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1
Técnicas de Imagem
Por
Tomografia Computadorizada
Almir Inacio da Nóbrega
Universidade São Camilo
Hospital Santa Catarina / Hospital Alemão Osvaldo Cruz
2
Í N D I C E
1. Tomografia Computadorizada.
o Aspectos históricos.
o O método.
o Princípios básicos
o A imagem em matriz
o Gerações de T.C.
o O sistema helicoidal
o T.C. “ Multi-Slice”
o O tubo de raios-X do T.C.
o Detectores
o Reconstrução das imagens
o Retro-projeção
o O método interativo
o O método analítico
o Escala de Hounsfield
o Problemas comuns em TC
o Aspectos de segurança
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2. O Equipamento de Tomografia Computadorizada
o TC – General Eletric – Modelo CTI – Hi-speed 26
o “Gantry” 27
o A mesa de exames 30
o A mesa de comando 30
o Computador 30
o “PDU” – Power Distribution Unit 31
3
3. Exames por Tomografia Computadorizada
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o O exame tomográfico 33
o Crânio 36
o O crânio em cortes coronais 38
o Seios paranasais 39
o Sela túrcica 41
o Ossos Temporais 42
o Face 44
o Órbitas 44
o Pescoço 45
o Tórax 46
o TC do tórax em alta resolução 49
o Estudo dos grandes vasos 49
o Técnica para T.E.P. 50
o Abdômen 51
o Abdômen superior 55
o TC do abdômen no aparelho uro-excretor 56
o TC do abdômen nos aneurismas da art. Aorta 56
o Coluna vertebral 57
o Coluna lombar 57
o Coluna Cervical 59
o Coluna Torácica 60
o Pelve e Articulação coxo-femoral 60
o Joelho 61
o Tornozelo 63
o Pés 63
o Ombro 64
o Cotovelo 66
o Punho 67
o Extremidades em geral 68
4
4 . P R O T O C O L O S
o Crânio rotina 71
o Seios Paranasais – axial 72
o Seios paranasais – coronal 73
o Sela Túrcica - coronal 74
o Ossos Temporais – axial 75
o Ossos Temporais – coronal. 76
o Pescoço 77
o Tórax rotina 78
o Tórax – Alta resolução. 79
o Tórax – TEP 80
o Abdômen superior 81
o Abdômen total 82
o Coluna cervical 83
o Coluna Lombar 84
o Coluna Torácica 85
o Coluna Segmento ( Bloco ) 86
o Ombro 87
o Cotovelo 88
o Punho 89
o Articulação Coxo-Femoral 90
o Joelho 91
o Patela – c/ angulações. 92
o Tornozelo – axial 93
o Tornozelos – coronal 94
o Pés – axial 95
o Pés – coronal. 96
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 97
5
6
Tomografia Computadorizada.
Aspectos Históricos.
A tomografia computadorizada surgiu, como método de diagnóstico por
imagem, no ano de 1972, introduzido por G. N. Hounsfield, em Middlesex – Inglaterra.
O método obteve grande repercussão, principalmente pela possibilidade
da avaliação de tecidos “moles “ como; os músculos, as vísceras e particularmente o
parênquima cerebral. Até então, o diagnóstico de hematoma no trauma crânio encefálico,
ou mesmo, num acidente vascular cerebral, só podia ser feito com segurança, na
abordagem cirúrgica. Com o advento deste método, abriu-se novas perspectivas,
particularmente, nas patologias neurológicas . Em pouco tempo a técnica tomográfica foi
ampliada e passou também a ser utilizada nos demais sistemas e órgãos do corpo humano,
passando a incorporar os principais centros de diagnóstico por imagem do mundo.
A tomografia, ainda hoje, vem sofrendo grandes transformações, sendo
objeto de constantes pesquisas, voltadas principalmente, para a redução nos tempos de
exames através da agilização na obtenção dos cortes tomográficos e no desenvolvimento
de softwares gráficos para processamento das imagens.
O Método
A tomografia trabalha com tubos de raios-X de alta potência. O tubo disposto
no interior do corpo do aparelho, apresenta um movimento de rotação de forma justaposta
a um conjunto de detectores. Os detectores são os elementos responsáveis pela
coleta do residual de radiação de um feixe estreito.
Durante a aquisição de um corte tomográfico, enquanto o tubo gira ao redor do
paciente, um feixe de radiação é emitido, indo incidir nos detectores que coletam as
informações obtidas a partir de múltiplas projeções. As informações são então enviadas
ao computador responsável pelo processamento das imagens.
O primeiro tomógrafo utilizado para radiodiagnóstico e apresentado por Sir
Hounsfield, constava de um equipamento fabricado pela empresa E.M.I. e formado
basicamente por um tubo de raios-X simples de anodo fixo e alvo de dimensões
relativamente exageradas (3 X 13 mm ) mas , suficiente para suportar o alto “calor”
produzido pelos sucessivos bombardeios de elétrons. A construção dos cortes
tomográficos (scans ) se fazia por meio de um feixe estreito da espessura aproximada de
um lápis que, após atravessar o corpo do paciente incidia em dispositivos detectores da
radiação residual.
A imagem inicial era formada pela leitura, através dos detectores, de cerca de
160 exposições do feixe estreito ao longo de uma certa direção (varredura linear) . Após
completar esta varredura o conjunto Tubo/detectores fazia um movimento de rotação de 1
grau e uma nova varredura linear se iniciava. Este procedimento se repetia cerca de 180
vezes, mudando-se a rotação do conjunto a cada 1 grau. Os dados obtidos e armazenados
7
no computador podiam então ser utilizados na reconstrução do corte tomográfico. O
feixe do primeiro equipamento tinha dimensões aproximadas de 3 x 13 mm.
Princípios Básicos
Nos atuais tomógrafos computadorizados, um tubo de raios-X emite um feixe
de radiação de forma laminar e de espessura muito fina, da ordem de milímetros, que
atravessa o paciente indo sensibilizar um conjunto de detectores. Estes, por sua vez, se
encarregam de transmitir o sinal em forma de corrente elétrica de pequena intensidade a
um dispositivo eletrônico responsável pela conversão dos sinais elétricos em dígitos de
computador.
Para que a imagem possa ser interpretada como uma imagem anatômica,
múltiplas projeções são feitas a partir de diferentes ângulos. O computador de posse dos
dados obtidos nas diferentes projeções constrói uma imagem digital representada por uma
matriz. Cada elemento de imagem da matriz (pixel) se apresentará com um tom de cinza
correspondente à sua densidade radiológica. Estruturas com alta densidade radiológica,
como por exemplo os ossos, se apresentam “claros” na imagem tomográfica, o ar, pela
sua baixa densidade, se apresenta escuro”. A escala proposta por Hounsfield e largamente
utilizada nos equipamentos atuais, associa as densidades das diferentes estruturas
anatômicas a um grau específico na escala de cinza.
Características do Método
1 .– A Tomografia apresenta feixe de aspecto laminar e em forma de leque.
2. – A aquisição das imagens ocorre no plano do “gantry” o que,
primariamente, gera cortes transversais ao plano do corpo.
3. – A imagem final é digital e pode ser facilmente manipulada por softwares.
4 .– Quanto maior a matriz melhor será a resolução da imagem.
O método tomográfico: Após múltiplas projeções um sistema
computadorizado reconstrói imagens transversais do corpo.
8
A Imagem em Matriz.
Por matriz, entendemos um arranjo de linhas e colunas.
A imagem tomográfica é uma imagem matricial onde, o arranjo das linhas e
colunas, formam os elementos de imagem denominados individualmente pixel, que é, por
sua vez, a área resultante da interseccão das linhas com as colunas. A espessura do corte
forma a terceira dimensão e, está relacionada à profundidade do corte. O volume formado
pelo pixel e pela profundidade do corte é conhecido por voxel.
Nos tomógrafos atuais a matriz usual possui alta definição e dimensões de 512
linhas x 512 colunas. O primeiro tomógrafo EMI possuia matriz de resolução 80 x 80.
Representação do Voxel
Imagem matricial - Pixel ( Elemento de imagem )
Voxel ( Volume de imagem )
9
Como os sinais provenientes dos detectores são transformados em imagem?
Para que a imagem de tomografia possa ser reconstruída de forma a demonstrar
as estruturas em sua forma real, faz-se necessário, múltiplas tomadas de dados em
diferentes ângulos de projeção. A partir dos dados obtidos em cada leitura o computador
interpreta o grau de densidade dos diferentes tecidos atribuindo a cada um o valor
correspondente de uma escala de cinzas. O resultado final é apresentado pelos pixels que
formam a imagem tomográfica.
Cada voxel representa a unidade de volume da imagem, considerando a
espessura do corte, e apresenta coeficiente de atenuação linear específico.
Gerações de TC
1ª
Geração.
O tomógrafo de primeira geração, como o primeiro
apresentado à sociedade científica nos anos de 1972 por Godfrey N.
Hounsfield, apresentava as seguintes características:
Feixe de radiação muito estreito, medindo aproximadamente 3 X 13 mm, que
fazia uma varredura linear sobre o objeto coletando informações de 160 feixes
distintos. Feita a primeira varredura o tubo sofria uma rotação de 1 grau para
iniciar nova varredura e coletar as informações de outros 160 feixes na nova
projeção. Esse processo se repetia por 180 vezes e, assim, obtinha-se
informações do objeto em 180 projeções diferentes , com variações de 1 grau
em cada projeção e coleta de dados de 160 feixes por projeção. O tempo de
aquisição de um corte tomográfico era de aproximadamente 5 minutos e um
estudo completo durava muitas vezes mais de uma hora.
2ª
Geração.
O equipamento de 2ª
geração trouxe como inovação a
aquisição de dados a partir de um conjunto de detectores, reduzindo
drasticamente, o tempo de aquisição das imagens. Nestes equipamentos o
feixe passou a ser laminar e, em forma de leque, de forma a cobrir o
conjunto de detectores variáveis entre 20 e 40 dependendo do fabricante.
O princípio de aquisição das imagens era semelhante aos
equipamentos de primeira geração, com múltiplas projeções defasadas de
movimento de rotação da ordem de 1 grau até perfazer um total de 180
projeções. Nos equipamento de 2ª
geração os tempos de aquisição dos
cortes ficaram reduzidos a menos de 1 minuto, com um substancial ganho
em relação aos equipamentos de 1ª
geração. Hoje, estes equipamentos,
estão proibidos de operarem no mercado por apresentarem taxas de doses
não compatíveis com os níveis admissíveis.
10
Primeira Geração Segunda Geração
3ª
Geração
Os equipamentos de terceira geração apresentaram uma
evolução significativa. Nestes equipamentos, eliminou-se o que
conhecemos por varredura linear. A partir de então, os tubos pararam de
fazer varredura a cada grau e passaram a fazer movimentos de rotação
contínuos ao mesmo tempo em que se fazia a coleta dos dados. Um
conjunto de detectores com aproximadamente 600 unidades, suficientes
para coletar os dados de um feixe largo de radiação, girando
sincronicamente com o tubo de raios-x, pôde reduzir os tempos de aquisição
dos cortes para algo em torno de 2 à 5 segundos por imagem. O
processamento das imagens pelo computador também foi sensivelmente
reduzido, variando entre 5 e 40 segundos.
Os tomógrafos de terceira geração ainda ocupam grande parte
dos serviços de diagnóstico por imagem, embora, estejam sendo
gradativamente substituídos pelos chamados TC helicoidais.
4ª
Geração
Uma quarta geração de equipamentos de TC surgiu com um
conjunto de detectores distribuídos pelos 360 graus da abertura do gantry,
ocupando assim, todo o anel. A principal inovação observada a partir
desses equipamentos foi a introdução da tecnologia Slip-ring.
O slip-ring constitui-se de um anel de ligas especiais, que
fornece a tensão primária ao anodo e ao catodo do tubo de raios-x, sem a
conexão de cabos. Um sistema de escovas em contato com o slip-ring leva
as informações previamente ajustadas pelo operador do sistema,
particularmente no que se refere às doses de exposição.
11
A ausência de cabos permitiu o giro contínuo dos tubos numa
única direção e agilizou o processo de aquisição e processamento das
imagens.
Houve uma melhora significativa na estabilidade dos
detectores, mas o seu alto custo, inviabilizou a sua produção.
Poucas unidades desta geração foram comercializadas.
Terceira Geração Quarta Geração
O Sistema Helicoidal ( ou espiral )
O Tomógrafo helicoidal sucedeu o equipamento de 4 ª geração,
tendo associado a tecnologia slip-ring, que permitiu a rotação contínua do tubo, ao
deslocamento simultâneo da mesa. Os cortes tomográficos são obtidos com a mesa em
movimento, de forma que, as “fatias “ não são necessariamente planas mas, na forma de
hélices, enquanto que, o método de aquisição, se assemelha a um modelo espiral.
Um sistema de computação moderno e mais potente serviu de base
para que o método ganhasse em agilidade. Tornou-se possível, por exemplo, a realização
de exames do crânio em menos de 20 segundos, quando, em um aparelho de 3ª
geração,
o tempo médio é de cerca de 3 minutos.
12
A tecnologia helicoidal reduziu de forma drástica o tempo de
realização dos exames. Novas técnicas foram implementadas e, com isto, o potencial
diagnóstico do método foi sensivelmente elevado.
Novos conceitos foram introduzidos, destacando-se: Revolução,
Pitch e Interpolação.
1. REVOLUÇÃO : Compreende o giro de 360 graus do conjunto
tubo-detectores. O tempo de aquisição dos cortes influencia a
velocidade de rotação do conjunto. Nos TCs helicoidais o
tempo de revolução médio é de 1 segundo.
2. PITCH : Representa a razão entre o deslocamento da mesa
pela espessura de corte. Nas aquisições das imagens
helicoidais com pitch de 1:1 , observamos que; a mesa se
desloca na mesma proporção da espessura do corte em cada
revolução. Assim , se os cortes forem de 10 mm, para cada
imagem a mesa se deslocará 10 mm.
Se alterarmos a relaçao do Pitch para 2:1 a mesa se
deslocará numa distância equivalente ao dobro da espessura
do corte por revolução. Nessas circustâncias, podemos concluir
que o tempo necessário para a aquisição de 20 imagens será de
10 segundos. ( Considerando-se um tempo de revolução de 1
segundo).
Fator importante a considerar nos casos de trabalho com
pitchs de relação maiores que 1:1 , é que, a quantidade de
radiação por fatia de corte será sensivelmente reduzida,
aumentando assim o ruído da imagem provocado pela baixa
dose de exposição.
PITCH = Deslocamento da mesa
Espessura de corte
13
3. INTERPOLAÇÃO : A aquisição dos dados em TC
helicoidal, gera imagens que, embora não perceptíveis ao olho humano,
apresentam um aspecto em forma de hélice, resultado da aquisição
espiral. Nos protocolos em que se faz necessário o uso de pitch acima
da razão de 1:1, observa-se que, as imagens efetivas apresentam
espessura maior que a nominal, resultado do incremento na aquisição
espiral. No sentido de evitar que a espessura dos cortes apresentem
variações muito amplas, alguns equipamentos fazem a aquisição dos
dados em apenas 180 graus do movimento do tubo, interpolando dados
nos próximos 180 graus, calculados pelo computador,. com base nas
informações obtidas a partir da primeira parte da aquisição.
Tomografia Helicoidal Multi-Slice
Os equipamentos helicoidais evoluiram principalmente em função
da tecnologia slip-ring , tubos de raios-X mais potentes e, em função de ultra modernos
sistemas computacionais.
Na expectativa de aumentar ainda mais a capacidade de obtenção
de cortes por unidade de tempo, surgiram os equipamentos helicoidais de tecnologia multi-
slice. Esses equipamentos apresentam conjuntos de detectores pareados de forma a
tornar possível a aquisição simultânea de vários cortes. No mercado encontram-se
disponíveis modelos que permitem a obtenção de 4 à 12 cortes por revolução.
A cada ciclo completo de rotação do tubo, ou revolução, pode-se
optar pela aquisição de 1 ou tantos cortes quanto permitirem os detectores presentes.
Os tomógrafos multi-slice trabalham com várias coroas de
detectores pareadas, que podem, ou não, apresentarem as mesmas dimensões. Alguns
fabricantes optam por conjunto de detectores de diferentes dimensões por entenderem que,
desta forma, obtem-se maior estabilidade dos detectores em determinadas espessuras de
corte. As coroas podem apresentar detectores que vão desde 0,5 até 10 mm. A
possibilidade de obtenção de cortes com a espessura menor que 1 mm ( tecnologia sub-
milimeter ) permite, no pós processamento das imagens, a obtenção de modelos de
reformatações vasculares e tridimensionais de alta resolução.
Outra característica notável dos tomógrafos multi-slice, está
relacionado à velocidade com que o conjunto tubo-detector gira no interior do gantry.
Observa-se, em alguns equipamentos, revoluções de até 0,5 segundos ( tecnologia sub-
second ). Este reduzido tempo permitiu novos estudos de tomografia com sincronização
cardíaca. A sincronização cardíaca (gating), associado às pequenas espessuras de corte,
possibilitou o estudo do coração com alta resolução anatômica, e melhor definição das
patologias das artérias coronárias.
14
A obtenção de múltiplas imagens por segundo, permitiu o
manuseio em tempo real das imagens de tomografia, abrindo assim, novos horizontes no
estudo dinâmico dos vasos e nos procedimentos de biópsia.
Múltiplos detectores Múltiplos cortes
O TUBO de RAIOS-X do TC
Os tubos empregados em TC são bastante similares aos utilizados
nos equipamentos radiológicos convencionais. Na constituição desses tubos, uma ênfase
especial é dada a forma de dissipação do calor, uma vez que, esses tubos ficam sujeitos a
uma maior frequência de exposição, exposições mais longas e, altas doses de exposição.
A sua disposição no interior do gantry, particularmente no que se refere ao eixo catodo-
anodo, ocorre de forma perpendicular ao seu movimento de rotação, evitando-se assim, a
influência do efeito anódico.
Os tubos de TC possuem, na sua grande maioria, dois pontos focais
associados à filamentos de diferentes dimensões. O filamento menor é utilizado quando a
potência não excede 20 KW. O filamento largo nas doses de alta potência. Alguns
equipamentos, quando usam algoritmos para reconstrução de tecidos de alta densidade,
utilizam, automaticamente, o pequeno filamento.
Nos equipamento de 3ª
geração, os tubos apresentam, em geral, uma
vida média de cerca de 80.000 cortes. No equipamentos helicoidais e nos multi-slice, os
tubos são projetados para apresentarem vida média de aproximadamente 500.000 cortes.
15
DETECTORES
Os detectores nos equipamentos de tomografia são tão importantes
quanto o tubo de raios-X. As principais características dos detectores estão relacionadas
com: Custo. Eficiência. Estabilidade e Velocidade.
O custo dos detectores é o principal fator dos altos preços dos TC
atuais.
Distinguem-se basicamente dois tipos de detectores: Os de cristais
luminescentes e, os de câmara de ionização:
Detectores de Cristais Luminescentes:
Esses detectores são formados a partir de cristais de Iodeto de Sódio
acoplados à pequenas câmaras fotomultiplicadoras. Quando o feixe interage com esses
cristais, uma pequena quantidade de luz é emitida na razão diretamente proporcional a
intensidade da radiação incidente. Um tubo fotomultiplicador acoplado à estes cristais se
encarrega de amplificar o sinal recebido transformando-o numa corrente elétrica de
pequena intensidade. O resultado final é armazenado na memória do computador.
Os detectores de cristais luminescentes são bastante eficientes, embora
apresentem o inconveniente da fosforescência que ocasiona respostas não lineares para
diferentes intensidades de radiações. Este problema se reflete principalmente entre tecidos
de grandes diferenças de densidades como os ossos e o ar.
Esquema :
RX cristal luz
S i n a l
Cristal luminescente
Detectores de Câmara de Ionização.
Os detectores que usam câmara de ionização, são constituídos por
pequenos tubos que possuem gás nobre em seu interior, frequentemente o xenônio, e que,
em presença de radiação, sofrem uma ionização temporária, suficiente para fazer surgir
uma pequena corrente elétrica que levará a informação ao computador. A corrente elétrica
16
será proporcional à ionização gerada no interior do detector e reflete a intensidade da
radiação residual na sua trajetória.
Os detectores de câmara de ionização são mais simples que os de
cristais luminescentes, mas não mais eficientes, devida a baixa quantidade de moléculas de
gás no seu interior, no entanto, estes detectores apresentam melhor reposta às variações na
intensidade linear entre diferentes estruturas.
Esquema:
Raio X ionização sinal
Ionização do xenônio
A Reconstrução das imagens
A tomografia é um método que mede a intensidade da radiação
residual após um feixe ter interagido com um órgão ou objeto e ter sensibilizado um
detector.
A Intensidade de Radiação Residual compreende: a radiação
incidente menos a radiação absorvida pelo objeto e pode ser obtida segundo a equação:
- x
N = No . e
Onde: N = Intensidade de Radiação Residual
No = Intensidade de Radiação Incidente.
e = Base do logaritmo natural ( 2.718 )
= Coeficiente de atenuação linear
x = Espessura do objeto.
Considerando que a imagem tomográfica é formada por “n” pequeninos
blocos de imagem correspondentes a cada voxel da matriz, a equação se torna mais
e- e- e- e- e-
e- e- e-
e- e- e- e-
17
complexa a medida que as matrizes vão apresentando melhor resolução. Num
equipamento atual que trabalha com matriz 512 x 512 a equação poderia ser assim
representada:
- ( 1 + 2 + 3 + .. 512 ) x
N = No . e
O número de equações utilizadas para reconstrução de uma imagem,
aumenta em função do número de detectores do equipamento e, em função do número de
projeções utilizadas na construção da imagem. Nos equipamentos atuais de matriz de alta
resolução, são necessárias, muitas vezes, o emprego de 200.000 equações para a
reconstrução de uma única imagem, daí a necessidade de um sistema de computação
potente e veloz.
Métodos de Reconstrução das imagens.
O método matemático utilizado na reconstrução das imagens é
denominado algoritmo. Basicamente três formas de cálculos são utilizadas para este fim:
1. - Retro-Projeção.
2. - O Método Interativo.
3. - O Método Analítico.
Retro-Projeção
É um método teórico, não utilizado nos equipamentos atuais.
Consiste basicamente na obtenção de imagens em diferentes projeções,
com a correspondente somatória dos resultados obtidos em cada projeção. O resultado final
apresenta a imagem real do objeto, contaminada pelo efeito das inúmeras projeções.
18
Formação da Imagem por Retro-projeção: Obtenção da imagem de um objeto
em forma de cruz ( figura ).
Projeção 01 Projeção 02
N1=2
N2=4
N3=8
N4=4
N5=2
N6 N7 N8 N9 N10
2 4 8 4 2
Coef.Atenuação Linear
RETRO-PROJEÇÃO ( Somatória dos coeficientes )
4 6 10 6 4
6 8 12 8 6
10 12 16 12 10
6 8 12 8 6
4 6 10 6 4
O Método Interativo
O método interativo considera um valor médio de atenuação para
cada coluna ou linha da imagem. A partir deste pressuposto, compara os resultados obtidos
com a média previamente estabelecida e, trata de fazer os ajustes necessários adicionando-
se e subtraindo-se valores em densidades para cada elemento da imagem, até a sua
reconstrução final. O primeiro equipamento de tomografia EMI utilizou este método para a
19
reconstrução de suas imagens. Embora parecido com o método da Retro-Projeção,
apresenta imagens mais nítidas, por eliminar as “contaminações”.
O Método Analítico.
É o método utilizado em quase todos os equipamentos comerciais.
O método analítico ainda é dividido em dois métodos amplamente
conhecidos entre os matemáticos:
1.1.– A Análise Bi-dimensional de Fourier.
1.2. – Retro-Projeção filtrada.
1.1 – Análise Bi-dimensional de Fourier.
O método da análise bi-dimensional de Fourier consiste em analisar funções
de tempo e de espaço pela soma das freqüências e amplitudes
correspondentes. Trata-se de um método complexo para os nossos
conhecimentos, e que, foge ao escopo deste texto.
A vantagem do uso do método analítico pela análise Bidimensional de
Fourier, reside no fato do computador poder trabalhar com maior
velocidade, dado este relevante, em qualquer sistema de tomografia.
1.2 – Retro-Projeção filtrada.
O método analítico de retro-projeção filtrada é similar ao de Retro-Projeção,
exceto, pelo fato de que, as freqüências correspondentes ao borramento
verificado na retro-projeção são eliminadas, tornando a imagem mais nítida.
É um método utilizado em alguns equipamentos comerciais.
A Escala de Hounsfield
Sendo a tomografia um método que mede a radiação residual, é também
um método que avalia a densidade entre os diferentes tecidos. Assim, adota-se
uma escala de densidades conhecida por Escala de Hounsfield, onde as unidades
assumem valores pré-estabelecidos a partir da atribuição do valor zero (0) a
densidade correspondente à agua. Tecidos com densidade maior que água assumem
20
valores positivos e, os de densidade menor que a água, valores negativos. A escala
de Hounsfield, assume valores entre –1000 ( ar ) até +1.000 ( chumbo ) .
Escala de Hounsfield
Unidades Hounsfield (HU) / Tecido
300 - 1000 Osso
denso/cortical
100 - 200 Osso normal
60 Fígado
50 Pâncreas
36 Parênquima
Cerebral
20 Músculo
0 Água
-20 à - 80 Gordura
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
-500 à -800 Pulmão
- 1000 Ar
Nível da Imagem ( Window Level ) – WL
Largura da Janela ( Window width) – WW
A documentação tomográfica é a última etapa do exame de tomografia
computadorizada. Uma boa documentação, além de demonstrar zelo com o exame,
pode ser decisiva para uma correta interpretação do estudo. As imagens devem ser
documentadas levando-se em consideração qual o tecido de maior interesse
(assunto) e, evidenciando-se, na medida do possível, o contraste da imagem.
O tecido de interesse é estabelecido pelo nível da imagem ( Window
Level ) e representado pelo valor WL. O contraste da imagem depende da
amplitude da Janela (Window Width ) representado por WW. Janelas muito
amplas apresentam imagem tomográficas acinzentadas e, portanto, de baixo
contraste, mas podem representar fator de qualidade, na medida em que, um
maior número de estruturas estarão presentes na imagem.
Janela “Fechada” Janela “Aberta”
Alto contraste Baixo contraste
21
A Resolução da Imagem.
A resolução ou, o grau de definição das imagens, está relacionada com
a matriz utilizada. Quanto maior a matriz, melhor será a resolução , pois os pixels
se apresentarão com dimensões reduzidas.
O Campo de Visão - FOV (Field of View).
O campo de visão refere-se à área examinada pela tomografia.
Normalmente o FOV é definido em centímetros. Assim, é normal estabelecer um
FOV de 22 cm para o estudo tomográfico do crânio.
Exemplos de Campos de Visão ( FOV):
Crânio 22 cm
Tórax 35 cm
Abdômen 40 cm
Joelho 18 cm
Face 14 cm
Coluna 14 cm
Problemas Comuns em Tomografia Computadorizada
O Efeito de Volume Parcial.
Em tomografia, a imagem final representa a densidade correpondente
de cada tecido através de uma escala de cinzas. Particularmente nas imagens com
pouca resolução ( matrizes baixas ) um voxel pode ser representando numa
tonalidade de cinza não correspondente ao tecido que representa. Isto pode
acontecer, por exemplo, quando um voxel representa a imagem de um material
22
de baixa densidade e parcialmente a imagem de um material de alta densidade. Os
cálculos efetuados pelo computador podem atribuir uma tonalidade de cinza
correspondente a de um tecido muscular, causando um artefato de imagem
conhecido por efeito de Volume Parcial. Este efeito tende a ser reduzido nas
matrizes de alta resolução.
Artefatos.
Artefatos de anel ( Rings artifacts )
Os artefatos na imagem que se apresentam em forma de anel, está
inicialmente relacionado com problemas nos detectores. Como os detectores
necessitam de calibração com o “ar” para reconhecimento dos demais tecidos,
ocasionalmente pode ocorrer de perderem os valores de referência, o que,
ocasiona artefatos na imagem na forma de anéis. O primeiro procedimento do
operador nestas circunstâncias é efetuar uma calibração nos detectores.
A periodicidade com que devemos fazer essas calibrações varia de
aparelho para aparelho. A maior parte dos equipamentos modernos admitem uma
única calibração diária.
Materiais de alta densidade.( Strike)
Objetos metálicos, implantes de materiais de alta densidade, como as
obturações dentárias, projéteis de bala, entre outros, produzem artefatos lineares
de alta densidade, devido aos altos coeficientes de atenuação linear apresentados
por estes materiais.
A presença desses artefatos pode ser atenuada a partir do uso de feixe de
alta energia ( 120 / 140 kV ), embora não possam ser evitados.
Materiais de alto número atômico.
Os materiais de alto número atômico tendem a ser comportar como os
materiais metálicos e, produzir artefatos do tipo “Strike”. Os meios de contraste
positivos como; o Iodo e o Bário em altas concentrações, devem ser evitados, ou,
usados com critério.
Ruído da imagem.
O ruído, aspecto que confere granulosidade às imagens, ocorre
principalmente em função da utilização de feixes de baixa energia ou, quando o
objeto apresenta grandes dimensões, como no caso dos pacientes obesos.
23
Nessas condições, há que se aumentar a dose de exposição, pelo
aumento da kilovoltagem, da miliamperagem ou do tempo de exposição.
Aspectos de Segurança.
O equipamento de Tomografia opera com raios-X e por isso
requer os cuidados comuns de proteção radiológica previstos
na Portaria 453 de 02 / 06 / 98 da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária.
O tubo de raios-X deve ser aquecido após 2 horas de
inatividade ( Warm-Up ). Este procedimento prolonga a vida
útil do tubo.
Após o aquecimento do tubo é conveniente, pelo menos uma
vez ao dia, fazer a calibração dos detectores. Este
procedimento evita o aparecimento de artefatos na imagem,
especialmente, os do tipo anelar.
Nos equipamentos dotados de lâmpadas LASER para
posicionamento do paciente, deve-se tomar o cuidado para não
direcionar o feixe luminoso nos olhos do paciente.
O limite de peso estipulado pelo fabricante deve ser
respeitado, evitando-se assim, danos à mesa de exames e
problemas no seu deslocamento durante o procedimento.
Alguns equipamento são dotados de mecanismos de segurança
especiais que permitem interromper a alimentação elétrica do
conjunto gantry/ mesa. Estes mecanismos são
particularmente importantes quando se observa a presença de
fumaça, fogo, ou faíscas, nestes componentes.
Equipamentos que eventualmente apresentem problemas de
desempenho do software, necessitam ser totalmente
desligados (shutdown). Após algum tempo, levanta-se o
sistema (startup ) e observa-se, se o problema foi solucionado.
Não se obtendo resultado satisfatório, contata-se o fabricante.
Cuidado especial deve ser dado às angulações do “gantry”
durante os exames. Alguns pacientes podem ter parte do corpo
pressionada pelo equipamento ou, até mesmo, apresentar fobia
24
devida à proximidade do equipamento. Alguns fabricantes
obrigam os operadores a fazer angulações somente no painel
do gantry.
A postura correta do operador na operação do equipamento
evita o aparecimento de doenças relacionadas às condutas
inadequadas no trabalho, como a LER.
A posição do monitor deve estar na altura dos olhos do
operador, numa distância entre 40 e 80 cm. Os pés devem
ficar totalmente apoiados no chão ou em um suporte para este
fim. As mão devem deslizar livres sobre o teclado de forma
que os antebraços perfaçam um ângulo de aproximadamente
90 graus com os braços.
Um controle de qualidade periódico deve ser implementado,
com ênfase na apuração da espessura de corte, resolução
espacial, ruído da imagem, precisão da lâmpada LASER.
Normalmente os testes de controle de qualidade fazem parte
dos equipamentos que, também, dispõem de
“fantons”específicos para este fim.
25
26
Equipamento de Tomografia Computadorizada.
Modelo Hi-speed – CTi - General Eletric
O tomógrafo computadorizado modelo CTi - HiSpeed da General Eletric, é
um sistema helicoidal dotado de tubo “Performix” e de detectores de cristais
luminescentes tipo “Hi-light “. Apresenta um projeto moderno, voltado para aquisição
rápida de imagens, permitindo a realização de exames em tempos extremamente curtos,
garantindo alta performance no seu desempenho.
O sistema está composto de: Gantry, Mesa de Exames, Mesa de Comando,
Computador para processamento das imagens e o PDU ( Unidade de Distribuição de
Força.)
- Gantry
O gantry é o corpo do aparelho e contém:
Tubo de Raios-X “Performix”
Conjunto de Detectores
DAS ( Data Aquisition System )
OBC ( On-board Computer )
STC ( Stationary Computer )
Transformador do Anodo
Transformador do Catodo
Transformador do filamento
Botões controladores dos movimentos da mesa e do gantry.
Painel identificador do posicionamento da mesa e do gantry.
Dispositivo LASER de posicionamento.
Motor para rotação do Tubo .
Motor para angulação do gantry.
27
- Mesa de Exames
- Suporta paciente até 180 Kg.
- Movimento de elevação.
- Mesa de tampo deslizante
28
- Mesa de Comando
- Monitor para Planejamento dos exames
- Monitor para Processamento das imagens.
- Mouse .
- Trackball (Bright Box ).
- Computador para Processassamento das Imagens.
- IG – Image Generator
- PDU ( Power Distribution Unit )
- Alimentador do sistema.
O GANTRY.
O gantry é o corpo do aparelho .
No seu interior encontra-se o tubo de raios-X Performix , com potência de 48
kW, refrigerado a óleo e com duplo foco. O foco menor apresenta dimensões de 0.9 x 0.7
mm e o maior 1.2 x 1.2 mm
O tubo está disposto transversalmente em relação ao gantry de forma que o
efeito anódico fica anulado. A alimentação do tubo com alta tensão é feita a partir dos
tanques de anodo e catodo que ficam estrategicamente colocados no interior do gantry e se
movimentam com o tubo durante a realização dos cortes. Junto com os tanques
29
encontramos ainda os inversores do anodo e do catodo responsáveis pela transformação da
corrente alternada em corrente contínua. O filamento é alimentado por uma corrente de
baixa tensão a partir de um terceiro tanque .
Um computador de bordo (OBC – On board computer) gira junto com o
conjunto tubo-detectores e tem por função controlar o KV e o mA e ainda receber os
dados coletados pelo DAS transferindo-os ao Processador de Imagens.
Um computador fixo localizado no interior do gantry o STC ( Stationary
Computer ), é responsável pela interação dos comandos do painel de controle com
sistema. O STC é responsável, entre outras funções, pelo controle da corrente que
alimenta o Slip Ring, dispositivo que fornece a tensão primária aos tanques do catodo e
anodo.
Os detectores do tipo “Hi Light” são constituídos de cristais luminescentes.
Encontramos ainda no interior do gantry dois motores; um, reponsável pelo
movimento de rotação de todo o conjunto envolvendo o tubo, os tanques, o OBC,
Controlador do Filamento e o DAS, e o outro, responsável pela angulação do gantry. A
angulação do gantry pode ser ajustada de um ângulo de 30 graus inferior à 30 graus
superior.
O dispositivo utilizado para estabelecer o “zero “ no posicionamento é
constituído de um feixe Laser, e orienta o posicionamento nos planos mediosagital e
coronal do paciente.
Esquema dos Detectores
30
A MESA DE EXAMES
A mesa é do tipo elevador, assumindo a posição mais baixa à cerca de 38 cm
do solo, podendo alcançar uma altura de 93 cm. Apresenta tampo deslizante e é totalmente
constituída de material radiotransparente.
A mesa está dimensionada para suportar pacientes com até 180 kg, mantendo-se
a eficácia de precisão nos deslocamentos. Possui suporte para exames de crânio
e extensão de prolongamento, utilizada principalmente nos exames de abdômen e membros
inferiores e, nos pacientes que são posicionados com os pés entrando primeiro (Feet First ).
A MESA DE COMANDO
A mesa de comando está constituída de dois monitores de 20 polegadas. Um
teclado alfa numérico com funções específicas para “start” dos “scans”. Dispositivos para
movimento da mesa de exames e de comunicação com o paciente. Um mouse e um
trackball .
Um dos monitores é responsável pelas funções de aquisição das imagens. Neste
monitor pode-se acessar os protocolos dos exames previamente gravados através do
mouse junto ao teclado. No decorrer do exame é possível acessar a página do
planejamento onde, entre muitas funções, se permite alterar qualquer parâmetro de uma
imagem que ainda não tenha sido adquirida ou, apenas observar tecnicamente as imagens
que já foram realizadas.
O segundo monitor está destinado basicamente à visualização dos estudos e ao
pós processamento das imagens. A partir deste monitor se faz toda a documentação do
exame. Um software conectado à câmara laser permite a escolha da formatação do filme,
a partir de onde, se procede a gravação das imagens.
Após montado o filme com as imagens de interesse, um comando “print” é
utilizado para a impressão do filme.
COMPUTADOR – Image Generator
“Image Generator “ é um conjunto de dispositivos computadorizados
localizados junto da mesa de comando que tem por finalidade a reconstrução das
imagens adquiridas e recebidas do DAS e, em seguida, enviá-las para o monitor.
O método algoritmo utilizado é o da Transformação Bi-dimensional de Fourier.
As imagens obtidas ficam temporariamente armazenadas em um Hard Disk, junto
a mesa de comando, mas podem ser armazenadas em discos ópticos ou, ainda gravadas
em CDs e discos de 3.1/2 polegadas no formato DICOM 3.0.
31
PDU – Power Distribution Unit
O PDU é o dispositivo responsável pela alimentação do sistema de tomografia
computadorizada. O Sistema de alimentação é trifásico e a tensão de 480 Volts.
Visão geral do Gantry
Tampa Anterior Tampa Posterior
32
33
O Exame Tomográfico.
O exame tomográfico está indicado quando os métodos convencionais não se
mostram eficazes na elucidação diagnóstica, ou ainda, na pesquisa de patologias
específicas pré definidas.
Na fase que antecede o exame convém fazer uma entrevista com o paciente afim
de se obter informações acerca das razões que levaram ao procedimento. A entrevista
será importante para o planejamento do exame e auxiliará o radiologista nas suas
conclusões diagnósticas.
Exames prévios relacionados com o estudo precisarão serem analisados e
correlacionados com os dados obtidos, devendo ficar retidos para análise do médico
radiologista.
Planejamento dos Fatores Técnicos
SCOUT : Plano: 0 grau 90 graus 180 graus.
Tamanho: _____________________________.
SCANS : Modo: Axial Helicoidal Cine.
KV : 100 120 140.
mA : 50 100 200.
Tempo de scan : 0,5 s 1 s 2s.
FOV ( Field of View ): ____________________.
ESPESSURA :___________________________.
INCREMENTO:_________________________.
INTERVALO ( Gap ) :____________________.
ÂNGULO DO GANTRY:__________________.
FILTRO: Soft Standart Detail Bone Edge Lung
34
Modelo de Entrevista:
Nome: ................................................................ R.G. ................................
Data: ................................................................ Hora ..............................
Endereço: ........................................................................................................
Cidade:................................. Estado: .................. Fone: ..............................
PESO:................. ALERGIA...... sim não
Exame: ..........................................................................
Dados Clínicos: ...............................................................................................
...........................................................................................................................
...........................................................................................................................
...........................................................................................................................
Anamnese: .......................................................................................................
...........................................................................................................................
...........................................................................................................................
...........................................................................................................................
Exames Anteriores:
CT : ..................................................................................................................
RM : ..................................................................................................................
RX : ..................................................................................................................
MN : ..................................................................................................................
US : ..................................................................................................................
OUTROS:........................................................................................................
Informações adicionais:............................................................................
.....................................................................................................................
São Paulo, / / .
_______________ ________________ ________________
Médico Tecnólogo Enfermagem
35
Entrevista p/ contraste
( modêlo )
PREZADO (A):____________________________________ RG:_________________.
O CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DESTE HOSPITAL, COM O
OBJETIVO DE OFERECER MAIOR SEGURANÇA AOS SEUS USUÁRIOS, TEM ADQUIRIDO OS
MEIOS DE CONTRASTE MAIS ADEQUADOS DISPONIVEIS, O IODO EXISTENTE NA SUA
FÓRMULA BÁSICA, ENTRETANTO, PODERÁ OCASIONAR REAÇÕES ALÉRGICAS OU DE
INTOLERÂNCIA SEGUNDO O GRAU DE SENSIBILIDADE DE CADA PESSOA. ATÉ O
MOMENTO, NÃO HÁ TESTES ESPECIFICOS PARA AFASTAR POR COMPLETO O RISCO
INERENTE AO SEU USO.
EM ALGUNS EXAMES É NECESSÁRIO UTILIZAR UM MEIO DE CONTRASTE A
BASE DE IODO POR VIA ORAL, RETAL OU VENOSA, REAÇÕES GRAVES SÃO MUITO
RARAS E SEU EXAME SERÁ ACOMPANHADO POR PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS.
SOLICITAMOS O PREENCHIMENTO DO QUESTIONÁRIO ABAIXO, PARA
VERIFICAÇÃO DE SEU POTENCIAL ALÉRGICO.
(1) POSSUI ALGUM TIPO DE ALERGIA? SIM_____ NÃO_____
QUAL?__________________________.
(2) REALIZOU ALGUM EXAME COM USO DE CONTRASTE
IODADO? SIM_____ NÃO_____
(3) TEVE REAÇÃO ALÉRGICA AO CONTRASTE? SIM_____ NÃO_____
(3) TEVE ALERGIA OU INTOXICAÇÃO A ALIMENTOS
COMO: PEIXE,CAMARÃO E OUTROS FRUTOS DO MAR? SIM_____ NÃO_____
(5) TEVE ALERGIA A ALGUM MEDICAMENTO? SIM_____ NÃO_____
QUAL?__________________________.
(6) POSSUI URTICÁRIA OU ALERGIA DE PELE? SIM_____ NÃO_____
(7) TEM ASMA, BRONQUITE OU RINITE ALÉRGICA? SIM_____ NÃO_____
(8) É HIPERTENSO OU CARDIACO? SIM_____ NÃO_____
(9) TEM INSUFICIÊNCIA RENAL? SIM_____ NÃO_____
(10) É DIABÉTICO?. SIM_____ NÃO_____
(11) É PORTADOR DE MIELOMA MÚLTIPLO? SIM_____ NÃO_____
(12) ESTA GRÁVIDA? SIM_____ NÃO_____
SINTA-SE A VONTADE PARA PERGUNTAR O QUE ACHAR NECESSARIO.
ESTANDO CIENTE DESTAS INFORMAÇÕES, AUTORIZO A REALIZAÇÃO DO EXAME
SOLICITADO.
SÃO PAULO,
_____________________________________ ________________________
ASSINATURA DO PACIENTE OU RESPONSÁVEL ENTREVISTADO POR:
36
Exames de Rotina em TC
1 . Crânio
A tomografia de crânio está indicada:
- Nos Tumores do encéfalo.
- Nos Processos Infecciosos.
- Nas doenças vasculares.
- Nas doenças degenerativas.
- No Trauma crânio-encefálico.
- Nas malformações
A entrevista prévia do paciente será útil para a escolha adequada do protocolo a
ser utilizado e para a viabilidade do uso de meio de contraste.
O contraste na TC é utilizado sempre que há uma ruptura da barreira hemato-
encefálica , como nos casos de tumores vascularizados e nos processos infecciosos ou,
ainda, quando o objetivo for a contrastação de vasos arteriais e/ou venosos.
O contraste utilizado é a base de iodo, sendo preferível os meios não iônicos,
devido a sua menor toxicidade. O volume a ser administrado é determinado pelo médico
que supervisiona o exame. Normalmente o volume total não excede a taxa de 2 ml/Kg.
No exame de crânio de rotina em um sistema helicoidal a taxa de 1 ml/kg é a mais
utilizada.
Exemplo:
paciente de 70 Kg Volume de contraste = 70 ml.
O posicionamento pode variar entre diferentes serviços, no entanto, a convenção
mais aceita, estabelece como parâmetro cortes paralelos à linha orbito-meatal.
Os cortes da fossa posterior são em geral mais finos, variando entre 2 , 3 , e
podendo chegar até 5 mm.. Com cortes desta espessura, reduz-se a magnitude dos
artefatos produzidos pela massa óssea densa correspondente a porção petrosa do osso
temporal. Os cortes supra-tentoriais são realizados em geral com 8 ou 10 mm.
O planejamento abrange um número de cortes entre 15 e 20, indo do forame
magno até o vértex cerebral.
Quando o exame for realizado em duas fases (sem contraste e com contraste),
será importante manter o mesmo posicionamento do paciente antes e após a injeção do
meio iodado.
A documentação pode ser feita em dois filmes (um com a série sem contraste, o
outro da série contrastada) , formatados com 20 exposições cada.
É conveniente manter na primeira exposição o SCOUT com as linhas de
referência.
37
Documentação : 1 filme com 19 imagens + SCOUT( sem contraste )
1 filme com 19 imagens + SCOUT (com contraste )
1 filme c/ janela óssea (se necessário).
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Parênquima 36 200 - 80
Tecido ósseo 250 2000
CT - Crânio
Fig.1 - Posicionamento Fig.2 – Scout
Fig.3 – Base do crânio Fig. 4 – fossas posterior e
Média.
38
Fig. 5 – Ventrículos cerebrais Fig. 6 - Região Parietal.
Plexos coróides. Linha média.
O Crânio em cortes coronais.
Eventualmente cortes coronais podem ser necessários para uma melhor
elucidação diagnóstica.
O posicionamento do paciente é semelhante à posição de HIRTZ utilizada na
radiologia convencional. Alguns equipamentos permitem o posicionamento em decúbito
dorsal. Neste caso, o paciente fica com a cabeça numa posição mais baixa em relação ao
corpo.
Alguns pacientes sentem um desconforto importante no posicionamento coronal
em decúbito dorsal. A posicão em decúbito ventral com o mento apoiado sobre um
suporte radiotransparente (isopor) pode ser a alternativa. Em ambos os posicionamentos no
entanto, se faz necessário angular o gantry para que os cortes se aproximem da
perpendicularidade da linha órbito meatal.
Cortes de 5 mm - Incremento 5 mm .
Fig. 7 – Decúbito Dorsal Fig. 8 – Decúbito Ventral
39
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Parênquima 40 180
Tecido ósseo 250 2000
2 . Seios Paranasais.
Os exame tomográfico dos seios paranasais deve ser feito em dois planos. O axial
e o coronal. O campo de visão deve estar ajustado às dimensões das cavidades paranasais.
(Aproximadamente 15 cm). Os cortes axiais com 5 mm de espessura – Incremento 0 (zero)
são paralelos ao palato duro e iniciam num plano abaixo dos recessos alveolares e
ultrapassam o limite superior dos seios frontais (aproximadamente 20 cortes ).
Os cortes no plano axial devem ser documentados com duas janelas; uma para as
partes moles e a outra para o tecido ósseo.
A série coronal deve preferencialmente ser obtida com o paciente em decúbito
ventral, mento apoiado sobre material radiotransparente (isopor). Nesta posição torna-se
possível elucidar eventuais níveis líquidos, comuns nos processos agudos.
Os cortes coronais, a critério do médico radiologista, podem ser documentados
com duas janelas (partes moles e ossos ) ou utilizando-se apenas uma janela intermediária.
Os cortes no plano coronal frequentemente são de menor espessura que os axiais, 3 mm de
espessura com 4 mm de incremento.
Nas sinusopatias, rinites, e outras doenças comuns das vias aéreas, não se faz
necessária a administração do meio de contraste. Estas patologias representam mais de 90
% das solicitações.
Planejamento:
SCOUT ( Axial / Coronal )
Scout - Axial Scout - Coronal
40
Documentação:
Série Axial:
- 1 filme p/ partes moles
- 1 filme p/ ossos
- 19 imagens por filme + SCOUT com referência.
Seios Maxilares Seios Etmoidais
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Partes moles 30 250
Tecido ósseo 150 2000
Série Coronal:
- 1 ou 2 filmes com janela intermediária.
(20 à 30 imagens )
Janela óssea – Axial Janela Intermediária – Coronal
41
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Janela Intermediária 100 1500
3 . Sela Túrcica
O exame da sela tem por objetivo a avaliação dos tumores que acometem a hipófise
e as patologias que afetam a integridade do arcabouço selar. Os microadenomas e os
macroadenomas são os tumores mais frequentes.
O exame é feito no plano coronal. No exame da sela túrcica, devemos ter um
cuidado especial no planejamento para evitar que os cortes passem no plano das obturações
dentárias, o que causa artefatos do tipo “strike”.
O scout é feito em perfil com o paciente posicionado em decúbito dorsal ou
ventral. A aquisição dos cortes é feita diretamente com meio de contraste A
injeção deve ser rápida, preferencialmente com o auxílio de uma bomba injetora, a uma
velocidade média de 2 à 3 ml / segundo. O volume a ser injetado é de 1ml / kg.
O cortes são adquiridos em fase precoce, aproximadamente 15 segundos do início
da injeção. A espessura dos cortes pode variar entre 1 e 3 mm.
O FOV oscila entre 8 e 12 cm.
Documentação:
1 Filme c/ 12 exposições – Janela de parênquima.
1 Filme c/ 12 exposições – Janela óssea.
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Parênquima 40 180
Tecido ósseo 150 2000
42
4. Osso Temporal
O osso temporal aloja as estruturas da orelha interna, média e externa.
Os distúrbios de equilíbrio são freqüentes e podem estar relacionados com as
porções média e interna da orelha. A TC do osso temporal está indicada nas seguintes
patologias:
Neurinoma do acústico.
Tumores glômicos.
Colesteatoma.
Otites média crônica e aguda
Labirintite.
O estudo do temporal é feito em dois planos: Axial e Coronal. Nas pesquisas
de tumores, a utilização de contraste iodado ajuda a definir as dimensões reais da massa.
Nas otites e na labirintite, não há necessidade de uso de contraste, todavia, o radiologista
poderá decidir pela sua administração se assim julgar conveniente.
Os cortes devem cobrir toda a região da orelha média, com espessuras de 1mm
a cada 1 mm de deslocamento (incremento = 1) . A porção mais posterior evidencia os
canais semi-circulares do labirinto, particularmente o semi-circular posterior. A porção
mediana destaca a imagem do vestíbulo e da cadeia ossicular. Na porção anterior evidencia-
se a imagem da cóclea.
Especial cuidado deve-se ter com o filtro utilizado no processamento das
imagens pelo computador. Um filtro para tecido denso deve ser utilizado, considerando-
se a alta densidade da porção petrosa do osso temporal. Nos equipamentos General Elétric
o filtro utilizado é o EDGE, também empregado nas imagens das corticais ósseas.
O posicionamento deve ser o mais simétrico possível, de forma que, se consiga
obter num mesmo plano os dois meatos acústicos, pois o estudo do temporal é
freqüentemente comparativo. No posicionamento do paciente, o profissional de
radiologia deverá atentar para que a lâmpada de referência coincida bilateralmente com o
“tragus” no pavilhão auricular. Este cuidado será fundamental para um exame de
qualidade.
No posicionamento coronal deve-se tomar os mesmos cuidados.
Para as aquisições neste plano o paciente pode estar em decúbito ventral ou
dorsal. Na opção pela escolha do posicionamento deve-se levar em consideração o grau
de conforto e a estabilidade do paciente.
Não é fácil estabelecer uma assimetria das orelhas médias no plano coronal, por
esta razão , é comum uma varredura além das estruturas conhecidas, posteriormente,
reconstruindo-se um lado de cada vez com um campo de visão pequeno.
A espessura de corte, a exemplo dos cortes axiais, deve também ser de 1 mm
obtidos a cada 1mm de deslocamento da mesa.
43
Cortes Axiais Bilateral.
Mastóides – Canais S.C. Sup. Orelha Média - MAI
Cóclea – Mesotímpano Cóclea – Hipotímpano
Cortes Coronais – Unilateral
Vestíbulo / C.S.C. Cóclea / Martelo
Documentação:
Plano Axial - 1 filme formatado em 20 - Janela de Osso Temporal.
Plano Coronal – 1 filme formatado em 20 para cada lado do Temporal
44
Janela de Osso Temporal.
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Janela p/ Osso Temporal 400 4000
Janela partes moles 40 200
Total ( 3 filmes ).
OBS: Se injetado contraste iodado, será necessário uma documentação de
partes moles. Isto será especialmente importante nas pesquisas de
neurinoma do acústico.
5 . Face.
O estudo da face está indicado principalmente nos tumores e nos traumas
faciais.
O planejamento típico inclui dois planos; axial e coronal, com documentação em
duas janelas, uma para partes moles e outra para ossos.
No plano axial, os cortes de 5 mm de espessura vão, desde o mento até o
frontal, paralelos ao plano do palato duro. Especial cuidado deve-se ter com os pacientes
portadores de próteses fixas e obturações. Nestes casos, poderá ser necessário dois
planejamentos, de forma a evitar que os cortes passem sobre os materiais de alta
densidade.
O estudo no plano coronal preferencialmente deve ser feito no decúbito ventral,
para que se demonstre eventuais níveis líquidos, especialmente nas cavidades paranasais.
Neste plano os cortes vão desde o seio esfenoidal até os ossos nasais. A simetria no
posicionamento será fundamental para a qualidade do exame.
Cortes de 5 mm a cada 5 mm de espaçamento.
Documentação:
2 janelas no plano axial ( Ossos + Partes moles )
2 janelas no plano coronal ( Ossos + Partes moles )
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Janela p/ Ossos 150 2000
Janela partes moles 40 200
6 – Órbitas
O estudo das órbitas é feito em dois planos; Axial e Coronal.
Uma fase sem contraste no plano axial com cortes de 3mm de espessura com
incremento de 3 mm. FOV entre 16 e 20 cm.
45
Após injeção do meio de contraste são realizados cortes nos dois planos. O axial
segue o mesmo planejamento da série sem contraste. No plano coronal os cortes vão desde
o dorso da sela túrcica (região do quiasma) até o cristalino, em cortes de 3 mm de
espessura com incremento de 3 à 5 mm.
A documentação é feita com duas janelas (partes moles + ossos) em ambos os
planos.
Na pesquisa de trauma da região orbitária uma reconstrução tridimensional poderá
enriquecer a documentação do exame. Nos tumores do nervo óptico, as reconstruções no
plano do nervo óptico também são de grande valia.
7 - Pescoço.
O estudo do pescoço freqüentemente está relacionado com a pesquisa de tumores,
gânglios, processos infecciosos e nódulos da tireóide.
A tomografia de pescoço é realizada diretamente com contraste iodado. Os vasos da
região devem estar bem contrastados para diferenciá-los de eventuais gânglios ou nódulos.
A injeção do meio de contraste deve ser feito em duas etapas ( 50 % do volume numa fase
inicial e, após 1 minuto, injeta-se os outros 50%). Este procedimento é útil para
demonstrar simultaneamente contraste nos vasos venosos e arteriais aumentando a
especificidade do método.
A injeção da primeira fase do contraste pode ser feita manualmente. Na segunda fase
o meio deve ser injetado por bomba a uma velocidade de 2 ml por segundo. Inciam-se os
cortes com 20 segundos da injeção em aquisição helicoidal.
O volume médio de contraste é de 1,5 ml por Kg de peso. ( Ex.: Paciente de 70 kg =
100 ml ).
Recomenda-se instruir o paciente no momento da aquisição dos cortes para que o
mesmo evite engolir saliva.
Documentação:
- Em geral apenas janela de partes moles.
-
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Janela partes moles 40 200
46
7 - Tórax.
O estudo do tórax na tomografia computadorizada é o método de escolha no
diagnóstico diferencial das patologias que afetam o parênquima pulmonar e,
particularmente, o interstício. É também um método altamente eficaz no estudo dos
grandes vasos, tromboembolismo pulmonar, processos infecciosos e tumores em geral.
Principais objetivos do exame do Tórax na T.C.:
- Análise do parênquima pulmonar.
- Análise da distribuição vaso-brônquica.
- Análise das estruturas mediastinais e hilares.
- Análise dos grandes vasos e área cardíaca.
- Pesquisa de tromboembolia.
- Integridade do arcabouço ósseo.
A tomografia do tórax pode ser tecnicamente dividida em:
Tórax Rotina.
Tórax em Alta Resolução.
Estudo de vasos.
Estudo de tromboembolia pulmonar (TEP)
O exame de rotina.
O tórax rotina está indicado no estudo geral da região, especialmente
quando o paciente não tem definido o quadro da sua patologia, também nos “ Check-ups”
e nos rastreamentos de metástases.
A critério do radiologista poderá ou não ser realizado com meio de
contraste iodado.
Os cortes são feitos com aproximadamente 10 mm de espessura a cada 10
mm (incremento 10 mm) em aquisição helicoidal e, preferencialmente, numa única
apnéia.
A varredura inicia-se no plano superior aos ápices pulmonares e ultrapassa
os recessos costo-frênicos. Neste nível observamos com freqüência as glândulas supra
renais, que, muitas vezes, é a referência para a conclusão do estudo.
A fase contrastada é feita normalmente com o mesmo planejamento
utilizado na fase sem contraste.
O volume de contraste em média é de 1,5 ml por kg de peso. Deve ser
administrado por meio de bomba injetora a uma velocidade de 2 à 3 ml por segundo. Os
47
cortes tomográficos são adquiridos aproximadamente com 30 segundos do início da
injeção.
Posicionamento Scout c/ planejamento.
Região dos ápices Região supra-aórtica
Arco aórtico Câmaras / Grandes vasos
48
A documentação do exame é feita com duas janelas. Uma voltada para mediastino
(partes moles) e outra para o parênquima pulmonar (pulmão) . Na suspeita de lesões
ósseas, uma terceira documentação com janela específica deve ser acrescentada.
Janela de “pulmão “ Base dos pulmões.
Documentação:
Fase sem contraste:
- Janela para mediastino (partes moles ).
Fase pós contraste:
- Janela para mediastino (partes moles).
- Janela para parênquima pulmonar.
- Janela para ossos ( se necessário ).
Exemplos de “janela “.
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Parênquima pulmonar - 800 2.000
Mediastino 30 300
Ossos 200 2000
OBS: Alguns serviços adotam no exame de rotina do tórax uma fase única
diretamente com contraste.
49
Tomografia Computadorizada do Tórax em Alta Resolução ( TCAR )
As patologias que afetam exclusivamente o parênquima pulmonar e ,
particularmente, o interstício, são melhores demonstradas no estudo pulmonar em
alta resolução , técnica conhecida pela sigla TCAR.
Nesta técnica, realizam-se cortes de espessura muito reduzida,
normalmente de 1 mm, com espaçamento a cada 10 mm., cobrindo toda a região
pulmonar (aproximadamente 25 / 30 cortes). Utiliza-se filtro específico de
parênquima pulmonar (LUNG).
A documentação deste exame deve ser feita de forma a se colocar em
evidência os detalhes do interstício e os da trama vaso-brônquica através de fotos
ampliadas.
Usualmente formata-se o filme 35 x 43 em 6 quadros ou no máximo 9
quadros. A documentação é feita exclusivamente com janela de pulmão.
Estudo dos grandes vasos.
O estudo do coração e dos grandes vasos da base como: a artéria aorta,
a artéria pulmonar e as veias cavas, constitui-se num segmento à parte do estudo
torácico.
Com o advento dos novos recursos gráficos, que possibilitou a
reconstrução de modelos tridimensionais em alta definição dos vasos impregnados
por contraste , tornou-se importante a administração deste meio, através de
bomba injetora e, com velocidade rápida de infusão. Administrando-se de 2 à 4
ml por segundo, obtém-se uma contrastação uniforme do principais vasos.
Convém fazer a aquisição com cortes de pequena espessura, normalmente de 3 à 5
mm, em modo helicoidal. A aquisição no modo helicoidal permite que os
cortes possam ser reconstruídos a incrementos menores do que a espessura do
corte. Este procedimento é especialmente útil quando há interesse na reconstrução
de modelos tridimensionais ou para técnicas de navegação no interior dos vasos.
Cortes finos produzem melhores modelos de reconstrução, no
entanto, este procedimento aumenta a dose de exposição no paciente e também
o tempo total de aquisição das imagens. Se o tempo total for demasiadamente
longo, poderá não haver uma contrastação uniforme dos vasos.
A pesquisa de aneurisma da aorta é comum em tomografia.
Neste exame, o planejamento dos cortes começa no plano
imediatamente superior ao arco aórtico e ultrapassa os limites da área cardíaca. O
contraste deve ser injetado por bomba com velocidade aproximada de 3 ml por
segundo. Os cortes devem ser adquiridos com 30 segundos do início do contraste
utilizando-se de técnica helicoidal e com o paciente mantendo-se em apnéia.
Após a aquisição da fase principal do exame, convém acrescentar
cortes de forma a cobrir o restante dos campos pulmonares.
50
Documentação:
Janela de mediastino.
Janela de parênquima pulmonar.
Filme especial em documentação tridimensional.
Técnica para Tromboembolismo Pulmonar ( TEP )
O estudo de TEP , requer cortes finos de 3 mm de espessura ( máximo
de 5 mm ) cobrindo desde a região superior ao arco aórtico até a base dos pulmões
em aquisição helicoidal.
Os trombos podem ser pequenos e estarem comprometendo pequenos
segmentos do tórax, às vezes, de difícil interpretação.
Os cuidados com a injeção do meio de contraste são os mesmos utilizados
no estudo dos grandes vasos.
Da mesma forma o exame deverá, após a fase principal, ser
complementado com uma varredura do restante do parênquima pulmonar.
Os cortes obtidos deverão ainda serem reconstruídos com incrementos de
aproximadamente 50% da espessura.
Documentação ( duas janelas )
- Janela para mediastino.
- Janela para parênquima pulmonar.
- Reconstrução tridimensional.
51
8. ABDÔMEN
As principais patologias que afetam a morfologia do sistema digestório podem
ser ricamente demonstradas através da tomografia computadorizada helicoidal, assim
como, as alterações vasculares desta região.
Os tumores , doenças inflamatórias, doenças oclusivas, cálculos e as alterações
nas paredes e cavidades intestinais, são as principais patologias pesquisadas.
Para um resultado satisfatório neste tipo de exame é fundamental um preparo
prévio do paciente. Este preparo inclui, desde uma limpeza do intestino por meio do uso
de laxantes, que começa ainda na casa do paciente, até a administração do meio contraste
por via oral e/ou retal na fase que antecede propriamente o exame.
O Preparo do paciente:
Preparo Prévio: ( rotina mais comum) :
- 12 horas antes do exame : Laxante. ( limpeza da cavidade ).
- 4 horas antes do exame: Jejum absoluto.
- 1 hora antes do exame: Administração por via oral do meio contraste
iodado diluído. 5 copos de 200 ml.
( 1 copo a cada 15 minutos).
* A diluição do contraste oral é de 20 a 40 ml de iodo a 60 % em 1
litro de água.
Rotina do exame de Abdômen Total
- Um copo de contraste oral (200 ml) deve ser administrado no momento em
que o paciente é posicionado no equipamento. Este contraste será importante
para evidenciar a parede gástrica interna.
- Contraste retal
Se for prescrito pelo radiologista o contraste retal deve ser feito no início do
exame, imediatamente antes da aquisição dos cortes. A administração do meio
é feita por meio de infusão direta de aproximadamente 250 ml de soro
fisiológico contendo 10 ml de contraste iodado.
52
- Injeção E.V. de contraste iodado.
O acesso venoso deve ser suficiente para permitir a infusão de
grande quantidade de contraste em tempo relativamente curto. A velocidade
média da injeção é de 2 à 3 ml por segundo. O volume a ser injetado varia em
função do peso do paciente, na razão média de 1,5 à 2 ml por kg de peso.
Injeções rápidas produzem desconforto, podendo levar o paciente
a sentir forte calor e náuseas, muitas vezes acompanhadas de vômitos, no
entanto, na maior parte dos casos, a injeção rápida será imprescindível para
elucidar o diagnóstico.
Seqüência de Aquisição das imagens:
1 Fase pré-contraste E.V.: Aproximadamente 24 imagens no abdômen superior,
varrendo-se desde as cúpulas diafragmáticas até a bifurcação da artéria aorta em
aquisição axial com cortes de 10 mm de espessura.
2 Fase Arterial: Aproximadamente 20 cortes no abdômen superior, varrendo-se
totalmente o fígado e os rins, em aquisição helicoidal, com cortes de 10 mm de
espessura. Após o início da infusão do meio de contraste a fase arterial poderá
ser obtida entre 30 e 40 segundos.
3 Fase Portal: O mesmo planejamento da fase arterial é repetido, adquirindo-se
os cortes entre 60 e 70 segundos do início do contraste. Neste momento, torna-
se evidente a contrastação do sistema portal.
Considerando a importância da cavidade abdominal superior, particularmente
pela presença de importantes vísceras do sistema digestório, o protocolo poderá
ser alterado nas fases arterial e portal para obtenção de cortes com menor
espessura, 7 ou 8 mm.
4 Fase de Equilibrio: Nesta fase, uma varredura é feita em todo o abdômen,
desde as cúpulas até o assoalho pélvico, iniciando-se os cortes de 2 à 3 minutos
contados a partir do início da injeção do contraste.
53
Planejamento:
Abdômen Superior Abdômen Total
Série pré-contraste E.V.
Corte inicial (Cúpulas) Fígado/Estômago/Baço
Vesícula/Pâncreas/Baço Rins / Alças.
54
Fase Arterial Fase portal
( 30 à 40 segundos ) (60 à 70 segundos )
Fase de Equilibrio ( 2 à 3 minutos )
Veias Porta/Cava - A. Aorta Drenagem renal
Bexiga / Ves.Seminais Assoalho pélvico.
55
Documentação:
A documentação poderá ser feita com 20 imagens por filme, seguindo a ordem de
aquisição das imagens. Na documentação, cada fase de aquisição poderá estar precedida
do scout com os cortes correspondentes. Convém acrescentar na fase conclusiva da
documentação as fotos das primeiras imagens do abdômen superior, onde aparece parte
do parênquima pulmonar com “janela” adequada (nível de pulmão) para a demonstração
de eventuais alterações nesta área.
A documentação do abdômen superior é feita com uma janela fechada
possibilitando um alto contraste (200 à 300 WW) e, com o nível no parênquima
hepático ( 50 à 70 WL ). Após a documentação da imagem do fígado costuma-se abrir
a “janela da documentação”(300 à 400 WW) e reduzir o nível. ( de 0 à 40 WL ).
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Abdômen Superior 50 à 70 200 à 300
Abdômen Médio/Inferior Zero à 40 300 à 400
O Abdômen Superior.
O exame tomográfico do abdômen superior engloba as vísceras do sistema
digestório superior: fígado, estômago, pâncreas e baço e também os rins.
O planejamento do exame é similar ao exame de abdômen total,
exceto, no plano de conclusão, que, neste caso, coincide com a bifurcação
da artéria aorta abdominal.
No equipamento helicoidal as imagens são adquiridas nas seguintes
fases:
- Fase pré-contraste E.V.
- Fase arterial.
- Fase portal.
- Fase de Equilibrio.
O preparo do paciente inclui contraste por via oral, com administração de 200 ml
a cada 10 minutos, perfazendo o total de 1 litro. Após 40 minutos o paciente encontra-se
preparado para o iniciar os cortes.
56
TC do Abdômen no sistema uro-excretor.
A tomografia helicoidal abriu novos horizontes nas patologias que afetam o
aparelho uro-excretor, tendo sido largamente utilizada para estudo da funcionalidade dos
rins, pesquisas de cálculos, pielonefrites, hidronefroses, etc...
Estudo Funcional:
O estudo funcional dos rins é realizado através de 4 séries:
- Uma série pré-contraste.
- Uma série nefrográfica ( 25 à 30 segundos do início do contraste ).
- Uma série córtico-medular ( 60 à 70 segundos do início do contraste ).
- Uma série excretora ( 3 `a 5 minutos do início do contraste ).
No planejamento dos cortes as três primeiras fase são obtidas com cortes de 5mm
de espessura cobrindo-se totalmente os rins. Na fase excretora os cortes são obtidos com
espessura de 7mm ou 10 mm cobrindo desde o plano dos pólos superiores dos rins até o
assoalho pélvico.
Pesquisa de cálculos.
A pesquisa de cálculos por TC helicoidal pode substituir com algumas vantagens o
exame de urografia excretora com esta mesma finalidade. O exame é feito sem nenhum
meio de contraste. A aquisição das imagens deve obrigatoriamente ser feita no modo
helicoidal em uma única apnéia (1 Bloco). Os cortes têm início nos pólos superiores dos
rins e vão até o assoalho pélvico.
Na documentação do exame deverá ser incluído reformatações multiplanares
nos planos coronais, sagitais, ou mesmo reformatações curvas, colocando-se em
evidência a eventual presença de cálculos.
TC do abdômen nos aneurismas da aorta.
A tomografia para pesquisa de aneurismas da aorta abdominal dispensa o preparo
prévio do paciente, exigindo-se apenas o jejum de 4 horas, tempo necessário para permitir o
uso do contraste iodado.
Uma fase inicial é feita sem contraste, com cortes de 10 mm de espessura e
incremento de 20 mm, apenas para definir a localização e extensão do aneurisma.
A série pós contraste deve ser feita com auxílio de uma bomba injetora com
velocidade de infusão de 3 à 5 ml por segundo e volume total na razão de 2ml por kg de
peso (aproximadamente 150 ml no adulto ).
57
Nesta série as imagens são obtidas em aquisição helicoidal em um único bloco,
com cortes de 7 mm de espessura abordando toda a aorta abdominal e a porção proximal
das artérias Ilíacas.
A documentação do exame deverá conter, além dos cortes sem e com contraste,
imagens tridimensionais da aorta em várias projeções.
9. COLUNA VERTEBRAL
O estudo da coluna vertebral na tomografia está indicado nos processos
degenerativos, nas compressões radiculares, nos traumas, nos processos infecciosos e nos
tumores desta região.
O planejamento dos cortes muda em função dos objetivos do exame. A maior
freqüência de solicitação de TC de coluna está relacionada com as compressões
radiculares, quer seja pela presença de hérnias discais, ou ainda, pela presença de doenças
degenerativas. O planejamento neste caso é direcionado para os níveis a serem
pesquisados. Os cortes são paralelos ao disco correspondente e vão desde o plano dos
pedículos de uma vértebra, aproximadamente na metade do corpo vertebral, até os
pedículos da vértebra inferior. Esta faixa cobre os forames intervertebrais por onde
emergem os nervos periféricos, podendo ainda evidenciar eventuais herniações dos discos
intervertebrais.
Quando o interesse no estudo da coluna está voltado para tumores, traumas, ou
processos infecciosos, o estudo poderá ser feito em bloco (uma única angulação do
gantry), com um número de cortes suficientes para cobrir toda a região de interesse.
Nestes casos, é conveniente a aquisição helicoidal para que se possa trabalhar com
modelos de reformatações multiplanares e eventualmente reconstruções tridimensionais.
9.1 Coluna Lombar:
O exame de rotina da coluna lombar compreende os três últimos segmentos, os
níveis L3-L4 , L4-L5 e L5-S1. Normalmente os segmentos L1-L2 e L2-L3 só são
realizados quando solicitados, ou, se apurado suspeitas nestes níveis por ocasião da
entrevista, ou ainda, se observadas alterações importantes no scout nestes níveis.
Em cada articulação é feito um planejamento de forma a se obter cortes paralelos ao
disco de interesse. Aproximadamente de 8 à 10 cortes são feitos por nível, cobrindo todo o
forame intervertebral. (do pedículo de uma vértebra ao pedículo da vértebra adjacente). O
campo de visão deve estar ajustado às pequenas dimensões das vértebras, cerca de 14 cm.
Os cortes são adquiridos em filtro “standard”, devendo ainda serem
reconstruídos com filtro ósseo para documentação própria.
58
Planejamento:
Níveis L3-L4 / L4-L5 / L5-S1 Pedículos / Saco dural.
Forames intervertebrais “Janela Óssea “
Documentação:
Filme formatado 20:1 - Com referências dos níveis de corte.
Janela de partes moles.
Janela óssea.
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Partes Moles 30 200 à 400
Janela óssea 200 2000
59
9.2 Coluna Cervical:
O estudo da coluna cervical está indicado nas doenças degenerativas, quadro de
compressão radicular alta e traumas na região.
A exemplo da coluna lombar, o estudo é direcionado aos principais níveis de
interesse, informados pelo médico solicitante, ou apurados na entrevista do paciente.
Quando os níveis não são especificados, a rotina inclui os segmentos C4-C5, C5-C6 e
C6-C7, e os cortes são efetuados nos planos dos discos.
No exame da coluna cervical o paciente deve estar orientado para não deglutir
durante a aquisição dos cortes , evitando-se assim artefatos de movimento.
É bastante freqüente a solicitação do exame para avaliação de traumas na região.
Neste caso o planejamento dos cortes deverá ser feito em bloco e a área de cobertura
abrange toda a coluna cervical. A aquisição preferencialmente será feita no modo
helicoidal, visando-se, no momento da documentação, as reformatações multiplanares,
particularmente as sagitais que mostram com precisão o canal medular.
No trauma, as imagens são obtidas com filtro para osso e reconstruídas com filtro
standard para avaliação de tecidos moles.
Planejamento:
Scout C4-C5 Tomograma C4-C5
Documentação:
Filme: Formatação= 20:1 - com níveis de referência.
- Janela de partes moles
- Janela para ossos.
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Partes moles 30 180
Ossos 200 2000
60
9.3 Coluna Torácica.
É difícil identificar o nível responsável por um quadro de radiculopatia de origem torácica,
por este motivo, o estudo desta região é mais comumente realizado com uma varredura em
todos os níveis (T1 à T12) , com cortes de espessura igual à 5 mm e incremento de 7 à 10
mm. Após essa varredura, poderá ser importante uma complementação com cortes mais
finos em uma região que tenha mostrado alterações compatíveis com o quadro do paciente.
O exame da coluna torácica é realizado com FOV de aproximadamente 18 cm e a
documentação em duas janelas (partes moles + ossos ).
Documentação:
Filme - Formatação 20:1 - c/ níveis de referência.
- Janela de partes moles.
- Janela para ossos.
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Partes moles 50 400
Ossos 200 2000
10. O EXAME DA PELVE E DA ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL.
( Com interesse ósseo )
Com alguma freqüência nos deparamos com solicitações de estudo da pelve
com interesse na sua estrutura óssea, exemplo dos casos dos tumores que acometem estes
tecidos.
Será importante no momento da entrevista com o paciente e a partir das
informações do médico solicitante a identificação desta situação, descaracterizando assim, a
necessidade de preparo do paciente com contraste oral e/ou via retal.
A critério do médico radiologista o paciente poderá ou não fazer o exame
com contraste iodado.
Para o estudo de toda a pelve os cortes são feitos com 5 mm de espessura
desde um plano superior às cristas ilíacas até um plano inferior aos ísquios. O FOV deve
cobrir toda a região da pelve. A documentação é feita em duas janelas, uma para osso e
outra para partes moles. A documentação ainda poderá ser enriquecida com a inclusão de
modelos de reformatações coronais e sagitais ou reconstruções tridimensionais.
61
Quando o estudo está restrito apenas a uma das articulações coxo-femorais,
tomamos as seguintes precauções:
FOV reduzido à região de interesse ( 22 à 28 cm ).
Cortes iniciando-se num plano superior ao acetábulo e ultrapassando os
limites do trocanter femoral menor.
Espessura de corte de 3mm – Incremento de 3 mm.
Posicionamento dos pés com discreta rotação interna.
Documentação de partes moles e osso e reconstruções tridimensionais mais
reformatações coronais no plano do colo do fêmur.
11. JOELHO
Com o advento da aquisição helicoidal aumentou a especificidade da
tomografia computadorizada no estudo das articulações. Os equipamentos helicoidais
permitiram a aquisição de grandes blocos de imagens, muitas vezes de pequena espessura,
com a possibilidade de reconstruções em curtos intervalos, favorecendo os modelos de
reformatações multiplanares e tridimensionais.
O estudo do joelho com cortes de 3 mm de espessura reconstruídos a cada 1,5
mm é um procedimento largamente utilizado quando se pretende trabalhar com modelos
de reconstruções diversos. Alguns serviços, chegam mesmo a fazer planejamentos com
cortes de 1 mm , com reconstrução de tomogramas a cada 0,5 mm. Esta técnica permite a
obtenção de modelos de alta resolução e pode ser empregada nos exames de artro-
tomografia, evidenciando-se além do tecido ósseo e muscular, as estruturas cartilaginosas
e ligamentares.
Indicações: Tumores, Fraturas patológicas, Lesões cartilaginosas, lesões
ósseas em geral.
O planejamento do exame de rotina está voltado para um estudo unilateral. O
„scout” pode ser feito de frente ou perfil, sendo o scout de perfil preferível. O estudo
inclui cortes de 5 mm iniciando-se num plano superior à patela e ultrapassando a
articulação fibulo-tibial proximal.
Primariamente os cortes são adquiridos com filtro para osso, devendo ser
reconstruídos com filtro standard para avaliação das partes moles. No posicionamento
convém retirar completamente a perna oposta do campo de exploração evitando-se assim
artefatos na imagem.
Algumas vezes o estudo comparativo é necessário, particularmente nas
disfunções patelares e nas alterações das cartilagens retro-patelares. Nestes casos, poderá
ser necessário estudo com flexão dos membros inferiores de 15 graus, 30 graus e ainda
uma aquisição com flexão de 30 graus simples e 30 graus com contração do quadríceps.
62
Planejamento Corte Axial
Côndilos Patela - Janela “óssea”
Documentação:
Filme: Formatação: . . . . 20:1.
- Janela óssea
- Janela de partes moles.
-
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Partes Moles zero 200 à 500
63
Janela “óssea” 200 1800
12.TORNOZELO
O estudo do tornozelo é feito em dois planos: axial e coronal.
Estudo Axial:
No plano axial os cortes são obtidos em aquisição helicoidal com espessura de
3mm. Os cortes iniciam-se no plano superior à articulação tibio-társica e ultrapassam o
calcâneo. O FOV é de aproximadamente 16 cm e a aquisicão é inicialmente obtida com
filtro para osso.
No posicionamento axial a superfície plantar deverá estar a 90 graus da perna.
Neste plano a documentação é feita com janela para ossos e também partes moles.
Estudo Coronal:
O posicionamento coronal é feito com a perna do paciente flexionada de forma a
fazer um ângulo aproximado de 45 graus com a superfície da mesa. A Imagem obtida
neste posicionamento é na verdade um “falso coronal”, no entanto, muito útil para as
conclusões diagnósticas do médico radiologista.
Neste plano os cortes iniciam-se posteriormente à articulação tibio-társica indo
além do tálus, com espessura de 3 mm e incremento de 3mm.
A documentação dos cortes coronais poderá feita apenas com “janela óssea”.
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Partes Moles zero 200 à 500
Janela “óssea” 200 1800
13. PÉS
O estudo dos pés normalmente é feito de forma comparativa, por esta razão,
devemos ter um cuidado especial com o seu posicionamento.
Os pés devem estar, o tanto quanto possível, simétricos, possibilitando a
visualização nos cortes tomográficos das mesmas estruturas anatômicas. Esta conduta
retrata o zêlo na realização do exame e ajuda o médico radiologista nas suas
interprretações.
64
Estudo Axial:
No plano axial os cortes poderão ser obtidos em aquisição helicoidal com espessura
de 3mm. Os cortes iniciam-se paralelos a superfície plantar e ultrapassam o dorso do pé.
O FOV é de aproximadamente 26 cm e a aquisicão é inicialmente obtida com filtro para
osso.
No posicionamento axial a superfície plantar deverá estar a 90 graus com a
perna. Recomenda-se neste momento a utilização de suportes radiotransparentes.
Neste plano a documentação é feita com janela para ossos e também partes moles.
Estudo Coronal:
O posicionamento coronal é feito com a perna do paciente flexionada de forma a
fazer um ângulo aproximado de 45 graus com a superfície da mesa. A Imagem obtida
neste posicionamento é na verdade um “falso coronal”, no entanto, muito útil para as
conclusões diagnósticas do médico radiologista.
Dependendo dos objetivos do exame os cortes coronais podem “varrer” toda a
extensão plantar com cortes de 5mm de espessura e 5mm de incremento, no entanto, em
função da história do paciente os cortes coronais poderão ainda serem planejados numa
área menor com espessura dos cortes reduzida e aumento da resolução das imagens.
A documentação dos cortes coronais poderá feita apenas com “janela óssea”.
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
Partes Moles zero 200 à 500
Janela “óssea” 200 1500
14 . OMBRO
O estudo do ombro tem como principal indicação os traumas acompanhados de
fraturas e, menos freqüentemente, pode estar indicado para estudo das patologias
dolorosas e degenerativas . A aquisição deve ser feita no modo helicoidal. Modelos
tridimensionais e reformatações multiplanares serão importantes na documentação. Os
cortes são de 3 mm de espessura adquiridos de forma contígua.
No posicionamento do ombro , o membro superior correspondente fica em
extensão máxima, com a palma da mão voltada para frente e junto ao corpo, o membro
65
superior oposto é elevado ficando por sobre a cabeça do paciente. O scout é feito de
“frente”, e o planejamento dos cortes não sofre angulação. ( gantry = 0 grau ).
Planejamento:
Scout Partes moles
Art.Escápulo-umeral Diáfise umeral/ Lâmina
Documentação:
Filme: Formatação: 20:1
- Janela p/ osso.
- Janela partes moles.
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
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Partes moles 50 300
Ossos 200 2000
15 . COTOVELO
O estudo do cotovelo é muito utilizado nas fraturas complexas desta região.
A aquisição deve ser helicoidal. A documentação inclui reformatações
multiplanares e reconstruções tridimensionais.
O posicionamento do cotovelo é trabalhoso e preferencialmente deve ser feito
com o braço do paciente para cima, de forma que o cotovelo ultrapasse o limite superior do
crânio. Os cortes são feitos com 3 mm de espessura. Quando não for possível o
posicionamento com o braço para cima o paciente ficará com o braço em extensão ao longo
do corpo, com a palma da mão voltada para cima. Neste caso será necessário um aumento
significativo da dose de exposição, considerando que o corpo do paciente estará também na
trejetória do feixe.
Planejamento:
Scout “Braço p/cima “ Janela óssea (antebraço proximal).
Documentação:
Filme: Formatação: 20:1
- Janela óssea
- Janela de partes moles
/ / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
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Partes moles zero 200
Ossos 200 2000
16 . PUNHO
O estudo do punho é largamente utilizado nas fraturas que acometem os ossos do
carpo, particularmente o escafóide.
O posicionamento é feito com o braço para cima e com pronação do membro
superior. Os cortes deverão ser de pequena espessura, sendo recomendável de 1 mm a
cada 1mm de espaçamento, adquiridos no modo helicoidal e posteriormente recontruídos a
cada 0,5 mm. Uma única aquisição cobrindo toda a região do carpo é suficiente
(aproximadamente 60 cortes de 1 mm ).
Planejamento:
Scout 60 cortes de 1 mm Punho: Partes moles
Documentação:
Filme: Formatação: 20:1
Cortes axiais: Janela óssea + Partes Moles.
Reconstrução Coronal: 1 filme 12:1.
Reconstrução Sagital: 1 filme 12:1.
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68
Partes moles zero 200
Ossos 200 2000
17 . O EXAME DAS EXTREMIDADES EM GERAL:
As extremidades são estudadas pela tomografia para avaliação de fraturas
complexas e tumores em geral. O estudo deverá, via de regra, ser feito em aquisição
helicoidal, visando-se a documentação do exame com reformatações em diferentes planos
e a inclusão de modelos tridimensionais.
Os softwares hoje utilizados nas reconstruções tridimensionais, permitem a
construção de modelos orientados para diferentes tecidos. Assim, por exemplo, pode-se
realizar um exame do tornozelo e incluir fotografias tridimensionais dos ossos da região ou
apenas dos tendões, facilitando a conduta terapêutica no tratamento do paciente ou mesmo
o planejamento de uma cirurgia.
Os exames das extremidades são primariamente documentados com janela para
tecido ósseo, no entanto, a documentação de partes moles poderá fornecer informações
importantes para o médico radiologista e ser preponderante na orientação da terapêutica a
ser utilizada pelo médico especialista. Convém realizar uma documentação com esta
“janela” em pelo menos um dos filmes do exame.
Documentação:
Filme: Formatação 20:1.
- Janela Ossea.
- Partes Moles.
- Filmes especiais com reformatações multi-planares.
- Filmes especiais com reconstruções tridimensionais.
-
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Partes moles zero 200 à 400
Ossos 200 2000
69
70
Modelos de protocolos.
Termos técnicos:
 F O V : (field of view) - Campo de visão – Área de interesse.
 Delay: Tempo de espera entre o início da injeção do contraste e a
aquisição dos cortes.
 SCOUT: Imagem digital usada no planejamento.
 Incremento: Deslocamento da mesa de exames por corte.
 GAP : Espaço sem imagem entre os cortes.
 Filtro: Recurso algorítmo usado nos processos de reconstrução das
imagens.
 Pitch: Razão entre o deslocamento pela espessura do corte.
71
CRÂNIO ROTINA
No. Cortes: 10 - fossa posterior
8 - região supra tentorial. Scout: Perfil
Espessura: 3 / 10 mm Incremento: 5 / 10 mm GAP: 2 mm / 0 mm.
KV: 120 mA: 160 Tempo: 2s.
F O V : 22 cm FILTRO: Standard
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
Volume de Contraste: 1ml kg/peso ( Adulto ~ 70 ml ).
Delay: 1 minuto Vel. Infusão: manual/normal.
Comando:
Fossa Posterior Cortes supra tentoriais
Janela
W 150 L 36 W 90 L 36
72
OBS: Cortes paralelos à linha órbito-meatal.
SEIOS PARANASAIS - AXIAL
No. Cortes: 20 cortes. Scout: Perfil
Espessura: 5 mm Incremento: 5 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 160 Tempo: 2s.
F O V : 15 cm FILTRO: Standard / Bone
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
Volume de Contraste:
Delay: Vel. Infusão.
Comando:
Partes Moles Ossos
Janela
W 250 L 25 W 2000 L 150
73
OBS: Sinusopatia - sem contraste./ Cortes no plano do palato duro.
SEIOS PARANASAIS - CORONAL
No. Cortes: 25 cortes. Scout: Perfil
Espessura: 3 mm Incremento: 4 mm GAP: 1 mm
KV: 120 mA: 180 Tempo: 2s.
F O V : 15 cm FILTRO: Bone
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
Volume de Contraste:
Delay: Vel. Infusão:.
Comando:
Intermediária.
Janela
W 1500 L 100 W L
74
OBS: Preferencialmente em decúbito ventral.
SELA TÚRCICA. - CORONAL
No. Cortes: 12 à 15 . Scout: PERFIL
Espessura: 3mm Incremento: 2 mm GAP: - 1.
KV: 120 mA: 180 Tempo: 2s.
F O V : 10 cm FILTRO: Standard / Bone
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
Volume de Contraste: 1ml kg/peso ( Adulto ~ 70 ml ).
Delay: 20 segundos Vel. Infusão: 2 ml / seg.
Comando: Não engolir saliva durante a aquisição dos cortes.
75
Partes moles Ossos
Janela
W 180 L 36 W 2000 L 150
OBS:
OSSOS TEMPORAIS - AXIAL
No. Cortes.: 20 Scout: Frente.
Espessura: 1 mm Incremento: 1 mm GAP: 0 .
KV: 140 mA: 160 Tempo: 2s.
F O V : 16 cm FILTRO: EDGE
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
Volume de Contraste:
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
76
Osso denso.
Janela
W 4000 L 400 W L
OBS: - Otite crônica. / Disacusia / Zumbido.
- Cortes do Canal Semicircular Superior até o hipotímpano.
OSSOS TEMPORAIS - CORONAL
No. Cortes.: 20 Scout: Perfil.
Espessura: 1 mm Incremento: 1 mm GAP: 0 .
KV: 140 mA: 160 Tempo: 2s.
F O V : 16 cm FILTRO: EDGE
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
Volume de Contraste:
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
77
Osso denso.
Janela
W 4000 L 400 W L
OBS: - Documentação unilateral - FOV de 8 à 10 cm.
- Cortes do Canal Semicircular posterior até o plano anterior à cóclea.
PESCOÇO
No. Cortes: 30 cortes Scout: Perfil
Espessura: 5 mm Incremento: 5 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 220 Tempo: 30 seg.
F O V : 22 cm FILTRO: Standard
Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1
Volume de Contraste: 1,2 ml kg/peso ( Adulto ~ 80 ml ).
Delay: 1 minuto e 20 segundos
Contraste fracionado.
40 ml > após 1 minuto > + 40 ml
Comando: Não engolir saliva durante a aquisição dos cortes.
78
Janela Partes moles
W 200 L 36 W L
OBS: Direto com contraste.
TÓRAX ROTINA
No. Cortes: . 30 Cortes Scout : Frente
Espessura: 10 mm Incremento: 10 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 240 Tempo: 20s.
F O V : 35 cm FILTRO: Standard / Lung
Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1,5 : 1
Volume de Contraste: 1,5 ml kg/peso ( Adulto ~ 100 ml ).
Delay: 30 segundos Vel. Infusão: 3 ml/seg.
79
Comando: Respirar fundo e prender a respiração.
Mediastino Pulmão.
Janela
W 300 L 20 W 1800 L -800
OBS: Direto com contraste.
TÓRAX ALTA RESOLUÇÃO
No. Cortes: . 24 Cortes Scout : Frente
Espessura: 01 mm Incremento: 10 mm GAP: 09
KV: 140 mA: 240 Tempo: 01s.
F O V : 35 cm FILTRO: Lung
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
80
Comando: Respirar fundo e prender a respiração.
Pulmão.
Janela
W 1800 L - 800 W L
OBS: Documentação com 6 imagens por filme.
TÓRAX TEP
No. Cortes: 50 Cortes Scout : Frente
Espessura: 3 mm Incremento: 3 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 300 Tempo: 25s.
F O V : 35 cm FILTRO: Standard .
Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 2 : 1
Volume de Contraste: 1,5 ml kg/peso ( Adulto ~ 100 ml ).
Delay: 30 segundos Vel. Infusão: 3 ml/seg.
81
Comando: Respirar fundo e prender a respiração.
Mediastino Pulmão
Janela
W 300 L 20 W 1800 L -800
OBS: Cortes do arco aórtico até seio cardio-frênico.
ABDÔMEN SUPERIOR
No. Cortes: 24 Cortes / Fase. Scout : Frente
Espessura: 10 mm Incremento: 10 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 260 Tempo: 20s.
F O V : 38 cm FILTRO: Standard.
Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1,2 : 1
Volume de Contraste: 1,5 ml kg/peso ( Adulto ~ 100 ml ).
Delay: 30 segundos Vel. Infusão: 3 ml/seg.
82
Comando: Respirar fundo e prender a respiração.
Partes moles.
Janela
W 300 L 20 W L
OBS: 4 fases: 1a
.fase - Pré contraste/ 2a
.fase - Arterial (30/40 seg)
3a
. fase - Portal (60 à 70 seg.) / 4a
.fase - Equilíbrio(2/3 min.)
ABDÔMEN TOTAL
No. Cortes: 24 Cortes - Abdome Sup.
48 cortes - Abdome Total
Scout : Frente
Espessura: 10 mm Incremento: 10 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 260 Tempo: 20s.
F O V : 38 cm FILTRO: Standard.
Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1,2 : 1
Volume de Contraste: 1,5 ml kg/peso ( Adulto ~ 100 ml ).
83
Delay: 30 segundos Vel. Infusão: 3 ml/seg.
Comando: Respirar fundo e prender a respiração.
Partes moles.
Janela
W 300 L 20 W L
OBS: 4 fases: 1a
.fase - Pré contraste/ 2a
.fase - Arterial (30/40 seg)
3a
. fase - Portal (60 à 70 seg.) / 4a
.fase - Equilíbrio(2/3 min.).
* 1a
. 2a
. e 3a
. fases apenas do abdômen superior ( Cúpulas até bifurcação Aorta).
4a
. fase do abdômen total ( Cúpulas até assoalho pélvico.)
COLUNA CERVICAL
No. Cortes: 8 cortes / nível.
Total 24 cortes.
Scout : Frente + Perfil
Espessura: 03 mm Incremento: 02 mm GAP: - 1
KV: 120 mA: 120 Tempo: 2s.
F O V : 12 cm FILTRO: Standard / Bone.
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
Volume de Contraste: S / C.
84
Delay: Vel. Infusão:
Comando: Não engolir saliva durante aquisição dos cortes.
Partes moles. Ossos
Janela
W 180 L 36 W 1800 L 200
OBS: Na rotina são feitos os níveis: C4-C5 / C5-C6 / C6-C7.
COLUNA LOMBAR
No. Cortes: 10 cortes / nível.
Total 30 cortes.
Scout : Frente + Perfil
Espessura: 03 mm Incremento: 3 mm GAP: 0
KV: 140 mA: 160 Tempo: 2s.
F O V : 14 cm FILTRO: Standard / Bone.
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
85
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Partes moles. Ossos
Janela
W 350 L 25 W 1800 L 200
OBS: Na rotina são feitos os níveis: L3-L4 / L4-L5 / L5-S1.
COLUNA TORÁCICA
No. Cortes: 40. Scout : Frente + Perfil
Espessura: 05 mm Incremento: 07 mm GAP: 2
KV: 120 mA: 160 Tempo: 2s.
F O V : 16 cm FILTRO: Standard / Bone.
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
86
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Partes moles. Ossos
Janela
W 300 L 10 W 1800 L 200
OBS: Cortes retos espalhados sobre a coluna torácica..
COLUNA SEGMENTO ( BLOCO )
No. Cortes: Depende do segmento. Scout : Frente + Perfil
Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 260 Tempo: 20 à 40s.
F O V : 16 cm FILTRO: Standard / Bone.
Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1 à 2:1.
87
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Partes moles. Ossos
Janela
W 300 L 30 W 1800 L 200
OBS: Cortes sobre o segmento de interesse.
OMBRO
No. Cortes: 30 Scout : Frente
Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0
KV: 140 mA: 180 Tempo: 2s.
F O V : 22 cm FILTRO: Standard / Bone.
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
88
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Partes moles. Ossos
Janela
W 400 L 10 W 1800 L 200
OBS: Estudo unilateral. O lado de interesse com o membro em extensão e supinação.
O membro contra-lateral sobre a cabeça.
COTOVELO
No. Cortes: 40 Scout : Frente
Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 180 Tempo: 40s.
F O V : 15 cm FILTRO: Standard / Bone.
Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1
89
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Partes moles. Ossos
Janela
W 400 L 10 W 1800 L 200
OBS: Decúbito ventral com o braço de interesse acima da cabeça na posição supino.
PUNHO
No. Cortes: 60 Scout : Frente
Espessura: 01 mm Incremento: 01 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 180 Tempo: 60s.
F O V : 12 cm FILTRO: Standard / Bone.
Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1
90
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Partes moles. Ossos
Janela
W 180 L 20 W 1800 L 200
OBS: Estudo unilateral. Decúbito ventral. Braço para cima em pronação.
ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL
No. Cortes: 36 Scout : Frente
Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0
KV: 140 mA: 180 Tempo: 2s.
F O V : 25 cm FILTRO: Standard / Bone.
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
91
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Partes moles. Ossos
Janela
W 400 L 10 W 1800 L 200
OBS: Cortes do plano superior ao acetábulo até o plano inferior ao trocanter femoral
menor.
JOELHO
No. Cortes: 40 Scout : Frente + Perfil
Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 200 Tempo: 40s.
F O V : 16 cm FILTRO: Standard / Bone.
Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1
92
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Partes moles. Ossos
Janela
W 400 L 10 W 1800 L 200
OBS: Retirar a perna oposta do campo.
PATELA – 0 / 30 graus / Contração quadríceps.
No. Cortes: 15 por série.
(total 60 cortes )
Scout : Perfil em cada série.
Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0
KV: 140 mA: 160 Tempo: 2s.
F O V : 30 cm FILTRO: Bone.
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
93
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Ossos
Janela
W 1800 L 200
OBS: Estudo Bilateral. Cortes sobre a patela. 1a
. série com os membros em extensão.
2a
. série com os membros em flexão de 15 graus. 3a
. série com os membros em
flexão de 30 graus. 4a
. série com flexão de 30 graus e contração do quadríceps.
TORNOZELOS AXIAL
No. Cortes: 30 Scout : Perfil
Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 200 Tempo: 30s.
F O V : 22 cm FILTRO: Standard / Bone.
Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1
94
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Partes moles. Ossos
Janela
W 400 L 10 W 1800 L 200
OBS: Cortes do plano superior às articulações tíbio-társicas até o plano inferior aos
calcâneos.
TORNOZELOS CORONAL
No. Cortes: 30 Scout : Perfil
Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 220 Tempo: 1s.
F O V : 22 cm FILTRO: Bone.
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
95
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Ossos
Janela
W 2000 L 200 W L
OBS: Decúbito dorsal com flexão dos mmii de 90 graus. ( Falso coronal ).
PÉS - AXIAL
No. Cortes: 30 Scout : Perfil
Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 220 Tempo: 1s.
F O V : 28 cm FILTRO: Standard / Bone.
96
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Partes moles. Ossos
Janela
W 400 L 10 W 1800 L 200
OBS: Cortes paralelos à superfície plantar.
PÉS - CORONAL
No. Cortes: 40 Scout : Perfil
Espessura: 05 mm Incremento: 05 mm GAP: 0
KV: 120 mA: 220 Tempo: 1s.
F O V : 22 cm FILTRO: Bone.
97
Modo de Aquisição: Axial PITCH:
Volume de Contraste: S / C.
Delay: Vel. Infusão:
Comando:
Ossos
Janela
W 2000 L 200 W L
OBS: Decúbito dorsal com flexão dos mmii de 90 graus.
R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S
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CorpoHumano - Editora Guanabara Koogan – 3ª
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 GRIMALT, A . M., Tomografia Computadorizada Nociones Básicas. 2ª
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 WEGENER, O . H. ;Whole Body Computed Tomography. Blackwell
Scientific Publications, Inc. Second Edition, 1993.
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  • 1. 1 Técnicas de Imagem Por Tomografia Computadorizada Almir Inacio da Nóbrega Universidade São Camilo Hospital Santa Catarina / Hospital Alemão Osvaldo Cruz
  • 2. 2 Í N D I C E 1. Tomografia Computadorizada. o Aspectos históricos. o O método. o Princípios básicos o A imagem em matriz o Gerações de T.C. o O sistema helicoidal o T.C. “ Multi-Slice” o O tubo de raios-X do T.C. o Detectores o Reconstrução das imagens o Retro-projeção o O método interativo o O método analítico o Escala de Hounsfield o Problemas comuns em TC o Aspectos de segurança 6 6 7 8 9 10 13 14 15 16 17 18 19 19 21 23 2. O Equipamento de Tomografia Computadorizada o TC – General Eletric – Modelo CTI – Hi-speed 26 o “Gantry” 27 o A mesa de exames 30 o A mesa de comando 30 o Computador 30 o “PDU” – Power Distribution Unit 31
  • 3. 3 3. Exames por Tomografia Computadorizada - - - - - - o O exame tomográfico 33 o Crânio 36 o O crânio em cortes coronais 38 o Seios paranasais 39 o Sela túrcica 41 o Ossos Temporais 42 o Face 44 o Órbitas 44 o Pescoço 45 o Tórax 46 o TC do tórax em alta resolução 49 o Estudo dos grandes vasos 49 o Técnica para T.E.P. 50 o Abdômen 51 o Abdômen superior 55 o TC do abdômen no aparelho uro-excretor 56 o TC do abdômen nos aneurismas da art. Aorta 56 o Coluna vertebral 57 o Coluna lombar 57 o Coluna Cervical 59 o Coluna Torácica 60 o Pelve e Articulação coxo-femoral 60 o Joelho 61 o Tornozelo 63 o Pés 63 o Ombro 64 o Cotovelo 66 o Punho 67 o Extremidades em geral 68
  • 4. 4 4 . P R O T O C O L O S o Crânio rotina 71 o Seios Paranasais – axial 72 o Seios paranasais – coronal 73 o Sela Túrcica - coronal 74 o Ossos Temporais – axial 75 o Ossos Temporais – coronal. 76 o Pescoço 77 o Tórax rotina 78 o Tórax – Alta resolução. 79 o Tórax – TEP 80 o Abdômen superior 81 o Abdômen total 82 o Coluna cervical 83 o Coluna Lombar 84 o Coluna Torácica 85 o Coluna Segmento ( Bloco ) 86 o Ombro 87 o Cotovelo 88 o Punho 89 o Articulação Coxo-Femoral 90 o Joelho 91 o Patela – c/ angulações. 92 o Tornozelo – axial 93 o Tornozelos – coronal 94 o Pés – axial 95 o Pés – coronal. 96 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 97
  • 5. 5
  • 6. 6 Tomografia Computadorizada. Aspectos Históricos. A tomografia computadorizada surgiu, como método de diagnóstico por imagem, no ano de 1972, introduzido por G. N. Hounsfield, em Middlesex – Inglaterra. O método obteve grande repercussão, principalmente pela possibilidade da avaliação de tecidos “moles “ como; os músculos, as vísceras e particularmente o parênquima cerebral. Até então, o diagnóstico de hematoma no trauma crânio encefálico, ou mesmo, num acidente vascular cerebral, só podia ser feito com segurança, na abordagem cirúrgica. Com o advento deste método, abriu-se novas perspectivas, particularmente, nas patologias neurológicas . Em pouco tempo a técnica tomográfica foi ampliada e passou também a ser utilizada nos demais sistemas e órgãos do corpo humano, passando a incorporar os principais centros de diagnóstico por imagem do mundo. A tomografia, ainda hoje, vem sofrendo grandes transformações, sendo objeto de constantes pesquisas, voltadas principalmente, para a redução nos tempos de exames através da agilização na obtenção dos cortes tomográficos e no desenvolvimento de softwares gráficos para processamento das imagens. O Método A tomografia trabalha com tubos de raios-X de alta potência. O tubo disposto no interior do corpo do aparelho, apresenta um movimento de rotação de forma justaposta a um conjunto de detectores. Os detectores são os elementos responsáveis pela coleta do residual de radiação de um feixe estreito. Durante a aquisição de um corte tomográfico, enquanto o tubo gira ao redor do paciente, um feixe de radiação é emitido, indo incidir nos detectores que coletam as informações obtidas a partir de múltiplas projeções. As informações são então enviadas ao computador responsável pelo processamento das imagens. O primeiro tomógrafo utilizado para radiodiagnóstico e apresentado por Sir Hounsfield, constava de um equipamento fabricado pela empresa E.M.I. e formado basicamente por um tubo de raios-X simples de anodo fixo e alvo de dimensões relativamente exageradas (3 X 13 mm ) mas , suficiente para suportar o alto “calor” produzido pelos sucessivos bombardeios de elétrons. A construção dos cortes tomográficos (scans ) se fazia por meio de um feixe estreito da espessura aproximada de um lápis que, após atravessar o corpo do paciente incidia em dispositivos detectores da radiação residual. A imagem inicial era formada pela leitura, através dos detectores, de cerca de 160 exposições do feixe estreito ao longo de uma certa direção (varredura linear) . Após completar esta varredura o conjunto Tubo/detectores fazia um movimento de rotação de 1 grau e uma nova varredura linear se iniciava. Este procedimento se repetia cerca de 180 vezes, mudando-se a rotação do conjunto a cada 1 grau. Os dados obtidos e armazenados
  • 7. 7 no computador podiam então ser utilizados na reconstrução do corte tomográfico. O feixe do primeiro equipamento tinha dimensões aproximadas de 3 x 13 mm. Princípios Básicos Nos atuais tomógrafos computadorizados, um tubo de raios-X emite um feixe de radiação de forma laminar e de espessura muito fina, da ordem de milímetros, que atravessa o paciente indo sensibilizar um conjunto de detectores. Estes, por sua vez, se encarregam de transmitir o sinal em forma de corrente elétrica de pequena intensidade a um dispositivo eletrônico responsável pela conversão dos sinais elétricos em dígitos de computador. Para que a imagem possa ser interpretada como uma imagem anatômica, múltiplas projeções são feitas a partir de diferentes ângulos. O computador de posse dos dados obtidos nas diferentes projeções constrói uma imagem digital representada por uma matriz. Cada elemento de imagem da matriz (pixel) se apresentará com um tom de cinza correspondente à sua densidade radiológica. Estruturas com alta densidade radiológica, como por exemplo os ossos, se apresentam “claros” na imagem tomográfica, o ar, pela sua baixa densidade, se apresenta escuro”. A escala proposta por Hounsfield e largamente utilizada nos equipamentos atuais, associa as densidades das diferentes estruturas anatômicas a um grau específico na escala de cinza. Características do Método 1 .– A Tomografia apresenta feixe de aspecto laminar e em forma de leque. 2. – A aquisição das imagens ocorre no plano do “gantry” o que, primariamente, gera cortes transversais ao plano do corpo. 3. – A imagem final é digital e pode ser facilmente manipulada por softwares. 4 .– Quanto maior a matriz melhor será a resolução da imagem. O método tomográfico: Após múltiplas projeções um sistema computadorizado reconstrói imagens transversais do corpo.
  • 8. 8 A Imagem em Matriz. Por matriz, entendemos um arranjo de linhas e colunas. A imagem tomográfica é uma imagem matricial onde, o arranjo das linhas e colunas, formam os elementos de imagem denominados individualmente pixel, que é, por sua vez, a área resultante da interseccão das linhas com as colunas. A espessura do corte forma a terceira dimensão e, está relacionada à profundidade do corte. O volume formado pelo pixel e pela profundidade do corte é conhecido por voxel. Nos tomógrafos atuais a matriz usual possui alta definição e dimensões de 512 linhas x 512 colunas. O primeiro tomógrafo EMI possuia matriz de resolução 80 x 80. Representação do Voxel Imagem matricial - Pixel ( Elemento de imagem ) Voxel ( Volume de imagem )
  • 9. 9 Como os sinais provenientes dos detectores são transformados em imagem? Para que a imagem de tomografia possa ser reconstruída de forma a demonstrar as estruturas em sua forma real, faz-se necessário, múltiplas tomadas de dados em diferentes ângulos de projeção. A partir dos dados obtidos em cada leitura o computador interpreta o grau de densidade dos diferentes tecidos atribuindo a cada um o valor correspondente de uma escala de cinzas. O resultado final é apresentado pelos pixels que formam a imagem tomográfica. Cada voxel representa a unidade de volume da imagem, considerando a espessura do corte, e apresenta coeficiente de atenuação linear específico. Gerações de TC 1ª Geração. O tomógrafo de primeira geração, como o primeiro apresentado à sociedade científica nos anos de 1972 por Godfrey N. Hounsfield, apresentava as seguintes características: Feixe de radiação muito estreito, medindo aproximadamente 3 X 13 mm, que fazia uma varredura linear sobre o objeto coletando informações de 160 feixes distintos. Feita a primeira varredura o tubo sofria uma rotação de 1 grau para iniciar nova varredura e coletar as informações de outros 160 feixes na nova projeção. Esse processo se repetia por 180 vezes e, assim, obtinha-se informações do objeto em 180 projeções diferentes , com variações de 1 grau em cada projeção e coleta de dados de 160 feixes por projeção. O tempo de aquisição de um corte tomográfico era de aproximadamente 5 minutos e um estudo completo durava muitas vezes mais de uma hora. 2ª Geração. O equipamento de 2ª geração trouxe como inovação a aquisição de dados a partir de um conjunto de detectores, reduzindo drasticamente, o tempo de aquisição das imagens. Nestes equipamentos o feixe passou a ser laminar e, em forma de leque, de forma a cobrir o conjunto de detectores variáveis entre 20 e 40 dependendo do fabricante. O princípio de aquisição das imagens era semelhante aos equipamentos de primeira geração, com múltiplas projeções defasadas de movimento de rotação da ordem de 1 grau até perfazer um total de 180 projeções. Nos equipamento de 2ª geração os tempos de aquisição dos cortes ficaram reduzidos a menos de 1 minuto, com um substancial ganho em relação aos equipamentos de 1ª geração. Hoje, estes equipamentos, estão proibidos de operarem no mercado por apresentarem taxas de doses não compatíveis com os níveis admissíveis.
  • 10. 10 Primeira Geração Segunda Geração 3ª Geração Os equipamentos de terceira geração apresentaram uma evolução significativa. Nestes equipamentos, eliminou-se o que conhecemos por varredura linear. A partir de então, os tubos pararam de fazer varredura a cada grau e passaram a fazer movimentos de rotação contínuos ao mesmo tempo em que se fazia a coleta dos dados. Um conjunto de detectores com aproximadamente 600 unidades, suficientes para coletar os dados de um feixe largo de radiação, girando sincronicamente com o tubo de raios-x, pôde reduzir os tempos de aquisição dos cortes para algo em torno de 2 à 5 segundos por imagem. O processamento das imagens pelo computador também foi sensivelmente reduzido, variando entre 5 e 40 segundos. Os tomógrafos de terceira geração ainda ocupam grande parte dos serviços de diagnóstico por imagem, embora, estejam sendo gradativamente substituídos pelos chamados TC helicoidais. 4ª Geração Uma quarta geração de equipamentos de TC surgiu com um conjunto de detectores distribuídos pelos 360 graus da abertura do gantry, ocupando assim, todo o anel. A principal inovação observada a partir desses equipamentos foi a introdução da tecnologia Slip-ring. O slip-ring constitui-se de um anel de ligas especiais, que fornece a tensão primária ao anodo e ao catodo do tubo de raios-x, sem a conexão de cabos. Um sistema de escovas em contato com o slip-ring leva as informações previamente ajustadas pelo operador do sistema, particularmente no que se refere às doses de exposição.
  • 11. 11 A ausência de cabos permitiu o giro contínuo dos tubos numa única direção e agilizou o processo de aquisição e processamento das imagens. Houve uma melhora significativa na estabilidade dos detectores, mas o seu alto custo, inviabilizou a sua produção. Poucas unidades desta geração foram comercializadas. Terceira Geração Quarta Geração O Sistema Helicoidal ( ou espiral ) O Tomógrafo helicoidal sucedeu o equipamento de 4 ª geração, tendo associado a tecnologia slip-ring, que permitiu a rotação contínua do tubo, ao deslocamento simultâneo da mesa. Os cortes tomográficos são obtidos com a mesa em movimento, de forma que, as “fatias “ não são necessariamente planas mas, na forma de hélices, enquanto que, o método de aquisição, se assemelha a um modelo espiral. Um sistema de computação moderno e mais potente serviu de base para que o método ganhasse em agilidade. Tornou-se possível, por exemplo, a realização de exames do crânio em menos de 20 segundos, quando, em um aparelho de 3ª geração, o tempo médio é de cerca de 3 minutos.
  • 12. 12 A tecnologia helicoidal reduziu de forma drástica o tempo de realização dos exames. Novas técnicas foram implementadas e, com isto, o potencial diagnóstico do método foi sensivelmente elevado. Novos conceitos foram introduzidos, destacando-se: Revolução, Pitch e Interpolação. 1. REVOLUÇÃO : Compreende o giro de 360 graus do conjunto tubo-detectores. O tempo de aquisição dos cortes influencia a velocidade de rotação do conjunto. Nos TCs helicoidais o tempo de revolução médio é de 1 segundo. 2. PITCH : Representa a razão entre o deslocamento da mesa pela espessura de corte. Nas aquisições das imagens helicoidais com pitch de 1:1 , observamos que; a mesa se desloca na mesma proporção da espessura do corte em cada revolução. Assim , se os cortes forem de 10 mm, para cada imagem a mesa se deslocará 10 mm. Se alterarmos a relaçao do Pitch para 2:1 a mesa se deslocará numa distância equivalente ao dobro da espessura do corte por revolução. Nessas circustâncias, podemos concluir que o tempo necessário para a aquisição de 20 imagens será de 10 segundos. ( Considerando-se um tempo de revolução de 1 segundo). Fator importante a considerar nos casos de trabalho com pitchs de relação maiores que 1:1 , é que, a quantidade de radiação por fatia de corte será sensivelmente reduzida, aumentando assim o ruído da imagem provocado pela baixa dose de exposição. PITCH = Deslocamento da mesa Espessura de corte
  • 13. 13 3. INTERPOLAÇÃO : A aquisição dos dados em TC helicoidal, gera imagens que, embora não perceptíveis ao olho humano, apresentam um aspecto em forma de hélice, resultado da aquisição espiral. Nos protocolos em que se faz necessário o uso de pitch acima da razão de 1:1, observa-se que, as imagens efetivas apresentam espessura maior que a nominal, resultado do incremento na aquisição espiral. No sentido de evitar que a espessura dos cortes apresentem variações muito amplas, alguns equipamentos fazem a aquisição dos dados em apenas 180 graus do movimento do tubo, interpolando dados nos próximos 180 graus, calculados pelo computador,. com base nas informações obtidas a partir da primeira parte da aquisição. Tomografia Helicoidal Multi-Slice Os equipamentos helicoidais evoluiram principalmente em função da tecnologia slip-ring , tubos de raios-X mais potentes e, em função de ultra modernos sistemas computacionais. Na expectativa de aumentar ainda mais a capacidade de obtenção de cortes por unidade de tempo, surgiram os equipamentos helicoidais de tecnologia multi- slice. Esses equipamentos apresentam conjuntos de detectores pareados de forma a tornar possível a aquisição simultânea de vários cortes. No mercado encontram-se disponíveis modelos que permitem a obtenção de 4 à 12 cortes por revolução. A cada ciclo completo de rotação do tubo, ou revolução, pode-se optar pela aquisição de 1 ou tantos cortes quanto permitirem os detectores presentes. Os tomógrafos multi-slice trabalham com várias coroas de detectores pareadas, que podem, ou não, apresentarem as mesmas dimensões. Alguns fabricantes optam por conjunto de detectores de diferentes dimensões por entenderem que, desta forma, obtem-se maior estabilidade dos detectores em determinadas espessuras de corte. As coroas podem apresentar detectores que vão desde 0,5 até 10 mm. A possibilidade de obtenção de cortes com a espessura menor que 1 mm ( tecnologia sub- milimeter ) permite, no pós processamento das imagens, a obtenção de modelos de reformatações vasculares e tridimensionais de alta resolução. Outra característica notável dos tomógrafos multi-slice, está relacionado à velocidade com que o conjunto tubo-detector gira no interior do gantry. Observa-se, em alguns equipamentos, revoluções de até 0,5 segundos ( tecnologia sub- second ). Este reduzido tempo permitiu novos estudos de tomografia com sincronização cardíaca. A sincronização cardíaca (gating), associado às pequenas espessuras de corte, possibilitou o estudo do coração com alta resolução anatômica, e melhor definição das patologias das artérias coronárias.
  • 14. 14 A obtenção de múltiplas imagens por segundo, permitiu o manuseio em tempo real das imagens de tomografia, abrindo assim, novos horizontes no estudo dinâmico dos vasos e nos procedimentos de biópsia. Múltiplos detectores Múltiplos cortes O TUBO de RAIOS-X do TC Os tubos empregados em TC são bastante similares aos utilizados nos equipamentos radiológicos convencionais. Na constituição desses tubos, uma ênfase especial é dada a forma de dissipação do calor, uma vez que, esses tubos ficam sujeitos a uma maior frequência de exposição, exposições mais longas e, altas doses de exposição. A sua disposição no interior do gantry, particularmente no que se refere ao eixo catodo- anodo, ocorre de forma perpendicular ao seu movimento de rotação, evitando-se assim, a influência do efeito anódico. Os tubos de TC possuem, na sua grande maioria, dois pontos focais associados à filamentos de diferentes dimensões. O filamento menor é utilizado quando a potência não excede 20 KW. O filamento largo nas doses de alta potência. Alguns equipamentos, quando usam algoritmos para reconstrução de tecidos de alta densidade, utilizam, automaticamente, o pequeno filamento. Nos equipamento de 3ª geração, os tubos apresentam, em geral, uma vida média de cerca de 80.000 cortes. No equipamentos helicoidais e nos multi-slice, os tubos são projetados para apresentarem vida média de aproximadamente 500.000 cortes.
  • 15. 15 DETECTORES Os detectores nos equipamentos de tomografia são tão importantes quanto o tubo de raios-X. As principais características dos detectores estão relacionadas com: Custo. Eficiência. Estabilidade e Velocidade. O custo dos detectores é o principal fator dos altos preços dos TC atuais. Distinguem-se basicamente dois tipos de detectores: Os de cristais luminescentes e, os de câmara de ionização: Detectores de Cristais Luminescentes: Esses detectores são formados a partir de cristais de Iodeto de Sódio acoplados à pequenas câmaras fotomultiplicadoras. Quando o feixe interage com esses cristais, uma pequena quantidade de luz é emitida na razão diretamente proporcional a intensidade da radiação incidente. Um tubo fotomultiplicador acoplado à estes cristais se encarrega de amplificar o sinal recebido transformando-o numa corrente elétrica de pequena intensidade. O resultado final é armazenado na memória do computador. Os detectores de cristais luminescentes são bastante eficientes, embora apresentem o inconveniente da fosforescência que ocasiona respostas não lineares para diferentes intensidades de radiações. Este problema se reflete principalmente entre tecidos de grandes diferenças de densidades como os ossos e o ar. Esquema : RX cristal luz S i n a l Cristal luminescente Detectores de Câmara de Ionização. Os detectores que usam câmara de ionização, são constituídos por pequenos tubos que possuem gás nobre em seu interior, frequentemente o xenônio, e que, em presença de radiação, sofrem uma ionização temporária, suficiente para fazer surgir uma pequena corrente elétrica que levará a informação ao computador. A corrente elétrica
  • 16. 16 será proporcional à ionização gerada no interior do detector e reflete a intensidade da radiação residual na sua trajetória. Os detectores de câmara de ionização são mais simples que os de cristais luminescentes, mas não mais eficientes, devida a baixa quantidade de moléculas de gás no seu interior, no entanto, estes detectores apresentam melhor reposta às variações na intensidade linear entre diferentes estruturas. Esquema: Raio X ionização sinal Ionização do xenônio A Reconstrução das imagens A tomografia é um método que mede a intensidade da radiação residual após um feixe ter interagido com um órgão ou objeto e ter sensibilizado um detector. A Intensidade de Radiação Residual compreende: a radiação incidente menos a radiação absorvida pelo objeto e pode ser obtida segundo a equação: - x N = No . e Onde: N = Intensidade de Radiação Residual No = Intensidade de Radiação Incidente. e = Base do logaritmo natural ( 2.718 ) = Coeficiente de atenuação linear x = Espessura do objeto. Considerando que a imagem tomográfica é formada por “n” pequeninos blocos de imagem correspondentes a cada voxel da matriz, a equação se torna mais e- e- e- e- e- e- e- e- e- e- e- e-
  • 17. 17 complexa a medida que as matrizes vão apresentando melhor resolução. Num equipamento atual que trabalha com matriz 512 x 512 a equação poderia ser assim representada: - ( 1 + 2 + 3 + .. 512 ) x N = No . e O número de equações utilizadas para reconstrução de uma imagem, aumenta em função do número de detectores do equipamento e, em função do número de projeções utilizadas na construção da imagem. Nos equipamentos atuais de matriz de alta resolução, são necessárias, muitas vezes, o emprego de 200.000 equações para a reconstrução de uma única imagem, daí a necessidade de um sistema de computação potente e veloz. Métodos de Reconstrução das imagens. O método matemático utilizado na reconstrução das imagens é denominado algoritmo. Basicamente três formas de cálculos são utilizadas para este fim: 1. - Retro-Projeção. 2. - O Método Interativo. 3. - O Método Analítico. Retro-Projeção É um método teórico, não utilizado nos equipamentos atuais. Consiste basicamente na obtenção de imagens em diferentes projeções, com a correspondente somatória dos resultados obtidos em cada projeção. O resultado final apresenta a imagem real do objeto, contaminada pelo efeito das inúmeras projeções.
  • 18. 18 Formação da Imagem por Retro-projeção: Obtenção da imagem de um objeto em forma de cruz ( figura ). Projeção 01 Projeção 02 N1=2 N2=4 N3=8 N4=4 N5=2 N6 N7 N8 N9 N10 2 4 8 4 2 Coef.Atenuação Linear RETRO-PROJEÇÃO ( Somatória dos coeficientes ) 4 6 10 6 4 6 8 12 8 6 10 12 16 12 10 6 8 12 8 6 4 6 10 6 4 O Método Interativo O método interativo considera um valor médio de atenuação para cada coluna ou linha da imagem. A partir deste pressuposto, compara os resultados obtidos com a média previamente estabelecida e, trata de fazer os ajustes necessários adicionando- se e subtraindo-se valores em densidades para cada elemento da imagem, até a sua reconstrução final. O primeiro equipamento de tomografia EMI utilizou este método para a
  • 19. 19 reconstrução de suas imagens. Embora parecido com o método da Retro-Projeção, apresenta imagens mais nítidas, por eliminar as “contaminações”. O Método Analítico. É o método utilizado em quase todos os equipamentos comerciais. O método analítico ainda é dividido em dois métodos amplamente conhecidos entre os matemáticos: 1.1.– A Análise Bi-dimensional de Fourier. 1.2. – Retro-Projeção filtrada. 1.1 – Análise Bi-dimensional de Fourier. O método da análise bi-dimensional de Fourier consiste em analisar funções de tempo e de espaço pela soma das freqüências e amplitudes correspondentes. Trata-se de um método complexo para os nossos conhecimentos, e que, foge ao escopo deste texto. A vantagem do uso do método analítico pela análise Bidimensional de Fourier, reside no fato do computador poder trabalhar com maior velocidade, dado este relevante, em qualquer sistema de tomografia. 1.2 – Retro-Projeção filtrada. O método analítico de retro-projeção filtrada é similar ao de Retro-Projeção, exceto, pelo fato de que, as freqüências correspondentes ao borramento verificado na retro-projeção são eliminadas, tornando a imagem mais nítida. É um método utilizado em alguns equipamentos comerciais. A Escala de Hounsfield Sendo a tomografia um método que mede a radiação residual, é também um método que avalia a densidade entre os diferentes tecidos. Assim, adota-se uma escala de densidades conhecida por Escala de Hounsfield, onde as unidades assumem valores pré-estabelecidos a partir da atribuição do valor zero (0) a densidade correspondente à agua. Tecidos com densidade maior que água assumem
  • 20. 20 valores positivos e, os de densidade menor que a água, valores negativos. A escala de Hounsfield, assume valores entre –1000 ( ar ) até +1.000 ( chumbo ) . Escala de Hounsfield Unidades Hounsfield (HU) / Tecido 300 - 1000 Osso denso/cortical 100 - 200 Osso normal 60 Fígado 50 Pâncreas 36 Parênquima Cerebral 20 Músculo 0 Água -20 à - 80 Gordura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . -500 à -800 Pulmão - 1000 Ar Nível da Imagem ( Window Level ) – WL Largura da Janela ( Window width) – WW A documentação tomográfica é a última etapa do exame de tomografia computadorizada. Uma boa documentação, além de demonstrar zelo com o exame, pode ser decisiva para uma correta interpretação do estudo. As imagens devem ser documentadas levando-se em consideração qual o tecido de maior interesse (assunto) e, evidenciando-se, na medida do possível, o contraste da imagem. O tecido de interesse é estabelecido pelo nível da imagem ( Window Level ) e representado pelo valor WL. O contraste da imagem depende da amplitude da Janela (Window Width ) representado por WW. Janelas muito amplas apresentam imagem tomográficas acinzentadas e, portanto, de baixo contraste, mas podem representar fator de qualidade, na medida em que, um maior número de estruturas estarão presentes na imagem. Janela “Fechada” Janela “Aberta” Alto contraste Baixo contraste
  • 21. 21 A Resolução da Imagem. A resolução ou, o grau de definição das imagens, está relacionada com a matriz utilizada. Quanto maior a matriz, melhor será a resolução , pois os pixels se apresentarão com dimensões reduzidas. O Campo de Visão - FOV (Field of View). O campo de visão refere-se à área examinada pela tomografia. Normalmente o FOV é definido em centímetros. Assim, é normal estabelecer um FOV de 22 cm para o estudo tomográfico do crânio. Exemplos de Campos de Visão ( FOV): Crânio 22 cm Tórax 35 cm Abdômen 40 cm Joelho 18 cm Face 14 cm Coluna 14 cm Problemas Comuns em Tomografia Computadorizada O Efeito de Volume Parcial. Em tomografia, a imagem final representa a densidade correpondente de cada tecido através de uma escala de cinzas. Particularmente nas imagens com pouca resolução ( matrizes baixas ) um voxel pode ser representando numa tonalidade de cinza não correspondente ao tecido que representa. Isto pode acontecer, por exemplo, quando um voxel representa a imagem de um material
  • 22. 22 de baixa densidade e parcialmente a imagem de um material de alta densidade. Os cálculos efetuados pelo computador podem atribuir uma tonalidade de cinza correspondente a de um tecido muscular, causando um artefato de imagem conhecido por efeito de Volume Parcial. Este efeito tende a ser reduzido nas matrizes de alta resolução. Artefatos. Artefatos de anel ( Rings artifacts ) Os artefatos na imagem que se apresentam em forma de anel, está inicialmente relacionado com problemas nos detectores. Como os detectores necessitam de calibração com o “ar” para reconhecimento dos demais tecidos, ocasionalmente pode ocorrer de perderem os valores de referência, o que, ocasiona artefatos na imagem na forma de anéis. O primeiro procedimento do operador nestas circunstâncias é efetuar uma calibração nos detectores. A periodicidade com que devemos fazer essas calibrações varia de aparelho para aparelho. A maior parte dos equipamentos modernos admitem uma única calibração diária. Materiais de alta densidade.( Strike) Objetos metálicos, implantes de materiais de alta densidade, como as obturações dentárias, projéteis de bala, entre outros, produzem artefatos lineares de alta densidade, devido aos altos coeficientes de atenuação linear apresentados por estes materiais. A presença desses artefatos pode ser atenuada a partir do uso de feixe de alta energia ( 120 / 140 kV ), embora não possam ser evitados. Materiais de alto número atômico. Os materiais de alto número atômico tendem a ser comportar como os materiais metálicos e, produzir artefatos do tipo “Strike”. Os meios de contraste positivos como; o Iodo e o Bário em altas concentrações, devem ser evitados, ou, usados com critério. Ruído da imagem. O ruído, aspecto que confere granulosidade às imagens, ocorre principalmente em função da utilização de feixes de baixa energia ou, quando o objeto apresenta grandes dimensões, como no caso dos pacientes obesos.
  • 23. 23 Nessas condições, há que se aumentar a dose de exposição, pelo aumento da kilovoltagem, da miliamperagem ou do tempo de exposição. Aspectos de Segurança. O equipamento de Tomografia opera com raios-X e por isso requer os cuidados comuns de proteção radiológica previstos na Portaria 453 de 02 / 06 / 98 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O tubo de raios-X deve ser aquecido após 2 horas de inatividade ( Warm-Up ). Este procedimento prolonga a vida útil do tubo. Após o aquecimento do tubo é conveniente, pelo menos uma vez ao dia, fazer a calibração dos detectores. Este procedimento evita o aparecimento de artefatos na imagem, especialmente, os do tipo anelar. Nos equipamentos dotados de lâmpadas LASER para posicionamento do paciente, deve-se tomar o cuidado para não direcionar o feixe luminoso nos olhos do paciente. O limite de peso estipulado pelo fabricante deve ser respeitado, evitando-se assim, danos à mesa de exames e problemas no seu deslocamento durante o procedimento. Alguns equipamento são dotados de mecanismos de segurança especiais que permitem interromper a alimentação elétrica do conjunto gantry/ mesa. Estes mecanismos são particularmente importantes quando se observa a presença de fumaça, fogo, ou faíscas, nestes componentes. Equipamentos que eventualmente apresentem problemas de desempenho do software, necessitam ser totalmente desligados (shutdown). Após algum tempo, levanta-se o sistema (startup ) e observa-se, se o problema foi solucionado. Não se obtendo resultado satisfatório, contata-se o fabricante. Cuidado especial deve ser dado às angulações do “gantry” durante os exames. Alguns pacientes podem ter parte do corpo pressionada pelo equipamento ou, até mesmo, apresentar fobia
  • 24. 24 devida à proximidade do equipamento. Alguns fabricantes obrigam os operadores a fazer angulações somente no painel do gantry. A postura correta do operador na operação do equipamento evita o aparecimento de doenças relacionadas às condutas inadequadas no trabalho, como a LER. A posição do monitor deve estar na altura dos olhos do operador, numa distância entre 40 e 80 cm. Os pés devem ficar totalmente apoiados no chão ou em um suporte para este fim. As mão devem deslizar livres sobre o teclado de forma que os antebraços perfaçam um ângulo de aproximadamente 90 graus com os braços. Um controle de qualidade periódico deve ser implementado, com ênfase na apuração da espessura de corte, resolução espacial, ruído da imagem, precisão da lâmpada LASER. Normalmente os testes de controle de qualidade fazem parte dos equipamentos que, também, dispõem de “fantons”específicos para este fim.
  • 25. 25
  • 26. 26 Equipamento de Tomografia Computadorizada. Modelo Hi-speed – CTi - General Eletric O tomógrafo computadorizado modelo CTi - HiSpeed da General Eletric, é um sistema helicoidal dotado de tubo “Performix” e de detectores de cristais luminescentes tipo “Hi-light “. Apresenta um projeto moderno, voltado para aquisição rápida de imagens, permitindo a realização de exames em tempos extremamente curtos, garantindo alta performance no seu desempenho. O sistema está composto de: Gantry, Mesa de Exames, Mesa de Comando, Computador para processamento das imagens e o PDU ( Unidade de Distribuição de Força.) - Gantry O gantry é o corpo do aparelho e contém: Tubo de Raios-X “Performix” Conjunto de Detectores DAS ( Data Aquisition System ) OBC ( On-board Computer ) STC ( Stationary Computer ) Transformador do Anodo Transformador do Catodo Transformador do filamento Botões controladores dos movimentos da mesa e do gantry. Painel identificador do posicionamento da mesa e do gantry. Dispositivo LASER de posicionamento. Motor para rotação do Tubo . Motor para angulação do gantry.
  • 27. 27 - Mesa de Exames - Suporta paciente até 180 Kg. - Movimento de elevação. - Mesa de tampo deslizante
  • 28. 28 - Mesa de Comando - Monitor para Planejamento dos exames - Monitor para Processamento das imagens. - Mouse . - Trackball (Bright Box ). - Computador para Processassamento das Imagens. - IG – Image Generator - PDU ( Power Distribution Unit ) - Alimentador do sistema. O GANTRY. O gantry é o corpo do aparelho . No seu interior encontra-se o tubo de raios-X Performix , com potência de 48 kW, refrigerado a óleo e com duplo foco. O foco menor apresenta dimensões de 0.9 x 0.7 mm e o maior 1.2 x 1.2 mm O tubo está disposto transversalmente em relação ao gantry de forma que o efeito anódico fica anulado. A alimentação do tubo com alta tensão é feita a partir dos tanques de anodo e catodo que ficam estrategicamente colocados no interior do gantry e se movimentam com o tubo durante a realização dos cortes. Junto com os tanques
  • 29. 29 encontramos ainda os inversores do anodo e do catodo responsáveis pela transformação da corrente alternada em corrente contínua. O filamento é alimentado por uma corrente de baixa tensão a partir de um terceiro tanque . Um computador de bordo (OBC – On board computer) gira junto com o conjunto tubo-detectores e tem por função controlar o KV e o mA e ainda receber os dados coletados pelo DAS transferindo-os ao Processador de Imagens. Um computador fixo localizado no interior do gantry o STC ( Stationary Computer ), é responsável pela interação dos comandos do painel de controle com sistema. O STC é responsável, entre outras funções, pelo controle da corrente que alimenta o Slip Ring, dispositivo que fornece a tensão primária aos tanques do catodo e anodo. Os detectores do tipo “Hi Light” são constituídos de cristais luminescentes. Encontramos ainda no interior do gantry dois motores; um, reponsável pelo movimento de rotação de todo o conjunto envolvendo o tubo, os tanques, o OBC, Controlador do Filamento e o DAS, e o outro, responsável pela angulação do gantry. A angulação do gantry pode ser ajustada de um ângulo de 30 graus inferior à 30 graus superior. O dispositivo utilizado para estabelecer o “zero “ no posicionamento é constituído de um feixe Laser, e orienta o posicionamento nos planos mediosagital e coronal do paciente. Esquema dos Detectores
  • 30. 30 A MESA DE EXAMES A mesa é do tipo elevador, assumindo a posição mais baixa à cerca de 38 cm do solo, podendo alcançar uma altura de 93 cm. Apresenta tampo deslizante e é totalmente constituída de material radiotransparente. A mesa está dimensionada para suportar pacientes com até 180 kg, mantendo-se a eficácia de precisão nos deslocamentos. Possui suporte para exames de crânio e extensão de prolongamento, utilizada principalmente nos exames de abdômen e membros inferiores e, nos pacientes que são posicionados com os pés entrando primeiro (Feet First ). A MESA DE COMANDO A mesa de comando está constituída de dois monitores de 20 polegadas. Um teclado alfa numérico com funções específicas para “start” dos “scans”. Dispositivos para movimento da mesa de exames e de comunicação com o paciente. Um mouse e um trackball . Um dos monitores é responsável pelas funções de aquisição das imagens. Neste monitor pode-se acessar os protocolos dos exames previamente gravados através do mouse junto ao teclado. No decorrer do exame é possível acessar a página do planejamento onde, entre muitas funções, se permite alterar qualquer parâmetro de uma imagem que ainda não tenha sido adquirida ou, apenas observar tecnicamente as imagens que já foram realizadas. O segundo monitor está destinado basicamente à visualização dos estudos e ao pós processamento das imagens. A partir deste monitor se faz toda a documentação do exame. Um software conectado à câmara laser permite a escolha da formatação do filme, a partir de onde, se procede a gravação das imagens. Após montado o filme com as imagens de interesse, um comando “print” é utilizado para a impressão do filme. COMPUTADOR – Image Generator “Image Generator “ é um conjunto de dispositivos computadorizados localizados junto da mesa de comando que tem por finalidade a reconstrução das imagens adquiridas e recebidas do DAS e, em seguida, enviá-las para o monitor. O método algoritmo utilizado é o da Transformação Bi-dimensional de Fourier. As imagens obtidas ficam temporariamente armazenadas em um Hard Disk, junto a mesa de comando, mas podem ser armazenadas em discos ópticos ou, ainda gravadas em CDs e discos de 3.1/2 polegadas no formato DICOM 3.0.
  • 31. 31 PDU – Power Distribution Unit O PDU é o dispositivo responsável pela alimentação do sistema de tomografia computadorizada. O Sistema de alimentação é trifásico e a tensão de 480 Volts. Visão geral do Gantry Tampa Anterior Tampa Posterior
  • 32. 32
  • 33. 33 O Exame Tomográfico. O exame tomográfico está indicado quando os métodos convencionais não se mostram eficazes na elucidação diagnóstica, ou ainda, na pesquisa de patologias específicas pré definidas. Na fase que antecede o exame convém fazer uma entrevista com o paciente afim de se obter informações acerca das razões que levaram ao procedimento. A entrevista será importante para o planejamento do exame e auxiliará o radiologista nas suas conclusões diagnósticas. Exames prévios relacionados com o estudo precisarão serem analisados e correlacionados com os dados obtidos, devendo ficar retidos para análise do médico radiologista. Planejamento dos Fatores Técnicos SCOUT : Plano: 0 grau 90 graus 180 graus. Tamanho: _____________________________. SCANS : Modo: Axial Helicoidal Cine. KV : 100 120 140. mA : 50 100 200. Tempo de scan : 0,5 s 1 s 2s. FOV ( Field of View ): ____________________. ESPESSURA :___________________________. INCREMENTO:_________________________. INTERVALO ( Gap ) :____________________. ÂNGULO DO GANTRY:__________________. FILTRO: Soft Standart Detail Bone Edge Lung
  • 34. 34 Modelo de Entrevista: Nome: ................................................................ R.G. ................................ Data: ................................................................ Hora .............................. Endereço: ........................................................................................................ Cidade:................................. Estado: .................. Fone: .............................. PESO:................. ALERGIA...... sim não Exame: .......................................................................... Dados Clínicos: ............................................................................................... ........................................................................................................................... ........................................................................................................................... ........................................................................................................................... Anamnese: ....................................................................................................... ........................................................................................................................... ........................................................................................................................... ........................................................................................................................... Exames Anteriores: CT : .................................................................................................................. RM : .................................................................................................................. RX : .................................................................................................................. MN : .................................................................................................................. US : .................................................................................................................. OUTROS:........................................................................................................ Informações adicionais:............................................................................ ..................................................................................................................... São Paulo, / / . _______________ ________________ ________________ Médico Tecnólogo Enfermagem
  • 35. 35 Entrevista p/ contraste ( modêlo ) PREZADO (A):____________________________________ RG:_________________. O CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DESTE HOSPITAL, COM O OBJETIVO DE OFERECER MAIOR SEGURANÇA AOS SEUS USUÁRIOS, TEM ADQUIRIDO OS MEIOS DE CONTRASTE MAIS ADEQUADOS DISPONIVEIS, O IODO EXISTENTE NA SUA FÓRMULA BÁSICA, ENTRETANTO, PODERÁ OCASIONAR REAÇÕES ALÉRGICAS OU DE INTOLERÂNCIA SEGUNDO O GRAU DE SENSIBILIDADE DE CADA PESSOA. ATÉ O MOMENTO, NÃO HÁ TESTES ESPECIFICOS PARA AFASTAR POR COMPLETO O RISCO INERENTE AO SEU USO. EM ALGUNS EXAMES É NECESSÁRIO UTILIZAR UM MEIO DE CONTRASTE A BASE DE IODO POR VIA ORAL, RETAL OU VENOSA, REAÇÕES GRAVES SÃO MUITO RARAS E SEU EXAME SERÁ ACOMPANHADO POR PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS. SOLICITAMOS O PREENCHIMENTO DO QUESTIONÁRIO ABAIXO, PARA VERIFICAÇÃO DE SEU POTENCIAL ALÉRGICO. (1) POSSUI ALGUM TIPO DE ALERGIA? SIM_____ NÃO_____ QUAL?__________________________. (2) REALIZOU ALGUM EXAME COM USO DE CONTRASTE IODADO? SIM_____ NÃO_____ (3) TEVE REAÇÃO ALÉRGICA AO CONTRASTE? SIM_____ NÃO_____ (3) TEVE ALERGIA OU INTOXICAÇÃO A ALIMENTOS COMO: PEIXE,CAMARÃO E OUTROS FRUTOS DO MAR? SIM_____ NÃO_____ (5) TEVE ALERGIA A ALGUM MEDICAMENTO? SIM_____ NÃO_____ QUAL?__________________________. (6) POSSUI URTICÁRIA OU ALERGIA DE PELE? SIM_____ NÃO_____ (7) TEM ASMA, BRONQUITE OU RINITE ALÉRGICA? SIM_____ NÃO_____ (8) É HIPERTENSO OU CARDIACO? SIM_____ NÃO_____ (9) TEM INSUFICIÊNCIA RENAL? SIM_____ NÃO_____ (10) É DIABÉTICO?. SIM_____ NÃO_____ (11) É PORTADOR DE MIELOMA MÚLTIPLO? SIM_____ NÃO_____ (12) ESTA GRÁVIDA? SIM_____ NÃO_____ SINTA-SE A VONTADE PARA PERGUNTAR O QUE ACHAR NECESSARIO. ESTANDO CIENTE DESTAS INFORMAÇÕES, AUTORIZO A REALIZAÇÃO DO EXAME SOLICITADO. SÃO PAULO, _____________________________________ ________________________ ASSINATURA DO PACIENTE OU RESPONSÁVEL ENTREVISTADO POR:
  • 36. 36 Exames de Rotina em TC 1 . Crânio A tomografia de crânio está indicada: - Nos Tumores do encéfalo. - Nos Processos Infecciosos. - Nas doenças vasculares. - Nas doenças degenerativas. - No Trauma crânio-encefálico. - Nas malformações A entrevista prévia do paciente será útil para a escolha adequada do protocolo a ser utilizado e para a viabilidade do uso de meio de contraste. O contraste na TC é utilizado sempre que há uma ruptura da barreira hemato- encefálica , como nos casos de tumores vascularizados e nos processos infecciosos ou, ainda, quando o objetivo for a contrastação de vasos arteriais e/ou venosos. O contraste utilizado é a base de iodo, sendo preferível os meios não iônicos, devido a sua menor toxicidade. O volume a ser administrado é determinado pelo médico que supervisiona o exame. Normalmente o volume total não excede a taxa de 2 ml/Kg. No exame de crânio de rotina em um sistema helicoidal a taxa de 1 ml/kg é a mais utilizada. Exemplo: paciente de 70 Kg Volume de contraste = 70 ml. O posicionamento pode variar entre diferentes serviços, no entanto, a convenção mais aceita, estabelece como parâmetro cortes paralelos à linha orbito-meatal. Os cortes da fossa posterior são em geral mais finos, variando entre 2 , 3 , e podendo chegar até 5 mm.. Com cortes desta espessura, reduz-se a magnitude dos artefatos produzidos pela massa óssea densa correspondente a porção petrosa do osso temporal. Os cortes supra-tentoriais são realizados em geral com 8 ou 10 mm. O planejamento abrange um número de cortes entre 15 e 20, indo do forame magno até o vértex cerebral. Quando o exame for realizado em duas fases (sem contraste e com contraste), será importante manter o mesmo posicionamento do paciente antes e após a injeção do meio iodado. A documentação pode ser feita em dois filmes (um com a série sem contraste, o outro da série contrastada) , formatados com 20 exposições cada. É conveniente manter na primeira exposição o SCOUT com as linhas de referência.
  • 37. 37 Documentação : 1 filme com 19 imagens + SCOUT( sem contraste ) 1 filme com 19 imagens + SCOUT (com contraste ) 1 filme c/ janela óssea (se necessário). / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Parênquima 36 200 - 80 Tecido ósseo 250 2000 CT - Crânio Fig.1 - Posicionamento Fig.2 – Scout Fig.3 – Base do crânio Fig. 4 – fossas posterior e Média.
  • 38. 38 Fig. 5 – Ventrículos cerebrais Fig. 6 - Região Parietal. Plexos coróides. Linha média. O Crânio em cortes coronais. Eventualmente cortes coronais podem ser necessários para uma melhor elucidação diagnóstica. O posicionamento do paciente é semelhante à posição de HIRTZ utilizada na radiologia convencional. Alguns equipamentos permitem o posicionamento em decúbito dorsal. Neste caso, o paciente fica com a cabeça numa posição mais baixa em relação ao corpo. Alguns pacientes sentem um desconforto importante no posicionamento coronal em decúbito dorsal. A posicão em decúbito ventral com o mento apoiado sobre um suporte radiotransparente (isopor) pode ser a alternativa. Em ambos os posicionamentos no entanto, se faz necessário angular o gantry para que os cortes se aproximem da perpendicularidade da linha órbito meatal. Cortes de 5 mm - Incremento 5 mm . Fig. 7 – Decúbito Dorsal Fig. 8 – Decúbito Ventral
  • 39. 39 / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Parênquima 40 180 Tecido ósseo 250 2000 2 . Seios Paranasais. Os exame tomográfico dos seios paranasais deve ser feito em dois planos. O axial e o coronal. O campo de visão deve estar ajustado às dimensões das cavidades paranasais. (Aproximadamente 15 cm). Os cortes axiais com 5 mm de espessura – Incremento 0 (zero) são paralelos ao palato duro e iniciam num plano abaixo dos recessos alveolares e ultrapassam o limite superior dos seios frontais (aproximadamente 20 cortes ). Os cortes no plano axial devem ser documentados com duas janelas; uma para as partes moles e a outra para o tecido ósseo. A série coronal deve preferencialmente ser obtida com o paciente em decúbito ventral, mento apoiado sobre material radiotransparente (isopor). Nesta posição torna-se possível elucidar eventuais níveis líquidos, comuns nos processos agudos. Os cortes coronais, a critério do médico radiologista, podem ser documentados com duas janelas (partes moles e ossos ) ou utilizando-se apenas uma janela intermediária. Os cortes no plano coronal frequentemente são de menor espessura que os axiais, 3 mm de espessura com 4 mm de incremento. Nas sinusopatias, rinites, e outras doenças comuns das vias aéreas, não se faz necessária a administração do meio de contraste. Estas patologias representam mais de 90 % das solicitações. Planejamento: SCOUT ( Axial / Coronal ) Scout - Axial Scout - Coronal
  • 40. 40 Documentação: Série Axial: - 1 filme p/ partes moles - 1 filme p/ ossos - 19 imagens por filme + SCOUT com referência. Seios Maxilares Seios Etmoidais / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Partes moles 30 250 Tecido ósseo 150 2000 Série Coronal: - 1 ou 2 filmes com janela intermediária. (20 à 30 imagens ) Janela óssea – Axial Janela Intermediária – Coronal
  • 41. 41 / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Janela Intermediária 100 1500 3 . Sela Túrcica O exame da sela tem por objetivo a avaliação dos tumores que acometem a hipófise e as patologias que afetam a integridade do arcabouço selar. Os microadenomas e os macroadenomas são os tumores mais frequentes. O exame é feito no plano coronal. No exame da sela túrcica, devemos ter um cuidado especial no planejamento para evitar que os cortes passem no plano das obturações dentárias, o que causa artefatos do tipo “strike”. O scout é feito em perfil com o paciente posicionado em decúbito dorsal ou ventral. A aquisição dos cortes é feita diretamente com meio de contraste A injeção deve ser rápida, preferencialmente com o auxílio de uma bomba injetora, a uma velocidade média de 2 à 3 ml / segundo. O volume a ser injetado é de 1ml / kg. O cortes são adquiridos em fase precoce, aproximadamente 15 segundos do início da injeção. A espessura dos cortes pode variar entre 1 e 3 mm. O FOV oscila entre 8 e 12 cm. Documentação: 1 Filme c/ 12 exposições – Janela de parênquima. 1 Filme c/ 12 exposições – Janela óssea. / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Parênquima 40 180 Tecido ósseo 150 2000
  • 42. 42 4. Osso Temporal O osso temporal aloja as estruturas da orelha interna, média e externa. Os distúrbios de equilíbrio são freqüentes e podem estar relacionados com as porções média e interna da orelha. A TC do osso temporal está indicada nas seguintes patologias: Neurinoma do acústico. Tumores glômicos. Colesteatoma. Otites média crônica e aguda Labirintite. O estudo do temporal é feito em dois planos: Axial e Coronal. Nas pesquisas de tumores, a utilização de contraste iodado ajuda a definir as dimensões reais da massa. Nas otites e na labirintite, não há necessidade de uso de contraste, todavia, o radiologista poderá decidir pela sua administração se assim julgar conveniente. Os cortes devem cobrir toda a região da orelha média, com espessuras de 1mm a cada 1 mm de deslocamento (incremento = 1) . A porção mais posterior evidencia os canais semi-circulares do labirinto, particularmente o semi-circular posterior. A porção mediana destaca a imagem do vestíbulo e da cadeia ossicular. Na porção anterior evidencia- se a imagem da cóclea. Especial cuidado deve-se ter com o filtro utilizado no processamento das imagens pelo computador. Um filtro para tecido denso deve ser utilizado, considerando- se a alta densidade da porção petrosa do osso temporal. Nos equipamentos General Elétric o filtro utilizado é o EDGE, também empregado nas imagens das corticais ósseas. O posicionamento deve ser o mais simétrico possível, de forma que, se consiga obter num mesmo plano os dois meatos acústicos, pois o estudo do temporal é freqüentemente comparativo. No posicionamento do paciente, o profissional de radiologia deverá atentar para que a lâmpada de referência coincida bilateralmente com o “tragus” no pavilhão auricular. Este cuidado será fundamental para um exame de qualidade. No posicionamento coronal deve-se tomar os mesmos cuidados. Para as aquisições neste plano o paciente pode estar em decúbito ventral ou dorsal. Na opção pela escolha do posicionamento deve-se levar em consideração o grau de conforto e a estabilidade do paciente. Não é fácil estabelecer uma assimetria das orelhas médias no plano coronal, por esta razão , é comum uma varredura além das estruturas conhecidas, posteriormente, reconstruindo-se um lado de cada vez com um campo de visão pequeno. A espessura de corte, a exemplo dos cortes axiais, deve também ser de 1 mm obtidos a cada 1mm de deslocamento da mesa.
  • 43. 43 Cortes Axiais Bilateral. Mastóides – Canais S.C. Sup. Orelha Média - MAI Cóclea – Mesotímpano Cóclea – Hipotímpano Cortes Coronais – Unilateral Vestíbulo / C.S.C. Cóclea / Martelo Documentação: Plano Axial - 1 filme formatado em 20 - Janela de Osso Temporal. Plano Coronal – 1 filme formatado em 20 para cada lado do Temporal
  • 44. 44 Janela de Osso Temporal. / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Janela p/ Osso Temporal 400 4000 Janela partes moles 40 200 Total ( 3 filmes ). OBS: Se injetado contraste iodado, será necessário uma documentação de partes moles. Isto será especialmente importante nas pesquisas de neurinoma do acústico. 5 . Face. O estudo da face está indicado principalmente nos tumores e nos traumas faciais. O planejamento típico inclui dois planos; axial e coronal, com documentação em duas janelas, uma para partes moles e outra para ossos. No plano axial, os cortes de 5 mm de espessura vão, desde o mento até o frontal, paralelos ao plano do palato duro. Especial cuidado deve-se ter com os pacientes portadores de próteses fixas e obturações. Nestes casos, poderá ser necessário dois planejamentos, de forma a evitar que os cortes passem sobre os materiais de alta densidade. O estudo no plano coronal preferencialmente deve ser feito no decúbito ventral, para que se demonstre eventuais níveis líquidos, especialmente nas cavidades paranasais. Neste plano os cortes vão desde o seio esfenoidal até os ossos nasais. A simetria no posicionamento será fundamental para a qualidade do exame. Cortes de 5 mm a cada 5 mm de espaçamento. Documentação: 2 janelas no plano axial ( Ossos + Partes moles ) 2 janelas no plano coronal ( Ossos + Partes moles ) / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Janela p/ Ossos 150 2000 Janela partes moles 40 200 6 – Órbitas O estudo das órbitas é feito em dois planos; Axial e Coronal. Uma fase sem contraste no plano axial com cortes de 3mm de espessura com incremento de 3 mm. FOV entre 16 e 20 cm.
  • 45. 45 Após injeção do meio de contraste são realizados cortes nos dois planos. O axial segue o mesmo planejamento da série sem contraste. No plano coronal os cortes vão desde o dorso da sela túrcica (região do quiasma) até o cristalino, em cortes de 3 mm de espessura com incremento de 3 à 5 mm. A documentação é feita com duas janelas (partes moles + ossos) em ambos os planos. Na pesquisa de trauma da região orbitária uma reconstrução tridimensional poderá enriquecer a documentação do exame. Nos tumores do nervo óptico, as reconstruções no plano do nervo óptico também são de grande valia. 7 - Pescoço. O estudo do pescoço freqüentemente está relacionado com a pesquisa de tumores, gânglios, processos infecciosos e nódulos da tireóide. A tomografia de pescoço é realizada diretamente com contraste iodado. Os vasos da região devem estar bem contrastados para diferenciá-los de eventuais gânglios ou nódulos. A injeção do meio de contraste deve ser feito em duas etapas ( 50 % do volume numa fase inicial e, após 1 minuto, injeta-se os outros 50%). Este procedimento é útil para demonstrar simultaneamente contraste nos vasos venosos e arteriais aumentando a especificidade do método. A injeção da primeira fase do contraste pode ser feita manualmente. Na segunda fase o meio deve ser injetado por bomba a uma velocidade de 2 ml por segundo. Inciam-se os cortes com 20 segundos da injeção em aquisição helicoidal. O volume médio de contraste é de 1,5 ml por Kg de peso. ( Ex.: Paciente de 70 kg = 100 ml ). Recomenda-se instruir o paciente no momento da aquisição dos cortes para que o mesmo evite engolir saliva. Documentação: - Em geral apenas janela de partes moles. - / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Janela partes moles 40 200
  • 46. 46 7 - Tórax. O estudo do tórax na tomografia computadorizada é o método de escolha no diagnóstico diferencial das patologias que afetam o parênquima pulmonar e, particularmente, o interstício. É também um método altamente eficaz no estudo dos grandes vasos, tromboembolismo pulmonar, processos infecciosos e tumores em geral. Principais objetivos do exame do Tórax na T.C.: - Análise do parênquima pulmonar. - Análise da distribuição vaso-brônquica. - Análise das estruturas mediastinais e hilares. - Análise dos grandes vasos e área cardíaca. - Pesquisa de tromboembolia. - Integridade do arcabouço ósseo. A tomografia do tórax pode ser tecnicamente dividida em: Tórax Rotina. Tórax em Alta Resolução. Estudo de vasos. Estudo de tromboembolia pulmonar (TEP) O exame de rotina. O tórax rotina está indicado no estudo geral da região, especialmente quando o paciente não tem definido o quadro da sua patologia, também nos “ Check-ups” e nos rastreamentos de metástases. A critério do radiologista poderá ou não ser realizado com meio de contraste iodado. Os cortes são feitos com aproximadamente 10 mm de espessura a cada 10 mm (incremento 10 mm) em aquisição helicoidal e, preferencialmente, numa única apnéia. A varredura inicia-se no plano superior aos ápices pulmonares e ultrapassa os recessos costo-frênicos. Neste nível observamos com freqüência as glândulas supra renais, que, muitas vezes, é a referência para a conclusão do estudo. A fase contrastada é feita normalmente com o mesmo planejamento utilizado na fase sem contraste. O volume de contraste em média é de 1,5 ml por kg de peso. Deve ser administrado por meio de bomba injetora a uma velocidade de 2 à 3 ml por segundo. Os
  • 47. 47 cortes tomográficos são adquiridos aproximadamente com 30 segundos do início da injeção. Posicionamento Scout c/ planejamento. Região dos ápices Região supra-aórtica Arco aórtico Câmaras / Grandes vasos
  • 48. 48 A documentação do exame é feita com duas janelas. Uma voltada para mediastino (partes moles) e outra para o parênquima pulmonar (pulmão) . Na suspeita de lesões ósseas, uma terceira documentação com janela específica deve ser acrescentada. Janela de “pulmão “ Base dos pulmões. Documentação: Fase sem contraste: - Janela para mediastino (partes moles ). Fase pós contraste: - Janela para mediastino (partes moles). - Janela para parênquima pulmonar. - Janela para ossos ( se necessário ). Exemplos de “janela “. / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Parênquima pulmonar - 800 2.000 Mediastino 30 300 Ossos 200 2000 OBS: Alguns serviços adotam no exame de rotina do tórax uma fase única diretamente com contraste.
  • 49. 49 Tomografia Computadorizada do Tórax em Alta Resolução ( TCAR ) As patologias que afetam exclusivamente o parênquima pulmonar e , particularmente, o interstício, são melhores demonstradas no estudo pulmonar em alta resolução , técnica conhecida pela sigla TCAR. Nesta técnica, realizam-se cortes de espessura muito reduzida, normalmente de 1 mm, com espaçamento a cada 10 mm., cobrindo toda a região pulmonar (aproximadamente 25 / 30 cortes). Utiliza-se filtro específico de parênquima pulmonar (LUNG). A documentação deste exame deve ser feita de forma a se colocar em evidência os detalhes do interstício e os da trama vaso-brônquica através de fotos ampliadas. Usualmente formata-se o filme 35 x 43 em 6 quadros ou no máximo 9 quadros. A documentação é feita exclusivamente com janela de pulmão. Estudo dos grandes vasos. O estudo do coração e dos grandes vasos da base como: a artéria aorta, a artéria pulmonar e as veias cavas, constitui-se num segmento à parte do estudo torácico. Com o advento dos novos recursos gráficos, que possibilitou a reconstrução de modelos tridimensionais em alta definição dos vasos impregnados por contraste , tornou-se importante a administração deste meio, através de bomba injetora e, com velocidade rápida de infusão. Administrando-se de 2 à 4 ml por segundo, obtém-se uma contrastação uniforme do principais vasos. Convém fazer a aquisição com cortes de pequena espessura, normalmente de 3 à 5 mm, em modo helicoidal. A aquisição no modo helicoidal permite que os cortes possam ser reconstruídos a incrementos menores do que a espessura do corte. Este procedimento é especialmente útil quando há interesse na reconstrução de modelos tridimensionais ou para técnicas de navegação no interior dos vasos. Cortes finos produzem melhores modelos de reconstrução, no entanto, este procedimento aumenta a dose de exposição no paciente e também o tempo total de aquisição das imagens. Se o tempo total for demasiadamente longo, poderá não haver uma contrastação uniforme dos vasos. A pesquisa de aneurisma da aorta é comum em tomografia. Neste exame, o planejamento dos cortes começa no plano imediatamente superior ao arco aórtico e ultrapassa os limites da área cardíaca. O contraste deve ser injetado por bomba com velocidade aproximada de 3 ml por segundo. Os cortes devem ser adquiridos com 30 segundos do início do contraste utilizando-se de técnica helicoidal e com o paciente mantendo-se em apnéia. Após a aquisição da fase principal do exame, convém acrescentar cortes de forma a cobrir o restante dos campos pulmonares.
  • 50. 50 Documentação: Janela de mediastino. Janela de parênquima pulmonar. Filme especial em documentação tridimensional. Técnica para Tromboembolismo Pulmonar ( TEP ) O estudo de TEP , requer cortes finos de 3 mm de espessura ( máximo de 5 mm ) cobrindo desde a região superior ao arco aórtico até a base dos pulmões em aquisição helicoidal. Os trombos podem ser pequenos e estarem comprometendo pequenos segmentos do tórax, às vezes, de difícil interpretação. Os cuidados com a injeção do meio de contraste são os mesmos utilizados no estudo dos grandes vasos. Da mesma forma o exame deverá, após a fase principal, ser complementado com uma varredura do restante do parênquima pulmonar. Os cortes obtidos deverão ainda serem reconstruídos com incrementos de aproximadamente 50% da espessura. Documentação ( duas janelas ) - Janela para mediastino. - Janela para parênquima pulmonar. - Reconstrução tridimensional.
  • 51. 51 8. ABDÔMEN As principais patologias que afetam a morfologia do sistema digestório podem ser ricamente demonstradas através da tomografia computadorizada helicoidal, assim como, as alterações vasculares desta região. Os tumores , doenças inflamatórias, doenças oclusivas, cálculos e as alterações nas paredes e cavidades intestinais, são as principais patologias pesquisadas. Para um resultado satisfatório neste tipo de exame é fundamental um preparo prévio do paciente. Este preparo inclui, desde uma limpeza do intestino por meio do uso de laxantes, que começa ainda na casa do paciente, até a administração do meio contraste por via oral e/ou retal na fase que antecede propriamente o exame. O Preparo do paciente: Preparo Prévio: ( rotina mais comum) : - 12 horas antes do exame : Laxante. ( limpeza da cavidade ). - 4 horas antes do exame: Jejum absoluto. - 1 hora antes do exame: Administração por via oral do meio contraste iodado diluído. 5 copos de 200 ml. ( 1 copo a cada 15 minutos). * A diluição do contraste oral é de 20 a 40 ml de iodo a 60 % em 1 litro de água. Rotina do exame de Abdômen Total - Um copo de contraste oral (200 ml) deve ser administrado no momento em que o paciente é posicionado no equipamento. Este contraste será importante para evidenciar a parede gástrica interna. - Contraste retal Se for prescrito pelo radiologista o contraste retal deve ser feito no início do exame, imediatamente antes da aquisição dos cortes. A administração do meio é feita por meio de infusão direta de aproximadamente 250 ml de soro fisiológico contendo 10 ml de contraste iodado.
  • 52. 52 - Injeção E.V. de contraste iodado. O acesso venoso deve ser suficiente para permitir a infusão de grande quantidade de contraste em tempo relativamente curto. A velocidade média da injeção é de 2 à 3 ml por segundo. O volume a ser injetado varia em função do peso do paciente, na razão média de 1,5 à 2 ml por kg de peso. Injeções rápidas produzem desconforto, podendo levar o paciente a sentir forte calor e náuseas, muitas vezes acompanhadas de vômitos, no entanto, na maior parte dos casos, a injeção rápida será imprescindível para elucidar o diagnóstico. Seqüência de Aquisição das imagens: 1 Fase pré-contraste E.V.: Aproximadamente 24 imagens no abdômen superior, varrendo-se desde as cúpulas diafragmáticas até a bifurcação da artéria aorta em aquisição axial com cortes de 10 mm de espessura. 2 Fase Arterial: Aproximadamente 20 cortes no abdômen superior, varrendo-se totalmente o fígado e os rins, em aquisição helicoidal, com cortes de 10 mm de espessura. Após o início da infusão do meio de contraste a fase arterial poderá ser obtida entre 30 e 40 segundos. 3 Fase Portal: O mesmo planejamento da fase arterial é repetido, adquirindo-se os cortes entre 60 e 70 segundos do início do contraste. Neste momento, torna- se evidente a contrastação do sistema portal. Considerando a importância da cavidade abdominal superior, particularmente pela presença de importantes vísceras do sistema digestório, o protocolo poderá ser alterado nas fases arterial e portal para obtenção de cortes com menor espessura, 7 ou 8 mm. 4 Fase de Equilibrio: Nesta fase, uma varredura é feita em todo o abdômen, desde as cúpulas até o assoalho pélvico, iniciando-se os cortes de 2 à 3 minutos contados a partir do início da injeção do contraste.
  • 53. 53 Planejamento: Abdômen Superior Abdômen Total Série pré-contraste E.V. Corte inicial (Cúpulas) Fígado/Estômago/Baço Vesícula/Pâncreas/Baço Rins / Alças.
  • 54. 54 Fase Arterial Fase portal ( 30 à 40 segundos ) (60 à 70 segundos ) Fase de Equilibrio ( 2 à 3 minutos ) Veias Porta/Cava - A. Aorta Drenagem renal Bexiga / Ves.Seminais Assoalho pélvico.
  • 55. 55 Documentação: A documentação poderá ser feita com 20 imagens por filme, seguindo a ordem de aquisição das imagens. Na documentação, cada fase de aquisição poderá estar precedida do scout com os cortes correspondentes. Convém acrescentar na fase conclusiva da documentação as fotos das primeiras imagens do abdômen superior, onde aparece parte do parênquima pulmonar com “janela” adequada (nível de pulmão) para a demonstração de eventuais alterações nesta área. A documentação do abdômen superior é feita com uma janela fechada possibilitando um alto contraste (200 à 300 WW) e, com o nível no parênquima hepático ( 50 à 70 WL ). Após a documentação da imagem do fígado costuma-se abrir a “janela da documentação”(300 à 400 WW) e reduzir o nível. ( de 0 à 40 WL ). / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Abdômen Superior 50 à 70 200 à 300 Abdômen Médio/Inferior Zero à 40 300 à 400 O Abdômen Superior. O exame tomográfico do abdômen superior engloba as vísceras do sistema digestório superior: fígado, estômago, pâncreas e baço e também os rins. O planejamento do exame é similar ao exame de abdômen total, exceto, no plano de conclusão, que, neste caso, coincide com a bifurcação da artéria aorta abdominal. No equipamento helicoidal as imagens são adquiridas nas seguintes fases: - Fase pré-contraste E.V. - Fase arterial. - Fase portal. - Fase de Equilibrio. O preparo do paciente inclui contraste por via oral, com administração de 200 ml a cada 10 minutos, perfazendo o total de 1 litro. Após 40 minutos o paciente encontra-se preparado para o iniciar os cortes.
  • 56. 56 TC do Abdômen no sistema uro-excretor. A tomografia helicoidal abriu novos horizontes nas patologias que afetam o aparelho uro-excretor, tendo sido largamente utilizada para estudo da funcionalidade dos rins, pesquisas de cálculos, pielonefrites, hidronefroses, etc... Estudo Funcional: O estudo funcional dos rins é realizado através de 4 séries: - Uma série pré-contraste. - Uma série nefrográfica ( 25 à 30 segundos do início do contraste ). - Uma série córtico-medular ( 60 à 70 segundos do início do contraste ). - Uma série excretora ( 3 `a 5 minutos do início do contraste ). No planejamento dos cortes as três primeiras fase são obtidas com cortes de 5mm de espessura cobrindo-se totalmente os rins. Na fase excretora os cortes são obtidos com espessura de 7mm ou 10 mm cobrindo desde o plano dos pólos superiores dos rins até o assoalho pélvico. Pesquisa de cálculos. A pesquisa de cálculos por TC helicoidal pode substituir com algumas vantagens o exame de urografia excretora com esta mesma finalidade. O exame é feito sem nenhum meio de contraste. A aquisição das imagens deve obrigatoriamente ser feita no modo helicoidal em uma única apnéia (1 Bloco). Os cortes têm início nos pólos superiores dos rins e vão até o assoalho pélvico. Na documentação do exame deverá ser incluído reformatações multiplanares nos planos coronais, sagitais, ou mesmo reformatações curvas, colocando-se em evidência a eventual presença de cálculos. TC do abdômen nos aneurismas da aorta. A tomografia para pesquisa de aneurismas da aorta abdominal dispensa o preparo prévio do paciente, exigindo-se apenas o jejum de 4 horas, tempo necessário para permitir o uso do contraste iodado. Uma fase inicial é feita sem contraste, com cortes de 10 mm de espessura e incremento de 20 mm, apenas para definir a localização e extensão do aneurisma. A série pós contraste deve ser feita com auxílio de uma bomba injetora com velocidade de infusão de 3 à 5 ml por segundo e volume total na razão de 2ml por kg de peso (aproximadamente 150 ml no adulto ).
  • 57. 57 Nesta série as imagens são obtidas em aquisição helicoidal em um único bloco, com cortes de 7 mm de espessura abordando toda a aorta abdominal e a porção proximal das artérias Ilíacas. A documentação do exame deverá conter, além dos cortes sem e com contraste, imagens tridimensionais da aorta em várias projeções. 9. COLUNA VERTEBRAL O estudo da coluna vertebral na tomografia está indicado nos processos degenerativos, nas compressões radiculares, nos traumas, nos processos infecciosos e nos tumores desta região. O planejamento dos cortes muda em função dos objetivos do exame. A maior freqüência de solicitação de TC de coluna está relacionada com as compressões radiculares, quer seja pela presença de hérnias discais, ou ainda, pela presença de doenças degenerativas. O planejamento neste caso é direcionado para os níveis a serem pesquisados. Os cortes são paralelos ao disco correspondente e vão desde o plano dos pedículos de uma vértebra, aproximadamente na metade do corpo vertebral, até os pedículos da vértebra inferior. Esta faixa cobre os forames intervertebrais por onde emergem os nervos periféricos, podendo ainda evidenciar eventuais herniações dos discos intervertebrais. Quando o interesse no estudo da coluna está voltado para tumores, traumas, ou processos infecciosos, o estudo poderá ser feito em bloco (uma única angulação do gantry), com um número de cortes suficientes para cobrir toda a região de interesse. Nestes casos, é conveniente a aquisição helicoidal para que se possa trabalhar com modelos de reformatações multiplanares e eventualmente reconstruções tridimensionais. 9.1 Coluna Lombar: O exame de rotina da coluna lombar compreende os três últimos segmentos, os níveis L3-L4 , L4-L5 e L5-S1. Normalmente os segmentos L1-L2 e L2-L3 só são realizados quando solicitados, ou, se apurado suspeitas nestes níveis por ocasião da entrevista, ou ainda, se observadas alterações importantes no scout nestes níveis. Em cada articulação é feito um planejamento de forma a se obter cortes paralelos ao disco de interesse. Aproximadamente de 8 à 10 cortes são feitos por nível, cobrindo todo o forame intervertebral. (do pedículo de uma vértebra ao pedículo da vértebra adjacente). O campo de visão deve estar ajustado às pequenas dimensões das vértebras, cerca de 14 cm. Os cortes são adquiridos em filtro “standard”, devendo ainda serem reconstruídos com filtro ósseo para documentação própria.
  • 58. 58 Planejamento: Níveis L3-L4 / L4-L5 / L5-S1 Pedículos / Saco dural. Forames intervertebrais “Janela Óssea “ Documentação: Filme formatado 20:1 - Com referências dos níveis de corte. Janela de partes moles. Janela óssea. / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Partes Moles 30 200 à 400 Janela óssea 200 2000
  • 59. 59 9.2 Coluna Cervical: O estudo da coluna cervical está indicado nas doenças degenerativas, quadro de compressão radicular alta e traumas na região. A exemplo da coluna lombar, o estudo é direcionado aos principais níveis de interesse, informados pelo médico solicitante, ou apurados na entrevista do paciente. Quando os níveis não são especificados, a rotina inclui os segmentos C4-C5, C5-C6 e C6-C7, e os cortes são efetuados nos planos dos discos. No exame da coluna cervical o paciente deve estar orientado para não deglutir durante a aquisição dos cortes , evitando-se assim artefatos de movimento. É bastante freqüente a solicitação do exame para avaliação de traumas na região. Neste caso o planejamento dos cortes deverá ser feito em bloco e a área de cobertura abrange toda a coluna cervical. A aquisição preferencialmente será feita no modo helicoidal, visando-se, no momento da documentação, as reformatações multiplanares, particularmente as sagitais que mostram com precisão o canal medular. No trauma, as imagens são obtidas com filtro para osso e reconstruídas com filtro standard para avaliação de tecidos moles. Planejamento: Scout C4-C5 Tomograma C4-C5 Documentação: Filme: Formatação= 20:1 - com níveis de referência. - Janela de partes moles - Janela para ossos. / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Partes moles 30 180 Ossos 200 2000
  • 60. 60 9.3 Coluna Torácica. É difícil identificar o nível responsável por um quadro de radiculopatia de origem torácica, por este motivo, o estudo desta região é mais comumente realizado com uma varredura em todos os níveis (T1 à T12) , com cortes de espessura igual à 5 mm e incremento de 7 à 10 mm. Após essa varredura, poderá ser importante uma complementação com cortes mais finos em uma região que tenha mostrado alterações compatíveis com o quadro do paciente. O exame da coluna torácica é realizado com FOV de aproximadamente 18 cm e a documentação em duas janelas (partes moles + ossos ). Documentação: Filme - Formatação 20:1 - c/ níveis de referência. - Janela de partes moles. - Janela para ossos. / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Partes moles 50 400 Ossos 200 2000 10. O EXAME DA PELVE E DA ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL. ( Com interesse ósseo ) Com alguma freqüência nos deparamos com solicitações de estudo da pelve com interesse na sua estrutura óssea, exemplo dos casos dos tumores que acometem estes tecidos. Será importante no momento da entrevista com o paciente e a partir das informações do médico solicitante a identificação desta situação, descaracterizando assim, a necessidade de preparo do paciente com contraste oral e/ou via retal. A critério do médico radiologista o paciente poderá ou não fazer o exame com contraste iodado. Para o estudo de toda a pelve os cortes são feitos com 5 mm de espessura desde um plano superior às cristas ilíacas até um plano inferior aos ísquios. O FOV deve cobrir toda a região da pelve. A documentação é feita em duas janelas, uma para osso e outra para partes moles. A documentação ainda poderá ser enriquecida com a inclusão de modelos de reformatações coronais e sagitais ou reconstruções tridimensionais.
  • 61. 61 Quando o estudo está restrito apenas a uma das articulações coxo-femorais, tomamos as seguintes precauções: FOV reduzido à região de interesse ( 22 à 28 cm ). Cortes iniciando-se num plano superior ao acetábulo e ultrapassando os limites do trocanter femoral menor. Espessura de corte de 3mm – Incremento de 3 mm. Posicionamento dos pés com discreta rotação interna. Documentação de partes moles e osso e reconstruções tridimensionais mais reformatações coronais no plano do colo do fêmur. 11. JOELHO Com o advento da aquisição helicoidal aumentou a especificidade da tomografia computadorizada no estudo das articulações. Os equipamentos helicoidais permitiram a aquisição de grandes blocos de imagens, muitas vezes de pequena espessura, com a possibilidade de reconstruções em curtos intervalos, favorecendo os modelos de reformatações multiplanares e tridimensionais. O estudo do joelho com cortes de 3 mm de espessura reconstruídos a cada 1,5 mm é um procedimento largamente utilizado quando se pretende trabalhar com modelos de reconstruções diversos. Alguns serviços, chegam mesmo a fazer planejamentos com cortes de 1 mm , com reconstrução de tomogramas a cada 0,5 mm. Esta técnica permite a obtenção de modelos de alta resolução e pode ser empregada nos exames de artro- tomografia, evidenciando-se além do tecido ósseo e muscular, as estruturas cartilaginosas e ligamentares. Indicações: Tumores, Fraturas patológicas, Lesões cartilaginosas, lesões ósseas em geral. O planejamento do exame de rotina está voltado para um estudo unilateral. O „scout” pode ser feito de frente ou perfil, sendo o scout de perfil preferível. O estudo inclui cortes de 5 mm iniciando-se num plano superior à patela e ultrapassando a articulação fibulo-tibial proximal. Primariamente os cortes são adquiridos com filtro para osso, devendo ser reconstruídos com filtro standard para avaliação das partes moles. No posicionamento convém retirar completamente a perna oposta do campo de exploração evitando-se assim artefatos na imagem. Algumas vezes o estudo comparativo é necessário, particularmente nas disfunções patelares e nas alterações das cartilagens retro-patelares. Nestes casos, poderá ser necessário estudo com flexão dos membros inferiores de 15 graus, 30 graus e ainda uma aquisição com flexão de 30 graus simples e 30 graus com contração do quadríceps.
  • 62. 62 Planejamento Corte Axial Côndilos Patela - Janela “óssea” Documentação: Filme: Formatação: . . . . 20:1. - Janela óssea - Janela de partes moles. - / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Partes Moles zero 200 à 500
  • 63. 63 Janela “óssea” 200 1800 12.TORNOZELO O estudo do tornozelo é feito em dois planos: axial e coronal. Estudo Axial: No plano axial os cortes são obtidos em aquisição helicoidal com espessura de 3mm. Os cortes iniciam-se no plano superior à articulação tibio-társica e ultrapassam o calcâneo. O FOV é de aproximadamente 16 cm e a aquisicão é inicialmente obtida com filtro para osso. No posicionamento axial a superfície plantar deverá estar a 90 graus da perna. Neste plano a documentação é feita com janela para ossos e também partes moles. Estudo Coronal: O posicionamento coronal é feito com a perna do paciente flexionada de forma a fazer um ângulo aproximado de 45 graus com a superfície da mesa. A Imagem obtida neste posicionamento é na verdade um “falso coronal”, no entanto, muito útil para as conclusões diagnósticas do médico radiologista. Neste plano os cortes iniciam-se posteriormente à articulação tibio-társica indo além do tálus, com espessura de 3 mm e incremento de 3mm. A documentação dos cortes coronais poderá feita apenas com “janela óssea”. / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Partes Moles zero 200 à 500 Janela “óssea” 200 1800 13. PÉS O estudo dos pés normalmente é feito de forma comparativa, por esta razão, devemos ter um cuidado especial com o seu posicionamento. Os pés devem estar, o tanto quanto possível, simétricos, possibilitando a visualização nos cortes tomográficos das mesmas estruturas anatômicas. Esta conduta retrata o zêlo na realização do exame e ajuda o médico radiologista nas suas interprretações.
  • 64. 64 Estudo Axial: No plano axial os cortes poderão ser obtidos em aquisição helicoidal com espessura de 3mm. Os cortes iniciam-se paralelos a superfície plantar e ultrapassam o dorso do pé. O FOV é de aproximadamente 26 cm e a aquisicão é inicialmente obtida com filtro para osso. No posicionamento axial a superfície plantar deverá estar a 90 graus com a perna. Recomenda-se neste momento a utilização de suportes radiotransparentes. Neste plano a documentação é feita com janela para ossos e também partes moles. Estudo Coronal: O posicionamento coronal é feito com a perna do paciente flexionada de forma a fazer um ângulo aproximado de 45 graus com a superfície da mesa. A Imagem obtida neste posicionamento é na verdade um “falso coronal”, no entanto, muito útil para as conclusões diagnósticas do médico radiologista. Dependendo dos objetivos do exame os cortes coronais podem “varrer” toda a extensão plantar com cortes de 5mm de espessura e 5mm de incremento, no entanto, em função da história do paciente os cortes coronais poderão ainda serem planejados numa área menor com espessura dos cortes reduzida e aumento da resolução das imagens. A documentação dos cortes coronais poderá feita apenas com “janela óssea”. / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Partes Moles zero 200 à 500 Janela “óssea” 200 1500 14 . OMBRO O estudo do ombro tem como principal indicação os traumas acompanhados de fraturas e, menos freqüentemente, pode estar indicado para estudo das patologias dolorosas e degenerativas . A aquisição deve ser feita no modo helicoidal. Modelos tridimensionais e reformatações multiplanares serão importantes na documentação. Os cortes são de 3 mm de espessura adquiridos de forma contígua. No posicionamento do ombro , o membro superior correspondente fica em extensão máxima, com a palma da mão voltada para frente e junto ao corpo, o membro
  • 65. 65 superior oposto é elevado ficando por sobre a cabeça do paciente. O scout é feito de “frente”, e o planejamento dos cortes não sofre angulação. ( gantry = 0 grau ). Planejamento: Scout Partes moles Art.Escápulo-umeral Diáfise umeral/ Lâmina Documentação: Filme: Formatação: 20:1 - Janela p/ osso. - Janela partes moles. / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
  • 66. 66 Partes moles 50 300 Ossos 200 2000 15 . COTOVELO O estudo do cotovelo é muito utilizado nas fraturas complexas desta região. A aquisição deve ser helicoidal. A documentação inclui reformatações multiplanares e reconstruções tridimensionais. O posicionamento do cotovelo é trabalhoso e preferencialmente deve ser feito com o braço do paciente para cima, de forma que o cotovelo ultrapasse o limite superior do crânio. Os cortes são feitos com 3 mm de espessura. Quando não for possível o posicionamento com o braço para cima o paciente ficará com o braço em extensão ao longo do corpo, com a palma da mão voltada para cima. Neste caso será necessário um aumento significativo da dose de exposição, considerando que o corpo do paciente estará também na trejetória do feixe. Planejamento: Scout “Braço p/cima “ Janela óssea (antebraço proximal). Documentação: Filme: Formatação: 20:1 - Janela óssea - Janela de partes moles / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
  • 67. 67 Partes moles zero 200 Ossos 200 2000 16 . PUNHO O estudo do punho é largamente utilizado nas fraturas que acometem os ossos do carpo, particularmente o escafóide. O posicionamento é feito com o braço para cima e com pronação do membro superior. Os cortes deverão ser de pequena espessura, sendo recomendável de 1 mm a cada 1mm de espaçamento, adquiridos no modo helicoidal e posteriormente recontruídos a cada 0,5 mm. Uma única aquisição cobrindo toda a região do carpo é suficiente (aproximadamente 60 cortes de 1 mm ). Planejamento: Scout 60 cortes de 1 mm Punho: Partes moles Documentação: Filme: Formatação: 20:1 Cortes axiais: Janela óssea + Partes Moles. Reconstrução Coronal: 1 filme 12:1. Reconstrução Sagital: 1 filme 12:1. / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW
  • 68. 68 Partes moles zero 200 Ossos 200 2000 17 . O EXAME DAS EXTREMIDADES EM GERAL: As extremidades são estudadas pela tomografia para avaliação de fraturas complexas e tumores em geral. O estudo deverá, via de regra, ser feito em aquisição helicoidal, visando-se a documentação do exame com reformatações em diferentes planos e a inclusão de modelos tridimensionais. Os softwares hoje utilizados nas reconstruções tridimensionais, permitem a construção de modelos orientados para diferentes tecidos. Assim, por exemplo, pode-se realizar um exame do tornozelo e incluir fotografias tridimensionais dos ossos da região ou apenas dos tendões, facilitando a conduta terapêutica no tratamento do paciente ou mesmo o planejamento de uma cirurgia. Os exames das extremidades são primariamente documentados com janela para tecido ósseo, no entanto, a documentação de partes moles poderá fornecer informações importantes para o médico radiologista e ser preponderante na orientação da terapêutica a ser utilizada pelo médico especialista. Convém realizar uma documentação com esta “janela” em pelo menos um dos filmes do exame. Documentação: Filme: Formatação 20:1. - Janela Ossea. - Partes Moles. - Filmes especiais com reformatações multi-planares. - Filmes especiais com reconstruções tridimensionais. - / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / / Nível - WL Janela - WW Partes moles zero 200 à 400 Ossos 200 2000
  • 69. 69
  • 70. 70 Modelos de protocolos. Termos técnicos:  F O V : (field of view) - Campo de visão – Área de interesse.  Delay: Tempo de espera entre o início da injeção do contraste e a aquisição dos cortes.  SCOUT: Imagem digital usada no planejamento.  Incremento: Deslocamento da mesa de exames por corte.  GAP : Espaço sem imagem entre os cortes.  Filtro: Recurso algorítmo usado nos processos de reconstrução das imagens.  Pitch: Razão entre o deslocamento pela espessura do corte.
  • 71. 71 CRÂNIO ROTINA No. Cortes: 10 - fossa posterior 8 - região supra tentorial. Scout: Perfil Espessura: 3 / 10 mm Incremento: 5 / 10 mm GAP: 2 mm / 0 mm. KV: 120 mA: 160 Tempo: 2s. F O V : 22 cm FILTRO: Standard Modo de Aquisição: Axial PITCH: Volume de Contraste: 1ml kg/peso ( Adulto ~ 70 ml ). Delay: 1 minuto Vel. Infusão: manual/normal. Comando: Fossa Posterior Cortes supra tentoriais Janela W 150 L 36 W 90 L 36
  • 72. 72 OBS: Cortes paralelos à linha órbito-meatal. SEIOS PARANASAIS - AXIAL No. Cortes: 20 cortes. Scout: Perfil Espessura: 5 mm Incremento: 5 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 160 Tempo: 2s. F O V : 15 cm FILTRO: Standard / Bone Modo de Aquisição: Axial PITCH: Volume de Contraste: Delay: Vel. Infusão. Comando: Partes Moles Ossos Janela W 250 L 25 W 2000 L 150
  • 73. 73 OBS: Sinusopatia - sem contraste./ Cortes no plano do palato duro. SEIOS PARANASAIS - CORONAL No. Cortes: 25 cortes. Scout: Perfil Espessura: 3 mm Incremento: 4 mm GAP: 1 mm KV: 120 mA: 180 Tempo: 2s. F O V : 15 cm FILTRO: Bone Modo de Aquisição: Axial PITCH: Volume de Contraste: Delay: Vel. Infusão:. Comando: Intermediária. Janela W 1500 L 100 W L
  • 74. 74 OBS: Preferencialmente em decúbito ventral. SELA TÚRCICA. - CORONAL No. Cortes: 12 à 15 . Scout: PERFIL Espessura: 3mm Incremento: 2 mm GAP: - 1. KV: 120 mA: 180 Tempo: 2s. F O V : 10 cm FILTRO: Standard / Bone Modo de Aquisição: Axial PITCH: Volume de Contraste: 1ml kg/peso ( Adulto ~ 70 ml ). Delay: 20 segundos Vel. Infusão: 2 ml / seg. Comando: Não engolir saliva durante a aquisição dos cortes.
  • 75. 75 Partes moles Ossos Janela W 180 L 36 W 2000 L 150 OBS: OSSOS TEMPORAIS - AXIAL No. Cortes.: 20 Scout: Frente. Espessura: 1 mm Incremento: 1 mm GAP: 0 . KV: 140 mA: 160 Tempo: 2s. F O V : 16 cm FILTRO: EDGE Modo de Aquisição: Axial PITCH: Volume de Contraste: Delay: Vel. Infusão: Comando:
  • 76. 76 Osso denso. Janela W 4000 L 400 W L OBS: - Otite crônica. / Disacusia / Zumbido. - Cortes do Canal Semicircular Superior até o hipotímpano. OSSOS TEMPORAIS - CORONAL No. Cortes.: 20 Scout: Perfil. Espessura: 1 mm Incremento: 1 mm GAP: 0 . KV: 140 mA: 160 Tempo: 2s. F O V : 16 cm FILTRO: EDGE Modo de Aquisição: Axial PITCH: Volume de Contraste: Delay: Vel. Infusão: Comando:
  • 77. 77 Osso denso. Janela W 4000 L 400 W L OBS: - Documentação unilateral - FOV de 8 à 10 cm. - Cortes do Canal Semicircular posterior até o plano anterior à cóclea. PESCOÇO No. Cortes: 30 cortes Scout: Perfil Espessura: 5 mm Incremento: 5 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 220 Tempo: 30 seg. F O V : 22 cm FILTRO: Standard Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1 Volume de Contraste: 1,2 ml kg/peso ( Adulto ~ 80 ml ). Delay: 1 minuto e 20 segundos Contraste fracionado. 40 ml > após 1 minuto > + 40 ml Comando: Não engolir saliva durante a aquisição dos cortes.
  • 78. 78 Janela Partes moles W 200 L 36 W L OBS: Direto com contraste. TÓRAX ROTINA No. Cortes: . 30 Cortes Scout : Frente Espessura: 10 mm Incremento: 10 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 240 Tempo: 20s. F O V : 35 cm FILTRO: Standard / Lung Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1,5 : 1 Volume de Contraste: 1,5 ml kg/peso ( Adulto ~ 100 ml ). Delay: 30 segundos Vel. Infusão: 3 ml/seg.
  • 79. 79 Comando: Respirar fundo e prender a respiração. Mediastino Pulmão. Janela W 300 L 20 W 1800 L -800 OBS: Direto com contraste. TÓRAX ALTA RESOLUÇÃO No. Cortes: . 24 Cortes Scout : Frente Espessura: 01 mm Incremento: 10 mm GAP: 09 KV: 140 mA: 240 Tempo: 01s. F O V : 35 cm FILTRO: Lung Modo de Aquisição: Axial PITCH: Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão:
  • 80. 80 Comando: Respirar fundo e prender a respiração. Pulmão. Janela W 1800 L - 800 W L OBS: Documentação com 6 imagens por filme. TÓRAX TEP No. Cortes: 50 Cortes Scout : Frente Espessura: 3 mm Incremento: 3 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 300 Tempo: 25s. F O V : 35 cm FILTRO: Standard . Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 2 : 1 Volume de Contraste: 1,5 ml kg/peso ( Adulto ~ 100 ml ). Delay: 30 segundos Vel. Infusão: 3 ml/seg.
  • 81. 81 Comando: Respirar fundo e prender a respiração. Mediastino Pulmão Janela W 300 L 20 W 1800 L -800 OBS: Cortes do arco aórtico até seio cardio-frênico. ABDÔMEN SUPERIOR No. Cortes: 24 Cortes / Fase. Scout : Frente Espessura: 10 mm Incremento: 10 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 260 Tempo: 20s. F O V : 38 cm FILTRO: Standard. Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1,2 : 1 Volume de Contraste: 1,5 ml kg/peso ( Adulto ~ 100 ml ). Delay: 30 segundos Vel. Infusão: 3 ml/seg.
  • 82. 82 Comando: Respirar fundo e prender a respiração. Partes moles. Janela W 300 L 20 W L OBS: 4 fases: 1a .fase - Pré contraste/ 2a .fase - Arterial (30/40 seg) 3a . fase - Portal (60 à 70 seg.) / 4a .fase - Equilíbrio(2/3 min.) ABDÔMEN TOTAL No. Cortes: 24 Cortes - Abdome Sup. 48 cortes - Abdome Total Scout : Frente Espessura: 10 mm Incremento: 10 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 260 Tempo: 20s. F O V : 38 cm FILTRO: Standard. Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1,2 : 1 Volume de Contraste: 1,5 ml kg/peso ( Adulto ~ 100 ml ).
  • 83. 83 Delay: 30 segundos Vel. Infusão: 3 ml/seg. Comando: Respirar fundo e prender a respiração. Partes moles. Janela W 300 L 20 W L OBS: 4 fases: 1a .fase - Pré contraste/ 2a .fase - Arterial (30/40 seg) 3a . fase - Portal (60 à 70 seg.) / 4a .fase - Equilíbrio(2/3 min.). * 1a . 2a . e 3a . fases apenas do abdômen superior ( Cúpulas até bifurcação Aorta). 4a . fase do abdômen total ( Cúpulas até assoalho pélvico.) COLUNA CERVICAL No. Cortes: 8 cortes / nível. Total 24 cortes. Scout : Frente + Perfil Espessura: 03 mm Incremento: 02 mm GAP: - 1 KV: 120 mA: 120 Tempo: 2s. F O V : 12 cm FILTRO: Standard / Bone. Modo de Aquisição: Axial PITCH: Volume de Contraste: S / C.
  • 84. 84 Delay: Vel. Infusão: Comando: Não engolir saliva durante aquisição dos cortes. Partes moles. Ossos Janela W 180 L 36 W 1800 L 200 OBS: Na rotina são feitos os níveis: C4-C5 / C5-C6 / C6-C7. COLUNA LOMBAR No. Cortes: 10 cortes / nível. Total 30 cortes. Scout : Frente + Perfil Espessura: 03 mm Incremento: 3 mm GAP: 0 KV: 140 mA: 160 Tempo: 2s. F O V : 14 cm FILTRO: Standard / Bone. Modo de Aquisição: Axial PITCH:
  • 85. 85 Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Partes moles. Ossos Janela W 350 L 25 W 1800 L 200 OBS: Na rotina são feitos os níveis: L3-L4 / L4-L5 / L5-S1. COLUNA TORÁCICA No. Cortes: 40. Scout : Frente + Perfil Espessura: 05 mm Incremento: 07 mm GAP: 2 KV: 120 mA: 160 Tempo: 2s. F O V : 16 cm FILTRO: Standard / Bone. Modo de Aquisição: Axial PITCH:
  • 86. 86 Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Partes moles. Ossos Janela W 300 L 10 W 1800 L 200 OBS: Cortes retos espalhados sobre a coluna torácica.. COLUNA SEGMENTO ( BLOCO ) No. Cortes: Depende do segmento. Scout : Frente + Perfil Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 260 Tempo: 20 à 40s. F O V : 16 cm FILTRO: Standard / Bone. Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1 à 2:1.
  • 87. 87 Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Partes moles. Ossos Janela W 300 L 30 W 1800 L 200 OBS: Cortes sobre o segmento de interesse. OMBRO No. Cortes: 30 Scout : Frente Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0 KV: 140 mA: 180 Tempo: 2s. F O V : 22 cm FILTRO: Standard / Bone. Modo de Aquisição: Axial PITCH:
  • 88. 88 Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Partes moles. Ossos Janela W 400 L 10 W 1800 L 200 OBS: Estudo unilateral. O lado de interesse com o membro em extensão e supinação. O membro contra-lateral sobre a cabeça. COTOVELO No. Cortes: 40 Scout : Frente Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 180 Tempo: 40s. F O V : 15 cm FILTRO: Standard / Bone. Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1
  • 89. 89 Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Partes moles. Ossos Janela W 400 L 10 W 1800 L 200 OBS: Decúbito ventral com o braço de interesse acima da cabeça na posição supino. PUNHO No. Cortes: 60 Scout : Frente Espessura: 01 mm Incremento: 01 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 180 Tempo: 60s. F O V : 12 cm FILTRO: Standard / Bone. Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1
  • 90. 90 Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Partes moles. Ossos Janela W 180 L 20 W 1800 L 200 OBS: Estudo unilateral. Decúbito ventral. Braço para cima em pronação. ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL No. Cortes: 36 Scout : Frente Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0 KV: 140 mA: 180 Tempo: 2s. F O V : 25 cm FILTRO: Standard / Bone. Modo de Aquisição: Axial PITCH:
  • 91. 91 Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Partes moles. Ossos Janela W 400 L 10 W 1800 L 200 OBS: Cortes do plano superior ao acetábulo até o plano inferior ao trocanter femoral menor. JOELHO No. Cortes: 40 Scout : Frente + Perfil Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 200 Tempo: 40s. F O V : 16 cm FILTRO: Standard / Bone. Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1
  • 92. 92 Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Partes moles. Ossos Janela W 400 L 10 W 1800 L 200 OBS: Retirar a perna oposta do campo. PATELA – 0 / 30 graus / Contração quadríceps. No. Cortes: 15 por série. (total 60 cortes ) Scout : Perfil em cada série. Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0 KV: 140 mA: 160 Tempo: 2s. F O V : 30 cm FILTRO: Bone. Modo de Aquisição: Axial PITCH:
  • 93. 93 Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Ossos Janela W 1800 L 200 OBS: Estudo Bilateral. Cortes sobre a patela. 1a . série com os membros em extensão. 2a . série com os membros em flexão de 15 graus. 3a . série com os membros em flexão de 30 graus. 4a . série com flexão de 30 graus e contração do quadríceps. TORNOZELOS AXIAL No. Cortes: 30 Scout : Perfil Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 200 Tempo: 30s. F O V : 22 cm FILTRO: Standard / Bone. Modo de Aquisição: Helicoidal PITCH: 1:1
  • 94. 94 Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Partes moles. Ossos Janela W 400 L 10 W 1800 L 200 OBS: Cortes do plano superior às articulações tíbio-társicas até o plano inferior aos calcâneos. TORNOZELOS CORONAL No. Cortes: 30 Scout : Perfil Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 220 Tempo: 1s. F O V : 22 cm FILTRO: Bone. Modo de Aquisição: Axial PITCH:
  • 95. 95 Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Ossos Janela W 2000 L 200 W L OBS: Decúbito dorsal com flexão dos mmii de 90 graus. ( Falso coronal ). PÉS - AXIAL No. Cortes: 30 Scout : Perfil Espessura: 03 mm Incremento: 03 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 220 Tempo: 1s. F O V : 28 cm FILTRO: Standard / Bone.
  • 96. 96 Modo de Aquisição: Axial PITCH: Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Partes moles. Ossos Janela W 400 L 10 W 1800 L 200 OBS: Cortes paralelos à superfície plantar. PÉS - CORONAL No. Cortes: 40 Scout : Perfil Espessura: 05 mm Incremento: 05 mm GAP: 0 KV: 120 mA: 220 Tempo: 1s. F O V : 22 cm FILTRO: Bone.
  • 97. 97 Modo de Aquisição: Axial PITCH: Volume de Contraste: S / C. Delay: Vel. Infusão: Comando: Ossos Janela W 2000 L 200 W L OBS: Decúbito dorsal com flexão dos mmii de 90 graus. R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S  HAAGA, J.R. MD; LANZIERI, C. F. MD; SARTORIS, D. J.MD; ZERHOUNI, E. A .MD; – Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética do CorpoHumano - Editora Guanabara Koogan – 3ª Edição. – 1996  GRIMALT, A . M., Tomografia Computadorizada Nociones Básicas. 2ª Edição. Editora Salvat.  WEGENER, O . H. ;Whole Body Computed Tomography. Blackwell Scientific Publications, Inc. Second Edition, 1993.