Wanderson Kleber de Oliveira
Enfermeiro Epidemiologista, MSc, PhD
Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (CIDACS/IGM/FIOCRUZ)
https://about.me/wanderson.kleber
Belo Horizonte, 24 de agosto de 2017
Vigilância Epidemiológica e SINAN
Coleta, analise e interpretação dos dados de vigilância
Epidemiologia
Sumário
▪ Introdução
▪ Apresentação, objetivos, onde estamos, motivação
• A evolução histórica da vigilância em saúde
• Medindo as condições de saúde
• Sistemas de Informação
• Sinan
• Premissas do sistema de vigilância
2http://bit.ly/sinan24ago2017
Objetivos da aula
• Compreender a atuação da VE
• Conhecer as principais fontes de dados
• Estratégias de divulgação
• Limitações e perspectivas do atual sistema de vigilância
3http://bit.ly/sinan24ago2017
Onde estamos?
4
ATIVIDADE DATA CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1 08/08/2017
Análise exploratória de dados epidemiológicos.
Tipos de variáveis. Medidas de resumo e dispersão. Intervalos de confiança.
2 10/08/2017 Medidas de Frequência: Incidência e Prevalência.
3 17/08/2017 Medidas de Freqüência. Risco atribuível, Risco Relativo e Odds Ratio.
4 22/08/2017 Epidemiologia: Conceitos básicos e objetivos; História natural e Prevenção de doenças.
5 24/08/2017 Vigilância Epidemiológica.
6 29/08/2017 Estudos de Mortalidade. Anos de Vida potencialmente perdidos
7 31/08/2017 Prova Parcial I
8 05/09/2017 Estudos Epidemiológicos. Transversal, coorte, caso-controle, experimental.
9 12/09/2017 Epidemiologia descritiva
10 14/09/2017 Processo Epidêmico. Diagrama de Controle.
11 19/09/2017 Uso de programas de visualização de morbi-mortalidade em população mundial e brasileira
12 21/09/2017 Uso de programas de visualização de morbi-mortalidade em população mundial e brasileira
13 26/09/2017 Prova Parcial II
14 28/09/2017 Revisão de Conceitos - Monitoria
15 03/10/2017 Seminário. Diagnostico de saúde populacional e integração com políticas publicas.
16 05/10/2017 Seminário. Diagnostico de saúde populacional e integração com políticas publicas.
http://bit.ly/sinan24ago2017
Motivação
Pilares de influência
nos determinantes
sociais
•Intersetorialidade
•Participação
•Informação
http://bit.ly/sinan24ago2017
Viajando no
tempo
6
Origem da
informação
http://bit.ly/sinan24ago2017
Emergência do grande
capitalismo mercantil
7
"...de maneira que o rico possa avaliar a
necessidade de fugir e os mercantes
possam escolher que coisa fazer no seus
negócios“
Inglaterra, século XVII
http://bit.ly/sinan24ago2017
Conclusões de Graunt
• A frequência das doenças crônicas era
previsível, a peste não era
• O contágio da peste dependia de algum fator
que não ficava permanentemente em Londres
“No período entre 1561 e 1626, foi
se instaurando o ‘Método novo’ de
pesquisa observacional que omitiu
todas as especulações astrológicas,
quando começou a aceitar apenas
as observações ou as evidências,
também a tabulação de
observações positivas e negativas, e
o entendimento de clareza sobre as
‘falsas imagens”
Alfredo Morabia
http://bit.ly/sinan24ago2017 8
Na Alemanha ele elabora uma vasta obra sistematizando a denominada "polícia
médica", abrangendo questões relativas à responsabilidade do Estado, como:
• saúde escolar e materno infantil,
• doenças transmissíveis,
• prevenção de acidentes,
• higiene de alimentos, entre outros
A "polícia médica" foi pioneira na análise sistemática de problemas de saúde da
comunidade, elaborada com o objetivo de estudar soluções para essas questões
Johan Peter Franck (1748-1821)
Primórdios da lógica de vigilância em saúde?
http://bit.ly/sinan24ago2017 9
Fundador do conceito moderno de vigilância, foi responsável pelo
aprimoramento significativo da estatística vital tendo elaborado uma
classificação de doenças com base em três amplos agrupamentos:
a) epidêmicas
b) esporádicas
c) causa externa (violenta)
William Farr (1807-1883)
http://bit.ly/sinan24ago2017 10
John Snow
(1813-1858)
11Foto: Wanderson Oliveira http://bit.ly/sinan24ago2017
Evolução da vigilância
Século
XIX
Isolamento
Quarentena
Século
XX
Vigilância Médica
Vigilância Sanitária
Vigilância Epidemiológica
Século
XXI
Vigilância em Saúde
A partir da década de 50
Acompanhamento
sistemático de eventos
adversos à saúde na
comunidade, com o
propósito de aprimorar as
medidas de controle.
Vigilância sanitária constitui a
“observação dos comunicantes
durante o período máximo de
incubação da doença, a partir da
data do último contato com um
caso clínico ou portador, ou da
data em que o comunicante
abandonou o local em que se
encontrava a fonte primária da
infecção”.
Schmid (1956)
http://bit.ly/sinan24ago2017
Informação no estado de exceção
13
"Só na cidade de São Paulo foram 12.330 casos, o
que dá 33 por dia. Óbitos foram cerca de 900. Se nós
considerarmos a população atual da capital seriam
20 mil casos de meningite no ano e 4 mil óbitos."
5ª Conferência Nacional de Saúde: o Ministério da Saúde instituiu o
Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE), por meio de
legislação específica (Lei n° 6.259/75 e Decreto n° 78.231/76) que
propunha a rearticulação das diversas esferas do governo, com os
seguintes objetivos:
o Integrar as práticas de Saúde Pública e medicina previdenciária.
o Rearticular as unidades do setor público e estas com o setor
privado.
o Regionalizar e hierarquizar a assistência médico-sanitária de
acordo com os perfis epidemiológicos de cada área do País.http://bit.ly/sinan24ago2017
Conferência Nacional de Saúde
CNS
5ª CNS: Instituição do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE), por meio de
legislação específica (Lei n° 6.259/75 e Decreto n° 78.231/76) que propunha a rearticulação
das diversas esferas do governo, com os seguintes objetivos:
o Integrar as práticas de Saúde Pública e medicina previdenciária.
o Rearticular as unidades do setor público e estas com o setor privado.
o Regionalizar e hierarquizar a assistência médico-sanitária de acordo com os perfis
epidemiológicos de cada área do País.
http://bit.ly/sinan24ago2017
Conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou
prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e
condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de
recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou
agravos.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Lei 8080/1990
http://bit.ly/sinan24ago2017 15
16
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
A Vigilância em Saúde constitui um processo contínuo e sistemático de coleta,
consolidação, análise e disseminação de dados sobre eventos relacionados à
saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde
pública para a proteção da saúde da população, a prevenção e controle de
riscos, agravos e doenças, bem como para a promoção da saúde.
Fonte: Portaria 1.378 de 9/7/2013 - Regulamenta as responsabilidades e define diretrizes para execução e financiamento das ações de
Vigilância em Saúde pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, relativos ao Sistema Nacional de Vigilância em Saúde e Sistema
Nacional de Vigilância Sanitária.
16
http://bit.ly/sinan24ago2017
17
Vigilância em saúde – Portaria 1.378/2013
Análise de situação
de saúde
Detecção e resposta
às ESP
Prevenção e controle
das doenças
transmissíveis
Doenças crônicas
não transmissíveis,
acidentes e
violências
Exposição aos riscos
ambientais em
saúde
Saúde do
Trabalhador
Riscos decorrentes
de produtos,
serviços e
tecnologias de saúde
outras ações de vigilância que, de maneira rotineira e sistemática, podem ser
desenvolvidas em serviços de saúde públicos e privados nos vários níveis de atenção,
laboratórios, ambientes de estudo e trabalho e na própria comunidade. 17
http://bit.ly/sinan24ago2017
Sistema Nacional de Vigilância em Saúde - SNVS
SVS
Gestão do Sistema Nacional
de Vigilância em Saúde
ANVISA
Gestão do Sistema Nacional
de Vigilância Sanitária
Compete ao Ministério da Saúde a gestão das ações de vigilância em saúde
no âmbito da União, cabendo:
Portaria 1.378 de 09/07/2013http://bit.ly/sinan24ago2017 18
Sistema Nacional de Vigilância em Saúde - SNVS
SVS/MS
Gestão do Sistema Nacional
de Vigilância em Saúde
Subsistema de Vigilância Epidemiológica:
- doenças transmissíveis
- agravos e doenças não transmissíveis
Subsistema Nacional de Vigilância:
- Saúde Ambiental
- Saúde do Trabalhador
Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública
pertinentes à vigilância em saúde
Programas de prevenção e controle de doenças
Programa Nacional de Imunizações
Sistemas de Informação de Vigilância em Saúde
ANVISA
Gestão do Sistema Nacional
de Vigilância Sanitária
Regulação, controle e fiscalização sanitária:
- procedimentos, produtos, substâncias e serviços de saúde
e de interesse para a saúde
Portos, aeroportos e fronteiras
- regulação e a execução de ações:
- vigilância sanitária
- vigilância epidemiológica (sob orientação do MS)
Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública
pertinentes à vigilância sanitária
Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados
http://bit.ly/sinan24ago2017 19
Desafios: aperfeiçoamento da vigilância,
prevenção e controle de DT e DCNT e Agravos
Aperfeiçoar a
informação
epidemiológica
1
Integrar com
atenção básica
2
Acelerar a
redução da carga
3
Identificar grupos
e populações
mais vulneráveis
e com dificuldade
de acesso
4
Implantar
estratégias
inovadoras e
novas tecnologias
5
Avaliar o impacto,
a oportunidade e
a qualidade das
ações de
prevenção,
diagnóstico e
tratamento
6
http://bit.ly/sinan24ago2017 20
21
PROCESSOS DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE
1. CASO
2. TRATAMENTO – NOTIFICAÇÃO
3. INVESTIGAÇÃO (CLÍNICA, CAMPO E LABORATÓRIO) – AÇÃO DE BLOQUEIO – BUSCA DE CONTATOS -
PREVENÇÃO
4. CONFIRMAÇÃO OU DESCARTE
5. RETROALIMENTAÇÃO
6. CONSOLIDAÇÃO
7. ANÁLISE
8. RECOMENDAÇÃO DE MEDIDAS (COMPLEXIDADE VARIÁVEL) COMPATÍVEIS COM O CENÁRIO
EPIDEMIOLÓGICO
http://bit.ly/sinan24ago2017
▪ Com referência às fontes de dados que se oferecem para a implementação de sistemas
de vigilância de agravos específicos, exemplos:
• Vigilância com base em sistemas de notificações de doenças
• Vigilância com base em sistemas articulados de laboratórios
• Vigilância com base em dados hospitalares
• Vigilância com base em "eventos“
• Vigilância com base em informações obtidas de "médicos sentinelas”
• Vigilância com base em informações obtidas em unidade de assistência primária à
saúde
• Vigilância de rumores (imprensa e redes sociais)
Fontes de dados
22http://bit.ly/sinan24ago2017
Interfaces
entre os
sistemas
23http://bit.ly/sinan24ago2017
Problema Resposta
Vigilância:
Qual é o
Problema?
Identificação do
fator de risco:
Qual é a causa?
Avaliação de
Intervenção:
O que trabalhar?
Implementação:
Como fazer isto?
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
http://bit.ly/sinan24ago2017 24
Medindo a ocorrência de doenças
Saúde
Início da
doença
Sintomas
serviço de
saúde
Diagnóstico Tratamento
Cura
Controle
Sequela
Morte
“Dada uma série de dificuldades para se medir a “saúde” de uma
população, é frequente, ao se avaliar o nível de saúde desta população,
buscar dados de “não-saúde”, ou seja, dados de morte e de doença”
Rouquayrol MZ. Epidemiologia e Saúde
http://bit.ly/sinan24ago2017 25
26
Representação da informação
Doentes na população
Sintomático
Procurou
atendimento
Tem acesso
Diagnóstico
Notificado
http://bit.ly/sinan24ago2017
Lei de Finagle adaptado
“a informação que você tem não é a que você quer, a informação
que você quer não é a de que você necessita, a informação de que
você necessita não é a que você pode obter e a informação que
você pode obter custa mais do que você quer pagar”.
27http://bit.ly/sinan24ago2017
Atributo: Valorização da
validade externa
• Potencial de aplicação dos achados nos
mais diferentes contextos e em
populações distintas daquelas estudadas.
• Dada a complexidade das intervenções
no campo da saúde pública em contextos
de grande diversidade econômica,
cultural e demográfica, estudos e análises
que privilegiam a validade externa são
essenciais no contexto da tomada de
decisão em saúde coletiva
28http://bit.ly/sinan24ago2017
Mensuração – exemplo IBOPE
39 milhões
de domicílios com TV
3 milhões
Casas com monitoramento
Adaptado de Métricas e Indicadores - Eduardo Caballerohttp://bit.ly/sinan24ago2017 29
Tipos de
indicadores
http://bit.ly/sinan24ago2017 30
Perguntas e potenciais fontes de dados
31
Pense em exemplos de eventos
aplicáveis aos diferentes tipos de
prevalência.
▪ Hanseníase – duração do
tratamento e prevalência no
ponto
▪ Infecção pelo HIV-1 –
incidência e prevalência da
infecção
▪ Tuberculose – duração e
aderência ao tratamento e
sobrevida
▪ Diabetes do adulto –
incidência e letalidade
http://bit.ly/sinan24ago2017
32
Modelo de camadas
em um SIG
http://bit.ly/sinan24ago2017
Metodologia adequada (válida e precisa)
• Os achados devem ser críveis e originados de metodologias adequadas
(válidas e precisas), mesmo que o tempo para coleta e processamento seja
impeditivo.
• O conhecimento produzido a partir de procedimentos metodológicos com
baixa acurácia tem apenas dois destinos prováveis:
• Descartado pelos gestores atentos a essa questão,
• Não terão os resultados esperados
• Poderão produzir influências desastrosas para a gestão.
33http://bit.ly/sinan24ago2017
Tomada de decisão baseada em evidências: ciclo da produção de
evidências e respostas
34
Fonte: Adaptado de Institute for Health Metrics and Evaluation.
Evidência: a informação ou o conhecimento
acurados o suficiente para ser relevante para
entender o problema ou para tomar decisão a
seu respeito
http://bit.ly/sinan24ago2017
Hierarquia das evidências
1º - Revisão Sistemática
2º - Estudos randomizados
3º - Estudos de Coorte
4º - Estudos de Casos e Controles
5º - Estudos Transversais (prevalência)
6º - Estudos Ecológicos
7º - Estudo de série de casos
8º - Estudos in vitro - Pesquisas em animais
9º - Experiência pessoal
35
Seleção
Aferição
Confusão
Intervenção
Seguimento
Análise
Interpretação
Publicação
+
VIESES
http://bit.ly/sinan24ago2017
As medidas mudaram
ao longo do tempo,
atualmente estamos
vivendo on-line e
todos nós estamos
expressando nossas
atitudes, opiniões e
desejos...
Muita informação
A maioria das pessoas não sabem o que
fazer com todo o dado que dispõe…
… e muito ruído.
A capacidade de detectar o sinal entre
o ruído é o segredo…
Para abrir o cofre de informações que nos
rodeia.
Como podemos minerar (data
mine) e arquivar tantos dados?
Incorporando tecnologia
“Big Data”
Conjunto de dados
que possuem
estruturas complexas
e que são difíceis de
processar* utilizando
os métodos e
ferramentas
tradicionais.
*Captura, armazenamento, formatação, extração, curadoria, integração, análise e visualização.
www.gartner.com
http://bit.ly/sinan24ago2017
SIS
Sistemas de
Informação
em Saúde
44http://bit.ly/sinan24ago2017
Video SINAN
45http://bit.ly/sinan24ago2017
SIS
46http://bit.ly/sinan24ago2017
47
LINHA DA VIDA
Outras fontes
de dados
48http://bit.ly/sinan24ago2017
93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19
INÍCIO DA IMPLANTAÇÃO DO SINAN-DOS
• Piloto SC e PE
• Início da implantação do Sistema SINAN
DOS
• Implantação por adesão e voluntário
• Padronização de registros
• Sistema nacional
• Informatização de processos
OBRIGATORIEDADE DO USO DO SINAN
• Portaria N.º 1882/1997. estabelece o
Piso da Atenção Básica – PAB e sua
composição.
SINAN WINDOWS
• Ambiente gráfico
• Uso do TabWin
SINAN NET
• Transferência
via SisNet
• Fluxo de
retorno
• Manutenção
das bases
Pandemia de
Influenza
• Sinan
Influenza
On-line
LINHA DO TEMPO DOS PRINCIPAIS MARCOS DO SINAN
SINAN ON-LINE
• Notificação em tempo real
• Relatórios aprimorados
• Baseado na internet
NOVO SINAN
• Sincronização
das bases
• Modulo de
analises
• Flexibilidade
do sistema
• Funciona em
qualquer
sistema
operacional e
browser
Legislação
• LAI
• Resolução
CIT 06/13
http://bit.ly/sinan24ago2017 49
Sistema de Informação para a Saúde Pública
1VIGILÂNCIA REGISTRO
Informação rápida e suja,
oportunidade é essencial
Velocidade é secundária,
precisão é essencial
Notificar suspeita
Informação consolidada, de
caso fechado
http://bit.ly/sinan24ago2017 50
SINAN
44 Telas
53 Fichas
Sisnet
Gestão de
Usuário
Relatórios,
Exportador
Outros...
▪ Doenças
▪ Notificação
imediata
▪ Transmissíveis
Crônicas
▪ Agravos
▪ Sentinelas
SINAN é conjunto de programas reunidos com uma interface de usuário consistente e
intercompatibilidade entre os diferentes elementos.
Versão
5.1.1
SINAN NET
Versão
3.0
SINAN INFLUENZA
Versão
2.4
SINAN DENGUE
Versão
2.1
SINAN – PROJETO PROADI
http://bit.ly/sinan24ago2017 51
Exportador
online
SCPA
Sisnet
RESP
SDM
Sinan
Relatórios
PQAVS/COAP
Portal Sinan
TabnetTabwin
CSPUWEB
SAPSS
UT-SINAN
Site Sinan
Net
Monitoramento
Sistema
Localidade
SINAN: outros sistemas e demandas
http://bit.ly/sinan24ago2017 52
Coleta dos Dados
(Unidade de Saúde)
Notificação / Investigação
Transmissão
Sisnet (“tempo real”)
Semanal (midias)
Núcleo de Tratamento de Dados
(SMS)
“Regional”
Núcleo de Tratamento de
Dados (SES)
Consolidação e transmissão
Sisnet (quinzenalmente)
Consolidação e Consulta
Servidores de Dados
(Ministério da Saúde – Oracle)
SINAN
Sistemas de Informação – Exemplo SINAN
http://bit.ly/sinan24ago2017 53
▪ Agravos de Notificação Compulsória (notificação
individual e de surtos)
- Legislação vigente: Portaria nº PORTARIA 204 e
2015/2016
▪ Agravos de interesse nacional
- Tracoma (banco específico)
- Varicela (Notificação Individual)
- Filariose não especificada (Notificação Individual)
▪ Agravos de interesse estadual e municipal
SINAN – o que notificar
http://bit.ly/sinan24ago2017 54
3http://bit.ly/sinan24ago2017
http://bit.ly/sinan24ago2017 56
http://bit.ly/sinan24ago2017 57
http://bit.ly/sinan24ago2017 58
Ficha
Epizootia
(01 f)
Epizootia
(01)
Notificação
Individual
(47)
37 Fichas
Investigação
Doenças
(40)
Inquérito
Tracoma
(01f)
Agravo (08)
Surto (03f)
Surto
Agregado
(03)
Notificação
Negativa
(01f)
Notificação
Negativa
(01)
44 Entradas diferentes
SINAN
59 Doenças e agravos
53 Fichas de Notificação/Investigação
http://bit.ly/sinan24ago2017 59
SINAN NET
TELA DE ENTRADA SEMELHANTE A FICHA
http://bit.ly/sinan24ago2017 60
Total de campos no arquivo DBF para os agravos de notificação compulsória e de
interesse nacional com investigação
Agravo de DNC com investigação
Total de
Campos
Agravo de DNC com investigação
Total de
Campos
Síndrome Diarréica Aguda 188 Acid por Animais Peçonhentos 99
PFA/Poliomielite 184 Atend Anti-Rábico Humano 99
Violências 163 Leishmaniose Visceral 97
Botulismo 162 Tétano Neonatal 97
Febre do Nilo 152 Coqueluche 92
Febre Tifóide 148 Sífilis Congênita 90
Leptospirose 140 Dengue 89
Hantaviroses 137 Síndrome Rubéola Congênita 89
AIDS 129 Rotavirus 86
Doenças Exantemáticas 126 Leishmaniose Teg Americana 85
Doenças de Chagas Aguda 121 Tétano Acidental 79
Febre Maculosa 113 Hanseníase 76
Raiva Humana 109 Peste 75
Cólera 108 Esquistossomose 71
Febre Amarela 107 Malária 65
Hepatites Virais 106 Gestantes HIV + 57
Difteria 103 Sífilis em Gestante 57
Intoxicações Exógenas 103 Tracoma 40
Tuberculose 101
Tamanho SINAN 2010 (DBFs): 3,7 GB
Prazo de encerramento da investigação por doença/agravo
Agravo de DNC com investigação Encer. Agravo de DNC com investigação Encer.
Hepatites Virais 180 d Febre Tifóide 60 d
Leishmaniose Tegumentar Americana 180 d Hantavirose 60 d
Leishmaniose Visceral 180 d Leptospirose 60 d
Síndrome da Rubéola Congênita 180 d Malária 60 d
Botulismo 60 d Meningite 60 d
Carbúnculo ou Antraz 60 d Paralisia Flácida Aguda - Poliomielite 60 d
Coqueluche 60 d Peste 60 d
HIV - gestante e criança exposta 60 d Raiva Humana 60 d
Dengue 60 d Sífilis Congênita 60 d
Difteria 60 d Sífilis em Gestante 60 d
Doença de Chagas Aguda 60 d SRAG (Coronavirus) 60 d
Doença de Creutzfeldt - Jacob 60 d Tétano Acidental 60 d
Esquistossomose 60 d Tétano NeoNatal 60 d
Febre Amarela 60 d Tularemia 60 d
Febre do Nilo 60 d Variola 60 d
Febre Maculosa 60 d Cólera 60 d
Total de doenças/agravos sem definição: 27
Bases estão abertas desde 2009 e não foi encerrado. TB e Hansem desde 2007
http://bit.ly/sinan24ago2017 62
UF com 100% dos municípios transferindo
diretamente para SES e MS:
▪ Alagoas (102 municípios)
▪ Amazonas (62 municípios)
▪ Piauí ( 224 municípios)
▪ Sergipe (75 municípios)
▪ Tocantins (139 municípios)
▪ Roraima (15 municípios)
▪ Paraná (399 municípios)
▪ Rio Grande do Sul ( 497 municípios)
▪ Santa Catarina (295 municípios)
Total:
1808 municípios (31,3%) do Brasil
SINAN NET - Transferência dos dados do SINAN para o MS
http://bit.ly/sinan24ago2017 63
36%
25%
7%
5%
5%
4%
3%
3%
3%
2%
7%
2012
53%
17%
5%
4%
5%
3%
3%
2%
2% 1%
5%
2013
35%
23%
8%
6%
4%
4%
4%
3%
3%
3%
7%
2014
DISTRIBUIÇÃO DO TOTAL DE NOTIFICAÇÕES NOS ANOS
DE 2012 A 2014
Tamanho dos bancos
2014= 2.732.669
2013= 3.844.246
2012= 2.634.579
http://bit.ly/sinan24ago2017 64
15 DNC MAIS NOTIFICADAS NOS ANOS DE 2012 A 2014
Fonte: Sinan
2014= 2.732.669
2013= 3.844.246
2012= 2.634.579
Tamanho dos bancos
0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000
Dengue
Atendimento Antirrábico
Violência doméstica, sexual e/ou outras violências
Acidente por animais peçonhentos
Varicela
Hepatites Virais
Intoxicações Exógenas
Tuberculose
Acidente de Trabalho Grave
AIDS
Outros
2014
2013
2012
http://bit.ly/sinan24ago2017 65
Total de notificações
2.926.826
201420132012
Total de notificações
2.785.589
Total de notificações
4.011.526
DISTRIBUIÇÃO DO TOTAL DE NOTIFICAÇÕES NOS ANOS DE 2012 A 2014
http://bit.ly/sinan24ago2017 66
DIVULGAÇÃO
67HTTP://BIT.LY/SINAN24AGO2017
WWW.SAUDE.GOV.BR/SVS
HTTP://BIT.LY/SINAN24AGO2017
Campanhas
http://bit.ly/sinan24ago2017 69
Número de artigos científicos publicados em 2012 pelas principais nações e a
proporção de pesquisa de cada país com mais de 1% de citações
http://bit.ly/sinan24ago2017 70
PREMISSAS DA
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
7
1http://bit.ly/sinan24ago2017
Estratégico
• Auxilia na análise da realidade e na busca dos
meios para o alcance dos objetivos
institucionais;
• Auxiliar na mobilização de recursos recursos
humanos, financeiros, estruturais entre
outros;
• Influenciar os tomadores de decisão (gestão e
político) para alcançar os objetivos que
interessam ao setor Saúde
http://bit.ly/sinan24ago2017
institucionalizado
Promover o acolhimento institucional
dessa prática, ou seja, inserir no contexto
diário das instituições de saúde a prática
das Asis como instrumento de gestão (em
oposição a um instrumento de produção de
conhecimento alheio aos processos de
gestão).
7
3
http://bit.ly/sinan24ago2017
74
Processos contínuos
Dinâmica:
-Processo de saúde, doença e atenção
-Gestão
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Oportunos (em tempo-
espaço-população-contexto)
Vir a tempo e a propósito e
apoiar a tomada de decisão,
produzindo o conhecimento
necessário e útil no
momento, no território e no
contexto em que o gestor
necessite dele.
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Multidisciplinar
• Envolver várias áreas do conhecimento (epidemiologia,
sociologia, economia, clínica etc.) perceber
entrelaçamentos, fraturas, interdependência e
independência dos fenômenos.
• Epidemiologia é uma ciência orientada ao estudo dos
eventos relacionados à saúde no âmbito coletivo e por
privilegiar a validade externa de seus achados, em especial,
nos seus delineamentos observacionais de base
populacional.
76http://bit.ly/sinan24ago2017
participativo
• Um processo participativo
auxilia na adequada definição
da pergunta a ser respondida
e dos elementos de análise
que devem ser abordados,
promovendo a adequação
dela.
• Além disso, o envolvimento
de atores-chave do processo
de gestão, desde as primeiras
etapas da Asis, facilita a
apropriação das evidências
criadas por parte da gestão e
a tradução do conhecimento
em ação.
77http://bit.ly/sinan24ago2017
Custo-efetivo
A produção de informação e
conhecimento para a gestão implicando
esforços – gastos financeiros, de tempo,
com capacitações, entre outras (=
custo) aceitáveis – tendo em vista a
utilidade e relevância dessa informação
e o conhecimento produzidos (=
efetividade).
Por vezes, a prática estará
institucionalizada, e os esforços
destinados a ela irão “competir” com os
esforços exigidos pelas ações,
programas e políticas de saúde
instituídas.
http://bit.ly/sinan24ago2017
Atributos do Sistema de Vigilância
Utilidade: o sistema está
alcançando seus objetivos?
Oportunidade: o sistema é
ágil?
Aceitabilidade: profissionais
participam com informações
exatas, consistentes e
regulares?
Simplicidade: é fácil de
compreender e de
implementar e é pouco
dispendioso?
Flexibilidade: adapta-se
facilmente a novas
necessidades em resposta às
mudanças da natureza ou da
importância de um evento
adverso à saúde?
Representatividade: os casos
notificados podem diferir dos
não-notificados em suas
características demográficas,
local ou uso de serviços de
saúde ou exposição a riscos?
Sensibilidade: é capaz de
identificar casos verdadeiros
do evento adverso à saúde
que tem por objetivo
acompanhar e analisar?
Valor preditivo positivo: os
casos identificados pelo
sistema de vigilância de fato
são casos?
http://bit.ly/sinan24ago2017
Em resumo...
Os processos devem ser contínuos e
estratégicos, custo-efetivos, com
análise e síntese, que permitem
descrever, explicar e avaliar a tríade
saúde-doença-atenção em uma
população e contexto definidos,
tendo em conta os seus
determinantes sociais, com a
finalidade principal de criar
evidências válidas e oportunas para
informar a decisão em saúde
pública.
80http://bit.ly/sinan24ago2017
O dilema
NECESSIDADES
CRESCENTES
RECURSOS
LIMITADOS
O sistema deve acompanhar a evolução tecnológica e também deve ter os seus
instrumentos aprimorados para atender a complexidade das ações de vigilância
http://bit.ly/sinan24ago2017 81
Estrutura e Centro de Computação
▪ Tecnocentro – Parque Tecnológico da Bahia:
▪ Núcleo de Pesquisa: pesquisadores, cientistas de dados e
equipe de administrativa
▪ Núcleo Operacional da Curadoria – NOC: sala restrita com
três níveis de segurança, monitorada, desconectada
▪ Senai-Cimatec:
▪ Centro de Computação de Alto Desempenho que abriga o
Cluster computacional Omolu e Yemoja
Omolu/Cidacs Yemoja/Cimatec
http://bit.ly/sinan24ago2017 83
Plataformas e projetos
COORTE DE 100 MILHÕES DE
BRASILEIROS
Plataforma a partir de bases de
dados do Cadastro Único, de
programas sociais, nascimentos,
morbidade e mortalidade
COORTE DE 50 MILHÕES DE
NASCIDOS VIVOS
Vigilância de longo prazo para Zika
e suas consequências no âmbito do
SUS
COORTE EPIGEN
Epidemiologia Genômica de
Coortes Brasileiras
BIOINFORMÁTICA
Plataforma de alta transferência de
dados de biologia
SHUE – EQUIDADE E
SUSTENTABILIDADE
Plataforma de Estudos de Equidade
e Sustentabilidade e seus efeitos
sobre a saúde
TECNOLOGIA EM ATENÇÃO
PRIMÁRIA
Plataforma de incorporação de
Tecnologias e Inovações em
Sistemas de Informação para
apoiar programas e ações do SUS
BIG DATA EM FÁRMACO E
TÉCNONVIGILÂNCIA
Amplificar sinais sobre reações
adversas no pós-consumo
DESASTRES E EMERGÊNCIAS EM
SAÚDE PÚBLICA
Plataforma de estudos sobre o
impacto e influencia na saúde
pública decorrente de seca,
enchentes e outras emergências
84
www.cidacs.bahia.fiocruz.br
http://bit.ly/sinan24ago2017
Referências
• Pereira, Maurício Gomes. "Vigilância epidemiológica." Epidemiologia: teoria e
prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan (1995): 449-479.
• Waldman, Eliseu Alves. Vigilância epidemiológica como prática de saúde
pública. Diss. Universidade de Säo Paulo. Faculdade de Saúde Pública.
Departamento de Epidemiologia, 1991.
• Pham, Mai T., et al. "A scoping review of scoping reviews: advancing the
approach and enhancing the consistency." Research synthesis methods 5.4
(2014): 371-385.
• Felisberto, Eronildo. "Monitoramento e avaliação na atenção básica: novos
horizontes." Rev. bras. saúde matern. infant 4.3 (2004): 317-321.
• da Silva Jr, Jarbas Barbosa. Epidemiologia em serviço: uma avaliação de
desempenho do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde. Diss. Tese de
Doutorado em Saúde Coletiva. Campinas, 2004. 318p, 2004.
85http://bit.ly/sinan24ago2017
Encerramento
• Aprendemos sobre as atividades e aplicação da vigilância
• Aprendemos sobre as fontes de dados
• Aprendemos sobre divulgação e conceitos básicos divulgação
Próxima aula...
86
Estudos de Mortalidade. Anos de Vida potencialmente perdidos
http://bit.ly/sinan24ago2017
“A boa vigilância não garante
necessariamente a tomada de
decisões certas, mas reduz a chance
de decisões erradas.”
Alexander Langmuir
1910 - 1993
6http://bit.ly/sinan24ago2017
www.cidacs.bahia.fiocruz.br
Wanderson Kleber de Oliveira
Epidemiologista, MSc, PhD
Contato: https://about.me/wanderson.kleber
www.facebook.com/fiocruzbahia.cidacs https://twitter.com/cidacs_fiocruz
Obrigado!

SINAN - Vigilância em Saúde

  • 1.
    Wanderson Kleber deOliveira Enfermeiro Epidemiologista, MSc, PhD Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (CIDACS/IGM/FIOCRUZ) https://about.me/wanderson.kleber Belo Horizonte, 24 de agosto de 2017 Vigilância Epidemiológica e SINAN Coleta, analise e interpretação dos dados de vigilância Epidemiologia
  • 2.
    Sumário ▪ Introdução ▪ Apresentação,objetivos, onde estamos, motivação • A evolução histórica da vigilância em saúde • Medindo as condições de saúde • Sistemas de Informação • Sinan • Premissas do sistema de vigilância 2http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 3.
    Objetivos da aula •Compreender a atuação da VE • Conhecer as principais fontes de dados • Estratégias de divulgação • Limitações e perspectivas do atual sistema de vigilância 3http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 4.
    Onde estamos? 4 ATIVIDADE DATACONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1 08/08/2017 Análise exploratória de dados epidemiológicos. Tipos de variáveis. Medidas de resumo e dispersão. Intervalos de confiança. 2 10/08/2017 Medidas de Frequência: Incidência e Prevalência. 3 17/08/2017 Medidas de Freqüência. Risco atribuível, Risco Relativo e Odds Ratio. 4 22/08/2017 Epidemiologia: Conceitos básicos e objetivos; História natural e Prevenção de doenças. 5 24/08/2017 Vigilância Epidemiológica. 6 29/08/2017 Estudos de Mortalidade. Anos de Vida potencialmente perdidos 7 31/08/2017 Prova Parcial I 8 05/09/2017 Estudos Epidemiológicos. Transversal, coorte, caso-controle, experimental. 9 12/09/2017 Epidemiologia descritiva 10 14/09/2017 Processo Epidêmico. Diagrama de Controle. 11 19/09/2017 Uso de programas de visualização de morbi-mortalidade em população mundial e brasileira 12 21/09/2017 Uso de programas de visualização de morbi-mortalidade em população mundial e brasileira 13 26/09/2017 Prova Parcial II 14 28/09/2017 Revisão de Conceitos - Monitoria 15 03/10/2017 Seminário. Diagnostico de saúde populacional e integração com políticas publicas. 16 05/10/2017 Seminário. Diagnostico de saúde populacional e integração com políticas publicas. http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 5.
    Motivação Pilares de influência nosdeterminantes sociais •Intersetorialidade •Participação •Informação http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 6.
  • 7.
    Emergência do grande capitalismomercantil 7 "...de maneira que o rico possa avaliar a necessidade de fugir e os mercantes possam escolher que coisa fazer no seus negócios“ Inglaterra, século XVII http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 8.
    Conclusões de Graunt •A frequência das doenças crônicas era previsível, a peste não era • O contágio da peste dependia de algum fator que não ficava permanentemente em Londres “No período entre 1561 e 1626, foi se instaurando o ‘Método novo’ de pesquisa observacional que omitiu todas as especulações astrológicas, quando começou a aceitar apenas as observações ou as evidências, também a tabulação de observações positivas e negativas, e o entendimento de clareza sobre as ‘falsas imagens” Alfredo Morabia http://bit.ly/sinan24ago2017 8
  • 9.
    Na Alemanha eleelabora uma vasta obra sistematizando a denominada "polícia médica", abrangendo questões relativas à responsabilidade do Estado, como: • saúde escolar e materno infantil, • doenças transmissíveis, • prevenção de acidentes, • higiene de alimentos, entre outros A "polícia médica" foi pioneira na análise sistemática de problemas de saúde da comunidade, elaborada com o objetivo de estudar soluções para essas questões Johan Peter Franck (1748-1821) Primórdios da lógica de vigilância em saúde? http://bit.ly/sinan24ago2017 9
  • 10.
    Fundador do conceitomoderno de vigilância, foi responsável pelo aprimoramento significativo da estatística vital tendo elaborado uma classificação de doenças com base em três amplos agrupamentos: a) epidêmicas b) esporádicas c) causa externa (violenta) William Farr (1807-1883) http://bit.ly/sinan24ago2017 10
  • 11.
    John Snow (1813-1858) 11Foto: WandersonOliveira http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 12.
    Evolução da vigilância Século XIX Isolamento Quarentena Século XX VigilânciaMédica Vigilância Sanitária Vigilância Epidemiológica Século XXI Vigilância em Saúde A partir da década de 50 Acompanhamento sistemático de eventos adversos à saúde na comunidade, com o propósito de aprimorar as medidas de controle. Vigilância sanitária constitui a “observação dos comunicantes durante o período máximo de incubação da doença, a partir da data do último contato com um caso clínico ou portador, ou da data em que o comunicante abandonou o local em que se encontrava a fonte primária da infecção”. Schmid (1956) http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 13.
    Informação no estadode exceção 13 "Só na cidade de São Paulo foram 12.330 casos, o que dá 33 por dia. Óbitos foram cerca de 900. Se nós considerarmos a população atual da capital seriam 20 mil casos de meningite no ano e 4 mil óbitos." 5ª Conferência Nacional de Saúde: o Ministério da Saúde instituiu o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE), por meio de legislação específica (Lei n° 6.259/75 e Decreto n° 78.231/76) que propunha a rearticulação das diversas esferas do governo, com os seguintes objetivos: o Integrar as práticas de Saúde Pública e medicina previdenciária. o Rearticular as unidades do setor público e estas com o setor privado. o Regionalizar e hierarquizar a assistência médico-sanitária de acordo com os perfis epidemiológicos de cada área do País.http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 14.
    Conferência Nacional deSaúde CNS 5ª CNS: Instituição do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE), por meio de legislação específica (Lei n° 6.259/75 e Decreto n° 78.231/76) que propunha a rearticulação das diversas esferas do governo, com os seguintes objetivos: o Integrar as práticas de Saúde Pública e medicina previdenciária. o Rearticular as unidades do setor público e estas com o setor privado. o Regionalizar e hierarquizar a assistência médico-sanitária de acordo com os perfis epidemiológicos de cada área do País. http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 15.
    Conjunto de açõesque proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Lei 8080/1990 http://bit.ly/sinan24ago2017 15
  • 16.
    16 VIGILÂNCIA EM SAÚDE AVigilância em Saúde constitui um processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação, análise e disseminação de dados sobre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública para a proteção da saúde da população, a prevenção e controle de riscos, agravos e doenças, bem como para a promoção da saúde. Fonte: Portaria 1.378 de 9/7/2013 - Regulamenta as responsabilidades e define diretrizes para execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, relativos ao Sistema Nacional de Vigilância em Saúde e Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. 16 http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 17.
    17 Vigilância em saúde– Portaria 1.378/2013 Análise de situação de saúde Detecção e resposta às ESP Prevenção e controle das doenças transmissíveis Doenças crônicas não transmissíveis, acidentes e violências Exposição aos riscos ambientais em saúde Saúde do Trabalhador Riscos decorrentes de produtos, serviços e tecnologias de saúde outras ações de vigilância que, de maneira rotineira e sistemática, podem ser desenvolvidas em serviços de saúde públicos e privados nos vários níveis de atenção, laboratórios, ambientes de estudo e trabalho e na própria comunidade. 17 http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 18.
    Sistema Nacional deVigilância em Saúde - SNVS SVS Gestão do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde ANVISA Gestão do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária Compete ao Ministério da Saúde a gestão das ações de vigilância em saúde no âmbito da União, cabendo: Portaria 1.378 de 09/07/2013http://bit.ly/sinan24ago2017 18
  • 19.
    Sistema Nacional deVigilância em Saúde - SNVS SVS/MS Gestão do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde Subsistema de Vigilância Epidemiológica: - doenças transmissíveis - agravos e doenças não transmissíveis Subsistema Nacional de Vigilância: - Saúde Ambiental - Saúde do Trabalhador Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública pertinentes à vigilância em saúde Programas de prevenção e controle de doenças Programa Nacional de Imunizações Sistemas de Informação de Vigilância em Saúde ANVISA Gestão do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária Regulação, controle e fiscalização sanitária: - procedimentos, produtos, substâncias e serviços de saúde e de interesse para a saúde Portos, aeroportos e fronteiras - regulação e a execução de ações: - vigilância sanitária - vigilância epidemiológica (sob orientação do MS) Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública pertinentes à vigilância sanitária Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados http://bit.ly/sinan24ago2017 19
  • 20.
    Desafios: aperfeiçoamento davigilância, prevenção e controle de DT e DCNT e Agravos Aperfeiçoar a informação epidemiológica 1 Integrar com atenção básica 2 Acelerar a redução da carga 3 Identificar grupos e populações mais vulneráveis e com dificuldade de acesso 4 Implantar estratégias inovadoras e novas tecnologias 5 Avaliar o impacto, a oportunidade e a qualidade das ações de prevenção, diagnóstico e tratamento 6 http://bit.ly/sinan24ago2017 20
  • 21.
    21 PROCESSOS DA VIGILÂNCIAEM SAÚDE 1. CASO 2. TRATAMENTO – NOTIFICAÇÃO 3. INVESTIGAÇÃO (CLÍNICA, CAMPO E LABORATÓRIO) – AÇÃO DE BLOQUEIO – BUSCA DE CONTATOS - PREVENÇÃO 4. CONFIRMAÇÃO OU DESCARTE 5. RETROALIMENTAÇÃO 6. CONSOLIDAÇÃO 7. ANÁLISE 8. RECOMENDAÇÃO DE MEDIDAS (COMPLEXIDADE VARIÁVEL) COMPATÍVEIS COM O CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 22.
    ▪ Com referênciaàs fontes de dados que se oferecem para a implementação de sistemas de vigilância de agravos específicos, exemplos: • Vigilância com base em sistemas de notificações de doenças • Vigilância com base em sistemas articulados de laboratórios • Vigilância com base em dados hospitalares • Vigilância com base em "eventos“ • Vigilância com base em informações obtidas de "médicos sentinelas” • Vigilância com base em informações obtidas em unidade de assistência primária à saúde • Vigilância de rumores (imprensa e redes sociais) Fontes de dados 22http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 23.
  • 24.
    Problema Resposta Vigilância: Qual éo Problema? Identificação do fator de risco: Qual é a causa? Avaliação de Intervenção: O que trabalhar? Implementação: Como fazer isto? VIGILÂNCIA EM SAÚDE http://bit.ly/sinan24ago2017 24
  • 25.
    Medindo a ocorrênciade doenças Saúde Início da doença Sintomas serviço de saúde Diagnóstico Tratamento Cura Controle Sequela Morte “Dada uma série de dificuldades para se medir a “saúde” de uma população, é frequente, ao se avaliar o nível de saúde desta população, buscar dados de “não-saúde”, ou seja, dados de morte e de doença” Rouquayrol MZ. Epidemiologia e Saúde http://bit.ly/sinan24ago2017 25
  • 26.
    26 Representação da informação Doentesna população Sintomático Procurou atendimento Tem acesso Diagnóstico Notificado http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 27.
    Lei de Finagleadaptado “a informação que você tem não é a que você quer, a informação que você quer não é a de que você necessita, a informação de que você necessita não é a que você pode obter e a informação que você pode obter custa mais do que você quer pagar”. 27http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 28.
    Atributo: Valorização da validadeexterna • Potencial de aplicação dos achados nos mais diferentes contextos e em populações distintas daquelas estudadas. • Dada a complexidade das intervenções no campo da saúde pública em contextos de grande diversidade econômica, cultural e demográfica, estudos e análises que privilegiam a validade externa são essenciais no contexto da tomada de decisão em saúde coletiva 28http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 29.
    Mensuração – exemploIBOPE 39 milhões de domicílios com TV 3 milhões Casas com monitoramento Adaptado de Métricas e Indicadores - Eduardo Caballerohttp://bit.ly/sinan24ago2017 29
  • 30.
  • 31.
    Perguntas e potenciaisfontes de dados 31 Pense em exemplos de eventos aplicáveis aos diferentes tipos de prevalência. ▪ Hanseníase – duração do tratamento e prevalência no ponto ▪ Infecção pelo HIV-1 – incidência e prevalência da infecção ▪ Tuberculose – duração e aderência ao tratamento e sobrevida ▪ Diabetes do adulto – incidência e letalidade http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 32.
    32 Modelo de camadas emum SIG http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 33.
    Metodologia adequada (válidae precisa) • Os achados devem ser críveis e originados de metodologias adequadas (válidas e precisas), mesmo que o tempo para coleta e processamento seja impeditivo. • O conhecimento produzido a partir de procedimentos metodológicos com baixa acurácia tem apenas dois destinos prováveis: • Descartado pelos gestores atentos a essa questão, • Não terão os resultados esperados • Poderão produzir influências desastrosas para a gestão. 33http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 34.
    Tomada de decisãobaseada em evidências: ciclo da produção de evidências e respostas 34 Fonte: Adaptado de Institute for Health Metrics and Evaluation. Evidência: a informação ou o conhecimento acurados o suficiente para ser relevante para entender o problema ou para tomar decisão a seu respeito http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 35.
    Hierarquia das evidências 1º- Revisão Sistemática 2º - Estudos randomizados 3º - Estudos de Coorte 4º - Estudos de Casos e Controles 5º - Estudos Transversais (prevalência) 6º - Estudos Ecológicos 7º - Estudo de série de casos 8º - Estudos in vitro - Pesquisas em animais 9º - Experiência pessoal 35 Seleção Aferição Confusão Intervenção Seguimento Análise Interpretação Publicação + VIESES http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 36.
    As medidas mudaram aolongo do tempo, atualmente estamos vivendo on-line e todos nós estamos expressando nossas atitudes, opiniões e desejos...
  • 37.
  • 38.
    A maioria daspessoas não sabem o que fazer com todo o dado que dispõe…
  • 39.
    … e muitoruído.
  • 40.
    A capacidade dedetectar o sinal entre o ruído é o segredo…
  • 41.
    Para abrir ocofre de informações que nos rodeia.
  • 42.
    Como podemos minerar(data mine) e arquivar tantos dados?
  • 43.
    Incorporando tecnologia “Big Data” Conjuntode dados que possuem estruturas complexas e que são difíceis de processar* utilizando os métodos e ferramentas tradicionais. *Captura, armazenamento, formatação, extração, curadoria, integração, análise e visualização. www.gartner.com http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 44.
  • 45.
  • 46.
  • 47.
  • 48.
  • 49.
    93 94 9596 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 INÍCIO DA IMPLANTAÇÃO DO SINAN-DOS • Piloto SC e PE • Início da implantação do Sistema SINAN DOS • Implantação por adesão e voluntário • Padronização de registros • Sistema nacional • Informatização de processos OBRIGATORIEDADE DO USO DO SINAN • Portaria N.º 1882/1997. estabelece o Piso da Atenção Básica – PAB e sua composição. SINAN WINDOWS • Ambiente gráfico • Uso do TabWin SINAN NET • Transferência via SisNet • Fluxo de retorno • Manutenção das bases Pandemia de Influenza • Sinan Influenza On-line LINHA DO TEMPO DOS PRINCIPAIS MARCOS DO SINAN SINAN ON-LINE • Notificação em tempo real • Relatórios aprimorados • Baseado na internet NOVO SINAN • Sincronização das bases • Modulo de analises • Flexibilidade do sistema • Funciona em qualquer sistema operacional e browser Legislação • LAI • Resolução CIT 06/13 http://bit.ly/sinan24ago2017 49
  • 50.
    Sistema de Informaçãopara a Saúde Pública 1VIGILÂNCIA REGISTRO Informação rápida e suja, oportunidade é essencial Velocidade é secundária, precisão é essencial Notificar suspeita Informação consolidada, de caso fechado http://bit.ly/sinan24ago2017 50
  • 51.
    SINAN 44 Telas 53 Fichas Sisnet Gestãode Usuário Relatórios, Exportador Outros... ▪ Doenças ▪ Notificação imediata ▪ Transmissíveis Crônicas ▪ Agravos ▪ Sentinelas SINAN é conjunto de programas reunidos com uma interface de usuário consistente e intercompatibilidade entre os diferentes elementos. Versão 5.1.1 SINAN NET Versão 3.0 SINAN INFLUENZA Versão 2.4 SINAN DENGUE Versão 2.1 SINAN – PROJETO PROADI http://bit.ly/sinan24ago2017 51
  • 52.
  • 53.
    Coleta dos Dados (Unidadede Saúde) Notificação / Investigação Transmissão Sisnet (“tempo real”) Semanal (midias) Núcleo de Tratamento de Dados (SMS) “Regional” Núcleo de Tratamento de Dados (SES) Consolidação e transmissão Sisnet (quinzenalmente) Consolidação e Consulta Servidores de Dados (Ministério da Saúde – Oracle) SINAN Sistemas de Informação – Exemplo SINAN http://bit.ly/sinan24ago2017 53
  • 54.
    ▪ Agravos deNotificação Compulsória (notificação individual e de surtos) - Legislação vigente: Portaria nº PORTARIA 204 e 2015/2016 ▪ Agravos de interesse nacional - Tracoma (banco específico) - Varicela (Notificação Individual) - Filariose não especificada (Notificação Individual) ▪ Agravos de interesse estadual e municipal SINAN – o que notificar http://bit.ly/sinan24ago2017 54
  • 55.
  • 56.
  • 57.
  • 58.
  • 59.
    Ficha Epizootia (01 f) Epizootia (01) Notificação Individual (47) 37 Fichas Investigação Doenças (40) Inquérito Tracoma (01f) Agravo(08) Surto (03f) Surto Agregado (03) Notificação Negativa (01f) Notificação Negativa (01) 44 Entradas diferentes SINAN 59 Doenças e agravos 53 Fichas de Notificação/Investigação http://bit.ly/sinan24ago2017 59
  • 60.
    SINAN NET TELA DEENTRADA SEMELHANTE A FICHA http://bit.ly/sinan24ago2017 60
  • 61.
    Total de camposno arquivo DBF para os agravos de notificação compulsória e de interesse nacional com investigação Agravo de DNC com investigação Total de Campos Agravo de DNC com investigação Total de Campos Síndrome Diarréica Aguda 188 Acid por Animais Peçonhentos 99 PFA/Poliomielite 184 Atend Anti-Rábico Humano 99 Violências 163 Leishmaniose Visceral 97 Botulismo 162 Tétano Neonatal 97 Febre do Nilo 152 Coqueluche 92 Febre Tifóide 148 Sífilis Congênita 90 Leptospirose 140 Dengue 89 Hantaviroses 137 Síndrome Rubéola Congênita 89 AIDS 129 Rotavirus 86 Doenças Exantemáticas 126 Leishmaniose Teg Americana 85 Doenças de Chagas Aguda 121 Tétano Acidental 79 Febre Maculosa 113 Hanseníase 76 Raiva Humana 109 Peste 75 Cólera 108 Esquistossomose 71 Febre Amarela 107 Malária 65 Hepatites Virais 106 Gestantes HIV + 57 Difteria 103 Sífilis em Gestante 57 Intoxicações Exógenas 103 Tracoma 40 Tuberculose 101 Tamanho SINAN 2010 (DBFs): 3,7 GB
  • 62.
    Prazo de encerramentoda investigação por doença/agravo Agravo de DNC com investigação Encer. Agravo de DNC com investigação Encer. Hepatites Virais 180 d Febre Tifóide 60 d Leishmaniose Tegumentar Americana 180 d Hantavirose 60 d Leishmaniose Visceral 180 d Leptospirose 60 d Síndrome da Rubéola Congênita 180 d Malária 60 d Botulismo 60 d Meningite 60 d Carbúnculo ou Antraz 60 d Paralisia Flácida Aguda - Poliomielite 60 d Coqueluche 60 d Peste 60 d HIV - gestante e criança exposta 60 d Raiva Humana 60 d Dengue 60 d Sífilis Congênita 60 d Difteria 60 d Sífilis em Gestante 60 d Doença de Chagas Aguda 60 d SRAG (Coronavirus) 60 d Doença de Creutzfeldt - Jacob 60 d Tétano Acidental 60 d Esquistossomose 60 d Tétano NeoNatal 60 d Febre Amarela 60 d Tularemia 60 d Febre do Nilo 60 d Variola 60 d Febre Maculosa 60 d Cólera 60 d Total de doenças/agravos sem definição: 27 Bases estão abertas desde 2009 e não foi encerrado. TB e Hansem desde 2007 http://bit.ly/sinan24ago2017 62
  • 63.
    UF com 100%dos municípios transferindo diretamente para SES e MS: ▪ Alagoas (102 municípios) ▪ Amazonas (62 municípios) ▪ Piauí ( 224 municípios) ▪ Sergipe (75 municípios) ▪ Tocantins (139 municípios) ▪ Roraima (15 municípios) ▪ Paraná (399 municípios) ▪ Rio Grande do Sul ( 497 municípios) ▪ Santa Catarina (295 municípios) Total: 1808 municípios (31,3%) do Brasil SINAN NET - Transferência dos dados do SINAN para o MS http://bit.ly/sinan24ago2017 63
  • 64.
    36% 25% 7% 5% 5% 4% 3% 3% 3% 2% 7% 2012 53% 17% 5% 4% 5% 3% 3% 2% 2% 1% 5% 2013 35% 23% 8% 6% 4% 4% 4% 3% 3% 3% 7% 2014 DISTRIBUIÇÃO DOTOTAL DE NOTIFICAÇÕES NOS ANOS DE 2012 A 2014 Tamanho dos bancos 2014= 2.732.669 2013= 3.844.246 2012= 2.634.579 http://bit.ly/sinan24ago2017 64
  • 65.
    15 DNC MAISNOTIFICADAS NOS ANOS DE 2012 A 2014 Fonte: Sinan 2014= 2.732.669 2013= 3.844.246 2012= 2.634.579 Tamanho dos bancos 0 500.000 1.000.000 1.500.000 2.000.000 2.500.000 Dengue Atendimento Antirrábico Violência doméstica, sexual e/ou outras violências Acidente por animais peçonhentos Varicela Hepatites Virais Intoxicações Exógenas Tuberculose Acidente de Trabalho Grave AIDS Outros 2014 2013 2012 http://bit.ly/sinan24ago2017 65
  • 66.
    Total de notificações 2.926.826 201420132012 Totalde notificações 2.785.589 Total de notificações 4.011.526 DISTRIBUIÇÃO DO TOTAL DE NOTIFICAÇÕES NOS ANOS DE 2012 A 2014 http://bit.ly/sinan24ago2017 66
  • 67.
  • 68.
  • 69.
  • 70.
    Número de artigoscientíficos publicados em 2012 pelas principais nações e a proporção de pesquisa de cada país com mais de 1% de citações http://bit.ly/sinan24ago2017 70
  • 71.
    PREMISSAS DA VIGILÂNCIA EMSAÚDE 7 1http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 72.
    Estratégico • Auxilia naanálise da realidade e na busca dos meios para o alcance dos objetivos institucionais; • Auxiliar na mobilização de recursos recursos humanos, financeiros, estruturais entre outros; • Influenciar os tomadores de decisão (gestão e político) para alcançar os objetivos que interessam ao setor Saúde http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 73.
    institucionalizado Promover o acolhimentoinstitucional dessa prática, ou seja, inserir no contexto diário das instituições de saúde a prática das Asis como instrumento de gestão (em oposição a um instrumento de produção de conhecimento alheio aos processos de gestão). 7 3 http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 74.
    74 Processos contínuos Dinâmica: -Processo desaúde, doença e atenção -Gestão http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 75.
    Oportunos (em tempo- espaço-população-contexto) Vira tempo e a propósito e apoiar a tomada de decisão, produzindo o conhecimento necessário e útil no momento, no território e no contexto em que o gestor necessite dele. http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 76.
    Multidisciplinar • Envolver váriasáreas do conhecimento (epidemiologia, sociologia, economia, clínica etc.) perceber entrelaçamentos, fraturas, interdependência e independência dos fenômenos. • Epidemiologia é uma ciência orientada ao estudo dos eventos relacionados à saúde no âmbito coletivo e por privilegiar a validade externa de seus achados, em especial, nos seus delineamentos observacionais de base populacional. 76http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 77.
    participativo • Um processoparticipativo auxilia na adequada definição da pergunta a ser respondida e dos elementos de análise que devem ser abordados, promovendo a adequação dela. • Além disso, o envolvimento de atores-chave do processo de gestão, desde as primeiras etapas da Asis, facilita a apropriação das evidências criadas por parte da gestão e a tradução do conhecimento em ação. 77http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 78.
    Custo-efetivo A produção deinformação e conhecimento para a gestão implicando esforços – gastos financeiros, de tempo, com capacitações, entre outras (= custo) aceitáveis – tendo em vista a utilidade e relevância dessa informação e o conhecimento produzidos (= efetividade). Por vezes, a prática estará institucionalizada, e os esforços destinados a ela irão “competir” com os esforços exigidos pelas ações, programas e políticas de saúde instituídas. http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 79.
    Atributos do Sistemade Vigilância Utilidade: o sistema está alcançando seus objetivos? Oportunidade: o sistema é ágil? Aceitabilidade: profissionais participam com informações exatas, consistentes e regulares? Simplicidade: é fácil de compreender e de implementar e é pouco dispendioso? Flexibilidade: adapta-se facilmente a novas necessidades em resposta às mudanças da natureza ou da importância de um evento adverso à saúde? Representatividade: os casos notificados podem diferir dos não-notificados em suas características demográficas, local ou uso de serviços de saúde ou exposição a riscos? Sensibilidade: é capaz de identificar casos verdadeiros do evento adverso à saúde que tem por objetivo acompanhar e analisar? Valor preditivo positivo: os casos identificados pelo sistema de vigilância de fato são casos? http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 80.
    Em resumo... Os processosdevem ser contínuos e estratégicos, custo-efetivos, com análise e síntese, que permitem descrever, explicar e avaliar a tríade saúde-doença-atenção em uma população e contexto definidos, tendo em conta os seus determinantes sociais, com a finalidade principal de criar evidências válidas e oportunas para informar a decisão em saúde pública. 80http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 81.
    O dilema NECESSIDADES CRESCENTES RECURSOS LIMITADOS O sistemadeve acompanhar a evolução tecnológica e também deve ter os seus instrumentos aprimorados para atender a complexidade das ações de vigilância http://bit.ly/sinan24ago2017 81
  • 83.
    Estrutura e Centrode Computação ▪ Tecnocentro – Parque Tecnológico da Bahia: ▪ Núcleo de Pesquisa: pesquisadores, cientistas de dados e equipe de administrativa ▪ Núcleo Operacional da Curadoria – NOC: sala restrita com três níveis de segurança, monitorada, desconectada ▪ Senai-Cimatec: ▪ Centro de Computação de Alto Desempenho que abriga o Cluster computacional Omolu e Yemoja Omolu/Cidacs Yemoja/Cimatec http://bit.ly/sinan24ago2017 83
  • 84.
    Plataformas e projetos COORTEDE 100 MILHÕES DE BRASILEIROS Plataforma a partir de bases de dados do Cadastro Único, de programas sociais, nascimentos, morbidade e mortalidade COORTE DE 50 MILHÕES DE NASCIDOS VIVOS Vigilância de longo prazo para Zika e suas consequências no âmbito do SUS COORTE EPIGEN Epidemiologia Genômica de Coortes Brasileiras BIOINFORMÁTICA Plataforma de alta transferência de dados de biologia SHUE – EQUIDADE E SUSTENTABILIDADE Plataforma de Estudos de Equidade e Sustentabilidade e seus efeitos sobre a saúde TECNOLOGIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA Plataforma de incorporação de Tecnologias e Inovações em Sistemas de Informação para apoiar programas e ações do SUS BIG DATA EM FÁRMACO E TÉCNONVIGILÂNCIA Amplificar sinais sobre reações adversas no pós-consumo DESASTRES E EMERGÊNCIAS EM SAÚDE PÚBLICA Plataforma de estudos sobre o impacto e influencia na saúde pública decorrente de seca, enchentes e outras emergências 84 www.cidacs.bahia.fiocruz.br http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 85.
    Referências • Pereira, MaurícioGomes. "Vigilância epidemiológica." Epidemiologia: teoria e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan (1995): 449-479. • Waldman, Eliseu Alves. Vigilância epidemiológica como prática de saúde pública. Diss. Universidade de Säo Paulo. Faculdade de Saúde Pública. Departamento de Epidemiologia, 1991. • Pham, Mai T., et al. "A scoping review of scoping reviews: advancing the approach and enhancing the consistency." Research synthesis methods 5.4 (2014): 371-385. • Felisberto, Eronildo. "Monitoramento e avaliação na atenção básica: novos horizontes." Rev. bras. saúde matern. infant 4.3 (2004): 317-321. • da Silva Jr, Jarbas Barbosa. Epidemiologia em serviço: uma avaliação de desempenho do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde. Diss. Tese de Doutorado em Saúde Coletiva. Campinas, 2004. 318p, 2004. 85http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 86.
    Encerramento • Aprendemos sobreas atividades e aplicação da vigilância • Aprendemos sobre as fontes de dados • Aprendemos sobre divulgação e conceitos básicos divulgação Próxima aula... 86 Estudos de Mortalidade. Anos de Vida potencialmente perdidos http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 87.
    “A boa vigilâncianão garante necessariamente a tomada de decisões certas, mas reduz a chance de decisões erradas.” Alexander Langmuir 1910 - 1993 6http://bit.ly/sinan24ago2017
  • 88.
    www.cidacs.bahia.fiocruz.br Wanderson Kleber deOliveira Epidemiologista, MSc, PhD Contato: https://about.me/wanderson.kleber www.facebook.com/fiocruzbahia.cidacs https://twitter.com/cidacs_fiocruz Obrigado!