Cultura do Algodão
(Gossypium hirsutum L.)
Engª Agrônoma Milena Almeida
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INTRODUÇÃO
• ORIGEM, HISTÓRICO E IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
O algodoeiro já era conhecido 8 mil anos A. C. tecidos de algodão eram encontrados na Índia 3 mil
anos A. C. A Índia é tida como centro de origem Do algodoeiro, apesar de outras espécies
originadas em outras regiões (múmias íncas eram envolvidas em algodão). O algodoeiro
americano teria tido sua origem no México e no Peru. Foi constatado o cultivo dessa planta pelos
indígenas (que transformavam o algodão em fios e tecidos) na época do descobrimento do Brasil.
Atualmente cerca de 81 países cultivam o algodoeiro, economicamente, liderados pela China,
E.U.A. Índia, entre outros. Por sua grande resistência à seca constitui-se em uma das poucas
opções para cultivo em regiões semi-áridas (fixa o homem ao campo gera emprego e renda no
meio rural e meio urbano). É atividade de grande importância social e econômica.
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ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
• Produção de algodão em pluma (2005/2006): 24.700 mil toneladas.
• Maiores produtores mundiais: China, Estados Unidos, Índia e Brasil.
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ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
• Algodão no Brasil:
Maiores produtores nacionais (2005):
- Mato Grosso (54,36%).
- - Goiás (13,17%).
- - São Paulo (6,97%).
- - Mato Grosso do Sul (6,94%).
- - Minas Gerais (3,99%).
- - Paraná (3,65%).
- Maior produtividade: - Mato Grosso (2.471kg/ha).
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IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
• 81 países cultivam o algodoeiro, economicamente liderados pela China,
E.U.A. e Índia.
• No Brasil, estima-se que a demanda aumentará das atuais 900 mil
toneladas/ano para 1.200 mil toneladas/ano. - US$25 bilhões/ano
investidos na cadeia. - 4% do PIB nacional e 13,5% do PIB industrial.
(TÊXTIL, 2004).
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ESTUDO DA PLANTA
• Classificação botânica Família: Malvaceae. Nome cientifico: Gossypium
hirsutum L.
• Característica da planta: Ereta, anual ou perene. - Raiz principal cônica,
pivotante, profunda e com pequeno número de raízes secundárias
grossas e superficiais.
• Caule: Herbáceo ou lenhoso, Altura variável.
• Ramos vegetativos: 4 a 5, na parte de inferior.
Ramos frutíferos: Extra-axilares, na parte superior.
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ESTUDO DA PLANTA
• Folhas: Pecioladas, Consistência coriácea ou não. - Inteiras ou
recortadas (3 a 9 lóbulos).
• Flores: - Hermafroditas. - Axilares. - Isoladas ou não. - Cor creme
nas recém-abertas (que passam a rósea e purpúreo). - Com ou
sem mancha purpúrea na base interna. - Abertura: a cada 3-6
dias.
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ESTUDO DA PLANTA
• Frutos: “Maçãs“, quando verdes. “Capulhos“, após a abertura. Cápsulas
de deiscência (abertura) longitudinal. - 3 a 5 lojas cada uma, encerrando
6 a 10 sementes.
• Características comerciais da fibra: Comprimento, Finura, Maturidade,
Resistência.
• Cultivares diferenciam-se quanto ao: Tamanho da fibra: Curta, média e
longa.
• Ciclo: Curto (120-150 dias) ou ciclo longo (150-180 dias).
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ESTUDO DA PLANTA
• Fenologia
• Cultivares : Características de uma boa cultivar: Produtividade elevada (200 a 300
arrobas/ha). Alto rendimento de fibras (38 a 41%). Ciclo normal a longo (150 a 180
dias de ciclo). Maturidade acima de 82%. Teor de fibras curtas inferior a 7%. -
Comprimento de fibras acima de 28,5 mm.
• Melhoramento Genético: BRS, GLTP, Bolgard 3.
Exemplos: FM 54GLT, 1746B2RR
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ECOFISIOLOGIA
• Elementos de clima e produtividade
É uma planta de clima tropical. Exige: Umidade no solo para germinação,
início do desenvolvimento plantular e o período entre a formação dos
primeiros botões florais ao início da abertura dos frutos (35 a 120 dias do
ciclo de vida).
• Condição ideal de desenvolvimento: muito calor, muita luminosidade e
umidade regular no solo.
• Aeração do solo: exigente em oxigênio no solo
• Compactação: Sensível
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ECOFISIOLOGIA
Necessidade Pluviométrica: 650 a 700 mm de água bem distribuídos
durante o seu ciclo de desenvolvimento. A água é importante do
início ao fim da cultura do algodão.
Luz: Planta C3
Temperatura: 21 a 37°C
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ELEMENTOS DE SOLO E PRODUTIVIDADE
• Solos: - Profundos, porosos, bem drenados e de textura média. -
Faixa de pH entre 5,5 e 6,5. - Declividade: inferior a 10%. -
Altitude: inferior a 1.500m. - Extremamente exigente em oxigênio
no solo.
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PREPARO DO SOLO
• Eliminação total da “soca”. - Restos da planta colhida, o mais
rapidamente possível, por incorporação ou quimicamente. -
Recomenda-se a utilização de grades leves (até 2 gradagens) e
incorporação com arado (preferencialmente “aiveca”).
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CALAGEM,NUTRIÇÃO,E ADUBAÇÃO.
• NITROGÊNIO: - É o elemento que o algodoeiro retira em MAIOR
proporção do solo. - Promove: - Desenvolvimento da planta,
INCLUSIVE na floração. - Comprimento e resistência à fibra.
• - FÓSFORO: - Concentra-se principalmente nas folhas e frutos. - É
responsável: - Pela boa polinização. - Frutificação, maturação e
abertura dos frutos. - Formação e crescimento de raízes.
• POTÁSSIO: - Participa direta ou indiretamente na fotossíntese e
respiração, e no transporte de fotoassimilados na planta. -
Aumenta: - Tamanho das maçãs. - Peso do capulho e sementes. -
Qualidade das fibras do algodão.
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CALAGEM,NUTRIÇÃO,E ADUBAÇÃO.
• - NITROGÊNIO: - Base + Cobertura. - Cobertura: - Parcelada em 2
ou 3 vezes. - Até 40 dias após a emergência;
• - FÓSFORO: - Altamente exigente entre 30 e 50 DAE; - POTÁSSIO:
- Exigente entre 30 e 50 DAE e entorno de 90 DAE.
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CALAGEM,NUTRIÇÃO,E ADUBAÇÃO.
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PREPARO DA ÁREA AGRÍCOLA
• Épocas de semeadura - Regional
• Qualidade e preparo da semente
• Manejo populacional e varietal
• Semeadura (Plantio)
População de plantas: 200.000 a 320.000 plt/ha - Espaçamento: -0,75 m
entre linhas. - Profundidade: - 5 a 6 cm.
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SEMEADURA (PLANTIO)
• Para calcular a dose de sementes por hectares, você tem que considerar o poder
germinativo das sementes e inserção de 5% ou 10% a mais do estande desejado.
• Dessa forma, iniciamos os cálculos com a seguinte fórmula:
Nº de plantas/ha = ( estande desejado x 100 /porcentagem de
germinação) x 1.1
• Supondo um estande desejado de 120.000 plantas e uma % de germinação de 90:
Nº de plantas/ha =( 120.000 x 100/ 90) x 1.1
• O valor a ser semeado seria de 146.667 plantas por hectare para atingir o estande
desejado de 120.000 plantas/ha, considerando 10% de inserção a mais devido a
perdas por pragas e doenças.
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SEMEADURA (PLANTIO)
• O próximo passo é o cálculo de plantas por metro linear:
• fórmula cálculo de semeadura do algodão
Nº de sementes/m = população de plantas ha x espaçamento (m) / 10.000
• Para um espaçamento de 0,76 m entre linhas de plantio:
Nº de sementes/m = 146.667 x 0,76 / 10.000
• O número de sementes/m seria de 11,15. Com o espaçamento de 0,76
m e uma população de plantas final de 120.000 plantas por hectare, a
semeadora deverá ser regulada para distribuir 11 sementes por metro
linear de sulco.
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SEMEADURA (PLANTIO)
• Cálculo de kg de sementes de algodão por hectare:
• Saber o peso de mil sementes
Para calcular a quantia em kg que serão utilizados por hectare, podemos
utilizar uma simples regra de 3. Supondo que o peso de 1.000 sementes seja
igual a 125 g, temos:
1000 --------------- 125g
146,667 ------------ x = ?
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TRATOS CULTURAIS
• REGULADOR DE CRESCIMENTO: Crescimento, desfolhantes e
maturadores.
O por quê: - Plantas acima de 1,5m de altura, dificultam colheita mecanizada
e controle de pragas, além de determinar sombreamento das partes mais
baixas da planta resultando no apodrecimento de maçãs.
REGULADORES DE CRESCIMENTO: - Cloreto de mepiquat (PIX): - 1,0 litro/ha. - Cloreto de
clormequat (TUVAL): - 50 g/ha. - Cloreto de clorocolina (CCC): - 0,50 litro/ha.
DESFOLHANTES: - Podem ser específicos (produzindo a queda das folhas antes da senescência)
e herbicidas (ocasionando a morte da folha, que permanece ligada à planta). * A desfolha apressa
a maturação do fruto e a abertura dos capulhos facilitando a colheita.
MATURADORES: - Os maturadores devem ser aplicados quando 90% dos capulhos estiverem
abertos. - O alvo único é o fruto, acelerando sua maturação e abertura.
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MANEJO DE PLANTAS DANINHAS
• Principais plantas Daninhas: Regional. (Atenção Picão Preto-
Bidens Pilosa )
• - Controle de plantas invasoras: - Período crítico de competição:
dos 15 aos 56 DAE (anexo).
• Manejo de Plantas daninhas - Vários produtos registrados. -
Alachlor, Alachlor+Trifluralin, Amônio – Glufosinato, Clethodim,
Clomazone, Cyanazine, Diuron, Diuron + MSMA, Diuron +
Paraquat, Fluazifop – P- Butil, Linuron, MSMA, Norflurazon,
Oxadiazon, Oxyfluorfen, Paraquat, Pendimethalin, Propaquizafop,
Pyrithiiobac – Sodium, Sethoxidin e Trifluralin. C
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MANEJO DE PRAGAS
• Principais: Bicudo, Broca da Haste, Curuquerê, Lagarta da maça.
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MANEJO DE PRAGAS
• Pragas Secundarias: Pulgão, Tripes, Ácaro.
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MANEJO DE DOENÇAS
• Principais doenças: Ramulose, Antracnose, Mosaico comum,
Tombamento de Plântulas, Mancha Alvo.
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- Corynespora cassiicola
COLHEITA E BENEFICIAMENTO
• Colheita mecânica
• Para a colheita mecânica a declividade do terreno deve estar abaixo de
8% e não devem existir obstáculos no terreno.
• Teor de umidade ideal: - 7 a 12% (colher em horas quentes do dia).
• Livre de plantas invasoras, desfolhada e uniforme.
• Perdas admitidas: até 10%. - Velocidade de trabalho: 3,5 km/h.
• Rendimentos: entre 2500 e 3800 kg/ha (até 250 @/ha).
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COLHEITA E BENEFICIAMENTO
• Armazenamento: Logo após colhido, o algodão é retirado da
colhedora e repassado para o enfardador, o qual faz a prensagem
do algodão, confeccionando fardos de aproximadamente 10
toneladas, que são depositados no solo e cobertos com “toucas”
(lonas), até que sejam transportados para a unidade de
beneficiamento.
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COLHEITA E BENEFICIAMENTO
• Beneficiamento: Para maior eficiência e para obter fibra e
semente de boa qualidade é recomendado que o algodão em
caroço, ao entrar na usina, apresente as seguintes características:
Umidade do algodão em torno de 7%, Sem excesso de impurezas,
Isenção de pragas e doenças, Grau de maturidade ideal
(verificado em laboratório).
• Fases do Beneficiamento:
- Recepção, qualificação, armazenamento temporário.
-Separação da fibra/semente.
- Prensagem, enfardamento e armazenamento da fibra.
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TESTES – ARQUIVO PESSOAL
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Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 31
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 32
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Slide Cultura do Algodao.pptx

  • 1.
    Cultura do Algodão (Gossypiumhirsutum L.) Engª Agrônoma Milena Almeida
  • 2.
    2 INTRODUÇÃO • ORIGEM, HISTÓRICOE IMPORTÂNCIA ECONÔMICA O algodoeiro já era conhecido 8 mil anos A. C. tecidos de algodão eram encontrados na Índia 3 mil anos A. C. A Índia é tida como centro de origem Do algodoeiro, apesar de outras espécies originadas em outras regiões (múmias íncas eram envolvidas em algodão). O algodoeiro americano teria tido sua origem no México e no Peru. Foi constatado o cultivo dessa planta pelos indígenas (que transformavam o algodão em fios e tecidos) na época do descobrimento do Brasil. Atualmente cerca de 81 países cultivam o algodoeiro, economicamente, liderados pela China, E.U.A. Índia, entre outros. Por sua grande resistência à seca constitui-se em uma das poucas opções para cultivo em regiões semi-áridas (fixa o homem ao campo gera emprego e renda no meio rural e meio urbano). É atividade de grande importância social e econômica. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA
  • 3.
    ORIGEM E DISTRIBUIÇÃOGEOGRÁFICA • Produção de algodão em pluma (2005/2006): 24.700 mil toneladas. • Maiores produtores mundiais: China, Estados Unidos, Índia e Brasil. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 3
  • 4.
    ORIGEM E DISTRIBUIÇÃOGEOGRÁFICA • Algodão no Brasil: Maiores produtores nacionais (2005): - Mato Grosso (54,36%). - - Goiás (13,17%). - - São Paulo (6,97%). - - Mato Grosso do Sul (6,94%). - - Minas Gerais (3,99%). - - Paraná (3,65%). - Maior produtividade: - Mato Grosso (2.471kg/ha). Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 4
  • 5.
    IMPORTÂNCIA ECONÔMICA • 81países cultivam o algodoeiro, economicamente liderados pela China, E.U.A. e Índia. • No Brasil, estima-se que a demanda aumentará das atuais 900 mil toneladas/ano para 1.200 mil toneladas/ano. - US$25 bilhões/ano investidos na cadeia. - 4% do PIB nacional e 13,5% do PIB industrial. (TÊXTIL, 2004). Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 5
  • 6.
    6 ESTUDO DA PLANTA •Classificação botânica Família: Malvaceae. Nome cientifico: Gossypium hirsutum L. • Característica da planta: Ereta, anual ou perene. - Raiz principal cônica, pivotante, profunda e com pequeno número de raízes secundárias grossas e superficiais. • Caule: Herbáceo ou lenhoso, Altura variável. • Ramos vegetativos: 4 a 5, na parte de inferior. Ramos frutíferos: Extra-axilares, na parte superior. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA
  • 7.
    ESTUDO DA PLANTA •Folhas: Pecioladas, Consistência coriácea ou não. - Inteiras ou recortadas (3 a 9 lóbulos). • Flores: - Hermafroditas. - Axilares. - Isoladas ou não. - Cor creme nas recém-abertas (que passam a rósea e purpúreo). - Com ou sem mancha purpúrea na base interna. - Abertura: a cada 3-6 dias. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 7
  • 8.
    ESTUDO DA PLANTA •Frutos: “Maçãs“, quando verdes. “Capulhos“, após a abertura. Cápsulas de deiscência (abertura) longitudinal. - 3 a 5 lojas cada uma, encerrando 6 a 10 sementes. • Características comerciais da fibra: Comprimento, Finura, Maturidade, Resistência. • Cultivares diferenciam-se quanto ao: Tamanho da fibra: Curta, média e longa. • Ciclo: Curto (120-150 dias) ou ciclo longo (150-180 dias). Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 8
  • 9.
    ESTUDO DA PLANTA •Fenologia • Cultivares : Características de uma boa cultivar: Produtividade elevada (200 a 300 arrobas/ha). Alto rendimento de fibras (38 a 41%). Ciclo normal a longo (150 a 180 dias de ciclo). Maturidade acima de 82%. Teor de fibras curtas inferior a 7%. - Comprimento de fibras acima de 28,5 mm. • Melhoramento Genético: BRS, GLTP, Bolgard 3. Exemplos: FM 54GLT, 1746B2RR Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 9
  • 10.
    ECOFISIOLOGIA • Elementos declima e produtividade É uma planta de clima tropical. Exige: Umidade no solo para germinação, início do desenvolvimento plantular e o período entre a formação dos primeiros botões florais ao início da abertura dos frutos (35 a 120 dias do ciclo de vida). • Condição ideal de desenvolvimento: muito calor, muita luminosidade e umidade regular no solo. • Aeração do solo: exigente em oxigênio no solo • Compactação: Sensível Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 10
  • 11.
    ECOFISIOLOGIA Necessidade Pluviométrica: 650a 700 mm de água bem distribuídos durante o seu ciclo de desenvolvimento. A água é importante do início ao fim da cultura do algodão. Luz: Planta C3 Temperatura: 21 a 37°C Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 11
  • 12.
    ELEMENTOS DE SOLOE PRODUTIVIDADE • Solos: - Profundos, porosos, bem drenados e de textura média. - Faixa de pH entre 5,5 e 6,5. - Declividade: inferior a 10%. - Altitude: inferior a 1.500m. - Extremamente exigente em oxigênio no solo. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 12
  • 13.
    PREPARO DO SOLO •Eliminação total da “soca”. - Restos da planta colhida, o mais rapidamente possível, por incorporação ou quimicamente. - Recomenda-se a utilização de grades leves (até 2 gradagens) e incorporação com arado (preferencialmente “aiveca”). Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 13
  • 14.
    CALAGEM,NUTRIÇÃO,E ADUBAÇÃO. • NITROGÊNIO:- É o elemento que o algodoeiro retira em MAIOR proporção do solo. - Promove: - Desenvolvimento da planta, INCLUSIVE na floração. - Comprimento e resistência à fibra. • - FÓSFORO: - Concentra-se principalmente nas folhas e frutos. - É responsável: - Pela boa polinização. - Frutificação, maturação e abertura dos frutos. - Formação e crescimento de raízes. • POTÁSSIO: - Participa direta ou indiretamente na fotossíntese e respiração, e no transporte de fotoassimilados na planta. - Aumenta: - Tamanho das maçãs. - Peso do capulho e sementes. - Qualidade das fibras do algodão. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 14
  • 15.
    CALAGEM,NUTRIÇÃO,E ADUBAÇÃO. • -NITROGÊNIO: - Base + Cobertura. - Cobertura: - Parcelada em 2 ou 3 vezes. - Até 40 dias após a emergência; • - FÓSFORO: - Altamente exigente entre 30 e 50 DAE; - POTÁSSIO: - Exigente entre 30 e 50 DAE e entorno de 90 DAE. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 15
  • 16.
  • 17.
    PREPARO DA ÁREAAGRÍCOLA • Épocas de semeadura - Regional • Qualidade e preparo da semente • Manejo populacional e varietal • Semeadura (Plantio) População de plantas: 200.000 a 320.000 plt/ha - Espaçamento: -0,75 m entre linhas. - Profundidade: - 5 a 6 cm. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 17
  • 18.
    SEMEADURA (PLANTIO) • Paracalcular a dose de sementes por hectares, você tem que considerar o poder germinativo das sementes e inserção de 5% ou 10% a mais do estande desejado. • Dessa forma, iniciamos os cálculos com a seguinte fórmula: Nº de plantas/ha = ( estande desejado x 100 /porcentagem de germinação) x 1.1 • Supondo um estande desejado de 120.000 plantas e uma % de germinação de 90: Nº de plantas/ha =( 120.000 x 100/ 90) x 1.1 • O valor a ser semeado seria de 146.667 plantas por hectare para atingir o estande desejado de 120.000 plantas/ha, considerando 10% de inserção a mais devido a perdas por pragas e doenças. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 18
  • 19.
    SEMEADURA (PLANTIO) • Opróximo passo é o cálculo de plantas por metro linear: • fórmula cálculo de semeadura do algodão Nº de sementes/m = população de plantas ha x espaçamento (m) / 10.000 • Para um espaçamento de 0,76 m entre linhas de plantio: Nº de sementes/m = 146.667 x 0,76 / 10.000 • O número de sementes/m seria de 11,15. Com o espaçamento de 0,76 m e uma população de plantas final de 120.000 plantas por hectare, a semeadora deverá ser regulada para distribuir 11 sementes por metro linear de sulco. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 19
  • 20.
    SEMEADURA (PLANTIO) • Cálculode kg de sementes de algodão por hectare: • Saber o peso de mil sementes Para calcular a quantia em kg que serão utilizados por hectare, podemos utilizar uma simples regra de 3. Supondo que o peso de 1.000 sementes seja igual a 125 g, temos: 1000 --------------- 125g 146,667 ------------ x = ? Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 20
  • 21.
    TRATOS CULTURAIS • REGULADORDE CRESCIMENTO: Crescimento, desfolhantes e maturadores. O por quê: - Plantas acima de 1,5m de altura, dificultam colheita mecanizada e controle de pragas, além de determinar sombreamento das partes mais baixas da planta resultando no apodrecimento de maçãs. REGULADORES DE CRESCIMENTO: - Cloreto de mepiquat (PIX): - 1,0 litro/ha. - Cloreto de clormequat (TUVAL): - 50 g/ha. - Cloreto de clorocolina (CCC): - 0,50 litro/ha. DESFOLHANTES: - Podem ser específicos (produzindo a queda das folhas antes da senescência) e herbicidas (ocasionando a morte da folha, que permanece ligada à planta). * A desfolha apressa a maturação do fruto e a abertura dos capulhos facilitando a colheita. MATURADORES: - Os maturadores devem ser aplicados quando 90% dos capulhos estiverem abertos. - O alvo único é o fruto, acelerando sua maturação e abertura. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 21
  • 22.
    MANEJO DE PLANTASDANINHAS • Principais plantas Daninhas: Regional. (Atenção Picão Preto- Bidens Pilosa ) • - Controle de plantas invasoras: - Período crítico de competição: dos 15 aos 56 DAE (anexo). • Manejo de Plantas daninhas - Vários produtos registrados. - Alachlor, Alachlor+Trifluralin, Amônio – Glufosinato, Clethodim, Clomazone, Cyanazine, Diuron, Diuron + MSMA, Diuron + Paraquat, Fluazifop – P- Butil, Linuron, MSMA, Norflurazon, Oxadiazon, Oxyfluorfen, Paraquat, Pendimethalin, Propaquizafop, Pyrithiiobac – Sodium, Sethoxidin e Trifluralin. C Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 22
  • 23.
    MANEJO DE PRAGAS •Principais: Bicudo, Broca da Haste, Curuquerê, Lagarta da maça. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 23
  • 24.
    MANEJO DE PRAGAS •Pragas Secundarias: Pulgão, Tripes, Ácaro. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 24
  • 25.
    MANEJO DE DOENÇAS •Principais doenças: Ramulose, Antracnose, Mosaico comum, Tombamento de Plântulas, Mancha Alvo. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 25 - Corynespora cassiicola
  • 26.
    COLHEITA E BENEFICIAMENTO •Colheita mecânica • Para a colheita mecânica a declividade do terreno deve estar abaixo de 8% e não devem existir obstáculos no terreno. • Teor de umidade ideal: - 7 a 12% (colher em horas quentes do dia). • Livre de plantas invasoras, desfolhada e uniforme. • Perdas admitidas: até 10%. - Velocidade de trabalho: 3,5 km/h. • Rendimentos: entre 2500 e 3800 kg/ha (até 250 @/ha). Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 26
  • 27.
    COLHEITA E BENEFICIAMENTO •Armazenamento: Logo após colhido, o algodão é retirado da colhedora e repassado para o enfardador, o qual faz a prensagem do algodão, confeccionando fardos de aproximadamente 10 toneladas, que são depositados no solo e cobertos com “toucas” (lonas), até que sejam transportados para a unidade de beneficiamento. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 27
  • 28.
    COLHEITA E BENEFICIAMENTO •Beneficiamento: Para maior eficiência e para obter fibra e semente de boa qualidade é recomendado que o algodão em caroço, ao entrar na usina, apresente as seguintes características: Umidade do algodão em torno de 7%, Sem excesso de impurezas, Isenção de pragas e doenças, Grau de maturidade ideal (verificado em laboratório). • Fases do Beneficiamento: - Recepção, qualificação, armazenamento temporário. -Separação da fibra/semente. - Prensagem, enfardamento e armazenamento da fibra. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 28
  • 29.
    TESTES – ARQUIVOPESSOAL Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 29
  • 30.
  • 31.
  • 32.
  • 33.