JUNTAS
INDUSTRIAIS




 JOSÉ CARLOS VEIGA



                     4ª Edição
                     4ªEdição
JOSÉ CARLOS VEIGA




  JUNTAS
INDUSTRIAIS
       4 a Edição




           1
©
                 José Carlos Veiga, 2003

            Reservam-se os direitos desta à
              José Carlos Carvalho Veiga
           Av. Martin Luther King Jr., 8939
            21530-010 Rio de Janeiro - RJ
          Impresso no Brasil / Printed in Brazil

Obra Registrada sob o número 173.856 Livro 293 Folha 3
 Fundação Biblioteca Nacional – Ministério da Cultura

                           Capa
                     Alexandre Sampaio

                          Desenhos
                    Altevir Barbosa Vidal

                        Gráfica
        Brasilform Chesterman Indústria Gráfica
       Tiragem desta impressão: 3000 exemplares

                     Edições Anteriores
                     Língua Portuguêsa
            1a Edição, 1989 – 3000 exemplares
            2 a Edição, 1993 – 3000 exemplares
   3 a Edição, 1999 – 1000 exemplares (1 a impressão)
    3 a Edição, 1999 – 1000 exemplares (2 a impressão)

                       Língua Inglesa
           1a Edição, 1994 – 10000 exemplares
            2a Edição, 1999 – 3000 exemplares
            3a Edição, 2003 – 3000 exemplares

                   Língua Espanhola
           1a Edição, 2003 – 2000 exemplares


Veiga, José Carlos
Juntas Industriais / José Carlos Veiga – 4a Edição – Rio de Janeiro, RJ :
Abril, 2003.

Dados bibibliográficos do autor.
Bibliografia.
Livro publicado com apoio de Teadit Industria e Comércio Ltda.
1. Juntas (Engenharia). 2. Juntas Industriais (Mecânica). I Título




                             2
Para a minha esposa
       MARIA ODETE




3
AGRADECIMENTO

     Agradeço ao
   Grupo TEADIT
cujo apoio tem sido
imprescindível para a
 contínua atualização
      desta obra.


                        4
Prefácio
        A idéia desta publicação surgiu, por acaso, ao final de uma palestra técnica
que estávamos ministrando em um cliente, quando um dos participantes nos perguntou
porque não organizávamos todas as informações e os exemplos que tínhamos
apresentado em um livro, pois não havia conseguido encontrar nenhum material
publicado de pesquisa sobre o tema.

         Decidimos então compilar e ordenar todos os conhecimentos que o nosso
corpo técnico detinha, através dos resultados das aplicações dos nossos produtos nos
clientes e da analise técnica dos dados de laboratório da nossa Engenharia de Aplicação,
estabelecendo assim uma correlação precisa entre a teoria e a prática.


        Examinamos também a evolução da tecnologia de vedação de fluídos na
condição privilegiada de fabricante, presente há mais de 50 anos nesse mercado e de
membro efetivo das principais organizações mundiais do setor (FSA - Fluid Sealing
Association, ESA - European Sealing Association, ASTM, entre outras), amalgamando
desta forma a experiência do passado com os dados e as tendências de hoje.


        Procuramos transmitir aqui nossa visão técnica comprometida com a busca
constante da inovação, pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, em busca
das melhores soluções para as necessidades de vedação dos nossos clientes, que, ao
longo destes anos, nos brindaram com sua preferência.


        Os assuntos contidos neste livro foram dispostos de modo a facilitar sua
consulta, criando um conjunto de informações que possa ser útil aos técnicos da
indústria em geral, dos escritórios e institutos de engenharia, universidades e outros,
tentando responder a grande maioria dos quesitos que ocorrem no seu dia-a-dia.


Grupo TEADIT




                                           5
6
SUMÁRIO




Capítulo 1 – Introdução .................................................................. 11

Capítulo 2 – Projeto ..................................................................... 13
1.    Vazamento .................................................................................. 13
2.    Vedação ...................................................................................... 14
3.    Forças em uma União Flangeada ................................................ 14
4.    Código ASME ............................................................................ 15
5.    Simbologia ................................................................................. 20
6.    Cálculo do Torque de Aperto dos Parafusos ................................ 21
7.    Acabamento Superficial.............................................................. 23
8.    Paralelismo da Superfície de Vedação ......................................... 25
9.    Planicidade da Superfície de Vedação ......................................... 27
10.   Tipos de Flanges ......................................................................... 27
11.   As Novas Constantes de Juntas ................................................... 30
12.   Esmagamento Máximo ............................................................... 41


Capítulo 3 – Materiais para Juntas Não-Metálicas .................. 45
1.    Critérios de Seleção .................................................................... 45
2.    Fator P x T ou Fator de Serviço .................................................. 46
3.    Papelão Hidráulico ..................................................................... 46
4.    Politetrafluoretileno – PTFE ....................................................... 47
5.    Grafite Flexível – Graflex ® . ....................................................... 47
6.    Elastômeros ................................................................................ 49
7.    Fibra Celulose ............................................................................ 51
8.    Cortiça ........................................................................................ 51
9.    Tecidos e Fitas ............................................................................ 51



                                                      7
10.   Papelão de Amianto .............................................................. 52
11.   Papelão Isolit HT® . ............................................................... 53
12.   Fibra Cerâmica ..................................................................... 53
13.   Beater Addition .................................................................... 53
14.   Papelão Teaplac® . ................................................................. 53

Capítulo 4 – Juntas em Papelão Hidráulico ................................ 63

 1.   Papelões Hidráulicos Teadit ................................................. 63
 2.   Composição e Características ............................................... 63
 3.   Projeto de Juntas com Papelão Hidráulico ............................ 66
 4.   Juntas de Grandes Dimensões ............................................... 69
 5.   Espessura ............................................................................. 71
 6.   Força de Aperto dos Parafusos .............................................. 71
 7.   Acabamento das Juntas ......................................................... 71
 8.   Acabamento das Superfícies de Vedação dos Flanges ........... 71
 9.   Armazenamento ................................................................... 72
10.   Papelões Hidráulicos Teadit Sem Amianto ............................ 72
11.   Papelões Hidráulicos Teadit Com Amianto ........................... 76

Capítulo 5 – Juntas em PTFE ........................................................ 95
 1.   Politetrafluoretileno – PTFE ................................................. 95
 2.   Tipos de Placas PTFE ........................................................... 95
 3.   TELON* - Placas de PTFE Aditivado .................................. 96
 4.   Quinflex® - PTFE Expandido ................................................ 103
 5.   Juntas Tipo 933 Envelopadas em PTFE ................................ 107

Capítulo 6 – Materiais para Juntas Metálicas ............................ 123
 1    Considerações Iniciais .......................................................... 123
 2    Aço Carbono ........................................................................ 124
 3    Aço Inoxidável AISI 304 ...................................................... 124
 4    Aço Inoxidável AISI 304L ................................................... 124
 5    Aço Inoxidável AISI 316 ...................................................... 124
 6    Aço Inoxidável AISI 316L ................................................... 124
 7    Aço Inoxidável AISI 321 ...................................................... 124
 8    Aço Inoxidável AISI 347 ...................................................... 125
 9    Monel................................................................................... 125
10    Níquel 200 ............................................................................ 125
11    Cobre ................................................................................... 125
                                                    8
12 Alumínio ............................................................................... 125
13 Inconel................................................................................... 125
14 Titânio ................................................................................... 125

Capítulo 7 –Juntas Metalflex® . .......................................................135
 1    O que é uma Junta Metalflex®. ............................................... 135
 2    Materiais ................................................................................ 136
 3    Densidade .............................................................................. 138
 4    Dimensionamento .................................................................. 138
 5    Espessura ............................................................................... 139
 6    Limitações Dimensionais e de Espessura ............................... 139
 7    Tolerâncias de Fabricação ...................................................... 140
 8    Acabamento das Superfícies de Vedação ................................ 140
 9    Pressão de Esmagamento ....................................................... 141
10    Tipos ..................................................................................... 141
11    Juntas Tipo 911 ...................................................................... 141
12    Juntas de Acordo com a Norma ASME B16.20 ...................... 144
13    Juntas Tipo 913 – Apêndice E ASME B.16.5 ........................ 148
14    Outras Normas ....................................................................... 148
15    Dimensionamento de Juntas Tipo 913 Especiais .................... 148
16    Juntas Tipo 912 ...................................................................... 150
17    Juntas Tipo 914 ...................................................................... 151

Capítulo 8 –Juntas Metalbest® . ......................................................169
 1    O que é uma Junta Metalbest ®. .............................................. 169
 2    Metais .................................................................................... 170
 3    Enchimento............................................................................ 170
 4    Dimensionamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ............... 170
 5    Principais Tipos e Aplicações ................................................ 170
 6    Juntas para Trocadores de Calor ............................................. 173
 7    Juntas Tipo 927 para Trocadores de Calor .............................. 179

Capítulo 9 –Juntas Metálicas ..........................................................183
 1    Definição............................................................................... 183
 2    Juntas Metálicas Planas .......................................................... 183
 3    Materiais ................................................................................ 184
 4    Acabamento da Superfície de Vedação ................................... 184
 5    Tipos de Juntas Metálicas Planas ........................................... 184
 6    Ring Joints ............................................................................. 188
                                                      9
Capítulo 10 –Juntas Camprofile ................................................... 203
 1    Introdução ............................................................................. 203
 2    Materiais ............................................................................... 205
 3    Limites de Operação .............................................................. 205
 4    Cálculo do Aperto.................................................................. 206
 5    Exemplo de Aplicação ........................................................... 206
 6    Acabamento Superficial......................................................... 209
 7    Dimensionamento.................................................................. 209
 8    Formatos ............................................................................... 210
 9    Juntas Camprofile para Flanges ASME B16.5........................ 210

Capítulo 11 –Juntas para Isolamento Elétrico .......................... 215
 1    Corrosão Eletroquímica ......................................................... 215
 2    Proteção Catódica .................................................................. 217
 3    Sistema de Isolamento de Flanges .......................................... 217
 4    Especificação do Material das Juntas ..................................... 221

Capítulo 12 –Instalação e Emissões Fugitivas ........................... 223
 1    Procedimento de Instalação ................................................... 223
 2    Aplicação do Aperto .............................................................. 224
 3    Tensões Admissíveis nos Parafusos ........................................ 224
 4    Causas de Vazamentos ........................................................... 225
 5    Flanges Separados, Inclinados ou Desalinhados ..................... 225
 6    Carga Constante ..................................................................... 226
 7    Emissões Fugitivas ................................................................ 229

Capítulo 13 –Fatores de Conversão ............................................. 235

Bibliografia ........................................................................................ 237




                                                    10
CAPÍTULO

                                                                                   1

                                                       INTRODUÇÃO




         Este livro foi preparado para permitir um melhor projeto e aplicação de
juntas industriais. O seu sucesso em diversos países e, especialmente, no Brasil, o
tornou uma referência para quem está envolvido com Juntas Industriais. Esta Quarta
Edição, revista e ampliada, incorpora os muitos avanços na tecnologia de juntas
ocorridos desde a publicação da edição anterior..
         Ao analisar vazamentos, que, à primeira vista, são causados por deficiência das
juntas, verifica-se, após uma análise mais cuidadosa, que pouca atenção foi dada a
detalhes como:
         · Projeto dos flanges e da junta.
         · Seleção correta dos materiais da junta.
         · Procedimentos de instalação.
         Os grandes problemas enfrentados nas indústrias, como explosões, incêndios
e poluição ambiental, causados por vazamentos, podem ser evitados com projeto e
aplicação correta das juntas. Nos últimos anos os limites toleráveis de emissões
fugitivas estão sendo reduzidos obrigando as indústrias a adotar procedimentos de
controle cada vez mais rigorosos.
         O objetivo deste livro é ajudar a prevenir estes acidentes, propiciando um
maior conhecimento de juntas industriais, especialmente as juntas em Papelão
Hidráulico e as espiraladas Metalflex®, sem dúvida as mais usadas em aplicações
industriais.
         As condições existentes nas indústrias brasileiras foram cuidadosamente
consideradas. Materiais e tipos de juntas não disponíveis ou difíceis de encontrar
foram preteridos, enfocando-se, principalmente, aqueles mais comuns e de larga
aplicação.




                                          11
Este livro está dividido em capítulos que cobrem os seguintes temas:
          • Projeto e as Novas Constantes de Juntas.
          • Materiais para Juntas Não-Metálicas.
          • Juntas em Papelão Hidráulico.
          • Juntas em PTFE.
          • Materiais para Juntas Metálicas.
          • Juntas Metalflex®.
          • Juntas Metalbest®.
          • Juntas Metálicas.
          • Juntas Camprofile
          • Juntas para Isolamento de Flanges.
          • Instalação e Emissões Fugitivas.
          • Fatores de conversão.

           As principais modificações desta Quarta Edição são:
         • Ampliação do capítulo sobre juntas em PTFE com informações e teste
           com juntas de PTFE Aditivado Tealon®.
         • Adição da Seção 9 no Capítulo 10 sobre as juntas Camprofile para flanges
            ASME B16.5.
         • Em todos os capítulos as tabelas foram atualizadas e adicionadas.

          O autor deseja receber comentários e sugestões que podem ser enviados
para Av. Martin Luther King Jr., 8939, 21530-010, Rio de Janeiro - RJ




                                        12
CAPÍTULO

                                                                                 2

                                                                PROJETO



1. VAZAMENTO

         Partindo do princípio da inexistência do “vazamento zero”, se uma junta está
ou não vazando depende do método de medição ou do critério usado. Em certas
aplicações, o índice de vazamento máximo pode ser, por exemplo, até uma gota de
água por segundo. Em outras, pode ser o não aparecimento de bolhas de sabão
quando o equipamento estiver submetido a uma determinada pressão. Condições mais
rigorosas podem até exigir testes com espectrômetros de massa.
         No estabelecimento de critério para medir o vazamento máximo admissível
deve-se considerar:
           • Fluido a ser vedado.
           • Impacto para o meio ambiente, se o fluido escapar para a atmosfera.
           • Perigo de incêndio ou explosão.
           • Limites de Emissões Fugitivas.
           • Outros fatores relevantes em cada situação.
         Em aplicações industriais, é comum definir como “vazamento zero” um
vazamento de hélio entre 10-4 e 10-8 cm3/seg. O Centro Espacial Johnson (NASA), em
Houston, Texas, estabelece o valor de 1.4 X 10 -3 cm/seg de N2 a 300 psig e
temperatura ambiente. Como referência, podemos estabelecer que uma gota de fluido
tem um volume médio de 0.05cm3. Serão, portanto, necessárias 20 gotas para fazer
1cm3. Este é um valor de referência muito útil para estabelecer o vazamento máximo
tolerado em aplicações industriais.
         Com o advento do controle de Emissões Fugitivas estabeleceu-se inicialmente
o limite de 500 ppm (partes por milhão) como o valor máximo admissível de
vazamento para flanges. Este valor está sendo questionado como muito elevado e
algumas organizações de controle do meio ambiente estão limitando a 100 ppm.
         A taxa de vazamento é um conceito relativo e, em situações críticas, deve ser
criteriosamente estabelecida.


                                         13
2. VEDAÇÃO

      Se fosse econômica e tecnicamente viável a fabricação de flanges com
superfícies planas e perfeitamente lapidadas, e se conseguíssemos manter estas
superfícies em contato permanente, não necessitaríamos de juntas. Esta
impossibilidade econômica e técnica é causada por:
           • Tamanho do vaso e/ou dos flanges.
           • Dificuldade em manter estas superfícies extremamente lisas durante o
manuseio e/ou montagem do vaso ou tubulação.
           • Corrosão ou erosão com o tempo das superfícies de vedação.

      Para contornar esta dificuldade, as juntas são utilizadas como elemento de
vedação. Uma junta, ao ser apertada contra as superfícies dos flanges preenche as
imperfeições entre elas, proporcionando a vedação. Portanto, para conseguirmos uma
vedação satisfatória, quatro fatores devem ser considerados:

           •   Força de esmagamento inicial: devemos prover uma forma
               adequada de esmagar a junta, de modo que ela preencha as
               imperfeições dos flanges. A pressão mínima de esmagamento é
               normalizada pela ASME (American Society of Mechanical
               Engineers) e será mostrada adiante. Esta força de esmagamento
               deve ser limitada para não destruir a junta por esmagamento
               excessivo.
           •   Força de vedação: deve haver uma pressão residual sobre a junta,
               de modo a mantê-la em contato com as superfícies dos flanges,
               evitando vazamentos.
           •   Seleção dos materiais: os materiais da junta devem resistir às
               pressões às quais a junta vai ser submetida e ao fluido vedado. A
               correta seleção de materiais será mostrada ao longo deste livro.
           •   Acabamento superficial: para cada tipo de junta e/ou material
               existe um acabamento recomendado para as superfícies de vedação.
               O desconhecimento destes valores é uma das principais causas de
               vazamentos.

3. FORÇAS EM UMA UNIÃO FLANGEADA

A figura 2.1 mostra as principais forças em uma união flangeada.

           •   Força radial: é originada pela pressão interna e tende a expulsar a
               junta.
           •   Força de separação: é também originada pela pressão interna e
               tende a separar os flanges.
           •   Força dos parafusos: é a força total exercida pelo aperto dos parafusos.



                                          14
• Carga do flange: é a força que comprime os flanges contra a junta.
              Inicialmente é igual à força dos parafusos, após a pressurização do
              sistema é igual à força dos parafusos menos a força de separação




                                      Figura 2.1

        A força dos parafusos, aplicada inicialmente sobre a junta, além de esmagá-la,
deve:
            • compensar a força de separação causada pela pressão interna.
            • ser suficiente para manter uma pressão residual sobre a junta,
              evitando o vazamento do fluido.

       Do ponto de vista prático, a pressão residual deve ser “x” vezes a pressão
interna, de modo a manter a vedação. Este valor de “x” é conhecido como fator “m”
no Código ASME e varia em função do tipo de junta. O valor de “m” é a razão entre a
pressão residual (força dos parafusos menos a força de separação) sobre a junta e a
pressão interna do sistema. Quanto maior o valor de “m”, maior será a segurança do
sistema contra vazamentos.


4. CÓDIGO ASME

       O Capítulo 8 do Código ASME (American Society of Mechanical Engineers)
estabelece os critérios para o projeto de juntas e os valores de “m” (fator da junta) e
de “y” (pressão mínima de esmagamento). Estes valores não são obrigatórios, mas se
baseiam em resultados de aplicações práticas bem sucedidas. O projetista tem a
liberdade de usar valores diferentes, sempre que os dados disponíveis indiquem esta
necessidade.

                                          15
O Apêndice II, do mesmo capítulo, requer que o cálculo de uma união
flangeada com aperto por parafusos seja feito para duas condições independentes: de
operação e de esmagamento.

       Nota: o procedimento de cálculo a seguir deve ser usado sempre em unidades
inglesas de medida.


4.1 CONDIÇÕES OPERACIONAIS

       Esta condição determina uma força mínima, pela equação:

       W m 1 = (π G2 P / 4 ) + (2 b π G m P) (eq. 2.1)

       Esta equação estabelece que a força mínima dos parafusos necessária para as
condições operacionais é igual à soma da força de pressão mais uma carga residual
sobre a junta vezes um fator e vezes a pressão interna. Ou, interpretando de outra
maneira, esta equação estabelece que a força mínima dos parafusos deve ser tal que
sempre exista uma pressão residual sobre a junta maior que a pressão interna do
fluido. O Código ASME sugere os valores mínimos do fator “m” para os diversos
tipos de juntas, como mostrado na Tabela 2.1.


4.2.   ESMAGAMENTO

      A segunda condição determina uma força mínima de esmagamento da junta,
sem levar em conta a pressão de trabalho. Esta força é calculada pela fórmula:

       W m 2 = π b G y (eq. 2.2)

onde “b” é definido como a largura efetiva da junta e “y” é o valor da pressão mínima
de esmagamento, obtida na Tabela 2.1. O valor de “b” é calculado por:

       b = b0, quando b0 for igual ou menor 6.4 mm (1/4")

ou

                        0.5
       b = 0.5 ( b0 )         quando b0 for maior que 6.4 mm (1/4")

       O Código ASME também define como calcular b 0 em função da face do
flange, como mostrado nas Tabelas 2.1 e 2.2.


4.3.   ÁREA DOS PARAFUSOS

Em seguida, deve-se calcular a área mínima dos parafusos A m :


                                              16
A m 1 = (W m 1) / Sb (eq. 2.3)

            A m 2 = (W m 2) / Sa (eq. 2.4)

onde S b é a tensão máxima admissível, nos parafusos na temperatura de operação, e Sa
é a tensão máxima admissível nos parafusos na temperatura ambiente. O valor de A m
deve ser o maior dos valores obtidos nas equações 2.3 e 2.4.


4.4.   CÁLCULO DOS PARAFUSOS

       Os parafusos devem ser dimensionados de modo que a soma de suas áreas seja
igual ou maior que A m :

            A b = (número de parafusos) x (área mínima do parafuso, pol2)

       A área resistiva dos parafusos A b deve ser maior ou igual a A m .


4.5.   PRESSÃO MÁXIMA SOBRE A JUNTA

       A pressão máxima sobre a junta é calculada pela fórmula:

            Sg (max) = (W m ) / ((π/4) (de2 - di2) ))    (eq. 2.5)

ou
            Sg (max) = (W m ) / ((π/4) ( (de - 0,125)2 - di2)) )     (eq. 2.6)

       Onde W m é o maior valor de Wm 1 ou Wm2. A equação 2.6 deve ser usada para
juntas Metalflex e a equação 2.5 para os demais tipos de juntas.

       O valor de Sg, calculado pelas equações 2.5 ou 2.6, deve ser menor que a
pressão de esmagamento máxima que a junta é capaz de resistir. Se o valor de Sg for
maior, escolher outro tipo ou, quando isto não for possível, aumentar a área da junta
ou prover o conjunto flange/junta de meios para que a força de esmagamento não
ultrapasse o máximo admissível. Os anéis internos e as guias de centralização nas
juntas Metalflex são exemplos de meios para evitar o esmagamento excessivo.




                                               17
Tabela 2.1
          Fator da junta (m) e pressão mínima de esmagamento (y)



                                                  y    Perfil       Superfície Coluna b
        Material da junta              m                                               0
                                                (psi) ou tipo       de vedação
Borracha - abaixo de 75 Shore A       0.50           0             (la) (lb) (1c)
                                                                                   II
         - acima de 75 Shore A        1.00        200 plana         (1d) (4) (5)
         c/reforço tela algodão       1.25        400
Papelão Hidráulico 3.2 mm espessura   2.00       1600              (la) (lb) (1c)
                 1.6 mm espessura     2.75       3700 plana        (1d) (4) (5)     II
                 0.8 mm espessura     3.50       6500
Fibra vegetal                         1.75       1100              (la) (lb) (1c)
                                                       plana                        II
                                                                    (1d) (4) (5)
Metalflex aço inox ou Monel e                           911, 913
                                                                     (la) (1b)      II
enchimento de Amianto                 3.00 10000          914
Dupla camisa metálica corrugada
                Alumínio              2.50       2900
                Cobre ou latão        2.75       3700                               II
                Aço carbono           3.00       4500     926       (la) (1b)
                Monel                 3.25       5500
                Aços inoxídáveis      3.50       6500
Corrugada metálica Alumínio           2.75       3700
                Cobre ou latão        3.00       4500               (la) (1b)
                Aço carbono           3.25       5500     900       (1c) (1d)       II
                Monel                 3.50       6500
                Aços inoxidáveis      3.75       7600
Dupla camisa metálica lisa
                Alumínio              3.25       5500
                Cobre ou latão        3.50       6500            (la) (1b)
                                                                                    II
                Aço carbono           3.75       7600   923 (1c) (1d) (2)
                Monel                 3.50       8000
                Aços inoxidáveis      3.75       9000
Metálica ranhurada Alumínio           3.25       5500
                Cobre ou latão        3.50       6500            (la) (1b)
                Aço carbono           3.75       7600 941, 942 (1c) (1d) (2)        II
                Monel                 3.75       9000               (3)
                Aços inoxidáveis      4.25      10100
Metálica sólida Alumínio              4.00       8800
                Cobre ou latão        4.75      13000            (la) (1b)
                Aço carbono           5.50      18000   940 (1c) (1d) (2)           I
                Monel                 6.00      21800           (3) (4) (5)
                Aços inoxidáveis      6.50      26000
Ring Joint      Aço carbono           5.50      18000
                Monel                 6.00      21800 950, 951      (6)             I
                Aços inoxidáveis      6.50      26000



                                           18
19
Tabela 2.2 (Continuação)
                    Localização da Força de Reação da Junta




5. SIMBOLOGIA

A b = área real do parafuso na raiz da rosca ou na seção de menor área sob tensão
(pol2 )

A m = área total mínima necessária para os parafusos, tomada como o maior valor
entre A m 1 e A m 2 (pol2).

A m 1 = área total mínima dos parafusos calculada para as condições operacionais (pol2)

A m 2 = área total mínima dos parafusos para esmagar a junta (pol2)

b    = largura efetiva da junta ou largura de contato da junta com a superfície dos
flanges (pol)

b0   = largura básica de esmagamento da junta (pol)

de = diâmetro externo da junta (pol)

di = diâmetro interno da junta (pol)

G = diâmetro do ponto de aplicação da resultante das forças de reação da junta,
Tabela 2.2 (pol)

m = fator da junta, Tabela 2.1

N = largura radial usada para determinar a largura básica da junta, Tabela 2.2 (pol).



                                          20
P    = pressão de projeto (1bs/pol2)

Sa   = tensão máxima admissível nos parafusos na temperatura ambiente (1b/pol2)

S b = tensão máxima admissível nos parafusos na temperatura de operação (1b/pol2)

S g = pressão sobre a superfície da junta (1b/pol2)

Wm = força mínima de instalação da junta (1b)

W m1 = força mínima necessária nos parafusos nas condições operacionais (1b)

W m2 = força mínima necessária nos parafusos para esmagar a junta (1b)

y    = pressão mínima de esmagamento, Tabela 2.1 (1b/pol2)


6.   CÁLCULO DO TORQUE DE APERTO DOS PARAFUSOS

6.1. FATOR DE ATRITO

      A força de atrito é a principal responsável pela manutenção da força de aperto
de um parafuso. Imaginando um fio de rosca “desenrolado”, podemos representá-lo
por um plano inclinado. Ao se aplicar um torque de aperto, o efeito produzido é
semelhante ao de empurrar um corpo sobre um plano inclinado, sujeito às forças
mostradas na Figura 2.2.




                                       Figura 2.2

                                          21
Onde:
           a = ângulo de inclinação da rosca.
           d = diâmetro do parafuso.
           Fp = força de aperto do parafuso.
           Fa = força de atrito.
           Fn = força normal à rosca.
           k = fator de aperto.
           Np = número de parafusos.
           r = raio do parafuso.
           T = torque aplicado ao parafuso.
           u = coeficiente de atrito.

       Fazendo o equilíbrio das forças atuantes no sentido paralelo ao plano
inclinado, temos:

           (T/r) cos a = uFn + Fp sen a.        (eq. 2.7)

no sentido perpendicular ao plano inclinado, temos:

           Fn = Fp cos a + (T/r) sen a     (eq. 2.8)

      Sendo o ângulo da rosca muito pequeno, para facilidade de cálculo,
desprezamos a parcela (T/r) sen a na equação 2.8. Substituindo o valor de Fn n a
equação 2.7, temos:

           (T/r) cos a = uFp cos a + Fp sen a         (eq. 2.9)

calculando o valor de T, temos:

           T = Fp r (u + tg a)     (eq. 2.10)

Como o coeficiente de atrito é constante para uma determinada condição de
lubrificação, como tg a também é constante para cada rosca e substituindo r por d,
temos:

           T = kFpd       (eq. 2.11)

onde k é um fator determinado experimentalmente. Os valores de k para parafusos de
aço bem lubrificados com óleo e grafite estão mostrados na Tabela 2.3. Os valores
baseiam-se em testes práticos. Parafusos não lubrificados apresentam
aproximadamente 50% de diferença. Diferentes lubrificantes podem dar valores
diferentes dos mostrados na Tabela 2.3, que devem ser determinados em testes
práticos.



                                           22
6.2.     TORQUE DE APERTO

       Para calcular o toque de aperto devemos verificar qual o maior valor da força
de aperto necessária, Wm 1 ou W m 2, conforme calculado nas equações 2.1 e 2.2.
Substituindo na equação 2.11, temos:

                     T1 = (k Wm 1 d) / Np   (eq. 2.12)

                     T2 = (k Wm 2 d) / Np   (eq. 2.13)

         O valor de T deve ser o maior dos valores obtidos nas equações 2.12 e 2.13.

                              Tabela 2.3
              PARAFUSOS OU ESTOJOS EM AÇO OU AÇO-LIGA
       Diâmetro Nominal      Fios por polegada     Fator de Atrito    Área da raiz
              pol                                         k          darosca - mm2
              l/4                   20                   0.23              17
             5/16                   18                   0.22              29
              3/8                   16                   0.18              44
             7/16                   14                   0.19              60
              l/2                   13                   0.20              81
             9/16                   12                   0.21             105
              5/8                   11                   0.19             130
              3/4                   10                   0.17             195
              7/8                    9                   0.17             270
               1                     8                   0.18             355
             1 1/8                   7                   0.20             447
             1 1/4                   7                   0.19             574
             1 3/8                   6                   0.20             680
             1 1/2                   6                   0.18             834
             1 5/8                 5 1/2                 0.19             977
             1 3/4                   5                   0.20            1125
             1 7/8                   5                   0.21            1322
               2                   4 1/2                 0.19            1484

7.     ACABAMENTO SUPERFICIAL

       Para cada tipo de junta existe um acabamento recomendado para a superfície
do flange. Este acabamento não é mandatório, mas baseia-se em resultados de
aplicações práticas bem-sucedidas.
       Como regra geral, é necessário que a superfície seja ranhurada para as juntas
não metálicas. Juntas metálicas exigem acabamento liso e as semi-metálicas
ligeiramente áspero. A razão para esta diferença é que as juntas não-metálicas precisam
ser “mordidas” pela superfície de vedação, evitando, deste modo, uma
extrusão ou a expulsão da junta pela força radial.
                                              23
No caso das juntas metálicas sólidas, é necessário uma força muito elevada
para “escoar” o material nas imperfeições do flange. Assim, quanto mais lisa a
superfície, menores serão as possibilidades de vazamento.
        As juntas espiraladas Metalflex requerem um pouco de rugosidade superficial
para evitar o “deslizamento” sob pressão.
        O tipo da junta vai, portanto, determinar o acabamento da superfície de
vedação, não existindo um acabamento único para atender aos diversos tipos de
juntas.
        O material da junta deve ter dureza sempre menor do que o do flange, de
modo que o esmagamento seja sempre na junta, mantendo o acabamento superficial
do flange inalterado.


7.1.   ACABAMENTOS COMERCIAIS DAS FACES DOS FLANGES

       As superfícies dos flanges podem variar do acabamento bruto de fundição até
o lapidado. Entretanto, o acabamento mais encontrado comercialmente para flanges
em aço é o ranhurado concêntrico ou em espiral fonográfica, conforme mostrado na
figura 2.3. Ambas são usinadas com ferramentas com, no mínimo, 1.6 mm (1/16") de
raio e 45 a 55 ranhuras por polegada. Este acabamento deve ter de 3.2 µm (125 µpol)
Ra a 6.3 µm (250 µpol) Ra .




                                    Figura 2.3

7.2.    ACABAMENTOS RECOMENDADOS

       A Tabela 2.4 indica o tipo de acabamento para os tipos de juntas industriais
mais usados.
       De acordo com a MSS SP-6 Standard Finishes for Contact of Pipe Flanges
and Connecting-End Flanges of Valves and Fittings, o valor Ra (Roughness
Average) está expresso em micro-metros (µm) e em micro-polegadas (µpol). Deve ser
avaliado por comparação visual com os padrões Ra da Norma ASME B46.1 e não por
instrumentos com estilete e amplificação eletrônica.

                                        24
7.3. ACABAMENTO SUPERFICIAL E SELABILIDADE

      A seguir, estão algumas regras que devem ser observadas ao compatibilizar o
acabamento superficial com o tipo de junta:

•   O acabamento superficial tem grande influência na selabilidade.
•   Uma força mínima de esmagamento deve ser atingida para fazer escoar a junta
    nas irregularidades da superfície do flange. Uma junta macia (cortiça) requer uma
    força de esmagamento menor que uma mais densa (papelão hidráulico).
•   A força de esmagamento é proporcional à área de contato da junta com o flange.
    Ela pode ser reduzida diminuindo-se a largura da junta ou sua área de contato do
    flange.
•   Qualquer que seja o tipo de junta ou de acabamento é importante não haver riscos
    ou marcas radiais de ferramentas na superfície de vedação. Estes riscos radiais
    são muitos difíceis de vedar e, quando a junta usada é metálica, isso se torna
    quase impossível.
•   As ranhuras fonográficas são mais difíceis de vedar que as concêntricas. A junta,
    ao ser esmagada, deve escoar até o fundo da ranhura, para não permitir um
    “canal” de vazamento de uma extremidade a outra da espiral.
•   Como os materiais possuem durezas e limites de escoamento diferentes, a escolha
    do tipo de acabamento da superfície do flange vai depender fundamentalmente do
    material da junta.


8. PARALELISMO DAS SUPERFÍCIES DE VEDAÇÃO

    A tolerância para o paralelismo está mostrada na Figura 2.4. A ilustração da
direita é menos crítica, pois o aperto dos parafusos tende a corrigir o problema.




                  Total fora de paralelismo:   1+    2 < = 0.4 mm

                                     Figura 2.4

                                         25
Tabela 2.4
              Acabamento da Superfície de Vedação dos Flanges
Descrição da junta          Tipo Seção transversal Acabamento Superficial
                                                              Ra
                           Teadit       da junta
                                                       µm        µ pol
Plana não-metálica            810
                                                    3.2 a 6.3   125 a 250
                              820
Metálica corrugada            900
                                                      1.6          63

Metálica corrugada com        905
                                                      3.2         125
revestimento amianto
                              911
Metalflex (espiro-metálica)   913                   2.0 a 6.3   80 a 250
                              914
Metalbest (dupla camisa       920
metálica )
                              923

                              926
                                                    1.6 a 2.0    63 a 80
                              927

                              929




Plana metálica                940                     1.6          63


Metálica ranhurada            941                     1.6          63


Metálica ranhurada com        942                   1.6 a 2.0   63 a 80
cobertura
                              950

                              951

Ring-Joint metálico                                   1.6          63
                              RX

                              BX




                                    26
9.   PLANICIDADE DAS SUPERFÍCIES DE VEDAÇÃO

       A variação na planicidade das superfícies de vedação (Figura 2.5) depende do
tipo de junta:
            • Juntas em papelão hidráulico ou borracha: 0.8 mm.
            • Juntas Metalflex: 0.4 mm.
            • Juntas metálicas sólidas: 0.1 mm.




                                     Figura 2.5


10. TIPOS DE FLANGES

       Embora o projeto de flanges esteja além do objetivo deste livro, nas figuras a
seguir estão mostradas as combinações mais usadas das possíveis faces dos flanges.


10.1. FACE PLANA

       Junta não confinada (Figura 2.6). As superfícies de contato de ambos os
flanges são planas. A junta pode ser do tipo RF, indo até os parafusos, ou FF,
cobrindo toda a superfície de contato. Normalmente usados em flanges de materiais
frágeis.




                                     Figura 2.6

                                         27
10.2. FACE RESSALTADA

      Junta não confinada (Figura 2.7). As superfícies de contato são ressaltadas de
1.6 mm ou 6.4 mm. A junta abrange normalmente até os parafusos. Permite a
colocação e retirada da junta sem afastar os flanges, facilitando eventuais trabalhos de
manutenção. É o tipo mais usado em tubulações.




                                      Figura 2.7


10.3. LINGÜETA E RANHURA

       Junta totalmente confinada (Figura 2.8). A profundidade da ranhura é igual ou
um pouco maior que a altura da lingüeta. A ranhura é cerca de 1.6 mm mais larga que
a lingüeta. A junta tem, normalmente, a mesma largura da lingüeta . É necessário
afastar os flanges para a colocação da junta. Este tipo de flange produz elevadas
pressões sobre a junta, não sendo recomendado para juntas não metálicas.




                                      Figura 2.8

                                          28
10.4. MACHO E FÊMEA

       Junta semi-confinada (Figura 2.9). O tipo mais comum é o da esquerda. A
profundidade da fêmea é igual ou menor que a altura do macho, para evitar a
possibilidade de contato direto dos flanges quando a junta é comprimida. O diâmetro
externo da fêmea é até de 1.6 mm maior que o do macho. Os flanges devem ser
afastados para montagem da junta. Nas figuras da direita e esquerda a junta está
confinada no diâmetro externo; na figura do centro, no diâmetro interno.




                                     Figura 2.9


10.5. FACE PLANA E RANHURA

       Junta totalmente confinada (Figura 2.10). A face de um dos flanges é plana e a
outra possui uma ranhura onde a junta é encaixada. Usadas em aplicações onde a
distância entre os flanges deve ser precisa. Quando a junta é esmagada, os flanges
encostam. Somente as juntas de grande resiliência podem ser usadas neste tipo de
montagem. Juntas espiraladas, O-rings metálicos não sólidos, juntas ativadas pela
pressão e de dupla camisa com enchimento metálico são as mais indicadas.




                                    Figura 2.10

                                         29
10.6. RING-JOINT

      Também chamado anel API (Figura 2.11). Ambos os flanges possuem canais
com paredes em ângulo de 23 0 . A junta é de metal sólido com perfil oval ou
octogonal, que é o mais eficiente.




                                     Figura 2.11



11. AS NOVAS CONSTANTES DE JUNTAS

       Tradicionalmente os cálculos de flanges e juntas de vedação usam as fórmulas
e valores indicados pela American Society of Mechanical Engineers (ASME),
conforme mostrado no início deste Capítulo.
       A Seção VIII do Pressure Vessel and Boiler Code, publicado pela ASME,
indica os valores da pressão mínima de esmagamento “y” e do fator de manutenção
“m” para os diversos tipos de juntas. Estes valores foram determinados a partir de
trabalho experimental em 1943.
       Com a introdução no mercado de juntas fabricadas a partir de novos materiais,
como o grafite flexível (Graflex), fibras sintéticas e PTFE, tornou-se necessário a
determinação dos valores de “m” e “y” para estes materiais. Em 1974 foi iniciado
pelo Pressure Vessel Research Committee (PVRC) um programa experimental para
melhor entender o comportamento de uma união flangeada, já que não havia nenhuma
teoria analítica que permitisse determinar este comportamento. O trabalho foi
patrocinado por mais de trinta instituições, entre elas a ASME, American Petroleum
Institute (API), American Society for Testing Materials (ASTM) e Fluid Sealing
Association (FSA). A Escola Politécnica da Universidade de Montreal, Canadá, foi
contratada para realizar os testes, apresentar resultados e sugestões.
       No decorrer do trabalho verificou-se não ser possível a determinação de
valores de “m” e “y” para os novos materiais. Também foi constatado que os
valores para os materiais tradicionais não eram consistentes com os resultados obtidos
nas experiências.
       Os pesquisadores optaram por desenvolver , a partir da base experimental,
nova metodologia para o cálculo de juntas que fosse coerente com os resultados

                                         30
práticos então obtidos. Até a edição deste livro a ASME ainda não havia publicado a
nova metodologia de cálculo baseada nas constantes


11.1. COMO FORAM REALIZADOS OS ENSAIOS

       Foram escolhidos para a pesquisa juntas que melhor representassem as
aplicações industriais:
            • Metálicas: planas (940) e ranhuradas (941) em aço carbono, cobre
              recozido e aço inox.
            • O’ring metálico.
            • Papelão hidráulico: elastômero SBR e NBR, fibras de amianto,
              aramida e vidro.
            • Grafite flexível em lâmina com e sem inserção metálica.
            • PTFE em lâmina.
            • Espirais (913) em aço inoxidável e enchimento em amianto, mica-
              grafite, grafite flexível e PTFE.
            • Dupla camisa metálica (923) em aço carbono e inoxidável,
              enchimento em amianto e sem-amianto.
       As juntas foram testadas em vários aparelhos, um deles está esquematizado na
Figura 2.12.




                                    Figura 2.12

       Foram realizados ensaios em três pressões, 100, 200 e 400 psi com nitrogênio,
hélio, querosene e água.
       Os testes tiveram a seguinte seqüência:
            • Esmagamento inicial da junta, parte A da curva da Figura 2.13: a
               junta é apertada até atingir uma compressão Sg e deflexão Dg.

                                        31
Mantendo Sg constante a pressão é elevada até atingir 100 psi. Neste
                  instante o vazamento Lrm é medido. O mesmo procedimento é
                  repetido para 200 e 400 psi.
                • Em seguida o aperto da junta é reduzido (parte B da curva) mantendo
                  a pressão do fluido constante em 100, 200 e 400 psi, o vazamento é
                  medido em intervalos regulares. O aperto é reduzido até o vazamento
                  exceder a capacidade de leitura do aparelho.
       A junta é novamente comprimida até atingir valor mais elevado de Sg,
repetindo o procedimento até atingir o esmagamento máximo recomendado para a
junta em teste.
       Se a pressão do fluido for colocada em função do vazamento em massa para
cada valor da pressão de esmagamento temos o gráfico da Figura 2.14.
       Em paralelo foram também realizados ensaios para determinar o efeito do
acabamento da superfície de vedação. Conclui-se que, embora ele afete a selabilidade,
outros fatores, como o do tipo de junta, o esmagamento inicial e a capacidade da junta
em resistir as condições operacionais são mais importantes que pequenas variações no
acabamento da superfície de vedação.




                                    Figura 2.13


                                         32
Figura 2.14

       Dos trabalhos experimentais realizados pela Universidade de Montreal foram
tiradas várias conclusões entre as quais destacam-se:
            • As juntas apresentam um comportamento similar não importando o
               tipo ou material.
            • A selabilidade é uma função direta do aperto inicial a que a junta é
               submetida. Quanto maior este aperto melhor a selabilidade.
            • Foi sugerido a introdução do Parâmetro de Aperto (Tightness
               Parameter) Tp, adimensional, como a melhor forma de representar o
               comportamento dos diversos tipos de juntas.

                        Tp = (P/P*) x (Lr m */ (Lrm x Dt)) a
onde:
                        0.5 < a < 1.2 sendo 0.5 para gases e 1.2 para líquidos

                        P = pressão interna do fluido (MPa)

                        P* = pressão atmosférica (0.1013 MPa)

                        Lrm = vazamento em massa por unidade de diâmetro (mg/seg-mm)

                        Lr m * = vazamento em massa de referência, 1 mg/seg-mm.
                        Normalmente tomado para uma junta com 150mm de
                        diâmetro externo.
                        Dt = diâmetro externo da junta (mm)

       O Parâmetro de Aperto pode ser interpretado como: a pressão necessária para
provocar um certo nível de vazamento. Por exemplo, o valor de Tp igual a 100
significa que é necessário uma pressão de 100 atmosferas (1470 psi ou 10.1 MPa)

                                         33
para atingir um vazamento de 1 mg/seg-mm em uma junta com 150mm de diâmetro
externo.
       Colocando em escala log-log os valores experimentais do Parâmetro de Aperto
temos o gráfico da Figura 2.15.




                                   Figura 2.15


      Do gráfico podemos estabelecer as “Constantes da Junta”, que, obtidas
experimentalmente, permitem determinar o comportamento da junta. As constantes
são:

           • Gb = ponto de interseção da linha de esmagamento inicial com o
             eixo y (parte A do teste).
           • a = inclinação da linha de esmagamento inicial.
           • Gs = ponto focal das linhas de alívio da pressão de esmagamento
             inicial (parte B do teste).

        Na Tabela 2.5 estão algumas constantes para os tipos de juntas mais usados.
Está em fase de aprovação pela ASTM método para determinação das constantes de
juntas.



                                        34
Tabela 2.5
                                 Constantes de Juntas
                                                                Gb                Gs
                    Material da Junta                          (MPa)     a       (MPa)
Papelão hidráulico com fibra de amianto
        1.6 mm espessura                                       17.240 0.150        0.807
        3.2 mm espessura                                        2.759 0.380        0.690
Papelão hidráulico com 1.6 mm espessura
        Teadit NA 1002                                          0.938    0.45       5 E-4
        Teadit NA 1100                                          0.903    0.44     5.4 E-3
                                   ®
Lâmina de PTFE expandido Quimflex SH
        1.6 mm espessura                                        2.945 0.313         3 E-4
                                       ®
Junta de PTFE expandido Quimflex                                8.786 0.193      1.8 E-14
Lâmina de PTFE reforçado
         Teadit TF 1580                                         0.786 0.447 1.103 E-8
         Teadit TF 1590                                         1.793 0.351     0.043
                                          ®
Lâmina de Grafite Expandido (Graflex )
         Sem reforço (TJB)                                      6.690   0.384   3.448   E-4
         Com reforço chapa perfurada aço inoxidável (TJE)       9.655   0.324   6.897   E-5
         Com reforço chapa lisa de aço inoxidável (TJR)         5.628   0.377   4.552   E-4
         Com reforço de filme poliéster (TJP)                   6.690   0.384   3.448   E-4
Junta espirometalica Metalflex® em aço inoxidável e Graflex®
         Sem anel interno ( tipo 913 )                         15.862 0.237        0.090
         Com anel interno ( tipo 913 M )                       17.448 0.241        0.028
Junta espirometalica Metalflex® em aço inoxidável e PTFE
         Sem anel interno ( tipo 913 )                         31.034 0.140        0.483
         Com anel interno ( tipo 913 M )                       15.724 0.190        0.462
Junta dupla camisa Metalbest® em aço carbono e enchimento
em Graflex®
         Lisa ( tipo 923 )                                     20.000 0.230        0.103
         Corrugada ( tipo 926 )                                58.621 0.134        1.586
Junta metálica lisa ( tipo 940 )
        Alumínio                                               10.517 0.240        1.379
        Cobre recozido ou latão                                34.483 0.133        1.779




                                            35
A figura 2.16 mostra o gráfico de uma junta espiralada tipo 913 com aço inox e
Graflex.




                                    Figura 2.16

11.2. CLASSE DE APERTO

 Um dos conceitos mais importantes introduzidos pelos estudos do PVRC é o da
Classe de Aperto. Como não é possível termos uma vedação perfeita como sugeria os
antigos valores de m e y os pesquisadores sugeriram a introdução de Classes de
Aperto que correspondem a três níveis de vazamento máximo aceitável para a
aplicação.

                                    Tabela 2.6
                                 Classe de Aperto
 Classe de Aperto        Vazamento ( mg / seg-mm )          Constante de Aperto C
 Ar, água                0.2 ( 1/5 )                        0.1
 Standard                0.002 ( 1/500 )                    1.0
 Apertada                0.000 02 ( 1/ 50 000 )             10.0


 É provável que futuramente haja uma classificação dos diferentes fluidos nas classes
de vazamento levando-se em consideração os danos ao meio ambiente, riscos de
incêndio, explosão etc.
 As autoridades encarregadas da defesa do meio ambiente de alguns países já estão
estabelecendo níveis máximos de vazamentos aceitáveis.


                                         36
Podemos visualizar os valores propostos fazendo um exemplo prático. Se
tomarmos uma junta espiral para flange ASME B16.5 de 4 polegadas de diâmetro
nominal e classe de pressão 150 psi, padrão ASME B16.20 com aperto na classe de
vazamento standard de 0.002 mg/seg.mm temos:

        Vazamento (Lrm ) = 0.002 x diâmetro externo
        Lrm = 0.002 x 149.4 = 0.2988 mg/seg = 1.076 g/hora

       Como vazamentos em massa são de visualização difícil, abaixo estão tabelas
práticas para melhor entendimento.

                                  Tabela 2.7
                           Equivalência volumétrica
                                    Equivalência volumétrica
      Fluido             Massa - mg / seg             Volume - l / h
 Água                          1                          0.036
 Nitrogênio                    1                          3.200
 Hélio                         1                         22.140

                                     Tabela 2.8
                               Equivalência em bolhas
 Vazamento                Volume equivalente                 Equivalente em bolhas
   -1
 10 mg      /   seg       1   ml   a cada 10 segundos        Fluxo constante
 10 -2 mg   /   seg       1   ml   a cada 100 segundos       10 bolhas por segundo
 10 -3 mg   /   seg       3   ml   por hora                  1 bolha por segundo
 10 -4 mg   /   seg       1   ml   a cada 3 horas            1 bolha a cada 10 segundos


11.3. EFICIÊNCIA DE APERTO

       Estudos mostraram uma grande variação da força exercida por cada parafuso
mesmo em situações onde o torque é aplicado de forma controlada. O PVRC sugeriu
a introdução de um fator de eficiência de aperto diretamente relacionado com o
método usado para aplicar a força de esmagamento. Os valores da eficiência do aperto
estão na Tabela 2.9.

                                        Tabela 2.9
                                   Eficiência do aperto
 Método de aperto                                    Eficiência do aperto “Ae”
 Torquímetro de impacto ou alavanca                          0.75
 Torque aplicado com precisão ( ± 3 % )                      0.85
 Tensionamento direto e simultâneo                           0.95
 Medição direta da tensão ou elongação                       1.00
                                            37
11.4. PROCEDIMENTO DE CÁLCULO MÉTODO PVRC

       O método proposto pelo PVRC apresenta várias simplificações para facilitar os
cálculos. Entretanto, estas simplificações podem provocar grandes variações no
cálculo. Estas variações estão apresentadas na publicação “The Exact Method”
apresentado 6th Annual Fluid Sealing Association Technical Symposium, Houston,
TX, October, 1996 pelo Engenheiro Antônio Carlos Guizzo, Diretor Técnico d a
Teadit Indústria e Comércio. O mesmo autor apresentou outro trabalho no Sealing
Technical Symposium, Nashville, TN, April 1998, onde mostra o comportamento das
juntas comparando os resultados experimentais com valores previstos nos métodos de
cálculo propostos. Cópias destas publicações podem ser solicitadas à Teadit no
endereço indicado no início deste livro.

       Nota importante: na época da publicação da Terceira Edição deste livro o
método proposto pelo PVRC ainda não estava aprovado pela ASME. O seu uso deve
ser cuidadosamente analisado para evitar danos pessoais e materiais provenientes das
incertezas que ainda podem existir na sua aplicação.
       •    Determinar na Tabela 2.5, as constantes G , a, e G para a junta que vai
                                                       b       s
            ser usada
       •    Determinar na Tabela 2.6, para a Classe de Aperto, e a Constante de
            Aperto, C
       •    Determinar na Tabela 2.9, a eficiência de montagem, Ae, de acordo com
            a ferramenta a ser usada no aperto dos parafusos
       •    Calcular a área de contato da junta com o flange (área de esmagamento),
            Ag
       •    Determinar a tensão admissível nos parafusos na temperatura ambiente:
            Sa
       •    Determinar a tensão admissível nos parafusos na temperatura de
            operação: Sb
       •    Calcular a área efetiva de atuação da pressão do fluido, Ai, de
            acordo com o Código ASME:

                 A i = ( π /4 ) G2
                 G = de- 2b
                 b = .5 ( b ) 0.5 ou b = b o se b o menor que 6.4 mm ( 1/4 pol )
                 bo = N / 2

           onde G é o diâmetro efetivo da junta conforme Código ASME ( Tabelas 2.1 e 2.2 )

      •    Calcular o parâmetro de aperto mínimo, Tpmin;

                 Tpmin = 18.0231 C Pd




                                           38
onde C é a constante de aperto escolhida e Pd é a pressão de projeto.

•   Calcular o parâmetro de aperto de montagem, Tpa. Este valor de Tpa deve
    ser atingido durante a montagem da junta para assegurar que o valor de
    Tp durante a operação da junta seja igual ou maior que Tpmin.

       Tpa = X Tpmin

    onde X > = 1.5 ( Sa / Sb)

    onde Sa é a tensão admissível nos parafusos na temperatura ambiente e S b
    é a tensão admissível nos parafusos na temperatura de projeto.

•   Calcular a razão dos parâmetros de aperto:

       Tr = Log (Tpa) / Log (Tpmin)

•   Calcular a pressão mínima de aperto para operação da junta. Esta pressão
    é necessária para resistir à força hidrostática e manter uma pressão na
    junta tal que o Parâmetro de Aperto seja, no mínimo, igual a Tpmin

       Sml = Gs [(Gb / Gs) ( Tpa )a ]      (1/Tr)




•   Calcular a pressão mínima de esmagamento da junta:

       Sy a = (Gb / Ae) ( Tpa )a

    onde Ae é a Eficiência do Aperto, obtido na Tabela 2.9

•   Calcular a pressão de esmagamento de projeto da junta:

       Sm 2 = [( Sb / Sa )( Sy a / 1.5 )] - Pd (A i / Ag)

    onde Ag é a área de contato da junta com a superfície de vedação do
    flange

•   Calcular a força mínima de esmagamento:

       W m o = ( Pd A i ) + ( Sm o A g )

    onde Sm o é a o maior valor de Sm 1, Sm 2 ou 2 Pd

•   Calcular a área resistiva mínima dos parafusos:

       A m = W m o / Sb

                                       39
•   Número de parafusos:

          A área real dos parafusos, A b, deve ser igual ou maior que A m . Para isso
          é necessário escolher um número de parafusos tal que a soma das suas
          áreas seja igual ou maior do que A m


11.5. EXEMPLO DE CÁLCULO PELO MÉTODO PVRC

      Junta espiralada diâmetro nominal 6 polegadas, classe de pressão 300 psi,
dimensões conforme Norma ASME B16.20, com espiral em aço inoxidável,
enchimento em Graflex e anel externo em aço carbono bicromatizado. Flange com 12
parafusos de diâmetro 1 polegada em ASTM SA193-B7.

      •   Pressão de projeto: Pd = 2 MPa (290 psi)
      •   Pressão de teste: Pt = 3 MPa (435 psi)
      •   Temperatura de projeto: 450o C
      •   Parafusos ASTM AS 193-B7, tensões admissíveis:
          • Temperatura ambiente: Sa = 172 MPa
          • Temperatura de operação: Sb = 122 MPa
          • Quantidade: 12 parafusos
      •   Da Tabela 2.5 tiramos as constantes da junta:
             Gb = 15.862 MPa
             a = 0.237
             Gs = 0.090 MPa
      •   Classe de aperto: standard, Lrm = .002 mg/seg-mm
      •   Constante de aperto: C = 1
      •   Aperto por torquímento: Ae = 0.75
      •   Área de contato da junta, A g:

             A g = ( π /4 ) [(de - 3.2)2 - di2] = 7271.390 mm2
             de = 209.6 mm
             di = 182.6 mm

      •   Área efetiva de atuação da pressão interna, A i:

             A i = ( π /4 ) G = 29711.878 mm2
                              2

             G = (de - 3.2) - 2b = 194.50 mm
             b = b0 = 5.95mm
             b o = N/2 = ((de - 3.2) - di)/4 = 5.95 mm

      •   Parâmetro de aperto mínimo:

             Tpmin = 18.0231 C P = 36.0462
                                d



                                        40
•    Parâmetro de aperto de montagem:

              Tpa = X Tpmin = 1.5 ( 172 / 122 ) 36.0462 = 76.229

      •    Razão dos parâmetros de aperto:

              Tr = Log (Tpa) / Log (Tpmin) = 1.209

      •    Pressão mínima de aperto para operação:

              Sml = Gs [( Gb / Gs ) ( Tpa )a ]    1/Tr   = 15.171 MPa

      •    Pressão mínima de esmagamento:

              Sy a = [ Gb/Ae ] ( Tpa )a = 59.069 MPa

      •    Calcular a pressão de esmagamento de projeto da junta:

              Sm 2 = [( Sb / Sa )( Sy a / 1.5 )] - Pd (A i / Ag) = 19.759 MPa

      •    Força mínima de esmagamento:

              W m o = ( Pd A i ) + ( Sm o A g )

           onde Sm o é a o maior valor de

              Sm 1 = 15.171
              Sm 2 = 19.759
              2 Pd = 4

              W m o = ( Pd A i ) + ( Sm o A g ) = 203 089 N


12.   ESMAGAMENTO MÁXIMO

       Nas Seções 4 e 11 deste Capítulo estão os métodos para calcular a força de
esmagamento mínima da junta para assegurar uma vedação adequada. Entretanto,
conforme os estudos do PVRC quanto maior o aperto maior a selabilidade, portanto,
é interessante saber qual o valor da força de aperto máxima. Fazendo-se a instalação
com o aperto próximo do máximo tira-se proveito da possibilidade de uma maior
selabilidade.
       Um problema freqüentemente encontrado são juntas danificadas por excesso
de aperto. Para todos os tipos de juntas é possível estabelecer qual a pressão máxima
de esmagamento, este valor não deve ser superado na instalação sob pena de danificar
a junta.


                                             41
12.1 CÁLCULO DA FORÇA MÁXIMA DE APERTO

       A seguir está descrito método para calcular o aperto máximo admissível pela
junta e pelos parafusos.

      •    Calcular a área de contato da junta com o flange (área de esmagamento),
           A g.

      •    Calcular a área efetiva de atuação da pressão do fluido, Ai, de acordo
           com o Código ASME:

              A i = ( π /4 ) G2
              G = de - 2b
              b = .5 ( b ) 0.5 ou b = b0 se b0 for menor que 6.4 mm
              b 0 = N/2

           onde G é o diâmetro efetivo da junta conforme tabelas do Código ASME

      •    Calcular a força de pressão, H:

              H = Ai P d

      •    Calcular a força máxima disponível para o esmagamento, Wdisp:

              W disp = A ml N p S a

           onde Aml é a área da raiz da rosca dos parafusos ou menor área sob
           tensão, Np é o número de parafusos e Sa é a tensão máxima admissível
           nos parafusos na temperatura ambiente.

      •    Calcular a pressão de esmagamento da junta, Sy a:

              Sy a = Wdisp / A g

      •    Determinar a máxima pressão de esmagamento para a junta de acordo
           com a recomendação do fabricante, Sy m .

      •    Estabelecer como a pressão de esmagamento máxima, Sys, o menor valor
           entre Sy a e Sy m .

      •    Calcular a força de esmagamento máxima, Wm a x:

              W m a x = Sys A g

      •    Calcular a força de aperto mínimo Wm o de acordo com as Seções 4 ou 11
           deste Capítulo.

                                        42
•   Se o valor de Wm a x for menor do que Wm o a combinação das juntas e
        parafusos não é adequada para a aplicação.

    •   Se W max for maior do que Wm o a combinação junta e parafusos é
        satisfatória.

    •   Com o valor da força de aperto máxima conhecido é possível então
        determinar se todas as demais tensões estão dentro dos limites
        estabelecidos pelo Código ASME. Esta verificação está além dos
        objetivos deste livro.


12.2 EXEMPLO DE CÁLCULO DA FORÇA DE APERTO MÁXIMA

    No exemplo da Seção 11.5 podemos calcular a força de aperto máxima.

    •   Área de contato da junta com o flange:

           A g = ( π /4 ) [(de - 3.2)2 - di2] = 7271.37 mm2
           de = 209.6 mm
           di = 182.6 mm

    •   Área efetiva de atuação da pressão do fluido:

           A i = ( π /4 ) G = 29711.8 mm2
                           2

           G = (de - 3.2) - 2b = 194.50 mm
           b = b0 = 5.95mm
           b o = N/2 = ((de - 3.2) - di)/4 = 5.95 mm

    •   Calcular a força de pressão, H:

           H = Ai P d = 29711 x 2 = 59 423 N

    •   Força máxima disponível para o esmagamento:

           W disp = Ae Aml N p S a = 391 x 12 x 172 = 807 024 N

    •   Calcular a pressão de esmagamento da junta, Sy a:

           Sy a = Wdisp / Ag = 807 024 / 7271 = 110.992 MPa

    •   Pressão de esmagamento máxima recomendada para a junta:

           S y m = 210 MPa


                                       43
•   Pressão de esmagamento máxima, menor valor entre Sy a e Sy m :

       Sys = 110 MPa

•   Calcular a força de esmagamento máxima, Wm a x:

       W m a x = Sys A g = 110 x 7271 = 799 810 N

•   Força de aperto mínimo, conforme Seção 11.5:

       W m o = 203 089 N

•   Como o valor de Wm a x é maior Wm o a combinação das juntas e parafusos
    é adequada para a aplicação.

•   Com os valores das forças máxima e mínima é possível calcular os
    valores dos torques máximo e mínimo:

       Tm i n = k Wm o d p / Np = 0.2 x 203 089 x 0.0254 / 12 = 85.97 N-m

       Tm a x = k Wm a x d p / Np = 0.2 x 799 810 x 0.0254 / 12 = 338.58 N-m




                                  44
CAPÍTULO

                                                                                 3

                               MATERIAIS
               PARA JUNTAS NÃO-METÁLICAS




1.    CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

       A escolha de um material para junta não metálica é dificultada pela existência,
no mercado, de uma grande variedade de materiais com características similares.
Além disso, novos produtos ou variações de produtos existentes aparecem
freqüentemente.
       É impraticável listar e descrever todos os materiais. Por esta razão, foram
selecionados os materiais mais usados com as suas características básicas. Fazendo-se
necessário um aprofundamento maior, recomenda-se consultar o fabricante.

      As quatro condições básicas que devem ser observadas ao selecionar o
material de uma junta são:
      •    Pressão de operação.
      •    Força dos parafusos.
      •    Resistência ao ataque químico do fluido (corrosão).
      •    Temperatura de operação.

      As duas primeiras foram analisadas no Capítulo 2 deste livro.

      A resistência à corrosão pode ser influenciada por vários fatores,
      principalmente:
      •    Concentração do agente corrosivo: nem sempre uma maior concentração
      torna um fluido mais corrosivo.
      •    Temperatura do agente corrosivo: em geral, temperaturas mais elevadas
           aceleram a corrosão.

                                         45
• Ponto de condensação: a passagem do fluido com presença de enxofre e
             água pelo ponto de condensação, comum em gases provenientes de
             combustão, pode provocar a formação de condensados extremamente
             corrosivos.

       Em situações críticas são necessários testes em laboratório para determinar,
nas condições de operação, a compatibilidade do material da junta com o fluido.
       Ao iniciar o projeto de uma junta, uma avaliação total deve ser efetuada,
começando pelo tipo de flange, força dos parafusos, força mínima de esmagamento
etc. Todas as etapas devem ser seguidas até a definição do tipo e do material da junta.
Geralmente, a seleção de uma junta pode ser simplificada usando o Fator de Serviço,
conforme mostrado a seguir.


2. FATOR P X T OU FATOR DE SERVIÇO

       O Fator de Serviço ou fator Pressão x Temperatura ( P x T ) é um bom ponto de
partida para selecionar o material de uma junta. Ele é obtido multiplicando-se o
valor da pressão em kgf/cm2 pela temperatura em graus centígrados e comparando-se
o resultado com os valores da tabela a seguir. Se o valor for maior que 25 000, deve
ser escolhida uma junta metálica.

                                     Tabela 3.1
                                  Fator de Serviço

PXT                      Temperatura                 Material da Junta
máximo                    máxima - oC
530                          150                     Borracha
 1150                        120                     Fibra vegetal
 2700                        250                     PTFE
15000                        540                     Papelão hidráulico
25000                        590                     Papelão hidráulico com tela metálica

       Os limites de temperaturas e os valores de P x T não podem ser tomados como
absolutos. As condições de cada caso, tais como variação nos tipos de matéria-prima,
projeto de flanges e outras particularidades de cada aplicação podem modificar estes
valores.
       Nota importante: as recomendações deste Capítulo são genéricas, e as condições
particulares de cada caso devem ser avaliadas cuidadosamente.


3.   PAPELÃO HIDRÁULICO

       Desde a sua introdução, no final do século passado, o Papelão Hidráulico tem
sido o material mais usado para vedação de flanges. Possui características de
selabilidade em larga faixa de condições operacionais. Devido à sua importância no
campo da vedação industrial, o Capítulo 4 deste livro é inteiramente dedicado às
juntas de Papelão Hidráulico.

                                          46
4.     POLITETRAFLUOROETILENO ( PTFE )

       Desenvolvido pela Du Pont, que o comercializa com a marca Teflon, o PTFE
nas suas diferentes formas é um dos materiais mais usados em juntas industriais.
Devido à sua crescente importância o Capítulo 5 deste livro cobre várias alternativas
de juntas com PTFE.


5.     GRAFITE FLEXÍVEL GRAFLEX ®

       Produzido a partir da expansão e calandragem da grafite natural, possui entre
95% e 99% de pureza.
       Flocos de grafite são tratados com ácido, neutralizados com água e secados até
determinado nível de umidade. Este processo deixa água entre os grãos de grafite. Em
seguida, os flocos são submetidos a elevadas temperaturas, e a água, ao vaporizar,
“explode” os flocos, que atingem volumes de 200 ou mais vezes o original. Estes
flocos expandidos são calandrados, sem nenhum aditivo ou ligante, produzindo folhas
de material flexível.
       A grafite flexível apresenta reduzido creep, definido como uma deformação
plástica contínua de um material submetido a pressão. Portanto, a perda da força dos
parafusos é reduzida, eliminando reapertos freqüentes.
       Devido às suas características, a grafite flexível é um dos materiais de vedação
mais seguros. Sua capacidade de selabilidade, mesmo nos ambientes mais agressivos
e em elevadas temperaturas, tem sido amplamente comprovada. Possui excelente
resistência aos ácidos, soluções alcalinas e compostos orgânicos. Entretanto, em
atmosferas oxidantes e temperaturas acima de 450 o C , o s e u u s o d e v e s e r
cuidadosamente analisado. Quando o carbono é aquecido em presença do oxigênio
há formação de dióxido de carbono (CO2). O resultado desta reação é uma redução da
massa de material. Limites de temperatura: - 240o C a 3000o C, em atmosfera neutra
ou redutora, e de - 240o C a 450o C, em atmosfera oxidante.
       A compatibilidade química e os limites de temperatura estão no Anexo 3.1.


5.1.    PLACAS DE GRAFLEX ®

                                                                                ®
       Por ser um material de baixa resistência mecânica, as placas de Graflex são
fornecidas com ou sem reforço de aço inoxidável 316. As dimensões são
1000 x 1000 mm e as espessuras são 0.8 mm, 1.6 mm e 3.2 mm. As recomendações
de aplicação estão na Tabela 3.2. Quando usar juntas fabricadas a partir de placas de
       ®
Graflex com reforço, é necessário verificar também a compatibilidade do fluido com
o reforço.




                                          47
Tabela 3.2
                            Tipos de Placas de Graflex®
       Tipo            TJR                       TJE                       TJB
   Reforço      lâmina lisa de aço    lâmina perfurada de aço
                                                                   nenhum
                inoxidável 316L       inoxidável 316L
                serviços gerais,      serviços gerais, vapor,      serviços gerais,
  Aplicação     vapor,                fluido térmico,              flanges frágeis
                hidrocarbonetos       hidrocarbonetos              em geral
                                   Tabela 3.3
                            Temperaturas de Trabalho

                                                Temperatura oC
                                                          Máxima
         Meio             Mínima
                                           TJR           TJE            TJB
 Neutro / redutor          -240            870            870          3 000
    Oxidante               -240            450            450           450
                                                                        Não
        Vapor              -240            650            650
                                                                   recomendado


      Os valores de “m” e “y” e das constantes para cálculo para cada tipo de Placa
de Graflex estão na Tabela 3.4.

                                    Tabela 3.4
                               Valores para Cálculo

         Tipo                  TJR                TJE                TJB
          m                     2                    2                1.5
       y (psi)                1 000               2 800               900
      Gb (MPa)                5.628               9.655              6.690
        a                     0.377               0.324              0.384
      Gs (MPa)              4.555x10 - 4         6.897x10-5        3.448x10-4
Pressão de esmagamento
                               165                 165               165
    máxima (MPa)



5.2.    FITAS DE GRAFLEX ®

               ®
      O Graflex também é fornecido em fitas com ou sem adesivo, lisa ou corrugada
na espessura de 0.4 mm, os tipos e condições de fornecimento estão na
Tabela 3.5.

                                           48
Tabela 3.5
                                    Fitas Graflex®

       Tipo                 TJI                   TJH                       TJZ
                 fita lisa com adesivo   fita corrugada com       fita corrugada sem
 Apresentação
                                         adesivo                  adesivo
                 vedação de conexões     moldada sobre a          enrolada e prensada
     Aplicação   roscadas                superfície de vedação    em hastes de válvulas
                                         dos flanges              e anéis pré-moldados
                 12.7 x 8 000 ou 25.4    12.7 x 8 000 ou 25.4 x   6.4 ou 12.7 x 8 000 e
     Rolos com
                 x 15 000 mm             15 000 mm                19.1 ou 25.4 x 15000


6.    ELASTÔMEROS

        Materiais bastante empregados na fabricação de juntas, em virtude das suas
características de selabilidade. Existem no mercado diversos tipos de polímeros e
formulações, permitindo uma grande variação na escolha.

6.1. CARACTERÍSTICAS BÁSICAS

         As principais características que tornam a borracha um bom material para
juntas são:
• Resiliência: a borracha é um material com elevada resiliência. Sendo bastante
    elástico, preenche as imperfeições dos flanges, mesmo com pequena força de
    aperto.
• Polímeros: há diversidade de polímeros com diferentes características físicas e
    químicas.
• Combinação de polímeros: a combinação de vários polímeros em uma formulação
    permite obter diferentes características físicas e químicas, como resistência à
    tração ou a produtos químicos, dureza etc.
• Variedade : chapas ou lençóis com diferentes espessuras, cores, larguras,
    comprimento e acabamentos superficiais podem ser fabricados para atender às
    necessidades de cada caso.

6.2. PROCESSO DE SELEÇÃO

    Em juntas industriais os Elastômeros normalmente são utilizados em baixas
pressões e temperatura. Para melhorar a resistência mecânica, reforços com uma ou
mais camadas de lona de algodão podem ser empregados. A dureza normal para
juntas industriais é de 55 a 80 Shore A e espessura de 0.8 mm (1/32") a 6.4 mm
(1/4"). O Anexo 3.2 apresenta a compatibilidade entre os diversos fluidos e os
Elastômeros mais utilizados, que estão relacionados a seguir. O código entre parênteses
é a designação ASTM.


                                           49
6.3. BORRACHA NATURAL (NR)
        Possui boa resistência aos sais inorgânicos, amônia, ácidos fracos e álcalis;
pouca resistência a óleos, solventes e produtos químicos; apresenta acentuado
envelhecimento devido ao ataque pelo ozônio; não recomendada para uso em locais
expostos ao sol ou ao oxigênio; tem grande resistência mecânica e ao desgaste por
atrito. Níveis de temperatura bastante limitados : de -50o C a 90o C.

6.4. ESTIRENO-BUTADIENO (SBR)
      A borracha SBR, também chamada de “borracha sintética”, foi desenvolvida
como alternativa à borracha natural. Recomendada para uso em água quente e fria, ar,
vapor e alguns ácidos fracos; não deve ser usada em ácidos fortes , óleos , graxas e
solventes clorados; possui pouca resistência ao ozônio e à maioria dos
hidrocarbonetos. Limites de temperatura de -50o C a 120o C.

6.5. CLOROPRENE (CR)
       Mais conhecida como Neoprene, seu nome comercial. Possui excelente
resistência aos óleos, ozônio, luz solar e envelhecimento, e baixa permeabilidade aos
gases; recomendada para uso em gasolina e solventes não aromáticos; tem pouca
resistência aos agentes oxidantes fortes e hidrocarbonetos aromáticos e clorados.
Limites de temperatura de -50oC a 120oC.

6.6. NITRÍLICA (NBR)
       Também conhecida como Buna-N. Possui boa resistência aos óleos, solventes,
hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos e gasolina. Pouca resistência aos agentes
oxidantes fortes, hidrocarbonetos clorados, cetonas e ésteres. Limites de temperatura
de -50oC a 120oC.

6.7. FLUORELASTÔMERO (CFM, FVSI, FPM)
       Mais conhecido como Viton, seu nome comercial. Possui excelente resistência
aos ácidos fortes, óleos, gasolina, solventes clorados e hidrocarbonetos alifáticos e
aromáticos. Não recomendada para uso com aminos, ésteres, cetonas e vapor. Limites
de temperatura de -40oC a 204oC.

6.8. SILICONE (SI)
       A borracha silicone possui excelente resistência ao envelhecimento, não sendo
afetada pela luz solar ou ozônio, por isso muito usada em ar quente. Tem pouca
resistência mecânica, aos hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos e ao vapor. Possui
limites de temperatura mais amplos, de -100oC a 260oC.

6.9. ETILENO-PROPILENO (EPDM)
      Elastômero com boa resistência ao ozônio, vapor, ácidos fortes e álcalis. Não
recomendado para uso com solventes e hidrocarbonetos aromáticos. Limites de
temperatura de -50oC a 120oC.



                                         50
6.10. HYPALON®
       Elastômero da família do Neoprene® , possui excelente resistência ao ozônio,
luz solar, produtos químicos e boa resistência aos óleos. Limites de temperatura de
-100 oC a 260 oC.


7.   FIBRA CELULOSE

       A folha de fibra de celulose, muito conhecida pelo nome comercial
Velumóide, é fabricada a partir de celulose aglomerada com cola e glicerina. É muito
usada na vedação de produtos de petróleo, gases e vários solventes. Disponível em
rolos com espessura de 0.5mm a 1.6mm. Limite máximo de temperatura 120oC.

8. CORTIÇA

       Grãos de cortiça são aglomerados com borracha para obter a compressibilidade
da cortiça, com as vantagens da borracha sintética. Usada largamente quando a força
de aperto é limitada, como em flanges de chapa fina estampada ou de material frágil
como cerâmica e vidro. Recomendada para uso com água, óleos lubrificantes e outros
derivados de petróleo em pressões até 3 bar e temperatura até 120oC. Possui pouca
resistência ao envelhecimento e não deve ser usada em ácidos inorgânicos, álcalis e
soluções oxidantes.


9. TECIDOS E FITAS

       Tecidos de amianto ou fibra de vidro impregnados com um Elastômero são
bastante usados em juntas industriais. O fio do tecido pode, para elevar a sua
resistência mecânica, ter reforço de fio metálico, como o latão ou aço inox. As
espessuras vão de 0.8mm (l/32") a 3.2mm (1/8"). Espessuras maiores são obtidas
dobrando uma camada sobre a outra.
       Os Elastômeros mais usados na impregnação de tecidos são: borracha estireno-
butadieno (SBR), Neoprene, Viton e Silicone.

9.1. TECIDOS DE AMIANTO

       Os tecidos de amianto impregnados normalmente possuem 75% de amianto e
25% de outras fibras, como o Rayon ou algodão. Esta combinação é feita para
melhorar as propriedades mecânicas e facilitar a fabricação, com sensível redução de
custo.

9.2. TECIDOS DE FIBRA DE VIDRO

      Os tecidos de fibra de vidro são fabricados a partir de dois tipos de fios:
      •   Filamento contínuo.
      •   Texturizado.

                                         51
Os tecidos feitos a partir de fio de filamento contínuo possuem espessura
reduzida e, conseqüentemente, menor resistência mecânica.
      Os tecidos com fio Texturizado, processo que eleva o volume do fio, possuem
maior resistência mecânica, por isso, mais usado em juntas industriais.

9.3.   JUNTAS DE TECIDOS E FITAS

       Os tecidos e fitas são dobrados e moldados em forma de juntas. Se necessário
para atingir a espessura desejada podem ser dobrados e colados em várias camadas.
       Estas juntas são usadas principalmente nas portas de visitas de caldeiras
(manhole e handhole). Elas podem ser circulares, ovais, quadradas ou de outras
formas. São também usadas em fornos, fornalhas, autoclaves, portas de acesso e painéis
de equipamentos.

9.4.   FITA TADPOLE

       Os tecidos podem ser enrolados em volta de um núcleo, normalmente uma
gaxeta de amianto ou fibra de vidro, conforme mostrado na figura 3.2. O tecido pode
ter ou não impregnação de Elastômeros. A junta com esta forma é conhecida como
“tadpole”.
       O tecido se estende além do núcleo, formando uma fita plana que pode ter
furos de fixação. A seção circular oferece boa vedação em superfícies irregulares
sujeitas a aberturas e fechamento freqüentes, como portas de fornos e estufas.




                                      Figura 3.2


10.    PAPELÃO DE AMIANTO (PI 97-B)

       Material fabricado a partir de fibras de amianto com ligantes incombustíveis,
com elevada resistência à temperatura. Normalmente usado como isolante térmico, é
empregado como enchimento de juntas semi-metálicas devido à sua
compressibilidade e resistência térmica. Também é recomendado para a fabricação
de juntas para dutos de gases quentes e baixas pressões. Temperatura limite de operação
contínua 800o C.

                                          52
11. PAPELÃO ISOLIT HT ®

      Devido às restrições ao manuseio do amianto, o Isolit HT é a alternativa ao
papelão de amianto, com desempenho similar. Composto de fibra cerâmica com até
5% de fibras orgânicas, que aumentam a sua resistência mecânica. Quando exposto a
temperaturas acima de 200oC estas substâncias orgânicas carbonizam, resultando em
material totalmente inorgânico com resistência até a 800o C.


12. FIBRA CERÂMICA

       Na forma de mantas é usada para fabricação de juntas para uso em dutos de
gases quentes e baixa pressão. Material também empregado como enchimento em
juntas semi-metálicas em substituição ao papelão de amianto. Limite de temperatura:
1200o C.


13. BEATER ADDITION

        O processo beater addition (BA) de fabricação de materiais para juntas é
semelhante ao de fabricação de papel. Fibras sintéticas, orgânicas ou minerais são
batidas com ligantes em misturadores, que as “abrem”, propiciando uma maior área
de contato com os ligantes. Esta maior área de contato aumenta a resistência mecânica
do produto final. Várias ligantes podem ser usados, como o látex, borracha SBR,
nitrílica etc.
        Devido à sua limitada resistência à pressão é um material pouco usado em
aplicações industriais, exceto como enchimento de juntas semi-metálicas para baixas
temperaturas.
        Os materiais produzidos pelo processo BA são disponíveis em bobinas de até
1200mm de largura, com espessuras de 0.3 mm a 1.5 mm.


14. PAPELÃO TEAPLAC ®

      Papelões para isolamento térmico sem Amianto Teaplac 800 e Teaplac 850 são
usados na fabricação de juntas para usos em elevadas temperaturas e baixas pressões




                                         53
ANEXO 3.1

            COMPATIBILIDADE QUÍMICA DO GRAFLEX ®

          Fluidos         Concentração %   Temperatura máxima o C
Acetato de Monovinil           Todas               Todas
Acetato Isopropílico            100                Todas
Acetona                       0 - 100              Todas
Ácido Acético                  Todas               Todas
Ácido Arsênico                 Todas               Todas
Ácido Benzilsulfônico            60                Todas
Ácido Bórico                   Todas               Todas
Ácido Brômico                  Todas               Todas
Ácido Carbônico                Todas               Todas
Ácido Cítrico                  Todas               Todas
Ácido Clorídrico               Todas               Todas
Ácido Dicloropropiônico      90 – 100         Não Recomendado
Ácido Esteárico                 100                Todas
Ácido Fluorídrico              Todas               Todas
Ácido Fluorsilício             0 a 20              Todas
Ácido Fólico                   Todas               Todas
Ácido Fórmico                  Todas               Todas
Ácido Fosfórico                0 a 85              Todas
Ácido Graxo                    Todas               Todas
Ácido Lático                   Todas               Todas
Ácido Monocloroacético          100                Todas
Ácido Nítrico                  Todas          Não Recomendado
Ácido Oléico                    100                Todas
Ácido Oxálico                  Todas               Todas
Ácido Sulfúrico                0 a 70              Todas
Ácido Sulfúrico             Maior que 70      Não Recomendado
Ácido Sulfuroso                Todas               Todas
Ácido Tartárico                Todas               Todas
Água Boronatada                   -                Todas
Água Deaerada                     -                Todas
Água Mercaptana              Saturada              Todas
Álcool Isopropílico           0 - 100              Todas
Álcool Amílico                  100                Todas
Álcool Butílico                 100                Todas
Álcool Etílico                0 - 100              Todas




                               54
ANEXO 3.1 (Continuação)

            COMPATIBILIDADE QUÍMICA DO GRAFLEX ®

             Fluidos           Concentração %   Temperatura máxima o C
Álcool metílico                    0 - 100               650
Anidrido acetico                     100                Todas
Anilina                              100                Todas
Ar                                    -                  450
Benzeno                              100                Todas
Biflureto de Amônia                 Todas               Todas
Bromo                               Todas         Não Recomendado
Cellosolve Butílico                0 - 100              Todas
Cellosolve Solvente                 Todas               Todas
Cloreto Cúprico                     Todas               Todas
Cloreto de Alumímio                 Todas               Todas
Clorato de Cálcio                   Todas         Não Recomendado
Cloreto de Estanho                  Todas               Todas
Cloreto de Etila                    Todas               Todas
Cloreto de Níquel                   Todas               Todas
Cloreto de Sódio                    Todas               Todas
Cloreto de Zinco                    Todas               Todas
Cloreto Férrico                     Todas               Todas
Cloreto Ferroso                     Todas               Todas
Clorito de Sódio                    0-4           Não Recomendado
Cloro seco                           100                Todas
Cloroetilbenzeno                     100                Todas
Clorofórmio                          100                Todas
Dibromo Etileno                      100                Todas
Dicloro Etileno                      100                Todas
Dietanolamina                       Todas               Todas
Dioxano                            0 - 100              Todas
Dióxido de Enxofre                  Todas               Todas
Éter isopropílico                    100                Todas
Etila                               Todas               Todas
Etileno Cloridina                   0-8                 Todas
Etileno Glicol                      Todas               Todas
Fluidos para transferência            -                 Todas
de calor (todos)
Fluidos refrigerantes               Todas               Todas



                                   55
ANEXO 3.1 (Continuação)

           COMPATIBILIDADE QUÍMICA DO GRAFLEX ®

        Fluidos               Concentração %        Temperatura máxima o C
Fluor                              Todas               Não Recomendado
Gasolina                              -                     Todas
Glicerina                         0 - 100                   Todas
Hexaclorobenzeno                    100                     Todas
Hidrato de Cloral                     -                     Todas
Hidrocloreto de Anilina            0 - 60                   Todas
Hidróxido de Alumínio              Todas                    Todas
Hidróxido de Amônia                Todas                    Todas
Hidróxido de Sódio                 Todas                    Todas
Hipocloreto de Cálcio              Todas               Não Recomendado
Hipoclorito de Sódio               Todas               Não Recomendado
Iodo                               Todas               Não Recomendado
Manitol                            Todas                    Todas
Metil-isobutil-cetona               100                     Todas
Monocloreto de Enxofre              100                     Todas
Monoclorobenzeno                    100                     Todas
Monoetanolamina                    Todas                    Todas
Octanol                             100                     Todas
Paradiclorobenzeno                  100                     Todas
Paraldeído                          100                     Todas
Querosene                             -                     Todas
Sulfato de Amônia                  Todas                    Todas
Sulfato de Cobre                   Todas                    Todas
Sulfato de Ferro                   Todas                    Todas
Sulfato de Manganês                Todas                    Todas
Sulfato de Níquel                  Todas                    Todas
Sulfato de Zinco                   Todas                    Todas
Tetracloreto de Carbono             100                     Todas
Tetracloroetano                     100                     Todas
Ticloreto de Arsênio                100                     Todas
Tiocianato de Amonia               0 – 63                   Todas
Tricloreto de Fósforo               100                     Todas
Tricloroetileno                     100                     Todas
Vapor                                 -                      650
Xileno                             Todas                    Todas
                                    56
ANEXO 3.2
       RESISTÊNCIA QUÍMICA DE ELASTÔMEROS PARA JUNTAS

1: boa resistência             3: sem informação
2: resistência regular         4: pouca resistência

NBR: nitrílica                 SBR: stireno-butadieno
F E : fluorelastômero          NR : natural
CR : cloroprene                SI : silicone

              Fluido                    NBR    FE     CR   SBR   NR   SI
 Acetaldeído                             3      4      3    3     2   2
 Acetato de alumínio                     2      4      2    4     1   4
 Acetato de butila                       4      4      4    4     4   4
 Acetado de etila                        4      4      4    4     4   2
 Acetado de potássio                     2      4      2    4     1   4
 Acetileno                               1      1      2    2     2   2
 Acetona                                 4      4      2    4     4   4
 Ácido acético 5%                        2      1      1    2     2   1
 Ácido acético glacial                   2      4      2    2     2   2
 Ácido benzóico                          4      1      4    4     4   4
 Ácido bórico                            1      1      1    1     1   1
 Ácido butírico                          4      2      4    4     3   3
 Ácido cítrico                           1      1      1    1     1   1
 Ácido clorídrico (concentrado)          4      1      4    4     4   4
 Ácido clorídrico (diluído)              3      1      1    3     3   4
 Ácido crômico                           4      1      4    4     4   3
 Ácido fluorídrico (concentrado)         4      1      4    4     4   4
 Ácido fluorídrico (diluído)             4      1      1    2     4   4
 Ácido fosfórico concentrado             4      1      1    3     3   3
 ácido fosfórico diluído                 4      1      1    2     2   2
 Ácido lático                            1      1      1    1     1   3
 Ácido maleico                           4      1      4    4     4   3
 Ácido nítrico concentrado               4      1      4    4     4   4
 Ácido nítrico diluído                   4      1      2    4     4   4
 Ácido nítrico fumegante                 4      2      4    4     4   4
 Ácido oléico                            3      2      2    4     4   4
 Ácido oxálico                           2      1      2    2     2   2
 Ácido palmítico                         1      1      2    2     2   4
 Ácido salicílico                        2      1      3    2     1   3




                                     57
ANEXO 3.2 ( Continuação )
     RESISTÊNCIA QUÍMICA DE ELASTÔMEROS PARA JUNTAS

           Fluido                  NBR   FE   CR   SBR   NR   SI
Ácido sulfúrico concentrado         4    1     4    4     4   4
Ácido sulfúrico diluído             4    1     2    3     3   4
Ácido sulfúrico fumegante           4    1     4    4     4   4
Ácido sulfuroso                     2    1     2    2     2   4
Ácido tânico                        1    1     1    2     1   2
Ácido tartárico                     1    1     1    2     1   1
Ácidos graxos                       2    1     2    4     3   3
Água do mar                         1    3     2    1     1   1
Água potável                        1    1     1    1     1   1
Alcatrão                            1    1     2    4     4   4
Álcool butílico (butanol)           1    1     1    1     1   2
Álcool de madeira                   1    4     1    1     1   1
Álcool isopropílico                 2    1     1    2     1   1
Álcool propílico                    1    1     1    1     1   1
Amônia líquida (anidra)             2    4     1    4     4   2
Amônia quente (gás)                 4    4     2    4     4   1
Amônia fria (gás)                   1    4     1    1     1   1
Anilina                             4    1     4    4     4   4
Ar até 100’C                        1    1     1    2     2   1
Ar até 150’C                        2    1     2    4     4   1
Ar até 200’C                        4    1     4    4     4   1
Ar até 250’C                        4    3     4    4     4   2
Benzeno                             4    2     4    4     4   4
Bicarbonato de sódio                1    1     1    1     1   1
Bórax                               2    1     1    2     2   2
Café                                1    1     1    1     1   1
Carbonato de amônia                 4    3     1    3     3   3
Carbonato de cálcio                 1    1     1    1     1   1
Carbonato de sódio                  1    1     1    1     1   1
Cerveja                             1    1     1    1     1   1
Cianeto de potássio                 1    1     1    1     1   1
Ciclo-hexanol                       2    1     2    4     4   4
Cloreto de alumínio                 1    1     1    1     1   2
Cloreto de amônia                   1    3     1    1     1   3
Cloreto de bário                    1    1     1    1     1   1
Cloreto de cálcio                   1    1     1    1     1   1
Cloreto de etila                    1    1     2    2     1   4




                              58
ANEXO 3.2 ( Continuação )
     RESISTÊNCIA QUÍMICA DE ELASTÔMEROS PARA JUNTAS

               Fluido                    NBR   FE   C R SBR   NR   SI
Cloreto de etileno                        4    1     4   4     4   4
Cloreto de magnésio                       1    1     1   1     1   1
Cloreto de metileno                       4    2     4   4     4   4
Cloreto de potássio                       1    1     1   1     1   1
Cloreto de sódio                          1    1     1   1     1   1
Cloro (seco)                              4    1     2   4     4   4
Cloro (úmido)                             3    1     4   3     3   3
Clorofórmio                               4    1     4   4     4   4
Decalin                                   4    1     4   4     4   4
Dibutil ftalato                           4    2     4   4     4   3
Dióxido de enxofre (seco)                 4    4     1   2     2   2
Dióxido de enxofre (úmido)                4    4     1   4     4   2
Dissulfeto de carbono                     4    1     4   4     4   3
Dowtherm A                                4    1     2   4     4   4
Esgoto sanitário                          1    1     2   1     1   1
Etano                                     1    1     2   4     4   4
Etanol                                    1    3     1   1     1   1
Éter dibutílico                           4    3     4   4     4   4
Éter etílico                              3    4     4   4     4   4
Éter metílico                             1    1     3   1     1   1
Etileno glicol                            1    1     1   1     1   1
Fenol                                     4    1     2   4     4   4
Fluoreto de alumínio                      1    3     1   1     2   2
Formaldeído                               4    4     4   4     4   4
Fosfato de cálcio                         1    1     2   1     1   1
Freon 12                                  1    1     1   1     2   4
Freon 22                                  4    4     1   1     1   4
Gás carbônico                             1    2     1   2     2   2
Gás liquefeito de petróleo                1    1     2   4     4   3
Gás natural                               1    1     1   2     2   1
Gasolina                                  1    1     2   4     4   4
Glicerina                                 1    1     1   1     1   1
Glicose                                   1    1     1   1     1   1
Heptano                                   1    1     2   4     4   4
Hidrogênio                                1    1     1   2     2   3
Hidróxido de amônia (concentrado)         4    1     1   3     3   1
Hidróxido de cálcio                       1    1     1   1     1   3




                                    59
ANEXO 3.2 ( Continuação )
     RESISTÊNCIA QUÍMICA DE ELASTÔMEROS PARA JUNTAS

                 Fluido               NBR   FE   CR   SBR   NR   SI
Hidróxido de magnésio                  2    1     1    2     2   3
Hidróxido de potássio                  2    4     1    2     2   3
Hidróxido de sódio                     2    1     1    2     1   1
Hipoclorito de cálcio                  2    1     2    2     2   2
Hipoclorito de sódio                   2    1     2    2     2   2
Isso-octano                            1    1     1    4     4   4
Ieite                                  1    1     1    1     1   1
Mercúrio                               1    1     1    1     1   3
Metano                                 1    1     2    4     4   4
Metanol                                1    2     1    1     1   1
Metil butil cetona                     4    4     4    4     4   4
Metil butil cetona ( MEK )             4    4     4    4     4   4
Metil isobutil cetona ( MIBK )         4    4     4    4     4   4
Metil isopropril cetona                4    4     4    4     4   4
Metil salicilato                       4    3     4    3     3   3
Monóxido de carbono                    1    1     1    2     2   1
Nafta                                  2    1     4    4     4   4
Neon                                   1    1     1    1     1   1
Nitrato de alumínio                    1    3     1    1     1   2
Nitrato de potássio                    1    1     1    1     1   1
Nitrato de prata                       2    1     1    1     1   1
Nitrogênio                             1    1     1    1     1   1
Octano                                 2    1     4    4     4   4
Óleo bunker                            1    1     4    4     4   2
Óleo combustível                       1    1     1    4     4   4
Óleo combustível ácido                 1    1     2    4     4   1
Óleo cru                               2    1     4    4     4   4
Óleo de amendoim                       1    1     3    4     4   1
Óleo de coco                           1    1     3    4     4   1
Óleo de linhaça                        1    1     1    4     4   1
Óleo de madeira                        1    1     2    4     4   4
Óleo de milho                          1    1     3    4     4   1
Óleo de oliva                          1    1     2    4     4   1
Óleo de soja                           1    1     1    4     4   1
Óleo diesel                            1    1     3    4     4   4
Óleo hidráulico ( mineral )            1    1     2    4     4   2
Óleo lubrificante                      1    1     2    4     4   4




                                 60
ANEXO 3.2 ( Continuação )
     RESISTÊNCIA QUÍMICA DE ELASTÔMEROS PARA JUNTAS

                  Fluido        NBR F E   CR   SBR N R   SI
Óleo para turbina                1   1     4    4   4    4
Óleo silicone                    1   1     1    1   1    3
Óleo vegetal                     1   1     3    4   4    1
Óleos minerais                   1   1     1    4   4    2
Oxigênio                         2   1     1    4   2    1
Oxigênio ( 100-200’C )           4   2     4    4   4    1
Oxigênio líquido                 2   1     1    4   1    2
Ozona                            4   1     3    4   4    1
Pentano                          1   1     1    3   4    4
Percloroetileno                  2   1     4    4   4    4
Peróxido de hidrogênio           2   1     2    2   2    1
Petróleo                         1   1     2    4   4    4
Propano                          1   1     2    4   4    4
Querosene                        1   1     2    4   4    4
Silicato de cálcio               1   1     1    1   1    3
Silicato de sódio                1   1     1    1   1    3
Soluções cáusticas               2   2     2    2   1    2
Solventes clorados               4   1     4    4   4    4
Sulfato de alumínio              1   1     1    2   1    1
Sulfato de amônia                1   4     1    2   1    3
Sulfato de cobre                 1   1     1    2   2    1
Sulfato de magnésio              1   1     1    2   2    1
Sulfato de sódio                 1   1     1    2   2    1
Sulfato de zinco                 1   1     1    2   2    1
Sulfito de magnésio              1   1     1    2   2    1
Tetracloreto de carbono          2   1     4    4   4    4
Tetracloroetano                  4   1     4    4   4    3
Thinner                          4   2     4    4   4    4
Tolueno                          4   2     4    4   4    4
Tricloroetano                    4   1     4    4   4    4
Tricloroetileno                  3   1     4    4   4    4
Uísque                           1   1     1    1   1    1
Vapor                            1   1     1    2   2    1
Vinagre                          2   1     2    2   2    1
Vinho                            1   1     1    1   1    1
Xileno                           4   1     4    4   4    4
Xilol                            4   1     4    4   4    4




                           61
62
CAPÍTULO

                                                                                 4

                                          JUNTAS EM
                                 PAPELÃO HIDRÁULICO




1. PAPELÕES HIDRÁULICOS TEADIT

       São fabricados a partir da vulcanização sob pressão de Elastômeros com fibras
minerais ou sintética. Por serem bastante econômicos em relação ao seu desempenho,
são os materiais mais usados na fabricação de juntas industriais, cobrindo ampla faixa
de aplicação. Suas principais características são:

      •    Elevada resistência ao esmagamento
      •    Baixo relaxamento (creep relaxation )
      •    Resistência a altas temperaturas e pressões
      •    Resistência a produtos químicos


2.   COMPOSIÇÃO E CARACTERÍSTICAS

       Na fabricação do papelão hidráulico, fibras de amianto ou sintéticas, como a
aramida (Kevlar*), são misturados com Elastômeros e outros materiais, formando
uma massa viscosa. Esta massa é calandrada a quente até a formação de uma folha
com as características físicas e dimensões desejadas.
       A fibra, o elastômero ou a combinação de Elastômeros, aditivos, a temperatura
e o tempo de processamento são combinados de forma a resultar em um papelão
hidráulico com características específicas para cada aplicação.
(* Marca registrada da E. I. Du Pont de Nemours, EUA)



                                         63
2.1 FIBRAS

       As fibras possuem a função estrutural, determinando, principalmente, as
características de elevada resistência mecânica dos papelões hidráulicos.
       Nos papelões à base de amianto, o problema de riscos pessoais aos usuários é
bastante reduzido, por estarem as fibras totalmente impregnadas por borracha.
       Os papelões à base de fibras sintéticas são totalmente “sem-amianto”, dando
bastante segurança aos usuários.

      Importante: recomenda-se o uso correto dos papelões à base de amianto; o
lixamento, raspagem ou qualquer processo que provoque poeira, deve ser feito
evitando-se sua inalação, usando-se máscaras com filtros descartáveis. As roupas de
trabalho devem ser guardadas e lavadas em separadas das demais. Maiores
informações para o manuseio e uso correto de produtos de amianto, podem ser obtidas
no Anexo 12 da NR 15 da Portaria 3214 de 8/06/1978 do Ministério do Trabalho.




2.2 ELASTÔMEROS

       Os Elastômeros, vulcanizados sob pressão com as fibras, determinam a
resistência química do papelão hidráulico, dando-lhe também as suas características
de flexibilidade e elasticidade. Os Elastômeros mais usados são:

        • Borracha natural ( NR ): produto natural extraído de plantas tropicais,
apresenta excelente elasticidade, flexibilidade, baixa resistência química e à
temperatura.
        •   Borracha estireno-butadieno ( SBR ): também conhecida como “borracha
sintética”, foi desenvolvida como alternativa à borracha natural, possuindo
características similares.
        •   Cloropreno ( CR ): mais conhecido pelo seu nome comercial, Neoprene*,
possui excelente resistência a óleos, gasolina, solventes de petróleo e ao ozônio.
        •   Borracha nitrílica ( NBR ): superior às borrachas SBR e CR em relação a
produtos químicos e temperatura. Tem excelente resistência a óleos, gasolina,
solventes de petróleo, hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos, solventes clorados e
óleos vegetais e animais.
        •   Hypalon: possui excelente resistência química inclusive aos ácidos e
álcalis.

2.3 REFORÇO METÁLICO

       Para elevar a resistência mecânica, os papelões hidráulicos podem ser reforçados
com tela metálica. Estes materiais são recomendados para aplicações onde a junta
está sujeita a tensões mecânicas altas. A tela é normalmente de aço carbono, podendo,
entretanto, ser usado aço inoxidável, para melhor resistir ao fluido vedado.
                                          64
Juntas de papelão hidráulico com inserção metálica apresentam uma
selabilidade menor, pois a inserção da tela possibilita um vazamento através da
própria junta. A tela metálica também dificulta o corte da junta e deve ser usada
somente quando estritamente necessário.

2.4 ACABAMENTO

       Os diversos tipos de papelão hidráulico são fabricados com dois acabamentos
superficiais, ambos com o carimbo do tipo e marca Teadit:

      • Natural: permite uma maior aderência ao flange.
      • Grafitado: evita a aderência ao flange, facilitando a troca da junta,
quando esta é feita com freqüência.

2.5 DIMENSÕES DE FORNECIMENTO

     Os papelões hidráulicos Teadit são normalmente comercializados em folhas de
1500 mm por 1600 mm. Sob encomenda podem ser fornecidos em folhas de 1500 mm
por 3200 mm. Alguns materiais também podem ser fabricados em folhas de 3000 mm
por 3200 mm.

2.6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

       As associações normalizadoras e os fabricantes, desenvolveram vários testes
para permitir a uniformidade de fabricação, determinação das condições, limites de
aplicação e comparação entre materiais de diversos fabricantes.

2.6.1 COMPRESSIBILIDADE E RECUPERAÇÃO

       Medida de acordo, com a Norma ASTM F36A, é a redução de espessura do
material, quando submetido a uma carga de 5000 psi ( 34.5 MPa ) expressa como uma
porcentagem da espessura original. Recuperação é a retomada da espessura quando a
carga sobre o material é retirada, expressa como porcentagem da espessura comprimida.
       A compressibilidade indica a capacidade do material de se acomodar às
imperfeições dos flanges. Quanto maior a compressibilidade, mais facilmente o
material preenche as irregularidades.
       A recuperação indica a capacidade do material em absorver os efeitos das
variações de pressão e temperatura.

2.6.2 SELABILIDADE

       Medida de acordo com a Norma ASTM F37, indica a capacidade de vedar sob
condições controladas de laboratório com isoctano, pressão de 1atm e de carga do
flange variando de 125 psi (0.86 MPa) a 4000 psi (27.58 MPa).



                                         65
2.6.3 RETENÇÃO DE TORQUE
       Medida de acordo com a ASTM F38, indica a capacidade do material em
manter o aperto ao longo do tempo, expressa como uma percentagem de perda de
carga inicial. Um material estável retém o torque após uma perda inicial, ao contrário
de um material instável que apresenta uma contínua perda, causando uma degradação
da vedação, com o tempo. A pressão inicial de teste é de 21 MPa, temperatura 100o C
e tempo 22 horas. Quanto maiores a espessura do material e temperatura de operação,
menor a retenção de torque. As Normas DIN 52913 e BS 2815 estabelecem os métodos de
medição da Retenção de Torque.

2.6.4 IMERSÃO EM FLUIDO
       Medida de acordo com a Norma ASTM F146, permite verificar a variação do
material, quando imerso em fluidos por tempo e temperatura determinados. Os fluidos
de testes de imersão mais comuns são o óleo IRM 903, à base de petróleo e o ASTM
Fuel B, composto de 70% isoctano e 30% tolueno e também imersão em ácidos. São
verificadas variações de compressibilidade, recuperação, aumento de espessura,
redução de resistência à tração e aumento de peso.

2.6.5 RESISTÊNCIA À TRAÇÃO
       Medida de acordo com a Norma ASTM F152, é um parâmetro de controle de
qualidade, e seu valor não está diretamente relacionado com as condições de
aplicação do material.

2.6.6 PERDA POR CALCINAÇÃO
       Medida pela Norma ASTM F495 indica a porcentagem de material perdido ao
calcinar o material.

2.6.7 DIAGRAMA PRESSÃO X TEMPERATURA
       Não havendo teste internacionalmente adotado para estabelecer os limites de
operação dos materiais para juntas, a Teadit desenvolveu procedimento específico
para determinar a pressão máxima de trabalho, em função da temperatura. O fluido
de teste é o Nitrogênio.

3.   PROJETO DE JUNTAS COM PAPELÃO HIDRÁULICO

3.1 CONDIÇÕES OPERACIONAIS

       Ao iniciarmos o projeto de uma junta, devemos, em primeiro lugar, verificar se
as condições operacionais são adequadas ao uso de papelão hidráulico. A pressão e
temperatura de trabalho, devem ser comparadas com as máximas indicadas pelo
fabricante.




                                         66
Para os Papelão Hidráulicos Teadit do tipo NA (Não Amianto), foram
determinadas as curvas P x T que representam o comportamento do material,
considerando a ação simultânea da pressão e temperatura. As curvas P x T são
determinadas com Nitrogênio e junta na espessura de 1.6 mm. Para determinar se uma
condição é adequada, dever-se verificar se a pressão e a temperatura de operação
estão dentro da faixa recomendada para o material, que é representada pela área sob a
curva inferior do gráfico. Se o ponto cair na área entre as duas curvas é necessário
consultar a Teadit pois, dependendo de outros fatores tais como tipo de fluido e
existência de ciclo térmico, o material pode ou não ser adequado para a aplicação.

3.2 RESISTÊNCIA QUÍMICA

       Antes de decidirmos pelo uso de um tipo de papelão hidráulico, devemos
verificar a sua resistência química ao fluido a ser vedado.
       O Anexo 4.2, no final deste capítulo, apresenta a compatibilidade entre vários
produtos e os diversos tipos de papelão hidráulico Teadit.
       Importante : as recomendações do Anexo 4.2 são genéricas, portanto as
condições particulares de cada caso devem ser analisadas cuidadosamente.


3.3 TIPOS DE JUNTAS

3.3.1. TIPO 810 RF ( RAISED FACE )

       O Tipo 810 ou RF ( Figura 4.1 ) é uma junta cujo diâmetro externo tangência
os parafusos, fazendo-a auto-centrante ao ser instalada. É o tipo de junta mais usado
em flanges industriais por ser o mais econômico, sem perda de performance.
     • Sempre que possível, deve-se usar o tipo RF, pois é mais econômico e,
apresentando menor área de contato com o flange, tem maior facilidade de
esmagamento.




                                     Figura 4.1

                                         67
3.3.2. TIPO 820 FF ( FULL FACE )

       O Tipo 820 ou FF ( Figura 4.2 ) é uma junta que se estende até o diâmetro
externo do flange. É normalmente usada em flanges de materiais frágeis ou de baixa
resistência. Deve-se tomar bastante cuidado em esmagar adequadamente a junta,
devido a sua maior área de contato.




                                   Figura 4.2

3.3.3 TIPO 830 PARA TROCADORES DE CALOR

       É bastante freqüente o uso de juntas em flanges não normalizados, como, por
exemplo, nos espelhos de trocadores de calor. Neste caso, as recomendações de
projeto do Capítulo 2 deste livro, devem ser observadas cuidadosamente. A pressão
máxima de esmagamento não deve ultrapassar os valores indicados para cada tipo de
papelão hidráulico.


3.4 DIMENSIONAMENTO PARA FLANGES NORMAS ASME

       As juntas para uso em flanges ASME, estão dimensionadas na Norma ASME
B16.21, Nonmetallic Flat Gaskets for Pipe Flanges. Nesta norma estão as dimensões
das juntas para diversos tipos de flanges, usados em tubulações e equipamentos
industriais, conforme Anexos 4.3 a 4.10.

3.5 DIMENSIONAMENTO PARA FLANGES NORMA DIN

      As dimensões da juntas conforme Norma DIN 2690 estão no Anexo 4.11.

3.6 DIMENSIONAMENTO PARA OUTRAS NORMAS

       Outras associações normalizadoras também especificam as dimensões para
juntas. As normas BS e JIS da Inglaterra e Japão, respectivamente, são usadas em
equipamentos projetados nestes países. Seu uso é bastante restrito no Brasil.

                                       68
3.7 TOLERÂNCIAS

      As tolerâncias de fabricação com base na Norma ASME B16.21 estão na
Tabela 4.1.

                                      Tabela 4.1
                               Tolerâncias de Fabricação
                      Característica                         Tolerância - mm
                               Até 300 mm (12")                 +0           -1.5
Diâmetro Externo
                               Acima de 300 mm (12")            +0           -3.0
                               Até 300 mm (12")                      ± 1.5
Diâmetro Interno
                               Acima de 300 mm (12")                 ± 3.0
Círculo de Furação                                                   ± 1.5
Centro a centro dos furos dos parafusos                              ± 0.8

4.   JUNTAS DE GRANDES DIMENSÕES

       Quando as dimensões da junta forem maiores que a folha de papelão
hidráulico, ou se, devido a razões econômicas, for necessário a sua fabricação em
setores, são usados dois tipos de emendas: cauda-de-andorinha e chanfrada.


4.1 CAUDA-DE-ANDORINHA

       É a emenda mais usada em aplicações industriais, permitindo a fabricação de
juntas em qualquer tamanho e espessura, conforme mostrado na Figura 4.3. Cada
emenda macho e fêmea é ajustada de modo que haja um mínimo de folga. Ao montar,
deve ser observada a indicação existente, evitando trocas de setores.
       O dimensionamento da Cauda de Andorinha deve seguir as seguintes
recomendações:

      Juntas com largura ( L ) menor ou igual a 200 mm:

           A = B = C = (.3 a .4 ) L

      Juntas com largura L maior que 200 mm:

           A = (.15 a .2 ) L

           B = (.15 a .25 ) L

           C = (.25 a .3 ) L


                                          69
Figura 4.3

4.2 CHANFRADA

        Quando a força de esmagamento não for suficiente, podem ser feitas
emendas chanfradas e coladas ( Figura 4.4 ). Devido à dificuldade de fabricação, só é
viável este tipo construtivo para espessuras de, no mínimo, 3.2mm. Não é
recomendável o uso deste tipo de emenda com Papelão Hidráulico com Amianto, ao
lixar a emenda pode-se gerar poeira, operação sujeita a controles de nível de fibras no
meio ambiente.




                                     Figura 4.4


                                          70
5.   ESPESSURA

       O Código ASME recomenda três espessuras para aplicações industriais:
1/32" ( 0.8 mm ), 1/16" (1.6 mm ) e 1/8" ( 3.2 mm ). Ao especificar a espessura de
uma junta, devemos levar em consideração, principalmente, a superfície de vedação.
Como regra geral, recomenda-se que a junta seja de espessura apenas suficiente para
preencher as irregularidades dos flanges.
       Aplicações práticas bem sucedidas recomendam que a espessura seja igual a
quatro vezes a profundidade das ranhuras. Espessuras acima de 3,2 mm só devem ser
usadas quando estritamente necessário. Em flanges muito desgastados, distorcidos ou
de grandes dimensões, podem ser usadas espessuras de até 6.4 mm.
       Para flanges com superfícies retificadas ou polidas, deve-se usar a menor
espessura possível ( até 1.0 mm ). Não havendo ranhuras ou irregularidades para
“morder”, a junta pode ser expulsa pela força radial provocada pela pressão interna.


6.   FORÇA DE APERTO DOS PARAFUSOS

       A força de aperto dos parafusos deve ser calculada de acordo com as
recomendações do Capítulo 2 deste livro. Esta força não deve provocar uma pressão
de esmagamento excessiva extrudando a junta. A pressão máxima de aperto, depende
da espessura e da temperatura de trabalho da junta. Na temperatura ambiente a
pressão máxima de esmagamento recomendada é de 210 MPa (30 000 psi).


7.   ACABAMENTO DAS JUNTAS

       O acabamento para a maioria das aplicações deve ser o natural. O uso de
anti-aderentes como grafite, silicone, óleos ou graxas, diminuem o atrito com os
flanges, dificultando a vedação e diminuindo a resistência a altas pressões.
       O acabamento grafitado só deve ser usado quando for freqüente a
desmontagem. Neste caso, recomenda-se a grafitagem em apenas um lado. A
grafitagem em ambos os lados só deve ser especificada em juntas para trabalho em
temperaturas muito elevadas, pois a grafite eleva a resistência superficial ao calor.
       Não se recomenda a lubrificação com óleos ou graxas.


8.   ACABAMENTO DAS SUPERFÍCIES DE VEDAÇÃO DOS FLANGES

       O acabamento da superfície do flange em contato com a junta deve ter uma
rugosidade suficiente para ‘morder’ a junta. É recomendado o ranhurado concêntrico
ou em espiral fonográfica especificado pelas Normas ASME B16.5 e MSS SP-6,
normalmente encontrado nos flanges comerciais. Ambos são usinados por ferramenta
com, no mínimo, 1.6 µm (1/16") de raio, tendo 45 a 55 ranhuras por polegada. Este
acabamento deve ter de 3.2 mm (125 µpol) Ra a 6.3 µm (250 µpol) Ra .
       Ranhuras concêntricas em ‘V’ de 90o com passo de 0.6 a 1.0mm também são
aceitáveis.

                                         71
Flanges com ranhuras em espiral são mais difíceis de vedar. Um esmagamento
inadequado pode permitir um ‘canal de vazamento’ através da espiral.
      Riscos radiais são difíceis de vedar e devem ser evitados.


9.   ARMAZENAMENTO

       O papelão hidráulico em folhas, bem como juntas já cortadas, não deve ser
armazenado por longos períodos. O elastômero usado como ligante, provoca o
“envelhecimento” do material com o tempo, alterando as suas características físicas.
       Ao armazenar deve-se escolher um local fresco, seco e sem luz solar direta.
Evitar contato com a água, óleos e produtos químicos. As folhas e juntas de papelão
hidráulico devem ser mantidas de preferência, deitadas, sem dobras ou vincos. Evitar
pendurar ou enrolar, para não provocar deformações permanentes.


10. PAPELÕES HIDRÁULICOS TEADIT SEM AMIANTO

      Os Papelões Hidráulicos sem Amianto, para aplicações industriais,
disponíveis no mercado por ocasião da publicação de livro, estão relacionados a
seguir. Por ser um produto em constante evolução, novas formulações são
continuamente oferecidas aos usuários.

10.1 Papelão hidráulico NA 1000
     Papelão hidráulico universal de fibra aramida e borracha NBR. Indicado para
     derivados de petróleo, solventes, vapor saturado e produtos químicos em
     geral.
     Cor: verde.
     Classificação ASTM F104: 713100E33M9


10.2. Papelão hidráulico NA 1000M
      Papelão hidráulico universal de fibra aramida e borracha NBR com inserção
      de tela metálica. Indicado para derivados de petróleo, solventes, vapor saturado e
      produtos químicos em geral.
      Cor: verde.
      Classificação ASTM F104: 713230E23M6


10.3 . Papelão hidráulico NA 1002
       Papelão hidráulico universal de fibra aramida e borracha NBR. Indicado para
       derivados de petróleo, água, vapor saturado, gases e produtos químicos em
       geral.
       Cor: verde.
       Classificação ASTM 712120E22M5

                                          72
Gráfico P x T para NA 1002


10.4 Papelão hidráulico NA 1020
     Papelão hidráulico para uso geral à base de fibra aramida e borracha SBR.
     Indicado para vapor saturado, gases, ácidos moderados, álcalis e produtos
     químicos em geral.
     Cor: branco.
     Classificação ASTM F104: 712940E44M5
     Aprovação KTW para uso com água potável.




                         Gráfico P x T para NA 1020

                                     73
10.5   Papelão hidráulico NA 1040
       Papelão hidráulico universal de fibra celulose e borracha NBR. Indicado para
       derivados de petróleo, água e produtos químicos em geral a baixa
       temperatura.
       Cor: vermelho.
       Classificação ASTM 712990E34M4




                           Gráfico P x T para NA 1040

10.6   Papelão Hidráulico NA 1100
       Papelão hidráulico universal de elevada resistência térmica e isento de amianto.
       Contém fibra de carbono e grafite, unidos com borracha NBR.
       Indicado para óleos quentes, solventes, água, vapor e produtos químicos em
       geral.
       Cor: preta.
       Classificação ASTM F104: 712120E23M6
       Aprovações: DVGW e KTW.




                            Gráfico P x T para NA 1100

                                          74
10.7   Papelão Hidráulico NA 1060 FDA
       Papelão hidráulico isento de amianto a base de fibra aramida e borracha
       SBR. Indicado para trabalhar com alimentos, remédios e outros produtos que
       não podem sofrer contaminação.
       Cor: branco.
       Classificação ASTM F104: 712940E34M9
       Atende os requisitos da Food and Drug Administration – USA (FDA) para uso em
       contato com alimentos e produtos farmacêuticos.


10.8 Papelão hidráulico NA 1085
     Papelão hidráulico universal de fibra aramida e borracha Hypalon (CSM). Apresenta
     excelente resistência química e mecânica. Desenvolvido para trabalhar com
     ácidos fortes e produtos químicos em geral.
     Cor: azul cobalto.
     Classificação ASTM F104: 712000E00M5




                           Gráfico P x T para NA 1085




                                         75
11. PAPELÕES HIDRÁULICOS COM AMIANTO

        Os Papelões Hidráulicos com Amianto, para aplicações industriais,
disponíveis no mercado por ocasião da publicação deste livro, estão relacionados a
seguir.

11.1 . Papelão Hidráulico AC 83
       Papelão hidráulico com amianto e liga especial de borracha resistente aos
       ácidos e bases, fortes e moderados amplamente usado na indústria química.
       Cor: azul.
       Classificação ASTM F104: F112000E00-M6.


       Propriedades físicas após imersão em ácidos: 5 horas a 23o C
     Propriedade            Sulfúrico 25%    Nítrico 25%     Clorídrico 25%
Aumento de peso (%)               12               7                4
Aumento de espessura (%)          13               8                4

11.2. Papelão Hidráulico S 1212
      Papelão hidráulico universal com amianto e borracha NBR para uso com
      óleos quentes, gasolina, combustíveis, solventes e gases.
      Cor: verde.
      Classificação ASTM F104: F112200E33-M6.

11.3. Papelão Hidráulico S 1200
      Papelão hidráulico universal com amianto, borracha NBR e inserção de tela
      metálica para uso com óleos quentes, gasolina, combustíveis, solventes e gases.
      Cor: verde.
      Classificação ASTM F104: F112230E34-M9.

11.4. Papelão hidráulico U 60
      Papelão hidráulico para serviços gerais com amianto e borracha SBR.
      Recomendado para água, vapor, gases e uma ampla faixa de produtos
      químicos e compostos orgânicos.
      Cor: preta.
      Classificação ASTM F104: F112950E59-M6.

11.5. Papelão hidráulico U 60M
      Papelão hidráulico para serviços gerais com amianto, borracha SBR e
      inserção de tela metálica. Recomendado para água, vapor, gases e uma
      ampla faixa de produtos químicos e compostos orgânicos.
      Cor: preta.
      Classificação ASTM F104: F112940E55-M9




                                         76
11.6. Papelão hidráulico U 90
      Papelão hidráulico especial com amianto e borracha SBR, para vapor a
      altas pressões e temperaturas, ácidos e álcalis moderados e produtos
      químicos em geral.
      Cor: prata.
      Normas atendidas: - ASTM F 104: F112940E39-M7.

11.7   Papelão hidráulico V 15
       V15 é um papelão hidráulico composto de amianto e borracha SBR fabricado
       por meio de calandragem sob alta pressão e temperatura e com um rigoroso
       controle de qualidade.
       Cor: vermelha.
       Classificação ASTM F104: F119000E00-M9.




                                      77
Anexo 4.1
                   Características Físicas - Papelões Não Amianto




                                                                                                                         NA 1060FDA
                                                                    NA 1000M
                                                      NA 1000




                                                                                NA 1002


                                                                                          NA 1020


                                                                                                    NA 1040


                                                                                                              NA 1100
         Características Físicas


                              Máxima              380     380                   400    380    210    450                 380
Temperatura limite - oC       Uso contínuo        200     200                   240    270    200    270                 270
                              Máxima               90     100                   110     70     50    130                  70
Pressão limite – bar
                              Uso contínuo         40      40                    50     50     20     70                  50
Densidade – g/cm 3                                1.63     1.9                  1.75 1.94     1.8    1.65                1.95
Compressibilidade – ASTM F36A - %                12 - 23 10 - 20               7 - 17 7 - 17 5 - 15 5 - 15              7 – 17
Recuperação – ASTM F36A - %                        50       40                    45     45     45     50                  45
Resist. tração transversal ASTM F152 - MPa         13     18.5                  11.5   13.0   9.7     15                 13.5
Perda por calcinação - % máximo                    36      37                    34     28     30     50                  29
Aumento de espessura             IRM903            13      20                    12     40     25     15                  30
ASTM F 146 - % máximo            Fuel B            15      15                    10     20     20     15                  20
Aumento de peso                  IRM903             -      20                    15     30     25     15                  30
ASTM F 146 - % máximo            Fuel B            20      15                    15     30     20     15                  20
Perda de torque ASTM F 38 - %                      26       -                    25     22     26     22                  20
Retenção de torque DIN 52913 - MPa                 37       -                    28     38     26     35                  39
Selabilidade Isoctano 1000 psi ASTM F38 – ml/h    0.80      -                   0.25 0.25 0.25 0.20                      0.25
                                                          NA 1085




          Características Físicas


                               Máxima               240
Temperatura limite - oC                             200
                               Uso contínuo
                               Máxima                68
Pressão limite – bar
                               Uso contínuo          50
Densidade – g/cm 3                                   1.7
Compressibilidade – ASTM F36A - %                  5 – 15
Recuperação – ASTM F36A - %                           40
Resist. tração transversal ASTM F152 - MPa           14
Perda por calcinação - %                             37
Aumento de espessura                H 2SO 4           6
concentração 25% a 23 o C           HNO3              6
% máximo                             HCl              5
Aumento de peso concentração        H 2SO 4           6
25% a 23o C                         HNO3              6
% máximo                             HCl              5
Perda de torque ASTM F 38 - %                        26
Selabilidade Isoctano 1000 psi ASTM F38 – ml/h       0.2
Retenção de torque DIN 52913 - MPa                   28
                                                 78
Características Físicas - Papelões Com Amianto




                                                                                  U 60M
                                                      S 1212


                                                                S 1200
                                              AC 83




                                                                          U 60




                                                                                           U 90


                                                                                                   V 15
       Características Físicas



Temperatura máxima - oC                      450      540      540       540     540      590     200
Pressão máxima - bar                          85      140      210       100     140      210      15
Densidade – g/cm 3                           1.8      1.8      2.1       1.8     2.0      2.0     2.0
Compressibilidade – ASTM F36A - %             11       12      14         13      13       8       19
Recuperação – ASTM F36A - %                   57       60      52         54      53      55       35
Resist. tração transversal ASTM F152 - MPa    18       27      27         18      22      29       7
Aumento de espessura IRM903                             9        9        27      30      36

                                             Nota 1
ASTM F 146 - %             Fuel B                      11      13         18      17      21
Aumento de peso            IRM903                      11       11        24      25      24
ASTM F 146 - %             Fuel B                      11      10         16      13      13
Nota 1: na descrição do produto estão o aumento de espessura e de peso com ácidos.




                                                79
Anexo 4.2

                              Tabela de Recomendações
                      Papelões Hidráulicos Teadit Não-Amianto

A: recomendado.
B: depende das condições de trabalho, recomenda-se consultar o fabricante
C: não-recomendado

                              NA1000                                    NA1100
            Fluido                   NA1002 NA1020 NA1040 NA1060 NA1085
                             NA1000M                                    NA1092
Acetamida                       A      A      C      A      C      B      A
Acetaldeído                     B      B      B      B      B      B      B
Acetato de Alumínio             A      A      A      B      A      A      A
Acetato de Amila                B      B      B      B      B      B      B
Acetato de Butila               B      B      C      C      C      C      B
Acetato de Etila                C      C      C      C      C      C      C
Acetato de Potássio             A      A      B      B      B      C      A
Acetileno                       A      A      A      A      A      A      A
Acetona                         C      C      B      C      B      B      C
Ácido Acético (T 90ºC)          A      A      A      A      A      A      A
Ácido Acético (T 90ºC)          C      C      C      C      C      A      C
Ácido Adípico                   A      A      B      A      B      A      A
Ácido Benzóico                  B      B      B      C      B      B      B
Ácido Bórico                   A      A        A     A      A        A      A
Ácido Cítrico                  A      A        A     A      A        A      A
Ácido Clorídrico 10%           A      A        C     B      C        A      A
Ácido Clorídrico 37%           C      C        C     C      C        A      C
Ácido Crômico                  C      C        C     C      C        B      C
Ácido Esteárico                A      A        A     A      B        A      A
Ácido Fluorídrico              C      C        C     C      C        C      C
Ácido Fórmico                  B      B        A     C      A        A      B
Ácido Fosfórico                B      B        C     C      C        A      B
Ácido Lático 50%               A      A        A     B      A        A      A
Ácido Maléico                  A      A        C     A      C        C      A
Ácido Nítrico 50% (T 50ºC)     C      C        C     C      C        A      C
Ácido Nítrico 50%              C      C        C     C      C        C      C




                                          80
Anexo 4.2 (Continuação)
                               Tabela de Recomendações
                       Papelões Hidráulicos Teadit Não-Amianto

                              NA1000                                    NA1100
            Fluido                   NA1002 NA1020 NA1040 NA1060 NA1085
                             NA1000M                                    NA1092
Ácido Oléico                   A      A        C     A      C      A      A
Ácido Oxálico                  B      B        B     C      B      A      B
Ácido Palmítico                A      A        B     B      B      A      A
Ácido Sulfúrico 90%            C      C        C     C      C      A      C
Ácido Sulfúrico 95%            C      C        C     C      C      B      C
Ácido Sulfúrico oleum          C      C        C     C      C      C      C
Ácido Sulfuroso                B      B        B     C      B      A      B
Ácido Tânico                   A      A        A     A      A      A      A
Ácido Tartárico                A      A        A     A      A      A      A
Água                           A      A        A     A      A      A      A
Água de Alimentação de
Caldeira                       A      A        A     A      A      A      A
Água do Mar                    A      A        A     A      A      A      A
Aguarrás                       A      A        C     A      C      C      A
Álcool Isopropilico            A      A        A     A      A      A      A
Amônia – Fria (Gás)            A      A        A     A      A      A      A
Amônia – Quente (Gás)          C      C        C     C      C      B      C
Anilina                        C      C        B     C      B      C      C
Ar                             A      A        A     A      A      A      A
Benzeno                        C      C        C     C      C      C      C
Bicarbonato de Sódio           A      A        B     A      B      A      A
Bissulfito de Sódio            A      A        A     A      A      A      A
Butadieno                      C      C        C     C      C      B      C
Butano                         A      A        C     B      C      A      A
Butanol                        A      A        A     A      A      A      A
Butanona (MEK)                 C      C        C     C      C      C      C
Carbonato de Amônia            C      C        A     C      A      C      C
Carbonato de Sódio             A      A        A     A      A      A      A
Ciclohexano                    A      A        C     A      C      C      A
Ciclohexanol                   A      A        C     B      C      B      A
Ciclo-hexanona                 C      C        C     C      C      C      C
Cloreto de Alumínio            A      A        A     A      A      A      A
Cloreto de Amônia              A      A        A     A      A      A      A
Cloreto de Bário               A      A        A     A      A      A      A

                                          81
Anexo 4.2 (Continuação)
                                Tabela de Recomendações
                        Papelões Hidráulicos Teadit Não-Amianto

                               NA1000                                    NA1100
               Fluido                 NA1002 NA1020 NA1040 NA1060 NA1085
                              NA1000M                                    NA1092
Cloreto de Cálcio               A      A        A     A      A      A      A
Cloreto de Etila                B      B        C     C      C      C      B
Cloreto de Magnésio             A      A        A     A      A      A      A
Cloreto de Metila               C      C        C     C      C      C      C
Cloreto de Potássio             A      A        A     A      A      A      A
Cloreto de Sódio (T<50ºC)       A      A        A     A      A      A      A
Cloro (Seco)                    B      B        B     C      B      B      B
Cloro (Úmido)                   C      C        C     C      C      C      C
Clorofórmio                     C      C        C     C      C      C      C
Condensado                      A      A        A     A      A      A      A
Creosato                        A      A        C     A      C      C      A
Cresol                          B      B        C     C      C      C      B
Decano                          A      A        C     A      C      C      A
Dicromato de Potássio           A      A        B     A      B      A      A
Dimetilformamida                C      C        C     C      C      C      C
Dióxido de Carbono              A      A        A     A      A      A      A
Dióxido de Cloro                C      C        C     C      C      C      C
Dióxido de Enxofre              C      C        B     C      B      B      C
Dissulfeto de Carbono           C      C        C     C      C      C      C
Estireno                        C      C        C     C      C      C      C
Etano                           B      B        B     C      B      B      B
Etanol                          A      A        A     B      A      A      A
Éter de Petróleo                A      A        C     A      C      A      A
Éter Etílico                    B      B        C     C      C      B      B
Etileno                         A      A        B     B      B      B      A
Etileno Glicol                  A      A        A     A      A      A      A
Fenol                           C      C        C     C      C      C      C
Formaldeído                     A      A        B     B      B      B      A
Freon 12                        A      A        A     A      A      A      A
Freon 22                        C      C        A     C      A      A      C
Freon 32                        A      A        A     A      A      A      A
Gás Natural - GLP               A      A        B     B      B      C      A

                                           82
Anexo 4.2 (Continuação)
                                Tabela de Recomendações
                        Papelões Hidráulicos Teadit Não-Amianto
                                   NA1000                                    NA1100
              Fluido                      NA1002 NA1020 NA1040 NA1060 NA1085
                                  NA1000M                                    NA1092
Gasolina                             A      A      C      A      C      C      A
Glicerina                           A      A        A     A      A      A      A
Glicol                              A      A        A     A      A      A      A
Graxa                               A      A        C     A      C      C      A

Heptano                             A      A        C     B      C      B      A
Hexano                              A      A        C     B      C      A      A

Hidrogênio                          A      A        A     A      A      A      A
Hidróxido de Amônia 30%
                                    A      A        C     B      C      A      A
(T<50ºC)
Hidróxido de Cálcio (T<50ºC)        A      A        A     A      A      A      A
Hidróxido de Magnésio
(T<50ºC)
                                    B      B        B     C      B      A      B
Hidróxido de Potássio
                                    B      B        B     C      B      A      B
(T<50ºC)
Hidróxido de Sódio (T<50ºC)         B      B        B     C      B      A      B
Hidróxido de Sódio (T≥50ºC)         C      C        C     C      C      C      C
Hipoclorito de Cálcio               B      B        C     C      C      A      B
Isooctano                           A      A        C     A      C      A      A
Metano                              A      A        C     B      C      B      A
Metanol                             A      A        A     A      A      A      A
Nafta                               A      A        C     A      C      B      A
Nitrato de Potássio                 A      A        B     B      B      A      A
Nitrobenzeno                        C      C        C     C      C      C      C
Nitrogênio                          A      A        A     A      A      A      A
Octano                              A      A        C     B      C      B      A
Óleo Diesel                         A      A        C     A      C      B      A
Óleo de Rícino                      A      A        A     A      A      A      A
Óleo de Silicone                    A      A        A     A      A      A      A
Óleo de Transformador               A      A        C     A      C      B      A
Óleo Hidráulico – Base Petróleo     A      A        C     A      C      B      A
Óleo Mineral                        A      A        C     A      C      B      A
Óleo Térmico Dowtherm               C      C        C     C      C      C      C
Oxigênio                            C      C        C     C      C      B      C
Ozônio                              C      C        C     C      C      B      C
Pentano                             A      A        C     B      C      B      A
                                               83
Anexo 4.2 (Continuação)
                                  Tabela de Recomendações
                          Papelões Hidráulicos Teadit Não-Amianto

                                 NA1000                                    NA1100
             Fluido                     NA1002 NA1020 NA1040 NA1060 NA1085
                                NA1000M                                    NA1092

Percloroetileno                   B      B        C     C      C      C      B
Permanganato de Potássio          A      A        B     A      B      B      A
Peróxido de Hidrogênio
<30%                              A      A        B     A      B      B      A
Petróleo                          A      A        B     A      B      B      A
Piridina                          C      C        C     C      C      C      C
Propano                           A      A        C     B      C      B      A
Propileno                         C      C        C     C      C      C      C
Querosene                         A      A        C     A      C      B      A
Salmoura                          A      A        A     A      A      A      A
Silicato de Sódio                 A      A        A     A      A      A      A
Sulfato de Alumínio               A      A        B     A      B      A      A
Sulfato de Cobre (T<50ºC)         A      A        A     A      A      A      A
Sulfato de Magnésio               A      A        A     A      A      A      A
Sulfato de Sódio                  A      A        A     A      A      A      A
Sulfeto de Sódio                  A      A        A     A      A      A      A
Tetracloreto de Carbono           B      B        C     C      C      C      B
Tetracloro-eteno                  B      B        C     C      C      C      B
Tolueno                           C      C        C     C      C      C      C
Tricloro-trifluor-etano           A      A        C     A      C      C      A
Trietanolamina – TEA              B      B        B     C      B      A      B
Vapor de água saturado            A      A        A     B      A      B      A
Xileno                            C      C        C     C      C      C      C




                                             84
ANEXO 4.3
Dimensões das juntas FF e RF conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.5
                Classes 150 e 300 psi - dimensões em polegadas

Diâmetro Junta Diametro Diametro Externo Circulo Furação No de Furos  Diametro Furos
Nominal Tipo Interno 150 psi 300 psi 150 psi 300 psi 150 psi 300 psi 150 psi 300 psi
          FF              3.50    3.75   2.38    2.62     4       4    0.62     0.62
   1/2           0.84
          RF              1.88    2.12
          FF              3.88    4.62   2.75    3.25     4       4    0.62     0.75
   3/4           1.06
          RF              2.25    2.62
          FF              4.25    4.88   3.12    3.50     4       4    0.62     0.75
    1            1.31
          RF              2.62    2.88
          FF              4.63    5.25   3.50    3.88     4       4    0.62     0.75
  1 1/4          1.66
          RF              3.00    3.25
          FF              5.00    6.12   3.88    4.50     4       4    0.62     0.88
  1 1/2          1.91
          RF             3 .38    3.75
          FF              6.00    6.50   4.75    5.00     4       8    0.75     0.75
    2            2.38
          RF              4.12    4.38
          FF              7.00    7.50   5.50    5.88     4       8    0.75     0.88
  2 1/2          2.88
          RF              4.88    5.12
          FF              7.50    8.25   6.00    6.62     4       8    0.75     0.88
    3            3.50
          RF              5.38    5.88
          FF              8.50    9.00   7.00    7.25     8       8    0.75     0.88
  3 1/2          4.00
          RF              6.38    6.50
          FF              9.00   10.00   7.50    7.88     8       8    0.75     0.88
    4            4.50
          RF              6.88    7.12
          FF             10.00   11.00   8.50    9.25     8       8    0.88     0.88
    5            5.56
          RF              7.75    8.50
          FF             11.00   12.50   9.50    10.62    8      12    0.88     0.88
    6            6.62
          RF              8.75    9.88
          FF             13.50   15.00   11.75   13.00    8      12    0.88     0.88
    8            8.62
          RF             11.00   12.12
          FF             16.00   17.50   14.25   15.25   12      16    1.00     1.12
   10           10.75
          RF             13.38   14.25
          FF             19.00   20.50   17.00   17.75   12      16    1.00     1.25
   12           12.75
          RF             16.13   16.62
          FF             21.00   23.00   18.75   20.25   12      20    1.12     1.25
   14           14.00
          RF             17.75   19.12
          FF             23.50   25.50   21.25   22.50   16      20    1.12     1.38
   16           16.00
          RF             20.25   21.25
          FF             25.00   28.00   22.75   24.75   16      24    1.25     1.38
   18           18.00
          RF             21.62   23.50
          FF             27.50   30.50   25.00   27.00   20      24    1.25     1.38
   20           20.00
          RF             23.88   25.75
          FF             32.00   36.00   29.50   32.00   20      24    1.38     1.62
   24           24.00
          RF             28.25   30.50



                                         85
Anexo 4.4

Dimensões das juntas RF conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.5 -
           Classes 400, 600 e 900 psi - dimensões em polegadas

  Diâmetro      Diâmetro                  Diâmetro Externo
  Nominal        Interno         400            600          900
      1/2          0.84          2.12           2.12         2.50
      3/4          1.06          2.62           2.62         2.75
      1            1.31          2.88           2.88         3.12
     1 1/4         1.66          3.25           3.25         3.50
     1 1/2         1.91          3.75           3.75         3.88
      2            2.38          4.38           4.38         5.62
     2 1/2         2.88          5.12           5.12         6.50
      3            3.50          5.88           5.88         6.62
     3 1/2         4.00          6.38           6.38           -
      4            4.50          7.00           7.62         8.12
      5            5.56          8.38           9.50         9.75
      6            6.62          9.75          10.50         11.38
      8            8.62         12.00          12.62         14.12
     10           10.75         14.12          15.75         17.12
     12           12.75         16.50          18.00         19.62
     14           14.00         19.00          19.38         20.50
     16           16.00         21.12          22.25         22.62
     18           18.00         23.38          24.12         25.12
     20           20.00         25.50          26.88         27.50
     24           24.00         30.25          31.12         33.00




                                  86
Anexo 4.5

Dimensões das juntas FF conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.24
     em Liga de Cobre Fundido Classes 150 e 300 psi - dimensões em
                               polegadas

                             Classe 150                      Classe 300
 Diâmetro   Diam.                       Diam.                    Diam.
 Nominal     Int.    Diam. Número Diam. Circ. Diam. Número Diam.
                                                                 Circ.
                      Ext.  Furos Furo Furação Ext. Furos Furo Furação
    1/2      0.84     3.50    4    0.62  2.38  3.75   4     0.62  2.62
    3/4      1.06    3.88    4      0.62      2.75   4.62    4     0.75   3.25
     1       1.31    4.25    4      0.62      3.12   4.88    4     0.75   3.50
     1
   1 /4      1.66    4.62    4      0.62      3.50   5.25    4     0.75   3.88
     1
   1 /2      1.91    5.00    4      0.62      3.88   6.12    4     0.88   4.50
     2       2.38    6.00    4      0.75      4.75   6.50    8     0.75   5.00
     1                                                                    5.88
   2 /2      2.88    7.00    4      0.75      5.50   7.50    8     0.88
     3       3.50    7.50    4      0.75      6.00   8.25    8     0.88   6.62
   3 1/2     4.00    8.50    8      0.75      7.00   9.00    8     0.88   7.25
     4       4.50    9.00    8      0.75      7.50   10.00   8     0.88   7.88
     5       5.56    10.00   8      0.88      8.50   11.00   8     0.88   9.25
     6       6.62    11.00   8      0.88      9.50   12.50   12    0.88   10.63
     8       8.62    13.50   8      0.88   11.75     15.00   12    1.00   13.00
    10       10.75   16.00   12     1.00   14.25       -     -       -      -
    12       12.75   19.00   12     1.00   17.00       -     -       -      -




                                     87
Anexo 4.6

Dimensões das juntas RF conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.47
                                 Série A
        Classes 150, 300, 400 e 600 psi - dimensões em polegadas

 Diâmetro      Diâmetro                      Diâmetro Externo
 Nominal        Interno        150           300           400          600
    22   (1)
                 22.00        26.00          27.75        27.63        28.88
     26          26.00        30.50          32.88        32.75        34.12
     28          28.00        32.75          35.38        35.12        36.00
     30          30.00        34.75          37.50        37.25        38.25
     32          32.00        37.00          39.62        39.50        40.25
     34          34.00        39.00          41.62        41.50        42.25
     36          36.00        41.25          44.00        44.00        44.50
     38          38.00        43.75          41.50        42.26        43.50
     40          40.00        45.75          43.88        44.58        45.50
     42          42.00        48.00          45.88        46.38        48.00
     44          44.00        50.25          48.00        48.50        50.00
     46          46.00        52.25          50.12        50.75        52.26
     48          48.00        54.50          52.12        53.00        54.75
     50          50.00        56.50          54.25        55.25        57.00
     52          52.00        58.75          56.25        57.26        59.00
     54          54.00        61.00          58.75        59.75        61.25
     56          56.00        63.25          60.75        61.75        63.50
     58          58.00        65.50          62.75        63.75        65.50
     60          60.00        67.50          64.75        66.25        67.75

Nota 1: o flange de 22" está incluído apenas como referência pois não pertence à
         ASME B16.47.




                                        88
Anexo 4.7

Dimensões das juntas RF conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.47
                                 Série B
      Classes 75, 150, 300, 400 e 600 psi - dimensões em polegadas

 Diâmetro   Diâmetro                        Diâmetro Externo
 Nominal     Interno      75          150         300          400   600
    26        26.00      27.88       28.56       30.38     29.38     30.12
    28        28.00      29.88       30.56       32.50     31.50     32.25
    30        30.00      31.88       32.56       34.88     33.75     34.62
    32        32.00      33.88       34.69       37.00     35.88     36.75
    34        34.00      35.88       36.81       39.12     37.88     39.25
    36        36.00      38.31       38.88       41.25     40.25     41.25
    38        38.00      40.31       41.12       43.25          -      -
    40        40.00      42.31       43.12       45.25          -      -
    42        42.00      44.31       45.12       47.25          -      -
    44        44.00      46.50       47.12       49.25          -      -
    46        46.00      48.50       49.44       51.88          -      -
    48        48.00      50.50       51.44       53.88          -      -
    50        50.00      52.50       53.44       55.88          -      -
    52        52.00      54.62       55.44       57.88          -      -
    54        54.00      56.62       57.62       61.25          -      -
    56        56.00      58.88       59.62       62.75          -      -
    58        58.00      60.88       62.19       65.19          -      -
    60        60.00      62.88       64.19       67.12          -      -




                                    89
Anexo 4.8

Dimensões das juntas FF conforme ASME B16.21 para flanges MSS SP-51
                Classe 150LW - dimensões em polegadas

Diâmetro   Diâmetro    Diâmetro        Número   Diâmetro   Diam. Circ.
Nominal     Interno    Externo          Furos     Furo      Furação
   1/4       0.56        2.50            4        0.44        1.69
   3/8       0.69        2.50            4        0.44        1.69
   1/2       0.84        3.50            4        0.62        2.38
   3/4       1.06        3.88            4        0.62        2.75
   1         1.31        4.25            4        0.62        3.12
  1 1/4      1.66        4.62            4        0.62        3.50
       1
  1 /2       1.91        5.00            4        0.62        3.88
   2         2.38        6.00            4        0.75        4.75
       1
  2 /2       2.88        7.00            4        0.75        5.50
   3         3.50        7.50            4        0.75        6.00
   4         4.50        9.00            8        0.75        7.50
   5         5.56        10.00           8        0.88        8.50
   6         6.62        11.00           8        0.88        9.50
   8         8.62        13.60           8        0.88       11.75
   10        10.75       16.00           12       1.00       14.25
   12        12.75       19.00           12       1.00       17.00
   14        14.00       21.00           12       1.12       18.75
   16        16.00       23.50           16       1.12       21.25
   18        18.00       25.00           16       1.25       22.75
   20        20.00       27.50           20       1.25       25.00
   24        24.00       32.00           20       1.38       29.50




                                  90
Anexo 4.9

 Dimensões das juntas conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.1
         Classe 25 de Ferro Fundido - dimensões em polegadas

                      Juntas RF               Juntas FF
Diâmetro   Diâmetro
                      Diâmetro Diâmetro Número Diâmetro      Diam.
Nominal     Interno
                      Externo Externo    Furos               Circ.
                                                 Furo
                                                            Furação
   4          4.50      6.88         9.00    8       0.75     7.50
   5          5.56      7.88        10.00    8       0.75     8.50
   6          6.62      8.88        11.00    8       0.75     9.50
   8          8.62      11.12       13.50    8       0.75     11.75
   10        10.75      13.63       16.00    12      0.75     14.25
   12        12.75      16.38       19.00    12      0.75     17.00
   14        14.00      18.00       21.00    12      0.88     18.75
   16        16.00      20.50       23.50    16      0.88     21.25
   18        18.00      22.00       25.00    16      0.88     22.75
   20        20.00      24.25       27.50    20      0.88     25.00
   24        24.00      28.75       32.00    20      0.88     29.50
   30        30.00      35.12       38.75    28      1.00     36.00
   36        36.00      41.88       46.00    32      1.00     42.75
   42        42.00      48.50       53.00    36      1.12     49.50
   48        48.00      55.00       59.50    44      1.12     56.00
   54        54.00      61.75       66.25    44      1.12     62.75
   60        60.00      68.12       73.00    52      1.25     69.25
   72        72.00      81.38       86.50    60      1.25     82.50
   84        84.00      94.25       99.75    64      1.38     95.50
   96        96.00     107.25       113.25   68      1.38    108.50




                                   91
Anexo 4.10

 Dimensões das juntas conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.1
        Classe 125 de Ferro Fundido - dimensões em polegadas

                      Juntas RF              Juntas FF
Diâmetro   Diâmetro
                      Diâmetro Diâmetro Número Diâmetro      Diam.
Nominal     Interno
                      Externo Externo    Furos   Furo        Circ.
                                                            Furação
   1          1.31      2.62        4.25    4       0.62      3.12
  1¼          1.66      3.00        4.62    4       0.62      3.50
  1½          1.91      3.38        5.00    4       0.62      3.88
   2          2.38      4.12        6.00    4       0.75      4.75
  2½          2.88      4.88        7.00    4       0.75      5.50
   3          3.50      5.38        7.50    4       0.75      6.00
  3½          4.00      6.38        8.50    8       0.75      7.00
   4          4.50      6.88        9.00    8       0.75      7.50
   5          5.56      7.75       10.00    8       0.88      8.50
   6          6.62      8.75       11.00    8       0.88      9.50
   8          8.62      11.00      13.50    8       0.88      11.75
   10        10.75      13.38      16.00    12      1.00      14.25
   12        12.75      16.12      19.00    12      1.00      17.00
   14        14.00      17.75      21.00    12      1.12      18.75
   16        16.00      20.25      23.50    16      1.12      21.25
   18        18.00      21.62      25.00    16      1.25      22.75
   20        20.00      23.88      27.50    20      1.25      25.00
   24        24.00      28.25      32.00    20      1.38      29.50
   30        30.00      34.75      38.75    28      1.38      36.00
   36        36.00      41.25      46.00    32      1.62      42.75
   42        42.00      48.00      53.00    36      1.62      49.50
   48        48.00      54.50      59.50    44      1.62      56.00




                                   92
Anexo 4.11
       Dimensões das juntas RF conforme DIN 2690 – dimensões em mm

           Diâmetro                  Diâmetro Externo – Classe PN
DN
            Interno   1 e 2.5      6         10        16          25     40
   4            6                  -          -         -          30      -
   6           10                 28                                      38
   8           14                 33                                      43
  10           18                 38                                      45
  15           22                 43                                      50
  20           28                 53                                      60
  25           35                 63            Usar Classe PN 40         70
  32           43                 75                                      82
  40           49                 85                                      92
  50           61                 95                                     107
  65           77      Usar      115                                     127
  80           90      Classe    132                                     142
 100          115      PN 6      152                   162               168
 125          141                182       Usar        192               195
 150          169                207      Classe       218               225
 175          195                237      PN 16        248        255    267
 200          220                262                   273        285    292
 250          274                318        328        330        342    353
 300          325                373        378        385        402    418
 350          368                423        438        445        458    475
 400          420                473        490        497        515    547
 450          470                528        540        557        565    572
 500          520                578        595        618        625    628
 600          620                680        695        735        730    745
 700          720                785        810        805        830    850
 800          820                890        915        910        940    970
 900          920                990       1015       1010       1040   1080
1000         1020               1090       1120       1125       1150   1190
1200         1220      1290     1305       1340       1340       1360   1395
1400         1420      1490     1520       1545       1540       1575   1615
1600         1620      1700     1720       1770       1760       1795   1830
1800         1820      1900     1930       1970       1960       2000      -
2000         2020      2100     2135       2180       2165       2230      -
2200         2220      2305     2345       2380       2375          -      -
2400         2420      2505     2555       2590       2585          -      -
2600         2620      2705     2760       2790       2785          -      -
2800         2820      2920     2970       3010         -           -      -
3000         3020      3120     3170       3225         -           -      -
3200         3220      3320     3380          -         -           -      -
3400         3420      3520     3590          -         -           -      -
3600         3620      3730     3800          -         -           -      -
3800         3820      3930        -          -         -           -      -
4000         4020      4130        -          -         -           -      -

                                    93
94
CAPÍTULO

                                                                                5

                                               JUNTAS EM PTFE




1.   POLITETRAFLUOROETILENO - PTFE

       Polímero desenvolvido pela Du Pont, que é comercializado com o nome
Teflon. Em razão da sua excepcional resistência química, é o plástico mais usado para
vedações industriais. Os únicos produtos químicos que atacam o PTFE são os metais
alcalinos em estado líquido e o flúor livre.
       O PTFE possui também excelentes propriedades de isolamento elétrico, anti-
aderência, resistência ao impacto e baixo coeficiente de atrito.
       Os produtos para vedação são obtidos a partir da sinterização, extrusão ou
laminação do PTFE puro ou com aditivos, resultando produtos com características
diversas.

2.   TIPOS DE PLACAS DE PTFE

       Diferentes tipos de placas de PTFE são usadas na fabricação de juntas, para
aplicações onde é necessária elevada resistência ao ataque químico. Existem placas
com propriedades diversas para atender as exigências de cada aplicação. Os tipos de
placas mais usados, as suas características, aplicações, vantagens e desvantagens são
discutidas nesta seção.

2.1. PLACA DE PTFE MOLDADA E SINTERIZADA

      As placas de PTFE Moldadas e Sinterizadas foram as primeiras introduzidas
no mercado. Elas são fabricadas a partir de resina de PTFE virgem ou reprocessada,
sem cargas ou aditivos, em processo de moldagem em prensa e sinterização. Como
qualquer outro produto plástico, o PTFE possui uma característica de escoamento
quando submetido a uma força de compressão. Esta característica é extremamente
                                         95
prejudicial ao desempenho de uma junta, obrigando reapertos freqüentes para reduzir
ou evitar vazamentos. Este escoamento é acentuado com a elevação da temperatura.

2.2. PLACA DE PTFE USINADA

       Estas placas são fabricadas a partir da usinagem de um tarugo de PTFE virgem
ou reprocessado. Este processo foi desenvolvido para superar as dificuldades do
processo de moldagem na fabricação de placas de maiores dimensões. Entretanto,
estas placas possuem as mesmas deficiências de escoamento que as placas moldadas.

2.3. PLACA DE PTFE USINADA COM CARGA

       Para reduzir o escoamento são usadas cargas minerais ou fibra de vidro. Em
virtude do processo de sinterização e usinagem esta adição não é suficiente para
reduzir substancialmente o escoamento em temperaturas elevadas.

2.4. PLACA DE PTFE ADITIVADO – TEALON*

       Para reduzir o escoamento um novo processo foi desenvolvido para produzir
placas de PTFE. Antes da sinterização as placas passam por um processo de
laminação criando uma micro-estrutura altamente fibrilada. O escoamento tanto em
temperatura ambiente quanto em temperaturas elevadas é substancialmente reduzido.
Para atender as diversas necessidades de resistência química, vários aditivos são
adicionados durante o processo de fabricação, tais como Barita, Sílica ou micro-
esferas ocas de vidro. Cada aditivo atende uma necessidade específica, mas podem ser
empregados na maioria das aplicações comuns. As placas de PTFE aditivado
TEALON* são analisadas detalhadamente na seção seguinte.

2.5. PTFE EXPANDIDO - QUIMFLEX

      Como alternativa para reduzir o escoamento do PTFE foi desenvolvido o
processo de expansão antes da sinterização. Neste processo materiais para juntas são
expandidos em uma direção (cordões ou fitas) ou em duas direções (placas). Os
produtos de PTFE Expandido possuem excelente resistência química e grande
compressibilidade. Na Seção 5 deste Capítulo são apresentados os diversos produtos
de PTFE Expandido QUIMFLEX.

3.   TEALON* – PLACAS DE PTFE ADITIVADO

       As placas de PTFE Aditivado TEALON* foram desenvolvidas para atender os
mais elevados requisitos exigidos na fabricação de juntas de PTFE. O seu processo
único de fabricação permite obter uma estrutura altamente fibrilada que, em conjunto
com aditivos selecionados, resulta em um produto de excepcional qualidade.
       As placas Tealon* são aditivadas com Barita, Sílica ou micro-esferas ocas de
vidro, conforme descrito a seguir

*TEALON é marca registrada da E.I. DuPont de Nemours e usada sob licença pela Teadit.

                                         96
•   Tealon* TF1570: placa de PTFE com micro-esferas ocas de vidro. Este aditivo
    produz placas com elevada compressibilidade usadas em flanges frágeis ou
    revestidos, substituindo com vantagens as juntas tipo envelope. Soluções
    cáusticas fortes podem atacar o vidro, por isso não é recomendado para estas
    aplicações. É fornecido na cor azul.
•   Tealon* TF1580: placa de PTFE com Barita. Este material possui excepcional
    resistência a agentes cáusticos fortes, como a Soda Cáustica. Também atende aos
    requisitos da Food and Drug Administration (FDA) para serviços com alimentos
    e remédios. De cor branca é utilizado para aplicações onde existe risco de
    contaminação do produto.
•   Tealon* TF1590: placa de PTFE com Sílica. Produto indicado para serviços com
    ácidos fortes. Também pode ser considerado um produto para serviço geral incluindo
    soluções cáusticas fracas. Fornecido na cor marrom.

3.1. TESTES DE DESEMPENHO

      As placas de Tealon* foram submetidas a vários testes para comprovar as suas
excepcionais qualidades. A seguir estão os resultados destes testes.

3.1.1. COMPRESSÃO À QUENTE

       Juntas de Tealon* TF1580, TF1590 e de placa de PTFE usinada dimensões
ASME B16.21, DN 3/4” – Classe 150 psi foram submetidas a uma força de
esmagamento de 10 MPa (1500 psi) por uma hora a 260º C. A Figura 5.1 mostra o
resultado do teste, onde pode-se ver claramente o fenômeno do escoamento do PTFE.
As juntas de Tealon* mantiveram a sua forma original.




                                     Figura 5.1

3.1.2. IMERSÃO EM SODA CÁUSTICA A 110 ºC

      Para verificar o desempenho em serviços com produtos cáusticos fortes amostras
de Tealon* TF1580 e TF1590 foram imersas em solução de soda cáustica
concentrada a 33%, 110º C por 24 dias. Durante este período as alterações de massa
foram registradas. A Figura 5.2 mostra o resultado do teste.

                                         97
Figura 5.2

       Como pode ser observado, o TF1580 mostrou a sua excepcional resistência,
não sendo atacado pela soda cáustica. A Sílica do TF1590 foi atacada e, por esta
razão, este material não é recomendado para serviço com soda cáustica quente.

3.1.3. IMERSÃO EM ÁCIDO SULFÚRICO A 85 ºC

       O desempenho do Tealon* TF1580 e TF1590 em serviços com produtos
ácidos fortes foi constatado em imersão em solução de ácido sulfúrico concentrado a
20%, 85º C por 8 dias. Durante este período as alterações de massa foram registradas.
A Figura 5.3 mostra o resultado do teste.




                                         98
Figura 5.3

3.1.4. VAZAMENTO COM CICLO TÉRMICO

       Juntas de Tealon* TF1570 e de placa de PTFE sinterizado foram submetidas a
teste de Selabilidade para comparar o seu desempenho com ciclo térmico.As juntas
foram instaladas em condições silmilares, segundo o procedimento abaixo:
•      Instalar juntas com esmagamento de 35 MPa (5000 psi).
•      Aguardar 30 minutos e reaplicar a pressão de esmagamento de 35 MPa (5000
       psi).
•      Elevar a temperatura para 200º C.
•      Pressurizar o aparelho de teste com 42 bar (600 psi) e fechar a entrada de
       Nitrogênio até o final do teste.
•      Manter a temperatura constante de 200º C por 4 horas.
•      Desligar o sistema de aquecimento e deixar o dispositivo de teste esfriar.
•      Quando a temperatura atingir 30º C ligar novamente o sistema de aquecimento
       até a temperatura atingir 200º C e manter por 30 minutos.
•      Este ciclo é repetido duas vezes.
•      Registrar a temperatura, pressão do N2 e pressão de esmagamento.

       O resultado do teste está mostrado nos gráficos das Figuras 5.4 e 5.5. A
primeira figura mostra que a queda de pressão do TF1570 é desprezível ao passo que
a do PTFE sinterizado é de mais de 50% da pressão inicial. O motivo desta acentuada




                                        99
perda é a redução na pressão de esmagamento provocada pela escoamento do PTFE
sinterizado, conforme mostrado na Figura 5.5.
       Este teste é uma demonstração prática das diferenças entre o PTFE sinterizado
e os produtos laminados como o Tealon. A estrutura fibrilada e os aditivos do Tealon
reduzem significativamente o seu escoamento, um dos grandes problemas das juntas
de PTFE.




                                    Figura 5.4




                                    Figura 5.5

                                        100
3.1.5. RESISTÊNCIA À PRESSÃO (HOBT-2 TEST)

       Juntas de TF1580 e TF1590 foram testadas pelo Tightness Testing and
Research Laboratory (TTRL) da Universidade de Montreal para verificar a sua
resistência à pressão em temperatura elevada. O procedimento empregado foi o Hot
Blow-Out 2 (HOBT-2), cuja descrição sumária é a seguinte:
       •    Flanges ASME B16.5 DN 3” – Classe 150 psi.
       •    Gás de teste: Hélio.
       •    Pressão de teste: 435 psi.
       •    Pressão de esmagamento da junta: 5000 psi.
       •    Procedimento de teste: a junta é instalada e o dispositivo
            pressurizado. Em seguida a temperatura é elevada até a junta falhar ou
            atingir a 360º C.

    Os testes apresentaram os seguintes resultados:
     •     TF1580: resistiu até 313º C.
     •     TF1590: resistiu até o final do teste, atingindo a temperatura máxima
           (360º C) sem falhar.

3.1.6. SERVIÇO COM GÁS QUENTE (DIN 3535 - DVGW)

      Juntas de TF1580 e TF1590 foram testadas e aprovadas pelo DVGW – Deutscher Verein
des Gasund Wasserfaches e.V. para verificar o atendimento à Norma DIN 3535 que
estabelece as condições de teste para serviço com gás quente.

3.1.7. SERVIÇO COM OXIGÊNIO (APROVAÇÃO BAM)

      O Tealon TF1580 foi testado e aprovado pelo Bundesansalt für
Materialforschung und –prüfung (BAM), de Berlim, Alemanha, para serviço com o
oxigênio líquido ou gasoso pressão até 83 bar e 250º C.

3.1.8. SERVIÇO EM REFINARIAS E INDÚSTRIS QUÍMICAS (TA-Luft)

       Juntas de TF1570, TF1580 e TF1590 foram testadas e aprovadas pelo Staatliche
Materialprüfungsanstalt – Universität Stuttgart para verificar o atendimento à Norma
VDI 2440, que estabelece critérios para aprovação de juntas para uso em refinarias de
petróleo e indústrias químicas na Alemanha. O vazamento máximo admitido com
Hélio é de 10-4 mbar-l/(s-m).

3.2. PLACAS TEALON* TF1570

       O Tealon* TF1570 em virtude da alta compressibilidade proporcionada pela
aditivação com micro-esferas ocas de vidro é indicado para trabalhar com flanges
frágeis, com revestimento de vidro ou que apresentem empenamentos ou
irregularidades. É recomendado para serviços com ácidos fortes, produtos alcalinos,
solventes, gases, água, vapor, hidrocarbonetos e produtos químicos em geral. As
principais características do Tealon* TF1570 estão na Tabela 5.1.
                                         101
É fornecido na cor azul em placas de 1400 mm x 1500 mm nas espessuras de
0.8 mm a 6.4 mm.


3.3. PLACAS TEALON* TF1580

       O Tealon* TF1580 é fabricado com resina de PTFE virgem e Barita. É
recomendado para serviços com produtos alcalinos e ácidos fortes, solventes, gases,
água, vapor, hidrocarbonetos e produtos químicos em geral. Atende as exigências da
Food and Drug Administration (FDA) para serviços com alimentos e remédios. As
principais características do Tealon* TF1580 estão na Tabela 5.1.
       É fornecido na cor branca em placas de 1500 mm x 1500 mm nas espessuras
de 0.8 mm a 6.4 mm.

3.4. PLACAS TEALON* TF1590

       O Tealon* TF1590 é fabricado com resina de PTFE virgem e Sílica. É
recomendado para serviços com ácidos fortes, produtos alcalinos moderados,
solventes, gases, água, vapor, hidrocarbonetos e produtos químicos em geral. Entre os
diferentes tipos de Tealon* é o que tem o menor custo por placa. As principais
características do Tealon* TF1590 estão na Tabela 5.1.
É fornecido na cor marrom em placas de 1500 mm x 1500 mm nas espessuras de 0.8 mm
a 6.4 mm.

                                    Tabela 5.1
                        Características típicas do Tealon*

         Características           Método de Teste    TF1570     TF1580    TF1590
Temperatura minima (ºC)                    -            -210      -210      -210
Temperatura máxima (ºC)                    -            +260      +260      +260
Pressão máxima (bar)                       -             55        83        83
Faixa de pH                                -           0 a 14    0 a 14     0 a 14
 Fator P x T    Espessura 1.5 mm                       12 000    12 000    12 000
   (bar x ºC)   Espessura 3.0 mm                       8 600      8 600     8 600
Compressibilidade a 5000 psi (%)     ASTM F 36 A       30 - 50    4 - 10    7 - 12
Recuperação a 5000 psi (%)           ASTM F 36 A         30        40         40
Tensão de ruptura (MPa)               ASTM 152           14        14         14
Peso específico (g/cm³)              ASTM D 792         1.70      2.90       2.10
Relaxamento (%)                       ASTM F 38          40        11         18
Selabilidade (ml/h a 0.7 bar)        ASTM F 37A         0.12       .04       .20
Selabilidade (cm³/min)            DIN 3535        < .015    < .015   < .015
Testes ASTM são em folhas com espessura 0.80 mm e os testes DIN em folhas
com 1.5 mm de espessura

                                        102
3.5. TABELA DE COMPATIBILIDADE QUÍMICA

      O Anexo 5.1 apresenta a tabela de compatibilidade química dos diversos tipos
de Tealon* com produtos químicos mais comuns na indústria.

3.6. FATORES PARA CÁLCULO DE JUNTAS

       Os fatores para cálculo de aperto e projeto para espessura de 1.5 mm estão na
tabela 5.2.


                                   Tabela 5.2
                              Fatores para Cálculo
 Propriedade               TF1570                TF1580               TF1590
 m                             2                    2                   4.4
 y (psi)                     1500                 1800                 2500
 Gb (psi)                    244                   114                  260
 a                           0.31                 0.447                0.351
 Gs (psi)                 1.28 x 10- 2          1.6 x 10- 3             6.3



4.   QUIMFLEX ® - PTFE EXPANDIDO

       Produto obtido a partir da extrusão e expansão do PTFE. Possui todas as suas
características de resistência química, mas, em virtude do processo de expansão e
orientação das cadeias atômicas, tem o escoamento a frio substancialmente reduzido.
       O processo de fabricação produz uma micro-estrutura fibrosa que confere ao
         ®
Quimflex uma elevada resistência a altas pressões, reduzindo a densidade original do
material entre 50% a 70%. O PTFE expandido é altamente flexível, tem excelente
maleabilidade, se conformando facilmente às superfícies de vedação irregulares ou
danificadas.

4.1. CARACTERÍSTICAS DO QUIMFLEX ®

      As principais características do Quimflex® estão listadas a seguir:

     • PTFE puro, sem aditivos ou cargas, para maior resistência aos produtos
       químicos. Faixa de pH de 0 a 14.




                                         103
• Faixa de temperatura de –240º C a +270º C, em serviço contínuo ou até
        +310o C em picos (curtos períodos de tempo).
      • Pressão de trabalho de vácuo a 200 bar.
      • Baixo relaxamento, dispensando o reaperto freqüente dos parafusos.
      • Elevada compressibilidade: muito usado em flanges delicados, como vidro,
        cerâmica e PVC.
      • Conforma-se facilmente às irregularidades da superfície de vedação, como
        riscos, marcas de corrosão e ondulações.
      • Juntas de PTFE expandido podem ser usadas de vácuo a alta pressão com
        grande eficiência.
      • Fisiologicamente inerte: não tem cheiro ou sabor, não é tóxico ou
        contaminante.
      • Não é atacado por microorganismos ou fungos.
      • Atende às exigências da FDA (Food and Drug Administration – USA) para
        uso em contato com produtos alimentícios e medicamentos.
      • Não possui substâncias lixiviáveis.
                                  ®
      • Vida ilimitada, o Quimflex não altera as suas propriedades com o tempo,
        não envelhece ou deteriora.
      • Não é atacado por agentes atmosféricos e luz solar (UV).

4.2. TESTES E APROVAÇÕES

      Diversos testes e aprovações para uso em gás, água potável, alimentos e
oxigênio foram realizados pelas seguintes instituições independentes:

      • BAM Tgb. No. 6228/89 4-2346: para uso em flanges face lisa ou macho e
        fêmea de aço, cobre e ligas de cobre em oxigênio a pressões de até 100 bar e
        temperaturas de até 90o C.
      • DVGW Reg. No. G88e089: para linhas de gás com pressão até 16 bar e
        temperaturas de –10o C a +50º C.
      • FMPA Reg. No. V/91 2242 Gör/Gö: para uso em produtos alimentícios.
      • British Oxygen Corporation (BOC) Reg. No. 1592 4188/92: aprovação
        inglesa para uso em oxigênio líquido e gasoso.
      • British Water Research Council (WRC) Reg. No. MVK/9012502: aprovação
        inglesa para uso em água potável quente e fria.

4.3. JUNTA QUIMFLEX ®

                                               ®
       Uma das formas mais comuns do Quimflex para uso em vedações industriais
é a de perfil retangular com auto-adesivo em um dos lados.
       A extrusão e expansão produz fibras com orientação axial de elevada
resistência mecânica longitudinal. Durante o processo de esmagamento da junta o
material reduz a sua espessura ao mesmo tempo que aumenta a sua largura. A
espessura final é bem reduzida diminuindo a força radial e, com isso, a tendência a
expulsar a junta (blow-out).


                                       104
Por ser altamente flexível e de fácil aplicação, pode ser usado em flanges com
formato irregular com bastante facilidade. A Figura 5.6 mostra uma típica aplicação
de Quimflex® .




                                     Figura 5.6

                                   Tabela 5.3
                               Dimensões dos Perfis
     Diâmetro Nominal do Flange                      Dimensão do perfil
                 mm                               largura x espessura - mm
                até 50                                     3 x 1.5
             de 50 a 200                                   5 x 2.0
            de 200 a 600                                   7 x 2.5
            de 600 a 1500                                  10 x 3.0
                                                           12 x 4.0
          maior do que 1500                                17 x 6.0
                                                           20 x 7.0
       Para flanges padronizados as dimensões recomendadas estão na Tabela 5.3.
Para flanges especiais a largura do Quimflex® deve ser de 1/3 a 1/2 da largura
disponível para a vedação. Para flanges muito danificados ou irregulares, usar a maior
espessura possível.


4.4. PLACAS E FITAS QUIMFLEX ®

       O processo de estiramento bi-axial permite a fabricação de placas e fitas de
PTFE expandido com resistência nas duas direções. O resultado é um material
extremamente compressível e que não altera as suas dimensões de largura e
comprimento ao ser esmagado.
       Esta propriedade é obtida através da estrutura balanceada de fibras no
comprimento e largura da placa ou fita. A resistência cruzada é ideal para a fabricação
de juntas de parede estreitas ou flanges lisos com baixo coeficiente de atrito com a
junta.

                                         105
São mantidas as mesmas características de elevada compressibilidade para uso
em flanges com superfícies de vedação distorcidas, corrugadas ou curvadas.

        As fitas podem ser fornecidas com ou sem auto-adesivo em um dos lados para
facilitar a instalação da junta.
Dimensões de fabricação:
        •    Largura: 25, 50, 100, 150 e 200 mm
        •    Espessura: 0.5, 1.0, 1.5, 2.0, e 3.0 mm

       As placas são fabricadas com 1500 mm x 1500 mm nas espessuras de 1.5 mm
e 3.0 mm.

4.5. FATORES PARA CÁLCULO DE JUNTAS

      Os fatores para cálculo de juntas de Quimflex® estão na Tabela 5.4.

                                   Tabela 5.4
                              Fatores para Cálculo

              Característica                       Junta         Placa / Fita
                    m                                2                2
                  y (psi)                          2 800            2 800
                Gb (MPa)                           8.786            2.945
                     a                             0.193            0.313
                Gs (MPa)                         1.8 E -14          3 E -4
  Pressão de esmagamento máxima (MPa)               150              150

       O gráfico da Figura 5.7 mostra a pressão mínima de esmagamento para atingir
o nível de selabilidade de 0.01 mg/s-m com Nitrogênio. Pressões de esmagamento
maiores que o valor da curva, produzem um vazamento de Nitrogênio menor que 0.01
miligrama por segundo por metro de comprimento da junta.




                                    Figura 5.7
                                       106
5.   JUNTAS TIPO 933 ENVELOPADAS EM PTFE

       Consiste em junta de papelão hidráulico revestido por um envelope contínuo
de PTFE. Alia as características de resistência mecânica e resiliência do papelão
hidráulico, com a resistência química de PTFE. A espessura do envelope é de 0.5 mm.
       Em aplicações onde é necessária uma maior conformabilidade da junta, o
enchimento pode ser feito com um Elastômero. Suas aplicações principais são os
equipamentos e flanges de vidro, cerâmico ou aço com revestimento de vidro. A
temperatura máxima admissível no envelope é de 260º C. Entretanto, este valor deve
levar em consideração também o limite de cada material do enchimento.

5.1. FORMAS CONSTRUTIVAS

      Existem dois tipos de envelopes, ambos fabricados a partir de tarugos ou buchas
de PTFE, não possuindo, portanto, emendas que permitam o contato do fluido com o
enchimento.

5.2. TIPO 933-V

       É o tipo mais comum, por ser o mais econômico. A Figura 5.8 mostra o corte
transversal da junta. Tem espessura total limitada a aproximadamente 3.2mm (1/8").
Devido ao elevado custo do PTFE, o envelope é normalmente fabricado nas
dimensões RF (raised face). Quando é necessário que a junta cubra toda a superfície
do flange, o enchimento pode ser FF (full face) com o envelope de PTFE indo apenas
até os parafusos, reduzindo, desta forma, o custo da junta sem prejudicar a sua
performance.




                                     Figura 5.8

                                        107
5.3. TIPO 933-U

      Usada quando é necessária uma junta para absorver maiores irregularidades
ou com maior resiliência (Figura 5.9). Possui reforço metálico corrugado entre duas
lâminas de enchimento.




                                    Figura 5.9

5.4. JUNTAS MAIORES QUE 610 mm ( 24" ) DE DIÂMETRO INTERNO

       Por não serem comercialmente disponíveis buchas de PTFE nestas dimensões,
juntas acima de 610 mm (24" ) são fabricadas a partir de fitas moldadas em volta do
enchimento (Figura 5.10). As extremidades da fita são soldadas a quente, para evitar
a contaminação do enchimento.




                                   Figura 5.10

                                        108
Anexo 5.1
           Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*
   A: adequado          B: consultar Teadit          C: não recomendado
                    Fluido                         TF1570    TF1580       TF1590
Acetaldeído                                          A         A            A
Acetamida                                            A         A            A
Acetato de alila                                     A         A            A
Acetato de amila                                     A         A            A
Acetato de butila                                    A         A            A
Acetato de etila                                     A         A            A
Acetato de potássio                                  A         A            A
Acetato de vinila                                    B         B            B
2-Acetilaminofluoreno                                A         A            A
Acetileno                                            A         A            A
Acetofenona                                          A         A            A
Acetona                                              A         A            A
Acetonitrila                                         A         A            A
Ácido abiético                                       A         A            A
Ácido acético (bruto, glacial, puro)                 A         A            A
Ácido acrílico                                       B         B            B
Ácido benzóico                                       A         A            A
Ácido bórico                                         A         A            A
Ácido bromídrico                                     A         A            A
Ácido butírico                                       A         A            A
Ácido carbólico, fenol                               A         A            A
Ácido carbônico                                      A         A            A
Ácido cianídrico                                     A         A            A
Ácido cítrico                                        A         A            A
Ácido clorídrico                                     A         A            A
Ácido cloroacético                                   A         A            A
Ácido cloroazótico (Água Régia)                      A         A            A
Ácido clorossulfônico                                A         A            A
Ácido crômico                                        A         A            A
Ácido crotônico                                      A         A            A
Ácido esteárico                                      A         A            A
Ácido flúor silícico                                 C         A            C
Ácido fluorídrico, anidro                            C         C            C
Ácido fórmico                                        A         A            A
Ácido fosfórico , puro, < 45%                        A         A            A



                                          109
Anexo 5.1 (Continuação)
           Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                      Fluido                     TF1570   TF1580    TF1590
Ácido fosfórico , puro, > 45%, ≤ 150° F            B        A         B
Ácido fosfórico , puro, > 45%, >150° F             B        A         C
Ácido fosfórico, bruto                             C        A         C
Ácido ftálico                                      A        A         A
Ácido lático > 150°F                               A        A         A
Ácido lático, ≤ 150°F                              A        A         A
Ácido maleico                                      A        A         A
Ácido metilacrílico                                A        A         A
Ácido muriático                                    A        A         A
Ácido nítrico < 30%                                A        A         A
Ácido nítrico > 30%                                A        A         A
Ácido nítrico, estado natural                      A        A         A
Ácido nítrico, fumegante                           A        A         A
Ácido nitrohidroclórico (água régia)               A        A         A
Ácido nitromuriático (água régia)                  A        A         A
Ácido oleico                                       A        A         A
Ácido oxálico                                      B        A         A
Ácido palmítico                                    A        A         A
Ácido perclórico                                   A        A         A
Ácido pícrico, fundido                             B        B         B
Ácido pícrico, solução aquosa                      A        A         A
Ácido prússico, ácido hidrociânico                 A        A         A
                          10-75%, ≤ 260°C          A        A         A
                          75-98%, 65°C a 260°C     B        B         A
   Ácido sulfúrico        75-98%, ≤ 65°C           A        B         A
                          fumegante                B        C         A
                          10%, ≤ 65°C              A        A         A
                          10%, > 65°C              A        A         A
Ácido sulfuroso                                    A        A         A
Ácido tânico                                       A        A         A
Ácido tartárico                                    A        A         A
Ácido tolueno sulfônico                            A        A         A
Ácido tricloroacético                              A        A         A
Ácidocloronitroso (Água Régia)                     A        A         A
Acrilamida                                         B        B         B
Acrilato de etila                                  B        B         B
Acrilonitrila                                      B        B         B
Acroleína                                          B        B         B
Água de alimentação de caldeira                    A        A         A
Água de esgoto                                     A        A         A

                                          110
Anexo 5.1 (Continuação)
          Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                   Fluido                  TF1570     TF1580       TF1590
Água régia                                   A          A            A
Água salgada                                 A          A            A
Água, água do mar destilada                  A          A            A
Água, condensação                            A          A            A
Água, destilada                              A          A            A
Água, destilada de torneira                  A          A            A
Água, mina ácida, com sais não oxidantes     A          A            A
Água, mina ácida, com sal oxidante           A          A            A
Álcool metílico                              A          A            A
Álcool amílico                               A          A            A
Álcool benzílico                             A          A            A
Álcool butílico, butanol                     A          A            A
Álcool de cereais                            A          A            A
Álcool de madeira                            A          A            A
Álcool etílico                               A          A            A
Álcool isopropílico                          A          A            A
Álcool N-octadecílico                        A          A            A
Alumes                                       A          A            A
Alvejante (hipoclorito de sódio)             A          A            A
4-Aminodifenila                              A          A            A
Amônia, líquido ou gás                       A          A            A
Anidrido acético                             A          A            A
Anidrido acrílico                            A          A            A
Anidrido crômico                             A          A            A
Anidrido ftálico                             A          A            A
Anidrido maleico                             A          A            A
Anilina, óleo de anilina                     A          A            A
o-Anisidina                                  A          A            A
Ar                                           A          A            A
Asfalto                                      A          A            A
Baygon                                       A          A            A
Benzaldeído                                  A          A            A
Benzeno, Benzol                              A          A            A
Benzidina                                    A          A            A
Benzonitrila                                 A          A            A
Beta-Propiolactona                           A          A            A
Bicarbonato de sódio                         A          A            A
Bicromato de potássio                        A          A            A
Bifenila                                     A          A            A
Bifenilas policloradas                       A          A            A


                                     111
Anexo 5.1 (Continuação)
           Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                    Fluido                    TF1570   TF1580       TF1590
Bis(2-cloroetil)éter                            A        A            A
Bis(2-etilhexil)ftalato                         A        A            A
Bis(clorometil)éter                             A        A            A
Bissulfato de sódio, seco                       A        A            A
Bissulfeto de cálcio                            A        A            A
Bissulfito de sódio                             A        A            A
Borax                                           A        A            A
Brometo de etileno                              A        A            A
Brometo de hidrogênio                           A        A            A
Brometo de lítio                                A        A            A
Brometo de metila                               A        A            A
Brometo de vinila                               B        B            B
Bromo                                           A        A            A
Bromofórmio                                     A        A            A
Bromometano                                     A        A            A
Butadieno                                       B        B            B
Butano                                          A        A            A
2-Butanona                                      A        A            A
n-butilamina                                    A        A            A
terc-butilamina                                 A        A            A
Butilamina terciária                            A        A            A
Calflo AF                                       A        A            A
Calflo FG                                       A        A            A
Calflo HTF                                      A        A            A
Calflo LT                                       A        A            A
Caprolactama                                    A        A            A
Carbamato de etila                              A        A            A
Carbonato de dietila                            A        A            A
Carbonato de sódio                              A        A            A
Catechol                                        A        A            A
Cerveja                                         A        A            A
Cetano (Hexadecano)                             A        A            A
Cianamida de cálcio                             A        A            A
Cianeto de potássio                             A        A            A
Cianeto de sódio                                C        A            C
Ciclohexano                                     A        A            A
Ciclohexanona                                   A        A            A
Clorato de sódio                                A        A            A
Cloreto de alila                                A        A            A
Cloreto de alumínio                             A        A            A

                                       112
Anexo 5.1 (Continuação)
          Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                    Fluido                  TF1570    TF1580       TF1590
Cloreto de amônia                             A         A            A
Cloreto de bário                              A         A            A
Cloreto de benzila                            A         A            A
Cloreto de benzoíla                           A         A            A
Cloreto de cálcio                             A         A            A
Cloreto de cobre                              A         A            A
Cloreto de dimetil carbamoil                  A         A            A
Cloreto de enxofre                            A         A            A
Cloreto de estanho                            A         A            A
Cloreto de etila                              A         A            A
Cloreto de etilideno                          A         A            A
Cloreto de magnésio                           A         A            A
Cloreto de mercúrio                           A         A            A
Cloreto de metila                             A         A            A
Cloreto de metileno                           A         A            A
Cloreto de níquel                             A         A            A
Cloreto de sódio                              A         A            A
Cloreto de tionila                            A         A            A
Cloreto de vinila                             B         B            B
Cloreto de vinilideno                         B         B            B
Cloreto de zinco                              A         A            A
Cloreto férrico                               A         A            A
Cloro, seco ou úmido                          A         A            A
2-Cloroacetofenona                            A         A            A
Clorobenzeno                                  A         A            A
Clorobenzilato                                A         A            A
Cloroetano                                    A         A            A
Cloroetileno                                  A         A            A
Clorofórmio                                   A         A            A
Cloro-metil-metil-éter                        A         A            A
Cloropreno                                    A         A            A
Cola, Base proteína                           A         A            A
Combustível de aviação (Tipos JP)             A         A            A
Corantes de anilina                           A         A            A
Creosoto                                      A         A            A
Cresóis, Ácido cresílico                      A         A            A
Cromato de potássio, vermelho                 A         A            A
Cumeno                                        A         A            A
Diazometano                                   A         A            A
Dibenzofurano                                 A         A            A

                                     113
Anexo 5.1 (Continuação)
          Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                   Fluido                  TF1570     TF1580       TF1590
Dibrometo de etileno                         A          A            A
1,2-Dibromo-3-cloropropano                   A          A            A
Dibromoetano                                 A          A            A
Dicloreto de etileno                         A          A            A
Dicloro propileno                            A          A            A
1,4-Diclorobenzeno                           A          A            A
o-Diclorobenzeno                             A          A            A
3,3-Diclorobenzideno                         A          A            A
Dicloroetano (1,1 ou 1,2)                    A          A            A
1,1-Dicloroetileno                           B          B            B
Dicloro-etil-éter                            A          A            A
Diclorometano                                A          A            A
1,2-Dicloropropano                           A          A            A
1,3-Dicloropropeno                           A          A            A
Dicromato de potássio                        A          A            A
Dietanolamina                                A          A            A
N,N Dietilanilina -                          A          A            A
1,2-Difenilhidrazina -                       A          A            A
N,N-Dimetil anilina                          A          A            A
Dimetil Hidrazina, assimétrica               A          A            A
Dimetilaminoazobenzeno                       A          A            A
3,3-Dimetilbenzidina                         A          A            A
Dimetilformamida                             A          A            A
3,3-Dimetoxibenzideno                        A          A            A
2,4-Dinitrofenol                             A          A            A
4,6-Dinitro-o-Cresol e sais                  A          A            A
2,4-Dinitrotolueno                           A          A            A
Dioxano                                      A          A            A
Dióxido de carbono, seco ou úmido            A          A            A
Dióxido de cloro                             A          A            A
Dióxido de enxofre                           A          A            A
Dióxido de flúor                             C          C            C
2,3,7,8-TCDB-p-Dioxina                       A          A            A
Diphyl DT                                    A          A            A
Dissulfeto de carbono                        A          A            A
Dowfrost                                     A          A            A
Dowfrost HD                                  A          A            A
Dowtherm 4000                                A          A            A
Dowtherm A                                   A          A            A
Dowtherm E                                   A          A            A

                                    114
Anexo 5.1 (Continuação)
          Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                    Fluido                  TF1570    TF1580       TF1590
Dowtherm G                                    A         A            A
Dowtherm HT                                   A         A            A
Dowtherm J                                    A         A            A
Dowtherm Q                                    A         A            A
Dowtherm SR-1                                 A         A            A
Enxofre, fundido                              A         A            A
Epicloroidrina                                A         A            A
1,2-Epoxibutano                               A         A            A
Ésteres fosfatados                            A         A            A
Estireno                                      B         B            B
Etano                                         A         A            A
Éter dibenzílico                              A         A            A
Éter dimetílico                               A         A            A
Éter etílico                                  A         A            A
Éter metil terc-butílico (MTBE)               A         A            A
Éteres                                        A         A            A
Etil celulose                                 A         A            A
Etilbenzeno                                   A         A            A
Etileno                                       A         A            A
Etileno glicol                                A         A            A
Etileno tiouréia                              A         A            A
Etilenoimina                                  B         A            B
p-fenilenodiamina                             A         A            A
Fenol                                         A         A            A
Fluido de processo UCON WS                    A         A            A
Fluido de transferência de calor UCON 500     A         A            A
Fluido de transmissão A                       A         A            A
Flúor, gás                                    C         C            C
Flúor, líquido                                C         C            C
Fluoreto de alumínio                          B         A            C
Fluoreto de hidrogênio                        C         C            C
Formaldeído                                   A         A            A
Fosfato de amônia, dibásico                   A         A            A
Fosfato de amônia, monobásico                 A         A            A
Fosfato de amônia, tribásico                  A         A            A
Fosfato de ferro                              A         A            A
Fosfato de sódio, dibásico                    B         A            B
Fosfato de sódio, monobásico                  A         A            A
Fosfato de sódio, tribásico                   B         A            C
Fosfato de tricresila                         A         A            A

                                    115
Anexo 5.1 (Continuação)
           Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                    Fluido                  TF1570     TF1580       TF1590
Fosfina                                       A          A            A
Fósforo elementar                             A          A            A
Fosgênio                                      A          A            A
Ftalato de dibutila                           A          A            A
Ftalato de dimetila                           A          A            A
Furfural                                      A          A            A
Gás de forno de coque                         A          A            A
Gás de gasogênio                              A          A            A
Gás natural                                   A          A            A
Gasolina de aviação                           A          A            A
Gasolina, ácida                               A          A            A
Gasolina, refinada                            A          A            A
Gelatina                                      A          A            A
Glicerina, glicerol                           A          A            A
Glicol                                        A          A            A
Glicose                                       A          A            A
Graxa, Base petróleo                          A          A            A
Heptano                                       A          A            A
Hexaclorobenzeno                              A          A            A
Hexaclorobutadieno                            A          A            A
Hexaclorociclopentadieno                      A          A            A
Hexacloroetano                                A          A            A
Hexadecano                                    A          A            A
Hexametil fosforamida                         A          A            A
Hexametileno diisocianato                     A          A            A
Hexano                                        A          A            A
Hexoato de etila                              A          A            A
Hexona                                        A          A            A
Hidrazina                                     A          A            A
Hidrogênio                                    A          A            A
Hidroquinona                                  A          A            A
Hidróxido de alumínio (sólido)                A          A            A
Hidróxido de amônia                           A          A            A
Hidróxido de bário                            A          A            A
Hidróxido de cálcio                           A          A            B
Hidróxido de magnésio                         A          A            A
Hidróxido de potássio                         B          B            C
Hidróxido de sódio                            B          A            C
Hipoclorito de cálcio                         A          A            A
Hipoclorito de sódio                          A          A            A

                                     116
Anexo 5.1 (Continuação)
           Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                     Fluido                  TF1570    TF1580       TF1590
Iodeto de metila                               A         A            A
Iodometano                                     A         A            A
Isobutano                                      A         A            A
Isooctano                                      A         A            A
Leite                                          A         A            A
Licor de sulfato preto                         B         A            C
Licor de sulfato verde                         B         A            C
Licores de cana-de-açúcar                      A         A            A
Lindano                                        A         A            A
Lítio, elementar                               C         C            C
Lixívia, detergente                            B         B            C
Mercúrio                                       A         A            A
Metacrilato de alila                           A         A            A
Metacrilato de butila                          B         B            B
Metacrilato de metila                          B         B            B
Metacrilato de vinila                          A         A            A
Metafosfato de sódio                           A         A            B
Metais alcalinos fundidos                      C         C            C
Metano                                         A         A            A
Metanol, álcool metílico                       A         A            A
Metil clorofórmio                              A         A            A
Metil etil cetona                              A         A            A
Metil hidrazina                                A         A            A
Metil isobutyl cetona (MIBK)                   A         A            A
Metil isocianato                               A         A            A
N-Metil-2-pirrolidona                          A         A            A
2-Metilaziridina                               B         A            B
4,4-Metileno bis(2-clororoanilina)             A         A            A
4,4-Metileno dianilina                         A         A            A
Metileno difenildiisocianato                   A         A            A
Mobiltherm 600                                 A         A            A
Mobiltherm 603                                 A         A            A
Mobiltherm 605                                 A         A            A
Mobiltherm Light                               A         A            A
Monometilamina                                 A         A            A
Monóxido de carbono                            A         A            A
MultiTherm 100                                 A         A            A
MultiTherm 503                                 A         A            A
MultiTherm IG-2                                A         A            A
MultiTherm PG-1                                A         A            A

                                     117
Anexo 5.1 (Continuação)
          Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                    Fluido                   TF1570   TF1580       TF1590
Naftaleno                                      A        A            A
Naftas                                         A        A            A
Naftóis                                        A        A            A
Nitrato de alumínio                            A        A            A
Nitrato de amônia                              A        A            A
Nitrato de cálcio                              A        A            A
Nitrato de potássio                            A        A            A
Nitrato de prata                               A        A            A
Nitrato de propila                             A        A            A
Nitrato de sódio                               A        A            A
2-Nitro-2-metil propanol                       A        A            A
Nitrobenzeno                                   A        A            A
4-Nitrobifenila                                A        A            A
2-Nitro-Butanol                                A        A            A
Nitrocalcita (Nitrato de cálcio)               A        A            A
4-Nitrofenol                                   A        A            A
Nitrogênio                                     A        A            A
Nitrometano                                    A        A            A
2-Nitropropano                                 A        A            A
N-Nitrosodimetilamina                          A        A            A
N-Nitrosomorfolina                             A        A            A
N-Nitroso-N-Metiluréia                         A        A            A
Octano                                         A        A            A
Oleína                                         B        C            A
Óleo hidráulico, Sintético                     A        A            A
Óleo bruto                                     A        A            A
Óleo combustível                               A        A            A
Óleo combustível, ácido                        A        A            A
Óleo de linhaça                                A        A            A
Óleo de Madeira da china, de Tungue            A        A            A
Óleo de milho                                  A        A            A
Óleo de rícino ou de mamona                    A        A            A
Óleo de semente de algodão                     A        A            A
Óleo de soja                                   A        A            A
Óleo de transformador (tipo mineral)           A        A            A
Óleo de Tungue                                 A        A            A
Óleo Diesel                                    A        A            A
Óleo hidráulico, Mineral                       A        A            A
Óleo, petróleo                                 A        A            A
Óleos de petróleo, bruto                       A        A            A

                                       118
Anexo 5.1 (Continuação)
           Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                    Fluido                      TF1570   TF1580     TF1590
Óleos de petróleo, refinado                       A        A          A
Óleos lubrificantes, ácidos                       A        A          A
Óleos lubrificantes, refinados                    A        A          A
Óleos lubrificantes,tipos mineral ou petróleo     A        A          A
Óleos minerais                                    A        A          A
Óleos, Animal e vegetal                           A        A          A
Orto-diclorobenzeno                               B        A          A
Óxido de estireno                                 A        A          A
Óxido de etileno                                  B        B          B
Óxido de propileno                                A        A          A
Oxigênio, gás                                     A        A          A
Ozônio                                            A        A          A
Parafina                                          A        A          A
Paratherm HE                                      A        A          A
Paratherm NF                                      A        A          A
Parathion                                         A        A          A
Para-xileno                                       A        A          A
Pentacloreto de fósforo                           A        A          A
Pentaclorofenol                                   A        A          A
Pentacloronitrobenzeno                            A        A          A
Pentafluoreto de iodo                             B        B          B
Pentano                                           A        A          A
Perborato de sódio                                A        A          A
Percloroetileno                                   A        A          A
Permanganato de potássio                          A        A          A
Peróxido de hidrogênio, 10-90%                    A        A          A
Peróxido de sódio                                 A        A          A
Peroxihidrato metaborato de sódio                 A        A          A
Piche, alcatrão                                   A        A          A
Pineno                                            A        A          A
Piperideno                                        A        A          A
Piridina                                          A        A          A
Poliacrilonitrila                                 A        A          A
Potassa, Carbonato de potássio                    A        A          A
Potássio elementar                                C        C          C
Propano                                           A        A          A
Propileno                                         A        A          A
1,2-Propilenoimina                                B        A          B
Propionaldeído                                    A        A          A
Querosene                                         A        A          A

                                       119
Anexo 5.1 (Continuação)
            Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                     Fluido                    TF1570     TF1580        TF1590
Quinolina                                        A            A            A
Quinona                                          A            A            A
Refrigerantes                                  Ver condições específicas abaixo
     143a                                        A            A            A
     152a                                        A            A            A
     C316                                        A            A            A
     10                                          A            A            A
     11                                          A            A            A
     112                                         A            A            A
     113                                         A            A            A
     114                                         A            A            A
     114B2                                       A            A            A
     115                                         A            A            A
     12                                          A            A            A
     123                                         A            A            A
     124                                         A            A            A
     125                                         A            A            A
      13                                         A            A            A
Refrigerantes (continuação)
     134a                                         A           A           A
      13B1                                        A           A           A
     141b                                         A           A           A
     142b                                         A           A           A
      21                                          A           A           A
     218                                          A           A           A
     22                                           A           A           A
     23                                           A           A           A
     290                                          A           A           A
     31                                           A           A           A
     32                                           A           A           A
     500                                          A           A           A
     502                                          A           A           A
     503                                          A           A           A
     C318                                         A           A           A
     HP62                                         A           A           A
     HP80                                         A           A           A
     HP81                                         A           A           A
2,4-D Sais e ésteres                              A           A           A
Salitre de cal (nitratos de cálcio)               A           A           A
Salitre Norge (Nitrato de cálcio)                 A           A           A

                                       120
Anexo 5.1 (Continuação)
           Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                     Fluido                   TF1570   TF1580       TF1590
Salitre norueguês (Nitrato de cálcio)           A        A            A
Salitre, nitrato de potássio                    A        A            A
Salmoura (cloreto de sódio)                     A        A            A
Sebacato de dibutila                            A        A            A
Silicato de sódio                               B        A            B
Sódio elementar                                 C        C            C
Soluções de detergente                          B        A            B
Soluções de galvanização com cromo              B        A            B
Soluções de sabão                               A        A            A
Solventes clorados, seco ou úmido               A        A            A
Solventes para verniz                           A        A            A
Sulfato de alumínio                             A        A            A
Sulfato de amônia                               A        A            A
Sulfato de cobre                                A        A            A
Sulfato de dietila                              A        A            A
Sulfato de dimetila                             A        A            A
Sulfato de ferro                                A        A            A
Sulfato de magnésio                             A        A            A
Sulfato de níquel                               A        A            A
Sulfato de potássio                             A        A            A
Sulfato de sódio                                A        A            A
Sulfato de titânio                              A        A            A
Sulfato de zinco                                A        A            A
Sulfeto de bário                                A        A            A
Sulfeto de carbonila                            A        A            A
Sulfeto de hidrogênio,seco ou úmido             A        A            A
Sulfeto de sódio                                A        A            A
Superóxido de sódio                             A        A            A
Syltherm 800                                    A        A            A
Syltherm XLT                                    A        A            A
Terebintina, aguarrás                           A        A            A
Tetrabromoetano                                 A        A            A
Tetracloreto de carbono                         A        A            A
Tetracloreto de titânio                         A        A            A
Tetracloroetano                                 A        A            A
Tetracloroetileno                               A        A            A
Tetrahidrofurano, THF                           A        A            A
Tetraóxido de nitrogênio                        A        A            A
Therminol 44                                    A        A            A
Therminol 55                                    A        A            A

                                        121
Anexo 5.1 (Continuação)
           Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon*

                    Fluido                  TF1570     TF1580       TF1590
Therminol 59                                  A          A            A
Therminol 60                                  A          A            A
Therminol 66                                  A          A            A
Therminol 75                                  A          A            A
Therminol D12                                 A          A            A
Therminol LT                                  A          A            A
Therminol VP-1                                A          A            A
Therminol XP                                  A          A            A
Tiossulfato de sódio, hipo                    A          A            A
Tolueno                                       A          A            A
2,4-Toluenodiamina                            A          A            A
2,4-Toluenodiisocianato                       A          A            A
o-Toluidina                                   A          A            A
Triclorobenzeno                               A          A            A
1,2,4-Triclorobenzeno                         A          A            A
1,1,2-Tricloroetano                           A          A            A
Tricloroetileno                               A          A            A
2,4,5-Triclorofenol                           A          A            A
2,4,6-Triclorofenol                           A          A            A
Trietanolamina                                A          A            A
Trietilalumínio                               A          A            A
Trietilamina                                  A          A            A
Trifluoreto de bromo                          C          C            C
Trifluoreto de cloro                          C          C            C
2,2,4-Trimetilpentano                         A          A            A
Trióxido de cromo                             A          A            A
Trióxido de enxofre, seco ou úmido            A          A            A
Uísques e vinhos                              A          A            A
Vapor                                         A          A            A
Verniz                                        A          A            A
Vernizes                                      A          A            A
Vinagre                                       A          A            A
Xceltherm 550                                 A          A            A
Xceltherm 600                                 A          A            A
Xceltherm MK1                                 A          A            A
Xceltyherm XT                                 A          A            A
Xileno                                        A          A            A




                                     122
CAPÍTULO

                                                                                6

                                      MATERIAIS
                          PARA JUNTAS METÁLICAS




1.   CONSIDERAÇÕES INICIAIS

       Ao especificarmos o material para uma junta metálica ou semi-metálica,
devemos analisar as propriedades características dos metais e as suas reações sob
tensão e/ou temperatura, na presença do fluido a ser vedado. Especial atenção deve
ser dada a:
       •    Corrosão sob tensão: os aços inoxidáveis 18-8 podem apresentar o
            fenômeno da corrosão sob tensão quando em presença de alguns fluidos.
            O Anexo 6.1 mostra fluidos que provocam esta corrosão nos metais mais
            usados em juntas industriais.
       •    Corrosão intergranular: os aços inoxidáveis austeníticos, em temperaturas
            entre 420 o C e 810 o C, apresentam, na presença de certos produtos
            químicos, a precipitação de carbonetos entre os grãos, fenômeno
            conhecido como corrosão intergranular nos aços inoxidáveis austeníticos.
            O Anexo 6.2 mostra os fluidos que provocam a corrosão intergranular.
       •    Compatibilidade com o fluido: a junta deve resistir à deterioração ou
            ataque corrosivo pelo fluido e, ao mesmo tempo, não contaminá-lo. O
            Anexo 6.3 apresenta a recomendação da Fluid Sealing Association,
            Philadelphia, USA., para os materiais mais usados em juntas metálicas.

       A seguir, estão relacionadas as ligas mais usadas na fabricação de juntas
industriais, suas características principais, limites de temperatura e dureza Brinell
aproximada.



                                        123
2 . AÇO CARBONO

      Material bastante usado na fabricação de juntas dupla camisa e Ring-Joints
(Capítulos 8 e 9). Devido a sua baixa resistência à corrosão, não deve ser usado em
água, ácidos diluídos ou soluções salinas. Pode ser usado em álcalis e ácidos
concentrados. Limite de temperatura : 500o C. Dureza: 90 a 120 HB.

3.   AÇO INOXIDÁVEL AISI 304

       Liga com 18% Cr e 8% Ni, a mais usada para a fabricação de juntas industriais
em virtude da sua excelente resistência à corrosão, preço e disponibilidade no
mercado. Sua temperatura máxima de operação é de 760oC; entretanto, devido às
corrosões sob tensão e intergranular, sua temperatura para serviço contínuo está
limitada a 420 o C. Dureza: 160HB.

4.   AÇO INOXIDÁVEL AISI 304L

       Possui as mesmas características de resistências à corrosão do AISI 304. Como
o seu teor de carbono está limitado a 0.03%, apresenta uma menor tendência à
precipitação intergranular de carbono e, conseqüentemente , à corrosão intergranular.
Seu limite de operação em serviço contínuo é de 760o C. Liga suscetível à corrosão
sob tensão. Dureza: 160 HB.

5.   AÇO INOXIDÁVEL AISI 316

       Esta liga, com 13% Cr e 18% Ni com adição de 2% Mo, tem excelente
resistência à corrosão. Pode apresentar a precipitação intergranular de carbonetos em
temperaturas entre 460o C e 900o C, quando as condições de corrosão forem severas.
A temperatura máxima de operação, em serviço contínuo, recomendada é de 760o C.
Tem preço superior ao AISI 304 e é facilmente encontrado no mercado nacional.
Dureza: 160 HB.

6.   AÇO INOXIDÁVEL AISI 316L

       Possui a mesma composição do AISI 316, com teor de carbono limitado a
0.03%, o que inibe a precipitação intergranular de carbonetos e conseqüentemente a
corrosão intergranular. A faixa de temperatura máxima de operação é 760o C a 815o C.
Material de disponibilidade limitada ao mercado nacional. Dureza: 160 HB.

7.   AÇO INOXIDÁVEL AISI 321

       Liga austenítica com 18% Cr e 10% Ni, estabilizada com Ti, que elimina a
precipitação intergranular de carbonetos e, portanto, a corrosão intergranular. Pode ser
usada em temperatura de até 815o C. Material disponível no mercado nacional, com
preço um pouco superior ao AISI 304. Dureza: 160 HB.

                                          124
8.    AÇO INOXIDÁVEL AISI 347

       Liga semelhante ao AISI 321 com 18% Cr e 10% de Ni e adição de Nióbio,
que elimina a corrosão intergranular, entretanto, pode apresentar corrosão sob tensão.
Temperatura de trabalho até 815o C. Dureza: 160 HB

9.    MONEL

       Liga com 67% Ni e 30% Cu, possui excelente resistência à maioria dos ácidos
e álcalis, exceto ácidos extremamente oxidantes. Sujeita à corrosão sob tensão em
presença de ácido fluor-silício e mercúrio, não devendo ser usado nestes casos. Em
combinação com o PTFE é muito usada em juntas Metalflex para condições severas
de corrosão. É disponível no mercado nacional com preço bastante elevado.
Temperatura máxima de operação: 815o C. Dureza: 95 HB.

10.   NÍQUEL 200

       Liga com 99% Ni, possui grande resistência à corrosão aos álcalis cáusticos,
embora não possua a mesma resistência global do Monel. É também usada em juntas
Metalflex para aplicações especiais. É disponível no mercado nacional com preço
bastante elevado. Temperatura máxima de operação: 760o C. Dureza: 110 HB.

11.   COBRE

      Material bastante usado em juntas de pequenas dimensões, onde a força
máxima de esmagamento é limitada. Temperatura máxima de operação: 260 o C.
Dureza: 80 HB.

12.   ALUMÍNIO

      Devido à sua excelente resistência à corrosão e facilidade de trabalho é muito
usado na fabricação de juntas de dupla camisa. Temperatura de serviço máxima: 460o
C. Dureza: 35 HB.

13.   INCONEL

Liga à base de Níquel (70%) com 15% Cr e 7% Fe tem excelente resistência à
temperaturas criogênicas e elevadas. Limite de temperatura: 1100o C. Dureza: 150
HB.

14. TITÂNIO

      Metal com excelentes propriedades de resistência à corrosão em temperaturas
elevadas, atmosferas oxidantes, ao ácido nítrico e soluções alcalinas. Limite de
temperatura: 1100o C. Dureza: 215 HB.

                                         125
Além destes materiais, os mais usados em aplicações industriais são algumas
vezes recomendados metais ou ligas especiais como o Hastelloy, dependendo das
condições operacionais. Deixamos de analisá-los neste livro em virtude da sua
disponibilidade bastante limitada no mercado nacional e de sua aplicação restrita a
situações muito especiais.




                                       126
ANEXO 6.1

PRODUTOS QUE INDUZEM A CORROSÃO SOB TENSÃO EM METAIS OU
LIGAS

A: Alumínio              C: Aço Carbono              I : aço inoxidável 18-8
L : Latão                M: Monel                    N: níquel

FLUIDO                                           C   I   L    M     N     A
ácido clorídrico                                     X
ácido cresílico (vapores)                        X
ácido crômico                                    X
ácido fluorídrico                                    X        X     X
ácido fluorsilícico                                           X
ácido nítico + cloreto de magnésio               X
ácido nítrico – vapores                                  X
ácido nítrico diluído                                X
ácido sulfúrico + nítrico                        X
ácido sulfúrico fumegante                        X
água salgada + oxigênio                              X                    X
aminos                                                   X
amônia (diluída)                                         X
amônia (pura)                                    X
brometo de cálcio                                    X
butano + dióxido de enxofre                              X
cianeto de hidrogênio + água                     X
cianogênio                                       X
cloreto de amônia                                X
cloreto de hidrogênio + água                     X   X
cloretos inorgânicos + água                          X
cloretos orgânicos + água                            X
compostos de enxofre                                                X
hidróxido de potássio                            X   X        X
hidróxido de sódio                               X   X   X    X     X
líquor sulfato (branco)                          X   X
líquor sulfeto                                       X
mercúrio                                                      X     X
nitrato de amônia                                X   X   X
nitratos de mercúrio                                          X     X
nitratos inorgânicos                             X
permanganato de potássio                         X
sais silicofluoretos                                          X
sulfito de hidrogênio + água                     X
vapor d’água                                             X    X


                                        127
ANEXO 6.2

PRODUTOS QUE INDUZEM CORROSÃO INTERGRANULAR NOS AÇOS
                    AUSTENÍTICOS

FLUIDO
ácido acético
ácido acético + ácido salícico
ácido cianídrico
ácido cianídrico + dióxido de enxofre
ácido crômico
ácido fluorídrico + sulfato de ferro
ácido fórmico
ácido fosfórico
ácido ftálico
ácido lático
ácido lático + ácido nítrico
ácido maléico
ácido nítrico
ácido nítrico + ácido clorídrico
ácido nítrico + ácido fluorídrico
ácido oxálico
ácido sulfâmico
ácido sulfúrico
ácido sulfúrico + ácido acético
ácido sulfúrico + ácido nítrico
ácido sulfúrico + metanol
ácido sulfúrico + sulfato de cobre
ácido sulfúrico + sulfato de ferro
ácido sulfuroso
ácidos graxos
água + amido + dióxido de enxofre
água + sulfato de alumínio
água do mar
cloreto de cromo
cloreto de ferro
dióxido de enxofre ( úmido )
dissulfato de cálcio + dióxido de enxofre ( ácido gástrico )
dissulfato de sódio
fenol + ácido naftênico
hidróxido de sódio + sulfeto de sódio
hipoclorito de sódio

                                         128
ANEXO 6.2 (Continuação )

PRODUTOS QUE INDUZEM CORROSÃO INTERGRANULAR NOS AÇOS
AUSTENÍTICOS

FLUIDO
líquor sulfuroso de cozimento
nitrato de amônia
nitrato de cálcio
nitrato de prata + ácido acético
óleo cru
salt spray
soluções de sulfeto
suco de beterraba
sulfato de amônia
sulfato de amônia + ácido sulfúrico
sulfato de cobre
sulfato de ferro




                                      129
ANEXO 6.3
             RESISTÊNCIA QUÍMICA DE METAIS PARA JUNTAS
1: boa resistência     3: sem informação
2: resistência regular          4: pouca resistência
A : Alumínio             N : Níquel                        S : aço carbono
C : Cobre                4 : aço inoxidável AISI 304
M : Monel                6 : aço inoxidável AISI 316

 FLUIDO                                         A      C   M N       4       6   S
 ácido bórico                                   B      R   B   B     B       B   F
 ácido brômico                                  F      -   -   -     -       -   F
 ácido carbólico, fenol                         B      F   B   B     B       B   -
 ácido cianídrico                               -      -   B   -     B       B   -
 ácido cítrico                                  B      B   B   -     B       B   F
 ácido clorídrico, frio                         F      F   -   -     F       F   F
 ácido clorídrico, quente                       F      F   -   -     F       F   F
 ácido cloroacético                             F      F   -   R     F       F   F
 ácido crômico                                  F      F   R   -     -       B   -
 ácido esteárico                                -      -   B   B     B       B   -
 ácido fluorídrico, menos de 65%                F      F   R   F     F       F   F
 ácido fluorídrico, mais de 65%                 F      R   B   -     F       F   -
 ácido fluorsilícico                            -      -   -   -     F       F   F
 ácido fórmico                                  F      R   - -       R       R   F
 ácido fosfórico, até 45%                       -      R   R   -     B       B   F
 ácido fosfórico, mais de 45%, frio             F      R   F   R     B       B   F
 ácido fosfórico, mais de 45%, quente           F      -   -   -     F       F   -
 ácido lático, frio                             -      -   B   B     -       R   F
 ácido lático, quente                           F      -   -   F     -       -   -
 ácido nítrico concentrado                      B      F   F   F     R       R   F
 ácido nítrico diluído                          F      F   F   F     B       B   F
 ácido oléico                                   B      F   B   B     B       B   -
 ácido oxálico                                  R      B   R   R     B       B   F
 ácido palmítico                                B      B   B   -     B       B   B
 ácido pícrico                                  F      F   F   F     B       B   -
 ácido sulfúrico até 10%, frio                  -      -   -   -     R       R   F
 ácido sulfúrico até 10%, quente                -      F   -   F     F       R   F
 ácido sulfúrico 10-75%, frio                   -      F   -   -     F       R   F
 ácido sulfúrico 10-75%, quente                 F      F   -   F     F       F   R
 ácido sulfúrico 75-95%, frio                   -      F   -   -     B       B   -
 ácido sulfúrico 75-96%, quente                 F      F   -   F     F       F   R
 ácido sulfúrico fumegante                      -      F   F   F     -       R   -
 ácido sulfuroso                                -      -   F   F     F       -   B
 ácido tânico                                   F      B   B   B     R       R   -
                                        130
ANEXO 6.3 ( Continuação )
          RESISTÊNCIA QUÍMICA DE METAIS PARA JUNTAS

                    FLUIDO                A   C     M   N   4   6   S
ácido tartárico                           B   -     -   -   -   B   F
água destilada                            B   F     -   B   B   B   F
água do mar                               F   -     B   -   F   F   -
água potável                              B   B     B   -   B   B   -
alcatrão                                  B   B     R   -   B   B   B
álcool butílico, butanol                  -   B     -   B   -   -   -
amônia, gás, frio                         B   -     B   -   B   B   B
amônia, gás, quente                       -   F     -   -   -   -   -
anidrido acético                          -   R     R   R   -   R   F
anilina                                   F   F     B   -   B   B   B
ar                                        B   B     B   B   B   B   B
asfalto                                   -   B     B   -   B   -   B
benzeno                                   B   B     B   -   B   B   B
benzol                                    B   B     B   -   B   B   B
bicarbonato de sódio                      F   -     B   B   B   B   -
bórax                                     R   R     B   B   B   B   B
bromino                                   -   F     -   -   F   F   F
butano                                    B   -     B   -   -   B   B
cerveja                                   B   B     B   B   B   B   B
cianeto de potássio                       F   F     B   -   B   B   B
cloreto de alumínio                       F   R     B   -   F   F   R
cloreto de amônia                         F   F     R   R   R   R   -
cloreto de bário                          F   -     -   B   R   B   -
cloreto de cálcio                         -   B     R   -   -   -   B
cloreto de cobre                          F   -     R   -   F   F   R
cloreto de enxofre                        -   F     -   -   -   -   -
cloreto de etila                          -   B     B   B   B   B   B
cloreto de magnésio                       F   R     R   R   R   R   R
cloreto de mercúrio                       F   F     F   F   F   F   -
cloreto de metileno                       -   B     B   -   -   -   B
cloreto de níquel                         F   F     -   -   R   R   -
cloreto de potássio                       -   B     B   B   B   B   B
cloreto de sódio                          F   R     B   -   B   R   B
cloreto de zinco                          F   F     B   -   F   F   -
cloreto estânico                          F   F     F   F   -   -   -
cloreto férrico                           F   F     F   F   F   F   F
cloro (seco)                              B   B     B   -   B   B   B
cloro (úmido)                             F   F     F   -   F   -   F
cola                                      B   -     B   -   B   B   B

                                  131
ANEXO 6.3 ( Continuação )
          RESISTÊNCIA QUÍMICA DE METAIS PARA JUNTAS

                    FLUIDO                A    C     M   N   4   6   S
dióxido de carbono, seco                  B    B     B   -   B   B   B
dióxido de carbono, úmido                 R    R     B   -   B   B   R
dióxido de enxofre, seco                  B    B     B   B   B   B   B
trióxido de enxofre, seco                 B    B     B   -   B   B   B
dissulfeto de carbono                     B    F     B   -   B   B   B
dissulfito de cálcio                      -    F     F   -   -   B   F
dowtherm A                                B    F     -   -   -   -   B
dowtherm E                                F    B     -   -   -   -   B
enxofre                                   B    F     F   F   R   R   B
esgoto doméstico                          R    -     B   -   R   R   R
éter                                      B    B     R   -   -   -   B
fluoreto de alumínio                      F    -     -   -   -   -   -
formaldeído                               R    R     B   -   B   B   R
fosfato de amônia                         R    R     B   B   B   B   F
fosfato de sódio                          B    -     B   B   -   B   -
freon                                     B    B     B   -   -   -   -
furfural                                  B    B     B   -   B   B   B
gás de alto forno                         -    F     -   -   -   -   B
gás natural                               -    B     B   -   B   B   B
gasolina                                  B    B     B   B   B   B   B
gelatina                                  B    -     B   -   B   B   -
glicerina, glicerol                       B    R     B   -   B   B   B
glicose                                   B    B     B   -   B   B   B
hidrogênio, gás frio                      B    B     B   -   B   B   B
hidrogênio, gás quente                    B    B     B   -   B   B   B
hidróxido de amônia                       R    F     -   -   B   B   B
hidróxido de bário                        F    F     -   B   B   -   -
hidróxido de cálcio                       -    -     B   B   R   R   B
hidróxido de magnésio                     F    F     B   B   B   B   B
hidróxido de potássio                     F    F     B   B   R   R   -
hidróxido de sódio                        F    F     B   B   R   R   B
hipoclorito de sódio                      F    -     -   -   F   F   F
leite                                     B    -     B   B   -   B   B
licor de cana-de-açúcar                   B    B     B   -   B   B   B
metanol                                   B    B     B   -   B   B   B
mercúrio                                  F    F     B   -   B   B   B
nitrato de amônia                         R    F     -   -   B   B   B
nitrato de sódio                          B    R     B   B   R   B   B
óleo combustível                          -    B     B   -   B   -   B

                                   132
ANEXO 6.3 ( Continuação )
           RESISTÊNCIA QUÍMICA DE METAIS PARA JUNTAS

                    FLUIDO                  A    C     M   N   4   6   S
óleo combustível (ácido)                    -    -     B   -   -   -   -
óleo de algodão                             B    -     B   -   B   B   B
óleo de linhaça                             B    B     B   -   B   B   B
óleo lubrificante refinado                  B    B     B   -   B   -   B
óleo de milho                               B    -     B   -   B   B   B
óleos minerais                              B    B     B   -   B   B   B
óleo de soja                                -    -     -   -   B   B   -
oxigênio, frio                              B    B     B   -   B   B   B
oxigênio, até 260°C                         B    B     B   -   B   B   B
oxigênio, 260 a 540°C                       -    F     B   -   B   B   -
oxigênio, mais de 540°C                     F    F     F   B   F   F   F
peróxido de hidrogênio                      B    F     R   R   B   B   F
peróxido de sódio                           B    -     B   B   B   B   -
petróleo cru, até 540°C                     B    -     -   -   B   B   B
petróleo cru, mais de 540°C                 F    F     F   F   F   F   F
propano                                     -    -     B   -   B   B   B
querosene                                   -    B     B   -   B   B   B
sabão                                       -    -     B   -   B   B   B
silicato de sódio                           F    -     B   B   -   B   B
solventes clorados, secos                   B    B     B   -   B   -   B
solventes clorados, úmidos                  F    F     B   -   -   -   F
sulfato de alumínio                         -    R     R   -   R   R   F
sulfato de amônia                           -    R     B   -   B   B   B
sulfato de cobre                            F    -     B   -   B   B   F
sulfato de magnésio                         -    B     B   -   B   B   B
sulfato de níquel                           F    F     -   -   B   B   -
sulfato de potássio                         B    B     B   B   R   R   B
sulfato de sódio                            -    B     R   B   B   B   B
sulfato de zinco                            -    F     B   -   B   -   -
sulfato férrico                             F    F     F   F   R   B   F
sulfeto de sódio                            F    F     R   R   B   B   B
sulfito de bário                            -    F     B   -   B   B   -
sulfito de hidrogênio, frio                 B    F     B   B   B   B   B
sulfito de hidrogênio, quente               B    F     F   F   -   -   F
sulfito de sódio                            F    F     R   R   B   B   B
tetracloreto de carbono                     -    -     B   -   -   -   -
tolueno                                     B    -     B   -   -   -   B
tricloroetileno                             -    -     B   -   -   -   -
uísque                                      B    -     B   -   R   B   F

                                     133
ANEXO 6.3 ( Continuação )

         RESISTÊNCIA QUÍMICA DE METAIS PARA JUNTAS

vapor, até 200°C                         B   B     B   B   B   B   B
vapor, até400°C                          -   -     -   -   B   B   B
vapor, mais de 400°C                     F   F     F   F   B   B   F
vinagre                                  -   -     B   -   R   B   -
vinho                                    B   -     B   -   R   B   F




                                 134
CAPÍTULO

                                                                              7

                                   JUNTAS METALFLEX®




1.   O QUE É UMA JUNTA METALFLEX ®

       É uma espiral constituída de uma fita metálica pré-formada e de um
enchimento com material macio que, interagindo, proporcionam a vedação. Quando é
realizado o esmagamento inicial da junta o enchimento escoa preenchendo as
imperfeições do flange. A fita metálica tem a função de dar resistência mecânica. O

                                       135
seu formato em ‘V’ como um anel “chevron” permite à junta reagir como uma mola se
acomodando às variações de pressão e temperatura.
       Pode ser fabricada em diversas combinações de materiais, dimensões e formas.
As juntas para flanges ASME e DIN são padronizadas e produzidas em série. As
juntas Metalflex são cada vez mais utilizadas cobrindo ampla faixa de aplicação,
oferecendo uma vedação eficiente. Capaz de suportar pressões e temperaturas
elevadas a custo bastante reduzido.
       Este capítulo apresenta as principais normas técnicas, valores para projeto e
outras informações relacionadas às juntas Metalflex.


2.   MATERIAIS

2.1. FITA METÁLICA

       A fita metálica é padronizada na espessura de 0.20 mm, com a largura
variando conforme a espessura final da junta.
Os metais normalmente disponíveis no mercado nacional em fitas adequadas à
fabricação de Juntas Metalflex são:
     • Aço inoxidável AISI 304: é o material mais usado devido ao seu preço e
       características de resistência à corrosão.
     • Aço inoxidável AISI 316 e 316L.
     • Aço inoxidável AISI 321.
     • Monel.
     • Níquel 200.
     • Titânio

      As características principais e recomendações de uso destes materiais estão no
Capítulo 6 deste livro.

2.2. ENCHIMENTO

       O enchimento é responsável pela selabilidade da junta, para isso devem ser
usados materiais com elevada capacidade de vedação.
       O acabamento do enchimento para que a junta tenha uma boa performance
deve ficar faceando ou um pouco acima da fita metálica. O enchimento abaixo da fita
metálica não entra em contato com a superfície do flange, deixando, portanto, de
desempenhar a sua função na junta. Por outro lado, com excesso de enchimento, a
junta perde a sua resistência a altas pressões.

2.2.1. PAPELÃO DE AMIANTO

       Devido ao risco à saúde e menor selabilidade, o papelão de amianto foi
substituído na maioria das aplicações. Este material oferece excelente resistência às
soluções alcalinas (como o hidróxido de sódio ou soda cáustica), podendo ser usado
em água, vapor d’água, soluções salinas e gases, exceto o oxigênio. Possui pouca
resistência aos ácidos. Temperatura máxima recomendada 550o C. O amianto perde a

                                        136
sua água de cristalização a 760° C. A partir desta temperatura até o ponto de fusão a
1521° C transforma-se em pó sem resistência mecânica. Entretanto, por estar
inteiramente confinado entre espiras metálicas, continua a oferecer uma vedação
satisfatória, sendo considerado fire-safe.

2.2.2. GRAFITE FLEXÍVEL - GRAFLEX ®

       As características de baixa permeabilidade, conformabilidade, estabilidade
térmica e resistência química tornaram este material o mais empregado como
enchimento de juntas, especialmente as Metalflex.
       A Grafite Flexível apresenta elevada resistência química, incluindo ácidos e
bases orgânicos e inorgânicos, solventes, cera quente e óleos. Não é recomendável
para compostos extremamente oxidantes, como ácido nítrico concentrado, soluções
de cromo e permanganato, ácido clórico e metais alcalinos líquidos.
       Em atmosferas neutras ou redutoras, pode trabalhar de -200° C a 3000° C.
Temperaturas acima de 450° C em atmosferas oxidantes, incluindo o ar, degradam o
material. Neste caso, é necessário confinamento da junta, protegendo a grafite flexível
do contato direto com o meio oxidante.
       A temperatura limite de operação para vapor de água e hidrocarbonetos ricos
em hidrogênio é de 650o C. Nesta temperatura, o trabalho com gás de combustão com
20% de oxigênio ou atmosfera redutora ou neutra, com peso molecular do fluido
maior que o ar, não é recomendável. A grafite reage com o oxigênio do ar, consumindo
da parte externa para o interior da junta.
     O enchimento de grafite flexível para juntas Metalflex, apresenta resultados
superiores ao amianto em termos de selabilidade, capacidade de resistir a cargas
provocadas por transientes térmicos ou de pressão e variações no acabamento das
superfícies de vedação.
     Estudos recentes realizados pelas grandes empresas de petróleo, concluíram
que somente as juntas metálicas ou de grafite flexível, são aprovadas para serviço em
refinarias, em substituição às juntas com enchimento de amianto. Por ter resistência a
elevadas temperaturas, a grafite flexível é o único material não metálico que resiste
aos testes de incêndio, sendo, por esta razão, considerado fire-safe. As indústrias
padronizam as juntas espirais em aço inoxidável AISI 304 L e enchimento em grafite
flexível para a maioria das aplicações em refinarias, indústrias químicas e
petroquímicas.

2.2.3. PTFE

       É usado como enchimento quando se requer resistência química elevada, em
temperaturas de criogenia a 260 o C. Juntas em PTFE apresentam tendência de
flambagem do diâmetro interno, por isso se a junta não for instalada em flange
lingüeta e ranhura, é obrigatório o uso de anel interno




                                         137
2.2.4. MICA-GRAFITE

      Material à base de clorita, grafite e celulose ligados com látex NBR. Por ter o
mesmo preço e desempenho bastante similar ao amianto até aproximadamente 232o C
teve o seu uso bastante difundido como alternativa. Entretanto, acima desta
temperatura, degrada-se rapidamente, não sendo considerado fire-safe. Temperatura
de operação máxima: 232o C.


2.3. ANEL DE CENTRALIZAÇÂO

      Não entrando em contato direto com o fluido, é normalmente fabricado em aço
carbono AISI 1010/1020. Os anéis de centralização em aço carbono, recebem
acabamento anti-corrosão, que pode ser pintura ou algum tipo de galvanização.
Quando os flanges forem em aço inoxidável pode-se usar a guia externa no mesmo
material do flange para evitar a sua contaminação pelo aço carbono. Em ambientes
extremamente agressivos ou em criogenia também é recomendado o uso da guia externa
em aço inoxidável.


3.   DENSIDADE

       No processo de fabricação da espiral, a fita metálica e o enchimento são
mantidos sob pressão. Combinando esta pressão de fabricação e a espessura do
enchimento, podem ser fabricadas juntas de diferentes densidades. Como regra geral,
juntas de maior densidade são usadas em pressões elevadas, pois possuem maior
resistência às pressões de aperto.


4.   DIMENSIONAMENTO

       O projeto de juntas para flanges não normalizados deve ser feito de modo que
a espiral esteja sempre em contato com as superfícies dos flanges. Se a espiral for
menor que o diâmetro interno, ou maior que a face do flange, pode haver a sua
quebra, prejudicando a vedação, ou, até mesmo, provocando vazamentos. Se a espiral
se projetar para dentro do diâmetro interno do flange, pedaços podem ser carregados
pelo fluido, danificando os equipamentos.
       As recomendações a seguir, devem ser usadas ao dimensionar espirais de
juntas não normalizadas.

•    Juntas confinadas nos diâmetros internos e externos:
     diâmetro interno da junta = diâmetro interno do canal + 1.6mm.
     diâmetro externo da junta = diâmetro externo do canal – 1.6mm

•    Juntas confinadas somente ao diâmetro externo:
     diâmetro interno da junta = diâmetro interno da face + no mínimo 6.4mm.
     diâmetro externo da junta = diâmetro externo do ressalto – 1.6mm.

                                        138
•     Juntas em flanges lisos ou com ressalto:
      diâmetro interno da junta = diâmetro interno da face + no mínimo 6.4mm
      diâmetro externo da junta = diâmetro externo da face – no mínimo 6.4mm.

       As dimensões dos diâmetros interno e externo, devem ser ajustadas de modo a
atender as recomendações da força de esmagamento “y” e do fator “m”, conforme
detalhado no Capítulo 2 deste livro.


5.    ESPESSURA

        As espessuras de fabricação padronizadas para juntas Metalflex são 3.2 mm
(1/8"), 4.45 mm (0.175"), 4.76 mm, (3/16") e 6.4 mm (1/4"). Outras espessuras podem
ser fabricadas sob encomenda.
        Após o esmagamento, a espessura final da junta deve ficar de acordo com a
Tabela 7.1. A espessura final indicada é a que a experiência mostrou ser a faixa ótima
para uma máxima resiliência da junta.

                                    Tabela 7.1
                               Espessura das Juntas
     Espessura de fabricação - mm ( pol)         Espessura após esmagamento - mm
                  3.2 ( 1/8 )                                 2.3 a 2.5
                4.45 ( 0.175 )                                3.2 a 3.4
                4.76 ( 3/16 )                                 3.2 a 3.4
                   6.4 ( ¼ )                                  4.6 a 5.1


6.    LIMITAÇÕES DIMENSIONAIS E DE ESPESSURA

      As juntas Metalflex podem ser fabricadas em diâmetros de 12 mm (1/2") a
3800 mm (150"). Juntas com dimensões fora do recomendado nesta tabela apresentam
grande instabilidade e são de fabricação e manuseio difíceis.

                                   Tabela 7.2
                       Limitações Dimensionais das Juntas
        Espessura mm        Diâmetro interno máximo mm     Largura máxima mm
             3.2                        1000                       19
             4.45                       1800                       25
             4.76                       1900                       25
             6.4                        3800                       32




                                           139
As juntas com enchimento em PTFE, possuem maior tendência a se
“desmancharem” no transporte e manuseio, as suas limitações são mais apertadas,
conforme mostrado na Tabela 7.3.

                                     Tabela 7.3
            Limitações Dimensionais das Juntas com enchimento em PTFE
        Espessura mm          Diâmetro interno máximo mm    Largura máxima - mm
             3.2                           500                       19
             4.45                         1100                       25
             4.76                         1100                       25
             6.4                          3800                       25



7.     TOLERÂNCIAS DE FABRICAÇÃO

         As tolerâncias de fabricação estão indicadas na Tabela 7.4.

                                     Tabela 7.4
                              Tolerâncias de Fabricação

     Diâmetro interno - mm                 Tolerância no diâmetro - mm
                                        interno                    externo
            até 200                      ± 0.4                      ± 0.8
           200 a 600                     ± 0.8                   + 1.5, - 0.8
           600 a 900                     ± 1.2                      ± 1.6
           900 a 1500                    ± 1.6                      ± 2.4
         acima de 1500                   ± 2.4                      ± 3.2

      A tolerância na espessura da espiral é de ± 0.13 mm medido na fita metálica.
Em juntas com enchimento de PTFE ou com diâmetro interno menor que 25 mm ou
com parede maior que 25 mm, a tolerância é de + 0.25 mm, - 0.13 mm.


8.     ACABAMENTO DAS SUPERFÍCIES DE VEDAÇÃO

       Conforme já explicado no início deste capítulo, as juntas Metalflex dependem
da ação conjunta da fita metálica e do enchimento para uma vedação eficiente.
Quando a junta é esmagada, o enchimento “escoa”, preenchendo as imperfeições dos
flanges. A resistência mecânica e resiliência são dadas pela fita metálica. Desta forma,
quanto mais irregular for a superfície do flange, maior será a dificuldade em fazer
escoar o enchimento e obter uma vedação adequada.
Embora possam ser usadas com a maioria dos acabamentos encontrados nos
flanges comerciais, a experiência indica os seguintes acabamentos como os mais
adequados:

                                          140
Tabela 7.5
                       Acabamento da Superfície de Vedação

                                           Acabamento dos flanges - Ra
         Aplicação
                                          µm                      µ pol
        Uso geral                         6.3                      250
Fluidos perigosos ou gases                3.2                      125
   Trabalho em vácuo                      2.0                      80


     Importante: as superfícies de vedação dos flanges não podem ter riscos ou marcas
radiais, isto é, que se estendam do diâmetro interno ao externo. A existência de
irregularidade deste tipo dificulta a vedação para qualquer tipo de junta, e, em especial,
para as Metalflex.


9.   PRESSÃO DE ESMAGAMENTO

      A pressão máxima de esmagamento ( Sg ), detalhada no Capítulo 2 é de 210
MPa (30 000 psi) para todos os tipos exceto 913M que é de 300 MPa ( 43 000 psi) ,
para qualquer material de enchimento.

10. TIPOS

       As juntas Metalflex são fabricadas em várias formas geométricas, tais como
circular, oval, diamante, quadrada, retangular ou outras. Anéis de centralização ou de
reforço interno, podem ser incorporados às juntas, para melhor adequá-las às
condições específicas de cada equipamento ou tubulação.
Os diversos tipos de juntas, suas aplicações típicas e particularidades de
fabricação estão detalhados nas páginas seguintes.


11. JUNTAS TIPO 911

       É o tipo mais simples, consistindo apenas da espiral circular, sem anel de
centralização. As juntas Metalflex 911 são usadas principalmente em flanges Norma
ASME B.16.5 tipo lingüeta e ranhura ( Figura 7.2 ) ou macho e fêmea ( Figura 7.3 ).
Também são usadas em equipamentos onde existem limitações de espaço e peso.




                                           141
Figura 7.2




                                 Figura 7.3


11.1. DIMENSIONAMENTO

       As dimensões das juntas para flanges ASME B16.5 estão nos Anexos 7.5 e
7.6, no final deste capítulo.


                                    142
Para outras aplicações, onde for necessário dimensionar a espiral, deve-se
assegurar que a junta esteja totalmente sob compressão, entre as faces dos flanges. As
indicações do Seção 4 deste capítulo, devem ser cuidadosamente seguidas.

11.2. ESPESSURA

      A espessura padrão para juntas tipo 911 é 3.2 mm (1/8"). Para maiores
diâmetros podem ser fabricadas em espessuras de 4.45 mm , 4.76 mm e 6.4 mm.


11.3. TIPO 911-M

       É a espiral de vedação com anel interno ( Figura 7.4. ). A finalidade deste anel
é preencher o espaço entre os flanges, evitando turbulência no fluxo do fluido e a
erosão das faces dos flanges. É usado também como limitador de compressão, quando
a pressão de esmagamento é maior que 210 MPa.
Juntas com enchimento de PTFE possuem tendência a escoar no sentido do
diâmetro interno, para este material, é mandatório o uso de anel interno, quando a
junta não for instalada confinada pelo diâmetro interno.




                                      Figura 7.4

11.4. TIPO 911-T

        Divisões de dupla camisa metálica são soldadas à espiral de vedação ( Figura
7.5 ). As travessas são fabricadas com o mesmo material da espiral e fixadas por solda
plasma. Para reduzir a força de esmagamento, a espessura das travessas é
normalmente um pouco menor que a da espiral.
        Este tipo de junta oferece uma selabilidade maior do que a junta para trocador
de calor convencional, principalmente quando o enchimento da espiral é de Grafite
Flexível. Entretanto, o manuseio e instalação exigem maiores cuidados.

                                         143
Figura 7.5

12. JUNTAS DE ACORDO COM A NORMA ASME B16.20 ( API 601 )

       Diversos países desenvolveram normas dimensionais para este tipo de junta.
A Norma ASME B16.20 tem sido a mais empregada, pois foi dimensionada para os
flanges ASME B16.5 e B16.47. Em 30 de março de 1993 a American Society of
Mechanical Engineers (ASME), o American Petroleum Institute ( API ) e o American
National Standards Institute (ANSI), publicaram nova edição da Norma ASME
B16.20. Nesta edição foram incluídas as características construtivas e dimensionais
das juntas Metalflex que foram anteriormente especificadas na Norma API 601, que
deixou de ser publicada.
Usadas mundialmente, as juntas fabricadas obedecendo às recomendações da
Norma ASME B16.20 são produzidas em grandes quantidades e facilmente
encontradas em estoque. Possuem custo muito reduzido, quando comparado com
juntas de desempenho equivalente.
Ao especificar uma junta metálica para flanges de tubulações, a Metalflex 913
(Figura 7.6) fabricada de acordo com a Norma ASME B16.20 deve ser a primeira
opção de projeto. O uso de outro tipo de junta metálica só deve ser recomendado se as
condições específicas da aplicação o exigirem.

12.1. APLICAÇÃO

     As juntas ASME B16.20 estão dimensionadas para uso em flanges
ASME/ANSI B16.5, ASME B16.47, Série A e Série B. Portanto, ao especificar uma
junta Metalflex para estes tipos de flanges, não é necessário dimensioná-la. Basta
apenas especificar os materiais, que devem ser compatíveis com o fluido a ser vedado



                                        144
e determinar qual a classe de pressão e o diâmetro nominal. Nos Anexos 7.1 e 7.3, no
final deste capítulo, estão as dimensões, tolerâncias de fabricação e recomendações de
uso.




.




                                     Figura 7.6

12.2. MATERIAIS

      Os materiais padronizados são:
      •   Fita metálica: aço inoxidável AISI 304.
      •   Enchimento: grafite flexível Graflex ou PTFE.
      •   Anel de centralização: aço carbono AISI 1010/1020.
      •   Anel interno: AISI 304.

    Outros materiais também podem ser fornecidos sob encomenda.

12.3. ESPIRAL

    A espiral deve ter as seguintes características:
      •   Pelo menos três voltas iniciais e três finais de fita metálica sem
          enchimento.
      •   As voltas iniciais da fita metálica devem ser soldadas a ponto, com
          espaços aproximadamente iguais separados de, no máximo, 3"
          (76.2mm), com um mínimo de três pontos de solda.


                                         145
•    Volta final de fita metálica com três pontos de solda e espaçamento de,
           aproximadamente, 1.50" (38.1mm ).
      •    Para assegurar o encaixe com o anel de centralização, podem ser usadas
           até quatro voltas soltas de fita metálica. Estas voltas soltas não são
           incluídas ao determinar o diâmetro externo da espiral.

12.4. ANEL INTERNO

       Para evitar o esmagamento excessivo das juntas de alta pressão, devido à força
de aperto dos parafusos, é necessário a colocação de anel interno, conforme mostrado
na Figura 7.7. O seu uso também é necessário quando se deseja reduzir a turbulência
do fluido na região de transição entre os flanges. É usualmente fabricado no mesmo
material da fita metálica e aumenta consideravelmente o preço da junta.
     Também é de uso obrigatório quando o fluido contém partículas abrasivas. Em
processos altamente corrosivos, na presença de ácido fluorídrico ( HF ), é usado anel
interno em PTFE para evitar que a junta e a parte interna do flange, entrem em
contato direto com o fluido.
       As juntas com enchimento em PTFE apresentam a tendência de flambagem do
diâmetro interno, devido às características de incompressibilidade do PTFE. Para
evitar esta flambagem, que pode reduzir consideravelmente a selabilidade da junta, é
obrigatório o uso de anel interno em todas as juntas com enchimento em PTFE,
independente do diâmetro ou classe de pressão.
       As juntas com enchimento de Graflex também, em algumas situações, podem
apresentar tendência à flambagem do diâmetro interno. Por esta razão está cada vez
mais difundido o uso do anel interno, nas juntas com enchimento em Graflex.
     A espessura do anel interno é a mesma do anel externo. O diâmetro interno
pode se projetar para dentro do flange até 1.5mm. Nos Anexos 7.1 a 7.3 estão as
dimensões dos anéis internos para flanges ASME B16.5 E ASME B16.47.




                                     Figura 7.7

                                        146
12.5. MARCAÇÃO

     O anel de centralização é marcado com símbolos de, no mínimo, 1/8"
(3.2mm) de altura, constando as seguintes indicações:
     •    Identificação do fabricante (nome ou marca).
     •    diâmetro nominal do flange.
     •    classe de pressão.
     •    indicação do material da fita metálica, quando não for AISI 304.
     •    indicação do material do enchimento, quando não for amianto.
     •    indicação dos materiais dos anéis, quando não forem os padronizados:
          AISI 1010/1020 para o anel de centralização e AISI 304 para o anel interno.
     •    identificação: ASME B16.20.


12.6. CÓDIGOS DE CORES

       O perfil do anel de centralização deve ser pintado, de modo a facilitar a
identificação das juntas no estoque. A identificação do material da fita metálica deve
ser pintada continuamente em todo em todo o perfil do anel de centralização. O
material do enchimento é identificado com um mínimo de quatro listas igualmente
espaçadas ao longo do perfil. As cores obedecem às tabelas 7.7 e 7.8.



                                   Tabela 7.7
                        Código de Cores da Fita Metálica
              Fita metálica                                   Cor
                AISI 304                                   Amarelo
                AISI 316                                     Verde
                AISI 347                                     Azul
                AISI 321                                   Turquesa
                  Monel                                     Laranja
                 Níquel                                    Vermelho
              Aço carbono                                    Prata
                 Inconel                                     Ouro



                                    Tabela 7.8
                          Código de Cores do Enchimento
               Enchimento                                     Cor
                Amianto                                   sem pintura
                  PTFE                                      branco
        Grafite Flexível - Graflex                           cinza
              Mica-grafite                                    rosa

                                         147
13. JUNTAS TIPO 913 – APÊNDICE E DA NORMA ASME B16.5

       Sendo uma norma de flanges e não de juntas, a ASME B16.5 não menciona
detalhes construtivos ou de materiais. As dimensões indicadas nas tabelas, são apenas
orientativas, cabendo ao projetista determinar as dimensões de acordo com as
condições específicas da aplicação.
       No Brasil, é comum o uso das dimensões da Tabela HE1, figuras HE1 e HE2
da Normas ASME B16.5 para fabricação de juntas espirais. Estas juntas apresentam
várias deficiências, tais como área de aperto maior, reduzindo a pressão de
esmagamento, tendência a se projetar no interior da tubulação, e o anel de
centralização não atua como limite de compressão da junta.
       O anexo 7.7 mostra os diâmetros da junta e do anel de centralização. Conforme
já mencionado, por não ser uma norma de juntas, não existem espessuras nem
tolerâncias.

14. OUTRAS NORMAS

       Para a fabricação de junta Metalflex, são também usadas normas de outros
países, como Alemanha (DIN), Japão (JIS) e Inglaterra (BS) .
       A dimensões para Norma DIN estão mostradas no Anexo 7.8. As demais tem
pouca aplicação no Brasil, por esta razão não abordadas neste livro.

15. DIMENSIONAMENTO DE JUNTAS TIPO 913 ESPECIAIS

       A seguir, estão as recomendações que devem ser seguidas ao especificar uma
junta tipo 913 especial. Isto é, que não obedeça às indicações de nenhuma norma
técnica específica.




                                     Figura 7.8
                                        148
15.1 ESPIRAL

      •    Diâmetro interno ( Ie ): igual ao diâmetro interno da face do flange,
           mais, no mínimo, 6.4mm.
      •    Diâmetro externo (Ee ): calculado de modo a atender as recomendações
           do Capítulo 2 deste livro e de largura máxima conforme Seção 6 deste
           Capítulo.
      •    Espessura ( Te ): podem ser fabricadas nas espessuras de 4. 45 mm
           (0.175"), 4.76 mm (3/16") e 6.4 mm (¼”). Por ser a espessura da Norma
           ASME B16.20, recomenda-se 4.45 mm, sempre que possível. As
           limitações dimensionais para a espessura, estão no Item 6 deste capítulo:
      •    Tolerância de fabricação: estão indicadas na Seção 7 deste Capítulo.

15.2. GUIA DE CENTRALIZAÇÃO

      •    Espessura ( Tg ): 1/8" ( 3.2mm ).
      •    Diâmetro interno ( Ig ): igual ao diâmetro externo da espiral, menos
           aproximadamente 3.2mm ( 1/8" ).
      •    Diâmetro externo ( Eg ): igual ao diâmetro do círculo de furação, menos o
           diâmetro do parafuso.
      •    Tolerância de fabricação: no diâmetro externo da guia de centralização é
           de + 0.8mm, para todos os diâmetros nominais.
              _
      •    Limitações dimensionais: em virtude de dificuldades de fabricação e da
           estabilidade do conjunto espiral-guia, existem limitações na largura mínima
           das guias de centralização, conforme indicado na Tabela 7.9.



                                   Tabela 7.9
                Guia de Centralização - Limitações Dimensionais

      Diâmetro interno da guia ( mm )             Largura mínima ( mm )
                  Até 250                                  10
                 250 a 600                                 12
                600 a 1500                                 15
              1500 ou maior                                20



15.3. ANEL INTERNO

       Conforme já mencionado, serve para minimizar a turbulência na região da
junta, evitando a corrosão da espiral e diminuindo a perda de carga do sistema. Nas
juntas com enchimento de PTFE evita a danificação das voltas internas da espiral,
provocada pelo escoamento da junta.


                                        149
15.4. DIVISÕES TIPO DUPLA-CAMISA

      Semelhante ao tipo 911-T, com divisões de dupla-camisa para uso em
trocadores de calor.

15.5. GUIA DE CENTRALIZAÇÃO COM FURAÇÃO

       Para facilitar o encaixe no equipamento, quando houver dificuldade de acesso,
o anel de centralização pode ser fabricado com o mesmo diâmetro externo e furação
dos flanges.


16.   JUNTAS TIPO 912

       Semelhantes ao tipo 913, as juntas 912 são, na realidade, as primeiras juntas
deste tipo. O anel de centralização é constituído de duas chapas de 0.5mm de
espessura, soldadas e encaixadas na espiral, conforme mostrado na Figura 7.9.
Consideradas ultrapassadas, pois o anel não atua como limitador de
compressão. Só devem ser usadas em baixas pressões.




                                     Figura 7.9




                                        150
17.     JUNTAS TIPO 914

       São espirais em formas não circulares, tais como: oval, retangular e quadrada
de cantos arredondados, diamante, oblonga e pêra, conforme mostrado na Figura 7.10.




                                    Figura 7.10

17.1. APLICAÇÃO

      As juntas Metalflex tipo 914 são usadas principalmente em: janelas e portas
de visita de caldeiras (handhole e manhole), castelos de válvulas, cabeçotes e
escapamentos de motores.

17.2.     DIMENSIONAMENTO

      Não existe uma norma específica para este tipo de junta, devendo o projetista,
ao dimensionar, usar as recomendações do Código ASME.
      Devido à forma irregular das juntas, é sempre necessário o fornecimento de
desenho. Se possível, a mostra de fornecimento anterior, ou, até mesmo, a tampa ou
peça onde a junta será aplicada.

17.3.     ESPESSURA

     As espessuras disponíveis para juntas tipo 914 são: 3.2 mm, 4.45 mm, 4.76
mm e 6.4 mm.


                                        151
17.4. JUNTAS PARA PORTAS DE VISITA DE CALDEIRAS

      A maioria dos fabricantes de caldeiras, utiliza os mesmos tamanhos de
manhole e handhole nos seus equipamentos. Desta forma, mesmo não havendo uma
padronização, algumas juntas ovais são consideradas padrão industrialmente. As
dimensões, em polegadas, destas juntas, estão mostradas no Anexo 7.11.




                                 Figura 7.11




                                     152
Anexo 7.1

Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.5




                      Diâmetro externo da junta por classe de pressão
    Diâmetro
                                         Polegadas
    Nominal
                       150, 300, 400, 600          900, 1500, 2500
      1/2                     1.25                       1.25
      3/4                     1.56                       1.56
       1                      1.88                       1.88
     1 1/4                    2.38                       2.38
     1 1/2                    2.75                       2.75
       2                      3.38                       3.38
     2 1/2                    3.88                       3.88
       3                      4.75                       4.75
       4                      5.88                       5.88
       5                      7.00                       7.00
       6                      8.25                       8.25
       8                     10.38                       10.13
      10                     12.50                       12.25
      12                     14.75                       14.50
      14                     16.00                       15.75
      16                     18.25                       18.00
      18                     20.75                       20.50
      20                     22.75                       22.50
      24                     27.00                       26.75

                              153
Anexo 7.1 (Continuação)

     Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.5

                         Diâmetro interno da junta por   classe de pressão
  Diâmetro                                 Polegadas
  Nominal
                 150       300       400      600         900      1500       2500
     1/2         0.75      0.75      (1)      0.75        (1)      0.75       0.75
     3/4         1.00      1.00      (1)      1.00        (1)      1.00       1.00
      1          1.25      1.25      (1)      1.25        (1)      1.25       1.25
    1 1/4        1.88      1.88      (1)      1.88        (1)      1.56       1.56
    1 1/2        2.13      2.13      (1)      2.13        (1)      1.88       1.88
      2          2.75      2.75      (1)      2.75        (1)      2.31       2.31
    2 1/2        3.25      3.25      (1)      3.25        (1)      2.75       2.75
      3          4.00      4.00      (1)      4.00        3.75     3.63       3.63
      4          5.00      5.00     4.75      4.75        4.75     4.63       4.63
      5          6.13      6.13     5.81      5.81        5.81     5.63       5.63
      6          7.19      7.19     6.88      6.88        6.88     6.75       6.75
      8          9.19      9.19     8.88      8.88        8.75     8.50       8.50
     10         11.31     11.31     10.81    10.81       10.88     10.50      10.63
     12         13.38     13.38     12.88    12.88       12.75     12.75      12.50
     14         14.63     14.63     14.25    14.25       14.00     14.25       (1)
     16         16.63     16.63     16.25    16.25       16.25     16.00       (1)
     18         18.69     18.69     18.50    18.50       18.25     18.25       (1)
     20         20.69     29.69     20.50    20.50       20.50     20.25       (1)
     24         24.75     24.75     24.75    24.75       24.75     24.25       (1)

NOTAS: 1. Não existem juntas classe 400 de ½” a 3" ( use classe 600 ), nem classe
            900 de ½” a 2 ½” ( use classe 1500 ) e classe 2500 de 14" ou maior.
       2. Anéis internos são requeridos em todas as juntas com enchimento em
            PTFE e nas juntas de 24", classe 900; 12" a 24", classe 1500; de 4" a 12",
            classe 2500.
       3. Tolerâncias de fabricação em polegadas:
          • espessura da espiral        : ± 0.005" – medido na fita metálica, não
                                        incluindo o enchimento que pode se projetar
                                        um pouco acima da fita metálica
          • diâmetro externo da junta: de ½” a 8"      : ± 0.03"
                                       de 10" a 24"    : + 0.06" – 0.03"
          • diâmetro interno da junta: de ½” a 8"      : ± 0.016"
                                       de 10" a 24"    : ± 0.03"




                                         154
Anexo 7.1 (Continuação)

    Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.5

               Diâmetro externo do anel de centralização por classe de pressão
  Diâmetro
                                        Polegadas
  Nominal
                150      300      400       600       900      1500      2500
     1/2       1.88     2.13      (1)       2.13       (1)      2.50     2.75
     3/4       2.25     2.63      (1)       2.63       (1)      2.75     3.00
      1        2.63     2.88      (1)       2.88       (1)      3.13     3.38
    1 1/4      3.00     3.25      (1)       3.25       (1)      3.50     4.13
    1 1/2      3.38     3.75      (1)       3.75       (1)      3.88     4.63
      2        4.13     4.38      (1)       4.38       (1)      5.63     5.75
    2 1/2      4.88     5.13      (1)       5.13       (1)      6.50     6.63
      3        5.38     5.88      (1)       5.88      6.63      6.88     7.75
      4        6.88     7.13      7.00      7.63      8.13      8.25     9.25
      5        7.75     8.50      8.38      9.50      9.75     10.00     11.00
      6        8.75     9.88      9.75     10.50     11.38     11.13     12.50
      8        11.00    12.13    12.00     12.63     14.13     13.88     15.25
     10        13.38    14.25    14.13     15.75     17.13     17.13     18.75
     12        16.13    16.63    16.50     18.00     19.63     20.50     21.63
     14        17.75    19.13    19.00     19.38     20.50     22.75      (1)
     16        20.25    21.25    21.13     22.25     22.63     25.25      (1)
     18        21.63    23.50    23.38     24.13     25.13     27.75      (1)
     20        23.88    25.75    25.50     26.88     27.50     29.75      (1)
     24        28.25    30.50    30.25     31.13     33.00     35.50      (1)

NOTAS: 1. Não existem juntas classe 400 de ½” a 3" ( use classe 600 ), nem classe
          900 de ½” a 2 ½” ( use classe 1500 ) e classe 2500 de 14" ou maior.
       2. Tolerância do diâmetro externo do anel de centralização: ± 0.03"




                                      155
Anexo 7.1 (Continuação)

    Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.5

                    Diâmetro interno do anel interno   por classe de pressão
  Diâmetro
                                         Polegadas
  Nominal
                150      300       400       600        900      1500      2500
     1/2       0.56     0.56        (1)     0.56        (1)      0.56      0.56
     3/4       0.81     0.81        (1)     0.81        (1)      0.81      0.81
      1        1.06     1.06        (1)     1.06        (1)      1.06      1.06
    1 1/4      1.50     1.50        (1)     1.50        (1)      1.31      1.31
    1 1/2      1.75     1.75        (1)     1.75        (1)      1.63      1.63
      2        2.19     2.19        (1)     2.19        (1)      2.06      2.06
    2 1/2      2.62     2.62        (1)     2.62        (1)      2.50      2.50
      3        3.19     3.19        (1)     3.19       3.19      3.19      3.19
      4        4.19     4.19       4.19     4.19       4.19      4.19      4.19
      5        5.19     5.19       5.19     5.19       5.19      5.19      5.19
      6        6.19     6.19       6.19     6.19       6.19      6.19      6.19
      8        8.50     8.50       8.25     8.25       7.75      7.75      7.75
     10        10.56    10.56     10.25    10.25       9.69      9.69      9.69
     12        12.50    12.50     12.50    12.50       11.50     11.50     11.50
     14        13.75    13.75     13.75    13.75       12.63     12.63      (1)
     16        15.75    15.75     15.75    15.75       14.75     14.50      (1)
     18        17.69    17.69     17.69    17.69       16.75     16.75      (1)
     20        19.69    19.69     19.69    19.69       19.00     18.75      (1)
     24        23.75    23.75     23.75    23.75       23.25     22.75      (1)



NOTAS: 1. Não existem juntas 400 de ½” a 3" ( use classe 600 ), nem classe 900 de
          ½” a 2 1/2" ( use classe 1500 ) e classe 2500 de 14" ou maior.
       2. A espessura do anel interno deve ser de 0.117" a 0.131"
       3. Tolerâncias no diâmetro interno:      de 1 ¼” a 3": ± 0.03"
                                                4" e maiores: ± 0.06"




                                      156
Anexo 7.2

Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série A




                      Dimensões das juntas por classe de pressão
Diâmetro                             Polegadas
Nominal
                    150                         300                    400
            DI      DE      DA       DI         DE      DA      DI      DE      DA
    26     26.50   27.75   30.50    27.00      29.00   32.88   27.00   29.00   32.75
    28     28.50   29.75   32.75    29.00      31.00   35.38   29.00   31.00   35.13
    30     30.50   31.75   34.75    31.25      33.25   37.50   31.25   33.25   37.25
    32     32.50   33.88   37.00    33.50      35.50   39.63   33.50   35.50   39.50
    34     34.50   35.88   39.00    35.50      37.50   41.63   35.50   37.50   41.50
    36     36.50   38.13   41.25    37.63      39.63   44.00   37.63   39.63   44.00
    38     38.50   40.13   43.75    38.50      40.00   41.50   38.25   40.25   42.25
    40     40.50   42.13   45.75    40.25      42.13   43.88   40.38   42.38   44.38
    42     42.50   44.25   48.00    42.25      44.13   45.88   42.38   44.38   46.38
    44     44.50   46.38   50.25    44.50      46.50   48.00   44.50   46.50   48.50
    46     46.50   48.38   52.25    46.38      48.38   50.13   47.00   49.00   50.75
    48     48.50   50.38   54.50    48.63      50.63   52.13   49.00   51.00   53.00
    50     50.50   52.50   56.50    51.00      53.00   54.25   51.00   53.00   55.25
    52     52.50   54.50   58.75    53.00      55.00   56.25   53.00   55.00   57.25
    54     54.50   56.50   61.00    55.25      57.25   58.75   55.25   57.25   59.75
    56     56.50   58.50   63.25    57.25      59.25   60.75   57.25   59.25   61.75
    58     58.50   60.50   65.50    59.50      61.50   62.75   59.25   61.25   63.75
    60     60.50   62.50   67.50    61.50      63.50   64.75   61.75   63.75   66.25


                                      157
Anexo 7.2 (Continuação)

Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série A


                         Dimensões das juntas por classe de pressão
 Diâmetro                               Polegadas
 Nominal                   600                               900
                DI          DE         DA         DI         DE          DA
     26        27.00       29.00      34.13      27.00      29.00       34.75
     28        29.00       31.00      36.00      29.00      31.00       37.25
     30        31.25       33.25      38.25      31.25      33.25       39.75
     32        33.50       35.50      40.25      33.50      35.50       42.25
     34        35.50       37.50      42.25      35.50      37.50       44.75
     36        37.63       39.63      44.50      37.75      39.75       47.25
     38        39.00       41.00      43.50      40.75      42.75       47.25
     40        41.25       43.25      45.50      43.25      45.25       49.25
     42        43.50       45.50      48.00      45.25      47.25       51.25
     44        45.75       47.75      50.00      47.50      49.50       53.88
     46        47.75       49.75      52.25      50.00      52.00       56.50
     48        50.00       52.00      54.75      52.00      54.00       58.50
     50        52.00       54.00      57.00
     52        54.00       56.00      59.00
     54        56.25       58.25      61.25    Não existem flanges classe 900 de
     56        58.25       60.25      63.50    50" e maiores.
     58        60.50       62.50      65.50
     60        62.75       64.75      68.25

NOTAS: 1. Anéis internos são requeridos em todas as juntas com enchimento em PTFE
          e nas juntas classe 900.
       2. Tolerância em Polegadas
          • espessura da espiral : ± 0.005" – medido na fita metálica, não
                                   incluindo o enchimento que pode se projetar
                                   um pouco acima da fita metálica
          • diâmetro externo da junta                   : ± 0.06"
          • diâmetro interno da junta de 26" a 34"      : ± 0.03"
          • 36" e maiores                               : ± 0.05"
          • diâmetro externo do anel de centralização : ± 0.03"




                                      158
Anexo 7.2 (Continuação)

Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série A


 Diâmetro          Diâmetro interno dos anéis internos por classe de pressão
 Nominal                                 Polegadas
                  150            300           400           600         900
     26          25.75          25.75         26.00         25.50       26.00
     28          27.75          27.75         28.00         27.50       28.00
     30          29.75          29.75         29.75         29.75       30.00
     32          31.75          31.75         32.00         32.00       32.00
     34          33.75          33.75         34.00         34.00       34.00
     36          35.75          35.75         36.13         36.13       36.25
     38          37.75          37.50         37.50         37.50       39.75
     40          39.75          39.50         39.38         39.75       41.75
     42          41.75          41.50         41.38         42.00       43.75
     44          43.75          43.50         43.50         43.75       45.50
     46          45.75          45.38         46.00         45.75       48.00
     48          47.75          47.63         47.50         48.00       50.00
     50          49.75          49.00         49.50         50.00        Não
     52          51.75          52.00         51.50         52.00     existem
     54          53.50          53.25         53.25         54.25      flanges
     56          55.50          55.25         55.25         56.25    classe 900
     58          57.50          57.00         57.25         58.00     de 50" e
     60          59.50          60.00         59.75         60.25     maiores


NOTAS:1. Espessura do anel interno : de 0.117" a 0.131".
      2. Tolerância do diâmetro interno do anel interno: ± 0.12".




                                        159
Anexo 7.3

Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série B




                      Dimensões das juntas por classe de pressão
Diâmetro                             Polegadas
Nominal             150                         300                    400
            DI      DE      DA       DI         DE      DA      DI      DE      DA
   26      26.50   27.70   28.56    26.50      28.00   30.38   26.25   27.50   29.38
   28      28.50   29.50   30.56    28.50      30.00   32.50   28.13   29.50   31.50
   30      30.50   31.50   32.56    30.50      32.00   34.88   30.13   31.75   33.75
   32      32.50   33.50   34.69    32.50      34.00   37.00   32.00   33.88   35.88
   34      34.50   35.75   36.81    34.50      36.00   39.13   34.13   35.88   37.88
   36      36.50   37.75   38.88    36.50      38.00   41.25   36.13   38.00   40.25
   38      38.37   39.75   41.13    39.75      41.25   43.25   38.25   40.25   42.25
   40      40.25   41.88   43.13    41.75      43.25   45.25   40.38   42.38   44.38
   42      42.50   43.88   45.13    43.75      45.25   47.25   42.38   44.38   46.38
   44      44.25   45.88   47.13    45.75      47.25   49.25   44.50   46.50   48.50
   46      46.50   48.19   49.44    47.88      49.38   51.88   47.00   49.00   50.75
   48      48.50   50.00   51.44    49.75      51.63   53.88   49.00   51.00   53.00
   50      50.50   52.19   53.44    51.88      53.38   55.88   51.00   53.00   55.25
   52      52.50   54.19   55.44    53.88      55.38   57.88   53.00   55.00   57.25
   54      54.50   56.00   57.63    55.25      57.25   60.25   55.25   57.25   59.75
   56      56.88   58.18   59.63    58.25      60.00   62.75   57.25   59.25   61.75
   58      59.07   60.19   62.19    60.44      61.94   65.19   59.25   61.25   63.75
   60      61.31   62.44   64.19    62.56      64.19   67.19   61.75   63.75   66.25


                                      160
Anexo 7.3 (Continuação)

Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série B


                         Dimensões das juntas por classe de pressão
 Diâmetro                               Polegadas
 Nominal                   600                               900
                DI          DE         DA         DI         DE          DA
     26        26.13       28.13      30.13      27.25      29.50       33.00
     28        27.75       29.75      32.25      29.25      31.50       35.50
     30        30.63       32.63      34.63      31.75      33.75       37.75
     32        32.75       34.75      36.75      34.00      36.00       40.00
     34        35.00       37.00      39.25      36.25      38.25       42.25
     36        37.00       39.00      41.25      37.25      39.25       44.25
     38        39.00       41.00      43.50      40.75      42.75       47.25
     40        41.25       43.25      45.50      43.25      45.25       49.25
     42        43.50       45.50      48.00      45.25      47.25       51.25
     44        45.75       47.75      50.00      47.50      49.50       53.88
     46        47.75       49.75      52.25      50.00      52.00       56.50
     48        50.00       52.00      54.75      52.00      54.00       58.50
     50        52.00       54.00      57.00
     52        54.00       56.00      59.00
     54        56.25       58.25      61.25    Não existem flanges classe 900 de
     56        58.25       60.25      63.50    50" e maiores.
     58        60.50       62.50      65.50
     60        62.75       64.75      68.25

NOTAS: 1. Anéis internos são requeridos em todas as juntas com enchimento em PTFE
          e nas juntas classe 900.
       2. Tolerância em Polegadas
          • espessura da espiral : ± 0.005" – medido na fita metálica, não
                                   incluindo o enchimento que pode se projetar
                                   um pouco acima da fita metálica
          • diâmetro externo da junta                   : ± 0.06"
          • diâmetro interno da junta de 26" a 34"      : ± 0.03"
          • 36" e maiores                               : ± 0.05"
          • diâmetro externo do anel de centralização : ± 0.03"




                                      161
Anexo 7.3 (Continuação)

 Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série B


 Diâmetro         Diâmetro interno dos anéis internos por classe de pressão
 Nominal                                Polegadas
                  150          300           400          600           900
     26          25.75        25.75         26.00        25.50         26.00
     28          27.75        27.75         28.00        27.50         28.00
     30          29.75        29.75         29.75        29.75         30.25
     32          31.75        31.75         32.00        32.00         32.00
     34          33.75        33.75         34.00        34.00         34.00
     36          35.75        35.75         36.13        36.13         36.25
     38          37.75        37.50         37.50        37.50         39.75
     40          39.75        39.50         39.38        39.75         41.75
     42          41.75        41.50         41.38        42.00         43.75
     44          43.75        43.50         43.50        43.75         45.50
     46          45.75        45.38         46.00        45.75         48.00
     48          47.75        47.63         47.50        48.00         50.00
     50          49.75        49.00         49.50        50.00          Não
     52          51.75        52.00         51.50        52.00       existem
     54          53.50        53.25         53.25        54.25        flanges
     56          55.50        55.25         55.25        56.25      classe 900
     58          57.50        57.00         57.25        58.00       de 50" e
     60          59.50        60.00         59.75        60.25       maiores

NOTAS: 1. Espessura do anel interno : de 0.117" a 0.131".
      2. Tolerância do diâmetro interno do anel interno: ± 0.12".




                                      162
Anexo 7.4
                         Dimensões para juntas 914




Dimensões internas pol
                            Largura - W - pol        Espessura - E - pol
    A             B
   11            14                 3/4                     3/16
   11            14                  1                      3/16
   11            14                1 ¼                      3/16
   11            15                 ½                       3/16
   11            15                 ¾                       3/16
   11            15                 ¾                        ¼
   11            15                  1                      3/16
   11            15                1 ¼                      3/16
   11            15                1 ¼                       ¼
  11 ¼          15 ½                ¾                       3/16
   12            16                5/16                     3/16
   12            16                 ½                       3/16
   12            16                 ¾                       3/16
   12            16                 7/8                     3/16
   12            16                  1                      3/16
   12            16                  1                       ¼
   12            16                1 ¼                      3/16
   12            16                1 1/4                    1/4



                                    163
Anexo 7.5
    Juntas Tipo 911 para Flanges Lingüeta e Ranhura Grande e Pequena




                                     Dimensões das juntas - polegadas
        Diâmetro                     Grande                     Pequena
        Nominal                 Ie            Ee          Ie             Ee
            ½                   1            1 3/8         1            1 3/8
            ¾                 1 5/16        1 11/16      1 5/16        1 11/16
            1                  1 ½             2         1 ½            1 7/8
                                 7/                         7/
           1¼                 1 8            2 ½         1 8            2 ¼
           1½                 2 1/8          2 7/8       2 1/8          2 ½
            2                 2 7/8          3 5/8       2 7/8          3 ¼
           2½                 3 3/8          4 1/8       3 3/8          3 ¾
            3                  4 ¼             5         4 ¼            4 5/8
           3½                  4 ¾           5 ½         4 ¾           5 1/8
            4                 5 3/16        6 3/16       5 3/16        5 11/16
            5                 6 5/16        7 5/16       6 5/16        6 13/16
            6                  7 ½           8 ½         7 ½              8
            8                 9 3/8         10 5/8       9 3/8           10
           10                 11 ¼          12 ¾         11 ¼            12
           12                 13 ½            15         13 ½          14 ¼
           14                 14 ¾          16 ¼         14 ¾          15 ½
           16                   17          18 ½         16 ¾          17 5/8
           18                 19 ¼            21         19 ¼          20 1/8
           20                   21            23          21             22
           24                 25 ¼          27 ¼         25 ¼          26 ¼

Espessura padrão: 3.2 mm ( 1/8" ).

                                      164
Anexo 7.6
       Juntas Tipo 911 para Flanges ASME B16.5 Tipo Macho e Fêmea




                                      Dimensões das juntas - polegadas
        Diâmetro
                              Classe 150 a 1500 psi          Classe 2500 psi
        Nominal
                                Ie            Ee            Ie            Ee
            ¼                   ½              1             -             -
            ½                    1           1 3/8         13/
                                                               16        1 3/8
            ¾                  1 5/16       1 11/16       1 1/16        1 11/16
            1                  1 ½             2          1 ¼              2
           1¼                  1 7/8         2 ½          1 5/8          2 ½
           1½                  2 1/8         2 7/8         1 7/8         2 7/8
            2                  2 7/8         3 5/8        2 3/8          3 5/8
                                  3/            1/
           2½                  3 8           4 8             3           4 1/8
            3                  4 ¼             5          3 ¾              5
           3½                  4 ¾           5 ½             -             -
                                 3/            3/
            4                 5 16          6 16          4 ¾           6 3/16
                                               5/
            5                    5/
                              6 16          7 16          5 ¾           7 5/16
            6                  7 ½           8 ½          6 ¾            8 ½
            8                  9 3/8        10 5/8        8 ¾           10 5/8
           10                 11 ¼          12 ¾          10 ¾          12 ¾
           12                 13 ½            15            13            15
           14                 14 ¾          16 ¼             -             -
           16                   17          18 ½             -             -
           18                 19 ¼            21             -             -
           20                   21            23             -             -
           24                 25 ¼          27 ¼             -             -



Espessura padrão: 3.2 mm ( 1/8" ).
                                      165
Anexo 7.7
Juntas Tipo 913 Conforme Apêndice E, Figuras 2 e 3 da Norma ASME B16.5




                             Dimensões das juntas - mm
Diâmetro
            Espiral                Anel de Centralização - Eg
Nominal
           Ee    Ie    150     300     400     600     900      1500   2500
   1/2      35   21    48       54      54      54     64        64     70
   3/4      43   27    57       67      67      67     70        70     76
    1       51   33    67       73      73      73     79        79     86
  1 1/4     64   42    76       83      83      83     89        89    105
  1 1/2     73   48    86       95      95      95     98        98     117
    2       92   60    105     111     111     111     143      143    146
  2 1/2    105   73    124     130     130     130     165      165    168
    3      127   89    137     149     149     149     168      175    197
  3 1/2    140 102     162     165     162     162      -         -      -
    4      157 114     175     181     178     194     206      210    235
    5      186 141     197     216     213     241     248      254    279
    6      216 168     222     251     248     267     289      282    318
    8      270 219     279     308     305     321     359      353    387
   10      324 273     340     362     359     400     435      435    476
   12      381 324     409     422     419     457     498      521    549
   14      413 356     451     486     483     492     521      578      -
   16      470 406     514     540     537     565     575      641      -
   18      533 457     549     597     594     613     638      705      -
   20      584 508     606     654     645     683     698      756      -
   24      692 610     718     775     768     790     838      901      -


                                   166
Anexo 7.8

            Dimensões de Juntas 913 e 913M Norma DIN 2699




                    D3 – Classe de
DN     D1   D2       Pressão -bar               D4 – Classe de Pressão - bar
                   2 a 64    100 a 250   40      40     63    100    160       250
 10     16   24             36                   46                  56         67
 15     20   28             40                   51                  61         72
 20     28   36             50                   61
 25     35   43             57                   71                   82       83
 32     43   51             67                   82
 40     50   58             74                   92                  103       109
 50     61   73             91                   107   113           119       124
 65     77   89     109         111              127   138           144       154
 80     90  102     122         126              142   148           154       170
 100    115 127     147         151              168   174           180       202
 125   140 152      174         178              194   210           217       242
 150   167 179      201         205              224   247           257       284
 175   191 203      229         235      254     265   277    287    284       316
 200   215 227      253         259      284     290   309           324       358
 250   267 279      307         315      340     352   364    391    388       442
 300   318 330      358         366      400     417   424           458
 350   360 380      410         418      457     474   486    458
 400   410 430      462         470      514     546   543
 450   460 480      516
 500   510 530      566         628      624     628
 600   610 630      666                  731
 700   710 730      770                  822
 800   810 830      874                  942
 900   910 930      974                  1042
1000   1010 1030    1078                 1154
                                      167
168
CAPÍTULO

                                                                             8

                                   JUNTAS METALBEST®




1.   O QUE É UMA JUNTA METALBEST®

       É uma junta fabricada a partir de uma alma de material macio, revestida por
uma ou mais camadas metálicas ( Figura 8.1). Existem diversos tipos de construção,
que serão descritos a seguir.




                                   Figura 8.1

                                       169
2.   METAIS

      O metal normalmente possui a espessura de 0.4 mm a 0.6 mm. Sua escolha
deve ser de acordo com as recomendações do Capítulo 6 deste livro.


3.   ENCHIMENTO

                                                  ®
       O material padrão de enchimento é o Graflex . Dependendo das condições
operacionais, também podem ser usados como enchimento: um metal, papelão de
fibra cerâmica ou PTFE.


4.   DIMENSIONAMENTO

       Os valores a seguir são baseados em aplicações práticas, não sendo, portanto,
de uso obrigatório.

     • Juntas confinadas nos diâmetros interno e externo:
     • Diâmetro interno junta = diâmetro interno do alojamento + 1.6 mm.
     • Diâmetro externo junta = diâmetro externo do alojamento – 1.6 mm.

     • Juntas confinadas no diâmetro externo:
     • Diâmetro interno junta = diâmetro interno flange + no mínimo 3.2 mm.
     • Diâmetro externo junta = diâmetro externo do alojamento – 1.6 mm.

     • Juntas não-confinadas:
     • Diâmetro interno junta = diâmetro interno flange + no mínimo 3.2 mm.
     • Diâmetro externo junta = diâmetro círculo de furação – diâmetro dos parafusos.

     • Largura: seguir as recomendações de projeto do Capítulo 2 deste livro.


5.   PRINCIPAIS TIPOS E APLICAÇÕES

5.1. TIPO 920

      Constituída de um enchimento macio revestido parcialmente por uma camisa
metálica (Figura 8.2). Usada em aplicações onde a pressão de esmagamento e largura
máxima, são limitadas. Pode ser fabricada em formato circular ou oval. A largura
máxima é de 6.4 mm ( 1/4" ) e a espessura padrão é de 2.4 mm ( 3/32" ).




                                        170
Figura 8.2


5.2. TIPO 923

       Constituída de uma dupla-camisa metálica sobre o enchimento macio ( Figura
8.3). Suas aplicações mais típicas são as juntas para Trocador de Calor. Produzidas
sob encomenda, não existe praticamente nenhum limite de diâmetro ou forma para a
sua fabricação. Na Seção 6 deste Capítulo estão as principais características das
juntas para Trocador de Calor.
       As juntas Tipo 923 também são empregadas em flanges de grandes diâmetros
em reatores de indústrias químicas.
Outra aplicação são as tubulações de gases de alto-forno das siderúrgicas. As
principais caraterísticas destas aplicações são a alta temperatura, baixa pressão e
flanges com empenamentos e irregularidades. As juntas são de espessura de 4 mm a
6 mm para compensar estes problemas.




                                    Figura 8.3

                                       171
5.3. TIPO 926

       Mostrada na Figura 8.4, é similar ao tipo 923 com a camisa metálica
corrugada, para atuar como um labirinto, adicionando maior selabilidade. A Norma
ASME B16.20 apresenta as dimensões e tolerâncias deste tipo de junta para uso em
flanges ASME B16.5. Devido ao seu custo mais elevado, tem uso restrito, sendo
normalmente preterido em favor das juntas Metalflex, já descritas no Capítulo 7 deste
livro.




                                     Figura 8.4

5.4. TIPO 929

       Similar ao tipo 926, com enchimento metálico corrugado (Figura 8.5). Este
tipo oferece as vantagens da 926 com o limite máximo de temperatura dependendo
apenas do metal empregado na sua fabricação.




                                     Figura 8.5

                                        172
6.   JUNTAS PARA TROCADORES DE CALOR

6.1 TIPOS DE TROCADORES DE CALOR

       Existem inúmeros tipos de Trocadores de Calor, muitos deles tão incorporados
ao nosso dia-a-dia que sequer os apreciamos. Por exemplo, os radiadores dos
automóveis ou os aquecedores a gás da residências (boilers). Todos estes são
dispositivos que promovem a troca de calor entre um fluido e outro, fazendo o
resfriamento (água do radiador) ou aquecimento (água do boiler), conforme a
necessidade do processo.
       Nas indústrias são usados diversos tipos de trocadores de calor, alguns deles
possuem nomes específicos como os radiadores, caldeiras, resfriadores (chilers), etc.
Quando falamos de forma genérica, Trocador de Calor, podemos estar nos referindo
a qualquer destes aparelhos. Entretanto, na maioria das indústrias, se interpreta como
uma referência ao Trocador de Calor tipo “Shell and Tube”. Como o próprio nome
indica são aparelhos com um casco (shell) e tubos. Um dos fluidos circula entre o
casco e o lado externo dos tubos e o outro fluido no lado interno dos tubos.


6.2. NORMA TEMA

       A grande maioria dos trocadores de calor tipo “Shell and Tube” são fabricados
de acordo com a Norma “Standards of the Tubular Exchanger Manufactures
Association – TEMA”, que estabelece os critérios para o projeto, construção, teste,
instalação e manutenção destes aparelhos.
       São definidas pela Norma TEMA três classes de Trocadores de Calor tipo
“Shell and Tube”:
•    Classe R: para uso em aplicações relacionadas ao processamento de Petróleo,
considerado serviço severo. São especificadas juntas dupla camisa (923, 926 ou 927)
ou metal sólido (940, 941 ou 942) para os cabeçotes flutuantes internos, para pressões
de 300 psi ou maior e para todas as juntas em contato com hidrocarbonetos.
•    Classe B: para uso na industria química em geral. São especificadas juntas dupla
camisa (923, 926 ou 927) ou metal sólido (940, 941 ou 942) para os cabeçotes
flutuantes internos e para pressões de 300 psi ou maior. Nas juntas externas é permitido
o uso de juntas não metálicas, desde que haja compatibilidade térmica e química com
o fluido
•    Classe C: para serviço considerado moderado na industria em geral. São
recomendados os mesmos critérios de seleção do tipo de junta da Classe B.

6.3. JUNTAS TIPO 923

       As juntas tipo 923 são as mais usadas nos Trocadores de Calor. Podem ser
fabricadas nas mais diversas formas, tamanhos e com divisões para trocadores de
várias passagens. A vedação primária é obtida no diâmetro interno, onde existe a
superposição dos materiais. Neste ponto, a espessura é maior antes do esmagamento
e a junta mais densa após o aperto, ocorrendo o maior escoamento do material e
                                          173
favorecendo a vedação. O lado externo da junta, que também possui espessura maior,
atua como vedação secundária. A parte central da junta não participa decisivamente
na vedação. A Figura 8.6 mostra como a junta deve ser instalada em flange lingüeta
e ranhura.




                                     Figura 8.6

       Para elevar selabilidade da junta um ressalto de 0.4 mm (1/64" ) de altura por
3.2 mm (1/8") de largura pode ser usinado na face do trocador para atuar como vedação
no lado oposto ao da dupla-camisa, onde a espessura da junta é menor. A
Figura 8.7 mostra a disposição da junta instalada em flange lingüeta e ranhura com
ressalto.




                                     Figura 8.7

                                        174
6.4. MATERIAIS

      As juntas para trocador de calor podem ser fabricadas na maioria dos metais
disponíveis em chapas de 0.4 mm a 0.5 mm de espessura. A escolha do material da
camisa externa deve levar em consideração, as condições operacionais e o fluido a ser
vedado. Consultar o Capítulo 6 deste livro ao especificar os materiais para a camisa
metálica.
      O material de enchimento mais usado é o Grafite Flexível, que estando
totalmente encapsulado pelo metal, tem a sua oxidação bastante reduzida, mesmo em
elevadas temperaturas. O PTFE sinterizado também pode ser usado como
                                                              ®
enchimento quando o fluido não for compatível com o Graflex .
      Nos projetos mais antigos o enchimento especificado é o Papelão de Amianto
PI 97B, que em razão dos problemas ambientais relacionados ao Amianto, tem o seu
uso cada vez mais limitado.

6.5. JUNTAS FABRICADAS EM UMA SÓ PEÇA

       A construção mais tradicional das juntas de dupla camisa para trocador de
calor, é a fabricação em uma só peça, conforme mostrado na Figura 8.8. Nesta
construção existe um raio de concordância entre as divisões e o anel externo.
       Os raios de concordância mínimos estão mostrados na Tabela 8.1. Raios
menores podem resultar em trincas no material, diminuindo a capacidade de vedação
da junta.




                                     Figura 8.8

                                        175
6.6. JUNTAS COM DIVISÕES SOLDADAS

        As juntas com divisões soldadas, eliminam um dos grandes problemas das
juntas de uma só peça, que são as trincas na região dos raios de concordância,
conforme mostrado na Figura 8.8.
        Em virtude das tensões decorrentes do repuxo, ocorrem trincas nos raios de
concordância, permitindo a passagem do fluido. A vedação primária e secundária,
conforme mostrado anteriormente, não existe, ficando a vedação restrita à vedação
secundária.
        Além das trincas, estas juntas possuem área maior na região da concordância,
reduzindo a pressão de esmagamento e a selabilidade.
        Para evitar os pontos fracos causados pelas trincas nos raios de concordância,
foi desenvolvida a junta para trocador de calor com divisões soldadas, que assegura a
vedação primária e secundária em toda a junta, conforme mostrado na Figura 8.9. A
selabilidade da junta é consideravelmente maior, reduzindo riscos de vazamento para
o meio ambiente.
        As divisões devem assegurar a vedação entre as passagens do trocador de
calor. No sistema de divisões soldadas, existe um pequeno vazamento que vai reduzir
de valor desprezível a eficiência do trocador, não oferecendo riscos ao meio ambiente.
        A fixação das divisões é feita por dois pontos de solda em cada extremidade.
Desta forma, há uma completa fixação da divisão ao anel externo, sem prejudicar a
vedação primária e secundária. Estes pontos de solda são executados de maneira a não
criar regiões mais resistentes ao esmagamento, tornando o aperto uniforme em todo o
perímetro da junta.




                                     Figura 8.9

                                         176
6.7. DIMENSIONAMENTO

      O Anexo 8.1 mostra as formas mais usuais das juntas para Trocador de Calor.
As dimensões consideradas normais são:
    • Largura da junta ( B ): 10, 12 e 13, 16, 20 e 25 mm.
    • Largura das divisões ( C ): 10, 12 e 13 mm.
    • Espessura ( E ): 3.2 mm (1/8 pol ).
    • Raios de concordância: conforme Tabela 8.1.
    • Folga de montagem: 3.2 mm ( 1/8 pol ) entre a junta e seu alojamento para
      permitir a montagem e o correto esmagamento.

                                   Tabela 8.1
                             Raios de Concordância
           Material da junta                Raio de concordância mínimo - mm
              Alumínio                                      6
                Cobre                                       8
             Aço carbono                                    10
            Aço inoxidável                                  12
                Níquel                                      10



6.8. TOLERÂNCIAS DE FABRICAÇÃO

    As tolerâncias devem obedecer às recomendações mostradas na Tabela 8.2 e
Figura 8.10.

                                   Tabela 8.2
                            Tolerâncias de Fabricação
        Característica                          Tolerância - mm
                                Juntas sem divisões           ± 1.6 (médio)
     Diâmetro externo (A)                                         ± 1.6
                                Juntas com divisões
    Ovalização do diâmetro      Juntas sem divisões                4.0
            externo             Juntas com divisões                1.6
          Largura (B)                                +0.0, -0.8
         Espessura (E)                               +0.6, -0.0
        Fechamento (S)                         Igual ou maior que 3
   Largura das divisões (C)                          +0.0, -0.8
  Posicionamento das divisões
              (F)                                     ± 0.8




                                      177
Figura 8.10


6.9. SOLDA DAS DIVISÕES

       A solda das divisões deve ser de tal forma que não se projete além da
superfície da junta, conforme mostrado na Figura 8.11.




                                   CORRETO      ACEITAVEL   INCORRETO




                                Figura 8.11


                                    178
7.   JUNTAS TIPO 927 PARA TROCADORES DE CALOR

       As juntas para Trocador de Calor tipo 927 (Figura 8.11) são constituídas de
uma junta 923, com cobertura em ambas as faces de vedação com fita corrugada de
                        ®
Grafite Flexível Graflex tipo TJH, conforme mostrado na Figura 8.12. O material de
                                        ®
enchimento da junta também é o Graflex . A construção da junta 923 é a mostrada no
Seção 6 deste Capítulo, com as divisões soldadas.
       A cobertura de Graflex® aumenta sensivelmente a selabilidade da junta,
principalmente se os flanges não estiverem em perfeito estado, o que é muito comum
neste tipo de equipamento.
       As juntas Metalbest Tipo 927 aliam a melhor selabilidade das juntas com
divisões soldadas, e enchimento de Graflex® e a capacidade de tolerar imperfeições
proporcionada pela fita TJH, solucionando muitos problemas de vedação até então
considerados crônicos. É recomendável usar este tipo de junta sempre que as condições
operacionais permitirem.




                                    Figure 8.12

                                        179
Anexo 8.1

Formatos de Juntas para Trocador de Calor




                   180
Anexo 8.1 (Continuação)

Formatos de Juntas para Trocador de Calor




                   181
182
CAPÍTULO

                                                                           9

                                     JUNTAS METÁLICAS




1.   DEFINIÇÃO

     São juntas metálicas sólidas. Isto é, sem enchimento de materiais macios.
Podem ser divididas em duas categorias principais: planas e Ring- Joint.




                                  Figura 9.1


2.   JUNTAS METÁLICAS PLANAS

      Definidas como juntas de espessura relativamente pequena, quando comparada
com a largura. São normalmente fabricadas a partir de uma chapa metálica, com a
superfície de vedação usinada ou não.
      Como a vedação é obtida por esmagamento, a pressão na superfície da junta,
deve ser maior que a tensão de escoamento do seu material. Por esta razão, os
materiais e acabamentos dos flanges e da junta devem ser cuidadosamente
                                      183
compatibilizados. A dureza do material da junta deve ser sempre menor que a do
material do flange, para não danificá-lo.

3.   MATERIAIS

       Qualquer metal disponível em chapas que possam ser cortadas, usinadas ou
estampadas, pode ser usado. O tamanho das juntas é limitado pelas chapas, sendo
necessário soldar para se conseguir dimensões maiores.
       As recomendações do Capítulo 6 deste livro, devem ser observadas ao
especificar o material da junta.



4.   ACABAMENTO DA SUPERFÍCIE DE VEDAÇÃO

       Para um melhor desempenho, recomenda-se o uso de flanges com acabamento
liso. A rugosidade deve ser de, no máximo, 1.6 µm Ra (63 µpol). Em nenhuma
circunstância, o acabamento deve exceder a 3.2 µm Ra (125 µpol).
       Riscos ou marcas radiais no flange ou na junta são praticamente impossíveis
de vedar com juntas metálicas sólidas.

5.   TIPOS DE JUNTAS METÁLICAS PLANAS

5.1. TIPO 940

       São lisas e podem ser fabricadas em praticamente qualquer formato (Figura
9.2). São usadas quando não é necessária compressibilidade para compensar
desalinhamentos, empenamentos ou irregularidades superficiais, e quando existe força
nos parafusos suficiente para o seu esmagamento. Suas aplicações típicas são castelos
de válvulas, trocadores de calor, prensas hidráulicas e flanges lingüeta e ranhura.




                                     Figura 9.2

                                        184
Estas juntas, dependendo da liga ou metal usado na sua fabricação, possuem
elevada capacidade de resistência ao esmagamento. Os valores das pressões de
esmagamento máxima e mínima em temperatura ambiente para diversos materiais
estão mostradas na Tabela 9.1.
       A largura da superfície de vedação da junta deve ser, pelo menos, 1.5 vezes a
sua espessura.

                                 Tabela 9.1
                Pressão de Esmagamento para Juntas Tipo 940
                                        Pressão de esmagamento
                   Material                      (MPa)
                                        Mínima           Máxima
             Ferro Doce                  235              525
             AISI 1006/1008              235              525
             AISI 1010/1020              265              600
             AISI 304/316/321            335              750
             AISI 309                    400              900
             Níquel                      190              510
             Cobre                       135              300
             Alumínio                     70              140




5.2. TIPO 941


       Junta plana com ranhuras concêntricas (Figura 9.3). Combina as vantagens da
junta 940, com uma área de contato reduzida, elevando a pressão de esmagamento.
Usada quando é necessário uma junta de metal sólido e a força de esmagamento
disponível não é suficiente para vedar com uma junta tipo 940. Espessura mínima de
fabricação: 1.2 mm.




                                    Figura 9.3
                                        185
5.3. TIPO 943

       Se as condições operacionais requerem o uso do tipo 941, mas os flanges
precisam ser protegidos, a junta pode ter camisa metálica dupla (Figura 9.4).




                                    Figura 9.4

5.4. TIPO 900

       São juntas corrugadas metálicas (Figura 9.5). São usadas em aplicações de
baixa pressão onde haja limitação de peso e espaço. A espessura da chapa deve ser de
0.2 mm a 1.0 mm, dependendo do metal e passo da corrugação. Em virtude da pequena
espessura da chapa e das corrugações, a força para esmagar a junta é bem
reduzida, se comparado as juntas tipo 940 e 941. É necessário um mínimo de 3
corrugações para a obtenção de uma vedação satisfatória. Uma pequena parte plana
nos diâmetros interno e externo é recomendável para reforçar a junta. O passo das
corrugações pode variar entre 1.1 mm a 6.4 mm. A espessura total da junta é de 40%
a 50% do passo. O limite de temperatura é determinado pelo metal usado. Pressão
máxima: 35 bar (500 psi ).




                                    Figura 9.5

                                        186
5.5. TIPO 905

                                                                     ®
      É uma junta tipo 900 com uma lâmina de Grafite Flexível Graflex colada em
ambos os lados das corrugações (Figura 9.6). A espessura do metal é de 0.4 mm a
0.5 mm e o passo das corrugações, 4 mm, 5 mm ou 6 mm. Por ser uma junta que
atende as exigências “Fire Safe” tem sido muito empregada em fluidos inflamáveis.




                                   Figura 9.6

      Pode também ser fabricada com gaxeta de Fibra Cerâmica ou de Amianto
(Figura 9.7)para uso em tubulações de grandes diâmetro de gases de combustão ou de
Alto Forno, em temperaturas elevadas e baixa pressão.




                                   Figura 9.7

                                       187
6.   RING-JOINTS

       São anéis metálicas usinados de acordo com padrões estabelecidos pelo
American Petroleum Institute (API) e American Society of Mechanical Engineers
(ASME), para aplicações em elevadas pressões e temperaturas. Uma aplicação típica
dos Ring-Joints é em “Árvores-de-Natal” (Christmas-Tree) usadas nos campos de
produção de petróleo ( Figura 9.8 ).
       A vedação é obtida em uma linha de contato, por ação de cunha, causando
elevadas pressões de esmagamento e, desta forma, forçando o material a escoar nesta
região. A pequena área de vedação, com alta pressão de contato, resulta em grande
confiabilidade. Entretanto, as superfícies de contato da junta e do flange devem ser
cuidadosamente usinadas e acabadas. Alguns tipos são ativados pela pressão, isto é,
quanto maior a pressão melhor a selabilidade.




                                    Figura 9.8

                                        188
6.1. MATERIAIS

      Os materiais devem ser forjados ou laminados. Fundidos não devem ser
usados. A Tabela 9.2 mostra os materiais padronizados pela Norma ASME B 16.20 e
API 6A para Ring-Joints.

                                 Tabela 9.2
                 Dureza Máxima e Temperatura dos Ring-Joints
                  Dureza Máxima Dureza Máxima              Temperatura
     Material                                                                  Código
                      Brinell     Rockwell B               Máxima ° C
  Ferro doce            90            56                       538               D
 Aço carbono           120            68                       538                S
   AISI 502            130            72                       649               F5
   AISI 410            170            86                       704              S410
   AISI 304            160            83                      nota c            S304
   AISI 316            160            83                      nota c            S306
   AISI 347            160            83                      nota c            S347
    Monel              125            70                      nota c             M
    Níquel             120            68                      nota c             N
    Cobre                -             -                      nota c             CU

NOTAS:

a)   Dureza Brinell medida com carga de 3 000kg, exceto para o aço doce, medida com 500kg.
b)   Dureza Rockwell medida com carga de 100kg e esfera de 1/16" de diâmetro.
c)   Temperatura máxima de serviço de acordo com ASME B16.20 para tipos 950 e 951. Para
     os tipos BX e RX, a temperatura máxima é de 121°C.
d)   A temperatura máxima depende das condições operacionais.
e)   De acordo com a Norma API 6 A os anéis em ferro doce e aço carbono devem ser
     cadmiados com uma camada de 0,0002" a 0,0005".
f)   O código de cada material é gravado na junta ao lado da referência do seu tamanho,
     conforme indicado nas Normas API 6A e ASME B16.20.


6.1. ACABAMENTO SUPERFICIAL

       As superfícies de contato dos flanges e das juntas, devem ter a rugosidade
máxima de 1.6 µm Ra (63 µpol Ra ), sem marcas de ferramentas, riscos ou outras
irregularidades superficiais.


6.2. DUREZA

      Recomenda-se que a dureza da junta seja sempre menor que a do flange, para
não danificá-lo. Esta diferença deve ser de, pelo menos, 30 HB. Quando os materiais



                                           189
da junta e do flange tiverem dureza similar, é necessário fazer tratamento térmico na
junta, para deixá-la com a menor dureza possível.


6.4. DIMENSIONAMENTO E TOLERÂNCIAS DE FABRICAÇÃO

       Ao especificar a aplicação de Ring-Joints, recomenda-se seguir as indicações
das normas abaixo relacionadas, que fornecem as dimensões, tolerâncias e tabelas de
aplicação.
•    ASME B16.5 – Steel Pipe-Line Flanges
•    ASME B16.20 – Metallic Gaskets for Pipe Flanges
•    ASME B16.47 – Steel Pipe-Line Flanges
•    API 6A – Specification for Wellhead Equipment.
•    API 6B – Specification for Wellhead Equipment.
•    API 6D – Steel Gate, Plug, Ball and Check Valves for Pipe-Line Service.

     No final deste capítulo, os Anexos 9.1, 9.2 e 9.3 apresentam as dimensões e
tolerâncias dos anéis conforme Norma ASME B16.20.



6.5. TIPOS DE ANÉIS RING-JOINT

6.5.1. TIPO 950

       É o tipo que foi padronizado originalmente (Figura 9.9). Desenvolvimentos
posteriores resultaram em outras formas. Se o flange for projetado usando as versões
mais antigas das normas, com canal oval de alojamento do Ring Joint, então deve ser
usado somente o tipo 950.




                                     Figura 9.9

                                        190
6.5.2. TIPO 951

       Anel de seção octogonal (Figura 9.10). Possui maior eficiência de vedação,
seu uso é o mais recomendado nos novos projetos. Os flanges fabricados pela versões
mais recentes das normas ASME (ANSI) e API, possuem canal com perfil projetado
para receber os tipos 950 e 951.




                                     Figura 9.10

6.5.3. TIPO RX

       Possui forma especialmente projetada para usar a pressão interna como auxílio
à vedação (Figura 9.11). A face externa da junta faz o contato inicial com o flange,
fazendo o esmagamento e vedação. À medida que a pressão interna da linha ou
equipamento, aumenta, o mesmo acontece com a força de contato entre a junta e o
flange, elevando, desta forma, a eficiência da vedação. Esta característica de projeto,
torna este tipo mais resistente às vibrações que ocorrem durante a perfuração e
elevações súbitas de pressão e choque, comuns nos trabalhos em campos de petróleo.
O tipo RX é totalmente intercambiável com os tipos 950 e 951, usando o mesmo tipo
de canal de alojamento no flange e número de referência.




                                     Figura 9.11

                                         191
6.5.4. TIPO BX

      Possui seção quadrada com cantos chanfrados (Figura 9.12). Projetada para
emprego somente em flanges API 6BX, em pressões de 2000 a 20000 psi. O diâmetro
médio da junta é ligeiramente maior que o do alojamento no flange. Assim, a junta ao
ser montada, fica pré-comprimida pelo diâmetro externo, criando o efeito de elevação
da vedação com o aumento da pressão de operação. As conexões que usam juntas tipo
BX, possuem pequena interferência. A junta é efetivamente “estampada” pelos
alojamentos dos flanges, não podendo ser reutilizada.




                                    Figura 9.12


6.5.5. Outros tipos

        Existem diversos outros tipos de juntas metálicas, de aplicações bastante
restritas, como, por exemplo, os tipos lente, delta e Bridgeman, que estão fora do
escopo deste livro




                                        192
Anexo 9.1
          Dimensões para Ring-Joints Tipo 950 e 951 em polegadas




Número     Diâmetro   Largura      Altura do Anel      Largura     Raio do
do Anel     Médio        A        Oval     Octogonal      C         Anel
               P                   B           H                     R1
 R-11        1.344      0.250     0.44       0.38       0.170        0.06
 R-12        1.563      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-13        1.688      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-14        1.750      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-15        1.875      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-16        2.000      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-17        2.250      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-18        2.375      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-19        2.563      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-20        2.688      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-21        2.844      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-22        3.250      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-23        3.250      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-24        3.750      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-25        4.000      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-26        4.000      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-27        4.250      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-28        4.375      0.500     0.75       0.69       0.341        0.06
 R-29        4.500      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-30        4.625      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-31        4.875      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-32        5.000      0.500     0.75       0.69       0.341        0.06
 R-33        5.188      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-34        5.188      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06

                                   193
Anexo 9.1 (Continuação)
          Dimensões para Ring-Joints Tipo 950 e 951 em polegadas


Número     Diâmetro   Largura      Altura do Anel      Largura     Raio do
do Anel     Médio        A        Oval                    C         Anel
                                           Octogonal
               P                   B           H                     R1
 R-35        5.375      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-36        5.875      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-37        5.875      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-38        6.188      0.625     0.88       0.81       0.413        0.06
 R-39        6.375      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-40        6.750      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-41        7.125      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-42        7.500      0.750     1.00       0.94       0.485        0.06
 R-43        7.625      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-44        7.625      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-45        8.313      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-46        8.313      0.500     0.75       0.69       0.341        0.06
 R-47        9.000      0.750     1.00       0.94       0.485        0.06
 R-48        9.750      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-49       10.625      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-50       10.625      0.625     0.88       0.81       0.413        0.06
 R-51       11.000      0.875     1.13       1.06       0.583        0.06
 R-52       12.000      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-53       12.750      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-54       12.750      0.625     0.88       0.81       0.413        0.06
 R-55       13.500      1.125     1.44       1.38       0.780        0.09
 R-56       15.000      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-57       15.000      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-58       15.000      0.875     1.13       1.06       0.583        0.06
 R-59       15.625      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-60       16.000      1.250     1.56       1.50       0.879        0.09
 R-61       16.500      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-62       16.500      0.625     0.88       0.81       0.413        0.06
 R-63       16.500      1.000     1.31       1.25       0.681        0.09
 R-64       17.875      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-65       18.500      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-66       18.500      0.625     0.88       0.81       0.413        0.06
 R-67       18.500      1.125     1.44       1.38       0.780        0.09
 R-68       20.375      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-69       21.000      0.438     0.69       0.63       0.305        0.06
 R-70       21.000      0.750     1.00       0.94       0.485        0.06
 R-71       21.000      1.125     1.44       1.38       0.780        0.09
 R-72       22.000      0.313     0.56       0.50       0.206        0.06
 R-73       23.000      0.500     0.75       0.69       0.341        0.06

                                   194
Anexo 9.1 (Continuação)
           Dimensões para Ring-Joints Tipo 950 e 951 em polegadas

 Número     Diâmetro    Largura       Altura do Anel       Largura     Raio do
 do Anel     Médio         A         Oval                     C         Anel
                                              Octogonal
                P                     B           H                      R1
  R-74       23.000       0.750      1.00       0.94         0.485       0.06
  R-75       23.000       1.250      1.56       1.50         0.879       0.09
  R-76       26.500       0.313      0.56       0.50         0.206       0.06
  R-77       27.250       0.625      0.88       0.81         0.413       0.06
  R-78       27.250       1.000      1.31       1.25         0.681       0.09
  R-79       27.250       1.375      1.75       1.63         0.977       0.09
  R-80       24.250       0.313        -        0.50         0.206       0.06
  R-81       25.000       0.563        -        0.75         0.377       0.06
  R-82        2.250       0.438        -        0.63         0.305       0.06
  R-84        2.500       0.438        -        0.63         0.305       0.06
  R-85        3.125       0.500        -        0.69         0.341       0.06
  R-86        3.563       0.625        -        0.81         0.413       0.06
  R-87        3.938       0.625        -        0.81         0.413       0.06
  R-88        4.875       0.750        -        0.94         0.485       0.06
  R-89        4.500       0.750        -        0.94         0.485       0.06
  R-90        6.125       0.875        -        1.06         0.583       0.06
  R-91       10.250       1.250        -        1.50         0.879       0.09
  R-92        9.000       0.438      0.69       0.63         0.305       0.06
  R-93       29.500       0.750        -        0.94         0.485       0.06
  R-94       31.500       0.750        -        0.94         0.485       0.06
  R-95       33.750       0.750        -        0.94         0.485       0.06
  R-96       36.000       0.875        -        1.06         0.583       0.06
  R-97       38.000       0.875        -        1.06         0.583       0.06
  R-98       40.250       0.875        -        1.06         0.583       0.06
  R-99        9.250       0.438        -        0.63         0.305       0.06
  R-100      29.500       1.125        -        1.38         0.780       0.09
  R-101      31.500       1.250        -        1.50         0.879       0.09
  R-102      33.750       1.250        -        1.50         0.879       0.09
  R-103      36.000       1.250        -        1.50         0.879       0.09
  R-104      38.000       1.375        -        1.63         0.977       0.09
  R-105      40.250       1.375        -        1.63         0.977       0.09

Tolerâncias:
•   Diâmetro médio P: ±0.007”
•   Largura A: ±0.007”
•   Altura B e H: +0.05”,-0.02”. A variação da altura em todo o perímetro do anel
    não pode exceder de 0.02”
•   Largura C: ±0.008”
•   Raio R: ±0.02”
•   Ângulo de 23o : ± 0.5o.
                                      195
Anexo 9.1 (Continuação)
                     Tabela de Aplicação dos Anéis 950 e 951

                             Classe de Pressão e Diâmetro Nominal
Número
                  ASME B16.5                        API 6B        ASME B16.47 Série A
do Anel
   R      150   300  900   1500 2500       720    2000 3000 5000 150     300    900
                600                        960                           600
 R-11            ½
 R-12                 ½      ½
 R-13            ¾                  ½
 R-14                 ¾      ¾
 R-15      1
 R-16           1      1     1      ¾     1      1     1      1
 R-17     1¼
 R-18           1¼    1¼     1¼     1    1¼     1¼    1¼     1¼
 R-19     1½
 R-20           1½    1½     1½          1½     1½    1½     1½
 R-21                              1¼
 R-22      2
 R-23           2                  1½     2      2
 R-24                  2     2                         2      2
 R-25     2½
 R-26           2½                  2    2½     2½
 R-27                 2½     2½                       2½     2½
 R-28                              2½
 R-29      3
 R-30           3
 R-31           3      3                  3      3     3
 R-32                               3
 R-33     3½
 R-34           3½
 R-35                        3                                3
 R-36      4
 R-37           4      4                  4      4     4     3½
 R-38                               4
 R-39                        4                                4
 R-40      5
 R-41           5      5                  5      5     5
 R-42                               5
 R-43      6
 R-44                        5                                5
 R-45           6      6                  6      6     6
 R-46                        6                                6
 R-47                               6
 R-48      8
 R-49           8      8                  8      8     8
 R-50                        8                                8
 R-51                               8
 R-52     10
 R-53           10     10                 10    10     10
 R-54                        10                              10
 R-55                              10
 R-56     12
 R-57           12     12                 12    12     12                 12     12
 R-58                        12


                                        196
Classe de Pressão e Diâmetro Nominal
Número
                  ASME B16.5                        API 6B        ASME B16.47 Série A
do Anel
   R      150   300  900   1500 2500       720    2000 3000 5000 150     300    900
                600                        960                           600
R-59      14
R-60                               12
R-61            14                        14    14     14                 14
R-62                  14                                                         14
R-63                         14
R-64      16
R-65            16                        16    16                        16
R-66                  16                               16                        16
R-67                         16
R-68      18
R-69            18                        18    18                        18
R-70                  18                               18                        18
R-71                         18
R-72      20
R-73            20                        20    20                        20
R-74                  20                               20                        20
R-75                         20
R-76      24
R-77            24                                                        24
R-78                  24                                                         24
R-79                         24
R-80                                                                22
R-81                                                                      22
R-82                                                          1
R-84                                                         1½
R-85                                                          2
R-86                                                         2½
R-87                                                          3
R-88                                                          4
R-89                                                         3½
R-90                                                          5
R-91                                                         10
R-92
R-93                                                                      26
R-94                                                                      28
R-95                                                                      30
R-96                                                                      32
R-97                                                                      34
R-98                                                                      36
R-99                                             8     8
R-100                                                                            26
R-101                                                                            28
R-102                                                                            30
R-103                                                                            32
R-104                                                                            34
R-105                                                                            36




                                        197
Anexo 9.2
         Dimensões para Ring-Joints Tipo RX em polegadas




Número Diâmetro   Largura   Largura   Altura   Altura   Raio   Furo
do Anel externo      A         C       CH        H       R      D
          OD

RX-20    3.000     0.344     0.182    0.125    0.750    0.06    -
RX-23    3.672     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-24    4.172     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-25    4.313     0.344     0.182    0.125    0.750    0.06    -
RX-26    4.406     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-27    4.656     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-31    5.297     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-35    5.797     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-37    6.297     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-39    6.797     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-41    7.547     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-44    8.047     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-45    8.734     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-46    8.750     0.531     0.263    0.188    1.125    0.06    -
RX-47    9.656     0.781     0.407    0.271    1.625    0.09    -
RX-49   11.047     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-50   11.156     0.656     0.335    0.208    1.250    0.06    -
RX-53   13.172     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-54   13.281     0.656     0.335    0.208    1.250    0.06    -
RX-57   15.422     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-63   17.391     1.063     0.582    0.333    2.000    0.09    -
RX-65   18.922     0.469     0.254    0.167    1.000    0.06    -
RX-66   18.031     0.656     0.335    0.208    1.250    0.06    -
                               198
Anexo 9.2 (Continuação)
              Dimensões para Ring-Joints Tipo RX em polegadas

 Número Diâmetro        Largura     Largura     Altura     Altura    Raio      Furo
 do Anel externo           A           C         CH          H        R         D
           OD

 RX-69       21.422      0.469       0.254       0.167     1.000      0.06       -
 RX-70       21.656      0.781       0.407       0.271     1.625      0.09       -
 RX-73       23.469      0.531       0.263       0.208     1.250      0.06       -
 RX-74       23.656      0.781       0.407       0.271     1.625      0.09       -
 RX-82        2.672      0.469       0.254       0.167     1.000      0.06     0.06
 RX-84        2.922      0.469       0.254       0.167     1.000      0.06     0.06
 RX-85        3.547      0.531       0.263       0.167     1.000      0.06     0.06
 RX-86        4.078      0.594       0.335       0.188     1.125      0.06     0.09
 RX-87        4.453      0.594       0.335       0.188     1.125      0.06     0.09
 RX-88        5.484      0.688       0.407       0.208     1.250      0.06     0.12
 RX-89        5.109      0.719       0.407       0.208     1.250      0.06     0.12
 RX-90        6.875      0.781       0.479       0.292     1.750      0.09     0.12
 RX-91       11.297      1.188       0.780       0.297     1.781      0.09     0.12
 RX-99        9.672      0.469       0.254       0.167     1.000      0.06       -
 RX-201       2.026      0.226       0.126       0.057     0.445    0.02 (3)     -
 RX-205       2.453      0.219       0.120     0.072 (2)   0.437    0.02 (3)     -
 RX-210       3.844      0.375       0.213     0.125 (2)   0.750    0.03 (3)     -
 RX-215       5.547      0.469       0.210     0.167 (2)   1.000    0.06 (3)     -


Notas:
1. Para os anéis de RX-82 a RX-91 é necessário apenas um furo de equalização de
    pressão, localizado no ponto médio da largura C.
2. A Tolerância destas dimensões é +0, -0.015”
3. A Tolerância destas dimensões é +0.02”, - 0.

Tolerâncias:
•   Diâmetro externo OD: +0.020”, -0.
•   Largura A: +0.008”, -0. A variação da largura em todo o perímetro do anel não
    pode exceder de 0.004”
•   Largura C: +0.006”, -0.
•   Altura CH: +0, -0.03”
•   Altura H: +0.008”, -0. A variação da altura em todo o perímetro do anel não pode
    exceder de 0.004”
•   Raio R: ± 0.02”
•   Ângulo de 23o : ± 0.5o.
•   Furo D: ±0.02”


                                        199
Anexo 9.2 (Continuação )
                     Tabela de Aplicação dos Anéis RX
Número do Anel        Classe de Pressão e Diâmetro   Nominal - API 6B
     RX        720 - 960 - 2000      2900            3000          5000
   RX-20              1½                              1½            1½
   RX-23               2
   RX-24                                               2            2
   RX-25                                                           3 1/8
   RX-26              2½
   RX-27                                              2½           2½
   RX-31               3                               3
   RX-35                                                            3
   RX-37               4                               4
   RX-39                                                            4
   RX-41               5                               5
   RX-44                                                            5
   RX-45               6                               6
   RX-46                                                            6
   RX-47                                                            8
   RX-49               8                               8
   RX-50                                                            8
   RX-53              10                              10
   RX-54                                                            10
   RX-57              12                              12
   RX-63                                                            14
   RX-65              16
   RX-66                                              16
   RX-69              18
   RX-70                                              18
   RX-73              20
   RX-74                                              20
   RX-82                               1
   RX-84                              1½
   RX-85                               2
   RX-86                              2½
   RX-87                               3
   RX-88                               4
   RX-89                              3½
   RX-90                               5
   RX-91                              10
   RX-99               8                               8
   RX-201                                                          1 3/8
   RX-205                                                         1 13/16
   RX-210                                                         2 9/16
   RX-215                                                         4 1/16
                                    200
Anexo 9.3
          Dimensões para Ring-Joints Tipo BX em polegadas




Número Diâmetro    Largura   Largura   Altura   Altura   Raio    Furo
do Anel externo       A         C       CH        H       R       D
          OD
BX-150   1 11/16   2.842      0.366    0.366    2.790    0.314   0.06
BX-151   1 13/16   3.008      0.379    0.379    2.954    0.325   0.06
BX-152    2 1/16   3.334      0.403    0.403    3.277    0.346   0.06
BX-153    2 9/16   3.974      0.448    0.448    3.910    0.385   0.06
BX-154    3 1/16   4.600      0.488    0.488    4.531    0.419   0.06
BX-155    4 1/16   5.825      0.560    0.560    5.746    0.481   0.06
BX-156    7 1/16   9.367      0.733    0.733    9.263    0.629   0.12
BX-157      9      11.593     0.826    0.826    11.476   0.709   0.12
BX-158     11      13.860     0.911    0.911    13.731   0.782   0.12
BX-159   13 5/8    16.800     1.012    1.012    16.657   0.869   0.12
BX-160   13 5/8    15.850     0.938    0.541    15.717   0.408   0.12
BX-161   16 5/8    19.347     1.105    0.638    19.191   0.482   0.12
BX-162   16 5/8    18.720     0.560    0.560    18.641   0.481   0.06
BX-163   18 3/4    21.896     1.185    0.684    21.728   0.516   0.12
BX-164   18 3/4    22.463     1.185    0.968    22.295   0.800   0.12
BX-165   21 1/4    24.595     1.261    0.728    24.417   0.550   0.12
BX-166   21 1/4    25.198     1.261    1.029    25.020   0.851   0.12
BX-167   26 3/4    29.896     1.412    0.516    29.696   0.316   0.06
BX-168   26 3/4    30.128     1.412    0.632    29.928   0.432   0.06
BX-169    5 1/8    6.831      0.624    0.509    6.743    0.421   0.06
BX-170    6 5/8    8.584      0.560    0.560    8.505    0.481   0.06
BX-171    8 9/16   10.529     0.560    0.560    10.450   0.481   0.06
BX-172   11 5/32   13.113     0.560    0.560    13.034   0.481   0.06
BX-303     30      33.573     1.494    0.668    33.361   0.457   0.06

                                201
Anexo 9.3 (Continuação)
              Dimensões para Ring-Joints Tipo BX em polegadas
1. Para todos os anéis é necessário apenas um furo de equalização de pressão,
    localizado no ponto médio da largura C.
Tolerâncias:
•   Diâmetro externo OD: +0, -0.005”
•   Altura H: +0.008”, -0. A variação da altura em todo o perímetro do anel não pode
    exceder de 0.004”
•   Largura A: +0.008”, -0. A variação da largura em todo o perímetro do anel não
    pode exceder de 0.004”
•   Diâmetro ODT: ± 0.002”
•   Largura C: +0.006”, -0.
•   Furo D: ±0.02”
•   Altura CH: +0, -0.03”
•   Raio R: de 8% a 12% da altura do anel H.
•   Ângulo de 23o : ± 0.25o.

                         Tabela de Aplicação dos Anéis BX

 Número do              Classe de Pressão e Diâmetro Nominal - API 6BX
  Anel BX       2 000       3 000       5 000     10 000   15 000    20 000
  BX-150                                           1 11/16  1 11/16
  BX-151                                           1 13/16  1 13/16   1 13/16
                                                      1/       1/
  BX-152                                           2 16     2 16      2 1/16
                                                      9/       9/
  BX-153                                           2 16     2 16      2 9/16
                                                      1/       1/
  BX-154                                           3 16     3 16      3 1/16
                                                      1/       1/
  BX-155                                           4 16     4 16      4 1/16
                                                      1/       1/
  BX-156                                           7 16     7 16      7 1/16
  BX-157                                              9        9         9
  BX-158                                             11       11        11
  BX-159                                           13 5/8   13 5/8    13 5/8
                                           5/
  BX-160                                13 8
  BX-161                                16 ¾
  BX-162                                16 ¾       16 ¾     16 ¾
  BX-163                                18 ¾
  BX-164                                           18 ¾     18 ¾
  BX-165                                21 1/4
  BX-166                                           21 1/4
  BX-167         26 ¾
  BX-168                    26 ¾
  BX-169                                            5 1/8
  BX-170                                            6 5/8      6 5/8
  BX-171                                            8 9/16     8 9/16
  BX-172                                           11 5/32    11 5/32
  BX-303          30         30
                                        202
CAPÍTULO

                                                                             10

                                    JUNTAS CAMPROFILE




1.   INTRODUÇÃO

       Com o avanço tecnológico dos processos, são exigidas juntas para aplicações
em condições cada vez mais rigorosas, obrigando o desenvolvimento de novos produtos
para atender estas exigências. O tipo de junta considerado clássico para uso em
trocadores de calor é a chamada “Dupla Camisa Metálica” (Teadit Tipo 923), que
consiste em um enchimento macio revestido por dupla camisa metálica, conforme
mostrado na Figura 8.6.

      Uma das característica das juntas para trocadores de calor é serem fabricadas
sob encomenda. Como estes aparelhos são construídos para atender as condições
específicas de troca térmica do processo, não existem dimensões e formatos
padronizados.

        Um dos requisitos para que uma junta possa ser usada em pressões elevadas é
resistir aos apertos elevados, necessários para se conseguir uma vedação adequada. As
juntas “Dupla Camisa Metálica” em razão da sua construção, com um enchimento
macio, possuem boa capacidade de acomodação às irregularidades dos flanges.
Entretanto, esta característica vem em detrimento de uma maior resistência ao
esmagamento, não sendo, portanto, recomendáveis para trabalho com pressões de
esmagamento maiores que 250 MPa ( 36 000 psi ).

      Uma das alternativas para pressões de trabalho elevadas é o uso das juntas
metálicas planas (Teadit Tipo 940), mostrada na Figura 9.2. As juntas tipo 940
apresentam diversos problemas para a sua fabricação e instalação. Este tipo de junta é
muito sensível a quaisquer danos nos flanges, em especial riscos ou falhas radiais.

                                         203
Fabricadas com um metal ou liga maciço é evidente a dificuldade em escoar o
material para preencher as irregularidades normais dos flanges. As dimensões, muitas
vezes também obrigam a soldagem da junta, criando pontos de dureza elevada. Estes
pontos podem danificar os flanges ou não permitir o esmagamento uniforme da junta.

      Para contornar os problemas das juntas maciças planas, uma alternativa é o
emprego de juntas maciças serrilhadas, Teadit Tipo 941, conforme mostrado na Figura
9.3.

       As juntas serrilhadas possuem as mesmas características de resistência a
elevadas pressões de trabalho. A forma serrilhada permite um melhor esmagamento e
cria um efeito de labirinto na superfície de vedação. Ao mesmo tempo que possui uma
característica desejável do ponto de vista de vedação, o serrilhado pode provocar
riscos nos flanges.

       Combinando as características das juntas maciças e a excelente selabilidade do
                         ®                                 ®
Grafite Flexível (Graflex ) e do PTFE Expandido (Quimflex ), foram desenvolvidas
as juntas Camprofile, Teadit Tipo 942. Constituídas de um núcleo metálico serrilhado
coberto com fina película de Graflex ou Quimflex, ® conforme mostrado na Figura
                                     ®

10.1

       Em virtude dos excelentes resultados obtidos com a juntas Camprofile em
aplicações críticas foram desenvolvidas propostas de normalização destas juntas para
uso em flanges de tubulação. Na Seção 9 deste Capítulo estão as principais
características das juntas Camprofile para flanges ASME B16.5.




                                    Figura 10.1

As juntas Teadit Camprofile oferecem as seguintes vantagens:
      •    pressão de trabalho máxima de até 250 bar
      •    temperatura máxima de até 650o C
      •    ampla faixa de aplicação
      •    menos sensível às irregularidades nos flanges

                                        204
O perfil metálico serrilhado permite atingir elevadas pressões de esmagamento
com baixos apertos nos parafusos. A fina camada de Graflex® ou Quimflex® preenche
as irregularidades e evita que o serrilhado marque a superfície dos flanges. O efeito de
labirinto também é acentuado pelo Graflex® ou Quimflex®, criando uma vedação que
alia a resistência de uma junta metálica com a selabilidade do Graflex® ou do
Quimflex® .

2. MATERIAIS

2.1. NÚCLEO METÁLICO

    O material do núcleo deve ser especificado de acordo com a compatibilidade
química do fluido e com a temperatura de operação. É recomendável que o núcleo
seja fabricado com o mesmo material do equipamento para evitar corrosão e
problemas de expansão diferencial. Seguir as recomendações dos Capítulos 2 e 6.

2.2. COBERTURA DE VEDAÇÃO

                                                                                 ®
       O material mais usado na cobertura de vedação é o Grafite Flexível Graflex
Em situações onde o Graflex não é recomendado o núcleo é coberto por uma película
                            ®
de PTFE Expandido Quimflex . Os limites de operação para os materiais de cobertura
estão relacionados na Tabela 10.1.

                                   Tabela 10.1
                        Limites de Pressão e Temperatura
                                Temperatura
                                    oC             Pressão de operação
                Material
                                                         bar max
                               min      max
               Graflex®        -240     650                 250
               Quimflex®       -240     270                 100

Para atmosferas oxidantes o limite de temperatura para o Graflex é de 450o C.

3. LIMITES DE OPERAÇÃO

       A faixa de pressão e temperatura de trabalho da junta depende dos limites de
cada material, conforme indicado no Capítulo 6 e na Tabela 10.1. O limite de serviço
da junta é o menor valor da combinação do limite para metal e para a cobertura. Por
                                                                               ®
exemplo, uma junta Teadit tipo 942 em aço carbono AISI 1010/1020 e Graflex tem
as seguintes faixas de operação:

       •   pressão máxima: 250 bar
       •   faixa de temperatura (oC): -40 a 500


                                          205
4.   CÁLCULO DO APERTO

      Os valores de “m” e “y” para cálculo pela Norma ASME são mostrados na
Tabela 10.2 e os valores para cálculo pela Norma DIN estão na Tabela 10.3.
                                    Tabela 10.2.
                         Constantes Para Cálculo ASME
                        Material               m       y-psi
                  Alumínio                    3.25      5500
                  Cobre                       3.50      6500
                  Latão                       3.50      6500
                  Aço Carbono                 3.75      7600
                  Monel                       3.75      9000
                  Aços Inoxidáveis            4.25     10100



                                    Tabela 10.3
                            Constantes Para Cálculo DIN
                   Fator       Pressão de
                    da        esmagamento      Pressão de esmagamento - operação
     Material
                   junta       instalação                    MPa
                     m            MPa
                              Mín. Máx.
                                               100   200   300   400   500   600
                              σVU      σVO
Alumínio              1.1       20     140     120    93
Cobre                 1.1       20      300    270   195   150
Níquel                1.1       20      510    500   490   480   240
AISI 1006/1008        1.1       20      500    500   495   315
AISI 304/316          1.1       20      500    500   450   420   390   350
AISI 321              1.1       20      500    500   450   420   460   400   240
AISI 309              1.1       20      600    570   530   500

       Para maior segurança, recomendamos que o cálculo seja realizado de acordo
com as recomendações da Norma ASME, Divisão II, Seção VIII, Apêndice II. Em
seguida, deve ser verificado o valor da pressão de esmagamento, que deve ficar na
faixa recomendada na Tabela 10.3.


5. EXEMPLO DE APLICAÇÃO

      O exemplo a seguir mostra o estudo para troca de uma junta maciça tipo Teadit
940 de aço inoxidável 304 por uma junta Camprofile com o mesmo aço e cobertura
de Graflex:


                                        206
5.1. Dados do Trocador de Calor:

    •   pressão de projeto: 160 bar
    •   temperatura de projeto: 280o C
    •   dados da junta:
    •   tipo: Camprofile Teadit 942
    •   materiais: Inox 304 e Graflex
    •   diâmetro interno: di = 488 mm = 19.213 pol
    •   diâmetro externo: de = 520 mm = 20.472 pol
    •   estojos:
        •    material: ASTM A 193 B7
        •    diâmetro: dp = 2 pol
        •    quantidade: np = 16

    • tensão admissível nos parafusos:
      •   na instalação : σp = 172 MPa
      •   na operação : σp = 162 MPa
      •   área na raiz da rosca: A = 1 787 mm2


5.2. Cálculo da força de aperto de acordo com o Código ASME

5.2.1. Esmagamento mínimo, Wm 2 :
       •  y: 10100 psi - esmagamento mínimo, tabela ASME
       •  N = 16 mm
       •  b 0 = N / 2 = 16 / 2 = 8 mm = 0.315 pol
       •  b = 0.5 b0 0.5 = 0.5 x 0.3150.5 = 0.281 pol - largura efetiva da junta
       •  G = de - 2b = 20.472 - 2 x 0.281 = 19.910 pol
       •  W m 2 = π b G y = p x 0.281 x 19.910 x 10100 = 177 520 lb
       •  W m 2 = 789 648 N

5.2.2. Condições operacionais, Wm 1:
       •   p = 160 bar = 2352 psi
       •   m = 4.25 - fator da junta, tabela ASME
       •   W m 1 = ((π G2 p) / 4) + 2 b p G m p
       •   W m 1 = ((π x 18.6512 x 2352) / 4) + (2 x 0.281 x p x 18.651 x 4.25 x 2352)
       •   W m 1 = 642 586 + 329 166 = 971 752 lb
       •   W m 1 = 4 324 296 N

5.2.3. Força de vedação, Wm :
       Considerando os cálculos 5.2.1 e 5.2.2, a força de vedação mínima
       de acordo com o Código ASME é o maior valor de Wm 1 e Wm 2,
       portanto, W m = 4 324 296 N. O valor da força por parafuso é:
       •   Fpmin = 4 324 296 / np = 270 268 N


                                         207
5.2.4. Força máxima nos parafusos, Fp m a x:
       •    A e = 1 787 mm2 - área resistiva dos parafusos
       •    σa = 172 MPa - tensão admissível nos parafusos
       •    Fp m a x = Ae σa
       •    Fp m a x= 1 787 x 172 = 307 364 N


5.2.5. Verificação da tensão admissível na temperatura de operação:
       •   σb = 162 MPa
       •   σb > W m 1 / (A e n p) = 4 324 296 / (1787 x 16) = 151 MPa
       •   Considerando-se que a tensão admissível na temperatura de
       operação é de 162 MPa o valor encontrado está abaixo deste limite.

5.2.6. Considerando os itens 5.2.3 e 5.2.4, a força total exercida pelos
       parafusos para assegurar uma vedação adequada, ao mesmo tempo que
       a tensão nos parafusos não ultrapasse a máxima admissível, deve estar
       entre 270 268 N e 307 364 N.

5.2.7. Torque mínimo, T :    min
       •   k = 0.2 - fator de rosca e atrito
       •   Tm i n = k dp F pmin
       •   Tm i n = 0.2 x (50.8 / 1000) x 270 268 = 2 745 N-m

5.2.8. Torque máximo, T :   max
       •   Tm a x = k dp F pmax
       •   Tm a x = 0.2 x (50.8 / 1000 ) x 307 364 = 3 123 N-m

5.3.Cálculo da força de aperto de acordo com a Norma DIN 2505:

5.3.1. Força de esmagamento mínima:
       •   Femin = π b D b D σVU
       •   d D = ( 488 + 520 ) / 2 = 504 - diâmetro médio
       •   σVU = 20 MPa - tabela DIN 2505
       •   b D = (520 - 488 ) / 2 = 16 mm
       •   FEmin = π x 488 x 16 x 20 = 490 591 N

5.3.2. Força de vedação mínima:
       •    FVmin = FOmin + Fi
       •    FOmin = π d D b D n p SD
       •    n = 1.1 - fator da junta tabela DIN 2505
       •    SD = 1.2 - coeficiente de segurança - DIN 2505, valor mínimo
       •    p = 160 bar = 16 MPa
       •    FOmin = π x 504 x 16 x 1.1 x 16 x 1.2 = 535 050 N
       •    Fi = p (π / 4 ) dD2 = 16 x (π / 4 ) x 5042 = 3 192 059 N
       •    FVmin = 535 050 + 3 192 059 = 3 727 109 N
                                           208
5.3.3. Força de esmagamento máxima:

5.3.3.1. Na   instalação:
        •     FEimax = π d D b D σVO
        •     σVO = 500 MPa - tabela DIN 2505
        •     FEmax = π x 504 x 16 x 500 = 12 666 901 N

5.3.3.2. Na   operação:
       •      FOimax = FOmax + Fi
       •      FOmax = π d D b D σBO
       •      σBO = 414 MPa - interpolado na tabela DIN 2505 para 280 oC
       •      FOmax = π x 504 x 16 x 414 = 10 488 195 N
       •      FOimax = 10 488 195 + 3 192 059 = 13 680 254 N

5.3.4. Força máxima dos parafusos, Fptmax:
        •   A e = 1 787 mm2 - área resistiva dos parafusos
        •   σp = 172 MPa - tensão admissível nos parafusos
        •   Fptmax = np A e σp = 16 x 1 787 x 172 = 4 917 824 N

5.3.5. Considerando os itens 5.3.1 a 5.3.4, a força total exercida pelos
       parafusos para a ssegurar uma vedação adequada, ao mesmo tempo que
       a tensão nos parafusos não ultrapasse a máxima admissível, deve
       estar entre 3 727 109 N e 4 917 824 N.

5.3.6. Torque mínimo:
       •    Tmin = k dp 3 727 109 / np
       •    Tmin = 0.2 x (50.8 / 1000) x 3 727 109 / 16 = 2 367 N-m

5.3.7.Torque máximo:
       •   Tmax = k d p Fpmax / n p
       •   Tmax = 0.2 x (50.8 / 1000 ) x 4 917 824 / 16 = 3 122 N-m



6. ACABAMENTO SUPERFICIAL

       O acabamento recomendado para superfície de vedação dos flanges é de
1.6 µm a 2.0 µm Ra (63 µpol a 80 µpol Ra ). Esta faixa é conhecida como “acabamento
liso”.

7.   DIMENSIONAMENTO

      Ao dimensionar uma junta Camprofile, utilize as folgas e tolerâncias indicadas
nas Tabelas 10.4 e 10.5.


                                          209
Tabela 10.4
                             Folga entre a Junta e o Flange


     Tipo de confinamento                       Diâmetro da junta
           da junta
                                        Interno                    Externo
       Flanges lingüeta e          diam. interno da           diam. externo da
            ranhura                ranhura + 1.6mm            ranhura - 1.6mm
       Juntas confinadas           diam. interno da              diam. externo
     pelo diâmetro externo         flange + 3.2 mm             flange - 1.6 mm
       Juntas confinadas           diam. interno do           diam. externo do
     pelo diâmetro interno         flange + 1.6 mm             flange - 3.2 mm


                                     Tabela 10.5
                              Tolerâncias de Fabricação


               Diâmetro interno                 Tolerâncias (mm)
                   da junta                interno            externo
             até 500 mm                   +0.8 -0.0           +0.0 -0.8
             de 500 a 1500 mm             +1.6 -0.0           +0.0 -1.6
             maior que 1500 mm            +2.5 -0.0           +0.0 -2.5

8.    FORMATOS

       O Anexo 8.1 mostra os formatos mais comuns de juntas para trocadores de
calor. As divisões são soldadas no anel externo da junta.

As larguras padrão da junta, dimensão “B”, são 10, 13, 16 e 20 mm. Outras larguras
podem ser produzidas sob consulta.

      A espessura padrão, dimensão “E” é de 4 ±0.2 mm, sendo 3.2 mm para o
núcleo metálico e 0.4mm para cada uma das duas camadas de cobertura. Outras
espessuras de núcleo podem ser fabricadas sob consulta.

9.    JUNTAS CAMPROFILE PARA FLANGES ASME B16.5

       Por ocasião da edição deste livro ainda não existia uma norma para este tipo de
juntas publicada pela ASME. Entretanto, existem várias propostas e estudos.
       A Figura 10.2 mostra a forma construtiva mais comum, com uma área de
vedação serrilhada com cobertura de Grafite Flexível (Graflex) ou PTFE e anel de
centralização.


                                          210
Figura 10.2


9.1 DIMENSÕES E TOLERÂNCIAS

       Os diâmetros das juntas para flanges ASME B16.5 estão mostradas no Anexo
10.1. As demais dimensões estão na Tabela 10.6.

                                 Tabela 10.6
                           Dimensões de Fabricação


                                                     Dimensões (polegadas)
                Característica
                                                    Mínimo           Máximo
 Espessura do Anel de Vedação                        0.115            0.131
 Espessura do Anel de Centralização                  0.024            0.035
 Espessura da Cobertura                              0.015            0.030
 Passo das Ranhuras                                   0.03            0.06

9.2   MARCAÇÃO

        O anel de centralização é marcado com símbolos de, no mínimo, 0.100 pol de
altura, constando as seguintes indicações:
        •   Identificação do fabricante (nome ou marca).
        •   Diâmetro nominal do flange.
        •   Classe de pressão.
        •   Código do material do anel de vedação.
        •   Código do material da cobertura.
        •   Código do material do anel de centralização.

      A tabela com os códigos dos matérias está no Anexo 10.2




                                       211
Anexo 10.1
           Dimensões de Juntas Camprofile para flanges ASME B16.5

            Anel de Vedação        Diâmetro externo do Anel de Centralização (polegadas)
  DN      Diametro   Diametro
 (pol)     Interno   Externo
            (pol)      (pol)    150      300      400      600      900      1500     2500
  1/2       0.91       1.31     1.88     2.13     2.13     2.13     2.50     2.50     2.75
  3/4       1.13       1.56     2.25     2.63     2.63     2.63     2.75     2.75     3.00
   1        1.44       1.87     2.63     2.88     2.88     2.88     3.13     3.13     3.38
  1 1/4     1.75       2.37     3.00     3.25     3.25     3.25     3.50     3.50     4.13
  1 1/2     2.06       2.75     3.38     3.75     3.75     3.75     3.88     3.88     4.63
   2        2.75       3.50     4.13     4.38     4.38     4.38     5.63     5.63     5.75
  2 1/2     3.25       4.00     4.88     5.13     5.13     5.13     6.50     6.50     6.63
   3        3.87       4.88     5.38     5.88     5.88     5.88     6.63     6.88     7.75
   4        4.87       6.06     6.88     7.13     7.00     7.63     8.13     8.25     9.25
   5        5.94       7.19     7.75     8.50     8.38     9.50     9.75     10.00    11.00
   6        7.00       8.37     8.75     9.88     9.75    10.50     11.38    11.13    12.50
   8        9.00      10.50     11.00   12.13    12.00    12.63     14.13    13.88    15.25
   10       11.13     12.63     13.38   14.25    14.13    15.75     17.13    17.13    18.75
   12       13.37     14.87     16.13   16.63    16.50    18.00     19.63    20.50    21.63
   14       14.63     16.13     17.75   19.13    19.00    19.38     20.50    22.75         -
   16       16.63     18.38     20.25   21.25    21.13    22.25     22.63    25.25         -
   18       18.87     20.87     21.63   23.50    23.38    24.13     25.13    27.75         -
   20       20.87     22.87     23.88   25.75    25.50    26.88     27.50    29.75         -
   24       24.88     26.87     28.25   30.50    30.25    31.13     33.00    35.50         -

Tolerâncias:
    • Diâmetro interno do anel de vedação:
          o DN ½” a DN 8": ± 0.03 pol
          o DN 10" a DN 24": ± 0.06 pol
    • Diâmetro externo do anel de vedação:
          o DN ½” a DN 8": ± 0.03 pol
          o DN 10" a DN 24": ± 0.06 pol
    • Diâmetro externo do anel de centralização: ± 0.03 pol




                                           212
Anexo 10.2
Códigos dos materiais para Juntas Camprofile para flanges ASME B16.5

                  Material                   Código
                  Anéis de Vedação e Centralização
               Aço Carbono                    CRS
               Aço Inox 304                    304
              Aço Inox 304 L                  304 L
               Aço Inox 309                    309
               Aço Inox 310                    310
               Aço Inox 316                   316 L
              Aço Inox 317 L                  317 L
               Aço Inox 347                    347
               Aço Inox 321                    321
               Aço Inox 430                    430
                 Monel 400                    MON
                Niquel 200                      NI
                   Titanio                      TI
                Hastelloy B                HAST B
                Hastelloy C                HAST C
                Inconel 600                 INC 600
                Inconel 625                 INC 625
              Inconel X-750                    INX
                Incoloy 800                  IN 800
                Incoloy 825                  IN 825
                  Zirconio                    ZIRC
                             Cobertura
                  Graflex                       FG
                    PTFE                      PTFE




                                213
214
CAPÍTULO

                                                                            11

                                 JUNTAS
               PARA ISOLAMENTO ELÉTRICO




1.   CORROSÃO ELETROQUÍMICA

       Este é o tipo de corrosão mais freqüentemente encontrado. Ocorre em
temperatura ambiente. É o resultado da reação de um metal com água ou solução
aquosa, na presença de sais, ácidos ou bases.
       A Figura 11.1 ilustra uma corrosão Eletroquímica.
       Como pode ser observado, existem duas reações, uma no anodo e outra no
catodo. As reações anódicas são sempre oxidações e, portanto, tendem a dissolver o
metal do ânodo, ou a combiná-lo em forma de óxido.
       Os elétrons produzidos na região anódica participam da reação catódica. Estes
elétrons fluem através do metal, formando uma corrente elétrica.
       As reações catódicas são sempre de redução, e normalmente não afetam o
metal do catodo, pois a maioria dos metais não pode mais ser reduzida.
       A base da corrosão Eletroquímica é a existência de uma reação anódica onde o
metal do anodo perde elétrons. A medida da tendência de um metal em perder
elétrons, serve como critério básico para determinar a sua corrosividade.
       Esta medida, expressa em volts, em relação a uma célula de hidrogênio gasoso,
é encontrada nos manuais de corrosão.
       Para o ferro, o valor é de 0.44 V, e para o zinco é de 0.76 V. Possuindo o
zinco, potencial mais elevado, haverá uma corrente do zinco para o ferro ( do
potencial mais elevado para o mais baixo ). O zinco, sendo anodo, é corroído.
       Se, por exemplo, em lugar de zinco, na Figura 11.1 tivermos cobre, de
potencial 0.34 V, haverá corrosão do ferro, que tem maior potencial.

                                        215
Figura 11.1

       Deste modo, a relação entre os potenciais eletroquímicos dos metais em
contato, é que vai determinar qual deles será corroído. O princípio é extensamente
usado, e a “zincagem” de chapas de aço carbono é um dos exemplos mais comuns do
uso controlado da corrosão Eletroquímica.
       A Tabela 11.1 mostra a relação entre alguns metais e ligas.

                                   Tabela 11.1
                       Série eletrolítica em água salgada

                   Anodo (base)                     Magnésio
                                                      Zinco
                                                  Ferro fundido
                                                  Aço Carbono
                                                  Aço inox 304
                                                      Cobre
                                                  Aço inox 316
                                                     Inconel
                                                     Titânio
                                                      Monel
                                                      Ouro
                  Catodo (nobre)                     Platina
                                       216
2.   PROTEÇÃO CATÓDICA

       A proteção catódica consiste em usar controladamente o princípio da corrosão
Eletroquímica, descrito anteriormente, para proteção de tubulações, tanques e outros
equipamentos submersos.
       O trecho da tubulação ou tanque a ser protegido, deve ser isolado eletricamente
do restante do sistema. Assim, evita-se a passagem das correntes galvânicas para
pontos não protegidos.
       São também colocados anodos de zinco em quantidade suficiente para absorver
a corrente galvânica. Estes anodos são consumidos no processo, e, periodicamente
devem ser substituídos.
       A Figura 11.2 ilustra uma tubulação submersa protegida por eletrodos de
zinco, e isolada do restante do sistema.




                                     Figura 11.2


3.   SISTEMA DE ISOLAMENTO DE FLANGES

       Conforme mostrado, para evitar que as correntes elétricas existentes no
processo, provoquem corrosão em outras áreas, o trecho da tubulação protegido, deve
ser eletricamente isolado do restante do sistema.
     A Figura 11.3 mostra uma junta de isolamento de flanges tipo E instalada.
       O lado isolado não pode ter nenhuma parte metálica em contato com outras
partes, formando, portanto, um sistema semelhante ao da Figura 11.1.
       Os componentes de um sistema de isolamento de flanges são:
     • Juntas de material isolante.
     • Buchas isolantes.
     • Arruelas isolantes.


                                         217
Todos os componentes do sistema estão dimensionados para uso em flanges
ASME B16.5.
     Materiais da junta:
   • Resina fenólica reforçada com 3.2 mm de espessura ou resina fenólica
     reforçada com 2 mm de espessura, revestida, em ambas as faces de vedação,
     com Neoprene de 0.5 mm de espessura.
   • Papelão Hidráulico de acordo com as recomendações do Capítulo 4 deste livro.

3.1. JUNTAS PLANAS TIPO E

       Possuem o mesmo diâmetro externo dos flanges, proporcionando proteção
completa, impedindo que materiais estranhos penetrem entre os flanges,
estabelecendo contato elétrico.
     Possuem furos para passagem dos parafusos de acordo com recomendações da
Norma ASME B16.5. A Figura 11.3 mostra um sistema típico de junta tipo E.




                                  Figura 11.3

                                      218
3.2.   JUNTAS PLANAS TIPO F

      São projetadas de modo que o seu diâmetro externo seja um pouco menor que
o diâmetro do círculo de furação dos flanges, tocando, portanto, nas buchas de
proteção dos parafusos. São mais econômicas que o tipo E. Sempre que houver perigo
de material estranho penetrar entre os flanges, é necessário protegê-los
adequadamente. A Figura 11.4 mostra um sistema típico de junta F.




                                   Figura 11.4



3.3. JUNTAS TIPO ANEL RJD 950 E 951

       São juntas de isolamento fabricadas para uso em flanges com canal para Ring-
Joints. O tipo RJD 950 tem forma oval e o RJD 951 octogonal. Sempre que houver
perigo de materiais estranhos penetrarem entre os flanges, estabelecendo contato

                                       219
elétrico, é necessário protegê-los adequadamente. A Figura 11.5 mostra um sistema
típico de juntas RJD.
       Material da junta: resina fenólica reforçada.
       Dimensões: conforme norma ASME B16.20, mostrada no Capítulo 9.




                                    Figura 11.5


3.4. LUVAS DE ISOLAMENTO

       As luvas de isolamento podem ser fabricadas em resina fenólica ou em
polietileno. As propriedades físicas do material das luvas de resina fenólica, são as
mesmas das juntas. As luvas de polietileno são altamente flexíveis e adequadas para
uso em locais com muita umidade, pois possuem elevada impermeabilidade e baixa
absorção de umidade. São fabricadas na espessura de 0.8 mm.


                                        220
3.5. ARRUELAS DE ISOLAMENTO

      Fabricadas em resina fenólica reforçada com tecido de algodão, com as
mesmas características físicas das luvas de resina fenólica ou em polietileno.
Espessura padrão 3.2 mm.

3.6. ARRUELAS DE PROTEÇÃO

Colocadas entre a porca ou cabeça do parafuso e as arruelas isolantes, para
evitar que estas sejam danificadas no aperto. O diâmetro externo está projetado para
se adaptar aos flanges ASME B16.5. Fabricadas em aço carbono galvanizado na
espessura de 3.2 mm.


4.   ESPECIFICAÇÕES DO MATERIAL DAS JUNTAS

     Tipo: resina fenólica reforçada em tecido de algodão.
     Características:
       •    rigidez dielétrica......................... paralela: 5KV/mm
                                                        perpendicular: 3KV/mm
       •    resistência à compressão............ 1800 kgf/cm2
       •    resistência à flexão .................... 1000 kgf/cm2
       •    resistência à tração..................... 900 kgf/cm2
       •    absorção de água........................ 2,40%
       •    peso específico .......................... 1,30 g/cm3
       •    dureza Rockwell M .................... 103
       •    temperatura máxima de trabalho 130 0 C




                                           221
222
CAPÍTULO

                                                                               12

                                          INSTALAÇÃO
                                 E EMISSÕES FUGITIVAS




1.   PROCEDIMENTO DE INSTALAÇÃO

      Para se conseguir uma vedação satisfatória, é necessário que certos
procedimentos básicos sejam seguidos na instalação. Para qualquer tipo de junta ou de
material usado na sua fabricação, estes procedimentos são de fundamental
importância para que a montagem, teste e operação, sejam realizados com sucesso.

       a ) Inspecione as superfícies de assentamento da junta. Verifique a
existência de marcas de ferramentas, trincas, riscos ou pontos de corrosão. Marcas
radiais de ferramentas na superfície de vedação, são praticamente impossíveis de
vedar com qualquer tipo de junta. Assegure que o acabamento é adequado ao tipo de
junta a ser usado.
       b) Inspecione a junta. Verifique se o material é o especificado para a
aplicação, ou se existem defeitos ou danos de transporte e armazenamento.
       c ) Inspecione e limpe os parafusos, portas, arruelas e a superfície dos flanges.
       d) Lubrifique as roscas e faces de contato das porcas. A montagem não
deverá ser iniciada sem esta lubrificação. Para temperaturas de operação elevadas, o
lubrificante não deve provocar o travamento posterior dos parafusos, facilitando uma
futura desmontagem. Quanto melhor o lubrificante, mais precisa será a força de
aperto dos parafusos.
       e ) Em flanges com face ressaltada ou plana, instalados verticalmente,
coloque inicialmente os parafusos da parte inferior. Coloque e centre a junta,
instalando em seguida os demais parafusos.
       f) Em flanges tipo macho e fêmea, ou com canais, a junta deve ser
instalada centrada no alojamento. Se a instalação for na vertical, pode ser necessário o
                                          223
uso de adesivo, ou um pouco de graxa para mantê-la na posição correta até o aperto. È
necessário certificar-se que o adesivo ou graxa não vai atacar o material da junta.
        g) Instale os parafusos e aperte com a mão até encostar na seqüência
mostrada no Anexo 12.1, para os diversos tipos de flanges. Numere os parafusos para
facilitar o acompanhamento da ordem de aperto.
        h) Aperte os parafusos até aproximadamente 30% do torque final, sempre
seguindo a ordem de aperto. Se a seqüência de aperto não for seguida, os flanges
podem ficar desalinhados, ficando impossível obter o necessário paralelismo ao bom
desempenho da junta.
        i) Repita o passo h, elevando o torque para 60% do valor final.
        j) Continue apertando na seqüência recomendada até atingir o valor final.
        k) Continue apertando em sentido horário até que todas as porcas estejam
com o mesmo torque. Normalmente, várias passagens são necessárias, pois ao apertar
um parafuso, os adjacentes aliviam, obrigando a novo reaperto.
        l) Todos os tipos de junta apresentam relaxamento após a sua instalação. É
recomendável o reaperto especialmente em aplicações com ciclo térmico, temperaturas
ou pressões elevadas.
      m) Não é recomendavel o reaperto a quente de Juntas de Papelão Hidráulico
sem amianto. Consulte a Teadit se tiver dúvidas sobre o procedimento de reaperto.


2.   APLICAÇÃO DO APERTO

       O método mais correto de obter-se a tensão nos parafusos, é medindo o seu
alongamento. Na prática, entretanto, este procedimento é oneroso e de difícil
execução. A tendência atual é usar chaves de torque, dispositivos de tensionamento,
ou ferramentas hidráulicas. O aperto usando ferramentas manuais, sem controle do
torque aplicado, só deve ser usado em casos de pouca responsabilidade.
       O torque ou esforço para apertar um parafuso, depende de vários fatores,
conforme mostrado no Capítulo 2.


3.   TENSÕES ADMISSÍVEIS NOS PARAFUSOS

       O Apêndice S do Capítulo 8 do Código ASME, trata especificamente da tensão
inicial nos parafusos. Por exemplo, o projetista do flange, deve determinar qual a
necessidade de aperto, para a pressão e temperatura nas condições operacionais, de
acordo com a tensão admissível na temperatura de operação. Esta tensão admissível é
determinada pelo material e pela temperatura de operação.
       O teste hidrostático, que na maioria dos casos é necessário para verificar o
sistema, é realizado com vez e meia a pressão de operação. Conseqüentemente, uma
união flangeada projetada estritamente de acordo com o Código ASME, que deva
passar o teste hidrostático, com pressão superior ao projetado, deve ter um torque de
aperto nos parafusos maior do que para as condições de operação.
       O Apêndice S do Capítulo 8 do Código ASME, trata destas condições, e
estabelece que, para passar no teste hidrostático, os parafusos devem ser apertados até
o valor necessário para isso. Se, neste caso, a tensão for maior que a admissível,
parafusos com material de maior tensão de escoamento, devem ser usados,
observando-se o seguinte procedimento
                                         224
•    Usar parafusos com tensão de escoamento, compatível com a necessária para
     passar no teste hidrostático, seguindo os procedimentos normais de instalação da
     junta.
•    Após a execução do teste hidrostático, aliviar os parafusos até aproximadamente
     50% da tensão inicial.
•    Substituir os parafusos usados no teste, pelos parafusos de projeto, um de cada
     vez, apertando até o torque dos demais.
•    Após a substituição, apertar até o torque de projeto, seguindo a seqüência
     recomendada.

4.   CAUSAS DE VAZAMENTOS

       Uma das formas mais eficientes de determinação das causas de um vazamento,
é uma cuidadosa análise da junta usada, quando ele ocorreu. A seguir, estão
relacionadas diversas situações e suas possíveis soluções:

•    Junta muito corroída: selecionar um material com melhor resistência à corrosão.
•    Junta extrudada excessivamente: selecionar um material com melhor resistência
     ao escoamento a frio (cold flow), ou com maior resistência ao esmagamento.
•    Junta amassada excessivamente: selecionar junta com maior resistência ao
     esmagamento; usar anel limitador de compressão, ou reprojetar os flanges.
•    Junta com superfície de vedação danificada: verificar as dimensões da junta e dos
     flanges. A junta pode estar com o diâmetro interno menor, ou com o diâmetro
     externo maior que os diâmetros dos flanges.
•    Junta sem sinais de esmagamento: selecione uma junta mais macia, ou reduza a
     área de contato da junta com o flange.
•    Junta mais fina no diâmetro externo: indicação de “rotação”, ou deflexão do
     flange. Alterar as dimensões da junta, de modo que ela fique mais próxima dos
     parafusos, reduzindo o momento de rotação. Selecionar uma junta mais macia,
     que requeira uma menor pressão de esmagamento. Reduzir a área da junta.
     Reforçar o flange para aumentar a sua rigidez.
•    Junta esmagada irregularmente: procedimento incorreto de aperto dos parafusos.
     Assegurar-se de que a seqüência de aperto dos parafusos seja seguida
     corretamente.
•    Junta com espessura variando regularmente: indicação de flanges com
     espaçamento excessivo entre os parafusos, ou sem rigidez suficiente. Reforçar os
     flanges, diminuir o espaçamento entre os parafusos, ou selecionar uma junta
     mais macia.


5.   FLANGES MUITO SEPARADOS, INCLINADOS OU DESALINHADOS

       Quando os flanges estiverem muito separados, não tentar aproximá-los,
apertando os parafusos. Tensões excessivas podem ser criadas, e a junta pode ser
apertada incorretamente. A linha deve ser corrigida, ou, quando isto não for possível,
usar espaçadores conforme mostrado na Figura 12.1.
                                         225
Desalinhamentos devem ser sempre corrigidos antes de instalar a junta.




                                      Figura 12.1


6.   CARGA CONSTANTE

        Imediatamente após a instalação de uma junta se inicia o chamado relaxamento
da união flangeada, que é caracterizado pela perda de parte da força de aperto
aplicada na sua montagem.
        Este relaxamento é um fenômeno natural causado por diversos fatores:
•    Relaxamento da junta: as juntas são projetadas para, escoando, preencher as
     irregularidades da superfície de vedação. À medida que esta deformação plástica
     ocorre os flange se aproximam, reduzindo a tensão nos parafusos. O valor desta
     redução de tensão depende do tipo de material da junta e da temperatura de operação.
•    Relaxamento na rosca: quando os parafusos e porcas são apertados há um contato
     entre as suas partes. Analisando microscopicamente, verificamos que o contato
     entre as superfícies ocorre em alguns pontos. Como estes pontos ficam com
     elevadas tensões, com o tempo, ocorre um escoamento do material, reduzindo a

                                          226
•   tensão. Estudos mostram que, quando o sistema estabiliza, há uma redução de 5%
    a 10% da tensão inicial.
•   Relaxamento por temperatura: parafusos usados em elevada temperatura tendem
    a relaxar com o tempo. O valor deste relaxamento depende do material,
    temperatura e tempo de exposição.
•   Vibração: sob vibração severa os parafusos tendem a relaxar podendo ocorrer até
    mesmo o perda total do aperto.
•   Aperto não simultâneo: normalmente os parafusos são apertados em etapas
    usando seqüência cruzada. Desta forma, quando um parafuso é apertado o seus
    vizinhos perdem um pouco da tensão. Se o aperto for simultâneo este fenômeno é
    minimizado.
•   Expansão térmica: com a mudança da temperatura ambiente para a de operação
    ocorrem dilatações no conjunto. Como a junta e o flange estão em contato com o
    fluido e os parafusos estão mais distantes ocorrem gradientes de temperatura e de
    dilatação. O mesmo acontece quando sistema é desligado. Estas expansões e
    contrações térmicas provocam o relaxamento do conjunto.
•   Ciclo térmico: quando o sistema opera com variações de temperatura, ou é
    desligado com freqüência, o relaxamento provocado pelas dilatações e contrações
    térmicas é aumentado.

       Para compensar a perda de aperto por relaxamento deve-se aumentar a
elasticidade do sistema. Pode-se fazer este aumento com a instalação de parafusos de
maior comprimento ou pela instalação de conjuntos do molas-prato. Estes métodos
estão mostrados na Figura 12.2.
       O uso de parafusos e luvas é de uso bastante restrito pois necessita de muito
espaço para que seus efeitos sejam efetivos.
       O sistema mais empregado é o de molas-prato, que é conhecido como Carga
Constante ou Carga Viva (Live Loading).




                                    Figura 12.2

                                        227
6.1 SITEMA TEADIT LIVE LOADING

       Para compensar os efeitos do relaxamento a Teadit desenvolveu o Sistema de
Manutenção de Aperto Teadit (LIVE LOADING), que é composto de molas-prato
especialmente projetadas para uso em flanges, mostrado na Figura 12.3.




                                    Figura 12.3

      Antes de decidir pelo uso do LIVE LOADING é necessário estudar a aplicação
e verificar se existe a sua necessidade. Encarecendo o custo da instalação, não deve
ser empregado de forma indiscriminada.

     O LIVE LOADING não corrige problemas de vedação mas, por outro lado,
mantendo o valor da força de aperto, reduz significativamente os problemas de
vazamento em situações críticas.

      O LIVE LOADING é recomendado nas seguintes situações:

    • Fluidos cujo vazamento podem causar sérios danos ao meio ambiente ou
      risco de vida.
    • Linhas com grande flutuação de temperatura ou ciclo térmico.
    • Quando a razão entre o comprimento e o diâmetro do parafuso é menor do
      que três.
    • Junta sujeita a vibrações.
    • Quando o material da junta ou dos parafusos apresenta relaxamento elevado.
    • Quando existe um histórico de vazamentos no flange.

     O LIVE LOADING para flanges padrão é disponível em três valores de tensão
nos parafusos, conforme mostrado na tabela do Anexo 12.2. Quando o sistema é apertado

                                        228
com o valor de torque tabelado o parafuso fica com 414 MPa (60 000 psi), 310 MPa
(45 000 psi) ou 207 MPa (30 000 psi), dependendo do sistema escolhido. O valor da
força exercida pelo conjunto parafuso/mola ao atingir o torque também está indicada
na tabela do Anexo 12.2.

      As molas do sistema LIVE LOADING padrão são fabricadas em aço ASTM
A681 tipo H13, acabamento: levemente oleado, indicado para usos com parafusos de
aço carbono. A faixa de temperatura de operação é de ambiente a 590o C.

       Para aplicações em ambientes corrosivos podem ser fornecidas também em
aço inoxidável ASTM A693 tipo 17-P7 para temperaturas de –240 o C a 290 o C.
Também podem ser fabricadas em Inconel 718 (ASTM B637) para temperaturas de
– 240o C a 590o C. Estes materiais são disponíveis sob consulta.

       A montagem nos flanges deve ser a indicada na Figura 12.3, com uma mola de
cada lado do flange. Ao montar observar rigorosamente a posição da mola, a sua
superfície mais elevada deve ficar para o lado da porca ou da cabeça do parafuso. Se
a montagem não for como mostrado, o valor da força exercida pela mola não será o
indicado. Ao atingir o torque recomendado a mola deve estar plana. Importante: os
valores de torque são válidos para parafusos novos e bem lubrificados.

     Para flanges de equipamentos, tais como trocadores de calor, que trabalham com
ciclo térmico, temperaturas elevadas e fluidos muito perigosos, pode ser necessário a
instalação de mais de duas molas por parafuso. Neste caso, a Teadit deve
ser consultada, para calcular o número de molas, que vai depender das condições
específicas de cada caso.


7.   EMISSÕES FUGITIVAS

       Para assegurar a vida das próximas gerações, é necessário reduzir os poluentes
liberados para o meio ambiente. Isso vem se tornando uma preocupação na maioria
dos países do mundo. Além desta necessidade ambiental, estas perdas de produtos
causam um custo elevado para as indústrias.
       A grande maioria dos agentes poluentes, óxidos de Carbono, Nitrogênio e
Enxofre, são provenientes da queima de combustíveis ou da evaporação de
hidrocarbonetos. Estas emissões são parte do processo industrial e sujeitas a controles
específicos.
       Entretanto, existem perdas indesejáveis através de eixos de bombas, hastes de
válvulas e flanges e que, em condições normais, não deveriam ocorrer. Estas perdas
são conhecidas como Emissões Fugitivas (Fugitive Emissions). Estima-se que
somente nos EUA a perda de produtos através de Emissões Fugitivas atinja mais de
300 000 toneladas ano, correspondente a um terço do total de emissões das indústrias
químicas. Emissões Fugitivas nem sempre podem ser detectadas por meio de inspeções
visuais, exigindo equipamentos especiais.

                                         229
O controle da Emissões Fugitivas desempenha também um importante fator na
prevenção de acidentes. Os vazamentos não detectados são grande parte das causas
dos incêndios e explosões nas indústrias.
       Os EUA foram o primeiro país a estabelecer um controle efetivo sobre as
Emissões Fugitivas através do Clean Air Act Amendments (CAA), estabelecido 1990
pela Evironmental Protection Agency (EPA) em conjunto com as indústrias. O CAA
estabeleceu a relação dos Poluentes Voláteis Nocivos do Ar (Volatile Hazardous Air
Poluents), conhecidos pela sigla VHAP. É necessário também controlar qualquer
outro produto que tenha mais de 5% de um VHAP em sua composição.

       Para monitorar as Emissões Fugitivas a EPA estabeleceu o Método 21 (EPA
Reference Method 21) que usa um analisador de gases conhecido como OVA
(Organic Vapour Analyzer). Este aparelho, calibrado para Metano, mede a concentração
de um VHAP em volume de partes por milhão (ppm). O OVA, por meio
de uma pequena bomba, faz passar o ar através de um sensor determinando a
concentração do VHAP.
       Devem ser monitorados hastes de válvulas, bombas, flanges, eixos de agitadores,
dispositivos de controle e qualquer outro equipamento que possa apresentar
vazamento. A concentração máxima admissível para flanges é de 500 ppm.
Algumas organizações de meio ambiente consideram este valor muito elevado e estão
exigindo 100 ppm como limite para flanges.
       Deve ser feita uma medição inicial a 1 metro do equipamento, na direção
contrária ao vento e em seguida a 1 cm do equipamento. Para flanges, deve-se medir
em toda a sua volta. O valor a ser considerado é a diferença entre o maior valor
medido e o valor da medida inicial, a 1 m de distância. Se o valor da diferença for
maior do que 500 ppm, o flange é considerado como vazando e deve ser reparado.
       O Método 21 permite obter uma medida do tipo “passa não-passa”,
determinando se o flange está ou não vazando. Entretanto, não permite obter uma
medição quantitativa de quanto está vazando em uma unidade de tempo. Para isso
seria necessário enclausurar o flange ou equipamento, operação onerosa e nem sem
sempre possível.
       A EPA desenvolveu vários estudos para estabelecer uma correlação entre o
valor em ppm e o fluxo em massa. A Chemical Manufacturers Association (CMA) e a
Society of Tribologists and Lubrication Engineers também realizaram estudos e
chegaram a resultados similares. O vazamento em gramas por hora pode ser
estabelecido como:

                                   0.733
      Vazamento = 0.02784 (SV              ) g / hora

      Onde SV é o valor medido em partes por milhão (ppm).

       O valor do vazamento obtido nesta equação é apenas orientativo, permitindo
calcular a quantidade aproximada de produto perdida para a atmosfera. Por exemplo,
se tivermos um flange com um vazamento de 5 000 ppm temos:

                           0.733
Vazamento = 0.02784 (SV        ) = 0.02784 (50000.733) = 14.322 g / hora
                                               230
Anexo 12.1

Seqüência de Aperto




        231
232
Anexo 12.2
             Sistema LIVE LOADING para Flanges

Diâmetro    Código Teadit           A - mm          Torque     Força
 parafuso
polegadas                   Livre      Apertado      N-m        N
             ACX00008060        6.7           4.1         80      37830
   1/2       ACX00008045        3.9           3.6         60      28390
             ACX00008030        3.4           3.0         40      18960
             ACX00010060        5.4           5.1        160      60360
   5/8       ACX00010045        4.7           4.4        120      45300
             ACX00010030        4.0           3.6         80      30230
             ACX00012060        6.5           6.2        270      89160
   3/4       ACX00012045        5.7           5.4        200      66900
             ACX00012030        4.8           4.4        140      44630
             ACX00014060        7.6           7.2        430     123300
   7/8       ACX00014045        6.7           6.3        330      92500
             ACX00014030        5.7           5.2        220      61700
             ACX00016060        8.7           8.3        660     161700
    1        ACX00016045        7.7           7.2        500     121300
             ACX00016030        6.5           5.9        330      80900
             ACX00018060        9.9           9.4        960     210760
  1 1/8      ACX00018045        8.7           8.2        720     158100
             ACX00018030        7.4           6.8        480     105430
             ACX00020060       11.3          10.7       1360     266760
  1 1/4      ACX00020045       10.2           9.6       1020     200100
             ACX00020030        8.4           7.6        680     133430
             ACX00022060       12.4          11.8       1840     328900
  1 3/8      ACX00022045       10.9          10.3       1380     246700
             ACX00022030        9.2           8.4        920     164500
             ACX00024060       13.5          13.0       2170     397960
  1 1/2      ACX00024045       11.9          11.3       1630     298500
             ACX00024030       10.1           9.2       1080     199030
             ACX00026060       14.9          14.2       2980     474760
  1 5/8      ACX00026045       13.1          12.4       2240     356100
             ACX00026030       11.0          10.2       1490     237430
  1 3/4      ACX00028060       16.1          15.4       4070     554760
             ACX00028045       14.1          13.4       3050     416100
             ACX00028060       11.9          11.0       2030     277430
             ACX00030060       15.6          14.8       5420     508870
  1 7/8      ACX00030045       15.2          14.4       4070     482100
             ACX00030030       12.8          11.8       2710     321430
             ACX00032060       16.7          15.8       5970     584870
    2        ACX00032045       16.3          15.4       4470     554100
             ACX00032030       13.7          12.6       2980     371210
             ACX00036060       18.8          17.9       8620     751650
  2 1/4      ACX00036045       18.4          17.4       6470     712100
             ACX00036060       15.5          14.3       4310     474760
             ACX00040060       21.0          20.0      11930     937430
  2 1/2      ACX00040045       20.5          19.5       8950      88100
             ACX00040030       17.3          16.0       5970     592100
             ACX00044060       18.7          17.5      16060    1146430
  2 3/4      ACX00044045       22.7          21.5      11930    1086100
             ACX00044030       19.1          17.7       8030     724100
             ACX00048060       25.5          24.2      20940    1374430
    3        ACX00048045       24.8          23.5      15700    1302100
             ACX00048030       20.9          19.3      10470     868100

                            233
234
CAPÍTULO

                                                            13

                    FATORES DE CONVERSÃO




Multiplicar          Por             Para Obter
galão                3.785           litros
grau C               1.8° C + 32     grau F
hp                   745,7           watts
jarda                0.9144          metros
kgf / cm2            14.223          lbf/pol.2
kgf-m                9.807           newton-metro (N-m)
kgf-m                7.238           lbf-ft
kg/m3                6.243 x 10- 2   lb/ft 3
libra                0.454           kg
megapascal (MPa)     145             lbf/pol.2
megapascal (MPa)     10              bar
milha                1,609           km
newton               0.225           lbf
newton               0.102           kgf
pé                   0.305           metro
pé quadrado          0,09290         m2
pé cúbico            0.028           m3
polegadas            25.4            milímetros
polegada cúbica      1,639 x 10- 5   metro cúbico
polegada quadrada    645.16          milímetros quadrados


                               235
236
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                                         238
Livro juntas industriais[1]

Livro juntas industriais[1]

  • 1.
    JUNTAS INDUSTRIAIS JOSÉ CARLOSVEIGA 4ª Edição 4ªEdição
  • 2.
    JOSÉ CARLOS VEIGA JUNTAS INDUSTRIAIS 4 a Edição 1
  • 3.
    © José Carlos Veiga, 2003 Reservam-se os direitos desta à José Carlos Carvalho Veiga Av. Martin Luther King Jr., 8939 21530-010 Rio de Janeiro - RJ Impresso no Brasil / Printed in Brazil Obra Registrada sob o número 173.856 Livro 293 Folha 3 Fundação Biblioteca Nacional – Ministério da Cultura Capa Alexandre Sampaio Desenhos Altevir Barbosa Vidal Gráfica Brasilform Chesterman Indústria Gráfica Tiragem desta impressão: 3000 exemplares Edições Anteriores Língua Portuguêsa 1a Edição, 1989 – 3000 exemplares 2 a Edição, 1993 – 3000 exemplares 3 a Edição, 1999 – 1000 exemplares (1 a impressão) 3 a Edição, 1999 – 1000 exemplares (2 a impressão) Língua Inglesa 1a Edição, 1994 – 10000 exemplares 2a Edição, 1999 – 3000 exemplares 3a Edição, 2003 – 3000 exemplares Língua Espanhola 1a Edição, 2003 – 2000 exemplares Veiga, José Carlos Juntas Industriais / José Carlos Veiga – 4a Edição – Rio de Janeiro, RJ : Abril, 2003. Dados bibibliográficos do autor. Bibliografia. Livro publicado com apoio de Teadit Industria e Comércio Ltda. 1. Juntas (Engenharia). 2. Juntas Industriais (Mecânica). I Título 2
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    Para a minhaesposa MARIA ODETE 3
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    AGRADECIMENTO Agradeço ao Grupo TEADIT cujo apoio tem sido imprescindível para a contínua atualização desta obra. 4
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    Prefácio A idéia desta publicação surgiu, por acaso, ao final de uma palestra técnica que estávamos ministrando em um cliente, quando um dos participantes nos perguntou porque não organizávamos todas as informações e os exemplos que tínhamos apresentado em um livro, pois não havia conseguido encontrar nenhum material publicado de pesquisa sobre o tema. Decidimos então compilar e ordenar todos os conhecimentos que o nosso corpo técnico detinha, através dos resultados das aplicações dos nossos produtos nos clientes e da analise técnica dos dados de laboratório da nossa Engenharia de Aplicação, estabelecendo assim uma correlação precisa entre a teoria e a prática. Examinamos também a evolução da tecnologia de vedação de fluídos na condição privilegiada de fabricante, presente há mais de 50 anos nesse mercado e de membro efetivo das principais organizações mundiais do setor (FSA - Fluid Sealing Association, ESA - European Sealing Association, ASTM, entre outras), amalgamando desta forma a experiência do passado com os dados e as tendências de hoje. Procuramos transmitir aqui nossa visão técnica comprometida com a busca constante da inovação, pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, em busca das melhores soluções para as necessidades de vedação dos nossos clientes, que, ao longo destes anos, nos brindaram com sua preferência. Os assuntos contidos neste livro foram dispostos de modo a facilitar sua consulta, criando um conjunto de informações que possa ser útil aos técnicos da indústria em geral, dos escritórios e institutos de engenharia, universidades e outros, tentando responder a grande maioria dos quesitos que ocorrem no seu dia-a-dia. Grupo TEADIT 5
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    SUMÁRIO Capítulo 1 –Introdução .................................................................. 11 Capítulo 2 – Projeto ..................................................................... 13 1. Vazamento .................................................................................. 13 2. Vedação ...................................................................................... 14 3. Forças em uma União Flangeada ................................................ 14 4. Código ASME ............................................................................ 15 5. Simbologia ................................................................................. 20 6. Cálculo do Torque de Aperto dos Parafusos ................................ 21 7. Acabamento Superficial.............................................................. 23 8. Paralelismo da Superfície de Vedação ......................................... 25 9. Planicidade da Superfície de Vedação ......................................... 27 10. Tipos de Flanges ......................................................................... 27 11. As Novas Constantes de Juntas ................................................... 30 12. Esmagamento Máximo ............................................................... 41 Capítulo 3 – Materiais para Juntas Não-Metálicas .................. 45 1. Critérios de Seleção .................................................................... 45 2. Fator P x T ou Fator de Serviço .................................................. 46 3. Papelão Hidráulico ..................................................................... 46 4. Politetrafluoretileno – PTFE ....................................................... 47 5. Grafite Flexível – Graflex ® . ....................................................... 47 6. Elastômeros ................................................................................ 49 7. Fibra Celulose ............................................................................ 51 8. Cortiça ........................................................................................ 51 9. Tecidos e Fitas ............................................................................ 51 7
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    10. Papelão de Amianto .............................................................. 52 11. Papelão Isolit HT® . ............................................................... 53 12. Fibra Cerâmica ..................................................................... 53 13. Beater Addition .................................................................... 53 14. Papelão Teaplac® . ................................................................. 53 Capítulo 4 – Juntas em Papelão Hidráulico ................................ 63 1. Papelões Hidráulicos Teadit ................................................. 63 2. Composição e Características ............................................... 63 3. Projeto de Juntas com Papelão Hidráulico ............................ 66 4. Juntas de Grandes Dimensões ............................................... 69 5. Espessura ............................................................................. 71 6. Força de Aperto dos Parafusos .............................................. 71 7. Acabamento das Juntas ......................................................... 71 8. Acabamento das Superfícies de Vedação dos Flanges ........... 71 9. Armazenamento ................................................................... 72 10. Papelões Hidráulicos Teadit Sem Amianto ............................ 72 11. Papelões Hidráulicos Teadit Com Amianto ........................... 76 Capítulo 5 – Juntas em PTFE ........................................................ 95 1. Politetrafluoretileno – PTFE ................................................. 95 2. Tipos de Placas PTFE ........................................................... 95 3. TELON* - Placas de PTFE Aditivado .................................. 96 4. Quinflex® - PTFE Expandido ................................................ 103 5. Juntas Tipo 933 Envelopadas em PTFE ................................ 107 Capítulo 6 – Materiais para Juntas Metálicas ............................ 123 1 Considerações Iniciais .......................................................... 123 2 Aço Carbono ........................................................................ 124 3 Aço Inoxidável AISI 304 ...................................................... 124 4 Aço Inoxidável AISI 304L ................................................... 124 5 Aço Inoxidável AISI 316 ...................................................... 124 6 Aço Inoxidável AISI 316L ................................................... 124 7 Aço Inoxidável AISI 321 ...................................................... 124 8 Aço Inoxidável AISI 347 ...................................................... 125 9 Monel................................................................................... 125 10 Níquel 200 ............................................................................ 125 11 Cobre ................................................................................... 125 8
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    12 Alumínio ...............................................................................125 13 Inconel................................................................................... 125 14 Titânio ................................................................................... 125 Capítulo 7 –Juntas Metalflex® . .......................................................135 1 O que é uma Junta Metalflex®. ............................................... 135 2 Materiais ................................................................................ 136 3 Densidade .............................................................................. 138 4 Dimensionamento .................................................................. 138 5 Espessura ............................................................................... 139 6 Limitações Dimensionais e de Espessura ............................... 139 7 Tolerâncias de Fabricação ...................................................... 140 8 Acabamento das Superfícies de Vedação ................................ 140 9 Pressão de Esmagamento ....................................................... 141 10 Tipos ..................................................................................... 141 11 Juntas Tipo 911 ...................................................................... 141 12 Juntas de Acordo com a Norma ASME B16.20 ...................... 144 13 Juntas Tipo 913 – Apêndice E ASME B.16.5 ........................ 148 14 Outras Normas ....................................................................... 148 15 Dimensionamento de Juntas Tipo 913 Especiais .................... 148 16 Juntas Tipo 912 ...................................................................... 150 17 Juntas Tipo 914 ...................................................................... 151 Capítulo 8 –Juntas Metalbest® . ......................................................169 1 O que é uma Junta Metalbest ®. .............................................. 169 2 Metais .................................................................................... 170 3 Enchimento............................................................................ 170 4 Dimensionamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ............... 170 5 Principais Tipos e Aplicações ................................................ 170 6 Juntas para Trocadores de Calor ............................................. 173 7 Juntas Tipo 927 para Trocadores de Calor .............................. 179 Capítulo 9 –Juntas Metálicas ..........................................................183 1 Definição............................................................................... 183 2 Juntas Metálicas Planas .......................................................... 183 3 Materiais ................................................................................ 184 4 Acabamento da Superfície de Vedação ................................... 184 5 Tipos de Juntas Metálicas Planas ........................................... 184 6 Ring Joints ............................................................................. 188 9
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    Capítulo 10 –JuntasCamprofile ................................................... 203 1 Introdução ............................................................................. 203 2 Materiais ............................................................................... 205 3 Limites de Operação .............................................................. 205 4 Cálculo do Aperto.................................................................. 206 5 Exemplo de Aplicação ........................................................... 206 6 Acabamento Superficial......................................................... 209 7 Dimensionamento.................................................................. 209 8 Formatos ............................................................................... 210 9 Juntas Camprofile para Flanges ASME B16.5........................ 210 Capítulo 11 –Juntas para Isolamento Elétrico .......................... 215 1 Corrosão Eletroquímica ......................................................... 215 2 Proteção Catódica .................................................................. 217 3 Sistema de Isolamento de Flanges .......................................... 217 4 Especificação do Material das Juntas ..................................... 221 Capítulo 12 –Instalação e Emissões Fugitivas ........................... 223 1 Procedimento de Instalação ................................................... 223 2 Aplicação do Aperto .............................................................. 224 3 Tensões Admissíveis nos Parafusos ........................................ 224 4 Causas de Vazamentos ........................................................... 225 5 Flanges Separados, Inclinados ou Desalinhados ..................... 225 6 Carga Constante ..................................................................... 226 7 Emissões Fugitivas ................................................................ 229 Capítulo 13 –Fatores de Conversão ............................................. 235 Bibliografia ........................................................................................ 237 10
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    CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO Este livro foi preparado para permitir um melhor projeto e aplicação de juntas industriais. O seu sucesso em diversos países e, especialmente, no Brasil, o tornou uma referência para quem está envolvido com Juntas Industriais. Esta Quarta Edição, revista e ampliada, incorpora os muitos avanços na tecnologia de juntas ocorridos desde a publicação da edição anterior.. Ao analisar vazamentos, que, à primeira vista, são causados por deficiência das juntas, verifica-se, após uma análise mais cuidadosa, que pouca atenção foi dada a detalhes como: · Projeto dos flanges e da junta. · Seleção correta dos materiais da junta. · Procedimentos de instalação. Os grandes problemas enfrentados nas indústrias, como explosões, incêndios e poluição ambiental, causados por vazamentos, podem ser evitados com projeto e aplicação correta das juntas. Nos últimos anos os limites toleráveis de emissões fugitivas estão sendo reduzidos obrigando as indústrias a adotar procedimentos de controle cada vez mais rigorosos. O objetivo deste livro é ajudar a prevenir estes acidentes, propiciando um maior conhecimento de juntas industriais, especialmente as juntas em Papelão Hidráulico e as espiraladas Metalflex®, sem dúvida as mais usadas em aplicações industriais. As condições existentes nas indústrias brasileiras foram cuidadosamente consideradas. Materiais e tipos de juntas não disponíveis ou difíceis de encontrar foram preteridos, enfocando-se, principalmente, aqueles mais comuns e de larga aplicação. 11
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    Este livro estádividido em capítulos que cobrem os seguintes temas: • Projeto e as Novas Constantes de Juntas. • Materiais para Juntas Não-Metálicas. • Juntas em Papelão Hidráulico. • Juntas em PTFE. • Materiais para Juntas Metálicas. • Juntas Metalflex®. • Juntas Metalbest®. • Juntas Metálicas. • Juntas Camprofile • Juntas para Isolamento de Flanges. • Instalação e Emissões Fugitivas. • Fatores de conversão. As principais modificações desta Quarta Edição são: • Ampliação do capítulo sobre juntas em PTFE com informações e teste com juntas de PTFE Aditivado Tealon®. • Adição da Seção 9 no Capítulo 10 sobre as juntas Camprofile para flanges ASME B16.5. • Em todos os capítulos as tabelas foram atualizadas e adicionadas. O autor deseja receber comentários e sugestões que podem ser enviados para Av. Martin Luther King Jr., 8939, 21530-010, Rio de Janeiro - RJ 12
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    CAPÍTULO 2 PROJETO 1. VAZAMENTO Partindo do princípio da inexistência do “vazamento zero”, se uma junta está ou não vazando depende do método de medição ou do critério usado. Em certas aplicações, o índice de vazamento máximo pode ser, por exemplo, até uma gota de água por segundo. Em outras, pode ser o não aparecimento de bolhas de sabão quando o equipamento estiver submetido a uma determinada pressão. Condições mais rigorosas podem até exigir testes com espectrômetros de massa. No estabelecimento de critério para medir o vazamento máximo admissível deve-se considerar: • Fluido a ser vedado. • Impacto para o meio ambiente, se o fluido escapar para a atmosfera. • Perigo de incêndio ou explosão. • Limites de Emissões Fugitivas. • Outros fatores relevantes em cada situação. Em aplicações industriais, é comum definir como “vazamento zero” um vazamento de hélio entre 10-4 e 10-8 cm3/seg. O Centro Espacial Johnson (NASA), em Houston, Texas, estabelece o valor de 1.4 X 10 -3 cm/seg de N2 a 300 psig e temperatura ambiente. Como referência, podemos estabelecer que uma gota de fluido tem um volume médio de 0.05cm3. Serão, portanto, necessárias 20 gotas para fazer 1cm3. Este é um valor de referência muito útil para estabelecer o vazamento máximo tolerado em aplicações industriais. Com o advento do controle de Emissões Fugitivas estabeleceu-se inicialmente o limite de 500 ppm (partes por milhão) como o valor máximo admissível de vazamento para flanges. Este valor está sendo questionado como muito elevado e algumas organizações de controle do meio ambiente estão limitando a 100 ppm. A taxa de vazamento é um conceito relativo e, em situações críticas, deve ser criteriosamente estabelecida. 13
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    2. VEDAÇÃO Se fosse econômica e tecnicamente viável a fabricação de flanges com superfícies planas e perfeitamente lapidadas, e se conseguíssemos manter estas superfícies em contato permanente, não necessitaríamos de juntas. Esta impossibilidade econômica e técnica é causada por: • Tamanho do vaso e/ou dos flanges. • Dificuldade em manter estas superfícies extremamente lisas durante o manuseio e/ou montagem do vaso ou tubulação. • Corrosão ou erosão com o tempo das superfícies de vedação. Para contornar esta dificuldade, as juntas são utilizadas como elemento de vedação. Uma junta, ao ser apertada contra as superfícies dos flanges preenche as imperfeições entre elas, proporcionando a vedação. Portanto, para conseguirmos uma vedação satisfatória, quatro fatores devem ser considerados: • Força de esmagamento inicial: devemos prover uma forma adequada de esmagar a junta, de modo que ela preencha as imperfeições dos flanges. A pressão mínima de esmagamento é normalizada pela ASME (American Society of Mechanical Engineers) e será mostrada adiante. Esta força de esmagamento deve ser limitada para não destruir a junta por esmagamento excessivo. • Força de vedação: deve haver uma pressão residual sobre a junta, de modo a mantê-la em contato com as superfícies dos flanges, evitando vazamentos. • Seleção dos materiais: os materiais da junta devem resistir às pressões às quais a junta vai ser submetida e ao fluido vedado. A correta seleção de materiais será mostrada ao longo deste livro. • Acabamento superficial: para cada tipo de junta e/ou material existe um acabamento recomendado para as superfícies de vedação. O desconhecimento destes valores é uma das principais causas de vazamentos. 3. FORÇAS EM UMA UNIÃO FLANGEADA A figura 2.1 mostra as principais forças em uma união flangeada. • Força radial: é originada pela pressão interna e tende a expulsar a junta. • Força de separação: é também originada pela pressão interna e tende a separar os flanges. • Força dos parafusos: é a força total exercida pelo aperto dos parafusos. 14
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    • Carga doflange: é a força que comprime os flanges contra a junta. Inicialmente é igual à força dos parafusos, após a pressurização do sistema é igual à força dos parafusos menos a força de separação Figura 2.1 A força dos parafusos, aplicada inicialmente sobre a junta, além de esmagá-la, deve: • compensar a força de separação causada pela pressão interna. • ser suficiente para manter uma pressão residual sobre a junta, evitando o vazamento do fluido. Do ponto de vista prático, a pressão residual deve ser “x” vezes a pressão interna, de modo a manter a vedação. Este valor de “x” é conhecido como fator “m” no Código ASME e varia em função do tipo de junta. O valor de “m” é a razão entre a pressão residual (força dos parafusos menos a força de separação) sobre a junta e a pressão interna do sistema. Quanto maior o valor de “m”, maior será a segurança do sistema contra vazamentos. 4. CÓDIGO ASME O Capítulo 8 do Código ASME (American Society of Mechanical Engineers) estabelece os critérios para o projeto de juntas e os valores de “m” (fator da junta) e de “y” (pressão mínima de esmagamento). Estes valores não são obrigatórios, mas se baseiam em resultados de aplicações práticas bem sucedidas. O projetista tem a liberdade de usar valores diferentes, sempre que os dados disponíveis indiquem esta necessidade. 15
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    O Apêndice II,do mesmo capítulo, requer que o cálculo de uma união flangeada com aperto por parafusos seja feito para duas condições independentes: de operação e de esmagamento. Nota: o procedimento de cálculo a seguir deve ser usado sempre em unidades inglesas de medida. 4.1 CONDIÇÕES OPERACIONAIS Esta condição determina uma força mínima, pela equação: W m 1 = (π G2 P / 4 ) + (2 b π G m P) (eq. 2.1) Esta equação estabelece que a força mínima dos parafusos necessária para as condições operacionais é igual à soma da força de pressão mais uma carga residual sobre a junta vezes um fator e vezes a pressão interna. Ou, interpretando de outra maneira, esta equação estabelece que a força mínima dos parafusos deve ser tal que sempre exista uma pressão residual sobre a junta maior que a pressão interna do fluido. O Código ASME sugere os valores mínimos do fator “m” para os diversos tipos de juntas, como mostrado na Tabela 2.1. 4.2. ESMAGAMENTO A segunda condição determina uma força mínima de esmagamento da junta, sem levar em conta a pressão de trabalho. Esta força é calculada pela fórmula: W m 2 = π b G y (eq. 2.2) onde “b” é definido como a largura efetiva da junta e “y” é o valor da pressão mínima de esmagamento, obtida na Tabela 2.1. O valor de “b” é calculado por: b = b0, quando b0 for igual ou menor 6.4 mm (1/4") ou 0.5 b = 0.5 ( b0 ) quando b0 for maior que 6.4 mm (1/4") O Código ASME também define como calcular b 0 em função da face do flange, como mostrado nas Tabelas 2.1 e 2.2. 4.3. ÁREA DOS PARAFUSOS Em seguida, deve-se calcular a área mínima dos parafusos A m : 16
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    A m 1= (W m 1) / Sb (eq. 2.3) A m 2 = (W m 2) / Sa (eq. 2.4) onde S b é a tensão máxima admissível, nos parafusos na temperatura de operação, e Sa é a tensão máxima admissível nos parafusos na temperatura ambiente. O valor de A m deve ser o maior dos valores obtidos nas equações 2.3 e 2.4. 4.4. CÁLCULO DOS PARAFUSOS Os parafusos devem ser dimensionados de modo que a soma de suas áreas seja igual ou maior que A m : A b = (número de parafusos) x (área mínima do parafuso, pol2) A área resistiva dos parafusos A b deve ser maior ou igual a A m . 4.5. PRESSÃO MÁXIMA SOBRE A JUNTA A pressão máxima sobre a junta é calculada pela fórmula: Sg (max) = (W m ) / ((π/4) (de2 - di2) )) (eq. 2.5) ou Sg (max) = (W m ) / ((π/4) ( (de - 0,125)2 - di2)) ) (eq. 2.6) Onde W m é o maior valor de Wm 1 ou Wm2. A equação 2.6 deve ser usada para juntas Metalflex e a equação 2.5 para os demais tipos de juntas. O valor de Sg, calculado pelas equações 2.5 ou 2.6, deve ser menor que a pressão de esmagamento máxima que a junta é capaz de resistir. Se o valor de Sg for maior, escolher outro tipo ou, quando isto não for possível, aumentar a área da junta ou prover o conjunto flange/junta de meios para que a força de esmagamento não ultrapasse o máximo admissível. Os anéis internos e as guias de centralização nas juntas Metalflex são exemplos de meios para evitar o esmagamento excessivo. 17
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    Tabela 2.1 Fator da junta (m) e pressão mínima de esmagamento (y) y Perfil Superfície Coluna b Material da junta m 0 (psi) ou tipo de vedação Borracha - abaixo de 75 Shore A 0.50 0 (la) (lb) (1c) II - acima de 75 Shore A 1.00 200 plana (1d) (4) (5) c/reforço tela algodão 1.25 400 Papelão Hidráulico 3.2 mm espessura 2.00 1600 (la) (lb) (1c) 1.6 mm espessura 2.75 3700 plana (1d) (4) (5) II 0.8 mm espessura 3.50 6500 Fibra vegetal 1.75 1100 (la) (lb) (1c) plana II (1d) (4) (5) Metalflex aço inox ou Monel e 911, 913 (la) (1b) II enchimento de Amianto 3.00 10000 914 Dupla camisa metálica corrugada Alumínio 2.50 2900 Cobre ou latão 2.75 3700 II Aço carbono 3.00 4500 926 (la) (1b) Monel 3.25 5500 Aços inoxídáveis 3.50 6500 Corrugada metálica Alumínio 2.75 3700 Cobre ou latão 3.00 4500 (la) (1b) Aço carbono 3.25 5500 900 (1c) (1d) II Monel 3.50 6500 Aços inoxidáveis 3.75 7600 Dupla camisa metálica lisa Alumínio 3.25 5500 Cobre ou latão 3.50 6500 (la) (1b) II Aço carbono 3.75 7600 923 (1c) (1d) (2) Monel 3.50 8000 Aços inoxidáveis 3.75 9000 Metálica ranhurada Alumínio 3.25 5500 Cobre ou latão 3.50 6500 (la) (1b) Aço carbono 3.75 7600 941, 942 (1c) (1d) (2) II Monel 3.75 9000 (3) Aços inoxidáveis 4.25 10100 Metálica sólida Alumínio 4.00 8800 Cobre ou latão 4.75 13000 (la) (1b) Aço carbono 5.50 18000 940 (1c) (1d) (2) I Monel 6.00 21800 (3) (4) (5) Aços inoxidáveis 6.50 26000 Ring Joint Aço carbono 5.50 18000 Monel 6.00 21800 950, 951 (6) I Aços inoxidáveis 6.50 26000 18
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    Tabela 2.2 (Continuação) Localização da Força de Reação da Junta 5. SIMBOLOGIA A b = área real do parafuso na raiz da rosca ou na seção de menor área sob tensão (pol2 ) A m = área total mínima necessária para os parafusos, tomada como o maior valor entre A m 1 e A m 2 (pol2). A m 1 = área total mínima dos parafusos calculada para as condições operacionais (pol2) A m 2 = área total mínima dos parafusos para esmagar a junta (pol2) b = largura efetiva da junta ou largura de contato da junta com a superfície dos flanges (pol) b0 = largura básica de esmagamento da junta (pol) de = diâmetro externo da junta (pol) di = diâmetro interno da junta (pol) G = diâmetro do ponto de aplicação da resultante das forças de reação da junta, Tabela 2.2 (pol) m = fator da junta, Tabela 2.1 N = largura radial usada para determinar a largura básica da junta, Tabela 2.2 (pol). 20
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    P = pressão de projeto (1bs/pol2) Sa = tensão máxima admissível nos parafusos na temperatura ambiente (1b/pol2) S b = tensão máxima admissível nos parafusos na temperatura de operação (1b/pol2) S g = pressão sobre a superfície da junta (1b/pol2) Wm = força mínima de instalação da junta (1b) W m1 = força mínima necessária nos parafusos nas condições operacionais (1b) W m2 = força mínima necessária nos parafusos para esmagar a junta (1b) y = pressão mínima de esmagamento, Tabela 2.1 (1b/pol2) 6. CÁLCULO DO TORQUE DE APERTO DOS PARAFUSOS 6.1. FATOR DE ATRITO A força de atrito é a principal responsável pela manutenção da força de aperto de um parafuso. Imaginando um fio de rosca “desenrolado”, podemos representá-lo por um plano inclinado. Ao se aplicar um torque de aperto, o efeito produzido é semelhante ao de empurrar um corpo sobre um plano inclinado, sujeito às forças mostradas na Figura 2.2. Figura 2.2 21
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    Onde: a = ângulo de inclinação da rosca. d = diâmetro do parafuso. Fp = força de aperto do parafuso. Fa = força de atrito. Fn = força normal à rosca. k = fator de aperto. Np = número de parafusos. r = raio do parafuso. T = torque aplicado ao parafuso. u = coeficiente de atrito. Fazendo o equilíbrio das forças atuantes no sentido paralelo ao plano inclinado, temos: (T/r) cos a = uFn + Fp sen a. (eq. 2.7) no sentido perpendicular ao plano inclinado, temos: Fn = Fp cos a + (T/r) sen a (eq. 2.8) Sendo o ângulo da rosca muito pequeno, para facilidade de cálculo, desprezamos a parcela (T/r) sen a na equação 2.8. Substituindo o valor de Fn n a equação 2.7, temos: (T/r) cos a = uFp cos a + Fp sen a (eq. 2.9) calculando o valor de T, temos: T = Fp r (u + tg a) (eq. 2.10) Como o coeficiente de atrito é constante para uma determinada condição de lubrificação, como tg a também é constante para cada rosca e substituindo r por d, temos: T = kFpd (eq. 2.11) onde k é um fator determinado experimentalmente. Os valores de k para parafusos de aço bem lubrificados com óleo e grafite estão mostrados na Tabela 2.3. Os valores baseiam-se em testes práticos. Parafusos não lubrificados apresentam aproximadamente 50% de diferença. Diferentes lubrificantes podem dar valores diferentes dos mostrados na Tabela 2.3, que devem ser determinados em testes práticos. 22
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    6.2. TORQUE DE APERTO Para calcular o toque de aperto devemos verificar qual o maior valor da força de aperto necessária, Wm 1 ou W m 2, conforme calculado nas equações 2.1 e 2.2. Substituindo na equação 2.11, temos: T1 = (k Wm 1 d) / Np (eq. 2.12) T2 = (k Wm 2 d) / Np (eq. 2.13) O valor de T deve ser o maior dos valores obtidos nas equações 2.12 e 2.13. Tabela 2.3 PARAFUSOS OU ESTOJOS EM AÇO OU AÇO-LIGA Diâmetro Nominal Fios por polegada Fator de Atrito Área da raiz pol k darosca - mm2 l/4 20 0.23 17 5/16 18 0.22 29 3/8 16 0.18 44 7/16 14 0.19 60 l/2 13 0.20 81 9/16 12 0.21 105 5/8 11 0.19 130 3/4 10 0.17 195 7/8 9 0.17 270 1 8 0.18 355 1 1/8 7 0.20 447 1 1/4 7 0.19 574 1 3/8 6 0.20 680 1 1/2 6 0.18 834 1 5/8 5 1/2 0.19 977 1 3/4 5 0.20 1125 1 7/8 5 0.21 1322 2 4 1/2 0.19 1484 7. ACABAMENTO SUPERFICIAL Para cada tipo de junta existe um acabamento recomendado para a superfície do flange. Este acabamento não é mandatório, mas baseia-se em resultados de aplicações práticas bem-sucedidas. Como regra geral, é necessário que a superfície seja ranhurada para as juntas não metálicas. Juntas metálicas exigem acabamento liso e as semi-metálicas ligeiramente áspero. A razão para esta diferença é que as juntas não-metálicas precisam ser “mordidas” pela superfície de vedação, evitando, deste modo, uma extrusão ou a expulsão da junta pela força radial. 23
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    No caso dasjuntas metálicas sólidas, é necessário uma força muito elevada para “escoar” o material nas imperfeições do flange. Assim, quanto mais lisa a superfície, menores serão as possibilidades de vazamento. As juntas espiraladas Metalflex requerem um pouco de rugosidade superficial para evitar o “deslizamento” sob pressão. O tipo da junta vai, portanto, determinar o acabamento da superfície de vedação, não existindo um acabamento único para atender aos diversos tipos de juntas. O material da junta deve ter dureza sempre menor do que o do flange, de modo que o esmagamento seja sempre na junta, mantendo o acabamento superficial do flange inalterado. 7.1. ACABAMENTOS COMERCIAIS DAS FACES DOS FLANGES As superfícies dos flanges podem variar do acabamento bruto de fundição até o lapidado. Entretanto, o acabamento mais encontrado comercialmente para flanges em aço é o ranhurado concêntrico ou em espiral fonográfica, conforme mostrado na figura 2.3. Ambas são usinadas com ferramentas com, no mínimo, 1.6 mm (1/16") de raio e 45 a 55 ranhuras por polegada. Este acabamento deve ter de 3.2 µm (125 µpol) Ra a 6.3 µm (250 µpol) Ra . Figura 2.3 7.2. ACABAMENTOS RECOMENDADOS A Tabela 2.4 indica o tipo de acabamento para os tipos de juntas industriais mais usados. De acordo com a MSS SP-6 Standard Finishes for Contact of Pipe Flanges and Connecting-End Flanges of Valves and Fittings, o valor Ra (Roughness Average) está expresso em micro-metros (µm) e em micro-polegadas (µpol). Deve ser avaliado por comparação visual com os padrões Ra da Norma ASME B46.1 e não por instrumentos com estilete e amplificação eletrônica. 24
  • 26.
    7.3. ACABAMENTO SUPERFICIALE SELABILIDADE A seguir, estão algumas regras que devem ser observadas ao compatibilizar o acabamento superficial com o tipo de junta: • O acabamento superficial tem grande influência na selabilidade. • Uma força mínima de esmagamento deve ser atingida para fazer escoar a junta nas irregularidades da superfície do flange. Uma junta macia (cortiça) requer uma força de esmagamento menor que uma mais densa (papelão hidráulico). • A força de esmagamento é proporcional à área de contato da junta com o flange. Ela pode ser reduzida diminuindo-se a largura da junta ou sua área de contato do flange. • Qualquer que seja o tipo de junta ou de acabamento é importante não haver riscos ou marcas radiais de ferramentas na superfície de vedação. Estes riscos radiais são muitos difíceis de vedar e, quando a junta usada é metálica, isso se torna quase impossível. • As ranhuras fonográficas são mais difíceis de vedar que as concêntricas. A junta, ao ser esmagada, deve escoar até o fundo da ranhura, para não permitir um “canal” de vazamento de uma extremidade a outra da espiral. • Como os materiais possuem durezas e limites de escoamento diferentes, a escolha do tipo de acabamento da superfície do flange vai depender fundamentalmente do material da junta. 8. PARALELISMO DAS SUPERFÍCIES DE VEDAÇÃO A tolerância para o paralelismo está mostrada na Figura 2.4. A ilustração da direita é menos crítica, pois o aperto dos parafusos tende a corrigir o problema. Total fora de paralelismo: 1+ 2 < = 0.4 mm Figura 2.4 25
  • 27.
    Tabela 2.4 Acabamento da Superfície de Vedação dos Flanges Descrição da junta Tipo Seção transversal Acabamento Superficial Ra Teadit da junta µm µ pol Plana não-metálica 810 3.2 a 6.3 125 a 250 820 Metálica corrugada 900 1.6 63 Metálica corrugada com 905 3.2 125 revestimento amianto 911 Metalflex (espiro-metálica) 913 2.0 a 6.3 80 a 250 914 Metalbest (dupla camisa 920 metálica ) 923 926 1.6 a 2.0 63 a 80 927 929 Plana metálica 940 1.6 63 Metálica ranhurada 941 1.6 63 Metálica ranhurada com 942 1.6 a 2.0 63 a 80 cobertura 950 951 Ring-Joint metálico 1.6 63 RX BX 26
  • 28.
    9. PLANICIDADE DAS SUPERFÍCIES DE VEDAÇÃO A variação na planicidade das superfícies de vedação (Figura 2.5) depende do tipo de junta: • Juntas em papelão hidráulico ou borracha: 0.8 mm. • Juntas Metalflex: 0.4 mm. • Juntas metálicas sólidas: 0.1 mm. Figura 2.5 10. TIPOS DE FLANGES Embora o projeto de flanges esteja além do objetivo deste livro, nas figuras a seguir estão mostradas as combinações mais usadas das possíveis faces dos flanges. 10.1. FACE PLANA Junta não confinada (Figura 2.6). As superfícies de contato de ambos os flanges são planas. A junta pode ser do tipo RF, indo até os parafusos, ou FF, cobrindo toda a superfície de contato. Normalmente usados em flanges de materiais frágeis. Figura 2.6 27
  • 29.
    10.2. FACE RESSALTADA Junta não confinada (Figura 2.7). As superfícies de contato são ressaltadas de 1.6 mm ou 6.4 mm. A junta abrange normalmente até os parafusos. Permite a colocação e retirada da junta sem afastar os flanges, facilitando eventuais trabalhos de manutenção. É o tipo mais usado em tubulações. Figura 2.7 10.3. LINGÜETA E RANHURA Junta totalmente confinada (Figura 2.8). A profundidade da ranhura é igual ou um pouco maior que a altura da lingüeta. A ranhura é cerca de 1.6 mm mais larga que a lingüeta. A junta tem, normalmente, a mesma largura da lingüeta . É necessário afastar os flanges para a colocação da junta. Este tipo de flange produz elevadas pressões sobre a junta, não sendo recomendado para juntas não metálicas. Figura 2.8 28
  • 30.
    10.4. MACHO EFÊMEA Junta semi-confinada (Figura 2.9). O tipo mais comum é o da esquerda. A profundidade da fêmea é igual ou menor que a altura do macho, para evitar a possibilidade de contato direto dos flanges quando a junta é comprimida. O diâmetro externo da fêmea é até de 1.6 mm maior que o do macho. Os flanges devem ser afastados para montagem da junta. Nas figuras da direita e esquerda a junta está confinada no diâmetro externo; na figura do centro, no diâmetro interno. Figura 2.9 10.5. FACE PLANA E RANHURA Junta totalmente confinada (Figura 2.10). A face de um dos flanges é plana e a outra possui uma ranhura onde a junta é encaixada. Usadas em aplicações onde a distância entre os flanges deve ser precisa. Quando a junta é esmagada, os flanges encostam. Somente as juntas de grande resiliência podem ser usadas neste tipo de montagem. Juntas espiraladas, O-rings metálicos não sólidos, juntas ativadas pela pressão e de dupla camisa com enchimento metálico são as mais indicadas. Figura 2.10 29
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    10.6. RING-JOINT Também chamado anel API (Figura 2.11). Ambos os flanges possuem canais com paredes em ângulo de 23 0 . A junta é de metal sólido com perfil oval ou octogonal, que é o mais eficiente. Figura 2.11 11. AS NOVAS CONSTANTES DE JUNTAS Tradicionalmente os cálculos de flanges e juntas de vedação usam as fórmulas e valores indicados pela American Society of Mechanical Engineers (ASME), conforme mostrado no início deste Capítulo. A Seção VIII do Pressure Vessel and Boiler Code, publicado pela ASME, indica os valores da pressão mínima de esmagamento “y” e do fator de manutenção “m” para os diversos tipos de juntas. Estes valores foram determinados a partir de trabalho experimental em 1943. Com a introdução no mercado de juntas fabricadas a partir de novos materiais, como o grafite flexível (Graflex), fibras sintéticas e PTFE, tornou-se necessário a determinação dos valores de “m” e “y” para estes materiais. Em 1974 foi iniciado pelo Pressure Vessel Research Committee (PVRC) um programa experimental para melhor entender o comportamento de uma união flangeada, já que não havia nenhuma teoria analítica que permitisse determinar este comportamento. O trabalho foi patrocinado por mais de trinta instituições, entre elas a ASME, American Petroleum Institute (API), American Society for Testing Materials (ASTM) e Fluid Sealing Association (FSA). A Escola Politécnica da Universidade de Montreal, Canadá, foi contratada para realizar os testes, apresentar resultados e sugestões. No decorrer do trabalho verificou-se não ser possível a determinação de valores de “m” e “y” para os novos materiais. Também foi constatado que os valores para os materiais tradicionais não eram consistentes com os resultados obtidos nas experiências. Os pesquisadores optaram por desenvolver , a partir da base experimental, nova metodologia para o cálculo de juntas que fosse coerente com os resultados 30
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    práticos então obtidos.Até a edição deste livro a ASME ainda não havia publicado a nova metodologia de cálculo baseada nas constantes 11.1. COMO FORAM REALIZADOS OS ENSAIOS Foram escolhidos para a pesquisa juntas que melhor representassem as aplicações industriais: • Metálicas: planas (940) e ranhuradas (941) em aço carbono, cobre recozido e aço inox. • O’ring metálico. • Papelão hidráulico: elastômero SBR e NBR, fibras de amianto, aramida e vidro. • Grafite flexível em lâmina com e sem inserção metálica. • PTFE em lâmina. • Espirais (913) em aço inoxidável e enchimento em amianto, mica- grafite, grafite flexível e PTFE. • Dupla camisa metálica (923) em aço carbono e inoxidável, enchimento em amianto e sem-amianto. As juntas foram testadas em vários aparelhos, um deles está esquematizado na Figura 2.12. Figura 2.12 Foram realizados ensaios em três pressões, 100, 200 e 400 psi com nitrogênio, hélio, querosene e água. Os testes tiveram a seguinte seqüência: • Esmagamento inicial da junta, parte A da curva da Figura 2.13: a junta é apertada até atingir uma compressão Sg e deflexão Dg. 31
  • 33.
    Mantendo Sg constantea pressão é elevada até atingir 100 psi. Neste instante o vazamento Lrm é medido. O mesmo procedimento é repetido para 200 e 400 psi. • Em seguida o aperto da junta é reduzido (parte B da curva) mantendo a pressão do fluido constante em 100, 200 e 400 psi, o vazamento é medido em intervalos regulares. O aperto é reduzido até o vazamento exceder a capacidade de leitura do aparelho. A junta é novamente comprimida até atingir valor mais elevado de Sg, repetindo o procedimento até atingir o esmagamento máximo recomendado para a junta em teste. Se a pressão do fluido for colocada em função do vazamento em massa para cada valor da pressão de esmagamento temos o gráfico da Figura 2.14. Em paralelo foram também realizados ensaios para determinar o efeito do acabamento da superfície de vedação. Conclui-se que, embora ele afete a selabilidade, outros fatores, como o do tipo de junta, o esmagamento inicial e a capacidade da junta em resistir as condições operacionais são mais importantes que pequenas variações no acabamento da superfície de vedação. Figura 2.13 32
  • 34.
    Figura 2.14 Dos trabalhos experimentais realizados pela Universidade de Montreal foram tiradas várias conclusões entre as quais destacam-se: • As juntas apresentam um comportamento similar não importando o tipo ou material. • A selabilidade é uma função direta do aperto inicial a que a junta é submetida. Quanto maior este aperto melhor a selabilidade. • Foi sugerido a introdução do Parâmetro de Aperto (Tightness Parameter) Tp, adimensional, como a melhor forma de representar o comportamento dos diversos tipos de juntas. Tp = (P/P*) x (Lr m */ (Lrm x Dt)) a onde: 0.5 < a < 1.2 sendo 0.5 para gases e 1.2 para líquidos P = pressão interna do fluido (MPa) P* = pressão atmosférica (0.1013 MPa) Lrm = vazamento em massa por unidade de diâmetro (mg/seg-mm) Lr m * = vazamento em massa de referência, 1 mg/seg-mm. Normalmente tomado para uma junta com 150mm de diâmetro externo. Dt = diâmetro externo da junta (mm) O Parâmetro de Aperto pode ser interpretado como: a pressão necessária para provocar um certo nível de vazamento. Por exemplo, o valor de Tp igual a 100 significa que é necessário uma pressão de 100 atmosferas (1470 psi ou 10.1 MPa) 33
  • 35.
    para atingir umvazamento de 1 mg/seg-mm em uma junta com 150mm de diâmetro externo. Colocando em escala log-log os valores experimentais do Parâmetro de Aperto temos o gráfico da Figura 2.15. Figura 2.15 Do gráfico podemos estabelecer as “Constantes da Junta”, que, obtidas experimentalmente, permitem determinar o comportamento da junta. As constantes são: • Gb = ponto de interseção da linha de esmagamento inicial com o eixo y (parte A do teste). • a = inclinação da linha de esmagamento inicial. • Gs = ponto focal das linhas de alívio da pressão de esmagamento inicial (parte B do teste). Na Tabela 2.5 estão algumas constantes para os tipos de juntas mais usados. Está em fase de aprovação pela ASTM método para determinação das constantes de juntas. 34
  • 36.
    Tabela 2.5 Constantes de Juntas Gb Gs Material da Junta (MPa) a (MPa) Papelão hidráulico com fibra de amianto 1.6 mm espessura 17.240 0.150 0.807 3.2 mm espessura 2.759 0.380 0.690 Papelão hidráulico com 1.6 mm espessura Teadit NA 1002 0.938 0.45 5 E-4 Teadit NA 1100 0.903 0.44 5.4 E-3 ® Lâmina de PTFE expandido Quimflex SH 1.6 mm espessura 2.945 0.313 3 E-4 ® Junta de PTFE expandido Quimflex 8.786 0.193 1.8 E-14 Lâmina de PTFE reforçado Teadit TF 1580 0.786 0.447 1.103 E-8 Teadit TF 1590 1.793 0.351 0.043 ® Lâmina de Grafite Expandido (Graflex ) Sem reforço (TJB) 6.690 0.384 3.448 E-4 Com reforço chapa perfurada aço inoxidável (TJE) 9.655 0.324 6.897 E-5 Com reforço chapa lisa de aço inoxidável (TJR) 5.628 0.377 4.552 E-4 Com reforço de filme poliéster (TJP) 6.690 0.384 3.448 E-4 Junta espirometalica Metalflex® em aço inoxidável e Graflex® Sem anel interno ( tipo 913 ) 15.862 0.237 0.090 Com anel interno ( tipo 913 M ) 17.448 0.241 0.028 Junta espirometalica Metalflex® em aço inoxidável e PTFE Sem anel interno ( tipo 913 ) 31.034 0.140 0.483 Com anel interno ( tipo 913 M ) 15.724 0.190 0.462 Junta dupla camisa Metalbest® em aço carbono e enchimento em Graflex® Lisa ( tipo 923 ) 20.000 0.230 0.103 Corrugada ( tipo 926 ) 58.621 0.134 1.586 Junta metálica lisa ( tipo 940 ) Alumínio 10.517 0.240 1.379 Cobre recozido ou latão 34.483 0.133 1.779 35
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    A figura 2.16mostra o gráfico de uma junta espiralada tipo 913 com aço inox e Graflex. Figura 2.16 11.2. CLASSE DE APERTO Um dos conceitos mais importantes introduzidos pelos estudos do PVRC é o da Classe de Aperto. Como não é possível termos uma vedação perfeita como sugeria os antigos valores de m e y os pesquisadores sugeriram a introdução de Classes de Aperto que correspondem a três níveis de vazamento máximo aceitável para a aplicação. Tabela 2.6 Classe de Aperto Classe de Aperto Vazamento ( mg / seg-mm ) Constante de Aperto C Ar, água 0.2 ( 1/5 ) 0.1 Standard 0.002 ( 1/500 ) 1.0 Apertada 0.000 02 ( 1/ 50 000 ) 10.0 É provável que futuramente haja uma classificação dos diferentes fluidos nas classes de vazamento levando-se em consideração os danos ao meio ambiente, riscos de incêndio, explosão etc. As autoridades encarregadas da defesa do meio ambiente de alguns países já estão estabelecendo níveis máximos de vazamentos aceitáveis. 36
  • 38.
    Podemos visualizar osvalores propostos fazendo um exemplo prático. Se tomarmos uma junta espiral para flange ASME B16.5 de 4 polegadas de diâmetro nominal e classe de pressão 150 psi, padrão ASME B16.20 com aperto na classe de vazamento standard de 0.002 mg/seg.mm temos: Vazamento (Lrm ) = 0.002 x diâmetro externo Lrm = 0.002 x 149.4 = 0.2988 mg/seg = 1.076 g/hora Como vazamentos em massa são de visualização difícil, abaixo estão tabelas práticas para melhor entendimento. Tabela 2.7 Equivalência volumétrica Equivalência volumétrica Fluido Massa - mg / seg Volume - l / h Água 1 0.036 Nitrogênio 1 3.200 Hélio 1 22.140 Tabela 2.8 Equivalência em bolhas Vazamento Volume equivalente Equivalente em bolhas -1 10 mg / seg 1 ml a cada 10 segundos Fluxo constante 10 -2 mg / seg 1 ml a cada 100 segundos 10 bolhas por segundo 10 -3 mg / seg 3 ml por hora 1 bolha por segundo 10 -4 mg / seg 1 ml a cada 3 horas 1 bolha a cada 10 segundos 11.3. EFICIÊNCIA DE APERTO Estudos mostraram uma grande variação da força exercida por cada parafuso mesmo em situações onde o torque é aplicado de forma controlada. O PVRC sugeriu a introdução de um fator de eficiência de aperto diretamente relacionado com o método usado para aplicar a força de esmagamento. Os valores da eficiência do aperto estão na Tabela 2.9. Tabela 2.9 Eficiência do aperto Método de aperto Eficiência do aperto “Ae” Torquímetro de impacto ou alavanca 0.75 Torque aplicado com precisão ( ± 3 % ) 0.85 Tensionamento direto e simultâneo 0.95 Medição direta da tensão ou elongação 1.00 37
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    11.4. PROCEDIMENTO DECÁLCULO MÉTODO PVRC O método proposto pelo PVRC apresenta várias simplificações para facilitar os cálculos. Entretanto, estas simplificações podem provocar grandes variações no cálculo. Estas variações estão apresentadas na publicação “The Exact Method” apresentado 6th Annual Fluid Sealing Association Technical Symposium, Houston, TX, October, 1996 pelo Engenheiro Antônio Carlos Guizzo, Diretor Técnico d a Teadit Indústria e Comércio. O mesmo autor apresentou outro trabalho no Sealing Technical Symposium, Nashville, TN, April 1998, onde mostra o comportamento das juntas comparando os resultados experimentais com valores previstos nos métodos de cálculo propostos. Cópias destas publicações podem ser solicitadas à Teadit no endereço indicado no início deste livro. Nota importante: na época da publicação da Terceira Edição deste livro o método proposto pelo PVRC ainda não estava aprovado pela ASME. O seu uso deve ser cuidadosamente analisado para evitar danos pessoais e materiais provenientes das incertezas que ainda podem existir na sua aplicação. • Determinar na Tabela 2.5, as constantes G , a, e G para a junta que vai b s ser usada • Determinar na Tabela 2.6, para a Classe de Aperto, e a Constante de Aperto, C • Determinar na Tabela 2.9, a eficiência de montagem, Ae, de acordo com a ferramenta a ser usada no aperto dos parafusos • Calcular a área de contato da junta com o flange (área de esmagamento), Ag • Determinar a tensão admissível nos parafusos na temperatura ambiente: Sa • Determinar a tensão admissível nos parafusos na temperatura de operação: Sb • Calcular a área efetiva de atuação da pressão do fluido, Ai, de acordo com o Código ASME: A i = ( π /4 ) G2 G = de- 2b b = .5 ( b ) 0.5 ou b = b o se b o menor que 6.4 mm ( 1/4 pol ) bo = N / 2 onde G é o diâmetro efetivo da junta conforme Código ASME ( Tabelas 2.1 e 2.2 ) • Calcular o parâmetro de aperto mínimo, Tpmin; Tpmin = 18.0231 C Pd 38
  • 40.
    onde C éa constante de aperto escolhida e Pd é a pressão de projeto. • Calcular o parâmetro de aperto de montagem, Tpa. Este valor de Tpa deve ser atingido durante a montagem da junta para assegurar que o valor de Tp durante a operação da junta seja igual ou maior que Tpmin. Tpa = X Tpmin onde X > = 1.5 ( Sa / Sb) onde Sa é a tensão admissível nos parafusos na temperatura ambiente e S b é a tensão admissível nos parafusos na temperatura de projeto. • Calcular a razão dos parâmetros de aperto: Tr = Log (Tpa) / Log (Tpmin) • Calcular a pressão mínima de aperto para operação da junta. Esta pressão é necessária para resistir à força hidrostática e manter uma pressão na junta tal que o Parâmetro de Aperto seja, no mínimo, igual a Tpmin Sml = Gs [(Gb / Gs) ( Tpa )a ] (1/Tr) • Calcular a pressão mínima de esmagamento da junta: Sy a = (Gb / Ae) ( Tpa )a onde Ae é a Eficiência do Aperto, obtido na Tabela 2.9 • Calcular a pressão de esmagamento de projeto da junta: Sm 2 = [( Sb / Sa )( Sy a / 1.5 )] - Pd (A i / Ag) onde Ag é a área de contato da junta com a superfície de vedação do flange • Calcular a força mínima de esmagamento: W m o = ( Pd A i ) + ( Sm o A g ) onde Sm o é a o maior valor de Sm 1, Sm 2 ou 2 Pd • Calcular a área resistiva mínima dos parafusos: A m = W m o / Sb 39
  • 41.
    Número de parafusos: A área real dos parafusos, A b, deve ser igual ou maior que A m . Para isso é necessário escolher um número de parafusos tal que a soma das suas áreas seja igual ou maior do que A m 11.5. EXEMPLO DE CÁLCULO PELO MÉTODO PVRC Junta espiralada diâmetro nominal 6 polegadas, classe de pressão 300 psi, dimensões conforme Norma ASME B16.20, com espiral em aço inoxidável, enchimento em Graflex e anel externo em aço carbono bicromatizado. Flange com 12 parafusos de diâmetro 1 polegada em ASTM SA193-B7. • Pressão de projeto: Pd = 2 MPa (290 psi) • Pressão de teste: Pt = 3 MPa (435 psi) • Temperatura de projeto: 450o C • Parafusos ASTM AS 193-B7, tensões admissíveis: • Temperatura ambiente: Sa = 172 MPa • Temperatura de operação: Sb = 122 MPa • Quantidade: 12 parafusos • Da Tabela 2.5 tiramos as constantes da junta: Gb = 15.862 MPa a = 0.237 Gs = 0.090 MPa • Classe de aperto: standard, Lrm = .002 mg/seg-mm • Constante de aperto: C = 1 • Aperto por torquímento: Ae = 0.75 • Área de contato da junta, A g: A g = ( π /4 ) [(de - 3.2)2 - di2] = 7271.390 mm2 de = 209.6 mm di = 182.6 mm • Área efetiva de atuação da pressão interna, A i: A i = ( π /4 ) G = 29711.878 mm2 2 G = (de - 3.2) - 2b = 194.50 mm b = b0 = 5.95mm b o = N/2 = ((de - 3.2) - di)/4 = 5.95 mm • Parâmetro de aperto mínimo: Tpmin = 18.0231 C P = 36.0462 d 40
  • 42.
    Parâmetro de aperto de montagem: Tpa = X Tpmin = 1.5 ( 172 / 122 ) 36.0462 = 76.229 • Razão dos parâmetros de aperto: Tr = Log (Tpa) / Log (Tpmin) = 1.209 • Pressão mínima de aperto para operação: Sml = Gs [( Gb / Gs ) ( Tpa )a ] 1/Tr = 15.171 MPa • Pressão mínima de esmagamento: Sy a = [ Gb/Ae ] ( Tpa )a = 59.069 MPa • Calcular a pressão de esmagamento de projeto da junta: Sm 2 = [( Sb / Sa )( Sy a / 1.5 )] - Pd (A i / Ag) = 19.759 MPa • Força mínima de esmagamento: W m o = ( Pd A i ) + ( Sm o A g ) onde Sm o é a o maior valor de Sm 1 = 15.171 Sm 2 = 19.759 2 Pd = 4 W m o = ( Pd A i ) + ( Sm o A g ) = 203 089 N 12. ESMAGAMENTO MÁXIMO Nas Seções 4 e 11 deste Capítulo estão os métodos para calcular a força de esmagamento mínima da junta para assegurar uma vedação adequada. Entretanto, conforme os estudos do PVRC quanto maior o aperto maior a selabilidade, portanto, é interessante saber qual o valor da força de aperto máxima. Fazendo-se a instalação com o aperto próximo do máximo tira-se proveito da possibilidade de uma maior selabilidade. Um problema freqüentemente encontrado são juntas danificadas por excesso de aperto. Para todos os tipos de juntas é possível estabelecer qual a pressão máxima de esmagamento, este valor não deve ser superado na instalação sob pena de danificar a junta. 41
  • 43.
    12.1 CÁLCULO DAFORÇA MÁXIMA DE APERTO A seguir está descrito método para calcular o aperto máximo admissível pela junta e pelos parafusos. • Calcular a área de contato da junta com o flange (área de esmagamento), A g. • Calcular a área efetiva de atuação da pressão do fluido, Ai, de acordo com o Código ASME: A i = ( π /4 ) G2 G = de - 2b b = .5 ( b ) 0.5 ou b = b0 se b0 for menor que 6.4 mm b 0 = N/2 onde G é o diâmetro efetivo da junta conforme tabelas do Código ASME • Calcular a força de pressão, H: H = Ai P d • Calcular a força máxima disponível para o esmagamento, Wdisp: W disp = A ml N p S a onde Aml é a área da raiz da rosca dos parafusos ou menor área sob tensão, Np é o número de parafusos e Sa é a tensão máxima admissível nos parafusos na temperatura ambiente. • Calcular a pressão de esmagamento da junta, Sy a: Sy a = Wdisp / A g • Determinar a máxima pressão de esmagamento para a junta de acordo com a recomendação do fabricante, Sy m . • Estabelecer como a pressão de esmagamento máxima, Sys, o menor valor entre Sy a e Sy m . • Calcular a força de esmagamento máxima, Wm a x: W m a x = Sys A g • Calcular a força de aperto mínimo Wm o de acordo com as Seções 4 ou 11 deste Capítulo. 42
  • 44.
    Se o valor de Wm a x for menor do que Wm o a combinação das juntas e parafusos não é adequada para a aplicação. • Se W max for maior do que Wm o a combinação junta e parafusos é satisfatória. • Com o valor da força de aperto máxima conhecido é possível então determinar se todas as demais tensões estão dentro dos limites estabelecidos pelo Código ASME. Esta verificação está além dos objetivos deste livro. 12.2 EXEMPLO DE CÁLCULO DA FORÇA DE APERTO MÁXIMA No exemplo da Seção 11.5 podemos calcular a força de aperto máxima. • Área de contato da junta com o flange: A g = ( π /4 ) [(de - 3.2)2 - di2] = 7271.37 mm2 de = 209.6 mm di = 182.6 mm • Área efetiva de atuação da pressão do fluido: A i = ( π /4 ) G = 29711.8 mm2 2 G = (de - 3.2) - 2b = 194.50 mm b = b0 = 5.95mm b o = N/2 = ((de - 3.2) - di)/4 = 5.95 mm • Calcular a força de pressão, H: H = Ai P d = 29711 x 2 = 59 423 N • Força máxima disponível para o esmagamento: W disp = Ae Aml N p S a = 391 x 12 x 172 = 807 024 N • Calcular a pressão de esmagamento da junta, Sy a: Sy a = Wdisp / Ag = 807 024 / 7271 = 110.992 MPa • Pressão de esmagamento máxima recomendada para a junta: S y m = 210 MPa 43
  • 45.
    Pressão de esmagamento máxima, menor valor entre Sy a e Sy m : Sys = 110 MPa • Calcular a força de esmagamento máxima, Wm a x: W m a x = Sys A g = 110 x 7271 = 799 810 N • Força de aperto mínimo, conforme Seção 11.5: W m o = 203 089 N • Como o valor de Wm a x é maior Wm o a combinação das juntas e parafusos é adequada para a aplicação. • Com os valores das forças máxima e mínima é possível calcular os valores dos torques máximo e mínimo: Tm i n = k Wm o d p / Np = 0.2 x 203 089 x 0.0254 / 12 = 85.97 N-m Tm a x = k Wm a x d p / Np = 0.2 x 799 810 x 0.0254 / 12 = 338.58 N-m 44
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    CAPÍTULO 3 MATERIAIS PARA JUNTAS NÃO-METÁLICAS 1. CRITÉRIOS DE SELEÇÃO A escolha de um material para junta não metálica é dificultada pela existência, no mercado, de uma grande variedade de materiais com características similares. Além disso, novos produtos ou variações de produtos existentes aparecem freqüentemente. É impraticável listar e descrever todos os materiais. Por esta razão, foram selecionados os materiais mais usados com as suas características básicas. Fazendo-se necessário um aprofundamento maior, recomenda-se consultar o fabricante. As quatro condições básicas que devem ser observadas ao selecionar o material de uma junta são: • Pressão de operação. • Força dos parafusos. • Resistência ao ataque químico do fluido (corrosão). • Temperatura de operação. As duas primeiras foram analisadas no Capítulo 2 deste livro. A resistência à corrosão pode ser influenciada por vários fatores, principalmente: • Concentração do agente corrosivo: nem sempre uma maior concentração torna um fluido mais corrosivo. • Temperatura do agente corrosivo: em geral, temperaturas mais elevadas aceleram a corrosão. 45
  • 47.
    • Ponto decondensação: a passagem do fluido com presença de enxofre e água pelo ponto de condensação, comum em gases provenientes de combustão, pode provocar a formação de condensados extremamente corrosivos. Em situações críticas são necessários testes em laboratório para determinar, nas condições de operação, a compatibilidade do material da junta com o fluido. Ao iniciar o projeto de uma junta, uma avaliação total deve ser efetuada, começando pelo tipo de flange, força dos parafusos, força mínima de esmagamento etc. Todas as etapas devem ser seguidas até a definição do tipo e do material da junta. Geralmente, a seleção de uma junta pode ser simplificada usando o Fator de Serviço, conforme mostrado a seguir. 2. FATOR P X T OU FATOR DE SERVIÇO O Fator de Serviço ou fator Pressão x Temperatura ( P x T ) é um bom ponto de partida para selecionar o material de uma junta. Ele é obtido multiplicando-se o valor da pressão em kgf/cm2 pela temperatura em graus centígrados e comparando-se o resultado com os valores da tabela a seguir. Se o valor for maior que 25 000, deve ser escolhida uma junta metálica. Tabela 3.1 Fator de Serviço PXT Temperatura Material da Junta máximo máxima - oC 530 150 Borracha 1150 120 Fibra vegetal 2700 250 PTFE 15000 540 Papelão hidráulico 25000 590 Papelão hidráulico com tela metálica Os limites de temperaturas e os valores de P x T não podem ser tomados como absolutos. As condições de cada caso, tais como variação nos tipos de matéria-prima, projeto de flanges e outras particularidades de cada aplicação podem modificar estes valores. Nota importante: as recomendações deste Capítulo são genéricas, e as condições particulares de cada caso devem ser avaliadas cuidadosamente. 3. PAPELÃO HIDRÁULICO Desde a sua introdução, no final do século passado, o Papelão Hidráulico tem sido o material mais usado para vedação de flanges. Possui características de selabilidade em larga faixa de condições operacionais. Devido à sua importância no campo da vedação industrial, o Capítulo 4 deste livro é inteiramente dedicado às juntas de Papelão Hidráulico. 46
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    4. POLITETRAFLUOROETILENO ( PTFE ) Desenvolvido pela Du Pont, que o comercializa com a marca Teflon, o PTFE nas suas diferentes formas é um dos materiais mais usados em juntas industriais. Devido à sua crescente importância o Capítulo 5 deste livro cobre várias alternativas de juntas com PTFE. 5. GRAFITE FLEXÍVEL GRAFLEX ® Produzido a partir da expansão e calandragem da grafite natural, possui entre 95% e 99% de pureza. Flocos de grafite são tratados com ácido, neutralizados com água e secados até determinado nível de umidade. Este processo deixa água entre os grãos de grafite. Em seguida, os flocos são submetidos a elevadas temperaturas, e a água, ao vaporizar, “explode” os flocos, que atingem volumes de 200 ou mais vezes o original. Estes flocos expandidos são calandrados, sem nenhum aditivo ou ligante, produzindo folhas de material flexível. A grafite flexível apresenta reduzido creep, definido como uma deformação plástica contínua de um material submetido a pressão. Portanto, a perda da força dos parafusos é reduzida, eliminando reapertos freqüentes. Devido às suas características, a grafite flexível é um dos materiais de vedação mais seguros. Sua capacidade de selabilidade, mesmo nos ambientes mais agressivos e em elevadas temperaturas, tem sido amplamente comprovada. Possui excelente resistência aos ácidos, soluções alcalinas e compostos orgânicos. Entretanto, em atmosferas oxidantes e temperaturas acima de 450 o C , o s e u u s o d e v e s e r cuidadosamente analisado. Quando o carbono é aquecido em presença do oxigênio há formação de dióxido de carbono (CO2). O resultado desta reação é uma redução da massa de material. Limites de temperatura: - 240o C a 3000o C, em atmosfera neutra ou redutora, e de - 240o C a 450o C, em atmosfera oxidante. A compatibilidade química e os limites de temperatura estão no Anexo 3.1. 5.1. PLACAS DE GRAFLEX ® ® Por ser um material de baixa resistência mecânica, as placas de Graflex são fornecidas com ou sem reforço de aço inoxidável 316. As dimensões são 1000 x 1000 mm e as espessuras são 0.8 mm, 1.6 mm e 3.2 mm. As recomendações de aplicação estão na Tabela 3.2. Quando usar juntas fabricadas a partir de placas de ® Graflex com reforço, é necessário verificar também a compatibilidade do fluido com o reforço. 47
  • 49.
    Tabela 3.2 Tipos de Placas de Graflex® Tipo TJR TJE TJB Reforço lâmina lisa de aço lâmina perfurada de aço nenhum inoxidável 316L inoxidável 316L serviços gerais, serviços gerais, vapor, serviços gerais, Aplicação vapor, fluido térmico, flanges frágeis hidrocarbonetos hidrocarbonetos em geral Tabela 3.3 Temperaturas de Trabalho Temperatura oC Máxima Meio Mínima TJR TJE TJB Neutro / redutor -240 870 870 3 000 Oxidante -240 450 450 450 Não Vapor -240 650 650 recomendado Os valores de “m” e “y” e das constantes para cálculo para cada tipo de Placa de Graflex estão na Tabela 3.4. Tabela 3.4 Valores para Cálculo Tipo TJR TJE TJB m 2 2 1.5 y (psi) 1 000 2 800 900 Gb (MPa) 5.628 9.655 6.690 a 0.377 0.324 0.384 Gs (MPa) 4.555x10 - 4 6.897x10-5 3.448x10-4 Pressão de esmagamento 165 165 165 máxima (MPa) 5.2. FITAS DE GRAFLEX ® ® O Graflex também é fornecido em fitas com ou sem adesivo, lisa ou corrugada na espessura de 0.4 mm, os tipos e condições de fornecimento estão na Tabela 3.5. 48
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    Tabela 3.5 Fitas Graflex® Tipo TJI TJH TJZ fita lisa com adesivo fita corrugada com fita corrugada sem Apresentação adesivo adesivo vedação de conexões moldada sobre a enrolada e prensada Aplicação roscadas superfície de vedação em hastes de válvulas dos flanges e anéis pré-moldados 12.7 x 8 000 ou 25.4 12.7 x 8 000 ou 25.4 x 6.4 ou 12.7 x 8 000 e Rolos com x 15 000 mm 15 000 mm 19.1 ou 25.4 x 15000 6. ELASTÔMEROS Materiais bastante empregados na fabricação de juntas, em virtude das suas características de selabilidade. Existem no mercado diversos tipos de polímeros e formulações, permitindo uma grande variação na escolha. 6.1. CARACTERÍSTICAS BÁSICAS As principais características que tornam a borracha um bom material para juntas são: • Resiliência: a borracha é um material com elevada resiliência. Sendo bastante elástico, preenche as imperfeições dos flanges, mesmo com pequena força de aperto. • Polímeros: há diversidade de polímeros com diferentes características físicas e químicas. • Combinação de polímeros: a combinação de vários polímeros em uma formulação permite obter diferentes características físicas e químicas, como resistência à tração ou a produtos químicos, dureza etc. • Variedade : chapas ou lençóis com diferentes espessuras, cores, larguras, comprimento e acabamentos superficiais podem ser fabricados para atender às necessidades de cada caso. 6.2. PROCESSO DE SELEÇÃO Em juntas industriais os Elastômeros normalmente são utilizados em baixas pressões e temperatura. Para melhorar a resistência mecânica, reforços com uma ou mais camadas de lona de algodão podem ser empregados. A dureza normal para juntas industriais é de 55 a 80 Shore A e espessura de 0.8 mm (1/32") a 6.4 mm (1/4"). O Anexo 3.2 apresenta a compatibilidade entre os diversos fluidos e os Elastômeros mais utilizados, que estão relacionados a seguir. O código entre parênteses é a designação ASTM. 49
  • 51.
    6.3. BORRACHA NATURAL(NR) Possui boa resistência aos sais inorgânicos, amônia, ácidos fracos e álcalis; pouca resistência a óleos, solventes e produtos químicos; apresenta acentuado envelhecimento devido ao ataque pelo ozônio; não recomendada para uso em locais expostos ao sol ou ao oxigênio; tem grande resistência mecânica e ao desgaste por atrito. Níveis de temperatura bastante limitados : de -50o C a 90o C. 6.4. ESTIRENO-BUTADIENO (SBR) A borracha SBR, também chamada de “borracha sintética”, foi desenvolvida como alternativa à borracha natural. Recomendada para uso em água quente e fria, ar, vapor e alguns ácidos fracos; não deve ser usada em ácidos fortes , óleos , graxas e solventes clorados; possui pouca resistência ao ozônio e à maioria dos hidrocarbonetos. Limites de temperatura de -50o C a 120o C. 6.5. CLOROPRENE (CR) Mais conhecida como Neoprene, seu nome comercial. Possui excelente resistência aos óleos, ozônio, luz solar e envelhecimento, e baixa permeabilidade aos gases; recomendada para uso em gasolina e solventes não aromáticos; tem pouca resistência aos agentes oxidantes fortes e hidrocarbonetos aromáticos e clorados. Limites de temperatura de -50oC a 120oC. 6.6. NITRÍLICA (NBR) Também conhecida como Buna-N. Possui boa resistência aos óleos, solventes, hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos e gasolina. Pouca resistência aos agentes oxidantes fortes, hidrocarbonetos clorados, cetonas e ésteres. Limites de temperatura de -50oC a 120oC. 6.7. FLUORELASTÔMERO (CFM, FVSI, FPM) Mais conhecido como Viton, seu nome comercial. Possui excelente resistência aos ácidos fortes, óleos, gasolina, solventes clorados e hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos. Não recomendada para uso com aminos, ésteres, cetonas e vapor. Limites de temperatura de -40oC a 204oC. 6.8. SILICONE (SI) A borracha silicone possui excelente resistência ao envelhecimento, não sendo afetada pela luz solar ou ozônio, por isso muito usada em ar quente. Tem pouca resistência mecânica, aos hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos e ao vapor. Possui limites de temperatura mais amplos, de -100oC a 260oC. 6.9. ETILENO-PROPILENO (EPDM) Elastômero com boa resistência ao ozônio, vapor, ácidos fortes e álcalis. Não recomendado para uso com solventes e hidrocarbonetos aromáticos. Limites de temperatura de -50oC a 120oC. 50
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    6.10. HYPALON® Elastômero da família do Neoprene® , possui excelente resistência ao ozônio, luz solar, produtos químicos e boa resistência aos óleos. Limites de temperatura de -100 oC a 260 oC. 7. FIBRA CELULOSE A folha de fibra de celulose, muito conhecida pelo nome comercial Velumóide, é fabricada a partir de celulose aglomerada com cola e glicerina. É muito usada na vedação de produtos de petróleo, gases e vários solventes. Disponível em rolos com espessura de 0.5mm a 1.6mm. Limite máximo de temperatura 120oC. 8. CORTIÇA Grãos de cortiça são aglomerados com borracha para obter a compressibilidade da cortiça, com as vantagens da borracha sintética. Usada largamente quando a força de aperto é limitada, como em flanges de chapa fina estampada ou de material frágil como cerâmica e vidro. Recomendada para uso com água, óleos lubrificantes e outros derivados de petróleo em pressões até 3 bar e temperatura até 120oC. Possui pouca resistência ao envelhecimento e não deve ser usada em ácidos inorgânicos, álcalis e soluções oxidantes. 9. TECIDOS E FITAS Tecidos de amianto ou fibra de vidro impregnados com um Elastômero são bastante usados em juntas industriais. O fio do tecido pode, para elevar a sua resistência mecânica, ter reforço de fio metálico, como o latão ou aço inox. As espessuras vão de 0.8mm (l/32") a 3.2mm (1/8"). Espessuras maiores são obtidas dobrando uma camada sobre a outra. Os Elastômeros mais usados na impregnação de tecidos são: borracha estireno- butadieno (SBR), Neoprene, Viton e Silicone. 9.1. TECIDOS DE AMIANTO Os tecidos de amianto impregnados normalmente possuem 75% de amianto e 25% de outras fibras, como o Rayon ou algodão. Esta combinação é feita para melhorar as propriedades mecânicas e facilitar a fabricação, com sensível redução de custo. 9.2. TECIDOS DE FIBRA DE VIDRO Os tecidos de fibra de vidro são fabricados a partir de dois tipos de fios: • Filamento contínuo. • Texturizado. 51
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    Os tecidos feitosa partir de fio de filamento contínuo possuem espessura reduzida e, conseqüentemente, menor resistência mecânica. Os tecidos com fio Texturizado, processo que eleva o volume do fio, possuem maior resistência mecânica, por isso, mais usado em juntas industriais. 9.3. JUNTAS DE TECIDOS E FITAS Os tecidos e fitas são dobrados e moldados em forma de juntas. Se necessário para atingir a espessura desejada podem ser dobrados e colados em várias camadas. Estas juntas são usadas principalmente nas portas de visitas de caldeiras (manhole e handhole). Elas podem ser circulares, ovais, quadradas ou de outras formas. São também usadas em fornos, fornalhas, autoclaves, portas de acesso e painéis de equipamentos. 9.4. FITA TADPOLE Os tecidos podem ser enrolados em volta de um núcleo, normalmente uma gaxeta de amianto ou fibra de vidro, conforme mostrado na figura 3.2. O tecido pode ter ou não impregnação de Elastômeros. A junta com esta forma é conhecida como “tadpole”. O tecido se estende além do núcleo, formando uma fita plana que pode ter furos de fixação. A seção circular oferece boa vedação em superfícies irregulares sujeitas a aberturas e fechamento freqüentes, como portas de fornos e estufas. Figura 3.2 10. PAPELÃO DE AMIANTO (PI 97-B) Material fabricado a partir de fibras de amianto com ligantes incombustíveis, com elevada resistência à temperatura. Normalmente usado como isolante térmico, é empregado como enchimento de juntas semi-metálicas devido à sua compressibilidade e resistência térmica. Também é recomendado para a fabricação de juntas para dutos de gases quentes e baixas pressões. Temperatura limite de operação contínua 800o C. 52
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    11. PAPELÃO ISOLITHT ® Devido às restrições ao manuseio do amianto, o Isolit HT é a alternativa ao papelão de amianto, com desempenho similar. Composto de fibra cerâmica com até 5% de fibras orgânicas, que aumentam a sua resistência mecânica. Quando exposto a temperaturas acima de 200oC estas substâncias orgânicas carbonizam, resultando em material totalmente inorgânico com resistência até a 800o C. 12. FIBRA CERÂMICA Na forma de mantas é usada para fabricação de juntas para uso em dutos de gases quentes e baixa pressão. Material também empregado como enchimento em juntas semi-metálicas em substituição ao papelão de amianto. Limite de temperatura: 1200o C. 13. BEATER ADDITION O processo beater addition (BA) de fabricação de materiais para juntas é semelhante ao de fabricação de papel. Fibras sintéticas, orgânicas ou minerais são batidas com ligantes em misturadores, que as “abrem”, propiciando uma maior área de contato com os ligantes. Esta maior área de contato aumenta a resistência mecânica do produto final. Várias ligantes podem ser usados, como o látex, borracha SBR, nitrílica etc. Devido à sua limitada resistência à pressão é um material pouco usado em aplicações industriais, exceto como enchimento de juntas semi-metálicas para baixas temperaturas. Os materiais produzidos pelo processo BA são disponíveis em bobinas de até 1200mm de largura, com espessuras de 0.3 mm a 1.5 mm. 14. PAPELÃO TEAPLAC ® Papelões para isolamento térmico sem Amianto Teaplac 800 e Teaplac 850 são usados na fabricação de juntas para usos em elevadas temperaturas e baixas pressões 53
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    ANEXO 3.1 COMPATIBILIDADE QUÍMICA DO GRAFLEX ® Fluidos Concentração % Temperatura máxima o C Acetato de Monovinil Todas Todas Acetato Isopropílico 100 Todas Acetona 0 - 100 Todas Ácido Acético Todas Todas Ácido Arsênico Todas Todas Ácido Benzilsulfônico 60 Todas Ácido Bórico Todas Todas Ácido Brômico Todas Todas Ácido Carbônico Todas Todas Ácido Cítrico Todas Todas Ácido Clorídrico Todas Todas Ácido Dicloropropiônico 90 – 100 Não Recomendado Ácido Esteárico 100 Todas Ácido Fluorídrico Todas Todas Ácido Fluorsilício 0 a 20 Todas Ácido Fólico Todas Todas Ácido Fórmico Todas Todas Ácido Fosfórico 0 a 85 Todas Ácido Graxo Todas Todas Ácido Lático Todas Todas Ácido Monocloroacético 100 Todas Ácido Nítrico Todas Não Recomendado Ácido Oléico 100 Todas Ácido Oxálico Todas Todas Ácido Sulfúrico 0 a 70 Todas Ácido Sulfúrico Maior que 70 Não Recomendado Ácido Sulfuroso Todas Todas Ácido Tartárico Todas Todas Água Boronatada - Todas Água Deaerada - Todas Água Mercaptana Saturada Todas Álcool Isopropílico 0 - 100 Todas Álcool Amílico 100 Todas Álcool Butílico 100 Todas Álcool Etílico 0 - 100 Todas 54
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    ANEXO 3.1 (Continuação) COMPATIBILIDADE QUÍMICA DO GRAFLEX ® Fluidos Concentração % Temperatura máxima o C Álcool metílico 0 - 100 650 Anidrido acetico 100 Todas Anilina 100 Todas Ar - 450 Benzeno 100 Todas Biflureto de Amônia Todas Todas Bromo Todas Não Recomendado Cellosolve Butílico 0 - 100 Todas Cellosolve Solvente Todas Todas Cloreto Cúprico Todas Todas Cloreto de Alumímio Todas Todas Clorato de Cálcio Todas Não Recomendado Cloreto de Estanho Todas Todas Cloreto de Etila Todas Todas Cloreto de Níquel Todas Todas Cloreto de Sódio Todas Todas Cloreto de Zinco Todas Todas Cloreto Férrico Todas Todas Cloreto Ferroso Todas Todas Clorito de Sódio 0-4 Não Recomendado Cloro seco 100 Todas Cloroetilbenzeno 100 Todas Clorofórmio 100 Todas Dibromo Etileno 100 Todas Dicloro Etileno 100 Todas Dietanolamina Todas Todas Dioxano 0 - 100 Todas Dióxido de Enxofre Todas Todas Éter isopropílico 100 Todas Etila Todas Todas Etileno Cloridina 0-8 Todas Etileno Glicol Todas Todas Fluidos para transferência - Todas de calor (todos) Fluidos refrigerantes Todas Todas 55
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    ANEXO 3.1 (Continuação) COMPATIBILIDADE QUÍMICA DO GRAFLEX ® Fluidos Concentração % Temperatura máxima o C Fluor Todas Não Recomendado Gasolina - Todas Glicerina 0 - 100 Todas Hexaclorobenzeno 100 Todas Hidrato de Cloral - Todas Hidrocloreto de Anilina 0 - 60 Todas Hidróxido de Alumínio Todas Todas Hidróxido de Amônia Todas Todas Hidróxido de Sódio Todas Todas Hipocloreto de Cálcio Todas Não Recomendado Hipoclorito de Sódio Todas Não Recomendado Iodo Todas Não Recomendado Manitol Todas Todas Metil-isobutil-cetona 100 Todas Monocloreto de Enxofre 100 Todas Monoclorobenzeno 100 Todas Monoetanolamina Todas Todas Octanol 100 Todas Paradiclorobenzeno 100 Todas Paraldeído 100 Todas Querosene - Todas Sulfato de Amônia Todas Todas Sulfato de Cobre Todas Todas Sulfato de Ferro Todas Todas Sulfato de Manganês Todas Todas Sulfato de Níquel Todas Todas Sulfato de Zinco Todas Todas Tetracloreto de Carbono 100 Todas Tetracloroetano 100 Todas Ticloreto de Arsênio 100 Todas Tiocianato de Amonia 0 – 63 Todas Tricloreto de Fósforo 100 Todas Tricloroetileno 100 Todas Vapor - 650 Xileno Todas Todas 56
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    ANEXO 3.2 RESISTÊNCIA QUÍMICA DE ELASTÔMEROS PARA JUNTAS 1: boa resistência 3: sem informação 2: resistência regular 4: pouca resistência NBR: nitrílica SBR: stireno-butadieno F E : fluorelastômero NR : natural CR : cloroprene SI : silicone Fluido NBR FE CR SBR NR SI Acetaldeído 3 4 3 3 2 2 Acetato de alumínio 2 4 2 4 1 4 Acetato de butila 4 4 4 4 4 4 Acetado de etila 4 4 4 4 4 2 Acetado de potássio 2 4 2 4 1 4 Acetileno 1 1 2 2 2 2 Acetona 4 4 2 4 4 4 Ácido acético 5% 2 1 1 2 2 1 Ácido acético glacial 2 4 2 2 2 2 Ácido benzóico 4 1 4 4 4 4 Ácido bórico 1 1 1 1 1 1 Ácido butírico 4 2 4 4 3 3 Ácido cítrico 1 1 1 1 1 1 Ácido clorídrico (concentrado) 4 1 4 4 4 4 Ácido clorídrico (diluído) 3 1 1 3 3 4 Ácido crômico 4 1 4 4 4 3 Ácido fluorídrico (concentrado) 4 1 4 4 4 4 Ácido fluorídrico (diluído) 4 1 1 2 4 4 Ácido fosfórico concentrado 4 1 1 3 3 3 ácido fosfórico diluído 4 1 1 2 2 2 Ácido lático 1 1 1 1 1 3 Ácido maleico 4 1 4 4 4 3 Ácido nítrico concentrado 4 1 4 4 4 4 Ácido nítrico diluído 4 1 2 4 4 4 Ácido nítrico fumegante 4 2 4 4 4 4 Ácido oléico 3 2 2 4 4 4 Ácido oxálico 2 1 2 2 2 2 Ácido palmítico 1 1 2 2 2 4 Ácido salicílico 2 1 3 2 1 3 57
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    ANEXO 3.2 (Continuação ) RESISTÊNCIA QUÍMICA DE ELASTÔMEROS PARA JUNTAS Fluido NBR FE CR SBR NR SI Ácido sulfúrico concentrado 4 1 4 4 4 4 Ácido sulfúrico diluído 4 1 2 3 3 4 Ácido sulfúrico fumegante 4 1 4 4 4 4 Ácido sulfuroso 2 1 2 2 2 4 Ácido tânico 1 1 1 2 1 2 Ácido tartárico 1 1 1 2 1 1 Ácidos graxos 2 1 2 4 3 3 Água do mar 1 3 2 1 1 1 Água potável 1 1 1 1 1 1 Alcatrão 1 1 2 4 4 4 Álcool butílico (butanol) 1 1 1 1 1 2 Álcool de madeira 1 4 1 1 1 1 Álcool isopropílico 2 1 1 2 1 1 Álcool propílico 1 1 1 1 1 1 Amônia líquida (anidra) 2 4 1 4 4 2 Amônia quente (gás) 4 4 2 4 4 1 Amônia fria (gás) 1 4 1 1 1 1 Anilina 4 1 4 4 4 4 Ar até 100’C 1 1 1 2 2 1 Ar até 150’C 2 1 2 4 4 1 Ar até 200’C 4 1 4 4 4 1 Ar até 250’C 4 3 4 4 4 2 Benzeno 4 2 4 4 4 4 Bicarbonato de sódio 1 1 1 1 1 1 Bórax 2 1 1 2 2 2 Café 1 1 1 1 1 1 Carbonato de amônia 4 3 1 3 3 3 Carbonato de cálcio 1 1 1 1 1 1 Carbonato de sódio 1 1 1 1 1 1 Cerveja 1 1 1 1 1 1 Cianeto de potássio 1 1 1 1 1 1 Ciclo-hexanol 2 1 2 4 4 4 Cloreto de alumínio 1 1 1 1 1 2 Cloreto de amônia 1 3 1 1 1 3 Cloreto de bário 1 1 1 1 1 1 Cloreto de cálcio 1 1 1 1 1 1 Cloreto de etila 1 1 2 2 1 4 58
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    ANEXO 3.2 (Continuação ) RESISTÊNCIA QUÍMICA DE ELASTÔMEROS PARA JUNTAS Fluido NBR FE C R SBR NR SI Cloreto de etileno 4 1 4 4 4 4 Cloreto de magnésio 1 1 1 1 1 1 Cloreto de metileno 4 2 4 4 4 4 Cloreto de potássio 1 1 1 1 1 1 Cloreto de sódio 1 1 1 1 1 1 Cloro (seco) 4 1 2 4 4 4 Cloro (úmido) 3 1 4 3 3 3 Clorofórmio 4 1 4 4 4 4 Decalin 4 1 4 4 4 4 Dibutil ftalato 4 2 4 4 4 3 Dióxido de enxofre (seco) 4 4 1 2 2 2 Dióxido de enxofre (úmido) 4 4 1 4 4 2 Dissulfeto de carbono 4 1 4 4 4 3 Dowtherm A 4 1 2 4 4 4 Esgoto sanitário 1 1 2 1 1 1 Etano 1 1 2 4 4 4 Etanol 1 3 1 1 1 1 Éter dibutílico 4 3 4 4 4 4 Éter etílico 3 4 4 4 4 4 Éter metílico 1 1 3 1 1 1 Etileno glicol 1 1 1 1 1 1 Fenol 4 1 2 4 4 4 Fluoreto de alumínio 1 3 1 1 2 2 Formaldeído 4 4 4 4 4 4 Fosfato de cálcio 1 1 2 1 1 1 Freon 12 1 1 1 1 2 4 Freon 22 4 4 1 1 1 4 Gás carbônico 1 2 1 2 2 2 Gás liquefeito de petróleo 1 1 2 4 4 3 Gás natural 1 1 1 2 2 1 Gasolina 1 1 2 4 4 4 Glicerina 1 1 1 1 1 1 Glicose 1 1 1 1 1 1 Heptano 1 1 2 4 4 4 Hidrogênio 1 1 1 2 2 3 Hidróxido de amônia (concentrado) 4 1 1 3 3 1 Hidróxido de cálcio 1 1 1 1 1 3 59
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    ANEXO 3.2 (Continuação ) RESISTÊNCIA QUÍMICA DE ELASTÔMEROS PARA JUNTAS Fluido NBR FE CR SBR NR SI Hidróxido de magnésio 2 1 1 2 2 3 Hidróxido de potássio 2 4 1 2 2 3 Hidróxido de sódio 2 1 1 2 1 1 Hipoclorito de cálcio 2 1 2 2 2 2 Hipoclorito de sódio 2 1 2 2 2 2 Isso-octano 1 1 1 4 4 4 Ieite 1 1 1 1 1 1 Mercúrio 1 1 1 1 1 3 Metano 1 1 2 4 4 4 Metanol 1 2 1 1 1 1 Metil butil cetona 4 4 4 4 4 4 Metil butil cetona ( MEK ) 4 4 4 4 4 4 Metil isobutil cetona ( MIBK ) 4 4 4 4 4 4 Metil isopropril cetona 4 4 4 4 4 4 Metil salicilato 4 3 4 3 3 3 Monóxido de carbono 1 1 1 2 2 1 Nafta 2 1 4 4 4 4 Neon 1 1 1 1 1 1 Nitrato de alumínio 1 3 1 1 1 2 Nitrato de potássio 1 1 1 1 1 1 Nitrato de prata 2 1 1 1 1 1 Nitrogênio 1 1 1 1 1 1 Octano 2 1 4 4 4 4 Óleo bunker 1 1 4 4 4 2 Óleo combustível 1 1 1 4 4 4 Óleo combustível ácido 1 1 2 4 4 1 Óleo cru 2 1 4 4 4 4 Óleo de amendoim 1 1 3 4 4 1 Óleo de coco 1 1 3 4 4 1 Óleo de linhaça 1 1 1 4 4 1 Óleo de madeira 1 1 2 4 4 4 Óleo de milho 1 1 3 4 4 1 Óleo de oliva 1 1 2 4 4 1 Óleo de soja 1 1 1 4 4 1 Óleo diesel 1 1 3 4 4 4 Óleo hidráulico ( mineral ) 1 1 2 4 4 2 Óleo lubrificante 1 1 2 4 4 4 60
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    ANEXO 3.2 (Continuação ) RESISTÊNCIA QUÍMICA DE ELASTÔMEROS PARA JUNTAS Fluido NBR F E CR SBR N R SI Óleo para turbina 1 1 4 4 4 4 Óleo silicone 1 1 1 1 1 3 Óleo vegetal 1 1 3 4 4 1 Óleos minerais 1 1 1 4 4 2 Oxigênio 2 1 1 4 2 1 Oxigênio ( 100-200’C ) 4 2 4 4 4 1 Oxigênio líquido 2 1 1 4 1 2 Ozona 4 1 3 4 4 1 Pentano 1 1 1 3 4 4 Percloroetileno 2 1 4 4 4 4 Peróxido de hidrogênio 2 1 2 2 2 1 Petróleo 1 1 2 4 4 4 Propano 1 1 2 4 4 4 Querosene 1 1 2 4 4 4 Silicato de cálcio 1 1 1 1 1 3 Silicato de sódio 1 1 1 1 1 3 Soluções cáusticas 2 2 2 2 1 2 Solventes clorados 4 1 4 4 4 4 Sulfato de alumínio 1 1 1 2 1 1 Sulfato de amônia 1 4 1 2 1 3 Sulfato de cobre 1 1 1 2 2 1 Sulfato de magnésio 1 1 1 2 2 1 Sulfato de sódio 1 1 1 2 2 1 Sulfato de zinco 1 1 1 2 2 1 Sulfito de magnésio 1 1 1 2 2 1 Tetracloreto de carbono 2 1 4 4 4 4 Tetracloroetano 4 1 4 4 4 3 Thinner 4 2 4 4 4 4 Tolueno 4 2 4 4 4 4 Tricloroetano 4 1 4 4 4 4 Tricloroetileno 3 1 4 4 4 4 Uísque 1 1 1 1 1 1 Vapor 1 1 1 2 2 1 Vinagre 2 1 2 2 2 1 Vinho 1 1 1 1 1 1 Xileno 4 1 4 4 4 4 Xilol 4 1 4 4 4 4 61
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    CAPÍTULO 4 JUNTAS EM PAPELÃO HIDRÁULICO 1. PAPELÕES HIDRÁULICOS TEADIT São fabricados a partir da vulcanização sob pressão de Elastômeros com fibras minerais ou sintética. Por serem bastante econômicos em relação ao seu desempenho, são os materiais mais usados na fabricação de juntas industriais, cobrindo ampla faixa de aplicação. Suas principais características são: • Elevada resistência ao esmagamento • Baixo relaxamento (creep relaxation ) • Resistência a altas temperaturas e pressões • Resistência a produtos químicos 2. COMPOSIÇÃO E CARACTERÍSTICAS Na fabricação do papelão hidráulico, fibras de amianto ou sintéticas, como a aramida (Kevlar*), são misturados com Elastômeros e outros materiais, formando uma massa viscosa. Esta massa é calandrada a quente até a formação de uma folha com as características físicas e dimensões desejadas. A fibra, o elastômero ou a combinação de Elastômeros, aditivos, a temperatura e o tempo de processamento são combinados de forma a resultar em um papelão hidráulico com características específicas para cada aplicação. (* Marca registrada da E. I. Du Pont de Nemours, EUA) 63
  • 65.
    2.1 FIBRAS As fibras possuem a função estrutural, determinando, principalmente, as características de elevada resistência mecânica dos papelões hidráulicos. Nos papelões à base de amianto, o problema de riscos pessoais aos usuários é bastante reduzido, por estarem as fibras totalmente impregnadas por borracha. Os papelões à base de fibras sintéticas são totalmente “sem-amianto”, dando bastante segurança aos usuários. Importante: recomenda-se o uso correto dos papelões à base de amianto; o lixamento, raspagem ou qualquer processo que provoque poeira, deve ser feito evitando-se sua inalação, usando-se máscaras com filtros descartáveis. As roupas de trabalho devem ser guardadas e lavadas em separadas das demais. Maiores informações para o manuseio e uso correto de produtos de amianto, podem ser obtidas no Anexo 12 da NR 15 da Portaria 3214 de 8/06/1978 do Ministério do Trabalho. 2.2 ELASTÔMEROS Os Elastômeros, vulcanizados sob pressão com as fibras, determinam a resistência química do papelão hidráulico, dando-lhe também as suas características de flexibilidade e elasticidade. Os Elastômeros mais usados são: • Borracha natural ( NR ): produto natural extraído de plantas tropicais, apresenta excelente elasticidade, flexibilidade, baixa resistência química e à temperatura. • Borracha estireno-butadieno ( SBR ): também conhecida como “borracha sintética”, foi desenvolvida como alternativa à borracha natural, possuindo características similares. • Cloropreno ( CR ): mais conhecido pelo seu nome comercial, Neoprene*, possui excelente resistência a óleos, gasolina, solventes de petróleo e ao ozônio. • Borracha nitrílica ( NBR ): superior às borrachas SBR e CR em relação a produtos químicos e temperatura. Tem excelente resistência a óleos, gasolina, solventes de petróleo, hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos, solventes clorados e óleos vegetais e animais. • Hypalon: possui excelente resistência química inclusive aos ácidos e álcalis. 2.3 REFORÇO METÁLICO Para elevar a resistência mecânica, os papelões hidráulicos podem ser reforçados com tela metálica. Estes materiais são recomendados para aplicações onde a junta está sujeita a tensões mecânicas altas. A tela é normalmente de aço carbono, podendo, entretanto, ser usado aço inoxidável, para melhor resistir ao fluido vedado. 64
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    Juntas de papelãohidráulico com inserção metálica apresentam uma selabilidade menor, pois a inserção da tela possibilita um vazamento através da própria junta. A tela metálica também dificulta o corte da junta e deve ser usada somente quando estritamente necessário. 2.4 ACABAMENTO Os diversos tipos de papelão hidráulico são fabricados com dois acabamentos superficiais, ambos com o carimbo do tipo e marca Teadit: • Natural: permite uma maior aderência ao flange. • Grafitado: evita a aderência ao flange, facilitando a troca da junta, quando esta é feita com freqüência. 2.5 DIMENSÕES DE FORNECIMENTO Os papelões hidráulicos Teadit são normalmente comercializados em folhas de 1500 mm por 1600 mm. Sob encomenda podem ser fornecidos em folhas de 1500 mm por 3200 mm. Alguns materiais também podem ser fabricados em folhas de 3000 mm por 3200 mm. 2.6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS As associações normalizadoras e os fabricantes, desenvolveram vários testes para permitir a uniformidade de fabricação, determinação das condições, limites de aplicação e comparação entre materiais de diversos fabricantes. 2.6.1 COMPRESSIBILIDADE E RECUPERAÇÃO Medida de acordo, com a Norma ASTM F36A, é a redução de espessura do material, quando submetido a uma carga de 5000 psi ( 34.5 MPa ) expressa como uma porcentagem da espessura original. Recuperação é a retomada da espessura quando a carga sobre o material é retirada, expressa como porcentagem da espessura comprimida. A compressibilidade indica a capacidade do material de se acomodar às imperfeições dos flanges. Quanto maior a compressibilidade, mais facilmente o material preenche as irregularidades. A recuperação indica a capacidade do material em absorver os efeitos das variações de pressão e temperatura. 2.6.2 SELABILIDADE Medida de acordo com a Norma ASTM F37, indica a capacidade de vedar sob condições controladas de laboratório com isoctano, pressão de 1atm e de carga do flange variando de 125 psi (0.86 MPa) a 4000 psi (27.58 MPa). 65
  • 67.
    2.6.3 RETENÇÃO DETORQUE Medida de acordo com a ASTM F38, indica a capacidade do material em manter o aperto ao longo do tempo, expressa como uma percentagem de perda de carga inicial. Um material estável retém o torque após uma perda inicial, ao contrário de um material instável que apresenta uma contínua perda, causando uma degradação da vedação, com o tempo. A pressão inicial de teste é de 21 MPa, temperatura 100o C e tempo 22 horas. Quanto maiores a espessura do material e temperatura de operação, menor a retenção de torque. As Normas DIN 52913 e BS 2815 estabelecem os métodos de medição da Retenção de Torque. 2.6.4 IMERSÃO EM FLUIDO Medida de acordo com a Norma ASTM F146, permite verificar a variação do material, quando imerso em fluidos por tempo e temperatura determinados. Os fluidos de testes de imersão mais comuns são o óleo IRM 903, à base de petróleo e o ASTM Fuel B, composto de 70% isoctano e 30% tolueno e também imersão em ácidos. São verificadas variações de compressibilidade, recuperação, aumento de espessura, redução de resistência à tração e aumento de peso. 2.6.5 RESISTÊNCIA À TRAÇÃO Medida de acordo com a Norma ASTM F152, é um parâmetro de controle de qualidade, e seu valor não está diretamente relacionado com as condições de aplicação do material. 2.6.6 PERDA POR CALCINAÇÃO Medida pela Norma ASTM F495 indica a porcentagem de material perdido ao calcinar o material. 2.6.7 DIAGRAMA PRESSÃO X TEMPERATURA Não havendo teste internacionalmente adotado para estabelecer os limites de operação dos materiais para juntas, a Teadit desenvolveu procedimento específico para determinar a pressão máxima de trabalho, em função da temperatura. O fluido de teste é o Nitrogênio. 3. PROJETO DE JUNTAS COM PAPELÃO HIDRÁULICO 3.1 CONDIÇÕES OPERACIONAIS Ao iniciarmos o projeto de uma junta, devemos, em primeiro lugar, verificar se as condições operacionais são adequadas ao uso de papelão hidráulico. A pressão e temperatura de trabalho, devem ser comparadas com as máximas indicadas pelo fabricante. 66
  • 68.
    Para os PapelãoHidráulicos Teadit do tipo NA (Não Amianto), foram determinadas as curvas P x T que representam o comportamento do material, considerando a ação simultânea da pressão e temperatura. As curvas P x T são determinadas com Nitrogênio e junta na espessura de 1.6 mm. Para determinar se uma condição é adequada, dever-se verificar se a pressão e a temperatura de operação estão dentro da faixa recomendada para o material, que é representada pela área sob a curva inferior do gráfico. Se o ponto cair na área entre as duas curvas é necessário consultar a Teadit pois, dependendo de outros fatores tais como tipo de fluido e existência de ciclo térmico, o material pode ou não ser adequado para a aplicação. 3.2 RESISTÊNCIA QUÍMICA Antes de decidirmos pelo uso de um tipo de papelão hidráulico, devemos verificar a sua resistência química ao fluido a ser vedado. O Anexo 4.2, no final deste capítulo, apresenta a compatibilidade entre vários produtos e os diversos tipos de papelão hidráulico Teadit. Importante : as recomendações do Anexo 4.2 são genéricas, portanto as condições particulares de cada caso devem ser analisadas cuidadosamente. 3.3 TIPOS DE JUNTAS 3.3.1. TIPO 810 RF ( RAISED FACE ) O Tipo 810 ou RF ( Figura 4.1 ) é uma junta cujo diâmetro externo tangência os parafusos, fazendo-a auto-centrante ao ser instalada. É o tipo de junta mais usado em flanges industriais por ser o mais econômico, sem perda de performance. • Sempre que possível, deve-se usar o tipo RF, pois é mais econômico e, apresentando menor área de contato com o flange, tem maior facilidade de esmagamento. Figura 4.1 67
  • 69.
    3.3.2. TIPO 820FF ( FULL FACE ) O Tipo 820 ou FF ( Figura 4.2 ) é uma junta que se estende até o diâmetro externo do flange. É normalmente usada em flanges de materiais frágeis ou de baixa resistência. Deve-se tomar bastante cuidado em esmagar adequadamente a junta, devido a sua maior área de contato. Figura 4.2 3.3.3 TIPO 830 PARA TROCADORES DE CALOR É bastante freqüente o uso de juntas em flanges não normalizados, como, por exemplo, nos espelhos de trocadores de calor. Neste caso, as recomendações de projeto do Capítulo 2 deste livro, devem ser observadas cuidadosamente. A pressão máxima de esmagamento não deve ultrapassar os valores indicados para cada tipo de papelão hidráulico. 3.4 DIMENSIONAMENTO PARA FLANGES NORMAS ASME As juntas para uso em flanges ASME, estão dimensionadas na Norma ASME B16.21, Nonmetallic Flat Gaskets for Pipe Flanges. Nesta norma estão as dimensões das juntas para diversos tipos de flanges, usados em tubulações e equipamentos industriais, conforme Anexos 4.3 a 4.10. 3.5 DIMENSIONAMENTO PARA FLANGES NORMA DIN As dimensões da juntas conforme Norma DIN 2690 estão no Anexo 4.11. 3.6 DIMENSIONAMENTO PARA OUTRAS NORMAS Outras associações normalizadoras também especificam as dimensões para juntas. As normas BS e JIS da Inglaterra e Japão, respectivamente, são usadas em equipamentos projetados nestes países. Seu uso é bastante restrito no Brasil. 68
  • 70.
    3.7 TOLERÂNCIAS As tolerâncias de fabricação com base na Norma ASME B16.21 estão na Tabela 4.1. Tabela 4.1 Tolerâncias de Fabricação Característica Tolerância - mm Até 300 mm (12") +0 -1.5 Diâmetro Externo Acima de 300 mm (12") +0 -3.0 Até 300 mm (12") ± 1.5 Diâmetro Interno Acima de 300 mm (12") ± 3.0 Círculo de Furação ± 1.5 Centro a centro dos furos dos parafusos ± 0.8 4. JUNTAS DE GRANDES DIMENSÕES Quando as dimensões da junta forem maiores que a folha de papelão hidráulico, ou se, devido a razões econômicas, for necessário a sua fabricação em setores, são usados dois tipos de emendas: cauda-de-andorinha e chanfrada. 4.1 CAUDA-DE-ANDORINHA É a emenda mais usada em aplicações industriais, permitindo a fabricação de juntas em qualquer tamanho e espessura, conforme mostrado na Figura 4.3. Cada emenda macho e fêmea é ajustada de modo que haja um mínimo de folga. Ao montar, deve ser observada a indicação existente, evitando trocas de setores. O dimensionamento da Cauda de Andorinha deve seguir as seguintes recomendações: Juntas com largura ( L ) menor ou igual a 200 mm: A = B = C = (.3 a .4 ) L Juntas com largura L maior que 200 mm: A = (.15 a .2 ) L B = (.15 a .25 ) L C = (.25 a .3 ) L 69
  • 71.
    Figura 4.3 4.2 CHANFRADA Quando a força de esmagamento não for suficiente, podem ser feitas emendas chanfradas e coladas ( Figura 4.4 ). Devido à dificuldade de fabricação, só é viável este tipo construtivo para espessuras de, no mínimo, 3.2mm. Não é recomendável o uso deste tipo de emenda com Papelão Hidráulico com Amianto, ao lixar a emenda pode-se gerar poeira, operação sujeita a controles de nível de fibras no meio ambiente. Figura 4.4 70
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    5. ESPESSURA O Código ASME recomenda três espessuras para aplicações industriais: 1/32" ( 0.8 mm ), 1/16" (1.6 mm ) e 1/8" ( 3.2 mm ). Ao especificar a espessura de uma junta, devemos levar em consideração, principalmente, a superfície de vedação. Como regra geral, recomenda-se que a junta seja de espessura apenas suficiente para preencher as irregularidades dos flanges. Aplicações práticas bem sucedidas recomendam que a espessura seja igual a quatro vezes a profundidade das ranhuras. Espessuras acima de 3,2 mm só devem ser usadas quando estritamente necessário. Em flanges muito desgastados, distorcidos ou de grandes dimensões, podem ser usadas espessuras de até 6.4 mm. Para flanges com superfícies retificadas ou polidas, deve-se usar a menor espessura possível ( até 1.0 mm ). Não havendo ranhuras ou irregularidades para “morder”, a junta pode ser expulsa pela força radial provocada pela pressão interna. 6. FORÇA DE APERTO DOS PARAFUSOS A força de aperto dos parafusos deve ser calculada de acordo com as recomendações do Capítulo 2 deste livro. Esta força não deve provocar uma pressão de esmagamento excessiva extrudando a junta. A pressão máxima de aperto, depende da espessura e da temperatura de trabalho da junta. Na temperatura ambiente a pressão máxima de esmagamento recomendada é de 210 MPa (30 000 psi). 7. ACABAMENTO DAS JUNTAS O acabamento para a maioria das aplicações deve ser o natural. O uso de anti-aderentes como grafite, silicone, óleos ou graxas, diminuem o atrito com os flanges, dificultando a vedação e diminuindo a resistência a altas pressões. O acabamento grafitado só deve ser usado quando for freqüente a desmontagem. Neste caso, recomenda-se a grafitagem em apenas um lado. A grafitagem em ambos os lados só deve ser especificada em juntas para trabalho em temperaturas muito elevadas, pois a grafite eleva a resistência superficial ao calor. Não se recomenda a lubrificação com óleos ou graxas. 8. ACABAMENTO DAS SUPERFÍCIES DE VEDAÇÃO DOS FLANGES O acabamento da superfície do flange em contato com a junta deve ter uma rugosidade suficiente para ‘morder’ a junta. É recomendado o ranhurado concêntrico ou em espiral fonográfica especificado pelas Normas ASME B16.5 e MSS SP-6, normalmente encontrado nos flanges comerciais. Ambos são usinados por ferramenta com, no mínimo, 1.6 µm (1/16") de raio, tendo 45 a 55 ranhuras por polegada. Este acabamento deve ter de 3.2 mm (125 µpol) Ra a 6.3 µm (250 µpol) Ra . Ranhuras concêntricas em ‘V’ de 90o com passo de 0.6 a 1.0mm também são aceitáveis. 71
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    Flanges com ranhurasem espiral são mais difíceis de vedar. Um esmagamento inadequado pode permitir um ‘canal de vazamento’ através da espiral. Riscos radiais são difíceis de vedar e devem ser evitados. 9. ARMAZENAMENTO O papelão hidráulico em folhas, bem como juntas já cortadas, não deve ser armazenado por longos períodos. O elastômero usado como ligante, provoca o “envelhecimento” do material com o tempo, alterando as suas características físicas. Ao armazenar deve-se escolher um local fresco, seco e sem luz solar direta. Evitar contato com a água, óleos e produtos químicos. As folhas e juntas de papelão hidráulico devem ser mantidas de preferência, deitadas, sem dobras ou vincos. Evitar pendurar ou enrolar, para não provocar deformações permanentes. 10. PAPELÕES HIDRÁULICOS TEADIT SEM AMIANTO Os Papelões Hidráulicos sem Amianto, para aplicações industriais, disponíveis no mercado por ocasião da publicação de livro, estão relacionados a seguir. Por ser um produto em constante evolução, novas formulações são continuamente oferecidas aos usuários. 10.1 Papelão hidráulico NA 1000 Papelão hidráulico universal de fibra aramida e borracha NBR. Indicado para derivados de petróleo, solventes, vapor saturado e produtos químicos em geral. Cor: verde. Classificação ASTM F104: 713100E33M9 10.2. Papelão hidráulico NA 1000M Papelão hidráulico universal de fibra aramida e borracha NBR com inserção de tela metálica. Indicado para derivados de petróleo, solventes, vapor saturado e produtos químicos em geral. Cor: verde. Classificação ASTM F104: 713230E23M6 10.3 . Papelão hidráulico NA 1002 Papelão hidráulico universal de fibra aramida e borracha NBR. Indicado para derivados de petróleo, água, vapor saturado, gases e produtos químicos em geral. Cor: verde. Classificação ASTM 712120E22M5 72
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    Gráfico P xT para NA 1002 10.4 Papelão hidráulico NA 1020 Papelão hidráulico para uso geral à base de fibra aramida e borracha SBR. Indicado para vapor saturado, gases, ácidos moderados, álcalis e produtos químicos em geral. Cor: branco. Classificação ASTM F104: 712940E44M5 Aprovação KTW para uso com água potável. Gráfico P x T para NA 1020 73
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    10.5 Papelão hidráulico NA 1040 Papelão hidráulico universal de fibra celulose e borracha NBR. Indicado para derivados de petróleo, água e produtos químicos em geral a baixa temperatura. Cor: vermelho. Classificação ASTM 712990E34M4 Gráfico P x T para NA 1040 10.6 Papelão Hidráulico NA 1100 Papelão hidráulico universal de elevada resistência térmica e isento de amianto. Contém fibra de carbono e grafite, unidos com borracha NBR. Indicado para óleos quentes, solventes, água, vapor e produtos químicos em geral. Cor: preta. Classificação ASTM F104: 712120E23M6 Aprovações: DVGW e KTW. Gráfico P x T para NA 1100 74
  • 76.
    10.7 Papelão Hidráulico NA 1060 FDA Papelão hidráulico isento de amianto a base de fibra aramida e borracha SBR. Indicado para trabalhar com alimentos, remédios e outros produtos que não podem sofrer contaminação. Cor: branco. Classificação ASTM F104: 712940E34M9 Atende os requisitos da Food and Drug Administration – USA (FDA) para uso em contato com alimentos e produtos farmacêuticos. 10.8 Papelão hidráulico NA 1085 Papelão hidráulico universal de fibra aramida e borracha Hypalon (CSM). Apresenta excelente resistência química e mecânica. Desenvolvido para trabalhar com ácidos fortes e produtos químicos em geral. Cor: azul cobalto. Classificação ASTM F104: 712000E00M5 Gráfico P x T para NA 1085 75
  • 77.
    11. PAPELÕES HIDRÁULICOSCOM AMIANTO Os Papelões Hidráulicos com Amianto, para aplicações industriais, disponíveis no mercado por ocasião da publicação deste livro, estão relacionados a seguir. 11.1 . Papelão Hidráulico AC 83 Papelão hidráulico com amianto e liga especial de borracha resistente aos ácidos e bases, fortes e moderados amplamente usado na indústria química. Cor: azul. Classificação ASTM F104: F112000E00-M6. Propriedades físicas após imersão em ácidos: 5 horas a 23o C Propriedade Sulfúrico 25% Nítrico 25% Clorídrico 25% Aumento de peso (%) 12 7 4 Aumento de espessura (%) 13 8 4 11.2. Papelão Hidráulico S 1212 Papelão hidráulico universal com amianto e borracha NBR para uso com óleos quentes, gasolina, combustíveis, solventes e gases. Cor: verde. Classificação ASTM F104: F112200E33-M6. 11.3. Papelão Hidráulico S 1200 Papelão hidráulico universal com amianto, borracha NBR e inserção de tela metálica para uso com óleos quentes, gasolina, combustíveis, solventes e gases. Cor: verde. Classificação ASTM F104: F112230E34-M9. 11.4. Papelão hidráulico U 60 Papelão hidráulico para serviços gerais com amianto e borracha SBR. Recomendado para água, vapor, gases e uma ampla faixa de produtos químicos e compostos orgânicos. Cor: preta. Classificação ASTM F104: F112950E59-M6. 11.5. Papelão hidráulico U 60M Papelão hidráulico para serviços gerais com amianto, borracha SBR e inserção de tela metálica. Recomendado para água, vapor, gases e uma ampla faixa de produtos químicos e compostos orgânicos. Cor: preta. Classificação ASTM F104: F112940E55-M9 76
  • 78.
    11.6. Papelão hidráulicoU 90 Papelão hidráulico especial com amianto e borracha SBR, para vapor a altas pressões e temperaturas, ácidos e álcalis moderados e produtos químicos em geral. Cor: prata. Normas atendidas: - ASTM F 104: F112940E39-M7. 11.7 Papelão hidráulico V 15 V15 é um papelão hidráulico composto de amianto e borracha SBR fabricado por meio de calandragem sob alta pressão e temperatura e com um rigoroso controle de qualidade. Cor: vermelha. Classificação ASTM F104: F119000E00-M9. 77
  • 79.
    Anexo 4.1 Características Físicas - Papelões Não Amianto NA 1060FDA NA 1000M NA 1000 NA 1002 NA 1020 NA 1040 NA 1100 Características Físicas Máxima 380 380 400 380 210 450 380 Temperatura limite - oC Uso contínuo 200 200 240 270 200 270 270 Máxima 90 100 110 70 50 130 70 Pressão limite – bar Uso contínuo 40 40 50 50 20 70 50 Densidade – g/cm 3 1.63 1.9 1.75 1.94 1.8 1.65 1.95 Compressibilidade – ASTM F36A - % 12 - 23 10 - 20 7 - 17 7 - 17 5 - 15 5 - 15 7 – 17 Recuperação – ASTM F36A - % 50 40 45 45 45 50 45 Resist. tração transversal ASTM F152 - MPa 13 18.5 11.5 13.0 9.7 15 13.5 Perda por calcinação - % máximo 36 37 34 28 30 50 29 Aumento de espessura IRM903 13 20 12 40 25 15 30 ASTM F 146 - % máximo Fuel B 15 15 10 20 20 15 20 Aumento de peso IRM903 - 20 15 30 25 15 30 ASTM F 146 - % máximo Fuel B 20 15 15 30 20 15 20 Perda de torque ASTM F 38 - % 26 - 25 22 26 22 20 Retenção de torque DIN 52913 - MPa 37 - 28 38 26 35 39 Selabilidade Isoctano 1000 psi ASTM F38 – ml/h 0.80 - 0.25 0.25 0.25 0.20 0.25 NA 1085 Características Físicas Máxima 240 Temperatura limite - oC 200 Uso contínuo Máxima 68 Pressão limite – bar Uso contínuo 50 Densidade – g/cm 3 1.7 Compressibilidade – ASTM F36A - % 5 – 15 Recuperação – ASTM F36A - % 40 Resist. tração transversal ASTM F152 - MPa 14 Perda por calcinação - % 37 Aumento de espessura H 2SO 4 6 concentração 25% a 23 o C HNO3 6 % máximo HCl 5 Aumento de peso concentração H 2SO 4 6 25% a 23o C HNO3 6 % máximo HCl 5 Perda de torque ASTM F 38 - % 26 Selabilidade Isoctano 1000 psi ASTM F38 – ml/h 0.2 Retenção de torque DIN 52913 - MPa 28 78
  • 80.
    Características Físicas -Papelões Com Amianto U 60M S 1212 S 1200 AC 83 U 60 U 90 V 15 Características Físicas Temperatura máxima - oC 450 540 540 540 540 590 200 Pressão máxima - bar 85 140 210 100 140 210 15 Densidade – g/cm 3 1.8 1.8 2.1 1.8 2.0 2.0 2.0 Compressibilidade – ASTM F36A - % 11 12 14 13 13 8 19 Recuperação – ASTM F36A - % 57 60 52 54 53 55 35 Resist. tração transversal ASTM F152 - MPa 18 27 27 18 22 29 7 Aumento de espessura IRM903 9 9 27 30 36 Nota 1 ASTM F 146 - % Fuel B 11 13 18 17 21 Aumento de peso IRM903 11 11 24 25 24 ASTM F 146 - % Fuel B 11 10 16 13 13 Nota 1: na descrição do produto estão o aumento de espessura e de peso com ácidos. 79
  • 81.
    Anexo 4.2 Tabela de Recomendações Papelões Hidráulicos Teadit Não-Amianto A: recomendado. B: depende das condições de trabalho, recomenda-se consultar o fabricante C: não-recomendado NA1000 NA1100 Fluido NA1002 NA1020 NA1040 NA1060 NA1085 NA1000M NA1092 Acetamida A A C A C B A Acetaldeído B B B B B B B Acetato de Alumínio A A A B A A A Acetato de Amila B B B B B B B Acetato de Butila B B C C C C B Acetato de Etila C C C C C C C Acetato de Potássio A A B B B C A Acetileno A A A A A A A Acetona C C B C B B C Ácido Acético (T 90ºC) A A A A A A A Ácido Acético (T 90ºC) C C C C C A C Ácido Adípico A A B A B A A Ácido Benzóico B B B C B B B Ácido Bórico A A A A A A A Ácido Cítrico A A A A A A A Ácido Clorídrico 10% A A C B C A A Ácido Clorídrico 37% C C C C C A C Ácido Crômico C C C C C B C Ácido Esteárico A A A A B A A Ácido Fluorídrico C C C C C C C Ácido Fórmico B B A C A A B Ácido Fosfórico B B C C C A B Ácido Lático 50% A A A B A A A Ácido Maléico A A C A C C A Ácido Nítrico 50% (T 50ºC) C C C C C A C Ácido Nítrico 50% C C C C C C C 80
  • 82.
    Anexo 4.2 (Continuação) Tabela de Recomendações Papelões Hidráulicos Teadit Não-Amianto NA1000 NA1100 Fluido NA1002 NA1020 NA1040 NA1060 NA1085 NA1000M NA1092 Ácido Oléico A A C A C A A Ácido Oxálico B B B C B A B Ácido Palmítico A A B B B A A Ácido Sulfúrico 90% C C C C C A C Ácido Sulfúrico 95% C C C C C B C Ácido Sulfúrico oleum C C C C C C C Ácido Sulfuroso B B B C B A B Ácido Tânico A A A A A A A Ácido Tartárico A A A A A A A Água A A A A A A A Água de Alimentação de Caldeira A A A A A A A Água do Mar A A A A A A A Aguarrás A A C A C C A Álcool Isopropilico A A A A A A A Amônia – Fria (Gás) A A A A A A A Amônia – Quente (Gás) C C C C C B C Anilina C C B C B C C Ar A A A A A A A Benzeno C C C C C C C Bicarbonato de Sódio A A B A B A A Bissulfito de Sódio A A A A A A A Butadieno C C C C C B C Butano A A C B C A A Butanol A A A A A A A Butanona (MEK) C C C C C C C Carbonato de Amônia C C A C A C C Carbonato de Sódio A A A A A A A Ciclohexano A A C A C C A Ciclohexanol A A C B C B A Ciclo-hexanona C C C C C C C Cloreto de Alumínio A A A A A A A Cloreto de Amônia A A A A A A A Cloreto de Bário A A A A A A A 81
  • 83.
    Anexo 4.2 (Continuação) Tabela de Recomendações Papelões Hidráulicos Teadit Não-Amianto NA1000 NA1100 Fluido NA1002 NA1020 NA1040 NA1060 NA1085 NA1000M NA1092 Cloreto de Cálcio A A A A A A A Cloreto de Etila B B C C C C B Cloreto de Magnésio A A A A A A A Cloreto de Metila C C C C C C C Cloreto de Potássio A A A A A A A Cloreto de Sódio (T<50ºC) A A A A A A A Cloro (Seco) B B B C B B B Cloro (Úmido) C C C C C C C Clorofórmio C C C C C C C Condensado A A A A A A A Creosato A A C A C C A Cresol B B C C C C B Decano A A C A C C A Dicromato de Potássio A A B A B A A Dimetilformamida C C C C C C C Dióxido de Carbono A A A A A A A Dióxido de Cloro C C C C C C C Dióxido de Enxofre C C B C B B C Dissulfeto de Carbono C C C C C C C Estireno C C C C C C C Etano B B B C B B B Etanol A A A B A A A Éter de Petróleo A A C A C A A Éter Etílico B B C C C B B Etileno A A B B B B A Etileno Glicol A A A A A A A Fenol C C C C C C C Formaldeído A A B B B B A Freon 12 A A A A A A A Freon 22 C C A C A A C Freon 32 A A A A A A A Gás Natural - GLP A A B B B C A 82
  • 84.
    Anexo 4.2 (Continuação) Tabela de Recomendações Papelões Hidráulicos Teadit Não-Amianto NA1000 NA1100 Fluido NA1002 NA1020 NA1040 NA1060 NA1085 NA1000M NA1092 Gasolina A A C A C C A Glicerina A A A A A A A Glicol A A A A A A A Graxa A A C A C C A Heptano A A C B C B A Hexano A A C B C A A Hidrogênio A A A A A A A Hidróxido de Amônia 30% A A C B C A A (T<50ºC) Hidróxido de Cálcio (T<50ºC) A A A A A A A Hidróxido de Magnésio (T<50ºC) B B B C B A B Hidróxido de Potássio B B B C B A B (T<50ºC) Hidróxido de Sódio (T<50ºC) B B B C B A B Hidróxido de Sódio (T≥50ºC) C C C C C C C Hipoclorito de Cálcio B B C C C A B Isooctano A A C A C A A Metano A A C B C B A Metanol A A A A A A A Nafta A A C A C B A Nitrato de Potássio A A B B B A A Nitrobenzeno C C C C C C C Nitrogênio A A A A A A A Octano A A C B C B A Óleo Diesel A A C A C B A Óleo de Rícino A A A A A A A Óleo de Silicone A A A A A A A Óleo de Transformador A A C A C B A Óleo Hidráulico – Base Petróleo A A C A C B A Óleo Mineral A A C A C B A Óleo Térmico Dowtherm C C C C C C C Oxigênio C C C C C B C Ozônio C C C C C B C Pentano A A C B C B A 83
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    Anexo 4.2 (Continuação) Tabela de Recomendações Papelões Hidráulicos Teadit Não-Amianto NA1000 NA1100 Fluido NA1002 NA1020 NA1040 NA1060 NA1085 NA1000M NA1092 Percloroetileno B B C C C C B Permanganato de Potássio A A B A B B A Peróxido de Hidrogênio <30% A A B A B B A Petróleo A A B A B B A Piridina C C C C C C C Propano A A C B C B A Propileno C C C C C C C Querosene A A C A C B A Salmoura A A A A A A A Silicato de Sódio A A A A A A A Sulfato de Alumínio A A B A B A A Sulfato de Cobre (T<50ºC) A A A A A A A Sulfato de Magnésio A A A A A A A Sulfato de Sódio A A A A A A A Sulfeto de Sódio A A A A A A A Tetracloreto de Carbono B B C C C C B Tetracloro-eteno B B C C C C B Tolueno C C C C C C C Tricloro-trifluor-etano A A C A C C A Trietanolamina – TEA B B B C B A B Vapor de água saturado A A A B A B A Xileno C C C C C C C 84
  • 86.
    ANEXO 4.3 Dimensões dasjuntas FF e RF conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.5 Classes 150 e 300 psi - dimensões em polegadas Diâmetro Junta Diametro Diametro Externo Circulo Furação No de Furos Diametro Furos Nominal Tipo Interno 150 psi 300 psi 150 psi 300 psi 150 psi 300 psi 150 psi 300 psi FF 3.50 3.75 2.38 2.62 4 4 0.62 0.62 1/2 0.84 RF 1.88 2.12 FF 3.88 4.62 2.75 3.25 4 4 0.62 0.75 3/4 1.06 RF 2.25 2.62 FF 4.25 4.88 3.12 3.50 4 4 0.62 0.75 1 1.31 RF 2.62 2.88 FF 4.63 5.25 3.50 3.88 4 4 0.62 0.75 1 1/4 1.66 RF 3.00 3.25 FF 5.00 6.12 3.88 4.50 4 4 0.62 0.88 1 1/2 1.91 RF 3 .38 3.75 FF 6.00 6.50 4.75 5.00 4 8 0.75 0.75 2 2.38 RF 4.12 4.38 FF 7.00 7.50 5.50 5.88 4 8 0.75 0.88 2 1/2 2.88 RF 4.88 5.12 FF 7.50 8.25 6.00 6.62 4 8 0.75 0.88 3 3.50 RF 5.38 5.88 FF 8.50 9.00 7.00 7.25 8 8 0.75 0.88 3 1/2 4.00 RF 6.38 6.50 FF 9.00 10.00 7.50 7.88 8 8 0.75 0.88 4 4.50 RF 6.88 7.12 FF 10.00 11.00 8.50 9.25 8 8 0.88 0.88 5 5.56 RF 7.75 8.50 FF 11.00 12.50 9.50 10.62 8 12 0.88 0.88 6 6.62 RF 8.75 9.88 FF 13.50 15.00 11.75 13.00 8 12 0.88 0.88 8 8.62 RF 11.00 12.12 FF 16.00 17.50 14.25 15.25 12 16 1.00 1.12 10 10.75 RF 13.38 14.25 FF 19.00 20.50 17.00 17.75 12 16 1.00 1.25 12 12.75 RF 16.13 16.62 FF 21.00 23.00 18.75 20.25 12 20 1.12 1.25 14 14.00 RF 17.75 19.12 FF 23.50 25.50 21.25 22.50 16 20 1.12 1.38 16 16.00 RF 20.25 21.25 FF 25.00 28.00 22.75 24.75 16 24 1.25 1.38 18 18.00 RF 21.62 23.50 FF 27.50 30.50 25.00 27.00 20 24 1.25 1.38 20 20.00 RF 23.88 25.75 FF 32.00 36.00 29.50 32.00 20 24 1.38 1.62 24 24.00 RF 28.25 30.50 85
  • 87.
    Anexo 4.4 Dimensões dasjuntas RF conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.5 - Classes 400, 600 e 900 psi - dimensões em polegadas Diâmetro Diâmetro Diâmetro Externo Nominal Interno 400 600 900 1/2 0.84 2.12 2.12 2.50 3/4 1.06 2.62 2.62 2.75 1 1.31 2.88 2.88 3.12 1 1/4 1.66 3.25 3.25 3.50 1 1/2 1.91 3.75 3.75 3.88 2 2.38 4.38 4.38 5.62 2 1/2 2.88 5.12 5.12 6.50 3 3.50 5.88 5.88 6.62 3 1/2 4.00 6.38 6.38 - 4 4.50 7.00 7.62 8.12 5 5.56 8.38 9.50 9.75 6 6.62 9.75 10.50 11.38 8 8.62 12.00 12.62 14.12 10 10.75 14.12 15.75 17.12 12 12.75 16.50 18.00 19.62 14 14.00 19.00 19.38 20.50 16 16.00 21.12 22.25 22.62 18 18.00 23.38 24.12 25.12 20 20.00 25.50 26.88 27.50 24 24.00 30.25 31.12 33.00 86
  • 88.
    Anexo 4.5 Dimensões dasjuntas FF conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.24 em Liga de Cobre Fundido Classes 150 e 300 psi - dimensões em polegadas Classe 150 Classe 300 Diâmetro Diam. Diam. Diam. Nominal Int. Diam. Número Diam. Circ. Diam. Número Diam. Circ. Ext. Furos Furo Furação Ext. Furos Furo Furação 1/2 0.84 3.50 4 0.62 2.38 3.75 4 0.62 2.62 3/4 1.06 3.88 4 0.62 2.75 4.62 4 0.75 3.25 1 1.31 4.25 4 0.62 3.12 4.88 4 0.75 3.50 1 1 /4 1.66 4.62 4 0.62 3.50 5.25 4 0.75 3.88 1 1 /2 1.91 5.00 4 0.62 3.88 6.12 4 0.88 4.50 2 2.38 6.00 4 0.75 4.75 6.50 8 0.75 5.00 1 5.88 2 /2 2.88 7.00 4 0.75 5.50 7.50 8 0.88 3 3.50 7.50 4 0.75 6.00 8.25 8 0.88 6.62 3 1/2 4.00 8.50 8 0.75 7.00 9.00 8 0.88 7.25 4 4.50 9.00 8 0.75 7.50 10.00 8 0.88 7.88 5 5.56 10.00 8 0.88 8.50 11.00 8 0.88 9.25 6 6.62 11.00 8 0.88 9.50 12.50 12 0.88 10.63 8 8.62 13.50 8 0.88 11.75 15.00 12 1.00 13.00 10 10.75 16.00 12 1.00 14.25 - - - - 12 12.75 19.00 12 1.00 17.00 - - - - 87
  • 89.
    Anexo 4.6 Dimensões dasjuntas RF conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.47 Série A Classes 150, 300, 400 e 600 psi - dimensões em polegadas Diâmetro Diâmetro Diâmetro Externo Nominal Interno 150 300 400 600 22 (1) 22.00 26.00 27.75 27.63 28.88 26 26.00 30.50 32.88 32.75 34.12 28 28.00 32.75 35.38 35.12 36.00 30 30.00 34.75 37.50 37.25 38.25 32 32.00 37.00 39.62 39.50 40.25 34 34.00 39.00 41.62 41.50 42.25 36 36.00 41.25 44.00 44.00 44.50 38 38.00 43.75 41.50 42.26 43.50 40 40.00 45.75 43.88 44.58 45.50 42 42.00 48.00 45.88 46.38 48.00 44 44.00 50.25 48.00 48.50 50.00 46 46.00 52.25 50.12 50.75 52.26 48 48.00 54.50 52.12 53.00 54.75 50 50.00 56.50 54.25 55.25 57.00 52 52.00 58.75 56.25 57.26 59.00 54 54.00 61.00 58.75 59.75 61.25 56 56.00 63.25 60.75 61.75 63.50 58 58.00 65.50 62.75 63.75 65.50 60 60.00 67.50 64.75 66.25 67.75 Nota 1: o flange de 22" está incluído apenas como referência pois não pertence à ASME B16.47. 88
  • 90.
    Anexo 4.7 Dimensões dasjuntas RF conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.47 Série B Classes 75, 150, 300, 400 e 600 psi - dimensões em polegadas Diâmetro Diâmetro Diâmetro Externo Nominal Interno 75 150 300 400 600 26 26.00 27.88 28.56 30.38 29.38 30.12 28 28.00 29.88 30.56 32.50 31.50 32.25 30 30.00 31.88 32.56 34.88 33.75 34.62 32 32.00 33.88 34.69 37.00 35.88 36.75 34 34.00 35.88 36.81 39.12 37.88 39.25 36 36.00 38.31 38.88 41.25 40.25 41.25 38 38.00 40.31 41.12 43.25 - - 40 40.00 42.31 43.12 45.25 - - 42 42.00 44.31 45.12 47.25 - - 44 44.00 46.50 47.12 49.25 - - 46 46.00 48.50 49.44 51.88 - - 48 48.00 50.50 51.44 53.88 - - 50 50.00 52.50 53.44 55.88 - - 52 52.00 54.62 55.44 57.88 - - 54 54.00 56.62 57.62 61.25 - - 56 56.00 58.88 59.62 62.75 - - 58 58.00 60.88 62.19 65.19 - - 60 60.00 62.88 64.19 67.12 - - 89
  • 91.
    Anexo 4.8 Dimensões dasjuntas FF conforme ASME B16.21 para flanges MSS SP-51 Classe 150LW - dimensões em polegadas Diâmetro Diâmetro Diâmetro Número Diâmetro Diam. Circ. Nominal Interno Externo Furos Furo Furação 1/4 0.56 2.50 4 0.44 1.69 3/8 0.69 2.50 4 0.44 1.69 1/2 0.84 3.50 4 0.62 2.38 3/4 1.06 3.88 4 0.62 2.75 1 1.31 4.25 4 0.62 3.12 1 1/4 1.66 4.62 4 0.62 3.50 1 1 /2 1.91 5.00 4 0.62 3.88 2 2.38 6.00 4 0.75 4.75 1 2 /2 2.88 7.00 4 0.75 5.50 3 3.50 7.50 4 0.75 6.00 4 4.50 9.00 8 0.75 7.50 5 5.56 10.00 8 0.88 8.50 6 6.62 11.00 8 0.88 9.50 8 8.62 13.60 8 0.88 11.75 10 10.75 16.00 12 1.00 14.25 12 12.75 19.00 12 1.00 17.00 14 14.00 21.00 12 1.12 18.75 16 16.00 23.50 16 1.12 21.25 18 18.00 25.00 16 1.25 22.75 20 20.00 27.50 20 1.25 25.00 24 24.00 32.00 20 1.38 29.50 90
  • 92.
    Anexo 4.9 Dimensõesdas juntas conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.1 Classe 25 de Ferro Fundido - dimensões em polegadas Juntas RF Juntas FF Diâmetro Diâmetro Diâmetro Diâmetro Número Diâmetro Diam. Nominal Interno Externo Externo Furos Circ. Furo Furação 4 4.50 6.88 9.00 8 0.75 7.50 5 5.56 7.88 10.00 8 0.75 8.50 6 6.62 8.88 11.00 8 0.75 9.50 8 8.62 11.12 13.50 8 0.75 11.75 10 10.75 13.63 16.00 12 0.75 14.25 12 12.75 16.38 19.00 12 0.75 17.00 14 14.00 18.00 21.00 12 0.88 18.75 16 16.00 20.50 23.50 16 0.88 21.25 18 18.00 22.00 25.00 16 0.88 22.75 20 20.00 24.25 27.50 20 0.88 25.00 24 24.00 28.75 32.00 20 0.88 29.50 30 30.00 35.12 38.75 28 1.00 36.00 36 36.00 41.88 46.00 32 1.00 42.75 42 42.00 48.50 53.00 36 1.12 49.50 48 48.00 55.00 59.50 44 1.12 56.00 54 54.00 61.75 66.25 44 1.12 62.75 60 60.00 68.12 73.00 52 1.25 69.25 72 72.00 81.38 86.50 60 1.25 82.50 84 84.00 94.25 99.75 64 1.38 95.50 96 96.00 107.25 113.25 68 1.38 108.50 91
  • 93.
    Anexo 4.10 Dimensõesdas juntas conforme ASME B16.21 para flanges ASME B16.1 Classe 125 de Ferro Fundido - dimensões em polegadas Juntas RF Juntas FF Diâmetro Diâmetro Diâmetro Diâmetro Número Diâmetro Diam. Nominal Interno Externo Externo Furos Furo Circ. Furação 1 1.31 2.62 4.25 4 0.62 3.12 1¼ 1.66 3.00 4.62 4 0.62 3.50 1½ 1.91 3.38 5.00 4 0.62 3.88 2 2.38 4.12 6.00 4 0.75 4.75 2½ 2.88 4.88 7.00 4 0.75 5.50 3 3.50 5.38 7.50 4 0.75 6.00 3½ 4.00 6.38 8.50 8 0.75 7.00 4 4.50 6.88 9.00 8 0.75 7.50 5 5.56 7.75 10.00 8 0.88 8.50 6 6.62 8.75 11.00 8 0.88 9.50 8 8.62 11.00 13.50 8 0.88 11.75 10 10.75 13.38 16.00 12 1.00 14.25 12 12.75 16.12 19.00 12 1.00 17.00 14 14.00 17.75 21.00 12 1.12 18.75 16 16.00 20.25 23.50 16 1.12 21.25 18 18.00 21.62 25.00 16 1.25 22.75 20 20.00 23.88 27.50 20 1.25 25.00 24 24.00 28.25 32.00 20 1.38 29.50 30 30.00 34.75 38.75 28 1.38 36.00 36 36.00 41.25 46.00 32 1.62 42.75 42 42.00 48.00 53.00 36 1.62 49.50 48 48.00 54.50 59.50 44 1.62 56.00 92
  • 94.
    Anexo 4.11 Dimensões das juntas RF conforme DIN 2690 – dimensões em mm Diâmetro Diâmetro Externo – Classe PN DN Interno 1 e 2.5 6 10 16 25 40 4 6 - - - 30 - 6 10 28 38 8 14 33 43 10 18 38 45 15 22 43 50 20 28 53 60 25 35 63 Usar Classe PN 40 70 32 43 75 82 40 49 85 92 50 61 95 107 65 77 Usar 115 127 80 90 Classe 132 142 100 115 PN 6 152 162 168 125 141 182 Usar 192 195 150 169 207 Classe 218 225 175 195 237 PN 16 248 255 267 200 220 262 273 285 292 250 274 318 328 330 342 353 300 325 373 378 385 402 418 350 368 423 438 445 458 475 400 420 473 490 497 515 547 450 470 528 540 557 565 572 500 520 578 595 618 625 628 600 620 680 695 735 730 745 700 720 785 810 805 830 850 800 820 890 915 910 940 970 900 920 990 1015 1010 1040 1080 1000 1020 1090 1120 1125 1150 1190 1200 1220 1290 1305 1340 1340 1360 1395 1400 1420 1490 1520 1545 1540 1575 1615 1600 1620 1700 1720 1770 1760 1795 1830 1800 1820 1900 1930 1970 1960 2000 - 2000 2020 2100 2135 2180 2165 2230 - 2200 2220 2305 2345 2380 2375 - - 2400 2420 2505 2555 2590 2585 - - 2600 2620 2705 2760 2790 2785 - - 2800 2820 2920 2970 3010 - - - 3000 3020 3120 3170 3225 - - - 3200 3220 3320 3380 - - - - 3400 3420 3520 3590 - - - - 3600 3620 3730 3800 - - - - 3800 3820 3930 - - - - - 4000 4020 4130 - - - - - 93
  • 95.
  • 96.
    CAPÍTULO 5 JUNTAS EM PTFE 1. POLITETRAFLUOROETILENO - PTFE Polímero desenvolvido pela Du Pont, que é comercializado com o nome Teflon. Em razão da sua excepcional resistência química, é o plástico mais usado para vedações industriais. Os únicos produtos químicos que atacam o PTFE são os metais alcalinos em estado líquido e o flúor livre. O PTFE possui também excelentes propriedades de isolamento elétrico, anti- aderência, resistência ao impacto e baixo coeficiente de atrito. Os produtos para vedação são obtidos a partir da sinterização, extrusão ou laminação do PTFE puro ou com aditivos, resultando produtos com características diversas. 2. TIPOS DE PLACAS DE PTFE Diferentes tipos de placas de PTFE são usadas na fabricação de juntas, para aplicações onde é necessária elevada resistência ao ataque químico. Existem placas com propriedades diversas para atender as exigências de cada aplicação. Os tipos de placas mais usados, as suas características, aplicações, vantagens e desvantagens são discutidas nesta seção. 2.1. PLACA DE PTFE MOLDADA E SINTERIZADA As placas de PTFE Moldadas e Sinterizadas foram as primeiras introduzidas no mercado. Elas são fabricadas a partir de resina de PTFE virgem ou reprocessada, sem cargas ou aditivos, em processo de moldagem em prensa e sinterização. Como qualquer outro produto plástico, o PTFE possui uma característica de escoamento quando submetido a uma força de compressão. Esta característica é extremamente 95
  • 97.
    prejudicial ao desempenhode uma junta, obrigando reapertos freqüentes para reduzir ou evitar vazamentos. Este escoamento é acentuado com a elevação da temperatura. 2.2. PLACA DE PTFE USINADA Estas placas são fabricadas a partir da usinagem de um tarugo de PTFE virgem ou reprocessado. Este processo foi desenvolvido para superar as dificuldades do processo de moldagem na fabricação de placas de maiores dimensões. Entretanto, estas placas possuem as mesmas deficiências de escoamento que as placas moldadas. 2.3. PLACA DE PTFE USINADA COM CARGA Para reduzir o escoamento são usadas cargas minerais ou fibra de vidro. Em virtude do processo de sinterização e usinagem esta adição não é suficiente para reduzir substancialmente o escoamento em temperaturas elevadas. 2.4. PLACA DE PTFE ADITIVADO – TEALON* Para reduzir o escoamento um novo processo foi desenvolvido para produzir placas de PTFE. Antes da sinterização as placas passam por um processo de laminação criando uma micro-estrutura altamente fibrilada. O escoamento tanto em temperatura ambiente quanto em temperaturas elevadas é substancialmente reduzido. Para atender as diversas necessidades de resistência química, vários aditivos são adicionados durante o processo de fabricação, tais como Barita, Sílica ou micro- esferas ocas de vidro. Cada aditivo atende uma necessidade específica, mas podem ser empregados na maioria das aplicações comuns. As placas de PTFE aditivado TEALON* são analisadas detalhadamente na seção seguinte. 2.5. PTFE EXPANDIDO - QUIMFLEX Como alternativa para reduzir o escoamento do PTFE foi desenvolvido o processo de expansão antes da sinterização. Neste processo materiais para juntas são expandidos em uma direção (cordões ou fitas) ou em duas direções (placas). Os produtos de PTFE Expandido possuem excelente resistência química e grande compressibilidade. Na Seção 5 deste Capítulo são apresentados os diversos produtos de PTFE Expandido QUIMFLEX. 3. TEALON* – PLACAS DE PTFE ADITIVADO As placas de PTFE Aditivado TEALON* foram desenvolvidas para atender os mais elevados requisitos exigidos na fabricação de juntas de PTFE. O seu processo único de fabricação permite obter uma estrutura altamente fibrilada que, em conjunto com aditivos selecionados, resulta em um produto de excepcional qualidade. As placas Tealon* são aditivadas com Barita, Sílica ou micro-esferas ocas de vidro, conforme descrito a seguir *TEALON é marca registrada da E.I. DuPont de Nemours e usada sob licença pela Teadit. 96
  • 98.
    Tealon* TF1570: placa de PTFE com micro-esferas ocas de vidro. Este aditivo produz placas com elevada compressibilidade usadas em flanges frágeis ou revestidos, substituindo com vantagens as juntas tipo envelope. Soluções cáusticas fortes podem atacar o vidro, por isso não é recomendado para estas aplicações. É fornecido na cor azul. • Tealon* TF1580: placa de PTFE com Barita. Este material possui excepcional resistência a agentes cáusticos fortes, como a Soda Cáustica. Também atende aos requisitos da Food and Drug Administration (FDA) para serviços com alimentos e remédios. De cor branca é utilizado para aplicações onde existe risco de contaminação do produto. • Tealon* TF1590: placa de PTFE com Sílica. Produto indicado para serviços com ácidos fortes. Também pode ser considerado um produto para serviço geral incluindo soluções cáusticas fracas. Fornecido na cor marrom. 3.1. TESTES DE DESEMPENHO As placas de Tealon* foram submetidas a vários testes para comprovar as suas excepcionais qualidades. A seguir estão os resultados destes testes. 3.1.1. COMPRESSÃO À QUENTE Juntas de Tealon* TF1580, TF1590 e de placa de PTFE usinada dimensões ASME B16.21, DN 3/4” – Classe 150 psi foram submetidas a uma força de esmagamento de 10 MPa (1500 psi) por uma hora a 260º C. A Figura 5.1 mostra o resultado do teste, onde pode-se ver claramente o fenômeno do escoamento do PTFE. As juntas de Tealon* mantiveram a sua forma original. Figura 5.1 3.1.2. IMERSÃO EM SODA CÁUSTICA A 110 ºC Para verificar o desempenho em serviços com produtos cáusticos fortes amostras de Tealon* TF1580 e TF1590 foram imersas em solução de soda cáustica concentrada a 33%, 110º C por 24 dias. Durante este período as alterações de massa foram registradas. A Figura 5.2 mostra o resultado do teste. 97
  • 99.
    Figura 5.2 Como pode ser observado, o TF1580 mostrou a sua excepcional resistência, não sendo atacado pela soda cáustica. A Sílica do TF1590 foi atacada e, por esta razão, este material não é recomendado para serviço com soda cáustica quente. 3.1.3. IMERSÃO EM ÁCIDO SULFÚRICO A 85 ºC O desempenho do Tealon* TF1580 e TF1590 em serviços com produtos ácidos fortes foi constatado em imersão em solução de ácido sulfúrico concentrado a 20%, 85º C por 8 dias. Durante este período as alterações de massa foram registradas. A Figura 5.3 mostra o resultado do teste. 98
  • 100.
    Figura 5.3 3.1.4. VAZAMENTOCOM CICLO TÉRMICO Juntas de Tealon* TF1570 e de placa de PTFE sinterizado foram submetidas a teste de Selabilidade para comparar o seu desempenho com ciclo térmico.As juntas foram instaladas em condições silmilares, segundo o procedimento abaixo: • Instalar juntas com esmagamento de 35 MPa (5000 psi). • Aguardar 30 minutos e reaplicar a pressão de esmagamento de 35 MPa (5000 psi). • Elevar a temperatura para 200º C. • Pressurizar o aparelho de teste com 42 bar (600 psi) e fechar a entrada de Nitrogênio até o final do teste. • Manter a temperatura constante de 200º C por 4 horas. • Desligar o sistema de aquecimento e deixar o dispositivo de teste esfriar. • Quando a temperatura atingir 30º C ligar novamente o sistema de aquecimento até a temperatura atingir 200º C e manter por 30 minutos. • Este ciclo é repetido duas vezes. • Registrar a temperatura, pressão do N2 e pressão de esmagamento. O resultado do teste está mostrado nos gráficos das Figuras 5.4 e 5.5. A primeira figura mostra que a queda de pressão do TF1570 é desprezível ao passo que a do PTFE sinterizado é de mais de 50% da pressão inicial. O motivo desta acentuada 99
  • 101.
    perda é aredução na pressão de esmagamento provocada pela escoamento do PTFE sinterizado, conforme mostrado na Figura 5.5. Este teste é uma demonstração prática das diferenças entre o PTFE sinterizado e os produtos laminados como o Tealon. A estrutura fibrilada e os aditivos do Tealon reduzem significativamente o seu escoamento, um dos grandes problemas das juntas de PTFE. Figura 5.4 Figura 5.5 100
  • 102.
    3.1.5. RESISTÊNCIA ÀPRESSÃO (HOBT-2 TEST) Juntas de TF1580 e TF1590 foram testadas pelo Tightness Testing and Research Laboratory (TTRL) da Universidade de Montreal para verificar a sua resistência à pressão em temperatura elevada. O procedimento empregado foi o Hot Blow-Out 2 (HOBT-2), cuja descrição sumária é a seguinte: • Flanges ASME B16.5 DN 3” – Classe 150 psi. • Gás de teste: Hélio. • Pressão de teste: 435 psi. • Pressão de esmagamento da junta: 5000 psi. • Procedimento de teste: a junta é instalada e o dispositivo pressurizado. Em seguida a temperatura é elevada até a junta falhar ou atingir a 360º C. Os testes apresentaram os seguintes resultados: • TF1580: resistiu até 313º C. • TF1590: resistiu até o final do teste, atingindo a temperatura máxima (360º C) sem falhar. 3.1.6. SERVIÇO COM GÁS QUENTE (DIN 3535 - DVGW) Juntas de TF1580 e TF1590 foram testadas e aprovadas pelo DVGW – Deutscher Verein des Gasund Wasserfaches e.V. para verificar o atendimento à Norma DIN 3535 que estabelece as condições de teste para serviço com gás quente. 3.1.7. SERVIÇO COM OXIGÊNIO (APROVAÇÃO BAM) O Tealon TF1580 foi testado e aprovado pelo Bundesansalt für Materialforschung und –prüfung (BAM), de Berlim, Alemanha, para serviço com o oxigênio líquido ou gasoso pressão até 83 bar e 250º C. 3.1.8. SERVIÇO EM REFINARIAS E INDÚSTRIS QUÍMICAS (TA-Luft) Juntas de TF1570, TF1580 e TF1590 foram testadas e aprovadas pelo Staatliche Materialprüfungsanstalt – Universität Stuttgart para verificar o atendimento à Norma VDI 2440, que estabelece critérios para aprovação de juntas para uso em refinarias de petróleo e indústrias químicas na Alemanha. O vazamento máximo admitido com Hélio é de 10-4 mbar-l/(s-m). 3.2. PLACAS TEALON* TF1570 O Tealon* TF1570 em virtude da alta compressibilidade proporcionada pela aditivação com micro-esferas ocas de vidro é indicado para trabalhar com flanges frágeis, com revestimento de vidro ou que apresentem empenamentos ou irregularidades. É recomendado para serviços com ácidos fortes, produtos alcalinos, solventes, gases, água, vapor, hidrocarbonetos e produtos químicos em geral. As principais características do Tealon* TF1570 estão na Tabela 5.1. 101
  • 103.
    É fornecido nacor azul em placas de 1400 mm x 1500 mm nas espessuras de 0.8 mm a 6.4 mm. 3.3. PLACAS TEALON* TF1580 O Tealon* TF1580 é fabricado com resina de PTFE virgem e Barita. É recomendado para serviços com produtos alcalinos e ácidos fortes, solventes, gases, água, vapor, hidrocarbonetos e produtos químicos em geral. Atende as exigências da Food and Drug Administration (FDA) para serviços com alimentos e remédios. As principais características do Tealon* TF1580 estão na Tabela 5.1. É fornecido na cor branca em placas de 1500 mm x 1500 mm nas espessuras de 0.8 mm a 6.4 mm. 3.4. PLACAS TEALON* TF1590 O Tealon* TF1590 é fabricado com resina de PTFE virgem e Sílica. É recomendado para serviços com ácidos fortes, produtos alcalinos moderados, solventes, gases, água, vapor, hidrocarbonetos e produtos químicos em geral. Entre os diferentes tipos de Tealon* é o que tem o menor custo por placa. As principais características do Tealon* TF1590 estão na Tabela 5.1. É fornecido na cor marrom em placas de 1500 mm x 1500 mm nas espessuras de 0.8 mm a 6.4 mm. Tabela 5.1 Características típicas do Tealon* Características Método de Teste TF1570 TF1580 TF1590 Temperatura minima (ºC) - -210 -210 -210 Temperatura máxima (ºC) - +260 +260 +260 Pressão máxima (bar) - 55 83 83 Faixa de pH - 0 a 14 0 a 14 0 a 14 Fator P x T Espessura 1.5 mm 12 000 12 000 12 000 (bar x ºC) Espessura 3.0 mm 8 600 8 600 8 600 Compressibilidade a 5000 psi (%) ASTM F 36 A 30 - 50 4 - 10 7 - 12 Recuperação a 5000 psi (%) ASTM F 36 A 30 40 40 Tensão de ruptura (MPa) ASTM 152 14 14 14 Peso específico (g/cm³) ASTM D 792 1.70 2.90 2.10 Relaxamento (%) ASTM F 38 40 11 18 Selabilidade (ml/h a 0.7 bar) ASTM F 37A 0.12 .04 .20 Selabilidade (cm³/min) DIN 3535 < .015 < .015 < .015 Testes ASTM são em folhas com espessura 0.80 mm e os testes DIN em folhas com 1.5 mm de espessura 102
  • 104.
    3.5. TABELA DECOMPATIBILIDADE QUÍMICA O Anexo 5.1 apresenta a tabela de compatibilidade química dos diversos tipos de Tealon* com produtos químicos mais comuns na indústria. 3.6. FATORES PARA CÁLCULO DE JUNTAS Os fatores para cálculo de aperto e projeto para espessura de 1.5 mm estão na tabela 5.2. Tabela 5.2 Fatores para Cálculo Propriedade TF1570 TF1580 TF1590 m 2 2 4.4 y (psi) 1500 1800 2500 Gb (psi) 244 114 260 a 0.31 0.447 0.351 Gs (psi) 1.28 x 10- 2 1.6 x 10- 3 6.3 4. QUIMFLEX ® - PTFE EXPANDIDO Produto obtido a partir da extrusão e expansão do PTFE. Possui todas as suas características de resistência química, mas, em virtude do processo de expansão e orientação das cadeias atômicas, tem o escoamento a frio substancialmente reduzido. O processo de fabricação produz uma micro-estrutura fibrosa que confere ao ® Quimflex uma elevada resistência a altas pressões, reduzindo a densidade original do material entre 50% a 70%. O PTFE expandido é altamente flexível, tem excelente maleabilidade, se conformando facilmente às superfícies de vedação irregulares ou danificadas. 4.1. CARACTERÍSTICAS DO QUIMFLEX ® As principais características do Quimflex® estão listadas a seguir: • PTFE puro, sem aditivos ou cargas, para maior resistência aos produtos químicos. Faixa de pH de 0 a 14. 103
  • 105.
    • Faixa detemperatura de –240º C a +270º C, em serviço contínuo ou até +310o C em picos (curtos períodos de tempo). • Pressão de trabalho de vácuo a 200 bar. • Baixo relaxamento, dispensando o reaperto freqüente dos parafusos. • Elevada compressibilidade: muito usado em flanges delicados, como vidro, cerâmica e PVC. • Conforma-se facilmente às irregularidades da superfície de vedação, como riscos, marcas de corrosão e ondulações. • Juntas de PTFE expandido podem ser usadas de vácuo a alta pressão com grande eficiência. • Fisiologicamente inerte: não tem cheiro ou sabor, não é tóxico ou contaminante. • Não é atacado por microorganismos ou fungos. • Atende às exigências da FDA (Food and Drug Administration – USA) para uso em contato com produtos alimentícios e medicamentos. • Não possui substâncias lixiviáveis. ® • Vida ilimitada, o Quimflex não altera as suas propriedades com o tempo, não envelhece ou deteriora. • Não é atacado por agentes atmosféricos e luz solar (UV). 4.2. TESTES E APROVAÇÕES Diversos testes e aprovações para uso em gás, água potável, alimentos e oxigênio foram realizados pelas seguintes instituições independentes: • BAM Tgb. No. 6228/89 4-2346: para uso em flanges face lisa ou macho e fêmea de aço, cobre e ligas de cobre em oxigênio a pressões de até 100 bar e temperaturas de até 90o C. • DVGW Reg. No. G88e089: para linhas de gás com pressão até 16 bar e temperaturas de –10o C a +50º C. • FMPA Reg. No. V/91 2242 Gör/Gö: para uso em produtos alimentícios. • British Oxygen Corporation (BOC) Reg. No. 1592 4188/92: aprovação inglesa para uso em oxigênio líquido e gasoso. • British Water Research Council (WRC) Reg. No. MVK/9012502: aprovação inglesa para uso em água potável quente e fria. 4.3. JUNTA QUIMFLEX ® ® Uma das formas mais comuns do Quimflex para uso em vedações industriais é a de perfil retangular com auto-adesivo em um dos lados. A extrusão e expansão produz fibras com orientação axial de elevada resistência mecânica longitudinal. Durante o processo de esmagamento da junta o material reduz a sua espessura ao mesmo tempo que aumenta a sua largura. A espessura final é bem reduzida diminuindo a força radial e, com isso, a tendência a expulsar a junta (blow-out). 104
  • 106.
    Por ser altamenteflexível e de fácil aplicação, pode ser usado em flanges com formato irregular com bastante facilidade. A Figura 5.6 mostra uma típica aplicação de Quimflex® . Figura 5.6 Tabela 5.3 Dimensões dos Perfis Diâmetro Nominal do Flange Dimensão do perfil mm largura x espessura - mm até 50 3 x 1.5 de 50 a 200 5 x 2.0 de 200 a 600 7 x 2.5 de 600 a 1500 10 x 3.0 12 x 4.0 maior do que 1500 17 x 6.0 20 x 7.0 Para flanges padronizados as dimensões recomendadas estão na Tabela 5.3. Para flanges especiais a largura do Quimflex® deve ser de 1/3 a 1/2 da largura disponível para a vedação. Para flanges muito danificados ou irregulares, usar a maior espessura possível. 4.4. PLACAS E FITAS QUIMFLEX ® O processo de estiramento bi-axial permite a fabricação de placas e fitas de PTFE expandido com resistência nas duas direções. O resultado é um material extremamente compressível e que não altera as suas dimensões de largura e comprimento ao ser esmagado. Esta propriedade é obtida através da estrutura balanceada de fibras no comprimento e largura da placa ou fita. A resistência cruzada é ideal para a fabricação de juntas de parede estreitas ou flanges lisos com baixo coeficiente de atrito com a junta. 105
  • 107.
    São mantidas asmesmas características de elevada compressibilidade para uso em flanges com superfícies de vedação distorcidas, corrugadas ou curvadas. As fitas podem ser fornecidas com ou sem auto-adesivo em um dos lados para facilitar a instalação da junta. Dimensões de fabricação: • Largura: 25, 50, 100, 150 e 200 mm • Espessura: 0.5, 1.0, 1.5, 2.0, e 3.0 mm As placas são fabricadas com 1500 mm x 1500 mm nas espessuras de 1.5 mm e 3.0 mm. 4.5. FATORES PARA CÁLCULO DE JUNTAS Os fatores para cálculo de juntas de Quimflex® estão na Tabela 5.4. Tabela 5.4 Fatores para Cálculo Característica Junta Placa / Fita m 2 2 y (psi) 2 800 2 800 Gb (MPa) 8.786 2.945 a 0.193 0.313 Gs (MPa) 1.8 E -14 3 E -4 Pressão de esmagamento máxima (MPa) 150 150 O gráfico da Figura 5.7 mostra a pressão mínima de esmagamento para atingir o nível de selabilidade de 0.01 mg/s-m com Nitrogênio. Pressões de esmagamento maiores que o valor da curva, produzem um vazamento de Nitrogênio menor que 0.01 miligrama por segundo por metro de comprimento da junta. Figura 5.7 106
  • 108.
    5. JUNTAS TIPO 933 ENVELOPADAS EM PTFE Consiste em junta de papelão hidráulico revestido por um envelope contínuo de PTFE. Alia as características de resistência mecânica e resiliência do papelão hidráulico, com a resistência química de PTFE. A espessura do envelope é de 0.5 mm. Em aplicações onde é necessária uma maior conformabilidade da junta, o enchimento pode ser feito com um Elastômero. Suas aplicações principais são os equipamentos e flanges de vidro, cerâmico ou aço com revestimento de vidro. A temperatura máxima admissível no envelope é de 260º C. Entretanto, este valor deve levar em consideração também o limite de cada material do enchimento. 5.1. FORMAS CONSTRUTIVAS Existem dois tipos de envelopes, ambos fabricados a partir de tarugos ou buchas de PTFE, não possuindo, portanto, emendas que permitam o contato do fluido com o enchimento. 5.2. TIPO 933-V É o tipo mais comum, por ser o mais econômico. A Figura 5.8 mostra o corte transversal da junta. Tem espessura total limitada a aproximadamente 3.2mm (1/8"). Devido ao elevado custo do PTFE, o envelope é normalmente fabricado nas dimensões RF (raised face). Quando é necessário que a junta cubra toda a superfície do flange, o enchimento pode ser FF (full face) com o envelope de PTFE indo apenas até os parafusos, reduzindo, desta forma, o custo da junta sem prejudicar a sua performance. Figura 5.8 107
  • 109.
    5.3. TIPO 933-U Usada quando é necessária uma junta para absorver maiores irregularidades ou com maior resiliência (Figura 5.9). Possui reforço metálico corrugado entre duas lâminas de enchimento. Figura 5.9 5.4. JUNTAS MAIORES QUE 610 mm ( 24" ) DE DIÂMETRO INTERNO Por não serem comercialmente disponíveis buchas de PTFE nestas dimensões, juntas acima de 610 mm (24" ) são fabricadas a partir de fitas moldadas em volta do enchimento (Figura 5.10). As extremidades da fita são soldadas a quente, para evitar a contaminação do enchimento. Figura 5.10 108
  • 110.
    Anexo 5.1 Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* A: adequado B: consultar Teadit C: não recomendado Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Acetaldeído A A A Acetamida A A A Acetato de alila A A A Acetato de amila A A A Acetato de butila A A A Acetato de etila A A A Acetato de potássio A A A Acetato de vinila B B B 2-Acetilaminofluoreno A A A Acetileno A A A Acetofenona A A A Acetona A A A Acetonitrila A A A Ácido abiético A A A Ácido acético (bruto, glacial, puro) A A A Ácido acrílico B B B Ácido benzóico A A A Ácido bórico A A A Ácido bromídrico A A A Ácido butírico A A A Ácido carbólico, fenol A A A Ácido carbônico A A A Ácido cianídrico A A A Ácido cítrico A A A Ácido clorídrico A A A Ácido cloroacético A A A Ácido cloroazótico (Água Régia) A A A Ácido clorossulfônico A A A Ácido crômico A A A Ácido crotônico A A A Ácido esteárico A A A Ácido flúor silícico C A C Ácido fluorídrico, anidro C C C Ácido fórmico A A A Ácido fosfórico , puro, < 45% A A A 109
  • 111.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Ácido fosfórico , puro, > 45%, ≤ 150° F B A B Ácido fosfórico , puro, > 45%, >150° F B A C Ácido fosfórico, bruto C A C Ácido ftálico A A A Ácido lático > 150°F A A A Ácido lático, ≤ 150°F A A A Ácido maleico A A A Ácido metilacrílico A A A Ácido muriático A A A Ácido nítrico < 30% A A A Ácido nítrico > 30% A A A Ácido nítrico, estado natural A A A Ácido nítrico, fumegante A A A Ácido nitrohidroclórico (água régia) A A A Ácido nitromuriático (água régia) A A A Ácido oleico A A A Ácido oxálico B A A Ácido palmítico A A A Ácido perclórico A A A Ácido pícrico, fundido B B B Ácido pícrico, solução aquosa A A A Ácido prússico, ácido hidrociânico A A A 10-75%, ≤ 260°C A A A 75-98%, 65°C a 260°C B B A Ácido sulfúrico 75-98%, ≤ 65°C A B A fumegante B C A 10%, ≤ 65°C A A A 10%, > 65°C A A A Ácido sulfuroso A A A Ácido tânico A A A Ácido tartárico A A A Ácido tolueno sulfônico A A A Ácido tricloroacético A A A Ácidocloronitroso (Água Régia) A A A Acrilamida B B B Acrilato de etila B B B Acrilonitrila B B B Acroleína B B B Água de alimentação de caldeira A A A Água de esgoto A A A 110
  • 112.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Água régia A A A Água salgada A A A Água, água do mar destilada A A A Água, condensação A A A Água, destilada A A A Água, destilada de torneira A A A Água, mina ácida, com sais não oxidantes A A A Água, mina ácida, com sal oxidante A A A Álcool metílico A A A Álcool amílico A A A Álcool benzílico A A A Álcool butílico, butanol A A A Álcool de cereais A A A Álcool de madeira A A A Álcool etílico A A A Álcool isopropílico A A A Álcool N-octadecílico A A A Alumes A A A Alvejante (hipoclorito de sódio) A A A 4-Aminodifenila A A A Amônia, líquido ou gás A A A Anidrido acético A A A Anidrido acrílico A A A Anidrido crômico A A A Anidrido ftálico A A A Anidrido maleico A A A Anilina, óleo de anilina A A A o-Anisidina A A A Ar A A A Asfalto A A A Baygon A A A Benzaldeído A A A Benzeno, Benzol A A A Benzidina A A A Benzonitrila A A A Beta-Propiolactona A A A Bicarbonato de sódio A A A Bicromato de potássio A A A Bifenila A A A Bifenilas policloradas A A A 111
  • 113.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Bis(2-cloroetil)éter A A A Bis(2-etilhexil)ftalato A A A Bis(clorometil)éter A A A Bissulfato de sódio, seco A A A Bissulfeto de cálcio A A A Bissulfito de sódio A A A Borax A A A Brometo de etileno A A A Brometo de hidrogênio A A A Brometo de lítio A A A Brometo de metila A A A Brometo de vinila B B B Bromo A A A Bromofórmio A A A Bromometano A A A Butadieno B B B Butano A A A 2-Butanona A A A n-butilamina A A A terc-butilamina A A A Butilamina terciária A A A Calflo AF A A A Calflo FG A A A Calflo HTF A A A Calflo LT A A A Caprolactama A A A Carbamato de etila A A A Carbonato de dietila A A A Carbonato de sódio A A A Catechol A A A Cerveja A A A Cetano (Hexadecano) A A A Cianamida de cálcio A A A Cianeto de potássio A A A Cianeto de sódio C A C Ciclohexano A A A Ciclohexanona A A A Clorato de sódio A A A Cloreto de alila A A A Cloreto de alumínio A A A 112
  • 114.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Cloreto de amônia A A A Cloreto de bário A A A Cloreto de benzila A A A Cloreto de benzoíla A A A Cloreto de cálcio A A A Cloreto de cobre A A A Cloreto de dimetil carbamoil A A A Cloreto de enxofre A A A Cloreto de estanho A A A Cloreto de etila A A A Cloreto de etilideno A A A Cloreto de magnésio A A A Cloreto de mercúrio A A A Cloreto de metila A A A Cloreto de metileno A A A Cloreto de níquel A A A Cloreto de sódio A A A Cloreto de tionila A A A Cloreto de vinila B B B Cloreto de vinilideno B B B Cloreto de zinco A A A Cloreto férrico A A A Cloro, seco ou úmido A A A 2-Cloroacetofenona A A A Clorobenzeno A A A Clorobenzilato A A A Cloroetano A A A Cloroetileno A A A Clorofórmio A A A Cloro-metil-metil-éter A A A Cloropreno A A A Cola, Base proteína A A A Combustível de aviação (Tipos JP) A A A Corantes de anilina A A A Creosoto A A A Cresóis, Ácido cresílico A A A Cromato de potássio, vermelho A A A Cumeno A A A Diazometano A A A Dibenzofurano A A A 113
  • 115.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Dibrometo de etileno A A A 1,2-Dibromo-3-cloropropano A A A Dibromoetano A A A Dicloreto de etileno A A A Dicloro propileno A A A 1,4-Diclorobenzeno A A A o-Diclorobenzeno A A A 3,3-Diclorobenzideno A A A Dicloroetano (1,1 ou 1,2) A A A 1,1-Dicloroetileno B B B Dicloro-etil-éter A A A Diclorometano A A A 1,2-Dicloropropano A A A 1,3-Dicloropropeno A A A Dicromato de potássio A A A Dietanolamina A A A N,N Dietilanilina - A A A 1,2-Difenilhidrazina - A A A N,N-Dimetil anilina A A A Dimetil Hidrazina, assimétrica A A A Dimetilaminoazobenzeno A A A 3,3-Dimetilbenzidina A A A Dimetilformamida A A A 3,3-Dimetoxibenzideno A A A 2,4-Dinitrofenol A A A 4,6-Dinitro-o-Cresol e sais A A A 2,4-Dinitrotolueno A A A Dioxano A A A Dióxido de carbono, seco ou úmido A A A Dióxido de cloro A A A Dióxido de enxofre A A A Dióxido de flúor C C C 2,3,7,8-TCDB-p-Dioxina A A A Diphyl DT A A A Dissulfeto de carbono A A A Dowfrost A A A Dowfrost HD A A A Dowtherm 4000 A A A Dowtherm A A A A Dowtherm E A A A 114
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    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Dowtherm G A A A Dowtherm HT A A A Dowtherm J A A A Dowtherm Q A A A Dowtherm SR-1 A A A Enxofre, fundido A A A Epicloroidrina A A A 1,2-Epoxibutano A A A Ésteres fosfatados A A A Estireno B B B Etano A A A Éter dibenzílico A A A Éter dimetílico A A A Éter etílico A A A Éter metil terc-butílico (MTBE) A A A Éteres A A A Etil celulose A A A Etilbenzeno A A A Etileno A A A Etileno glicol A A A Etileno tiouréia A A A Etilenoimina B A B p-fenilenodiamina A A A Fenol A A A Fluido de processo UCON WS A A A Fluido de transferência de calor UCON 500 A A A Fluido de transmissão A A A A Flúor, gás C C C Flúor, líquido C C C Fluoreto de alumínio B A C Fluoreto de hidrogênio C C C Formaldeído A A A Fosfato de amônia, dibásico A A A Fosfato de amônia, monobásico A A A Fosfato de amônia, tribásico A A A Fosfato de ferro A A A Fosfato de sódio, dibásico B A B Fosfato de sódio, monobásico A A A Fosfato de sódio, tribásico B A C Fosfato de tricresila A A A 115
  • 117.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Fosfina A A A Fósforo elementar A A A Fosgênio A A A Ftalato de dibutila A A A Ftalato de dimetila A A A Furfural A A A Gás de forno de coque A A A Gás de gasogênio A A A Gás natural A A A Gasolina de aviação A A A Gasolina, ácida A A A Gasolina, refinada A A A Gelatina A A A Glicerina, glicerol A A A Glicol A A A Glicose A A A Graxa, Base petróleo A A A Heptano A A A Hexaclorobenzeno A A A Hexaclorobutadieno A A A Hexaclorociclopentadieno A A A Hexacloroetano A A A Hexadecano A A A Hexametil fosforamida A A A Hexametileno diisocianato A A A Hexano A A A Hexoato de etila A A A Hexona A A A Hidrazina A A A Hidrogênio A A A Hidroquinona A A A Hidróxido de alumínio (sólido) A A A Hidróxido de amônia A A A Hidróxido de bário A A A Hidróxido de cálcio A A B Hidróxido de magnésio A A A Hidróxido de potássio B B C Hidróxido de sódio B A C Hipoclorito de cálcio A A A Hipoclorito de sódio A A A 116
  • 118.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Iodeto de metila A A A Iodometano A A A Isobutano A A A Isooctano A A A Leite A A A Licor de sulfato preto B A C Licor de sulfato verde B A C Licores de cana-de-açúcar A A A Lindano A A A Lítio, elementar C C C Lixívia, detergente B B C Mercúrio A A A Metacrilato de alila A A A Metacrilato de butila B B B Metacrilato de metila B B B Metacrilato de vinila A A A Metafosfato de sódio A A B Metais alcalinos fundidos C C C Metano A A A Metanol, álcool metílico A A A Metil clorofórmio A A A Metil etil cetona A A A Metil hidrazina A A A Metil isobutyl cetona (MIBK) A A A Metil isocianato A A A N-Metil-2-pirrolidona A A A 2-Metilaziridina B A B 4,4-Metileno bis(2-clororoanilina) A A A 4,4-Metileno dianilina A A A Metileno difenildiisocianato A A A Mobiltherm 600 A A A Mobiltherm 603 A A A Mobiltherm 605 A A A Mobiltherm Light A A A Monometilamina A A A Monóxido de carbono A A A MultiTherm 100 A A A MultiTherm 503 A A A MultiTherm IG-2 A A A MultiTherm PG-1 A A A 117
  • 119.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Naftaleno A A A Naftas A A A Naftóis A A A Nitrato de alumínio A A A Nitrato de amônia A A A Nitrato de cálcio A A A Nitrato de potássio A A A Nitrato de prata A A A Nitrato de propila A A A Nitrato de sódio A A A 2-Nitro-2-metil propanol A A A Nitrobenzeno A A A 4-Nitrobifenila A A A 2-Nitro-Butanol A A A Nitrocalcita (Nitrato de cálcio) A A A 4-Nitrofenol A A A Nitrogênio A A A Nitrometano A A A 2-Nitropropano A A A N-Nitrosodimetilamina A A A N-Nitrosomorfolina A A A N-Nitroso-N-Metiluréia A A A Octano A A A Oleína B C A Óleo hidráulico, Sintético A A A Óleo bruto A A A Óleo combustível A A A Óleo combustível, ácido A A A Óleo de linhaça A A A Óleo de Madeira da china, de Tungue A A A Óleo de milho A A A Óleo de rícino ou de mamona A A A Óleo de semente de algodão A A A Óleo de soja A A A Óleo de transformador (tipo mineral) A A A Óleo de Tungue A A A Óleo Diesel A A A Óleo hidráulico, Mineral A A A Óleo, petróleo A A A Óleos de petróleo, bruto A A A 118
  • 120.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Óleos de petróleo, refinado A A A Óleos lubrificantes, ácidos A A A Óleos lubrificantes, refinados A A A Óleos lubrificantes,tipos mineral ou petróleo A A A Óleos minerais A A A Óleos, Animal e vegetal A A A Orto-diclorobenzeno B A A Óxido de estireno A A A Óxido de etileno B B B Óxido de propileno A A A Oxigênio, gás A A A Ozônio A A A Parafina A A A Paratherm HE A A A Paratherm NF A A A Parathion A A A Para-xileno A A A Pentacloreto de fósforo A A A Pentaclorofenol A A A Pentacloronitrobenzeno A A A Pentafluoreto de iodo B B B Pentano A A A Perborato de sódio A A A Percloroetileno A A A Permanganato de potássio A A A Peróxido de hidrogênio, 10-90% A A A Peróxido de sódio A A A Peroxihidrato metaborato de sódio A A A Piche, alcatrão A A A Pineno A A A Piperideno A A A Piridina A A A Poliacrilonitrila A A A Potassa, Carbonato de potássio A A A Potássio elementar C C C Propano A A A Propileno A A A 1,2-Propilenoimina B A B Propionaldeído A A A Querosene A A A 119
  • 121.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Quinolina A A A Quinona A A A Refrigerantes Ver condições específicas abaixo 143a A A A 152a A A A C316 A A A 10 A A A 11 A A A 112 A A A 113 A A A 114 A A A 114B2 A A A 115 A A A 12 A A A 123 A A A 124 A A A 125 A A A 13 A A A Refrigerantes (continuação) 134a A A A 13B1 A A A 141b A A A 142b A A A 21 A A A 218 A A A 22 A A A 23 A A A 290 A A A 31 A A A 32 A A A 500 A A A 502 A A A 503 A A A C318 A A A HP62 A A A HP80 A A A HP81 A A A 2,4-D Sais e ésteres A A A Salitre de cal (nitratos de cálcio) A A A Salitre Norge (Nitrato de cálcio) A A A 120
  • 122.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Salitre norueguês (Nitrato de cálcio) A A A Salitre, nitrato de potássio A A A Salmoura (cloreto de sódio) A A A Sebacato de dibutila A A A Silicato de sódio B A B Sódio elementar C C C Soluções de detergente B A B Soluções de galvanização com cromo B A B Soluções de sabão A A A Solventes clorados, seco ou úmido A A A Solventes para verniz A A A Sulfato de alumínio A A A Sulfato de amônia A A A Sulfato de cobre A A A Sulfato de dietila A A A Sulfato de dimetila A A A Sulfato de ferro A A A Sulfato de magnésio A A A Sulfato de níquel A A A Sulfato de potássio A A A Sulfato de sódio A A A Sulfato de titânio A A A Sulfato de zinco A A A Sulfeto de bário A A A Sulfeto de carbonila A A A Sulfeto de hidrogênio,seco ou úmido A A A Sulfeto de sódio A A A Superóxido de sódio A A A Syltherm 800 A A A Syltherm XLT A A A Terebintina, aguarrás A A A Tetrabromoetano A A A Tetracloreto de carbono A A A Tetracloreto de titânio A A A Tetracloroetano A A A Tetracloroetileno A A A Tetrahidrofurano, THF A A A Tetraóxido de nitrogênio A A A Therminol 44 A A A Therminol 55 A A A 121
  • 123.
    Anexo 5.1 (Continuação) Tabela de Compatibilidade Química dos produtos Tealon* Fluido TF1570 TF1580 TF1590 Therminol 59 A A A Therminol 60 A A A Therminol 66 A A A Therminol 75 A A A Therminol D12 A A A Therminol LT A A A Therminol VP-1 A A A Therminol XP A A A Tiossulfato de sódio, hipo A A A Tolueno A A A 2,4-Toluenodiamina A A A 2,4-Toluenodiisocianato A A A o-Toluidina A A A Triclorobenzeno A A A 1,2,4-Triclorobenzeno A A A 1,1,2-Tricloroetano A A A Tricloroetileno A A A 2,4,5-Triclorofenol A A A 2,4,6-Triclorofenol A A A Trietanolamina A A A Trietilalumínio A A A Trietilamina A A A Trifluoreto de bromo C C C Trifluoreto de cloro C C C 2,2,4-Trimetilpentano A A A Trióxido de cromo A A A Trióxido de enxofre, seco ou úmido A A A Uísques e vinhos A A A Vapor A A A Verniz A A A Vernizes A A A Vinagre A A A Xceltherm 550 A A A Xceltherm 600 A A A Xceltherm MK1 A A A Xceltyherm XT A A A Xileno A A A 122
  • 124.
    CAPÍTULO 6 MATERIAIS PARA JUNTAS METÁLICAS 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS Ao especificarmos o material para uma junta metálica ou semi-metálica, devemos analisar as propriedades características dos metais e as suas reações sob tensão e/ou temperatura, na presença do fluido a ser vedado. Especial atenção deve ser dada a: • Corrosão sob tensão: os aços inoxidáveis 18-8 podem apresentar o fenômeno da corrosão sob tensão quando em presença de alguns fluidos. O Anexo 6.1 mostra fluidos que provocam esta corrosão nos metais mais usados em juntas industriais. • Corrosão intergranular: os aços inoxidáveis austeníticos, em temperaturas entre 420 o C e 810 o C, apresentam, na presença de certos produtos químicos, a precipitação de carbonetos entre os grãos, fenômeno conhecido como corrosão intergranular nos aços inoxidáveis austeníticos. O Anexo 6.2 mostra os fluidos que provocam a corrosão intergranular. • Compatibilidade com o fluido: a junta deve resistir à deterioração ou ataque corrosivo pelo fluido e, ao mesmo tempo, não contaminá-lo. O Anexo 6.3 apresenta a recomendação da Fluid Sealing Association, Philadelphia, USA., para os materiais mais usados em juntas metálicas. A seguir, estão relacionadas as ligas mais usadas na fabricação de juntas industriais, suas características principais, limites de temperatura e dureza Brinell aproximada. 123
  • 125.
    2 . AÇOCARBONO Material bastante usado na fabricação de juntas dupla camisa e Ring-Joints (Capítulos 8 e 9). Devido a sua baixa resistência à corrosão, não deve ser usado em água, ácidos diluídos ou soluções salinas. Pode ser usado em álcalis e ácidos concentrados. Limite de temperatura : 500o C. Dureza: 90 a 120 HB. 3. AÇO INOXIDÁVEL AISI 304 Liga com 18% Cr e 8% Ni, a mais usada para a fabricação de juntas industriais em virtude da sua excelente resistência à corrosão, preço e disponibilidade no mercado. Sua temperatura máxima de operação é de 760oC; entretanto, devido às corrosões sob tensão e intergranular, sua temperatura para serviço contínuo está limitada a 420 o C. Dureza: 160HB. 4. AÇO INOXIDÁVEL AISI 304L Possui as mesmas características de resistências à corrosão do AISI 304. Como o seu teor de carbono está limitado a 0.03%, apresenta uma menor tendência à precipitação intergranular de carbono e, conseqüentemente , à corrosão intergranular. Seu limite de operação em serviço contínuo é de 760o C. Liga suscetível à corrosão sob tensão. Dureza: 160 HB. 5. AÇO INOXIDÁVEL AISI 316 Esta liga, com 13% Cr e 18% Ni com adição de 2% Mo, tem excelente resistência à corrosão. Pode apresentar a precipitação intergranular de carbonetos em temperaturas entre 460o C e 900o C, quando as condições de corrosão forem severas. A temperatura máxima de operação, em serviço contínuo, recomendada é de 760o C. Tem preço superior ao AISI 304 e é facilmente encontrado no mercado nacional. Dureza: 160 HB. 6. AÇO INOXIDÁVEL AISI 316L Possui a mesma composição do AISI 316, com teor de carbono limitado a 0.03%, o que inibe a precipitação intergranular de carbonetos e conseqüentemente a corrosão intergranular. A faixa de temperatura máxima de operação é 760o C a 815o C. Material de disponibilidade limitada ao mercado nacional. Dureza: 160 HB. 7. AÇO INOXIDÁVEL AISI 321 Liga austenítica com 18% Cr e 10% Ni, estabilizada com Ti, que elimina a precipitação intergranular de carbonetos e, portanto, a corrosão intergranular. Pode ser usada em temperatura de até 815o C. Material disponível no mercado nacional, com preço um pouco superior ao AISI 304. Dureza: 160 HB. 124
  • 126.
    8. AÇO INOXIDÁVEL AISI 347 Liga semelhante ao AISI 321 com 18% Cr e 10% de Ni e adição de Nióbio, que elimina a corrosão intergranular, entretanto, pode apresentar corrosão sob tensão. Temperatura de trabalho até 815o C. Dureza: 160 HB 9. MONEL Liga com 67% Ni e 30% Cu, possui excelente resistência à maioria dos ácidos e álcalis, exceto ácidos extremamente oxidantes. Sujeita à corrosão sob tensão em presença de ácido fluor-silício e mercúrio, não devendo ser usado nestes casos. Em combinação com o PTFE é muito usada em juntas Metalflex para condições severas de corrosão. É disponível no mercado nacional com preço bastante elevado. Temperatura máxima de operação: 815o C. Dureza: 95 HB. 10. NÍQUEL 200 Liga com 99% Ni, possui grande resistência à corrosão aos álcalis cáusticos, embora não possua a mesma resistência global do Monel. É também usada em juntas Metalflex para aplicações especiais. É disponível no mercado nacional com preço bastante elevado. Temperatura máxima de operação: 760o C. Dureza: 110 HB. 11. COBRE Material bastante usado em juntas de pequenas dimensões, onde a força máxima de esmagamento é limitada. Temperatura máxima de operação: 260 o C. Dureza: 80 HB. 12. ALUMÍNIO Devido à sua excelente resistência à corrosão e facilidade de trabalho é muito usado na fabricação de juntas de dupla camisa. Temperatura de serviço máxima: 460o C. Dureza: 35 HB. 13. INCONEL Liga à base de Níquel (70%) com 15% Cr e 7% Fe tem excelente resistência à temperaturas criogênicas e elevadas. Limite de temperatura: 1100o C. Dureza: 150 HB. 14. TITÂNIO Metal com excelentes propriedades de resistência à corrosão em temperaturas elevadas, atmosferas oxidantes, ao ácido nítrico e soluções alcalinas. Limite de temperatura: 1100o C. Dureza: 215 HB. 125
  • 127.
    Além destes materiais,os mais usados em aplicações industriais são algumas vezes recomendados metais ou ligas especiais como o Hastelloy, dependendo das condições operacionais. Deixamos de analisá-los neste livro em virtude da sua disponibilidade bastante limitada no mercado nacional e de sua aplicação restrita a situações muito especiais. 126
  • 128.
    ANEXO 6.1 PRODUTOS QUEINDUZEM A CORROSÃO SOB TENSÃO EM METAIS OU LIGAS A: Alumínio C: Aço Carbono I : aço inoxidável 18-8 L : Latão M: Monel N: níquel FLUIDO C I L M N A ácido clorídrico X ácido cresílico (vapores) X ácido crômico X ácido fluorídrico X X X ácido fluorsilícico X ácido nítico + cloreto de magnésio X ácido nítrico – vapores X ácido nítrico diluído X ácido sulfúrico + nítrico X ácido sulfúrico fumegante X água salgada + oxigênio X X aminos X amônia (diluída) X amônia (pura) X brometo de cálcio X butano + dióxido de enxofre X cianeto de hidrogênio + água X cianogênio X cloreto de amônia X cloreto de hidrogênio + água X X cloretos inorgânicos + água X cloretos orgânicos + água X compostos de enxofre X hidróxido de potássio X X X hidróxido de sódio X X X X X líquor sulfato (branco) X X líquor sulfeto X mercúrio X X nitrato de amônia X X X nitratos de mercúrio X X nitratos inorgânicos X permanganato de potássio X sais silicofluoretos X sulfito de hidrogênio + água X vapor d’água X X 127
  • 129.
    ANEXO 6.2 PRODUTOS QUEINDUZEM CORROSÃO INTERGRANULAR NOS AÇOS AUSTENÍTICOS FLUIDO ácido acético ácido acético + ácido salícico ácido cianídrico ácido cianídrico + dióxido de enxofre ácido crômico ácido fluorídrico + sulfato de ferro ácido fórmico ácido fosfórico ácido ftálico ácido lático ácido lático + ácido nítrico ácido maléico ácido nítrico ácido nítrico + ácido clorídrico ácido nítrico + ácido fluorídrico ácido oxálico ácido sulfâmico ácido sulfúrico ácido sulfúrico + ácido acético ácido sulfúrico + ácido nítrico ácido sulfúrico + metanol ácido sulfúrico + sulfato de cobre ácido sulfúrico + sulfato de ferro ácido sulfuroso ácidos graxos água + amido + dióxido de enxofre água + sulfato de alumínio água do mar cloreto de cromo cloreto de ferro dióxido de enxofre ( úmido ) dissulfato de cálcio + dióxido de enxofre ( ácido gástrico ) dissulfato de sódio fenol + ácido naftênico hidróxido de sódio + sulfeto de sódio hipoclorito de sódio 128
  • 130.
    ANEXO 6.2 (Continuação) PRODUTOS QUE INDUZEM CORROSÃO INTERGRANULAR NOS AÇOS AUSTENÍTICOS FLUIDO líquor sulfuroso de cozimento nitrato de amônia nitrato de cálcio nitrato de prata + ácido acético óleo cru salt spray soluções de sulfeto suco de beterraba sulfato de amônia sulfato de amônia + ácido sulfúrico sulfato de cobre sulfato de ferro 129
  • 131.
    ANEXO 6.3 RESISTÊNCIA QUÍMICA DE METAIS PARA JUNTAS 1: boa resistência 3: sem informação 2: resistência regular 4: pouca resistência A : Alumínio N : Níquel S : aço carbono C : Cobre 4 : aço inoxidável AISI 304 M : Monel 6 : aço inoxidável AISI 316 FLUIDO A C M N 4 6 S ácido bórico B R B B B B F ácido brômico F - - - - - F ácido carbólico, fenol B F B B B B - ácido cianídrico - - B - B B - ácido cítrico B B B - B B F ácido clorídrico, frio F F - - F F F ácido clorídrico, quente F F - - F F F ácido cloroacético F F - R F F F ácido crômico F F R - - B - ácido esteárico - - B B B B - ácido fluorídrico, menos de 65% F F R F F F F ácido fluorídrico, mais de 65% F R B - F F - ácido fluorsilícico - - - - F F F ácido fórmico F R - - R R F ácido fosfórico, até 45% - R R - B B F ácido fosfórico, mais de 45%, frio F R F R B B F ácido fosfórico, mais de 45%, quente F - - - F F - ácido lático, frio - - B B - R F ácido lático, quente F - - F - - - ácido nítrico concentrado B F F F R R F ácido nítrico diluído F F F F B B F ácido oléico B F B B B B - ácido oxálico R B R R B B F ácido palmítico B B B - B B B ácido pícrico F F F F B B - ácido sulfúrico até 10%, frio - - - - R R F ácido sulfúrico até 10%, quente - F - F F R F ácido sulfúrico 10-75%, frio - F - - F R F ácido sulfúrico 10-75%, quente F F - F F F R ácido sulfúrico 75-95%, frio - F - - B B - ácido sulfúrico 75-96%, quente F F - F F F R ácido sulfúrico fumegante - F F F - R - ácido sulfuroso - - F F F - B ácido tânico F B B B R R - 130
  • 132.
    ANEXO 6.3 (Continuação ) RESISTÊNCIA QUÍMICA DE METAIS PARA JUNTAS FLUIDO A C M N 4 6 S ácido tartárico B - - - - B F água destilada B F - B B B F água do mar F - B - F F - água potável B B B - B B - alcatrão B B R - B B B álcool butílico, butanol - B - B - - - amônia, gás, frio B - B - B B B amônia, gás, quente - F - - - - - anidrido acético - R R R - R F anilina F F B - B B B ar B B B B B B B asfalto - B B - B - B benzeno B B B - B B B benzol B B B - B B B bicarbonato de sódio F - B B B B - bórax R R B B B B B bromino - F - - F F F butano B - B - - B B cerveja B B B B B B B cianeto de potássio F F B - B B B cloreto de alumínio F R B - F F R cloreto de amônia F F R R R R - cloreto de bário F - - B R B - cloreto de cálcio - B R - - - B cloreto de cobre F - R - F F R cloreto de enxofre - F - - - - - cloreto de etila - B B B B B B cloreto de magnésio F R R R R R R cloreto de mercúrio F F F F F F - cloreto de metileno - B B - - - B cloreto de níquel F F - - R R - cloreto de potássio - B B B B B B cloreto de sódio F R B - B R B cloreto de zinco F F B - F F - cloreto estânico F F F F - - - cloreto férrico F F F F F F F cloro (seco) B B B - B B B cloro (úmido) F F F - F - F cola B - B - B B B 131
  • 133.
    ANEXO 6.3 (Continuação ) RESISTÊNCIA QUÍMICA DE METAIS PARA JUNTAS FLUIDO A C M N 4 6 S dióxido de carbono, seco B B B - B B B dióxido de carbono, úmido R R B - B B R dióxido de enxofre, seco B B B B B B B trióxido de enxofre, seco B B B - B B B dissulfeto de carbono B F B - B B B dissulfito de cálcio - F F - - B F dowtherm A B F - - - - B dowtherm E F B - - - - B enxofre B F F F R R B esgoto doméstico R - B - R R R éter B B R - - - B fluoreto de alumínio F - - - - - - formaldeído R R B - B B R fosfato de amônia R R B B B B F fosfato de sódio B - B B - B - freon B B B - - - - furfural B B B - B B B gás de alto forno - F - - - - B gás natural - B B - B B B gasolina B B B B B B B gelatina B - B - B B - glicerina, glicerol B R B - B B B glicose B B B - B B B hidrogênio, gás frio B B B - B B B hidrogênio, gás quente B B B - B B B hidróxido de amônia R F - - B B B hidróxido de bário F F - B B - - hidróxido de cálcio - - B B R R B hidróxido de magnésio F F B B B B B hidróxido de potássio F F B B R R - hidróxido de sódio F F B B R R B hipoclorito de sódio F - - - F F F leite B - B B - B B licor de cana-de-açúcar B B B - B B B metanol B B B - B B B mercúrio F F B - B B B nitrato de amônia R F - - B B B nitrato de sódio B R B B R B B óleo combustível - B B - B - B 132
  • 134.
    ANEXO 6.3 (Continuação ) RESISTÊNCIA QUÍMICA DE METAIS PARA JUNTAS FLUIDO A C M N 4 6 S óleo combustível (ácido) - - B - - - - óleo de algodão B - B - B B B óleo de linhaça B B B - B B B óleo lubrificante refinado B B B - B - B óleo de milho B - B - B B B óleos minerais B B B - B B B óleo de soja - - - - B B - oxigênio, frio B B B - B B B oxigênio, até 260°C B B B - B B B oxigênio, 260 a 540°C - F B - B B - oxigênio, mais de 540°C F F F B F F F peróxido de hidrogênio B F R R B B F peróxido de sódio B - B B B B - petróleo cru, até 540°C B - - - B B B petróleo cru, mais de 540°C F F F F F F F propano - - B - B B B querosene - B B - B B B sabão - - B - B B B silicato de sódio F - B B - B B solventes clorados, secos B B B - B - B solventes clorados, úmidos F F B - - - F sulfato de alumínio - R R - R R F sulfato de amônia - R B - B B B sulfato de cobre F - B - B B F sulfato de magnésio - B B - B B B sulfato de níquel F F - - B B - sulfato de potássio B B B B R R B sulfato de sódio - B R B B B B sulfato de zinco - F B - B - - sulfato férrico F F F F R B F sulfeto de sódio F F R R B B B sulfito de bário - F B - B B - sulfito de hidrogênio, frio B F B B B B B sulfito de hidrogênio, quente B F F F - - F sulfito de sódio F F R R B B B tetracloreto de carbono - - B - - - - tolueno B - B - - - B tricloroetileno - - B - - - - uísque B - B - R B F 133
  • 135.
    ANEXO 6.3 (Continuação ) RESISTÊNCIA QUÍMICA DE METAIS PARA JUNTAS vapor, até 200°C B B B B B B B vapor, até400°C - - - - B B B vapor, mais de 400°C F F F F B B F vinagre - - B - R B - vinho B - B - R B F 134
  • 136.
    CAPÍTULO 7 JUNTAS METALFLEX® 1. O QUE É UMA JUNTA METALFLEX ® É uma espiral constituída de uma fita metálica pré-formada e de um enchimento com material macio que, interagindo, proporcionam a vedação. Quando é realizado o esmagamento inicial da junta o enchimento escoa preenchendo as imperfeições do flange. A fita metálica tem a função de dar resistência mecânica. O 135
  • 137.
    seu formato em‘V’ como um anel “chevron” permite à junta reagir como uma mola se acomodando às variações de pressão e temperatura. Pode ser fabricada em diversas combinações de materiais, dimensões e formas. As juntas para flanges ASME e DIN são padronizadas e produzidas em série. As juntas Metalflex são cada vez mais utilizadas cobrindo ampla faixa de aplicação, oferecendo uma vedação eficiente. Capaz de suportar pressões e temperaturas elevadas a custo bastante reduzido. Este capítulo apresenta as principais normas técnicas, valores para projeto e outras informações relacionadas às juntas Metalflex. 2. MATERIAIS 2.1. FITA METÁLICA A fita metálica é padronizada na espessura de 0.20 mm, com a largura variando conforme a espessura final da junta. Os metais normalmente disponíveis no mercado nacional em fitas adequadas à fabricação de Juntas Metalflex são: • Aço inoxidável AISI 304: é o material mais usado devido ao seu preço e características de resistência à corrosão. • Aço inoxidável AISI 316 e 316L. • Aço inoxidável AISI 321. • Monel. • Níquel 200. • Titânio As características principais e recomendações de uso destes materiais estão no Capítulo 6 deste livro. 2.2. ENCHIMENTO O enchimento é responsável pela selabilidade da junta, para isso devem ser usados materiais com elevada capacidade de vedação. O acabamento do enchimento para que a junta tenha uma boa performance deve ficar faceando ou um pouco acima da fita metálica. O enchimento abaixo da fita metálica não entra em contato com a superfície do flange, deixando, portanto, de desempenhar a sua função na junta. Por outro lado, com excesso de enchimento, a junta perde a sua resistência a altas pressões. 2.2.1. PAPELÃO DE AMIANTO Devido ao risco à saúde e menor selabilidade, o papelão de amianto foi substituído na maioria das aplicações. Este material oferece excelente resistência às soluções alcalinas (como o hidróxido de sódio ou soda cáustica), podendo ser usado em água, vapor d’água, soluções salinas e gases, exceto o oxigênio. Possui pouca resistência aos ácidos. Temperatura máxima recomendada 550o C. O amianto perde a 136
  • 138.
    sua água decristalização a 760° C. A partir desta temperatura até o ponto de fusão a 1521° C transforma-se em pó sem resistência mecânica. Entretanto, por estar inteiramente confinado entre espiras metálicas, continua a oferecer uma vedação satisfatória, sendo considerado fire-safe. 2.2.2. GRAFITE FLEXÍVEL - GRAFLEX ® As características de baixa permeabilidade, conformabilidade, estabilidade térmica e resistência química tornaram este material o mais empregado como enchimento de juntas, especialmente as Metalflex. A Grafite Flexível apresenta elevada resistência química, incluindo ácidos e bases orgânicos e inorgânicos, solventes, cera quente e óleos. Não é recomendável para compostos extremamente oxidantes, como ácido nítrico concentrado, soluções de cromo e permanganato, ácido clórico e metais alcalinos líquidos. Em atmosferas neutras ou redutoras, pode trabalhar de -200° C a 3000° C. Temperaturas acima de 450° C em atmosferas oxidantes, incluindo o ar, degradam o material. Neste caso, é necessário confinamento da junta, protegendo a grafite flexível do contato direto com o meio oxidante. A temperatura limite de operação para vapor de água e hidrocarbonetos ricos em hidrogênio é de 650o C. Nesta temperatura, o trabalho com gás de combustão com 20% de oxigênio ou atmosfera redutora ou neutra, com peso molecular do fluido maior que o ar, não é recomendável. A grafite reage com o oxigênio do ar, consumindo da parte externa para o interior da junta. O enchimento de grafite flexível para juntas Metalflex, apresenta resultados superiores ao amianto em termos de selabilidade, capacidade de resistir a cargas provocadas por transientes térmicos ou de pressão e variações no acabamento das superfícies de vedação. Estudos recentes realizados pelas grandes empresas de petróleo, concluíram que somente as juntas metálicas ou de grafite flexível, são aprovadas para serviço em refinarias, em substituição às juntas com enchimento de amianto. Por ter resistência a elevadas temperaturas, a grafite flexível é o único material não metálico que resiste aos testes de incêndio, sendo, por esta razão, considerado fire-safe. As indústrias padronizam as juntas espirais em aço inoxidável AISI 304 L e enchimento em grafite flexível para a maioria das aplicações em refinarias, indústrias químicas e petroquímicas. 2.2.3. PTFE É usado como enchimento quando se requer resistência química elevada, em temperaturas de criogenia a 260 o C. Juntas em PTFE apresentam tendência de flambagem do diâmetro interno, por isso se a junta não for instalada em flange lingüeta e ranhura, é obrigatório o uso de anel interno 137
  • 139.
    2.2.4. MICA-GRAFITE Material à base de clorita, grafite e celulose ligados com látex NBR. Por ter o mesmo preço e desempenho bastante similar ao amianto até aproximadamente 232o C teve o seu uso bastante difundido como alternativa. Entretanto, acima desta temperatura, degrada-se rapidamente, não sendo considerado fire-safe. Temperatura de operação máxima: 232o C. 2.3. ANEL DE CENTRALIZAÇÂO Não entrando em contato direto com o fluido, é normalmente fabricado em aço carbono AISI 1010/1020. Os anéis de centralização em aço carbono, recebem acabamento anti-corrosão, que pode ser pintura ou algum tipo de galvanização. Quando os flanges forem em aço inoxidável pode-se usar a guia externa no mesmo material do flange para evitar a sua contaminação pelo aço carbono. Em ambientes extremamente agressivos ou em criogenia também é recomendado o uso da guia externa em aço inoxidável. 3. DENSIDADE No processo de fabricação da espiral, a fita metálica e o enchimento são mantidos sob pressão. Combinando esta pressão de fabricação e a espessura do enchimento, podem ser fabricadas juntas de diferentes densidades. Como regra geral, juntas de maior densidade são usadas em pressões elevadas, pois possuem maior resistência às pressões de aperto. 4. DIMENSIONAMENTO O projeto de juntas para flanges não normalizados deve ser feito de modo que a espiral esteja sempre em contato com as superfícies dos flanges. Se a espiral for menor que o diâmetro interno, ou maior que a face do flange, pode haver a sua quebra, prejudicando a vedação, ou, até mesmo, provocando vazamentos. Se a espiral se projetar para dentro do diâmetro interno do flange, pedaços podem ser carregados pelo fluido, danificando os equipamentos. As recomendações a seguir, devem ser usadas ao dimensionar espirais de juntas não normalizadas. • Juntas confinadas nos diâmetros internos e externos: diâmetro interno da junta = diâmetro interno do canal + 1.6mm. diâmetro externo da junta = diâmetro externo do canal – 1.6mm • Juntas confinadas somente ao diâmetro externo: diâmetro interno da junta = diâmetro interno da face + no mínimo 6.4mm. diâmetro externo da junta = diâmetro externo do ressalto – 1.6mm. 138
  • 140.
    Juntas em flanges lisos ou com ressalto: diâmetro interno da junta = diâmetro interno da face + no mínimo 6.4mm diâmetro externo da junta = diâmetro externo da face – no mínimo 6.4mm. As dimensões dos diâmetros interno e externo, devem ser ajustadas de modo a atender as recomendações da força de esmagamento “y” e do fator “m”, conforme detalhado no Capítulo 2 deste livro. 5. ESPESSURA As espessuras de fabricação padronizadas para juntas Metalflex são 3.2 mm (1/8"), 4.45 mm (0.175"), 4.76 mm, (3/16") e 6.4 mm (1/4"). Outras espessuras podem ser fabricadas sob encomenda. Após o esmagamento, a espessura final da junta deve ficar de acordo com a Tabela 7.1. A espessura final indicada é a que a experiência mostrou ser a faixa ótima para uma máxima resiliência da junta. Tabela 7.1 Espessura das Juntas Espessura de fabricação - mm ( pol) Espessura após esmagamento - mm 3.2 ( 1/8 ) 2.3 a 2.5 4.45 ( 0.175 ) 3.2 a 3.4 4.76 ( 3/16 ) 3.2 a 3.4 6.4 ( ¼ ) 4.6 a 5.1 6. LIMITAÇÕES DIMENSIONAIS E DE ESPESSURA As juntas Metalflex podem ser fabricadas em diâmetros de 12 mm (1/2") a 3800 mm (150"). Juntas com dimensões fora do recomendado nesta tabela apresentam grande instabilidade e são de fabricação e manuseio difíceis. Tabela 7.2 Limitações Dimensionais das Juntas Espessura mm Diâmetro interno máximo mm Largura máxima mm 3.2 1000 19 4.45 1800 25 4.76 1900 25 6.4 3800 32 139
  • 141.
    As juntas comenchimento em PTFE, possuem maior tendência a se “desmancharem” no transporte e manuseio, as suas limitações são mais apertadas, conforme mostrado na Tabela 7.3. Tabela 7.3 Limitações Dimensionais das Juntas com enchimento em PTFE Espessura mm Diâmetro interno máximo mm Largura máxima - mm 3.2 500 19 4.45 1100 25 4.76 1100 25 6.4 3800 25 7. TOLERÂNCIAS DE FABRICAÇÃO As tolerâncias de fabricação estão indicadas na Tabela 7.4. Tabela 7.4 Tolerâncias de Fabricação Diâmetro interno - mm Tolerância no diâmetro - mm interno externo até 200 ± 0.4 ± 0.8 200 a 600 ± 0.8 + 1.5, - 0.8 600 a 900 ± 1.2 ± 1.6 900 a 1500 ± 1.6 ± 2.4 acima de 1500 ± 2.4 ± 3.2 A tolerância na espessura da espiral é de ± 0.13 mm medido na fita metálica. Em juntas com enchimento de PTFE ou com diâmetro interno menor que 25 mm ou com parede maior que 25 mm, a tolerância é de + 0.25 mm, - 0.13 mm. 8. ACABAMENTO DAS SUPERFÍCIES DE VEDAÇÃO Conforme já explicado no início deste capítulo, as juntas Metalflex dependem da ação conjunta da fita metálica e do enchimento para uma vedação eficiente. Quando a junta é esmagada, o enchimento “escoa”, preenchendo as imperfeições dos flanges. A resistência mecânica e resiliência são dadas pela fita metálica. Desta forma, quanto mais irregular for a superfície do flange, maior será a dificuldade em fazer escoar o enchimento e obter uma vedação adequada. Embora possam ser usadas com a maioria dos acabamentos encontrados nos flanges comerciais, a experiência indica os seguintes acabamentos como os mais adequados: 140
  • 142.
    Tabela 7.5 Acabamento da Superfície de Vedação Acabamento dos flanges - Ra Aplicação µm µ pol Uso geral 6.3 250 Fluidos perigosos ou gases 3.2 125 Trabalho em vácuo 2.0 80 Importante: as superfícies de vedação dos flanges não podem ter riscos ou marcas radiais, isto é, que se estendam do diâmetro interno ao externo. A existência de irregularidade deste tipo dificulta a vedação para qualquer tipo de junta, e, em especial, para as Metalflex. 9. PRESSÃO DE ESMAGAMENTO A pressão máxima de esmagamento ( Sg ), detalhada no Capítulo 2 é de 210 MPa (30 000 psi) para todos os tipos exceto 913M que é de 300 MPa ( 43 000 psi) , para qualquer material de enchimento. 10. TIPOS As juntas Metalflex são fabricadas em várias formas geométricas, tais como circular, oval, diamante, quadrada, retangular ou outras. Anéis de centralização ou de reforço interno, podem ser incorporados às juntas, para melhor adequá-las às condições específicas de cada equipamento ou tubulação. Os diversos tipos de juntas, suas aplicações típicas e particularidades de fabricação estão detalhados nas páginas seguintes. 11. JUNTAS TIPO 911 É o tipo mais simples, consistindo apenas da espiral circular, sem anel de centralização. As juntas Metalflex 911 são usadas principalmente em flanges Norma ASME B.16.5 tipo lingüeta e ranhura ( Figura 7.2 ) ou macho e fêmea ( Figura 7.3 ). Também são usadas em equipamentos onde existem limitações de espaço e peso. 141
  • 143.
    Figura 7.2 Figura 7.3 11.1. DIMENSIONAMENTO As dimensões das juntas para flanges ASME B16.5 estão nos Anexos 7.5 e 7.6, no final deste capítulo. 142
  • 144.
    Para outras aplicações,onde for necessário dimensionar a espiral, deve-se assegurar que a junta esteja totalmente sob compressão, entre as faces dos flanges. As indicações do Seção 4 deste capítulo, devem ser cuidadosamente seguidas. 11.2. ESPESSURA A espessura padrão para juntas tipo 911 é 3.2 mm (1/8"). Para maiores diâmetros podem ser fabricadas em espessuras de 4.45 mm , 4.76 mm e 6.4 mm. 11.3. TIPO 911-M É a espiral de vedação com anel interno ( Figura 7.4. ). A finalidade deste anel é preencher o espaço entre os flanges, evitando turbulência no fluxo do fluido e a erosão das faces dos flanges. É usado também como limitador de compressão, quando a pressão de esmagamento é maior que 210 MPa. Juntas com enchimento de PTFE possuem tendência a escoar no sentido do diâmetro interno, para este material, é mandatório o uso de anel interno, quando a junta não for instalada confinada pelo diâmetro interno. Figura 7.4 11.4. TIPO 911-T Divisões de dupla camisa metálica são soldadas à espiral de vedação ( Figura 7.5 ). As travessas são fabricadas com o mesmo material da espiral e fixadas por solda plasma. Para reduzir a força de esmagamento, a espessura das travessas é normalmente um pouco menor que a da espiral. Este tipo de junta oferece uma selabilidade maior do que a junta para trocador de calor convencional, principalmente quando o enchimento da espiral é de Grafite Flexível. Entretanto, o manuseio e instalação exigem maiores cuidados. 143
  • 145.
    Figura 7.5 12. JUNTASDE ACORDO COM A NORMA ASME B16.20 ( API 601 ) Diversos países desenvolveram normas dimensionais para este tipo de junta. A Norma ASME B16.20 tem sido a mais empregada, pois foi dimensionada para os flanges ASME B16.5 e B16.47. Em 30 de março de 1993 a American Society of Mechanical Engineers (ASME), o American Petroleum Institute ( API ) e o American National Standards Institute (ANSI), publicaram nova edição da Norma ASME B16.20. Nesta edição foram incluídas as características construtivas e dimensionais das juntas Metalflex que foram anteriormente especificadas na Norma API 601, que deixou de ser publicada. Usadas mundialmente, as juntas fabricadas obedecendo às recomendações da Norma ASME B16.20 são produzidas em grandes quantidades e facilmente encontradas em estoque. Possuem custo muito reduzido, quando comparado com juntas de desempenho equivalente. Ao especificar uma junta metálica para flanges de tubulações, a Metalflex 913 (Figura 7.6) fabricada de acordo com a Norma ASME B16.20 deve ser a primeira opção de projeto. O uso de outro tipo de junta metálica só deve ser recomendado se as condições específicas da aplicação o exigirem. 12.1. APLICAÇÃO As juntas ASME B16.20 estão dimensionadas para uso em flanges ASME/ANSI B16.5, ASME B16.47, Série A e Série B. Portanto, ao especificar uma junta Metalflex para estes tipos de flanges, não é necessário dimensioná-la. Basta apenas especificar os materiais, que devem ser compatíveis com o fluido a ser vedado 144
  • 146.
    e determinar quala classe de pressão e o diâmetro nominal. Nos Anexos 7.1 e 7.3, no final deste capítulo, estão as dimensões, tolerâncias de fabricação e recomendações de uso. . Figura 7.6 12.2. MATERIAIS Os materiais padronizados são: • Fita metálica: aço inoxidável AISI 304. • Enchimento: grafite flexível Graflex ou PTFE. • Anel de centralização: aço carbono AISI 1010/1020. • Anel interno: AISI 304. Outros materiais também podem ser fornecidos sob encomenda. 12.3. ESPIRAL A espiral deve ter as seguintes características: • Pelo menos três voltas iniciais e três finais de fita metálica sem enchimento. • As voltas iniciais da fita metálica devem ser soldadas a ponto, com espaços aproximadamente iguais separados de, no máximo, 3" (76.2mm), com um mínimo de três pontos de solda. 145
  • 147.
    Volta final de fita metálica com três pontos de solda e espaçamento de, aproximadamente, 1.50" (38.1mm ). • Para assegurar o encaixe com o anel de centralização, podem ser usadas até quatro voltas soltas de fita metálica. Estas voltas soltas não são incluídas ao determinar o diâmetro externo da espiral. 12.4. ANEL INTERNO Para evitar o esmagamento excessivo das juntas de alta pressão, devido à força de aperto dos parafusos, é necessário a colocação de anel interno, conforme mostrado na Figura 7.7. O seu uso também é necessário quando se deseja reduzir a turbulência do fluido na região de transição entre os flanges. É usualmente fabricado no mesmo material da fita metálica e aumenta consideravelmente o preço da junta. Também é de uso obrigatório quando o fluido contém partículas abrasivas. Em processos altamente corrosivos, na presença de ácido fluorídrico ( HF ), é usado anel interno em PTFE para evitar que a junta e a parte interna do flange, entrem em contato direto com o fluido. As juntas com enchimento em PTFE apresentam a tendência de flambagem do diâmetro interno, devido às características de incompressibilidade do PTFE. Para evitar esta flambagem, que pode reduzir consideravelmente a selabilidade da junta, é obrigatório o uso de anel interno em todas as juntas com enchimento em PTFE, independente do diâmetro ou classe de pressão. As juntas com enchimento de Graflex também, em algumas situações, podem apresentar tendência à flambagem do diâmetro interno. Por esta razão está cada vez mais difundido o uso do anel interno, nas juntas com enchimento em Graflex. A espessura do anel interno é a mesma do anel externo. O diâmetro interno pode se projetar para dentro do flange até 1.5mm. Nos Anexos 7.1 a 7.3 estão as dimensões dos anéis internos para flanges ASME B16.5 E ASME B16.47. Figura 7.7 146
  • 148.
    12.5. MARCAÇÃO O anel de centralização é marcado com símbolos de, no mínimo, 1/8" (3.2mm) de altura, constando as seguintes indicações: • Identificação do fabricante (nome ou marca). • diâmetro nominal do flange. • classe de pressão. • indicação do material da fita metálica, quando não for AISI 304. • indicação do material do enchimento, quando não for amianto. • indicação dos materiais dos anéis, quando não forem os padronizados: AISI 1010/1020 para o anel de centralização e AISI 304 para o anel interno. • identificação: ASME B16.20. 12.6. CÓDIGOS DE CORES O perfil do anel de centralização deve ser pintado, de modo a facilitar a identificação das juntas no estoque. A identificação do material da fita metálica deve ser pintada continuamente em todo em todo o perfil do anel de centralização. O material do enchimento é identificado com um mínimo de quatro listas igualmente espaçadas ao longo do perfil. As cores obedecem às tabelas 7.7 e 7.8. Tabela 7.7 Código de Cores da Fita Metálica Fita metálica Cor AISI 304 Amarelo AISI 316 Verde AISI 347 Azul AISI 321 Turquesa Monel Laranja Níquel Vermelho Aço carbono Prata Inconel Ouro Tabela 7.8 Código de Cores do Enchimento Enchimento Cor Amianto sem pintura PTFE branco Grafite Flexível - Graflex cinza Mica-grafite rosa 147
  • 149.
    13. JUNTAS TIPO913 – APÊNDICE E DA NORMA ASME B16.5 Sendo uma norma de flanges e não de juntas, a ASME B16.5 não menciona detalhes construtivos ou de materiais. As dimensões indicadas nas tabelas, são apenas orientativas, cabendo ao projetista determinar as dimensões de acordo com as condições específicas da aplicação. No Brasil, é comum o uso das dimensões da Tabela HE1, figuras HE1 e HE2 da Normas ASME B16.5 para fabricação de juntas espirais. Estas juntas apresentam várias deficiências, tais como área de aperto maior, reduzindo a pressão de esmagamento, tendência a se projetar no interior da tubulação, e o anel de centralização não atua como limite de compressão da junta. O anexo 7.7 mostra os diâmetros da junta e do anel de centralização. Conforme já mencionado, por não ser uma norma de juntas, não existem espessuras nem tolerâncias. 14. OUTRAS NORMAS Para a fabricação de junta Metalflex, são também usadas normas de outros países, como Alemanha (DIN), Japão (JIS) e Inglaterra (BS) . A dimensões para Norma DIN estão mostradas no Anexo 7.8. As demais tem pouca aplicação no Brasil, por esta razão não abordadas neste livro. 15. DIMENSIONAMENTO DE JUNTAS TIPO 913 ESPECIAIS A seguir, estão as recomendações que devem ser seguidas ao especificar uma junta tipo 913 especial. Isto é, que não obedeça às indicações de nenhuma norma técnica específica. Figura 7.8 148
  • 150.
    15.1 ESPIRAL • Diâmetro interno ( Ie ): igual ao diâmetro interno da face do flange, mais, no mínimo, 6.4mm. • Diâmetro externo (Ee ): calculado de modo a atender as recomendações do Capítulo 2 deste livro e de largura máxima conforme Seção 6 deste Capítulo. • Espessura ( Te ): podem ser fabricadas nas espessuras de 4. 45 mm (0.175"), 4.76 mm (3/16") e 6.4 mm (¼”). Por ser a espessura da Norma ASME B16.20, recomenda-se 4.45 mm, sempre que possível. As limitações dimensionais para a espessura, estão no Item 6 deste capítulo: • Tolerância de fabricação: estão indicadas na Seção 7 deste Capítulo. 15.2. GUIA DE CENTRALIZAÇÃO • Espessura ( Tg ): 1/8" ( 3.2mm ). • Diâmetro interno ( Ig ): igual ao diâmetro externo da espiral, menos aproximadamente 3.2mm ( 1/8" ). • Diâmetro externo ( Eg ): igual ao diâmetro do círculo de furação, menos o diâmetro do parafuso. • Tolerância de fabricação: no diâmetro externo da guia de centralização é de + 0.8mm, para todos os diâmetros nominais. _ • Limitações dimensionais: em virtude de dificuldades de fabricação e da estabilidade do conjunto espiral-guia, existem limitações na largura mínima das guias de centralização, conforme indicado na Tabela 7.9. Tabela 7.9 Guia de Centralização - Limitações Dimensionais Diâmetro interno da guia ( mm ) Largura mínima ( mm ) Até 250 10 250 a 600 12 600 a 1500 15 1500 ou maior 20 15.3. ANEL INTERNO Conforme já mencionado, serve para minimizar a turbulência na região da junta, evitando a corrosão da espiral e diminuindo a perda de carga do sistema. Nas juntas com enchimento de PTFE evita a danificação das voltas internas da espiral, provocada pelo escoamento da junta. 149
  • 151.
    15.4. DIVISÕES TIPODUPLA-CAMISA Semelhante ao tipo 911-T, com divisões de dupla-camisa para uso em trocadores de calor. 15.5. GUIA DE CENTRALIZAÇÃO COM FURAÇÃO Para facilitar o encaixe no equipamento, quando houver dificuldade de acesso, o anel de centralização pode ser fabricado com o mesmo diâmetro externo e furação dos flanges. 16. JUNTAS TIPO 912 Semelhantes ao tipo 913, as juntas 912 são, na realidade, as primeiras juntas deste tipo. O anel de centralização é constituído de duas chapas de 0.5mm de espessura, soldadas e encaixadas na espiral, conforme mostrado na Figura 7.9. Consideradas ultrapassadas, pois o anel não atua como limitador de compressão. Só devem ser usadas em baixas pressões. Figura 7.9 150
  • 152.
    17. JUNTAS TIPO 914 São espirais em formas não circulares, tais como: oval, retangular e quadrada de cantos arredondados, diamante, oblonga e pêra, conforme mostrado na Figura 7.10. Figura 7.10 17.1. APLICAÇÃO As juntas Metalflex tipo 914 são usadas principalmente em: janelas e portas de visita de caldeiras (handhole e manhole), castelos de válvulas, cabeçotes e escapamentos de motores. 17.2. DIMENSIONAMENTO Não existe uma norma específica para este tipo de junta, devendo o projetista, ao dimensionar, usar as recomendações do Código ASME. Devido à forma irregular das juntas, é sempre necessário o fornecimento de desenho. Se possível, a mostra de fornecimento anterior, ou, até mesmo, a tampa ou peça onde a junta será aplicada. 17.3. ESPESSURA As espessuras disponíveis para juntas tipo 914 são: 3.2 mm, 4.45 mm, 4.76 mm e 6.4 mm. 151
  • 153.
    17.4. JUNTAS PARAPORTAS DE VISITA DE CALDEIRAS A maioria dos fabricantes de caldeiras, utiliza os mesmos tamanhos de manhole e handhole nos seus equipamentos. Desta forma, mesmo não havendo uma padronização, algumas juntas ovais são consideradas padrão industrialmente. As dimensões, em polegadas, destas juntas, estão mostradas no Anexo 7.11. Figura 7.11 152
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    Anexo 7.1 Dimensões deJuntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.5 Diâmetro externo da junta por classe de pressão Diâmetro Polegadas Nominal 150, 300, 400, 600 900, 1500, 2500 1/2 1.25 1.25 3/4 1.56 1.56 1 1.88 1.88 1 1/4 2.38 2.38 1 1/2 2.75 2.75 2 3.38 3.38 2 1/2 3.88 3.88 3 4.75 4.75 4 5.88 5.88 5 7.00 7.00 6 8.25 8.25 8 10.38 10.13 10 12.50 12.25 12 14.75 14.50 14 16.00 15.75 16 18.25 18.00 18 20.75 20.50 20 22.75 22.50 24 27.00 26.75 153
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    Anexo 7.1 (Continuação) Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.5 Diâmetro interno da junta por classe de pressão Diâmetro Polegadas Nominal 150 300 400 600 900 1500 2500 1/2 0.75 0.75 (1) 0.75 (1) 0.75 0.75 3/4 1.00 1.00 (1) 1.00 (1) 1.00 1.00 1 1.25 1.25 (1) 1.25 (1) 1.25 1.25 1 1/4 1.88 1.88 (1) 1.88 (1) 1.56 1.56 1 1/2 2.13 2.13 (1) 2.13 (1) 1.88 1.88 2 2.75 2.75 (1) 2.75 (1) 2.31 2.31 2 1/2 3.25 3.25 (1) 3.25 (1) 2.75 2.75 3 4.00 4.00 (1) 4.00 3.75 3.63 3.63 4 5.00 5.00 4.75 4.75 4.75 4.63 4.63 5 6.13 6.13 5.81 5.81 5.81 5.63 5.63 6 7.19 7.19 6.88 6.88 6.88 6.75 6.75 8 9.19 9.19 8.88 8.88 8.75 8.50 8.50 10 11.31 11.31 10.81 10.81 10.88 10.50 10.63 12 13.38 13.38 12.88 12.88 12.75 12.75 12.50 14 14.63 14.63 14.25 14.25 14.00 14.25 (1) 16 16.63 16.63 16.25 16.25 16.25 16.00 (1) 18 18.69 18.69 18.50 18.50 18.25 18.25 (1) 20 20.69 29.69 20.50 20.50 20.50 20.25 (1) 24 24.75 24.75 24.75 24.75 24.75 24.25 (1) NOTAS: 1. Não existem juntas classe 400 de ½” a 3" ( use classe 600 ), nem classe 900 de ½” a 2 ½” ( use classe 1500 ) e classe 2500 de 14" ou maior. 2. Anéis internos são requeridos em todas as juntas com enchimento em PTFE e nas juntas de 24", classe 900; 12" a 24", classe 1500; de 4" a 12", classe 2500. 3. Tolerâncias de fabricação em polegadas: • espessura da espiral : ± 0.005" – medido na fita metálica, não incluindo o enchimento que pode se projetar um pouco acima da fita metálica • diâmetro externo da junta: de ½” a 8" : ± 0.03" de 10" a 24" : + 0.06" – 0.03" • diâmetro interno da junta: de ½” a 8" : ± 0.016" de 10" a 24" : ± 0.03" 154
  • 156.
    Anexo 7.1 (Continuação) Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.5 Diâmetro externo do anel de centralização por classe de pressão Diâmetro Polegadas Nominal 150 300 400 600 900 1500 2500 1/2 1.88 2.13 (1) 2.13 (1) 2.50 2.75 3/4 2.25 2.63 (1) 2.63 (1) 2.75 3.00 1 2.63 2.88 (1) 2.88 (1) 3.13 3.38 1 1/4 3.00 3.25 (1) 3.25 (1) 3.50 4.13 1 1/2 3.38 3.75 (1) 3.75 (1) 3.88 4.63 2 4.13 4.38 (1) 4.38 (1) 5.63 5.75 2 1/2 4.88 5.13 (1) 5.13 (1) 6.50 6.63 3 5.38 5.88 (1) 5.88 6.63 6.88 7.75 4 6.88 7.13 7.00 7.63 8.13 8.25 9.25 5 7.75 8.50 8.38 9.50 9.75 10.00 11.00 6 8.75 9.88 9.75 10.50 11.38 11.13 12.50 8 11.00 12.13 12.00 12.63 14.13 13.88 15.25 10 13.38 14.25 14.13 15.75 17.13 17.13 18.75 12 16.13 16.63 16.50 18.00 19.63 20.50 21.63 14 17.75 19.13 19.00 19.38 20.50 22.75 (1) 16 20.25 21.25 21.13 22.25 22.63 25.25 (1) 18 21.63 23.50 23.38 24.13 25.13 27.75 (1) 20 23.88 25.75 25.50 26.88 27.50 29.75 (1) 24 28.25 30.50 30.25 31.13 33.00 35.50 (1) NOTAS: 1. Não existem juntas classe 400 de ½” a 3" ( use classe 600 ), nem classe 900 de ½” a 2 ½” ( use classe 1500 ) e classe 2500 de 14" ou maior. 2. Tolerância do diâmetro externo do anel de centralização: ± 0.03" 155
  • 157.
    Anexo 7.1 (Continuação) Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.5 Diâmetro interno do anel interno por classe de pressão Diâmetro Polegadas Nominal 150 300 400 600 900 1500 2500 1/2 0.56 0.56 (1) 0.56 (1) 0.56 0.56 3/4 0.81 0.81 (1) 0.81 (1) 0.81 0.81 1 1.06 1.06 (1) 1.06 (1) 1.06 1.06 1 1/4 1.50 1.50 (1) 1.50 (1) 1.31 1.31 1 1/2 1.75 1.75 (1) 1.75 (1) 1.63 1.63 2 2.19 2.19 (1) 2.19 (1) 2.06 2.06 2 1/2 2.62 2.62 (1) 2.62 (1) 2.50 2.50 3 3.19 3.19 (1) 3.19 3.19 3.19 3.19 4 4.19 4.19 4.19 4.19 4.19 4.19 4.19 5 5.19 5.19 5.19 5.19 5.19 5.19 5.19 6 6.19 6.19 6.19 6.19 6.19 6.19 6.19 8 8.50 8.50 8.25 8.25 7.75 7.75 7.75 10 10.56 10.56 10.25 10.25 9.69 9.69 9.69 12 12.50 12.50 12.50 12.50 11.50 11.50 11.50 14 13.75 13.75 13.75 13.75 12.63 12.63 (1) 16 15.75 15.75 15.75 15.75 14.75 14.50 (1) 18 17.69 17.69 17.69 17.69 16.75 16.75 (1) 20 19.69 19.69 19.69 19.69 19.00 18.75 (1) 24 23.75 23.75 23.75 23.75 23.25 22.75 (1) NOTAS: 1. Não existem juntas 400 de ½” a 3" ( use classe 600 ), nem classe 900 de ½” a 2 1/2" ( use classe 1500 ) e classe 2500 de 14" ou maior. 2. A espessura do anel interno deve ser de 0.117" a 0.131" 3. Tolerâncias no diâmetro interno: de 1 ¼” a 3": ± 0.03" 4" e maiores: ± 0.06" 156
  • 158.
    Anexo 7.2 Dimensões deJuntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série A Dimensões das juntas por classe de pressão Diâmetro Polegadas Nominal 150 300 400 DI DE DA DI DE DA DI DE DA 26 26.50 27.75 30.50 27.00 29.00 32.88 27.00 29.00 32.75 28 28.50 29.75 32.75 29.00 31.00 35.38 29.00 31.00 35.13 30 30.50 31.75 34.75 31.25 33.25 37.50 31.25 33.25 37.25 32 32.50 33.88 37.00 33.50 35.50 39.63 33.50 35.50 39.50 34 34.50 35.88 39.00 35.50 37.50 41.63 35.50 37.50 41.50 36 36.50 38.13 41.25 37.63 39.63 44.00 37.63 39.63 44.00 38 38.50 40.13 43.75 38.50 40.00 41.50 38.25 40.25 42.25 40 40.50 42.13 45.75 40.25 42.13 43.88 40.38 42.38 44.38 42 42.50 44.25 48.00 42.25 44.13 45.88 42.38 44.38 46.38 44 44.50 46.38 50.25 44.50 46.50 48.00 44.50 46.50 48.50 46 46.50 48.38 52.25 46.38 48.38 50.13 47.00 49.00 50.75 48 48.50 50.38 54.50 48.63 50.63 52.13 49.00 51.00 53.00 50 50.50 52.50 56.50 51.00 53.00 54.25 51.00 53.00 55.25 52 52.50 54.50 58.75 53.00 55.00 56.25 53.00 55.00 57.25 54 54.50 56.50 61.00 55.25 57.25 58.75 55.25 57.25 59.75 56 56.50 58.50 63.25 57.25 59.25 60.75 57.25 59.25 61.75 58 58.50 60.50 65.50 59.50 61.50 62.75 59.25 61.25 63.75 60 60.50 62.50 67.50 61.50 63.50 64.75 61.75 63.75 66.25 157
  • 159.
    Anexo 7.2 (Continuação) Dimensõesde Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série A Dimensões das juntas por classe de pressão Diâmetro Polegadas Nominal 600 900 DI DE DA DI DE DA 26 27.00 29.00 34.13 27.00 29.00 34.75 28 29.00 31.00 36.00 29.00 31.00 37.25 30 31.25 33.25 38.25 31.25 33.25 39.75 32 33.50 35.50 40.25 33.50 35.50 42.25 34 35.50 37.50 42.25 35.50 37.50 44.75 36 37.63 39.63 44.50 37.75 39.75 47.25 38 39.00 41.00 43.50 40.75 42.75 47.25 40 41.25 43.25 45.50 43.25 45.25 49.25 42 43.50 45.50 48.00 45.25 47.25 51.25 44 45.75 47.75 50.00 47.50 49.50 53.88 46 47.75 49.75 52.25 50.00 52.00 56.50 48 50.00 52.00 54.75 52.00 54.00 58.50 50 52.00 54.00 57.00 52 54.00 56.00 59.00 54 56.25 58.25 61.25 Não existem flanges classe 900 de 56 58.25 60.25 63.50 50" e maiores. 58 60.50 62.50 65.50 60 62.75 64.75 68.25 NOTAS: 1. Anéis internos são requeridos em todas as juntas com enchimento em PTFE e nas juntas classe 900. 2. Tolerância em Polegadas • espessura da espiral : ± 0.005" – medido na fita metálica, não incluindo o enchimento que pode se projetar um pouco acima da fita metálica • diâmetro externo da junta : ± 0.06" • diâmetro interno da junta de 26" a 34" : ± 0.03" • 36" e maiores : ± 0.05" • diâmetro externo do anel de centralização : ± 0.03" 158
  • 160.
    Anexo 7.2 (Continuação) Dimensõesde Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série A Diâmetro Diâmetro interno dos anéis internos por classe de pressão Nominal Polegadas 150 300 400 600 900 26 25.75 25.75 26.00 25.50 26.00 28 27.75 27.75 28.00 27.50 28.00 30 29.75 29.75 29.75 29.75 30.00 32 31.75 31.75 32.00 32.00 32.00 34 33.75 33.75 34.00 34.00 34.00 36 35.75 35.75 36.13 36.13 36.25 38 37.75 37.50 37.50 37.50 39.75 40 39.75 39.50 39.38 39.75 41.75 42 41.75 41.50 41.38 42.00 43.75 44 43.75 43.50 43.50 43.75 45.50 46 45.75 45.38 46.00 45.75 48.00 48 47.75 47.63 47.50 48.00 50.00 50 49.75 49.00 49.50 50.00 Não 52 51.75 52.00 51.50 52.00 existem 54 53.50 53.25 53.25 54.25 flanges 56 55.50 55.25 55.25 56.25 classe 900 58 57.50 57.00 57.25 58.00 de 50" e 60 59.50 60.00 59.75 60.25 maiores NOTAS:1. Espessura do anel interno : de 0.117" a 0.131". 2. Tolerância do diâmetro interno do anel interno: ± 0.12". 159
  • 161.
    Anexo 7.3 Dimensões deJuntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série B Dimensões das juntas por classe de pressão Diâmetro Polegadas Nominal 150 300 400 DI DE DA DI DE DA DI DE DA 26 26.50 27.70 28.56 26.50 28.00 30.38 26.25 27.50 29.38 28 28.50 29.50 30.56 28.50 30.00 32.50 28.13 29.50 31.50 30 30.50 31.50 32.56 30.50 32.00 34.88 30.13 31.75 33.75 32 32.50 33.50 34.69 32.50 34.00 37.00 32.00 33.88 35.88 34 34.50 35.75 36.81 34.50 36.00 39.13 34.13 35.88 37.88 36 36.50 37.75 38.88 36.50 38.00 41.25 36.13 38.00 40.25 38 38.37 39.75 41.13 39.75 41.25 43.25 38.25 40.25 42.25 40 40.25 41.88 43.13 41.75 43.25 45.25 40.38 42.38 44.38 42 42.50 43.88 45.13 43.75 45.25 47.25 42.38 44.38 46.38 44 44.25 45.88 47.13 45.75 47.25 49.25 44.50 46.50 48.50 46 46.50 48.19 49.44 47.88 49.38 51.88 47.00 49.00 50.75 48 48.50 50.00 51.44 49.75 51.63 53.88 49.00 51.00 53.00 50 50.50 52.19 53.44 51.88 53.38 55.88 51.00 53.00 55.25 52 52.50 54.19 55.44 53.88 55.38 57.88 53.00 55.00 57.25 54 54.50 56.00 57.63 55.25 57.25 60.25 55.25 57.25 59.75 56 56.88 58.18 59.63 58.25 60.00 62.75 57.25 59.25 61.75 58 59.07 60.19 62.19 60.44 61.94 65.19 59.25 61.25 63.75 60 61.31 62.44 64.19 62.56 64.19 67.19 61.75 63.75 66.25 160
  • 162.
    Anexo 7.3 (Continuação) Dimensõesde Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série B Dimensões das juntas por classe de pressão Diâmetro Polegadas Nominal 600 900 DI DE DA DI DE DA 26 26.13 28.13 30.13 27.25 29.50 33.00 28 27.75 29.75 32.25 29.25 31.50 35.50 30 30.63 32.63 34.63 31.75 33.75 37.75 32 32.75 34.75 36.75 34.00 36.00 40.00 34 35.00 37.00 39.25 36.25 38.25 42.25 36 37.00 39.00 41.25 37.25 39.25 44.25 38 39.00 41.00 43.50 40.75 42.75 47.25 40 41.25 43.25 45.50 43.25 45.25 49.25 42 43.50 45.50 48.00 45.25 47.25 51.25 44 45.75 47.75 50.00 47.50 49.50 53.88 46 47.75 49.75 52.25 50.00 52.00 56.50 48 50.00 52.00 54.75 52.00 54.00 58.50 50 52.00 54.00 57.00 52 54.00 56.00 59.00 54 56.25 58.25 61.25 Não existem flanges classe 900 de 56 58.25 60.25 63.50 50" e maiores. 58 60.50 62.50 65.50 60 62.75 64.75 68.25 NOTAS: 1. Anéis internos são requeridos em todas as juntas com enchimento em PTFE e nas juntas classe 900. 2. Tolerância em Polegadas • espessura da espiral : ± 0.005" – medido na fita metálica, não incluindo o enchimento que pode se projetar um pouco acima da fita metálica • diâmetro externo da junta : ± 0.06" • diâmetro interno da junta de 26" a 34" : ± 0.03" • 36" e maiores : ± 0.05" • diâmetro externo do anel de centralização : ± 0.03" 161
  • 163.
    Anexo 7.3 (Continuação) Dimensões de Juntas Padrão ASME B16.20 Para Flanges ASME B16.47 Série B Diâmetro Diâmetro interno dos anéis internos por classe de pressão Nominal Polegadas 150 300 400 600 900 26 25.75 25.75 26.00 25.50 26.00 28 27.75 27.75 28.00 27.50 28.00 30 29.75 29.75 29.75 29.75 30.25 32 31.75 31.75 32.00 32.00 32.00 34 33.75 33.75 34.00 34.00 34.00 36 35.75 35.75 36.13 36.13 36.25 38 37.75 37.50 37.50 37.50 39.75 40 39.75 39.50 39.38 39.75 41.75 42 41.75 41.50 41.38 42.00 43.75 44 43.75 43.50 43.50 43.75 45.50 46 45.75 45.38 46.00 45.75 48.00 48 47.75 47.63 47.50 48.00 50.00 50 49.75 49.00 49.50 50.00 Não 52 51.75 52.00 51.50 52.00 existem 54 53.50 53.25 53.25 54.25 flanges 56 55.50 55.25 55.25 56.25 classe 900 58 57.50 57.00 57.25 58.00 de 50" e 60 59.50 60.00 59.75 60.25 maiores NOTAS: 1. Espessura do anel interno : de 0.117" a 0.131". 2. Tolerância do diâmetro interno do anel interno: ± 0.12". 162
  • 164.
    Anexo 7.4 Dimensões para juntas 914 Dimensões internas pol Largura - W - pol Espessura - E - pol A B 11 14 3/4 3/16 11 14 1 3/16 11 14 1 ¼ 3/16 11 15 ½ 3/16 11 15 ¾ 3/16 11 15 ¾ ¼ 11 15 1 3/16 11 15 1 ¼ 3/16 11 15 1 ¼ ¼ 11 ¼ 15 ½ ¾ 3/16 12 16 5/16 3/16 12 16 ½ 3/16 12 16 ¾ 3/16 12 16 7/8 3/16 12 16 1 3/16 12 16 1 ¼ 12 16 1 ¼ 3/16 12 16 1 1/4 1/4 163
  • 165.
    Anexo 7.5 Juntas Tipo 911 para Flanges Lingüeta e Ranhura Grande e Pequena Dimensões das juntas - polegadas Diâmetro Grande Pequena Nominal Ie Ee Ie Ee ½ 1 1 3/8 1 1 3/8 ¾ 1 5/16 1 11/16 1 5/16 1 11/16 1 1 ½ 2 1 ½ 1 7/8 7/ 7/ 1¼ 1 8 2 ½ 1 8 2 ¼ 1½ 2 1/8 2 7/8 2 1/8 2 ½ 2 2 7/8 3 5/8 2 7/8 3 ¼ 2½ 3 3/8 4 1/8 3 3/8 3 ¾ 3 4 ¼ 5 4 ¼ 4 5/8 3½ 4 ¾ 5 ½ 4 ¾ 5 1/8 4 5 3/16 6 3/16 5 3/16 5 11/16 5 6 5/16 7 5/16 6 5/16 6 13/16 6 7 ½ 8 ½ 7 ½ 8 8 9 3/8 10 5/8 9 3/8 10 10 11 ¼ 12 ¾ 11 ¼ 12 12 13 ½ 15 13 ½ 14 ¼ 14 14 ¾ 16 ¼ 14 ¾ 15 ½ 16 17 18 ½ 16 ¾ 17 5/8 18 19 ¼ 21 19 ¼ 20 1/8 20 21 23 21 22 24 25 ¼ 27 ¼ 25 ¼ 26 ¼ Espessura padrão: 3.2 mm ( 1/8" ). 164
  • 166.
    Anexo 7.6 Juntas Tipo 911 para Flanges ASME B16.5 Tipo Macho e Fêmea Dimensões das juntas - polegadas Diâmetro Classe 150 a 1500 psi Classe 2500 psi Nominal Ie Ee Ie Ee ¼ ½ 1 - - ½ 1 1 3/8 13/ 16 1 3/8 ¾ 1 5/16 1 11/16 1 1/16 1 11/16 1 1 ½ 2 1 ¼ 2 1¼ 1 7/8 2 ½ 1 5/8 2 ½ 1½ 2 1/8 2 7/8 1 7/8 2 7/8 2 2 7/8 3 5/8 2 3/8 3 5/8 3/ 1/ 2½ 3 8 4 8 3 4 1/8 3 4 ¼ 5 3 ¾ 5 3½ 4 ¾ 5 ½ - - 3/ 3/ 4 5 16 6 16 4 ¾ 6 3/16 5/ 5 5/ 6 16 7 16 5 ¾ 7 5/16 6 7 ½ 8 ½ 6 ¾ 8 ½ 8 9 3/8 10 5/8 8 ¾ 10 5/8 10 11 ¼ 12 ¾ 10 ¾ 12 ¾ 12 13 ½ 15 13 15 14 14 ¾ 16 ¼ - - 16 17 18 ½ - - 18 19 ¼ 21 - - 20 21 23 - - 24 25 ¼ 27 ¼ - - Espessura padrão: 3.2 mm ( 1/8" ). 165
  • 167.
    Anexo 7.7 Juntas Tipo913 Conforme Apêndice E, Figuras 2 e 3 da Norma ASME B16.5 Dimensões das juntas - mm Diâmetro Espiral Anel de Centralização - Eg Nominal Ee Ie 150 300 400 600 900 1500 2500 1/2 35 21 48 54 54 54 64 64 70 3/4 43 27 57 67 67 67 70 70 76 1 51 33 67 73 73 73 79 79 86 1 1/4 64 42 76 83 83 83 89 89 105 1 1/2 73 48 86 95 95 95 98 98 117 2 92 60 105 111 111 111 143 143 146 2 1/2 105 73 124 130 130 130 165 165 168 3 127 89 137 149 149 149 168 175 197 3 1/2 140 102 162 165 162 162 - - - 4 157 114 175 181 178 194 206 210 235 5 186 141 197 216 213 241 248 254 279 6 216 168 222 251 248 267 289 282 318 8 270 219 279 308 305 321 359 353 387 10 324 273 340 362 359 400 435 435 476 12 381 324 409 422 419 457 498 521 549 14 413 356 451 486 483 492 521 578 - 16 470 406 514 540 537 565 575 641 - 18 533 457 549 597 594 613 638 705 - 20 584 508 606 654 645 683 698 756 - 24 692 610 718 775 768 790 838 901 - 166
  • 168.
    Anexo 7.8 Dimensões de Juntas 913 e 913M Norma DIN 2699 D3 – Classe de DN D1 D2 Pressão -bar D4 – Classe de Pressão - bar 2 a 64 100 a 250 40 40 63 100 160 250 10 16 24 36 46 56 67 15 20 28 40 51 61 72 20 28 36 50 61 25 35 43 57 71 82 83 32 43 51 67 82 40 50 58 74 92 103 109 50 61 73 91 107 113 119 124 65 77 89 109 111 127 138 144 154 80 90 102 122 126 142 148 154 170 100 115 127 147 151 168 174 180 202 125 140 152 174 178 194 210 217 242 150 167 179 201 205 224 247 257 284 175 191 203 229 235 254 265 277 287 284 316 200 215 227 253 259 284 290 309 324 358 250 267 279 307 315 340 352 364 391 388 442 300 318 330 358 366 400 417 424 458 350 360 380 410 418 457 474 486 458 400 410 430 462 470 514 546 543 450 460 480 516 500 510 530 566 628 624 628 600 610 630 666 731 700 710 730 770 822 800 810 830 874 942 900 910 930 974 1042 1000 1010 1030 1078 1154 167
  • 169.
  • 170.
    CAPÍTULO 8 JUNTAS METALBEST® 1. O QUE É UMA JUNTA METALBEST® É uma junta fabricada a partir de uma alma de material macio, revestida por uma ou mais camadas metálicas ( Figura 8.1). Existem diversos tipos de construção, que serão descritos a seguir. Figura 8.1 169
  • 171.
    2. METAIS O metal normalmente possui a espessura de 0.4 mm a 0.6 mm. Sua escolha deve ser de acordo com as recomendações do Capítulo 6 deste livro. 3. ENCHIMENTO ® O material padrão de enchimento é o Graflex . Dependendo das condições operacionais, também podem ser usados como enchimento: um metal, papelão de fibra cerâmica ou PTFE. 4. DIMENSIONAMENTO Os valores a seguir são baseados em aplicações práticas, não sendo, portanto, de uso obrigatório. • Juntas confinadas nos diâmetros interno e externo: • Diâmetro interno junta = diâmetro interno do alojamento + 1.6 mm. • Diâmetro externo junta = diâmetro externo do alojamento – 1.6 mm. • Juntas confinadas no diâmetro externo: • Diâmetro interno junta = diâmetro interno flange + no mínimo 3.2 mm. • Diâmetro externo junta = diâmetro externo do alojamento – 1.6 mm. • Juntas não-confinadas: • Diâmetro interno junta = diâmetro interno flange + no mínimo 3.2 mm. • Diâmetro externo junta = diâmetro círculo de furação – diâmetro dos parafusos. • Largura: seguir as recomendações de projeto do Capítulo 2 deste livro. 5. PRINCIPAIS TIPOS E APLICAÇÕES 5.1. TIPO 920 Constituída de um enchimento macio revestido parcialmente por uma camisa metálica (Figura 8.2). Usada em aplicações onde a pressão de esmagamento e largura máxima, são limitadas. Pode ser fabricada em formato circular ou oval. A largura máxima é de 6.4 mm ( 1/4" ) e a espessura padrão é de 2.4 mm ( 3/32" ). 170
  • 172.
    Figura 8.2 5.2. TIPO923 Constituída de uma dupla-camisa metálica sobre o enchimento macio ( Figura 8.3). Suas aplicações mais típicas são as juntas para Trocador de Calor. Produzidas sob encomenda, não existe praticamente nenhum limite de diâmetro ou forma para a sua fabricação. Na Seção 6 deste Capítulo estão as principais características das juntas para Trocador de Calor. As juntas Tipo 923 também são empregadas em flanges de grandes diâmetros em reatores de indústrias químicas. Outra aplicação são as tubulações de gases de alto-forno das siderúrgicas. As principais caraterísticas destas aplicações são a alta temperatura, baixa pressão e flanges com empenamentos e irregularidades. As juntas são de espessura de 4 mm a 6 mm para compensar estes problemas. Figura 8.3 171
  • 173.
    5.3. TIPO 926 Mostrada na Figura 8.4, é similar ao tipo 923 com a camisa metálica corrugada, para atuar como um labirinto, adicionando maior selabilidade. A Norma ASME B16.20 apresenta as dimensões e tolerâncias deste tipo de junta para uso em flanges ASME B16.5. Devido ao seu custo mais elevado, tem uso restrito, sendo normalmente preterido em favor das juntas Metalflex, já descritas no Capítulo 7 deste livro. Figura 8.4 5.4. TIPO 929 Similar ao tipo 926, com enchimento metálico corrugado (Figura 8.5). Este tipo oferece as vantagens da 926 com o limite máximo de temperatura dependendo apenas do metal empregado na sua fabricação. Figura 8.5 172
  • 174.
    6. JUNTAS PARA TROCADORES DE CALOR 6.1 TIPOS DE TROCADORES DE CALOR Existem inúmeros tipos de Trocadores de Calor, muitos deles tão incorporados ao nosso dia-a-dia que sequer os apreciamos. Por exemplo, os radiadores dos automóveis ou os aquecedores a gás da residências (boilers). Todos estes são dispositivos que promovem a troca de calor entre um fluido e outro, fazendo o resfriamento (água do radiador) ou aquecimento (água do boiler), conforme a necessidade do processo. Nas indústrias são usados diversos tipos de trocadores de calor, alguns deles possuem nomes específicos como os radiadores, caldeiras, resfriadores (chilers), etc. Quando falamos de forma genérica, Trocador de Calor, podemos estar nos referindo a qualquer destes aparelhos. Entretanto, na maioria das indústrias, se interpreta como uma referência ao Trocador de Calor tipo “Shell and Tube”. Como o próprio nome indica são aparelhos com um casco (shell) e tubos. Um dos fluidos circula entre o casco e o lado externo dos tubos e o outro fluido no lado interno dos tubos. 6.2. NORMA TEMA A grande maioria dos trocadores de calor tipo “Shell and Tube” são fabricados de acordo com a Norma “Standards of the Tubular Exchanger Manufactures Association – TEMA”, que estabelece os critérios para o projeto, construção, teste, instalação e manutenção destes aparelhos. São definidas pela Norma TEMA três classes de Trocadores de Calor tipo “Shell and Tube”: • Classe R: para uso em aplicações relacionadas ao processamento de Petróleo, considerado serviço severo. São especificadas juntas dupla camisa (923, 926 ou 927) ou metal sólido (940, 941 ou 942) para os cabeçotes flutuantes internos, para pressões de 300 psi ou maior e para todas as juntas em contato com hidrocarbonetos. • Classe B: para uso na industria química em geral. São especificadas juntas dupla camisa (923, 926 ou 927) ou metal sólido (940, 941 ou 942) para os cabeçotes flutuantes internos e para pressões de 300 psi ou maior. Nas juntas externas é permitido o uso de juntas não metálicas, desde que haja compatibilidade térmica e química com o fluido • Classe C: para serviço considerado moderado na industria em geral. São recomendados os mesmos critérios de seleção do tipo de junta da Classe B. 6.3. JUNTAS TIPO 923 As juntas tipo 923 são as mais usadas nos Trocadores de Calor. Podem ser fabricadas nas mais diversas formas, tamanhos e com divisões para trocadores de várias passagens. A vedação primária é obtida no diâmetro interno, onde existe a superposição dos materiais. Neste ponto, a espessura é maior antes do esmagamento e a junta mais densa após o aperto, ocorrendo o maior escoamento do material e 173
  • 175.
    favorecendo a vedação.O lado externo da junta, que também possui espessura maior, atua como vedação secundária. A parte central da junta não participa decisivamente na vedação. A Figura 8.6 mostra como a junta deve ser instalada em flange lingüeta e ranhura. Figura 8.6 Para elevar selabilidade da junta um ressalto de 0.4 mm (1/64" ) de altura por 3.2 mm (1/8") de largura pode ser usinado na face do trocador para atuar como vedação no lado oposto ao da dupla-camisa, onde a espessura da junta é menor. A Figura 8.7 mostra a disposição da junta instalada em flange lingüeta e ranhura com ressalto. Figura 8.7 174
  • 176.
    6.4. MATERIAIS As juntas para trocador de calor podem ser fabricadas na maioria dos metais disponíveis em chapas de 0.4 mm a 0.5 mm de espessura. A escolha do material da camisa externa deve levar em consideração, as condições operacionais e o fluido a ser vedado. Consultar o Capítulo 6 deste livro ao especificar os materiais para a camisa metálica. O material de enchimento mais usado é o Grafite Flexível, que estando totalmente encapsulado pelo metal, tem a sua oxidação bastante reduzida, mesmo em elevadas temperaturas. O PTFE sinterizado também pode ser usado como ® enchimento quando o fluido não for compatível com o Graflex . Nos projetos mais antigos o enchimento especificado é o Papelão de Amianto PI 97B, que em razão dos problemas ambientais relacionados ao Amianto, tem o seu uso cada vez mais limitado. 6.5. JUNTAS FABRICADAS EM UMA SÓ PEÇA A construção mais tradicional das juntas de dupla camisa para trocador de calor, é a fabricação em uma só peça, conforme mostrado na Figura 8.8. Nesta construção existe um raio de concordância entre as divisões e o anel externo. Os raios de concordância mínimos estão mostrados na Tabela 8.1. Raios menores podem resultar em trincas no material, diminuindo a capacidade de vedação da junta. Figura 8.8 175
  • 177.
    6.6. JUNTAS COMDIVISÕES SOLDADAS As juntas com divisões soldadas, eliminam um dos grandes problemas das juntas de uma só peça, que são as trincas na região dos raios de concordância, conforme mostrado na Figura 8.8. Em virtude das tensões decorrentes do repuxo, ocorrem trincas nos raios de concordância, permitindo a passagem do fluido. A vedação primária e secundária, conforme mostrado anteriormente, não existe, ficando a vedação restrita à vedação secundária. Além das trincas, estas juntas possuem área maior na região da concordância, reduzindo a pressão de esmagamento e a selabilidade. Para evitar os pontos fracos causados pelas trincas nos raios de concordância, foi desenvolvida a junta para trocador de calor com divisões soldadas, que assegura a vedação primária e secundária em toda a junta, conforme mostrado na Figura 8.9. A selabilidade da junta é consideravelmente maior, reduzindo riscos de vazamento para o meio ambiente. As divisões devem assegurar a vedação entre as passagens do trocador de calor. No sistema de divisões soldadas, existe um pequeno vazamento que vai reduzir de valor desprezível a eficiência do trocador, não oferecendo riscos ao meio ambiente. A fixação das divisões é feita por dois pontos de solda em cada extremidade. Desta forma, há uma completa fixação da divisão ao anel externo, sem prejudicar a vedação primária e secundária. Estes pontos de solda são executados de maneira a não criar regiões mais resistentes ao esmagamento, tornando o aperto uniforme em todo o perímetro da junta. Figura 8.9 176
  • 178.
    6.7. DIMENSIONAMENTO O Anexo 8.1 mostra as formas mais usuais das juntas para Trocador de Calor. As dimensões consideradas normais são: • Largura da junta ( B ): 10, 12 e 13, 16, 20 e 25 mm. • Largura das divisões ( C ): 10, 12 e 13 mm. • Espessura ( E ): 3.2 mm (1/8 pol ). • Raios de concordância: conforme Tabela 8.1. • Folga de montagem: 3.2 mm ( 1/8 pol ) entre a junta e seu alojamento para permitir a montagem e o correto esmagamento. Tabela 8.1 Raios de Concordância Material da junta Raio de concordância mínimo - mm Alumínio 6 Cobre 8 Aço carbono 10 Aço inoxidável 12 Níquel 10 6.8. TOLERÂNCIAS DE FABRICAÇÃO As tolerâncias devem obedecer às recomendações mostradas na Tabela 8.2 e Figura 8.10. Tabela 8.2 Tolerâncias de Fabricação Característica Tolerância - mm Juntas sem divisões ± 1.6 (médio) Diâmetro externo (A) ± 1.6 Juntas com divisões Ovalização do diâmetro Juntas sem divisões 4.0 externo Juntas com divisões 1.6 Largura (B) +0.0, -0.8 Espessura (E) +0.6, -0.0 Fechamento (S) Igual ou maior que 3 Largura das divisões (C) +0.0, -0.8 Posicionamento das divisões (F) ± 0.8 177
  • 179.
    Figura 8.10 6.9. SOLDADAS DIVISÕES A solda das divisões deve ser de tal forma que não se projete além da superfície da junta, conforme mostrado na Figura 8.11. CORRETO ACEITAVEL INCORRETO Figura 8.11 178
  • 180.
    7. JUNTAS TIPO 927 PARA TROCADORES DE CALOR As juntas para Trocador de Calor tipo 927 (Figura 8.11) são constituídas de uma junta 923, com cobertura em ambas as faces de vedação com fita corrugada de ® Grafite Flexível Graflex tipo TJH, conforme mostrado na Figura 8.12. O material de ® enchimento da junta também é o Graflex . A construção da junta 923 é a mostrada no Seção 6 deste Capítulo, com as divisões soldadas. A cobertura de Graflex® aumenta sensivelmente a selabilidade da junta, principalmente se os flanges não estiverem em perfeito estado, o que é muito comum neste tipo de equipamento. As juntas Metalbest Tipo 927 aliam a melhor selabilidade das juntas com divisões soldadas, e enchimento de Graflex® e a capacidade de tolerar imperfeições proporcionada pela fita TJH, solucionando muitos problemas de vedação até então considerados crônicos. É recomendável usar este tipo de junta sempre que as condições operacionais permitirem. Figure 8.12 179
  • 181.
    Anexo 8.1 Formatos deJuntas para Trocador de Calor 180
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    Anexo 8.1 (Continuação) Formatosde Juntas para Trocador de Calor 181
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  • 184.
    CAPÍTULO 9 JUNTAS METÁLICAS 1. DEFINIÇÃO São juntas metálicas sólidas. Isto é, sem enchimento de materiais macios. Podem ser divididas em duas categorias principais: planas e Ring- Joint. Figura 9.1 2. JUNTAS METÁLICAS PLANAS Definidas como juntas de espessura relativamente pequena, quando comparada com a largura. São normalmente fabricadas a partir de uma chapa metálica, com a superfície de vedação usinada ou não. Como a vedação é obtida por esmagamento, a pressão na superfície da junta, deve ser maior que a tensão de escoamento do seu material. Por esta razão, os materiais e acabamentos dos flanges e da junta devem ser cuidadosamente 183
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    compatibilizados. A durezado material da junta deve ser sempre menor que a do material do flange, para não danificá-lo. 3. MATERIAIS Qualquer metal disponível em chapas que possam ser cortadas, usinadas ou estampadas, pode ser usado. O tamanho das juntas é limitado pelas chapas, sendo necessário soldar para se conseguir dimensões maiores. As recomendações do Capítulo 6 deste livro, devem ser observadas ao especificar o material da junta. 4. ACABAMENTO DA SUPERFÍCIE DE VEDAÇÃO Para um melhor desempenho, recomenda-se o uso de flanges com acabamento liso. A rugosidade deve ser de, no máximo, 1.6 µm Ra (63 µpol). Em nenhuma circunstância, o acabamento deve exceder a 3.2 µm Ra (125 µpol). Riscos ou marcas radiais no flange ou na junta são praticamente impossíveis de vedar com juntas metálicas sólidas. 5. TIPOS DE JUNTAS METÁLICAS PLANAS 5.1. TIPO 940 São lisas e podem ser fabricadas em praticamente qualquer formato (Figura 9.2). São usadas quando não é necessária compressibilidade para compensar desalinhamentos, empenamentos ou irregularidades superficiais, e quando existe força nos parafusos suficiente para o seu esmagamento. Suas aplicações típicas são castelos de válvulas, trocadores de calor, prensas hidráulicas e flanges lingüeta e ranhura. Figura 9.2 184
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    Estas juntas, dependendoda liga ou metal usado na sua fabricação, possuem elevada capacidade de resistência ao esmagamento. Os valores das pressões de esmagamento máxima e mínima em temperatura ambiente para diversos materiais estão mostradas na Tabela 9.1. A largura da superfície de vedação da junta deve ser, pelo menos, 1.5 vezes a sua espessura. Tabela 9.1 Pressão de Esmagamento para Juntas Tipo 940 Pressão de esmagamento Material (MPa) Mínima Máxima Ferro Doce 235 525 AISI 1006/1008 235 525 AISI 1010/1020 265 600 AISI 304/316/321 335 750 AISI 309 400 900 Níquel 190 510 Cobre 135 300 Alumínio 70 140 5.2. TIPO 941 Junta plana com ranhuras concêntricas (Figura 9.3). Combina as vantagens da junta 940, com uma área de contato reduzida, elevando a pressão de esmagamento. Usada quando é necessário uma junta de metal sólido e a força de esmagamento disponível não é suficiente para vedar com uma junta tipo 940. Espessura mínima de fabricação: 1.2 mm. Figura 9.3 185
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    5.3. TIPO 943 Se as condições operacionais requerem o uso do tipo 941, mas os flanges precisam ser protegidos, a junta pode ter camisa metálica dupla (Figura 9.4). Figura 9.4 5.4. TIPO 900 São juntas corrugadas metálicas (Figura 9.5). São usadas em aplicações de baixa pressão onde haja limitação de peso e espaço. A espessura da chapa deve ser de 0.2 mm a 1.0 mm, dependendo do metal e passo da corrugação. Em virtude da pequena espessura da chapa e das corrugações, a força para esmagar a junta é bem reduzida, se comparado as juntas tipo 940 e 941. É necessário um mínimo de 3 corrugações para a obtenção de uma vedação satisfatória. Uma pequena parte plana nos diâmetros interno e externo é recomendável para reforçar a junta. O passo das corrugações pode variar entre 1.1 mm a 6.4 mm. A espessura total da junta é de 40% a 50% do passo. O limite de temperatura é determinado pelo metal usado. Pressão máxima: 35 bar (500 psi ). Figura 9.5 186
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    5.5. TIPO 905 ® É uma junta tipo 900 com uma lâmina de Grafite Flexível Graflex colada em ambos os lados das corrugações (Figura 9.6). A espessura do metal é de 0.4 mm a 0.5 mm e o passo das corrugações, 4 mm, 5 mm ou 6 mm. Por ser uma junta que atende as exigências “Fire Safe” tem sido muito empregada em fluidos inflamáveis. Figura 9.6 Pode também ser fabricada com gaxeta de Fibra Cerâmica ou de Amianto (Figura 9.7)para uso em tubulações de grandes diâmetro de gases de combustão ou de Alto Forno, em temperaturas elevadas e baixa pressão. Figura 9.7 187
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    6. RING-JOINTS São anéis metálicas usinados de acordo com padrões estabelecidos pelo American Petroleum Institute (API) e American Society of Mechanical Engineers (ASME), para aplicações em elevadas pressões e temperaturas. Uma aplicação típica dos Ring-Joints é em “Árvores-de-Natal” (Christmas-Tree) usadas nos campos de produção de petróleo ( Figura 9.8 ). A vedação é obtida em uma linha de contato, por ação de cunha, causando elevadas pressões de esmagamento e, desta forma, forçando o material a escoar nesta região. A pequena área de vedação, com alta pressão de contato, resulta em grande confiabilidade. Entretanto, as superfícies de contato da junta e do flange devem ser cuidadosamente usinadas e acabadas. Alguns tipos são ativados pela pressão, isto é, quanto maior a pressão melhor a selabilidade. Figura 9.8 188
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    6.1. MATERIAIS Os materiais devem ser forjados ou laminados. Fundidos não devem ser usados. A Tabela 9.2 mostra os materiais padronizados pela Norma ASME B 16.20 e API 6A para Ring-Joints. Tabela 9.2 Dureza Máxima e Temperatura dos Ring-Joints Dureza Máxima Dureza Máxima Temperatura Material Código Brinell Rockwell B Máxima ° C Ferro doce 90 56 538 D Aço carbono 120 68 538 S AISI 502 130 72 649 F5 AISI 410 170 86 704 S410 AISI 304 160 83 nota c S304 AISI 316 160 83 nota c S306 AISI 347 160 83 nota c S347 Monel 125 70 nota c M Níquel 120 68 nota c N Cobre - - nota c CU NOTAS: a) Dureza Brinell medida com carga de 3 000kg, exceto para o aço doce, medida com 500kg. b) Dureza Rockwell medida com carga de 100kg e esfera de 1/16" de diâmetro. c) Temperatura máxima de serviço de acordo com ASME B16.20 para tipos 950 e 951. Para os tipos BX e RX, a temperatura máxima é de 121°C. d) A temperatura máxima depende das condições operacionais. e) De acordo com a Norma API 6 A os anéis em ferro doce e aço carbono devem ser cadmiados com uma camada de 0,0002" a 0,0005". f) O código de cada material é gravado na junta ao lado da referência do seu tamanho, conforme indicado nas Normas API 6A e ASME B16.20. 6.1. ACABAMENTO SUPERFICIAL As superfícies de contato dos flanges e das juntas, devem ter a rugosidade máxima de 1.6 µm Ra (63 µpol Ra ), sem marcas de ferramentas, riscos ou outras irregularidades superficiais. 6.2. DUREZA Recomenda-se que a dureza da junta seja sempre menor que a do flange, para não danificá-lo. Esta diferença deve ser de, pelo menos, 30 HB. Quando os materiais 189
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    da junta edo flange tiverem dureza similar, é necessário fazer tratamento térmico na junta, para deixá-la com a menor dureza possível. 6.4. DIMENSIONAMENTO E TOLERÂNCIAS DE FABRICAÇÃO Ao especificar a aplicação de Ring-Joints, recomenda-se seguir as indicações das normas abaixo relacionadas, que fornecem as dimensões, tolerâncias e tabelas de aplicação. • ASME B16.5 – Steel Pipe-Line Flanges • ASME B16.20 – Metallic Gaskets for Pipe Flanges • ASME B16.47 – Steel Pipe-Line Flanges • API 6A – Specification for Wellhead Equipment. • API 6B – Specification for Wellhead Equipment. • API 6D – Steel Gate, Plug, Ball and Check Valves for Pipe-Line Service. No final deste capítulo, os Anexos 9.1, 9.2 e 9.3 apresentam as dimensões e tolerâncias dos anéis conforme Norma ASME B16.20. 6.5. TIPOS DE ANÉIS RING-JOINT 6.5.1. TIPO 950 É o tipo que foi padronizado originalmente (Figura 9.9). Desenvolvimentos posteriores resultaram em outras formas. Se o flange for projetado usando as versões mais antigas das normas, com canal oval de alojamento do Ring Joint, então deve ser usado somente o tipo 950. Figura 9.9 190
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    6.5.2. TIPO 951 Anel de seção octogonal (Figura 9.10). Possui maior eficiência de vedação, seu uso é o mais recomendado nos novos projetos. Os flanges fabricados pela versões mais recentes das normas ASME (ANSI) e API, possuem canal com perfil projetado para receber os tipos 950 e 951. Figura 9.10 6.5.3. TIPO RX Possui forma especialmente projetada para usar a pressão interna como auxílio à vedação (Figura 9.11). A face externa da junta faz o contato inicial com o flange, fazendo o esmagamento e vedação. À medida que a pressão interna da linha ou equipamento, aumenta, o mesmo acontece com a força de contato entre a junta e o flange, elevando, desta forma, a eficiência da vedação. Esta característica de projeto, torna este tipo mais resistente às vibrações que ocorrem durante a perfuração e elevações súbitas de pressão e choque, comuns nos trabalhos em campos de petróleo. O tipo RX é totalmente intercambiável com os tipos 950 e 951, usando o mesmo tipo de canal de alojamento no flange e número de referência. Figura 9.11 191
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    6.5.4. TIPO BX Possui seção quadrada com cantos chanfrados (Figura 9.12). Projetada para emprego somente em flanges API 6BX, em pressões de 2000 a 20000 psi. O diâmetro médio da junta é ligeiramente maior que o do alojamento no flange. Assim, a junta ao ser montada, fica pré-comprimida pelo diâmetro externo, criando o efeito de elevação da vedação com o aumento da pressão de operação. As conexões que usam juntas tipo BX, possuem pequena interferência. A junta é efetivamente “estampada” pelos alojamentos dos flanges, não podendo ser reutilizada. Figura 9.12 6.5.5. Outros tipos Existem diversos outros tipos de juntas metálicas, de aplicações bastante restritas, como, por exemplo, os tipos lente, delta e Bridgeman, que estão fora do escopo deste livro 192
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    Anexo 9.1 Dimensões para Ring-Joints Tipo 950 e 951 em polegadas Número Diâmetro Largura Altura do Anel Largura Raio do do Anel Médio A Oval Octogonal C Anel P B H R1 R-11 1.344 0.250 0.44 0.38 0.170 0.06 R-12 1.563 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-13 1.688 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-14 1.750 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-15 1.875 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-16 2.000 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-17 2.250 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-18 2.375 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-19 2.563 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-20 2.688 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-21 2.844 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-22 3.250 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-23 3.250 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-24 3.750 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-25 4.000 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-26 4.000 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-27 4.250 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-28 4.375 0.500 0.75 0.69 0.341 0.06 R-29 4.500 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-30 4.625 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-31 4.875 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-32 5.000 0.500 0.75 0.69 0.341 0.06 R-33 5.188 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-34 5.188 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 193
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    Anexo 9.1 (Continuação) Dimensões para Ring-Joints Tipo 950 e 951 em polegadas Número Diâmetro Largura Altura do Anel Largura Raio do do Anel Médio A Oval C Anel Octogonal P B H R1 R-35 5.375 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-36 5.875 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-37 5.875 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-38 6.188 0.625 0.88 0.81 0.413 0.06 R-39 6.375 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-40 6.750 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-41 7.125 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-42 7.500 0.750 1.00 0.94 0.485 0.06 R-43 7.625 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-44 7.625 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-45 8.313 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-46 8.313 0.500 0.75 0.69 0.341 0.06 R-47 9.000 0.750 1.00 0.94 0.485 0.06 R-48 9.750 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-49 10.625 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-50 10.625 0.625 0.88 0.81 0.413 0.06 R-51 11.000 0.875 1.13 1.06 0.583 0.06 R-52 12.000 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-53 12.750 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-54 12.750 0.625 0.88 0.81 0.413 0.06 R-55 13.500 1.125 1.44 1.38 0.780 0.09 R-56 15.000 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-57 15.000 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-58 15.000 0.875 1.13 1.06 0.583 0.06 R-59 15.625 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-60 16.000 1.250 1.56 1.50 0.879 0.09 R-61 16.500 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-62 16.500 0.625 0.88 0.81 0.413 0.06 R-63 16.500 1.000 1.31 1.25 0.681 0.09 R-64 17.875 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-65 18.500 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-66 18.500 0.625 0.88 0.81 0.413 0.06 R-67 18.500 1.125 1.44 1.38 0.780 0.09 R-68 20.375 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-69 21.000 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-70 21.000 0.750 1.00 0.94 0.485 0.06 R-71 21.000 1.125 1.44 1.38 0.780 0.09 R-72 22.000 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-73 23.000 0.500 0.75 0.69 0.341 0.06 194
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    Anexo 9.1 (Continuação) Dimensões para Ring-Joints Tipo 950 e 951 em polegadas Número Diâmetro Largura Altura do Anel Largura Raio do do Anel Médio A Oval C Anel Octogonal P B H R1 R-74 23.000 0.750 1.00 0.94 0.485 0.06 R-75 23.000 1.250 1.56 1.50 0.879 0.09 R-76 26.500 0.313 0.56 0.50 0.206 0.06 R-77 27.250 0.625 0.88 0.81 0.413 0.06 R-78 27.250 1.000 1.31 1.25 0.681 0.09 R-79 27.250 1.375 1.75 1.63 0.977 0.09 R-80 24.250 0.313 - 0.50 0.206 0.06 R-81 25.000 0.563 - 0.75 0.377 0.06 R-82 2.250 0.438 - 0.63 0.305 0.06 R-84 2.500 0.438 - 0.63 0.305 0.06 R-85 3.125 0.500 - 0.69 0.341 0.06 R-86 3.563 0.625 - 0.81 0.413 0.06 R-87 3.938 0.625 - 0.81 0.413 0.06 R-88 4.875 0.750 - 0.94 0.485 0.06 R-89 4.500 0.750 - 0.94 0.485 0.06 R-90 6.125 0.875 - 1.06 0.583 0.06 R-91 10.250 1.250 - 1.50 0.879 0.09 R-92 9.000 0.438 0.69 0.63 0.305 0.06 R-93 29.500 0.750 - 0.94 0.485 0.06 R-94 31.500 0.750 - 0.94 0.485 0.06 R-95 33.750 0.750 - 0.94 0.485 0.06 R-96 36.000 0.875 - 1.06 0.583 0.06 R-97 38.000 0.875 - 1.06 0.583 0.06 R-98 40.250 0.875 - 1.06 0.583 0.06 R-99 9.250 0.438 - 0.63 0.305 0.06 R-100 29.500 1.125 - 1.38 0.780 0.09 R-101 31.500 1.250 - 1.50 0.879 0.09 R-102 33.750 1.250 - 1.50 0.879 0.09 R-103 36.000 1.250 - 1.50 0.879 0.09 R-104 38.000 1.375 - 1.63 0.977 0.09 R-105 40.250 1.375 - 1.63 0.977 0.09 Tolerâncias: • Diâmetro médio P: ±0.007” • Largura A: ±0.007” • Altura B e H: +0.05”,-0.02”. A variação da altura em todo o perímetro do anel não pode exceder de 0.02” • Largura C: ±0.008” • Raio R: ±0.02” • Ângulo de 23o : ± 0.5o. 195
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    Anexo 9.1 (Continuação) Tabela de Aplicação dos Anéis 950 e 951 Classe de Pressão e Diâmetro Nominal Número ASME B16.5 API 6B ASME B16.47 Série A do Anel R 150 300 900 1500 2500 720 2000 3000 5000 150 300 900 600 960 600 R-11 ½ R-12 ½ ½ R-13 ¾ ½ R-14 ¾ ¾ R-15 1 R-16 1 1 1 ¾ 1 1 1 1 R-17 1¼ R-18 1¼ 1¼ 1¼ 1 1¼ 1¼ 1¼ 1¼ R-19 1½ R-20 1½ 1½ 1½ 1½ 1½ 1½ 1½ R-21 1¼ R-22 2 R-23 2 1½ 2 2 R-24 2 2 2 2 R-25 2½ R-26 2½ 2 2½ 2½ R-27 2½ 2½ 2½ 2½ R-28 2½ R-29 3 R-30 3 R-31 3 3 3 3 3 R-32 3 R-33 3½ R-34 3½ R-35 3 3 R-36 4 R-37 4 4 4 4 4 3½ R-38 4 R-39 4 4 R-40 5 R-41 5 5 5 5 5 R-42 5 R-43 6 R-44 5 5 R-45 6 6 6 6 6 R-46 6 6 R-47 6 R-48 8 R-49 8 8 8 8 8 R-50 8 8 R-51 8 R-52 10 R-53 10 10 10 10 10 R-54 10 10 R-55 10 R-56 12 R-57 12 12 12 12 12 12 12 R-58 12 196
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    Classe de Pressãoe Diâmetro Nominal Número ASME B16.5 API 6B ASME B16.47 Série A do Anel R 150 300 900 1500 2500 720 2000 3000 5000 150 300 900 600 960 600 R-59 14 R-60 12 R-61 14 14 14 14 14 R-62 14 14 R-63 14 R-64 16 R-65 16 16 16 16 R-66 16 16 16 R-67 16 R-68 18 R-69 18 18 18 18 R-70 18 18 18 R-71 18 R-72 20 R-73 20 20 20 20 R-74 20 20 20 R-75 20 R-76 24 R-77 24 24 R-78 24 24 R-79 24 R-80 22 R-81 22 R-82 1 R-84 1½ R-85 2 R-86 2½ R-87 3 R-88 4 R-89 3½ R-90 5 R-91 10 R-92 R-93 26 R-94 28 R-95 30 R-96 32 R-97 34 R-98 36 R-99 8 8 R-100 26 R-101 28 R-102 30 R-103 32 R-104 34 R-105 36 197
  • 199.
    Anexo 9.2 Dimensões para Ring-Joints Tipo RX em polegadas Número Diâmetro Largura Largura Altura Altura Raio Furo do Anel externo A C CH H R D OD RX-20 3.000 0.344 0.182 0.125 0.750 0.06 - RX-23 3.672 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-24 4.172 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-25 4.313 0.344 0.182 0.125 0.750 0.06 - RX-26 4.406 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-27 4.656 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-31 5.297 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-35 5.797 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-37 6.297 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-39 6.797 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-41 7.547 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-44 8.047 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-45 8.734 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-46 8.750 0.531 0.263 0.188 1.125 0.06 - RX-47 9.656 0.781 0.407 0.271 1.625 0.09 - RX-49 11.047 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-50 11.156 0.656 0.335 0.208 1.250 0.06 - RX-53 13.172 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-54 13.281 0.656 0.335 0.208 1.250 0.06 - RX-57 15.422 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-63 17.391 1.063 0.582 0.333 2.000 0.09 - RX-65 18.922 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-66 18.031 0.656 0.335 0.208 1.250 0.06 - 198
  • 200.
    Anexo 9.2 (Continuação) Dimensões para Ring-Joints Tipo RX em polegadas Número Diâmetro Largura Largura Altura Altura Raio Furo do Anel externo A C CH H R D OD RX-69 21.422 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-70 21.656 0.781 0.407 0.271 1.625 0.09 - RX-73 23.469 0.531 0.263 0.208 1.250 0.06 - RX-74 23.656 0.781 0.407 0.271 1.625 0.09 - RX-82 2.672 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 0.06 RX-84 2.922 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 0.06 RX-85 3.547 0.531 0.263 0.167 1.000 0.06 0.06 RX-86 4.078 0.594 0.335 0.188 1.125 0.06 0.09 RX-87 4.453 0.594 0.335 0.188 1.125 0.06 0.09 RX-88 5.484 0.688 0.407 0.208 1.250 0.06 0.12 RX-89 5.109 0.719 0.407 0.208 1.250 0.06 0.12 RX-90 6.875 0.781 0.479 0.292 1.750 0.09 0.12 RX-91 11.297 1.188 0.780 0.297 1.781 0.09 0.12 RX-99 9.672 0.469 0.254 0.167 1.000 0.06 - RX-201 2.026 0.226 0.126 0.057 0.445 0.02 (3) - RX-205 2.453 0.219 0.120 0.072 (2) 0.437 0.02 (3) - RX-210 3.844 0.375 0.213 0.125 (2) 0.750 0.03 (3) - RX-215 5.547 0.469 0.210 0.167 (2) 1.000 0.06 (3) - Notas: 1. Para os anéis de RX-82 a RX-91 é necessário apenas um furo de equalização de pressão, localizado no ponto médio da largura C. 2. A Tolerância destas dimensões é +0, -0.015” 3. A Tolerância destas dimensões é +0.02”, - 0. Tolerâncias: • Diâmetro externo OD: +0.020”, -0. • Largura A: +0.008”, -0. A variação da largura em todo o perímetro do anel não pode exceder de 0.004” • Largura C: +0.006”, -0. • Altura CH: +0, -0.03” • Altura H: +0.008”, -0. A variação da altura em todo o perímetro do anel não pode exceder de 0.004” • Raio R: ± 0.02” • Ângulo de 23o : ± 0.5o. • Furo D: ±0.02” 199
  • 201.
    Anexo 9.2 (Continuação) Tabela de Aplicação dos Anéis RX Número do Anel Classe de Pressão e Diâmetro Nominal - API 6B RX 720 - 960 - 2000 2900 3000 5000 RX-20 1½ 1½ 1½ RX-23 2 RX-24 2 2 RX-25 3 1/8 RX-26 2½ RX-27 2½ 2½ RX-31 3 3 RX-35 3 RX-37 4 4 RX-39 4 RX-41 5 5 RX-44 5 RX-45 6 6 RX-46 6 RX-47 8 RX-49 8 8 RX-50 8 RX-53 10 10 RX-54 10 RX-57 12 12 RX-63 14 RX-65 16 RX-66 16 RX-69 18 RX-70 18 RX-73 20 RX-74 20 RX-82 1 RX-84 1½ RX-85 2 RX-86 2½ RX-87 3 RX-88 4 RX-89 3½ RX-90 5 RX-91 10 RX-99 8 8 RX-201 1 3/8 RX-205 1 13/16 RX-210 2 9/16 RX-215 4 1/16 200
  • 202.
    Anexo 9.3 Dimensões para Ring-Joints Tipo BX em polegadas Número Diâmetro Largura Largura Altura Altura Raio Furo do Anel externo A C CH H R D OD BX-150 1 11/16 2.842 0.366 0.366 2.790 0.314 0.06 BX-151 1 13/16 3.008 0.379 0.379 2.954 0.325 0.06 BX-152 2 1/16 3.334 0.403 0.403 3.277 0.346 0.06 BX-153 2 9/16 3.974 0.448 0.448 3.910 0.385 0.06 BX-154 3 1/16 4.600 0.488 0.488 4.531 0.419 0.06 BX-155 4 1/16 5.825 0.560 0.560 5.746 0.481 0.06 BX-156 7 1/16 9.367 0.733 0.733 9.263 0.629 0.12 BX-157 9 11.593 0.826 0.826 11.476 0.709 0.12 BX-158 11 13.860 0.911 0.911 13.731 0.782 0.12 BX-159 13 5/8 16.800 1.012 1.012 16.657 0.869 0.12 BX-160 13 5/8 15.850 0.938 0.541 15.717 0.408 0.12 BX-161 16 5/8 19.347 1.105 0.638 19.191 0.482 0.12 BX-162 16 5/8 18.720 0.560 0.560 18.641 0.481 0.06 BX-163 18 3/4 21.896 1.185 0.684 21.728 0.516 0.12 BX-164 18 3/4 22.463 1.185 0.968 22.295 0.800 0.12 BX-165 21 1/4 24.595 1.261 0.728 24.417 0.550 0.12 BX-166 21 1/4 25.198 1.261 1.029 25.020 0.851 0.12 BX-167 26 3/4 29.896 1.412 0.516 29.696 0.316 0.06 BX-168 26 3/4 30.128 1.412 0.632 29.928 0.432 0.06 BX-169 5 1/8 6.831 0.624 0.509 6.743 0.421 0.06 BX-170 6 5/8 8.584 0.560 0.560 8.505 0.481 0.06 BX-171 8 9/16 10.529 0.560 0.560 10.450 0.481 0.06 BX-172 11 5/32 13.113 0.560 0.560 13.034 0.481 0.06 BX-303 30 33.573 1.494 0.668 33.361 0.457 0.06 201
  • 203.
    Anexo 9.3 (Continuação) Dimensões para Ring-Joints Tipo BX em polegadas 1. Para todos os anéis é necessário apenas um furo de equalização de pressão, localizado no ponto médio da largura C. Tolerâncias: • Diâmetro externo OD: +0, -0.005” • Altura H: +0.008”, -0. A variação da altura em todo o perímetro do anel não pode exceder de 0.004” • Largura A: +0.008”, -0. A variação da largura em todo o perímetro do anel não pode exceder de 0.004” • Diâmetro ODT: ± 0.002” • Largura C: +0.006”, -0. • Furo D: ±0.02” • Altura CH: +0, -0.03” • Raio R: de 8% a 12% da altura do anel H. • Ângulo de 23o : ± 0.25o. Tabela de Aplicação dos Anéis BX Número do Classe de Pressão e Diâmetro Nominal - API 6BX Anel BX 2 000 3 000 5 000 10 000 15 000 20 000 BX-150 1 11/16 1 11/16 BX-151 1 13/16 1 13/16 1 13/16 1/ 1/ BX-152 2 16 2 16 2 1/16 9/ 9/ BX-153 2 16 2 16 2 9/16 1/ 1/ BX-154 3 16 3 16 3 1/16 1/ 1/ BX-155 4 16 4 16 4 1/16 1/ 1/ BX-156 7 16 7 16 7 1/16 BX-157 9 9 9 BX-158 11 11 11 BX-159 13 5/8 13 5/8 13 5/8 5/ BX-160 13 8 BX-161 16 ¾ BX-162 16 ¾ 16 ¾ 16 ¾ BX-163 18 ¾ BX-164 18 ¾ 18 ¾ BX-165 21 1/4 BX-166 21 1/4 BX-167 26 ¾ BX-168 26 ¾ BX-169 5 1/8 BX-170 6 5/8 6 5/8 BX-171 8 9/16 8 9/16 BX-172 11 5/32 11 5/32 BX-303 30 30 202
  • 204.
    CAPÍTULO 10 JUNTAS CAMPROFILE 1. INTRODUÇÃO Com o avanço tecnológico dos processos, são exigidas juntas para aplicações em condições cada vez mais rigorosas, obrigando o desenvolvimento de novos produtos para atender estas exigências. O tipo de junta considerado clássico para uso em trocadores de calor é a chamada “Dupla Camisa Metálica” (Teadit Tipo 923), que consiste em um enchimento macio revestido por dupla camisa metálica, conforme mostrado na Figura 8.6. Uma das característica das juntas para trocadores de calor é serem fabricadas sob encomenda. Como estes aparelhos são construídos para atender as condições específicas de troca térmica do processo, não existem dimensões e formatos padronizados. Um dos requisitos para que uma junta possa ser usada em pressões elevadas é resistir aos apertos elevados, necessários para se conseguir uma vedação adequada. As juntas “Dupla Camisa Metálica” em razão da sua construção, com um enchimento macio, possuem boa capacidade de acomodação às irregularidades dos flanges. Entretanto, esta característica vem em detrimento de uma maior resistência ao esmagamento, não sendo, portanto, recomendáveis para trabalho com pressões de esmagamento maiores que 250 MPa ( 36 000 psi ). Uma das alternativas para pressões de trabalho elevadas é o uso das juntas metálicas planas (Teadit Tipo 940), mostrada na Figura 9.2. As juntas tipo 940 apresentam diversos problemas para a sua fabricação e instalação. Este tipo de junta é muito sensível a quaisquer danos nos flanges, em especial riscos ou falhas radiais. 203
  • 205.
    Fabricadas com ummetal ou liga maciço é evidente a dificuldade em escoar o material para preencher as irregularidades normais dos flanges. As dimensões, muitas vezes também obrigam a soldagem da junta, criando pontos de dureza elevada. Estes pontos podem danificar os flanges ou não permitir o esmagamento uniforme da junta. Para contornar os problemas das juntas maciças planas, uma alternativa é o emprego de juntas maciças serrilhadas, Teadit Tipo 941, conforme mostrado na Figura 9.3. As juntas serrilhadas possuem as mesmas características de resistência a elevadas pressões de trabalho. A forma serrilhada permite um melhor esmagamento e cria um efeito de labirinto na superfície de vedação. Ao mesmo tempo que possui uma característica desejável do ponto de vista de vedação, o serrilhado pode provocar riscos nos flanges. Combinando as características das juntas maciças e a excelente selabilidade do ® ® Grafite Flexível (Graflex ) e do PTFE Expandido (Quimflex ), foram desenvolvidas as juntas Camprofile, Teadit Tipo 942. Constituídas de um núcleo metálico serrilhado coberto com fina película de Graflex ou Quimflex, ® conforme mostrado na Figura ® 10.1 Em virtude dos excelentes resultados obtidos com a juntas Camprofile em aplicações críticas foram desenvolvidas propostas de normalização destas juntas para uso em flanges de tubulação. Na Seção 9 deste Capítulo estão as principais características das juntas Camprofile para flanges ASME B16.5. Figura 10.1 As juntas Teadit Camprofile oferecem as seguintes vantagens: • pressão de trabalho máxima de até 250 bar • temperatura máxima de até 650o C • ampla faixa de aplicação • menos sensível às irregularidades nos flanges 204
  • 206.
    O perfil metálicoserrilhado permite atingir elevadas pressões de esmagamento com baixos apertos nos parafusos. A fina camada de Graflex® ou Quimflex® preenche as irregularidades e evita que o serrilhado marque a superfície dos flanges. O efeito de labirinto também é acentuado pelo Graflex® ou Quimflex®, criando uma vedação que alia a resistência de uma junta metálica com a selabilidade do Graflex® ou do Quimflex® . 2. MATERIAIS 2.1. NÚCLEO METÁLICO O material do núcleo deve ser especificado de acordo com a compatibilidade química do fluido e com a temperatura de operação. É recomendável que o núcleo seja fabricado com o mesmo material do equipamento para evitar corrosão e problemas de expansão diferencial. Seguir as recomendações dos Capítulos 2 e 6. 2.2. COBERTURA DE VEDAÇÃO ® O material mais usado na cobertura de vedação é o Grafite Flexível Graflex Em situações onde o Graflex não é recomendado o núcleo é coberto por uma película ® de PTFE Expandido Quimflex . Os limites de operação para os materiais de cobertura estão relacionados na Tabela 10.1. Tabela 10.1 Limites de Pressão e Temperatura Temperatura oC Pressão de operação Material bar max min max Graflex® -240 650 250 Quimflex® -240 270 100 Para atmosferas oxidantes o limite de temperatura para o Graflex é de 450o C. 3. LIMITES DE OPERAÇÃO A faixa de pressão e temperatura de trabalho da junta depende dos limites de cada material, conforme indicado no Capítulo 6 e na Tabela 10.1. O limite de serviço da junta é o menor valor da combinação do limite para metal e para a cobertura. Por ® exemplo, uma junta Teadit tipo 942 em aço carbono AISI 1010/1020 e Graflex tem as seguintes faixas de operação: • pressão máxima: 250 bar • faixa de temperatura (oC): -40 a 500 205
  • 207.
    4. CÁLCULO DO APERTO Os valores de “m” e “y” para cálculo pela Norma ASME são mostrados na Tabela 10.2 e os valores para cálculo pela Norma DIN estão na Tabela 10.3. Tabela 10.2. Constantes Para Cálculo ASME Material m y-psi Alumínio 3.25 5500 Cobre 3.50 6500 Latão 3.50 6500 Aço Carbono 3.75 7600 Monel 3.75 9000 Aços Inoxidáveis 4.25 10100 Tabela 10.3 Constantes Para Cálculo DIN Fator Pressão de da esmagamento Pressão de esmagamento - operação Material junta instalação MPa m MPa Mín. Máx. 100 200 300 400 500 600 σVU σVO Alumínio 1.1 20 140 120 93 Cobre 1.1 20 300 270 195 150 Níquel 1.1 20 510 500 490 480 240 AISI 1006/1008 1.1 20 500 500 495 315 AISI 304/316 1.1 20 500 500 450 420 390 350 AISI 321 1.1 20 500 500 450 420 460 400 240 AISI 309 1.1 20 600 570 530 500 Para maior segurança, recomendamos que o cálculo seja realizado de acordo com as recomendações da Norma ASME, Divisão II, Seção VIII, Apêndice II. Em seguida, deve ser verificado o valor da pressão de esmagamento, que deve ficar na faixa recomendada na Tabela 10.3. 5. EXEMPLO DE APLICAÇÃO O exemplo a seguir mostra o estudo para troca de uma junta maciça tipo Teadit 940 de aço inoxidável 304 por uma junta Camprofile com o mesmo aço e cobertura de Graflex: 206
  • 208.
    5.1. Dados doTrocador de Calor: • pressão de projeto: 160 bar • temperatura de projeto: 280o C • dados da junta: • tipo: Camprofile Teadit 942 • materiais: Inox 304 e Graflex • diâmetro interno: di = 488 mm = 19.213 pol • diâmetro externo: de = 520 mm = 20.472 pol • estojos: • material: ASTM A 193 B7 • diâmetro: dp = 2 pol • quantidade: np = 16 • tensão admissível nos parafusos: • na instalação : σp = 172 MPa • na operação : σp = 162 MPa • área na raiz da rosca: A = 1 787 mm2 5.2. Cálculo da força de aperto de acordo com o Código ASME 5.2.1. Esmagamento mínimo, Wm 2 : • y: 10100 psi - esmagamento mínimo, tabela ASME • N = 16 mm • b 0 = N / 2 = 16 / 2 = 8 mm = 0.315 pol • b = 0.5 b0 0.5 = 0.5 x 0.3150.5 = 0.281 pol - largura efetiva da junta • G = de - 2b = 20.472 - 2 x 0.281 = 19.910 pol • W m 2 = π b G y = p x 0.281 x 19.910 x 10100 = 177 520 lb • W m 2 = 789 648 N 5.2.2. Condições operacionais, Wm 1: • p = 160 bar = 2352 psi • m = 4.25 - fator da junta, tabela ASME • W m 1 = ((π G2 p) / 4) + 2 b p G m p • W m 1 = ((π x 18.6512 x 2352) / 4) + (2 x 0.281 x p x 18.651 x 4.25 x 2352) • W m 1 = 642 586 + 329 166 = 971 752 lb • W m 1 = 4 324 296 N 5.2.3. Força de vedação, Wm : Considerando os cálculos 5.2.1 e 5.2.2, a força de vedação mínima de acordo com o Código ASME é o maior valor de Wm 1 e Wm 2, portanto, W m = 4 324 296 N. O valor da força por parafuso é: • Fpmin = 4 324 296 / np = 270 268 N 207
  • 209.
    5.2.4. Força máximanos parafusos, Fp m a x: • A e = 1 787 mm2 - área resistiva dos parafusos • σa = 172 MPa - tensão admissível nos parafusos • Fp m a x = Ae σa • Fp m a x= 1 787 x 172 = 307 364 N 5.2.5. Verificação da tensão admissível na temperatura de operação: • σb = 162 MPa • σb > W m 1 / (A e n p) = 4 324 296 / (1787 x 16) = 151 MPa • Considerando-se que a tensão admissível na temperatura de operação é de 162 MPa o valor encontrado está abaixo deste limite. 5.2.6. Considerando os itens 5.2.3 e 5.2.4, a força total exercida pelos parafusos para assegurar uma vedação adequada, ao mesmo tempo que a tensão nos parafusos não ultrapasse a máxima admissível, deve estar entre 270 268 N e 307 364 N. 5.2.7. Torque mínimo, T : min • k = 0.2 - fator de rosca e atrito • Tm i n = k dp F pmin • Tm i n = 0.2 x (50.8 / 1000) x 270 268 = 2 745 N-m 5.2.8. Torque máximo, T : max • Tm a x = k dp F pmax • Tm a x = 0.2 x (50.8 / 1000 ) x 307 364 = 3 123 N-m 5.3.Cálculo da força de aperto de acordo com a Norma DIN 2505: 5.3.1. Força de esmagamento mínima: • Femin = π b D b D σVU • d D = ( 488 + 520 ) / 2 = 504 - diâmetro médio • σVU = 20 MPa - tabela DIN 2505 • b D = (520 - 488 ) / 2 = 16 mm • FEmin = π x 488 x 16 x 20 = 490 591 N 5.3.2. Força de vedação mínima: • FVmin = FOmin + Fi • FOmin = π d D b D n p SD • n = 1.1 - fator da junta tabela DIN 2505 • SD = 1.2 - coeficiente de segurança - DIN 2505, valor mínimo • p = 160 bar = 16 MPa • FOmin = π x 504 x 16 x 1.1 x 16 x 1.2 = 535 050 N • Fi = p (π / 4 ) dD2 = 16 x (π / 4 ) x 5042 = 3 192 059 N • FVmin = 535 050 + 3 192 059 = 3 727 109 N 208
  • 210.
    5.3.3. Força deesmagamento máxima: 5.3.3.1. Na instalação: • FEimax = π d D b D σVO • σVO = 500 MPa - tabela DIN 2505 • FEmax = π x 504 x 16 x 500 = 12 666 901 N 5.3.3.2. Na operação: • FOimax = FOmax + Fi • FOmax = π d D b D σBO • σBO = 414 MPa - interpolado na tabela DIN 2505 para 280 oC • FOmax = π x 504 x 16 x 414 = 10 488 195 N • FOimax = 10 488 195 + 3 192 059 = 13 680 254 N 5.3.4. Força máxima dos parafusos, Fptmax: • A e = 1 787 mm2 - área resistiva dos parafusos • σp = 172 MPa - tensão admissível nos parafusos • Fptmax = np A e σp = 16 x 1 787 x 172 = 4 917 824 N 5.3.5. Considerando os itens 5.3.1 a 5.3.4, a força total exercida pelos parafusos para a ssegurar uma vedação adequada, ao mesmo tempo que a tensão nos parafusos não ultrapasse a máxima admissível, deve estar entre 3 727 109 N e 4 917 824 N. 5.3.6. Torque mínimo: • Tmin = k dp 3 727 109 / np • Tmin = 0.2 x (50.8 / 1000) x 3 727 109 / 16 = 2 367 N-m 5.3.7.Torque máximo: • Tmax = k d p Fpmax / n p • Tmax = 0.2 x (50.8 / 1000 ) x 4 917 824 / 16 = 3 122 N-m 6. ACABAMENTO SUPERFICIAL O acabamento recomendado para superfície de vedação dos flanges é de 1.6 µm a 2.0 µm Ra (63 µpol a 80 µpol Ra ). Esta faixa é conhecida como “acabamento liso”. 7. DIMENSIONAMENTO Ao dimensionar uma junta Camprofile, utilize as folgas e tolerâncias indicadas nas Tabelas 10.4 e 10.5. 209
  • 211.
    Tabela 10.4 Folga entre a Junta e o Flange Tipo de confinamento Diâmetro da junta da junta Interno Externo Flanges lingüeta e diam. interno da diam. externo da ranhura ranhura + 1.6mm ranhura - 1.6mm Juntas confinadas diam. interno da diam. externo pelo diâmetro externo flange + 3.2 mm flange - 1.6 mm Juntas confinadas diam. interno do diam. externo do pelo diâmetro interno flange + 1.6 mm flange - 3.2 mm Tabela 10.5 Tolerâncias de Fabricação Diâmetro interno Tolerâncias (mm) da junta interno externo até 500 mm +0.8 -0.0 +0.0 -0.8 de 500 a 1500 mm +1.6 -0.0 +0.0 -1.6 maior que 1500 mm +2.5 -0.0 +0.0 -2.5 8. FORMATOS O Anexo 8.1 mostra os formatos mais comuns de juntas para trocadores de calor. As divisões são soldadas no anel externo da junta. As larguras padrão da junta, dimensão “B”, são 10, 13, 16 e 20 mm. Outras larguras podem ser produzidas sob consulta. A espessura padrão, dimensão “E” é de 4 ±0.2 mm, sendo 3.2 mm para o núcleo metálico e 0.4mm para cada uma das duas camadas de cobertura. Outras espessuras de núcleo podem ser fabricadas sob consulta. 9. JUNTAS CAMPROFILE PARA FLANGES ASME B16.5 Por ocasião da edição deste livro ainda não existia uma norma para este tipo de juntas publicada pela ASME. Entretanto, existem várias propostas e estudos. A Figura 10.2 mostra a forma construtiva mais comum, com uma área de vedação serrilhada com cobertura de Grafite Flexível (Graflex) ou PTFE e anel de centralização. 210
  • 212.
    Figura 10.2 9.1 DIMENSÕESE TOLERÂNCIAS Os diâmetros das juntas para flanges ASME B16.5 estão mostradas no Anexo 10.1. As demais dimensões estão na Tabela 10.6. Tabela 10.6 Dimensões de Fabricação Dimensões (polegadas) Característica Mínimo Máximo Espessura do Anel de Vedação 0.115 0.131 Espessura do Anel de Centralização 0.024 0.035 Espessura da Cobertura 0.015 0.030 Passo das Ranhuras 0.03 0.06 9.2 MARCAÇÃO O anel de centralização é marcado com símbolos de, no mínimo, 0.100 pol de altura, constando as seguintes indicações: • Identificação do fabricante (nome ou marca). • Diâmetro nominal do flange. • Classe de pressão. • Código do material do anel de vedação. • Código do material da cobertura. • Código do material do anel de centralização. A tabela com os códigos dos matérias está no Anexo 10.2 211
  • 213.
    Anexo 10.1 Dimensões de Juntas Camprofile para flanges ASME B16.5 Anel de Vedação Diâmetro externo do Anel de Centralização (polegadas) DN Diametro Diametro (pol) Interno Externo (pol) (pol) 150 300 400 600 900 1500 2500 1/2 0.91 1.31 1.88 2.13 2.13 2.13 2.50 2.50 2.75 3/4 1.13 1.56 2.25 2.63 2.63 2.63 2.75 2.75 3.00 1 1.44 1.87 2.63 2.88 2.88 2.88 3.13 3.13 3.38 1 1/4 1.75 2.37 3.00 3.25 3.25 3.25 3.50 3.50 4.13 1 1/2 2.06 2.75 3.38 3.75 3.75 3.75 3.88 3.88 4.63 2 2.75 3.50 4.13 4.38 4.38 4.38 5.63 5.63 5.75 2 1/2 3.25 4.00 4.88 5.13 5.13 5.13 6.50 6.50 6.63 3 3.87 4.88 5.38 5.88 5.88 5.88 6.63 6.88 7.75 4 4.87 6.06 6.88 7.13 7.00 7.63 8.13 8.25 9.25 5 5.94 7.19 7.75 8.50 8.38 9.50 9.75 10.00 11.00 6 7.00 8.37 8.75 9.88 9.75 10.50 11.38 11.13 12.50 8 9.00 10.50 11.00 12.13 12.00 12.63 14.13 13.88 15.25 10 11.13 12.63 13.38 14.25 14.13 15.75 17.13 17.13 18.75 12 13.37 14.87 16.13 16.63 16.50 18.00 19.63 20.50 21.63 14 14.63 16.13 17.75 19.13 19.00 19.38 20.50 22.75 - 16 16.63 18.38 20.25 21.25 21.13 22.25 22.63 25.25 - 18 18.87 20.87 21.63 23.50 23.38 24.13 25.13 27.75 - 20 20.87 22.87 23.88 25.75 25.50 26.88 27.50 29.75 - 24 24.88 26.87 28.25 30.50 30.25 31.13 33.00 35.50 - Tolerâncias: • Diâmetro interno do anel de vedação: o DN ½” a DN 8": ± 0.03 pol o DN 10" a DN 24": ± 0.06 pol • Diâmetro externo do anel de vedação: o DN ½” a DN 8": ± 0.03 pol o DN 10" a DN 24": ± 0.06 pol • Diâmetro externo do anel de centralização: ± 0.03 pol 212
  • 214.
    Anexo 10.2 Códigos dosmateriais para Juntas Camprofile para flanges ASME B16.5 Material Código Anéis de Vedação e Centralização Aço Carbono CRS Aço Inox 304 304 Aço Inox 304 L 304 L Aço Inox 309 309 Aço Inox 310 310 Aço Inox 316 316 L Aço Inox 317 L 317 L Aço Inox 347 347 Aço Inox 321 321 Aço Inox 430 430 Monel 400 MON Niquel 200 NI Titanio TI Hastelloy B HAST B Hastelloy C HAST C Inconel 600 INC 600 Inconel 625 INC 625 Inconel X-750 INX Incoloy 800 IN 800 Incoloy 825 IN 825 Zirconio ZIRC Cobertura Graflex FG PTFE PTFE 213
  • 215.
  • 216.
    CAPÍTULO 11 JUNTAS PARA ISOLAMENTO ELÉTRICO 1. CORROSÃO ELETROQUÍMICA Este é o tipo de corrosão mais freqüentemente encontrado. Ocorre em temperatura ambiente. É o resultado da reação de um metal com água ou solução aquosa, na presença de sais, ácidos ou bases. A Figura 11.1 ilustra uma corrosão Eletroquímica. Como pode ser observado, existem duas reações, uma no anodo e outra no catodo. As reações anódicas são sempre oxidações e, portanto, tendem a dissolver o metal do ânodo, ou a combiná-lo em forma de óxido. Os elétrons produzidos na região anódica participam da reação catódica. Estes elétrons fluem através do metal, formando uma corrente elétrica. As reações catódicas são sempre de redução, e normalmente não afetam o metal do catodo, pois a maioria dos metais não pode mais ser reduzida. A base da corrosão Eletroquímica é a existência de uma reação anódica onde o metal do anodo perde elétrons. A medida da tendência de um metal em perder elétrons, serve como critério básico para determinar a sua corrosividade. Esta medida, expressa em volts, em relação a uma célula de hidrogênio gasoso, é encontrada nos manuais de corrosão. Para o ferro, o valor é de 0.44 V, e para o zinco é de 0.76 V. Possuindo o zinco, potencial mais elevado, haverá uma corrente do zinco para o ferro ( do potencial mais elevado para o mais baixo ). O zinco, sendo anodo, é corroído. Se, por exemplo, em lugar de zinco, na Figura 11.1 tivermos cobre, de potencial 0.34 V, haverá corrosão do ferro, que tem maior potencial. 215
  • 217.
    Figura 11.1 Deste modo, a relação entre os potenciais eletroquímicos dos metais em contato, é que vai determinar qual deles será corroído. O princípio é extensamente usado, e a “zincagem” de chapas de aço carbono é um dos exemplos mais comuns do uso controlado da corrosão Eletroquímica. A Tabela 11.1 mostra a relação entre alguns metais e ligas. Tabela 11.1 Série eletrolítica em água salgada Anodo (base) Magnésio Zinco Ferro fundido Aço Carbono Aço inox 304 Cobre Aço inox 316 Inconel Titânio Monel Ouro Catodo (nobre) Platina 216
  • 218.
    2. PROTEÇÃO CATÓDICA A proteção catódica consiste em usar controladamente o princípio da corrosão Eletroquímica, descrito anteriormente, para proteção de tubulações, tanques e outros equipamentos submersos. O trecho da tubulação ou tanque a ser protegido, deve ser isolado eletricamente do restante do sistema. Assim, evita-se a passagem das correntes galvânicas para pontos não protegidos. São também colocados anodos de zinco em quantidade suficiente para absorver a corrente galvânica. Estes anodos são consumidos no processo, e, periodicamente devem ser substituídos. A Figura 11.2 ilustra uma tubulação submersa protegida por eletrodos de zinco, e isolada do restante do sistema. Figura 11.2 3. SISTEMA DE ISOLAMENTO DE FLANGES Conforme mostrado, para evitar que as correntes elétricas existentes no processo, provoquem corrosão em outras áreas, o trecho da tubulação protegido, deve ser eletricamente isolado do restante do sistema. A Figura 11.3 mostra uma junta de isolamento de flanges tipo E instalada. O lado isolado não pode ter nenhuma parte metálica em contato com outras partes, formando, portanto, um sistema semelhante ao da Figura 11.1. Os componentes de um sistema de isolamento de flanges são: • Juntas de material isolante. • Buchas isolantes. • Arruelas isolantes. 217
  • 219.
    Todos os componentesdo sistema estão dimensionados para uso em flanges ASME B16.5. Materiais da junta: • Resina fenólica reforçada com 3.2 mm de espessura ou resina fenólica reforçada com 2 mm de espessura, revestida, em ambas as faces de vedação, com Neoprene de 0.5 mm de espessura. • Papelão Hidráulico de acordo com as recomendações do Capítulo 4 deste livro. 3.1. JUNTAS PLANAS TIPO E Possuem o mesmo diâmetro externo dos flanges, proporcionando proteção completa, impedindo que materiais estranhos penetrem entre os flanges, estabelecendo contato elétrico. Possuem furos para passagem dos parafusos de acordo com recomendações da Norma ASME B16.5. A Figura 11.3 mostra um sistema típico de junta tipo E. Figura 11.3 218
  • 220.
    3.2. JUNTAS PLANAS TIPO F São projetadas de modo que o seu diâmetro externo seja um pouco menor que o diâmetro do círculo de furação dos flanges, tocando, portanto, nas buchas de proteção dos parafusos. São mais econômicas que o tipo E. Sempre que houver perigo de material estranho penetrar entre os flanges, é necessário protegê-los adequadamente. A Figura 11.4 mostra um sistema típico de junta F. Figura 11.4 3.3. JUNTAS TIPO ANEL RJD 950 E 951 São juntas de isolamento fabricadas para uso em flanges com canal para Ring- Joints. O tipo RJD 950 tem forma oval e o RJD 951 octogonal. Sempre que houver perigo de materiais estranhos penetrarem entre os flanges, estabelecendo contato 219
  • 221.
    elétrico, é necessárioprotegê-los adequadamente. A Figura 11.5 mostra um sistema típico de juntas RJD. Material da junta: resina fenólica reforçada. Dimensões: conforme norma ASME B16.20, mostrada no Capítulo 9. Figura 11.5 3.4. LUVAS DE ISOLAMENTO As luvas de isolamento podem ser fabricadas em resina fenólica ou em polietileno. As propriedades físicas do material das luvas de resina fenólica, são as mesmas das juntas. As luvas de polietileno são altamente flexíveis e adequadas para uso em locais com muita umidade, pois possuem elevada impermeabilidade e baixa absorção de umidade. São fabricadas na espessura de 0.8 mm. 220
  • 222.
    3.5. ARRUELAS DEISOLAMENTO Fabricadas em resina fenólica reforçada com tecido de algodão, com as mesmas características físicas das luvas de resina fenólica ou em polietileno. Espessura padrão 3.2 mm. 3.6. ARRUELAS DE PROTEÇÃO Colocadas entre a porca ou cabeça do parafuso e as arruelas isolantes, para evitar que estas sejam danificadas no aperto. O diâmetro externo está projetado para se adaptar aos flanges ASME B16.5. Fabricadas em aço carbono galvanizado na espessura de 3.2 mm. 4. ESPECIFICAÇÕES DO MATERIAL DAS JUNTAS Tipo: resina fenólica reforçada em tecido de algodão. Características: • rigidez dielétrica......................... paralela: 5KV/mm perpendicular: 3KV/mm • resistência à compressão............ 1800 kgf/cm2 • resistência à flexão .................... 1000 kgf/cm2 • resistência à tração..................... 900 kgf/cm2 • absorção de água........................ 2,40% • peso específico .......................... 1,30 g/cm3 • dureza Rockwell M .................... 103 • temperatura máxima de trabalho 130 0 C 221
  • 223.
  • 224.
    CAPÍTULO 12 INSTALAÇÃO E EMISSÕES FUGITIVAS 1. PROCEDIMENTO DE INSTALAÇÃO Para se conseguir uma vedação satisfatória, é necessário que certos procedimentos básicos sejam seguidos na instalação. Para qualquer tipo de junta ou de material usado na sua fabricação, estes procedimentos são de fundamental importância para que a montagem, teste e operação, sejam realizados com sucesso. a ) Inspecione as superfícies de assentamento da junta. Verifique a existência de marcas de ferramentas, trincas, riscos ou pontos de corrosão. Marcas radiais de ferramentas na superfície de vedação, são praticamente impossíveis de vedar com qualquer tipo de junta. Assegure que o acabamento é adequado ao tipo de junta a ser usado. b) Inspecione a junta. Verifique se o material é o especificado para a aplicação, ou se existem defeitos ou danos de transporte e armazenamento. c ) Inspecione e limpe os parafusos, portas, arruelas e a superfície dos flanges. d) Lubrifique as roscas e faces de contato das porcas. A montagem não deverá ser iniciada sem esta lubrificação. Para temperaturas de operação elevadas, o lubrificante não deve provocar o travamento posterior dos parafusos, facilitando uma futura desmontagem. Quanto melhor o lubrificante, mais precisa será a força de aperto dos parafusos. e ) Em flanges com face ressaltada ou plana, instalados verticalmente, coloque inicialmente os parafusos da parte inferior. Coloque e centre a junta, instalando em seguida os demais parafusos. f) Em flanges tipo macho e fêmea, ou com canais, a junta deve ser instalada centrada no alojamento. Se a instalação for na vertical, pode ser necessário o 223
  • 225.
    uso de adesivo,ou um pouco de graxa para mantê-la na posição correta até o aperto. È necessário certificar-se que o adesivo ou graxa não vai atacar o material da junta. g) Instale os parafusos e aperte com a mão até encostar na seqüência mostrada no Anexo 12.1, para os diversos tipos de flanges. Numere os parafusos para facilitar o acompanhamento da ordem de aperto. h) Aperte os parafusos até aproximadamente 30% do torque final, sempre seguindo a ordem de aperto. Se a seqüência de aperto não for seguida, os flanges podem ficar desalinhados, ficando impossível obter o necessário paralelismo ao bom desempenho da junta. i) Repita o passo h, elevando o torque para 60% do valor final. j) Continue apertando na seqüência recomendada até atingir o valor final. k) Continue apertando em sentido horário até que todas as porcas estejam com o mesmo torque. Normalmente, várias passagens são necessárias, pois ao apertar um parafuso, os adjacentes aliviam, obrigando a novo reaperto. l) Todos os tipos de junta apresentam relaxamento após a sua instalação. É recomendável o reaperto especialmente em aplicações com ciclo térmico, temperaturas ou pressões elevadas. m) Não é recomendavel o reaperto a quente de Juntas de Papelão Hidráulico sem amianto. Consulte a Teadit se tiver dúvidas sobre o procedimento de reaperto. 2. APLICAÇÃO DO APERTO O método mais correto de obter-se a tensão nos parafusos, é medindo o seu alongamento. Na prática, entretanto, este procedimento é oneroso e de difícil execução. A tendência atual é usar chaves de torque, dispositivos de tensionamento, ou ferramentas hidráulicas. O aperto usando ferramentas manuais, sem controle do torque aplicado, só deve ser usado em casos de pouca responsabilidade. O torque ou esforço para apertar um parafuso, depende de vários fatores, conforme mostrado no Capítulo 2. 3. TENSÕES ADMISSÍVEIS NOS PARAFUSOS O Apêndice S do Capítulo 8 do Código ASME, trata especificamente da tensão inicial nos parafusos. Por exemplo, o projetista do flange, deve determinar qual a necessidade de aperto, para a pressão e temperatura nas condições operacionais, de acordo com a tensão admissível na temperatura de operação. Esta tensão admissível é determinada pelo material e pela temperatura de operação. O teste hidrostático, que na maioria dos casos é necessário para verificar o sistema, é realizado com vez e meia a pressão de operação. Conseqüentemente, uma união flangeada projetada estritamente de acordo com o Código ASME, que deva passar o teste hidrostático, com pressão superior ao projetado, deve ter um torque de aperto nos parafusos maior do que para as condições de operação. O Apêndice S do Capítulo 8 do Código ASME, trata destas condições, e estabelece que, para passar no teste hidrostático, os parafusos devem ser apertados até o valor necessário para isso. Se, neste caso, a tensão for maior que a admissível, parafusos com material de maior tensão de escoamento, devem ser usados, observando-se o seguinte procedimento 224
  • 226.
    Usar parafusos com tensão de escoamento, compatível com a necessária para passar no teste hidrostático, seguindo os procedimentos normais de instalação da junta. • Após a execução do teste hidrostático, aliviar os parafusos até aproximadamente 50% da tensão inicial. • Substituir os parafusos usados no teste, pelos parafusos de projeto, um de cada vez, apertando até o torque dos demais. • Após a substituição, apertar até o torque de projeto, seguindo a seqüência recomendada. 4. CAUSAS DE VAZAMENTOS Uma das formas mais eficientes de determinação das causas de um vazamento, é uma cuidadosa análise da junta usada, quando ele ocorreu. A seguir, estão relacionadas diversas situações e suas possíveis soluções: • Junta muito corroída: selecionar um material com melhor resistência à corrosão. • Junta extrudada excessivamente: selecionar um material com melhor resistência ao escoamento a frio (cold flow), ou com maior resistência ao esmagamento. • Junta amassada excessivamente: selecionar junta com maior resistência ao esmagamento; usar anel limitador de compressão, ou reprojetar os flanges. • Junta com superfície de vedação danificada: verificar as dimensões da junta e dos flanges. A junta pode estar com o diâmetro interno menor, ou com o diâmetro externo maior que os diâmetros dos flanges. • Junta sem sinais de esmagamento: selecione uma junta mais macia, ou reduza a área de contato da junta com o flange. • Junta mais fina no diâmetro externo: indicação de “rotação”, ou deflexão do flange. Alterar as dimensões da junta, de modo que ela fique mais próxima dos parafusos, reduzindo o momento de rotação. Selecionar uma junta mais macia, que requeira uma menor pressão de esmagamento. Reduzir a área da junta. Reforçar o flange para aumentar a sua rigidez. • Junta esmagada irregularmente: procedimento incorreto de aperto dos parafusos. Assegurar-se de que a seqüência de aperto dos parafusos seja seguida corretamente. • Junta com espessura variando regularmente: indicação de flanges com espaçamento excessivo entre os parafusos, ou sem rigidez suficiente. Reforçar os flanges, diminuir o espaçamento entre os parafusos, ou selecionar uma junta mais macia. 5. FLANGES MUITO SEPARADOS, INCLINADOS OU DESALINHADOS Quando os flanges estiverem muito separados, não tentar aproximá-los, apertando os parafusos. Tensões excessivas podem ser criadas, e a junta pode ser apertada incorretamente. A linha deve ser corrigida, ou, quando isto não for possível, usar espaçadores conforme mostrado na Figura 12.1. 225
  • 227.
    Desalinhamentos devem sersempre corrigidos antes de instalar a junta. Figura 12.1 6. CARGA CONSTANTE Imediatamente após a instalação de uma junta se inicia o chamado relaxamento da união flangeada, que é caracterizado pela perda de parte da força de aperto aplicada na sua montagem. Este relaxamento é um fenômeno natural causado por diversos fatores: • Relaxamento da junta: as juntas são projetadas para, escoando, preencher as irregularidades da superfície de vedação. À medida que esta deformação plástica ocorre os flange se aproximam, reduzindo a tensão nos parafusos. O valor desta redução de tensão depende do tipo de material da junta e da temperatura de operação. • Relaxamento na rosca: quando os parafusos e porcas são apertados há um contato entre as suas partes. Analisando microscopicamente, verificamos que o contato entre as superfícies ocorre em alguns pontos. Como estes pontos ficam com elevadas tensões, com o tempo, ocorre um escoamento do material, reduzindo a 226
  • 228.
    tensão. Estudos mostram que, quando o sistema estabiliza, há uma redução de 5% a 10% da tensão inicial. • Relaxamento por temperatura: parafusos usados em elevada temperatura tendem a relaxar com o tempo. O valor deste relaxamento depende do material, temperatura e tempo de exposição. • Vibração: sob vibração severa os parafusos tendem a relaxar podendo ocorrer até mesmo o perda total do aperto. • Aperto não simultâneo: normalmente os parafusos são apertados em etapas usando seqüência cruzada. Desta forma, quando um parafuso é apertado o seus vizinhos perdem um pouco da tensão. Se o aperto for simultâneo este fenômeno é minimizado. • Expansão térmica: com a mudança da temperatura ambiente para a de operação ocorrem dilatações no conjunto. Como a junta e o flange estão em contato com o fluido e os parafusos estão mais distantes ocorrem gradientes de temperatura e de dilatação. O mesmo acontece quando sistema é desligado. Estas expansões e contrações térmicas provocam o relaxamento do conjunto. • Ciclo térmico: quando o sistema opera com variações de temperatura, ou é desligado com freqüência, o relaxamento provocado pelas dilatações e contrações térmicas é aumentado. Para compensar a perda de aperto por relaxamento deve-se aumentar a elasticidade do sistema. Pode-se fazer este aumento com a instalação de parafusos de maior comprimento ou pela instalação de conjuntos do molas-prato. Estes métodos estão mostrados na Figura 12.2. O uso de parafusos e luvas é de uso bastante restrito pois necessita de muito espaço para que seus efeitos sejam efetivos. O sistema mais empregado é o de molas-prato, que é conhecido como Carga Constante ou Carga Viva (Live Loading). Figura 12.2 227
  • 229.
    6.1 SITEMA TEADITLIVE LOADING Para compensar os efeitos do relaxamento a Teadit desenvolveu o Sistema de Manutenção de Aperto Teadit (LIVE LOADING), que é composto de molas-prato especialmente projetadas para uso em flanges, mostrado na Figura 12.3. Figura 12.3 Antes de decidir pelo uso do LIVE LOADING é necessário estudar a aplicação e verificar se existe a sua necessidade. Encarecendo o custo da instalação, não deve ser empregado de forma indiscriminada. O LIVE LOADING não corrige problemas de vedação mas, por outro lado, mantendo o valor da força de aperto, reduz significativamente os problemas de vazamento em situações críticas. O LIVE LOADING é recomendado nas seguintes situações: • Fluidos cujo vazamento podem causar sérios danos ao meio ambiente ou risco de vida. • Linhas com grande flutuação de temperatura ou ciclo térmico. • Quando a razão entre o comprimento e o diâmetro do parafuso é menor do que três. • Junta sujeita a vibrações. • Quando o material da junta ou dos parafusos apresenta relaxamento elevado. • Quando existe um histórico de vazamentos no flange. O LIVE LOADING para flanges padrão é disponível em três valores de tensão nos parafusos, conforme mostrado na tabela do Anexo 12.2. Quando o sistema é apertado 228
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    com o valorde torque tabelado o parafuso fica com 414 MPa (60 000 psi), 310 MPa (45 000 psi) ou 207 MPa (30 000 psi), dependendo do sistema escolhido. O valor da força exercida pelo conjunto parafuso/mola ao atingir o torque também está indicada na tabela do Anexo 12.2. As molas do sistema LIVE LOADING padrão são fabricadas em aço ASTM A681 tipo H13, acabamento: levemente oleado, indicado para usos com parafusos de aço carbono. A faixa de temperatura de operação é de ambiente a 590o C. Para aplicações em ambientes corrosivos podem ser fornecidas também em aço inoxidável ASTM A693 tipo 17-P7 para temperaturas de –240 o C a 290 o C. Também podem ser fabricadas em Inconel 718 (ASTM B637) para temperaturas de – 240o C a 590o C. Estes materiais são disponíveis sob consulta. A montagem nos flanges deve ser a indicada na Figura 12.3, com uma mola de cada lado do flange. Ao montar observar rigorosamente a posição da mola, a sua superfície mais elevada deve ficar para o lado da porca ou da cabeça do parafuso. Se a montagem não for como mostrado, o valor da força exercida pela mola não será o indicado. Ao atingir o torque recomendado a mola deve estar plana. Importante: os valores de torque são válidos para parafusos novos e bem lubrificados. Para flanges de equipamentos, tais como trocadores de calor, que trabalham com ciclo térmico, temperaturas elevadas e fluidos muito perigosos, pode ser necessário a instalação de mais de duas molas por parafuso. Neste caso, a Teadit deve ser consultada, para calcular o número de molas, que vai depender das condições específicas de cada caso. 7. EMISSÕES FUGITIVAS Para assegurar a vida das próximas gerações, é necessário reduzir os poluentes liberados para o meio ambiente. Isso vem se tornando uma preocupação na maioria dos países do mundo. Além desta necessidade ambiental, estas perdas de produtos causam um custo elevado para as indústrias. A grande maioria dos agentes poluentes, óxidos de Carbono, Nitrogênio e Enxofre, são provenientes da queima de combustíveis ou da evaporação de hidrocarbonetos. Estas emissões são parte do processo industrial e sujeitas a controles específicos. Entretanto, existem perdas indesejáveis através de eixos de bombas, hastes de válvulas e flanges e que, em condições normais, não deveriam ocorrer. Estas perdas são conhecidas como Emissões Fugitivas (Fugitive Emissions). Estima-se que somente nos EUA a perda de produtos através de Emissões Fugitivas atinja mais de 300 000 toneladas ano, correspondente a um terço do total de emissões das indústrias químicas. Emissões Fugitivas nem sempre podem ser detectadas por meio de inspeções visuais, exigindo equipamentos especiais. 229
  • 231.
    O controle daEmissões Fugitivas desempenha também um importante fator na prevenção de acidentes. Os vazamentos não detectados são grande parte das causas dos incêndios e explosões nas indústrias. Os EUA foram o primeiro país a estabelecer um controle efetivo sobre as Emissões Fugitivas através do Clean Air Act Amendments (CAA), estabelecido 1990 pela Evironmental Protection Agency (EPA) em conjunto com as indústrias. O CAA estabeleceu a relação dos Poluentes Voláteis Nocivos do Ar (Volatile Hazardous Air Poluents), conhecidos pela sigla VHAP. É necessário também controlar qualquer outro produto que tenha mais de 5% de um VHAP em sua composição. Para monitorar as Emissões Fugitivas a EPA estabeleceu o Método 21 (EPA Reference Method 21) que usa um analisador de gases conhecido como OVA (Organic Vapour Analyzer). Este aparelho, calibrado para Metano, mede a concentração de um VHAP em volume de partes por milhão (ppm). O OVA, por meio de uma pequena bomba, faz passar o ar através de um sensor determinando a concentração do VHAP. Devem ser monitorados hastes de válvulas, bombas, flanges, eixos de agitadores, dispositivos de controle e qualquer outro equipamento que possa apresentar vazamento. A concentração máxima admissível para flanges é de 500 ppm. Algumas organizações de meio ambiente consideram este valor muito elevado e estão exigindo 100 ppm como limite para flanges. Deve ser feita uma medição inicial a 1 metro do equipamento, na direção contrária ao vento e em seguida a 1 cm do equipamento. Para flanges, deve-se medir em toda a sua volta. O valor a ser considerado é a diferença entre o maior valor medido e o valor da medida inicial, a 1 m de distância. Se o valor da diferença for maior do que 500 ppm, o flange é considerado como vazando e deve ser reparado. O Método 21 permite obter uma medida do tipo “passa não-passa”, determinando se o flange está ou não vazando. Entretanto, não permite obter uma medição quantitativa de quanto está vazando em uma unidade de tempo. Para isso seria necessário enclausurar o flange ou equipamento, operação onerosa e nem sem sempre possível. A EPA desenvolveu vários estudos para estabelecer uma correlação entre o valor em ppm e o fluxo em massa. A Chemical Manufacturers Association (CMA) e a Society of Tribologists and Lubrication Engineers também realizaram estudos e chegaram a resultados similares. O vazamento em gramas por hora pode ser estabelecido como: 0.733 Vazamento = 0.02784 (SV ) g / hora Onde SV é o valor medido em partes por milhão (ppm). O valor do vazamento obtido nesta equação é apenas orientativo, permitindo calcular a quantidade aproximada de produto perdida para a atmosfera. Por exemplo, se tivermos um flange com um vazamento de 5 000 ppm temos: 0.733 Vazamento = 0.02784 (SV ) = 0.02784 (50000.733) = 14.322 g / hora 230
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  • 233.
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    Anexo 12.2 Sistema LIVE LOADING para Flanges Diâmetro Código Teadit A - mm Torque Força parafuso polegadas Livre Apertado N-m N ACX00008060 6.7 4.1 80 37830 1/2 ACX00008045 3.9 3.6 60 28390 ACX00008030 3.4 3.0 40 18960 ACX00010060 5.4 5.1 160 60360 5/8 ACX00010045 4.7 4.4 120 45300 ACX00010030 4.0 3.6 80 30230 ACX00012060 6.5 6.2 270 89160 3/4 ACX00012045 5.7 5.4 200 66900 ACX00012030 4.8 4.4 140 44630 ACX00014060 7.6 7.2 430 123300 7/8 ACX00014045 6.7 6.3 330 92500 ACX00014030 5.7 5.2 220 61700 ACX00016060 8.7 8.3 660 161700 1 ACX00016045 7.7 7.2 500 121300 ACX00016030 6.5 5.9 330 80900 ACX00018060 9.9 9.4 960 210760 1 1/8 ACX00018045 8.7 8.2 720 158100 ACX00018030 7.4 6.8 480 105430 ACX00020060 11.3 10.7 1360 266760 1 1/4 ACX00020045 10.2 9.6 1020 200100 ACX00020030 8.4 7.6 680 133430 ACX00022060 12.4 11.8 1840 328900 1 3/8 ACX00022045 10.9 10.3 1380 246700 ACX00022030 9.2 8.4 920 164500 ACX00024060 13.5 13.0 2170 397960 1 1/2 ACX00024045 11.9 11.3 1630 298500 ACX00024030 10.1 9.2 1080 199030 ACX00026060 14.9 14.2 2980 474760 1 5/8 ACX00026045 13.1 12.4 2240 356100 ACX00026030 11.0 10.2 1490 237430 1 3/4 ACX00028060 16.1 15.4 4070 554760 ACX00028045 14.1 13.4 3050 416100 ACX00028060 11.9 11.0 2030 277430 ACX00030060 15.6 14.8 5420 508870 1 7/8 ACX00030045 15.2 14.4 4070 482100 ACX00030030 12.8 11.8 2710 321430 ACX00032060 16.7 15.8 5970 584870 2 ACX00032045 16.3 15.4 4470 554100 ACX00032030 13.7 12.6 2980 371210 ACX00036060 18.8 17.9 8620 751650 2 1/4 ACX00036045 18.4 17.4 6470 712100 ACX00036060 15.5 14.3 4310 474760 ACX00040060 21.0 20.0 11930 937430 2 1/2 ACX00040045 20.5 19.5 8950 88100 ACX00040030 17.3 16.0 5970 592100 ACX00044060 18.7 17.5 16060 1146430 2 3/4 ACX00044045 22.7 21.5 11930 1086100 ACX00044030 19.1 17.7 8030 724100 ACX00048060 25.5 24.2 20940 1374430 3 ACX00048045 24.8 23.5 15700 1302100 ACX00048030 20.9 19.3 10470 868100 233
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    CAPÍTULO 13 FATORES DE CONVERSÃO Multiplicar Por Para Obter galão 3.785 litros grau C 1.8° C + 32 grau F hp 745,7 watts jarda 0.9144 metros kgf / cm2 14.223 lbf/pol.2 kgf-m 9.807 newton-metro (N-m) kgf-m 7.238 lbf-ft kg/m3 6.243 x 10- 2 lb/ft 3 libra 0.454 kg megapascal (MPa) 145 lbf/pol.2 megapascal (MPa) 10 bar milha 1,609 km newton 0.225 lbf newton 0.102 kgf pé 0.305 metro pé quadrado 0,09290 m2 pé cúbico 0.028 m3 polegadas 25.4 milímetros polegada cúbica 1,639 x 10- 5 metro cúbico polegada quadrada 645.16 milímetros quadrados 235
  • 237.
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