SlideShare uma empresa Scribd logo
Cultura do Algodão
(Gossypium hirsutum L.)
Engª Agrônoma Milena Almeida
2
INTRODUÇÃO
• ORIGEM, HISTÓRICO E IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
O algodoeiro já era conhecido 8 mil anos A. C. tecidos de algodão eram encontrados na Índia 3 mil
anos A. C. A Índia é tida como centro de origem Do algodoeiro, apesar de outras espécies
originadas em outras regiões (múmias íncas eram envolvidas em algodão). O algodoeiro
americano teria tido sua origem no México e no Peru. Foi constatado o cultivo dessa planta pelos
indígenas (que transformavam o algodão em fios e tecidos) na época do descobrimento do Brasil.
Atualmente cerca de 81 países cultivam o algodoeiro, economicamente, liderados pela China,
E.U.A. Índia, entre outros. Por sua grande resistência à seca constitui-se em uma das poucas
opções para cultivo em regiões semi-áridas (fixa o homem ao campo gera emprego e renda no
meio rural e meio urbano). É atividade de grande importância social e econômica.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA
ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
• Produção de algodão em pluma (2005/2006): 24.700 mil toneladas.
• Maiores produtores mundiais: China, Estados Unidos, Índia e Brasil.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 3
ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
• Algodão no Brasil:
Maiores produtores nacionais (2005):
- Mato Grosso (54,36%).
- - Goiás (13,17%).
- - São Paulo (6,97%).
- - Mato Grosso do Sul (6,94%).
- - Minas Gerais (3,99%).
- - Paraná (3,65%).
- Maior produtividade: - Mato Grosso (2.471kg/ha).
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 4
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
• 81 países cultivam o algodoeiro, economicamente liderados pela China,
E.U.A. e Índia.
• No Brasil, estima-se que a demanda aumentará das atuais 900 mil
toneladas/ano para 1.200 mil toneladas/ano. - US$25 bilhões/ano
investidos na cadeia. - 4% do PIB nacional e 13,5% do PIB industrial.
(TÊXTIL, 2004).
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 5
6
ESTUDO DA PLANTA
• Classificação botânica Família: Malvaceae. Nome cientifico: Gossypium
hirsutum L.
• Característica da planta: Ereta, anual ou perene. - Raiz principal cônica,
pivotante, profunda e com pequeno número de raízes secundárias
grossas e superficiais.
• Caule: Herbáceo ou lenhoso, Altura variável.
• Ramos vegetativos: 4 a 5, na parte de inferior.
Ramos frutíferos: Extra-axilares, na parte superior.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA
ESTUDO DA PLANTA
• Folhas: Pecioladas, Consistência coriácea ou não. - Inteiras ou
recortadas (3 a 9 lóbulos).
• Flores: - Hermafroditas. - Axilares. - Isoladas ou não. - Cor creme
nas recém-abertas (que passam a rósea e purpúreo). - Com ou
sem mancha purpúrea na base interna. - Abertura: a cada 3-6
dias.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 7
ESTUDO DA PLANTA
• Frutos: “Maçãs“, quando verdes. “Capulhos“, após a abertura. Cápsulas
de deiscência (abertura) longitudinal. - 3 a 5 lojas cada uma, encerrando
6 a 10 sementes.
• Características comerciais da fibra: Comprimento, Finura, Maturidade,
Resistência.
• Cultivares diferenciam-se quanto ao: Tamanho da fibra: Curta, média e
longa.
• Ciclo: Curto (120-150 dias) ou ciclo longo (150-180 dias).
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 8
ESTUDO DA PLANTA
• Fenologia
• Cultivares : Características de uma boa cultivar: Produtividade elevada (200 a 300
arrobas/ha). Alto rendimento de fibras (38 a 41%). Ciclo normal a longo (150 a 180
dias de ciclo). Maturidade acima de 82%. Teor de fibras curtas inferior a 7%. -
Comprimento de fibras acima de 28,5 mm.
• Melhoramento Genético: BRS, GLTP, Bolgard 3.
Exemplos: FM 54GLT, 1746B2RR
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 9
ECOFISIOLOGIA
• Elementos de clima e produtividade
É uma planta de clima tropical. Exige: Umidade no solo para germinação,
início do desenvolvimento plantular e o período entre a formação dos
primeiros botões florais ao início da abertura dos frutos (35 a 120 dias do
ciclo de vida).
• Condição ideal de desenvolvimento: muito calor, muita luminosidade e
umidade regular no solo.
• Aeração do solo: exigente em oxigênio no solo
• Compactação: Sensível
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 10
ECOFISIOLOGIA
Necessidade Pluviométrica: 650 a 700 mm de água bem distribuídos
durante o seu ciclo de desenvolvimento. A água é importante do
início ao fim da cultura do algodão.
Luz: Planta C3
Temperatura: 21 a 37°C
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 11
ELEMENTOS DE SOLO E PRODUTIVIDADE
• Solos: - Profundos, porosos, bem drenados e de textura média. -
Faixa de pH entre 5,5 e 6,5. - Declividade: inferior a 10%. -
Altitude: inferior a 1.500m. - Extremamente exigente em oxigênio
no solo.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 12
PREPARO DO SOLO
• Eliminação total da “soca”. - Restos da planta colhida, o mais
rapidamente possível, por incorporação ou quimicamente. -
Recomenda-se a utilização de grades leves (até 2 gradagens) e
incorporação com arado (preferencialmente “aiveca”).
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 13
CALAGEM,NUTRIÇÃO,E ADUBAÇÃO.
• NITROGÊNIO: - É o elemento que o algodoeiro retira em MAIOR
proporção do solo. - Promove: - Desenvolvimento da planta,
INCLUSIVE na floração. - Comprimento e resistência à fibra.
• - FÓSFORO: - Concentra-se principalmente nas folhas e frutos. - É
responsável: - Pela boa polinização. - Frutificação, maturação e
abertura dos frutos. - Formação e crescimento de raízes.
• POTÁSSIO: - Participa direta ou indiretamente na fotossíntese e
respiração, e no transporte de fotoassimilados na planta. -
Aumenta: - Tamanho das maçãs. - Peso do capulho e sementes. -
Qualidade das fibras do algodão.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 14
CALAGEM,NUTRIÇÃO,E ADUBAÇÃO.
• - NITROGÊNIO: - Base + Cobertura. - Cobertura: - Parcelada em 2
ou 3 vezes. - Até 40 dias após a emergência;
• - FÓSFORO: - Altamente exigente entre 30 e 50 DAE; - POTÁSSIO:
- Exigente entre 30 e 50 DAE e entorno de 90 DAE.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 15
CALAGEM,NUTRIÇÃO,E ADUBAÇÃO.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 16
PREPARO DA ÁREA AGRÍCOLA
• Épocas de semeadura - Regional
• Qualidade e preparo da semente
• Manejo populacional e varietal
• Semeadura (Plantio)
População de plantas: 200.000 a 320.000 plt/ha - Espaçamento: -0,75 m
entre linhas. - Profundidade: - 5 a 6 cm.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 17
SEMEADURA (PLANTIO)
• Para calcular a dose de sementes por hectares, você tem que considerar o poder
germinativo das sementes e inserção de 5% ou 10% a mais do estande desejado.
• Dessa forma, iniciamos os cálculos com a seguinte fórmula:
Nº de plantas/ha = ( estande desejado x 100 /porcentagem de
germinação) x 1.1
• Supondo um estande desejado de 120.000 plantas e uma % de germinação de 90:
Nº de plantas/ha =( 120.000 x 100/ 90) x 1.1
• O valor a ser semeado seria de 146.667 plantas por hectare para atingir o estande
desejado de 120.000 plantas/ha, considerando 10% de inserção a mais devido a
perdas por pragas e doenças.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 18
SEMEADURA (PLANTIO)
• O próximo passo é o cálculo de plantas por metro linear:
• fórmula cálculo de semeadura do algodão
Nº de sementes/m = população de plantas ha x espaçamento (m) / 10.000
• Para um espaçamento de 0,76 m entre linhas de plantio:
Nº de sementes/m = 146.667 x 0,76 / 10.000
• O número de sementes/m seria de 11,15. Com o espaçamento de 0,76
m e uma população de plantas final de 120.000 plantas por hectare, a
semeadora deverá ser regulada para distribuir 11 sementes por metro
linear de sulco.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 19
SEMEADURA (PLANTIO)
• Cálculo de kg de sementes de algodão por hectare:
• Saber o peso de mil sementes
Para calcular a quantia em kg que serão utilizados por hectare, podemos
utilizar uma simples regra de 3. Supondo que o peso de 1.000 sementes seja
igual a 125 g, temos:
1000 --------------- 125g
146,667 ------------ x = ?
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 20
TRATOS CULTURAIS
• REGULADOR DE CRESCIMENTO: Crescimento, desfolhantes e
maturadores.
O por quê: - Plantas acima de 1,5m de altura, dificultam colheita mecanizada
e controle de pragas, além de determinar sombreamento das partes mais
baixas da planta resultando no apodrecimento de maçãs.
REGULADORES DE CRESCIMENTO: - Cloreto de mepiquat (PIX): - 1,0 litro/ha. - Cloreto de
clormequat (TUVAL): - 50 g/ha. - Cloreto de clorocolina (CCC): - 0,50 litro/ha.
DESFOLHANTES: - Podem ser específicos (produzindo a queda das folhas antes da senescência)
e herbicidas (ocasionando a morte da folha, que permanece ligada à planta). * A desfolha apressa
a maturação do fruto e a abertura dos capulhos facilitando a colheita.
MATURADORES: - Os maturadores devem ser aplicados quando 90% dos capulhos estiverem
abertos. - O alvo único é o fruto, acelerando sua maturação e abertura.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 21
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS
• Principais plantas Daninhas: Regional. (Atenção Picão Preto-
Bidens Pilosa )
• - Controle de plantas invasoras: - Período crítico de competição:
dos 15 aos 56 DAE (anexo).
• Manejo de Plantas daninhas - Vários produtos registrados. -
Alachlor, Alachlor+Trifluralin, Amônio – Glufosinato, Clethodim,
Clomazone, Cyanazine, Diuron, Diuron + MSMA, Diuron +
Paraquat, Fluazifop – P- Butil, Linuron, MSMA, Norflurazon,
Oxadiazon, Oxyfluorfen, Paraquat, Pendimethalin, Propaquizafop,
Pyrithiiobac – Sodium, Sethoxidin e Trifluralin. C
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 22
MANEJO DE PRAGAS
• Principais: Bicudo, Broca da Haste, Curuquerê, Lagarta da maça.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 23
MANEJO DE PRAGAS
• Pragas Secundarias: Pulgão, Tripes, Ácaro.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 24
MANEJO DE DOENÇAS
• Principais doenças: Ramulose, Antracnose, Mosaico comum,
Tombamento de Plântulas, Mancha Alvo.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 25
- Corynespora cassiicola
COLHEITA E BENEFICIAMENTO
• Colheita mecânica
• Para a colheita mecânica a declividade do terreno deve estar abaixo de
8% e não devem existir obstáculos no terreno.
• Teor de umidade ideal: - 7 a 12% (colher em horas quentes do dia).
• Livre de plantas invasoras, desfolhada e uniforme.
• Perdas admitidas: até 10%. - Velocidade de trabalho: 3,5 km/h.
• Rendimentos: entre 2500 e 3800 kg/ha (até 250 @/ha).
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 26
COLHEITA E BENEFICIAMENTO
• Armazenamento: Logo após colhido, o algodão é retirado da
colhedora e repassado para o enfardador, o qual faz a prensagem
do algodão, confeccionando fardos de aproximadamente 10
toneladas, que são depositados no solo e cobertos com “toucas”
(lonas), até que sejam transportados para a unidade de
beneficiamento.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 27
COLHEITA E BENEFICIAMENTO
• Beneficiamento: Para maior eficiência e para obter fibra e
semente de boa qualidade é recomendado que o algodão em
caroço, ao entrar na usina, apresente as seguintes características:
Umidade do algodão em torno de 7%, Sem excesso de impurezas,
Isenção de pragas e doenças, Grau de maturidade ideal
(verificado em laboratório).
• Fases do Beneficiamento:
- Recepção, qualificação, armazenamento temporário.
-Separação da fibra/semente.
- Prensagem, enfardamento e armazenamento da fibra.
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 28
TESTES – ARQUIVO PESSOAL
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 29
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 30
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 31
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 32
Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 33

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Fenologia da soja, milho e algodão
Fenologia da soja, milho e algodãoFenologia da soja, milho e algodão
Fenologia da soja, milho e algodão
Geagra UFG
 
Fenologia e Fisiologia da soja
Fenologia e Fisiologia da sojaFenologia e Fisiologia da soja
Fenologia e Fisiologia da soja
Geagra UFG
 
Reguladores de crescimento, desfolhantes e maturadores
Reguladores de crescimento, desfolhantes e maturadoresReguladores de crescimento, desfolhantes e maturadores
Reguladores de crescimento, desfolhantes e maturadores
Geagra UFG
 
Grupo de Maturação e Posicionamento de Cultivares
Grupo de Maturação e Posicionamento de CultivaresGrupo de Maturação e Posicionamento de Cultivares
Grupo de Maturação e Posicionamento de Cultivares
Geagra UFG
 
Manejo de Doenças no Sorgo e Milheto
Manejo de Doenças no Sorgo e Milheto  Manejo de Doenças no Sorgo e Milheto
Manejo de Doenças no Sorgo e Milheto
Geagra UFG
 
Aula girassol 2-2012
Aula girassol 2-2012Aula girassol 2-2012
Aula girassol 2-2012
Governo do Estado do Paraná
 
Fenologia e Fisiologia do Girassol
Fenologia e Fisiologia do GirassolFenologia e Fisiologia do Girassol
Fenologia e Fisiologia do Girassol
Geagra UFG
 
Fenologia e fisiologia da cultura da soja
Fenologia e fisiologia da cultura da soja Fenologia e fisiologia da cultura da soja
Fenologia e fisiologia da cultura da soja
Geagra UFG
 
Manejo de doenças no algodoeiro
Manejo de doenças no algodoeiroManejo de doenças no algodoeiro
Manejo de doenças no algodoeiro
Geagra UFG
 
Morfologia e fisiologia algodão
Morfologia e fisiologia algodãoMorfologia e fisiologia algodão
Morfologia e fisiologia algodão
Geagra UFG
 
Apresentaãão algodão-1.pptx
Apresentaãão   algodão-1.pptxApresentaãão   algodão-1.pptx
Apresentaãão algodão-1.pptx
Jessyca Maia
 
BIOTECNOLOGIAS DO ALGODOEIRO
BIOTECNOLOGIAS DO ALGODOEIROBIOTECNOLOGIAS DO ALGODOEIRO
BIOTECNOLOGIAS DO ALGODOEIRO
Geagra UFG
 
MANEJO DE PLANTIO DO ALGODOEIRO
MANEJO DE PLANTIO DO ALGODOEIROMANEJO DE PLANTIO DO ALGODOEIRO
MANEJO DE PLANTIO DO ALGODOEIRO
Geagra UFG
 
Plantas Daninhas na cultura do Algodoeiro
Plantas Daninhas na cultura do AlgodoeiroPlantas Daninhas na cultura do Algodoeiro
Plantas Daninhas na cultura do Algodoeiro
Geagra UFG
 
Manejo de Pragas da Soja
Manejo de Pragas da SojaManejo de Pragas da Soja
Manejo de Pragas da Soja
Geagra UFG
 
Manejo de plantas daninhas no algodoeiro
Manejo de plantas daninhas no algodoeiroManejo de plantas daninhas no algodoeiro
Manejo de plantas daninhas no algodoeiro
Geagra UFG
 
Regulação hormonal do algodoeiro
Regulação hormonal do algodoeiro Regulação hormonal do algodoeiro
Regulação hormonal do algodoeiro
Geagra UFG
 
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA
Geagra UFG
 
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS DA SOJA. .pptx
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS DA SOJA. .pptxMANEJO DE PLANTAS DANINHAS DA SOJA. .pptx
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS DA SOJA. .pptx
Geagra UFG
 
Seminario beneficiamento de sementes
Seminario beneficiamento de sementesSeminario beneficiamento de sementes
Seminario beneficiamento de sementes
Djeison Oliveira
 

Mais procurados (20)

Fenologia da soja, milho e algodão
Fenologia da soja, milho e algodãoFenologia da soja, milho e algodão
Fenologia da soja, milho e algodão
 
Fenologia e Fisiologia da soja
Fenologia e Fisiologia da sojaFenologia e Fisiologia da soja
Fenologia e Fisiologia da soja
 
Reguladores de crescimento, desfolhantes e maturadores
Reguladores de crescimento, desfolhantes e maturadoresReguladores de crescimento, desfolhantes e maturadores
Reguladores de crescimento, desfolhantes e maturadores
 
Grupo de Maturação e Posicionamento de Cultivares
Grupo de Maturação e Posicionamento de CultivaresGrupo de Maturação e Posicionamento de Cultivares
Grupo de Maturação e Posicionamento de Cultivares
 
Manejo de Doenças no Sorgo e Milheto
Manejo de Doenças no Sorgo e Milheto  Manejo de Doenças no Sorgo e Milheto
Manejo de Doenças no Sorgo e Milheto
 
Aula girassol 2-2012
Aula girassol 2-2012Aula girassol 2-2012
Aula girassol 2-2012
 
Fenologia e Fisiologia do Girassol
Fenologia e Fisiologia do GirassolFenologia e Fisiologia do Girassol
Fenologia e Fisiologia do Girassol
 
Fenologia e fisiologia da cultura da soja
Fenologia e fisiologia da cultura da soja Fenologia e fisiologia da cultura da soja
Fenologia e fisiologia da cultura da soja
 
Manejo de doenças no algodoeiro
Manejo de doenças no algodoeiroManejo de doenças no algodoeiro
Manejo de doenças no algodoeiro
 
Morfologia e fisiologia algodão
Morfologia e fisiologia algodãoMorfologia e fisiologia algodão
Morfologia e fisiologia algodão
 
Apresentaãão algodão-1.pptx
Apresentaãão   algodão-1.pptxApresentaãão   algodão-1.pptx
Apresentaãão algodão-1.pptx
 
BIOTECNOLOGIAS DO ALGODOEIRO
BIOTECNOLOGIAS DO ALGODOEIROBIOTECNOLOGIAS DO ALGODOEIRO
BIOTECNOLOGIAS DO ALGODOEIRO
 
MANEJO DE PLANTIO DO ALGODOEIRO
MANEJO DE PLANTIO DO ALGODOEIROMANEJO DE PLANTIO DO ALGODOEIRO
MANEJO DE PLANTIO DO ALGODOEIRO
 
Plantas Daninhas na cultura do Algodoeiro
Plantas Daninhas na cultura do AlgodoeiroPlantas Daninhas na cultura do Algodoeiro
Plantas Daninhas na cultura do Algodoeiro
 
Manejo de Pragas da Soja
Manejo de Pragas da SojaManejo de Pragas da Soja
Manejo de Pragas da Soja
 
Manejo de plantas daninhas no algodoeiro
Manejo de plantas daninhas no algodoeiroManejo de plantas daninhas no algodoeiro
Manejo de plantas daninhas no algodoeiro
 
Regulação hormonal do algodoeiro
Regulação hormonal do algodoeiro Regulação hormonal do algodoeiro
Regulação hormonal do algodoeiro
 
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA
 
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS DA SOJA. .pptx
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS DA SOJA. .pptxMANEJO DE PLANTAS DANINHAS DA SOJA. .pptx
MANEJO DE PLANTAS DANINHAS DA SOJA. .pptx
 
Seminario beneficiamento de sementes
Seminario beneficiamento de sementesSeminario beneficiamento de sementes
Seminario beneficiamento de sementes
 

Semelhante a Slide Cultura do Algodao.pptx

A cultura do mamão (carica papaya L.)
A cultura do mamão (carica papaya L.)A cultura do mamão (carica papaya L.)
A cultura do mamão (carica papaya L.)
Killer Max
 
Amendoim
AmendoimAmendoim
Amendoim
wagcher
 
97a64e07.pptx
97a64e07.pptx97a64e07.pptx
97a64e07.pptx
JosGuilhermeNogueira1
 
Aula_Cultura da manga.pdf
Aula_Cultura da manga.pdfAula_Cultura da manga.pdf
Aula_Cultura da manga.pdf
AntnioPauloRibeiro
 
O linho
O linhoO linho
O linho
Manuela Alves
 
Slide-Couve.pptx
Slide-Couve.pptxSlide-Couve.pptx
Slide-Couve.pptx
IvanildoCalixto3
 
Cultivo da mandioca.
Cultivo da mandioca.Cultivo da mandioca.
Cultivo da mandioca.
Denifer Teixeira
 
Viveiricultura
Viveiricultura Viveiricultura
Viveiricultura
Amanda Letícia
 
Pimentão apresentação
Pimentão   apresentaçãoPimentão   apresentação
Pimentão apresentação
James Nascimento
 
antonio inacio ferraz-Cana de açucar 4-técnico em agropecuária
antonio inacio ferraz-Cana de açucar 4-técnico em agropecuáriaantonio inacio ferraz-Cana de açucar 4-técnico em agropecuária
antonio inacio ferraz-Cana de açucar 4-técnico em agropecuária
ANTONIO INACIO FERRAZ
 
Olericultura 1
Olericultura 1Olericultura 1
Olericultura 1
FabioRibeiro129
 
CULTURAS REGIONAIS.pptx
CULTURAS REGIONAIS.pptxCULTURAS REGIONAIS.pptx
CULTURAS REGIONAIS.pptx
MilenaAlmeida74
 
Uso sustentável do Umbuzeiro
Uso sustentável do UmbuzeiroUso sustentável do Umbuzeiro
01 módulo manejo_da_cultura_algodão
01 módulo manejo_da_cultura_algodão01 módulo manejo_da_cultura_algodão
01 módulo manejo_da_cultura_algodão
Marcio Claro de Oliveira
 
Sorgo morfologia e fisiologia
Sorgo morfologia e fisiologiaSorgo morfologia e fisiologia
Sorgo morfologia e fisiologia
Geagra UFG
 
Mandioca no RS.
Mandioca no RS.Mandioca no RS.
Mandioca no RS.
Denifer Teixeira
 
Forragem- trabalho-seminário
Forragem- trabalho-seminárioForragem- trabalho-seminário
Forragem- trabalho-seminário
UNICAP
 
Cartilhaeucaliptoneo
CartilhaeucaliptoneoCartilhaeucaliptoneo
Cartilhaeucaliptoneo
Desireé Alvarez
 
Cultura do amendoim (Arachis hypogaea).pptx
Cultura do amendoim (Arachis hypogaea).pptxCultura do amendoim (Arachis hypogaea).pptx
Cultura do amendoim (Arachis hypogaea).pptx
ValderlandiaOliveira1
 
CULTURA DO CENTEIO
CULTURA DO CENTEIOCULTURA DO CENTEIO
CULTURA DO CENTEIO
EduardaAmaral11
 

Semelhante a Slide Cultura do Algodao.pptx (20)

A cultura do mamão (carica papaya L.)
A cultura do mamão (carica papaya L.)A cultura do mamão (carica papaya L.)
A cultura do mamão (carica papaya L.)
 
Amendoim
AmendoimAmendoim
Amendoim
 
97a64e07.pptx
97a64e07.pptx97a64e07.pptx
97a64e07.pptx
 
Aula_Cultura da manga.pdf
Aula_Cultura da manga.pdfAula_Cultura da manga.pdf
Aula_Cultura da manga.pdf
 
O linho
O linhoO linho
O linho
 
Slide-Couve.pptx
Slide-Couve.pptxSlide-Couve.pptx
Slide-Couve.pptx
 
Cultivo da mandioca.
Cultivo da mandioca.Cultivo da mandioca.
Cultivo da mandioca.
 
Viveiricultura
Viveiricultura Viveiricultura
Viveiricultura
 
Pimentão apresentação
Pimentão   apresentaçãoPimentão   apresentação
Pimentão apresentação
 
antonio inacio ferraz-Cana de açucar 4-técnico em agropecuária
antonio inacio ferraz-Cana de açucar 4-técnico em agropecuáriaantonio inacio ferraz-Cana de açucar 4-técnico em agropecuária
antonio inacio ferraz-Cana de açucar 4-técnico em agropecuária
 
Olericultura 1
Olericultura 1Olericultura 1
Olericultura 1
 
CULTURAS REGIONAIS.pptx
CULTURAS REGIONAIS.pptxCULTURAS REGIONAIS.pptx
CULTURAS REGIONAIS.pptx
 
Uso sustentável do Umbuzeiro
Uso sustentável do UmbuzeiroUso sustentável do Umbuzeiro
Uso sustentável do Umbuzeiro
 
01 módulo manejo_da_cultura_algodão
01 módulo manejo_da_cultura_algodão01 módulo manejo_da_cultura_algodão
01 módulo manejo_da_cultura_algodão
 
Sorgo morfologia e fisiologia
Sorgo morfologia e fisiologiaSorgo morfologia e fisiologia
Sorgo morfologia e fisiologia
 
Mandioca no RS.
Mandioca no RS.Mandioca no RS.
Mandioca no RS.
 
Forragem- trabalho-seminário
Forragem- trabalho-seminárioForragem- trabalho-seminário
Forragem- trabalho-seminário
 
Cartilhaeucaliptoneo
CartilhaeucaliptoneoCartilhaeucaliptoneo
Cartilhaeucaliptoneo
 
Cultura do amendoim (Arachis hypogaea).pptx
Cultura do amendoim (Arachis hypogaea).pptxCultura do amendoim (Arachis hypogaea).pptx
Cultura do amendoim (Arachis hypogaea).pptx
 
CULTURA DO CENTEIO
CULTURA DO CENTEIOCULTURA DO CENTEIO
CULTURA DO CENTEIO
 

Slide Cultura do Algodao.pptx

  • 1. Cultura do Algodão (Gossypium hirsutum L.) Engª Agrônoma Milena Almeida
  • 2. 2 INTRODUÇÃO • ORIGEM, HISTÓRICO E IMPORTÂNCIA ECONÔMICA O algodoeiro já era conhecido 8 mil anos A. C. tecidos de algodão eram encontrados na Índia 3 mil anos A. C. A Índia é tida como centro de origem Do algodoeiro, apesar de outras espécies originadas em outras regiões (múmias íncas eram envolvidas em algodão). O algodoeiro americano teria tido sua origem no México e no Peru. Foi constatado o cultivo dessa planta pelos indígenas (que transformavam o algodão em fios e tecidos) na época do descobrimento do Brasil. Atualmente cerca de 81 países cultivam o algodoeiro, economicamente, liderados pela China, E.U.A. Índia, entre outros. Por sua grande resistência à seca constitui-se em uma das poucas opções para cultivo em regiões semi-áridas (fixa o homem ao campo gera emprego e renda no meio rural e meio urbano). É atividade de grande importância social e econômica. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA
  • 3. ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA • Produção de algodão em pluma (2005/2006): 24.700 mil toneladas. • Maiores produtores mundiais: China, Estados Unidos, Índia e Brasil. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 3
  • 4. ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA • Algodão no Brasil: Maiores produtores nacionais (2005): - Mato Grosso (54,36%). - - Goiás (13,17%). - - São Paulo (6,97%). - - Mato Grosso do Sul (6,94%). - - Minas Gerais (3,99%). - - Paraná (3,65%). - Maior produtividade: - Mato Grosso (2.471kg/ha). Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 4
  • 5. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA • 81 países cultivam o algodoeiro, economicamente liderados pela China, E.U.A. e Índia. • No Brasil, estima-se que a demanda aumentará das atuais 900 mil toneladas/ano para 1.200 mil toneladas/ano. - US$25 bilhões/ano investidos na cadeia. - 4% do PIB nacional e 13,5% do PIB industrial. (TÊXTIL, 2004). Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 5
  • 6. 6 ESTUDO DA PLANTA • Classificação botânica Família: Malvaceae. Nome cientifico: Gossypium hirsutum L. • Característica da planta: Ereta, anual ou perene. - Raiz principal cônica, pivotante, profunda e com pequeno número de raízes secundárias grossas e superficiais. • Caule: Herbáceo ou lenhoso, Altura variável. • Ramos vegetativos: 4 a 5, na parte de inferior. Ramos frutíferos: Extra-axilares, na parte superior. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA
  • 7. ESTUDO DA PLANTA • Folhas: Pecioladas, Consistência coriácea ou não. - Inteiras ou recortadas (3 a 9 lóbulos). • Flores: - Hermafroditas. - Axilares. - Isoladas ou não. - Cor creme nas recém-abertas (que passam a rósea e purpúreo). - Com ou sem mancha purpúrea na base interna. - Abertura: a cada 3-6 dias. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 7
  • 8. ESTUDO DA PLANTA • Frutos: “Maçãs“, quando verdes. “Capulhos“, após a abertura. Cápsulas de deiscência (abertura) longitudinal. - 3 a 5 lojas cada uma, encerrando 6 a 10 sementes. • Características comerciais da fibra: Comprimento, Finura, Maturidade, Resistência. • Cultivares diferenciam-se quanto ao: Tamanho da fibra: Curta, média e longa. • Ciclo: Curto (120-150 dias) ou ciclo longo (150-180 dias). Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 8
  • 9. ESTUDO DA PLANTA • Fenologia • Cultivares : Características de uma boa cultivar: Produtividade elevada (200 a 300 arrobas/ha). Alto rendimento de fibras (38 a 41%). Ciclo normal a longo (150 a 180 dias de ciclo). Maturidade acima de 82%. Teor de fibras curtas inferior a 7%. - Comprimento de fibras acima de 28,5 mm. • Melhoramento Genético: BRS, GLTP, Bolgard 3. Exemplos: FM 54GLT, 1746B2RR Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 9
  • 10. ECOFISIOLOGIA • Elementos de clima e produtividade É uma planta de clima tropical. Exige: Umidade no solo para germinação, início do desenvolvimento plantular e o período entre a formação dos primeiros botões florais ao início da abertura dos frutos (35 a 120 dias do ciclo de vida). • Condição ideal de desenvolvimento: muito calor, muita luminosidade e umidade regular no solo. • Aeração do solo: exigente em oxigênio no solo • Compactação: Sensível Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 10
  • 11. ECOFISIOLOGIA Necessidade Pluviométrica: 650 a 700 mm de água bem distribuídos durante o seu ciclo de desenvolvimento. A água é importante do início ao fim da cultura do algodão. Luz: Planta C3 Temperatura: 21 a 37°C Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 11
  • 12. ELEMENTOS DE SOLO E PRODUTIVIDADE • Solos: - Profundos, porosos, bem drenados e de textura média. - Faixa de pH entre 5,5 e 6,5. - Declividade: inferior a 10%. - Altitude: inferior a 1.500m. - Extremamente exigente em oxigênio no solo. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 12
  • 13. PREPARO DO SOLO • Eliminação total da “soca”. - Restos da planta colhida, o mais rapidamente possível, por incorporação ou quimicamente. - Recomenda-se a utilização de grades leves (até 2 gradagens) e incorporação com arado (preferencialmente “aiveca”). Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 13
  • 14. CALAGEM,NUTRIÇÃO,E ADUBAÇÃO. • NITROGÊNIO: - É o elemento que o algodoeiro retira em MAIOR proporção do solo. - Promove: - Desenvolvimento da planta, INCLUSIVE na floração. - Comprimento e resistência à fibra. • - FÓSFORO: - Concentra-se principalmente nas folhas e frutos. - É responsável: - Pela boa polinização. - Frutificação, maturação e abertura dos frutos. - Formação e crescimento de raízes. • POTÁSSIO: - Participa direta ou indiretamente na fotossíntese e respiração, e no transporte de fotoassimilados na planta. - Aumenta: - Tamanho das maçãs. - Peso do capulho e sementes. - Qualidade das fibras do algodão. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 14
  • 15. CALAGEM,NUTRIÇÃO,E ADUBAÇÃO. • - NITROGÊNIO: - Base + Cobertura. - Cobertura: - Parcelada em 2 ou 3 vezes. - Até 40 dias após a emergência; • - FÓSFORO: - Altamente exigente entre 30 e 50 DAE; - POTÁSSIO: - Exigente entre 30 e 50 DAE e entorno de 90 DAE. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 15
  • 17. PREPARO DA ÁREA AGRÍCOLA • Épocas de semeadura - Regional • Qualidade e preparo da semente • Manejo populacional e varietal • Semeadura (Plantio) População de plantas: 200.000 a 320.000 plt/ha - Espaçamento: -0,75 m entre linhas. - Profundidade: - 5 a 6 cm. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 17
  • 18. SEMEADURA (PLANTIO) • Para calcular a dose de sementes por hectares, você tem que considerar o poder germinativo das sementes e inserção de 5% ou 10% a mais do estande desejado. • Dessa forma, iniciamos os cálculos com a seguinte fórmula: Nº de plantas/ha = ( estande desejado x 100 /porcentagem de germinação) x 1.1 • Supondo um estande desejado de 120.000 plantas e uma % de germinação de 90: Nº de plantas/ha =( 120.000 x 100/ 90) x 1.1 • O valor a ser semeado seria de 146.667 plantas por hectare para atingir o estande desejado de 120.000 plantas/ha, considerando 10% de inserção a mais devido a perdas por pragas e doenças. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 18
  • 19. SEMEADURA (PLANTIO) • O próximo passo é o cálculo de plantas por metro linear: • fórmula cálculo de semeadura do algodão Nº de sementes/m = população de plantas ha x espaçamento (m) / 10.000 • Para um espaçamento de 0,76 m entre linhas de plantio: Nº de sementes/m = 146.667 x 0,76 / 10.000 • O número de sementes/m seria de 11,15. Com o espaçamento de 0,76 m e uma população de plantas final de 120.000 plantas por hectare, a semeadora deverá ser regulada para distribuir 11 sementes por metro linear de sulco. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 19
  • 20. SEMEADURA (PLANTIO) • Cálculo de kg de sementes de algodão por hectare: • Saber o peso de mil sementes Para calcular a quantia em kg que serão utilizados por hectare, podemos utilizar uma simples regra de 3. Supondo que o peso de 1.000 sementes seja igual a 125 g, temos: 1000 --------------- 125g 146,667 ------------ x = ? Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 20
  • 21. TRATOS CULTURAIS • REGULADOR DE CRESCIMENTO: Crescimento, desfolhantes e maturadores. O por quê: - Plantas acima de 1,5m de altura, dificultam colheita mecanizada e controle de pragas, além de determinar sombreamento das partes mais baixas da planta resultando no apodrecimento de maçãs. REGULADORES DE CRESCIMENTO: - Cloreto de mepiquat (PIX): - 1,0 litro/ha. - Cloreto de clormequat (TUVAL): - 50 g/ha. - Cloreto de clorocolina (CCC): - 0,50 litro/ha. DESFOLHANTES: - Podem ser específicos (produzindo a queda das folhas antes da senescência) e herbicidas (ocasionando a morte da folha, que permanece ligada à planta). * A desfolha apressa a maturação do fruto e a abertura dos capulhos facilitando a colheita. MATURADORES: - Os maturadores devem ser aplicados quando 90% dos capulhos estiverem abertos. - O alvo único é o fruto, acelerando sua maturação e abertura. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 21
  • 22. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS • Principais plantas Daninhas: Regional. (Atenção Picão Preto- Bidens Pilosa ) • - Controle de plantas invasoras: - Período crítico de competição: dos 15 aos 56 DAE (anexo). • Manejo de Plantas daninhas - Vários produtos registrados. - Alachlor, Alachlor+Trifluralin, Amônio – Glufosinato, Clethodim, Clomazone, Cyanazine, Diuron, Diuron + MSMA, Diuron + Paraquat, Fluazifop – P- Butil, Linuron, MSMA, Norflurazon, Oxadiazon, Oxyfluorfen, Paraquat, Pendimethalin, Propaquizafop, Pyrithiiobac – Sodium, Sethoxidin e Trifluralin. C Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 22
  • 23. MANEJO DE PRAGAS • Principais: Bicudo, Broca da Haste, Curuquerê, Lagarta da maça. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 23
  • 24. MANEJO DE PRAGAS • Pragas Secundarias: Pulgão, Tripes, Ácaro. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 24
  • 25. MANEJO DE DOENÇAS • Principais doenças: Ramulose, Antracnose, Mosaico comum, Tombamento de Plântulas, Mancha Alvo. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 25 - Corynespora cassiicola
  • 26. COLHEITA E BENEFICIAMENTO • Colheita mecânica • Para a colheita mecânica a declividade do terreno deve estar abaixo de 8% e não devem existir obstáculos no terreno. • Teor de umidade ideal: - 7 a 12% (colher em horas quentes do dia). • Livre de plantas invasoras, desfolhada e uniforme. • Perdas admitidas: até 10%. - Velocidade de trabalho: 3,5 km/h. • Rendimentos: entre 2500 e 3800 kg/ha (até 250 @/ha). Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 26
  • 27. COLHEITA E BENEFICIAMENTO • Armazenamento: Logo após colhido, o algodão é retirado da colhedora e repassado para o enfardador, o qual faz a prensagem do algodão, confeccionando fardos de aproximadamente 10 toneladas, que são depositados no solo e cobertos com “toucas” (lonas), até que sejam transportados para a unidade de beneficiamento. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 27
  • 28. COLHEITA E BENEFICIAMENTO • Beneficiamento: Para maior eficiência e para obter fibra e semente de boa qualidade é recomendado que o algodão em caroço, ao entrar na usina, apresente as seguintes características: Umidade do algodão em torno de 7%, Sem excesso de impurezas, Isenção de pragas e doenças, Grau de maturidade ideal (verificado em laboratório). • Fases do Beneficiamento: - Recepção, qualificação, armazenamento temporário. -Separação da fibra/semente. - Prensagem, enfardamento e armazenamento da fibra. Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 28
  • 29. TESTES – ARQUIVO PESSOAL Jan-23 ENGªAGRÔNOMA MILENA ALMEIDA 29