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INTRODUÇÃO À
 RADIOLOGIA


  Prof. Dr. Carlos Jesus Pereira Haygert
                  Mon. Giordano Alves
SUMÁRIO

   Introdução à Radiologia

   Métodos de imagem:

     Radiografia (Raio X)
     Tomografia Computadorizada (TC)

     Ultrassonografia (US)

     Ressonância Magnética (RM)
Introdução à Radiologia
   Em 1895, o físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen
    publicou estudos observando a emissão de “luz” em
    ampolas a vácuo;

   Descreveu que tais raios, denominados “raios X”
    atravessavam corpos como vidro e madeira, mas eram
    bloqueados por metais como o chumbo;

   A prova de sua experiência foi uma radiografia das mãos
    dele e da esposa. (Prêmio Nobel de Física de 1896)
Wilhelm
           Radiografia da mão da esposa de
Roentgen
                                 Roentgen
Introdução à Radiologia
   A partir de Roentgen, outros métodos foram
    descobertos, como a Tomografia Computadorizada
    (1970), o Ultrassom (II Guerra Mundial) e mais tarde a
    Ressonância Magnética.

   Como veremos, a Radiologia é uma especialidade que
    utiliza qualquer forma de radiação, seja ela ionizante,
    sonora ou magnética, passível de transformação em
    imagens.
SUMÁRIO

   Introdução à Radiologia

   Métodos de imagem:

     Radiografia (Raio X)
     Tomografia Computadorizada (TC)

     Ultrassonografia (US)

     Ressonância Magnética (RM)
Radiografia
   Formação da radiação X:

    O   tubo de raios X é a sua fonte geradora;

    O  interior do tubo é um ambiente à vácuo e
      dois pólos: o ânodo (+) e o cátodo (-);
Radiografia

Por vezes, ocorre confusão nesses conceitos.
Vamos reforçá-los:


- Ânodo: pólo que atrai os ânions.


- Cátodo: pólo que atrai os cátions, e de
onde os elétrons são liberados.
Radiografia
   Cátodo (-):

     Composto por um filamento de tungstênio
      que, sob corrente elétrica, torna-se aquecido e
      libera elétrons.

   A diferença de potencial entre Cátodo (-) e
    Ânodo (+) induzem a migração de elétrons de –
    para +;
Radiografia
   Ao colidirem com o Ânodo (+), haverá geração de
    calor (99%) e de radiação X (1%). O Ânodo possui um
    sistema próprio de refrigeração (óleo especial).

   O receptor de elétrons do ânodo é uma placa, giratória
    e aderida a uma base de cobre.

   A ampola é envolvida por uma blindagem de chumbo,
    possuindo uma única abertura, por onde passará o feixe
    de raios X.
Radiografia
http://static.hsw.com.b
r/gif/x-ray-diagram.jpg
Modelo de sala para realização de Radiografias
Radiografia
   Os filmes de raio X contêm uma película
    composta de haletos de prata (Ag) que, ao serem
    expostos à luz ou aos raios X, “queimam”
    (sensibilizados), tornando o filme preto;

   Os raios que são absorvidos pelo corpo não
    sensibilizam o filme, de modo que as áreas
    correspondentes ficarão brancas no filme.
Radiografia
   Dependendo do peso atômico e espessura das
    estruturas atravessadas pelos raios X, a
    tonalidade irá variar do preto ao branco
    (densidade radiológica);

   As imagens brancas são referidas como
    radiopacas (alta atenuação), enquanto as pretas
    são ditas radiotransparentes ou radiolucentes
    (baixa atenuação).
Radiografia
Existem 5 densidades básicas:
Densidade           Absorção corporal Imagem no filme

Metal               Total           Branca

Cálcio (osso)       Grande          Menos branca

Água (tec. moles)   Média           Cinza

Gordura             Pouca           Quase preta

Ar                  Nenhuma         Preta
Radiografia
   O filme de raio X possui um revestimento para
    que não seja sensibilizado pela luz ambiente;

   Chassi é o estojo metálico onde é colocado;

   Ecrã é uma folha que fica em íntimo contato
    com o filme, possui material fluorescente que
    diminui o uso da radiação (tempo) e também
    melhora a imagem (efeito fotoquímico).
http://www.sure-quality.com/screen2.jpg
Modelo padrão de chassi, ecrã e filme de raio X.



                                           Fundamentals of Diagnostic Imaging,
                                                   Brent & Helms, 3rd edition.
Radiografia
   Qualidade da imagem:

       Contraste: é dado pela dosagem equilibrada da
        quilovoltagem (kV) e da miliamperagem (mAs)

       Nitidez: depende basicamente da imobilidade
        corporal, distância do tubo, tamanho do foco
        (sistema de diafragmas e colimadores), e grade
        antidifusora ou bucky (absorve radiação secundária).
The WHO Manual of Diagnostic Imaging
Radiografia
   Incidências básicas:

     Póstero-Anterior (PA):  raios X atravessam o
      corpo no sentido póstero-anterior. As
      estruturas mais anteriores do corpo serão
      melhor representadas no filme.
http://www.lucianosantarita.pro.br/images/Incid6.jpg
http://2.bp.blogspot.com/_8tRxq5DT_zI/SWqPPOMZGHI/AAAAAAAAB7A/NRSLeVtWDFU/s320/PA.jpg
http://www.ieja.org/portugues/Estudos/Artigos/Boletim_504_1.jpg
Radiografia
   Incidências básicas:


       Antero-Posterior: raios
        X atravessam o corpo
        no sentido antero-
        posterior. Esta posição
        é utilizada para exames
        no leito, por exemplo.
Radiografia
   Incidências básicas:

       Perfil ou látero-lateral: os
        raios X atravessam o
        corpo no sentido látero-
        lateral. No tórax,
        colocamos o lado
        esquerdo mais próximo do
        filme, para que a imagem
        cardíaca seja mais
        representativa do real.
Radiografia

   Principais utilidades:

     Seios da face
     Tórax
     Abdome
     Pelve
     Ossos
     Exames contrastados

    (ex.: esôfago)
Radiografia
Radiografia
Radiografia
Radiografia
SUMÁRIO

   Introdução à Radiologia

   Métodos de imagem:

     Radiografia (Raio X)
     Tomografia Computadorizada (TC)

     Ultrassonografia (US)

     Ressonância Magnética (RM)
Tomografia Computadorizada
   Permite a aquisição de imagens através de cortes
    (secção, do prefixo grego tomo);

   Possui três unidades básicas:

     Unidade de varredura (gantry) = ampola + detectores
     Unidade de computação
     Unidade de apresentação da imagem (monitor e
      câmeras multiformato)
Tomografia Computadorizada
   Neste método, um feixe fino e altamente
    colimado de raios X, após atravessar o corpo, é
    captado por detectores de cintilação que se
    movem de 180-360 graus;

   As imagens são obtidas isoladamente, e
    reconstruídas em grupo nos planos axial, sagital
    ou coronal.
Fundamentals
 of Diagnostic
Imaging, Brent
  & Helms, 3rd
       edition.
Tomografia Computadorizada
   A imagem que vemos na tela do monitor
    (bidimensional, os pixels) é na verdade a
    representação de elementos com volume
    (voxels);

   Quanto maior for a espessura da secção, maior
    será a sobreposição de elementos na imagem
    formada.
Em A, nódulo pulmonar visto no monitor do      Em B, esquema representativo do
     tomógrafo, bidimensionalmente              voxel e das diferentes densidades



                                            Fundamentals of Diagnostic Imaging,
                                                    Brent & Helms, 3rd edition.
Tomografia Computadorizada
   Na radiografia usamos os termos opacidade x
    transparência; na TC, utilizaremos densidade.
    Ela varia de valores positivos a negativos.

   A unidade utilizada para medir a densidade chama-
    se unidade Hounsfield (criador do método);

   A água é utilizada como referência (0 Hounsfield).
TECIDO             UNIDADES (HU)
Ar                 -1000

Pulmão             -900 a -400
Gordura            -110 a -65
Água               0
Líquor             0 a 10
Sangue normal      35 a 55
Sangue coagulado   80
Músculo            40 a 60
Fígado             50 a 85
Ossos              130 a 2.000
VALORES
           AR = - 1000 HU    PRÓXIMOS
                            HIPODENSOS


                              VALORES
REFERÊNCIA = ÁGUA = ZERO     PRÓXIMOS
                            ISODENSOS


                              VALORES
      OSSOS = ATÉ 2000 HU    PRÓXIMOS
                            HIPERDENSOS
Tomografia Computadorizada
   Vantagens:

     Sem (ou pouca) superposição de imagens;
     Capta diferenças mínimas de densidade tissular;

     Processa imagens em diversos planos;

     Rápido (usado em emergências);

     Permite procedimentos concomitantes, como biópsias;

     É um exame não-invasivo;

     Permite o uso de substância de contraste;
Tomografia Computadorizada
     Desvantagens:

       Maior quantidade de radiação ionizante;
       Maior número de artefatos na imagem (metais);

       Método mais caro que radiografia e ultrassom;

       Alguns pacientes não podem utilizar contraste;

   PACIENTES ALÉRGICOS AO CONTRASTE IODADO
   PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL (CR>1,3)
PACIENTES EM USO DE METFORMINA, INTERFERON
                          E INTERLEUCINA II
           PACIENTES COM MIELOMA MÚLTIPLO
Tomografia Computadorizada
   Principais utilidades:

     Crânio e SNC (AVE e trauma)
     Coluna (discopatias, trauma)

     Tórax (doenças pulmonares, focais e/ou difusas)
           TCAR (TC de Alta Resolução) ou não?
     Abdome (massas abdominais, trauma, entre outros)
     Estadiamento de tumores
Reconstrução
 Multiplanar
Reconstrução 3D
SUMÁRIO

   Introdução à Radiologia

   Métodos de imagem:

     Radiografia (Raio X)
     Tomografia Computadorizada (TC)

     Ultrassonografia (US)

     Ressonância Magnética (RM)
Ultrassonografia
   Por definição, envolve o espectro de ondas
    acima da faixa do som audível (> 20.000
    ciclos/segundo);

   Basicamente, o aparelho emite ondas de
    ultrassom que interagem com corpos/estruturas,
    gerando ecos, que são captados de volta e
    convertidos em imagem.
Ultrassonografia
   O aparelho possui um transdutor especial, com
    propriedades piezoelétricas que, quando
    submetidas a corrente elétrica alternada, vibram,
    produzindo o ultrassom;

   Quando a onda é refletida, ocorre o inverso: o
    cristal deforma-se e gera energia elétrica, que
    será processada em imagem na tela.
Ultrassonografia
   O transdutor varia sua frequência conforme a
    região a ser estudada;

   Quanto mais profundo o órgão a ser analisado,
    menor deve ser a frequencia, pois o
    comprimento de onda será maior;

   Exemplo: fígado  3,5 MHz
             tireóide  7,5-10 MHz
Ultrassonografia
   Interpretação da imagem:

       Anecóica: não emite eco, propagando a onda. Não
        havendo retorno, sua cor é preta. Exemplo: líquido,
        bile, urina, líquor. Gera reforço acústico posterior.

       Hipoecóica: ocorre quando a onda atravessa tecidos
        com densidades de partes moles, como rim e
        pâncreas. Não gera reforço acústico posterior.
Ultrassonogafria
   Interpretação da imagem:

       Hiperecóica: o som não ultrapassa a estrutura (cálcio,
        cálculos, ossos) ou interage com ela e se dispersa
        (gases). Há formação de sombra acústica posterior.
Ultrassonografia
   Cuidados que melhoram a qualidade do exame:

       Gel aquoso: maior aderência transdutor x tecido
       Transdutor adequado: transvaginal, transesofágico
       Jejum e uso de laxativos para eliminar gases e fezes
       Encher o estômago com líquido para facilitar acesso
        ao pâncreas, também para bexiga e órgãos pélvicos.
Ultrassonografia
   Principais utilidades:

     SNC em crianças (transfontanelar)
     Estudo da retina

     Ecocardiografia (estrutura e função cardíaca)

     Abdome (fígado, baço, pâncreas, rins, vasos)

     Mama, tireóide, glândulas salivares, testículos

     Sistema musculoesquelético

     Pesquisa de líquido em cavidades
SUMÁRIO

   Introdução à Radiologia

   Métodos de imagem:

     Radiografia (Raio X)
     Tomografia Computadorizada (TC)

     Ultrassonografia (US)

     Ressonância Magnética (RM)
Ressonância Magnética
(ou Ressonância Nuclear Magnética (RNM ou RM)

   Baseia-se no comportamento dos prótons de
    hidrogênio (H+), que é o mais abundante do
    corpo humano (70% de água);

   Ao entrar em um campo magnético intenso,
    dentro da sala do exame, os spins dos íons se
    alinham;
Ressonância Magnética
   Ao receberem uma frequencia de pulso (RF, ou
    pulso de radiofrequência), os spins deixam a
    posição inicial, havendo movimento; após a
    cessação do pulso, retornam ao alinhamento de
    origem;

   A energia liberada desse processo é captada por
    antenas e transmitida ao computador, que
    formará a imagem.
Ressonância Magnética

   Pulsos de radiofrequências e periodicidades
    diferentes formarão imagens (sequências)
    diferentes para uma mesma região. (Ex: T1, T2,
    GE, FLAIR, STIR…)
Ressonância Magnética
   Componentes da RM:

     Campo magnético principal
     Sistema de estimulação-recepção

     Sistema gradiente do campo magnético
      (pequenos ímãs de campos e locaizações variáveis
      que permitem as reconstruções tridimensionais das
      imagens)
     Sistema de tratamento da imagem

     Sistema de informatização
Ressonância Magnética
   Os pulsos são repetidos regularmente a
    intervalos chamados tempo de repetição (TR);

   O tempo entre a emissão do FR e da chegada do
    sinal ao detector é chamado tempo de eco (TE);

   Estas duas variáveis permitem formar imagens
    em T1 e T2 (essas siglas são padrões de
    tempo).
Ressonância Magnética
   Na RM, utiliza-se o termo intensidade para
    caracterizar as imagens obtidas:

       Hipointensidade (ou hipossinal): escura

       Isointensidade: média

       Hiperintensidade: clara (branco)
Ressonância Magnética
   O contraste utilizado neste exame é o
    gadolíneo (substância paramagnética);

   O uso é amplo (como na TC).
    Situações especiais:

     Gravidez (utilizado)
     Alergia conhecida ao iodo (TC)

     Marca-passo cardíaco (contraindicado), e próteses
      metálicas de forma geral
Ressonância Magnética
   Vantagens:
       Melhor detalhamento de estruturas
       Aquisição de várias sequências e planos anatômicos
       Não utiliza radiação ionizante
       Baixo índice de reações adversas ao contraste
   Desvantagens:
       Exame demorado (pouco útil na emergência)
       Contra-indicações absolutas e relativas
Referências Bibliográficas
   Bushong, Ciência Radiológica para tecnólogos, 9a ed.
    Elsevier, 2010.

   Marchiori, Introdução à Radiologia, 1a ed. Guanabara
    Koogan, 2009.

   Brant & Helms, Fundamentos de Radiologia, 3a ed.
    Gen, 2008.

   Novelline, Fundamentos de Radiologia de Squire, 5a ed.
    Artmed, 1999.

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Introdução à radiologia red. giordano

  • 1. INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA Prof. Dr. Carlos Jesus Pereira Haygert Mon. Giordano Alves
  • 2. SUMÁRIO  Introdução à Radiologia  Métodos de imagem:  Radiografia (Raio X)  Tomografia Computadorizada (TC)  Ultrassonografia (US)  Ressonância Magnética (RM)
  • 3. Introdução à Radiologia  Em 1895, o físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen publicou estudos observando a emissão de “luz” em ampolas a vácuo;  Descreveu que tais raios, denominados “raios X” atravessavam corpos como vidro e madeira, mas eram bloqueados por metais como o chumbo;  A prova de sua experiência foi uma radiografia das mãos dele e da esposa. (Prêmio Nobel de Física de 1896)
  • 4. Wilhelm Radiografia da mão da esposa de Roentgen Roentgen
  • 5. Introdução à Radiologia  A partir de Roentgen, outros métodos foram descobertos, como a Tomografia Computadorizada (1970), o Ultrassom (II Guerra Mundial) e mais tarde a Ressonância Magnética.  Como veremos, a Radiologia é uma especialidade que utiliza qualquer forma de radiação, seja ela ionizante, sonora ou magnética, passível de transformação em imagens.
  • 6. SUMÁRIO  Introdução à Radiologia  Métodos de imagem:  Radiografia (Raio X)  Tomografia Computadorizada (TC)  Ultrassonografia (US)  Ressonância Magnética (RM)
  • 7. Radiografia  Formação da radiação X: O tubo de raios X é a sua fonte geradora; O interior do tubo é um ambiente à vácuo e dois pólos: o ânodo (+) e o cátodo (-);
  • 8. Radiografia Por vezes, ocorre confusão nesses conceitos. Vamos reforçá-los: - Ânodo: pólo que atrai os ânions. - Cátodo: pólo que atrai os cátions, e de onde os elétrons são liberados.
  • 9. Radiografia  Cátodo (-):  Composto por um filamento de tungstênio que, sob corrente elétrica, torna-se aquecido e libera elétrons.  A diferença de potencial entre Cátodo (-) e Ânodo (+) induzem a migração de elétrons de – para +;
  • 10. Radiografia  Ao colidirem com o Ânodo (+), haverá geração de calor (99%) e de radiação X (1%). O Ânodo possui um sistema próprio de refrigeração (óleo especial).  O receptor de elétrons do ânodo é uma placa, giratória e aderida a uma base de cobre.  A ampola é envolvida por uma blindagem de chumbo, possuindo uma única abertura, por onde passará o feixe de raios X.
  • 13. Modelo de sala para realização de Radiografias
  • 14. Radiografia  Os filmes de raio X contêm uma película composta de haletos de prata (Ag) que, ao serem expostos à luz ou aos raios X, “queimam” (sensibilizados), tornando o filme preto;  Os raios que são absorvidos pelo corpo não sensibilizam o filme, de modo que as áreas correspondentes ficarão brancas no filme.
  • 15. Radiografia  Dependendo do peso atômico e espessura das estruturas atravessadas pelos raios X, a tonalidade irá variar do preto ao branco (densidade radiológica);  As imagens brancas são referidas como radiopacas (alta atenuação), enquanto as pretas são ditas radiotransparentes ou radiolucentes (baixa atenuação).
  • 16. Radiografia Existem 5 densidades básicas: Densidade Absorção corporal Imagem no filme Metal Total Branca Cálcio (osso) Grande Menos branca Água (tec. moles) Média Cinza Gordura Pouca Quase preta Ar Nenhuma Preta
  • 17. Radiografia  O filme de raio X possui um revestimento para que não seja sensibilizado pela luz ambiente;  Chassi é o estojo metálico onde é colocado;  Ecrã é uma folha que fica em íntimo contato com o filme, possui material fluorescente que diminui o uso da radiação (tempo) e também melhora a imagem (efeito fotoquímico).
  • 19. Modelo padrão de chassi, ecrã e filme de raio X. Fundamentals of Diagnostic Imaging, Brent & Helms, 3rd edition.
  • 20. Radiografia  Qualidade da imagem:  Contraste: é dado pela dosagem equilibrada da quilovoltagem (kV) e da miliamperagem (mAs)  Nitidez: depende basicamente da imobilidade corporal, distância do tubo, tamanho do foco (sistema de diafragmas e colimadores), e grade antidifusora ou bucky (absorve radiação secundária).
  • 21. The WHO Manual of Diagnostic Imaging
  • 22. Radiografia  Incidências básicas:  Póstero-Anterior (PA): raios X atravessam o corpo no sentido póstero-anterior. As estruturas mais anteriores do corpo serão melhor representadas no filme.
  • 26. Radiografia  Incidências básicas:  Antero-Posterior: raios X atravessam o corpo no sentido antero- posterior. Esta posição é utilizada para exames no leito, por exemplo.
  • 27. Radiografia  Incidências básicas:  Perfil ou látero-lateral: os raios X atravessam o corpo no sentido látero- lateral. No tórax, colocamos o lado esquerdo mais próximo do filme, para que a imagem cardíaca seja mais representativa do real.
  • 28. Radiografia  Principais utilidades:  Seios da face  Tórax  Abdome  Pelve  Ossos  Exames contrastados (ex.: esôfago)
  • 33. SUMÁRIO  Introdução à Radiologia  Métodos de imagem:  Radiografia (Raio X)  Tomografia Computadorizada (TC)  Ultrassonografia (US)  Ressonância Magnética (RM)
  • 34. Tomografia Computadorizada  Permite a aquisição de imagens através de cortes (secção, do prefixo grego tomo);  Possui três unidades básicas:  Unidade de varredura (gantry) = ampola + detectores  Unidade de computação  Unidade de apresentação da imagem (monitor e câmeras multiformato)
  • 35. Tomografia Computadorizada  Neste método, um feixe fino e altamente colimado de raios X, após atravessar o corpo, é captado por detectores de cintilação que se movem de 180-360 graus;  As imagens são obtidas isoladamente, e reconstruídas em grupo nos planos axial, sagital ou coronal.
  • 36. Fundamentals of Diagnostic Imaging, Brent & Helms, 3rd edition.
  • 37. Tomografia Computadorizada  A imagem que vemos na tela do monitor (bidimensional, os pixels) é na verdade a representação de elementos com volume (voxels);  Quanto maior for a espessura da secção, maior será a sobreposição de elementos na imagem formada.
  • 38. Em A, nódulo pulmonar visto no monitor do Em B, esquema representativo do tomógrafo, bidimensionalmente voxel e das diferentes densidades Fundamentals of Diagnostic Imaging, Brent & Helms, 3rd edition.
  • 39. Tomografia Computadorizada  Na radiografia usamos os termos opacidade x transparência; na TC, utilizaremos densidade. Ela varia de valores positivos a negativos.  A unidade utilizada para medir a densidade chama- se unidade Hounsfield (criador do método);  A água é utilizada como referência (0 Hounsfield).
  • 40. TECIDO UNIDADES (HU) Ar -1000 Pulmão -900 a -400 Gordura -110 a -65 Água 0 Líquor 0 a 10 Sangue normal 35 a 55 Sangue coagulado 80 Músculo 40 a 60 Fígado 50 a 85 Ossos 130 a 2.000
  • 41. VALORES AR = - 1000 HU PRÓXIMOS HIPODENSOS VALORES REFERÊNCIA = ÁGUA = ZERO PRÓXIMOS ISODENSOS VALORES OSSOS = ATÉ 2000 HU PRÓXIMOS HIPERDENSOS
  • 42. Tomografia Computadorizada  Vantagens:  Sem (ou pouca) superposição de imagens;  Capta diferenças mínimas de densidade tissular;  Processa imagens em diversos planos;  Rápido (usado em emergências);  Permite procedimentos concomitantes, como biópsias;  É um exame não-invasivo;  Permite o uso de substância de contraste;
  • 43. Tomografia Computadorizada  Desvantagens:  Maior quantidade de radiação ionizante;  Maior número de artefatos na imagem (metais);  Método mais caro que radiografia e ultrassom;  Alguns pacientes não podem utilizar contraste; PACIENTES ALÉRGICOS AO CONTRASTE IODADO PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL (CR>1,3) PACIENTES EM USO DE METFORMINA, INTERFERON E INTERLEUCINA II PACIENTES COM MIELOMA MÚLTIPLO
  • 44. Tomografia Computadorizada  Principais utilidades:  Crânio e SNC (AVE e trauma)  Coluna (discopatias, trauma)  Tórax (doenças pulmonares, focais e/ou difusas)  TCAR (TC de Alta Resolução) ou não?  Abdome (massas abdominais, trauma, entre outros)  Estadiamento de tumores
  • 45.
  • 46.
  • 47.
  • 48.
  • 49.
  • 50.
  • 53. SUMÁRIO  Introdução à Radiologia  Métodos de imagem:  Radiografia (Raio X)  Tomografia Computadorizada (TC)  Ultrassonografia (US)  Ressonância Magnética (RM)
  • 54. Ultrassonografia  Por definição, envolve o espectro de ondas acima da faixa do som audível (> 20.000 ciclos/segundo);  Basicamente, o aparelho emite ondas de ultrassom que interagem com corpos/estruturas, gerando ecos, que são captados de volta e convertidos em imagem.
  • 55. Ultrassonografia  O aparelho possui um transdutor especial, com propriedades piezoelétricas que, quando submetidas a corrente elétrica alternada, vibram, produzindo o ultrassom;  Quando a onda é refletida, ocorre o inverso: o cristal deforma-se e gera energia elétrica, que será processada em imagem na tela.
  • 56.
  • 57. Ultrassonografia  O transdutor varia sua frequência conforme a região a ser estudada;  Quanto mais profundo o órgão a ser analisado, menor deve ser a frequencia, pois o comprimento de onda será maior;  Exemplo: fígado  3,5 MHz tireóide  7,5-10 MHz
  • 58. Ultrassonografia  Interpretação da imagem:  Anecóica: não emite eco, propagando a onda. Não havendo retorno, sua cor é preta. Exemplo: líquido, bile, urina, líquor. Gera reforço acústico posterior.  Hipoecóica: ocorre quando a onda atravessa tecidos com densidades de partes moles, como rim e pâncreas. Não gera reforço acústico posterior.
  • 59. Ultrassonogafria  Interpretação da imagem:  Hiperecóica: o som não ultrapassa a estrutura (cálcio, cálculos, ossos) ou interage com ela e se dispersa (gases). Há formação de sombra acústica posterior.
  • 60.
  • 61.
  • 62. Ultrassonografia  Cuidados que melhoram a qualidade do exame:  Gel aquoso: maior aderência transdutor x tecido  Transdutor adequado: transvaginal, transesofágico  Jejum e uso de laxativos para eliminar gases e fezes  Encher o estômago com líquido para facilitar acesso ao pâncreas, também para bexiga e órgãos pélvicos.
  • 63. Ultrassonografia  Principais utilidades:  SNC em crianças (transfontanelar)  Estudo da retina  Ecocardiografia (estrutura e função cardíaca)  Abdome (fígado, baço, pâncreas, rins, vasos)  Mama, tireóide, glândulas salivares, testículos  Sistema musculoesquelético  Pesquisa de líquido em cavidades
  • 64. SUMÁRIO  Introdução à Radiologia  Métodos de imagem:  Radiografia (Raio X)  Tomografia Computadorizada (TC)  Ultrassonografia (US)  Ressonância Magnética (RM)
  • 65. Ressonância Magnética (ou Ressonância Nuclear Magnética (RNM ou RM)  Baseia-se no comportamento dos prótons de hidrogênio (H+), que é o mais abundante do corpo humano (70% de água);  Ao entrar em um campo magnético intenso, dentro da sala do exame, os spins dos íons se alinham;
  • 66. Ressonância Magnética  Ao receberem uma frequencia de pulso (RF, ou pulso de radiofrequência), os spins deixam a posição inicial, havendo movimento; após a cessação do pulso, retornam ao alinhamento de origem;  A energia liberada desse processo é captada por antenas e transmitida ao computador, que formará a imagem.
  • 67. Ressonância Magnética  Pulsos de radiofrequências e periodicidades diferentes formarão imagens (sequências) diferentes para uma mesma região. (Ex: T1, T2, GE, FLAIR, STIR…)
  • 68. Ressonância Magnética  Componentes da RM:  Campo magnético principal  Sistema de estimulação-recepção  Sistema gradiente do campo magnético (pequenos ímãs de campos e locaizações variáveis que permitem as reconstruções tridimensionais das imagens)  Sistema de tratamento da imagem  Sistema de informatização
  • 69.
  • 70.
  • 71. Ressonância Magnética  Os pulsos são repetidos regularmente a intervalos chamados tempo de repetição (TR);  O tempo entre a emissão do FR e da chegada do sinal ao detector é chamado tempo de eco (TE);  Estas duas variáveis permitem formar imagens em T1 e T2 (essas siglas são padrões de tempo).
  • 72. Ressonância Magnética  Na RM, utiliza-se o termo intensidade para caracterizar as imagens obtidas:  Hipointensidade (ou hipossinal): escura  Isointensidade: média  Hiperintensidade: clara (branco)
  • 73.
  • 74.
  • 75. Ressonância Magnética  O contraste utilizado neste exame é o gadolíneo (substância paramagnética);  O uso é amplo (como na TC). Situações especiais:  Gravidez (utilizado)  Alergia conhecida ao iodo (TC)  Marca-passo cardíaco (contraindicado), e próteses metálicas de forma geral
  • 76. Ressonância Magnética  Vantagens:  Melhor detalhamento de estruturas  Aquisição de várias sequências e planos anatômicos  Não utiliza radiação ionizante  Baixo índice de reações adversas ao contraste  Desvantagens:  Exame demorado (pouco útil na emergência)  Contra-indicações absolutas e relativas
  • 77.
  • 78.
  • 79.
  • 80. Referências Bibliográficas  Bushong, Ciência Radiológica para tecnólogos, 9a ed. Elsevier, 2010.  Marchiori, Introdução à Radiologia, 1a ed. Guanabara Koogan, 2009.  Brant & Helms, Fundamentos de Radiologia, 3a ed. Gen, 2008.  Novelline, Fundamentos de Radiologia de Squire, 5a ed. Artmed, 1999.