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Adriel Mai
Eduarda Amaral
Fabiel Cossul
Jankelly Moreira
CULTURA DO
CENTEIO
Culturas Anuais de Inverno
Prof.º Rodrigo Luiz Ludwig
Curso de Agronomia
INTRODUÇÃO
● O centeio (Secale cereale L.) é
cultivado especialmente no centro e
no norte da Europa, em regiões de
clima frio e seco, em solos arenosos
e pouco férteis.
Polônia;
Rússia;
Alemanha;
Bielorrússia;
Ucrânia.
75% da
área mundial.
INTRODUÇÃO
Destaca-se pela rusticidade e
capacidade de adaptação em
condições de ambiente menos
favoráveis.
● Foi introduzido no Brasil por
imigrantes alemães e poloneses no
século XIX;
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Família: Poaceae
Gênero: Secale
Espécie: Secale cereale
CLASSIFICAÇÃO
BOTÂNICA
CENTRO DE
ORIGEM
A literatura menciona dois
centros de origem: região da
Anatólia e Cáucaso, a leste
da Turquia e norte do Irã; e a
região norte do Afeganistão
e a oeste do Irã.
Cultura do Centeio
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA- MUNDO
Cultura do Centeio
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA- BRASIL
Principais estados produtores: Paraná e Rio Grande do Sul.
Cultura do Centeio
● Cobertura do solo;
● Pastejo animal;
● Uso em ração animal como substituto
eventual do milho;
● Panificação.
PRINCIPAIS USOS DA
CULTURA
CARACTERÍSTICAS
MORFOLÓGICAS
Cereais
Desenho esquemático com indicação da localização
das principais partes de uma planta de trigo,
cevada, triticale e centeio.
Fonte: MOREIRA, 2021.
Cultura do Centeio
Raiz fasciculada
Rusticidade: resistência ao frio, à
acidez do solo, ao alumínio tóxico e
a doenças radiculares.
Sistema radicular profundo e
agressivo e crescimento inicial
vigoroso.
O colmo das
gramíneas, é oco e é
constituído de nós e
entrenós.
Folhas: possuem bainha, lígula, aurícula e lâmina.
CARACTERÍSTICAS
MORFOLÓGICAS
linear
Flor: são aclamídeas
(sem cálice e corola).
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS
• Bainha aberta;
• Lígula curta e membranosa;
• Aurículas muito curtas, estreitas e glabras;
• Torção da lâmina foliar no sentido anti- horário.
Elevagro, 2021.
Folhas
Cultura do Centeio
CARACTERÍSTICAS
MORFOLÓGICAS Espiga longa, geralmente com
duas flores férteis e dessa forma,
duas sementes por espigueta e
aristas curtas.
O fruto é do tipo cariopse rugoso.
A espiga tem de 5 a 20 cm de comprimento.
As espiguetas não possuem pedúnculo e estão
fixadas diretamente na ráquis.
Ráquis pilosa.
Cultura do Centeio
Fonte: AMARAL, 2022.
DIFERENÇAS MORFOLÓGICAS
CEREAIS DE INVERNO
FENOLOGIA
Feekes (1940).
Trigo: do plantio a colheita, 2015.
FENOLOGIA
Feekes (1940).
Código Estádio
1. Plantas recém-emergidas, com uma ou mais folhas.
2. Início do afilhamento.
3. Afilhos formados. Folhas enroladas em espiral.
4. Aparecimento do pseudocaule. Bainhas alongam-se.
5. Pseudocaule desenvolvido.
6. Primeiro nó do colmo visível na base da gema.
7. Segundo nó do colmo já formado.
8. Folha bandeira visível, enrolada. Emborrachamento.
9. Lígula da folha bandeira já visível.
10. Bainha da folha bandeira desenvolvida. Espigas ainda não
visíveis.
10.1. Primeiras espigas apenas visíveis.
10.2. Um quarto do processo de espigamento completo.
10.3. Metade do processo completo.
10.4. Três quartos do processo de espigamento completo.
10.5. Todas as espigas estão fora da bainha.
AFILHAMENTO
ALONGAMENTO
ESPIGAMENTO
Trigo: do plantio a colheita, 2015.
FENOLOGIA
Feekes (1940).
Código Estádio
10.5.1. Início do florescimento.
10.5.2. Florescimento completo na parte apical da espiga.
10.5.3. Florescimento completo na parte basal da espiga.
10.5.4. Final de florescimento, grão no estádio aquoso.
11.1. Grãos no estádio leitoso.
11.2. Grãos no estádio de massa (conteúdo macio e seco).
11.3. Grãos duros.
11.4. Maturação de colheita. Palhas secas.
Continuação...
ESPIGAMENTO
MATURAÇÃO
Trigo: do plantio a colheita, 2015.
EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS
Adaptação ampla Altitudes de 4.300 m acima do nível do
mar, no Himalaia.
A produção de massa verde do centeio foi
superior à do trigo, do triticale e a da aveia.
Locais sujeitos a danos de
geada no Sul dos EUA
(Bruckener e Raymer, 1990).
Atividade fisiológica: Centeio: 0°C;
Trigo: 2,8°C a 4,4°C;
Aveia: acima de 4,4°C;
Azevém: 6,4°C.
Cultura do Centeio
EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS
● Temperatura ótima: 25°C a 31°C/ 18ºC a 24°C;
● Temperatura base ou mínima de crescimento: 4°C;
● Limite máximo de temperatura de crescimento: 32°C;
● Temperatura para germinação mínima (3°C) e máxima (35°C);
● Tolerância a baixas temperaturas;
● Sensibilidade: elevada temperatura durante a floração e
enchimento de grãos;
● Temperatura crítica ou dano de geada: -2°C.
Cultura do Centeio
EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS
● É planta exigente em dias longos e o florescimento é induzido por 14
horas, ou mais, de luz.
● Centeio é pouco exigente em disponibilidade hídrica durante o
desenvolvimento e altamente sensível ao excesso de chuva.
A água é requerida com maior
intensidade durante as fases de
florescimento e de enchimento
de grãos.
Cultura do Centeio
EXIGÊNCIAS
NUTRICIONAIS
● Indicado para cultivo em solos
arenoso e degradados;
● Pouco exigente em adubação;
● Solos bem drenados;
● P médio;
● A aplicação de calcário para
correção de acidez somente é
necessária em solos com pH
extremamente baixo.
pH 6,0 e 6,5
EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS
NITROGÊNIO
● 15 a 20 kg/ha na semeadura e o restante em cobertura, no início do afilhamento.
● Clima mais quente, de menor altitude e antecedido ao cultivo da soja: 40 kg de
N/ha ACAMAMENTO
Cultura do Centeio
EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS
FÓSFORO E POTÁSSIO
● Teores de cada nutriente presente no solo.
Cultura do Centeio
ÉPOCA DE
SEMEADURA
● Não há Zoneamento
Agrícola de Risco
Climático (ZARC) para
centeio;
● Podem ser conduzidas nas
mesmas áreas da cultura do
trigo.
SIMILARIDADE Períodos de semeadura para
a cultura de trigo no Rio
Grande do Sul, com base no
zoneamento de riscos
climáticos.
Cultura do Centeio
• A partir de março
Formação de pastagem e cobertura do
solo no Sul do Brasil
• Junho e julho
Produção de grãos no RS, SC e sul do
PR
• Abril e maio
Produção de grãos norte do PR
ÉPOCA DE
SEMEADURA
ESPAÇAMENTO
● 17 a 20 cm, podendo ser a lanço COBERTURA DO SOLO OU
PASTEJO
PROFUNDIDADE
● 2 a 4 cm
VELOCIDADE DE SEMEADURA
● 6 a 8 km/h
Cultura do Centeio
DENSIDADE DE SEMEADURA
Produção de grãos: 200 a 250 sementes
viáveis/m²
Pastejo, duplo propósito (forragem e
grãos) e cobertura do solo: 300 a 350
sementes viáveis/m²
Cultura do Centeio
CULTIVARES
BRS Progresso - Ano 2013
Fonte: Júnior Nascimento.
● Ciclo: médio;
●Espigamento: 60 a 75 dias;
●Maturação: 125 a 145 dias;
● Apresenta moderada resistência à
ferrugem do colmo;
● Boa produtividade e estabilidade
de produção.
BRS Serrano - Ano 2005
● Ciclo: médio/tardio;
●Espigamento: 75 – 90 dias;
●Maturação: 145 – 160 dias;
● É uma excelente opção para
pastejo e cobertura de solo, além
de rotação de culturas de inverno.
Fonte: Junior Nascimento.
CULTIVARES
BR 1 - Ano 1888
● Ciclo: médio/tardio;
●Espigamento: 75 – 90 dias;
●Maturação: 145 – 160 dias;
● Indicado para pastoreio direto;
● Produção de grãos;
● Apresenta boa produção em solos
arenosos e degradados;
● Suscetível a debulha (colher quando
estiver maduro).
Fonte: Milton Brudna.
CULTIVARES
IPR 89- Ano 2000 ● Ciclo: médio;
●85 dias da emergência ao
espigamento;
●150 dias da emergência à maturação;
● Altamente indicado para cobertura de
solo;
● Indicado para o pastejo;
● Baixo consumo hídrico;
● Sistema radicular bem desenvolvido;
● Elevada produção de massa seca.
CULTIVARES
TEMPRANO - Ano 2010 (Atlântica Trading LTDA.)
● Centeio forrageiro;
● Ciclo vegetativo de 135 dias;
● Possui elevado perfilhamento;
● Excelente sanidade;
● Ótima produtividade;
● Mais cultivado na região do Paraná.
CULTIVARES
Fonte: Nuseed Brazil.
PLANTAS DANINHAS
Cultura do Centeio
● Azevém (Lolium multiflorum);
● Aveia (Avena sativa);
● Nabo (Raphanus raphanistrum);
● Buva (Conyza spp.).
Principais
PLANTAS DANINHAS
Cultura do Centeio
● Cletodim;
● Metolacloro;
● Glifosato;
● Glufosinato - sal de amônio;
● Dicamba;
● Quizalofope;
● Trifluralina;
● 2,4 D;
● Metsulfurom-metílico.
Produtos registrados para a cultura do centeio
Se tem 14 produtos registrados para a cultura do centeio, com os princípios
ativos:
PLANTAS DANINHAS
Cultura do Centeio
Centeio como cobertura vegetal
PLANTAS DANINHAS
Cultura do Centeio
Centeio como cobertura vegetal
PRAGAS
Cultura do Centeio
● Pulgão-da-folha (Metopolophium dirhodum);
● Pulgão-da-espiga (Sitobion avenae);
● Pulgão-verde-dos-cereais (Schizaphis graminum);
● Pulgão-da-aveia (Rhopalosiphum padi);
● Pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale);
Pulgões
● Sucção da seiva das plantas;
● Transmissão do VNAC.
Controle químico:
● Acetamiprido + Fenpropatrina;
● Clorpirifós.
Cultura do Centeio
● Lagarta-do-trigo (Pseudaletia sequax);
● Lagarta-militar (Spodoptera frugiperda);
● Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon).
Lagartas
● Consumo potencial de espigas;
● Consumo potencial de folhas;
● Danos às plântulas rente ao solo.
Controle químico:
● Piretróides;
● Benzoiluréias;
● Organofosforados.
PRAGAS
Cultura do Centeio
Lagartas
Lagarta-do-trigo
Lagarta-militar
Lagarta-rosca
PRAGAS
Cultura do Centeio
● Percevejo-barriga-verde:
○ (Dichelops furcatus);
○ (Dichelops melacanthus).
Percevejos
● Sucção da seiva:
○ Danos ao desenvolvimento da espiga.
Controle químico:
● Neonicotinóides
● Piretróides
PRAGAS
DOENÇAS
Cultura do Centeio
● Dias secos (não necessita de molhamento
foliar);
● Temperaturas entre 15 e 25°C.
Oídio (Blumeria graminis)
● Redução da atividade fotossintética:
○ Massa micelial recobre a folha.
Medidas de controle:
● Cultivares com maior rusticidade;
● Rotação de cultura;
● Uso de triazóis no controle químico.
Cultura do Centeio
● Temperatura superior a 24°C;
● Períodos de molhamento foliar superior a 9 horas;
● Elevada umidade relativa do ar.
Mancha-marrom (Bipolaris sorokiniana)
● Lesões necróticas de pardas a negras:
○ Formato ovalado a oblongo.
Medidas de controle:
● Uso de sementes sadias;
● Cultivares resistentes;
● Bom controle químico com estrobilurinas.
DOENÇAS
Cultura do Centeio
● Precipitação elevada entre espigamento e maturação;
● Concentração e molhamento da espiga;
Giberela (Fusarium graminearum)
● Escurecimento dos tecidos da ráquis;
○ Formação de grãos pequenos e mal-formados.
Medidas de controle:
● Escalonamento da semeadura;
● Cultivares menos suscetíveis;
● Controle químico com produtos a base de benzimidazóis.
DOENÇAS
Cultura do Centeio
● Ferrugem-da-folha (Puccinia triticina)
● Ferrugem-do-colmo (Puccinia graminis)
Ferrugens
● Condições de desenvolvimento favoráveis:
○ Elevada umidade relativa do ar;
○ Temperatura amena (15 a 20 °C).
● Descoloração inicial dos tecidos:
○ Surgimento posterior das pústulas;
Medidas de controle:
● Cultivares com maior resistência;
● Controle químico:
○ Boa eficiência de triazóis e carboxamidas.
DOENÇAS
Cultura do Centeio
Ferrugem-da-folha Ferrugem-do-colmo
Ferrugens
DOENÇAS
COLHEITA E PÓS COLHEITA
● Maturação plena
● Colheita com umidade
inferior a 18% 13%
● Evitar atrasos na colheita:
● Debulha;
● Ataque de pássaros/ ratos;
● Acamamento;
● Germinação na espiga.
● Ataque de fungos.
Cultura do Centeio
11.4
COLHEITA E PÓS COLHEITA
ARMAZENAMENTO
Cultura do Centeio
● Controle de umidade e
temperatura da massa
dos grãos;
● Monitoramento de
pragas em grãos
armazenados.
REFERÊNCIAS
BAIER, Augusto Carlos et al. As lavouras de inverno. Rio de Janeiro: Globo, 1988. 175 p.
BAIER, Augusto Carlos. Centeio. Passo Fundo: Embrapa Cnpt, 1994. 29 p.
BEVILAQUA, Gilberto Antonio Peripolli. Manejo de sistemas de produção de centeio visando a produção de forragem e de
sementes para a agricultura familiar. Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2010. 16 p. Disponível em:
https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/952888/1/documento319.pdf. Acesso em: 25 jul. 2022.
BRASIL. Cultivares de Centeio. Embrapa Trigo. Disponível em: https://www.embrapa.br/trigo/solucoes-
tecnologicas/cultivares/centeio Acesso em: 02 ago. 2022.
CONAB. Boletim de safra de grãos– Safra 2021/22 - Nono levantamento, julho 2022.
CONAB. ARMAZENAGEM 30.101. Disponível em:
https://www.conab.gov.br/images/arquivos/normativos/30000_sistema_de_operacoes/30.101_armazenagem-27-01-2020.pdf Acesso
em: 04 ago. 2022.
REFERÊNCIAS
CULTIVO do Centeio. Sistemas de Produção Embrapa. Disponível em:
https://www.spo.cnptia.embrapa.br/conteudo?p_p_id=conteudoportlet_WAR_sistemasdeproducaolf6_1ga1ceportlet&p_p_lifecycle=
0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&p_r_p_-
76293187_sistemaProducaoId=3702&p_r_p_-996514994_topicoId=1305. Acesso em: 25 jul. 2022.
FONTANELI, R. S; SANTOS, H. P; FONTANELI, R. S. FORRAGEIRAS PARA INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-
FLORESTA NA REGIÃO SUL-BRASILEIRA. Embrapa, ed.2, 2012.
FONTANELI, Renato Serena et al. Gramíneas Forrageiras de Inverno. In: FONTANELI, Renato Serena. Gramíneas forrageiras
para Integração Lavoura-Pecuária- Floresta na Região Sul-brasileira. Brasília: Embrapa, 2012. Cap. 18. p. 127-172.
NUSSED. Centeio Temprano. Disponível em: https://nuseed.com/br/product/centeio-temprano/ Acesso em: 04 ago. 2022.
MANUAL. Adubação e de calagem para os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 11 ed. Sociedade Brasileira de Ciência
do Solo, Núcleo Regional Sul, Comissão de Química e Fertilidade do Solo, 2016. 376 p.
IDENTIFICAÇÃO de cereais de inverno em fases iniciais de desenvolvimento. 2021. Elevagro. Disponível em:
https://elevagro.com/materiais-didaticos/identificacao-de-cereais-de-inverno-em-fases-iniciais-de-desenvolvimento/. Acesso em: 25
jul. 2022.
REFERÊNCIAS
MAPA. Agrofit. Disponível em: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Acesso em: 1 ago. 2022.
MONMA, André Luiz. SERRATO, Igor Santos. INFLUÊNCIA DA PALHADA DE CENTEIO, AVEIA PRETA, AZEVÉM, E
ERVILHACA NA INCIDÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS. Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais – CESCAGE.
2021. Disponível em: A influência da palhada de centeio, aveia preta, azevém e ervilhaca na incidência de plantas daninhas. |
Monma | Revista Scientia Rural - ISSN 2178-3608 (cescage.com.br) Acesso em: 1 ago. 2022.
PLACIDO Henrique.Tudo que você precisa saber sobre as plantas daninhas no trigo.
2020. Disponível em: Plantas Daninhas do Trigo: Tudo que você precisa saber! (aegro.com.br) Acesso em: 1 ago. 2022.
PIMENTEL, Márcia Barrocas Moreira. Desenho esquemático com indicação da localização das principais partes de uma planta de
trigo, cevada, triticale e centeio. Embrapa Trigo, 2021.
ORIGEM e usos. 2013. Embrapa Trigo. Disponível em:
http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/do/p_do142_2.htm#:~:text=O%20principal%20centro%20de%20origem,aveia%20(BUSHUK%2
C%202001). Acesso em: 25 jul. 2022.
QUEIROZ, Maria Fernanda Soarez. Morfologia de Gramíneas e Leguminosas forrageiras. Jaboticabal: Fcav Unesp, 2011. 84
slides, color. Disponível em: https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/zootecnia/anaclaudiaruggieri/aula-2-morfologia.pdf.
Acesso em: 25 jul. 2022.
REFERÊNCIAS
REQUERIMIENTO de clima y suelo. Cereales, cultivos industriales y flores. Santiago, Chile, 1989.
SCHEEREN, Pedra Luiz et al. Botânica, Morfologia e Descrição Fenotípica. In: BORÉM, Aluízio et al. Trigo: do plantio a
colheita. Viçosa: Ufv, 2015. p. 35-55. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/128602/1/ID-43066-
2015-trigo-do-plantio-a-colheita-cap2.pdf.
Acesso em: 25 jul. 2022.
SEMENTES Renascer. Centeio IPR 89. Disponível em: https://www.sementesrenascer.com.br/produto.aspx?t=centeio-ipr-89
Acesso em: 03 ago. 2022.
USDA. Grain: World Markets and Trade. Julho, 2022. Disponível em: https://apps.fas.usda.gov/psdonline/circulars/grain.pdf Acesso
em: 01 ago. 2022.
Adriel Mai
Eduarda Amaral
Fabiel Cossul
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CULTURA DO CENTEIO

  • 1. Adriel Mai Eduarda Amaral Fabiel Cossul Jankelly Moreira CULTURA DO CENTEIO Culturas Anuais de Inverno Prof.º Rodrigo Luiz Ludwig Curso de Agronomia
  • 2. INTRODUÇÃO ● O centeio (Secale cereale L.) é cultivado especialmente no centro e no norte da Europa, em regiões de clima frio e seco, em solos arenosos e pouco férteis. Polônia; Rússia; Alemanha; Bielorrússia; Ucrânia. 75% da área mundial.
  • 3. INTRODUÇÃO Destaca-se pela rusticidade e capacidade de adaptação em condições de ambiente menos favoráveis. ● Foi introduzido no Brasil por imigrantes alemães e poloneses no século XIX;
  • 4. Reino: Plantae Divisão: Magnoliophyta Classe: Liliopsida Ordem: Poales Família: Poaceae Gênero: Secale Espécie: Secale cereale CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA
  • 5. CENTRO DE ORIGEM A literatura menciona dois centros de origem: região da Anatólia e Cáucaso, a leste da Turquia e norte do Irã; e a região norte do Afeganistão e a oeste do Irã. Cultura do Centeio
  • 7. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA- BRASIL Principais estados produtores: Paraná e Rio Grande do Sul. Cultura do Centeio
  • 8. ● Cobertura do solo; ● Pastejo animal; ● Uso em ração animal como substituto eventual do milho; ● Panificação. PRINCIPAIS USOS DA CULTURA
  • 9. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS Cereais Desenho esquemático com indicação da localização das principais partes de uma planta de trigo, cevada, triticale e centeio. Fonte: MOREIRA, 2021. Cultura do Centeio
  • 10. Raiz fasciculada Rusticidade: resistência ao frio, à acidez do solo, ao alumínio tóxico e a doenças radiculares. Sistema radicular profundo e agressivo e crescimento inicial vigoroso. O colmo das gramíneas, é oco e é constituído de nós e entrenós. Folhas: possuem bainha, lígula, aurícula e lâmina. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS linear Flor: são aclamídeas (sem cálice e corola).
  • 11. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS • Bainha aberta; • Lígula curta e membranosa; • Aurículas muito curtas, estreitas e glabras; • Torção da lâmina foliar no sentido anti- horário. Elevagro, 2021. Folhas Cultura do Centeio
  • 12. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS Espiga longa, geralmente com duas flores férteis e dessa forma, duas sementes por espigueta e aristas curtas. O fruto é do tipo cariopse rugoso. A espiga tem de 5 a 20 cm de comprimento. As espiguetas não possuem pedúnculo e estão fixadas diretamente na ráquis. Ráquis pilosa. Cultura do Centeio Fonte: AMARAL, 2022.
  • 14. FENOLOGIA Feekes (1940). Trigo: do plantio a colheita, 2015.
  • 15. FENOLOGIA Feekes (1940). Código Estádio 1. Plantas recém-emergidas, com uma ou mais folhas. 2. Início do afilhamento. 3. Afilhos formados. Folhas enroladas em espiral. 4. Aparecimento do pseudocaule. Bainhas alongam-se. 5. Pseudocaule desenvolvido. 6. Primeiro nó do colmo visível na base da gema. 7. Segundo nó do colmo já formado. 8. Folha bandeira visível, enrolada. Emborrachamento. 9. Lígula da folha bandeira já visível. 10. Bainha da folha bandeira desenvolvida. Espigas ainda não visíveis. 10.1. Primeiras espigas apenas visíveis. 10.2. Um quarto do processo de espigamento completo. 10.3. Metade do processo completo. 10.4. Três quartos do processo de espigamento completo. 10.5. Todas as espigas estão fora da bainha. AFILHAMENTO ALONGAMENTO ESPIGAMENTO Trigo: do plantio a colheita, 2015.
  • 16. FENOLOGIA Feekes (1940). Código Estádio 10.5.1. Início do florescimento. 10.5.2. Florescimento completo na parte apical da espiga. 10.5.3. Florescimento completo na parte basal da espiga. 10.5.4. Final de florescimento, grão no estádio aquoso. 11.1. Grãos no estádio leitoso. 11.2. Grãos no estádio de massa (conteúdo macio e seco). 11.3. Grãos duros. 11.4. Maturação de colheita. Palhas secas. Continuação... ESPIGAMENTO MATURAÇÃO Trigo: do plantio a colheita, 2015.
  • 17. EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS Adaptação ampla Altitudes de 4.300 m acima do nível do mar, no Himalaia. A produção de massa verde do centeio foi superior à do trigo, do triticale e a da aveia. Locais sujeitos a danos de geada no Sul dos EUA (Bruckener e Raymer, 1990). Atividade fisiológica: Centeio: 0°C; Trigo: 2,8°C a 4,4°C; Aveia: acima de 4,4°C; Azevém: 6,4°C. Cultura do Centeio
  • 18. EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS ● Temperatura ótima: 25°C a 31°C/ 18ºC a 24°C; ● Temperatura base ou mínima de crescimento: 4°C; ● Limite máximo de temperatura de crescimento: 32°C; ● Temperatura para germinação mínima (3°C) e máxima (35°C); ● Tolerância a baixas temperaturas; ● Sensibilidade: elevada temperatura durante a floração e enchimento de grãos; ● Temperatura crítica ou dano de geada: -2°C. Cultura do Centeio
  • 19. EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS ● É planta exigente em dias longos e o florescimento é induzido por 14 horas, ou mais, de luz. ● Centeio é pouco exigente em disponibilidade hídrica durante o desenvolvimento e altamente sensível ao excesso de chuva. A água é requerida com maior intensidade durante as fases de florescimento e de enchimento de grãos. Cultura do Centeio
  • 20. EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS ● Indicado para cultivo em solos arenoso e degradados; ● Pouco exigente em adubação; ● Solos bem drenados; ● P médio; ● A aplicação de calcário para correção de acidez somente é necessária em solos com pH extremamente baixo. pH 6,0 e 6,5
  • 21. EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS NITROGÊNIO ● 15 a 20 kg/ha na semeadura e o restante em cobertura, no início do afilhamento. ● Clima mais quente, de menor altitude e antecedido ao cultivo da soja: 40 kg de N/ha ACAMAMENTO Cultura do Centeio
  • 22. EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS FÓSFORO E POTÁSSIO ● Teores de cada nutriente presente no solo. Cultura do Centeio
  • 23. ÉPOCA DE SEMEADURA ● Não há Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para centeio; ● Podem ser conduzidas nas mesmas áreas da cultura do trigo. SIMILARIDADE Períodos de semeadura para a cultura de trigo no Rio Grande do Sul, com base no zoneamento de riscos climáticos. Cultura do Centeio
  • 24. • A partir de março Formação de pastagem e cobertura do solo no Sul do Brasil • Junho e julho Produção de grãos no RS, SC e sul do PR • Abril e maio Produção de grãos norte do PR ÉPOCA DE SEMEADURA
  • 25. ESPAÇAMENTO ● 17 a 20 cm, podendo ser a lanço COBERTURA DO SOLO OU PASTEJO PROFUNDIDADE ● 2 a 4 cm VELOCIDADE DE SEMEADURA ● 6 a 8 km/h Cultura do Centeio
  • 26. DENSIDADE DE SEMEADURA Produção de grãos: 200 a 250 sementes viáveis/m² Pastejo, duplo propósito (forragem e grãos) e cobertura do solo: 300 a 350 sementes viáveis/m² Cultura do Centeio
  • 27. CULTIVARES BRS Progresso - Ano 2013 Fonte: Júnior Nascimento. ● Ciclo: médio; ●Espigamento: 60 a 75 dias; ●Maturação: 125 a 145 dias; ● Apresenta moderada resistência à ferrugem do colmo; ● Boa produtividade e estabilidade de produção.
  • 28. BRS Serrano - Ano 2005 ● Ciclo: médio/tardio; ●Espigamento: 75 – 90 dias; ●Maturação: 145 – 160 dias; ● É uma excelente opção para pastejo e cobertura de solo, além de rotação de culturas de inverno. Fonte: Junior Nascimento. CULTIVARES
  • 29. BR 1 - Ano 1888 ● Ciclo: médio/tardio; ●Espigamento: 75 – 90 dias; ●Maturação: 145 – 160 dias; ● Indicado para pastoreio direto; ● Produção de grãos; ● Apresenta boa produção em solos arenosos e degradados; ● Suscetível a debulha (colher quando estiver maduro). Fonte: Milton Brudna. CULTIVARES
  • 30. IPR 89- Ano 2000 ● Ciclo: médio; ●85 dias da emergência ao espigamento; ●150 dias da emergência à maturação; ● Altamente indicado para cobertura de solo; ● Indicado para o pastejo; ● Baixo consumo hídrico; ● Sistema radicular bem desenvolvido; ● Elevada produção de massa seca. CULTIVARES
  • 31. TEMPRANO - Ano 2010 (Atlântica Trading LTDA.) ● Centeio forrageiro; ● Ciclo vegetativo de 135 dias; ● Possui elevado perfilhamento; ● Excelente sanidade; ● Ótima produtividade; ● Mais cultivado na região do Paraná. CULTIVARES Fonte: Nuseed Brazil.
  • 32. PLANTAS DANINHAS Cultura do Centeio ● Azevém (Lolium multiflorum); ● Aveia (Avena sativa); ● Nabo (Raphanus raphanistrum); ● Buva (Conyza spp.). Principais
  • 33. PLANTAS DANINHAS Cultura do Centeio ● Cletodim; ● Metolacloro; ● Glifosato; ● Glufosinato - sal de amônio; ● Dicamba; ● Quizalofope; ● Trifluralina; ● 2,4 D; ● Metsulfurom-metílico. Produtos registrados para a cultura do centeio Se tem 14 produtos registrados para a cultura do centeio, com os princípios ativos:
  • 34. PLANTAS DANINHAS Cultura do Centeio Centeio como cobertura vegetal
  • 35. PLANTAS DANINHAS Cultura do Centeio Centeio como cobertura vegetal
  • 36. PRAGAS Cultura do Centeio ● Pulgão-da-folha (Metopolophium dirhodum); ● Pulgão-da-espiga (Sitobion avenae); ● Pulgão-verde-dos-cereais (Schizaphis graminum); ● Pulgão-da-aveia (Rhopalosiphum padi); ● Pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale); Pulgões ● Sucção da seiva das plantas; ● Transmissão do VNAC. Controle químico: ● Acetamiprido + Fenpropatrina; ● Clorpirifós.
  • 37. Cultura do Centeio ● Lagarta-do-trigo (Pseudaletia sequax); ● Lagarta-militar (Spodoptera frugiperda); ● Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon). Lagartas ● Consumo potencial de espigas; ● Consumo potencial de folhas; ● Danos às plântulas rente ao solo. Controle químico: ● Piretróides; ● Benzoiluréias; ● Organofosforados. PRAGAS
  • 39. Cultura do Centeio ● Percevejo-barriga-verde: ○ (Dichelops furcatus); ○ (Dichelops melacanthus). Percevejos ● Sucção da seiva: ○ Danos ao desenvolvimento da espiga. Controle químico: ● Neonicotinóides ● Piretróides PRAGAS
  • 40. DOENÇAS Cultura do Centeio ● Dias secos (não necessita de molhamento foliar); ● Temperaturas entre 15 e 25°C. Oídio (Blumeria graminis) ● Redução da atividade fotossintética: ○ Massa micelial recobre a folha. Medidas de controle: ● Cultivares com maior rusticidade; ● Rotação de cultura; ● Uso de triazóis no controle químico.
  • 41. Cultura do Centeio ● Temperatura superior a 24°C; ● Períodos de molhamento foliar superior a 9 horas; ● Elevada umidade relativa do ar. Mancha-marrom (Bipolaris sorokiniana) ● Lesões necróticas de pardas a negras: ○ Formato ovalado a oblongo. Medidas de controle: ● Uso de sementes sadias; ● Cultivares resistentes; ● Bom controle químico com estrobilurinas. DOENÇAS
  • 42. Cultura do Centeio ● Precipitação elevada entre espigamento e maturação; ● Concentração e molhamento da espiga; Giberela (Fusarium graminearum) ● Escurecimento dos tecidos da ráquis; ○ Formação de grãos pequenos e mal-formados. Medidas de controle: ● Escalonamento da semeadura; ● Cultivares menos suscetíveis; ● Controle químico com produtos a base de benzimidazóis. DOENÇAS
  • 43. Cultura do Centeio ● Ferrugem-da-folha (Puccinia triticina) ● Ferrugem-do-colmo (Puccinia graminis) Ferrugens ● Condições de desenvolvimento favoráveis: ○ Elevada umidade relativa do ar; ○ Temperatura amena (15 a 20 °C). ● Descoloração inicial dos tecidos: ○ Surgimento posterior das pústulas; Medidas de controle: ● Cultivares com maior resistência; ● Controle químico: ○ Boa eficiência de triazóis e carboxamidas. DOENÇAS
  • 44. Cultura do Centeio Ferrugem-da-folha Ferrugem-do-colmo Ferrugens DOENÇAS
  • 45. COLHEITA E PÓS COLHEITA ● Maturação plena ● Colheita com umidade inferior a 18% 13% ● Evitar atrasos na colheita: ● Debulha; ● Ataque de pássaros/ ratos; ● Acamamento; ● Germinação na espiga. ● Ataque de fungos. Cultura do Centeio 11.4
  • 46. COLHEITA E PÓS COLHEITA ARMAZENAMENTO Cultura do Centeio ● Controle de umidade e temperatura da massa dos grãos; ● Monitoramento de pragas em grãos armazenados.
  • 47. REFERÊNCIAS BAIER, Augusto Carlos et al. As lavouras de inverno. Rio de Janeiro: Globo, 1988. 175 p. BAIER, Augusto Carlos. Centeio. Passo Fundo: Embrapa Cnpt, 1994. 29 p. BEVILAQUA, Gilberto Antonio Peripolli. Manejo de sistemas de produção de centeio visando a produção de forragem e de sementes para a agricultura familiar. Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2010. 16 p. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/952888/1/documento319.pdf. Acesso em: 25 jul. 2022. BRASIL. Cultivares de Centeio. Embrapa Trigo. Disponível em: https://www.embrapa.br/trigo/solucoes- tecnologicas/cultivares/centeio Acesso em: 02 ago. 2022. CONAB. Boletim de safra de grãos– Safra 2021/22 - Nono levantamento, julho 2022. CONAB. ARMAZENAGEM 30.101. Disponível em: https://www.conab.gov.br/images/arquivos/normativos/30000_sistema_de_operacoes/30.101_armazenagem-27-01-2020.pdf Acesso em: 04 ago. 2022.
  • 48. REFERÊNCIAS CULTIVO do Centeio. Sistemas de Produção Embrapa. Disponível em: https://www.spo.cnptia.embrapa.br/conteudo?p_p_id=conteudoportlet_WAR_sistemasdeproducaolf6_1ga1ceportlet&p_p_lifecycle= 0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&p_r_p_- 76293187_sistemaProducaoId=3702&p_r_p_-996514994_topicoId=1305. Acesso em: 25 jul. 2022. FONTANELI, R. S; SANTOS, H. P; FONTANELI, R. S. FORRAGEIRAS PARA INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA- FLORESTA NA REGIÃO SUL-BRASILEIRA. Embrapa, ed.2, 2012. FONTANELI, Renato Serena et al. Gramíneas Forrageiras de Inverno. In: FONTANELI, Renato Serena. Gramíneas forrageiras para Integração Lavoura-Pecuária- Floresta na Região Sul-brasileira. Brasília: Embrapa, 2012. Cap. 18. p. 127-172. NUSSED. Centeio Temprano. Disponível em: https://nuseed.com/br/product/centeio-temprano/ Acesso em: 04 ago. 2022. MANUAL. Adubação e de calagem para os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. 11 ed. Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Núcleo Regional Sul, Comissão de Química e Fertilidade do Solo, 2016. 376 p. IDENTIFICAÇÃO de cereais de inverno em fases iniciais de desenvolvimento. 2021. Elevagro. Disponível em: https://elevagro.com/materiais-didaticos/identificacao-de-cereais-de-inverno-em-fases-iniciais-de-desenvolvimento/. Acesso em: 25 jul. 2022.
  • 49. REFERÊNCIAS MAPA. Agrofit. Disponível em: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Acesso em: 1 ago. 2022. MONMA, André Luiz. SERRATO, Igor Santos. INFLUÊNCIA DA PALHADA DE CENTEIO, AVEIA PRETA, AZEVÉM, E ERVILHACA NA INCIDÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS. Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais – CESCAGE. 2021. Disponível em: A influência da palhada de centeio, aveia preta, azevém e ervilhaca na incidência de plantas daninhas. | Monma | Revista Scientia Rural - ISSN 2178-3608 (cescage.com.br) Acesso em: 1 ago. 2022. PLACIDO Henrique.Tudo que você precisa saber sobre as plantas daninhas no trigo. 2020. Disponível em: Plantas Daninhas do Trigo: Tudo que você precisa saber! (aegro.com.br) Acesso em: 1 ago. 2022. PIMENTEL, Márcia Barrocas Moreira. Desenho esquemático com indicação da localização das principais partes de uma planta de trigo, cevada, triticale e centeio. Embrapa Trigo, 2021. ORIGEM e usos. 2013. Embrapa Trigo. Disponível em: http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/do/p_do142_2.htm#:~:text=O%20principal%20centro%20de%20origem,aveia%20(BUSHUK%2 C%202001). Acesso em: 25 jul. 2022. QUEIROZ, Maria Fernanda Soarez. Morfologia de Gramíneas e Leguminosas forrageiras. Jaboticabal: Fcav Unesp, 2011. 84 slides, color. Disponível em: https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/zootecnia/anaclaudiaruggieri/aula-2-morfologia.pdf. Acesso em: 25 jul. 2022.
  • 50. REFERÊNCIAS REQUERIMIENTO de clima y suelo. Cereales, cultivos industriales y flores. Santiago, Chile, 1989. SCHEEREN, Pedra Luiz et al. Botânica, Morfologia e Descrição Fenotípica. In: BORÉM, Aluízio et al. Trigo: do plantio a colheita. Viçosa: Ufv, 2015. p. 35-55. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/128602/1/ID-43066- 2015-trigo-do-plantio-a-colheita-cap2.pdf. Acesso em: 25 jul. 2022. SEMENTES Renascer. Centeio IPR 89. Disponível em: https://www.sementesrenascer.com.br/produto.aspx?t=centeio-ipr-89 Acesso em: 03 ago. 2022. USDA. Grain: World Markets and Trade. Julho, 2022. Disponível em: https://apps.fas.usda.gov/psdonline/circulars/grain.pdf Acesso em: 01 ago. 2022.
  • 51. Adriel Mai Eduarda Amaral Fabiel Cossul Jankelly Moreira OBRIGADO PELA ATENÇÃO!