A REFORMA
IDADE
MODERNA
(Antigo
Regime)
IDADE
CONTEMPORÂNEA
1789: Revolução Francesa
. Maneirismo
. Barroco
. Rococó
.
. Neoclassicismo
. Romantismo
. Realismo/Naturalismo
. Impressionismo
. Simbolismo
. Arte Nova
Séc. XVI Séc. XVIII 18501800
1839: Descoberta da Fotografia
1900
SÉCULO XX
ANTIGUID
ADE
CLÁSSICA
IDADE MÉDIA IDADE MODERNA
Nascimento de Cristo 500 d.c. 1453: Queda do Império bizantino1000 d.c.
. Arte Grega
. Arte Romana
. Arte Paleocristã
. Arte Bizantina
. Arte Românica
. Arte Gótica
. Renascimento
Paleocristã, Idade Média, Renascimento, Barroco,
Vanguarda
A arte durante sobre a Reforma
• Martinho Lutero, percebeu que a interpretação
da Vulgata Latina em Mateus 4:17 de “pagar
penitência” mais precisamente seria
“arrepender-se”. Tal conhecimento contribuiu
para uma percepção crescente de que o sistema
sacramental não era apoiado pelas Escrituras.
Lucas Cranach
Nós, podemos nos perguntar: mas o que um simples pintor
poderia fazer para auxiliar esse movimento reformatório?
Muito. Como gênio que era, Lucas Cranach (provinha da cidade
de Kronach, daí seu sobrenome “Kronach”, aquele que vem de
Kronach) soube como nenhum outro colocar em imagens
aquilo que Lutero escrevia em seus textos.
Se as armas de Lutero eram a Bíblia, a língua do povo, a
descoberta da impressão a partir de Gutemberg e a proteção
do Príncipe eleitor da Saxônia Frederico, o sábio, Lucas Cranach
lhe concedeu uma arma que tanto a igreja como a sociedade da
época já utilizavam, mas não de forma tão organizada e
inovadora como fez o pintor: a propaganda!
• Foi amigo de Matinho Lutero e pintou os
mais famosos retratos do reformador.
Lutero era padrinho de Ana, filha de
Cranach, que pediu a mão de Catalina de
Bora para Lutero e foi padrinho do
casamento e padrinho do primeiro filho
de Lutero, 1526.
• Cranach também colaborou e organizou a
venda da tradução do Novo Testamento,
feita por Lutero.
Ao lado, um exemplo de uma de suas
pinturas que hoje se encontra na
Igreja de Weimar.
Observem as figuras de Lutero
apontando para a centralidade da
Palavra e Cristo derramando seu
sangue salvador sobre o próprio Lucas
Cranach.
Só Cristo salva e não o dinheiro da
igreja.
Análise da Pintura do altar na Igreja de Wittenberg.
“Cranach pinta os sacramentos e o poder das chaves, 3 pinturas que estão
sobre o fundamento, que é a pintura que tem Cristo. No Batismo, Cranach
utiliza Melanchton - que não era pastor - batizando, significando o
sacerdócio de todos os crentes; na distribuição da santa Ceia, a imagem
contém Lutero e outras pessoas da cidade de Wittenberg em uma verdadeira
refeição juntamente com Cristo; na outra imagem, as chaves são dadas às
pessoas da comunidade de Wittenberg não por conta de Pedro ou da igreja
católica romana, mas sim por causa de Cristo; e o que fundamenta os
Sacramentos e as ações da igreja é a imagem do Cristo crucificado e
ressurreto, que é objeto da pregação de Lutero entre o púlpito e a
comunidade de Wittenberg. O que chama a atenção nestas telas é que as
pessoas da comunidade se reconheciam nestas pinturas. Estavam lá! Tudo
isso se encontra no Altar da Igreja da cidade. As pessoas, pois, que ainda não
tinham acesso à leitura, escutavam as pregações e os debates mas,
principalmente, viam a reforma acontecendo nestas pinturas e também nas
pinturas que acompanhavam os escritos reformatórios. Assim, mesmo bem
distante da nossa época, a fi gura da propaganda fez diferença na época de
Lutero, levando a palavra de Deus às pessoas que não sabiam ler e que, de
outra forma, não poderiam ter participado do movimento”.
• Cranach transformou em imagem as palavras do apóstolo Paulo, resgatadas por Lutero: "...nós
pregamos a Cristo crucificado... poder de Deus e sabedoria de Deus... Porque decidi nada saber
entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado" (1 Co 1.22,24; 2.2). A tarefa de todo/a
pregador/a nada mais é do que apontar para este centro da fé: "Jesus, nosso Senhor, o qual foi
entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação" (Rm
4.25).
Personagens da Reforma
Esta é uma vista do interior da igreja de Santa Maria. Lucas Cranach imortalizou neste quadro os
principais protagonistas da Reforma: Martinho Lutero (sob o pseudônimo Junker Jörg),
Melanchthon e Lucas Cranach no batismo, e Katharina von Bora como membro da comunidade.
A Lei e o Evangelho
A Contra Reforma- Barroco Católico e Protestante
O Barroco católico, em sintonia com a Contra-Reforma, adquire uma conotação extremamente religiosa,
quando não mística.
No Barroco Católico:
Especialmente na Itália, temas
quase sempre religiosos.
Há rebuscamento, exagero visual,
luminismos, forma aberta.
Os papas e alguns nobres e
burgueses(mecenas)
patrocinavam os artistas.
Foi difundido com a expansão da
fé católica (jesuítas).
A vocação de São Mateus, Caravaggio
Barroco Católico
Características da Pintura Barroca Católica:
• Grande realismo e interesse pelo
movimento e emoção.
• Sombras projetadas.
• Perspectiva é apenas sugerida.
• Composição em diagonal.
• Acentuado contrastes de claro-
escuro.
• Os temas mitológicos e religiosos
são amplamente explorados.
Caravaggio, Martírio de São Pedro.
Caravaggio(1573-1610)
• Caravaggio (1571-1610) foi um pintor
italiano, o mais revolucionário artista do
barroco, reconhecido pela grande
expressividade de suas obras e pelo
espetacular contraste entre luz e
sombra.
O modo com a luz é trabalhada na pintura de Caravaggio é tão
fundamental em sua obra que ele é considerado importante pintor da
luz, como você pode ver no quadro Vocação de São Mateus.
Observe como a luz que ilumina a
cena vem da janela que está no
fundo, como seria natural. Essa luz
dirige a atenção do observador
para o grupo sentado em torno da
mesa. O contraste de luz e sombra
valoriza a pintura, pois os corpos
ganham volume: veja como
parecem esculturas, e não
desenhos bidimensionais, isto é
pintados apenas com altura e
largura.
Agora olha só esse David, o David de Bernini:
Esculturas do Barroco
Aproveite outro ângulo… A estátua merece!
E como ela merece MUITO, observem a
expressão do rosto!
Bernini - O êxtase de Santa Teresa
Observe os feixes dourados que descem ao encontro da santa.
O ouro, seja qual for a iluminação da câmara, fará com que se
tenha a nítida referência de uma luz vinda do céu em direção a
ela.
Drapeados que geram contraste de claro/escuro.
Agora observe a postura de Santa Teresa: seu corpo apresenta
um espasmo, como se estivesse sendo puxado para cima,
mesmo com o relaxamento do corpo (e há relatos da santa que
em experiências espirituais ela teria levitado).
O rosto expressa uma estado de relativa inconsciência; a boca
entreaberta e serena denotam a experimentação de uma
sensação de prazer.
Por fim, observe como o anjo segura a seta: há extrema leveza
no gesto, o que significa que não haverá um novo golpe. Além
disso, ele contempla a santa com ternura e alegria.
Éxtasis de
Santa
Teresa
BERNINI
Muerte de la Beata Ludovica Albertoni
BERNINI
O Barroco Protestante
Nos países protestantes havia
condições favoráveis à liberdade de
pensamento, a investigação científica
iniciada no Renascimento pôde
prosseguir, permitindo assim a
confecção de quadros como “A aula
de anatomia do Dr.Tulp, também de
Rembrandt.
Barroco Protestante desenvolveu
especialmente na Holanda, com temas
simples, ligados ao cotidiano (os
protestantes acreditavam que o
trabalho, no dia-a-dia, o trabalho
dignifica o homem ).
Há simplificação de alguns elementos,
a imagem é menos dinâmica, mais
limpa, a luz vem quase sempre de
alguma janela ou vitral da parte
superior esquerda da pintura.
De início não foi tanto difundido
quanto o Barroco Católico.
Mas também havia pinturas de temas religiosos, porém não era a uma
regra ser religioso e só fazer pinturas religiosas. Rembrandt , foi um grande
pintor protestante de temas bíblicos
Rembrandt - Os discípulos de Emaús
The Raising of the Cross – 1633
Presentation of Jesus in the Temple e A Parábola do Retorno do Filho do Pródigo
O Bom Samaritano. Rembrandt
O rico insensato
São Paulo por-Rembrandt
Abrãao
• A vitória do protestantismo, por sua vez,
leva os pintores a se especializarem em
ramos da arte que não levantem objeções
de natureza religiosa.
• Os retratos, as paisagens e as cenas de
gênero aparecem, assim, como alternativas
aos artistas que haviam perdido um
importante fonte de trabalho, a pintura
religiosa.
PINTURA de Gênero
• O termo pintura de gênero faz referência às
representações da vida cotidiana, do mundo do
trabalho e dos espaços domésticos, que
tomaram a pintura holandesa do século XVII.
• Em pleno florescimento do barroco na Europa
católica, desenvolve-se nos Países Baixos,
sobretudo na sua porção holandesa protestante,
um estilo sóbrio, realista, comprometido com a
descrição de cenas rotineiras, de temas da vida
diária, de homens dedicados a seus ofícios, de
mulheres no interior da casa e de festas
comunitárias, no campo e na cidade.
• “Somos cristãos quer durmamos, comamos, ou trabalhemos;
qualquer coisa que fizermos, faremos como filhos de Deus. Nosso
cristianismo não serve apenas para os momentos piedosos ou atos
religiosos. E o propósito da vida não é o evangelismo, é a busca do
Reino de Deus”.
• Rookmaaker, H. A Arte não precisa de Justificativa. Ed. Ultimato.
2010.
Rembrandt (1606-1669)
• Rembrandt (1606-1669),
holandês, nascido
Rembrandt van Rijn, teve
grande sucesso como pintor
de retratos, mas sua fama
também repousa nos
quadros sérios,
introspectivos, de seus
últimos anos, pinturas em
que o sombreado sutil
implica uma extraordinária
profundidade emocional.
Os Síndicos da Corporação de Tecelões de Amsterdam, 1661-62, Rembrandt, Rijksmuseum,
Amsterdam.
Lição de Anatomia do Dr. Tulp, 1632, Rembrandt, Mauritshuis, Amsterdam.
Filosofo meditando - Rembrandt
A força da burguesia na Holanda levou a pintura aos temas burgueses e de cenas
da vida comum, como “A Ronda Noturna”, de Rembrandt.
Veja no slide seguinte, uma releitura cênica, ou apresentação teatral da
pintura de Rembrandt feita em um shopping.
Johannes Vermeer
• Moça com Brinco de Pérola, 1665, Johannes Vermeer, Mauritshuis, Haia
• A Mulher de Azul Lendo uma Carta, Johannes Vermeer, Rijksmuseum, Amsterdam.
• Lição de Musica, c.1660-65, Johannes Vermeer, Coleção Real.
• A Leiteira, c. 1657-58, Johannes Vermeer, Rijksmuseum, Amsterdam.
• O Estúdio do Artista, c.1660-65, Johannes Vermeer, Museu Kunsthistorisches, Viena.
• Dama Sentada ao Virginal, c.1670-72, Johannes Vermeer, National Gallery, Londres.
• O Concerto, c.1660-65, Johannes Vermeer, Museu Isabella Stewart-Gardner, Boston.
• A Carta de Amor, c.1670, Johannes Vermeer, Rijksmuseum, Amsterdam.
Frans Hals (c.1582-1666)
Um dos maiores retratistas da história da pintura, o holandês Frans
Hals cumpriu um destino comum a outros grandes nomes da pintura: o
extraordinário talento convivendo com intermináveis problemas
financeiros.
Rubens
• Rubens (1577-1640) nascido em Flandres, atualmente Bégica, como
Sir Peter Paul Rubens conhecido como “Príncipe dos pintores e pintor
dos príncipes” teve uma vida sofisticada, que o levou às cortes da
Europa como pintor e diplomata. Um raro gênio criativo, tinha uma
formação clássica e era sociável, bonito , vigoroso e viajado.
Onde Deus está nessas
obras?
...porque dele ainda “é a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24.1).
O Reino de Deus na vida cotidiana
• “Somos cristãos quer durmamos, comamos, ou trabalhemos;
qualquer coisa que fizermos, faremos como filhos de Deus. Nosso
cristianismo não serve apenas para os momentos piedosos ou atos
religiosos. E o propósito da vida não é o evangelismo, é a busca do
Reino de Deus”.
• Rookmaaker, H. A Arte não precisa de Justificativa. Ed. Ultimato.
2010.
TRABALHOS: releituras cênicas de obras
Barrocas
• Maria Clara Johannes Vermeer "The Lace Maker" 1665-70 (Louvre, Paris)
• Riane A Leiteira, c. 1657-58, Johannes Vermeer, Rijksmuseum, Amsterdam.
Veja o trabalho de releitura abaixo:
“O fotógrafo australiano Bill Gekas usou sua filha
de cinco anos como modelo em imagens que se
inspiram em pinturas de artistas como Rembrandt,
Rubens e Caravaggio. De acordo com o "Daily
Mail", a garota chama-se Athena e participa de
trabalhos em que o pai manipula luz e sombra para
evocar a obra de mestres do barroco holandês,
flamengo e italiano. Em seu site, Gekas posta uma
série de retratos "estrelados" pela garotinha, que
surge vestida em trajes de época. Veja abaixo
alguns dos trabalhos”.
http://g1.globo.com/pop-
arte/noticia/2013/02/fotografo-retrata-filha-de-5-
anos-em-poses-de-quadros-famosos-veja-
fotos.html
Influência da arte do Barroco
Protestante em outros artistas
Um exemplo: Van Gogh
Van Gogh foi amava as obras de Reembrant
Veja sua obra: o bom samaritano, inspirado em
Reembrant
Vincent Van Gogh foi pastor
• Vincent foi um jovem pastor socialmente progressista e idealista que
entrou em conflito com a rígida respeitabilidade da Igreja Reformada
Holandesa em 1878. Ministrando aos mineiros famintos e toscos,
sofreu em completa solidariedade - mal alimentado, sujo, frio e feio.
A igreja na época não se importava muito com sua empatia
escandalosa e abruptamente cortou todo o apoio.
• Com isso, Van Gogh se voltou para a arte. Claramente não o seu
primeiro amor, mas ele encontrou o sucesso que ele perdeu com as
senhoras e a igreja.
• Falando da igreja, ele escreveu a Theo: "Gostaria que eles só me
aceitassem como eu sou", e expressou amargura por sua rejeição.
• Poucos estão cientes de outro tema comum no trabalho de Van Gogh:
assuntos bíblicos tradicionais.
• Há uma boa razão para isso - museus, galerias e historiadores da arte
escondê-los. De acordo com o especialista William Havlicek, autor de
"Van Gogh Untold Journey", obras abertamente religiosas do mestre
são tratadas como sujeira.
• Durante uma retrospectiva de 100 anos em 1990, pinturas com temas
cristãos foram "escondidas no porão" do Museu Van Gogh de
Amsterdã, de modo que 1,5 milhões de espectadores (naquele ano
sozinho) nunca viram.
A ressureição de Lazaro 1890 - Vincent van
Gogh
"Pieta" por Vincent van Gogh, 1889
• Surpreendentemente, Havelicek afirma que a enorme
correspondência pessoal de Van Gogh (mais de 900 cartas restantes
conhecidas) também foi espiritualmente limpa.
• Em uma carta ao pintor Emile Bernard, dois anos antes de sua morte,
Van Gogh estava claramente obcecado por coisas espirituais. Lê-se
como uma corrente de consciência de evangelista em lugares, com
dezenas de referências a escritura ou pinturas baseadas biblicamente
por outros artistas.
• "Você já leu a vida de Lutero?" Van Gogh questiona seu amigo.
"Porque Cranach, Dürer, Holbein pertencem a ele ... a elevada luz da
Idade Média".
• Louvando seu Salvador a Bernard, Van Gogh desenhou um "artista
maior do que todos os artistas" cujas palavras faladas se tornam
"uma força criativa, um poder criativo puro".
• Isso parece não ser mencionado na maioria das escolas de arte.
• Só uma carta revela que muitas de suas pinturas se referem a Cristo,
como exalta: "Que semeador, que colheita, que figueira".
O semeado de Van Gogh- Jesus
Arte pós reforma
• A arte não precisa de justificativa...
• Todas as coisas são puras para os puros...
• Deus está na Arte, porque Ele é o Criador de todas as coisas.
• Novas tendências e linguagens artísticas
“O propósito da igreja é adorar a Deus conforme ele ordenou e levar o
evangelho às nações. O mundo jamais poderá ser meio de redenção. A
cultura não pode redimir. A arte não pode redimir. Ciências, educação,
literatura e política não podem redimir. Mas nem por isso o mundo
deixa de ser o “teatro da glória de Deus”, porque dele ainda “é a terra e
tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24.1).
Foi esse conhecimento que libertou os grandes artistas seguidores da
Reforma para criar obras que servissem tanto a religião quanto o
avanço da cultura de modos apropriados para cada tarefa, sem
confundir as duas. E é desse entendimento que precisamos hoje. Assim
deixaremos de nos isolar em subculturas religiosas e passaremos a ser
sal da terra e luz do mundo.”
Cláudio Marra. Editora Cultura Cristã, na revista Expressão – Lições da
História da Igreja 2.
Paul Gauguin-Cristo Amarelo, 1889
Maria e Isabel
Referências
• http://deniseludwig.blogspot.com.br/2013/09/pinturas-de-abraao-e-
o-estilo-barroco.html
• http://www.ultimato.com.br/conteudo/o-evangelho-pertence-a-uma-
denominacao
• http://www.ultimato.com.br/conteudo/e-a-arte-o-que-a-reforma-
teve-a-ver-com-ela
• Rookmaaker, H. A Arte não precisa de Justificativa. Ed. Ultimato.
2010.
• SCHAEFFER. A Arte e a Bíblia. Viçosa: Ultimato, 2010
• Andrea Dressler: http://arteeducacaodf.blogspot.com.br/
• https://pt.slideshare.net/CEF16/a-arte-barroca-na-europa-
25692525?qid=f5e05008-07d0-4cc6-835a-
81fb4936d05e&v=&b=&from_search=7
• Rookmaaker, H. A Arte não precisa de Justificativa. Ed. Ultimato.
2010.
• http://www.wnd.com/2015/02/vincent-van-gogh-was-crazy-for-
christ/
• http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/igreja/a-
reforma-a-vida-e-a-arte/
Tabela Arte e Reforma
Renascimento
Como as artes retratavam o contexto sócio-
político?
O Barroco surgiu num contexto de tribulações ideológicas na Europa (fim do séc XVI). Para entender o porquê
de seu surgimento, vejamos alguns movimentos que o antecederam:
• 1480, final do século XV: Renascimento
Movimento artístico-filosófico pautado na negação dos ideais medievais, resgatando elementos das culturas
Clássicas (Grécia e Roma). Na área ideológica, foram contra as verdades da Igreja Católica, especialmente. Na
área estilística, faziam uso de estudos anatômicos e racionais para dar mais precisão e realismo às obras. As
pinturas caracterizam-se, no geral, por possuirem uma forma fechada (limites definidos), usarem a luz difusa e
triângulos áureos (simetria, equilíbrio visual). Contrário o Renascentismo e paralelo a ele, surgiu o Maneirismo,
que retoma o estilo medieval não-realista, distorcendo figuras humanas de modo a colocar mais subjetividade
na pintura, ao invés da objetividade racionalista dos Renascentistas. Do maneirismo vêm as técnicas luministas,
que seriam muito utilizadas no Barroco.
• 1540, aproximadamente: reforma Protestante
Movimento que seccionou a Igreja através de questionamentos dogmáticos e "administrativos" da própria
Igreja. Impulsionada por Lutero e, mais tarde, Calvino, esta Reforma baseou-se imensamente nas idéias
renascentistas de ruptura com as idéias medievais.
A Igreja, de certa forma fragilizada por esses movimentos (especialmente a Reforma), perde muitos fiéis e é
obrigada a agir. Surge então o Barroco, também chamado de arte da Contra-Reforma. Contra-Reforma esta que
começou com o Concílio de Trento, reforçando a ação da Santa Inquisição, questionando o protestantismo e
confirmando os dogmas de fé. É desse Concílio também a oficialização da Ordem de Jesus, os jesuítas, que
seriam responsáveis por espalhar a fé católica e, com ela, a arte barroca.
Como as artes retratavam o contexto religioso/ ou
vida cotidiana?
• Arte da Reforma: Lucas Cranach soube como nenhum outro colocar em imagens aquilo
que Lutero escrevia em seus textos.
• Barrroco Catolico: Eles reagiram com a Contrareforma, se fortalecendo e fazendo belas
composições arquitetônicas, como as igrejas. O Barroco não demorou muito a chegar às
Américas e foi através dele que a razão, proposta pelo renascimento, começou a se diluir.
A grande característica da arte barroca é o uso das emoções.
• O homem do barroco vivia num mar de incertezas: fé(emoção) x razão, alma x corpo,
prazer x culpa. A arte barroca expressa esses sentimentos, sempre em temáticas mais
religiosas, e, nas obras, há um certo exagero de emoções, como havia na mente do
homem da época e excesso de elemtentos visuais. Embora haja esse exagero, as obras
barrocas são, tendentemente, realistas (naturalistas realistas).
• Barroco Protestante: desenvolveu especialmente na Holanda, com temas simples,
ligados ao cotidiano (os protestantes acreditavam que o trabalho, no dia-a-dia, o
trabalho dignifica o homem ).
Nome do movimento artístico e tipo de arte
produzidas
• Barrroco Catolico: Iniciou-se na Itália e através dessa arte, os ensinamento
cristãos puderam ser espalhados de uma forma diferenciada. Ela surgiu no
século XVII e suas características enfatizaram as transformações ocorridas
na Idade Moderna. Foi no século XVI que ocorreu a Reforma Protestante,
originando os Estados Nacionais e os governos absolutos, onde cada nação
deveria se libertar do poder que a igreja católica possuia no período. Eles
reagiram com a Contrareforma, se fortalecendo e fazendo belas
composições arquitetônicas, como as igrejas. O Barroco não demorou
muito a chegar às Américas e foi através dele que a razão, proposta pelo
renascimento, começou a se diluir. A grande característica da arte
barroca é o uso das emoções.
• Barroco Protestante: desenvolveu especialmente na Holanda, com
temas simples, ligados ao cotidiano (os protestantes acreditavam
que o trabalho, no dia-a-dia, o trabalho dignifica o homem ).
Técnicas, materiais e temas
• Barroco Católico: Especialmente na Itália, temas quase sempre
religiosos. Há rebuscamento, exagero visual, luminismos, forma
aberta. Os papas e alguns nobres e burgueses(mecenas)
patrocinavam os artistas. Foi difundido com a expansão da fé católica
(jesuítas).
- Barroco Protestante: Especialmente na Holanda, temas simples,
ligados ao cotidiano (os protestantes acreditavam que o trabalho, no
dia-a-dia, era o que salvava a alma). Há simplificação de alguns
elementos, a imagem é menos dinâmica, mais limpa, a luz vem quase
sempre de alguma janela ou vitral da parte superior esquerda da
pintura, a forma é mais delimitada que no barroco protestante. De
início não foi tanto difundido quanto o Barroco Católico.
Artistas do período
Catolico
• Tintoretto
• Caravaggio
• Andréa Pozzo
Artistas do período
Protestante
• Rembrandt
• Veermer
• Frans Hals
• Rubens
Patrocinadores e incentivadores da arte
• Barroco Católico: Os papas e alguns nobres e burgueses(mecenas)
patrocinavam os artistas. Foi difundido com a expansão da fé católica
(jesuítas).
• Barroco Protestante: Burgueses e pessoas comuns.
Legado:
• Deus está na Arte, porque Ele é o Criador de todas as coisas.
• Novas tendências e linguagens artísticas
“O propósito da igreja é adorar a Deus conforme ele ordenou e levar o
evangelho às nações. O mundo jamais poderá ser meio de redenção. A
cultura não pode redimir. A arte não pode redimir. Ciências, educação,
literatura e política não podem redimir. Mas nem por isso o mundo
deixa de ser o “teatro da glória de Deus”, porque dele ainda “é a terra e
tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24.1).
Foi esse conhecimento que libertou os grandes artistas seguidores da
Reforma para criar obras que servissem tanto a religião quanto o
avanço da cultura de modos apropriados para cada tarefa, sem
confundir as duas. E é desse entendimento que precisamos hoje. Assim
deixaremos de nos isolar em subculturas religiosas e passaremos a ser
sal da terra e luz do mundo.”
Cláudio Marra. Editora Cultura Cristã, na revista Expressão – Lições da
História da Igreja 2.

Tabela reforma ultima apresentaçao

  • 1.
  • 3.
    IDADE MODERNA (Antigo Regime) IDADE CONTEMPORÂNEA 1789: Revolução Francesa .Maneirismo . Barroco . Rococó . . Neoclassicismo . Romantismo . Realismo/Naturalismo . Impressionismo . Simbolismo . Arte Nova Séc. XVI Séc. XVIII 18501800 1839: Descoberta da Fotografia 1900 SÉCULO XX ANTIGUID ADE CLÁSSICA IDADE MÉDIA IDADE MODERNA Nascimento de Cristo 500 d.c. 1453: Queda do Império bizantino1000 d.c. . Arte Grega . Arte Romana . Arte Paleocristã . Arte Bizantina . Arte Românica . Arte Gótica . Renascimento
  • 4.
    Paleocristã, Idade Média,Renascimento, Barroco, Vanguarda
  • 5.
    A arte durantesobre a Reforma
  • 6.
    • Martinho Lutero,percebeu que a interpretação da Vulgata Latina em Mateus 4:17 de “pagar penitência” mais precisamente seria “arrepender-se”. Tal conhecimento contribuiu para uma percepção crescente de que o sistema sacramental não era apoiado pelas Escrituras.
  • 7.
    Lucas Cranach Nós, podemosnos perguntar: mas o que um simples pintor poderia fazer para auxiliar esse movimento reformatório? Muito. Como gênio que era, Lucas Cranach (provinha da cidade de Kronach, daí seu sobrenome “Kronach”, aquele que vem de Kronach) soube como nenhum outro colocar em imagens aquilo que Lutero escrevia em seus textos. Se as armas de Lutero eram a Bíblia, a língua do povo, a descoberta da impressão a partir de Gutemberg e a proteção do Príncipe eleitor da Saxônia Frederico, o sábio, Lucas Cranach lhe concedeu uma arma que tanto a igreja como a sociedade da época já utilizavam, mas não de forma tão organizada e inovadora como fez o pintor: a propaganda!
  • 8.
    • Foi amigode Matinho Lutero e pintou os mais famosos retratos do reformador. Lutero era padrinho de Ana, filha de Cranach, que pediu a mão de Catalina de Bora para Lutero e foi padrinho do casamento e padrinho do primeiro filho de Lutero, 1526. • Cranach também colaborou e organizou a venda da tradução do Novo Testamento, feita por Lutero.
  • 9.
    Ao lado, umexemplo de uma de suas pinturas que hoje se encontra na Igreja de Weimar. Observem as figuras de Lutero apontando para a centralidade da Palavra e Cristo derramando seu sangue salvador sobre o próprio Lucas Cranach. Só Cristo salva e não o dinheiro da igreja.
  • 11.
    Análise da Pinturado altar na Igreja de Wittenberg. “Cranach pinta os sacramentos e o poder das chaves, 3 pinturas que estão sobre o fundamento, que é a pintura que tem Cristo. No Batismo, Cranach utiliza Melanchton - que não era pastor - batizando, significando o sacerdócio de todos os crentes; na distribuição da santa Ceia, a imagem contém Lutero e outras pessoas da cidade de Wittenberg em uma verdadeira refeição juntamente com Cristo; na outra imagem, as chaves são dadas às pessoas da comunidade de Wittenberg não por conta de Pedro ou da igreja católica romana, mas sim por causa de Cristo; e o que fundamenta os Sacramentos e as ações da igreja é a imagem do Cristo crucificado e ressurreto, que é objeto da pregação de Lutero entre o púlpito e a comunidade de Wittenberg. O que chama a atenção nestas telas é que as pessoas da comunidade se reconheciam nestas pinturas. Estavam lá! Tudo isso se encontra no Altar da Igreja da cidade. As pessoas, pois, que ainda não tinham acesso à leitura, escutavam as pregações e os debates mas, principalmente, viam a reforma acontecendo nestas pinturas e também nas pinturas que acompanhavam os escritos reformatórios. Assim, mesmo bem distante da nossa época, a fi gura da propaganda fez diferença na época de Lutero, levando a palavra de Deus às pessoas que não sabiam ler e que, de outra forma, não poderiam ter participado do movimento”.
  • 12.
    • Cranach transformouem imagem as palavras do apóstolo Paulo, resgatadas por Lutero: "...nós pregamos a Cristo crucificado... poder de Deus e sabedoria de Deus... Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado" (1 Co 1.22,24; 2.2). A tarefa de todo/a pregador/a nada mais é do que apontar para este centro da fé: "Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação" (Rm 4.25).
  • 14.
    Personagens da Reforma Estaé uma vista do interior da igreja de Santa Maria. Lucas Cranach imortalizou neste quadro os principais protagonistas da Reforma: Martinho Lutero (sob o pseudônimo Junker Jörg), Melanchthon e Lucas Cranach no batismo, e Katharina von Bora como membro da comunidade.
  • 15.
    A Lei eo Evangelho
  • 16.
    A Contra Reforma-Barroco Católico e Protestante
  • 19.
    O Barroco católico,em sintonia com a Contra-Reforma, adquire uma conotação extremamente religiosa, quando não mística. No Barroco Católico: Especialmente na Itália, temas quase sempre religiosos. Há rebuscamento, exagero visual, luminismos, forma aberta. Os papas e alguns nobres e burgueses(mecenas) patrocinavam os artistas. Foi difundido com a expansão da fé católica (jesuítas). A vocação de São Mateus, Caravaggio Barroco Católico
  • 20.
    Características da PinturaBarroca Católica: • Grande realismo e interesse pelo movimento e emoção. • Sombras projetadas. • Perspectiva é apenas sugerida. • Composição em diagonal. • Acentuado contrastes de claro- escuro. • Os temas mitológicos e religiosos são amplamente explorados. Caravaggio, Martírio de São Pedro.
  • 21.
    Caravaggio(1573-1610) • Caravaggio (1571-1610)foi um pintor italiano, o mais revolucionário artista do barroco, reconhecido pela grande expressividade de suas obras e pelo espetacular contraste entre luz e sombra.
  • 22.
    O modo coma luz é trabalhada na pintura de Caravaggio é tão fundamental em sua obra que ele é considerado importante pintor da luz, como você pode ver no quadro Vocação de São Mateus. Observe como a luz que ilumina a cena vem da janela que está no fundo, como seria natural. Essa luz dirige a atenção do observador para o grupo sentado em torno da mesa. O contraste de luz e sombra valoriza a pintura, pois os corpos ganham volume: veja como parecem esculturas, e não desenhos bidimensionais, isto é pintados apenas com altura e largura.
  • 26.
    Agora olha sóesse David, o David de Bernini: Esculturas do Barroco
  • 27.
    Aproveite outro ângulo…A estátua merece! E como ela merece MUITO, observem a expressão do rosto!
  • 28.
    Bernini - Oêxtase de Santa Teresa Observe os feixes dourados que descem ao encontro da santa. O ouro, seja qual for a iluminação da câmara, fará com que se tenha a nítida referência de uma luz vinda do céu em direção a ela. Drapeados que geram contraste de claro/escuro. Agora observe a postura de Santa Teresa: seu corpo apresenta um espasmo, como se estivesse sendo puxado para cima, mesmo com o relaxamento do corpo (e há relatos da santa que em experiências espirituais ela teria levitado). O rosto expressa uma estado de relativa inconsciência; a boca entreaberta e serena denotam a experimentação de uma sensação de prazer. Por fim, observe como o anjo segura a seta: há extrema leveza no gesto, o que significa que não haverá um novo golpe. Além disso, ele contempla a santa com ternura e alegria.
  • 29.
  • 30.
    Muerte de laBeata Ludovica Albertoni BERNINI
  • 35.
    O Barroco Protestante Nospaíses protestantes havia condições favoráveis à liberdade de pensamento, a investigação científica iniciada no Renascimento pôde prosseguir, permitindo assim a confecção de quadros como “A aula de anatomia do Dr.Tulp, também de Rembrandt.
  • 36.
    Barroco Protestante desenvolveu especialmentena Holanda, com temas simples, ligados ao cotidiano (os protestantes acreditavam que o trabalho, no dia-a-dia, o trabalho dignifica o homem ). Há simplificação de alguns elementos, a imagem é menos dinâmica, mais limpa, a luz vem quase sempre de alguma janela ou vitral da parte superior esquerda da pintura. De início não foi tanto difundido quanto o Barroco Católico.
  • 37.
    Mas também haviapinturas de temas religiosos, porém não era a uma regra ser religioso e só fazer pinturas religiosas. Rembrandt , foi um grande pintor protestante de temas bíblicos Rembrandt - Os discípulos de Emaús
  • 38.
    The Raising ofthe Cross – 1633
  • 40.
    Presentation of Jesusin the Temple e A Parábola do Retorno do Filho do Pródigo
  • 41.
  • 42.
  • 43.
  • 44.
  • 45.
    • A vitóriado protestantismo, por sua vez, leva os pintores a se especializarem em ramos da arte que não levantem objeções de natureza religiosa. • Os retratos, as paisagens e as cenas de gênero aparecem, assim, como alternativas aos artistas que haviam perdido um importante fonte de trabalho, a pintura religiosa.
  • 46.
    PINTURA de Gênero •O termo pintura de gênero faz referência às representações da vida cotidiana, do mundo do trabalho e dos espaços domésticos, que tomaram a pintura holandesa do século XVII. • Em pleno florescimento do barroco na Europa católica, desenvolve-se nos Países Baixos, sobretudo na sua porção holandesa protestante, um estilo sóbrio, realista, comprometido com a descrição de cenas rotineiras, de temas da vida diária, de homens dedicados a seus ofícios, de mulheres no interior da casa e de festas comunitárias, no campo e na cidade.
  • 47.
    • “Somos cristãosquer durmamos, comamos, ou trabalhemos; qualquer coisa que fizermos, faremos como filhos de Deus. Nosso cristianismo não serve apenas para os momentos piedosos ou atos religiosos. E o propósito da vida não é o evangelismo, é a busca do Reino de Deus”. • Rookmaaker, H. A Arte não precisa de Justificativa. Ed. Ultimato. 2010.
  • 48.
    Rembrandt (1606-1669) • Rembrandt(1606-1669), holandês, nascido Rembrandt van Rijn, teve grande sucesso como pintor de retratos, mas sua fama também repousa nos quadros sérios, introspectivos, de seus últimos anos, pinturas em que o sombreado sutil implica uma extraordinária profundidade emocional.
  • 49.
    Os Síndicos daCorporação de Tecelões de Amsterdam, 1661-62, Rembrandt, Rijksmuseum, Amsterdam.
  • 50.
    Lição de Anatomiado Dr. Tulp, 1632, Rembrandt, Mauritshuis, Amsterdam.
  • 51.
  • 52.
    A força daburguesia na Holanda levou a pintura aos temas burgueses e de cenas da vida comum, como “A Ronda Noturna”, de Rembrandt.
  • 53.
    Veja no slideseguinte, uma releitura cênica, ou apresentação teatral da pintura de Rembrandt feita em um shopping.
  • 55.
  • 56.
    • Moça comBrinco de Pérola, 1665, Johannes Vermeer, Mauritshuis, Haia
  • 57.
    • A Mulherde Azul Lendo uma Carta, Johannes Vermeer, Rijksmuseum, Amsterdam.
  • 58.
    • Lição deMusica, c.1660-65, Johannes Vermeer, Coleção Real.
  • 59.
    • A Leiteira,c. 1657-58, Johannes Vermeer, Rijksmuseum, Amsterdam.
  • 60.
    • O Estúdiodo Artista, c.1660-65, Johannes Vermeer, Museu Kunsthistorisches, Viena.
  • 61.
    • Dama Sentadaao Virginal, c.1670-72, Johannes Vermeer, National Gallery, Londres.
  • 62.
    • O Concerto,c.1660-65, Johannes Vermeer, Museu Isabella Stewart-Gardner, Boston.
  • 63.
    • A Cartade Amor, c.1670, Johannes Vermeer, Rijksmuseum, Amsterdam.
  • 64.
    Frans Hals (c.1582-1666) Umdos maiores retratistas da história da pintura, o holandês Frans Hals cumpriu um destino comum a outros grandes nomes da pintura: o extraordinário talento convivendo com intermináveis problemas financeiros.
  • 68.
    Rubens • Rubens (1577-1640)nascido em Flandres, atualmente Bégica, como Sir Peter Paul Rubens conhecido como “Príncipe dos pintores e pintor dos príncipes” teve uma vida sofisticada, que o levou às cortes da Europa como pintor e diplomata. Um raro gênio criativo, tinha uma formação clássica e era sociável, bonito , vigoroso e viajado.
  • 70.
    Onde Deus estánessas obras? ...porque dele ainda “é a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24.1).
  • 71.
    O Reino deDeus na vida cotidiana • “Somos cristãos quer durmamos, comamos, ou trabalhemos; qualquer coisa que fizermos, faremos como filhos de Deus. Nosso cristianismo não serve apenas para os momentos piedosos ou atos religiosos. E o propósito da vida não é o evangelismo, é a busca do Reino de Deus”. • Rookmaaker, H. A Arte não precisa de Justificativa. Ed. Ultimato. 2010.
  • 72.
  • 73.
    • Maria ClaraJohannes Vermeer "The Lace Maker" 1665-70 (Louvre, Paris)
  • 76.
    • Riane ALeiteira, c. 1657-58, Johannes Vermeer, Rijksmuseum, Amsterdam.
  • 77.
    Veja o trabalhode releitura abaixo: “O fotógrafo australiano Bill Gekas usou sua filha de cinco anos como modelo em imagens que se inspiram em pinturas de artistas como Rembrandt, Rubens e Caravaggio. De acordo com o "Daily Mail", a garota chama-se Athena e participa de trabalhos em que o pai manipula luz e sombra para evocar a obra de mestres do barroco holandês, flamengo e italiano. Em seu site, Gekas posta uma série de retratos "estrelados" pela garotinha, que surge vestida em trajes de época. Veja abaixo alguns dos trabalhos”. http://g1.globo.com/pop- arte/noticia/2013/02/fotografo-retrata-filha-de-5- anos-em-poses-de-quadros-famosos-veja- fotos.html
  • 84.
    Influência da artedo Barroco Protestante em outros artistas Um exemplo: Van Gogh
  • 85.
    Van Gogh foiamava as obras de Reembrant Veja sua obra: o bom samaritano, inspirado em Reembrant
  • 86.
    Vincent Van Goghfoi pastor • Vincent foi um jovem pastor socialmente progressista e idealista que entrou em conflito com a rígida respeitabilidade da Igreja Reformada Holandesa em 1878. Ministrando aos mineiros famintos e toscos, sofreu em completa solidariedade - mal alimentado, sujo, frio e feio. A igreja na época não se importava muito com sua empatia escandalosa e abruptamente cortou todo o apoio. • Com isso, Van Gogh se voltou para a arte. Claramente não o seu primeiro amor, mas ele encontrou o sucesso que ele perdeu com as senhoras e a igreja. • Falando da igreja, ele escreveu a Theo: "Gostaria que eles só me aceitassem como eu sou", e expressou amargura por sua rejeição.
  • 87.
    • Poucos estãocientes de outro tema comum no trabalho de Van Gogh: assuntos bíblicos tradicionais. • Há uma boa razão para isso - museus, galerias e historiadores da arte escondê-los. De acordo com o especialista William Havlicek, autor de "Van Gogh Untold Journey", obras abertamente religiosas do mestre são tratadas como sujeira. • Durante uma retrospectiva de 100 anos em 1990, pinturas com temas cristãos foram "escondidas no porão" do Museu Van Gogh de Amsterdã, de modo que 1,5 milhões de espectadores (naquele ano sozinho) nunca viram.
  • 88.
    A ressureição deLazaro 1890 - Vincent van Gogh
  • 89.
    "Pieta" por Vincentvan Gogh, 1889
  • 90.
    • Surpreendentemente, Havelicekafirma que a enorme correspondência pessoal de Van Gogh (mais de 900 cartas restantes conhecidas) também foi espiritualmente limpa. • Em uma carta ao pintor Emile Bernard, dois anos antes de sua morte, Van Gogh estava claramente obcecado por coisas espirituais. Lê-se como uma corrente de consciência de evangelista em lugares, com dezenas de referências a escritura ou pinturas baseadas biblicamente por outros artistas. • "Você já leu a vida de Lutero?" Van Gogh questiona seu amigo. "Porque Cranach, Dürer, Holbein pertencem a ele ... a elevada luz da Idade Média".
  • 91.
    • Louvando seuSalvador a Bernard, Van Gogh desenhou um "artista maior do que todos os artistas" cujas palavras faladas se tornam "uma força criativa, um poder criativo puro". • Isso parece não ser mencionado na maioria das escolas de arte. • Só uma carta revela que muitas de suas pinturas se referem a Cristo, como exalta: "Que semeador, que colheita, que figueira".
  • 92.
    O semeado deVan Gogh- Jesus
  • 93.
    Arte pós reforma •A arte não precisa de justificativa... • Todas as coisas são puras para os puros... • Deus está na Arte, porque Ele é o Criador de todas as coisas. • Novas tendências e linguagens artísticas
  • 94.
    “O propósito daigreja é adorar a Deus conforme ele ordenou e levar o evangelho às nações. O mundo jamais poderá ser meio de redenção. A cultura não pode redimir. A arte não pode redimir. Ciências, educação, literatura e política não podem redimir. Mas nem por isso o mundo deixa de ser o “teatro da glória de Deus”, porque dele ainda “é a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24.1). Foi esse conhecimento que libertou os grandes artistas seguidores da Reforma para criar obras que servissem tanto a religião quanto o avanço da cultura de modos apropriados para cada tarefa, sem confundir as duas. E é desse entendimento que precisamos hoje. Assim deixaremos de nos isolar em subculturas religiosas e passaremos a ser sal da terra e luz do mundo.” Cláudio Marra. Editora Cultura Cristã, na revista Expressão – Lições da História da Igreja 2.
  • 95.
  • 96.
  • 107.
    Referências • http://deniseludwig.blogspot.com.br/2013/09/pinturas-de-abraao-e- o-estilo-barroco.html • http://www.ultimato.com.br/conteudo/o-evangelho-pertence-a-uma- denominacao •http://www.ultimato.com.br/conteudo/e-a-arte-o-que-a-reforma- teve-a-ver-com-ela • Rookmaaker, H. A Arte não precisa de Justificativa. Ed. Ultimato. 2010. • SCHAEFFER. A Arte e a Bíblia. Viçosa: Ultimato, 2010
  • 108.
    • Andrea Dressler:http://arteeducacaodf.blogspot.com.br/ • https://pt.slideshare.net/CEF16/a-arte-barroca-na-europa- 25692525?qid=f5e05008-07d0-4cc6-835a- 81fb4936d05e&v=&b=&from_search=7 • Rookmaaker, H. A Arte não precisa de Justificativa. Ed. Ultimato. 2010.
  • 109.
  • 110.
    Tabela Arte eReforma Renascimento
  • 111.
    Como as artesretratavam o contexto sócio- político? O Barroco surgiu num contexto de tribulações ideológicas na Europa (fim do séc XVI). Para entender o porquê de seu surgimento, vejamos alguns movimentos que o antecederam: • 1480, final do século XV: Renascimento Movimento artístico-filosófico pautado na negação dos ideais medievais, resgatando elementos das culturas Clássicas (Grécia e Roma). Na área ideológica, foram contra as verdades da Igreja Católica, especialmente. Na área estilística, faziam uso de estudos anatômicos e racionais para dar mais precisão e realismo às obras. As pinturas caracterizam-se, no geral, por possuirem uma forma fechada (limites definidos), usarem a luz difusa e triângulos áureos (simetria, equilíbrio visual). Contrário o Renascentismo e paralelo a ele, surgiu o Maneirismo, que retoma o estilo medieval não-realista, distorcendo figuras humanas de modo a colocar mais subjetividade na pintura, ao invés da objetividade racionalista dos Renascentistas. Do maneirismo vêm as técnicas luministas, que seriam muito utilizadas no Barroco. • 1540, aproximadamente: reforma Protestante Movimento que seccionou a Igreja através de questionamentos dogmáticos e "administrativos" da própria Igreja. Impulsionada por Lutero e, mais tarde, Calvino, esta Reforma baseou-se imensamente nas idéias renascentistas de ruptura com as idéias medievais. A Igreja, de certa forma fragilizada por esses movimentos (especialmente a Reforma), perde muitos fiéis e é obrigada a agir. Surge então o Barroco, também chamado de arte da Contra-Reforma. Contra-Reforma esta que começou com o Concílio de Trento, reforçando a ação da Santa Inquisição, questionando o protestantismo e confirmando os dogmas de fé. É desse Concílio também a oficialização da Ordem de Jesus, os jesuítas, que seriam responsáveis por espalhar a fé católica e, com ela, a arte barroca.
  • 112.
    Como as artesretratavam o contexto religioso/ ou vida cotidiana? • Arte da Reforma: Lucas Cranach soube como nenhum outro colocar em imagens aquilo que Lutero escrevia em seus textos. • Barrroco Catolico: Eles reagiram com a Contrareforma, se fortalecendo e fazendo belas composições arquitetônicas, como as igrejas. O Barroco não demorou muito a chegar às Américas e foi através dele que a razão, proposta pelo renascimento, começou a se diluir. A grande característica da arte barroca é o uso das emoções. • O homem do barroco vivia num mar de incertezas: fé(emoção) x razão, alma x corpo, prazer x culpa. A arte barroca expressa esses sentimentos, sempre em temáticas mais religiosas, e, nas obras, há um certo exagero de emoções, como havia na mente do homem da época e excesso de elemtentos visuais. Embora haja esse exagero, as obras barrocas são, tendentemente, realistas (naturalistas realistas). • Barroco Protestante: desenvolveu especialmente na Holanda, com temas simples, ligados ao cotidiano (os protestantes acreditavam que o trabalho, no dia-a-dia, o trabalho dignifica o homem ).
  • 113.
    Nome do movimentoartístico e tipo de arte produzidas • Barrroco Catolico: Iniciou-se na Itália e através dessa arte, os ensinamento cristãos puderam ser espalhados de uma forma diferenciada. Ela surgiu no século XVII e suas características enfatizaram as transformações ocorridas na Idade Moderna. Foi no século XVI que ocorreu a Reforma Protestante, originando os Estados Nacionais e os governos absolutos, onde cada nação deveria se libertar do poder que a igreja católica possuia no período. Eles reagiram com a Contrareforma, se fortalecendo e fazendo belas composições arquitetônicas, como as igrejas. O Barroco não demorou muito a chegar às Américas e foi através dele que a razão, proposta pelo renascimento, começou a se diluir. A grande característica da arte barroca é o uso das emoções. • Barroco Protestante: desenvolveu especialmente na Holanda, com temas simples, ligados ao cotidiano (os protestantes acreditavam que o trabalho, no dia-a-dia, o trabalho dignifica o homem ).
  • 114.
    Técnicas, materiais etemas • Barroco Católico: Especialmente na Itália, temas quase sempre religiosos. Há rebuscamento, exagero visual, luminismos, forma aberta. Os papas e alguns nobres e burgueses(mecenas) patrocinavam os artistas. Foi difundido com a expansão da fé católica (jesuítas). - Barroco Protestante: Especialmente na Holanda, temas simples, ligados ao cotidiano (os protestantes acreditavam que o trabalho, no dia-a-dia, era o que salvava a alma). Há simplificação de alguns elementos, a imagem é menos dinâmica, mais limpa, a luz vem quase sempre de alguma janela ou vitral da parte superior esquerda da pintura, a forma é mais delimitada que no barroco protestante. De início não foi tanto difundido quanto o Barroco Católico.
  • 115.
    Artistas do período Catolico •Tintoretto • Caravaggio • Andréa Pozzo
  • 116.
    Artistas do período Protestante •Rembrandt • Veermer • Frans Hals • Rubens
  • 117.
    Patrocinadores e incentivadoresda arte • Barroco Católico: Os papas e alguns nobres e burgueses(mecenas) patrocinavam os artistas. Foi difundido com a expansão da fé católica (jesuítas). • Barroco Protestante: Burgueses e pessoas comuns.
  • 118.
    Legado: • Deus estána Arte, porque Ele é o Criador de todas as coisas. • Novas tendências e linguagens artísticas
  • 119.
    “O propósito daigreja é adorar a Deus conforme ele ordenou e levar o evangelho às nações. O mundo jamais poderá ser meio de redenção. A cultura não pode redimir. A arte não pode redimir. Ciências, educação, literatura e política não podem redimir. Mas nem por isso o mundo deixa de ser o “teatro da glória de Deus”, porque dele ainda “é a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam” (Sl 24.1). Foi esse conhecimento que libertou os grandes artistas seguidores da Reforma para criar obras que servissem tanto a religião quanto o avanço da cultura de modos apropriados para cada tarefa, sem confundir as duas. E é desse entendimento que precisamos hoje. Assim deixaremos de nos isolar em subculturas religiosas e passaremos a ser sal da terra e luz do mundo.” Cláudio Marra. Editora Cultura Cristã, na revista Expressão – Lições da História da Igreja 2.