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O ENSINO PROFISSIONAL TÉCNICO EM ENFERMAGEM E SUAS CONTRIBUIÇÕES
NA INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO PARA O DISCENTE
Aluna: Sara Assunção de Jesus Bandeira dos Santosa
,
Orientadora: Mestra Simone Helen Drumond Ischkanianb
a
Universidade do Estadual do Amazonas
b
Centro de Educação Tecnológica do Amazonas - CETAM – Curso Técnico em Enfermagem
A R T I C L E I N F O R E S U M O
Palavras chave:
Palavra 1;Enfermagem
Palavra 2;Mercado de Trabalho
Palavra 3.Pratica Profissional
E-mail:
ª email do autor a
sarah.assuncao@hotmail.com
b
email do autor b
simone_drumond@hotmail.com
Eixo Temático:
Saúde e Educação
A trajetória no ensino técnico profissional nos permite analisar,
compreender e refletir sobre o curso em enfermagem e as
características inerentes ao mercado de trabalho. Os objetivos
deste estudo foram: apreender e analisar percepções dos
educandos em relação ao processo de formação, frente às
condições de inserção no mercado de trabalho e às demandas
vivenciadas no cotidiano profissional. O método utilizado foi o
discurso do sujeito coletivo. Os participantes foram divididos em
três grupos de acordo com a atuação. A análise dos discursos
possibilitou uma reflexão aprofundada dessa formação, indicando
a necessidade de revisão do projeto pedagógico, destacando o
ensino voltado para o desenvolvimento de competências nas
quatro dimensões do processo de cuidar: gerência, assistência,
educação e pesquisa.
1 INTRODUÇÃO
No ensino técnico de enfermagem, de maneira geral, encontram dificuldades na
incorporação das propostas para incrementar as mudanças na formação dos profissionais,
estabelecidas pelas diretrizes curriculares nacionais de Enfermagem, principalmente aquelas
relativas à aquisição, desenvolvimento e avaliação das competências e das habilidades, dos
conteúdos essenciais, das práticas, estágios e das atividades complementares. Observa-se que
apesar da ementa, ainda não existe clara definição sobre as competências para a formação do
curso técnico em enfermeiro e para obtenção de consenso sobre essas competências. Porém,
são exatamente essas competências que irão conciliar o plano curricular dos cursos às
necessidades e objetivos de formação técnica de enfermeiros. O resultado sempre é uma ação
eficaz, partindo de um esquema de mobilização dos conhecimentos atrelado ao discernimento.
Nesse contexto, apresenta-se o mercado de trabalho com exigências crescentes de
produtividade e de qualidade, tornando cada vez mais generalizada a implantação de modelos
de formação e de gestão da força de trabalho baseados em competências profissionais. Este
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tipo de trabalho reveste-se da imprevisibilidade das situações, nas quais o trabalhador deve
escolhas e opções todo o tempo, ampliando-se as operações mentais e cognitivas envolvidas
nas atividades. Em contrapartida, há situações que mostram que o ensino técnico em
enfermagem tem dificuldades para adequar-se às exigências do mercado de trabalho, tais
como: o ensino focalizar-se em conteúdos ideais, que não encontram correspondência na
prática assistencial, ou a exigência do cumprimento do saber técnico, de forma até rígida, que
nem sempre é possível de ser seguido na vida profissional, além do curso preparar o técnico
em enfermagem para prestar assistência e o mercado esperar dele administração e gerência.
Os objetivos deste estudo foram apreender e analisar as percepções do ensino profissional
técnico em enfermagem e suas contribuições na inserção no mercado de trabalho para o
discente em relação ao seu processo de formação, frente às condições de inserção no mercado
de trabalho e às demandas vivenciadas no cotidiano profissional.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E/OU TRABALHOS RELACIONADOS
A Reforma da Educação Profissional (REP) implementada durante a década de 1990
esteve assentada em um discurso que vincula a necessidade urgente de adequação dos
diferentes países às transformações ocorridas nos setores produtivos e de serviços. A grande
inspiração para sua elaboração foram os documentos do Banco Mundial (BM), da
Organização Internacional do Trabalho (OIT) e dos setores produtivos mundiais (LIMA
FILHO, 2013). Nessa perspectiva, a educação profissional é considerada de modo utilitarista,
sendo que os conhecimentos, as habilidades e as atitudes a serem desenvolvidos devem ser
definidos pela sua utilidade ao desenvolvimento de capacidades de trabalho requeridas pelo
mercado. A Educação profissional é uma modalidade de ensino prevista na Lei de Diretrizes e
Bases da Educação – Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (BRASIL, 1996),
complementada pelo Decreto 2.208, de 17 de abril de 1997 (BRASIL, 1997), reformulado
pelo Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004 (BRASIL, 2004).
O principal objetivo da educação profissional é a criação de cursos voltados para o
acesso ao mercado de trabalho, tanto para estudantes quanto para profissionais que buscam
ampliar suas qualificações. São três os níveis de educação profissional (FREITAS, 2018).
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Sampaio e França (2017) ressaltam que a nova educação profissional pelo conceito de
empregabilidade.
3 METODOLOGIA
O método utilizado foi o Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), que propõe elencar e
articular uma série de operações sobre a matéria-prima de depoimentos coletados em
pesquisas empíricas de opinião por meio de questões abertas, operações que redundam, ao
final do processo, em depoimentos coletivos confeccionados com extratos de diferentes
depoimentos individuais. O DSC é, portanto, um conjunto harmônico de processos e
procedimentos destinados, a partir de depoimentos colhidos, a conformar, descritivamente, a
opinião de uma dada coletividade como produto qualiquantitativo, com um painel de
depoimentos discursivos, ou seja, qualidades provenientes de quantitativos de indivíduos
socialmente situados. Para produção dos DSC, foram usadas três operações: ideias centrais -
fórmulas sintéticas que descrevem o(s) sentido(s) presentes nos depoimentos de cada resposta
e também nos conjuntos de respostas de diferentes indivíduos, que apresentam sentido
semelhante ou complementar; expressões-chave - trechos selecionados do material verbal de
cada depoimento, que melhor descrevem seu conteúdo; discurso do sujeito coletivo, reuniões
das expressões-chave presentes nos depoimentos, que têm ideias centrais de sentido
semelhante ou complementar.
4 ESTRATÉGIAS
O gráfico 1 revela que 45% dos alunos que estão tecnicamente preparados para o
estágio, sabendo agir, % saber mobilizar, 8%saber comunicar, 17% saber engajar-se e 10%
assumir responsabilidades e ter visão, ainda sentem que necessitam desenvolver habilidades.
Nesse sentido, o trabalho, em si, torna-se um prolongamento da competência mobilizada em
uma situação, um contexto profissional. Dessa maneira, ela está diretamente relacionada com
a capacidade do indivíduo de assumir iniciativas, ir além do prescrito, compreender e dominar
situações em constante mutação, ser responsável e reconhecido por outros. Ela envolve,
portanto, a iniciativa e a responsabilidade do indivíduo em situações de trabalho a que ele está
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submetido, não se concretizando em um estado ou conhecimento que se tem, nem um
resultado de treinamento, mas relaciona-se a um saber fazer que transcende certificados e que
tem importância aos saberes prescritos. Deve-se, portanto, compreender a competência no
campo da ação, isto é, no agir efetivo do profissional.
Gráfico 1: Competências para o profissional técnico em enfermagem
Fonte: Pesquisa autoral - Sara Assunção de Jesus Bandeira (2019)
É preciso considerar que não se pode buscar transformação sem mudanças efetivas nas
práticas de ensino, as quais envolvem: preparação adequada dos docentes; dos campos de
estágio e integração entre currículo, prática pedagógica e realidade, atendendo necessidades
comuns, mediante elaboração de modelo de formação profissional, condizente com as
demandas sociais.
45% saber agir
20% saber mobilizar
8%saber comunicar
17% saber engajar-se
10% assumir responsabilidades e ter visão
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4.1 Desempenho técnico dos alunos
É primordial o bom desempenho no curso técnico de enfermagem para uma
qualificação profissional coesa, uma vez que o Plano de Ensino do CETAM apresenta uma
carga curricular coesa.
Figura 1 – Atuação técnica profissional dos alunos de enfermagem do CETAM
Fonte: Sara Assunção de Jesus Bandeira
Tabela 1 – Invenção qualiquantitativo da análise da pesquisa
Item 1º
Semestre
2º Semestre
Definição do problema X
Entrevista - Discurso do Sujeito Coletivo
(DSC)
X
Estabelecimento de critérios para inclusão e
exclusão de estudos
X
Categorização dos estudos e avaliação dos
estudos incluídos na revisão integrativa
X
Busca nas bases de dados eletrônicas X
Definição das informações a serem extraídas
dos estudos selecionados
X
Interpretação dos resultados e apresentação
da revisão
X
TCC – Artigo e Banner X
Fonte: Resultados da pesquisa (própria autora), 2019
5 CONCLUSÃO
A metodologia adotada permitiu atingir os objetivos propostos, mediante análise dos
discursos dos egressos, evidenciando fatos relevantes nessa formação. Possibilitou uma
reflexão aprofundada quanto às concepções teóricas e práticas, relacionadas ao processo
formativo por eles vivenciado, frente às demandas do cotidiano de trabalho em Enfermagem,
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indicando a necessidade de revisão do projeto pedagógico do curso dessa instituição. Algumas
percepções relativas à formação apareceram de maneira evidente, destacando-se a falta de
conhecimento sobre gerência, por não ter sido oferecida a disciplina de administração;
estágios e carga horária insuficientes para o desenvolvimento de habilidades necessárias à
assistência; além da falta de incentivos à pesquisa. Assim, dentre as contribuições que o
estudo possibilitou para a revisão do projeto político-pedagógico, destaca-se a necessidade de
um ensino voltado para o desenvolvimento de competências, englobando a atuação do
enfermeiro nas quatro dimensões do processo de cuidar: gerência, assistência, educação e
pesquisa. A busca pela excelência precisa de avaliação continua a fim de, a partir de dados
reunidos, realizar os ajustes, construções e reformulações no processo ensino aprendizagem.
Esse é um instrumento valiosíssimo para atingir níveis satisfatórios nesse processo.
REFERÊNCIAS
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2014.
BOMFIM, M.I. Formação docente em educação profissional técnica na área da saúde: trabalho,
saúde e educação. Rio de Janeiro (RJ): Fundação Oswaldo Cruz; 2019.
BURNIER, Suzana, Projetos de trabalhadores: os significados dos cursos profissionalizantes ,
2017
____________ Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação profissional técnica de nível
médio. Brasília (DF): Ministério da Educação, 2013.
NOGUEIRA, R.P. Políticas de recursos humanos em saúde e a inserção dos trabalhadores de
nível técnico: uma abordagem das necessidades. In: Castro JL, organizadora. PROFAE: educação
profissional em saúde e cidadania. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2014.
RODRIGUES, M. S., LIMA, F. R. F., & SOARES, M. C. P. O estudante de enfermagem e sua
auto-imagem relacionada à profissão. Nursing-Revista Técnica de Enfermagem, v. 57, n. 6, p. 24-
29, 2014.
TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em
educação. São Paulo: Atlas, 2015.

Sara de jesus

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    1 O ENSINO PROFISSIONALTÉCNICO EM ENFERMAGEM E SUAS CONTRIBUIÇÕES NA INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO PARA O DISCENTE Aluna: Sara Assunção de Jesus Bandeira dos Santosa , Orientadora: Mestra Simone Helen Drumond Ischkanianb a Universidade do Estadual do Amazonas b Centro de Educação Tecnológica do Amazonas - CETAM – Curso Técnico em Enfermagem A R T I C L E I N F O R E S U M O Palavras chave: Palavra 1;Enfermagem Palavra 2;Mercado de Trabalho Palavra 3.Pratica Profissional E-mail: ª email do autor a sarah.assuncao@hotmail.com b email do autor b simone_drumond@hotmail.com Eixo Temático: Saúde e Educação A trajetória no ensino técnico profissional nos permite analisar, compreender e refletir sobre o curso em enfermagem e as características inerentes ao mercado de trabalho. Os objetivos deste estudo foram: apreender e analisar percepções dos educandos em relação ao processo de formação, frente às condições de inserção no mercado de trabalho e às demandas vivenciadas no cotidiano profissional. O método utilizado foi o discurso do sujeito coletivo. Os participantes foram divididos em três grupos de acordo com a atuação. A análise dos discursos possibilitou uma reflexão aprofundada dessa formação, indicando a necessidade de revisão do projeto pedagógico, destacando o ensino voltado para o desenvolvimento de competências nas quatro dimensões do processo de cuidar: gerência, assistência, educação e pesquisa. 1 INTRODUÇÃO No ensino técnico de enfermagem, de maneira geral, encontram dificuldades na incorporação das propostas para incrementar as mudanças na formação dos profissionais, estabelecidas pelas diretrizes curriculares nacionais de Enfermagem, principalmente aquelas relativas à aquisição, desenvolvimento e avaliação das competências e das habilidades, dos conteúdos essenciais, das práticas, estágios e das atividades complementares. Observa-se que apesar da ementa, ainda não existe clara definição sobre as competências para a formação do curso técnico em enfermeiro e para obtenção de consenso sobre essas competências. Porém, são exatamente essas competências que irão conciliar o plano curricular dos cursos às necessidades e objetivos de formação técnica de enfermeiros. O resultado sempre é uma ação eficaz, partindo de um esquema de mobilização dos conhecimentos atrelado ao discernimento. Nesse contexto, apresenta-se o mercado de trabalho com exigências crescentes de produtividade e de qualidade, tornando cada vez mais generalizada a implantação de modelos de formação e de gestão da força de trabalho baseados em competências profissionais. Este
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    2 tipo de trabalhoreveste-se da imprevisibilidade das situações, nas quais o trabalhador deve escolhas e opções todo o tempo, ampliando-se as operações mentais e cognitivas envolvidas nas atividades. Em contrapartida, há situações que mostram que o ensino técnico em enfermagem tem dificuldades para adequar-se às exigências do mercado de trabalho, tais como: o ensino focalizar-se em conteúdos ideais, que não encontram correspondência na prática assistencial, ou a exigência do cumprimento do saber técnico, de forma até rígida, que nem sempre é possível de ser seguido na vida profissional, além do curso preparar o técnico em enfermagem para prestar assistência e o mercado esperar dele administração e gerência. Os objetivos deste estudo foram apreender e analisar as percepções do ensino profissional técnico em enfermagem e suas contribuições na inserção no mercado de trabalho para o discente em relação ao seu processo de formação, frente às condições de inserção no mercado de trabalho e às demandas vivenciadas no cotidiano profissional. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E/OU TRABALHOS RELACIONADOS A Reforma da Educação Profissional (REP) implementada durante a década de 1990 esteve assentada em um discurso que vincula a necessidade urgente de adequação dos diferentes países às transformações ocorridas nos setores produtivos e de serviços. A grande inspiração para sua elaboração foram os documentos do Banco Mundial (BM), da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e dos setores produtivos mundiais (LIMA FILHO, 2013). Nessa perspectiva, a educação profissional é considerada de modo utilitarista, sendo que os conhecimentos, as habilidades e as atitudes a serem desenvolvidos devem ser definidos pela sua utilidade ao desenvolvimento de capacidades de trabalho requeridas pelo mercado. A Educação profissional é uma modalidade de ensino prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (BRASIL, 1996), complementada pelo Decreto 2.208, de 17 de abril de 1997 (BRASIL, 1997), reformulado pelo Decreto 5.154, de 23 de julho de 2004 (BRASIL, 2004). O principal objetivo da educação profissional é a criação de cursos voltados para o acesso ao mercado de trabalho, tanto para estudantes quanto para profissionais que buscam ampliar suas qualificações. São três os níveis de educação profissional (FREITAS, 2018).
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    3 Sampaio e França(2017) ressaltam que a nova educação profissional pelo conceito de empregabilidade. 3 METODOLOGIA O método utilizado foi o Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), que propõe elencar e articular uma série de operações sobre a matéria-prima de depoimentos coletados em pesquisas empíricas de opinião por meio de questões abertas, operações que redundam, ao final do processo, em depoimentos coletivos confeccionados com extratos de diferentes depoimentos individuais. O DSC é, portanto, um conjunto harmônico de processos e procedimentos destinados, a partir de depoimentos colhidos, a conformar, descritivamente, a opinião de uma dada coletividade como produto qualiquantitativo, com um painel de depoimentos discursivos, ou seja, qualidades provenientes de quantitativos de indivíduos socialmente situados. Para produção dos DSC, foram usadas três operações: ideias centrais - fórmulas sintéticas que descrevem o(s) sentido(s) presentes nos depoimentos de cada resposta e também nos conjuntos de respostas de diferentes indivíduos, que apresentam sentido semelhante ou complementar; expressões-chave - trechos selecionados do material verbal de cada depoimento, que melhor descrevem seu conteúdo; discurso do sujeito coletivo, reuniões das expressões-chave presentes nos depoimentos, que têm ideias centrais de sentido semelhante ou complementar. 4 ESTRATÉGIAS O gráfico 1 revela que 45% dos alunos que estão tecnicamente preparados para o estágio, sabendo agir, % saber mobilizar, 8%saber comunicar, 17% saber engajar-se e 10% assumir responsabilidades e ter visão, ainda sentem que necessitam desenvolver habilidades. Nesse sentido, o trabalho, em si, torna-se um prolongamento da competência mobilizada em uma situação, um contexto profissional. Dessa maneira, ela está diretamente relacionada com a capacidade do indivíduo de assumir iniciativas, ir além do prescrito, compreender e dominar situações em constante mutação, ser responsável e reconhecido por outros. Ela envolve, portanto, a iniciativa e a responsabilidade do indivíduo em situações de trabalho a que ele está
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    4 submetido, não seconcretizando em um estado ou conhecimento que se tem, nem um resultado de treinamento, mas relaciona-se a um saber fazer que transcende certificados e que tem importância aos saberes prescritos. Deve-se, portanto, compreender a competência no campo da ação, isto é, no agir efetivo do profissional. Gráfico 1: Competências para o profissional técnico em enfermagem Fonte: Pesquisa autoral - Sara Assunção de Jesus Bandeira (2019) É preciso considerar que não se pode buscar transformação sem mudanças efetivas nas práticas de ensino, as quais envolvem: preparação adequada dos docentes; dos campos de estágio e integração entre currículo, prática pedagógica e realidade, atendendo necessidades comuns, mediante elaboração de modelo de formação profissional, condizente com as demandas sociais. 45% saber agir 20% saber mobilizar 8%saber comunicar 17% saber engajar-se 10% assumir responsabilidades e ter visão
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    5 4.1 Desempenho técnicodos alunos É primordial o bom desempenho no curso técnico de enfermagem para uma qualificação profissional coesa, uma vez que o Plano de Ensino do CETAM apresenta uma carga curricular coesa. Figura 1 – Atuação técnica profissional dos alunos de enfermagem do CETAM Fonte: Sara Assunção de Jesus Bandeira Tabela 1 – Invenção qualiquantitativo da análise da pesquisa Item 1º Semestre 2º Semestre Definição do problema X Entrevista - Discurso do Sujeito Coletivo (DSC) X Estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos X Categorização dos estudos e avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa X Busca nas bases de dados eletrônicas X Definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados X Interpretação dos resultados e apresentação da revisão X TCC – Artigo e Banner X Fonte: Resultados da pesquisa (própria autora), 2019 5 CONCLUSÃO A metodologia adotada permitiu atingir os objetivos propostos, mediante análise dos discursos dos egressos, evidenciando fatos relevantes nessa formação. Possibilitou uma reflexão aprofundada quanto às concepções teóricas e práticas, relacionadas ao processo formativo por eles vivenciado, frente às demandas do cotidiano de trabalho em Enfermagem,
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    6 indicando a necessidadede revisão do projeto pedagógico do curso dessa instituição. Algumas percepções relativas à formação apareceram de maneira evidente, destacando-se a falta de conhecimento sobre gerência, por não ter sido oferecida a disciplina de administração; estágios e carga horária insuficientes para o desenvolvimento de habilidades necessárias à assistência; além da falta de incentivos à pesquisa. Assim, dentre as contribuições que o estudo possibilitou para a revisão do projeto político-pedagógico, destaca-se a necessidade de um ensino voltado para o desenvolvimento de competências, englobando a atuação do enfermeiro nas quatro dimensões do processo de cuidar: gerência, assistência, educação e pesquisa. A busca pela excelência precisa de avaliação continua a fim de, a partir de dados reunidos, realizar os ajustes, construções e reformulações no processo ensino aprendizagem. Esse é um instrumento valiosíssimo para atingir níveis satisfatórios nesse processo. REFERÊNCIAS BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2014. BOMFIM, M.I. Formação docente em educação profissional técnica na área da saúde: trabalho, saúde e educação. Rio de Janeiro (RJ): Fundação Oswaldo Cruz; 2019. BURNIER, Suzana, Projetos de trabalhadores: os significados dos cursos profissionalizantes , 2017 ____________ Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação profissional técnica de nível médio. Brasília (DF): Ministério da Educação, 2013. NOGUEIRA, R.P. Políticas de recursos humanos em saúde e a inserção dos trabalhadores de nível técnico: uma abordagem das necessidades. In: Castro JL, organizadora. PROFAE: educação profissional em saúde e cidadania. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2014. RODRIGUES, M. S., LIMA, F. R. F., & SOARES, M. C. P. O estudante de enfermagem e sua auto-imagem relacionada à profissão. Nursing-Revista Técnica de Enfermagem, v. 57, n. 6, p. 24- 29, 2014. TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 2015.