Silagem
(milho, sorgo e capim)
Discente: Angel Brenda Bueno dos Santos
Docente: Abílio da Paixão Ciríaco
PRODUTOS EMPREGADOS NA
ALIMENTAÇÃO ANIMAL
Nutrição Animal – EA212
Conceito
Forragem verde, suculenta, conservada por
meio de um processo de fermentação anaeróbica;
Guardadas em silos.
Capim Sorgo
Nutrição Animal – EA212
Ensilagem: o processo de cortar a forragem, colocá-la
no silo, compactá-la e protegê-la com a vedação do silo
para que haja a fermentação.
Conceito
Milho forrageiro picado e compactado no início do processo de ensilagem
Nutrição Animal – EA212
Benefícios
Volumoso de alto valor nutritivo;
Assegura a produção de leite no período da
seca ou do inverno;
Suplementação na época da seca no Brasil
Central;
Ideal para fornecimento a animais em sistema
de confinamento o ano todo.
Nutrição Animal – EA212
Benefícios
Possui bom valor energético e níveis medianos
de proteína, assegurando a produção;
Operações 100% mecanizadas;
Conservação por longo período;
Balanceamento econômico de dietas
nutricionais.
Nutrição Animal – EA212
Características
Alta produtividade;
Teor de matéria seca em torno de 32 a 37%;
Alto teor de carboidrato solúvel;
Baixo poder tampão para facilitar o
abaixamento do pH no interior do silo;
Excelente aceitabilidade e digestibilidade.
Nutrição Animal – EA212
Silagem de alta qualidade
Escolha da cultivar;
Tecnologia de produção;
Ponto de colheita;
Compactação da silagem;
Tempo de enchimento do silo;
Método de retirada de silagem.
Nutrição Animal – EA212
Planta de milho ideal
Composição
16% de folhas;
20 a 23% de colmo;
64 a 65% de espigas.
74 a 75% de grãos;
7 a 10% de palha;
14 a 18% de sabugo.
Nutrição Animal – EA212
Ponto de colheita
O ponto de
ensilagem é quando o
grão pode ser
esmagado com os
dedos e a umidade é
suficiente apenas
para umedecê-los.
Nutrição Animal – EA212
Depois de aberto o silo
e iniciado a retirada da
silagem o processo não
deve ser interrompido.
Retirar diariamente no
mínimo 20 cm de toda
superfície frontal e
em seguida cobrir.
Retirada da silagem
Nutrição Animal – EA212
Comparação entre uma silagem deteriorada e
uma silagem de qualidade
Nutrição Animal – EA212
Cultivar para silagem
Boa produção de massa;
Alta digestibilidade das fibras;
Ponto de corte prolongado;
Grãos macios;
Adaptação e estabilidade de produção.
Nutrição Animal – EA212
Processo de obtenção
Coleta do material Trituração
Compactação
Vedação
Fermentação anaeróbica
Nutrição Animal – EA212
Padrões Bromatológicos
SILAGEM MS (%) PB (%) FDN (%) FDA (%) NDT (%) EE
Milho 30-35 6-8 38-45 23-28 > 65 2-3
Sorgo 30-33 6-8 40-48 25-30 > 60 -
Capim 24 9 75 48 53 2
MS: matéria seca
PB: proteína bruta
EE: extrato etéreo
FDN: fibra em detergente neutro
FDA: fibra em detergente ácido
NDT: nutrientes digestíveis totais
Uma silagem de alta qualidade, sugere-se:
Nutrição Animal – EA212
Teor de MS da silagem de
milho
Nutrição Animal – EA212
Proteína Bruta (PB)
É determinada medindo-se o total de
nitrogênio (N) e multiplicando-se por 6,25.
Os micro-organismos presentes no rúmen é que têm
capacidade de converter parte desse N em proteína
microbiana.
A adição de uréia na silagem aumenta o
teor de N, mas não de proteína verdadeira.
Nutrição Animal – EA212
< nível de Fibra em Detergente Neutro (FDN), > maior o
consumo de matéria seca.
Fibra Bruta (FB)Fibra Detergente Neutro
(FDN)
Quantidade total de fibra no alimento
Negativamente
correlacionada
ao consumo de
MS
Fibra fermenta
mais lentamente
e permanece por
mais tempo no
rúmen.
Nutrição Animal – EA212
Boa silagem: tem teores de FDN entre 38 e 45%.
Fibra Detergente Neutro
(FDN)
A planta de milho tem FDN próximo de 65%;
O grão tem FDN próximo de 10%.
> grãos, < FDN
Nutrição Animal – EA212
Fibra em Detergente
Ácido (FDA)
< FDA, > o valor energético
Indica a digestibilidade da silagem
Contém a maior proporção de
lignina, fração de fibra indigestível.
Na média, um bom nível de Fibra em Detergente
Ácido na silagem de milho fica ao redor de 30%.
Nutrição Animal – EA212
Extrato Etéreo (EE)
Teor de óleo do grão: cada grama de óleo
tem 2,25 vezes mais energia que um grama
de carboidrato (amido ou açúcares),
Corresponde ao teor de óleo na silagem.
Nutrição Animal – EA212
Nutrição Animal – EA212
Usado principalmente para bovinos
Não é indicada para cavalos ou bezerros
pequenos.
Espécies para as quais é
recomendada
Nutrição Animal – EA212
Aumento da acidez pela fermentação
dos açúcares solúveis da planta.
Redução do pH
Princípio de conservação da forragem
Melhores forrageiras para ensilagem: aquelas com
elevado teor de açúcares solúveis.
Forrageiras para ensilagem
Nutrição Animal – EA212
Exceção: capim-elefante (Napier,
Cameroon, Taiwan, Mineiro, etc).
Geralmente têm baixo teor de açúcares e
não são indicados.
Melhores culturas para ensilagem: Milho e Sorgo
Capins
Bom teor de carboidratos solúveis
Forrageiras para ensilagem
Nutrição Animal – EA212
Silagem de capim
O objetivo não é visar
altas produções ou alta
qualidade;
Ter volume de alimento
para o período das secas,
Suplementar animais de
recria e vacas descarte
(categorias menos
exigentes).
Nutrição Animal – EA212
Silagem de folhas de leucena
confeccionadas manualmente, em
tambores
Resistem ao
aumento da acidez
(têm alto poder
tampão);
Não são apropriadas
para serem ensiladas
sozinhas.
Leguminosas
Forrageiras para ensilagem
Nutrição Animal – EA212
Apesar do alto teor de
carboidratos solúveis, tende a
possibilitar a fermentação
alcoólica e, com isto, há muita
perda de material.
Cana-de-açúcar
Forrageiras para ensilagem
Nutrição Animal – EA212
Adicionar 20%
de cana
Para melhorar o valor protéico em silagens
de milho, sorgo ou capim-elefante
Adicionar até 20%
de leguminosas
Para melhorar as condições de fermentação
de capim-elefante maduro
Forrageiras para ensilagem
Nutrição Animal – EA212
Substitutivos
Volumosos
Pasto;
Silagem;
Cana picada;
Feno;
Concentrados
Milho;
Sorgo;
Caroço de
algodão;
Farelos;
Nutrição Animal – EA212
Para suprir a alimentação dos seus animais, o
pecuarista tem alternativas como a cana-de-açúcar,
feno, sal mineral ou proteico e silagem.
Nutrição Animal – EA212

Silagem (milho, sorgo, capim)

  • 1.
    Silagem (milho, sorgo ecapim) Discente: Angel Brenda Bueno dos Santos Docente: Abílio da Paixão Ciríaco PRODUTOS EMPREGADOS NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL
  • 2.
    Nutrição Animal –EA212 Conceito Forragem verde, suculenta, conservada por meio de um processo de fermentação anaeróbica; Guardadas em silos. Capim Sorgo
  • 3.
    Nutrição Animal –EA212 Ensilagem: o processo de cortar a forragem, colocá-la no silo, compactá-la e protegê-la com a vedação do silo para que haja a fermentação. Conceito Milho forrageiro picado e compactado no início do processo de ensilagem
  • 4.
    Nutrição Animal –EA212 Benefícios Volumoso de alto valor nutritivo; Assegura a produção de leite no período da seca ou do inverno; Suplementação na época da seca no Brasil Central; Ideal para fornecimento a animais em sistema de confinamento o ano todo.
  • 5.
    Nutrição Animal –EA212 Benefícios Possui bom valor energético e níveis medianos de proteína, assegurando a produção; Operações 100% mecanizadas; Conservação por longo período; Balanceamento econômico de dietas nutricionais.
  • 6.
    Nutrição Animal –EA212 Características Alta produtividade; Teor de matéria seca em torno de 32 a 37%; Alto teor de carboidrato solúvel; Baixo poder tampão para facilitar o abaixamento do pH no interior do silo; Excelente aceitabilidade e digestibilidade.
  • 7.
    Nutrição Animal –EA212 Silagem de alta qualidade Escolha da cultivar; Tecnologia de produção; Ponto de colheita; Compactação da silagem; Tempo de enchimento do silo; Método de retirada de silagem.
  • 8.
    Nutrição Animal –EA212 Planta de milho ideal Composição 16% de folhas; 20 a 23% de colmo; 64 a 65% de espigas. 74 a 75% de grãos; 7 a 10% de palha; 14 a 18% de sabugo.
  • 9.
    Nutrição Animal –EA212 Ponto de colheita O ponto de ensilagem é quando o grão pode ser esmagado com os dedos e a umidade é suficiente apenas para umedecê-los.
  • 10.
    Nutrição Animal –EA212 Depois de aberto o silo e iniciado a retirada da silagem o processo não deve ser interrompido. Retirar diariamente no mínimo 20 cm de toda superfície frontal e em seguida cobrir. Retirada da silagem
  • 11.
    Nutrição Animal –EA212 Comparação entre uma silagem deteriorada e uma silagem de qualidade
  • 12.
    Nutrição Animal –EA212 Cultivar para silagem Boa produção de massa; Alta digestibilidade das fibras; Ponto de corte prolongado; Grãos macios; Adaptação e estabilidade de produção.
  • 13.
    Nutrição Animal –EA212 Processo de obtenção Coleta do material Trituração Compactação Vedação Fermentação anaeróbica
  • 14.
    Nutrição Animal –EA212 Padrões Bromatológicos SILAGEM MS (%) PB (%) FDN (%) FDA (%) NDT (%) EE Milho 30-35 6-8 38-45 23-28 > 65 2-3 Sorgo 30-33 6-8 40-48 25-30 > 60 - Capim 24 9 75 48 53 2 MS: matéria seca PB: proteína bruta EE: extrato etéreo FDN: fibra em detergente neutro FDA: fibra em detergente ácido NDT: nutrientes digestíveis totais Uma silagem de alta qualidade, sugere-se:
  • 15.
    Nutrição Animal –EA212 Teor de MS da silagem de milho
  • 16.
    Nutrição Animal –EA212 Proteína Bruta (PB) É determinada medindo-se o total de nitrogênio (N) e multiplicando-se por 6,25. Os micro-organismos presentes no rúmen é que têm capacidade de converter parte desse N em proteína microbiana. A adição de uréia na silagem aumenta o teor de N, mas não de proteína verdadeira.
  • 17.
    Nutrição Animal –EA212 < nível de Fibra em Detergente Neutro (FDN), > maior o consumo de matéria seca. Fibra Bruta (FB)Fibra Detergente Neutro (FDN) Quantidade total de fibra no alimento Negativamente correlacionada ao consumo de MS Fibra fermenta mais lentamente e permanece por mais tempo no rúmen.
  • 18.
    Nutrição Animal –EA212 Boa silagem: tem teores de FDN entre 38 e 45%. Fibra Detergente Neutro (FDN) A planta de milho tem FDN próximo de 65%; O grão tem FDN próximo de 10%. > grãos, < FDN
  • 19.
    Nutrição Animal –EA212 Fibra em Detergente Ácido (FDA) < FDA, > o valor energético Indica a digestibilidade da silagem Contém a maior proporção de lignina, fração de fibra indigestível. Na média, um bom nível de Fibra em Detergente Ácido na silagem de milho fica ao redor de 30%.
  • 20.
    Nutrição Animal –EA212 Extrato Etéreo (EE) Teor de óleo do grão: cada grama de óleo tem 2,25 vezes mais energia que um grama de carboidrato (amido ou açúcares), Corresponde ao teor de óleo na silagem.
  • 21.
  • 22.
    Nutrição Animal –EA212 Usado principalmente para bovinos Não é indicada para cavalos ou bezerros pequenos. Espécies para as quais é recomendada
  • 23.
    Nutrição Animal –EA212 Aumento da acidez pela fermentação dos açúcares solúveis da planta. Redução do pH Princípio de conservação da forragem Melhores forrageiras para ensilagem: aquelas com elevado teor de açúcares solúveis. Forrageiras para ensilagem
  • 24.
    Nutrição Animal –EA212 Exceção: capim-elefante (Napier, Cameroon, Taiwan, Mineiro, etc). Geralmente têm baixo teor de açúcares e não são indicados. Melhores culturas para ensilagem: Milho e Sorgo Capins Bom teor de carboidratos solúveis Forrageiras para ensilagem
  • 25.
    Nutrição Animal –EA212 Silagem de capim O objetivo não é visar altas produções ou alta qualidade; Ter volume de alimento para o período das secas, Suplementar animais de recria e vacas descarte (categorias menos exigentes).
  • 26.
    Nutrição Animal –EA212 Silagem de folhas de leucena confeccionadas manualmente, em tambores Resistem ao aumento da acidez (têm alto poder tampão); Não são apropriadas para serem ensiladas sozinhas. Leguminosas Forrageiras para ensilagem
  • 27.
    Nutrição Animal –EA212 Apesar do alto teor de carboidratos solúveis, tende a possibilitar a fermentação alcoólica e, com isto, há muita perda de material. Cana-de-açúcar Forrageiras para ensilagem
  • 28.
    Nutrição Animal –EA212 Adicionar 20% de cana Para melhorar o valor protéico em silagens de milho, sorgo ou capim-elefante Adicionar até 20% de leguminosas Para melhorar as condições de fermentação de capim-elefante maduro Forrageiras para ensilagem
  • 29.
    Nutrição Animal –EA212 Substitutivos Volumosos Pasto; Silagem; Cana picada; Feno; Concentrados Milho; Sorgo; Caroço de algodão; Farelos;
  • 30.
    Nutrição Animal –EA212 Para suprir a alimentação dos seus animais, o pecuarista tem alternativas como a cana-de-açúcar, feno, sal mineral ou proteico e silagem.
  • 31.

Notas do Editor

  • #3 Produto da conservação de forragens úmidas (planta inteira) ou de grãos de cereais com alta umidade (grãos úmidos) por meio da fermentação em meio anaeróbio, em locais denominados silos É chamada silagem a forragem verde, suculenta, conservada por meio de um processo de fermentação anaeróbica. As silagens são guardadas em silos. Chama-se ensilagem o process de cortar a forragem, colocá-la no silo, compactá-la e protegê-la com a vedação do silo para que haja a fermentação. Quando bem feita, o valor nutritivo da silagem é semelhante ao da forragem verde. A ensilagem não melhora a qualidade das forragens, apenas conserva a qualidade original. Portanto, uma silagem feita a partir de uma lavoura ou capineira bem manejada vai ser bem melhor que uma silagem feita com uma cultura ou capineira "passada" ou mal cuidada.  A silagem é um alimento volumoso, usado principalmente para bovinos. Na época seca ela pode substituir o pasto. Na engorda em confinamento ela é usada junto com os grãos e farelos. A silagem não é indicada para cavalos ou bezerros pequenos.  
  • #5 Volumoso de alto valor nutritivo e de produção econômica viável. Assegura a produção de leite no período da seca ou do inverno, quando as cooperativas ou indústrias estabelecem cotas de fornecimento. Suplementação na época da seca no Brasil Central, principalmente em regiões de estresse hídrico rigoroso. Ideal para fornecimento a animais em sistema de confinamento o ano todo. Possui bom valor energético e níveis medianos de proteína, assegurando a produção, principalmente em animais de alta exigência e de produtividade. Operações 100% mecanizadas, reduzindo os custos e mão-de-obra. Conservação por longo período, desde que devidamente compactado e vedado. Permite o balanceamento econômico de dietas nutricionais para os animais. Alta produtividade, teor de matéria seca em torno de 32 a 37%, alto teor de carboidrato solúvel, baixo poder tampão para facilitar o abaixamento do pH no interior do silo e excelente aceitabilidade e digestibilidade.
  • #6 Possui bom valor energético e níveis medianos de proteína, assegurando a produção, principalmente em animais de alta exigência e de produtividade. Operações 100% mecanizadas, reduzindo os custos e mão-de-obra. Conservação por longo período, desde que devidamente compactado e vedado. Permite o balanceamento econômico de dietas nutricionais para os animais. Alta produtividade, teor de matéria seca em torno de 32 a 37%, alto teor de carboidrato solúvel, baixo poder tampão para facilitar o abaixamento do pH no interior do silo e excelente aceitabilidade e digestibilidade.
  • #9 A planta de milho ideal para se obter uma silagem de alta qualidade deve apresentar uma composição equivalente a 16% de folhas; 20 a 23% de colmo e de 64 a 65% de espigas. Esta, por ser a parte mais importante da planta para silagem, deve apresentar algo em torno de 74 a 75% de grãos; 7 a 10% de palha e de 14 a 18% de sabugo (Cruz, J.C. et. al. 2001).
  • #13 A escolha de cultivares de porte alto com elevada produção de massa seca total como era utilizado no passado, mostrou-se inadequada principalmente devido à pequena percentagem de grãos presentes na massa. Vários estudos mostram a importância da espiga na produção e na qualidade da planta do milho. Estes estudos mostram que, sendo responsável por aproximadamente 50% da produção total de matéria seca, a produção de grãos está geralmente correlacionada à produção de matéria seca total na planta.  Há um consenso entre extensionistas e pesquisadores que define a planta ideal para ensilagem como sendo aquela que apresenta alta percentagem de grãos na silagem, que contenha fibras de melhor digestibilidade e, obviamente, apresente alta produtividade de massa.
  • #14 ENSILAGEM  O processo de ensilagem consiste em cortar a forragem no campo, picá-la em pedaços de 2 a 3 cm e ir colocando a forragem picada no fundo do silo. A cada camada colocada o material deve ser compactado, ou com "pesos de socar", ou com animais pisoteando a forragem ou com trator (cuidado! o pneu do trator deve estar limpo, pois se ele levar terra ou barro para dentro do silo, a fermentação não vai ser boa e haverá perda de silagem). A compactação bem feita é um dos segredos da boa ensilagem. Ela serve para expulsar o ar de dentro da massa de forragem. A presença de ar prejudica a fermentação, e é por isso também que é importante vedar  bem o silo depois de cheio. A última camada deve ter forma abaulada e, no caso do silo-trincheira, ela deve ser acima da superfície para que a água da chuva não fique parada em cima do silo e possa escorrer para fora deste.  No silo de superfície a forragem picada é colocada sobre uma camada de palha (que serve para drenar a umidade da silagem e impedir o contato do solo com a forragem). A cada camada colocada deve-se compactar o  material. Vão se sobrepondo as camadas até atingir uma altura média de 1,5 m na parte central. As bordas são mais baixas, dando então o formato abaulado ao silo.  Nos dois tipos de silo, após a última camada de forragem, coloca-se uma lona preta cujas beiradas são presas em valetas ao lado do silo. Sobre a lona coloca-se uma camada fina de terra, para ajudar na compactação e expulsão do ar da superfície. É aconselhável que, ao final de cada dia de trabalho, a massa já colocada no silo seja coberta com lona, de maneira a não molhar com uma chuva ocasional. Ao final, o importante é que tenha havido uma boa compactação da silagem e boa vedação do silo.  Aproximadamente 40 dias após o fechamento do silo, a silagem poderá ser fornecida aos bovinos. Se tiver sido bem feita e o silo não for aberto, a silagem pode conservar-se por mais de 1 ano. Uma vez aberto o silo, a cada dia deve ser retirada uma fatia de no mínimo 15 cm.
  • #15 O valor nutritivo das plantas é caracterizado pela sua composição bromatológica e a interação dessa composição com o consumo pelo animal.  cultivar deve, ainda, possuir características agronômicas favoráveis, de forma a ser compatível com sistemas de produção eficientes e competitivos. É importante conhecer o nível protéico da forragem ou silagem de milho, que normalmente varia de 6% a 9%, com média ao redor de 7% - 7,5%. O teor de Fibra em Detergente Neutro (FDN) representa a quantidade total de fibra no alimento, a qual está negativamente correlacionada ao consumo de MS porque a fibra fermenta mais lentamente e permanece por períodos mais prolongados no rúmen, se comparada a outros componentes da ração. Assim, quanto menor o nível de Fibra em Detergente Neutro (FDN), maior o consumo de matéria seca. Resultado de pesquisa mostra que animais leiteiros que receberam silagem de milho com menor percentagem de Fibra em Detergente Neutro (FDN) e de melhor digestibilidade, aumentaram o consumo de MS e,  consequentemente,  a produção de leite. Os níveis de Fibra em Detergente Neutro (FDN) variam conforme a espécie vegetal e o estádio vegetativo. Normalmente, os níveis de  Fibra em Detergente Neutro (FDN) nas leguminosas são mais baixos do que nas gramíneas. Dentro da mesma espécie vegetal, as plantas mais novas apresentam níveis de Fibra em Detergente Neutro (FDN) mais baixos, o que é facilmente detectado com o maior consumo pelos animais. Os níveis de Fibra em Detergente Neutro (FDN) nas silagem de milho variam bastante, porém é considerado um bom nível ao redor de 50%. Atualmente, com base em pesquisas, estabeleceu-se, por exemplo, que o consumo total de Fibra em Detergente Neutro (FDN), nas vacas em lactação, deve ficar em 1,2% do seu peso vivo em que 75% devem ser oriundos dos volumosos (silagem). Uma análise dos últimos artigos encontrados em literatura confirmam a grande variação nos teores de  Fibra em Detergente Neutro (FDN), sendo verificado uma amplitude de 36,67% a 75%. A Fibra em Detergente Ácido (FDA) indica a digestibilidade da silagem, já que contém a maior proporção de lignina, fração de fibra indigestível. A Fibra em Detergente Ácido (FDA) indica a quantidade de fibra que não é digestível. A Fibra em Detergente Ácido é um indicador do valor energético da silagem: quanto menor a Fibra em Detergente Ácido (FDA), maior o valor energético. Na média, um bom nível de Fibra em Detergente Ácidona silagem de milho fica ao redor de 30%. De forma semelhante ao que ocorre com os teores de Fibra em Detergente Neutro (FDN), uma análise dos últimos artigos encontrados na literatura, confirmam a grande variação nos teores de Fibra em Detergente Ácido, sendo verificado uma amplitude de 20,63% a 54,3%. De acordo com os trabalhos apresentados e as informações disponíveis, a escolha do material para silagem deve ser criteriosa, levando-se em conta o ciclo e o tipo de cultivar, sua produção de grãos e massa seca, sua proporção de grãos e boa qualidade da fração verde. Dificilmente todas essas características serão encontradas em uma única cultivar. Neste caso, aconselha-se optar por aquelas que apresentem alta produtividade de massa e boa percentagem de grãos, assegurando um processo de fermentação melhor e garantindo ingestão voluntária compatível com o elevado desempenho animal esperado.
  • #17 É determinada medindo-se o total de nitrogênio (N) e multiplicando-se por 6,25 (as proteínas têm em média 16% de N no aminoácido). Proteínas verdadeiras provêm de aminoácidos. A adição de uréia na silagem aumenta o teor de N, mas não de proteína verdadeira. Os micro-organismos presentes no rúmen é que têm capacidade de converter parte desse N em proteína microbiana.
  • #18 O teor de Fibra em Detergente Neutro (FDN) representa a quantidade total de fibra no alimento, a qual está negativamente correlacionada ao consumo de MS porque a fibra fermenta mais lentamente e permanece por períodos mais prolongados no rúmen, se comparada a outros componentes da ração. Assim, quanto menor o nível de Fibra em Detergente Neutro (FDN), maior o consumo de matéria seca. Uma boa silagem tem teores de FDN entre 38 e 45%. A planta de milho tem teor de FDN próximo de 65%, enquanto que o grão tem FDN próximo de 10%. Assim, quanto maior a participação de grãos menor o teor de FDN e vice e versa. Se o milho é colhido mais tarde o teor de FDN da planta aumenta (fica mais fibrosa) mas, em compensação, a participação de grãos é maior, por isso o teor de FDN na silagem pode variar pouco. Uma das formas de se estimar o consumo de matéria seca (CMS) de alguma forragem (silagem ou pastagem) é através do teor de FDN: o CMS = 120 / %FDN (expresso em % do peso vivo em MS). Ex: Uma silagem com 40% de FDN tem um consumo estimado em 3% do peso vivo do animal em MS. Um boi de 400 kg pode comer algo em torno de 12 Kg de MS/dia.
  • #19 Se o milho é colhido mais tarde o teor de FDN da planta aumenta (fica mais fibrosa) mas, em compensação, a participação de grãos é maior, por isso o teor de FDN na silagem pode variar pouco. quanto maior a participação de grãos menor o teor de FDN e vice e versa.
  • #20 A Fibra em Detergente Ácido (FDA) indica a digestibilidade da silagem, já que contém a maior proporção de lignina, fração de fibra indigestível. A Fibra em Detergente Ácido (FDA) indica a quantidade de fibra que não é digestível. A Fibra em Detergente Ácido é um indicador do valor energético da silagem: quanto menor a Fibra em Detergente Ácido (FDA), maior o valor energético. Na média, um bom nível de Fibra em Detergente Ácido na silagem de milho fica ao redor de 30%.
  • #21  Corresponde ao teor de óleo na silagem. Dá-se muita atenção ao teor de óleo, principalmente do grão, porque cada grama de óleo tem 2,25 vezes mais energia que um grama de carboidrato (amido ou açúcares), no entanto, na silagem de planta inteira os níveis de óleo são baixos e, por isso, pouco interferem na qualidade total.
  • #23 Primeiramente precisamos ter a consciência de que equinos, não são bovinos, ovinos e caprinos, portanto não devemos fornecer dietas equivalentes para essas espécies, pois cada uma possui suas particularidades e necessidades nutricionais diferentes.   E segundo pesquisas recentes, e apresentadas neste texto o uso de silagem é permitido, porém requer como qualquer outro alimento muito cuidado em sua fabricação, escolha do alimento, conservação e administração, pois sabemos que os equinos possuem trato gastrointestinal sensível a dietas de baixa qualidade nutricional ou má fornecidas, principalmente sem um período de adaptação. Para se usar um volumoso suplementar adequado para pastagem é imprescindível que se conheça alguns detalhes da digestão do eqüídeo. De acordo com OLSSON & RUUDVERE (1955) e MEYER (1995), vários são os fatores afetam o tempo de permanência dos alimentos nos diversos segmentos do trato digestivo dos eqüinos, alterando conseqüentemente sua digestibilidade, como: a individualidade do animal, a composição química e quantidade do alimento, o tipo de atividade física do animal, o tipo e tamanho das partículas do alimento e a quantidade de fibra presente na dieta. Os eqüinos são capazes de utilizar grandes quantidades de forragem para atender as suas exigências nutricionais e atualmente, para maximizar o crescimento e a produtividade dos eqüinos, as dietas também contem altos níveis de suplementos. Portanto, este tipo de manejo nutricional resulta em aumento do custo de produção, mas oferece uma significante contribuição da dieta volumosa no atendimento dos requerimentos nutricionais dos animais. O eqüídeo é um monogástrico, mas, por possuir características particulares, pode ser classificado como Herbívoro não Ruminante. O primeiro compartimento (estômago) é pequeno (apenas 9 % do total). Isso implica em um fornecimento de alimento várias vezes ao dia. Outra particularidade é a importância do ceco e cólon (70 % do total) onde ocorrem fermentações que permitem o aproveitamento das fibras. Um eqüídeo de 500 kg de peso vivo possui um aparelho digestivo de capacidade total de cerca de 130 litros, portanto, seu estômago tem capacidade para 12 litros (9% do estomago - entre alimento, água, gases e secreções gástricas). Esta pequena capacidade do estômago do eqüídeo limita muito sua capacidade de ingestão de alimento. Se o alimento for concentrado, cuja digestão ocorre principalmente no estômago e início do intestino delgado, o fornecimento deste deve estar limitado a 2,5 kg por refeição, sendo o ideal ao redor de 1,5 - 2,0 kg de concentrado por refeição. Este limite deve ocorrer para que não haja riscos de cólicas por excesso de alimentação, pois o eqüídeo possui uma outra característica na inserção do esôfago com o estômago, que impede que o alimento retorne à boca (o eqüídeo não regurgita). Se ocorrer uma ingestão elevada de alimento concentrado de uma só vez, ele não vai conseguir digerir, havendo uma sobrecarga gástrica, podendo ocorrer ruptura do estômago pelo excesso de concentrado. Esta pequena capacidade do estômago faz com que o eqüídeo tenha que se alimentar durante todo o dia para que possa preencher seu aparelho digestivo. Um eqüídeo solto em um pasto, ele pasteja durante 18-19 horas por dia. O alimento volumoso tem seu processo de digestão ocorrendo principalmente no intestino grosso (ceco e cólon) onde ocorrerá ação da flora intestinal. Devido às fibras contidas no volumoso, a velocidade de passagem deste para intestino é rápida. Isso também leva a uma característica particular no manejo alimentar do eqüídeo. Não é recomendado oferecer volumoso misturado ao concentrado ou logo em seguida ao fornecimento do volumoso, pois devido à fibra longa contida no volumoso, ocorre a passagem mais rápida pelo estômago e intestino delgado levando o concentrado para o intestino grosso onde o aproveitamento é bem menor, diminuindo assim a sua eficiência. No manejo diário, deve sempre oferecer primeiro o volumoso e a seguir o concentrado para melhor eficiência. Se se oferecer primeiro o concentrado deve-se aguardar por um tempo de 45 minutos à uma hora para, a seguir, oferecer o volumoso. Lembre-se apenas que, na primeira refeição do dia, o cavalo bem manejado já comeu o volumoso durante a noite, podendo, logo cedo, receber a alimentação concentrada. A seqüência alimentar deve ser cuidadosamente instituída, ou seja, o fornecimento das refeições deve ser realizado nos mesmos horários. Os eqüinos não devem passar longos períodos em jejum, para evitar a ocorrência de gastrites ou úlceras. Isto muitas vezes é difícil de ser realizado, pois a rotina dos animais atletas acaba sendo determinada pelas necessidades das competições, além de viagens constantes as quais estes se submetem.
  • #24 No processo de ensilagem o princípio de conservação da forragem é a redução do pH (aumento da acidez) pela fermentação dos açúcares solúveis da planta.
  • #25 No processo de ensilagem o princípio de conservação da forragem é a redução do pH (aumento da acidez) pela fermentação dos açúcares solúveis da planta. Assim sendo, as melhores forrageiras para ensilagem são aquelas com elevado teor de açúcares solúveis. Este é o caso do milho e do sorgo, as melhores culturas para ensilagem. Os capins geralmente têm baixo teor de açúcares e não são indicados, mas há uma exceção: o capim-elefante (Napier, Cameroon, Taiwan, Mineiro e outros), que por ter bom teor de carboidratos solúveis pode dar silagem de boa qualidade. As leguminosas, por resistirem ao aumento da acidez (têm alto poder tampão) não são apropriadas para serem ensiladas sozinhas. A cana-de-açúcar, apesar do alto teor de carboidratos solúveis, geralmente não dá uma boa silagem, pois tende a possibilitar a fermentação alcoólica e, com isto, há muita perda de material
  • #26 O capim é uma planta perene que, se manejado e adubado adequadamente, não precisa ser replantado. Este fato faz o custo de produção de sua silagem mais baixo do que o das culturas anuais, como o milho e o sorgo.       O objetivo de trabalhar com silagens de capim não é visar altas produções ou alta qualidade, mas sim ter volume de alimento para o período das secas, suplementando animais de recria e vacas descarte (categorias menos exigentes).
  • #27 As leguminosas, por resistirem ao aumento da acidez (têm alto poder tampão) não são apropriadas para serem ensiladas sozinhas. A cana-de-açúcar, apesar do alto teor de carboidratos solúveis, geralmente não dá uma boa silagem, pois tende a possibilitar a fermentação alcoólica e, com isto, há muita perda de material. Plantas leguminosas têm importante participação na alimentação animal em virtude de se tratar de importante fonte de proteína. Leucena, trevos branco e vermelho, alfafa, estilosantes, siratro e mais recentemente soja, são as culturas mais comuns para ensilagem de leguminosas. Até recentemente, as leguminosas eram tidas como não indicadas para ensilagem por sua fermentação predominantemente realizada por Clostrídios, levando a uma silagem com alto teor de ácido butírico. Isso é atribuído a três fatores: o alto poder tampão (PT), o baixo teor de carboidratos solúveis em água (CS) e, finalmente, o baixo teor de matéria seca (MS). Esses três parâmetros são responsáveis, segundo Weissbach & Honig citados por Oude Elferink et al. (2000), pela capacidade fermentativa (CF) de uma cultura, sendo diretamente proporcional aos teores de matéria seca e de carboidratos solúveis, e inversamente proporcional ao poder tampão, como mostra a equação abaixo: Onde: CF = capacidade fermentativa; MS = teor de matéria seca (%); CS = teor de carboidratos solúveis (% MS); PT = poder tampão (emg 100 g MS-1). Pragmaticamente, se analisados apenas esses fatores, as leguminosas, em geral, não seriam indicadas à ensilagem, mas com certos controles da fermentação podem se mostrar como interessantes para a conservação e alimentação de bovinos. ENSILAGEM E PADRÃO FERMENTATIVO EM SILAGEM DE SOJA O potencial de uma planta para ensilagem é dependente do teor original de umidade, que deve situar-se próximo de 70% do conteúdo de carboidratos solúveis (acima de 8% na MS) e do baixo poder tampão, que não deve oferecer resistência à redução do pH, para valores entre 3,8 e 4,0 (McCullough, 1977). As leguminosas, embora apresentem elevado valor nutritivo, são plantas com algumas características indesejáveis para o adequado processo de fermentação da massa ensilada, como alta umidade no momento da colheita, alto poder tampão e baixo teor de carboidratos solúveis. Além disso, o alto conteúdo de extrato etéreo pode inibir as bactérias na massa ensilada, afetando o processo de fermentação, resultando em silagem com pH elevado (Griffin, 2000). Acrescenta-se, a isso, uma baixa população autóctone de bactérias produtoras do ácido lático (Pereira et al., 2007b). No entanto, apesar dessas limitações, a obtenção de silagens de soja de qualidade é perfeitamente viável em condições práticas. O excesso de umidade presente implica em riscos de fermentações secundárias indesejáveis, já que a menor pressão osmótica favorece o desenvolvimento das bactérias do gênero Clostridium sp. (Wilkinson, 1983). Uma alternativa para contornar esse problema seria o aumento da matéria seca via emurchecimento, prática esta bastante usada nos Estados Unidos (Undersander et al., 2007). 220 - VI Simpósio de Produção de Gado de Corte Sabe-se que o teor de carboidratos solúveis das plantas, por ocasião da ensilagem, é um dos fatores fundamentais para que o processo fermentativo se desenvolva de maneira eficiente, uma vez que constituem os substratos prontamente disponíveis para o desenvolvimento das bactérias láticas, o que os torna essenciais para a produção de níveis adequados de ácido lático e a rápida redução do pH, necessária para a inibição da atividade proteolítica das enzimas vegetais e do desenvolvimento das bactérias indesejáveis (Muck, 1993). Além dos teores de umidade e de carboidratos solúveis, outro fator intrínseco à forrageira, que interfere no processo fermentativo, é o poder tampão. Tampões são sistemas cuja presença em um meio tornao resistente às variações nas concentrações hidrogeniônicas (McDonald et al., 1991). O alto poder tampão das leguminosas é promovido por aminoácidos residuais e presença de cátions, como K+ , Ca2+ e Mg2++ , que neutralizam os ácidos orgânicos produzidos pela fermentação, dificultando a redução do pH (Lima, 1992). Outro fator a ser considerado é o elevado teor de proteína que, devido à liberação de compostos nitrogenados pela decomposição protéica, neutralizam parte do ácido lático formado e, conseqüentemente, elevam o pH. O problema de ensilar forrageiras com poder tampão elevado resulta da necessidade de uma maior produção de ácido lático, de modo a reduzir o pH para valores abaixo de 4,2 demandando, como conseqüência, maior teor de carboidratos, o que não ocorre nas leguminosas (Lavezzo, 1985). Na Tabela 1 encontram-se sumarizados os vários fatores biológicos e tecnológicos que afetam o processo de ensilagem, os quais, na sua maioria, encontram-se interrelacionados, dificultando a discussão da importância individual dos mesmos. Porém, existem dois aspectos a serem considerados, independentemente da silagem: a) a cultura e seu estádio de maturidade e b) o manejo tecnológico empregado pelo produtor de silagem. Logo, uma decisão importante a ser tomada por ocasião da ensilagem é o conhecimento do teor de matéria seca da cultura a ser ensilada, uma vez que além de afetar adversamente a fermentação, resultando em uma silagem de baixa qualidade, pode promover grandes perdas de nutrientes devido à lixiviação, naquelas culturas ensiladas com teores de matéria seca abaixo de 25 – 30% (Noller & Thomas, 1985) Soja junto ao milho, sorgo ou capim contribui para a melhoria do valor nutritivo da silagem, levando a maior consumo de forragem. Segundo St-Pierre et al. (2002), a composição nutricional da silagem de soja irá variar dependendo do momento do corte da planta para ensilagem, tendo como valores médios, de 35% de matéria seca, 18% de proteína bruta, 82% de proteína degradável e 45,7% fibra em detergente neutro total. Para garantir uma boa silagem, os autores recomendam a mistura de uma parte de soja para uma parte de milho no momento da ensilagem. composição nutricional da silagem de soja irá variar dependendo do momento do corte da planta para ensilagem, tendo como valores médios, de 35% de MS, 18% de PB, 82% de PD e 45,7% FDN total. boa silagem: mistura de uma parte de soja para uma parte de milho no momento da ensilagem.
  • #28 As leguminosas, por resistirem ao aumento da acidez (têm alto poder tampão) não são apropriadas para serem ensiladas sozinhas. A cana-de-açúcar, apesar do alto teor de carboidratos solúveis, geralmente não dá uma boa silagem, pois tende a possibilitar a fermentação alcoólica e, com isto, há muita perda de material.
  • #29 Entretanto, em silagens de milho, sorgo ou capim-elefante pode-se adicionar até 20% de leguminosas para melhorar seu valor protéico ou, pode-se adicionar 20% de cana picada em silagem de capim-elefante maduro, com menos umidade, para melhorar as condições de fermentação. 
  • #30 SAL MINERAL: baixo custo, mantém o peso do boi por um período de tempo, mas deve ser enriquecido com outros nutrientes. CANA DE AÇÚCAR: baixo custo, mantém o peso do animal, tem baixo índice de nutrientes e também deve ser enriquecida; FENO: altamente nutritivo, pode fornecer todos os nutrientes que o gado precisa, mas seu custo de produção é alto.
  • #31 Para suprir a alimentação dos seus animais, o pecuarista tem alternativas como a cana-de-açúcar, feno, sal mineral ou proteico e silagem. algumas opções são mais baratas e devem ser enriquecidas com outros nutrientes, como o sal e a cana, e outros tem um processo de produção mais complicado, como o feno.