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Profª Míriam Zelmikaitis
Trobar, do provençal, quer dizer criar,
inventar, achar.
Portanto trobador era o poeta que criava
suas composições.
Designa-se por Trovadorismo o período que
engloba a produção literária de Portugal durante
seus primeiros séculos de existência (séc. XII ao XV).
No âmbito da poesia, a tônica são as Cantigas
em suas modalidades; enquanto a prosa apresenta as
Novelas de Cavalaria.
Período: séculos XII a XV
 Início: 1189 (ou 1198?) - Cantiga da
Ribeirinha, Paio Soares de Taveirós
 Término: 1418 - Nomeação de Fernão Lopes
como guarda-mor da Torre do Tombo
Queda do Imp. Romano (séc V d.C.)
Idade média
Tomanda de Constantinopla (séc XV d. C.)
Trovadorismo - Baixa Idade Média (séc. XI a XV)
A Idade Média pode ser dividida em períodos menores:
 Alta Idade Média – do século V ao X
 Baixa Idade Média – do século XI ao XV
Por volta de 1100 d.C percebeu-se uma revolução
que combinou:
 O renascimento urbano e comercial;
 Ampliação de culturas e fronteiras agrícolas;
 Crescimento econômico;
 Desenvolvimento intelectual e grandes
evoluções tecnológicas;
 Começaram a ser abertas novas escolas ao
longo de todo o continente europeu,
inclusive cidades e vilas menores.
 Por volta de 1200 são fundadas as
primeiras universidades: Paris, Coimbra,
Bolonha e Oxford.
 Invasão árabe (711);
 Independência de Portugal - 1128;
 As relações sociais estão baseadas na submissão aos
senhores feudais. Estes eram os detentores da posse
da terra, habitavam castelos e exerciam o poder
absoluto sobre seus servos ou vassalos.
 Há bastante distanciamento entre as classes sociais,
marcando bem a superioridade de uma sobre a outra.
Feudalismo
12
14
Estas ordens equivaliam a 3
atividades distintas:
 Os que rezam,
 Os que combatem
 Os que trabalham.
O padre, o cavaleiro e o camponês:
São 3 figuras que exprimem o
essencial da Idade Média em termos
de organização social.
19
20
23
Formado pelos sacerdotes, o clero era
a camada mais importante.
Por que o clero tinha esse status?
Porque acreditava-se que tinha o
poder de se comunicar com Deus
Formado pelos sacerdotes,
o clero era a camada mais
importante.
Por que o clero tinha esse
status?
Porque acreditava-se que
tinha o poder de se
comunicar com Deus
Constituída por indivíduos que
possuíam detenção de terras e algum
tipo de influência ou poder político.
O título nobiliárquico para cada
indivíduo era outorgado por reis e
senhores feudais segundo uma
hierarquia, que se dividia,,
entre alta nobreza(príncipes, arquidu
ques, duques, marqueses e conde) e
baixa nobreza(viscondes, barões e ca
valeiros ).
.
.
.
Responsáveis pelo cultivo da
terra, os servos submetiam-se à
exploração de seu senhor em
troca de proteção em tempos
difíceis.
 Eram os nobres, os
aristocratas, os proprietários
de terras que combatiam os
árabes.
 Entre eles era comum a
vassalagem, que se repletiu
nas cantigas trovadorescas.
39
Momento final da Idade Média na Península Ibérica, onde a
cultura apresenta a religiosidade como elemento marcante.
 Teocentrismo: poder
espiritual e cultural da Igreja
 Cristianismo
 Cruzadas rumo ao Oriente
 Monopólio clerical
São comuns procissões,
romarias, construção de
templos religiosos, missas etc.
A arte reflete, então, esse
sentimento religioso em que
tudo gira em torno de Deus.
Por isso, essa época é
chamada de Teocêntrica.
As primeiras produções artísticas
ligadas à Literatura e vindas do
povo foram as cantigas.
A importância das cantigas
encontra-se em dois aspectos
 Mudança da língua: utilização do
galego-português em vez do
latim.
 Mudança doo assunto: da liturgia
católica para o cotidiano das
pessoas.
Principal característica:
 Tradição oral e coletiva
 Língua galego-português
 Poesia cantada e acompanhada por
instrumentos musicais colecionada
em cancioneiros
Corpo de artistas:
 Trovador - autor (nobre ou
profissional)
 Segrel (profissional)
 Jogral
 Menestrel
 A poesia desta época compõe-se
basicamente de cantigas, geralmente com
acompanhamento de instrumentos
(alaúde, flauta, viola, gaita etc.).
 Os autores dessas cantigas eram chamados
de trovadores.
 Esses poetas faziam parte da nobreza ou
do clero e, além da letra, criavam a música
das composições que eram executadas nas
cortes.
 Trovadores – poetas cultos que
compunham a letra e a música das canções.
 Menestréis – músicos-poetas sedentários,
pois viviam na casa de um fidalgo.
 Jograis – cantores e tangedores
ambulantes, geralmente de origem plebeia.
 Segréis – trovadores profissionais,
geralmente fidalgos desqualificados que
iam de corte em corto na companhia de um
jogral.
 Poeta e bardo, isto é, pessoa encarregada
de transmitir as histórias, as lendas e os
poemas de forma oral, cantando a história
de seus povos em poemas recitados;
 Era simultaneamente músico e poeta e,
mais tarde, designado trovador;
 Usava o alaúde para acompanhar suas
histórias geralmente tristes;
 Também designa o nome que os músicos
da corte passaram a ser chamados a partir
do século XIV, quando o nome jogral
passou a ser usado desagradavelmente
para chamar os bobos.
 Sua função aproxima-se a do jogral, pois,
além de ser executante e cantor, sabia
compor cantigas, sendo retribuído pelos
seus serviços poético-musicais.
 Era uma classe intermediária entre o
trovador e o jogral. Eram da pequena
nobreza.
 Na lírica medieval, até o século X, era o
artista profissional de origem popular –
um vilão, ou seja, não pertencente à
nobreza – que atuava nas praças públicas
divertindo o público, assim como nos
palácios senhoriais, assumindo o papel de
bufão, com sátiras, mágicas, acrobacias,
mímica etc.;
 Divulgavam a poesia trovadoresca,
acompanhados de alaúde, viela ou cistre
 Também cantavam canções de gesta
(poemas épicos surgidos no raiar da
literatura francesa, no raiar do século XII).
As cantigas eram cantadas no
idioma galego-português e dividem-
se em dois tipos:
 líricas (de amor e de amigo) e
 satíricas (de escárnio e mal-dizer).
 Do ponto de vista literário, as
cantigas líricas apresentam maior
potencial pois formam a base da
poesia lírica portuguesa e até
brasileira.
 Já as cantigas satíricas, geralmente,
tratavam de personalidades da
época, numa linguagem popular e
muitas vezes obscena.
Organização
das Cantigas
Cantigas
Líricas
Cantigas
Sátiras
De
Maldizer
De
Escárnio
De Amor De Amigo
 Essas cantigas tratavam de temas
AMOROSOS e de AVENTURAS
DE CAVALEIROS em busca da
honra e do amor de uma donzela
 São divididas em:
- CANTIGAS DE AMOR
- CANTIGAS DE AMIGO
 Eu-lírico masculino;
 Origem provençal;
 Direta (conversa com a amada)
 Assunto: sofrimento por amor não
correspondido (coita);
 Mulher idealizada;
 Ambiente da corte;
 Amor cortês
 Linguagem: ousada,
conquistadora
 Amor infeliz.
 Gênero mais refinado do
trovadorismo provençal;
 Submissão absoluta à dama;
 Vassalagem humilde e paciente
a dama da alta linhagem.
 Promessa de honrar e servir a
dama com fidelidade;
 Prudência para não abalar a
reputação da dama;
 A amada é vista como a mais
bela de todas as mulheres.
Quantos o amor faz padecer
penas que tenho padecido
querem morrer e não duvido
que alegremente queiram morrer.
Porém enquanto vos puder ver,
vivendo assim eu quero estar
e esperar, e esperar.
Sei que a sofrer estou condenado
e por vós cegam os olhos meus.
Não me acudis; nem vós, nem Deus
Mas, se sabendo-me abandonado,
ver-vos, senhora, me for dado.
vivendo assim eu quero estar
e esperar, e esperar.
Esses que veem tristemente
desamparada sua paixão
querendo morrer, loucos estão.
Minha fortuna não é diferente;
porém eu digo constantemente:
vivendo assim eu quero estar
e esperar e esperar.
Quantos an gran coita d’amor
eno mundo, qual og’ eu ei,
querrian morrer, eu o sei,
o averrian én sabor.
Mais mentr’ eu vos vir’, mia senhor,
sempre m’eu querria viver,
e atender e atender!
Pero já non posso guarir,
ca ja cegan os olhos meus
por vos, e non me val i Deus
nen vos; mais por vos non mentir,
enquant’ eu vos, mia senhor, vir’,
sempre m’eu querria viver,
e atender e atender!
E tenho que fazen ma-sen
quantos d’amor coitados son
de querer as morte, se non
ouveron nunca d’amor ben
com’eu faç’. E, senhor, por én
sempre m’eu querria viver,
e atender e atender!
 Eu-lírico feminino;
 Indireta (fala com um confidente)
 Predomínio da musicalidade
 Assunto: lamento da moça cujo
amado está longe (saudade,
dúvida);
 Amor natura e espontâneo
 Ambiente rural ou urbano;
 Linguagem: discreta, recatada.
 Presença de refrão, paralelismo e
de leixa-pren.
 Cantigas com olhar crítico para a
conduta de nobres nas esferas
individuais e sociais.
 Circulavam por lugares públicos
como feiras, colheitas, tabernas,
periferias, caracterizando uma
literatura marginal;
 Importância históricas: registro
social – revelam detalhes da vida
íntima .
 São divididas em:
- CANTIGAS DE ESCÁRNIO
- CANTIGAS DE MALDIZER
Temas: pessoas
Exemplo:
- A dona velha, fea e sandia (louca)
- O covarde; o desertor da guerra;
- Um rei boêmio;
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- O velho que pinta o cabelo e que se
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- A mãe que ensina a filha a
saracotear e não a coser e a fiar;
- Um frade que se dizia impotente
mas que era arreytado;
- O namora de uma freira e um
tabelião.
 Crítica Indireta;
 Uso da ironia leve
 Intenção de brincadeira.
 Linguagem com trocadilhos e
ambiguidades;
 Normalmente a pessoa satirizada
não é identificada.
 Crítica Direta;
 Ofensivas.
 Linguagem agressiva, obscena e
de zombaria;
 Intenção difamatória.
 A pessoa criticada é identificada.
 Paio Soares de Taveirós
 Dom Dinis
 Duarte da Gama
 Martim Garcia de Guilhade
 Martim Codax
 João Zorro
 Afonso Sanches (filho de D.
Dinis)
 Rui Queimado
 Bernardo Bonaval
 Novelas de cavalaria
cavaleiro – honra/lealdade
Herói
ideais cristãos
 Ciclos de novelas
- Ciclo Clássico
- Ciclo arturiano ou bretão
- Ciclo carolíngeo
 A prosa medieval retrata
com mais detalhes o
ambiente histórico-social
desta época.
 A temática das novelas
medievais está ligada à vida
dos cavaleiros medievais e
também à religião.
AS CRUZADAS
83
OS CAMINHOS DAS CRUZADAS
84
90
Te encontrei toda remelenta e estronchada
Num bar entregue às bebida
Te cortei os cabelos do sovaco e as unhas do pé
te chamei de querida
Te ensinei todos os auto-reverse da vida
e o movimento de translação que faz a terra
girar
Te falei que o importante é competir
mas te mato de pancada se você não ganhar
UMA ARLINDA MULHER
MAMONAS ASSASSINAS
91
De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
GENI E O ZEPELIN
CHICO BUARQUE
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Com os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni.
Era medieval Era clássica
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Trovadorismo

  • 2. Trobar, do provençal, quer dizer criar, inventar, achar. Portanto trobador era o poeta que criava suas composições.
  • 3. Designa-se por Trovadorismo o período que engloba a produção literária de Portugal durante seus primeiros séculos de existência (séc. XII ao XV). No âmbito da poesia, a tônica são as Cantigas em suas modalidades; enquanto a prosa apresenta as Novelas de Cavalaria.
  • 4. Período: séculos XII a XV  Início: 1189 (ou 1198?) - Cantiga da Ribeirinha, Paio Soares de Taveirós  Término: 1418 - Nomeação de Fernão Lopes como guarda-mor da Torre do Tombo
  • 5. Queda do Imp. Romano (séc V d.C.) Idade média Tomanda de Constantinopla (séc XV d. C.) Trovadorismo - Baixa Idade Média (séc. XI a XV)
  • 6. A Idade Média pode ser dividida em períodos menores:  Alta Idade Média – do século V ao X  Baixa Idade Média – do século XI ao XV
  • 7. Por volta de 1100 d.C percebeu-se uma revolução que combinou:  O renascimento urbano e comercial;  Ampliação de culturas e fronteiras agrícolas;  Crescimento econômico;
  • 8.  Desenvolvimento intelectual e grandes evoluções tecnológicas;  Começaram a ser abertas novas escolas ao longo de todo o continente europeu, inclusive cidades e vilas menores.
  • 9.  Por volta de 1200 são fundadas as primeiras universidades: Paris, Coimbra, Bolonha e Oxford.
  • 10.  Invasão árabe (711);  Independência de Portugal - 1128;
  • 11.  As relações sociais estão baseadas na submissão aos senhores feudais. Estes eram os detentores da posse da terra, habitavam castelos e exerciam o poder absoluto sobre seus servos ou vassalos.  Há bastante distanciamento entre as classes sociais, marcando bem a superioridade de uma sobre a outra.
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  • 18. Estas ordens equivaliam a 3 atividades distintas:  Os que rezam,  Os que combatem  Os que trabalham. O padre, o cavaleiro e o camponês: São 3 figuras que exprimem o essencial da Idade Média em termos de organização social.
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  • 25. Formado pelos sacerdotes, o clero era a camada mais importante. Por que o clero tinha esse status? Porque acreditava-se que tinha o poder de se comunicar com Deus
  • 26. Formado pelos sacerdotes, o clero era a camada mais importante. Por que o clero tinha esse status? Porque acreditava-se que tinha o poder de se comunicar com Deus
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  • 30. Constituída por indivíduos que possuíam detenção de terras e algum tipo de influência ou poder político. O título nobiliárquico para cada indivíduo era outorgado por reis e senhores feudais segundo uma hierarquia, que se dividia,, entre alta nobreza(príncipes, arquidu ques, duques, marqueses e conde) e baixa nobreza(viscondes, barões e ca valeiros ).
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  • 34. Responsáveis pelo cultivo da terra, os servos submetiam-se à exploração de seu senhor em troca de proteção em tempos difíceis.
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  • 37.  Eram os nobres, os aristocratas, os proprietários de terras que combatiam os árabes.  Entre eles era comum a vassalagem, que se repletiu nas cantigas trovadorescas.
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  • 41. Momento final da Idade Média na Península Ibérica, onde a cultura apresenta a religiosidade como elemento marcante.
  • 42.  Teocentrismo: poder espiritual e cultural da Igreja  Cristianismo  Cruzadas rumo ao Oriente  Monopólio clerical
  • 43. São comuns procissões, romarias, construção de templos religiosos, missas etc. A arte reflete, então, esse sentimento religioso em que tudo gira em torno de Deus. Por isso, essa época é chamada de Teocêntrica.
  • 44. As primeiras produções artísticas ligadas à Literatura e vindas do povo foram as cantigas. A importância das cantigas encontra-se em dois aspectos  Mudança da língua: utilização do galego-português em vez do latim.  Mudança doo assunto: da liturgia católica para o cotidiano das pessoas.
  • 45. Principal característica:  Tradição oral e coletiva  Língua galego-português  Poesia cantada e acompanhada por instrumentos musicais colecionada em cancioneiros Corpo de artistas:  Trovador - autor (nobre ou profissional)  Segrel (profissional)  Jogral  Menestrel
  • 46.  A poesia desta época compõe-se basicamente de cantigas, geralmente com acompanhamento de instrumentos (alaúde, flauta, viola, gaita etc.).  Os autores dessas cantigas eram chamados de trovadores.  Esses poetas faziam parte da nobreza ou do clero e, além da letra, criavam a música das composições que eram executadas nas cortes.
  • 47.  Trovadores – poetas cultos que compunham a letra e a música das canções.  Menestréis – músicos-poetas sedentários, pois viviam na casa de um fidalgo.  Jograis – cantores e tangedores ambulantes, geralmente de origem plebeia.  Segréis – trovadores profissionais, geralmente fidalgos desqualificados que iam de corte em corto na companhia de um jogral.
  • 48.  Poeta e bardo, isto é, pessoa encarregada de transmitir as histórias, as lendas e os poemas de forma oral, cantando a história de seus povos em poemas recitados;  Era simultaneamente músico e poeta e, mais tarde, designado trovador;  Usava o alaúde para acompanhar suas histórias geralmente tristes;  Também designa o nome que os músicos da corte passaram a ser chamados a partir do século XIV, quando o nome jogral passou a ser usado desagradavelmente para chamar os bobos.
  • 49.  Sua função aproxima-se a do jogral, pois, além de ser executante e cantor, sabia compor cantigas, sendo retribuído pelos seus serviços poético-musicais.  Era uma classe intermediária entre o trovador e o jogral. Eram da pequena nobreza.
  • 50.  Na lírica medieval, até o século X, era o artista profissional de origem popular – um vilão, ou seja, não pertencente à nobreza – que atuava nas praças públicas divertindo o público, assim como nos palácios senhoriais, assumindo o papel de bufão, com sátiras, mágicas, acrobacias, mímica etc.;  Divulgavam a poesia trovadoresca, acompanhados de alaúde, viela ou cistre  Também cantavam canções de gesta (poemas épicos surgidos no raiar da literatura francesa, no raiar do século XII).
  • 51. As cantigas eram cantadas no idioma galego-português e dividem- se em dois tipos:  líricas (de amor e de amigo) e  satíricas (de escárnio e mal-dizer).
  • 52.  Do ponto de vista literário, as cantigas líricas apresentam maior potencial pois formam a base da poesia lírica portuguesa e até brasileira.  Já as cantigas satíricas, geralmente, tratavam de personalidades da época, numa linguagem popular e muitas vezes obscena.
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  • 55.  Essas cantigas tratavam de temas AMOROSOS e de AVENTURAS DE CAVALEIROS em busca da honra e do amor de uma donzela  São divididas em: - CANTIGAS DE AMOR - CANTIGAS DE AMIGO
  • 56.  Eu-lírico masculino;  Origem provençal;  Direta (conversa com a amada)  Assunto: sofrimento por amor não correspondido (coita);  Mulher idealizada;  Ambiente da corte;  Amor cortês  Linguagem: ousada, conquistadora  Amor infeliz.
  • 57.  Gênero mais refinado do trovadorismo provençal;  Submissão absoluta à dama;  Vassalagem humilde e paciente a dama da alta linhagem.  Promessa de honrar e servir a dama com fidelidade;  Prudência para não abalar a reputação da dama;  A amada é vista como a mais bela de todas as mulheres.
  • 58. Quantos o amor faz padecer penas que tenho padecido querem morrer e não duvido que alegremente queiram morrer. Porém enquanto vos puder ver, vivendo assim eu quero estar e esperar, e esperar. Sei que a sofrer estou condenado e por vós cegam os olhos meus. Não me acudis; nem vós, nem Deus Mas, se sabendo-me abandonado, ver-vos, senhora, me for dado. vivendo assim eu quero estar e esperar, e esperar. Esses que veem tristemente desamparada sua paixão querendo morrer, loucos estão. Minha fortuna não é diferente; porém eu digo constantemente: vivendo assim eu quero estar e esperar e esperar. Quantos an gran coita d’amor eno mundo, qual og’ eu ei, querrian morrer, eu o sei, o averrian én sabor. Mais mentr’ eu vos vir’, mia senhor, sempre m’eu querria viver, e atender e atender! Pero já non posso guarir, ca ja cegan os olhos meus por vos, e non me val i Deus nen vos; mais por vos non mentir, enquant’ eu vos, mia senhor, vir’, sempre m’eu querria viver, e atender e atender! E tenho que fazen ma-sen quantos d’amor coitados son de querer as morte, se non ouveron nunca d’amor ben com’eu faç’. E, senhor, por én sempre m’eu querria viver, e atender e atender!
  • 59.  Eu-lírico feminino;  Indireta (fala com um confidente)  Predomínio da musicalidade  Assunto: lamento da moça cujo amado está longe (saudade, dúvida);  Amor natura e espontâneo  Ambiente rural ou urbano;  Linguagem: discreta, recatada.  Presença de refrão, paralelismo e de leixa-pren.
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  • 64.  Cantigas com olhar crítico para a conduta de nobres nas esferas individuais e sociais.  Circulavam por lugares públicos como feiras, colheitas, tabernas, periferias, caracterizando uma literatura marginal;  Importância históricas: registro social – revelam detalhes da vida íntima .  São divididas em: - CANTIGAS DE ESCÁRNIO - CANTIGAS DE MALDIZER
  • 65. Temas: pessoas Exemplo: - A dona velha, fea e sandia (louca) - O covarde; o desertor da guerra; - Um rei boêmio; - O burguês unha de fome; - O velho que pinta o cabelo e que se apaixona por uma cortesã; - A mãe que ensina a filha a saracotear e não a coser e a fiar; - Um frade que se dizia impotente mas que era arreytado; - O namora de uma freira e um tabelião.
  • 66.  Crítica Indireta;  Uso da ironia leve  Intenção de brincadeira.  Linguagem com trocadilhos e ambiguidades;  Normalmente a pessoa satirizada não é identificada.
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  • 68.  Crítica Direta;  Ofensivas.  Linguagem agressiva, obscena e de zombaria;  Intenção difamatória.  A pessoa criticada é identificada.
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  • 74.  Paio Soares de Taveirós  Dom Dinis  Duarte da Gama  Martim Garcia de Guilhade  Martim Codax  João Zorro  Afonso Sanches (filho de D. Dinis)  Rui Queimado  Bernardo Bonaval
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  • 76.  Novelas de cavalaria cavaleiro – honra/lealdade Herói ideais cristãos  Ciclos de novelas - Ciclo Clássico - Ciclo arturiano ou bretão - Ciclo carolíngeo
  • 77.  A prosa medieval retrata com mais detalhes o ambiente histórico-social desta época.  A temática das novelas medievais está ligada à vida dos cavaleiros medievais e também à religião.
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  • 84. OS CAMINHOS DAS CRUZADAS 84
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  • 90. 90 Te encontrei toda remelenta e estronchada Num bar entregue às bebida Te cortei os cabelos do sovaco e as unhas do pé te chamei de querida Te ensinei todos os auto-reverse da vida e o movimento de translação que faz a terra girar Te falei que o importante é competir mas te mato de pancada se você não ganhar UMA ARLINDA MULHER MAMONAS ASSASSINAS
  • 91. 91 De tudo que é nego torto Do mangue e do cais do porto Ela já foi namorada O seu corpo é dos errantes Dos cegos, dos retirantes É de quem não tem mais nada Dá-se assim desde menina Na garagem, na cantina Atrás do tanque, no mato É a rainha dos detentos Das loucas, dos lazarentos GENI E O ZEPELIN CHICO BUARQUE Dos moleques do internato E também vai amiúde Com os velhinhos sem saúde E as viúvas sem porvir Ela é um poço de bondade E é por isso que a cidade Vive sempre a repetir Joga pedra na Geni Joga pedra na Geni Ela é feita pra apanhar Ela é boa de cuspir Ela dá pra qualquer um Maldita Geni.
  • 92. Era medieval Era clássica Primeira época (séculos XII a XIV) Segunda época (séculos XV e início século XVI) Século XVI Poesia Trovadorismo Lírica satírica Poesia palaciana Cancioneiro Geral, de Garcia de Resende Lírica: Luís de Camões Épica: Os Lusíadas, de também de Luís de Camões Prosa Novelas de cavalaria Hagiografias Cronicões Nobiliários Crônicas de Fernão Lopes Novela sentimental: Bernardim Ribeiro, com Menina e Moça Novelas de cavalaria: João de Barros Crônica histórica: João de Barros Crônica de viagem: Fernão Mendes Pinto, com Peregrinação Teatro Mistérios Milagres Moralidades Autos Soties O teatro leigo de Gil Vicente Antônio Ferreira: A Castro (a primeira poesia de influência clássica no teatro português)