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Ética é a parte da filosofia dedicada aos estudos dos valores
morais e princípios ideais do comportamento humano. A palavra
"ética" é derivada do grego e significa aquilo que pertence, ao
caráter. Estuda e define certas condutas como certas e como
erradas. Ela contribui, assim, para distinguir o que afeta os outros
para o bem ou para o mal, o que os beneficia e o que os
prejudica.
Valores que definem o que
QUERO
POSSO
DEVO
Por que nem tudo que eu quero eu posso,
Nem tudo que eu posso eu devo
E nem tudo que eu devo eu quero!
 A ética , nas obras Aristotélicas, é considerada como uma parte ou um
capítulo da política, que antecede a própria política.
 A ética aristotélica ensina a viver de acordo com o caráter, a disposição
natural de cada um. Não se trata, porem, de simplesmente agir de modo
predeterminado. A ética implica uma ação racional, isto é, pensada.
 Quanto mais refletirmos sobre a finalidade das nossas ações, mantendo-se na
direção das ações virtudes as quais, segundo Aristóteles, tem na felicidade o
maior bem, por ter seu fim em si mesma, quanto mais soubermos agir
racionalmente , conduzindo nossos desejos para longe dos vícios, mais
prudentes, melhores e felizes seremos.
 Acredita que o exagero é motivador para criação de conflitos com outros
indivíduos ou com a sociedade.
“Você é o que você repetidamente faz.
Excelência não é um evento – é um habito.”
-Aristóteles
 A Felicidade maior para Aristóteles se encontra na vida teórica , que promove
o que há de mais especificamente humano : a razão.
 Agir corretamente seria praticar as virtudes.
VIRTUDES
“A virtude moral é um meio-termo entre dois vícios, um dos quais envolve o
excesso e outro deficiência, e isso porque a sua natureza é visar à mediania nas
paixões e nos atos”.
 Aristóteles procura uma ética do meio- termo , onde a virtude consistiria em
procurar o ponto de equilíbrio entre o excesso e a deficiência.
 Aristóteles diferenciava dois tipos gerais de virtudes: as virtudes morais,
baseadas nos hábitos e nos costumes , e as virtudes intelectuais , que são
próprias da alma racional.
 virtudes intelectuais: A virtude intelectual consiste na capacidade de
aprender com o diálogo e a reflexão em busca do verdadeiro conhecimento.
 virtude moral: são adquiridas em resultado do hábito, elas não surgem em
nós por natureza, mas as adquirimos pelo exercício, como a arte: “de tocar o
instrumento surgem os bons e os maus músicos”.
“(…) os homens tornam-se arquitetos construindo e tocadores de lira
tangendo seus instrumentos. Da mesma forma, tornamo-nos justos
praticando atos justos"
 Comtemplar, pensar e raciocinar são formas de agir e
intervir no mundo. Aristóteles afirma que não é
suficiente saber, é necessário agir.
 É preciso criar o Hábito de agir de acordo com a razão,
e isso é algo que aprendemos. Para garantir o
aprendizado do habito de agir racionalmente , são
necessárias leis.
 Um exemplo de lei é a limitação de velocidade nas ruas
e estradas. Alguns motoristas não agem racionalmente e
dirigem a uma velocidade que coloca em risco sua
própria vida e a vida e outras pessoas.
 Considera - se que a ética kantiana é deontológica
porque defende que o valor moral de uma ação reside
em si mesma e não nas suas consequências.
 Para Kant o Dever é o Bem: A Boa Vontade é a
Vontade de agir por Dever.
DOIS CONCEITOS CENTRAIS
 Kant distingue duas esferas da razão: a razão teórica
voltada para o conhecimento, e a razão pratica, quando
se faz o uso pratico da razão.
 Do grego autonomia, refere-se ao direito de reger-se segundo leis próprias, a
capacidade de se governar por si mesmo, sem obedecer a outrem, provendo
seus meios de vida.
 A questão para Kant, consistia então em como ser livre, autônomos, agindo
racionalmente, e ao mesmo tempo viver sob um governo. Sendo o governante
um “agente do esclarecimento”.
 Em várias situações se pode questionar, mas não se pode desobedecer.
“Você é livre no momento em
que não busca fora de si mesmo
alguém para resolver os seus
problemas.”
- Immanuel
 A razão teórica pura corresponde ao “imperativo categórico”. O imperativo
categórico é um instrumento do julgamento moral da razão prática pura.
 Você não insulta os outros esperando não ser insultado , mas nada garante
que todos os outros também seguirão a regra. Você pode não insultar e acabar
sendo insultado por um colega. Como você agiria então ? Revidaria? Ai esta a
questão de Kant.
 É necessário que a lei moral seja, de fato, uma regra universal. É
fundamental que nossas justificativas de ação sejam validas para todos e aceita
por todos.
 Por isso Kant afirma que a lei precisa ser apresentada na forma de um
imperativo categórico.
 Kant elabora três formulações desse imperativo:
 Age unicamente de tal forma que sua ação possa se converter em lei
universal.
 Age de modo que sua regra de conduta possa ser convertida em lei universal
da natureza.
 Age de acordo com princípios que façam com que trate a humanidade
sempre como um fim e nunca como um meio.
 Immanuel Kant escreve um artigo tentando
responder a pergunta “O que é esclarecimento?”
Segundo Kant, esclarecimento é a saída do homem
de sua menoridade. Menoridade esta que é a
incapacidade de fazer uso de seu entendimento
sem a direção de outro indivíduo. E o culpado
dessa menoridade é o próprio indivíduo.
 O homem é o próprio culpado dessa menoridade
se a causa dela não se encontra na falta de
entendimento, mas na falta de decisão e coragem
de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem.
 A preguiça e a covardia são as causas pelas
quais uma tão grande parte dos homens,
depois que a natureza de há muito os libertou
de uma direção estranha, continuem, no
entanto de bom grado menores durante toda a
vida.
 Ter esclarecimento não é apenas adquirir um
profundo conhecimento sobre um assunto,
mas combinar isso com a conquista da
autonomia, passo moral fundamental apenas
dado por uma minoria. Nesse sentido, todos
potencialmente podem esclarecer-se, já que
possuem capacidade de pensar.
Ética:por que e para que ?

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Ética:por que e para que ?

  • 1.
  • 2. Ética é a parte da filosofia dedicada aos estudos dos valores morais e princípios ideais do comportamento humano. A palavra "ética" é derivada do grego e significa aquilo que pertence, ao caráter. Estuda e define certas condutas como certas e como erradas. Ela contribui, assim, para distinguir o que afeta os outros para o bem ou para o mal, o que os beneficia e o que os prejudica.
  • 3. Valores que definem o que QUERO POSSO DEVO Por que nem tudo que eu quero eu posso, Nem tudo que eu posso eu devo E nem tudo que eu devo eu quero!
  • 4.  A ética , nas obras Aristotélicas, é considerada como uma parte ou um capítulo da política, que antecede a própria política.  A ética aristotélica ensina a viver de acordo com o caráter, a disposição natural de cada um. Não se trata, porem, de simplesmente agir de modo predeterminado. A ética implica uma ação racional, isto é, pensada.  Quanto mais refletirmos sobre a finalidade das nossas ações, mantendo-se na direção das ações virtudes as quais, segundo Aristóteles, tem na felicidade o maior bem, por ter seu fim em si mesma, quanto mais soubermos agir racionalmente , conduzindo nossos desejos para longe dos vícios, mais prudentes, melhores e felizes seremos.
  • 5.  Acredita que o exagero é motivador para criação de conflitos com outros indivíduos ou com a sociedade. “Você é o que você repetidamente faz. Excelência não é um evento – é um habito.” -Aristóteles
  • 6.  A Felicidade maior para Aristóteles se encontra na vida teórica , que promove o que há de mais especificamente humano : a razão.  Agir corretamente seria praticar as virtudes. VIRTUDES “A virtude moral é um meio-termo entre dois vícios, um dos quais envolve o excesso e outro deficiência, e isso porque a sua natureza é visar à mediania nas paixões e nos atos”.  Aristóteles procura uma ética do meio- termo , onde a virtude consistiria em procurar o ponto de equilíbrio entre o excesso e a deficiência.
  • 7.  Aristóteles diferenciava dois tipos gerais de virtudes: as virtudes morais, baseadas nos hábitos e nos costumes , e as virtudes intelectuais , que são próprias da alma racional.  virtudes intelectuais: A virtude intelectual consiste na capacidade de aprender com o diálogo e a reflexão em busca do verdadeiro conhecimento.  virtude moral: são adquiridas em resultado do hábito, elas não surgem em nós por natureza, mas as adquirimos pelo exercício, como a arte: “de tocar o instrumento surgem os bons e os maus músicos”. “(…) os homens tornam-se arquitetos construindo e tocadores de lira tangendo seus instrumentos. Da mesma forma, tornamo-nos justos praticando atos justos"
  • 8.  Comtemplar, pensar e raciocinar são formas de agir e intervir no mundo. Aristóteles afirma que não é suficiente saber, é necessário agir.  É preciso criar o Hábito de agir de acordo com a razão, e isso é algo que aprendemos. Para garantir o aprendizado do habito de agir racionalmente , são necessárias leis.  Um exemplo de lei é a limitação de velocidade nas ruas e estradas. Alguns motoristas não agem racionalmente e dirigem a uma velocidade que coloca em risco sua própria vida e a vida e outras pessoas.
  • 9.  Considera - se que a ética kantiana é deontológica porque defende que o valor moral de uma ação reside em si mesma e não nas suas consequências.  Para Kant o Dever é o Bem: A Boa Vontade é a Vontade de agir por Dever. DOIS CONCEITOS CENTRAIS  Kant distingue duas esferas da razão: a razão teórica voltada para o conhecimento, e a razão pratica, quando se faz o uso pratico da razão.
  • 10.  Do grego autonomia, refere-se ao direito de reger-se segundo leis próprias, a capacidade de se governar por si mesmo, sem obedecer a outrem, provendo seus meios de vida.  A questão para Kant, consistia então em como ser livre, autônomos, agindo racionalmente, e ao mesmo tempo viver sob um governo. Sendo o governante um “agente do esclarecimento”.  Em várias situações se pode questionar, mas não se pode desobedecer. “Você é livre no momento em que não busca fora de si mesmo alguém para resolver os seus problemas.” - Immanuel
  • 11.  A razão teórica pura corresponde ao “imperativo categórico”. O imperativo categórico é um instrumento do julgamento moral da razão prática pura.  Você não insulta os outros esperando não ser insultado , mas nada garante que todos os outros também seguirão a regra. Você pode não insultar e acabar sendo insultado por um colega. Como você agiria então ? Revidaria? Ai esta a questão de Kant.  É necessário que a lei moral seja, de fato, uma regra universal. É fundamental que nossas justificativas de ação sejam validas para todos e aceita por todos.
  • 12.  Por isso Kant afirma que a lei precisa ser apresentada na forma de um imperativo categórico.  Kant elabora três formulações desse imperativo:  Age unicamente de tal forma que sua ação possa se converter em lei universal.  Age de modo que sua regra de conduta possa ser convertida em lei universal da natureza.  Age de acordo com princípios que façam com que trate a humanidade sempre como um fim e nunca como um meio.
  • 13.  Immanuel Kant escreve um artigo tentando responder a pergunta “O que é esclarecimento?” Segundo Kant, esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade. Menoridade esta que é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. E o culpado dessa menoridade é o próprio indivíduo.  O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem.
  • 14.  A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma direção estranha, continuem, no entanto de bom grado menores durante toda a vida.  Ter esclarecimento não é apenas adquirir um profundo conhecimento sobre um assunto, mas combinar isso com a conquista da autonomia, passo moral fundamental apenas dado por uma minoria. Nesse sentido, todos potencialmente podem esclarecer-se, já que possuem capacidade de pensar.