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ANA CAROLINA SALDANHA 
ANA CRISTINA VIEIRA 
BÁRBARA FERREIRA 
BRUNO NUNES 
TUBULAÇÕES 
RIO DE JANEIRO - RJ 
NOVEMBRO 2012
ANA CAROLINA SALDANHA 
ANA CRISTINA VIEIRA 
BÁRBARA FERREIRA 
BRUNO NUNES 
TUBULAÇÕES 
RIO DE JANEIRO - RJ 
NOVEMBRO 2012 
Trabalho realizado por Ana Carolina Saldanha, Ana Cristina Vieira, Bárbara Ferreira, Bruno Nunes, graduandos do 4° período do curso de Tecnologia em Construção Naval, para a obtenção de média na 2ª avaliação de Construção Naval I.
SUMÁRIO 
RESUMO..................................................................................................................... 4 
1. TUBULAÇÕES ........................................................................................................ 6 
1.2 MÉTODOS DE FABRICAÇÃO DE TUBOS ..................................................... 6 
1.2.1 FABRICAÇÃO DE TUBOS SEM COSTURA ............................................ 6 
1.2.2 FABRICAÇÃO DE TUBOS COM COSTURA ........................................... 7 
2. MATERIAIS UTILIZADOS ....................................................................................... 8 
3. APLICAÇÕES ....................................................................................................... 12 
4. PADRÕES DIMENSIONAIS .................................................................................. 15 
4. NORMA ASTM ................................................................................................ 15 
4. NORMA DIN 2394 .......................................................................................... 16 
5. TRATAMENTOS ................................................................................................... 18 
5.1. PINTURAS DAS TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS .......................................... 18 
5.2. PRÉ-MONTAGEM DASPEÇAS DE TUBULAÇÃO...................................... 19 
5.3. LIMPEZA DAS TUBULAÇÕES ................................................................... 22 
5.3.1 PIG’S ....................................................................................................... 24 
CONCLUSÃO ............................................................................................................ 25 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 26
4 
RESUMO 
O trabalho a seguir visa explicitar, de forma breve e prática, O trabalho a seguir visa explicitar, de forma breve e prática, o uso das tubulações não só no âmbito naval,com de forma geral. Assim, serão apresentados os tipos, suas características, aplicações, etc.
5 
1. TUBULAÇÕES 
Tubulações é o nome dado ao conjunto de tubos, acessórios, válvulas e dispositivos que participam de um processo em uma área ou unidade, constituindo uma de suas partes mais importantes. Eles compõem, juntamente com os equipamentos como torres, permutadores, tanques e bombas, um complexo necessário ao funcionamento de uma unidade de processo. Este é, pois, o assunto de que trataremos neste primeiro bloco de estudos. Lembramos que, devido à grande variedade dos acessórios. 
TUBOS 
Os tubos são elementos vazados, normalmente de forma cilíndrica e seção constante, utilizados no transporte de fluidos, os quais podem ser líquidos, gasosos ou mistos. 
Para auxiliar o deslocamento dos fluidos entre os equipamentos (vasos, torres, permutadores etc.) e para os tanques de armazenamento, ao final do processo, são utilizadas máquinas como bombas e compressores.
6 
1.2 METODOS DE FABRICAÇÃO DE TUBOS 
Há duas grandes classes de fabricação de tubos: as em costura e a com costura. Vejamos, então, o que caracteriza cada um desses métodos. 
1.2.1 FABRICAÇÃO DE TUBOS SEM COSTURA 
Diz-se que um tubo é sem costura quando ele é fabricado sem emendas longitudinais ou transversais. Os processos industriais de fabricação dos tubos sem costura são em número de quatro: fundição, forjamento, extrusão e laminação, que descreve remosa seguir. Por meio desses processos, os tubos tomam-se de qualidade superior e próprios para juntar em pressões elevadas . 
•Fundição 
O tubo é fabrica do em um molde no qual o material é despejado em estado líquido. Ao se solidificar, o tubo estará com sua forma definida. Por esse processo são fabricados tubos de ferro fundido, de barro, borrachas, concretos etc. 
•Forjamento 
É um processo de pouca aplicação, em que um lingote de aço aquecido ao rubro é martelado contra um mandril central, até que a forma e a espessura desejada seja mobtidas. Durante a martelagem, o lingote vai aumentando o comprimento. 
•Extrusão 
O material emestado pastoso é pressionado por êmbolo através de um furo de uma matriz e porforado mandril. Ao sair, ele já tem a forma de tubo. Após essa operação o tubo, ainda curto, passa por laminadores que vão dando as formas e dimensões definitivas. Por extrusão fabricam-se tubos de pequenos diâmetros, como os de alumínio, cobre, chumbo e plástico. 
•Laminação 
É o processo de fabricação mais importante dos tubos sem costura, que consiste em passar um lingote de aço aquecido a 1200°C um laminador. O lingote, ao passar entre os rolos do laminador, é prensado fortemente, ao mesmo tempo que um mandril abre um furo, transformando-o em tubo.
7 
1.2.2 FABRICAÇÃO DE TUBOS COM COSTURA 
Os tubos com costura são fabricados pelos processos de soldagem, a partir de chapas enroladas. Esses tipos de tubos, apesar de possuírem menor resistência que os sem costura, são de uso mais frequente, pelo fato de terem um custo mais baixo, devido à facilidade do processo de soldagem. Por meio da soldagem os tubos podem ser fabrica dos de dois modos distintos: 
 enrolando uma chapa em espiral e soldando a emenda (em espiral); 
 enrolando (por calandragem) a chapa no sentido longitudinal e soldando a emenda (longitudinal). 
Dentre os processos de fabricação dos tubos soldados, a soldagem a arco elétrico é a mais utilizada. Por esse processo, o calor para produzir a fusão do metal de base (tubo)é gerado por arco elétrico produzido entre dois eletrodos, ou entre um eletrodo e a peça que está sendo soldada. A soldagem é utilizada na fabricação dos tubos e também na montagem das tubulações. Os processos de soldagem industrial são automatizados ou semi-automatizados, sendo a solda manual raramente utilizada. Dentre esses processos, os mais importantes são: 
 soldagem com eletrodo revestido; 
 soldagem com arco submerso; 
 soldagem com gás inerte e eletrodo de tungstênio –TIG e MIG/MAG.
8 
2. MATERIAIS UTILIZADOS 
O materiais utilizados para tubulações são vários. Cada um deles é usado especificamente para um tipo de aplicação e sua escolha é extremamente complicada, até porque deve-se levar em consideração a pressão e a temperatura de trabalho o qual o mesmo será submetido. 
A.S.T.M (American Society for Testing and Materials) classifica mais de 500 tipos de materiais utilizados. Os principais são: 
TUBOS METALICOS 
TUBOS NÃO METÁLICOS 
MATERIAIS PLÁSTICOS 
Cimento amianto 
Cloreto de Poli-Vinil (PVC) 
Concreto armado 
Polietileno 
Barro vibrado 
Acrílicos 
Borracha 
Acetato de celulose 
Vidro 
Epóxi 
Cerâmica , porcelana, etc. 
Poliésteres 
Fenólicos 
FERROSOS 
NÃO FERROSOS 
Aços carbono 
Cobre 
Aços liga 
Latões 
Aços inox 
Cupro-Níquel 
Ferro fundido 
Alumínio 
Ferro forjado 
Níquel e ligas 
Ferro ligado 
Metal monel 
Ferro modular 
Chumbo 
Titânio, Zircônio
9 
TUBOS DE AÇO COM REVESTIMENTO INTERNO DE: 
Zinco 
Materiais plásticos 
Elastômeros (borracha), ebonite, asfalto 
Concreto 
Vidro, porcelana, etc 
Na área naval, as tubulações são bastante utilizadas não somente dentro de embarcações. Existem os dutos marinhos e os Risers. A diferença entre um e outro é que os dutos marinhos são fixados ao solo marinho enquanto os risers ligam a cabeça dos poços de petróleo à uma unidade produtiva na superfície do mar. Esses risers podem ser metálicos, mas também podem ser fabricados com materiais compósitos, que é o resultados da combinação de dois ou mais materiais distintos que atuam em conjunto e mantêm suas caracterísiticas individuais.
10 
Embora a fabricação de tubos empregue mais de 200 tipos de materiais, somente uns 40 tipos são utilizados na produção comercial. Os tubos mais usados são os de materiais ferrosos como o aço-carbono, o aço-liga e o aço inoxidável. Os tubos de ferro fundido são restritos às instalações de utilidade como de água e esgoto. O aço carbono é uma liga de ferro de carbono. A percentagem de carbono, que pode variar de 0,15 a 0,5%, determina o grau de dureza do aço. Quanto maior a percentagem de carbono na liga, maior será a dureza e também maior a dificuldade de soldagem do aço. E a soldagem é um dos processos de maior utilização na união de tubos a acessórios. Nas indústrias de processamento, principalmente nas petroquímicas e petrolíferas, os tubos de aço-carbono são os mais utilizados, devido às suas excelentes qualidades mecânicas, à boa soldabilidade e ao baixo custo. Além disso, eles podem trabalhar com água, vapor condensado, gás e óleo a pressões e temperaturas elevadas. 
Mas o aço-carbono também apresenta algumas restrições. Em temperaturas abaixo de 30°C, ele se torna quebradiço. E, acima de 500°C, está sujeito a deformações lentas. Outras desvantagens são abaixa resistência a fluidos e à corrosão, quando exposto a ambiente úmido. Quando é necessária a utilização de tubulações nessas situações, o projeto estabelece a utilização de aços-ligas ou inoxidáveis. Os aços- ligas e os inoxidáveis podem conter cromo, níquel, molibdênio ou titânio, dificultando a ação dos agentes que atacam o aço. Outra modalidade de defesa contra esses agentes é a utilização de tubos galvanizados, desde que os projetistas assim o determinem. 
No caso do alumínio, os tubos produzidos com esse material são empregados para troca de calor e os tubos de chumbo são utilizados em tubulações de esgoto sem pressão. 
Já os tubos de plástico têm utilização em casos de baixa temperatura e pressão, uma vez que apresentam a vantagem de serem de baixo peso, baixo custo e de grande resistência a muitos produtos corrosivos, quando comparados a materiais metálicos. Dizemos que, em geral, os plásticos substituem os metais onde eles são fortemente atacados. 
Os ácidos diluídos, por exemplo, não atacamos plásticos, mas afetam fortemente os metais. Já os álcalis concentrados, no entanto, atacamos plásticos, mas não afetam muitos os metais. No caso dos componentes de produtos do petróleo, por exemplo, eles podem ser conduzidos por tubos metálicos, mas nem todos por tubos plásticos.
11 
A escolha do material empregado nos tubos está diretamente relacionada ao projeto e às características das variáveis do processo como: pressão, temperatura, vazão, viscosidade e outros. Os fatores que também influenciam na escolha dos materiais dos tubos são a segurança, as cargas mecânicas, a corrosão e os custos, entre outros.
12 
3. APLICAÇÕES 
As tubulações podem ser aplicadas de várias formas na indústria.Existem as: ▪Tubulações de Processo: Tubulações cuja finalidade é o processamento na indústria, seja armazenagem ou distribuição dos fluidos. 
Por exemplo, as tubulações de óleos em refinarias, terminais e instalações de armazenagem ou distribuição de produtos de petróleo, tubulações de vapor em centrais termelétricas,tubulações de produtos químicos em indústrias químicas etc. 
▪Tubulações de Utilidades: as tubulações em geral em todas as indústrias que se dedicam a outras atividades. As tubulações de utilidades podem servir não só ao funcionamento da indústria propriamente dita (sistemas de refrigeração, aquecimento, vapor para acionamento de máquinas etc.), como também a outras finalidades normais ou eventuais, tais como: manutenção,limpeza, combate a incêndio etc. Costumam constituir tubulações de utilidades as redes de água doce, água salgada,vapor, condensado e ar comprimido, nas indústrias em geral. 
Há vários outros tipos de tubulações utilizadas. Como por exemplo, as tubulações de instrumentação, de transmissão hidráulica,de drenagem,etc. Elas podem ser classificadas da seguinte forma:
13 
As tubulações industriais podem ser classificadas quanto ao fluido que elas conduzem. 
●Tubulações para Água: 
Água doce 
- Água potável; 
- Água para alimentação de Caldeiras 
- Água; 
Água salgada 
Água de incêndio 
Água de irrigação 
●Tubulações para Vapor: 
Vapor superaquecido 
Vapor exausto 
Vapor saturado 
Condensado 
●Tubulações para Óleo: 
Petróleo Cru 
Produtos intermediários e finais de petróleo 
Óleos vegetais 
Óleos hidráulicos 
●Tubulações para Ar: 
Ar comprimido industrial 
Ar comprimido de instrumentação 
●Tubulações para Gases: 
Gás de iluminação 
Gás natural 
Gás de petróleo, Gás de síntese 
Gás de alto-forno 
Co2, Hidrogênio,oxigênio, etc.
14 
●Tubulações para Drenagem e Esgotos: 
Esgoto pluvial, lama de drenagem 
Esgoto industrial 
Esgoto sanitário 
Gases residuais 
Drenagem de emergência 
●Tubulações para Fluidos Diversos: 
Produtos alimentares 
- bebidas; 
- xaropes; 
- óleos e gorduras comestíveis; 
Produtos petroquímicos 
Tintas,resinas, vernizes, solventes, etc. 
Misturas refrigerantes 
Pasta de papel 
Produtos químicos diversos 
- ácidos, álcalis, enxofre fundido 
- amônia, álcool 
- cloro, ureia, soda 
- sabões,etc.
15 
4. PADRÕES DIMENSIONAIS 
4.1. NORMAS ASTM 
A aplicação desta norma é feita em tubos utilizados na condução de líquidos, gases, vapores, ar comprimido, etc. Tubos esses testados por ensaio elétrico não destrutivo. 
As dimensões do diâmentro externo e da parede são tabeladas.O comprimento normal de fabricação é 6000 mm com tolerância de + ou - 120 mm, 
admitindo máximo de 10% de tubos com comprimentos menores. 
DIÃMETRO EXTERNO 
Até 48,3 mm (1.1/2) 
+ ou – 0,40 mm 
60,3 mm (2) ou maiores 
+ ou – 1% 
ESPESSURA DA PAREDE 
Espessura mínima = Espessura niminal – 12,5% 
- COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
GRAU DO AÇO 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA EM % 
Abreviatura 
C máx 
Mn Máx 
P Máx 
S Máx 
Cu Máx 
Cr Máx 
GRAU A 
0,25 
0,95 
0,05 
0,045 
0,50 
0,40 
GRAU B 
0,30 
1,20 
0,05 
0,045 
0,50 
0,40 
- PROPRIEDADES MECÂNICAS 
GRAU DO AÇO 
RESISTENCIA À TRAÇÃO (Mpa) mín 
LIMITE DE ESCOAMENTO (Mpa) mín 
ALONGAMENTO EM % mín 
GRAU A 
330 
205 
30 
GRAU B 
415 
240 
23
16 
4.2. NORMAS DIN 2394 
Esta norma é utilizada em tubos para fins mecânicos, onde é importante a exatidão 
dimensional e o aspecto da superfície. Estes são utilizados nas indústrias de autopeças,bicicletas, movéis,eletrodomésticos,etc. Normalmento o material utilizado é SAE1008/12 podendo ser utilizados outros tipos de aço, mediante a um pedido. Os tubos podem passar por ensaios elétricos não destrutivos ou ensaios hidrostáticos. Em geral os tubos são fornecidos no comprimento de 6000 +/- 120mm para comprimentos fixos, tolerâncias de ( - 0 +100mm). 
DIÂMETRO EXTERNO 
10,00 a 19,05mm 
+ ou – 0,12 
20,70 a 31,75mm 
+ ou – 0,15 
33,70 a 44,45mm 
+ ou – 0,20 
47,60 a 57,15mm 
+ ou – 0,30 
60,30 a 88,90mm 
+ ou – 0,40 
90,00 a 101,60mm 
+ ou – 0,50 
114,30 a 127,00mm 
+ ou – 0,60 
139,70 a 168,30mm 
+ ou – 1,20 
- COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
GRAU DO AÇO 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA EM % 
Abreviatura 
Similar SAE 
C máx 
Si Máx 
Mn Máx 
P Máx 
S Máx 
Al Máx 
RSt 34,2 
1008/10 
0,15 
0,30 
0,60 
0,025 
0,025 
0,2 
RSt 37,2 
1012/15 
0,17 
0,30 
0,70 
0,025 
0,025 
0,2 
St 44,2 
1020/21 
0,21 
0,30 
1,10 
0,025 
0,025 
0,2 
St 52,3 
1022 
0,22 
0,55 
1,60 
0,025 
0,025 
0,2
17 
- PROPRIEDADES MECÂNICAS 
GRAU DO AÇO 
ESTADO DE FORNECIMENTO 
Abreviatura 
Similar SAE 
BK 
GBK 
NBK 
RT Mpa mín 
A % mín 
RT Mpa mín 
A % mín 
RT Mpa mín 
LE Mpa Mín 
A % mín 
RSt 34,2 
1008/10 
330 
8 
300 
28 
310 a 410 
205 
28 
RSt 37,2 
1012/15 
390 
7 
315 
25 
340 a 470 
235 
25 
St 44,2 
1020/21 
440 
6 
390 
21 
410 a 540 
255 
21 
St 52,3 
1022 
540 
5 
490 
22 
490 a 630 
355 
22
18 
5. TRATAMENTOS 
5.1. PINTURA DAS TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS 
Todas as tubulações de aço-carbono, de aços-liga e de ferro, não enterradas e 
que não tenham isolamento térmico externo, devem obrigatoriamente receber 
algum tipo de pintura. 
A norma NB-54, da ABNT, recomenda o uso das seguintes cores para a 
identificação de tubulações: 
 verde : água. 
 brando : vapor. 
 azul : ar comprimido. 
 alumínio : combustíveis gasosos ou líquidos de baixa viscosidade. 
 preto : combustíveis e inflamáveis de alta viscosidade. 
 vermelho : sistema de combate a incêncio. 
 amarelo : gases em geral. 
 laranja : ácidos. 
 lilás : álcalis. 
 cinza-claro : vácuo. 
 castanho : outros fluidos não especificados. 
As cores de identificação podem ser pintadas na tubulação toda, ou apenas em 
faixas de espaço em espaço.
19 
5.2. PRÉ-MONTAGEM DAS PEÇAS DE TUBULAÇÃO 
Em montagens de tubulações industriais é usual fazer-se o que se denomina "pré- montagem de peças de tubulação", que consiste na montagem prévia de subconjuntos compostos de certo número de pedaços de tubo reto e de conexões (flanges, reduções, três, curvas, curvas em gomos, colares, derivações soldadas, tampões etc.). Cada um desses subconjuntos denomina-se "peça" (spool). 
A pré-montagem de peças de tubulação aplica-se às tubulações metálicas, com soldas de topo, e eventualmente às tubulações de plásticos reforçados (tubos "FRP"). Para tubulações enterradas, de qualquer material, não se faz pré-montagem, que também não é usual para tubulações de 2", ou menores. Em princípio, devem ser pré-montadas peças abrangendo a maior parte possível de todo sistema de tubulações a ser montado, para simplificar o serviço global de montagem, reduzindo ao mínimo a soldagem e montagem no local da obra. 
Antes de iniciar a pré-montagem é necessário um cuidadoso trabalho de preparação dos materiais, que consiste na verificação e classificação de todos os componentes que vão ser utilizados (tubos, flanges, conexões etc.), seguidas da limpeza externa e interna, para remover ferrugem, tintas, terra e outros materiais estranhos, e da verificação do tipo de material. 
Essa verificação consiste em determinar o tipo exato de material de cada componente utilizado, um por um, para certificar se está de acordo com o especificado no projeto. 
É fácil perceber as graves consequências que podem decorrer de um engano de materiais, e esses enganos são muito possíveis de acontecer, ainda que sejam tornados todos os cuidados no recebimento e estocagem dos materiais. Daí a necessidade dessa verificação do tipo de material em cada componente utilizado. Para evitar toda a possibilidade do uso indevido de um material no lugar de outro, recomenda-se que a verificação seja feita depois da ajustagem das peças, e imediatamente antes da soldagem.
20 
Antes de ser iniciada a montagem de qualquer sistema de tubulações devem ser - ou devem já estar - instalados sobre as suas bases todos os equipamentos ligados à rede de tubulações; vasos, tanques, reatores, trocadores de calor, bombas, compressores etc., nota-se que todos os equipamentos devem ter bases próprias, não se admitindo que fiquem pendurados ou suportados pelas tubulações. 
Todos esses equipamentos devem ser colocados em suas posições exatas, depois de alinhados e nivelados, devendo a sua locação em planta e em elevação ser cuidadosamente verificada por meio de instrumentos de topografia, corrigindo-se previamente, se necessário, qualquer erro que seja observado. É muito importante o máximo rigor e precisão nessa locação, porque os bocais desses equipamentos, onde se ligam as tubulações, servirão de pontos de partida e de orientação para toda a montagem futura dos tubos, e, assim, um pequeno desvio que haja na posição de qualquer equipamento poderá resultar em grave erro na posição das tubulações. 
Antes de ser iniciada a montagem deve ser feita a limpeza de todas as peças pré- montadas e de todos os componentes avulsos (varas de tubos, válvulas etc.) bem como a inspeção dimensional das peças pré-montadas para verificar e corrigir possíveis erros de montagem e danos durante a estocagem e transporte. 
Na montagem de tubulações e necessário que seja observado com o maior rigor possível o alinhamento entre as varas de tubo e as peças pré-montadas. 
Esse alinhamento deve ser mantido até que sejam completadas todas as soldas. 
Se todo sistema de suportes já estiver completamente pronto e perfeitamente alinhado e nivelado, o alinhamento dos tubos é relativamente fácil de ser conseguido, bastando colocar as varas de tubo e peças pré-montadas nos respectivos suportes. Mesmo assim haverá quase sempre necessidade de construção de escoramentos provisórios para a sustentação de pequenas peças que não tenham suportes próprios, ou para auxiliar a sustentação de outras peças. 
Para a montagem de tubulações com isolamento térmico, devem ainda ser colocados, sobre os suportes definitivos, calços provisórios com a altura dos patins, para que as tubulações fiquem na elevação correta.
21 
Os escoramentos provisórios devem ser seguros e bastante robustos para não fletirem com o peso das tubulações, fazendo com que fiquem fora da elevação de projeto. Esses escoramentos costumam ser feitos de madeira ou de perfis e tubos de aço; nesse ultimo caso podem ser ponteados com solda entre si ou nos tubos a sustentar, para melhorar a rigidez e segurança. 
É muito importante que em nenhuma ocasião, durante a montagem, se tenham tubos ou outras peças em posição não suportada, fazendo peso ou introduzindo momentos sobre bocais de vasos, tanques, equipamentos, válvulas etc. Esses esforços, ainda que se exerçam por pouco tempo, podem causar danos consideráveis. 
Em qualquer serviço de montagem de tubulações devem evidentemente ser observadas todas as normas de segurança para se evitar acidentes. No caso particular de obras em instalações onde existam (ou possam existir) líquidos ou gases infamáveis explosivos, ou capazes de formar misturas detonantes, devesse tomar o máximo cuidado com os riscos de incêndio e de explosão. Os serviços de solda, de maçarico, ou quaisquer outros serviços de chama aberta, só podem ser feitos depois de expressamente autorizados pelo inspetor de segurança, que dará um certificado da inexistência de condições de explosões no local, ou recomendará as precauções que forem necessárias.
22 
5.3. LIMPEZA DAS TUBULAÇÕES 
Depois de terminada a montagem deve-se fazer a limpeza interna completa das tubulações, para remover depósitos de ferrugem, pontas de elétrodos, salpicos de solda, poeiras, rebarbas e outros detritos, antes da entrada em operação do sistema. 
Essa limpeza é geralmente feita pelo bombeamento continuo de água até que a água saia completamente limpa. Por precaução adicional, colocam-se filtros provisórios de tela na entrada das bombas, compressores, medidores e outros equipamentos, para evitar a entrada de detritos, durante os primeiros períodos de operação do sistema. A água empregada na limpeza deve ser doce, limpa e não poluída; para tubulações de aços inoxidáveis deve ser exigido que a água não tenha concentração de cloretos acima de 30 ppm. 
Antes da limpeza, devem ser retiradas da tubulação as válvulas de retenção e de controle, placas de orifício, separadores de linha, e também as válvulas de segurança e de alívio; essas peças devem ser limpas em separado, e substituídas provisoriamente na tubulação, onde possível e necessário, por pedaços curtos de tubo com os extremos flangeados ("carretéis", como são chamados). 
No caso de tubulações para gases, principalmente quando de grande diâmetro, deve, ser verificado no projeto se os suportes podem resistir ao peso da tubulação cheia de água, ou se é necessária a construção de escoramentos provisórios. Nas tubulações ligadas a compressores, depois da limpeza usual com água, deve-se fazer uma segunda limpeza com ar comprimido, para remover os restos de água ou de umidade. Em casos especiais de tubulações em que, devido ao material ou ao serviço, a presença ou vestígios de água não possam ser permitidos, a limpeza devera ser feita apenas com ar comprimido. 
Em lugar da limpeza convencional acima descrita, a limpeza das tubulações também pode ser feita simplesmente por meio de um "pig" (êmbolo) especial que desliza por dentro da tubulação acionado pela pressão da água, e em cuja passagem vai carregando detritos e corpos estranhos existentes.
23 
Quando devido à natureza do serviço houver necessidade de uma limpeza mais perfeita, pode-se recorrer à limpeza mecânica e à limpeza química. A limpeza mecânica é feita por meio de escovas rotativas, elétricas ou de ar comprimido. 
Pode também ser feita manualmente, em tubos de grande diâmetro, nos quais seja possível a entrada de pessoas. A limpeza química consiste na circulação de soluções especiais de detergentes, ácidos ou soda cáustica, conforme o material do tubo e o grau de limpeza desejado. A solução química deve ser depois completamente removida por meio de água, vapor ou ar comprimido. 
As tubulações destinadas a água potável devem sofrer uma desinfecção feita com uma solução contendo no mínimo 50 mg/litro de cloro, durante pelo menos 3 horas. A desinfecção deve ser repetida até que a análise bacteriológica não acuse mais qualquer contaminação.
24 
5.3.1 PIGs 
Existem no mercado diferentes métodos de limpeza e inspeção de dutos, dentre elas, a utilização de um instrumento especial, o PIG, é considerado, hoje, o procedimento mais seguro e mais utilizado. 
PIG nada mais é que um dispositivo que é inserido no duto e que viaja livremente, dirigido pelo próprio fluxo (água, gás ou seu próprio fluído). 
Entretanto os PIGs são utilizados para outras funções além de limpeza de tubulações. Os PIGs também são utilizados no tratamento de tubulações, no monitoramento, na inspeção de falhas e corrosão. Segue abaixo algumas de suas funções: 
- Separação de produtos; 
- Limpeza os depósitos e os restos; 
- Localização de obstruções; 
- Remoção de líquidos; 
- Remoção de gás; 
- Medições da geometria da tubulação; 
- Inspeção interna; 
- Revestimento de diâmetro interno; 
- Inibição de corrosão; 
- Melhoraria da eficiência do fluxo. 
Diferentes Tipos de PIGs
25 
CONCLUSÃO 
As tubulações possuem um papel grandioso na indústria, independentemente qual seja ela, naval, automobilística, etc. Suas caracterísiticas, dimensões, composição química, são de extrema importância já que, no resultado final do trabalho, cada uma delas terá uma propriedade diferente. Após a análise de especialistas, cada tipo de tubulação terá uma finalidade. Por isso as normas devem ser seguidas a risca e seu processamento e fabricação também.
26 
REFERÊNCIAS 
TELLES, Pedro C. Silva. Tubulações Industriais: materiais, projeto, 
montagem. 10.ed. Rio de Janeiro: LTC,2003 
CPM – Programa de Certificação Pessoal de Caldeiraria – Tubulação Industrial. 
SENAI – ES. 
SLIDESHARE.NET - Tubulações industriais SENAI acessado em: 8/11/12 
Site: http://www.gruporoosevelt.com.br/montagem/jateamento-e-pintura-interna-de- tubos/ 
Acessado em: 05/11/12 
Mundo Geo. 
Disponível em: http://mundogeo.com/blog/2000/01/01/reabilitacao-de-dutos-e-omeio- ambiente/ 
Acessado em: 06/11/12 
Site: http://www.cpti.cetuc.puc-rio.br/projetos/p/17/ 
Acessado em: 08/11/12

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  • 1. ANA CAROLINA SALDANHA ANA CRISTINA VIEIRA BÁRBARA FERREIRA BRUNO NUNES TUBULAÇÕES RIO DE JANEIRO - RJ NOVEMBRO 2012
  • 2. ANA CAROLINA SALDANHA ANA CRISTINA VIEIRA BÁRBARA FERREIRA BRUNO NUNES TUBULAÇÕES RIO DE JANEIRO - RJ NOVEMBRO 2012 Trabalho realizado por Ana Carolina Saldanha, Ana Cristina Vieira, Bárbara Ferreira, Bruno Nunes, graduandos do 4° período do curso de Tecnologia em Construção Naval, para a obtenção de média na 2ª avaliação de Construção Naval I.
  • 3. SUMÁRIO RESUMO..................................................................................................................... 4 1. TUBULAÇÕES ........................................................................................................ 6 1.2 MÉTODOS DE FABRICAÇÃO DE TUBOS ..................................................... 6 1.2.1 FABRICAÇÃO DE TUBOS SEM COSTURA ............................................ 6 1.2.2 FABRICAÇÃO DE TUBOS COM COSTURA ........................................... 7 2. MATERIAIS UTILIZADOS ....................................................................................... 8 3. APLICAÇÕES ....................................................................................................... 12 4. PADRÕES DIMENSIONAIS .................................................................................. 15 4. NORMA ASTM ................................................................................................ 15 4. NORMA DIN 2394 .......................................................................................... 16 5. TRATAMENTOS ................................................................................................... 18 5.1. PINTURAS DAS TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS .......................................... 18 5.2. PRÉ-MONTAGEM DASPEÇAS DE TUBULAÇÃO...................................... 19 5.3. LIMPEZA DAS TUBULAÇÕES ................................................................... 22 5.3.1 PIG’S ....................................................................................................... 24 CONCLUSÃO ............................................................................................................ 25 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 26
  • 4. 4 RESUMO O trabalho a seguir visa explicitar, de forma breve e prática, O trabalho a seguir visa explicitar, de forma breve e prática, o uso das tubulações não só no âmbito naval,com de forma geral. Assim, serão apresentados os tipos, suas características, aplicações, etc.
  • 5. 5 1. TUBULAÇÕES Tubulações é o nome dado ao conjunto de tubos, acessórios, válvulas e dispositivos que participam de um processo em uma área ou unidade, constituindo uma de suas partes mais importantes. Eles compõem, juntamente com os equipamentos como torres, permutadores, tanques e bombas, um complexo necessário ao funcionamento de uma unidade de processo. Este é, pois, o assunto de que trataremos neste primeiro bloco de estudos. Lembramos que, devido à grande variedade dos acessórios. TUBOS Os tubos são elementos vazados, normalmente de forma cilíndrica e seção constante, utilizados no transporte de fluidos, os quais podem ser líquidos, gasosos ou mistos. Para auxiliar o deslocamento dos fluidos entre os equipamentos (vasos, torres, permutadores etc.) e para os tanques de armazenamento, ao final do processo, são utilizadas máquinas como bombas e compressores.
  • 6. 6 1.2 METODOS DE FABRICAÇÃO DE TUBOS Há duas grandes classes de fabricação de tubos: as em costura e a com costura. Vejamos, então, o que caracteriza cada um desses métodos. 1.2.1 FABRICAÇÃO DE TUBOS SEM COSTURA Diz-se que um tubo é sem costura quando ele é fabricado sem emendas longitudinais ou transversais. Os processos industriais de fabricação dos tubos sem costura são em número de quatro: fundição, forjamento, extrusão e laminação, que descreve remosa seguir. Por meio desses processos, os tubos tomam-se de qualidade superior e próprios para juntar em pressões elevadas . •Fundição O tubo é fabrica do em um molde no qual o material é despejado em estado líquido. Ao se solidificar, o tubo estará com sua forma definida. Por esse processo são fabricados tubos de ferro fundido, de barro, borrachas, concretos etc. •Forjamento É um processo de pouca aplicação, em que um lingote de aço aquecido ao rubro é martelado contra um mandril central, até que a forma e a espessura desejada seja mobtidas. Durante a martelagem, o lingote vai aumentando o comprimento. •Extrusão O material emestado pastoso é pressionado por êmbolo através de um furo de uma matriz e porforado mandril. Ao sair, ele já tem a forma de tubo. Após essa operação o tubo, ainda curto, passa por laminadores que vão dando as formas e dimensões definitivas. Por extrusão fabricam-se tubos de pequenos diâmetros, como os de alumínio, cobre, chumbo e plástico. •Laminação É o processo de fabricação mais importante dos tubos sem costura, que consiste em passar um lingote de aço aquecido a 1200°C um laminador. O lingote, ao passar entre os rolos do laminador, é prensado fortemente, ao mesmo tempo que um mandril abre um furo, transformando-o em tubo.
  • 7. 7 1.2.2 FABRICAÇÃO DE TUBOS COM COSTURA Os tubos com costura são fabricados pelos processos de soldagem, a partir de chapas enroladas. Esses tipos de tubos, apesar de possuírem menor resistência que os sem costura, são de uso mais frequente, pelo fato de terem um custo mais baixo, devido à facilidade do processo de soldagem. Por meio da soldagem os tubos podem ser fabrica dos de dois modos distintos:  enrolando uma chapa em espiral e soldando a emenda (em espiral);  enrolando (por calandragem) a chapa no sentido longitudinal e soldando a emenda (longitudinal). Dentre os processos de fabricação dos tubos soldados, a soldagem a arco elétrico é a mais utilizada. Por esse processo, o calor para produzir a fusão do metal de base (tubo)é gerado por arco elétrico produzido entre dois eletrodos, ou entre um eletrodo e a peça que está sendo soldada. A soldagem é utilizada na fabricação dos tubos e também na montagem das tubulações. Os processos de soldagem industrial são automatizados ou semi-automatizados, sendo a solda manual raramente utilizada. Dentre esses processos, os mais importantes são:  soldagem com eletrodo revestido;  soldagem com arco submerso;  soldagem com gás inerte e eletrodo de tungstênio –TIG e MIG/MAG.
  • 8. 8 2. MATERIAIS UTILIZADOS O materiais utilizados para tubulações são vários. Cada um deles é usado especificamente para um tipo de aplicação e sua escolha é extremamente complicada, até porque deve-se levar em consideração a pressão e a temperatura de trabalho o qual o mesmo será submetido. A.S.T.M (American Society for Testing and Materials) classifica mais de 500 tipos de materiais utilizados. Os principais são: TUBOS METALICOS TUBOS NÃO METÁLICOS MATERIAIS PLÁSTICOS Cimento amianto Cloreto de Poli-Vinil (PVC) Concreto armado Polietileno Barro vibrado Acrílicos Borracha Acetato de celulose Vidro Epóxi Cerâmica , porcelana, etc. Poliésteres Fenólicos FERROSOS NÃO FERROSOS Aços carbono Cobre Aços liga Latões Aços inox Cupro-Níquel Ferro fundido Alumínio Ferro forjado Níquel e ligas Ferro ligado Metal monel Ferro modular Chumbo Titânio, Zircônio
  • 9. 9 TUBOS DE AÇO COM REVESTIMENTO INTERNO DE: Zinco Materiais plásticos Elastômeros (borracha), ebonite, asfalto Concreto Vidro, porcelana, etc Na área naval, as tubulações são bastante utilizadas não somente dentro de embarcações. Existem os dutos marinhos e os Risers. A diferença entre um e outro é que os dutos marinhos são fixados ao solo marinho enquanto os risers ligam a cabeça dos poços de petróleo à uma unidade produtiva na superfície do mar. Esses risers podem ser metálicos, mas também podem ser fabricados com materiais compósitos, que é o resultados da combinação de dois ou mais materiais distintos que atuam em conjunto e mantêm suas caracterísiticas individuais.
  • 10. 10 Embora a fabricação de tubos empregue mais de 200 tipos de materiais, somente uns 40 tipos são utilizados na produção comercial. Os tubos mais usados são os de materiais ferrosos como o aço-carbono, o aço-liga e o aço inoxidável. Os tubos de ferro fundido são restritos às instalações de utilidade como de água e esgoto. O aço carbono é uma liga de ferro de carbono. A percentagem de carbono, que pode variar de 0,15 a 0,5%, determina o grau de dureza do aço. Quanto maior a percentagem de carbono na liga, maior será a dureza e também maior a dificuldade de soldagem do aço. E a soldagem é um dos processos de maior utilização na união de tubos a acessórios. Nas indústrias de processamento, principalmente nas petroquímicas e petrolíferas, os tubos de aço-carbono são os mais utilizados, devido às suas excelentes qualidades mecânicas, à boa soldabilidade e ao baixo custo. Além disso, eles podem trabalhar com água, vapor condensado, gás e óleo a pressões e temperaturas elevadas. Mas o aço-carbono também apresenta algumas restrições. Em temperaturas abaixo de 30°C, ele se torna quebradiço. E, acima de 500°C, está sujeito a deformações lentas. Outras desvantagens são abaixa resistência a fluidos e à corrosão, quando exposto a ambiente úmido. Quando é necessária a utilização de tubulações nessas situações, o projeto estabelece a utilização de aços-ligas ou inoxidáveis. Os aços- ligas e os inoxidáveis podem conter cromo, níquel, molibdênio ou titânio, dificultando a ação dos agentes que atacam o aço. Outra modalidade de defesa contra esses agentes é a utilização de tubos galvanizados, desde que os projetistas assim o determinem. No caso do alumínio, os tubos produzidos com esse material são empregados para troca de calor e os tubos de chumbo são utilizados em tubulações de esgoto sem pressão. Já os tubos de plástico têm utilização em casos de baixa temperatura e pressão, uma vez que apresentam a vantagem de serem de baixo peso, baixo custo e de grande resistência a muitos produtos corrosivos, quando comparados a materiais metálicos. Dizemos que, em geral, os plásticos substituem os metais onde eles são fortemente atacados. Os ácidos diluídos, por exemplo, não atacamos plásticos, mas afetam fortemente os metais. Já os álcalis concentrados, no entanto, atacamos plásticos, mas não afetam muitos os metais. No caso dos componentes de produtos do petróleo, por exemplo, eles podem ser conduzidos por tubos metálicos, mas nem todos por tubos plásticos.
  • 11. 11 A escolha do material empregado nos tubos está diretamente relacionada ao projeto e às características das variáveis do processo como: pressão, temperatura, vazão, viscosidade e outros. Os fatores que também influenciam na escolha dos materiais dos tubos são a segurança, as cargas mecânicas, a corrosão e os custos, entre outros.
  • 12. 12 3. APLICAÇÕES As tubulações podem ser aplicadas de várias formas na indústria.Existem as: ▪Tubulações de Processo: Tubulações cuja finalidade é o processamento na indústria, seja armazenagem ou distribuição dos fluidos. Por exemplo, as tubulações de óleos em refinarias, terminais e instalações de armazenagem ou distribuição de produtos de petróleo, tubulações de vapor em centrais termelétricas,tubulações de produtos químicos em indústrias químicas etc. ▪Tubulações de Utilidades: as tubulações em geral em todas as indústrias que se dedicam a outras atividades. As tubulações de utilidades podem servir não só ao funcionamento da indústria propriamente dita (sistemas de refrigeração, aquecimento, vapor para acionamento de máquinas etc.), como também a outras finalidades normais ou eventuais, tais como: manutenção,limpeza, combate a incêndio etc. Costumam constituir tubulações de utilidades as redes de água doce, água salgada,vapor, condensado e ar comprimido, nas indústrias em geral. Há vários outros tipos de tubulações utilizadas. Como por exemplo, as tubulações de instrumentação, de transmissão hidráulica,de drenagem,etc. Elas podem ser classificadas da seguinte forma:
  • 13. 13 As tubulações industriais podem ser classificadas quanto ao fluido que elas conduzem. ●Tubulações para Água: Água doce - Água potável; - Água para alimentação de Caldeiras - Água; Água salgada Água de incêndio Água de irrigação ●Tubulações para Vapor: Vapor superaquecido Vapor exausto Vapor saturado Condensado ●Tubulações para Óleo: Petróleo Cru Produtos intermediários e finais de petróleo Óleos vegetais Óleos hidráulicos ●Tubulações para Ar: Ar comprimido industrial Ar comprimido de instrumentação ●Tubulações para Gases: Gás de iluminação Gás natural Gás de petróleo, Gás de síntese Gás de alto-forno Co2, Hidrogênio,oxigênio, etc.
  • 14. 14 ●Tubulações para Drenagem e Esgotos: Esgoto pluvial, lama de drenagem Esgoto industrial Esgoto sanitário Gases residuais Drenagem de emergência ●Tubulações para Fluidos Diversos: Produtos alimentares - bebidas; - xaropes; - óleos e gorduras comestíveis; Produtos petroquímicos Tintas,resinas, vernizes, solventes, etc. Misturas refrigerantes Pasta de papel Produtos químicos diversos - ácidos, álcalis, enxofre fundido - amônia, álcool - cloro, ureia, soda - sabões,etc.
  • 15. 15 4. PADRÕES DIMENSIONAIS 4.1. NORMAS ASTM A aplicação desta norma é feita em tubos utilizados na condução de líquidos, gases, vapores, ar comprimido, etc. Tubos esses testados por ensaio elétrico não destrutivo. As dimensões do diâmentro externo e da parede são tabeladas.O comprimento normal de fabricação é 6000 mm com tolerância de + ou - 120 mm, admitindo máximo de 10% de tubos com comprimentos menores. DIÃMETRO EXTERNO Até 48,3 mm (1.1/2) + ou – 0,40 mm 60,3 mm (2) ou maiores + ou – 1% ESPESSURA DA PAREDE Espessura mínima = Espessura niminal – 12,5% - COMPOSIÇÃO QUÍMICA GRAU DO AÇO COMPOSIÇÃO QUÍMICA EM % Abreviatura C máx Mn Máx P Máx S Máx Cu Máx Cr Máx GRAU A 0,25 0,95 0,05 0,045 0,50 0,40 GRAU B 0,30 1,20 0,05 0,045 0,50 0,40 - PROPRIEDADES MECÂNICAS GRAU DO AÇO RESISTENCIA À TRAÇÃO (Mpa) mín LIMITE DE ESCOAMENTO (Mpa) mín ALONGAMENTO EM % mín GRAU A 330 205 30 GRAU B 415 240 23
  • 16. 16 4.2. NORMAS DIN 2394 Esta norma é utilizada em tubos para fins mecânicos, onde é importante a exatidão dimensional e o aspecto da superfície. Estes são utilizados nas indústrias de autopeças,bicicletas, movéis,eletrodomésticos,etc. Normalmento o material utilizado é SAE1008/12 podendo ser utilizados outros tipos de aço, mediante a um pedido. Os tubos podem passar por ensaios elétricos não destrutivos ou ensaios hidrostáticos. Em geral os tubos são fornecidos no comprimento de 6000 +/- 120mm para comprimentos fixos, tolerâncias de ( - 0 +100mm). DIÂMETRO EXTERNO 10,00 a 19,05mm + ou – 0,12 20,70 a 31,75mm + ou – 0,15 33,70 a 44,45mm + ou – 0,20 47,60 a 57,15mm + ou – 0,30 60,30 a 88,90mm + ou – 0,40 90,00 a 101,60mm + ou – 0,50 114,30 a 127,00mm + ou – 0,60 139,70 a 168,30mm + ou – 1,20 - COMPOSIÇÃO QUÍMICA GRAU DO AÇO COMPOSIÇÃO QUÍMICA EM % Abreviatura Similar SAE C máx Si Máx Mn Máx P Máx S Máx Al Máx RSt 34,2 1008/10 0,15 0,30 0,60 0,025 0,025 0,2 RSt 37,2 1012/15 0,17 0,30 0,70 0,025 0,025 0,2 St 44,2 1020/21 0,21 0,30 1,10 0,025 0,025 0,2 St 52,3 1022 0,22 0,55 1,60 0,025 0,025 0,2
  • 17. 17 - PROPRIEDADES MECÂNICAS GRAU DO AÇO ESTADO DE FORNECIMENTO Abreviatura Similar SAE BK GBK NBK RT Mpa mín A % mín RT Mpa mín A % mín RT Mpa mín LE Mpa Mín A % mín RSt 34,2 1008/10 330 8 300 28 310 a 410 205 28 RSt 37,2 1012/15 390 7 315 25 340 a 470 235 25 St 44,2 1020/21 440 6 390 21 410 a 540 255 21 St 52,3 1022 540 5 490 22 490 a 630 355 22
  • 18. 18 5. TRATAMENTOS 5.1. PINTURA DAS TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS Todas as tubulações de aço-carbono, de aços-liga e de ferro, não enterradas e que não tenham isolamento térmico externo, devem obrigatoriamente receber algum tipo de pintura. A norma NB-54, da ABNT, recomenda o uso das seguintes cores para a identificação de tubulações:  verde : água.  brando : vapor.  azul : ar comprimido.  alumínio : combustíveis gasosos ou líquidos de baixa viscosidade.  preto : combustíveis e inflamáveis de alta viscosidade.  vermelho : sistema de combate a incêncio.  amarelo : gases em geral.  laranja : ácidos.  lilás : álcalis.  cinza-claro : vácuo.  castanho : outros fluidos não especificados. As cores de identificação podem ser pintadas na tubulação toda, ou apenas em faixas de espaço em espaço.
  • 19. 19 5.2. PRÉ-MONTAGEM DAS PEÇAS DE TUBULAÇÃO Em montagens de tubulações industriais é usual fazer-se o que se denomina "pré- montagem de peças de tubulação", que consiste na montagem prévia de subconjuntos compostos de certo número de pedaços de tubo reto e de conexões (flanges, reduções, três, curvas, curvas em gomos, colares, derivações soldadas, tampões etc.). Cada um desses subconjuntos denomina-se "peça" (spool). A pré-montagem de peças de tubulação aplica-se às tubulações metálicas, com soldas de topo, e eventualmente às tubulações de plásticos reforçados (tubos "FRP"). Para tubulações enterradas, de qualquer material, não se faz pré-montagem, que também não é usual para tubulações de 2", ou menores. Em princípio, devem ser pré-montadas peças abrangendo a maior parte possível de todo sistema de tubulações a ser montado, para simplificar o serviço global de montagem, reduzindo ao mínimo a soldagem e montagem no local da obra. Antes de iniciar a pré-montagem é necessário um cuidadoso trabalho de preparação dos materiais, que consiste na verificação e classificação de todos os componentes que vão ser utilizados (tubos, flanges, conexões etc.), seguidas da limpeza externa e interna, para remover ferrugem, tintas, terra e outros materiais estranhos, e da verificação do tipo de material. Essa verificação consiste em determinar o tipo exato de material de cada componente utilizado, um por um, para certificar se está de acordo com o especificado no projeto. É fácil perceber as graves consequências que podem decorrer de um engano de materiais, e esses enganos são muito possíveis de acontecer, ainda que sejam tornados todos os cuidados no recebimento e estocagem dos materiais. Daí a necessidade dessa verificação do tipo de material em cada componente utilizado. Para evitar toda a possibilidade do uso indevido de um material no lugar de outro, recomenda-se que a verificação seja feita depois da ajustagem das peças, e imediatamente antes da soldagem.
  • 20. 20 Antes de ser iniciada a montagem de qualquer sistema de tubulações devem ser - ou devem já estar - instalados sobre as suas bases todos os equipamentos ligados à rede de tubulações; vasos, tanques, reatores, trocadores de calor, bombas, compressores etc., nota-se que todos os equipamentos devem ter bases próprias, não se admitindo que fiquem pendurados ou suportados pelas tubulações. Todos esses equipamentos devem ser colocados em suas posições exatas, depois de alinhados e nivelados, devendo a sua locação em planta e em elevação ser cuidadosamente verificada por meio de instrumentos de topografia, corrigindo-se previamente, se necessário, qualquer erro que seja observado. É muito importante o máximo rigor e precisão nessa locação, porque os bocais desses equipamentos, onde se ligam as tubulações, servirão de pontos de partida e de orientação para toda a montagem futura dos tubos, e, assim, um pequeno desvio que haja na posição de qualquer equipamento poderá resultar em grave erro na posição das tubulações. Antes de ser iniciada a montagem deve ser feita a limpeza de todas as peças pré- montadas e de todos os componentes avulsos (varas de tubos, válvulas etc.) bem como a inspeção dimensional das peças pré-montadas para verificar e corrigir possíveis erros de montagem e danos durante a estocagem e transporte. Na montagem de tubulações e necessário que seja observado com o maior rigor possível o alinhamento entre as varas de tubo e as peças pré-montadas. Esse alinhamento deve ser mantido até que sejam completadas todas as soldas. Se todo sistema de suportes já estiver completamente pronto e perfeitamente alinhado e nivelado, o alinhamento dos tubos é relativamente fácil de ser conseguido, bastando colocar as varas de tubo e peças pré-montadas nos respectivos suportes. Mesmo assim haverá quase sempre necessidade de construção de escoramentos provisórios para a sustentação de pequenas peças que não tenham suportes próprios, ou para auxiliar a sustentação de outras peças. Para a montagem de tubulações com isolamento térmico, devem ainda ser colocados, sobre os suportes definitivos, calços provisórios com a altura dos patins, para que as tubulações fiquem na elevação correta.
  • 21. 21 Os escoramentos provisórios devem ser seguros e bastante robustos para não fletirem com o peso das tubulações, fazendo com que fiquem fora da elevação de projeto. Esses escoramentos costumam ser feitos de madeira ou de perfis e tubos de aço; nesse ultimo caso podem ser ponteados com solda entre si ou nos tubos a sustentar, para melhorar a rigidez e segurança. É muito importante que em nenhuma ocasião, durante a montagem, se tenham tubos ou outras peças em posição não suportada, fazendo peso ou introduzindo momentos sobre bocais de vasos, tanques, equipamentos, válvulas etc. Esses esforços, ainda que se exerçam por pouco tempo, podem causar danos consideráveis. Em qualquer serviço de montagem de tubulações devem evidentemente ser observadas todas as normas de segurança para se evitar acidentes. No caso particular de obras em instalações onde existam (ou possam existir) líquidos ou gases infamáveis explosivos, ou capazes de formar misturas detonantes, devesse tomar o máximo cuidado com os riscos de incêndio e de explosão. Os serviços de solda, de maçarico, ou quaisquer outros serviços de chama aberta, só podem ser feitos depois de expressamente autorizados pelo inspetor de segurança, que dará um certificado da inexistência de condições de explosões no local, ou recomendará as precauções que forem necessárias.
  • 22. 22 5.3. LIMPEZA DAS TUBULAÇÕES Depois de terminada a montagem deve-se fazer a limpeza interna completa das tubulações, para remover depósitos de ferrugem, pontas de elétrodos, salpicos de solda, poeiras, rebarbas e outros detritos, antes da entrada em operação do sistema. Essa limpeza é geralmente feita pelo bombeamento continuo de água até que a água saia completamente limpa. Por precaução adicional, colocam-se filtros provisórios de tela na entrada das bombas, compressores, medidores e outros equipamentos, para evitar a entrada de detritos, durante os primeiros períodos de operação do sistema. A água empregada na limpeza deve ser doce, limpa e não poluída; para tubulações de aços inoxidáveis deve ser exigido que a água não tenha concentração de cloretos acima de 30 ppm. Antes da limpeza, devem ser retiradas da tubulação as válvulas de retenção e de controle, placas de orifício, separadores de linha, e também as válvulas de segurança e de alívio; essas peças devem ser limpas em separado, e substituídas provisoriamente na tubulação, onde possível e necessário, por pedaços curtos de tubo com os extremos flangeados ("carretéis", como são chamados). No caso de tubulações para gases, principalmente quando de grande diâmetro, deve, ser verificado no projeto se os suportes podem resistir ao peso da tubulação cheia de água, ou se é necessária a construção de escoramentos provisórios. Nas tubulações ligadas a compressores, depois da limpeza usual com água, deve-se fazer uma segunda limpeza com ar comprimido, para remover os restos de água ou de umidade. Em casos especiais de tubulações em que, devido ao material ou ao serviço, a presença ou vestígios de água não possam ser permitidos, a limpeza devera ser feita apenas com ar comprimido. Em lugar da limpeza convencional acima descrita, a limpeza das tubulações também pode ser feita simplesmente por meio de um "pig" (êmbolo) especial que desliza por dentro da tubulação acionado pela pressão da água, e em cuja passagem vai carregando detritos e corpos estranhos existentes.
  • 23. 23 Quando devido à natureza do serviço houver necessidade de uma limpeza mais perfeita, pode-se recorrer à limpeza mecânica e à limpeza química. A limpeza mecânica é feita por meio de escovas rotativas, elétricas ou de ar comprimido. Pode também ser feita manualmente, em tubos de grande diâmetro, nos quais seja possível a entrada de pessoas. A limpeza química consiste na circulação de soluções especiais de detergentes, ácidos ou soda cáustica, conforme o material do tubo e o grau de limpeza desejado. A solução química deve ser depois completamente removida por meio de água, vapor ou ar comprimido. As tubulações destinadas a água potável devem sofrer uma desinfecção feita com uma solução contendo no mínimo 50 mg/litro de cloro, durante pelo menos 3 horas. A desinfecção deve ser repetida até que a análise bacteriológica não acuse mais qualquer contaminação.
  • 24. 24 5.3.1 PIGs Existem no mercado diferentes métodos de limpeza e inspeção de dutos, dentre elas, a utilização de um instrumento especial, o PIG, é considerado, hoje, o procedimento mais seguro e mais utilizado. PIG nada mais é que um dispositivo que é inserido no duto e que viaja livremente, dirigido pelo próprio fluxo (água, gás ou seu próprio fluído). Entretanto os PIGs são utilizados para outras funções além de limpeza de tubulações. Os PIGs também são utilizados no tratamento de tubulações, no monitoramento, na inspeção de falhas e corrosão. Segue abaixo algumas de suas funções: - Separação de produtos; - Limpeza os depósitos e os restos; - Localização de obstruções; - Remoção de líquidos; - Remoção de gás; - Medições da geometria da tubulação; - Inspeção interna; - Revestimento de diâmetro interno; - Inibição de corrosão; - Melhoraria da eficiência do fluxo. Diferentes Tipos de PIGs
  • 25. 25 CONCLUSÃO As tubulações possuem um papel grandioso na indústria, independentemente qual seja ela, naval, automobilística, etc. Suas caracterísiticas, dimensões, composição química, são de extrema importância já que, no resultado final do trabalho, cada uma delas terá uma propriedade diferente. Após a análise de especialistas, cada tipo de tubulação terá uma finalidade. Por isso as normas devem ser seguidas a risca e seu processamento e fabricação também.
  • 26. 26 REFERÊNCIAS TELLES, Pedro C. Silva. Tubulações Industriais: materiais, projeto, montagem. 10.ed. Rio de Janeiro: LTC,2003 CPM – Programa de Certificação Pessoal de Caldeiraria – Tubulação Industrial. SENAI – ES. SLIDESHARE.NET - Tubulações industriais SENAI acessado em: 8/11/12 Site: http://www.gruporoosevelt.com.br/montagem/jateamento-e-pintura-interna-de- tubos/ Acessado em: 05/11/12 Mundo Geo. Disponível em: http://mundogeo.com/blog/2000/01/01/reabilitacao-de-dutos-e-omeio- ambiente/ Acessado em: 06/11/12 Site: http://www.cpti.cetuc.puc-rio.br/projetos/p/17/ Acessado em: 08/11/12