,
     e oficinas que definiram as regiões e os roteiros a                                       relacionadas ao turismo em todo o País.




                                                                                 30
fIgURA 2 - PROgRAMA DE gEsTãO DEsCENTRAlIzADA - PARTICIPAçãO DAs
   ENTIDADEs PRIVADAs / INsTITUIçõEs PÚBlICAs NOs fóRUNs / CONsElHOs EsTADUAIs

                   Uf                PÚBlICAs            %        PRIVADAs               %              TOTAl
                                                                                                                                                                        MACRORREgIãO NORTE
          BRAsIl (27 Ufs)               580        50,2%                576            49,8%            1.156                                        Uf                 PÚBlICAs qTD.   %   PRIVADAs qTD.   % TOTAl
                                                                                                                                                    ACRE                      11      55,0%       9       45,0% 20
                                                                                                                                                 AMAzONAs                    51      62,2%      31      37,8%   82
                                                                                                                                                   AMAPÁ                     36      57,1%      27      42,9%   63
                                                                                                                                                    PARÁ                     9       37,5%      15      62,5%   24
                                                                                                                                                  RONDôNIA                   19      52,8%      17      47,2%   36
                                                                                                                                                  RORAIMA                    20      55,6%      16      44,4%   36
                        Boa Vista
                                                                                                                                                 TOCANTINs                   11      39,3%      17      60,7%   28
                                                                                                                                                 TOTAl NORTE                157      54,3%     132      45,7%   289
                                                         Macapá

                                                                    Belém
                                                                                             São Luís
                                                                                                                                                                       MACRORREgIãO NORDEsTE
                                    Manaus
                                                                                                                                                     Uf                 PÚBlICAs qTD.   %   PRIVADAs qTD.   % TOTAl
                                                                                                                    Fortaleza
                                                                                                                                                  AlAgOAs                     42      71,2%       17      28,8% 59
                                                                                                  Teresina              Natal
                                                                                                                                                    BAHIA                    32      45,7%      38      54,3%   70
                                                                                                                                                    CEARÁ                    16      34,8%      30      65,2%   46
                                                                                                                                  João
                                                                                                                                  Pessoa         MARANHãO                    22      56,4%      17      43,6%   39
                        Porto                                                                                                   Recife             PARAíBA                   12                 14              26
      Rio Branco        Velho
                                                                                                                                                                                     46,2%              53,8%
                                                                              Palmas                                          Maceio
                                                                                                                                                PERNAMBUCO                   25      65,8%      13      34,2%   38
                                                                                                                        Aracaju
                                                                                                                                                    PIAUí                    60      65,9%      31      34,1%   91
                                                                                                                   Salvador                  RIO gRANDE DO NORTE             13      36,1%      23      63,9%   36

                                                Cuiabá
                                                                                                                                                   sERgIPE                   20      71,4%      8       28,6%   28
                                                                  Brasília
                                                                                                                                               TOTAl NORDEsTE               242      55,9%     191      44,1%   433
                                                             Goiânia


                                                                                          Belo
                                              Campo                                       Horizonte                                                                    MACRORREgIãO sUDEsTE
                                              Grande
                                                                                                                                                      Uf               PÚBlICAs qTD.   %   PRIVADAs qTD.   % TOTAl
                                                                                                         Vitória
                                                                                                                                               EsPíRITO sANTO                12      38,7%       19      61,3% 31
                                                                          São                                                                   MINAs gERAIs                 9       34,6%      17      65,4%   26
                                                                         Paulo               Rio de Janeiro
                                                                                                                                                RIO DE JANEIRO               18      48,6%      19      51,4%   37
                                                             Curitiba
                                                                                                                                                 sãO PAUlO                   15      51,7%      14      48,3%   29
                                                                                                                                                TOTAl sUDEsTE                54      43,9%      69      56,1%   123
                                                                         Florianópolis


                                                               Porto Alegre
                                                                                                                                                                         MACRORREgIãO sUl
                                                                                                                                                     Uf                 PÚBlICAs qTD.   %   PRIVADAs qTD.   % TOTAl
                                                                                                                                                   PARANÁ                     7       28,0%       18      72,0% 25
                                                                                                                                              RIO gRANDE DO sUl              6       11,5%      46      88,5%   52
                                                                                                                                               sANTA CATARINA                46      62,2%      28      37,8%   74
                                                                                                                                                  TOTAl sUl                  59      39,1%      92      60,9%   151


                                                                                                                                                                   MACRORREgIãO CENTRO-OEsTE
                                                                                                                                                      Uf             PÚBlICAs qTD.   %   PRIVADAs qTD.   % TOTAl
                                                                                                                                               DIsTRITO fEDERAl            17      48,8%       18      51,4% 35
                                                                                                                                                    gOIÁs                    20      54,1%      17      45,9%   37
                                                                                                                                                MATO gROssO                  17      36,2%      30      63,8%   47
                                                                                                                                             MATO gROssO DO sUl              14      34,1%      27      65,9%   41
                                                                                                                                             TOTAl CENTRO-OEsTE              68      42,6%      92      67,6%   160




            INsTITUIçãO                                                  PÚBlICAs                                                 %                     PRIVADAs                        %                  TOTAl

       CONsElHO NACIONAl
          DE TurIsMO                                                               24                                           38%                               39                   62%                 63




      As representações no Conselho Nacional do                                                                                          com a implantação ou incorporação das instâncias de
Turismo têm a composição conforme o quadro acima.                                                                                        governança macrorregionais, congregando instituições
O Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais                                                                                   públicas e entidades privadas, em organizações
de Turismo – FORNATUR é integrado por representantes                                                                                     denominadas Agências de Desenvolvimento do
das vinte e sete Unidades da Federação do País.                                                                                          Turismo, com representatividade tripartite, conforme a
      O processo de gestão descentralizada, em                                                                                           Figura a seguir:
2005, avançou numa escala territorial interestadual,




                                                                                                                          3
fIgURA 3 - PROgRAMA DE gEsTãO DEsCENTRAlIzADA - PARTICIPAçãO DAs
          ENTIDADEs PRIVADAs / INsTITUIçõEs PÚBlICAs NAs AgÊNCIAs

                                                                                                                                                                                      fUNDAçãO CTI NORDEsTE
                     INsTâNCIA DA
                                                                                                                                                                                        PÚBlICAs PRIVADAs   TOTAl
                 MACRORREgIãO NORTE
                                                                    Boa Vista



                  (EM ORgANIzAçãO)                                                                  Macapá                                                                       qTD.     09       00        09
                                                                                                               Belém

                                                                                Manaus
                                                                                                                                   São Luís                                       %      100%      0%       100%
                                                                                                                                                          Fortaleza


                                                                                                                                         Teresina             Natal

         AgÊNCIA DE DEsENVOlVIMENTO                                                                                                                                     João
                                                                                                                                                                        Pessoa   AgÊNCIA DE DEsENVOlVIMENTO
         DO TURIsMO DA MACRORREgIãO                    Rio Branco
                                                                    Porto                                                                                             Recife
                                                                                                                                                                                 DO TURIsMO DA MACRORREgIãO
                                                                    Velho
                 CENTRO-OEsTE                                                                                           Palmas                                      Maceio
                                                                                                                                                              Aracaju                      sUDEsTE
                 PÚBlICAs PRIVADAs   TOTAl                                                                                                               Salvador
                                                                                                                                                                                        PÚBlICAs PRIVADAs   TOTAl
                                                                                           Cuiabá
                                                                                                             Brasília

          qTD.      11      17        28                                                                Goiânia
                                                                                                                                                                                 qTD.     11       15        26
           %       40%      60%      100%                                                Campo
                                                                                         Grande
                                                                                                                                   Belo
                                                                                                                                   Horizonte                                      %       42%      58%      100%
                                                                                                                                               Vitória

                                                                                                                    São
                                                                                                                   Paulo            Rio de Janeiro

                                                                                                        Curitiba
                                                                                                                                                                                 AgÊNCIA DE DEsENVOlVIMENTO DO
                                                                                                                   Florianópolis                                                  TURIsMO DA MACRORREgIãO sUl
                                                                                                          Porto Alegre

                                                                                                                                                                                        PÚBlICAs PRIVADAs   TOTAl

                                                                                                                                                                                 qTD.     11       16        27
                                                                                                                                                                                  %       40%      60%      100%




I.   3 .6                  gERAçãO DE EMPREgO E RENDA



               O turismo é uma atividade de importância                                                         bem menor do que aquele demandado por outros
     fundamental para o crescimento da economia                                                                 setores econômicos, tais como, Indústria Têxtil
     do País devido, não somente a sua contribuição                                                             (R$ 27.435,20), Construção Civil (R$ 28.033,00)
     significativa para o aumento do PIB, como também                                                           e Siderurgia (R$ 68.205,90).
     pela sua potencial capacidade de geração de                                                                                     De acordo com dados da Relação Anual
     trabalho, ocupação e renda, com impactos na                                                                de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do
     melhoria da qualidade de vida da população.                                                                Trabalho e Emprego, e considerando o recorte do
               Segundo a Organização Mundial do                                                                 turismo com base em uma matriz que agrega 2
     Turismo, a atividade é responsável pela geração                                                            setores da economia, de acordo com metodologia
     de 6 a 8% do total de empregos no mundo.                                                                   da OMT3, o mercado formal de trabalho em
     Além disto, é uma das atividades econômicas                                                                turismo no País passou de .499.497 pessoas
     que demanda o menor investimento para a                                                                    empregadas, em 200, para .93.936 pessoas
     geração de trabalho. Segundo pesquisa recente                                                              empregadas, em 2005, o que representa um
     da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica                                                                crescimento da ordem de 28% em 4 anos.
     – FIPE2, a hotelaria, um segmento intensivo em                                                                                  O crescimento acumulado em 2003, 2004
     mão-de-obra e com peso importante na atividade                                                             e 2005 foi da ordem de 6%. Foram gerados,
     turística, demanda em torno de R$ 6.98,60 de                                                             neste período, 262.94 empregos formais nas
     valor da produção da atividade requerida para                                                              diversas categorias econômicas que integram,
     geração de uma unidade de emprego, valor este                                                              diretamente, o setor do turismo.

     _____________________
     2          FIPE, Meios de Hospedagem: Estrutura de Consumo e Impactos na Economia, 2006.
     3          A definição das atividades econômicas que compõem o Turismo segue as diretrizes da Organização Mundial do Turismo para a construção
     das contas satélites do Turismo (WTO, 2000a) e está de acordo com as definições providas na literatura especializada, conforme lage e Milone (1991),
     lundenberg et al (1995) e Espanha (1996).



                                                                                              32
TABElA 8 - EVOlUçãO NO NÚMERO DE EMPREgOs fORMAIs NA ATIVIDADE TURísTICA


                                                                                                                                  ACUMUlADO
           2001                      2002                    2003                    2004                   2005 (*)
                                                                                                                                 2003/2004/2005



         1.499.497                 1.651.022               1.724.587               1.825.526               1.913.936                262.914



Fonte: MTE / rAIs       (*) Dados preliminares oriundos do CAgED, que poderá sofrer alterações em função da publicação da rAIs definitiva de 2005.




     gRÁfICO 16 - EVOlUçãO NO NÚMERO DE EMPREgOs fORMAIs NA ATIVIDADE TURísTICA


         2.500.000

         2.000.000

         1.500.000

         1.000.000

           500.000

                    0
                                  2001                    2002                   2003                   2004                   2005



                                                                                                                   evolução no emprego




        Este número de empregos gerados no                                      predominância de mão-de-obra informal, a
mercado formal pode ser extrapolado para se                                     utilização deste multiplicador para se avaliar o
chegar a uma avaliação do mercado informal,                                     número de empregos gerados pelo turismo, no
considerando estudos que indicam uma relação                                    mercado formal e informal, conforme o quadro
de três empregos totais para um emprego formal .                       4
                                                                                abaixo, apresenta um resultado que pode ser
Como o setor é intensivo em mão-de-obra, com                                    considerado conservador.



         TABElA 9 - NÚMERO TOTAl DE EMPREgOs NA ATIVIDADE TURísTICA (fORMAIs E INfORMAIs)


                                                                                                                                  ACUMUlADO
           2001                      2002                    2003                    2004                   2005 (*)
                                                                                                                                 2003/2004/2005




         4.499.491                 4.953.066               5.173.761               5.476.578               5.741.808                788.742



Fonte: MTE/rAIs/uNB

_____________________
4           De acordo com estudo realizado pelo CET / uNB, segundo Pastore (2005), em 1985 havia um emprego formal para cada 2,7 trabalhadores
totais (formais + informais). Em 2002 essa proporção subiu de um emprego formal para três trabalhadores totais. utilizando-se essa relação, pode-se
fazer uma estimativa sobre a quantidade total de trabalhadores no turismo, como mostra a Tabela 9.
Vale ressaltar que se chega a esses valores por uma aproximação, não sendo possível afirmar que estes números refletem integralmente a situação do
mercado de trabalho para o turismo. Assim, estudos específicos sobre o mercado de trabalho para o turismo mostram-se de fundamental importância
para diagnosticar a influência do setor em relação à geração de novos empregos.




                                                                           33
gRÁfICO 17 - NÚMERO TOTAl DE EMPREgOs NA ATIVIDADE TURísTICA (fORMAIs E INfORMAIs)

               7.000.000

              6 .000.000

              5 .000.000

              4 .000.000

              3 .000.000

              2 .000.000

               1.000.000

                         0

                                  2001            2002                 2003                2004                  2005


                                                                                           emprego (formal e informal)




             De acordo com a Tabela 9, nos anos de                     ,2 milhão de empregos, até 2007, definida no
     2003, 2004 e 2005, foram gerados pela atividade                   Plano Nacional de Turismo 2003 / 2007, deverá ser
     turística no País, 788.742 empregos, formais e                    alcançada com segurança, podendo, até mesmo,
     informais, o que indica que a meta de geração de                  ser ultrapassada.




I.   3 .7                    ORçAMENTO, CRéDITO E INVEsTIMENTOs



             A constatação de que o turismo passou a ser               de 2003 a dezembro de 2005, aplicou, em apoio
     prioridade para o Governo Federal se configura por                às atividades / ações e projetos do setor, o valor
     meio das Leis de Orçamento Anual – LOA e da sua                   correspondente a R$ ,27 bilhão, valor este superior
     execução. Em termos de execução orçamentária,                     em 74,44% ao que foi aplicado no triênio anterior
     o Ministério do Turismo, no período de janeiro                    (R$ 728,6 milhões).



             gRÁfICO 18 - EXECUçãO ORçAMENTÁRIA DO MINIsTéRIO DOs EsPORTEs E DO TURIsMO (2000/2002)
                               E DO MINIsTéRIO DO TURIsMO (2003/2005) (EM R$ MIlHõEs)

                                                          lOA      ExECuTADO                                    1.042,2

                                                                                                                          740,0

                                                                                           508,3
                                  408,9           366,4                366,2                       383,5
             256,5                        297,2           237,9
                        193,5                                                  147,5



                  2000               2001             2002                2003                 2004                  2005


     Fonte: sIAFI/sNT




                                                                  34
Considerando os limites autorizados                                         sua criação, procedido à execução de quase 00%
anualmente, conforme decretos de programação                                        do limite disponibilizado para o órgão, conforme
financeira, o Ministério do Turismo tem, desde a                                    tabela a seguir:




                            TABElA 10 - lIMITE DIsPONIBIlIzADO E ORçAMENTO EXECUTADO
                            PElO MINIsTéRIO DO TURIsMO 2003, 2004 E 2005 (EM R$ MIlHõEs)

                       2003                                                2004                                            2005


      lIMITE           EXECUTADO          %C=           lIMITE             EXECUTADO            %C=       lIMITE           EXECUTADO          %C=
        (A)                (B)            (B/A)           (A)                  (B)              (B/A)       (A)                (B)            (B/A)

       134,9               127,1          94,2          360,3                   357,9           99,3      717,6              716,3                99,8


Fonte: sIAFI/sTN




          O setor foi contemplado com o maior                                          turísticos, como também no apoio à realização de
 volume de recursos orçamentários já executados                                        eventos que atraem os turistas e que evidenciam
 em ações de promoção do Produto Turístico                                             as manifestações artísticas e culturais do povo
 Brasileiro, em especial na promoção do destino                                        brasileiro, receberam o montante de R$ 32,9
 Brasil no exterior. Estas ações, no Brasil e no                                       milhões, referentes à execução de 8,37% do
 exterior, focadas em promoção, marketing e apoio                                      orçamento disponível (R$ 395,6 milhões) de
 à comercialização de produtos, serviços e destinos                                    janeiro de 2003 a dezembro de 2005.




                      gRÁfICO 19 - PROMOçãO DO PRODUTO TURísTICO BRAsIlEIRO INClUINDO
                                     RECURsOs DAs EMENDAs (EM R$ MIlHõEs)


                                                                                                                                  220,3


                                                                                                                                          166,7

                                                                                                             118,7 115,0

                                                                        80,8
                                                 66,9   65,9                    63,5
                            52,2   50,3                                                     56,6
                                                                                                   40,2
        20,8   20,3

           1999                2000                2001                    2002                 2003               2004              2005


                                                               orçado               executado



Fonte: sistema sIAFI/sTN




        Somente em infra-estrutura turística,                                       de pontos náuticos, trechos ferroviários, centros
foram investidos R$ 628.082.574,00, incluídos                                       de informações turísticas, saneamento básico e
os investimentos em sinalização turística,                                          nos Programas de Desenvolvimento do Turismo
recuperação de patrimônio histórico, implantação                                    – PRODETUR, conforme a tabela a seguir.




                                                                               35
TABElA 11 - INVEsTIMENTO EM INfRA-EsTRUTURA (R$)

                       2003                                             2004                                          2005

                    ExECuTADO                                      ExECuTADO                                       ExECuTADO

                    20.908.857                                     187.435.717                                     419.738.000


Fonte: sIAFI/sTN      Obs.: inclui o Prodetur




        Foram estabelecidas também diversas                                    Ministério da Integração Nacional, com a aplicação
parcerias com órgãos do Governo Federal e                                      de 2% dos recursos dos fundos constitucionais
instituições financeiras oficiais, com vistas ao                               (FCO, FNE e FNO) no desenvolvimento da cadeia
financiamento das atividades do setor, bem como                                produtiva do turismo e BNDES, no atendimento
da infra-estrutura, destacando-se as seguintes:                                a empresas de qualquer porte, nacionais ou
Ministério do Trabalho e Emprego, e Conselho                                   estrangeiras. Em três anos, 2003, 2004 e 2005,
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador                                 foi aplicado o montante de R$ 4,5 bilhões,
– CODEFAT que, dentro do Programa Turismo é                                    conforme a tabela abaixo.
Emprego, viabilizaram linha de crédito específica;




  TABElA 12 - fINANCIAMENTO PARA O TURIsMO - INsTITUIçõEs fINANCEIRAs PÚBlICAs - 2003 A 2005 (R$ MIl)

                               fINANCIAMENTO PARA O TURIsMO - INsTITUIçõEs fINANCEIRAs PÚBlICAs (2003 A 2005)

                                                             INsTITUIçõEs fINANCEIRAs PÚBlICAs

   EXERCíCIO                                                           BNDEs
                   BANCO DO CAIXA ECON.                                                                BANCO DO      BANCO DA
                                                                                                                                      TOTAl
                     BRAsIl   fEDERAl                                                                  NORDEsTE      AMAzóNIA
                                                DIRETO       INDIRETO        ñ REEMB.      TOTAl

      2003          738.504        244.399       4.025        55.550           9.503       69.078        48.416         5.746       1.106.143

   %s / TOTAl        67%             22%          0%            5%              1%          6%             4%            1%          100,0%

      2004          893.590        403.046       7.594        36.101           9.877       53.572        42.457        14.145       1.406.810

   %s / TOTAl       63,5%           28,6%        0,5%          2,6%            0,7%         3,8%          3,0%          1,0%         100,0%

     2004/03        21,0%           64,9%       88,7%         -35,0%           3,9%        -22,4%        -12,3%        146,2%         27,2%

      2005         1.081.239       680.822      26.200        65.154           10.830     102.184        109.376       15.985       1.989.606

   %s / TOTAl       54,3%           34,2%        1,3%          3,3%            0,5%         5,1%          5,5%          0,8%         100,0%

     2005/04        21,0%           68,9%       245,0%         80,5%           9,6%        90,7%         157,6%        13,0%          41,4%

     TOTAl
                   2.713.333      1.328.267     37.819        156.805          30.210     224.834        200.249       35.876       4.502.559
  2003 A 2005

   %s / TOTAl       60,3%           29,5%        0,8%          3,5%            0,7%         5,0%          4,4%          0,8%         100,0%


Fontes: Bancos Oficiais Federais - Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDEs, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia.
Obs.: 1) Excluídos dos valores do BNDEs indireto aqueles relativos aos Agentes Financeiros Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do
      Nordeste e Banco da Amazônia.
      2) Posição em 31/12/2005 e atualização em 04/05/2006.




        No que se refere aos investimentos privados                            até 2008, o que representará um aumento de
programados para os próximos anos, foram                                       23,5 mil unidades habitacionais na capacidade
identificados R$ 3,4 bilhões em projetos do                                    hospedeira do País.
segmento hoteleiro, com previsão de conclusão


                                                                        36
TABElA 13 – INVEsTIMENTOs PREVIsTOs PARA O TURIsMO

                                     REDE HOTElEIRA – INVEsTIMENTOs NO PAís POR REgIãO (2005-2008)

                                                        INVEsTIMENTO EsTIMADO                            UH’s
         REgIãO            qUANT. PROJETOs
                                                     VAlOR (R$)          DIsTRIBUIçãO %     qUANTIDADE          DIsTRIBUIçãO %
          NORTE                    11               150.008.000              4,39%              1.596               6,77%
        NORDEsTE                   35               1.535.920.000           44,92%              8.245              34,99%
      CENTRO-OEsTE                 13               247.050.000              7,22%              2.347               9,96%
         sUDEsTE                   65               1.387.476.780           40,58%             10.281              46,64%
           sUl                     10                98.980.000              2,89%              1.092               4,63%
          TOTAl                   134               3.419.434.780           100,00%            23.561              100,00%


Fonte: BsH Internacional. Posição: Novembro 2005.


       Ainda no âmbito dos investimentos, estão                          insumos fundamentais ao processo de planejamento
programados recursos no valor total de US$ 400                           do turismo, entre outros.
milhões através do PRODETUR NE II, sendo US$ 240                                O Ministério do Turismo prioriza os
milhões de empréstimos do BID através do BNB,                            investimentos em ações de fortalecimento da gestão
com contrapartida da União, através do Ministério                        de turismo e ações municipais: Planos Diretores
do Turismo no valor de US$ 40 milhões e US$                             Municipais, Planos de Gestão Administrativo Fiscal,
20 milhões de contrapartida dos estados e                                Planos de Gestão Municipal do Turismo, Planos
municípios.                                                              Diretores de Resíduos Sólidos, Planos de Manejo
       O PRODETUR NE II abrange os nove estados                          de Unidades de Conservação, saneamento básico
da região Nordeste e o norte dos estados de Minas                        e infra-estrutura urbana.
Gerais e do Espírito Santo, compreendendo 5 Pólos,                             Também o PRODETUR Sul encontra-se em
envolvendo 22 municípios e tem como objetivo                            um estágio bastante avançado de preparação.
assegurar o desenvolvimento turístico sustentável                        Trinta por cento das ações que deverão ser
e integrado da região Nordeste do Brasil. São três                       implementadas no âmbito do programa encontram-
os seus componentes: (i) fortalecimento da                               se com seus projetos ou especificações técnicas
capacidade municipal; (ii) planejamento estratégico,                     prontas e aprovadas pelo Ministério do Turismo e
treinamento e infra-estrutura; e (iii) promoção de                       Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.
investimento do setor privado.                                           Estas ações têm valores estimados em mais de
       No âmbito do Programa foram celebradas                            US$ 46,9 milhões, soma equivalente a 9% do
operações de subempréstimos, até a presente data,                        total previsto para todo o Programa.
com os estados do Rio Grande do Norte, Bahia,                                   Devido ao estágio avançado de preparação,
Ceará e Pernambuco, no valor total de US$ 80,3                          em março de 2005, o BID submeteu o PRODETUR
milhões, da parcela referente ao BID.                                    Sul à avaliação de seu Comitê de Empréstimo. Ainda
       Em relação à Contrapartida Federal, o Governo                     em março, a operação de crédito foi aprovada no
Federal já aportou ao Programa, desde 200,                              montante US$ 50 milhões. Assim, os investimentos
aproximadamente 50 milhões de reais. Por meio                            globais ficaram distribuídos da seguinte forma:
do Ministério do Turismo foram comprometidos                             US$ 50 milhões serão aportados pelo BID
entre janeiro de 2003 e abril 2006 cerca de 40                           (mediante contrato de empréstimo externo com
milhões de reais. Destes, foram investidos cerca de                      o Banco do Brasil a ser repassado aos estados
R$ 2 milhões em infra-estrutura, como rodovias,                         por meio de subempréstimos) e US$ 00 milhões
urbanização de orlas, construção de aeroportos, SAA                      serão aportados a título de contrapartida nacional
e SES; R$ 5 milhões em planos, estudos e projetos,                       (40% do Ministério do Turismo e 60% dos
como Planos Diretores Municipais, projetos de                            estados e municípios) totalizando um montante de
capacitação, projetos executivos de obras; além de                       US$ 250 milhões, que deverão ser utilizados ao
cerca de R$ 6,5 milhões em bases cartográficas e                         longo de 5 anos.


                                                                    37
O Programa já executa ações com recursos                  R$ 5,7 milhões e para o exercício de 2006, estão
     da contrapartida federal, via Ministério do Turismo.            previstos aporte de recursos, a título de contrapartida
     Desde 2003, foram comprometidos cerca de                        federal, no montante de R$ 8,0 milhões.




I.   3 .8            PROMOçãO, MarketinG E APOIO à COMERCIAlIzAçãO



              Buscando estabelecer referenciais                             Como primeiro resultado direto do Plano
     fundamentados para as ações de promoção e                       Aquarela, a partir de 2005, a Marca Brasil passou
     marketing do turismo brasileiro, foram desenvolvidos o          a representar a imagem do turismo brasileiro e dos
     Plano de Marketing do Turismo para o mercado interno            principais atributos de exportação do País no exterior.
     – “Plano Cores do Brasil” e o Plano de Marketing do             O símbolo está sendo incorporado a todo programa de
     Turismo Brasileiro no exterior – “Plano Aquarela”, que          promoção, divulgação e apoio à comercialização dos
     propõem uma estratégia de investimentos do Ministério           produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros no
     do Turismo nos principais mercados emissores.                   mercado internacional.




           A partir de 2003, o Ministério do Turismo                 com lançamento, pela EMBRATUR, da Agenda
     adotou a estratégia de divulgar o País no exterior,             de Promoção Comercial do Turismo Brasileiro
     ampliando a participação em feiras e eventos                    no Mercado Internacional, ampliando, assim, a
     internacionais. Em 2005, participou de 39 feiras                presença do país em eventos no exterior. A média
     internacionais de turismo e em 0 feiras comerciais,            anual de participação era de 6 feiras, até 2002.



        gRÁfICO 20 - PARTICIPAçãO DO BRAsIl NAs fEIRAs INTERNACIONAIs DE TURIsMO E fEIRAs COMERCIAIs


                                                              51                               49
                                27



                               2003                           2004                            2005




                                                              38
De janeiro de 2003 a outubro de 2005,                           diversas cidades brasileiras. Juntos, eles devem atrair
foram captados, com apoio direto da EMBRATUR,                         cerca de 23 mil estrangeiros e gerar US$ 6 milhões
um total de 7 eventos internacionais para o Brasil,                  em gastos desses turistas em território nacional.
que vão acontecer até 202. Somente em 2004                                  Trata-se de uma conquista histórica, pois o
chegou-se a 32 eventos internacionais captados                        Brasil é hoje o segundo país nas Américas, uma vez
que juntos devem atrair cerca de 90 mil estrangeiros                  que ultrapassou o Canadá em número de eventos
e gerar US$ 32 milhões em gastos desses turistas                      internacionais.
estrangeiros em território nacional.
      Em 2005, foram captados 28 eventos
internacionais para o Brasil que vão acontecer em



                          gRÁfICO 21 - EVENTOs INTERNACIONAIs CAPTADOs PARA O BRAsIl


                                                                 32
                                                                                              28
                                  11



                                 2003                         2004                           2005




        De acordo com a classificação do International                      A cidade do Rio de Janeiro ocupa a primeira
Congress  Convention Association – ICCA, para o                      posição nas Américas, em realização de eventos
ano de 2005, o Brasil passou a ocupar a ª posição                   internacionais, com 39 eventos, o que a coloca na
no ranking dos países que mais realizam eventos                       29ª posição no mundo.
internacionais em todo o mundo. Em 2002, o país
ocupava a 2ª posição neste ranking.




                 gRÁfICO 22 - POsIçõEs ICCA 2005 / REAlIzAçõEs DE EVENTOs INTERNACIONAIs


                       TOP 18 PAísEs                                  POsIçõEs OCUPADAs PElO BRAsIl
           1º       EsTADOs uNIDOs           376                             NO RANkINg ICCA
           2º          AlEMANHA              320                               (2002 A 2005)                   145
           3º           EsPANHA              275
           4º         rEINO uNIDO            270
           5º            FrANçA              240
           6º           HOlANDA              197                                               106
           7º             ITálIA             196
           8º          AusTrálIA             164
           9º            áusTrIA             157
          10º             suíçA              151                               62
                                                            59
          11º           BRAsIl               145
          12º             JAPãO              142
          13º             suéCIA             134
          14º             CHINA              129
          15º          sINgAPurA             125
          16º            CANADá              123           2002               2003            2004             2005
          17º             COréIA             108
          18º          POrTugAl              105         21º lugAr          19º lugAr       14º lugAr       11º lugAr



Fonte: International Congress  Convention Association




                                                              39
I.   4          REsUlTADOs REgIsTRADOs PElO sETOR PRIVADO




            As empresas relacionadas ao setor de                        Os preços praticados em 2005 permaneceram
     turismo vêm registrando resultados positivos desde          estáveis, influenciados pela redução nos preços nos
     2003. Estes resultados, apresentados a seguir,              setoresaéreoedeoperadoras,emajoraçãonahotelaria.
     demonstram que, para estes segmentos e para o               Esta estabilidade aumentou o volume de viagens,
     universo que eles representam, a atividade turística        ocasionando ganhos de escala e compensando o
     no País vem se fortalecendo e se consolidando nos           aumento dos custos.
     últimos anos, como um importante segmento da                       Os resultados positivos de 2005 devem
     economia nacional.                                          ser repetidos em 2006, com uma tendência
            Segundo a Fundação Getúlio Vargas – FGV, em          de crescimento do faturamento de 4,7%,
     sua Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica, os anos         gerando uma contratação estimada em 3,6%.
     de 2004 e 2005 foram positivos para as atividades           Os principais setores que tendem a impulsionar
     relacionadas com o turismo e as perspectivas para           o turismo são transportes aéreos e hotelaria.
     2006 também são de crescimento.                             As projeções apontam para um aumento nos custos
            Esta pesquisa apurou que 90% do mercado              em torno de 6,2%, e os empresários planejam
     pesquisado, 80 maiores empresas do setor de                 repassar essa majoração dos custos aos preços
     turismo, que faturaram 25,3 bilhões de reais,               praticados, com um aumento de 9,9%.
     afirmou que houve crescimento do faturamento                       Os estudos realizados junto à iniciativa
     em 2005, enquanto 6% afirmou que permaneceu                 privada confirmam que o setor de turismo no
     estável e somente 4% indicou uma queda,                     Brasil começa a atingir a maturidade econômica,
     resultando num saldo de respostas de 85%.                   com a ampliação da participação no mercado
     Vale ressaltar que o crescimento médio do setor de          internacional e um crescimento setorial acima das
     turismo em 2005 alcançou 7,3%, impulsionado                taxas de crescimento geral da economia. Desta
     principalmente pelo setor aéreo, hotelaria e                forma, naturalmente, a tendência de crescimento
     operadoras de turismo.                                      deverá ser mantida em taxas decrescentes até o
            Neste cenário, o setor também foi grande             alinhamento com a economia do país.
     contratante, aumentando seu efetivo de pessoal                     A seguir, são discriminados os principais
     em 4,3%. No entanto, esse fato pode ter                    números da pesquisa para o mercado do turismo em
     influenciado na alta dos custos das empresas,               geral e para cada um dos segmentos pesquisados,
     que subiu cerca de ,7%.                                   em particular:




                                       TABElA 14 - CONsOlIDADO DO TURIsMO

                           CONsTATADO - 2004       EsPERADO - 2005        CONsTATADO - 2005      EsPERADO - 2006
           VARIÁVEl
                           sAlDO    VARIAçãO %   sAlDO      VARIAçãO %   sAlDO     VARIAçãO %   sAlDO    VARIAçãO %

         fATURAMENTO       590%       24,1%       597%        16,4%      585%        17,3%      595%        14,7%

            PREçOs         563%        7,4%       550%         5,4%      4-9%         -1,8%     531%        9,9%

            CUsTOs         538%        5,4%       567%         7,0%      579%        11,7%      552%        6,2%

      POsTOs DE TRABAlHO   561%       12,9%       577%        10,7%      539%        14,3%      538%        13,6%




                                                            40
TABElA 15 - CONsOlIDADO DO TURIsMO - INDICADOREs IMPORTANTEs

                      CONsTATADO - 2004             EsPERADO - 2005       CONsTATADO - 2005         EsPERADO - 2006
     VARIÁVEl
                              sAlDO                       sAlDO                   sAlDO                   sAlDO

ECONOMIA BRAsIlEIRA           591%                        592%                    535%                    588%

MERCADO DE TURIsMO            577%                        580%                    584%                    589%




                                              TABElA 16 - fEIRAs E EVENTOs

                      CONsTATADO - 2004             EsPERADO - 2005       CONsTATADO - 2005         EsPERADO - 2006
     VARIÁVEl
                      sAlDO     VARIAçãO %        sAlDO     VARIAçãO %    sAlDO     VARIAçãO %    sAlDO     VARIAçãO %

   fATURAMENTO        544%            5,7%        581%            5,0%    5100%           13,9%   6-10%            N/r

      PREçOs          561%            6,8%        540%            4,0%    577%            7,4%    532%            2,4%

      CUsTOs          5100%           17,7%       5100%           14,8%   594%            7,2%    573%            8,5%

POsTOs DE TRABAlHO    561%            7,0%        6-25%           5,6%    46%             -1,0%   4-7%            -0,7%




                                                 TABElA 17 - RECEPTIVO
                      CONsTATADO - 2004             EsPERADO - 2005       CONsTATADO - 2005         EsPERADO - 2006
     VARIÁVEl
                      sAlDO     VARIAçãO %        sAlDO     VARIAçãO %    sAlDO     VARIAçãO %    sAlDO     VARIAçãO %

   fATURAMENTO        5100%           13,5%       5100%           10,5%   5100%           15,0%   5-100%          -20,0%

      PREçOs          546%            3,4%        578%            4,1%    5100%           8,3%    5100%           16,7%

      CUsTOs          5100%           12,5%       5100%           6,7%    40%               -     5100%           19,5%

POsTOs DE TRABAlHO    576%            9,2%        5100%           11,4%   557%            7,1%     40%              -




                                         TABElA 18 - AgÊNCIAs DE VIAgENs

                      CONsTATADO - 2004             EsPERADO - 2005       CONsTATADO - 2005         EsPERADO - 2006
     VARIÁVEl
                      sAlDO     VARIAçãO %        sAlDO     VARIAçãO %    sAlDO     VARIAçãO %    sAlDO     VARIAçãO %

   fATURAMENTO        591%            20,1%       5100%           14,4%   528%            2,8%    588%            10,1%

      PREçOs          569%            9,0%        521%            2,6%    6-29%           -2,5%   530%            1,5%

      CUsTOs          6-22%           -2,8%       540%            5,3%    5100%           11,4%   559%            6,2%

POsTOs DE TRABAlHO    540%            6,1%        569%            5,2%    510%            5,6%    544%            5,3%




                                                TABElA 19 - OPERADORAs

                      CONsTATADO - 2004             EsPERADO - 2005       CONsTATADO - 2005         EsPERADO - 2006
     VARIÁVEl
                      sAlDO     VARIAçãO %        sAlDO     VARIAçãO %    sAlDO     VARIAçãO %    sAlDO     VARIAçãO %

   fATURAMENTO        5100%           47,0%       5100%           24,8%   586%            17,3%   599%            20,7%
      PREçOs          587%            9,1%        586%            9,0%    6-28%           -4,5%    49%            0,7%
      CUsTOs          599%            15,6%       599%            9,2%    597%            13,7%   523%            7,7%
POsTOs DE TRABAlHO    598%            28,5%       596%            25,0%   579%            21,4%   566%            9,4%




                                                             4
TABElA 20 - MEIOs DE HOsPEDAgEM

                             CONsTATADO - 2004               EsPERADO - 2005          CONsTATADO - 2005             EsPERADO - 2006
        VARIÁVEl
                            sAlDO      VARIAçãO %          sAlDO    VARIAçãO %        sAlDO     VARIAçãO %        sAlDO       VARIAçãO %

     fATURAMENTO             584            17,5           5100           14,3         578           23,5          599               17,8

         PREçOs              546            5,1             590           9,4          579           9,9           595               9,8

         CUsTOs              559            5,7             586           7,7          564           9,4           563               6,2

  POsTOs DE TRABAlHO         569            11,6            582           10,3         560           10,6          580               24,7




                                                  TABElA 21 - COMPANHIAs AéREAs

                                                          CONsTATADO - 2005                                 EsPERADO - 2005
                VARIÁVEl
                                                   sAlDO               VARIAçãO %                  sAlDO                 VARIAçãO %

             fATURAMENTO                           5100                        21,5                5100                       19,2

                  PREçOs                            6-56                       -6,7                 43                        0,4

                  CUsTOs                            579                        14,2                 541                       N/r

          POsTOs DE TRABAlHO                        518                        16,4                 518                       N/r




                                                      TABElA 22 - lOCADORAs

                             CONsTATADO - 2004               EsPERADO - 2005          CONsTATADO - 2005             EsPERADO - 2006
        VARIÁVEl
                            sAlDO      VARIAçãO %          sAlDO    VARIAçãO %        sAlDO     VARIAçãO %        sAlDO       VARIAçãO %

     fATURAMENTO            5100%          23,3%           5100%       18,6%          5100%         33,0%         5100%             25,1%

         PREçOs             6-9%           -1,6%           40%             -          40%             -            40%                -

         CUsTOs             591%           14,4%           574%           9,4%        5100%         21,8%         5100%             20,9%

  POsTOs DE TRABAlHO        564%           9,3%            5100%       11,4%          5100%         21,0%         5100%             21,9%


Fonte: EBAPE-FgV/EMBrATur
Notas: saldo corresponde à diferença entre as assinalações de incremento e de declínio.
       Variação % representa a variação média de expansão ou de contratação da variável, segundo percentuais ponderados das observações/
       previsões feitas pelos respondentes.
       N/r - não respondido.




       Vale ressaltar que os resultados apresentados                       da pesquisa (0 trimestres). Considerando-se
pelas maiores empresas de turismo do País já                               apenas as edições de 2005, não há qualquer
vinham sendo apurados trimestralmente pelo                                 avaliação negativa sobre a evolução das
Boletim de Desempenho Econômico do Turismo                                 variáveis apresentadas. Essa evolução demonstra
– BDET, elaborado pela FGV. O Boletim, que                                 que o turismo, segundo os respondentes do
conta com cerca de 800 empresas respondentes                               Boletim nos últimos 2 anos, evoluiu positivamente
a cada trimestre, vem demonstrando avaliações                              para as empresas privadas que nele atuam.
positivas ou estabilidade em quase todo o curso




                                                                     42
A tabela a seguir apresenta a avaliação dos                          esquerda) e uma avaliação quantitativa da variação
diversos segmentos consultados sobre a variação                             do faturamento em si. Os números da direita
do faturamento entre os anos de 2004 e 2005.                                apresentam o crescimento do faturamento de
Neste caso, há uma opinião muito forte sobre                                cada segmento, de 2004 para 2005 segundo os
a evolução positiva do faturamento (colunas à                               respondentes do Boletim.




                          TABElA 23 - fATURAMENTO - RETROsPECTIVA ANUAl 2005 / 2004

                          sEgMENTO                                                          OPINIãO                         VArIAçãO

                                                                       DIM. (-)             AuM. (+)         sAlDO (%)     sAlDO (%)

                           AgÊNCIAs                                     16%                   83%              67%            19,4%

                           EVENTOs                                       9%                   61%              52%            12,3%

                          HOTElARIA                                     10%                   71%              61%            10,3%

                         OPERADORAs                                      2%                   97%              95%            21,2%

         PARqUEs TEMÁTICOs E ATRAçõEs TURísTICAs                         9%                   68%              59%            7,3%

                          RECEPTIVO                                      0%                   52%              52%            7,6%

                         REsTAURANTEs                                   11%                   53%              42%            7,3%

                     TRANsPORTE AéREO                                    0%                  100%              100%           23,0%


Fonte: EBAPE-FgV/EMBrATur     Obs: Os números não consideram a inflação do período.




       Em relação aos dados coletados diretamente                           •       TAXA DE OCUPAçãO HOTElEIRA DE
por alguns segmentos organizados da iniciativa                                      HOTéIs AssOCIADOs A fOHB
privada, cabe ressaltar os divulgados pelo Fórum
de Operadores hoteleiros do Brasil – FOhB,                                               Os dados a seguir, apresentados pelo Fórum
a Associação Brasileira de Resorts – ABR, o                                 de Operadores hoteleiros do Brasil – FOhB, indicam
Fórum de Agências de Viagens Especializadas                                 que, não só o Fórum aumentou consideravelmente
em Contas Comerciais – FAVECC e o Sindicato                                 o seu número de filiados, passando de 220 para
Nacional das Empresas Aeroviárias – SNEA. Estes                             400 associados, como a taxa de ocupação dos
resultados, apresentados a seguir, confirmam a boa                          hotéis associados, no período de 2002 a 2005,
performance da atividade turística no País, nestes                          expandiu de 52% para 6%, significando um
segmentos, nos anos analisados.                                             crescimento de 7% no período.




                          TABElA 24 - REDE DE HOTéIs AssOCIADOs AO fOHB - 2002 / 2005

                                                                                                                              Δ%
                                      2002          2003       Δ%                 2004         Δ%      2005          Δ%
                                                                                                                           2002/2005
        REDE DE HOTéIs                11             15        36,4                18          20      19            5,6     72,7
            HOTéIs                    220           215        (2,3)              265         23,3     400         50,9      81,8


FONTE: Meios de Hospedagem Associados ao FOHB




                                                                    43
TABElA 25 - TAXA DE OCUPAçãO DA REDE DE HOTéIs AssOCIADOs AO fOHB (%)

                                                                 CREsC.                      CREsC.                   CREsC.      CREsC. %
                                      2002         2003                        2004                     2005
                                                                   %                           %                        %         2002/2005

        TAXA DE OCUPAçãO - %            52          55            5,77          56            1,82       61            8,93           17,31


FONTE: Meios de Hospedagem Associados ao FOHB




                                                                                crescimento da ordem de 6% com relação a 2005.
•       OfERTA DE UNIDADEs
        HABITACIONAIs DOs MEIOs                                                 O crescimento da oferta de Unidades habitacionais
        DE HOsPEDAgEM fIlIADOs à                                                de 2005 com relação a 2004 foi de 6%.
        AssOCIAçãO BRAsIlEIRA DE                                                         A Associação Brasileira de Resorts – ABR
        resorts                                                                 possui 35 meios de hospedagem filiados,
                                                                                distribuídos por  estados no Brasil, com resorts
            Os Meios de hospedagem filiados à                                   de praia, de montanha e interior. Os 35 resorts da
Associação Brasileira de Resorts – ABR vêm                                      associação empregam 0.528 pessoas, com um
aumentando a sua oferta de Unidades habitacionais                               faturamento anual de R$ 62 milhões.
no País, com uma projeção de quase 0.000                                                Os resorts no Brasil vêm se tornando cada
unidades para este ano de 2006, o que significa um                              vez mais competitivos no mercado internacional,




                       gRÁfICO 23 - EVOlUçãO DE UNIDADEs HABITACIONAIs - REsORTs BRAsIl


    10.000



    8.000



    6.000



    4.000



    2.000



    0
              1986     1989    1992     1994     1995     1997     1998   1999        2000     2001   2002     2003     2004   2005    2006



Fonte: Associação Brasileira de resorts do Brasil - ABr




que ocupa, a cada ano, uma maior parcela das                                    internacional respondeu, em 2005, por 33% das
diárias vendidas nesses meios de hospedagem,                                    diárias vendidas, projetando-se chegar a 40% desta
conforme demonstra o quadro a seguir. O mercado                                 participação em 2006 e a 60% em 205.




                                                                          44
gRÁfICO 24 - PARTICIPAçãO NO MERCADO - resorts DO BRAsIl




                         20%
                                                 25%
                                                                         33%
                         80%                                                                    40%
                                                 75%
                                                                         67%
                                                                                                60%                  60%

                                                                                                                     40%




                         2003                    2004                    2005                   2006                 2015


                                                     Mercado Nacional            Mercado Internacional


Fonte: Associação Brasileira de resorts do Brasil - ABr




                                                                                 aqueles relativos a outros serviços prestados por estas
•     COMERCIAlIzAçãO DE PAssAgENs
      AéREAs - AgÊNCIAs AssOCIADAs à                                             agências, apontam para uma expansão de negócios,
      fAVECC                                                                     conforme demonstram os quadros a seguir.
                                                                                           é importante esclarecer que os dados
        Também de acordo com os dados do Fórum                                   apresentados resultam de uma variação da base
de Agências de Viagens Especializadas em Contas                                  amostral da FAVECC. Assim, a queda registrada em
Comerciais – FAVECC, os números relativos à                                      2003 corresponde a uma redução da amostra no
comercialização de passagens aéreas, bem como                                    ano referido.



                        TABElA 26 - PAssAgENs AéREAs - VENDAs 2000 / 2005 (EM R$ MIlHõEs)

                                                                                                                                    Δ%
                TIPO                 2000     2001        Δ%     2002      Δ%       2003       %         2004   Δ%    2005    Δ%   2000/
                                                                                                                                   2005
      BAsE AMOsTRAl/Nº DE
                                      25        25         0      28       12         23      (18)       23     0      27     17     8
            AgÊNCIAs
            NACIONAIs                1.219    1.454       19     1.674     15       1.262     (25)     1.533    21    1.710   12    40
          INTERNACIONAIs             1.087    1.202       11     1.403     17        988      (30)     1.288    30    1.419   10    31
               TOTAl                 2.306    2.656       15     3.077     16       2.250     (27)     2.821    25    3.129   11    36


FONTE: FAVECC




                       TABElA 27 - PAssAgENs AéREAs - VENDAs 2000 / 2005 (EM Us$ MIlHõEs)

                                                                                                                                    %
                TIPO                 2000     2001        %      2002      %        2003      %        2004     %     2005    %    2000/
                                                                                                                                   2005
      BAsE AMOsTRAl/Nº DE
                                      25       25          0      28       12        23       (18)       23     0      27     17    8
            AgÊNCIAs
            NACIONAIs                677       618        (9)    571       (8)       411      (28)       525    28    703     34    4

         INTERNACIONAIs              604       511        (15)   478       (6)       321      (33)       441    37    584     32    (3)

               TOTAl                1.281     1.130       (12)   1.050     (7)       733      (30)       966    31    1.288   33    1


FONTE: FAVECC




                                                                         45
•    EVOlUçãO DO TRÁfEgO AéREO                                              nacionais e uma grande parte da empresas aéreas
     DAs EMPREsAs AEROVIÁRIAs                                               regionais do País.
     VINCUlADAs AO sNEA                                                            Os números relativos a este tráfego revelam um
                                                                            crescimento expressivo em 2004 e 2005, tanto para os
        As tabelas e gráficos a seguir apresentam a                         quilômetros voados como para os assentos oferecidos
evolução do tráfego aéreo nacional, vôos domésticos                         e para os assentos utilizados, para os vôos domésticos
e vôos internacionais, das empresas aéreas vinculadas                       e internacionais. O número mais expressivo refere-
ao Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias –                            se aos quilômetros voados em vôos domésticos, que
SNEA, que congrega as maiores companhias aéreas                             chegaram a crescer 44,8%, de 2004 para 2005.



                           TABElA 28 - EVOlUçãO DO TRÁfEgO AéREO TOTAl - 2000 A 2005

             ANO                    2000              2001                2002             2003               2004              2005*

                                               TRÁfEgO AéREO DOMésTICO E INTERNACIONAl

        kMs VOADOs              554.785.333        581.827.882       547.602.754        471.339.434       483.587.344        654.255.534
           CREsC. %                                    4,9                -5,9             -13,9               2,6               35,3

    AssENTOs OfERECIDOs                             78.408.820        77.932.720         70.421.027        73.913.406         80.666.471

           CREsC. %                                                       -0,6              -9,6               5,0               9,1

    AssENTOs UTIlIzADOs          47.955.663         48.815.340        48.269.537         46.449.081        51.551.440         58.615.913

           CREsC. %                                    1,8                -1,1              -3,8              11,0               13,7




                       TABElA 29 - EVOlUçãO DO TRÁfEgO AéREO DOMésTICO - 2000 A 2005

             ANO                    2000              2001                2002             2003               2004              2005*

        kMs VOADOs              397.530.254        420.115.305       404.073.821        338.432.576       337.841.157        489.302.293

           CREsC. %                                    5,7                -3,8             -16,2              -0,2               44,8

    AssENTOs OfERECIDOs                             45.313.616        47.121.704         41.850.561        43.033.959         47.978.685

           CREsC. %                                                       4,0              -11,2               2,8               11,5

    AssENTOs UTIlIzADOs          24.478.576         26.527.419        26.711.136         25.195.821        28.213.669         33.698.505

           CREsC. %                                    8,4                0,7               -5,7              12,0               19,4




                      TABElA 30 - EVOlUçãO DO TRÁfEgO AéREO INTERNACIONAl - 2000 A 2005

             ANO                    2000              2001                2002             2003               2004              2005*

        kMs VOADOs              157.255.079        161.712.577       143.528.933        132.966.858       145.743.187        164.953.241

           CREsC. %                                    2,8                -11,2             -7,4               9,6               13,2

    AssENTOs OfERECIDOs                             33.095.204        30.811.016         28.570.466        30.879.447         32.687.786

           CREsC. %                                                       -6,9              -7,3               8,1               5,9

    AssENTOs UTIlIzADOs          23.477.087         22.287.921        21.558.401         21.253.260        23.337.771         24.917.408

           CREsC. %                                   -5,07               -3,27            -1,42              9,81               6,77

Fonte: DAC  sNEA (Anuário do Transporte Aéreo 2004)
* Os valores estimados de Km voados para o ano de 2005 seguiram a seguinte metodologia: foi calculado o coeficiente racional entre Km Voados
por Assentos utilizados, utilizando os dados dos anos de 2000 a 2004 e foi encontrada uma média entre os coeficientes do período disponível.
Como os valores dos Assentos utilizados para o ano de 2005 são conhecidos, este foi multiplicado pela média do coeficiente racional.




                                                                     46
gRÁfICO 25 - qUIlôMETROs VOADOs EM VôOs DOMésTICOs E INTERNACIONAIs - 2000 A 2005

  700.000.000

  600 .000.000

  500 .000.000

  400 .000.000

  300 .000.000

  200 .000.000

  100.000.000

            0
                         2000                  2001   2002              2003      2004           2005

                 km voados dom. e inter.                     km voados dom.                   km voados inter.




gRÁfICO 26 - EVOlUçãO DA UTIlIzAçãO DOs AssENTOs EM
VôOs DOMésTICOs E INTERNACIONAIs - 2000 A 2005

   70.000.000

   60.000.000

   50.000.000

   40.000.000

   30.000.000

   20.000.000

   10.000.000

            0
                         2000                  2001   2002              2003      2004           2005

           assentos utilizados dom. e inter.           assentos utilizados dom.          assentos utilizados inter.




gRÁfICO 27 - EVOlUçãO DOs AssENTOs OfERECIDOs EM
VôOs DOMésTICOs E INTERNACIONAIs - 2000 A 2005

   90.000.000

   80.000.000

   70.000.000

   60 .000.000

   50 .000.000

   40 .000.000

   30 .000.000

   20 .000.000

   10.000.000

            0
                         2000                  2001   2002              2003      2004           2005
           assentos oferecidos dom. e inter.          assentos oferecidos dom.           assentos oferecidos inter.




                                                      47
I.   5          ANÁlIsE POR EIXOs TEMÁTICOs


           Considerando o estágio atual de                                 Estes pontos são agrupados em eixos
     desenvolvimento do turismo no País, de acordo com as            temáticos, de modo a propiciar um entendimento
     informações e dados apresentados nos itens anteriores           setorizado    das   questões     mais   importantes
     e, a partir de uma consulta aberta e de uma ampla               que o desenvolvimento da atividade coloca
     discussão com técnicos do Ministério do Turismo, com            e, a permitir tratar, de forma articulada, no
     os representantes dos diferentes grupos de atividades           capítulo relativo às proposições, as questões
     integrantes do Conselho Nacional de Turismo, da                 afins, bem como indicar os programas que,
     iniciativa privada, do setor público e com os demais            pela sua abrangência, devem ser considerados
     setores e atores relacionados aos trade turístico, foram        na sua transversalidade. Trata-se de uma opção
     diagnosticadas e apontadas as principais questões e             metodológica de organização, que permite
     limitações relativas ao desenvolvimento da atividade            relacionar limitações com soluções e objetiva
     para os próximos anos.                                          facilitar a apresentação e implementação das
           Estas questões são apresentadas a seguir,                 ações propostas. Na realidade, todos os eixos
     como os principais itens que devem ser tratados na              temáticos estão intimamente relacionados e
     perspectiva do desenvolvimento da atividade no País,            devem ser entendidos de forma abrangente e
     de forma a garantir a continuidade e a melhoria dos             articulada para a otimização de resultados no
     resultados alcançados.                                          desenvolvimento da atividade.




I.   5      .1        PlANEJAMENTO E gEsTãO


           Nos últimos anos, o turismo no Brasil tem                 a participação destas diversas instâncias no
     apresentado bons resultados em relação aos                      processo ainda é muito desigual, em função
     fluxos turísticos, nacionais e internacionais, o que            dos diferentes níveis de organização local,
     mostra a atividade como um importante setor                     tanto do poder público, quanto dos diferentes
     do desenvolvimento econômico do país. Não                       segmentos da iniciativa privada, e da carência
     obstante estes resultados e os avanços obtidos                  de um direcionamento mais focado com relação
     com a Política Nacional do Turismo, decorrentes                 à complexidade de ações destes atores, nas
     da descentralização e participação propostas pelo               diversas escalas territoriais.
     Plano Nacional de Turismo 2003 / 2007, ainda são                      é necessário avançar no modelo de gestão
     apontadas limitações no que se refere à integração              integrada e descentralizada, particularmente no
     entre as diferentes esferas de governo e entre o                que se refere à atuação e às respostas dos Fóruns e
     setor público e o setor privado, com repercussão                Conselhos Estaduais de Turismo e sua integração
     também no planejamento da atividade, na                         com a política nacional, buscando também
     articulação e na avaliação dos resultados.                      uma maior articulação entre os diversos setores
           Ainda que se tenha institucionalizado uma                 dos governos federal, estadual e municipal,
     rede de cooperação entre os governos, iniciativa                bem como com as instâncias de representação
     privada e terceiro setor, nos âmbitos federal,                  regionais e macrorregionais do turismo e entre o
     estadual, municipal, regional e macrorregional,                 setor público e o setor privado.




                                                                48
A proposta de gestão deve funcionar como              para a organização do variado grupo de atividades
     um sistema nacional de planejamento, onde fique              que integra o setor. Além disso, na sua evolução,
     clara a participação e a responsabilidade de cada            a atividade vem sendo regulamentada por um
     nível de administração pública e privada, com as             complexo conjunto de normas que dispõe sobre o
     suas respectivas parcerias. Para que isto aconteça           seu funcionamento e operação, nas várias esferas de
     é fundamental a definição de referenciais de                 governo, sem uma sistemática ou uma lógica que as
     planejamento e gestão para o turismo nestas diversas         integre ou articule, constituindo um arcabouço de
     escalas de atuação, tais como planos e programas, de         difícil entendimento e aplicação.
     forma articulada.                                                     A falta de um referencial legal organizado
            Estes referenciais devem ter como foco o              acaba favorecendo o alto grau de informalidade,
     princípio da sustentabilidade econômica, social e            resultando em desconhecimento sobre o tamanho do
     ambiental, que deve ser internalizado nos programas e        setor e um baixo controle de qualidade na prestação
     ações do Ministério do Turismo, numa ação articulada         de serviços com foco na defesa do consumidor.
     com os Ministérios do Meio Ambiente, da Cultura,             Este conjunto de aspectos acaba por promover uma
     das Cidades, e da Integração Nacional, entre outros.         grande confusão, requerendo uma revisão de toda
            Também deve se atentar para a avaliação e             a legislação pertinente ao setor. Neste sentido, foi
     o monitoramento deste processo de gestão,                    desenvolvido um trabalho que busca sistematizar
     buscando garantir a eficácia, a eficiência e a               este conjunto de normas dispersas, que se consolidou
     efetividade das ações encaminhadas e dos seus                na proposta de um projeto de Lei Geral do Turismo,
     resultados, não só no âmbito nacional, como também           atualmente em fase de análise para encaminhamento
     nos âmbitos estaduais, regionais e municipais, de            e submissão ao Congresso Nacional. Diversos entraves
     modo a se avaliar as contribuições das diferentes            relativos à legislação correlata, tais como normas
     parcelas do território nacional para a consecução dos        trabalhistas, acordos internacionais, classificação
     objetivos e metas propostos para o País.                     e enquadramento de atividades econômicas, etc.
            Outra questão relacionada ao tema Gestão              poderão ser superados, a partir de uma referência
     refere-se à regulamentação da atividade. O caráter           sistematizada, elaborada e discutida amplamente
     multifacetado do turismo é um fator de dificuldade           com a participação dos diversos segmentos do setor.




I.   5 .2            EsTRUTURAçãO E DIVERsIfICAçãO DA OfERTA




           A dimensão e diversidade do território                 concentração do desenvolvimento da atividade ao
     turístico do Brasil é de tal ordem que a estruturação        longo do litoral.
     e organização deste território constitui um dos                     O aumento do número de produtos turísticos
     maiores desafios que se colocam para a gestão e              de qualidade, a diversificação dos produtos turísticos
     o desenvolvimento equilibrado, descentralizado               contemplando a pluralidade cultural, a riqueza natural
     e sustentável da atividade.                                  e as diferenças regionais, o incentivo a estratégia
           Tradicionalmente, os recursos turísticos do            de segmentação na estruturação de roteiros, a
     País colocados no mercado se restringiram, com               competitividade e a inclusão, são objetivos que devem
     raras exceções, aos recursos e atrativos relacionados        ser perseguidos na estruturação e diversificação da
     ao segmento do sol e praia, o que explica a grande           oferta turística do País.




                                                             49
Neste co n t e x t o , d e v e t a m b é m s e r                 O    segundo,     revela-se    pela    grande
considerada a inserção da dimensão ambiental,                     fragilidade e incapacidade institucional para a
especialmente quanto à definição de critérios                     gestão e planejamento do turismo, em muitas das
para a qualificação dos roteiros turísticos, assim                regiões do País, apesar das sucessivas tentativas
como na adoção de instrumentos metodológicos e                    de programas de planejamento e de desenvolvimento
jurídico-institucionais específicos para ordenamento              integrado do turismo. No que se refere às
territorial, de forma a garantir o desenvolvimento                instâncias de representação regionais, estas não
do potencial turístico de forma sustentável.                      estão, ainda, sistematicamente organizadas, de
       Estes são os princípios norteadores do                     modo a constituir uma interlocução eficiente nas
Programa de Regionalização do Turismo –                           diferentes regiões, o que dificulta o processo de
Roteiros do Brasil, em implementação no País.                     gestão para estruturação das cadeias produtivas
Este programa estabelece os referenciais para                     do turismo.
a concepção de planejamento e gestão de base                            No    contexto       da   estruturação       e
territorial, objetivando integrar as características              diversificação da oferta deve ser considerada,
da oferta e da demanda, promover a estruturação                   ainda, a perspectiva da inclusão de parcelas da
de planos e ações e propiciar a consolidação                      população brasileira na produção e no consumo
de produtos turísticos de relevância para o                       do turismo no País. O Turismo Social, buscando
mercado nacional e externo, considerando as                       identificar os diversos segmentos com potencial
peculiaridades e especificidades de cada região                   a ser trabalhado, deve ser visto como política
turística. A segmentação da atividade, da oferta                  transversal para promover inclusão, privilegiando
e da demanda, neste contexto, é entendida como                    a ótica de cada um dos distintos atores
uma estratégia transversal para a estruturação e                  envolvidos na atividade: o turista, o prestador
a diversificação da oferta no País.                               de serviços, o grupo social de interesse turístico
       A partir da implementação do Programa,                     e as comunidades receptoras e, neste sentido,
o   Ministério     do    Turismo      apresenta     uma           deve ser entendido como a forma de conduzir
estrutura institucional apta a planejar o espaço                  e praticar a atividade turística, promovendo a
turístico nacional com diretrizes norteadoras e                   igualdade de oportunidades, a solidariedade,
estruturantes do processo de regionalização do                    a eqüidade e o exercício da cidadania na
turismo, porém, se recente ainda de respostas no                  perspectiva da inclusão.
que se refere à descentralização deste processo.                        Uma dimensão importante da estruturação
Estados, municípios e regiões turísticas enfrentam                dos produtos turísticos, particularmente no que
grandes dificuldades e obstáculos para assimilar,                 se refere ao desenvolvimento local integrado, é
aplicar, operacionalizar e dar continuidade, em                   a inserção das atividades relacionadas ao turismo
seus limites político-territoriais, às diretivas                  no ambiente socioeconômico onde elas se
prescritas e aplicáveis em suas respectivas                       inserem, garantindo uma relação harmônica e não
conjunturas.                                                      excludente na cadeia produtiva da atividade nas
       Os empecilhos apresentam-se em dois                        regiões turísticas. A produção associada ao turismo
cenários: o primeiro, refletindo a ausência de                    deve ser considerada, neste contexto, como uma
recursos humanos qualificados para absorver,                      alternativa estratégica de valorização e qualificação
entender e in t e r p re t a r a c o n c e i t u a ç ã o e        dos produtos, bem como de agregação de valor
metodologia adotada, no sentido de harmonizá-                     aos mesmos, com grande impacto e benefícios
la e compatibilizá-la à realidade local, bem como                 para o desenvolvimento local.
aos instrumentos operacionais disponíveis.




                                                             50
I.   5 .3            fOMENTO



           A atividade turística é executada, na ponta,            para empresários de médio e grande portes. O BNDES
     fundamentalmente,      pela   iniciativa   privada   e        eliminou do seu programa para financiamento do
     envolve um amplo leque de oportunidades para                  setor algumas exigências que constituíam obstáculo
     a realização de empreendimentos e a oferta de                 para os empreendedores. O BNDES não permitia a
     serviços. A proposta de ampliação e diversificação            análise de operações de crédito que necessitavam
     da oferta turística e de interiorização do turismo            de um prazo de financiamento acima de doze anos
     no País tem tido, na área do fomento, entendida               e hoje priorizou o turismo como setor estratégico
     como a capacidade de investimentos privados e a               para desenvolvimento. Agora, operações que
     disponibilidade e acessibilidade ao crédito e aos             precisam de financiamentos com prazos longos
     financiamentos, um dos seus grandes gargalos.                 podem chegar ao banco. Além disso, os investidores
           O crescimento do setor dependerá da                     estrangeiros que querem financiar a implantação de
     desenvoltura dos agentes de fomento federais em               seus empreendimentos também podem ter acesso
     entender a complexidade do setor do turismo assim             às mesmas linhas de crédito, com taxas de juros
     facilitando a analise de operações propostas e a              em reais. O Ministério do Turismo, por meio de sua
     ampliação de suas carteiras para o setor. Para que            participação no conselho do Fundo Constitucional
     estes agentes possam melhor atender este setor,               do Centro-Oeste, também conseguiu estabelecer
     é fundamental a predisposição dos mesmos em                   novos procedimentos para serem adotados nos
     romper paradigmas, como prazos máximos, limites               Fundos Constitucionais do Norte e Nordeste. O
     financiáveis, garantias, e spreads bancários.                 Conselho do FCO conseguiu ampliar o prazo de
           Os membros da Câmara temática de                        financiamento de doze para quinze anos para
     Financiamento para o setor do turismo envidaram               investimentos no setor do turismo, e também
     esforços para melhorar o conhecimento dos                     conseguiu com que o FCO incluísse a compra de
     agentes de fomento federais em relação aos                    aeronaves em seus itens financiáveis, para fortalecer
     diversos   segmentos     do    turismo.     Buscando          a aviação regional no Centro-Oeste brasileiro.
     atender uma carência de crédito adequado para                       No que se refere ao crédito, além dos
     pequenos empresários do setor, o Ministério do                investimentos, o financiamento ao consumidor
     Turismo conseguiu implementar um dos primeiros                final é outra dimensão deste mercado que é de
     programas de financiamento do novo governo,                   fundamental importância para o fortalecimento do
     o PROGER Turismo. Este programa ampliou o                     mercado interno, facilitando o lazer do trabalhador
     limite financiável de operações contratadas de                em suas viagens no território brasileiro.
     R$ 00.000 para R$ 400.000 e o prazo de sete                        Uma iniciativa importante deste novo
     anos para dez anos com uma carência de trinta                 Governo foi o lançamento do Cartão do Turismo
     meses. A ampliação destes limites não só deu certo            pela Caixa Econômica Federal. Este produto
     para o turismo, como também ajudou a reformar                 inovador contou com amplo apoio das associações
     o Programa PROGER, que posteriormente adotou                  de classe representadas no Conselho Nacional de
     estes novos parâmetros em outros setores.                     Turismo e tem superado todas as projeções de
           A Câmara temática de Financiamento                      cartões colocados no mercado.
     também buscou adequar linhas de financiamento




                                                              5
A parceria entre os agentes de fomento                        Ainda existe muito a fazer para que as
     federais e o segmento do turismo continua                    instituições financeiras conheçam melhor as
     se consolidando. Em 2003 o Banco do Brasil,                  potencialidades de seus clientes do trade turístico.
     Caixa Econômica Federal, BNDES, Banco do                     Ao mesmo tempo, para estas instituições, o
     Nordeste e Banco da Amazônia emprestaram                     empresariado nacional não apresenta, de uma
     um total de R$ , bilhão para o setor do                    maneira geral, as condições ideais requeridas pelo
     turismo. Em 2005, estas mesmas instituições                  sistema financeiro, que permitam o acesso ao
     quase dobraram seus empréstimos para R$ 2                    crédito de forma ágil, em resposta as demandas do
     bilhões. Este compromisso com o setor já                     mercado. é fundamental continuar aproximando
     está impactando o volume de investimentos                    estes dois extremos da visão do problema, para
     previstos em novos projetos turísticos no                    chegar a uma solução que promova, efetivamente,
     Brasil, com uma previsão de um total de                      de forma clara e simplificada, a disponibilidade
     R$ 3,4 bilhões a serem investidos em 23,5 mil                d e re c u r s o s e d e i n v e s t i m e n t o s p a r a o
     unidades habitacionais até o final de 2008.                  desenvolvimento da atividade no País.




I.   5 .4             INfRA-EsTRUTURA



           Um dos grandes limitadores para o                      da região Nordeste e o norte dos estados de
     crescimento da atividade turística no País,                  Minas Gerais e Espírito Santo. O PRODETUR Sul foi
     particularmente com relação à desejada expansão,             aprovado pelo BID, no valor de US$ 50 milhões.
     diversificação e desconcentração da oferta turística,        Estes dois programas, mais o PRODETUR Jk e o
     refere-se à carência de infra-estrutura, de uma              PROECOTUR, devem contribuir significativamente
     maneira geral.                                               para a dotação de infra-estrutura nas respectivas
           Esta carência se dá, tanto no que se                   regiões. O Programa atual possui um componente
     refere à infra-estrutura básica, particularmente             de desenvolvimento institucional que objetiva
     com relação à acessibilidade e ao saneamento                 preparar estas áreas para receber, com impactos
     (água e esgoto), como também naquela que é                   minimizados, estes investimentos e os fluxos
     denominada infra-estrutura turística propriamente            turísticos decorrentes.
     dita, particularmente no que se refere à sinalização                No que se refere aos recursos do Orçamento
     turística e a equipamentos receptivos tais como:             Geral da União – OGU, foram investidos nos anos de
     centros de recepção e informação ao turista, centros         2003 a 2005, R$ 628.082.574,00 com recursos do
     de convenções e feiras, terminais de passageiros,            Ministério do Turismo, em ações de infra-estrutura
     atracadores, etc.                                            em municípios, melhorias de marinas e pontos
           Os   resultados   do    desenvolvimento     da         náuticos, reurbanização de orlas marítimas e fluviais,
     atividade nos últimos anos, nos Pólos Turísticos que         acesso ferroviário e rodoviário, e recuperação de
     foram objeto do PRODETUR I, na região Nordeste               mercados e feiras, além de construção, ampliação
     do País, demonstram a importância de implantação             e reforma de centros de eventos, parques de
     da infra-estrutura.                                          exposições, terminais de turismo, mirantes, escolas
           Este programa está tendo continuidade e,               de hotelaria, etc.
     na sua versão atual, o PRODETUR NE II prevê a                       No âmbito da alocação de recursos do OGU para
     aplicação de US$ 400 milhões nos nove estados                infra-estrutura básica, ressente-se de um trabalho de



                                                             52
articulação interministerial sistemática para a definição              é importante registrar que a comercialização
     dos investimentos do Governo Federal, onde sejam                 de qualquer destino deverá ser antecedida de sua
     priorizadas as demanda do turismo, particularmente               estruturação, quer seja quanto à cobertura e qualidade
     com relação aos Ministérios das Cidades (saneamento),            dos serviços públicos oferecidos, quanto à gestão
     Transportes e Defesa (acessibilidade terrestre, área e           pública e quanto à qualidade dos serviços turísticos, de
     marítima). Esta integração intrasetorial deve se dar             forma a minimizar os impactos negativos da atividade.
     também nas outras esferas da administração pública,
     nos estados e municípios.




I.   5 .5             PROMOçãO, MarketinG E APOIO à COMERCIAlIzAçãO



            O produto turístico possui uma característica             Estes recursos destinaram-se a ações promocionais
     muito particular e peculiar. A decisão pela compra do            e campanhas em mídia diversificada, folhetaria e
     produto se dá em um momento anterior a qualquer                  apoio a eventos diversos para promoção do turismo
     contato direto com o mesmo. Esta característica                  interno com qualidade, para motivar o brasileiro
     impõe uma importância vital aos itens relativos a                a conhecer o País. Para a promoção internacional,
     promoção e a publicidade para o seu consumo.                     foram aplicados na participação em feiras internacionais
            Neste sentido, a expansão da atividade                    de turismo voltadas para agentes de mercado e para
     no mercado interno, bem como a sua inserção                      o público consumidor final, na implantação de
     de forma marcante no mercado internacional,                      uma política de captação e promoção de eventos
     demandam uma ação agressiva de promoção do                       internacionais, na participação em feiras comerciais
     produto para que o mesmo possa, efetivamente,                    internacionais dos principais segmentos de
     chegar aos agentes operadores responsáveis pela                  e x p o r t a ç ã o d e produtos, na instalação dos
     sua comercialização e ao consumidor final.                       Escritórios Brasileiros de Turismo do Exterior –
            Esta ação exige uma estratégia de articulação             EBTs, na implantação do Projeto Caravana Brasil
     entre o poder público e a iniciativa privada, com o              de viagens de familiarização com operadores
     objetivo de tornar o Brasil um produto turístico com             nacionais e internacionais, na consolidação de
     competitividade no mercado internacional, com                    bureaux de comercialização e em press trips, entre
     relação a outros destinos e, no mercado interno, com             outras ações.
     relação a outros produtos de consumo. Segundo                          Como base para as ações de promoção do
     os relatórios da World Tourism Organization –                    produto turístico brasileiro, de forma orientada de
     wTO há uma forte tendência mundial no uso de                     acordo com os mercados específicos a que as suas
     Parcerias Público Privadas no desenvolvimento do                 várias formas de segmentação e organização se
     turismo, principalmente para a promoção, com o                   destinam, foi desenvolvido o Plano de Marketing do
     surgimento de organizações nacionais de gestão                   Turismo para o mercado interno – “Plano Cores do
     do turismo, com participação governamental e da                  Brasil” e o Plano de Marketing do Turismo Brasileiro
     iniciativa privada.                                              no exterior – “Plano Aquarela”. Foi também criada
            Nos anos de 2003 a 2005, foram aplicados                  e instituída a Marca Brasil, que passa a representar
     R$ 32,9 milhões pelo Ministério do Turismo, em                  a imagem do turismo brasileiro e dos principais
     ações de promoção do produto turístico brasileiro.               atributos de exportação do País no exterior.



                                                                 53
No âmbito das ações de promoção do turismo             FENINJER FISPAL alimentos, Encontro Mineiro de
     no Brasil, foram realizadas duas edições do Fórum            Artesanato, Semana do Folclore de Diamantina,
     Mundial de Turismo para a Paz e o Desenvolvimento            Mãos de Minas, FEIRATUR de Turismo Rural, Brasil
     Sustentável, em 2004 em Salvador e 2005 no Rio               Gem Show, etc., bem como a produção de livros
     de Janeiro e, uma edição do Salão do Turismo                 de gastronomia e turismo e de catálogos de jóias
     – Roteiros do Brasil, em 2005 em São Paulo,                  e turismo.
     maior emissor para o mercado nacional. Merecem                     Em função das demandas identificadas,
     menção, pelo caráter de fortalecimento institucional         o trabalho realizado até agora, principalmente
     desses setores, as participações na ABAV, UNCTAD,            no mercado internacional, foi direcionado,
     a realização do Seminário Ibero Americano no Rio             preponderantemente, para o público intermediário,
     de Janeiro em 2005, além de ações de agregação               tendo-se iniciado no final de 2005 o seu
     de valor, por meio do artesanato, da gastronomia,            direcionamento, também, para o público final, o
     da cultura, das gemas e das jóias através da FENIT,          que deve constituir o foco das ações de promoção
     FENNEART, EQUIPOTEL, Congresso da ABRASEL,                   para os próximos anos.




I.   5 .6            qUAlIfICAçãO



           Existe no País um conjunto de instituições             do Futuro, que tem como meta a formação de 700
     que atuam na área de qualificação profissional de            professores da rede pública, que deverão formar em
     uma maneira geral e da qualificação para o turismo           torno de 40.000 alunos do ensino fundamental e
     em particular e, nem sempre, esta atuação se dá              médio; e c) o Empreendetur, que tem como meta
     de forma integrada e articulada, resultando em               a sensibilização para o empreendedorismo de 4.500
     sobreposição de esforços e desperdício de recursos.          professores e alunos dos cursos de graduação em
     Além disto, são bastante frágeis ou inexistentes             turismo. Além disto, encontram-se em estruturação
     as análises diagnósticas, voltadas a levantar,               as Escolas de Gastronomia em Recife, Fortaleza
     quantitativa e qualitativamente, as necessidades             e Manaus, que prestarão serviços de qualificação
     de ações de qualificação profissional e empresarial          profissional ao setor.
     para o turismo. Outra falha gerada pela ausência de                Resultam ainda dos esforços do Ministério, a
     articulação das diversas instituições executoras, é a        contratação de cursos de qualificação profissional
     ausência do estabelecimento de padrões mínimos               para 2.250 gestores de hotéis e empresas de
     para os cursos que possam incorporar a demanda               eventos e 65.000 profissionais operacionais, além de
     de empresários, trabalhadores e políticas públicas           cursos de implantação orientada para atendimento
     voltadas ao desenvolvimento do turismo.                      às boas práticas de manipulação de alimentos em
           Em relação à educação para o turismo e                 .00 empresas, 950 quiosques e 950 ambulantes.
     à busca de uma mudança de cultura em relação                 Outro importante resultado foi a mudança na lógica
     ao setor, voltada a disseminar práticas turísticas           de apoio a projetos de qualificação profissional
     sustentáveis, encontram-se em implantação três               e empresarial, que passou a ser orientada pela
     projetos de grande abrangência: a) Brasil: Meu               demanda e não mais pela oferta.
     Negócio é o Turismo, que tem a meta de formação                    Apesar de todo o esforço, no entanto, estas
     de 25.000 agentes locais de turismo; b) Caminhos             ações são consideradas insuficientes para atender a




                                                             54
todo o universo de demandas em qualificação, que             aplicação pelos pequenos e médios empresários.
     se estende desde o nível gerencial, até o operador                 Além da qualificação profissional, a
     na ponta, dando conta da diversidade de produtos             qualificação dos serviços turísticos pode ser
     que são oferecidos e das diferenças culturais das            promovida e ampliada por meio de um sistema
     regiões e dos recursos humanos que entram neste              de certificação no turismo, que estabeleça
     mercado a cada dia.                                          referências e padrões mínimos para serviços e
           O setor ainda se recente de uma política               produtos, capazes de impactar positivamente sua
     objetiva e unificada de qualificação dos recursos            competitividade e gerar melhorias significativas
     humanos em turismo, que se aproprie de toda a                na prestação dos serviços e no atendimento ao
     capacidade instalada para a oferta de qualificação           consumidor. Neste sentido, foi elaborado, com
     profissional e empresarial no País, seja na educação         subsídios do Ministério do Turismo e desenvolvido
     formal, seja na área de qualificação profissional            no âmbito da ABNT, um conjunto de normas
     e empresarial específica, e que se desenvolva em             técnicas brasileira para empreendimentos e
     parceria com diversas entidades que atuam na                 profissionais do turismo.
     área e com as diversas categorias de empresas e                    Ainda limitado com relação à diversidade
     profissionais prestadores de serviços turístico.             de formas de prestação de serviços turísticos, este
           O s p r o g r a m a s d e qualificação deveriam        conjunto de normas brasileiras deve ser ampliado,
     atender, prioritariamente, as necessidades dos               e um trabalho paralelo de disseminação da
     pequenos e médios empresários, pois os produtos              importância da certificação para garantir a qualidade
     ora existentes são muitas vezes inadequados à                e segurança no setor deve ser desenvolvido.
     demanda do mercado, o que inviabiliza sua




I.   5 .7            INfORMAçãO



           A dificuldade de obtenção de informações               é necessário um programa contínuo, que não só
     e dados produzidos e organizados de forma                    pesquise a oferta, como também a demanda.
     sistemática e c o m c o n t i n u i d a d e , n ã o é        Um sistema que reúna informações de forma a
     um problema exclusivo da atividade turística.                permitir uma avaliação dos impactos da atividade na
     No entanto, por se tratar de uma atividade de                economia, e também no ambiente natural e social,
     mercado relativamente recente, este fato é agravado          criando condições para o fortalecimento do setor
     pela falta de referência conceitual que permita              junto à sociedade. Os dirigentes públicos e privados
     auxiliar na organização destes dados. Além disso,            necessitam de informações essenciais para a tomada
     trata-se também de uma atividade econômica que               de decisão gerencial e para a captação e
     não se define pelo lado da produção, como as demais          implementação de novos empreendimentos turísticos.
     atividades econômicas, mas pelo lado do consumo,                   A produção e disseminação das informações
     o que impõe grandes limitações na obtenção de                proporcionará o aparecimento de uma nova
     dados pelos meios tradicionais de organização dos            cultura, referencial no setor, baseada em números
     dados estatísticos sobre a economia do País.                 e pesquisas contínuos e confiáveis, facilitando a
           A atividade turística depende intensamente de          profissionalização e otimizando a aplicação dos
     informações que facilitem o seu desenvolvimento.             recursos públicos e privados.




                                                             55
A partir de uma recomendação da OMT,                     •   Indicadores de ocupação hoteleira e perfil dos
     foi dado um importante passo no que se refere a                     hóspedes nos meios de hospedagem.
     adoção, pelo Brasil, da metodologia das Contas                  •   Monografias e Reportagens no setor de
     Satélites do Turismo, em um trabalho que está sendo                 Turismo e hotelaria para monografias e
     desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e               jornalismo (prêmio).
     Estatísticas – IBGE, e que disponibilizará dados sobre          •   Compilação de dados sobre desembarque
     o comportamento da atividade no País. Está prevista                 e embarque de passageiros em aeroportos
     para o último semestre de 2006, a divulgação dos                    brasileiros, receita cambial, movimentação de
     dados referentes ao PIB do turismo brasileiro.                      visitantes.
            Além disto, vem sendo desenvolvido um                    •   Seção de Dados e Fatos no Portal do Turismo
     conjunto de ações que objetivam de suprir as                        brasileiro.
     carências de informações necessárias à estruturação             •   Sistema Integrado de Gestão do Turismo –
     de um Sistema de Informações sobre o turismo                        SIGTUR.
     no Brasil, tais como as melhorias em sistemas de                •   Sistema de Cadastro de Empreendimentos,
     gestão, cadastro e coleta de informações, conforme                  Serviços e Profissionais – CADASTUR.
     a seguir:                                                       •   Sistema do Inventário da Oferta Turística –
     •   Boletim de Desempenho Econômico do Turismo.                     INVTur.
     •   Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do                   •   Sistema de Gerenciamento de Informações do
         Turismo.                                                        Programa de Regionalização do Turismo – PRTur.
     •   Caracterização e dimensionamento do turismo                 •   Site da Rede Nacional de Regionalização do
         internacional para o Brasil – perfil e tipo de gasto            Turismo.
         do turista.                                                       O setor ainda apresenta grandes carências no
     •   Caracterização e dimensionamento do turismo                 que se refere às informações e dados sistematizados
         doméstico no Brasil – 2006.                                 sobre os fluxos turísticos domésticos, números
     •   Estudo Econômico dos Meios de hospedagem -                  e tipos de empregos informais gerados no setor
         Estrutura d e C o n s u m o e I m p a c t o s n a           de turismo, bem como de informações mais
         Economia.                                                   consistentes sobre a oferta turística, em nível
     •   Indicadores sobre mão-de-obra ocupada na área               nacional e também sobre os riscos e potencialidades
         de turismo.                                                 de investimento no turismo no Brasil.




I.   5 .8              lOgísTICA DE TRANsPORTEs



            Um tema que é recorrente em todos os                     entre outros problemas, apresenta uma limitação
     encontros e oficinas realizados para a discussão                de oferta, que pode vir a se constituir num entrave
     sobre as perspectivas de desenvolvimento do                     para a expansão do setor e o desenvolvimento
     turismo no Brasil para os próximos anos refere-                 do turismo no País. Além disso, há que se pensar
     se à logística dos transportes, seja com relação a              também numa maior integração, particularmente
     malha aérea, seja com relação a infra-estrutura                 das linhas de grande alcance com as linhas
     rodoviária, aquaviária e ferroviária.                           regionais de pequeno curso, principalmente para
            No âmbito deste tema, uma das grandes                    as regiões do País onde a acessibilidade terrestre
     questões diz respeito à vulnerabilidade do                      apresenta limitações relacionadas às suas
     transporte aéreo nacional e internacional que,                  características geográficas.


                                                                56
Num País com as dimensões do Brasil, e                    País, bem como pela sua articulação com outros
sem desconsiderar a importância dos transportes                 modais de transportes.
terrestres, a boa performance da aviação civil é                      O    encaminhamento      das   q u e stões
fundamental para o desempenho da atividade.                     relacionadas a este tema envolve uma complexa
      A criação da Agencia Nacional da Aviação                  rede de fatores a serem analisados e de atores
Civil – ANAC, vem responder a uma demanda do                    envolvidos demandando do Ministério do
setor e se constitui, efetivamente, numa avanço e               Turismo uma ação articulada com diversas outras
num facilitador para o enfrentamento dos temas                  instituições e entidades do poder público e da
relacionados a este eixo temático.                              iniciativa privada.
      Também no âmbito deste tema devem ser
consideradas as limitações relativas aos transportes
terrestres, rodoviários e ferroviários e aos transportes
aquaviários, fluviais e marítimos. A viabilidade
da proposta de inclusão de novas parcelas de
consumidores no mercado turístico doméstico
passa, necessariamente, pelo enfrentamento das
limitações relativas à acessibilidade rodoviária no




                                                           57
capÍtUlO II   cenÁRIOS
II.   1           CENÁRIOs PARA O TURIsMO BRAsIlEIRO 2007 / 2010




II.   1 .1              CONDIçõEs




             Para o horizonte de 2007 a 200 foi elencada               RUMO AO POTENCIAl
      uma série de condições que podem influenciar
      o crescimento e o desenvolvimento do setor de                           O cenário desejável é constituído por uma
      turismo: condições externas ao setor de turismo e                 combinação de condições externas e internas
      condições internas ao setor.                                      favoráveis.
             No grupo de condições externas encontram-se
      as variáveis sobre as quais o setor de turismo brasileiro,        ÁREA DE INsTABIlIDADE
      público e privado, exerce pouca ou nenhuma
      governança. Desta forma as premissas externas foram                     Este cenário está associado a uma situação
      divididas em:                                                     na qual as condições relacionadas diretamente ao
      •   Cenário Econômico Mundial e Nacional.                         setor de turismo sejam favoráveis, mas combinado
      •   Cenário Político.                                             com um ambiente externo, principalmente político
      •   Reformas Econômicas.                                          e econômico, desfavorável.
             No grupo de condições internas destacam-
      se as premissas que o setor de turismo possui                     DEsPERDíCIO DE OPORTUNIDADE
      responsabilidade e influência direta sobre as
      decisões e, conseqüentemente, é responsável pelos                       Este cenário combina condições externas
      resultados. Neste contexto as premissas foram                     favoráveis com condições internas desfavoráveis
      divididas em 6 grupos.                                            ao setor de turismo, o que significa que o setor
      •   Governança Pública e Investimentos.                           de turismo estaria perdendo uma oportunidade de
      •   Acessibilidade e Logística.                                   aproveitar o momento econômico e expandir.
      •   Estrutura de Mercado.
      •   Turismo Internacional.
                                                                        CONJUNTURA ADVERsA
      •   Turismo Doméstico.
                                                                              Embora não desejável, existe a possibilidade
      •   Investimentos Privados.
                                                                        de uma combinação desfavorável das condições
             Como resultado, foram desenhados quatro
                                                                        externas e internas no setor de turismo.
      diferentes cenários para o setor de turismo nos
      próximos anos. Tais cenários foram construídos
      a partir da combinação de hipóteses alternativas
      para um conjunto de incertezas críticas, nacionais
      e mundiais, mapeadas previamente :




                                                                   59
fIgURA 1 - CENÁRIOs




                                                     ÁREA DE                             RUMO AO
            fAVORÁVEIs
                                                  INsTABIlIDADE                          POTENCIAl
                         CONDIçõEs INTERNAs




                                                  CONJUNTURA                           DEsPERDíCIO DE
         DEsfAVORÁVEIs
                                                   ADVERsA                             OPORTUNIDADEs




                                                                  CONDIçõEs EXTERNAs

                                              DEsfAVORÁVEIs                                   fAVORÁVEIs




II.   1 .2           CONDIçõEs EXTERNAs



      CENÁRIO ECONôMICO                                                      •    Economia mundial aquecida e liquidez
                                                                                  internacional.
              O turismo pode ser considerado um setor                        •    Crescimento do PIB brasileiro em taxas de
      econômico globalizado e dinâmico e fortemente                               3,5 a 4,0%.
      influenciado por diversas variáveis econômicas.                        •    Real valorizado em conseqüência de elevados
      A continuidade do crescimento da economia mundial                           saldos comerciais e em conta corrente.
      deverá possibilitar uma expansão da economia                           •    Inflação controlada.
      nacional de forma sustentável, o que será                              •    Queda das taxas de juros reais.
      fundamental para impulsionar o setor de turismo.                       •    Risco País declinante.
      No entanto, existem alguns fatores que podem                           •    Incerteza quanto ao preço do petróleo.
      inibir o ritmo de crescimento da economia mundial                      •    Risco de elevação da taxa de juros norte-
      e, conseqüentemente, da economia brasileira.                                americanas.
      Por exemplo, um possível aumento na taxa de juros
      dos Estados Unidos pode reduzir a capacidade
      de expansão da economia mundial e afetar                               CENÁRIO POlíTICO
      negativamente a economia dos países emergentes,
      como o Brasil.                                                               A influência de políticas públicas no setor de
              Para o quadriênio 2007 / 200 algumas                          turismo tem se mostrado fundamental para o seu
      premissas podem ser consideradas importantes                           desenvolvimento, uma vez que, este é um setor,
      para o desenvolvimento do setor.                                       composto, principalmente, de pequenas e médias



                                                                        60
empresas. Ressalta-se que o crescimento econômico           REfORMAs ECONôMICAs
      sustentável depende da estabilidade política que
      deverá possibilitar a continuidade nas reformas                   As reformas econômicas avançaram pouco
      estruturais, criando melhores condições para atrair         no Brasil nos últimos anos. Para os próximos anos é
      investimentos para a economia em geral e o setor            fundamental que estas reformas sejam realizadas
      de turismo em particular.                                   de forma a melhorar o ambiente de negócios de
             Desta forma, ressaltamos algumas premissas           economia brasileira. Assim, o crescimento
      políticas importantes para o desenvolvimento do             sustentável também depende da aprovação
      setor:                                                      das reformas microeconômicas como:
      • Transição democrática e madura 2006 / 2007.               •   Reforma Tributária: redução da carga
      • Manutenção do Ministério do Turismo.
                                                                      tributária de forma a aumentar a
      • Manutenção do apoio do Congresso Nacional
                                                                      competitividade das empresas nacionais.
           ao setor de turismo.
                                                                  •   Reforma Trabalhista: flexibilização da
      • Ambiente de estabilidade de regras para
                                                                      legislação trabalhista, visando à redução da
           incentivar investimentos na economia
                                                                      informalidade.
           brasileira.
      • Ampliação dos programas de investimentos                  •   Reforma Previdenciária: fundamental na
           em infra-estrutura.                                        busca pelo equilíbrio de longo prazo das
      • Auxílio da União aos estados com baixa                        finanças públicas. O equilíbrio fiscal é uma
           capacidade de financiamento.                               condição necessária para ter crescimento
      • Realização de investimentos públicos                          sustentável.
           acompanhando o desenvolvimento do setor
           privado.




II.   1 .3            CONDIçõEs INTERNAs



      gOVERNANçA PÚBlICA E INVEsTIMENTOs                          •   Auxílio da União aos estados com baixa
                                                                      capacidade de endividamento.
            O Estado possui importância estratégica               •   Realização de investimentos públicos
      como formulador de políticas públicas e indutor do              acompanhando o desenvolvimento do setor
      desenvolvimento do turismo no Brasil. Neste cenário,            privado.
      o Ministério do Turismo possui papel relevante na           •   Manutenção e aceleração dos programas
      articulação com os demais órgãos diretamente                    de investimentos em infra-estrutura e
      relacionados com o turismo e na condução de uma                 desenvolvimento.
      política de turismo nacional que contemple:                 •   Ampliação e manutenção das políticas de
      •   Manutenção e aperfeiçoamento do Plano                       qualificação profissional e empresarial para o
          Nacional de Turismo.                                        setor de turismo.
      •   Fortalecimento de instâncias de governança              •   Qualificação local para o desenvolvimento do
          para as regiões turísticas.                                 turismo.
      •   Ação interministerial para aumentar o
          volume de investimentos ligados direta e
          indiretamente ao turismo.



                                                             6
ACEssIBIlIDADE E lOgísTICA                                •   Superoferta hoteleira e lançamentos
                                                              simultâneos em alguns destinos turísticos.
      Uma das condições fundamentais para o               •   Qualificação da mão-de-obra de toda a cadeia
desenvolvimento do turismo brasileiro diz respeito            produtiva do setor de turismo.
às questões de acessibilidade e logística para uma        •   Turistas (coorporativo e lazer) cada vez mais
maior captura de turistas internacionais e melhor             exigentes, buscando relação custo-benefício
distribuição do fluxo de turismo doméstico. Desta             melhor e exigindo mais pelo dinheiro investido
forma, para o desenvolvimento do turismo nacional             em uma viagem.
faz-se necessário:                                        •   Empresas mais conscientizadas quanto à
•   Flexibilização dos acordos bilaterais.                    necessidade do desenvolvimento sustentável.
•   Regulamentação e regulação do transporte              •   Investimentos em gestão e tecnologia para
    aéreo internacional para o Brasil.                        aumentar a produtividade.
•   Ampliação do número de vôos internacionais            •   Inclusão de novos mercados consumidores
    para o Brasil.                                            para o setor de turismo.
•   Operação verticalizada das operadoras                 •   Crescimento do setor acima das taxas de
    internacionais para o destino Brasil.                     crescimento da economia brasileira.
•   Regulamentação e regulação do transporte              •   Concentração do mercado, o que pode levar a um
    aéreo doméstico brasileiro.                               cenário complicado para as pequenas empresas.
•   Melhoria das estradas e vias de acesso.               •   Estudos estratégicos para a realização de uma
•   Melhor e maior integração da malha                        agenda microeconômica setorial.
    aeroviária.
•   Capacidade da empresas aéreas nacionais em
    atender à demanda futura.                             TURIsMO INTERNACIONAl
•   Aumento do papel da internet como canal de
    distribuição das Companhias Aéreas.                         O Ministério do Turismo, através da
•   Continuidade da política de melhoria da               EMBRATUR, vem realizando um consistente
    estrutura aeroportuária.                              trabalho na promoção do destino Brasil no exterior,
•   Realização de estudos estratégicos para               iniciando a trajetória necessária para a consolidação
    desenvolvimento da acessibilidade e logística         do país como destino turístico global. Desta forma,
    do turismo nacional.                                  para o quadriênio 2007 / 200 espera-se:
                                                          •   Manutenção da estratégia de marketing do
                                                              Brasil no exterior.
EsTRUTURA DE MERCADO                                      •   Capacitação e melhoria do produto turístico
                                                              brasileiro para o mercado internacional.
      O aumento da competição no setor privado            •   Maior utilização da “Marca Brasil” em produtos
deve dominar o cenário das empresas do setor                  exportados.
de turismo nos próximos anos. Este cenário                •   Parceria para a viabilização das operações
sinaliza para uma necessidade da melhoria de                  internacionais para o Brasil.
gestão e governança corporativa e investimentos           •   Tendência crescente da internet como
em tecnologia. As empresas do setor esperam                   ferramenta de divulgação e comercialização.
consolidar o crescimento constatado nos últimos           •   Divulgação de diferentes segmentos do turismo
anos, projetando as seguintes premissas:                      internacional.
•   Recuperação de tarifas e ocupação do setor            •   Consolidação do Brasil como destino para
    hoteleiro brasileiro.                                     eventos internacionais.



                                                     62
TURIsMO DOMésTICO                                       INVEsTIMENTOs PRIVADOs

            O turismo pode ser considerado um                        O setor de turismo possui características
      fenômeno econômico de demanda. Desta forma,             de investimento diferentes dos setores tradicionais
      além das dimensões econômicas de ampliação              da economia, exigindo maior adequação das
      do consumo das famílias, firmas e Governo,              linhas de financiamento existentes. A estabilidade
      para o crescimento do turismo doméstico faz-se          econômica e a manutenção das regras também
      necessário:                                             são fatores fundamentais para a ampliação dos
      •   Maior participação do turismo na cesta de           investimentos       privados   no   turismo   brasileiro.
          consumo das famílias.                               Para o quadriênio 2007 / 200 espera-se:
      •   Entrada de novos consumidores para o                •    Adequação das linhas de financiamento à
          produto turismo.                                         necessidade do setor de turismo (prazo, taxas e
      •   Preocupação      com    o    desenvolvimento             garantias).
          sustentável dos destinos turísticos.                •    Capacitação dos tomadores de empréstimos.
      •   Estímulo à produção associada ao turismo            •    Polarização dos investimentos em hotelaria:
          para aumentar a “taxa de captura” dos                    investimentos em hotéis econômicos,
          destinos turísticos.                                     principalmente no interior, e resorts.
      •   Consolidação das regiões turísticas e de            •    Investidores        internacionais       apostando
          seus segmentos de mercado.                               principalmente nos investimentos de fundo
      •   Estímulo à cultura da viagem na população                imobiliário.
          brasileira.                                         •    Adequação e definição da legislação para o setor
      •   Criar incentivos para o turismo interno.                 de turismo, de forma a garantir regras futuras.
                                                              •    Novos destinos turísticos tanto para o mercado
                                                                   coorporativo quanto para o mercado de lazer.




II.   1 .4              VIsãO ATUAl DO CENÁRIO fUTURO



            Deste modo, a trajetória do turismo               No    entanto,       grande    parte das premissas
      brasileiro nos últimos anos, somada às condições        traçadas encontram-se bem posicionadas para o
      externas,     vêm   combinando   em   proporções        desenvolvimento do setor de turismo.
      variadas que sinalizam em direção ao quadrante          •    Cenário econômico nacional e internacional
      superior direito, rumo ao potencial, com reparos             favorável: alta liquidez internacional e taxas de
      a serem feitos, principalmente em relação à                  juros internacionais em patamares reduzidos;
      turbulência causada pelo possível agravamento                tendência de continuidade de crescimento
      da crise da Varig, aumento da concentração de                sustentável da economia mundial; tendência
      mercado em alguns setores do turismo (condições              de redução na taxa de juros nominais no Brasil;
      internas negativas) e a demora na votação do                 contas externas favoráveis; superávit fiscal;
      orçamento federal e manutenção do real                       inflação sobre controle. Essas condições deverão
      valorizado (condições externas desfavoráveis).               sustentar o crescimento da economia brasileira.



                                                         63
•    Transição democrática e madura 2006 / 2007 o                                 •     Mudança estrutural percebida e sustentada do
     que não deverá afetar as regras econômicas e                                       transporte aéreo doméstico apresentando taxas
     conseqüentemente a trajetória de crescimento                                       de crescimento de 20%.
     econômico.                                                                   •     Os avanços obtidos na governança pública
•    Necessidade de realização de reformas estruturais                                  do turismo na última década.
     para o desenvolvimento da economia brasileira.                               •     O crescimento sustentável que o setor
     Reformas como da Previdência, Trabalhista e Fiscal                                 privado do turismo nacional vem obtendo e
     deverão ser enfrentadas no próximo quadriênio.                                     as perspectivas de investimentos.
                                                                                  •     Como condições internas negativas ressalta-
       No que tange as condições internas ao setor                                      se a baixa oferta de assentos disponíveis
pode-se ressaltar:                                                                      em vôos internacionais. Pode-se também
•    O competente trabalho realizado pelo Ministério                                    concluir que a qualificação profissional do
     do Turismo por meio da EMBRATUR na promoção                                        turismo faz-se fundamental e urgente para
     do Brasil no exterior.                                                             um crescimento sustentado do setor.




     fIgURA 2 - CENÁRIO PROsPECTIVO




                                                                                                        TURIsMO
                                                                   EsTRUTURA        INVEsTIMENTOs    INTERNACIONAl
                                                                  DE MERCADO           PRIVADOs



       fAVORÁVEIs                                       ÁREA DE                       gOVERNANçA
                                                                                                          RUMO AO
                                                     INsTABIlIDADE                      PÚBlICA           POTENCIAl
                     CONDIçõEs INTERNAs




                                                                    CENÁRIO
                                                                    POlíTICO           TURIsMO
                                                                                      DOMésTICO
                                                                                                        CENÁRIO
                                                                                                      ECONôMICO



                                                         ACEssIBIlIDADE
                                                           lOgísTICA




    DEsfAVORÁVEIs                                     CONJUNTURA                REfORMAs              DEsPERDíCIO DE
                                                       ADVERsA                 ECONôMICAs             OPORTUNIDADEs




                                                                           CONDIçõEs EXTERNAs

                                               DEsfAVORÁVEIs                                                         fAVORÁVEIs



                                          condições internas                    condições externas                cenários




                                                                           64
II.   2          PROJEçõEs E METAs PARA O TURIsMO NO BRAsIl 2007 / 2010


             A implantação de políticas públicas eficazes           despesas do Governo nesse setor, representadas pelo
      depende de subsídios informativos quanto a cenários           orçamento do Ministério do Turismo nos modelos de
      possíveis ao longo do tempo e de evolução provável            previsões. O orçamento do Ministério possui várias
      de indicadores que auxiliem os responsáveis na                ações de políticas públicas para o turismo, entre
      escolha das estratégias mais adequadas.                       as quais estão investimentos em marketing, infra-
             A elaboração desses cenários e tendências,             estrutura turística, estruturação de roteiros e vários
      assim como a previsão das metas do Plano Nacional             outros gastos. A implementação do procedimento
      de Turismo – PNT, apresentadas a seguir, foi realizada        de previsão para o mercado de turismo, portanto,
      a partir de estimativas de evolução dos indicadores           requer que sejam realizadas estimativas para o
      do Sistema Integrado de Gestão do Turismo –                   comportamento das variáveis-chaves referidas acima
      SIGTUR, para monitoramento das metas do PNT.                  para alimentar os modelos e gerar as previsões.
      Na análise de cenários e tendências, os resultados                   As trajetórias dessas variáveis básicas foram
      obtidos para a entrada de turistas estrangeiros no            definidas a partir de critérios que serão discutidos
      País foram comparados com as previsões de longo               nas próximas seções deste texto, e, ao longo dessas
      prazo realizadas pela Organização Mundial do                  trajetórias, foram adicionados diversos mecanismos
      Turismo – OMT para o Brasil.                                  de incerteza que pudessem reproduzir a falta de
             A elaboração das previsões para a economia do          informação, bem como a ocorrência de choques
      turismo até 200 foi baseada no modelo agregado               aleatórios que, porventura, viessem a atingir a
      de oferta e demanda por turismo desenvolvido                  economia brasileira ao longo do período analisado.
      pelo CET / UNB para o Ministério do Turismo com o                    Uma vez definido o comportamento das
      objetivo de monitorar o PNT. Esse modelo agregado             variáveis-chaves ao longo do tempo, o modelo se
      representa o mercado de turismo por meio de uma               encarrega de estimar os valores fundamentais para as
      função de oferta e demanda de turismo. A partir               cinco metas do PNT, a saber: geração de empregos e
      do equilíbrio de mercado, no qual oferta se iguala à          ocupações; entrada de turistas estrangeiros; entrada
      demanda, são determinados o preço e a quantidade              de divisas; desembarques domésticos; e índice de
      total de turistas domésticos e internacionais.                produto turístico de qualidade.
             A função oferta de turismo, cujo resultado é                  é importante qualificar as previsões
      expresso em quantidade de turistas, é definida como           geradas pelo modelo vis-à-vis outros modelos de
      uma função de produção do tipo Cobb-Douglas                   previsão. Ao contrário da maioria dos modelos
      onde, além dos fatores de produção trabalho e                 existentes, este é valorizado por incorporar
      capital, entram também, de forma significativa, os            não apenas o passado, mas também o futuro.
      gastos do Governo na área de turismo. Por outro               O comportamento do passado está representado,
      lado, a função demanda por turismo denota a                   em parte, no comportamento previsto para o PIB.
      influência de um dos preços importantes para                         Aqui, como será visto adiante, utilizam-
      o setor, que é a taxa de câmbio, além dos gastos              se modelos de séries de tempo que procuram
      públicos em marketing doméstico e internacional e             capturar a dinâmica observada no passado. Assim,
      da renda per capita brasileira.                               em contraposição à variável taxa de câmbio, bem
             Observa-se, portanto, que as variáveis de              como aos variáveis gastos do Governo e setor
      conjuntura importantes para explicar o mercado                privado, esses modelos incorporam informações
      de turismo, tanto pelo lado da oferta, como pelo              sobre o futuro. Ressalta-se que, em ambos os
      da demanda, são a taxa de câmbio, o crescimento               casos, foram consideradas informações sobre o
      econômico do País e os investimentos privados no              comportamento esperado da política econômica
      setor de turismo. Igualmente importante são as                na dinâmica das variáveis.




                                                               65
Salienta-se, por conseguinte, que as                    o setor de turismo. Isso permite que se compare
      previsões geradas a partir do modelo contemplam               o comportamento do mercado para diferentes
      o comportamento da política macroeconômica e, em              expectativas de política econômica, conforme será
      particular, a que diz respeito à política voltada para        esclarecido mais adiante.




II.   2 .1            METODOlOgIA



            Nesta seção são discutidos os aspectos                  qualificada e mão-de-obra não qualificada;
      metodológicos envolvidos, inicialmente, na                    gastos do Governo e nível de tecnologia; todos
      geração das previsões para as metas do PNT.                   relacionados ao setor de turístico, para gerar a
      São destacados os procedimentos adotados nas                  oferta de unidade de turismo.
      previsões de cada uma das variáveis estruturais                      O lado da demanda agregada por turismo
      que alimentam o modelo agregado de oferta e                   é alimentado por três modelos, os quais
      demanda por turismo e também é explicado o                    representam demanda internacional, demanda
      método utilizado, a fim de se introduzir incerteza            doméstica e o modelo simultâneo de oferta
      nas previsões realizadas. Os critérios adotados para          e demanda por turismo em nível municipal.
      cada variável são explicados separadamente.                   A demanda internacional é afetada por gastos em
                                                                    marketing internacional e pela taxa de câmbio.
                                                                    A demanda doméstica é determinada por gastos
      2.1.1. MODElOs UTIlIzADOs NAs                                 em marketing doméstico e pelo crescimento
             sIMUlAçõEs                                             econômico do País. Por fim, o modelo de
                                                                    equações simultâneas para oferta e demanda
            As previsões feitas para as metas do PNT                por turismo em nível municipal capta os efeitos
      referentes ao período 2007 a 200 tiveram por                 de variáveis específicas de cada localidade sobre
      base o modelo agregado de oferta e demanda                    o turismo. Entre essas variáveis estão o preço
      por turismo, o qual foi construído para monitorar             do turismo, violência, nível de educação, infra-
      e simular as metas do PNT. A descrição detalhada              estrutura básica e turística, presença de praias
      do modelo agregado encontra-se no trabalho de                 e várias outras que se mostraram importantes
      Monitoramento do PNT, realizado anteriormente                 para determinar o turismo nos municípios
      pelo CET / UnB para o Ministério do Turismo.                  brasileiros.
      Apresenta-se, a seguir, uma breve discussão                          As simulações são geradas a partir
      sobre cada uma das equações que alimentam o                   de    variáveis     de    conjuntura,        representadas
      modelo agregado.                                              pelos seguintes elementos: taxa de câmbio,
            A oferta de turismo é representada                      crescimento econômico do País, investimento
      por uma função de produção para o setor de                    privado no turismo, além das ações de políticas
      turismo. Essa função foi calibrada para o ano                 para o setor de turismo, conforme definidas
      base de 2002, último ano com resultados oficiais              n o o r ç a m e n t o d o M i n i s t é r i o d o Tu r i s m o .
      de censos divulgados pelo IBGE. Ela combina:                  A partir de previsões realizadas para as variáveis
      fatores de produção, representados por capital;               de conjuntura econômica e para a evolução
      trabalho, o qual foi dividido em mão-de-obra                  do orçamento do Ministério para o período




                                                               66
de 2007 a 200, as previsões são geradas pela            crescimento da economia. A incerteza, nesse
interação dos modelos descritos acima, usando            caso, foi gerada assumindo a possibilidade
os coeficientes estimados para cada um. Uma              de contingência de 0 a 20%, seguindo uma
discussão mais detalhada sobre os valores                distribuição uniforme. Isso implica em associar
obtidos nas previsões é apresentada a seguir.            igual probabilidade a todos os valores contidos
                                                         no intervalo.
                                                               Finalmente, assumiu-se que o investimento
2.1.2. TéCNICA DE MONTE CARlO                            privado no turismo segue a mesma taxa de
                                                         variação   do   orçamento     do   Ministério    do
      Usando os modelos descritos acima, as              Turismo. Isto é justificado pela evidência de que
simulações foram geradas a partir da técnica             investimentos públicos e privados na economia
de Monte Carlo, que é largamente utilizada no            são complementares.
meio acadêmico, especialmente em trabalhos                     Uma vez fornecidos esses parâmetros
econométricos, para gerar simulações a partir            básicos, a técnica de Monte Carlo foi utilizada
de choques aleatórios e introdução de incertezas         para gerar 00 mil simulações para cada uma
nos modelos e variáveis a serem estimadas.               das cinco metas do PNT. O valor previsto, para
Neste trabalho, os parâmetros utilizados na              cada meta, é determinado pelo valor médio
simulação de Monte Carlo foram definidos para            das 00 mil simulações. O desvio padrão do
as variáveis estruturais do modelo, as quais             valor previsto é calculado sobre o vetor de 00
correspondem à taxa de câmbio, crescimento               mil valores simulados. Isso permite que sejam
econômico, investimento privado no Turismo e             calculados intervalos possíveis para cada uma
orçamento do Ministério do Turismo.                      das previsões realizadas.
      A taxa de câmbio foi representada por
um modelo random walk com média e desvio-
padrão medidos a partir dos valores observados           2.1.3. TAXA DE CREsCIMENTO DO PIB
para a taxa de câmbio no período de janeiro
2000 até fevereiro de 2006, utilizando-se                      Os valores para as taxas de crescimento do
dados diários obtidos no Instituto de Pesquisa           PIB real entre 2006 e 200 foram estimados a
Econômica Aplicada – IPEA. Este intervalo foi            partir de um modelo ARMA, utilizando a série
escolhido porque corresponde ao período de               histórica de taxas de crescimento do produto
câmbio flutuante na economia brasileira.                 brasileiro entre 948 e 2005 obtida no IPEAData.
      O crescimento econômico foi introduzido na         O modelo ARMA considera as informações
simulação de Monte Carlo usando os parâmetros            fornecidas pela evolução histórica da série para
estimados pelo modelo ARMA, o qual foi estimado          gerar as previsões. Critérios estatísticos rigorosos
para gerar as previsões para esta variável.              são usados para selecionar o modelo que melhor
O experimento de Monte Carlo foi utilizado na            se ajusta aos dados. São estimados coeficientes
simulação dos choques para o modelo acima e,             para os termos auto-regressivos (parte AR do
portanto, para gerar incerteza no comportamento          modelo) e para os termos de médias móveis (parte
previsto para o crescimento econômico brasileiro.        MA), os quais refletem as incertezas geradas por
Mais detalhes sobre o modelo ARMA estimado               choques exógenos na economia.
são apresentados a seguir.
      O orçamento do Ministério do Turismo,
foi considerado como seguindo a taxa de




                                                    67
O modelo que melhor se ajustou foi                            previsões realizadas estão muito próximas das
um ARMA (,). Com base nele, as taxas de                           estimativas previstas para até 2008, constantes
crescimento econômico do País foram projetadas                      nas projeções do modelo Link-Ipea conforme
para o período 2006 a 200. Note-se que as                          reportados na Tabela  a seguir.




                            TABElA 1 – CREsCIMENTO PROJETADO PARA O PIB (% a. a.)

                  ANO                                  ONU/lINk IPEA                         PROJEçãO CET


                  2006                                      3,9%                                 4,1%


                  2007                                      3,9%                                 4,2%


                  2008                                      4,2%                                 4,2%


                  2009                                        -                                  4,2%


                  2010                                        -                                  4,1%




2.1.4. TAXA DE CâMBIO                                               a taxa de câmbio segue um comportamento
                                                                    aleatório determinado pelo valor observado no
      A    trajetória     da   taxa    de     câmbio    é           período anterior mais um choque aleatório. Essa
particularmente          importante,        pois   afeta            representação tem larga aceitação no mercado
consideravelmente o mercado de turismo. Por um                      financeiro e, basicamente, reflete a condição
lado, impacta a entrada de turistas estrangeiros no                 de não arbitragem que prevalece nos mercados
País e, por outro, a saída de brasileiros em busca de               financeiros eficientes. Os valores previstos para
visitar outros países.                                              esta variável também estão bem próximos
      Os valores previstos para a taxa de câmbio                    daqueles divulgados pelo IPEA, por meio do
foram determinados por um modelo random                             ONU / LINk, até o ano de 2008, conforme
walk. Essencialmente, esse modelo assume que                        demonstrado na Tabela 2 abaixo.




                                TABElA 2 – TAXA DE CâMBIO PROJETADA (R$/Us$)

                  ANO                                  ONU/lINk IPEA                         PROJEçãO CET


                  2006                                      2,50%                                2,30%


                  2007                                      2,40%                                2,40%


                  2008                                      2,60%                                2,50%


                  2009                                        -                                  2,60%


                  2010                                        -                                  2,60%




                                                            68
2.1.5. ORçAMENTO DO MINIsTéRIO DO                              trajetória prevista, a qual supõe uma manutenção
       TURIsMO                                                 do nível orçamento – Turismo / PIB atual. O segundo
                                                               indica a trajetória ideal, que admitiria a elevação da
        O comportamento do orçamento do Ministério             participação do Governo no turismo, até o ano de
do Turismo nos últimos três anos aponta para um                200, aos patamares dos países desenvolvidos e/ou
crescimento acelerado, passando de um percentual               com maior desenvolvimento do turismo, como o
de participação no PIB de 0,009%, no ano de 2004,              México, Inglaterra, Austrália e Grécia. Neste caso,
para um percentual de 0,02% em 2006. O aumento                 o nível médio orçamento – Turismo / PIB chegaria a
significativo da participação do orçamento do turismo          0,06%, valor que representa a participação média do
no orçamento total da União deveu-se a uma                     orçamento – Turismo no PIB dos países mencionados
conjugação especial de fatores, entre os quais está            anteriormente.
a pequena base inicial, a crescente importância                        Como os gastos em marketing promocional são
do setor de turismo na economia e, também, a                   ações específicas contidas no orçamento do Ministério
liderança do Ministério do Turismo no sentido de               do Turismo, o seu comportamento obedece à mesma
viabilizar emendas parlamentares que favoreçam o               trajetória do orçamento público para o turismo
setor.                                                         contemplado na Tabela 3 abaixo:
        São adotados dois procedimentos para a
elaboração dos cenários. O primeiro corresponde à




            TABElA 3 – VARIAçãO PREVIsTA PARA O ORçAMENTO DO MINIsTéRIO DO TURIsMO

                 ANO                     ORçAMENTO MINIsTéRIO DO TURIsMO                 CREsCIMENTO PIB

                 2006                                   4,1%                                  4,1%

                 2007                                   4,2%                                  4,2%

                 2008                                   4,2%                                  4,2%

                 2009                                   4,2%                                  4,2%

                 2010                                   4,1%                                  4,1%




2.1.6. INVEsTIMENTO PRIVADO                                    gasto público. Embora o investimento privado
                                                               para turismo tenha sido uma parcela muito
      Assim como o gasto público é fundamental,                pequena do investimento privado total (0,7%
tanto para a oferta de turismo, quanto para a                  em 2002), a razão entre o investimento privado
demanda, o comportamento do investimento                       em turismo e o PIB (0,024%) é maior do que a
privado é igualmente importante. Uma hipótese                  do gasto público em turismo e o PIB em 2002
plausível para a trajetória do investimento                    (0,0%). Assim, adota-se a hipótese de que
privado é que o mesmo siga o comportamento                     o crescimento nos investimentos privados no
do orçamento público do turismo. Uma razão                     turismo segue a mesma taxa de crescimento do
para este comportamento é a existência de                      orçamento do Ministério do Turismo. A Tabela
complementaridade entre o gasto público e o                    4 a seguir apresenta a taxa de crescimento
investimento privado. O retorno do investimento                considerada para os investimentos privados no
privado depende, em larga medida, do valor do                  turismo para o período 2006 a 200.




                                                        69
TABElA 4 – CREsCIMENTO DO INVEsTIMENTO PRIVADO NO TURIsMO

                       ANO                      INVEsTIMENTO PRIVADO TURIsMO         ORçAMENTO MINIsTéRIO DO TURIsMO

                       2006                                  4,1%                                  4,1%

                       2007                                  4,2%                                  4,2%

                       2008                                  4,2%                                  4,2%

                       2009                                  4,2%                                  4,2%

                       2010                                  4,1%                                  4,1%




II.   2 .2            PROJEçõEs



      2.2.1. PROJEçãO DAs METAs DO PNT                              as demandas e ofertas municipais, levando-se em
             PARA O PERíODO DE 2007 A 2010                          consideração a condição de equilíbrio estabelecida
                                                                    no modelo, chega-se aos preços e às quantidades
            O modelo agregado de oferta e demanda                   de equilíbrio. Assim como as ações do PNT afetam
      por turismo foi construído para monitorar o                   as demandas e oferta do turismo, elas também
      desenvolvimento das cinco metas do PNT para o                 interferem nesse equilíbrio.
      período 2003 a 2007. Ao se considerar os dados                      Assim, uma vez introduzidos os indicadores
      utilizados para elaborar o cenário intermediário, no          constantes no cenário intermediário do item 
      item , e levando-se a termo que os dados efetivos            anterior e contempladas as mudanças esperadas no
      de 2004 e 2005 para o setor de turismo, como um               orçamento do Ministério do Turismo, o modelo gera
      todo, e em particular para o orçamento efetivo do             automaticamente valores previstos para as cinco
      Ministério do Turismo de 2005 e a sua previsão                metas do PNT. São, portanto, produzidos valores
      para 2006 já estão disponíveis, é possível atualizar          previstos para geração de empregos no setor de
      as simulações e obter uma estimativa mais precisa             turismo, entrada de turistas estrangeiros no Brasil,
      dos impactos das ações do PNT para o período                  entrada de divisas, desembarques domésticos e
      2007 / 200, comparando-se então os resultados                para o índice de produto turístico de qualidade.
      obtidos com as cinco metas estabelecidas.                           Os resultados obtidos nas simulações serão
            Nesse processo, estima-se um conjunto                   detalhados a seguir. Deve-se notar que em todas
      de indicadores para simulação dos impactos das                as estimativas aparece uma trajetória mais otimista,
      ações do PNT sobre as metas. Essas ações estão                denominada de limite superior, e uma trajetória
      relacionadas com os modelos de determinação da                mais pessimista, chamada de limite inferior. Esses
      demanda internacional de turismo, da demanda                  limites são construídos a partir da previsão média
      doméstica e da oferta de turismo, e também com                acrescendo-se dois desvios padrões, no caso
      as demandas e ofertas municipais de turismo.                  da trajetória otimista, e, sob a mesma lógica,
      Ao calcular a oferta de turismo (função de                    decrescendo-se no caso da trajetória pessimista.
      produção), as demandas internacional e nacional e




                                                             70
•   EMPREgOs E OCUPAçõEs DIRETOs                                        no ano de 2006. O Gráfico  permite a visualização
                                                                        das trajetórias de empregos e ocupações diretos.
            A criação de empregos diretos no setor                      Partindo-se das previsões para o ano de 2007,
aumenta praticamente 70% em 4 anos. Este                                percebe-se a geração, em média, de 334,9 mil
resultado não apenas reflete o aumento do PIB e                         novas ocupações diretas, chegando em 200 a
dos gastos públicos e privados, mas também, e                           49,9 mil. Em um cenário otimista, esses valores
principalmente, a evolução do câmbio. Com efeito,                       alcançariam os números de 404,0 mil em 2007,
o real apresenta uma desvalorização prevista diante                     chegando em 200 a 55 mil novas ocupações
do dólar de mais de 0%.                                                diretas. A Tabela 5 apresenta a evolução dos
            Conforme descrito na metodologia, o                         empregos e ocupações diretas, de acordo com o
modelo é inicialmente atualizado considerando o                         que foi plotado no Gráfico.
orçamento previsto para o Ministério do Turismo




    gRÁfICO 1 – EMPREgOs E OCUPAçõEs DIRETOs gERADOs POR ANO: PREVIsãO




                                                                                                             551,0

                    516                                                                                      491,9

                                                                                                             432,8
     MIl EMPREgOs




                    416
                          353,8

                    316   294,8

                          235,7
                    216
                          2006                     2007                2008            2009                  2010




                                     limite inferior                    previsto               limite superior




               TABElA 5 - EMPREgOs E OCUPAçõEs DIRETOs gERADOs POR ANO: PREVIsãO (EM MIlHAREs)


                                  2006                    2007                2008            2009                   20010


    lIMITE sUPERIOR               353,8                   404,0               459,3           508,1                  551,0


    VAlOR PREVIsTO                294,8                   334,9               400,2           449,0                  491,9


    lIMITE INfERIOR               235,7                   285,9               341,1           389,9                  432,8




                                                                  7
gRÁfICO 2 – EMPREgOs E OCUPAçõEs DIRETOs gERADOs POR ANO: PREVIsTO E OBsERVADO



                       580                                                                                                                            551,0

                                                                                                                                                      491,9
                       480
                                                                                                                                                      432,8
      MIl EMPREgOs




                       380                                                     353,8
                                                               220,7
                                               302,8                           294,8
                       280                                     265,2
                               220,7                                           235,7

                                                               220,7
                       180
                               2003            2004            2005            2006              2007             2008               2009             2010


                              observado                            limite superior                              previsto                              limite inferior




     TABElA 6 - EMPREgOs E OCUPAçõEs DIRETOs gERADOs POR ANO: VAlOREs OBsERVADOs (EM MIlHAREs)

                                                               2003                                     2004                                     2005


                     VAlOR OBsERVADO                           220,7                                    302,8                                    265,2




              Na Tabela 6 encontram-se os valores                                         realizado em 2005, que foi de 265,2 mil novos
realizados para o número de empregos e ocupações                                          empregos e ocupações diretos, com o estimado
diretos para o setor de turismo. Ressalta-se que                                          para 2006, sendo esse igual a 294,8 mil. Pode-
estes dados foram informações repassadas pelo                                             se verificar que as previsões derivadas do modelo
Ministério do Turismo / EMBRATUR. A partir destes                                         indicam um crescimento de quase 2% na geração
números pode-se fazer uma comparação entre o                                              de empregos e ocupações para o ano de 2006.



    TABElA 6.1 - EMPREgOs E OCUPAçõEs DIRETOs: VAlOREs ACUMUlADOs A PARTIR DE 2003 (EM MIlHAREs)

                                       2003            2004            2005            2006**            2007               2008             2009              2010

     lIMITE sUPERIOR                                                                   1.300,7          1.680,2            2.134,9          2.673,2           3.297,0

     VAlOR PREVIsTO                    220,7           523,5           788,7           1.083,5          1.443,1            1.881,1          2.399,8           3.002,7

     lIMITE INfERIOR                                                                   866,2            1.206,0            1.627,3          2.126,4           2.708,4


Nota: ** - Até 2005 são valores observados. De 2006 a 2010 são valores previstos pelo CET/unB.




              Na Tabela 6. encontram-se os valores                                                Observa-se que o total de empregos e
realizados e previstos para o número de empregos                                          ocupações gerados pode atingir quase 2 milhões,
e ocupações diretos para o setor de turismo,                                              no período 2007 / 200. O Gráfico 2. ilustra a
acumulados em totais anuais a partir de 2003.                                             tendência de crescimento desses valores.



                                                                                  72
gRÁfICO 2.1 – EVOlUçãO DE EMP. E OCUP. DIRETOs: VAlOREs ACUMUlADOs A PARTIR DE 2003


                                                                                                                                              3.297,0
                            3.100                                                                                                                    3.002,7
     MIlHAREs DE EMPREgOs




                            2.500
                                                                                                                                               2.708,4

                            1.900

                                                                                       1.300,7
                            1.300
                                                                                           1.083,5
                            700
                                                     523,5                             866,2
                                                                      788,7
                                    220,7
                            100
                                       2003             2004              2005          2006            2007      2008        2009             2010

                                      observado                              limite superior                   previsto                        limite inferior




•   ENTRADA DE TURIsTAs                                                                           de entrada de novos turistas estrangeiros em
    EsTRANgEIROs                                                                                  8,4 milhões, chegando em 200 a 2,2 milhões.
                                                                                                  Em um cenário otimista, a previsão será a
                  A geração de emprego direto e indireto                                          ocorrência de novas entradas de turistas
no setor de turismo reflete o aumento da                                                          estrangeiros em torno de 0, milhões em 2007
produção desse setor. Um dos indicadores                                                          e de 3,9 milhões em 200. Já para o cenário
fundamentais desses serviços corresponde à                                                        pessimista, esses valores poderão chegar a
entrada de turistas estrangeiros.                                                                 6,7 milhões em 2007 e 0,5 milhões em 200.
                  Conforme o Gráfico 3, a previsão, em                                            Na Tabela 7 estão os números apresentados
um cenário médio para 2007, sinaliza a espera                                                     no Gráfico 3.




    gRÁfICO 3 – ENTRADA DE TURIsTAs EsTRANgEIROs: PREVIsãO (EM MIlHõEs)


                            14.0                                                                                                                   13,9


                            12.0                                                                                                                   12,2
     MIlHõEs DE TURIsTAs




                                                                                                                                                   10,5
                            10.0

                                        8,7
                             8.0
                                        7,0
                             6.0
                                        5,3

                             4.0
                                              2006                   2007                        2008              2009                     2010

                                                        limite superior                           previsto                limite inferior




                                                                                           73
TABElA 7 – ENTRADA DE TURIsTAs EsTRANgEIROs: PREVIsãO (EM MIlHõEs)

                                                 2006              2007                  2008                      2009                 20010

    lIMITE sUPERIOR                              8,7                10,1                  11,7                     12,8                 13,9

    VAlOR PREVIsTO                               7,0                8,4                   10,0                     11,0                 12,2

    lIMITE INfERIOR                              5,3                6,7                   8,3                      9,3                  10,5




    gRÁfICO 4 – ENTRADA DE TURIsTAs EsTRANgEIROs: PREVIsTA E OBsERVADA



                              16
                              14                                                                                                        13,9
     MIlHõEs DE TURIsTAs




                              12                                                                                                        12,2
                                                                                                                                        10,5
                              10
                                                                           8,7
                              8
                                                                           7,0
                              6                           5,4
                                                  4,8
                              4     4,1
                                                                           5,3
                              2
                              0
                                     2003          2004    2005             2006         2007            2008             2009     2010

                                     observado                    limite superior                       previsto                   limite inferior




                                   TABElA 8 – ENTRADA DE TURIsTAs EsTRANgEIROs: OBsERVADA (EM MIlHõEs)

                                                           2003                                  2004                            2005


                           VAlOR OBsERVADO                  4,1                                  4,8                             5,4




                  De acordo com os números apresentados                               turistas estrangeiros. A suposição é que o turista
na Tabela 8, o crescimento médio da entrada de                                        estrangeiro gasta em média US$ 82,00 em
turistas estrangeiros, observado entre o período                                      seu período médio de permanência, conforme
de 2003 a 2005, foi de 4,7%; logo, mantendo                                          informação obtida na EMBRATUR.
este crescimento pode-se prever que para o                                                  Os resultados encontrados nas simulações
ano de 2006 o número de entrada alcance um                                            para as previsões da meta referente à entrada de
valor próximo a 6, milhões, o que corrobora                                          divisas são apresentados no Gráfico 5 e na Tabela 9.
os valores estimados pelo modelo, apresentados                                        Pode-se concluir que, em média, a previsão será de
na Tabela 7.                                                                          6,4 bilhões de dólares em entrada de divisas para
                                                                                      2007, chegando em 200 ao valor de 9,2 bilhões de
                                                                                      dólares. Em um cenário otimista, os valores poderão
•   ENTRADA DE DIVIsAs                                                                variar entre 7,8 bilhões de dólares em 2007 e
                                                                                      0,6 bilhões de dólares em 200. A previsão para
                  O comportamento da entrada de divisas                               um cenário pessimista será de 5,0 bilhões de
estrangeiras segue a trajetória da entrada de                                         dólares em 2007 e 7,8 bilhões em 200.


                                                                                 74
gRÁfICO 5 – ENTRADA DE DIVIsAs: PREVIsãO (EM BIlHõEs Us$)

                                                                                                                                        10,6

                          10,0
                                                                                                                                        9,2
     BIlHõEs DE DólAREs




                                                                                                                                        7,8
                          8,0
                                        7,1


                          6,0           5,7


                                        4,3
                          4,0
                                        2006                   2007                         2008             2009                   2010


                                                 limite inferior                             previsto                 limite superior




                                         TABElA 9 – ENTRADA DE DIVIsAs: PREVIsãO (EM BIlHõEs Us$)

                                               2006                       2007                     2008              2009                        20010

   lIMITE sUPERIOR                             7,1                         7,8                     9,0               9,7                          10,6

   VAlOR PREVIsTO                              5,7                         6,4                     7,6               8,3                           9,2

    lIMITE INfERIOR                            4,3                         5,0                     6,2               6,9                           7,8




                 Na Tabela 0 encontram-se os valores                                        trajetórias para entrada de dividas com referências
realizados referentes à entrada de divisas no País.                                          aos períodos observados entre 2003 a 2005
Estes dados foram obtidos junto ao Ministério                                                juntamente com as previsões até 200.
do Turismo e EMBRATUR. No gráfico 6 estão as




   gRÁfICO 6 – ENTRADA DE DIVIsAs: PREVIsTO E OBsERVADO (EM BIlHõEs Us$)


                                                                                                                                               10,6

                          10,0
                                                                                                                                                9,2


                                                                                                                                                7,8
     BIlHõEs DE DólAREs




                          8,0
                                                                                     7,1


                          6,0                                                        5,7

                                                                                     4,3
                                                                   3,9
                          4,0
                                                     3,2
                                  2,5
                          2,0
                                 2003            2004              2005            2006            2007    2008             2009              2010


                                 observado                               limite superior                  previsto                             limite inferior




                                                                                       75
TABElA 10 – ENTRADA DE DIVIsAs: OBsERVADA (EM BIlHõEs Us$)


                                                                        2003                             2004                             2005


                               VAlOR OBsERVADO                          2,5                              3,2                              3,9




•   DEsEMBARqUEs DOMésTICOs

                        Observa-se que o aumento de desembarques                            simulações para a previsão da meta sobre os
domésticos seguiu um comportamento bem mais                                                 desembarques domésticos. Assim, pode-se
tímido do que o dos turistas estrangeiros. Isso                                             inferir que, em média, a previsão é alcançar
se deve à pouca relevância do efeito câmbio nas                                             5,7 milhões de desembarques domésticos em
projeções. Entretanto, os desembarques domésticos                                           2007, chegando em 200 a um total de 63,2
são quase 8 vezes o fluxo de turistas estrangeiros                                          milhões. Em um cenário otimista, a previsão é
entre os anos de 2003 e 2005, conforme pode ser                                             de 54,3 milhões de desembarques em 2007,
observado, dividindo-se os valores apresentados na                                          alcançando em 200 o número de 65,8 milhões
Tabela  pela Tabela 7.                                                                    de desembarques domésticos. Para um cenário
                        Os valores disponíveis na Tabela  e no                            pessimista, esses valores poderão chegar a 49,
Gráfico 8 referem-se aos valores obtidos nas                                                milhões em 2007 e 60,6 milhões em 200.



    gRÁfICO 7 – DEsEMBARqUEs DOMésTICOs: PREVIsãO



                                                                                                                                            65,8
                                 64,0                                                                                                       63,2
     MIlHõEs DE DEsEMBARqUEs




                                                                                                                                            60,6

                                 56,0

                                          50,6
                                 48,0     48,1
                                          45,5


                                 40,0
                                             2006                   2007                   2008                 2009                  2010


                                                      limite inferior                       previsto                    limite superior




                                           TABElA 11 – DEsEMBARqUEs DOMésTICOs: PREVIsãO (EM MIlHõEs)

                                                    2006                       2007               2008                 2009                      20010

    lIMITE sUPERIOR                                 50,6                       54,3               57,2                 61,3                      65,8

    VAlOR PREVIsTO                                  48,1                       51,7               54,6                 58,8                      63,2

    lIMITE INfERIOR                                 45,5                       49,1               52,0                 56,2                      60,6




                                                                                      76
A Tabela 2 apresenta os números observados                                     que o crescimento de desembarques domésticos
para desembarques domésticos entre os anos de                                                      tem apresentado aceleração apontando para
2003 e 2005. De acordo com estes dados, pode-se                                                    um crescimento de 20% ao ano. Esta tendência
verificar um crescimento de 7,7% no período entre                                                 não pôde ser contemplada pelo modelo de
2004 e 2005. Permanecendo a taxa de crescimento                                                    previsão pois representa uma mudança estrutural
dos desembarques domésticos em torno de 5%,                                                       no mercado. Esta transformação pode estar
pode-se inferir que o crescimento para 2006 chegue                                                 refletindo uma política de preços agressiva
em 49,5 milhões de desembargues domésticos.                                                        das companhias do setor de transporte aéreo,
Este valor está próximo ao estimado no modelo e                                                    permitido o atendimento de uma demanda
dentro do intervalo de confiança construído para                                                   até então reprimida. Caso este crescimento se
as previsões apresentadas na Tabela .                                                            mantenha, os valores observados para 2007 e
                   Informações recentes obtidas junto ao                                           200 ficarão acima dos valores previstos pelo
Ministério do Turismo / EMBRATUR sugerem                                                           limite superior do modelo.



    gRÁfICO 8 – EVOlUçãO DOs DEsEMBARqUEs DOMésTICOs: OBsERVADA E PREVIsTA


                                  70
     MIlHõEs DE DEsEMBARqUEs




                                                                                                                                             65,8
                                  62                                                                                                         63,2
                                                                                                                                             60,6

                                  54
                                                                                            50,6

                                  46                                                        48,1
                                                                43,1
                                                                                            45,5
                                  38                  36,6

                                       30,7
                                  30
                                          2003           2004     2005              2006              2007           2008      2009     2010

                                          observado                       limite superior                           previsto             limite inferior




                                         TABElA 12 – EVOlUçãO OBsERVADA DOs DEsEMBARqUEs DOMésTICOs

                                                                  2003                                       2004                     2005

                               VAlOR OBsERVADO                     30,7                                      36,6                     43,1




•   íNDICE DE PRODUTO TURísTICO                                                                    de estados que possui esse índice baixo se reduz
    DE qUAlIDADE                                                                                   de 5 em 2005 para apenas  em 200. Por outro
                                                                                                   lado, o número de estados com IPTQ médio
                   O Índice de Produto Turístico de Qualidade                                      aumenta de 2 para 4, e o valor alto salta de
– IPTQ, calculado como uma média desse índice                                                      8 para 0 no mesmo período. Com qualidade
entre os municípios de cada estado, revela que os                                                  excelente permanecem apenas 2 estados, apesar
estados estão migrando de um IPTQ baixo para                                                       de outros alcançarem o limite superior da classe
as classes superiores da distribuição. O número                                                    de IPTQ alto em 200.




                                                                                        77
Assim, existe uma evolução positiva                                       os investimentos privados no turismo e as
importante do IPTQ entre os anos de 2005 e                                               ações de outros ministérios que melhoram as
200. Contribuem para essa evolução positiva                                             condições de infra-estrutura básica nos diversos
os gastos do Ministério do Turismo, através                                              municípios brasileiros.
de ações de políticas específicas para o setor                                                  As previsões acima estão apresentadas no
de Turismo, conforme definidas no PNT,                                                   Gráfico 9 a seguir.



    gRÁfICO 9 – íNDICE DE PRODUTO TURísTICO DE qUAlIDADE (IPTq)
    DIsTRIBUIçãO DOs EsTADOs - 2005 A 2010


                        24
    NÚMERO DE EsTADOs




                        20
                                                                            16
                        16                                             15
                                                                                 14 14
                                                                  13
                                                             12
                        12
                                                                                                               10 10
                                                                                            8   8     8    8
                        8
                             5
                        4          4
                                       3                                                                               2   2   2   2   2   2
                                           2      1
                        0
                                 0 a 31 - baixo                   31 a 35 - médio               35 a 39 - alto         maior 39 - excelente

                                                      2005         2006          2007    2008       2009       2010




2.2.2. CENÁRIO DEsEJÁVEl – ORçAMENTO                                                     do orçamento do Governo e, conseqüentemente,
        DO MINIsTéRIO DO TURIsMO                                                         do orçamento privado, nos gastos com turismo
        CREsCENDO 23% a.a.                                                               em relação ao PIB. Nesse sentido, contempla-se
                                                                                         uma meta ideal a ser atingida pelo orçamento
               Conforme esclarecido na Introdução,                                       do turismo no PIB de cerca de 0,06% em 200.
dois procedimentos foram seguidos para a                                                 Além disso, assume-se que o gasto médio do
previsão do modelo, os quais dizem respeito à                                            turista estrangeiro é de US$ .87. Este gasto
projeção dos gastos públicos com turismo e,                                              médio corresponde ao gasto médio observado
conseqüentemente, dos gastos privados também.                                            para o ano de 2003, o qual foi publicado no
Nas previsões apresentadas no item 2.2., segue-                                          anuário estatístico da EMBRATUR de 2004.
se a hipótese de que o orçamento do turismo vai                                                 A consecução desse objetivo levaria a um
se manter constante de 2006 em diante como                                               incremento médio anual de 23% nos gastos de
proporção do PIB. Embora essa estratégia seja                                            turismo. As implicações para emprego direto,
a mais segura, considerando-se as informações                                            entrada de turistas estrangeiros e, portanto,
disponíveis atualmente no Ministério do Turismo,                                         divisas e turismo doméstico são notáveis.
esta não é necessariamente a estratégia ideal.                                           Serão apresentados os principais resultados
               A importância do turismo como gerador de                                  nas Tabelas a seguir, destacando-se sempre,
emprego e de melhoria na distribuição pessoal                                            além dos valores médios, o limite superior e
de renda, aliada às potencialidades de produção                                          inferior que segue a mesma metodologia
de serviços de turismo no Brasil, é um dado que                                          definida anteriormente.
aponta a expectativa de uma maior participação



                                                                                    78
•   gERAçãO DE EMPREgOs E                                                             Nas previsões para o ano de 2007,
    OCUPAçõEs – CENÁRIO DEsEJÁVEl                                          percebe-se a geração, em média, de 358 mil
                                                                           novas ocupações diretas, chegando em 200 a
            Observa-se que o aumento médio do                              603 mil. Em um cenário otimista, esses valores
emprego direto, no caso do cenário desejável,                              alcançariam os números de 49 mil em 2007,
seria em torno de 05%. Este incremento                                    chegando em 200 a 662 mil novas ocupações
notável reflete o esforço dos gastos públicos no                           diretas. Para um cenário pessimista, os valores
setor de turismo. Além do crescimento do PIB no                            alcançariam, em 2007, 30 mil e, em 200,
período, o incremento do orçamento do turismo                              544 mil. A Tabela 3 apresenta a evolução dos
seria de 200% (a participação do orçamento no                              empregos e ocupações diretos, de acordo com
PIB passaria de 0,02% para 0,06%).                                         o que foi plotado no Gráfico 0.
            O Gráfico 0 permite a visualização das
trajetórias de empregos e ocupações diretos.




    gRÁfICO 10 – EMPREgOs E OCUPAçõEs DIRETOs gERADOs POR ANO: CENÁRIO DEsEJÁVEl




                                                                                                                   662,0

                                                                                                                   602,9
                    616,0

                                                                                                                   543,8

                    516,0
     MIl EMPREgOs




                    416,0
                             353,8

                    316,0    294,8

                             235,7
                    216,0
                             2006                     2007                2008               2009                  2010



                                        limite inferior                    previsto                  limite superior




                     TABElA 13 – EMPREgOs E OCUPAçõEs DIRETOs: CENÁRIO DEsEJÁVEl (EM MIlHAREs)

                                     2006                    2007                2008               2009                   20010


    lIMITE sUPERIOR                  353,8                   418,8               497,1              577,7                  662,0


    VAlOR PREVIsTO                   294,8                   359,7               438,0              518,7                  602,9


    lIMITE INfERIOR                  235,7                   300,6               378,9              459,6                  543,8




                                                                     79
• ENTRADA DE TURIsTAs                                                         de turistas estrangeiros em 8,8 milhões, chegando em
  EsTRANgEIROs: CENÁRIO DEsEJÁVEl                                             200 a 5 milhões. Em um cenário otimista, a previsão
                                                                              será a ocorrência de entrada de turistas estrangeiros
                 Conforme apresentado anteriormente nas                       em torno de 0,5 milhões em 2007 e de 6,7 milhões
previsões do modelo, a série de entrada de turistas                           em 200. Já para o cenário pessimista, esses valores
estrangeiros é mais acelerada que as demais. No caso                          poderão chegar a 7,0 milhões em 2007 e 3,3 milhões
da política desejável, o aumento de turistas estrangeiros                     em 200.
em 200, comparado a 2007, é de cerca de 70%.                                            Na Tabela 4 estão os números apresentados
                 De acordo com o Gráfico , a previsão, em                   no Gráfico .
um cenário médio, para 2007, aponta para a entrada



    gRÁfICO 11 – ENTRADA DE TURIsTAs EsTRANgEIROs: CENÁRIO DEsEJÁVEl

                                                                                                                             16,7
                           16,0
                                                                                                                             15,0
                           14,0                                                                                              13,3
     MIlHõEs DE TURIsTAs




                           12,0

                           10,0
                                   8,7
                           8,0
                                   7,0
                           6,0
                                   5,3

                           4,0
                                    2006                  2007               2008                2009                      2010


                                             limite superior                  previsto                   limite inferior




                           TABElA 14 – ENTRADA DE TURIsTAs EsTRANgEIROs: CENÁRIO DEsEJÁVEl (EM MIlHõEs)

                                           2006                  2007               2008                2009                      20010

    lIMITE sUPERIOR                        8,7                   10,5               12,6                14,5                        16,7

    VAlOR PREVIsTO                         7,0                   8,8                10,9                12,8                        15,0

    lIMITE INfERIOR                        5,3                   7,0                9,2                 11,0                        13,3




•    ENTRADA DE DIVIsAs: CENÁRIO                                              divisas nos anos de 2007 a 200 são apresentados
     DEsEJÁVEl                                                                no Gráfico 2 e na Tabela 5. Pode-se concluir
                                                                              que, em média, a previsão será de 0,4 bilhões
                 A trajetória da receita de divisas é paralela,               de dólares em entrada de divisas para 2007,
isto é, apresenta o mesmo crescimento, à entrada                              chegando em 200 ao valor de 7,8 bilhões
de turistas estrangeiros. Isso é resultado das                                de dólares. Em um cenário otimista, os valores
hipóteses de gasto e período de estadias constantes                           poderão variar entre 2,4 bilhões de dólares em
dos turistas estrangeiros.                                                    2007 e 9,9 bilhões em 200. A previsão para um
                 Os resultados encontrados nas simulações                     cenário pessimista será 8,4 bilhões de dólares em
para as previsões da meta referente à entrada de                              2007 e 5,8 bilhões em 200.


                                                                        80
gRÁfICO 12 – ENTRADA DE DIVIsAs: CENÁRIO DEsEJÁVEl


                                                                                                                            19,9

                                                                                                                            17,8
                          17,0
                                                                                                                            15,8
     BIlHõEs DE DólAREs




                          13,0

                                  10,4
                          9,0
                                  8,3

                                  6,3
                          5,0
                                     2006                   2007               2008               2009                  2010



                                              limite inferior                   previsto                  limite superior




                                 TABElA 15 – ENTRADA DE DIVIsAs: CENÁRIO DEsEJÁVEl (EM BIlHõEs Us$)


                                            2006                   2007               2008               2009                  2010


    lIMITE sUPERIOR                         10,4                   12,4               15,0               17,2                  19,9


    VAlOR PREVIsTO                          8,3                    10,4               13,0               15,2                  17,8


    lIMITE INfERIOR                         6,3                    8,4                10,9               13,1                  15,8




•   DEsEMBARqUEs DOMésTICOs:                                                    otimista, a previsão é 56,5 milhões de chegadas
    CENÁRIO DEsEJÁVEl                                                           em 2007, alcançando em 200 o número de
                                                                                79,9 milhões de desembarques domésticos. Para
                   Como se verificou anteriormente, no caso                     um cenário pessimista, esses valores poderão
dos desembarques domésticos o incremento                                        chegar a 5,3 milhões em 2007 e 74,7 milhões
temporal seria sempre menor que o incremento do                                 em 200.
turismo estrangeiro. A razão novamente relaciona-                                          Também para o cenário desejável cabe
se à menor influência do câmbio na explicação do                                a observação relativa à aceleração que os
turismo doméstico.                                                              desembarques domésticos têm apresentado, com
                   Os valores disponíveis na Tabela 6 e no                     um crescimento de 20% ao ano, indicando uma
Gráfico 3 referem-se aos valores obtidos nas                                   tendência que não pôde ser contemplada pelo
simulações para a previsão da meta sobre os                                     modelo de previsão, pois representa uma mudança
desembarques domésticos. Assim, pode-se inferir                                 estrutural no mercado. Caso este crescimento se
que, em média, a previsão é alcançar 53,9 milhões                               mantenha, os valores observados para 2007 e
de desembarques domésticos em 2007, chegando                                    200 ficarão acima dos valores previstos pelo limite
em 200 a um total de 77,3 milhões. Em um cenário                               superior do modelo, também no cenário desejável.


                                                                          8
gRÁfICO 13 – DEsEMBARqUEs DOMésTICOs: CENÁRIO DEsEJÁVEl




                              80,0                                                                                                    79,9
                                                                                                                                      77,3
                                                                                                                                      74,7
    MIlHõEs DE DEsEMBARqUEs




                              72,0


                              64,0


                              56,0

                                        50,6
                              48,0      48,1
                                        45,5

                              40,0
                                           2006                  2007               2008                2009                       2010



                                                    limite superior                  previsto                    limite inferior




                                     TABElA 16 – DEsEMBARqUEs DOMésTICOs: CENÁRIO DEsEJÁVEl (EM MIlHõEs)

                                                  2006                  2007               2008                2009                       20010


   lIMITE sUPERIOR                                50,6                  56,5               62,3                 70,4                      79,9


   VAlOR PREVIsTO                                 48,1                  53,9               59,7                 67,8                      77,3


   lIMITE INfERIOR                                45,5                  51,3               57,1                 65,2                      74,7




2.2.3. COMPARAçõEs ENTRE Os DOIs                                                     incremento de 50%. Também substancial teria sido
       CENÁRIOs PARA O ORçAMENTO                                                     o incremento na receita de divisas em torno de
       DO MINIsTéRIO DO TURIsMO                                                      25% em relação ao comportamento previsto pelo
                                                                                     modelo. Por fim, a meta desembarques domésticos
                   Os resultados acima denotam a sensibilidade                       t a m b é m e x p e r i m e n t a r i a u m c re s c i m e n t o
do modelo ao orçamento público do turismo.                                           significativo de 22%. Pode-se afirmar, portanto,
Por exemplo, a geração de empregos e ocupações                                       que a elevação do patamar do orçamento de
diretos previsto para atingir 492 mil em 200                                        turismo de 0,02% do PIB para 0,06% implicaria em
atingiria 603 mil (o que representa um acréscimo                                     uma multiplicação substancial de efeitos diretos e
próximo de 25%), de acordo com a trajetória                                          indiretos no setor de turismo, sem considerar os
desejável dos gastos públicos. Semelhantemente,                                      efeitos sobre os demais setores da economia.
o aumento na entrada de turistas apresentaria um




                                                                               82
TABElA 17 – DEsEMPENHO DAs METAs sOB CENÁRIOs AlTERNATIVOs (A E B)
                              DO CREsCIMENTO DO ORçAMENTO DO MINIsTéRIO DO TURIsMO

                     METAs                    UNIDADE         CENÁRIO         2006          2007           2008          2009           2010


                EMPREgO DIRETO                   MIl              A           294,8         359,7         438,0          518,7         602,9


                EMPREgO DIRETO                   MIl              B           294,8         344,9         400,2          449,0         491,9


         ENTRADA TUR. INTERNACIONAl            MIlHõEs            A             7,0          8,8           10,9           12,8          15,0


        ENTRADA TUR. INTERNACIONAl             MIlHõEs            B             7,0          8,4           10,0           11,0          12,2


                ENTRADA DIVIsAs              BIlHõEs Us$          A             8,3          10,4          13,0           15,2          17,8


                ENTRADA DIVIsAs              BIlHõEs Us$          B             5,7          6,4            7,6           8,3            9,2


                DEsEMB. DOMEsT.                MIlHõEs            A           48,1           53,9          59,7           67,8          77,3


                DEsEMB. DOMEsT.                MIlHõEs            B           48,1           51,7          54,6           58,8          63,2




      Notas: A – cenário em que o orçamento do Ministério do Turismo cresce à taxa de 23% ao ano entre 2007 e 2010 / B – cenário em que o orçamento
      do Ministério do Turismo cresce à mesma taxa de crescimento do PIB entre 2007 e 2010.




II.   2 .3                CONsIDERAçõEs fINAIs




              Este trabalho teve como objetivos principais                        pela variação do orçamento do Ministério do
      prever as metas propostas no PNT para o período 2007                        Turismo, sob a hipótese de complementaridade
      a 200. As estimativas tiveram por base o modelo                            entre investimentos público e privado. O modelo
      agregado de oferta e demanda por turismo para                               agregado, alimentado por valores previstos das
      monitoramento das metas do PNT, cuja construção                             variáveis básicas, gera as simulações para cada
      e descrição detalhada encontram-se no trabalho de                           meta prevista no PNT.
      Monitoramento do PNT realizado anteriormente.                                      As previsões das metas para o período
              As variáveis estruturais do modelo,                                 2007 a 200 revelam que o turismo possui
      representadas pela taxa de câmbio e crescimento                             grande potencial de expansão na economia e que
      econômico do País, foram previstas a partir de                              poder gerar ampla externalidade positiva para a
      técnicas econométricas robustas, conforme explicado                         economia como um todo. Em particular, o turismo,
      no texto. O orçamento do Ministério do Turismo foi                          por ser um setor intensivo em mão-de-obra, pode
      atualizado para o ano de 2006, a partir de valores                          contribuir para geração e distribuição de renda e
      fornecidos pela direção do Ministério.                                      geração de emprego no País.
              O investimento privado no turismo, outra
      variável básica da modelagem, foi determinado




                                                                           83
A evolução do crescimento do emprego                   devem, portanto, ser utilizados para subsidiar
no setor mostra um incremento de 5,85% entre                 demandas de aumentos na participação do
2003 e 2004, de acordo com os dados divulgados               orçamento do Ministério do Turismo no orçamento
pela Relação Anual de Informações Sociais – RAIS,            total da União.
que foram reportados no Quadro 0 do Capítulo I                    Deve ser destacado que o turismo pode
deste documento. Para esse desempenho                        contribuir muito para o combate à pobreza e para
positivo, a criação do Ministério do Turismo teve            a desconcentração da renda brasileira, reduzindo
papel fundamental. As ações de políticas públicas,           desigualdades. Isso corrobora a importância do
específicas para o setor de turismo, foram essenciais        setor estar entre as prioridades orçamentárias
para este bom desempenho.                                    brasileiras, conforme destacado anteriormente.
      As previsões das metas sugerem que, em um              Este raciocínio, aliado ao conhecimento de que
cenário desejável, onde o orçamento do Ministério            o Brasil está muito aquém de outros países mais
do Turismo cresce à taxa de 23% ao ano para                  desenvolvidos, onde o peso do turismo e dos
atingir 200 com uma participação no PIB próxima             gastos públicos com o setor são bem maiores,
de 0,06%, nível médio observado em países de                 conduz a estimativas de crescimento significativo
destaque no cenário turístico internacional, há              nos cenários traçados para as metas propostas no
espaço para grandes avanços no setor em termos de            Plano Nacional de Turismo.
geração de renda e de empregos. Esses resultados




                                                        84
85
capÍtUlO III
               pROpOStaS
O turismo é uma atividade que assume,                     Turismo no Brasil, com visão 2007 / 200, a partir da
a cada dia, um papel de maior importância no                     iniciativa de setores empresariais que compartilham
desenvolvimento do País, colocando-se como uma                   com o Governo uma dimensão institucional cooperada,
alternativa para a realização de um processo de                  ganha relevância no exercício de um novo paradigma
desenvolvimento economicamente sustentável,                      de desenvolvimento para o turismo.
ambientalmente harmônico e equilibrado, e                                Deve-se buscar, por intermédio do turismo,
socialmente includente.                                          contribuir para o desenvolvimento do País, gerando
       Se bem gerida, a atividade possibilita a efetiva          um amplo processo de mudanças que envolvem o
descentralização do desenvolvimento do País, e                   cidadão, o Estado e o setor produtivo. Isto pressupõe
pode contribuir de maneira significativa para a                  a integração de soluções nos campos econômico,
redução das desigualdades regionais e sociais, para              social, político, cultural e ambiental, com um
a geração e distribuição de renda, para a criação de             comportamento e uma prática pautados por padrões
postos de trabalhos e ocupação e também para a                   éticos concretos e obediência aos princípios gerais
entrada de divisas.                                              contidos no Código Mundial da ética no Turismo da
       Reconhecido atualmente com um dos setores                 Organização Mundial do Turismo (2000).
socioeconômicos mais significativos do mundo, o                          Assim, este terceiro capítulo do documento
turismo pode se constituir numa importante ferramenta            referencial sobre o Turismo no Brasil – 2007 / 200
para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento               apresenta as propostas para desenvolvimento da
do Milênio e principais medidas de direitos humanos              atividade para os próximos anos, cobrindo um
associados, particularmente com relação a erradicação            amplo leque de temas relacionados.
da extrema pobreza e a fome, a garantia da                               Os programas e ações em curso no Ministério
sustentabilidade ambiental e ao estabelecimento de               do Turismo devem ter garantida a sua continuidade
uma parceria mundial para o desenvolvimento.                     para a consolidação do processo que vem apresentando
       A política pública descentralizada para o turismo,        bons resultados, incorporando e tendo como foco as
conforme preconiza o Plano Nacional de Turismo – PNT             premissas e condicionantes referidos na construção
2003 / 2007, orientou a estruturação de ambientes                e análise dos cenários.
de organização, a partir do núcleo estratégico, em                       Com base nos cenários projetados e no
nível superior, constituído pelo Ministério do Turismo,          diagnóstico construído sobre os resultados da
o Conselho Nacional de Turismo – CNT e as 0                     atividade nos últimos anos, e por meio de um amplo
Câmaras Temáticas, o Fórum Nacional de Secretários               processo participativo, foi estruturado um conjunto
e Dirigentes Estaduais de Turismo – FORNATUR, os                 de propostas para orientar a ação do poder público
Fóruns ou Conselhos Estaduais de Turismo das 27                  e da iniciativa privada nos próximos anos, ação esta
Unidades da Federação e Câmaras Temáticas Estaduais              que deve se dar por meio da gestão compartilhada,
e as Agências Macrorregionais de Desenvolvimento do              integrada e co-responsabilizada para a otimização
Turismo, constituindo o modelo de gestão institucional           dos resultados do setor.
e empresarial para o turismo nacional.                                   Estas propostas, apresentadas a seguir,
       Diversos programas e ações vêm sendo                      estão organizadas em Eixos Temáticos e Temas
encaminhados, de forma articulada, no sentido de                 Associados, conforme o quadro a seguir, que devem
melhorar o desempenho da atividade no País. E há                 ser tratados de forma integrada, tendo como
muito a ser feito para que o Brasil ocupe, efetivamente,         referência os pressupostos básicos e os princípios
o papel que lhe cabe no cenário turístico mundial,               orientadores relacionados à ética e à sustentabilidade
seja no desenvolvimento do turismo interno, seja no              econômica, social, ambiental, política e cultural.
desenvolvimento do turismo internacional.
       Para isto, é cada vez maior a necessidade de
ampliar e consolidar as relações entre o Estado, o Setor
Privado e a Sociedade Civil Organizada. Neste sentido,
a elaboração deste documento referencial sobre o




                                                            87
qUADRO DE ClAssIfICAçãO DAs PROPOsTAs


                                           EIXOs TEMÁTICOs             TEMAs AssOCIADOs

                                                                       COOrDENAçãO INsTITuCIONAl
                                                                       gEsTãO
                                   PlANEJAMENTO DE gEsTãO
                                                                       ArTICulAçãO
                                                                       DEsCENTrAlIzAçãO
                                                                       rEgIONAlIzAçãO E rOTEIrIzAçãO
                    EsTRUTURAçãO E DIVERsIfICAçãO DA OfERTA            sEgMENTAçAO
                                                                       PrODuçãO AssOCIADA
                                                                       FuNDOs E lINHAs DE FINANCIAMENTO
                                                                       ACEssO AO CréDITO
                                                  fOMENTO
                                                                       CAPTAçãO DE INVEsTIMENTOs
                                                                       DEsONErAçãO DA CADEIA PrODuTIVA
                                                                       INFrA-EsTruTurA BásICA
                                           INfRA-EsTRUTURA
                                                                       INFrA-EsTruTurA TurísTICA
                                                                       MarkETiNg INsTITuCIONAl
                            PROMOçãO, MarketinG E APOIO à
                                                                       DEMANDA INTErNA
                                        COMERCIAlIzAçãO
                                                                       DEMANDA ExTErNA
                                                                       MAPEAMENTO DAs NECEssIDADEs
                                                                       EDuCAçãO FOrMAl
                                              qUAlIfICAçãO
                                                                       quAlIFICAçãO PrOFIssIONAl E EMPrEsArIAl
                                                                       CErTIFICAçãO
                                                                       gErAçãO DE DADOs
                                               INfORMAçãO              DIVulgAçãO
                                                                       EsTuDOs EsTrATégICOs
                                   lOgísTICA DE TRANsPORTEs            lOgísTICA DE TrANsPOrTEs




III.   1          PROPOsIçõEs POR EIXOs TEMÁTICOs




III.   1 .1            EIXO TEMÁTICO - PlANEJAMENTO E gEsTãO



             é fundamental garantir a continuidade e o                    Este aprofundamento deve buscar sempre
       avanço da Política Nacional de Turismo do Ministério         a maior integração das discussões, deliberações
       do Turismo e da gestão descentralizada proposta pelo         e recomendações destes diversos fóruns e a
       Plano Nacional de Turismo, buscando aprofundar e             interação das atividades das diferentes esferas
       fortalecer a rede nacional do turismo com articulação        de gestão pública de turismo no País, em
       institucionalizada, através do núcleo estratégico de         conjunto com as instâncias estaduais, regionais,
       gestão, integrado pelo Conselho Nacional de Turismo          municipais e macrorregionais de turismo e, ainda,
       com suas Câmaras Temáticas, pelo Fórum Nacional de           em estreita articulação com a iniciativa privada
       Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo, pelos         e o terceiro setor, através das suas legítimas e
       Fóruns ou Conselhos Estaduais de Turismo instalados          efetivas representações e participações nestes
       nas 27 Unidades da Federação e pelas Agências                fóruns privilegiados.
       Macrorregionais de Desenvolvimento do Turismo.




                                                               88
Deve ser ampliada também a integração                  4 Adequar a estrutura do Ministério para atender
entre o Ministério do Turismo e os Ministérios afins,            às novas demandas do turismo nacional.
particularmente do Meio Ambiente, da Cultura e
da Integração Nacional, bem como, dos respectivos
instrumentos de gestão.                                      1.1.2. gEsTãO
      Também deve avançar, em todas as esferas
de gestão e administração, o desenvolvimento                 4 Fortalecer as parcerias público privadas no
e implementação dos mecanismos de                                desenvolvimento do turismo, adequando as
acompanhamento e avaliação de desempenho da                      estruturas existentes para que possam operar
atividade turística; seja no âmbito da eficácia das              com maior flexibilidade, facilitando a ação
ações específicas, deflagradas para alcançar os                  conjunta do Governo com a iniciativa privada.
objetivos e metas propostas; seja com relação à              4 Ampliar a base de representatividade das
efetividade dos resultados para o desenvolvimento                entidades que constituem o Conselho Nacional
do turismo, com sustentabilidade.                                de Turismo nas Unidades Federativas, através dos
      As ações e programas em curso devem                        Fóruns / Conselhos Estaduais, e das instâncias
ser continuados, complementados pelos                            regionais e macrorregionais em implantação.
desdobramentos que a experiência de três anos de             4 Revitalizar os Fóruns / Conselhos Estaduais, em
implantação do Plano apontou e, pelas questões                   parceria com o FORNATUR, com adequações
novas resultantes de aspectos relacionados ao                    institucionais, que facilitem uma maior
desenvolvimento da atividade, que não estavam                    participação do setor privado dos municípios
colocados até então.                                             e das instancias regionais / macrorregionais
      A seguir são apresentadas as diversas                      em implantação.
propostas que devem ser encaminhadas, para fazer             4 Dar um caráter mais operacional as reuniões
frente às questões colocadas no Eixo Temático                    do Conselho Nacional de Turismo, Câmaras
Planejamento e Gestão, para a obtenção dos                       Temáticas e Fóruns / Conselhos Estaduais.
resultados pretendidos:                                      4 Implementar o Sistema Integrado de Gestão
                                                                 do Turismo – SIGTUR, em âmbito nacional,
                                                                 disponibilizando, periodicamente, relatórios
1.1.1. COORDENAçãO INsTITUCIONAl                                 com avaliação de resultados e impactos no
                                                                 desenvolvimento da atividade, suas políticas
4 Manter o Ministério do Turismo, como prioridade                e planos.
    de governo, com orçamento adequado para                  4 Promover o mapeamento georeferenciado
    executar as atividades propostas.                            das ações do Plano Nacional de Turismo,
4 Promover a atualização do Plano Nacional                       integrando as realizações, os investimentos
    de Turismo – PNT com definição de cenários                   públicos e privados e os resultados nos estados,
    e metas para o próximo PPA 2008 / 20.                      municípios e regiões turísticas.
4 Manter os atuais vetores de redução das                    4 Garantir o enquadramento de uma ótica
    desigualdades regionais e sociais, geração de                pré-negociada, entre o setor ambiental e
    distribuição de renda e geração de trabalho                  empresarial, como um fator de recuperação,
    e ocupação, que norteiam o Plano Nacional                    conservação ambiental e desenvolvimento
    de Turismo, bem como promover a discussão                    sustentável.
    sobre modelos de desenvolvimento sustentável             4 Estimular parcerias com empresas estatais e
    do turismo para o País.                                      privadas nas campanhas de promoção turística.




                                                        89
4 Atentar para que a comercialização de                                   4 Intensificar a articulação com as Comissões
   qualquer destino seja antecedida de                                       d e Tu r i s m o n o C o n g r e s s o N a c i o n a l ,
   sua estruturação quanto à cobertura e                                     para aprovação da Lei Geral do Turismo,
   qualidade da gestão pública e dos serviços                                o encaminhamento, adequação e
   turísticos oferecidos, de forma a minimizar                               regulamentação de legislação de interesse
   os impactos negativos da atividade.                                       da atividade turística e outros termos afins.
                                                                          4 Criar matriz de relacionamento dos
                                                                             stakeholders, por meio dos Fóruns de Gestão,
1.1.3. ARTICUlAçãO                                                           Nacional, Estaduais, Regionais e Municipais,
                                                                             como resultado do Sistema Nacional de
4 Intensificar a articulação / integração entre                              Gestão do Turismo, com foco no mercado,
   os agentes públicos e privados no âmbito                                  nos negócios e na sustentabilidade.
   federal, estadual e municipal, com o                                   4 Replicar modelos de práticas sustentáveis
   Ministério do Turismo, para fortalecimento                                no turismo, a partir de ampla observação de
   do processo de descentralização nas                                       locais selecionados.
   decisões do turismo brasileiro, promovendo                             4 Implementar a Agenda Ambiental para o
   a otimização dos recursos e a eficácia                                    Turismo com o Plano de Ação Conjunta
   das ações.                                                                entre os Ministérios do Turismo e Meio
4 Promover a integração interministerial,                                    Ambiente, para a inserção da dimensão
   particularmente, com os Ministérios das                                   ambiental nos processos de planejamento e
   Cidades (saneamento ambiental), dos                                       gestão da atividade turística.
   Transportes (sistema viário), da Cultura                               4 Promover a articulação para a flexibilização
   (eventos), do Meio Ambiente, da Integração                                da Lei de Reciprocidade com relação à
   Nacional, da Defesa, bem como a integração                                emissão de vistos de turistas estrangeiros
   intersetorial do turismo interno nos estados                              para o Brasil.
   e municípios.                                                          4 Analisar a perspectiva de flexibilização da
4 Sensibilizar os Deputados Estaduais, as                                    legislação aduaneira para os países sul-
   Bancadas Federais e o trade turístico, visando                            americanos, para facilitar a entrada em
   um melhor entendimento das demandas do                                    fronteiras terrestres.
   setor para encaminhamento de soluções.                                 4 Mobilizar e sensibilizar parlamentares no
4 Prosseguir na inserção ativa do Brasil nos                                 sentido de considerar as especificidades do
   fóruns do Mercosul e na Organização                                       turismo nas Leis Trabalhistas.
   Mundial do Turismo e de Fronteiras.                                    4 Promover, em parceria com entidades
4 Promover a participação ativa do Ministério                                científicas e órgãos públicos competentes,
   do Turismo nas negociações de liberalização                               a   implementação          de    instrumentos       de
   de serviços turísticos da Organização                                     monitoramento e controle dos impactos
   Mundial do Comércio.                                                      ambientais decorrentes da atividade.
4 Articular com o Ministério da Educação                                  4 Fortalecer e padronizar as rotinas de
   e Secretarias Estaduais de Educação a                                     comunicação entre o Ministério do Turismo
   re o r g a n i z a ç ã o d o c a l e n d á r i o e s c o l a r,           e o FORNATUR, com relação aos programas,
   viabilizando a distribuição mais equilibrada                              ações e recursos de interesse dos estados.
   das férias dos trabalhadores, estimulando o                            4 Priorizar a regulamentação de mecanismos de
   hábito de viajar fora da alta temporada.                                  incentivos financeiros e fiscais ao turismo.




                                                                     90
4 Utilizar recursos orçamentários de parcerias,               4 Implementar o SIGTUR descentralizado
   formalizadas por meio de convênios,                           e uma Rede de Monitoramento do PNT,
   mediante a aplicação de contrapartida                         integrado com os Planos e Políticas Estaduais
   em programas de Combate à Exploração                          de Turismo, para avaliação dos resultados
   Infanto-juvenil.                                              nas diversas Unidades da Federação, nas
                                                                 regiões turísticas e nos municípios.
                                                              4 Fortalecer a descentralização do turismo
1.1.4. DEsCENTRAlIzAçãO                                          no desenvolvimento das regiões brasileiras,
                                                                 investindo nos territórios do interior do
4 Reconhecer o Programa de Regionalização                        País, de forma a melhorar a qualidade de
   / Roteiros do Brasil e a sua estratégia de                    vida das populações, potencializar cidades
   ordenamento        territorial,   e   estruturação            turísticas e facilitar o crescimento de fluxo
   das regiões e segmentos turísticos, como                      de visitantes.
   princípio orientador para priorizar ações e                4 Descentralizar para estados e municípios, se
                                                                 for o caso, a responsabilidade da captação
   alocar recursos orçamentários e de emendas,
                                                                 dos recursos e da execução nos programas
   nos demais programas e ações do Ministério
                                                                 com financiamento externo, cabendo ao
   do Turismo e dos parceiros.
                                                                 Ministério do Turismo a orientação técnica
4 Consolidar     as      instâncias      regionais   e
                                                                 na formatação dos programas, os trâmites
   macrorregionais de turismo, transformando-
                                                                 para contratação das operações de crédito
   as em organizações representativas do
                                                                 e o aporte de recursos federais, a título de
   turismo regional.
                                                                 composição da contrapartida financeira local.
4 Elaborar plano estratégico setorial para
                                                              4 Considerar, para o desenvolvimento dos
   o desenvolvimento do turismo nas
                                                                 destinos turísticos, os resultados dos estudos
   Macrorregiões, no conceito da gestão
                                                                 do turismo sustentável e alívio à pobreza,
   compartilhada.
                                                                 bem como as experiências dos programas e
4 Fortalecer o FORNATUR como instrumento
                                                                 o marco conceitual dos PRODETUR.
   de apoio na implantação da política de
                                                              4 Aprimorar a descentralização de recursos
   descentralização do turismo, na revitalização
                                                                 aos estados, contemplando além das áreas
   dos Fóruns / Conselhos Estaduais e Agências
                                                                 de promoção nacional e internacional, as
   Microrregionais.
                                                                 de infra-estrutura e qualificação profissional
4 Utilizar para as ações dos PRODETUR, as                        e empresarial.
   instâncias de turismo já existentes nos estados,
   envolvendo as câmaras temáticas específicas.
4 Rever os procedimentos de repasse de
   recursos do OGU para estados e municípios,
   aprimorando os critérios estabelecidos.
4 Fomentar o planejamento turístico junto
   aos estados e instâncias de governança
   regionais, estimulando a adoção de padrões
   básicos de Planos Diretores de Turismo
   em consonância com os instrumentos de
   planejamento ambiental.




                                                         9
III.   1 .2            EIXO TEMÁTICO - EsTRUTURAçãO E DIVERsIfICAçãO DA OfERTA


             Apesar das dificuldades e obstáculos                  características específicas de produção e cultura,
       para aplicar, operacionalizar e dar continuidade            nos processos regionais de desenvolvimento
       aos instrumentos relativos à estruturação e                 relacionados ao turismo. Esta integração propicia
       diversificação dos territórios, regiões e roteiros          agregar valor às produções locais com repercussão
       turísticos, entende-se que ao projetar os efeitos           positiva nos arranjos produtivos locais.
       do turismo para 2007 e 200 é imperativo levar                    Deve ser garantida a continuidade e o
       em consideração a vocação dos destinos turísticos,          aprofundamento do Programa de Regionalização
       segundo suas regiões, diversificando a oferta               do Turismo – Roteiros do Brasil, como referencial
       turística por segmento.                                     da base territorial para as ações e programas
             Aumentar e diversificar os produtos turísticos        do Ministério do Turismo. A estruturação da
       de qualidade, contemplando a pluralidade cultural,          oferta turística deve ser promovida com base nas
       a riqueza natural e as diferenças regionais,                proposições a seguir:
       incentivar a estratégia de segmentação, promover
       a organização de roteiros, integrar e apoiar a
       promoção e a comercialização com competitividade            1.2.1. REgIONAlIzAçãO E
       e inclusão, devem ser os princípios orientadores do                ROTEIRIzAçãO
       planejamento da base territorial, de modo a permitir
       a elaboração de planos e ações que, efetivamente            4 Consolidar o Programa de Regionalização do
       promovam a consolidação de produtos turísticos                  Turismo, com informações e dados sobre as
       de relevância, para o mercado nacional e externo,               demandas e carências regionais para a qualificação
       considerando as peculiaridades e especificidades                dos produtos como referência para as ações das
       de cada região turística.                                       diversas esferas de gestão pública e privada.
             O Ministério do Turismo já apresentou o               4 Promover a requalificação de produtos,
       mapeamento das regiões turísticas do País e, deve               roteiros e destinos turísticos, com base em
       avançar e buscar a organização de diversos roteiros             parâmetros e critérios ambientais, a fim de
       integrados, numa gestão compartilhada de todos                  garantir a sustentabilidade, a qualidade e a
       os agentes públicos e privados envolvidos na sua                competitividade.
       realização, de modo que possam ser colocados                4 Priorizar para estruturação, os roteiros com
       no mercado, produtos novos, diversificados e com                potencial para comercialização nos mercados
       qualidade.                                                      nacional e internacional identificados por estudos
             No âmbito da estruturação e diversificação                de demanda.
       dos produtos turísticos devem ser consideradas,             4 Definir no âmbito dos roteiros, produtos e
       ainda, a perspectiva da integração da cadeia                    serviços turísticos complementares, respeitando
       produtiva e a importância da produção associada                 as vocações e os diferenciais locais característicos
       ao turismo. Estes dois temas estão intimamente                  de cada um.
       relacionados ao desenvolvimento local integrado,            4 Promover a competitividade e sustentabilidade
       potencializando de forma positiva os impactos                   do turismo por meio da ação planejadora efetiva,
       da atividade nos ambientes onde ela se implanta                 buscando a inclusão dos diferentes atores sociais
       e possibilitando a inclusão de territórios com suas             no processo de planejamento.




                                                              92
1.2.2. sEgMENTAçãO                                              intersetoriais para a geração de renda e trabalho
                                                                com a distribuição dos benefícios do crescimento
4 Identificar os segmentos e as atividades envolvidas           econômico gerado pelo turismo, integrando
    com a cadeia produtiva do turismo nas regiões               a cadeia produtiva e ampliando os produtos
                                                                associados trabalhados.
    turísticas mapeadas.
                                                             4 Criar mecanismos condicionantes para a
4 Elaborar metodologia para desenvolver os
                                                               inclusão das comunidades locais como
    segmentos do turismo eqüestre, observação de
                                                               mão-de-obra ou fornecedora de produtos
    aves, pesca, dentre outros.
                                                               e serviços para os empreendimentos
4 Identificar destinos referenciais nas diversas
                                                               turísticos com investimentos impactantes
    atividades como cavalgada, histórico / cultural,
                                                               no desenvolvimento socioeconômico local.
    pedagógico, caminhada, agroturismo, etc.
                                                             4 Pesquisar a variedade e a diversificação da
    realizando a qualificação específica de guias,
                                                               fruticultura tropical do Brasil, para agregar
    condutores, multiplicadores, e empreendedores,
                                                               valor econômico à gastronomia, no foco do
    dentre outros.
                                                               patrimônio cultural.
4 Identificar o papel e a forma de participação do
                                                             4 Fortalecer os roteiros turísticos através da
    segmento de turismo rural nos roteiros que se
                                                               agregação de valor das várias formas de
    apresentam a cada ano no Salão do Turismo.
                                                               produção caracterizando os territórios pelas
4 Inserir o conceito e o entendimento das atividades
                                                               suas especificidades, como produtores
    de entretenimento e animação turística como
                                                               ou como destinos turísticos (artesanato,
    um dos principais eixos de intervenção de
                                                               agroturismo, festas populares, gemas e
    crescente importância no turismo doméstico
                                                               jóias, vestuário, moda, etc.).
    e internacional.
                                                             4 Incentivar a implementação de planos de
4 Criar um programa integrado de desenvolvimento               desenvolvimento, com agenda de ações
    do segmento do turismo de negócios, eventos                hierarquizadas e pactuadas em Arranjos
    e incentivos.                                              Produtivos Locais - APLs com gestão
4 Apoiar e fomentar a requalificação da produção               cooperada e compartilhada entre o setor
    associada ao turismo, especialmente o artesanato,          público e privado.
    criando mecanismos para promover o manejo                4 Desenvolver programa contínuo de fomento
    ambiental adequado dos recursos naturais                   à produção associada ao turismo, em seus
    utilizados.                                                diversos segmentos econômicos para a
4 Apoiar a implementação do uso público nas                    agregação de valor a oferta turística.
    Unidades de Conservação Ambiental ampliando              4 Criar programa de apoio ao desenvolvimento
    a oferta do segmento do ecoturismo, através de             de fornecedores para a cadeia produtiva
    parcerias público privadas.                                do turismo.
4 Promover o desenvolvimento de parques                      4 Criar mecanismos que permitam aos turistas
    temáticos e atrações turísticas como âncora para           nacionais e internacionais o entendimento
    o crescimento do turismo familiar.                         da gastronomia brasileira como elemento
                                                               do patrimônio cultural, constituindo um
                                                               diferencial de competitividade.
1.2.3. PRODUçãO AssOCIADA

4 Apoiar o desenvolvimento das comunidades
  locais, dinamizando e realizando articulações




                                                        93
III.   1 .3              EIXO TEMÁTICO - fOMENTO



             O processo de desenvolvimento sustentável                           trabalho, aprofundando o relacionamento com
       nas sociedades modernas está vinculado à                                  as instituições financeiras oficiais e com o sistema
       disponibilidade e acessibilidade ao crédito, para                         financeiro nacional.
       expansão dos negócios e empreendimentos públicos                                O fomento é diagnosticado como um dos
       e privados que realizam as atividades de produção                         eixos temáticos desafiadores no que se refere a
       de cada setor econômico.                                                  um entendimento entre empresários e o sistema
             Neste sentido, faz-se imprescindível a                              financeiro, ensejando um conjunto diversificado de
       disponibilidade de crédito em quantidade                                  propostas para a solução dos gargalos hoje existentes,
       e em condições cada vez mais adequadas aos                                conforme apresentado a seguir:
       micros, pequenos, médios e grandes negócios e
       empreendimentos do turismo.
             é necess á r i o c o n t i n u a r a f l e x i b i l i z a r        1.3.1. fUNDOs E lINHAs DE
       os instrumentos e as condições de concessão de                                   fINANCIAMENTOs
       crédito e financiamento, de modo a permitir que os
       agentes operadores, enfim os empresários do setor                         4 Dar continuidade a identificação e implantação
       do turismo, possam efetivamente, acessar os recursos                          de linhas específicas de financiamento para os
       disponibilizados nas Instituições Financeiras.                                diversos tipos, tamanhos, categorias de atividades
             é de fundamental importância a recuperação                              e equipamentos do setor de turismo.
       da imagem do turismo no sistema financeiro nacional                       4 Apoiar a realização de um diagnóstico de risco dos
       de modo a que os projetos nesta área possam                                   diferentes segmentos do setor com as entidades
       ser analisados pelas instituições num ambiente                                financeiras.
       de confiança, onde as exigências impostas pelas                           4 Apoiar o desenvolvimento de programas de
       instituições sejam proporcionais ao verdadeiro risco                          crédito e microcrédito específicos para o setor.
       das operações. Assim, as instituições financeiras                         4 Criar linhas de crédito e financiamento para
       realmente poderão apoiar o crescimento e o melhor                             as agências de receptivo, especialmente
       desempenho do setor e, conseqüentemente, a                                    para capital de giro (baixa temporada),
       geração de emprego e renda no País.                                           para promoção e marketing, compra de
             No fomento, o incremento das parcerias                                  equipamentos        (computadores)       e   demais
       reais através dos agentes federais para promover                              demandas do receptivo.
       a correta e ampla divulgação das condições dos                            4 Expandir as linhas de financiamento ao consumidor
       serviços financeiros e do crédito, estimulando e                              final visando fortalecer o mercado interno e facilitar
       direcionando formas inovadoras de acesso ao                                   as viagens no território brasileiro.
       financiamento com apoio da estrutura financeira                           4 Adequar linhas de crédito para profissionais de
       oficial para os investimentos no setor e suas                                 turismo como meio de fortalecer as ações de
       operações, constituem a base referencial para o                               apoio ao turismo.
       desenvolvimento da atividade.                                             4 Desenvolver mecanismos que facilitem o
             Além da reativação e início da operação do                              financiamento de projetos de turismo de base
       FUNGETUR pelo Ministério do Turismo, as ações                                 comunitária em regiões carentes, mas de grande
       em curso devem continuar com a base de seu                                    potencial natural e cultural.



                                                                            94
4 Criar mecanismos de incentivos aos                      1.3.3. CAPTAçãO DE INVEsTIMENTOs
    empreendimentos turísticos sustentáveis
    que promovam a conservação ambiental,                 4 Estabelecer funding para operações de
    por meio da adoção de tecnologias limpas,                 longo prazo.
    de energias renováveis e da recuperação de            4 Atuar na prospecção de recursos para
    áreas degradadas de interesse turístico com               financiamento de longo prazo para novos
    financiamento, crédito, incentivos fiscais e              empreendimentos de hospedagem, eventos,
    assistência técnica.                                      entretenimento e lazer.
4 Estudar a viabilidade de criação de uma agência         4 Criar uma bolsa permanente de captação
    de fomento ao turismo, com a instituição de               de investidores turísticos, nacionais e
    fundo específico para a atividade.                        internacionais, articulados com as instâncias
                                                              de governança regionais dos roteiros
                                                              turísticos prioritários.
1.3.2. ACEssO AO CRéDITO                                  4 Apoiar investidores interessados em desenvolver
                                                              projetos localizados em regiões ainda não
4 Fomentar a implantação de empreendimentos                   desenvolvidas, com potencial turístico.
    de micro e pequeno portes e incentivar a
    pequena e média empresa facilitando o acesso
    ao crédito.                                           1.3.4. DEsONERAçãO DA CADEIA
4 Disponibilizar     informação     permanente   e                PRODUTIVA
    atualizada sobre financiamentos no turismo,
    linhas de crédito para o desenvolvimento              4 Enfatizar os programas de desoneração da

    do setor, detalhes de condições de projetos,              cadeia produtiva do turismo tornando a

    de carta-consulta, bem como sobre casos e                 atividade mais acessível ao mercado interno

    experiências de sucesso.                                  e com maior competitividade.

4 Levantar e disponibilizar informações sobre             4 Desonerar os equipamentos importados,

    oportunidades de investimentos em turismo                 sem similar nacional.

    e linhas de financiamentos existentes                 4 Adotar classificação de bens de capital para

    nas regiões.                                              equipamentos ora considerados bens

4 Incentivar a criação de setores específicos de              de consumo.

    turismo nos bancos oficiais.                          4 Apoiar estudos que visem criar mecanismo de

4 Facilitar o acesso ao crédito para meios                    redução de custos em operações financeiras

    de hospedagem alternativos, por meio de                   no mercado nacional e na comercialização

    programas de fomento, visando a prática do                do receptivo internacional.

    turismo jovem e social.                               4 Regulamentar os instrumentos que isentam a

4 Promover parcerias com a iniciativa privada                 promoção dos serviços e produtos turísticos

    para melhoria de equipamentos existentes                  no mercado internacional.

    ou implantação de novos equipamentos
    turísticos, por meio do FUNGETUR, dos Fundos
    Constitucionais e outras fontes.
4 Promover a redução de custos praticados
    por instituições financeiras em suas linhas de
    desconto de recebíveis, objetivando desonerar
    viagens no território brasileiro.



                                                     95
III.   1 .4             EIXO TEMÁTICO - INfRA-EsTRUTURA



             Desenvolver o turismo nas regiões onde                 básica de orlas marítimas e fluviais; acessibilidade
       exista oferta ou demanda turística pressupõe                 ferroviária e rodoviária; centros de eventos; parque
       prover os municípios de infra-estrutura adequada             de exposições e feiras; parques públicos; terminais
       para a expansão da atividade e melhoria dos                  de turismo social e de lazer; terminais marítimos,
       produtos e serviços ofertados. Esta é uma condição           fluviais, rodoviários e ferroviários; casas e centros
       fundamental para a qualidade dos produtos                    de cultura, museus, escolas e centros de formação
       turísticos, tão importante quanto a qualidade dos            e qualificação para a hotelaria, gastronomia
       serviços prestados pela iniciativa privada.                  e a hospitalidade.
             A execução de projetos de interesse e                         Como parte significativa dos recursos que
       relevância para a melhoria dos destinos turísticos só        viabilizam estas infra-estruturas provém de emendas
       será viabilizada com investimentos em infra-estrutura        orçamentárias, é fundamental a realização de um
       básica e infra-estrutura turística propriamente dita.        trabalho junto aos parlamentares, para que seus
             A infra-estrutura básica demanda uma                   pleitos priorizem os programas do Plano Nacional
       escala de recursos de grande monta, sendo estes              do Turismo, em execução nas diversas esferas de
       gerenciados por setores públicos não ligados                 governo e nas regiões turísticas priorizadas pelos
       diretamente ao turismo. Neste sentido, além dos              Fóruns / Conselhos Regionais e Estaduais, de acordo
       financiamentos da PRODETUR, é de fundamental                 com o Programa de Regionalização do Turismo.
       importância uma ação interministerial priorizando as                As parcerias público privadas devem ser
       infra-estruturas básicas demandadas pelo setor do            também consideradas como uma das alternativas
       turismo, tanto no âmbito federal, quanto regional,           para alavancar a implantação e manutenção de
       tendo como foco as regiões turísticas priorizadas,           infra-estruturas nas regiões turísticas.
       de modo a se colocar estas regiões nos mercados,                    Estas ações devem ser orientadas por um
       com qualidade.                                               trabalho de identificação e quantificação das
             Esta ação intersetorial deve ser replicada             necessidades de infra-estrutura, de modo a oferecer
       nos estados e nos municípios, buscando colocar               soluções que garantam a melhoria na capacidade,
       as prioridades da atividade turística com relação à          segurança e qualidade de atendimento ao turista, e,
       infra-estrutura básica na pauta das prioridades dos          ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida nas
       diversos setores governamentais.                             cidades turísticas, criar condições para implantação
             No que se refere à infra-estrutura turística           de equipamentos, facilitar o acesso do fluxo de
       propriamente dita, o Ministério do Turismo, de               turistas e equilibrar o desenvolvimento das regiões
       forma complementar a alocação de recursos de                 brasileiras.
       outros setores, implementa ações em atendimento                     As ações em curso devem ser continuadas.
       as demandas relativas a: adequação de edifícios com          Estrategicamente, as regiões devem ser preparadas
       valor histórico e cultural para utilização turística;        para receber os investimentos, como forma de ampliar
       implantação de centros de informações turísticas;            resultados e minimizar os impactos negativos.
       sinalização turística padrão; equipamentos da infra-                Para a infra-estrutura, tanto a básica como a
       estrutura urbana; saneamento ambiental; marinas              turística propriamente dita, são propostas diversas
       e portos náuticos; reurbanização e infra-estrutura           ações conforme detalhamento a seguir:




                                                               96
1.4.1. INfRA–EsTRUTURA BÁsICA                                   1.4.2. INfRA–EsTRUTURA TURísTICA

       4 Identificar e quantificar as necessidades                     4 Desenvolver ações de conservação dos
           de infra-estrutura nos principais roteiros                      atrativos turísticos, criando condições
           turísticos, de acordo com o Plano Nacional de                   para implantação e manutenção dos
           Turismo.                                                        equipamentos turísticos.
       4 Articular ações interministeriais para                        4 Apoiar a recuperação do patrimônio natural
           implantação de infra-estrutura básica nas                       e as intervenções em sítios históricos,
           regiões prioritárias para o turismo, de acordo                  ambientais, arqueológicos, geológicos, etc.,
           com a demanda identificada.                                     visando a ampliação e a qualificação da
       4 Apoiar os investimentos institucionais                            oferta turística.
           em segurança pública, voltados para o                       4 Fomentar investimentos em infra-estrutura
           atendimento ao turista, com mecanismos                          turística por meio de parcerias público
           de inteligência, que associem formas de                         privadas, para empreendimentos turísticos
           consulta em banco de dados integrado                            relevantes.
           entre os gestores do turismo e da segurança                 4 Fiscalizar a aplicação e o cumprimento da
           pública, nos níveis federal, estadual                           legislação que dispõe sobre a acessibilidade
           e municipal.                                                    para os portadores de necessidades especiais
       4 Priorizar os investimentos públicos em                            nos empreendimentos turísticos.
           projetos que garantam, nos destinos                         4 Adequar a infra-estrutura turística para
           turísticos prioritários, a implementação de                     atender pessoas portadoras de deficiência.
           infra-estrutura para o saneamento – água,                   4 Implantar, através de parcerias público
           lixo e esgoto.                                                  privadas, equipamentos e serviços turísticos
       4 Preparar a infra-estrutura básica para atender                    para usos públicos nos parques, como forma
           pessoas portadoras de deficiência.                              de garantir a sua sustentabilidade.




III.   1 .5             EIXO TEMÁTICO – PROMOçãO, MarketinG E
                        APOIO à COMERCIAlIzAçãO


             A promoção do turismo brasileiro deve ter                 e natural, para a difusão e promoção de um turismo
       como conceito estratégico a diversificação da imagem            seguro, qualificado e sustentável.
       do País, tanto para o mercado interno como para o                      N o m e r c a d o i n t e r n o d e v e b u s c a r,
       mercado externo. As ações de promoção e marketing,              fundamentalmente, o aumento de viagens com
       com base na Marca Brasil, devem consolidar a imagem             a inserção de novos grupos de consumidores até
       de um país moderno, com credibilidade, alegre,                  então excluídos deste tipo de consumo, seja através
       jovem, hospitaleiro, capaz de proporcionar lazer de             de propostas de programas sociais, seja derrubando
       qualidade, novas experiências aos visitantes, realização        o mito de que o turismo é uma categoria de
       de negócios, eventos e incentivos, tornando-o                   consumo exclusiva das elites nacionais e estrangeiras.
       competitivo internacionalmente. Deve ter como                   Deve se concentrar na possibilidade de realização de
       essência a qualidade e a diversidade da produção                experiências positivas de conhecimento, integração e
       cultural brasileira, além da diversidade étnica, social         valorização das riquezas culturais e naturais do País.




                                                                  97
O Plano de Marketing Turístico Nacional                       planejamento e gestão ambiental, evitando
– Plano Cores do Brasil e o Plano de Marketing                       a degradação dos locais.
Internacional – Plano Aquarela, constituem as                    4 Contemplar, no Orçamento Geral da União –
referências para a realização de campanhas de                        OGU, as recomendações da Organização Mundial
promoção do turismo no mercado nacional e                            do Turismo quanto à destinação de 2% do PIB do
internacional, respectivamente.                                      setor turismo, para investimentos em marketing
       é necessário manter a política de priorização                 e promoção.
de recursos do Ministério do Turismo para a                      4 Instituir mecanismos para prover a qualidade e a
promoção do turismo no mercado nacional e                            comercialização dos produtos turísticos das regiões
internacional, que aumentou significativamente no                    brasileiras nos mercados nacional e internacional.
últimos três anos, quando foram aplicados recursos               4 Considerar as principais tendências do mercado
da ordem de R$ 32,9 milhões.                                        mundial de turismo incentivando os segmentos
       Além disto, devem ser viabilizados mecanismos                 de turismo familiar, entretenimento e animação
de parceria público privada, em consonância com                      turística, junto aos agentes operadores
uma tendência mundial no desenvolvimento do                          e empresários.
turismo, principalmente no tangente à promoção.                  4 Promover e divulgar os produtos turísticos
        é importante que as ações de promoção                        salientando os atributos de singularidade.
internacional em curso sejam continuadas,                        4 Expandir o calendário de participações em feiras e
particularmente no que se refere: à ampliação                        eventos para possibilitar a ampliação dos canais de
de escritórios EBT na Europa para mercados                           distribuição e fomento aos negócios.
com grande potencial de emissão de turistas ao                   4 Instruir, padronizar e orientar a produção do
Brasil, ao projeto Caravana Brasil, aos Bureaux
                                                                     material promocional produzido pelos destinos
de Comercialização, ao Programa Excelência em
                                                                     turísticos, criando uma central de distribuição e
Turismo, ao Treinamento de Agentes de Viagens on
                                                                     controle desse material.
line, aos Eventos e Feiras Promocionais, ao Turismo
                                                                 4 Ampliar, diversificar e disponibilizar Banco de
de Negócios e ao Turismo de Eventos, que têm
                                                                     Imagens e conteúdo, abrangendo os roteiros,
apresentado bons resultados.
                                                                     destinos e produtos turísticos prioritários e a
       Por sua vez, as ações de promoção no
                                                                     produção associada.
mercado nacional devem trabalhar no foco da
                                                                 4 Implementar o Portal Brasileiro de Turismo
identificação dos principais centros emissores
                                                                     como vetor prioritário de promoção turística
internos e dos públicos alvos respectivos, e também
                                                                     do Brasil no mercado internacional e consolidá-
buscando incluir o turismo na pauta de consumo
                                                                     lo como mecanismo de apoio ao processo de
dos brasileiros, expandindo este mercado a parcelas
                                                                     comercialização.
da população até então excluídas.
                                                                 4 Criar o kit completo de material promocional do
       O conjunto de ações de promoção deve buscar
                                                                     Brasil para o mercado nacional e internacional
a realização das propostas apresentadas abaixo.
                                                                     (filmes, folders, cartazes, etc.).
                                                                 4 Promover os diferentes roteiros turísticos
                                                                     brasileiros, considerando a sustentabilidade
1.5.1. MarketinG INsTITUCIONAl                                       ambiental, econômica e sociocultural e valorizando
                                                                     a diversidade cultural e regional.
4 Fortalecer a Marca Brasil.                                     4 Incentivar o marketing responsável na promoção
4 Priorizar, p a r a p ro m o ç ã o , o s d e s t i n o s            e comercialização a fim de agregar valor aos
    turísticos com infra-estrutura adequada para                     produtos e roteiros turísticos, estimulando a
    o receptivo turístico e com capacidade de                        sustentabilidade ambiental nos destinos turísticos


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e promovendo a consciência ambiental por meio                na estratégia de promoção e comercialização do
    da atividade turística.                                      produto turístico brasileiro.
4 Considerar o turismo de negócios como atividade            4 Fortalecer o Turismo Social no Brasil como forma
    indutora de desenvolvimento nacional, através                de beneficiar o trabalhador brasileiro e diminuir a
    da participação em feiras comerciais no exterior,            ociosidade da rede hoteleira nacional, através da
    incrementando os investimentos produtivos no                 utilização dos equipamentos e serviços turísticos,
    País e as exportações brasileiras.                           na alta e baixa temporada.
4 Intensificar o programa de captação de eventos             4 Realizar campanha para incentivo do turismo
    internacionais, melhorando ainda mais a posição              jovem e do turismo familiar.
    do Brasil no cenário internacional.                      4 Incentivar o turismo de curta distância com viagens
4 Estruturar e consolidar o calendário de eventos                de curta duração, principalmente rodoviário, na
    turísticos de interesse nacional, regional                   baixa temporada.
    e estadual.                                              4 Elaborar o calendário para divulgação do turismo
4 Dar continuidade e fortalecer a participação do                interno e estabelecer critérios de participação
    Brasil no Fórum Mundial de Turismo para Paz e                do Ministério do Turismo em eventos, com
    Desenvolvimento Sustentável e no Movimento                   ênfase nas regiões priorizadas pelo Programa de
    Brasil de Turismo e Cultura.                                 Regionalização e segmentos turísticos envolvidos.
4 Intensificar a promoção e apoio à comercialização          4 Inserir a produção associada ao turismo no
    dos segmentos em parceria com os bureaux no                  desenvolvimento de campanhas, materiais de
    mercado externo.                                             promoção, folders, vídeos, etc., como forma de
4 Divulgar a cultura e a arte brasileira, através da             agregar atributos de valor aos cenários turísticos.
    música e do artesanato nas vitrines dos estandes,        4 Estimular a valorização da produção local como
    por ocasião dos eventos com participação do                  atributo de diferenciação e de reconhecimento em
    Ministério do Turismo.                                       campanhas, materiais impressos e audiovisuais.
                                                             4 Promover os parques temáticos e atrações turísticas
                                                                 como estímulo ao turismo familiar.
1.5.2. DEMANDA INTERNA                                       4 Estabelecer programa de promoção conjunta
                                                                 com as Agências de Desenvolvimento das
4 Implantar o Plano de Marketing Turístico Nacional
                                                                 Macrorregiões.
    – Plano Cores do Brasil.
4 Institucionalizar e fortalecer o Salão do Turismo
    – Roteiros do Brasil como vitrine do Turismo             1.5.3. DEMANDA EXTERNA
    brasileiro, como canal de informação e
    conhecimento, e instrumento de aproximação da            4 Dar continuidade às ações propostas pelo Plano
    oferta e demanda.                                            de Marketing Turístico Internacional – Plano
4 Apoiar a realização de Salão de Turismo                        Aquarela, criando mecanismos que garantam
    nos estados.                                                 a permanência das campanhas publicitárias e
4 Implementar o Programa Vai Brasil e outros projetos            ações promocionais nos mercados prioritários
    que levem a redução de preços para público final,            definidos no Plano.
    aumentando o numero de viajantes e a ocupação            4 Aumentar a articulação das ações do Ministério
    hoteleira.                                                   do Turismo através da EMBRATUR com ações de
4 Criar um programa de fomento ao turismo                        promoção desenvolvidas pelos estados brasileiros
    de eventos.                                                  e empresas do setor.
4 Utilizar os roteiros e segmentos propostos no              4 Intensificar a promoção e comercialização dos
    Programa de Regionalização como prioritários                 resorts no mercado externo.


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4 Intensificar as campanhas de divulgação                             4 Consolidar o mailing de operadores e agentes de
           do turismo na mídia, produzindo material                              viagens que comercializam o Brasil, mantendo
           promocional de apoio e disponibilizando na                            contato on line e envio de informações que
           internet, nas embaixadas do Brasil no exterior,                       facilitem o processo de comercialização, através
           nas companhias aéreas, nas agências de viagens                        do Brasiltour e Brasil Network.
           e nos escritórios de representação, entre outros.                 4 Promover os parques temáticos brasileiros, como
       4 Consolidar o novo modelo de funcionamento                               grande fator de diferenciação do turismo familiar
           dos escritórios no exterior, aumentando sua                           no MERCOSUL.
           atuação para novos mercados prioritários e
           inseri-los no processo de implantação do modelo
           de inteligência comercial.




III.   1 .6             EIXO TEMÁTICO – qUAlIfICAçãO



             A qualid a d e d o s p ro d u t o s t u r í s t i c o s         a viabilizar uma efetiva disseminação em rede,
       está intrinsecamente associada à qualificação                         sendo ainda acompanhada pelas entidades e
       dos serviços prestados e, mais do que uma                             associações representativas das categorias de
       vantagem competitiva, esta qualificação se                            atividades objeto das respectivas qualificações.
       constitui num pressuposto fundamental para o                                O processo de qualificação deve ampliar,
       sucesso dos destinos.                                                 também, a utilização das ferramentas de ensino a
             Neste sentido, deve se buscar a efetiva                         distância (e-learning) e a utilização de metodologias
       implementação de uma política de capacitação                          voltadas para formação de instrutores / orientadores
       e qualificação, que oriente as instituições                           de aprendizagem no local de trabalho.
       responsáveis pelo financiamento, formulação                                 Estas ações devem ser acompanhadas de
       e oferta de cursos para os diversos setores que                       um processo de monitoramento dos resultados,
       integram a cadeia produtiva do turismo, nos seus                      seja no sentido da avaliação do número de pessoas
       diversos níveis, desde a formação gerencial até                       qualificadas, nos diversos níveis e segmentos, seja
       os níveis operacionais.                                               na efetiva mensuração dos resultados alcançados
             Este trabalho deve ter como ponto de partida                    pela qualificação. Deve ser avaliada, também,
       a realização de um levantamento do mercado de                         a valorização do profissional qualificado, pelo
       trabalho em turismo, com relação à demanda, a                         mercado, tanto dos que já estão empregados,
       oferta atual e a oferta futura, os diversos níveis                    quanto na absorção daqueles que ainda não
       de formação, os períodos para atingir as metas ou                     integram o setor.
       demandas de mercado, a localização geográfica                               A qualificação dos serviços turísticos deve
       dos centros de formação e demais instituições que                     ser promovida também pelo controle de qualidade,
       atuam no setor. Este mapeamento deve buscar                           através da classificação, fiscalização e cadastro dos
       identificar toda a cadeia produtiva                                   serviços, e pela definição, divulgação e adoção de
             Com base neste mapeamento, a                                    mecanismos de certificação de qualidade, com o
       qualificação profissional deve ser coordenada pelo                    estabelecimento de parâmetros referenciais para
       Ministério do Turismo, ampliando a articulação                        estes serviços.
       com as instituições que atuam na área, de modo




                                                                       00