TESES DE
LU TER O
REVISTA DA
ESCOLA DOMINICAL
Lições Bíblicas para culto doméstico, devocíonai e pequenos grupos
PROFESSOR
reforma protestante
ENCARTE
BÔNUS
t o d o s p o d e m p r e g a r
r r -
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ CONTINUADA
m a t r i z C u r r i c u l a r
B Á S I C O DE T E O L O G I A
AREAS DE
ESTUDO
•
□ 1 t
M B A
■
PRÁTICA ESTUDOS DESENVOLVIMENTO EVANGELIZAÇÃO
M INISTERIAL BÍBLIC OS ESPIRITUAL EMISSÕES
IoANO
ACONSELHAMENTO
E ÉTICA CRISTÃ
VENCENDO AS CRJSE5
HA VIDA
NOVO
TESTAMENTO
REINO, TÜDER
E GLORIA
O ESPIRITO
SANTO
AÇÀO. FRUTO.
BATISMO í DONS
LIDERANÇA
INSPÍRADORA
2oANOS P 1’ESSOAS TAREFAS EALVOS
AN TIGO
TESTAMENTO
A BIBLIA QJJL IESUS LIA
CRESCIM EN TO
SERVIÇO DO
CRISTÃO
MATURIDADE E
MORDOMIA
MISSÕES
NACIONAIS E
ESTRANG EIRAS
H IST Ó R JA DA
ASSEMBLEIA
DE DEUS
ESCALO LOG IA
BÍBLICA
REVELAÇÃO DO FUTURO
FAMÍLIA
f o r t a l e c e n d o a f a m íl ia
C i d a d a n i a e
RESPONSABILIDADE
SOCIAL DA IGREJA
5oANO
É Je s u s R O M A N O S SANTI F1C AÇÃO
CRESCIMENTO E
ORGANIZAÇÃO DA
IGREJA
Central de Atendimento: (91) 3110-2400. www.educacaocristacontinuada.com.br
R E V I S T A D A
ESCOLA DOMINICALESTUDOS BÍBLICOS TAMBÉM PARA CULTO DOMÉSTICO, DEVOCIONAL E PEQUENOS GRUPOS
DATA
.../.__/_____ LIÇÃO 1 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE....................... 5
__ /____/.____ LIÇÃO 2 TODOS PODEM PREGAR..................................................... 11
__ __________ LIÇÃO 3 AGORAÉAMINHAVEZ..........................................................17
__ /____/.____ LIÇÃO 4 HOMILÉTICA, AARTE DE PREGAR E ENSINAR.............23
__ __________ LIÇÃO 5 REFORMAPROTESTANTE: ENSINO E LEGADO.................29
__ /____ /____ LIÇÃO 6 ORGANIZANDO AS IDEIAS................................................. 35
/____/,____LIÇÃO 7 TIPOS DE SERMÃO...............................................................41
/____/____LIÇÃO 8 PODER DE DEUS NA MENSAGEM.....................................47
__ /_/._____ LIÇÃO 9 PREGAÇÃO E SEUS DESAFIOS ATUAIS............................53
__ /...._______ LIÇÃO 10 SINAL VERMELHO NO PÚLPITO......................................59
__ /____/.____ LIÇÃO 11 ENSINO EDISCIPULADO QUE FUNCIONAM................. 65
__/.— /....... LIÇÃO 12 OALUNO, O PROFESSOR EA AULA..................................71
— ------- LIÇÃO 13 0 PREGADOR PENTECOSTAL........................................... 77
Philips Câmara é Bacharel em Teologia e Ministério Pastoraf e Bacharel em Administração. É Pastor da Assembleia de
Deus em São José dos Campos-SP. Casado com Luana, tem dois filhos: Sarah e Samuel Neto.
^ 500 ANOS DA REFORMA^
Ao celebrarmos os 500 anos da
Reforma Protestante, incluímos duas
lições comemorativas nesta revista e
percebemos que um dos grandes lega­
dos da Reforma é a afirmação de que
a Igreja como uma comunidade, per­
tence a todos os membros, e não só a
uma classe exclusiva de sacerdotes. O
sacerdócio é de todos.
A Reforma Protestante foi um gran­
de avivamento orquestrado pelo Espírito
de Deus trazendo refrigério para a igreja
com um novo modelo de culto, no idio­
ma comum do povo, com a Bíblia na mão
do povo e hinos cantados peio povo. Foi
uma reforma essencialmente herme­
nêutica e homilética; isto é, uma reforma
quanto à interpretação da Bíblia e à for­
ma de proclamação da mensagem divina
por todos os cristãos para todo o mundo.
Tudo a ver com estas lições de homilética
que estudaremos.
Lutero ensinou que a pregação
deve alcançar o homem atual, ser
apresentada de maneira simples para
o povo comum assimilar, sem exibicio­
nismos ou arrogância teológica.
Festejando os 500 anos da Retor-
ma, mãos à obra, o sacerdócio é de to­
dos, você pode sim, pregar.
EXPEDIENTE
Conselho Editorial
Samuel Câmara. Oton Alencar, Jonatas Câmara,
Rui Raiol, Celso Brasil, Philipe Câmara.
Benjamin de Souza.
Editor
Samuel Câmara
Editor Assistente
Benjamin de Souza
Coordenador Editorial
Eliéri Bogo
Equipe Editorial
Antonio de Pádua Rodrigues, Gerson Araújo.
João Pedro Gonçalves, Marcos Jorge Novaes.
Marcos José de Oliveira, Marcos Ribeiro Pires,
Rodolfo Nascimento Silva. Tiago Sampaio
Espíndola. Valdez José de Souza Barbosa
Supervisão Pedagógica
Faculdade Boas Novas (FBN) e Seminário
Teológico da Assembleia de Deus (SETAD)
Repertório Musical
Rebekah Câmara
Revisores
Jailson Melo e Auristela Brasileiro
Distribuição e Comercial
Jadiel Gomes
Editoração e Projeto Gráfico
Neí Neves, Maely Freire e Tank Ferreira
Conteúdo Digital e Imagens
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Versão bíblica: Almeida Revista e Atualizada,
salvo quando indicada outra versão.
©2017. Direitos reservados. É proibida a
reprodução parcial ou total desta obra, por
qualquer meio, sem autorização por escrito
da Assembleia de Deus em Belém do Pará e
do autor oos comentários e adaptações.
Programa de Educação Cristã Continuada.
Avenida Governador José Malcher, 1571, Nazaré.
) CEP: 66060-230. Belém - Pará - Brasil. Fone: (91)
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[LÉTICA & REFORMA PROTESTANTE
LIVROS PARA LEITURA COMPLEMENTAR
Esta revista usa com o base os livros "H om ilética: M inistrando a Pa­
lavra d e Deus", d e Ernest Pettry, p u b lic a d o peio Instituto Cristão
Internacional (ICIJ. C am pinas (SP), 2008 e Reforma Protestante:
História, ensino e le g a d o , d e G ilm ar Vieira Chaves, p u b lica d o
p e la editora C entral Gospel, Rio de Janeiro, 2017,
Pedidos: (91)3110*2400
4
LIÇAO 1
1 500 ANOS DA REFORMA
PROTESTANTE
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
ORIENTAÇAO
PEDAGÓGICA
Amado Professor, chegamos
a mais uma série de iições tendo
a oportunidade única de ceiebrar
com nossos alunos os 500 Anos da
Reforma Protestante, ao mesmo
tempo em que será um momento
propício para o Espírito Santo fa­
zer arder a chama da Pregação no
coração deles.
Aproveite para se especiali­
zar um pouco mais sobre a Idade
Média e a história da Igreja nesse
período, a fim de contextualizar a
Reforma Protestante.
Destaque a importância da Re­
forma Protestante que, além de
trazer uma nova forma de inter­
pretar a Bíblia, nos deu uma nova
forma de proclamação da mensa­
gem divina.
Enfatize que a partir desse
momento a Bíblia passou a ser
considerada como a única fonte
legítima de norteamento da fé e da
prática cristãs. Ela que é a nossa
espada em meio às lutas da vida.
OBJETIVOS
•Assimilar os fatos que favore­
ceram a Reforma Protestante.
•Compreender o nosso tempo
e as necessidades da Igreja atual.
•Entender como a Reforma al­
terou a história.
PARACOMEÇAR A AULA
Traga para a sala de aula al­
gumas cópias das 95 Teses, dis­
tribua entre os alunos ou fixe-as
em um quadro para que possam
ter contato com o documento.
Dê cinco minutos para que
possam escolher uma das te­
ses, e ao final da aula peça que
alguns deles comentem comple­
mentando com o que aprende­
ram na lição.
PALAVRAS-CHAVE
Reforma * Contexto Histórico
Precursores
RESPOSTAS DA PAGINA 10
1) Fragmentação política e enfraquecimento do
autoritarismo da Igreja Católica.
2) John Wycliffe, John Huss e Girolamo Savonarola.
3) A Bíblia como sua intérprete e única fonte de revelação.
I
Liçõo 1 - 500Anos da Reforma Protestante
LEITURA COMPLEMENTAR
A Reforma Protestante foi um dos eventos mais marcantes na história
recente da humanidade. Não é exagero afirmar que, para compreender
o tempo presente, faz-se necessário conhecer o Movimento Reformador.
Seus desdobramentos alcançaram a massa populacional europeia
(onde o fenômeno teve início) e abalaram os pilares de todo mundo me­
dieval. O Movimento não foi apenas religioso, mas envolveu aspectos po­
líticos, econômicos, sociais, culturais e filosóficos da Europa.
A Reforma também gerou as igrejas chamadas evangélicas aqui no
Brasil. Logo, para construir sua identidade de fé e saber de onde veio e
para onde vai, o cristão protestante precisa estudar sua história, refletir
sobre seus tratados doutrinários e aplicar seus princípios à vida(,„).
Desde a Antiguidade até o século 16, a Igreja sofreu grandes e drás­
ticas transformações no campo doutrinário. No processo histórico, além
de se adaptarem aos paradigmas religiosos dos povos circunvizinhos, os
cristãos — na ânsia de encher os templos — acabaram renunciando aos
princípios bíblicos, para incorporar práticas pagãs em seus cultos(...).
Digno de nota foi o famigerado pagamento de indulgências. Lute-
ro combateu veementemente este ensino, que foi um dos motivos para
redação de suas 95 Teses. Naquela época, o clero romano estava empe­
nhado na reconstrução da Basílica de São Pedro em Roma. Os fiéis foram
induzidos a fazer suas doações, e, quando suas ofertas eram colocadas
no gazofilácio, o ofertante, automaticamente, era declarado perdoado dos
seus pecados. Os valores doados eram proporcionais à gravidade da falta
cometida(...).
Para piorar a questão, a missa deixou de ser conduzida na linguagem
do povo. 0 latim, antigo idioma romano, cristalizou-se como linguagem
cúltica e sagrada — havia, inclusive, aqueles que diziam ser o latim a lín­
gua dos anjos, falada nos céus. A Bíblia e os tratados teológicos produzi­
dos à época, ainda que raros, eram escritos nessa língua. Logo, quase a to­
talidade da população europeia, que já não sabia ler ou escrever, também
não tinha acesso à Bíblia em seu idioma — e muito menos entendia o que
se passava durante o culto.
Livro: “Reforma Protestante: História, ensino e legado“ (Central Gospel, Rio de Janeiro,
2017, pgs. 15,18,19)
v _____________________________________________________________________________________
[[
Estudada em ___ /___ /
500 ANOS DA
REFORMA
PROTESTANTE
Texto á u reo
'Visto que a justiça de Deus se revela
no evangelho, de fé em fé, como está
escrito: Ojusto viverá por fé."
Rm 1.17
-JÎïiiU'
VERDADE PRÁTICA
Conhecer a história da Reforma
nos ajuda a compreender melhor
a igreja no presente.
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda - lTm 2.5
Jesus é o nosso único mediador
Terça-At 4.11
Cristo é a pedra fundamental da Igreja
Quarta -1 Jo 1.9
Deus é fiel ejusto paraperdoar pecados
Quinta - Mt 10.8
Agraça de Deus não tem preço
Sexta - Hb 4.15#16
Acesso àgraça por meio de Cristo
Sábado - At 15.8-11
Salvos pela graça de Jesus
LEITURA BÍBLICA
Romanos 1.16-20
16 Pois não me envergonho do evan­
gelho, porque é o poder de Deus para
a salvação de todo aquele que crê, pri­
meiro do judeu e também do grego;
17 visto que a justiça de Deus se revela
no evangelho, de fé em fé, como está
escrito: Ojusto viverá por fé.
18 Aira de Deus se revela do céu contra
toda impiedadee perversãodos homens
que detêm averdade pela injustiça;
19 porquanto o que de Deus se pode
conhecer é manifesto entre eles, por­
que Deus lhes manifestou.
20 Porque os atributos invisíveis de
Deus, assim o seu eterno poder, como
também a sua própria divindade, cla­
ramente se reconhecem, desde o prin­
cípio do mundo, sendo percebidos por
meio das coisas que foram criadas. Tais
homens são, por isso, indesculpáveis;
Hinos da Harpa: 581 - 330 - 15
5
Lição 1 - 500Anos da Reforma Protestante
( >
5 0 0 ANOS DA REFORMA
PROTESTANTE
INTRODUÇÃO
L ANTECEDENTES DA REFORMA
1. Antecedente Político
2. Antecedente Geográfico
3. Antecedente Religioso
II. PRECURSORES DA REFORMA
1John Wycliffe (1324-1384)
2. John Huss (1369-1415)
3. Girolamo Savonarola (1452-1498)
III. A REFORMA
1, Romanos 1,17
2, As 95 Teses
INTRODUÇÃO
No início do Século XVI, o mundo
estava no limiar de grandes mudan­
ças, especialmente as concernentes
à vida religiosa, as quais alterariam
para sempre a forma de vermos a
vida e o mundo ao nosso redor. A
Reforma Protestante foi uma das
principais, sendo ela mesma o re­
sultado de uma série de fatores.
Adata histórica da Reforma Pro­
testante, protagonizada por Mar-
tinho Lutero é 31 de outubro de
1517, portanto, em 2017, grandes
eventos ocorrem em todo o mundo
celebrando os 500 anos da Reforma.
Nós também fazemos nossa home­
nagem incluindo nesta revista duas
lições especiais sobre o terna.
I. ANTECEDENTES DA
REFORMA
3. Efeito das Teses
APLICAÇÃO PESSOAL
A Idade Média, chamada de
Idade das Trevas, na realidade, foi
o período de gestação e amadure­
cimento da grande civilização cris­
tã que surgiu a partir da Reforma.
1. Antecedente Político, As
mudanças ocorrem com o surgi­
mento das nações-estados, quando
a Europa começa a se fragmentar
em países politicamente indepen­
dentes uns dos outros (por exem­
plo: Inglaterra, França, Espanha,
Portugal etc.), livres e soberanos,
não mais subordinados a um poder
central e dominador, anteriormen­
te representado pelo papado.
6
Lição 1 - 500Anos da Reforma Protestante
A despeito disso, o poder dos
soberanos precisava da legitimação
da Igreja, que conferia um caráter
de "ordenação divina" às monar­
quias europeias. Isso tudo ocorria
em meio a grande corrupção.
2. Antecedente Geográfico.
As grandes navegações realizadas
por Portugal e Espanha, que logo
se tornaram duas superpotências,
desencadearam as grandes des­
cobertas de novas terras, fazendo
com que o mundo não se limitasse
mais à Europa.
0 "novo mundo" trouxe no­
vos horizontes de conquista e ex­
pansão, com seus desafios e pro­
blemas, mas também com suas
enormes riquezas, e com isso, o
favorecimento da troca de ideias
que desencadearam novos proces­
sos de entendimento da vida nos
aspectos sócio-políticos, econômi­
cos e religiosos.
3, Antecedente Religioso. As
mudanças políticas e geográficas
forneceram as bases para a mu­
dança religiosa, em contraposição
ao autoritarismo da Igreja Católica
Romana, que se tornou insusten­
tável. De certa forma, ficou paten­
te que o Catolicismo Romano não
mais preenchia os anseios espiri­
tuais do povo - que se sentia opri­
mido e buscava uma religião mais
prática e satisfatória tampouco
respondia às suas indagações e
expectativas quanto ao futuro e a
eternidade.
Nesse ambiente vicejou uma
indefectível reforma religiosa,
cujo escopo tinha a finalidade de
levar as pessoas a se aproximarem
de Deus "sem outros intermediá­
rios" e tão somente através de um
relacionamento íntimo com Ele
através da fé em Jesus Cristo: esse
foi o âmago da Reforma!
II. PRECURSORES DA
REFORMA
O Papa se considerava o único
intérprete legal da revelação divina,
A população era mantida na igno­
rância e alimentada com todo tipo
de crendices, superstições, medo do
inferno, e também na "compra” de
um lugar no céu através das Indul­
gências. Nesse cenário surgem mui­
tos personagens combatendo estes
erros, dentre os quais:
1, John Wydiffe (1324-1384).
John Wydiffe nasceu na Inglaterra
em 1324. Ele foi aluno e profes­
sor da Universidade de Oxford e é
considerado um dos precursores
da Reforma Protestante. Wydiffe
deixou dezenas de obras escritas,
além da primeira tradução da Bí­
blia para o inglês. Seu intuito era
oferecer ao povo uma Bíblia isenta
da manipulação católica, que in­
cluía os livros apócrifos.
Ensinou de forma enfática o sa­
cerdócio universal dos crentes, que
preconizava que qualquer pessoa
pode comunicar-se com Deus, sem
a mediação da Igreja (lTm 2.5).
7
Lição 1 - 500Anos da Reforma Protestante
Combateu as distorções do catoli­
cismo, condenando o pagamento
de indulgências e a corrupção geral
do Clero. Ele pregava a moralização
da igreja e o afastamento das lide­
ranças comprometidas com práti­
cas sabidamente pecaminosas.
Era um teólogo extraordinário
que pregava a autoridade supre­
ma das escrituras na vida cristã,
contestando a posição tradicional
da Igreja Católica.
Combatia terminantemente a
condição do Papa como substitu­
to de Pedro e cabeça da igreja (Mt
16.18}, reafirmando que o cabeça
da igreja é Cristo (Ef 1.22,23).
2. John Huss (1369-1415).
Huss nasceu na cidade de Husinec,
a 75Km de Praga, na República
Tcheca. Estudou na Universidade
de Praga, onde foi também pro­
fessor e reitor; foi um grande pen­
sador cristão, além de importante
precursor da Reforma.
Os escritos de )ohn Wycliffe cau­
saram profunda impressão em John
Huss, que combateu o pagamento de
indulgências — prática que conside­
rava sem valor algum para o perdão
divino — e a corrupção do clero ca­
tólico. Em 6 de julho de 1415, na ci­
dade de Constança, foi condenado e
queimado vivo em praça pública,
Enquanto chamas consumiam
seu corpo, ele entoava hinos de
adoração ao Senhor. Dizem que, an­
tes de morrer, Huss vaticinou que
aqueles homens estavam queiman­
do um ganso (hus, na língua boê-
mia, significa ganso), mas cem anos
depois apareceria um cisne, e esse,
ninguém poderia segurar. Muitos
referem essa profecia à figura do
Reformador Martinho Lutero.
3. Girolamo Savonarola
(1452-1498). Savonarola nasceu
em Ferrara, Itália, em setembro de
1452. Desistiu da Medicina para
dedicar-se à vida religiosa, basean­
do suas ações em Florença. Savo­
narola atacou o mau-caráter e os
desmandos do Papa Alexandre VI.
Ficou conhecido por conside­
rar-se um profeta e por ter queima­
do um grande volume de obras de
artee íívros, por entender serem de
natureza imoral. Ele não se opunha
a todas as criações artísticas, mas
reprovava aquelas que promoviam
imoralidade ou retratasse de modo
impróprio as figuras bíblicas.
0 Vaticano passou a conside­
rá-lo um inimigo, excomungou-o
e em 23 de maio de 1498, Savo­
narola foi condenado à morte por
enforcamento em praça pública
na cidade de Florença, tendo o seu
corpo queimado posteriormente.
III. A REFORMA
A Reforma Protestante atingiu
o âmago do poder da Igreja, motivo
pelo qual foi tão ferozmente perse­
guida. O ponto central da Reforma
de Lutero foi não mais reconhecer
a Igreja Católica como a intérprete
exclusiva das Escrituras, propondo
a Bíblia como a única fonte de Re-
8
Lição 1 - 500Anos da Reforma Protestante
velação e a melhor intérprete de si
mesma. Este é, sem dúvida, o ponto
mais importante para a história da
civilização ocidental.
1. Romanos 1.17. 0 entendi­
mento de Romanos 1.17, por Lute-
ro, foi decisivo para a Reforma. A
expressão "justiça de Deus" trazia
grande tormenta à sua alma, pois
o fazia pensar que ninguém pode­
ria justificar-se diante de Deus, ou
seja, ele estava condenado ao in­
ferno, como se ensinava na época.
Foi então que, meditando sobre
o texto, entendeu que a justiça de
Deus não se referia ao castigo divi­
no, mas sim ao fato de a justiça do
justo não ser obra dele próprio, mas
sim de Deus. A fé e a justificação do
pecador são dons gratuitos de Deus.
Em decorrência dessa conclusão,
Lutero disse: "Senti que havia nascido
de novo e que as portas do Paraíso me
haviam sido abertas, Todas as Escri­
turas tinham novo sentido. Apartir de
então, a frase "a justiça de Deus" não
me encheu mais de medo e ódio, mas
se tomou indizivelmente doce em vir­
tude de um grande amor"
Por mais de mil anos a igreja
Católica disseminou o ensino de
que a salvação era alcançada por
fé e obras, bem como por meio
da participação de 7 sacramentos
administrados pelos sacerdotes.
Dessa forma, a nova descoberta de
Lutero era algo absolutamente dis­
tante da consciência das pessoas,
que em sua grande maioria, nem
sabiam ler e apenas aceitavam por
fideísmo no que a igreja lhes impu­
nha, a qual era também dedentora
da Bíblia unicamente no Latim.
2. As 95 Teses. Umobscuro mon­
ge chamado Martinho Lutero, em 31
de outubro de 1517, afixou um do­
cumento composto de 95 Teses na
porta da Catedral de Wittemberg,
na Alemanha, no qual conclamava a
Igreja a voltar à obediência da Pala­
vra de Deus e às práticas evangélicas
da Igreja Primitiva, conforme cons­
tam nas Sagradas Escrituras.
Esse evento simples, normal­
mente utilizado por aqueles que
queriam discutir pubiicamente al­
guma proposta acadêmica de cunho
bíblico ou teológico, tomou um vo­
lume descomunal, até que desenca­
deou o que conhecemos historica­
mente como a Reforma Protestante.
O documento com as 95 Teses
afixado por Lutero na porta da Ca­
tedral de Wittemberg trazia o se­
guinte enunciado:
"Por amor à verdade e movido
pelo zelo de elucidá-la, será dis­
cutido em Wittemberg, sob a pre­
sidência do Rev. Padre Martinho
Lutero, mestre das Artes Livres e
professor catedrático da santa Teo­
logia ali mesmo, o que se segue. Pe­
de-se, que aqueles que não pude­
rem estar presentes para tratarem
do assunto verbalmente conosco,
o façam por escrito. Em nome do
nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.”
3. Efeito das Teses. O efeito
destas teses (a serem estudas na
9
Lição 5) foi tão inesperado, que não
ficou só entre os letrados, em pou­
cas semanas as mesmas se espa­
lharam por toda a Alemanha e para
outras partes da Europa, chegando
ao conhecimento do povo em geral.
Foi então que o povo passou a
sentir que nestas teses se anunciava
uma libertação do jugo de um siste­
ma clerical que, em vez de servir, do­
minava as almas de todos os fieis. Isso
desencadeou a Reforma Protestante.
já faz 500 anos. As teses de Lu-
tero eram curtas mas profundas,.Os
efeitos da Reforma revolucionaram
a Igreja, principalmente por ter com­
batido a ideia de que só o Papa e seus
sacerdotes podiam terem mãos a Bí­
Lição 1 - 500Anos do Reforma Protestante
blia e interpretá-la. Osacerdócio é de
todos os cristãos, Todos devem ter
em suas mãos a Bíblia, todos podem
conhecer e pregar a Palavra.
Na lição 5 voltaremos aos 500
anos da Reforma, com mais detalhes.
r : a
APLICAÇAO PESSOAL
Entender os antecedentes da
Reforma pode nos ajudar a com­
preender o nosso tempo e as gran­
des necessidades da Igreja atual,
para que a nossa geração também
possa avançar na Reforma ou fa­
zer uma nova, se necessário.
v _________________________________
---------------------------------------------------------------------------------------- ---- 
RESPONDA
1) Q uais fatores deram base à Reform a Protestante na Europa?
2) Cite o nome dos principais precursores da Reforma Protestante.
3) Qual foi o ponto central da Reforma de Lutero7
VOCABULÁRIO:
*Indefectível: que não se pode destruir, que sempre existirá; eterno, imutável, indestrutível, imperecível,
• V icejar: ter viço ou dar viço a; desenvolver oom força; manifestar-se com força e copiosamente.
AS 95 TESES DE LUTERO
Confira a íntegra do docum ento no encarte desta revista.
10
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição
é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Professor, que bom encon­
trá-lo em mais um trimestre da
Escola Dominical, tendo a opor­
tunidade de ensinar sobre a Ho-
miiética de uma forma mais aces­
sível aos seus alunos. Este é um
assunto relevante para a Igreja.
Iniciar o estudo das 13 lições
com o tema Reforma Protestan­
te 500 Anos; Todos Podem Pregar
facilitará a aproximação com o
tema geral desta revista, ajudan­
do na compreensão de seus alu­
nos sobre a pertinência do assun­
to para a prática crista, mesmo
que alguns digam não serem cha­
mados para pregar.
Faça com que entendam que
não precisam subir no púlpito
da igreja, mas que haverá situa­
ções em que terão que "manu­
sear bem a PalavraJJ, pois todos
fomos comissionados a pregar o
Evangelho.
PALAVRAS-CHAVE
Pregação • Vocação • Mensagem
OBJETIVOS
•Entender que todos podem e
devem pregar.
•Compreender o ouvinte
como destinatário da mensagem.
•Saber da importância da
mensagem pregada.
PARACOMEÇARA AULA
inicie a aula dando as boas-vin­
das aos seus alunos, em seguida
leia com eles o Sumário, apresen­
tando cada üção.
Antes de começar a exposição
pergunte quais deles se sentem voca­
cionados para pregar a Palavra para
um público maior. E para uma pessoa
ou pequeno grupo. Depois, pergun­
te quantos desses têm se preparado
para isso e, por último, quantos têm
exercido na prática o seu chamado.
Note que o levantar das mãos
vai diminuindo conforme vão se
dando as perguntas. Conscíentize-
-os sobre a importância do chama­
do que receberam e que a todos foi
dada a Grande Comissão.
RESPOSTAS DA PAGINA 16
1) A pregação da Palavra
2) Preparar-se e colocar em prática o seu chamado.
3J Ser alcançado e transform ado.
I
Lição 2 - Todos Podem Pregar
LEITURA COMPLEMENTAR
De todos os temas da pregação bíblica, nenhum é mais importante do
*
que comunicar as boas novas da salvação. E básico, porque sem a mensa­
gem da salvação, não há razão de ser para outras mensagens. Jesus orde­
nou Seus seguidores: "Portanto ide, ensinai todas as nações", proclaman­
do a mensagem de salvação como testemunho a toda a humanidade (Mt
28.19; 24.14). Além disto, Jesus tornou clara a questão em jogo: "Quem
crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" (Mc
16.16; Jo 3.15-21, 36). Nada menos do que a vida eterna versus a morte
eterna está em jogo quando a mensagem da salvação é pregada.
Ao apresentar a mensagem da salvação, duas coisas devem ser enfa­
tizadas:
1) que todas as pessoas são pecadoras, e
2) que Cristo é o Seu Salvador
Muitas pessoas, no entanto, não compreendem seu problema nem
aquilo que pode transformar a sua situação. Devemos mostrar-lhes que o
problema é que todos pecaram.
0 pecado de Adão atingiu a todas as pessoas, porque Adão foi a cabe­
ça que representou a totalidade da raça humana. Quando ele caiu, a raça
caiu, e todas as pessoas herdaram uma natureza pecaminosa. A natureza
pecaminosa é a causa da teimosia das pessoas, da sua rebeldia, e da sua
desobediência para com a lei de Deus (G1 5.19-21). A natureza pecamino­
sa, pois, leva as pessoas a cometerem atos pecaminosos.
0 resultado do pecado das pessoas é a separação de Deus e entre si
mutuamente. Por causa da sua natureza pecaminosa, as pessoas são cor­
ruptas. Cada parte da sua natureza humana - as emoções, o intelecto e a
vontade - tem sido afetada. São totalmente indefesas e incapazes de sal­
var a si mesmas. Suas mentes ficaram tão corrompidas pelo pecado que
não podem compreender nem apreciar as coisas espirituais (ICo 2.14).
Para elas, as coisas espirituais são estultas, não são razoáveis. Sem o en­
tendimento espiritual, não podem captar as coisas de Deus.
Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICl, São Paulo, 2007, págs. 107,108).
___________________________________________________________________ :_______/
li
LIÇÃO 2
TODOS PODEM
PREGAR
T exto á u r e o
''Vós sois testemunhas destas
coisas" Lc 24.48
Estudada em ___ /___ /____
( ^
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda - Mc 16.15
Pregação, uma ordem divina
Terça - Jo 15.16
Pregador, uma escolha divina
Quarta - 2Tm 1.9
Pregar, uma vocação divina
Quinta - ls 52.7
Pregando as boas novas
Sexta - ICo 2.4
Pregando com poder
Sábado - Rm 10.14
Pregar, uma necessidade
LEITURA BÍBLICA
Lucas 24.45-49
45 Então, lhes abriu o entendi­
mento para compreenderem as
Escrituras;
46 e lhes disse: Assim está escri­
to que o Cristo havia de padecere
ressuscitar dentre os mortos no
terceiro dia
47 que em seu nome se pregasse
arrependimento para remissão
de pecados a todas as nações, co­
meçando de Jerusalém.
48 Vós sois testemunhas destas
coisas.
49 Eis que envio sobre vós a pro­
messa de meu Pai; permanecei,
pois, na cidade, até que do alto
sejais revestidos de poder.
Hinos da Harpa: 93 - 115 - 167
v_________________________________j
i i
Lição 2 - Todos Podem Pregar
r " " ^
TODOS PODEM PREGAR
INTRODUÇÃO
L O PREGADOR
1. Chamada gera! e específica Mc16.15
2. Preparo 2Tm2.i5
3. Prática 2Tm22
IL A PREGAÇÃO
1. Pregação e exemplo 2Tm2lS
2. Importante missào Mt28.20
3. Mensagem inspirada 1Co2A
INTRODUÇÃO
Queremos, através destas li­
ções, mostrar que você, homem
ou mulher, pode e deve pregar o
Evangelho. Pregar a Palavra de
Deus, além de um privilégio, é
uma ordem do maior pregador
da História, Jesus Cristo: 'Ide por
todo 0 mundo e pregai 0 Evange­
lho a toda criatura"' (Mc 16.15).
A pregação é 0 instrumento
que Deus mais usou, continua
usando e sempre usará para tra­
zer homens à Salvação.
Esta missão não é exclusivi­
dade de pastores e mestres. Todo
filho de Deus recebeu poder para
esse intento, daí a importância de
estudar a Homiiética,
IIL OOUVINTE
1. Precisando de Deus Lc24.47
2. Alcançado pela Palavra Rm1.16
3. Transformado pela Palavra At2.37-41
APLICAÇÃOPESSOAL
L O PREGADOR
O pregador precisa tomar a
verdade de Deus e torná-la parte
de sua experiência própria a fim
de, quando falar, seja Deus quem
fale através dele.
1. Chamada geral e especí­
fica. Embora reconheçamos que
haja um chamamento especial de
Deus para determinadas pessoas
se tornarem pregadores, também
sabemos que esta tarefa não é
uma exclusividade de pastores e
mestres. Todo filho de Deus re­
cebeu 0 sagrado privilégio de mi­
nistrar a Paiavra de Salvação aos
pecadores. Pregar não é simples­
mente uma escolha; é uma voca­
12
ção divina e#portanto, irrevogável
(ICo 9.16). Nâo é para trazer fama
ou ganhar dinheiro; é para trazer
vidas ao genuíno conhecimento
das verdades de Deus.
Aquele que ministra deve ter
consciência que sua vida nesta
terra tem um propósito. Quando
essa chama arde em seu coração,
ele sabe que se não cumprir seu
chamado haverá um vazio em seu
coração. É notório que quando
alguém é vocacionado, sua men­
te, suas emoções, seus sonhos e
seus desejos são o de alcançar vi­
das para o reino de Deus. Oramos
para que isto aconteça com você
(Mc 16.15; Jo 15.16).
2. Preparo. Deus vocaciona
e chama, porém cabe ao homem
preparar-se. Paulo foi chamado
por Jesus para anunciar o Evange­
lho, porém passou quatorze anos
preparando-se para isso (G1 2.1).
Aquele que é chamado para anun­
ciar a Palavra deve ter consciência
que milhares de pessoas precisam
ouvir o que virá de seus lábios, por­
tanto, não é de qualquer jeito. Deve
ter toda uma preparação física,
emocional e espiritual (2Tm 2.15).
0 chamado pode ser feito do
dia para a noite, em um momen­
to específico, porém a preparação
não; é algo constante, para ser fei­
to no dia a dia. Sem uma prepara­
ção adequada ninguém irá muito
longe. A preparação é muito mais
que embasamento teórico. Eia é
prática, como um dia declarou o
Lição 2 - Todos Podem Pregar
Nada deveria ser o
alvo do pregador a não
ser a glória de Deus
através da pregação
do Evangelho da
salvação"
(C. H. Spurgeon)
grande cientista Albert Einstein:
"Minhas grandes descobertas pos­
suem um segredo: 10% são inspi­
ração, e 90% transpiração". Tra­
balho, e trabalho árduo, é a razão
das grandes conquistas. Deus faz
o chamado e espera que o homem
corresponda a esse chamado, e as­
sim prepare-se para o mesmo.
3. Prática. Uma vez que Deus
chama, e o homem se prepara, o
que vem a seguir? Chegou a hora
de colocar em prática. A prática
nada mais é do que agir e transmi­
tir aos ouvintes (2Tm 2.2). A prega­
ção visa alcançar todas as pessoas.
O pregador não é um mero
transmissor de ideias, mas um
exemplo vivo do poder de Deus
para a salvação. Aquele que vai
transmitir a mensagem deve sa-
ber que é o canal de Deus para
trazer pessoas ao conhecimento
das verdades sagradas (Tg 1.22).
Sua boca falará do que o coração
está cheio, e as experiências vivi­
das serão realidade para quem as
ouvir, tendo o anseio de cumprir
o que foi ministrado.
13
II. A PREGAÇÃO
É um sublime privilégio saber
que Deus escolheu você para a
maior responsabilidade do Univer­
so: trazer a mensagem do próprio
Deus para a humanidade: "Não fos­
tes vós que me escolhestes a mim;
pelo contrário, eu vos escolhi a vós
outros e vos designei para que va­
des e deis fruto, e o vosso fruto per­
maneça" (Jo 15.16)-
1. Pregação e exemplo. 0
viver cristão é prática indispen-
sável para a boa pregação. Nosso
Senhor Jesus Cristo, ao convocar
homens simples e humildes para
serem Seus discípulos, e instruí-
-los através de ensinamentos prá­
ticos a como procederem como
pregadores do Evangelho, deu-nos
um exemplo da importância de se
aliar a exposição da Palavra às
práticas de uma vida cristã genuí­
na. 0 pregador do Evangelho é um
arauto das boas novas.
0 Apóstolo Paulo, comentando
acerca da importância dessa pro­
clamação, afirma: "aprouve a Deus
salvar os que creem pela loucura
da pregação” (ICo 1.21). E tam­
bém recomenda que aquele que se
dispõe a pregar o Evangelho deve
portar-se de forma irrepreensível:
"...que não tem de que se envergo­
nhar..." (2Tm 2.15).
Assim, a Bíblia nos revela que,
desde os primórdios, o amor de
Deus sempre foi exposto por ser­
vos comprometidos com a verda-
Lição 2 - Todos Podem Pregar
Quando você prega
a Palavra, Deus dá
os resultados. Ele os
garante."
de e com o testemunho cristão,
correspondente.
2. im portante missão. 0
mais elevado de todos os cha­
mados é o chamado para pregar
o Evangelho de )esus Cristo (Mc
16.15), A Bíblia diz que Jesus pas­
sou a noite em oração no monte, e
depois escolheu os Seus discípu­
los (Lc 6.12-13).
A maior vocação do homem é
ser chamado por Deus para realizar
a Sua obra; e a maior missão do ho­
mem de Deus é levar a mensagem
de salvação aos outros homens,
coisa que anjos não puderam fazer.
Inclusive quando Cornélio estava
há vários dias orando e jejuando,
apareceu um anjo e mandou cha­
mar a Pedro para anunciar-lhe o
Evangelho (At 10).
Os discípulos, após terem sido
chamados por Cristo, foram capa­
citados pelo Espírito Santo para
anunciar com ousadia a Palavra
de Deus (At 4.31).
3. Mensagem inspirada. 0
que é mais admirável acerca do
ministério é Deus usar um pobre
homem e lhe confiar o tesouro
precioso da Sua mensagem (ICo
14
Lição 2 - Todos Podem Pregar
2.4). Quando Deus chamou os
profetas do Antigo Testamento, os
reis, sábios, pescadores, doutores,
publicanos, os capacitou com Seu
Espírito, concedendo a eles a ins­
piração da Sua palavra: "porque
nunca jamais qualquer profecia foi
dada por vontade humana; entre­
tanto, homens [santos] falaram da
parte de Deus, movidos pelo Espí­
rito Santo.” (2Pe 1.21).
Quando o Senhor se revelou a
Ananias para ir até à Rua chama­
da Direita, perguntando na casa
de Judas por um homem cha­
mado Saulo de Tarso, ele não foi
sem uma mensagem. Deus deu
a ele a mensagem inspirada (At
9.10-18). A Bíblia é a maior men­
sagem revelada por Deus aos ho­
mens, mostrando a fonte da ver­
dade que o povo de Deus precisa
conhecer e anunciar.
III. O OUVINTE
Somente uma genuína pala­
vra vinda da parte de Deus pode
mudar o curso da história hu­
mana. A mensagem é como uma
flecha, que é lançada rumo a um
alvo. O principal alvo da mensa­
gem é o coração daqueles que a
receberão. Isto deve estar bem
definido na mente do pregador e
bem claro aos ouvintes no fim da
mensagem. Uma das formas pela
qual podemos saber se alcança­
mos o alvo é observando como
aqueles que ouviram a Palavra
responderam ao apelo final.
1. Precisando de Deus. ln-
felizmente, vivemos em tempos
de afastamento da Palavra de
Deus e, consequentemente, es­
friamento da fé (Mt 24.12). To­
das as vezes em que a Palavra
de Deus é negligenciada, a Igre­
ja e o mundo sofrem consequên­
cias danosas em todas as áreas
e, principalmente, no âmbito
moral. Há uma natural aquies­
cência do pecador ao desvio da
Palavra, pois ele sempre quer
adiar o confronto inevitável com
a retidão de Deus.
Talvez isso explique a facili­
dade e, até mesmo, o fascínio que
muitos têm por pregações superfi­
ciais e com um alto teor apelativo
emocional. Há uma necessidade
urgente da pregação da Palavra de
Deus, pois só ela pode trazer um
avivamento genuíno e verdadeiro
à Igreja (Lc 24.47).
2. Alcançado pela Palavra.
Tudo foi criado por Deus com um
objetivo, um propósito, desde
a menor célula ao maior ser do
Universo. A mensagem que Deus
deu ao homem possui o propó­
sito maior de revelar a vontade
de Deus ao homem (Ef 1.9-11).
Toda a Bíblia possui uma só men­
sagem central: a salvação do ho­
mem através de Jesus Cristo (Rm
1.16). A mensagem deve tocar os
corações e as mentes de quem a
ouve. Uma mensagem com pro­
pósito alcançado é aquela que
muda as vidas.
15
Lição 2 - TodosPodem Pregar
Quando vidas são impactadas
peta mensagem ministrada po­
demos afirmar que alcançamos o
que havia sido proposto,
3. Transform ado pela Pa­
lavra. Uma mensagem eficaz é
aquela que alcança os seus obje­
tivos. Um belo sermão que recebe
aplausos e elogios, mas não leva
ao convencimento, não alcançou
seu principal objetivo. Levar o
ouvinte a uma decisão é tarefa
séria e cuidadosa, que deve ser
trabalhada durante toda a prega­
ção (Js 24.15; Mt 11.28).
Quando o objetivo da mensa­
gem é alcançado, vidas são trans­
formadas. Pedro pregou uma men­
sagem simples e objetiva e cerca
de três mil pessoas entregaram
suas vidas a Jesus (At 2.38-41).
( I a
APLICAÇÃO PESSOAL
Ao longo dos séculos, milha­
res de pessoas têm sido transfor­
madas por pregações inspiradas
pelo Espírito Santo. 0 pregador
é apenas um canal que Deus usa
para mostrar Sua vontade por
meio da mensagem ministrada.
V ____ J

RESPONDA
1} Qual é o instrum ento que Deus m ais tem usado para trazer os hom ens à salvação?
2) Deus vocaciona o pregador mas o que cabe ao homem fazer?
3) O que deve acontecer com a pessoa que ouve a m ensagem ?
L J
16
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LIÇÃO3
AGORAÉ A MIN HA VEZ
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição
é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Professor, esteja preparado
para falar de uma das principais
dificuldades que quase todo cris­
tão enfrenta: a falta de coragem, ou
timidez para anunciar o Evangelho.
Talvez seja por isso que mui­
tos crentes "de banco" prefiram
deixar para o Pastor, para o Evan­
gelista e Missionários a missão de
levar a Palavra a todos.
Pesquise sobre medo, timidez,
coragem e fé. Isso lhe dará supor­
te para falar desses assuntos na
sala de aula.
Procure exemplos de pessoas
da atualidade que superaram o
medo e a timidez, sendo vitoriosas
ao enfrentar as adversidades.
Ao final da aula seus alunos de­
verão sair motivados a cumprir o
IDE. Ore com eles para que o Espí­
rito Santo lhes dê unção e ousadia
(2Tm 1,7).
PALAVRAS-CHAVE
Timidez • Coragem • Oportunidades
1
OBJETIVOS
•Estar preparado para falar
sobre Jesus nas oportunidades
que surgirem.
•Entender que a timidez é
uma barreira para a pregação do
Evangelho.
•Compreender que Jesus não
nos teria dado a Grande Comissão
se ela não fosse possível.
PARACOMEÇAR A AULA
Pergunte aos seus alunos o que
os impediria de pregar o Evange­
lho. Peça que escrevam a resposta
em um pedaço de papel.
Peça que leiam e escrevam no
quadro uma palavra que sinteti­
ze cada resposta. Conte quantas
vezes a palavra timidez/medo foi
mencionada. Pronto. Inicie a aula
a partir daqui.
Ao findar a lição pergunte se
algum deles mudaria a resposta
dada no início da aula. Aproveite
para orar com eles.
RESPOSTAS DA PÁGINA 22
1) Saudação, Testemunho, Palavra e Sermão.
2) O medo.
3) 2 Timóteo 1.7.
Lição 3 - Agora é a Minha Vez
A
LEITURA COMPLEMENTAR
"Ainda sinto a vergonha e o fracasso. Eu fiz o melhor que pude, mas
ninguém ficou comovido pela minha pregação. Quando os crentes vieram
para orar, ajoelhei-me num canto e chorei incontrolavelmente: o sermão...
a pregação... foi um fracasso total... e o pior de tudo é que ninguém veio
para frente para receber a salvação! Deus Se enganara? Não, eu comete­
ra o engano. Era isto... Deus não me chamara. Eu não fora chamado para
pregar... Nunca mais pregaria... Enquanto estava encolhido ali na minha
miséria, uma mão tocou o meu ombro. "Irmão, quer ajudar-nos a orar
com aqueles que vieram à frente?". Não podia crer no que viam os meus
olhos! Onze pessoas tinham chegado à frente para receber a salvação"
0 escritor destas palavras veio a ser um pastor bem-sucedido e um
pregador de destaque, mas escreveu aquelas palavras quando estava
apenas começando a pregar. Sua experiência demonstra que uma pes­
soa que ama as almas dos homens pode pregar o Evangelho e ganhá-los
para o Senhor.
Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICI, São Paulo, 2007, pág. 15).
V - _______________________________________________________________________
Educação
Teológica
Formação em
Diversas Áreas
Reconhecimento
Venha estudarem um dos Seminários Teológicos
mais tradicionais do Brasil, venha para o SETAD.
n
SEMlMÁRIO TEOLÓGICO
DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM BELÉM-PA
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EI
Estudada em ___ /___./
r 
DEVOCIONAL DIÁRIO
Verdade Prática
A timidez pode impedir a
concretização dos propósitos de
Deus em nossa vida e de outros.
Hinos da Harpa: 46 - 132 - 220
Á______________________________- J
LEITURA BÍBLICA
Êxodo 4.10-13
10 Então, disse Moisés ao SE­
NHOR: Ah! Senhor! Eu nunca fui
eloquente, nem outrora, nem de­
pois que falaste a teu servo; pois
sou pesado de boca e pesado de
língua.
11 Respondeu-lhe o SENHOR:
Quem fez a boca do homem? Ou
quem faz o mudo, ou o surdo, ou
o que vê, ou o cego? Não sou eu, o
SENHOR?
12 Vai, pois, agora, e eu serei com
a tua boca e te ensinarei o que hás
de falar.
13 Ele, porém, respondeu: Ah! Se­
nhor! Envia aquele que hás de en­
viar, menos a mim.
1f:)
C]i "■
Segunda - Êx 4.12
Deus usa a boca do profeta
Terça - Jr 1.4-6
O poder se manifesta na fraqueza
Quarta - Js 1.9
Deus chama à coragem
Quinta - 2Tm 1.7
Poder, amor e moderação vêm de Deus
Sexta - Rm 10.14
O Evangelho deve ser anunciado
Sábado - Lc 5.29
Aproveitando as oportunidades
T exto a u r e o
"Vai, pois, agora, e eu serei com a
tua boca e te ensinarei o que hás
de falar." Êx 4.12
*ViV•:■■'WS.Sf-
11
Lição 3 -Agora ê a Minha Vez
INTRODUÇÃO
Nesta lição observaremos a im­
portância de obter ousadia da par­
te do Senhor para anunciarmos o
Evangelho, vencendo a timidez
que nos impede de concretizar
os propósitos de Deus em nossas
vidas e na de outros. Trataremos,
inicialmente, sobre a diferença
entre Saudação, Testemunho, Pa­
lavra, Mensagem ou Pregação, en­
sejando que cada uma representa
uma oportunidade.
I. APROVEITE AS
OPORTUNIDADES
Convém aproveitar as oportu­
nidades, principalmente quando
temos algo a dizer da parte de
Deus,
1. Saudação (3 minutos). A
saudação é algo extremamente
comum na maioria das igrejas.
Acontece quando você é convida­
do a trazer uma saudação como
ato de distinção e gratidão pela
sua presença. Saudação quer di­
zer cumprimentar com cortesia
(Rm 16.22). Normalmente acon­
tece na primeira metade do cul­
to, intercalado com hinos e até
outras saudações.
Recomenda-se que a saudação
dure até 3 minutos. Embora 3 mi­
nutos pareça pouco tempo, quando
se limita ao escopo do que se deve
falar numa saudação, você vai des­
cobrir que 3 minutos é mais que
18
suficiente. Na saudação cabe até
a citação de um versículo bíblico,
desde que seja extremamente bre­
ve, se possível, memorizado, tudo
de forma leve sucinta e direta.
2. Testemunho (5 minutos).
Testemunho é anunciar o que
aconteceu com você, o que você
viu, ouviu. Uma experiência de vida
que Deus lhe proporcionou. 0 ato
de testemunhar pode ser uma das
melhores maneiras de comparti­
lhar, pelo exemplo, o poder de Deus
através da nossa história de vida.
0 objetivo é apresentar algo ge­
nuíno e real, oferecendo ao ouvinte
a chance de se identificar com a sua
história e constatar, em uma reali­
dade próxima e pessoal, o que Deus
também pode fazer por ele.
Quando o testemunho é dado
como um dos elementos do culto
deve-se respeitar o limite máximo
de tempo de 5 minutos. É impor­
tante lembrar que o melhor am­
biente para se compartilhar seu
testemunho não é apenas o culto
na igreja, e sim, pessoalmente com
outras pessoas de seu círculo de
influência (ljo 1.3).
3. Palavra (Até 10 minutos).
A palavra pode ser comparada a
uma "pequena pregação". Trata-
-se de uma breve reflexão bíblica
para a edificação dos presentes,
se possível, seguindo a temáti­
ca do culto em questão. A pala­
vra pode trazer, embora não seja
obrigatório, todos os elementos
Lição 3 -Agora é a Minha Vez
O que me preocupa
não é o grito dos
maus, mas o silêncio
dos bons"
(Martin Luther King)
de uma pregação ou mensagem,
como leitura bíblica, introdução,
desenvolvimento e conclusão,
mas sem o apelo e oração ao final.
É como se fosse um intermediário
entre a saudação e a mensagem.
Recomenda-se que a palavra te­
nha até 10 minutos.
Devemos nos lembrar que Je­
sus, em muitas ocasiões, se utili­
zou do expediente de pregar men­
sagens curtas, geralmente com
parábolas curtas, a fim de conse­
guir um melhor entendimento dos
seus ouvintes (Mc 4.33).
4. Mensagem (Até 45 minutos).
Tudo que se faz num culto de louvor
e adoração é extremamente impor­
tante, mas a mensagem é essencial
a um culto de celebração. Ela amarra
e dá equilíbrio a todos os elementos
do culto porque conta com o maior
engajamento de atenção dos presen­
tes, pois todos focam sua atenção em
um ponto, a mensagem.
Agora, para que a mensagem
seja transmitida de maneira rele­
vante é importante lembrar de al­
guns pontos. De tudo o que ouvi­
mos em uma hora, guardamos no
19
Lição 3 - Agora é a Minha Vez
máximo 15 minutos, e isso quan­
do se é atencioso e de boa memó­
ria. Quem não acompanhar com
atenção a mensagem irá lembrar-
-se apenas de pequenos trechos.
Com isto em mente, é aconse­
lhável que a mensagem dure em
torno de 30 a 45 minutos. Em
alguns casos, poderá se estender
por mais tempo, mas estes casos
são exceções. 0 sermão pode ser
classificado de várias formas. Em
lição futura, olharemos com mais
detalhes as classificações: temáti­
ca, textual e expositiva.
II- O VALOR DOS TÍMIDOS
Muitos se sentem intimidados
em compartilhar as boas novas do
Evangelho, ensinar na escola do­
minical e evangelizar por várias
razões:
1. Timidez, medo de falar em
público; receio de não fazer da
maneira certa e não alcançar seu
objetivo; medo do que o próximo
vai pensar. Fique tranquilo, em­
bora possa parecer difícil, com al­
guns conselhos práticos, a missão
fica muito mais simples.
Tímido é alguém assustado, me­
droso, receoso, sem coragem. Atimi­
dez está enraizada no medo, neste
caso se refletindo em receio de fa­
lar em público. 0 tímido faz de tudo
para não ser percebido (Êx 4.10).
2. Timidez é normal. A maio­
ria das pessoas tem medo de falar
em público. É algo extremamente
normal. Falar em público, é uma
habilidade que se desenvolve ao
longo da vida. As pessoas que con­
seguem se expressar bem em pú­
blico, tiveram que trabalhar, polir
esta habilidade ao longo dos anos.
E um processo interminável, pois
sempre há espaço para aprimorar
a forma de se comunicar com o
próximo, até porque os públicos,
culturas, lugares e ideais variam
de lugar para lugar.
3. Exemplos da Bíblia. A pró­
pria Bíblia ilustra as histórias de
grandes líderes que tiveram de
vencer a inibição e a timidez;
a) Moisés (Êx 4.10).
b) Jeremias (Jr 1.4-6).
c) Gideão (Jz 6.15).
d) Saul (ISm 10.20-24).
e) Josué (Js 1.9).
Estes são apenas alguns exem­
plos reais de homens que marca­
ram seus nomes na história e na
Bíblia e que tiveram de enfrentar
a sua própria timidez.
III- VENCENDO A TIMIDEZ
1. Como vencer. Para vencer
a inibição e a timidez de falar em
público, seja no púlpito da igreja,
ensinando a classe de Escola Do­
minical, e até no evangelismo pes­
soal, é imprescindível considerar
o seguinte:
a) Deus nos vê corajosos. Em
muitas ocasiões, nossa opinião a
respeito de nós mesmos é muito
20
Lição 3 - Agora é a Minha Vez
diferente da opinião que Deus
tem. Assim aconteceu na vida dc
todos os personagens bíblicos
citados ao longo desta lição. Fica
nítido na vida de Moisés, quan­
do se declara incapaz de aceitar
o desafio colocado perante ele,
A
e Deus lhe responde em Exodo
4.11-12: "Vai, pois, agora, e eu
serei com a tua boca e te ensina­
rei o que hás de falar".
b) Evitar comparações. Quando
alguém acredita que pode ser usa­
do por Deus e percebe como é vis­
to por Ele, então tudo muda. Você
descobre e descansa no fato de que
cada pessoa é única, singular, “suí
generis", e que veio à Terra para
cumprir um chamado que é exclu­
sivo, unicamente dele; que se Deus
quisesse escolher outra pessoa Ele
faria, mas se Ele está chamando
você, é porque sabe que, mesmo
com suas particularidades, você
será capaz de cumprir a missão.
Geralmente nos achamos in­
capazes, comparando-nos com
outras pessoas e esquecemos que
Deus criou cada ser humano dife­
rente e com aptidões específicas.
c) Olhe para Deus. A timidez
quase sempre é fruto de nosso
olhar fixo em nossas limitações,
fracassos e frustrações, apesar
das garantias e provas incontestá­
veis do poder de Deus em nossas
vidas. Cada um pode testificar de
momentos nos quais, pelo agir de
Deus, foi capaz de realizar coisas
muito além da sua capacidade, pois
Deus completou o que era neces­
sário, e o resultado foi alcançado.
Mantenha o foco em Jesus e avan­
ce! Jesus jamais nos daria a Grande
Comissão se ela fosse impossível.
2. Razões para vencer. Temos
as razões certas para vencer:
a) Deus nos garante um espírito
de coragem. Em 2 Timóteo 1.7, o
Apóstolo Paulo nos ensina: "Pois
Deus não nos deu um espírito de
timidez, mas de fortaleza, de amor
e de sabedoria”. Logo, a Bíblia nos
garante um espírito de coragem
para anunciar a salvação.
b ; É necessário ouvir para crer.
Anunciar o Evangelho verbalmen­
te, ainda continua sendo a forma
mais eficaz de compartilhar a nos­
sa fé. Em Marcos 16.15, Jesus dis­
se: "Ide por todo o mundo e pre­
gai o Evangelho a toda criatura”
0 Apóstolo Paulo corrobora com
este princípio quando nos ensina:
"Como, porém, invocarão aque­
le em quem não creram? E como
crerão naquele de quem nada ou­
viram? E como ouvirão, se não há
quem pregue?” (Rm 10.14). Para
ser salva basta crer em Jesus, mas
para que isto aconteça alguém tem
que lhe apresentar Jesus.
c) Afé cristã é social. O Evange­
lho é comunicado em nosso meio
social, entre nossos amigos e pa­
rentes, quando nos reunimos em
comunidade. Jesus nunca abriu
mão do contato social, antes Ele
estava sempre cercado de pes­
soas e buscando oportunidades
de compartilhar Sua missão, como
21
Lição 3 -Agora éa Minha Vez
nestes exemplos:
• Mulher Samaritana (Jo 4.7].
• Casamento em Caná da Gali-
leia (Jo 2.1-11).
• Banquete na casa de Levi (Lc
5.29).
• Visita à casa de Simão Mc
1.29-30).
Jesus aproveitava qualquer
oportunidade possível para alcan­
çar alguém.
3. Aproveite toda oportuni­
dade. Devemos nos esforçar em
crescer nagraça e no conhecimen­
to do Senhor Jesus Cristo (2Pe
3.18). E quanto mais crescimento
espiritual o crente experimentar,
tão mais conhecerá a segurança
pessoal de que está servindo na
causa certa, pregando a mensa­
gem certa, para as pessoas certas
que o Senhor coloca em seu cami­
nho (Jo 6.44). E então, seguindo
a verdade em amor, não somente
vencerá a timidez, mas também
conhecerá em sua própria vida a
certeza de que tudo pode naquele
que o fortalece (Fp 4.13).

APLICAÇÃO PESSOAL
Creia no propósito de Deus para
sua vida, fale de Jesus com ousadia
e seja sábio quanto aos diferentes
tipos de oportunidades e ao tempo
a ser usado. Lembre que o Espírito
Santo pode realizar através de você
o mesmo que fez com os exemplos
bíblicos que estudamos.
V______________________ J
f
RESPONDA
A
1) Cite as quatro oportunidades no culto que devem os aproveitar.
2) Qual a principal causa da tim idez?
3) Qual texto bíblico nos incentiva à coragem ?
V _________ J
22
LIÇÃO 4
HOMILÉTICA, A ARTE DE
PREGAR E ENSINAR
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição
é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Caro professor, Homilética é
uma disciplina que assusta a mui­
tos cristãos. Imaginar-se assumin­
do o púlpito diante de uma igreja,
tornar-se a 'Voz de Deus”, aiém
da óbvia comparação com outros
pregadores, tudo isso contribui
para a intimidação.
Mas a intenção desta revista é
justamente acalmar os corações,
e demonstrar que o ministério da
Palavra não se restringe apenas
aos pregadores, mas vai do mais
experiente à criança que já se
expressa oralmente; vai do mais
douto teólogo ao mais simples ir­
mão em Cristo.
Ganhe seus alunos para a pro­
pagação da Palavra de Deus; seja
através de um sermão, estudo,
aula ou testemunho.
Todos são aptos a testemunhar
as coisas de Deus devido ao seu
Santo Espírito que habita em nós.
Não despreze esse dom.
PALAVRAS-CHAVE
Homilética • Capacitação • Disposição
• Pregação
OBJETIVOS
•Apresentara Homilética como
disciplina da exposição bíblica.
•Esclarecer que a observação
e a interpretação se completam na
transmissão.
•Demonstrar que todo cristão
deve estar pronto para dar razão
da sua esperança (IPe 3.15).
PARACOMEÇAR A AULA
Escolha um aluno e lhe passe
uma história qualquer por escrito.
Peça que a leia em silêncio, e depois,
conte para os demais, mas sem usar
palavras. A intenção é demonstrar
que, por mais que alguém conheça
alguma história em seus detalhes,
se não se expressar pela palavra, a
transmissão não será satisfatória.
0 testemunho comportamental
é importante, mas não substitui a
pregação. Não adianta apenas agir
de forma honesta e cristã para a
propagação do Evangelho; devo fa­
lar e pregar em palavras a respeito
da minha fé. Leia Romanos 10.17.
RESPOSTAS DA PÁGINA 28
1) Todo cristão, com a autoridade da Palavra.
2) Não. Devo proclamá-lo também com palavras.
3) Resposta pessoal.
1
Lição 4 - Homilética, a Arte de Pregar e Ensinar
O Que é a Pregação?
0 dicionário diz que pregar é "proclamar publicamente, conclamar à
aceitação ou rejeição de uma ideia ou tipo de ação; entregar um sermão"
(que é uma expressão extensiva de pensamento sobre um assunto). Esta
definição envolveu-se do conceito neotestamentário da pregação, que
consideraremos mais tarde. Na base desta definição, veremos que a pre­
gação é a entrega pública e formal de um sermão pelo ministro à congre­
gação. Normalmente, não há interrupções no decurso de um sermão. A
mensagem da pregação para evangelizar os perdidos é ao arrependimen­
to, à fé e à consagração. A pregação é também o meio pelo qual os cristãos
recebem nutrição na fé e são capacitados a amadurecer na fé. 0 manda­
mento para pregar foi dado pelo Senhor quando disse: "ide por todo o
mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16.15).
Paulo em duas ocasiões conclamou Timóteo a pregar: "Que pregues
a palavra, instes a tempo e fora de tempo..." (2Tm 4.2). Noutro lugar dis­
se: "Faze a obra dum evangelista, cumpre o teu ministério" (2Tm 4.5). A
pregação é um dos métodos importantes que Deus escolheu para levar o
Evangelho a toda a humanidade.
O Ministério do Ensino
0 Senhor deu o mandamento para ensinar quando disse: "Portanto
ide, ensinai todas as nações... Ensinando-as a guardar todas as coisas que
eu vos tenho mandado" (Mt 28.19-20). Paulo disse a Timóteo: "... redar­
guas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina" (2Tm
4.2). Na descrição que Paulo faz de um bom servo de Jesus Cristo (lTm
4.4-16) dá a seguinte instrução: "Manda estas coisas e ensina-as" (v. 11).
O ensino é outro método principal que Deus tem escolhido para levar o
Evangelho a todos os povos em todos os lugares.
Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus”- (JCI, São Paulo, 2007, págs.
^ 33,34)
J
II
LIÇÃO 4
HOMILÉTICA A
ARTE DE PREGAR
E ENSINAR
T exto Á u r eo
“E, assim, a fé vem pela
pregação, e a pregação, pela
palavra de Cristo.”Rm 10.17
Estudada em ___/___ /____
- 'i
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda - Rm 10.9-13
Salvação para quem confessa
Terça - Rm 10.14-17
Só confessa quem conhece a Palavra
Quarta - 2Tm 3.14-17
Habilitado através da Palavra
Quinta - 2Tm 4.1-5
Pregar em todo tempo
Sexta - IPe 3.13-17
Praticar o bem através da Palavra
Sábado-At 18.24-28
Apoio, exemplo de pregador
LEITURA BÍBLICA
Romanos 10.14-17
14 Como, porém, invocarão aquele
em quem não creram? E como cre­
rão naquele de quem nada ouviram?
E como ouvirão, se não há quem
pregue?
15 E como pregarão, se não forem
enviados? Como está escrito: Quão
formosos são os pés dos que anun­
ciam coisas boas!
16 Mas nem todos obedeceram ao
Evangelho; pois Isaías diz: Senhor,
quem acreditou na nossa pregação?
17 E, assim, a fé vem pela pregação,
e a pregação, pela palavra de Cristo.
Hinos da Harpa: 259 - 355 - 505
_________________________ J
23
Lição 4 - Homilética, a Arte de Pregar e Ensinar
í - >
HOMILÉTICA, A ARTE DE
PREGAR E ENSINAR
INTRODUÇÃO
I. O QUE É HOMILÉTICA
1. Definição
2. Alvo
3. Pregação
II. HOMILÉTICA É IMPORTANTE
1. Exemplo e Palavra Rm10.17
2. O poder da Palavra is55.11
3* Proclame o Evangelho Êx4.i2
III. HOMILÉTICA PARA TODOS
1. Exemplos atuais
2. Exemplos Bíblicos êx4.10
3. Jesus, o exemplo Mt4.16-18
APLICAÇÃO PESSOAL
L________________________ J
INTRODUÇÃO
Embora reconheçamos que
haja um chamamento especial de
Deus para determinadas pessoas
se tornarem pregadores, também
sabemos que esta tarefa não é
uma exclusividade de pastores e
mestres. Todo filho de Deus rece­
beu o sagrado privilégio de minis­
trar a Palavra de Salvação aos pe­
cadores. E a Homilética, em ambos
os casos, pode ser uma ferramente
extremamente útil para ajudar a
todos nesse mister.
I. O QUE É HOMILÉTICA
Não se assuste com a palavra
Homilética.
1. Definição. Homilética é a
ciência da preparação e exposição
de sermões. É a disciplina teológi­
ca que estuda a técnica de estru­
turar e entregar a mensagem do
evangelho, via pregação, sermão.
De forma simplificada é a arte de
pregar homilética é técnica de co­
municar o evangelho através da
pregação.
2. Alvo. Qual o alvo de tanto es­
forço na preparação, estruturação,
meditação e, finalmente, pregação
do sermão? 0 alvo da homilética é
auxiliar na elaboração e pregação
de mensagens da Palavra de Deus,
com tal eficiência que os ouvintes
compreendam a mensagem e to­
mem a decisão praticá-la.
24
0 primeiro alvo de toda men­
sagem bíblica é a salvação de pe­
cadores perdidos (Rm 1.16). "Em
toda pregação, Deus procura pri­
mariamente, mediante Seu men­
sageiro, trazer o homem para a
comunhão Consigo”.
0 Segundo alvo da pregação
evangélica é que o cristão envol­
va-se no serviço de Deus. Nas di­
versas possibilidades ministeriais,
sociais e diaconais (At 20.28; IPe
5.2; 4.10; Rm 12.4-8).
jamais deixar de anunciar "todo
o desígnio de Deus” (At 20.27).
3. Pregação. Em qualquer
circunstância mas principalmen-
te no culto comunitário, com pu­
blico maior, a pregação é o ápice
da Revelação Especial. Não só
por ser a exposição da Bíblia,
mas pelo momento em que se
consegue que a congregação fi­
que atenta para ouvir a Palavra
de Deus através do pregador.
Não há outro momento na vida
eclesiástica no qual se consiga
tamanha atenção para a mensa­
gem da Bíblia.
A Homiiética prepara o mensa­
geiro para este momento especial.
II. HOMILÉTICA É
IMPORTANTE
1. Exemplo e Palavra. Nin­
guém se engane: o exemplo não
substitui a Palavra. Muitos en­
tendem que basta ser uma pes­
soa boa, honesta, com um bom
Lição 4 - Homiiética, a Arte de Pregar e Ensinar
Um sermão é uma ponte
que ajuda a levar as
pessoas de onde estão
para onde precisam
estar. Um plano bom e
matéria em suficiência
ajudarão você a edificar
aquela ponte *
comportamento para pregar a
Palavra de Deus. Francisco de
Assis disse: "Pregue sempre o
Evangelho, Se necessário, use
palavras". Essa se transformou
na desculpa universal de muitas
igrejas para fugir da responsa­
bilidade de pregar a Palavra de
Deus oraimente. Fato é que "a
fé vem pela pregação, e a prega­
ção, pela palavra de Cristo.” (Rm
10.17).
Não há como o homem ser
apto para a boa obra se não lhe
for transmitido o conteúdo das
Escrituras. Nossas ações nunca
serão suficientes para revelar a
Salvação em Cristo Jesus. Já a Pa­
lavra de Deus, a Bíblia, tem esse
poder. O viver cristão é prática
indispensável para a boa prega­
ção. Nosso Senhor Jesus Cristo,
ao convocar homens simples e
humildes para serem Seus dis­
cípulos, e instruí-los através de
ensinamentos práticos a como
procederem como pregadores do
Evangelho, deu-nos um exemplo
25
da importância de se aliar a ex­
posição da Palavra as práticas de
uma vida cristã genuína.
2. O poder da Palavra. Ora,
insistiremos na ideia da prega­
ção e ensino da Palavra de Deus,
pois há poder na Escritura pro­
clamada. No final das contas, a
exposição bíblica cumpre todos
os seus objetivos espirituais, nao
por causa das habilidades do pre­
gador, mas por causa do poder da
Escritura proclamada.
A Palavra proclamada primei­
ro persuade, pois ela é como fogo
purificador e martelo que esmiuça
a penha (jr 23.28-29); não volta
vazia, cumprindo todos os propó­
sitos divinos [Is 55.10-11); anula
as segundas intenções humanas,
pois quer por pretexto, quer por
verdade, a Palavra segue adiante
(Fp 1.18).
3. Proclame o Evangelho. De­
pois de já ter estudado o Antigo
e o Novo Testamento em outras
lições, os princípios de interpre­
tação da hermenêutica, e as dou­
trinas básicas da fé cristã, agora
chegou a vez de estudarmos como
apresentar todo este conteúdo
para outras pessoas (Êx 4.12).
O conhecimento que se adquire
através da observação e da inter­
pretação é morto se não for aplica­
do na vida cristã pessoal e comu­
nitária, O Evangelho não é para se
reter, mas para se proclamar.
Paulo, em Gálatas 4.19, com-
Lição 4 - Homiiéticü, a Arte de Pregare Ensinar
A Bíblia é a fonte
primária de material
para a pregação e
para o ensino."
para a formação de Cristo em
uma pessoa a um parto. Realmen­
te, o ensino da Palavra de Deus
através da pregação, da aula e do
discipulado é trabalhoso, mas o
resultado, assim como o do parto,
é maravilhoso (SI 126.6).
III- HOMILÉTICA PARA
TODOS
Mas, não se engane. A Homi-
lética nao é apenas para os pasto­
res e mestres, como já dito ante­
riormente. Todo momento é uma
oportunidade para a pregação da
Palavra de Deus (2Tm 4.2).
1. Exemplos atuais. A histó­
ria da pregação está repleta de
pessoas que enfrentaram grandes
problemas e limitações, mas, na
força do Senhor, venceram. Um
jovem americano chamado D. L.
Moody quase não foi aceito para
ser batizado, por não saber res­
ponder a algumas perguntas so­
bre doutrina e fé. Mas cresceu es­
piritualmente e acabou abalando
dois continentes com sua prega­
ção, e tornou-se um dos mais co­
nhecidos pregadores da história.
Billy Graham, com um sermão
simples, conquistou milhares
26
Lição 4 - Homilética, a Arte de Pregar e Ensinar
de almas, que no apelo finai en­
tregavam suas vidas a Jesus. Foi
considerado o maior ganhador
de almas do século. Mas você dirá
que está distante do conhecimen­
to bíblico desses homens, fugindo
assim da responsabilidade bíblica
de proclamar as boas novas.
&
E só acessar a Internet e obser­
var vários exemplos de crianças
que pregam a Palavra de Deus.
Não existem grandes pregadores,
e sim, grandes mensagens, trans­
mitidas através de vasos de barro.
2. Exemplos Bíblicos. Veja­
mos os seguintes exemplos bí­
blicos.
a) Moisés dizendo para Deus
que não poderia cumprir Seu
chamado por não ser homem
eloquente, não saber falar bem
e ser pesado de boca e de língua
(Êx 4.10).
b) Jeremias argumentando
com Deus que não saberia o que
falar, pois era apenas uma criança
(}r 1.4-6).
c) Gideão comentando que não
poderia ser o libertador de Israel por
ser de uma tribo pequena (Jz 6.15).
d) Saul, quando foi escolhido
por Deus, por intermédio do pro-
feta Samuel, se esconde em ra­
zão de não se achar apto à tarefa
(ISm 10.20-24).
e) Josué recebe um comando
direto de Deus à coragem: "Não
to mandei eu? Sê forte e corajoso;
não temas, nem te espantes, por­
que o SENHOR, teu Deus, é con­
tigo por onde quer que andares"
Os 1.9).
c) Apoio foi um jovem que in­
fluenciou sua geração através de
palavras poderosas, pregando
em primeiro lugar o batismo de
João, mas depois pregando a Je­
sus Cristo. Em Atos 18.24 (e ver­
sos seguintes) observamos este
pregador, não tão conhecido ou
famoso, mas que gerou seguido­
res dentro da própria Igreja de
Corinto (ICo 1.10-17).
d) A escrava de Naamã. A ida­
de não impede a autoridade das
Escrituras. Essa garota, escrava
de Naamã, teve a coragem de se
manifestar diante da esposa do
General, apontando-lhe o cami­
nho para o profeta (2Rs 5.1-4).
f) Pedro. Lembre-se que o
próprio Apóstolo Pedro não era
versado em letras, pelo contrário,
era um pescador, profissão que
na época estava distante do aca-
demicismo. Mas, em seu primeiro
sermão, em Atos, cerca de 3 mil
foram batizados (At 2.41).
3. Jesus, o exemplo. Jesus é o
maior exemplo de pregador. Não
perdia uma oportunidade para ex­
plicar e aplicar princípios bíblicos
em Sua vida, e na vida das pessoas
à Sua volta (Mt 4.16-18).
Veremos nesta revista vários
recursos usados por Jesus, como
ilustração, aplicação, parábolas,
testemunhos, repreensão de de­
mônios, vida piedosa etc.
Mas, perceba que Ele pre­
gava para multidões, como no
27
Lição 4 - Hornilética, a Arte de Pregare Ensinar
Sermão do Monte; e para uma
pessoa só, como a mulher sama-
ritana (jo 4.1-30).
Pregue você também a Pala­
vra em tempo e fora de tempo,
quer seja oportuno, quer não.
Pessoas estão morrendo sem co­
nhecer a Cristo devido ao nosso
silêncio, Não guarde o amor de
Cristo só para você, compartilhe
com outros.
I --------------------------A
APLICAÇÃO PESSOAL
Homilética ajuda todo cristão
a se preparar para falar a Palavra
de Deus. Lembrando que a Pala­
vra de Deus não volta vazia (Is
55.11). Ele quer nos ajudar a pre-
gá-la (Js 1.9).
v___________ J
RESPONDA
1) Quem pode pregar a Palavra e com que autoridade o faz?
2) Posso proclamar a Jesus apenas com minhas ações? Como devo fazê-lo?
3) É melhor se preparar para pregar e ensinar ou fazer de improviso?
Livro para leitura complementar
W
.2 ... - «M
h o m il é t ic a
«OMILETÍCA i
. (Jt/iM tranc/ó a Ldrr/aom cfc Q ieu&
Recom endam os a professores e alunos a leitura deste
livro, no qual os tem as desta revista são abordados
com mais am plitude e profundidade.
O professor que quiser fazer o Curso M éd b de Teologia deve
estudar este livro, responder os testes e fazer contato com o
ICI ou com a sua coordenação da Escola Dominical.
Pedidos: (91) 3110-2400 ou (19) 3252-4359 ^Ü|i
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28
mmmmm
LIÇAO 5
REFORMA PROTESTANTE
ENSINO E LEGADO
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição
ê igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Amado Professor, a Reforma
Protestante completa 500 anos e
está tão viva hoje como à sua épo­
ca. Por meio dela a igreja redesco-
briu o Evangelho. E cada um de nós
se redescobre quando recebe esse
Evangelho. A transformação que
ela causou no mundo à época nos
inspira até hoje quando lemos as
95 Teses. E seria interessante que
seus alunos percebessem isso!
Você falará mais detidamente
sobre Lutero, as 95 Teses, a exten­
são da Reforma, os princípios que a
nortearam e seu amplo legado.
Estimule seus alunos e faça
uma ótima aula.
OBJETIVOS
•Compreender os ensinos dos
reformadores.
•Entender a essência bíblica
da Reforma.
•Considerar o legado da Re­
forma para a Igreja hoje.
PARACOM EÇARAAULA
Prepare cartazes com frases
que celebrem os 500 anos da
Reforma Protestante e que ma­
nifestem a nova forma de viver
dos cristãos. Deixe expostos na
sala de aula e reserve um mo­
mento para conversarem sobre
a mudança de vida de seus alu­
nos, aplicando o conhecimento
adquirido na aula.
Fale sobre o hino 581, caste­
lo forte, Lutero é o autor e retra­
ta bem a reforma. Ele recebeu
inspiração enquanto lia o salmo
46. Este hino é um clássico da
música sacra.
PALAVRAS-CHAVE
Reforma •Teses •Legado
L a
RESPOSTAS DA PAGINA 34
1) A venda de indulgências.
2) Romanos 1.17.
3) A igreja pertence aos seus membros, não a uma
classe de sacerdotes, O sacerdócio é de todos.
Lição 5 - Reforma Protestante: Ensino e Legado
LEITURA COMPLEMENTAR
A Reforma marcou não apenas o mundo religioso, mas alcançou todas
as esferas da sociedade. Aquele foi um evento tão significativo, que tem
sido chamado de revolução protestante por especialistas no assunto. Isso
porque o movimento excedeu à esfera eclesiástica, alterando a cosmo-
visão europeia e promovendo mudanças notáveis na política, economia,
sociedade e cultura dos povos.
Como movimento cristão, ela cumpriu um importantíssimo papel
junto à sociedade, pois promoveu a justiça social, o desenvolvimento e
a verdade, trazendo, assim, vida às palavras do profeta Miqueias: "Ele te
declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão
que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humíldemente com
o teu Deus "(Mq 6.8)?
Depois da Reforma, o mundo jamais foi o mesmo. A partir desse even­
to, a humanidade passou por um processo evolutivo radical em todas as
áreas(...),
A Reforma devolveu a Bíblia ao povo europeu e, consequentemente,
ao mundo. As pessoas passaram a ter acesso à Palavra, sem qualquer in­
termediação; e isso trouxe para a Igreja — além da correção doutrinária
— renovo espiritual, valorização do ser humano e um genuíno interesse
pela busca da presença de Deus. Por outro lado, o movimento reformador
também devolveu a igreja ao povo. Como dito anteriormente (p. 134), no
romanismo, os principais sacerdotes — como papas, cardeais, arcebispos
e bispos — mandavam na Igreja. Muitos deles, aliás, eram ricos e pode­
rosos senhores feudais, que manipulavam a instituição da forma como
queriam. Os reformadores, todavia, retomaram o padrão neotestamen-
tário, defendendo a presença de uma Igreja em que cada cristão tivesse
o direito de decidir sobre sua vida e seu destino; uma Igreja democrática
que englobasse a participação e valorização de todos os indivíduos.
Livro: “Reforma Protestante: História, ensino e legado1’ (Central Gospel, Rio de Janeiro,
2017, pgs. 145,147)
______________________ J
II
LIÇÃO 5 m
■f
r;-v
REFORMA
PROTESTANTE:
ENSINO ELEGAEX)
* -V
TEXTO ÁUREO
"Vós,porém, sois roça eleita,
sacerdócio real nação santa, povo
tfópropriedade exclusiva de Deus,
afim de proclamardes as virtudes
daquele que vos chamou das trevas
para a sua maravilhosa luz"IPe 2,9
Estudada em__ /__ /___
r x
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda - Rm 1.17
Somente pela Fé
Terça -Ef 2.8
Somente pela Graça
Quarta - 2Tm 3.16-17
Somente as Escrituras
Quinta -At4.12
Somente Cristo
Sexta-SI 115.1
Glória somente a Deus
Sábado - IPe 2.9
Todos podem anunciar o Evangelho
LEITURA BÍBLICA
IPe 2.7-10
7 Para vós outros, portanto, os que cre­
des, é apreciosidade; mas, para os des­
crentes, A pedra que os construtores
rejeitaram, essa veio a ser a principal
pedra, angular
8 e: Pedra de tropeço e rocha de ofen­
sa. São estes os que tropeçam na pala­
vra, sendo desobedientes, para o que
também foram postos.
9 Vós, porém, sois raça eleita, sacer­
dócio real, nação santa, povo de pro­
priedade exclusiva de Deus, a fim de
proclamardes as virtudes daquele que
vos chamou das trevas para a sua ma­
ravilhosa luz;
10 vós, sim, que, antes, não éreis povo,-
mas, agora, sois povo de Deus, que não
tínheis alcançado misericórdia, mas,
agora, alcançastes misericórdia.
Hinos da Harpa: 581 - 340 -167
^________ __________ J
29
Lição 5 ■ Reforma Protestante: e Legado
INTRODUÇÃOf A
REFORMA PROTESTANTE:
ENSINO E LEGADO
INTRODUÇÃO
L A REFORMA
1. As 95 Teses
2. Movido por Deus
3. Expansão da Reforma
II. SEU ENSINO
1. Somente a Fé Rm 1.17
2. Somente a Graça E/2.8
3. Somente as Escrituras 2Tm3.16,17
4. Somente Cristo At4.12
5. Glória somente a Deus Mt 4.10
III. SEU LEGADO
1* Sacerdócio de todos iPe2.9
2. O culto é de todos Jo 15.27
3. Todos podem pregar Rm1.16
APLICAÇÃO PESSOAL
O dia 31 de Outubro de 1517 é
uma data importante para os cris­
tãos de todo o mundo porque, há
exatos 500 anos, iniciou-se a Re­
forma Protestante, que deixou um
enorme legado.
I. A REFORMA
Nesse dia, o monge agostinia-
no Martinho Lutero afixou 95 Te­
ses na porta da Catedral de Wit-
temberg, na qual conclamava os
eruditos e o povo a repensarem,
a partir de então, o modo como se
vivia a vida cristã.
1. As 95 Teses. Das teses afixa­
das por Lutero, destacamos os prin­
cipais assuntos abordados, a seguir;
a) Lutero defendia que Jesus Cris­
to queria que "toda a vida dos fiéis
fosse uma vida de arrependimen­
to"; e também que "o papa nao pode
perdoar uma única culpa de pecado,
senão declarar e confirmar que a cul­
pa já foi perdoada por Deus". Indicou
que "serão eternamente condena­
dos, juntamente com seus mestres,
aqueles que julgam obter certeza de
sua salvação mediante indulgências”
Para ele, "todo e qualquer cristão
verdadeiramente compungido tem
pleno perdão da pena e da culpa, o
qual lhe pertence mesmo sem a in­
dulgência".
b) Lutero indicou o dever de
se ensinar aos cristãos que "quem
dá aos pobres ou empresta aos ne­
30
Lição 5 - Reforma Protestante: Ensino e Legado
cessitados procede melhor do que
quando compra indulgências". E
assim, devia-se ensinar aos cristãos
que "aquele que vê um necessitado,
e a despeito disto gasta o dinheiro
com indulgência, não recebe as in­
dulgências do papa, mas atrai sobre
si a indignação de Deus”
c) Lutero afirmou que "são ini­
migos da cruz de Cristo todos que,
por causa das indulgências, man­
dam silenciar completamente a Pa­
lavra de Deus nas demais igrejas"; e
que "o verdadeiro tesouro da Igreja
é o santíssimo Evangelho da glória
e da graça de Deus". Declarou que
a afirmação dos sacerdotes de que
"o símbolo com a cruz de indulgên­
cias e adornado com as armas do
papa tem tanto valor como a pró­
pria cruz de Cristo, é blasfêmia".
d) Por fim, sua tese 95 diz: "E
assim, esperem mais entrar no
Reino dos céus através de muitas
tribulações do que mediante con­
solações infundadas e este comér­
cio vil com o que é sagrado".
2. Movido por Deus. Em uma
época na qual o povo comum era
privado da leitura das Escrituras e
o papa liderava a cristandade com
mãos de ferro, Lutero foi levanta­
do por Deus para dar início a uma
completa revolução espiritual na
Alemanha e no mundo, em comba­
ter os muitos desvios doutrinários
praticados pela Igreja Católica Ro­
mana, inclusive condenando com
veemência a venda de indulgências,
Lutero traduziu a Bíblia para
o alemão e a colocou nas mãos do
povo comum, fato que resultou em
inflamar o coração de seus irmãos
a buscarem sinceramente por
Deus e a se voltarem ao autêntico
Evangelho da graça de Cristo.
3. Expansão da Reforma. Por
causa disso, Lutero sofreu a exco­
munhão através de uma bula edi­
tada pelo Papa Leão X, em 1521, a
qual Lutero queimou em praça pú­
blica, rompendo de vez o elo com a
Igreja Católica.
Em pouco tempo, mesmo so­
frendo severa perseguição da
Igreja oficial, a Reforma se espa­
lhou: na Suíça, através da coragem
e intelectualidade de João Calvi-
no e Zwinglio; na Escócia, através
do vigor e ação piedosa de John
Knox; e também para vários ou­
tros países, através da constância
de homens que levaram adiante a
"redescoberta" do Evangelho, che­
gando até nossos dias,
II. SEU ENSINO
A essência da Reforma foi ex­
pressa nos cinco princípios que a
nortearam, conhecidos como "as
cinco sotas", cuja palavra latina sola
significa "somente". As cinco solas
são: sola fide, sola gra tia,sola Scrip-
tura, solus Chhstus e soli Deogloria.
Somente a fé, somente a Graça, so­
mente a Escritura, somente Cristo
e somente a Deus a glória.
Esses princípios sintetizam a
identidade do povo evangélico; e
31
Lição 5 - Refonna Protestante: Ensino e Legado
todos os que professam essa fé de­
vem conhecê-los, compreendê-los
e divulgá-los.
1. Somente a Fé (Sola Fide).
Após meditar no texto: "0 jus­
to viverá da fé”, Martinho Lutero
percebeu que a justiça de Deus é
a justiça que o homem pecador re­
cebe do próprio Deus, como uma
dádiva imerecida, mas somente
através da fé.
Os reformadores então con­
cluíram que nada (nem penitên­
cias, sacrifícios ou compra de
indulgências) poderá livrar o ho­
mem da condenação eterna no
inferno e das garras de Satanás, a
não ser pela salvação através da fé
em Cristo (Ef 2.8). Essa foi a pri­
meira e grande redescoberta da
Reforma e que abalou o mundo
cristão para sempre. A salvação
pela fé é um dom de Deus, por isso
ninguém deve gioriar-se.
2. Somente a Graça (Sola Gra-
tia). Os reformadores entendiam
que nenhuma obra, por mais justa
e santa que pudesse parecer, po­
deria dar ao homem livre acesso
ao perdão dos pecados e à salva­
ção eterna no reino dos céus, e que
isto só poderia ocorrer mediante a
graça de Deus. Graça somente, por
meio da qual o homem é escolhido,
regenerado, justificado, santifica­
do, glorificado, recebe o dom da
vida eterna e talentos para o servi­
ço cristão, tornando-se participan­
te de todas as bênçãos de Deus.
Assim, ninguém pode ser salvo
por mérito próprio, seja através de
obras, sacrifícios, penitências ou
compra de indulgências. A única
causa eficaz da salvação é a graça de
Deus sobre o pecador, como está es­
crito: 'Porque pela graça sois salvos,
mediante a fé; e isto não vem de vós;
é dom de Deus; não de obras, para
que ninguém se glorie”(Ef 2.8,9).
3. Somente as Escrituras
(Sola Scriptura). Para os refor­
madores, somente as Escrituras
são a regra de fé e prática para o
crente. Nem as tradições, as bulas
ou os escritos papais têm o sta-
tus de instrumento de fé e prática
para o rebanho de Cristo.
As Escrituras Sagradas são ins­
piradas por Deus, sendo a Bíblia
o único instrumento autorizado
de revelação da vontade de Deus
para nossa vida, como está escrito:
"Toda a Escritura é inspirada por
Deus e útil para o ensino, para a
repreensão, para a correção, para
a educação na justiça, a fim de que
o homem de Deus seja perfeito e
perfeitamente habilitado para toda
boa obra” (2Tm 3.16-17). Ao lê-la
e meditar nos seus ensinos somos
iluminados pelo Espírito Santo para
entender e viver sua mensagem.
4. Somente Cristo (Solus Ch-
ristus). Mostra a suficiência e ex­
clusividade da pessoa de Cristo no
processo de salvação. Desde an­
tes da fundação do mundo, Deus
promoveu a aliança da redenção,
32
Lição 5 - Reforma Protestante: Ensino e Legado
onde o beneficiário seria o ho­
mem, e o executor, seu Filho Uni­
génito Jesus, o Messias (Ungido,
Cristo} prometido.
Desse modo, nada poderá fazer
o homem para sua própria salva­
ção, pois Jesus Cristo realizou a
obra da redenção pelo sacrifício
vicário na cruz do Calvário, ver­
tendo o seu sangue por nossos
pecados. Portanto, somente Jesus
Cristo é o instrumento de nossa
salvação, como está escrito: “E não
há salvação em nenhum outro:
porque abaixo do céu não existe
nenhum outro nome, dentre os
homens, pelo qual importa que se­
jamos salvos" (At 4.12}.
0 sentido do sola Christus des­
tituiu qualquer outro mediador en­
tre o homem e Deus e dá somente a
Jesus Cristo o poder de intercessão
e salvação.
5. Glória somente a Deus (Soli
Deo Gloria). A Igreja Católica ensi­
nava e exigia uma devoção ao clero
e aos homens santos, os quais po­
deriam interferir diante de Deus
para perdão de pecados e obtenção
de bênçãos para os homens. Quan­
do na presença do Papa e dos car­
deais, a reverência beirava a adora­
ção, com a demonstração de uma
total submissão.
Fundamentados em muitos
textos nas Escrituras, os reforma­
dores concluíram que não pode­
mos dispensar glórias a homens
(pois não passam de míseros pe­
cadores e também carecem da mi­
sericórdia e da glória de Deus) e
que devemos dar “glória somente
a Deus" (Mt 4.10}.
III. SEU LEGADO
Com a Reforma, uma grande
transformação influenciou todos
os aspectos da vida humana: po­
lítica, econômica, religiosa, moral,
filosófica, literária e também nas
instituições. Nos deteremos no le­
gado do sacerdócio de todos.
1. Sacerdócio de todos (IPe
2.9). Uma das concepções e dou­
trinas mais importantes que a Re­
forma legou ao cristianismo mun­
dial foi sua forma de conceber a
Igreja como uma comunidade per­
tencente aos seus membros, aos
crentes, e não a uma classe sepa­
rada de sacerdotes.
Lutero ensinava que a verda­
deira igreja é espiritual e invisí­
vel, sendo composta pelo corpo
dos salvos em Cristo, de todas as
épocas. Logo, ela não tem lugar
pré-determinado, no tempo ou no
espaço, também não está presa a
um país ou cidade, tampouco en­
contra-se subjugada a um homem
(papa, cardeais ou bispos}. A Igre­
ja de Cristo, conforme defendeu
Lutero, é eterna, atemporal e está
sujeita, apenas, ao Senhor Jesus.
2. O culto é de todos Qo
15.27). A Reforma Protestante
devolveu a Igreja ao povo. O gran­
de avivamento orquestrado pelo
33
Lição 5 - Refonna Protestante: Ensino e Legado
Espírito de Deus trouxe, em defi­
nitivo, para a Igreja um tempo de
liberdade e um novo modelo de
culto, no idioma comum do povo,
com a Bíblia na mão do povo e hi­
nos cantados pelo povo.
3. Todos podem pregar (Rm
1.16). Lutero devolveu a prega­
ção à Igreja, colocando-a em seu
devido lugar, Para ele, a pregação
deveria alcançar o homem dentro
do seu tempo e deveria ser apre­
sentada de maneira simples, para
assimilação do grande público. Lu­
tero aconselhava os jovens a pre­
garem para o povo comum, sem
exibicionismos ou arrogância teo­
lógica. Assim, a mensagem estrita­
mente bíblica da Igreja Reformada
espalhou-se por todo o mundo.
Podemos afirmar que os pente-
costais se apropriaram vividamen-
te desse legado.
C ~ - ^
APLICAÇAO PESSOAL
A Reforma Protestante, sem
sombra de dúvidas, foi um singu­
lar despertamento espiritual que
trouxe a Igreja de volta aos pa­
drões da Palavra de Deus,
A reforma deve ser uma cons­
tante nos dias atuais, evitando que
a Igreja assuma padrões contrários
à vontade de Deus e sua Palavra.
----------------------------------------------------------------------------------------------------- 
RESPONDA
1) Que prática da Igreja Romana foi combatida por Lutero por disseminar a Salvação por obras?
2) Que passagem das Escrituras inspiraram os reformadores a declamar o principio "So­
mente pela fé”?
3} Cite um dos principais legados da Reforma Protestante para a Igreja de hoje.
34
IA
LIÇÃO6
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II■”Wi
ORGANIZANDO AS IDEIAS
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor todo o conteúdo de cada lição
é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO
PED A G Ó G ICA
Nesta lição, considerando que al­
guns de seus alunos muito provavel­
mente são "craques”em separar a es­
trutura de um sermão, identificando
bem cada um deles, por tantas vezes
assistirem às pregações, é possível
que você não tenha muita dificuldade
em repassar o assunto e ainda conte
com a ajuda deles para isso.
Assim como um bom pregador
da Palavra, você terá que aplicar à
sua aula de hoje a mesma estru­
tura de tópicos que apresentará
durante a aula: introdução, corpo
ou desenvolvimento, e conclusão.
Talvez isso o ajude bastante du­
rante a ministração.
Mostre aos seus alunos que a or­
ganização é um passo muito impor­
tante para todo aquele que almeja
ser entendido. Um discurso bem
preparado pode fazer com que ideias
sejam reavaliadas ou até mesmo mu­
dar radicalmente a vida daqueles
que o ouvem, mudando as intenções
que estavam em seus corações.
OB) ETIVOS
•Compreender que um bom
sermão precisa ser organizado.
•Identificar de modo claro as
várias partes de um sermão.
•Auxiliar na pregação e ensino
das verdades do Evangelho.
PARA CO M EÇA RA AULA
Peça aos alunos que lembrem
de um sermão que ouviram e
que parece não ter chegado a lu­
gar nenhum.
Explique que a Homilética
sozinha não é garantia de mi­
nistério eficiente. Ela ajuda o
pregador (torna mais fácil a
pregação do sermão) e ajuda o
auditório (um sermão bem pre­
parado é mais assimilável).
Muitos sermões falham por
serem absolutamente sem or­
dem. As ideias são confusas e
a pregação perde totalmente o
sentido.
RESPOSTAS DA PÁGINA 40
PALAVRAS-CHAVE
Planejamento • Preparação *
Organização »Aplicação
1) Introdução, corpo ou desenvolvimento e conclusão.
2) Não ficar se desculpando.
3) Recapitulação, aplicação e apelo.
I
Lição 6 - Organizando as Ideias
LEITURA COMPLEMENTAR
Não somente o planejamento é importante para seu ministério
global de pregação, como também é importante para o preparo e en­
trega de cada mensagem que você prega. É impossível plantar, re­
gar e ceifar um sermão bom em cima da hora. isto porque edificar
um sermão é um processo que toca todos os aspectos da vida de um
'"pregador". Como tal, é um processo que se desenvolve durante a
vida inteira.
Um sermão é uma ponte que ajuda a levar as pessoas de onde
estão para onde precisam estar. Um plano bom e matéria em sufi­
ciência ajudarão você a edificar aquela ponte. Um plano ordeiro para
a pregação, que olha para a frente o capacitará a ajudar as pessoas a
crescerem e se desenvolverem espiritualmente. Além disso, enquan­
to você pregar, os grandes temas da Bíblia o desafiarão com cada
mensagem que você pregar, porque todos os sermões podem e de­
vem ter a vitalidade e a novidade que vêm quando o Espírito San­
to nos leva cada vez mais profundamente em nosso conhecimento
de Deus. E o Espírito nos ajudará a aplicar a verdade da Palavra às
nossas vidas. Um plano ordeiro para a pregação, que sempre avan­
ça, também ajudará você a pregar mensagens que são interessantes,
fáceis de serem compreendidas, e fáceis de serem lembradas. 0 seu
povo pode meditar em tais verdades muito tempo depois do eco da
sua voz ter sumido. (...)
Enquanto você se prepara para pregar a mensagem, lembre-se que a
verdade central é como o eixo de uma roda. As várias divisões do corpo do
sermão são os raios da roda. Assim como os raios partem do cubo e para
ele voltam, assim também a autoridade para a verdade de cada divisão
parte da verdade central. E a verdade de cada divisão apela para a verda­
de central como sua prova. Cada divisão do corpo do sermão deve ser um
desenvolvimento da passagem das Escrituras em que é baseada.
Livro: “Homilética: Ministrandoa Palavra de Deus” (ICi, São Paulo, 2007, pág. 139,145).
L________________________________ ___________J
n
Estudada em ___ /___ /
DEVOCIONAL DIÁRIO
ORGANIZANDO
AS IDEIAS
TEXTO ÁUREO
"Chegou a Éfeso um judeu,
natural de Alexandria, chamado
Apoio, homem eloquente e
poderoso nas Escrituras "
At 1824
rHi‘V-
ií5S
.-J
Segunda - 2Tm 2.15
Quemprega precisa conhecer a Palavra
Terça - At 1.8
Quem prega precisa ter unção
Quarta - Rm 1.16
Quem prega deve fazê-lo com fé
Quinta - At 16.13
Quem prega precisa orar
Sexta - At 8.26
Quem prega precisa obedecer
Sábado - At 8.38
Quem prega verá os frutos
LEITURA BÍBLICA
Atos 18.24-26,28
24 Nesse meio tempo, chegou a Éfeso
um judeu, natural de Alexandria, cha­
mado Apoio, homem eloquente e po­
deroso nas Escrituras.
25 Era ele instruído no caminho do
Senhor; e, sendo fervoroso de espírito,
falava e ensinava com precisão a res­
peito de Jesus, conhecendo apenas o
batismo de João.
26 Ele, pois, começou a falar ousada­
mente na sinagoga. Ouvindo-o, porém,
Priscila e Áqüila, tomaram-no consigo
e, com mais exatidão, lhe expuseram o
caminho de Deus.
28 porque, com grande poder, conven­
cia publicamente os judeus, provando,
por meio das Escrituras, que o Cristo e
Jesus.
Hinos da Harpa: 56-65- 127
35
Lição 6- Oryanizando as Ideias
( "
ORGANIZANDO AS IDEIAS
INTRODUÇÃO
L INTRODUÇÃO DA PREGAÇÃO
1 . Tema
2. Texto-base
3. Introdução
II. DESENVOLVIMENTO
1. Tópicos e sub-tópicos
2. Fundamento bíblico
3. Transições
III. CONCLUSÃO
1. Recapitulação
2. Aplicação pessoal
3. Apelo
APLICAÇÃO PESSOAL
INTRODUÇÃO
Todo sermão, quer seja temá­
tico, textual, ou expositivo (vere­
mos isso mais à frente), precisa
ser pregado de forma lógica e
organizada. Este é o segredo para
que os ouvintes entendam clara-
mente a pregação. Portanto, é im­
prescindível que o pregador tome
muito cuidado com a estrutura do
seu sermão.
Sabemos que tudo precisa ter
início, meio e fim. Com o sermão
não á diferente. Independente do
tipo de sermão, ele deve ser es­
truturado com pelo menos três
seções distintas: introdução, de­
senvolvimento e conclusão.
Não se deve menosprezar a
importância de nenhuma des­
tas três partes. É o que veremos
nesta lição.
I. INTRODUÇÃO DA
PREGAÇÃO
1. Tema. É o assunto a ser tra­
tado. Deve ser interessante, claro
e breve, para auxiliar a congrega­
ção a entender o que o pregador
quer dizer, evitando divagações.
Pode ser interrogativo ("De
onde virá a nossa salvação?), ou
ainda, afirmativo ("Jesus é o úni­
co que pode salvar!").
Acima de tudo, o tema precisa
ser relevante aos nossos dias.
Fontes para o tema do sermão:
a) As Escrituras - Aproveite o
seu devocional pessoal e selecio-
36
Lição 6 - Oiyanizando as Ideias
ne textos que possam servir de
base para temas.
b) Problemas humanos con­
cretos (medo, desemprego, de­
pressão, entre outros).
c) Datas especiais, da denomi­
nação, do país (Dia das Mães, Pás­
coa, Natal etc.).
2. Texto-base. Texto é a pas­
sagem bíblica que serve de base
F
para o sermão. E uma parte es­
pecífica das Escrituras que de­
sejamos transmitir aos nossos
ouvintes.
0 texto bem escolhido é aque­
le que apresenta a ideia central
do sermão em uma sentença cla­
ra e definida.
F
E o uso do texto bíblico que
dá autoridade ao pregador, dei­
xando claro que aquilo que se
diz vem das Escrituras Sagra­
das. Leve em consideração estas
orientações:
a) Escolha textos claros e que
você conheça bem. Cuidado com
textos obscuros ou controverti­
dos. Lembre-se, acima de tudo, a
sua função é facilitar.
b) Delimite o texto de tal for­
ma que contenha uma unidade
completa de pensamento.
c) Lembre-se que todo texto
tem um contexto. Analisá-lo an­
tes é imprescindível.
d) Estude o texto, se possível,
em várias traduções. É aconse­
lhável, na hora da ministraçâo
utilizar, apenas uma.
3. Introdução da Mensagem.
0 ideal é que a introdução seja algo
que prenda logo a atenção dos ou­
vintes, despertando o interesse
para o restante da mensagem.
Pode começar com uma ilus­
tração, um relato interessante,
sempre ligado ao tema do ser­
mão.
Um outro recurso muito bom
é começar com uma pergunta
para o auditório, cuja resposta
será dada pelo pregador duran­
te a mensagem. Se for uma per­
gunta interessante, a atenção do
povo está garantida até o final do
sermão.
Não é aconselhável ultrapas­
sar os cinco minutos.
Assim como a decolagem é es­
sencial para um voo bem sucedi­
do, da mesma forma toda a aten­
ção precisa ser dada à introdução
de um sermão:
a) Características da boa in­
trodução:
• Desperta a atenção.
• Está ligada ao tema.
• É clara e simples.F
• E breve e direta.
b) Cuidados a tomar na intro­
dução:
• Não ficar se desculpando.
• Não prometer uma grande
mensagem.
• Não tentar impressionar
com palavras difíceis,
• Não sobrecarregar a intro­
dução com muitas informa­
ções.
37
II. DESENVOLVIMENTO
.>
E a mensagem a ser transmiti­
da. Aqui será interpretado o texto
e abordado o tema da mensagem.
0 desenvolvimento do sermão
exige uma atenção especial, pois
a introdução foi um preparo para
este momento, e o que virá após
fechará o assunto.
1. Tópicos e sub-tópicos. São
as divisões, ou seções, do desen­
volvimento de um sermão bem
ordenado. Quer sejam enuncia­
das durante a ministração, quer
não, um sermão corretamente
planejado será dividido em par­
tes distintas que contribuirão
para sua unidade.
Os tópicos e sub-tópicos de­
vem ser claros e simples. Procu­
re seguir um padrão uniforme.
Exemplo: Se a primeira divisão foi
apresentada em forma de pergun­
ta, recomenda-se que os demais
pontos sigam o mesmo padrão.
Não exagere na quantidade de
tópicos e sub-tópicos. Essas divi­
sões devem ser elaboradas har-
monicamente. Em alguns casos,
o próprio texto bíblico já tem sua
própria divisão, que usaremos
para formar os tópicos.
Empregue o menor número
possível de divisões principais.
Vantagens das divisões:
a) Ajudam a esclarecer os pon­
tos do sermão.
b) Ajudam a recordar os prin­
cipais aspectos do sermão.
Lição 6 - Organizando as Ideias
c) Demonstram zelo e organi­
zação por parte do pregador.
A experiência mostra que
sermões organizados e criterio-
samente divididos em tópicos e
sub-tópicos são mais facilmente
lembrados. Todos nós conhece­
mos aquela situação em que as
pessoas que se dizem abençoa­
das pelo sermão, quando per­
guntadas pelo teor da mensagem
já não se lembram, ou se recor­
dam apenas vagamente. Pode até
ser falha de memória, no entan­
to, na maioria dos casos, foi falta
de didática do pregador.
2. Fundamento bíblico. Isso
significa "provar" seus argumen­
tos com versículos pertinentes
ao assunto, porém sem exagero.
Um bom sermão não é necessa­
riamente aquele que usa muitos
textos bíblicos. Lembre-se, nova­
mente, que o objetivo é sempre
esclarecer
jesus Cristo usou a Palavra de
Deus (a Bíblia de que dispunha,
o Antigo Testamento) para com­
bater a Satanás. Também a usa­
va quando pregava. A Palavra de
Deus é a primeira fonte do pre­
gador. Um pregador sem conhe­
cimento da Bíblia não chegará a
lugar algum.
3. Transições. As transições
são responsáveis por conectar
todos os tópicos de um sermão,
fazendo com que o tema flua na­
turalmente. Na transição de um
38
Lição 6 - Oiyanizando as Ideias
tópico para outro utilize pergun­
tas sobre o que foi falado, para
o ouvinte refletir sobre o tópico
em sua vida pessoal e, em se­
guida à pergunta, faça uma 'afir­
mação do tópico', por exemplo:
'Você tem fé?'; 'Creia, pois tudo é
possível ao que crê!'. Certamente
você ouvirá muitos 'améns' após
esta parte e estará pronto para o
próximo tópico.
Não demore muito em um tó­
pico pois seu tempo ficará com­
prometido nos tópicos seguintes.
A duração de um sermão deve
ser de trinta a quarenta e cinco
minutos. Já um estudo bíblico,
pode durar uma hora, aproxima­
damente. É claro que o Espírito
Santo pode quebrar esses limi­
tes, mas precisamos ter certeza
de que é Ele mesmo quem está
fazendo isso.
IIL CONCLUSÃO
É um resumo do sermão, uma
recapitulação e reafirmação dos
argumentos apresentados. É uma
espécie de sobremesa após o pra­
to principal, Uma boa conclusão
normalmente contém os seguin­
tes elementos: Recapitulação,
Aplicação e Apelo.1
1. Recapitulação. É a reafirma­
ção dos argumentos apresentados.
Aqui devemos ser extremamente
cuidadosos, pois é o momento de
dizer onde chegamos.
Não se deve acrescentar ma­
térias ou ideias novas apenas re­
sumidamente mostrar por aonde
se andou.
2. Aplicação pessoal. Uma
boa conclusão, além de clara, tam­
bém deve ser direta e pessoal, ou
seja, pessoaliza-se o sermão aqui.
Cada ouvinte deve saber que está
se falando especialmente para ele,
É o momento de persuadir amoro­
samente os ouvintes a praticarem
o que se ouviu. Deve ser dirigida
a todos, com muito entusiasmo
apelando à consciência e aos sen­
timentos de cada um.
3. Apelo. Após a "amarração"
final, chega-se ao apelo. 0 assun­
to está encerrado e pode-se fazer
o apelo. Todo pregador que deseja
alcançar êxito em ganhar almas
não o alcançará a menos que cada
vez que pregue, ao finalizar o as­
sunto, faça um fervoroso apelo.
Exemplos bíblicos:
a) "Escolhei, hoje, a quem sir­
vais" (Js 24,15).
b) "Quem é do SENHOR venha
até mim" (Êx 32.26).
c) "Vinde a mim" (Mt 11.28).
d) "Eis que estou à porta e
bato" (Ap 3.20).
É muito importante que o
apelo leve a uma manifestação
pública, seja ela: levantar a mão;
ficar em pé; vir à frente; ajoe-
lhar-se para oração; preencher
um cartão.
Apele com confiança, e não
desista logo. Muitos demorarão a
39
Lição 6 - Organizando as Ideias
C EXEMPLO DE ESBOÇO
( ---------------------------------------------------------------------------------->
FAMÍLIA, ALIANÇA DE
AMOR E VIDA (Ef 5.25-6.2)
INTRODUÇÃO
tomar uma decisão, por isso você
deve dar-lhes tempo.
Acima de tudo, e principal­
mente, lembre-se de que é o Es­
pírito Santo quem convence o
homem do pecado, da justiça e do
juízo (Jo 16.8).
L A FAMÍLIA NA BÍBLIA
1. Origem da família Gn 1.26-28
2. Queda da família Gn 3.6
3. Propósito imutável Gn 1.28
É. RESTAURAÇÃO DA FAMÍLIA
1, Corrupção da família Tg 1.15
2, Compromisso de Deus At 16.31
3, Salvação da família Gn 7.1
III. OS MEMBROS DA FAMÍLIA
1. Esposo Ef 5.25
2. Esposa Ef 5.22
3. Pais Ef6.4
4. Filhos Ef 6.1,2
CONCLUSÃO
r : -------------------------- 
APL1CAÇAO PESSOAL
Cada crente é"filho(a) de Deus",
literal mente; sua vida é como uma
"carta" de Cristo, conhecida e "lida"
por todos. Que a mensagem de
nossa vida seja abençoada e aben-
çoadora, de tal modo que muitos
encontrem o Caminho através do
j
( A
RESPONDA
1) Quais as três seções distintas de um sermão?
2) Cite um dos cuidados que se deve tomar na introdução de um sermão.
3) Quais elementos devem ser considerados na conclusão da mensagem?
•
V.
40
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição
é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
LIÇAO 7
TIPOS DE SERMÃO
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Avalie aonde está o enten­
dimento de seus alunos sobre a
Homilética, se ainda possuem dú­
vidas ou se estão em franco pro­
gresso. Isso é importante para que
compreendam a forma de traba­
lhar com cada tipo de Sermão.
Incentive-os a criar seus pró­
prios sermões, mesmo que não
tenham pretensões maiores, pois
isso os ajudará a expor a Palavra
com mais confiança,
Você mesmo deve se preparar
para esta aula. Pesquise temas e
textos bíblicos para trabalhar seus
próprios sermões. A prática o aju­
dará a ministrar a aula com mais
confiança e habilidade.
Observe que para um bom en­
tendimento da mensagem é preciso
que o ouvinte saiba como aplicá-la
em sua vida diária, daí a importân­
cia de buscar, a cada momento da
elaboração do Sermão, a presença
do Espírito Santo, pois é Ele quem
ministrará a verdade aos corações.
OBJ ET1VOS
•Conhecer as três categorias
do sermão apresentadas; temático,
textual e expositivo.
• Elaborar um esboço de ser­
mão temático
•Preparar e pregar sermões
com eficácia.
PARACOMEÇAR AAULA
Em uma folha de cartolina es­
creva a palavra SALVAÇÃO. Peça
aos alunos que acrescentem outras
palavras abaixo. Depois peça que
as correlacionem à palavra princi­
pal e busquem um versículo bíblico
que tenha a mesma relação.
Em outra cartolina, escreva um
versículo bíblico e peça para que
escrevam palavras de sua experiên­
cia diária que se apliquem a ele. Por
último, solicite que reflitam de que
forma as palavras e versículos se
aplicam ao seu cotidiano.Após ouvir
dois alunos, aproveite para começar
a expor a lição. Boa aula.
RESPOSTAS DA PÁGINA 34
1) Determinar o alvo, coletar e organizar a matéria.
2) Temático, textual e expositivo.
3) Aplicação e apelo.
PALAVRAS-CHAVE
Sermão * Tema * Divisões
[
Lição 7-Tipos de Sermão
LEITURA COMPLEMENTAR
•%
A medida que você aprende a preparar e pregar sermões, lembre-se
que o poder da salvação não está na pessoa que prega nem no método que
emprega. O Evangelho de Jesus Cristo é o poder da salvação. 0 Apóstolo
Paulo colocou esta verdade em perspectiva para nós: "Porque não me en­
vergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de
todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego" (Rm 1.16).
Nunca precisa envergonhar-se do Evangelho! É a mensagem de Deus,
apoiada pelo Seu poder e com resultados garantidos. Pregue com con­
fiança, e veja o que Deus pode fazer! (...)
0 planejamento é necessário para a boa pregação. Uma ou duas vezes
por ano você deve olhar para trás, para onde você já esteve, e olhar para
frente, para onde você vai na sua pregação. Evite pregar textos, assun­
tos, e mensagens idênticos ou semelhantes. Como Paulo, pregue todo o
propósito de Deus (At 20.26-27). Estude cuidadosamente seus padrões e
pregação para ver se você não está negligenciando as grandes verdades e
os grandes textos das Escrituras.
Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus”- (1CI, São Paulo, 2007, págs.
139,140).
_________________________ J
II
Estudada em ___ /___ /
TEXTO ÁUREO
"Porque não nos pregamos a nós
mesmos, mas a Cristo Jesus como
Senhor e a nós mesmos como
vossos servos, por amor de Jesus ”
2Co 4.5
<■ií
Verdade Pratica
0 serm ão deve ter base bíblica
e o foco em glorificar a
Jesus Cristo.
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda - Mt 16.18
A Igreja está firmada na Rocha
T erça-2Pe 1.20,21
Avontade de Deus registrada
Quarta - Êx 4.12
Promessa de inspiração
Quinta - ICo 2.13
0 Espírito Santo ensina
Sexta - Mt 10.19
Palavras certas na hora certa
Sábado - IPe 1.11
Testemunhos sobre a salvação
LEITURA BÍBLICA
2 Coríntios 4.3-5
3 Mas, se o nosso evangelho ain­
da está encoberto, é para os que
se perdem que está encoberto,
4 nos quais o deus deste século
cegou o entendimento dos incré­
dulos, para que lhes não resplan­
deça a luz do evangelho da glória
de Cristo, o qual é a imagem de
Deus.
5 Porque não nos pregamos a nós
mesmos, mas a Cristo Jesus como
Senhor e a nós mesmos como vos­
sos servos, por amor de Jesus.
Hinos da Harpa: 166-171 - 291
41
Lição 7 *Tiposde Sermão
TIPOS DE SERMÃO
INTRODUÇÃO
I. SERMÃO TEMÃTICO
JLConceito
2. Como Preparar
3. Exemplo Mt6.9
INTRODUÇÃO
Há muitos tipos de sermão
e vários meios de classificá-los.
Estudaremos, nesta lição, os mé-*
todos mais utilizados. De acor­
do com a Homilética, um sermão
é geralmente classificado como
temático, textual ou expositivo.
Lembrando que a fonte inspirado-
ra, para a construção de um ser­
mão, sempre deve ser as Sagradas
Escrituras.
I. SERMÃO TEMÁTICO
II. SERMÃO TEXTUAL
1. Conceito
2. Como Preparar
3. Exemplo jo 102728
III. SERMÃO EXPOSITIVO
1. Conceito
2. Como Preparar
3. Exemplo Sli.i-6
APLICAÇÃOPESSOAL
1.Conceito. O sermão temáti­
co é aquele cujo desenvolvimen­
to é baseado em um tema central.
Suas principais ideias e divisões
giram em torno do mesmo, inde­
pendente do texto bíblico utili­
zado. Ele é fácil de ser preparado
e não requer muita exegese ou
interpretação do texto sagrado,
além do fato de o ouvinte ter
mais facilidade de gravar e assi­
milar a mensagem ouvida.
Um dos grandes sermões
tem áticos foi o de Jonathan Ed-
wards, sob o título: Pecadores
nas mãos de um Deus irado,
pregado em 8 de Julho de 1741.
Você talvez nunca tenha lido ou
ouvido este sermão, mas é bem
provável que já tenha ouvido
falar de seu tema. Após esco­
lher o tema de sua mensagem, o
pregador deve buscar textos bí­
blicos que o apoiem no assunto
escolhido.
42
Lição 7 Tipos deSermão
2. Como Preparar, A fim de
compreendermos com maior
clareza o conceito de um sermão
temático, veremos como se pre­
para um.
a) Escolha do tema. O primeiro
ponto deve ser a escolha de um
tema, que pode ou não requerer
um versículo bíblico como base.
Isso nao quer dizer que a men­
sagem não seja bíblica. Embora
o sermão temático não se baseie
diretamente em um versículo, o
ponto de partida do quai sua ideia
central se desenvolve geralmente
é um versículo bíblico.
b) Em busca de versículos.
Após a escolha do tema, ire­
mos em busca de versículos que
apoiem a ideia central do tema
escolhido. Neste ponto, a ajuda
de uma Concordância Bíblica é de
grande utilidade.
c) Os tópicos principais. Os tó­
picos são as divisões que o prega­
dor usará para expor o tema cen­
tral do sermão. Elas devem ser
organizadas numa ordem lógica,
ou cronológica, que demonstre o
desenvolvimento natural da te­
mática, tendo como base um ou
mais versículos bíblicos. O ser­
mão deve possuir divisões, pois
permite um melhor aproveita­
mento do tema, levando os ouvin­
tes a compreender gradualmente
o assunto abordado.
d) Os subtópicos. Os subtópi­
cos têm a finalidade de desen­
volver a ideia contida no tópico
principal, e seguem o mesmo
princípio, derivando da ideia cen­
tral. Entretanto, é necessário que
os subtópicos estejam subordina­
das ao tema principal.
3. Exemplo.
---------------------------------------------
CONHECENDO OS
FILHOS DE DEUS (Mt 6.9)
Introdução: Vamos descobrir, na Bíblia,
quem são os Verdadeiros filhos de Deus.
í. OS QUE O RECEBERAM Jo 1.12
II. OS QUE SÃO GUIADOS PELO
SEU ESPÍRITO R m 8.14
III. OS QUE SÃO DISCIPLINADOS
PELO SENHOR Hb 12.5-11
Conclusão: Vocêjá é filho de Deus? Você
quer ter o direito de ser filho de Deus?
_______________________________________________________ J
II. SERMÃO TEXTUAL
1. Conceito. O sermão textual
é aquele baseado em um peque­
no texto ou versículo bíblico. Os
tópicos principais sao derivados
do mesmo, podendo cada frase
do texto constituir um ponto a ser
pregado.
No sermão textual o pregador
traz seu ouvinte para dentro do
texto bíblico e usa o texto como
linha de raciocínio para o sermão.
A maioria dos pregadores em evi­
dência no cenário brasileiro prega
ou sermões temáticos ou textuais,
e raramente se detém no sermão
expositivo.
43
Lição 7 -Tipos deSermão
2 . Como Preparar. Ü prega­
dor que se dedica ao estudo das
Escrituras não encontrará difi­
culdades em preparar um ser­
mão textual.
a) O Texto escolhido. Na pre­
paração do sermão textual, o pri­
meiro ponto deve ser a escolha de
um texto como base, que pode ser
constituído apenas por uma linha
do versículo bíblico, um versículo
todo ou mais versículos.
b) 0 Tema. 0 sermão textual
inicia com um texto-base que nos
mostrará a ideia central da men­
sagem. Diferentemente do ser­
mão temático, no sermão textual o
próprio texto escolhido oferece o
tema para o sermão.
c) Os tópicos principais. Os tó­
picos principais neste tipo de ser­
mão devem, obrigatoriamente, ser
originadas de verdades ou princí­
pios oriundos do próprio texto es­
colhido. Para isto, devem ser em-
basadas em versículos ou partes
do texto que expressem verdades
relevantes.
d) Os subtópicos. Os subtópi-
cos são o desenvolvimento das
ideias contidas nos respectivos
tópicos principais, e podem ser
retiradas do texto base, ou de ou­
tros textos, desde que tenham al­
guma relação com a ideia central
contida no texto.
3. Exemplo.

“AS OVELHAS DO
BOM PASTOR” (Jo 10.27,28)
Introdução: Quais são as característi­
cas das ovelhas de Cristo?
L OUVEM A VOZ DO PASTOR v27
1. “As Minhas ovelhas”
2. “Ouvem a minha voz51
IL SÃOCONHECIDAS PELOPASTORv27
1. “Eu as conheço”
2. Conhece tudo que se passa
VII. SEGUEM OS PASSOS DO PASTOR
1. “Elas me seguem”
2. Segurança no caminho
IV. RECEBEM VIDA ETERNA v28
1. “Eu lhes dou vida eterna”
2. “Não perecerão”
3. “Ninguém as arrebatará de
minhas mãos"
Conclusão: O privilégio de ser ovelha
do bom Pastor é presente, permanen­
te e eterno.
v______________________ J
III. SERMÃO EXPOSITIVO
1. Conceito. 0 sermão expositi-
vo é aquele cuja função é explicar o
texto das Escrituras, interpretando
e expondo detalhadamente o as­
sunto abordado. Essa interpretação
pode basear-se em vários versículos
de uma mesma passagem bíblica.
Pode ser um parágrafo, um capítulo,
ou até um livro inteiro da Bíblia.
Essencialmente, o que o distingue
do sermão textual é a extensão do
44
Lição 7 -TiposdeSermão
texto bíblico utilizado. 0 sermão ex-
positivo não é apenas um comentário
bíblico, e sim uma análise minuciosa,
detalhada e lógica da Bíblia, devendo
fazer uma conexão entre o texto e os
ouvintes. 0 próprio Jesus utilizava-se
de sermões expositivos ao contar e,
em seguida, interpretar uma pará­
bola, aplicando ao cotidiano de Seus
seguidores, mostrando assim que a
pregação expositiva é um excelente
método de ensino das Escrituras.
2. Como Preparar.
a] Escolha da passagem bíblica.
0 primeiro passo é selecionar a
passagem bíblica que será a base
do sermão, pois no sermão expo-
sitivo o tema é extraído de vários
versículos. Deste modo, é neces­
sário ler e reler o texto, meditar
com afinco, a fim de entender qual
é a ênfase principal da Palavra de
Deus nessa passagem escolhida.
b) Tópicos e subtópicos. No
sermão expositivo, todos os tó­
picos principais, assim como os
subtópicos, desenvolvem-se a
partir do texto bíblico escolhido.
Em suma, esse sermão consiste
na exposição da passagem bíbli­
ca. Assim, para uma melhor com­
preensão, é necessário pesquisar
e entender questões como:
a) O contexto histórico e geo­
gráfico da época
b) 0 ambiente literário que o
autor bíblico viveu.
c) pensamento religioso da época.
Isso servirá para compreen­
der e esclarecer o que a passagem
quer ensinar e como ela pode ser
aplicada em nossa vida.
3. Exemplo.
c A
“O HOMEM BEM-AVENTURADO
E O ÍMPIO” (S11.1-6)
Introdução: Vamos descobrir quem é
0 homem bem-aventurado.
1 O HOMEM BEM-AVENTURADO
NÃO FAZ v1
1. Ele não anda “segundo o
conselho dos ímpios"
2. Ele não perde seu tempo “no
caminho dos pecadores”
3. Ele não se satisfaz nos prazeres
"dos escamecedores”
II O HOMEMBEM-AVENTURADOFAZ v.2
1 Ele tem prazer “na lei do Senhor"
2. Ele se alimenta da Palavra "dia e noite”
III O HOMEM BEM-AVENTURADO É v.3
1. Como uma árvore plantada
junto a ribeiros de águas
2. Uma árvore que não deixa
de produzir fruto
3. Uma árvore que nunca envelhece:
“as suas folhas não cairão”
4. “tudo que fizer prosperará”
IV HOMEM ÍMPIO v 4,5
t. É o oposto do homem
bem-aventurado
2. “como a moinha que o vento espalha”
3. “Não prevalecerá no Juízo vindouro”
4. Nem pecadores na
congregação dos justos
Conclusão: “O SENHOR conhece o
caminho dos justos, mas o caminho
dos ímpios perecerá.” (v.6). Qual des­
tes dois você deseja ser?
V________________ )
45
Liçao 7-TiposdeSermão
Por fim, o mensageiro deve levar
em conta que, embora ele crie o ser­
mão e capriche na elaboração do es­
boço, a mensagem vem de Deus. Ele
proclama e explica a mensagem que
recebeu; mas sua mensagem não é
original, ela lhe é dada (2Co 5.19).
0 sermão que flui das páginas das
Escrituras Sagradas, por mais bem
elaborado que seja, não é a palavra
do pregador, é a Palavra de Deus.
. . . . . . . .
RESPONDA
1) Quais cuidados devem ser tom ados na preparação da mensagem?
APLICAÇÃO PESSOAL
Faça seu esboço, mas ore a Deus
pedindo a Ele graça para ministrar
um bom sermão, para tocar pro­
fundamente o ouvinte. 0 primeiro
a ser tocado pelo sermão é quem o
está preparando.
2) Quais são os três tipos de sermão apresentados na lição?
3) Q uais elem entos devem ser considerados na conclusão da mensagem?
46
LIÇÃO8
PODER DE DEUS NA MENSAGEM
S H H
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição
é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Professor, como líder que é,
você sabe que deve ser exemplo
em tudo para seus alunos. Neste
momento não será diferente, pois
o ensino também requer inspira­
ção divina. Quantas vezes você já
se encontrou desqualificado, mas
na sua iniciativa em aprender
mais para fazer o melhor, o Espí­
rito Santo interveio e fez além do
que você pensava.
Agora chegou o momento de
compartilhar a sua experiência
com os alunos e, através da lição,
demonstrar o quanto é importan­
te depender do Espírito Santo.
Temos autoridade para falar da­
quilo que já experienciamos e, neste
momento, ela será necessária.
Converse com irmãos que ha­
bitualmente pregam a Palavra,
faça-lhes perguntas pertinentes à
lição e anote as respostas. Anali­
se-as e tire conclusões. Use como
exemplos durante a aula.
OBJETIVOS
•Compreender que não há po­
der e unção sem vida inspirada.
•Entender que o Espírito San­
to nos auxilia na missão de pregar
a Palavra.
•Saber que o Espírito Santo traba­
lha em todas as etapas da mensagem.
PARACOMEÇARA AULA
Leve para a sala de aula três
copos ou vasos pequenos de mate­
riais diferentes (aço, gesso e plás­
tico, que possam ser descartáveis)
e uma garrafa com água. Converse
com seus alunos sobre as caracte­
rísticas de cada material que torna
o copo resistente ou não.
Aplique-as à vida espiritual, ten­
do como foco principal o pregador,
mas não somente ele, pois tende­
mos a apontar defeitos e a escon­
der as mãos. Suas vidas também
precisam ser avaliadas. Se quiser,
encha-os com água e lance-os ao
chão, demonstrando que, quando
confrontados, alguns não resistirão.
RESPOSTAS DA PÁGINA 52
1) Mensagem e vida pessoal inspiradas,
2) Quando nos recusamos a pregar a Palavra,
3) Antes, durante e depois.
PALAVRAS-CHAVE
Vida Pessoal * Preparação * Ação *
Espirito Santo * Mensagem
i
Lição 8 - Poderde Deus na Mensagem
LEITURA COMPLEMENTAR
Lembre-se que o estudo das Escrituras é um pouco diferente do es­
tudo de livros comuns. Seu objetivo principal é saber o que a Bíblia diz
e compreender o que significa. A maior fonte de ajuda que você tem é o
Espírito Santo, jesus disse: 'Quando vier aquele Espírito de verdade, ele
vos guiará em toda a verdade” (|o 16.13).
As Escrituras são a revelação divina. Por esta razão, devemos depen­
der do ministério de ensino do Espírito Santo para no$ guiar em toda a
verdade. Há duas razões por que devemos ser ensinados pelo Espírito.
Em primeiro lugar, somente o Espírito sabe tudo a respeito de Deus. Em
segundo lugar, somente o Espírito Santo pode revelar as coisas de Deus.
Existem ajudas para o estudo a serem usadas sempre que temos opor­
tunidade. Ao mesmo tempo, recebemos ajuda especial do Espírito dentro
de nós. Verifique Mateus 16.13-17 e leia como Pedro entendeu que jesus
era o Cristo. Você perceberá que esta verdade lhe veio mediante a revela­
ção do Pai e não pela compreensão ou experiência humana. (...)
0 amor de Cristo deve ser a força governante em todas as pessoas que
ministram... (2Co 5.14,15). Nenhum motivo para o ministério é suficien­
temente bom nem suficientemente forte sem o amor de Cristo para lhe
dar relevância e poder. Um advogado, ou médico, ou comerciante, podem
servir aos homens por motivos dignos, mas o ministro deve ser constran­
gido pelo amor de Cristo.
Certo jovem pregador disse, um dia: "Eu amo pregar!" Um ministro
mais velho respondeu: "Sim, mas você ama as pessoas?" "0 amor de Deus
está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado"
(Rm 5.5). Como Paulo, você, também, pode ser dominado pelo amor.
Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICI, São Paulo, 2007, págs.
29,30).
v _______________________________________________________________________ J
TI
Estudada em__ /__ /
LIÇÃO 8
PODER DE DEUS
NA MENSAGEM
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda - GJ 5.16
0 Espírito Santo dirige a nossa vida
Terça - Jo 16.13
Ele nos ensina a vontade de Deus
Quarta ■lTs 5.19
Não atrapalhe a ação do Espírito Santo
Quinta - Rm 5.5
0 Espírito nos enche de amor
Sexta - At 1.14
0 Espírito derramado em meio a oração
Sábado - At 1.8
Ele nos capacita para testemunhar
LEITURA BÍBLICA
1 Coríntios 2.4-7
4 Aminha palavra e a minha pregação
não consistiram em linguagem persua­
siva de sabedoria, mas em demonstra­
ção do Espírito e de poder,
5 para que a vossa fé não se apoiasse
em sabedoria humana, e sim no poder
de Deus.
6 Entretanto, expomos sabedoria en­
tre os experimentados; não, porém, a
sabedoria deste século, nem a dos po­
derosos desta época, que se reduzem
a nada;
7 mas falamos a sabedoria de Deus em
mistério, outrora oculta, a qual Deus
preordenou desde a eternidade para a
nossa glória;
Hinos da Harpa: 358 - 387 - 491
v_________ ___________J
Texto áureo
“A minha palavra e a minha
pregação não consistiram
em linguagem persuasiva de
sabedoria, mas em demonstração
do Espirito e de poder." ICo 2.4
47
Lição 8 - Poder de Deus na Mensagem
INTRODUÇÃOr 
PODER DE DEUS NA
MENSAGEM
INTRODUÇÃO
I. AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO
1. Não entristecer o Espírito E/4.30
2. Não apagar o Espírito iTsS.19
3. Ser cheio do Espírito EfS.18
U. AÇÃO NA PREPARAÇÃO
1. Na preparação 2Tm2A5
2. Na escolha da mensagem iCo3.2
3. Exemplos iCo32
III. AÇÃO NA PREGAÇÃO
1. Antes da mensagem At 10.30-33
2. Durante a mensagem iCo2A
3. Depois da mensagem J0 I6.7-11
APLICAÇÃO PESSOAL
Nos tempos de Jeremias, levan­
taram-se falsos profetas, ensinan­
do falsas doutrinas, de acordo com
os seus pensamentos, e Deus diz a
Jeremias: ,fMas, se tivessem esta­
do no meu conselho, então, teriam
feito ouvir as minhas palavras ao
meu povo.." [Jr 23.22]. Ou seja, se
estivessem com Deus, teriam aju­
dado o povo a ouvir a Deus e não
atrapalhado, proclamando ensina­
mentos humanos.
L AÇÃO DO ESPÍRITO
SANTO
Devemos depender do Espí­
rito, nos esforçando sempre para
não entristecer ou apagar o Espí­
rito Santo que habita em nós,:
1. Não entristecer o Espírito.
Em Efésios 4.30, o apóstolo Paulo
nos exorta a não entristecer o Es­
pírito Santo. Mas o que significa
isto? Significa não conviver com
o pecado, seja ele por pensamen­
to ou ação. Se um pai diz a seu
filho para não fazer algo, e este
filho não lhe dá ouvidos, e faz de
qualquer forma, isto entristece o
coração do pai. Da mesma forma,
entristecemos o Espírito Santo
quando pecamos. Quando o Espí­
rito nos "incomoda" sobre deter­
minado pecado, precisamos pedir
perdão e renunciarão pecado pelo
poder de Deus que em nós opera
pela sua graça (Pv 28.13].
48
A pregação que cumpre a sua
missão é aquela que está equi­
librada em dois princípios: a
mensagem á inspirada, e a vida
do pregador, também. Como sa­
bemos a Bíblia é inspirada por
Deus, quando pregamos a Bíblia,
cumprimos parte da missão;
agora, resta avaliar a nossa parte
e analisar a vida pessoal, porque
é impossível dissociar a mensa­
gem pregada da vida de quem a
prega.
0 pregador que vai vencer
o teste do tempo, que será con­
sistente e permanente em sua
missão, que não apenas pregará
por empolgação, é aquele que
decide deixar o Espírito tomar
conta de sua vida e tratar o seu
caráter. Ele entende que sua vida
com o Espírito Santo não se resu­
me apenas ao púlpito. Identifica
posturas, atitudes e pensamen­
tos que entristecem o Espírito
Santo, os confessa e alcança o
perdão (ljo 1.9}.
2. Não apagar o Espírito. Não
devemos apagar a chama do Espí­
rito. 0 Apóstolo Paulo nos ensina
em 1 Tessalonicenses 5.19 - "Não
apagueis" ou "não extingais o Es­
pírito." Extinguir significa: fazer
que cesse de queimar e brilhar,
acalmar, exterminar, deixar de
existir. Quando abafamos o que o
Espírito quer realizar, extingui­
mos e apagamos a Sua presença,
Quando dizemos SIM ao pecado,
entristecemos o Espírito; quando
Quando você ministra,
nem o talento, nem o
treinamento, podem
substituir o poder
espiritual na sua vida/'
dizemos NÃO ao Espírito, apaga­
mos sua presença ou operação.
Uma das maneiras que apa­
gamos o Espírito é não comparti­
lhando nossa fé através do evan-
gelismo pessoal. De acordo com
pesquisas realizadas em vários
países, cerca de 90% dos evangé­
licos não evangeliza. Apenas 5%
dos evangélicos estão discipulan-
do um novo convertido e acom­
panhando seu crescimento na fé.
Quando nos recusamos a falar do
amor de Jesus, apagamos o Espí­
rito.
3. Ser cheio do Espírito. Je­
sus prometeu a vinda do Conso­
lador assim que subisse ao Pai (jo
14.16,17). Ele ordenou aos discí­
pulos que não se ausentassem de
Jerusalém até que fossem revesti­
dos de poder (Lc 24.49). Antes de
subir ao céu, reforçou novamente
a promessa (At 1.8), Revestidos de
poder, apesar de suas fraquezas,
os discípulos revolucionaram o
mundo da sua época (At 2.1-4; Cl
1.23; Mc 16.20). Ser revestido do
poder do Espírito não é uma op­
ção, é uma ordem. Não basta ape­
nas não intristecer ou apagar, pre-
49
cisamos, urgentemente, ser cheios
do Espírito (Ef 5.18).
II. AÇÃO NA PREPARAÇÃO
0 Espírito Santo age na vida
de quem prega e na mensagem
compartilhada. Ele deseja arden­
temente nos auxiliar na missão
de compartilhar o Evangelho.
Em João 14, a palavra Consolador
também quer dizer: auxiliador,
ajudador.
1. Na preparação. A prepara­
ção é uma constante na vida de
todo pregador bem sucedido. Mui­
tos enforcam a preparação, justifi­
cando que o próprio Espírito San­
to vai de última hora revelar o que
deve ser falado. Usam este pretex­
to para apresentar uma confiança
*
e intimidade com Deus. E verdade
que Deus pode de última hora mu­
dar a direção do que seria dito, to­
davia isto é a exceção. Geralmente
Ele fala e revela a Sua vontade na
hora da preparação.
Para justificar esta falta de
preparo, alguns citam Marcos
13.11: "Quando, pois, vos leva­
rem e vos entregarem, não vos
preocupeis com o que haveis de
dizer, mas o que vos for concedi­
do naquela hora, isso falai; por­
que não sois vós os que falais,
mas o Espírito Santo". A questão
é que, neste texto, o autor esta
escrevendo a cristãos enfrentan­
do a morte iminente pela perse­
guição, e não a um grupo de pre-
lição 8 - Poderde Deus na Mensagem
Quem não prevalece
com Deus em oração,
não pode prevalecer
com os homens na
pregação."
(Oswald Smith)
gadores preguiçosos. Paulo nos
exorta: 'Procura apresentar-te
a Deus aprovado, como obreiro
que não tem de que se envergo­
nhar, que maneja bem a palavra
da verdade" (2Tm 2,15).
2. Na escolha da mensagem
certa. Uma das principais habi­
lidades que uma vida dependen­
te e cheia do Espírito Santo nos
confere é a sensibilidade espiri­
tual, principalmente para discer­
nir as pessoas que nos escutam.
Sem a ação do Espírito Santo não
podemos conhecer o que a igreja
necessita ouvir.
No livro de Apocalipse cartas
são escritas às sete igrejas da Asia,
indicando que cada uma destas
igrejas tinha uma necessidade es­
piritual específica. |oão não escre­
veu para Filadélfia aquilo que era
necessidade específica de Laodi-
céia. O Espírito continua falando
hoje da mesma forma, e nós somos
os mensageiros que precisam ser
sensíveis ao que Ele deseja comu­
nicar à igreja: a mensagem certa,
para a pessoa certa, na hora certa.
50
Lição 8 - Poderde Deus na Mensagem
3. Exemplos. Em 2 Timóteo
4.2, Paulo doutrina o jovem Ti­
móteo dizendo: "Prega a Palavra!".
Mas que Palavra é esta? Timóteo
teria que ser sensível à condição
espiritual da igreja que estava pas­
toreando, às pessoas que estavam
lhe ouvindo. Por exemplo, Paulo
também diz ao povo de Corinto:
"Leite vos dei a beber, não vos dei
alimento sólido; porque ainda não
podíeis suportá-lo. Nem ainda
agora podeis, porque ainda sois
carnais" (ICo 3.2). Paulo era ex­
tremamente atento ao que aquela
igreja estava pronta para receber.
Na prática, se uma igreja está
morna e prestes a ser vomitada da
boca do Senhor, talvez pregar so­
bre prosperidade, embora bíblica,
não seja o aconselhável (Ap 3.16).
III. AÇÃO NA PREGAÇÃO
A ação do Espírito Santo vai
além da vida de quem transmite.
Envolve todo o processo, incluin­
do a mensagem compartilhada e
a vida de quem recebe. Quando
se entende que o Espírito Santo ja
está trabalhando antes da mensa­
gem, irá trabalhar durante a mi-
nistração e seguirá trabalhando
depois no coração de quem rece­
be, entendemos como a ministra-
ção é vazia sem o Seu agir.1
1. Antes da mensagem. 0 Es­
pírito Santo já está trabalhando na
vida do ouvinte, muito antes de
alguém compartilhar a Palavra (Jo
16.7-10). Ele cumpre Sua missão
de apontar para Cristo e conven­
cer o mundo do pecado. É como
se fosse uma engrenagem, na qual
nós somos uma peça, cujo papel é
anunciar o melhor que podemos;
e o Espírito completa o trabalho
que já vinha fazendo para cumprir
o Seu propósito.
Em Atos 10, Deus manda Pedro
levar a Palavra de salvação para a
casa de Cornélio em Jope. Quando
Pedro finalmente chega e começa
a falar, o Espírito Santo imediata­
mente desceu sobre todos que lá
estavam (At 10.44).
2. Durante a mensagem. Por
melhor que seja o esboço e o con­
teúdo da mensagem, quando você
prega é o Espírito Santo quem
individualiza a mensagem para
a necessidade específica de cada
coração. Ele amolecerá o coração,
tocará o espírito e a alma, desper­
tará o desejo de uma nova vida.
0 interessante é que muitas
vezes a nossa mensagem é im­
perfeita e incompleta, mas o Es­
pírito Santo preenche as imper­
feições para que o Seu propósito
se cumpra (ICo 2.4). Mesmo que
fosse completa, do ponto de vista
da estrutura homilética, mesmo
assim, seria incompleta sem o
agir do Espírito. Lembre-se: "a le­
tra mata, mas o espírito vivifica"
(2Co 3.6).
Por último, temos que enten­
der que o ouvinte pode resistir ao
agir do Espírito (At 7.51). O Espí-
51
rito Santo não força ninguém a fa­
zer nada. Muitos se desencorajam
quando compartilham a mensa­
gem, e ninguém se entrega a Cris­
to, entenda que por mais que Deus
queira salvar a todos, cada indi­
víduo tem de escolher por si pró­
prio. Não estão negando a você,
mas a mensagem e ao propósito
de Deus para suas próprias vidas.
3. Depois da mensagem.
Quando você acaba a mensagem,
o Espírito continua falando. Jesus,
quando prometeu o Espírito San­
to, disse que Ele nos faria lembra
de tudo que Ele (Jesus) nos havia
dito (Jo 16,7-11). 0 que chama a
atenção no ministério de Jesus
é que Ele não perdia nenhuma
oportunidade de compartilhar
a salvação. Ao longo do Seu mi­
Lição 8 - Poderde Deus na Mensagem
nistério, milhares foram salvos,
mas muitos também rejeitaram
a Sua mensagem. Mesmo assim,
Ele pregava. Fazia isto porque a
semente poderia florescer mais
tarde, e pregou para que o Espíri­
to Santo pudesse lembrar os Seus
discípulos e seguidores de tudo o
que dissera.
APLICAÇÃO PESSOAL
Somos agentes de Deus e não
lutamos sozinhos. Somos coo-
peradores de Deus e Deus coo­
pera conosco. 0 Espírito Santo
é o nosso Ajudador e aliado na
sagrada missão de ministrar a
Palavra de Deus com unção e
poder do Alto.
V_______ __________ J

RESPONDA
1) Quais os dois princípios que levam a mensagem a cumprir a sua missão?
2) Em que situação apagamos a presença do Espírito?
3) Em quais momentos da mensagem o Espírito está trabalhando?
52
LIÇÃO9
PREGAÇAO E SEUS DESAFIOS
ATUAIS
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição
é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Nesta lição, demonstraremos
aos alunos que a mensagem deve
estar em uma linguagem com­
preensível ao público ouvinte. Não
adianta usar o "evangeliquês" para
ouvintes não-crentes, por exemplo.
Também, mostrar que as apli­
cações têm que ser relevantes aos
ouvintes. Falar sobre educação de
filhos a um público infantil não
tem conexão com a realidade do
público-alvo.
Conhecer as necessidades de
cada público é essencial para que
o objetivo da mensagem seja cum­
prido. Desconsiderar isso pode
ser frustrante tanto para o prega­
dor quanto para os que o ouvem.
Deixe claro para os alunos que
esta "adaptação" ao público ou­
vinte não é, de forma alguma, de­
turpação da Palavra de Deus. Pelo
contrário, é demonstrar que a Bí­
blia é um livro atual e relevante, e
não velho e retrógrado.
OBJETIVOS
•Perceber a necessidade de co­
nhecer o público-ouvinte.
•Distinguir o público ouvinte
moderno.
•Atentar ao público não crente
[evangelizar) e ao público crente
[edificar).
PARACOMEÇARA AULA
Faça duas colunas em uma car­
tolina ou quadro branco e escreva
acima da primeira coluna: "Socie­
dade de 20 anos atrás"; na outra:
"Sociedade de hoje". Peça aos alunos
que falem quais características lem­
bram da sociedade de 20 anos atrás,
e coloque na primeira coluna. Na se­
gunda, coloque as características da
sociedade cie hoje. A ideia é mostrar
as diferenças entre as mesmas.
Em um ponto da aula vamos ob­
servar algumas características da
sociedade atual e você poderá com­
parar com o que foi colocado nas
duas colunas iniciais.
RESPOSTAS DA PÁGINA 58
1} É a visão que temos de todas as cosas (cosmos).
2) A verdade é relativa; desvalorização da igreja.
3) O corpo visíveí de Cristo na Terra.
PALAVRAS-CHAVE
Contextualização • Cosmovisão
* Edificação • Salvação
[
Lição 9 - Pregação eSeus DesafiosAtuais
LEITURA COMPLEMENTAR
A mensagem neotestamentária da pregação consiste em dois tópicos
principais: 1) Jesus Cristo como Senhor e Salvador, cumprindo as pro­
fecias do Antigo Testamento, e 2) um apelo ao arrependimento, à fé e à
confissão do senhorio de Jesus. Este padrão de proclamação e apelo pode
ser visto em vários lugares no Novo Testamento, inclusive na Parábola da
Grande Ceia (Lc 14.16-24).
Aqueles que ministravam nos tempos do Novo Testamento davam
mensagens de fé baseadas nos escritos do Antigo Testamento e nos en­
sinos de Jesus. Em seguida, apelavam aos ouvintes no sentido de agirem
à altura da mensagem que tinham ouvido. Todos quantos creram foram
salvos, e o poder do Evangelho foi assim demonstrado (Rm 1.16,17). (...)
Outro aspecto da mensagem da salvação é o da reconciliação. Recon­
ciliar é restaurar à comunhão ou fazer as pazes. As pessoas entre as quais
vivemos e trabalhamos são pecadoras e, portanto, inimigas de Deus (Rm
5.10,11), Conforme já vimos, o relacionamento rompido entre Deus e as
pessoas foi causado pelo pecado das pessoas (Gn 3.8-10; Is 59.2).
Mas Cristo morreu para remover esses pecados que foram a causa
dessa hostilidade e dessa separação. Ao restaurar a comunhão entre Deus
e as pessoas, Deus deu o primeiro passo para corrigir o problema: "Cristo
morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). Além disso: "Deus
estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2Co 5.19). A mensa­
gem da reconciliação, portanto, diz respeito ao ajustamento das diferen­
ças entre Deus e as pessoas. Retifica as coisas. Mediante Jesus Cristo, as
pessoas redimidas podem voltar a andar com Deus.
A Igreja, portanto, tem uma mensagem e um ministério de reconcilia­
ção. Como crente, você fez as pazes com Deus. Agora, você que ministra às
pessoas alienadas e perturbadas, recebeu um ministério de pacificação.
Você deve agir em prol de Deus para persuadi-las a se reconciliarem com
Ele (2Co 5.18-21).
Depois de uma pessoa ser reconciliada com Deus, torna-se responsá­
vel pelo ministério de reconciliar os pecadores com Deus (2Co 5.18). As­
sim como Deus estava fazendo paz no mundo mediante Cristo, assim tam­
bém nós que somos crentes somos desafiados a sermos embaixadores
por Cristo. E Deus está fazendo Seu apelo à humanidade através de nós.
Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICI, São Paulo, 2007, págs. 112,114).
V__________________________________________________ J
II
Estudada em J ___ /
LIÇÃ O 9
PREGAÇÃO E
SEUS DESAFIOS
ATUAIS
TE)CrO ÁUREO
"Fiz-mefraco para com os fracos,
com o fim de ganhar os fracos.
Fiz-me tudo para com todos, com o
fim de, por todos os modos, salvar
alguns/' 1Co 9.22
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda - lTs 2.3-8
Caráter e conduta do pregador
Terça-2Tm 2.22-24
Instruir com paciência
Quarta - 2Co 6.3-4
0 Senhor pode multiplicar
Quinta - Tt 2.7-8
integridade e linguagem sadia
Sexta - 2Co 6.3-4
Não ser motivo de escândalo
Sábado - ICo 9.19-23
Todos precisam ouvir
LEITURA BÍBLICA
lCoríntios 9.19-22
19 Porque, sendo livre de todos, fiz-
-me escravo de todos, a fim de ganhar
o maior número possível.
20 Procedi, para com os judeus,
como judeu, a fim de ganhar os ju­
deus; para os que vivem sob o regi­
me da lei, como se eu mesmo assim
vivesse, para ganhar os que vivem
debaixo da lei, embora não esteja eu
debaixo da lei,
21 Aos sem lei, como se eu mesmo o
fosse, não estando sem lei para com
Deus, mas debaixo da lei de Cristo,
para ganhar os que vivem fora do re­
gime da lei.
22 Fiz-me fraco para com os fracos,
com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me
tudo para com todos, com o fim de,
portodos os modos, salvar alguns.
Hinos da Harpa: 210 - 227 - 545
53
Lição 9 - Pregação eSeus DesafiosAtuais
PREGAÇÃO E SEUS
DESAFIOS ATUAIS
INTRODUÇÃO
L COSMOVISÃODAATUALIDADE
1. A verdade é relativa Rm 1.21
2. Nao há autoridade T t3.1,2
3. A busca do prazer Rm 1.26
4. Desvalorização da Igreja Hb 10.25
IL MENSAGEM DE SALVAÇÃO
1. A mais importante }o3.ie
2. Jesus Cristo é a solução jo 8.36
3. Reconciliação com Deus Rm 5.1
III. PALAVRA DE EDIFICAÇÃO
1. A verdade não é relativa Jo 14.6
2. Há autoridade 2 T m 3 .i6 ,i7
3. Busca pelo que é certo Fp 4.8,9
4. Importância da Igreja iT m 3 .l5
APLICAÇÃO PESSOAL
INTRODUÇÃO
Imagine uma criança de qua­
tro anos perguntando: "Por que
temos de ficar de olho fechado
durante a oração?”. A resposta
pode ser simples como: "Para que
as pessoas se concentrem unica­
mente em Deus”.
0 questionamento é: a crian­
ça entendeu a explicação? Prova­
velmente não, pois a resposta foi
muito objetiva e conceituai para
a idade. Mais fácil, para a crian­
ça, seria se explicássemos com
um exemplo: "Se você fica de olho
aberto vai ficar olhando para o
amiguinho, para o desenho na pa­
rede, para a roupa colorida da tia e
vai acabar se esquecendo que está
conversando com Deus”
Este é um exemplo simples,
mas que retrata uma realidade:
uma explicação deve ser em uma
linguagem acessível para quem a
ouve.
Nesta lição, iremos aprendera
observar as características do pú­
blico ouvinte para aplicar, de for­
ma relevante, as verdades bíblicas,
I. COSMOVISÃO DA
ATUALIDADE
Cosmovisão é a visão que te­
mos do cosmos (do grego, palavra
que designa o universo em sua to­
talidade}. É a visão que temos de
todas as coisas, do mundo em que
vivemos.
A cosmovisão é construída
54
Lição 9 - Pregação eSeus DesafiosAtuais
através da educação e de informa­
ções que recebemos e interpreta­
mos desde a infância.
Há um provérbio judeu que
afirma: "Nós não vemos as coisas
como elas são, e sim como nós so­
mos” Portanto, para entender como
as pessoas enxergam a vida, a fé, a
religião etc, precisamos conhecer e
compreender quem elas são.
Conhecendo as pessoas, teremos
condição de aplicar melhor os prin­
cípios bíblicos na vida do ouvinte.
Para alcançar esta geração
com uma mensagem relevante,
pertinente e coerente, precisamos
conhecer as principais caracterís­
ticas da cosmovisao da atualidade,
conforme listamos abaixo:
1. A verdade é relativa. Cada
pessoa escolhe a sua própria ver­
dade. As pessoas não têm mais
uma fonte comum de valores.
Cada um acredita no que quer e no
que lhe convém (Rm 1.21).
Na Igreja não deve ser assim,
pois temos a Bíblia como fonte co­
mum, nossa regra de fé e prática.
2. Não há autoridade. Nin­
guém tem autoridade sobre nin­
guém. A geração atual entende
que a orientação dos pais, pro­
fessores e pastores, assim como
da Bíblia, é mera opinião pessoal,
que deve ser respeitada, mas não
imposta. Ninguém manda em nin­
guém. Cada um cuida da sua vida
e decide o que é aceitável para si
próprio (2Tm 3.1-5; Tt 3.1,2).
A bendita esperança
da vinda do Senhor
é um dos maiores
motivos do crente
para viver uma vida
pura e produtiva"
3. A busca do prazer. Ora, se
não há valores absolutos, e se não
há a quem obedecer, a pessoa vai es­
colher o que lhe dá mais prazer. Por
que sofrer por algo que não se acre­
dita? isso é hedonismo (Rm 1.26).
Se a pessoa entende que a fa­
mília não é um valor a ser pre­
servado, quando acontecer algum
problema, na cabeça dela, o me­
lhor é se separar do que lutar pela
manutenção do casamento.
4. Desvalorização da Igreja.
A sociedade atual busca a espi­
ritualidade, o algo a mais, o so­
brenatural, mas não quer mais se
envolver com a instituição igreja.
Não quer mais ficar presa a um
grupo formal de fiéis. Prova disso
é a grande rotatividade que ve­
mos nas igrejas, cujo número de
assistentes, em muitos casos, tem
se tornado maior que sua própria
membresia.
"Não gostei da música dessa
igreja” ou "Não gostei do sermão"
são motivos suficientes para a pes­
soa mudar de igreja e deixar de se
comprometer com a edificação do
Corpo de Cristo local (Hb 10.25).
55
Lição 9 - Pregação e Seus DesafiosAcuais
II. MENSAGEM DE
SALVAÇÃO
A mensagem de salvação visa
a alcançar o coração de todos os
pecadores, pois "todos pecaram e
carecem da glória de Deus” (Rm
3.23). Ela não pode ficar retida ao
ambiente do púlpito, nem exclusiva
aos pregadores profissionais. Antes,
ela deve ser pregada por todos os
salvos em Cristo, por todos os meios
e em todos os lugares possíveis.
0 pregador deve entender os
desafios e a cosmovisão da atua­
lidade para tornar a mensagem o
mais relevante possível à vida dos
ouvintes, de modo que desejem
seguir a fesus e saibam que isto
lhes trará vida feliz e eterna.1
1. A mais importante. De to­
dos os temas da pregação bíblica,
nenhum é mais importante do
que comunicar as boas novas da
salvação. É básico, porque sem
uma resposta à mensagem da
salvação, não haveria razão de
ser para outras mensagens. Je­
sus ordenou a Seus seguidores:
“Ide, portanto, fazei discípulos de
todas as nações”, proclamando a
mensagem de salvação como tes­
temunho a toda a humanidade
(Mt 28.19; 24.14).
Além disso, Jesus tornou clara
a questão em jogo: "Quem crer e
for batizado será salvo; quem, po­
rém, não crer será condenado” (Mc
16.16; Jo 3.15-21, 36). Nada menos
do que a vida eterna versus a mor­
te eterna está em jogo quando a
mensagem da salvação é pregada.
2. Jesus Cristo é a solução. 0
tema da salvação reside no fato de
que somente Jesus Cristo é a solu­
ção para o problema do pecado (Jo
8.36). Visto que o pecado resulta
na morte espiritual, uma pessoa
deve renascer espiritualmente.
Lembre-se sempre que, quando
você prega a respeito do problema
do pecado, sempre deverá incluir
a mensagem da esperança ofere­
cida pelo Salvador. Assim como as
pessoas nascem nas suas respec­
tivas famílias, devem nascer tam­
bém na família de Deus.
0 nascimento espiritual requer
que as pessoas se arrependam dos
seus pecados e voltem-se comple­
tamente contra eles (At 2.37-39).
Devem, além disto, confiar em Je­
sus para o perdão dos pecados e
confessar que Ele é o Senhor da sua
vida (At 16.30-31; Rm 10.9,10).
Quando as pessoas aceitam as
provisões da salvação, nascem de
novo pelo Espírito de Deus (2Co
5.17). Quando o Espírito toma o
controle das suas vidas, ficam es­
piritualmente vivificadas e cons­
cientes do seu relacionamento
com Deus, como Seus filhos ama­
dos (Rm 8.10-16).
3. Reconciliação com Deus.
Outro aspecto da mensagem da
salvação é o da reconciliação. Re­
conciliar é restaurar a comunhão
ou fazer as pazes. As pessoas entre
56
Lição 9 - Pregação eSeus DesafiosAtuais
as quais vivemos e trabalhamos
são pecadoras e, portanto, inimi­
gas de Deus (Rm 5.10,11). O rela­
cionamento rompido entre Deus e
as pessoas foi causado pelo peca­
do (Gn 3.8-10; Is 59.2). Mas Cristo
morreu para remover os pecados
que causaram essa hostilidade e
essa separação.
Ao restaurar a comunhão en­
tre Deus e as pessoas, Deus deu
o primeiro passo para corrigir o
problema: "pelo fato de ter Cris­
to morrido por nós, sendo nós
ainda pecadores" (Rm 5.8). Além
disso: "Deus estava em Cristo
reconciliando consigo o mundo"
(2Co 5.19). A mensagem da re­
conciliação, portanto, diz respei­
to ao ajustamento das diferenças
entre Deus e as pessoas. Retifica
as coisas. Mediante Jesus Cristo,
as pessoas redimidas podem vol­
tar a andar com Deus (Rm 5.1).
A Igreja, portanto, tem uma
mensagem e um ministério de re­
conciliação. Como crente, você já
fez as pazes com Deus. Agora, você
deve ministrar às pessoas cheias
de conflitos e sem esperança, pois
recebeu um ministério de pacifi­
cação. Você deve agir em prol de
Deus para persuadi-las a se recon­
ciliarem com Ele (2Co 5.18-21).
III. PALAVRA DE
EDIFICAÇÃO
A palavra de edificação visa
alcançar o coração do ouvinte
que já é crente. Tendo em mente
as características da cosmovi-
são prevalente no mundo hoje,
devemos contextualizar a nossa
mensagem para trazer relevância
à vida dos fiéis e fortalecer a sua
esperança eterna.
1. A verdade não é relativa.
Sabemos que a verdade não é re­
lativa e sim absoluta; ela se apli­
ca de forma universal, a todas as
pessoas. A Bíblia não é apenas útil,
mas inspirada pelo nosso Deus
para nos orientar (2Tm 3.16,17).
Aliás, a própria Bíblia afirma que
Jesus é a Verdade e que esta Ver­
dade nos liberta (Jo 8.32; 14.6).
Como dizer que a verdade é relati­
va? De forma alguma; para o cris­
tão, a verdade é absoluta.
2. Há autoridade. A autorida­
de emana das Escrituras. Até uma
criança terá autoridade, se usar a
Bíblia, para ensinar ou admoestar
(Lc 18.17; 2Tm 3.16-17).
3. Busca pelo que é certo. A
geração moderna busca o prazer
pelo prazer; o cristão, não. O cren­
te tem uma verdade absoluta e a
autoridade que vem da Palavra de
Deus. A igreja tem valores pelos
quais sofre, persevera e permane­
ce (Fp 4.8,9).
4. Importância da Igreja.
Existe a igreja invisível, mas existe
a igreja visível, ou local. Uma não
vive sem a outra.
A instituição igreja é necessá-
57
Lição 9 - Pregação eSeus DesafiosAtuais
APLICAÇÃO PESSOAL
ria para se tornar o Corpo de Cris­
to visível aqui na terra (lTm 3.15).
Não podemos ficar trocando de
igreja segundo a nossa vontade ou
prazer. Deus quer nos usar como
corpo de Cristo, como a igreja lo­
cal, para alcançar outras pessoas
para Cristo (Hb 10.25).
Os desafios modernos da vida
nos impõem adequar a linguagem
mantendo a mensagem que todos
são pecadores e só Jesus salva.
v___________ ____________ )
RESPONDA
1) O que é cosmovisão?
2) Cite duas características da geração moderna.
3) O que a instituição Igreja representa no mundo de hoje?
C__________________________________________________
boos
novos
^C ooÿkpby
o a s n o v a s t v
58
LIÇÃO 10
SINAL VERMELHO NO PÚLPITO
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o supíemento do professor, todo o conteúdo de cada íição
é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÀO
PEDAGÓGICA
OB) ETIVOS
Nesta lição, em que trataremos
da conduta adequada de quem as­
sume o púlpito. Ressalte a impor­
tância do cuidado com a vida espi­
ritual, o caráter e o comportamento
do pregador e de todo cristão autên­
tico. Belos sermões podem passar
desapercebidos se uma dessas três
coisas for negligenciada.
Ensine conselhos práticos para
os que almejam o episcopado. Você
mesmo deve ser um exemplo a ser
seguido. Na sala de aula, evite hábi­
tos como mexericos, conversas tor­
pes, cuide de sua aparência e com­
portamento. Lembre-se que seus
alunos falarão de você em algum
momento, e é bom que falem bem.
Leia com eles o texto áureo e
faça uma breve reflexão. Mostre que
eles também estão sendo observa­
dos por outras pessoas e, estejam
onde estiverem, devem ter compor­
tamento exemplar, e, se falharem,
que saibam pedir perdão e retomar
o caminho (Ap 2.5).
PALAVRAS-CHAVE
Pós-moderno • Ansiedade • QualidadeV
•Reconhecer o púlpito como
lugar sagrado de onde emana a
voz de Deus.
•Compreender que a língua deve
ser usada para edificação da Igreja.
•Entender que há assuntos que
só competem ao pastor da igreja
PARA COM EÇARAAULA
Antes daaula, combine com umde
seus alunos, que durante a introdução
da lição, ele deve participar mantendo
um comportamento estranho e tentar
iniciar conversas, reprimindo algu­
mas atitudes do professor. Neste mo­
mento, pode ser que algumaluno o re­
prove e até tente defender o professor.
Aproveite para acalmar os ânimos
e revelar a encenação combinada para
demonstrar que assuntos dessa natu­
reza devem ser conversados neserva-
damente, e não na sala de aula ou no
púlpito da igreja. Ressalte também que
isso pode causar dissensões, pois nem
todos concordarão com o que está sen­
dofaiado e do modocomo foi exposto.
RESPOSTAS DA PÁGINA 64
1) A sua conduta adequada.
2) Aparência pessoal
V 3) Ao pastor da igreja.
I
Lição 10 -Sinal Vermelho no Púlpito
LEITURA COMPLEMENTAR
Paulo começa a lista de qualificações para aqueles que ministram,
dizendo que devem ser irrepreensíveis. Isto não significa que serão
perfeitos. Mas significa que devem esforçar-se para merecer bom
testemunho dos de fora, não tendo contra eles nenhuma acusação
de imoralidade ou de falsa doutrina. Quem ministra deve ser notável
pela sua honestidade, pureza e retidão. Estas virtudes são parte im­
portante do bom caráter cristão. Este requisito é repetido duas vezes
em Tito 1.6-7. Eeia-o em sua Bíblia.
A primeira carta de Paulo a Timóteo faz umas exigências especí­
ficas no tocante à vida familiar de quem serve na Igreja. A fim de sa­
tisfazer estes requisitos o homem deve ser marido de uma só mulher
e deve governar bem a sua própria casa. A pessoa que ministra deve
sempre ser um bom exemplo de moralidade cristã na sua família.
Deve governar a sua família com tamanha retidão e amor que seu
respeito por ele a leve a honrar a sua liderança. O Apóstolo demons­
tra uma semelhança entre a vida da Igreja e a sua família. Se um ho­
mem não sabe governar a sua própria casa, não pode cuidar da igreja
de Deus. jesus ensinou este princípio nas seguintes palavras: "Sobre
o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei" (Mt 25.21).
0 ministro cristão deve ter domínio próprio, ser sóbrio e ordeiro.
São estas as características de um homem bem comportado, de um
cavalheiro. Não deve haver nada de grosseiro nem impróprio na con­
versa nem na conduta de um ministro. Tanto nas suas maneiras como
na sua aparência ele deve representar bem o Evangelho que prega.
No que diz respeito ao ministério propriamente dito, Paulo diz três
coisas na sua carta a Timóteo. Em primeiro lugar, quem ministra deve
dar as boas-vindas aos estranhos, (...) Em segundo lugar, Paulo diz que
aquele que ministra deve ser apto para ensinar. Visto que uma responsa­
bilidade principal daqueles que ministram é ensinar as Escrituras para
outras pessoas, o ministro deve ser um ensinador capaz. (...) Kinalmen-
te, Paulo desencoraja os que são novos na fé de entrarem no ministério.
0 novo convertido é como a semente recém-plantada. Precisa de tempo
para crescer, para desenvolver-se, para frutificar.
Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICI, São Paulo, 2007, págs. 21-23).
V_________________________________________________ J
tl
Á
Estudada em ___ /___ /
i
L1ÇÀO 10
( ^
DEVOCIONAL DIÁRIO
SINAL
VERMELHO NO
PÚLPITO
Texto aureo
"Tem cuidado de ti mesmo e da
doutrina. Continua nestes deveres;
porque,fazendo assim, salvarás
tanto a ti mesmo como aos teus
ouvintes." 1Tm 4.16
Segunda - Pv 9.9
Sabedoria e prudência contínuas
Terça - ITm 5.1,2
Tratocom os maisvelhose osexooposto
Quarta - Ef6:10-17
Postura íntegra
Quinta - 2Tm 1.13-14
Esforço para ser um modelo
Sexta - Pv 15.4; 16.24
Palavras sensatas produzem vida
Sábado-2Co 10.13-15
Obedecer aos limites
LEITURA BÍBLICA
1 Timóteo 4.12-16
12 Ninguém despreze a tua mocida­
de; pelo contrário, torna-te padrão
dos fiéis, na palavra, no procedi­
mento, no amor, na fé, na pureza.
13 Até à minha chegada, aplica-te à
leitura, à exortação, ao ensino.
14 Não te faças negligente para com
o dom que há em ti, o qual te foi
concedido mediante profecia, com a
imposição das mãos do presbitério.
15 Medita estas coisas e nelas sê di­
ligente, para que o teu progresso a
todos seja manifesto.
16 Tem cuidado de ti mesmo e da
doutrina. Continua nestes deveres;
porque, fazendo assim, salvarás tanto
a ti mesmo como aos teus ouvintes.
Hinos da Harpa: 18 - 225 - 515
v ___________________________
59
Lição 10-Sinal Vermelho no Púlpito
INTRODUÇÃO(
SINAL VERMELHO NO
PÚLPITO
INTRODUÇÃO
L ÉTICA
1. Vida e Pregação iTm 4.12
2. Amar os ouvintes Jo 21.15-17
3. Ser honesto P v2 l.8
II. APARÊNCIA PESSOAL
1. Higiene Pessoal 1Co3.16
2. Traje Adequado 1Tm 2.8,9
3. Expressão Iradal e Gestos Pv 15.13
UI. LINGUAGEM APROPRIADA
1. Linguagem a evitar 2Tm 2.l6
2. Considerar a ocasião Pv3.2i
3. Porta-voz do Senhor iC o 4 .i
IV. OUTROS CUIDADOS
1, Uso do tempo E f 5.16-17
2, Humor iPe4.io
3, Motivação errada Jo3.30
APLICAÇÃO PESSOAL
0 pregador precisa considerar
como ponto de fundamentai im­
portância a sua conduta adequada
em público, quer seja no púlpito,
ou em pequenos grupos. Por isso,
precisará pensar também em ou­
tras áreas do seu preparo, tais
como: aparência pessoal, compor­
tamento ético, linguagem apro­
priada etc. (lTm 4.16).
I. ÉTICA
0 pregador precisa estar aten­
to para não incorrer em falta de
ética quando falar em público.
1. Vida e Pregação. 0 pregador
deve viver o que prega e pregar o
que vive, pois pregação e modo de
vida formam um binômio ético in­
separável (lTm 4.12). Quando o
pregador profere sua mensagem,
os ouvintes atentam não somente
em suas palavras, mas principal­
mente em como ele vive. Caso não
haja uma completa coerência entre
o discurso e o seu modo de vida, seu
sermão cairá no descrédito ou fica­
rá limitado no seu alcance, não im­
porta a eloquência do pregador ou a
profundidade bíblica da mensagem,
Jesus censurou os intérpretes
da lei porque pregavam ortodoxa­
mente, mas viviam levianamente;
ou seja, não praticavam seus pró­
prios ensinamentos (Lc 11.46). 0
pregador é um vaso de barro, por­
tanto, não é perfeito. Ele deve es-
60
Lição 10 -Sinal Vermelho no Púlpito
tar consciente de que carrega um
tesouro precioso que procede de
Deus (2Co 4.7). Do contrário, po­
derá ser dito a seu respeito: "0 que
vives fala tão alto que não consigo
ouvir o que pregas"
2. Amar os ouvintes. Se o pre­
gador não ama os ouvintes, não po­
derá pregar o amor Aexigência bá­
sica de Jesus a Pedro, para que este
se levantasse de modo relevante
na vida e se tornasse um autênti­
co "pescador de homens" foi que o
amor que este sentia pelo Senhor
fosse expresso em cuidado amoro­
so pelas ovelhas (Jo 21.15-17), Há
pregadores que adoram multidões,
mas detestam pessoas; adoram ser
louvados pelas massas, mas não
suportam gastar tempo em ajudar
gente de carne e osso.
Como alguém poderia pregar
sem amor a mensagem do incomen­
surável amor de Deus? Jesus nos
mandou amar até mesmo os nossos
inimigos, em fazendo o bem a eles,
não a gostar das coisas erradas que
eles praticam (Lc 6.27). Portanto,
uma mensagem eticamente correta
precisa refletir o amor em atitudes e
ações concretas de nossa parte (Rm
5.5; Ijo 4.20).
3. Ser honesto. Muitas coisas
relativas à falta de honestidade
podem servir como pedras de tro­
peço para os pregadores (Pv 21.8):
a) Não honrar suas dívidas.
b) Plagiar sermão de outro
pregador.
c) Usar ilustrações da expe­
riência pessoal de outras pessoas
como se fossem suas.
d) Forjar dados estatísticos
para embasarsua pregação.
e) Usar sua posição ou a men­
sagem divina como pretexto para
alcançar impiedosamente seus in­
teresses pessoais.
f) Apresentar um padrão de
vida no púlpito e outro no cotidiano,
desafiando seus ouvintes a viverem
princípios que ele próprio não vive.
E importante mostrar equilí­
brio e fugir dos extremos, a saber:
a) Apedrejar os preteridos,
nem lisonjear os preferidos; ja­
mais usando sua mensagem para
promover alguns e abater outros,
b) Mencionar experiências ne­
gativas, citando os nomes dos pro­
tagonistas.
c) Mencionar as limitações fí­
sicas das pessoas sob quaisquer
pretextos espúrios, principalmen­
te de gracejos ou preconceitos.
d) Julgamentos sobre o destino
eterno de pessoas da comunidade
que já morreram (quem foi para o
céu ou para o inferno).
e) Tratar os mais velhos com
cortesia e bondade; o sexo oposto
com toda a pureza (lTm 5.1,2).
II. APARÊNCIA PESSOAL
0 pregador deve ter atenção ao
modo com que se apresenta, mas
resistir à vaidade de destacar-se
exageradamente pela aparência
física.
61
1. Higiene PessoaL 0 cuidado
com a higiene pessoal é determi­
nante para uma boa aparência. 0
nosso corpo, como templo do Es­
pírito, deve ser mantido limpo e
bem apresentável (ICo 3.16]. Isso
tem a ver com a higiene corporal,
o asseio diário, a escovação dos
dentes, o uso de desodorante etc.
Pode ser extremamente desagra­
dável ter de ouvir uma mensagem
de alguém próximo com mau háli­
to ou malcheiroso.
3. Traje Adequado. 0 modo
como nos vestimos é importan­
te na medida em que funciona
como um cartão de apresentação
de quem somos (lTm 2.8,9]. Uma
primeira impressão negativa do
mensageiro pode frustrar a recep­
ção de sua mensagem. Não impor­
ta se os trajes sejam novos, mas
que estejam limpos e bem apre­
sentáveis. Do contrário, mostrará
apenas desleixo e falta de higiene,
e isso não recomenda bem.
Uma boa aparência confere
dignidade e credibilidade iniciais
a quem comunica uma mensagem
importante, principahnente em
se tratando da pregação do Evan­
gelho. 0 pregador deve ater-se ao
traje que pede a ocasião, se for­
mal ou informal, para não destoar
com o costume da comunidade
onde está a ministrar.
2. Expressão Facial e Gestos.
Ao anunciar as boas novas, a ex­
pressão facial tem de ser condizen­
Lição 10 - Sinal Vermelho no Púlpito
te com a mensagem. Assim como
o rosto expressa o que se sente, a
mensagem deve ser ilustrada com
o semblante. Uma expressão triste
não combina com uma mensagem
alegre, e vice-versa. Um rosto ira­
do ou mal humorado não condiz
com a mensagem de salvação pela
graça nem com a alegria de seguir
a Cristo (Fp 4.4; Pv 15.13).
0 pregador deve saber mes­
clar a comunicação da mensagem
verbal com expressões gestuais.
Mas precisa ter cuidado com
gestos que denotem ofensas ou
provocações (lTs 5.22). Deve evi­
tar também: esmurrar o púlpito,
apontar para as pessoas, tiques
nervosos etc.
III. LINGUAGEM
APROPRIADA
O pregador do Evangelho deve
sempre manter uma linguagem
adequada. Isto porque a mensa­
gem do Evangelho é divina, sendo
a mais preciosa e mensagem que o
mundo pode ouvir.
X. Linguagem a evitar. Dentre
a linguagem que deve ser evitada
pelo pregador (2Tm 2.16), desta­
camos:
a) Gírias, jargões e expressões
de sentido dúbio, ou palavreado
chulo (Cl 4.6).
b) Ilustrações vulgares ou de
autenticidade duvidosa.
c) Palavras duras, críticas áci­
das, ameaças, ser ferino em sua
62
Lição 10 -Sinal Veimelho no Púlpito
mensagem, prindpalmente se for
um visitante (2Tm 2.24].
d) Usar a oportunidade para
revanchismo, dar indireta ou apli­
cai’ "corretivos" direcionados a al­
gum desafeto.
e) Ilustrar sua mensagem com
alguma confidência ouvida em
segredo no reservado do aconse­
lhamento.
f) Tratar qualquer assunto de
modo preconceituoso ou desres­
peitosamente.
2. Considerar a ocasião. O
pregador deve agir com sabedo­
ria e bom senso, consideraran-
do a ocasião e o motivo do culto,
para que sua mensagem não des­
toe nem cause constrangimentos
desnecessários (Pv 3.21]. Deve
evitar assuntos doutrinários, que
cabem ao pastor da igreja, exceto
quando autorizado por este. Em
ocasiões onde se reúnem crentes
de várias denominações, evitar
abordagem de pontos doutriná­
rios divergentes, antes tratar de
pontos comuns da fé, do amor e
do serviço.
3. Porta-voz do Senhor. Todo
pregador do Evangelho é um por­
ta-voz do Senhor Jesus, pois seu
discurso é embasado na Palavra
de Deus. Portanto, uma vez que
os ouvintes esperam receber uma
explanação bíblica, o pregador
deve sempre agir como arauto do
Senhor, "como despenseiros dos
mistérios de Deus" [ICo 4.1).
IV. OUTROS CUIDADOS
1. Uso do tempo. É necessário
considerar o fator tempo como im­
portante aos ouvintes e à boa or­
dem do culto (Ef 5.15-17). Não são
poucos os exemplos de pregadores
que passam demasiadamente do
horário e, como resultado, ficam a
pregar para auditórios quase va­
zios. Mesmo inspirado pelo Espí­
rito, deve levar em conta o tempo.
2. Humor, Existe uma linha
tênue entre uma mensagem bem
humorada e a falta de reverência,
portanto é preciso bom senso ao
usar essa ferramenta. 0 objetivo
do humor deve ser o de clarear o
sentido da mensagem, tornando-a
mais atraente, jamais o de fazer
graça para divertir uma plateia.
O humor jamais deve ser usado
para preencher o vazio da falta de
conteúdo da mensagem, mas para
ampliar o alcance da mesma. De­
vem-se evitar quaisquer brinca­
deiras baseadas em preconceitos
raciais ou religiosos, assim como
as que apontam para defeitos fí­
sicos ou limitações das pessoas
(IPe 4.10).
3. Motivação errada. Reconhe­
cido como o Príncipe dos Pregado­
res em seu tempo, Charles H. Spur-
geon indicou que as motivações
erradas do pregador podem causar
grande insucesso na sua pregação.
Em seu texto Como pregar para não
convertera ninguém, eles listou:
63
• Deixe que seu motivo predo­
minante seja assegurar sua pró­
pria popularidade.
• Preocupe-se mais em agra­
dar do que converter aos seus
ouvintes.
• Procure assegurar sua repu­
tação como sendo um pregador
famoso e diferente dos outros -
para que todos o idolatrem e não
prestem atenção na mensagem
Qo3.30).
• Fale com um estilo florido,
enfeitado e inteiramente fora do
alcance da compreensão da maio­
ria das pessoas.
•Seja superficial nas suas con­
siderações para que seus sermões
não contenham verdades suficien­
tes para converter alguém.
• Deixe a impressão de que se
Lição 10- Sinai Vermelho no Púlpito
Deus é tão bom com todos, não en­
viará ninguém para o inferno,
•Pregue sobre o amor de Deus,
mas não fale nada a respeito da
santidade do seu amor
• Evite dar ênfase na doutrina
da completa depravação moral do
homem para não vir a ofender o
moralista (lTm 6.3,4).
C “ ^
APLICAÇÃO PESSOAL
O pregador da excelente Pala­
vra de Deus deve ter igualmente
um comportamento excelente,
devendo se apresentar "aprovado,
como obreiro que não tem de que
se envergonhar, que maneja bem a
palavra da verdade".
Ç ___________)
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ ---
RESPONDA
1) Qual o ponto de fundam ental importância em relação ao seu com portam ento público?
2) Higiene pessoal, expressão facial e traje adequado são quesitos de que área do preparo pessoal?
3) A quem com pete tratar sobre assuntos doutrinários na igreja?
64
LIÇÃO11
j ENSINO E DISCIPULADO QUE
FUNCIONAM
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição
ê igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Ninguém poderá ser bem su­
cedido em qualquer área, se não
for corretamente instruído sobre
o que é certo ou errado. Embora
no mundo moderno, certo e er­
rado tenham um valor relativo,
em função de fatos históricos,
padrões sociais ou certas circuns­
tâncias que validam uma posição
ou outra. Do ponto de vista espi­
ritual, certo é certo, errado é er­
rado! Isto é um princípio divino e
Deus não muda! (Tg 1.17)
Para se alcançar um status de
grande profissional em qualquer
carreira, é necessário formação
adequada, transmitida por bons
educadores e instituições de ensino
sérias, que primam pela ministra-
ção de conteúdos científicos valida­
dos por exaustivas pesquisas.
Do mesmo modo, o cristão
verdadeiro precisa ser ensinado
sobre o padrão de conduta de vida
esperado de todos aqueles que ad­
quiriram a nova vida em Cristo.
PALAVRAS-CHAVE
Correlação • Intempéries * Negligenciar •
Contundente
OBjETIVOS
•Explicara importância do ensino.
•Compreender as razões do
ministério de ensino.
•Entender que o ministério de
ensino garante a consistência da
doutrina e proteção do rebanho
quanto às ameaças à fé cristã.
PARACOMEÇAR A AULA
No início de sua aula, estimule
os alunos a citarem exemplos de
experiências de ensino mal suce­
didas ou de cursos realizados que
não os prepararam adequadamen­
te para uma prova ou outros desa­
fios da vida profissional.
Pergunte sobre o que conside­
ram necessário para se tornar um
bom profissional? Procure desta­
car a importância de se receber
uma formação adequada associa­
da a práticas em situações reais.
E para ser um cristão? Somos
visíveis para o mundo e para Deus
(Mt 5.14-16).
RESPOSTAS DA PÁGINA 70
1) Orientação para a vida espiritual e consolidação da fé.
2) Corpo doutrinário de regras de fé e práticas.
3) Ao manejarmos de forma adequada a Bíblia.
I
Lição 11 - Ensino e Discipulado que Funcionam
LEITURA COMPLEMENTAR
0 ministério do ensino é de fundamental importância para consolidação
da fé de todos aqueles que foram alcançados pela pregação da Palavra. Amis­
são não estará completa, se formos apenas bons pescadores, porém péssimos
cuidadores de almas. É preciso considerar o desafio de transformar recém-
-convertidos em discípulos! Pois todos aqueles que iniciam a jornada crista,
através do reconhecimento e arrependimento pelos seus pecados e aceitam
o perdão de Deus e a Cristo como seu Salvador pessoal, adquirem uma nova
vida, tornando-se novas criaturas e, como tal, precisam aprender qual é o
padrão de conduta individual e comunitária que devem adotar doravante.
0 ensino, portanto, é indispensável para conservar os resultados do evan-
gelismo. É mediante o ensino que os novos crentes são instruídos sobre o que
se espera deles, quais os meios disponíveis ao seu alcance para crescerem
espiritualmente e amadurecerem, tornando-se homens e mulheres fortes na
fé, capazes de resistir aos primeiros testes da infância espiritual e, mais tarde,
à astúcia enganadora do inimigo (Ef 4,14).
Quando combinamos o ministério da pregação da palavra com um mi­
nistério de ensino eficaz, não obtemos apenas resultados quantitativos mais
qualitativos também, pois proporcionamos aos novos convertidos condições
para viverem uma vida cristã como discípulos do Senhor Jesus.
Ensinar é causar mudança, tanto das atitudes quanto das ações. Este é
o alvo do ensino bíblico. Por meio do ensino dos mandamentos de Jesus, as
atitudes e as ideias são mudadas. Como consequência, o decurso da vida é
mudado. 0 crescimento e a maturidade devem seguir-se, então. Os discípu­
los no Novo Testamento eram aprendizes e seguidores. Aprendiam a men­
sagem do Mestre, e seguiam Seu exemplo, também. Este foi o objetivo que
Jesus colocou diante dos Seus discípulos quando os comissionou a ensinar
(Mt 28.19.20).
O ensino bíblico é muito mais do que transmitir fatos e interpretar as Es­
crituras. As coisas aprendidas devem ser aplicadas à vida todos os dias. Jesus
expressou assim esta verdade: "Se vós permanecerdes na minha palavra, ver­
dadeiramente sereis os meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verda­
de vos libertará" (Jo 8.31-32). Desta maneira a verdade, que é conhecida e
praticada, traz a liberdade.
Adaptação do texto contido no Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus”
(ICI, São Paulo, 2007, págs. 159 e 166,167).
V____________________________________________ J
[J
Estudada em ___ /___ /
DEVOCIONAL DIÁRIO
ENSINO E
DISCIPULADO
QUE FUNCIONAM
Segunda - Pv 22.6
Ensino para uma vida correta
Terça - Mt 7.28
Ensino que impacta outros
Quarta-At 13.12
Ensino que produz mudança de vida
Quinta - jo 7.16
A fonte do ensino de Jesus
Sexta - Rm 12.7
Ensino com dedicação
J l X T O ÁUREO
'Ele respondeu: Como poderei
entender, se alguém não me
explicar?0At 8.31
m
■f. . t f c S
V erdade Pratica
A ministração da sã doutrina,
provoca mudança de atitude e
comportamento nos ouvintes.
í o
Sábado - Ml 2.8-9
As consequências do ensino errôneo
LEITURA BÍBLICA
Atos 8.31-35
31 Ele respondeu: Como poderei en­
tender, se alguém não me explicar? E
convidou Filipe a subir e a sentar-se
junto a ele.
32 Ora, a passagem da Escritura que
estava lendo era esta: Foi levado como
ovelha ao matadouro; e, como um cor­
deiro mudo perante o seu tosquiador,
assim ele não abriu a boca.
33 Nasua humilhação, lhe negaramjusti­
ça; quemlhe poderá descrevera geração?
Porquedaterraa suavidaétirada.
34 Então, o eunuco disse a Filipe: Pe-
ço-te que me expliques a quem se re­
fere o profeta. Fala de si mesmo ou de
algum outro?
35 Então, Filipe explicou; e, começan­
do por esta passagem da Escritura,
anunciou-lhe a Jesus.
Hinos da Harpa: 151 - 306 - 394
65
Lição 11 - Ensino e Disdpulado que Funcionam
INTRODUÇÃO
ENSINO E DISCIPULADO
QUE FUNCIONAM
INTRODUÇÃO
I. DEFINIÇÃO DE ENSINO
1. Conhecimento
2. Compreensão
3. Prática
Assim como estudado sobre o
ministério da pregação, o ministé­
rio do ensino também é um meio
de comunicação das verdades es­
pirituais, porém com foco mais
aprofundado, pois, através deste
ministério, busca-se fornecer uma
edificação espiritual sólida da fé
de todos aqueles que foram alcan­
çados pela graça de nosso Senhor
Jesus Cristo.
II. DISCIPULADO I. DEFINIÇÃO DE ENSINO
1. Mandamento M t28.18-20
2. Disdpulado At 1125,26
3. Discípulo Aft 1624,25
IIL PROTEÇÃO AO REBANHO
1. Sã Doutrina Tt2.l-lo
2. Falsas Doutrinas 2Pe2.i
3. Correção de desvios 2Tm223-26
APLICAÇÃO PESSOAL
0 ensino pode ser definido
como a arte ou ação de transmitir
conhecimentos, no sentido de as­
segurar o comportamento correto
da pessoa em relação a determi­
nadas regras, princípios, ideias ou
preceitos,
Este processo implica a inte­
ração de três elementos: 1) Quem
ensina: pai, mãe, professor, mestre
ou instrutor; 2) Quem aprende:
filho, aluno, estudante, discípulo
etc; 3) Conteúdo do Ensino: dou­
trinas, regras, preceitos etc. Neste
tópico da lição, abordaremos três
estágios deste processo.
1, Conhecimento. É impossí­
vel iniciar qualquer processo de
ensino sem antes transmitirmos
os conhecimentos básicos ou ru­
dimentares sobre uma nova disci­
plina, princípios, regras de condu­
tas sociais ou religiosas. Vejamos
como Deus se fez conhecido ao Seu
66
Lição 11 - Ensino e Discipulado que Funcionam
povo Israel de forma que pudes­
sem identificá-lo e diferenciá-lo em
relação aos deuses do Egito:
a) Revelação da Identidade. Pri­
meiramente a Moisés, através da
sarça ardente e, posteriormente,
ao povo no monte Sinai (Êx 3.1-6;
Êx 19.9;16-19).
b) Revelação do Poder Maravi­
lhas no Egito, capacidade de pro­
teção, superação de desafios ins-
transponíveis ou insolúveis: Mar
Vermelho, falta de água e comida
(Êx 7-17).
c) Revelação da Proteção Contí­
nua. intempéries, riscos noturnos,
patrimônios individuais e coleti­
vo, ação contra os inimigos.
Este mesmo processo, foi ado­
tado por jesus para se revelar ao
Seu povo e, posteriormente, à
Igreja (Jo 2.1-11],
Na compilação das Escrituras
Sagradas, de igual forma, Deus
inspirou homens santos para o
registro, de forma didática e pro­
gressiva, do conhecimento sobre
quem Ele é, o que Ele fez e faz, Seu
Plano para a humanidade e povo
quem Ele escolheu para consecu­
ção dos Seus propósitos.
2, Compreensão. Jesus, em
Seu ministério terreno, procurou
não só transmitir conhecimentos,
mas preocupava-se também quan­
to à compreensão do que estava
sendo ensinado. Um dos métodos
utilizados para certificar-se de
que haviam entendido o conteúdo
do ensino era através da explica­
ção e questionamento quanto ao
sentido do que fora escrito na Lei
e pelos Profetas: Padrão de cum­
primento da Lei (Mt 5.17-20); Ira
(Mt 5.21); Perdão ou Reconcilia­
ção (Mt 5.23-26); Vingança e o
Amor (Mt 5.38-48); Adultério e
Divórcio (Mt 5.27-31); Juramentos
(Mt 5.33-37); Esmolas (Mt 6.2-4);
Modo de Orar (Mt 6.5-8); Quem
era o Próximo (Lc 10.29-37). Um
ensino que maravilhava a todos
(Mt 7.28-29).
Uma compreensão clara dos
ensinos bíblicos nos livra de ideias
errôneas sobre a Palavra de Deus.
Consideremos dois exemplos
bíblicos:
a) Discípulos no caminho de
Emaús (Lc 24.13-34).
b) Filipe e o Etíope no deserto
de Gaza (At 8.26-38).
Todo erro doutrinário decorre
da má interpretação das Sagradas
Escrituras, tendo como consequên­
cia o surgimento de dissensões, he­
resias e apostasias (Mt 22.29).
3. Prática. Após conhecer­
mos, compreendermos e a inter­
pretarmos os fatos, é preciso pôr
em prática o que aprendemos.
Jesus, ao concluir o Sermão do
Monte, alertou claramente a to­
dos os Seus seguidores: Ouvir
sem praticar é insensatez (Mt
7.24-27). As críticas mais delibe­
radas foram dirigidas aos escri­
bas e fariseus, homens de sólidos
conhecimentos e aos intérpretes
da lei, que religiosamente obser-
67
Lição 11 - Ensino e Discipulado que Funcionam
vavam o ritual e a tradição, mas
negligenciavam a prática do espí­
rito da Lei (pureza interior).
II. DISCIPULADO
Sem ensino, certamente não há
perpetuação e garantia da origina­
lidade da mensagem do Evangelho
e de toda a Escritura Sagrada. Por
isso, tanto o Antigo Testamento
quanto o Novo Testamento trazem
recomendações divinas expressas
quanto à necessidade imperiosa
do ensino contínuo da Palavra de
Deus. A responsabilidade desta
missão recai sobre os pais (Dt 6.6-
9); os líderes (Sacerdotes, Reis
e Profetas); Jesus (Is 61.1-2; Lc
4.18-19); Espírito Santo (Jo 16,13-
15); os Apóstolos (At 2.42) e sobre
todos aqueles que se tornam dis­
cípulos de Cristo (2Tm 2.2). É um
mandamento!1
1. Mandamento. Um manda­
mento é uma ordem escrita ou
verbal dada a terceiros, por al­
guém que tem autoridade e poder
para exigir o seu cumprimento,
bem como punir pelo descumpri-
mento ou cumprimento da ordem
sem os padrões exigidos.
Quando aplicamos este con­
ceito ao ministério do ensino,
deveríamos considerar o risco
que assumimos quando não rea­
lizamos a contento ou descum-
primos o mandamento que nos
foi dado. A declaração de Jesus
que precede este mandamento
Ensinar é causar
mudanças, tanto das
ideias quanto das
atitudes/'
é bastante enfática; "Toda a au­
toridade me foi dada no céu e na
terra" (Mt 28.18-20).
2. Discipulado. No manda­
mento dado por Jesus a todos os
cristãos, vemos que o esforço e
objetivo primário da evangeliza­
ção não é aumentar o número de
membros de uma igreja local; a
missão principal é: fazer discí­
pulos! Atribui-se a John Wesley
o seguinte comentário: “A igreja
não muda o mundo quando gera
convertidos, mas quando gera
discípulos
Discípulos não são conquis­
tados, são gerados (At 11.25,26).
Este resultado não se obtém num
passe de mágica, é preciso esforço
pessoal, dedicação, preparação,
adequação do conteúdo, de lingua­
gem, cultura, idiomas, estágios de
conhecimento e entendimento de
cada indivíduo ou mesmo povos,
e respeito à individualidade, além
de materiais apropriados. Novos
convertidos, em termos espiri­
tuais, precisam dos mesmos cui­
dados dispensados a uma criança
recém-nascida. Os rudimentos da
fé cristã devem ser ministrados na
dosagem certa.
6 8
Lição 11- Ensino e Discipulado que Funcionam
3. Discípulo. Ninguém se tor­
nará um discípulo fiei de Jesus
se, ao passar por um processo de
discipulado, não compreender
plenamente que a vida cristã não
se resume a ser um membro de
uma igreja local, mas é uma deci­
são que envolve mudança radical
de vida com renúncia pessoal, as­
sumindo todos os riscos e custos
da missão (Mt 16.24-25). Esta é a
razão pela qual o apóstolo Paulo
declarou o seu grande esforço es­
piritual pelos irmãos da Galácia
(G1 4.19). 0 discípulo é muito se­
melhante ao Mestre (Mt 26.73).
III. PROTEÇÃO AO
REBANHO
Paulo conclamou os presbí-
teros em Efeso a olharem para si
próprios e pelo rebanho que Deus
lhes confiara. Muita coisa está en­
volvida nesse ministério e a lide­
rança precisa ter uma consciência
clara sobre isto. Como líder, o en­
sinador deve ser espiritualmente
sensível, devotado e habilitado na
ministração do ensino bíblico (Rm
12.7). Capacitado para tomar deci­
sões certas (2Tm 4.1-2;5 e Tt 1.9)
e de motivar o povo a prosseguir
a caminhada cristã de forma segu­
ra e condizente com a Sã Doutrina
(Tt 2.7,8).1
1. Sã Doutrina. A sã doutrina
constitui o corpo doutrinário de
regras de fé e prática, contidas nas
Sagradas Escrituras, que devem
guiar todas as nossas ações na vida
presente, de forma a alcançarmos
o padrão de santificação requeri­
do por Deus e inspirar outros na
mesma direção (At 2.42-43).
Paulo, em sua carta pastoral
a Tito, exorta-o a falar de acordo
com a sã doutrina, em especial, no
que diz respeito ao ensino. Desta­
ca o que é esperado de todos os
membros da igreja: servos, jovens,
filhos, mulheres recém-casadas,
mulheres e homens idosos, assim
como dele próprio (Tt 2.1-10).
2. Falsas Doutrinas. São mui­
tos os riscos que podem afetar a
vida espiritual dos membros do
corpo de Cristo. Estes riscos que
estavam presentes na Igreja Pri­
mitiva, mantiveram-se presen­
tes em toda a história da Igreja e,
com maior sutileza, nos tempos
modernos, nos quais aparente­
mente o pecado não faz mais um
contraste tão marcante com o
padrão de santidade requerido à
Igreja. Parece que vivemos tem­
pos similares aos de Jeremias
(Jr 6.13-14).
Sabemos que há uma ação
maligna orquestrada, e com alvos
bem definidos, para a destruição
da confiança em Deus e da fé cris­
tã. Sobre algumas dessas ações,
Moisés, os Profetas, Jesus e os
apóstolos, deixaram-nos adver­
tências contundentes: Sonhador
de sonhos (Dt 13.1-4); Impostores
(ís 8.19-20); Falsos Profetas e Fal­
sos Cristos (Mt 2 4 .4 -5 ;ll); Lobos
69
vorazes (Mt 7.15; At 20.28-30);
Falsos Mestres (2Pe 2.1).
3. Correção de desvios. Essa é
uma área que exige determinação
e cuidado especial de qualquer lí­
der da Igreja de Cristo. O Apóstolo
Paulo adotava a regra de "tolerân­
cia zero" em relação a todo des­
vio de conduta na vida espiritual.
Exortava a liderança a agir com
amor (2Tm 2.23-26), mas também
com rigor, quando o fato assim o
exigisse (ICo 5,1-5;11-12). Jesus
nunca fez concessões a qualquer
erro doutrinário, mesmo quando
Lição 11 - Ensino e Discipuiado que Funcionam
envolvia importantes lideranças
religiosas (Mt 23.1-36) e, em es­
pecial, o lugar de adoração (Mt
21.12-13). Todo cuidado é pouco
(2Tm 3.1-5).
r--------- : s
APL1CAÇAO PESSOAL
0 ensino da Palavra de Deus,
requer de cada cristão domínio e
competência no manuseio da es­
pada do Espírito, para combater
os erros doutrinários que amea­
çam a fé cristã.
RESPONDA
1) Indique duas razões sobre a importância do ministério de ensino para a Igreja de Cristo.
2) O que é Sâ Doutrina?
3) Como podemos corrigir erros doutrinários ou desvios de conduta na vida espiritual?
J
70
LIÇÃO 12
O ALUNO. O PROFESSOR EA AULA
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição
é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Nesta lição, consideraremos al­
guns conselhos práticos que irão
ajudar o professor a desenvolver
melhor suas aulas. Os conselhos ora
citados visam a facilitar a ministra-
ção da aula, e nada mais são do que
instrumentos práticos que ajudarão
na operacionalização dos métodos,
que por sua vez são procedimentos
didáticos que se prestam para aju­
dar no trabalho do professor.
Nas próximas páginas, iremos
discorrer como se aplicam princí­
pios que visem a tornar as aulas
mais interessantes, dinâmicas e
eficazes do ponto de vista da apren­
dizagem e da interação entre o mes­
tre e seus alunos (processo ensino-
-aprendizagem).
Aqui, o professor, tanto o ini­
ciante quanto o veterano, encon­
trará material apropriado que vai
capacitá-lo a desempenhar seu pa­
pel no Reino de Deus de forma mais
eficiente e didática.
OBJETIVOS
•Entender a necessidade de
sepreparar com antecedência
para uma aula.
• Aplicar princípios didáticosque
gerem uma aula mais produtiva.
•Distinguir o significado entre
atenção e interesse do aluno.
PARACOMEÇAR A AULA
Comece sua aula perguntando
aos seus alunos se eles conseguem
perceber a diferença entre uma boa
e uma má aula. Em seguida, pergun­
te qual é o fator (ou ator) que deter­
mina o nível qualitativo de uma aula.
Assuma a discussão que foi ge­
rada e pergunte aos seus alunos
se eles se lembram dos nomes de
professores que foram referência
para a vida deles, se eles se lem­
bram de "como" esses professores
davam suas aulas e, principalmen-
te, o porquê esses mesmos profes­
sores marcaram suas vidas.
RESPOSTAS DA PÁGINA 76
1) Cristo.
2) Reserva de conhecimento.
3) A atenção.
PALAVRAS-CHAVE
Conselho • Prática • Influência
I
Lição 12 - 0 Aluno, o Professore a Aula
LEITURA COMPLEMENTAR
Ensinar é causar mudança, tanto das atitudes quanto das ações. Este
é o alvo do ensino bíblico. Por meio do ensino dos mandamentos de
Jesus, as atitudes e as ideias são mudadas. Como consequência, o decur­
so da vida é mudado. O crescimento e a maturidade devem seguir-se,
então. Os discípulos no Novo Testamento eram aprendizes e seguidores.
Aprendiam a mensagem do Mestre, e seguiam Seu exemplo, também.
Este toi o objetivo que Jesus colocou diante dos Seus discípulos quando
os comissionou a ensinar O ensino bíblico é muito mais do que trans­
mitir fatos e interpretar as Escrituras. As coisas aprendidas devem ser
aplicadas à vida todos os dias. Jesus expressou assim esta verdade: "Se
vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis os meus
discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8.31-
32). Desta maneira a verdade, que é conhecida e praticada, traz a liberda­
de (Mt 28.19.20).
A mera observância externa de regras aprendidas (ou fazer o que a
Lei manda), porém, não basta. As críticas mais deliberadas de Jesus eram
dirigidas contra os fariseus que religiosamente observavam o ritual e
a tradição, mas que negligenciavam a pureza interior. Ele condenava a
ausência da vida espiritual no interior. Ensinava que as pessoas deviam
observar aquilo que é certo a fim de agradar a Deus, não a fim de impres­
sionar os outros. Preocupa-Se primeiramente com nosso ser (aquilo que
somos) e depois com o nosso fazer (nosso comportamento que é o resul­
tado da mudança interior e espiritual).
Certa ocasião, quando Jesus acabara de ensinar, concluiu Sua aula com
uma observação acerca da importância de praticar aquilo que foi ouvido.
Ele disse que aqueles que ouvem a Palavra e não a aplicam, estão cons­
truindo na areia. Aqueles que ouvem a Palavra, e cujas ações são transfor­
madas como resultado, são comparados com um homem que edifica a sua
casa na rocha. Somente aqueles que ouvem, e cujas ações refletem esta
mudança interior, podem, segundo disse Jesus, sobreviver (Mt 7.24-27).
Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICI, São Paulo, 2007, pág. 169,170).
V.
LI
Estudada em ___ /___ /
r ^
LIÇÃO 12
O ALUNO, O
PROFESSOR E
A AULA
TEXTO ÁUREO
'Torque Deus é quem efetua
em vós tanto o querer como
o realizar, segundo a sua boa
vontade”Fp 2.13
r 
DEVOCIONAL DIÁRIO
Segunda - SI 119.12
Deus ensina Seus decretos
Terça - SI 34.11
Deus ensina sobre temor
Quarta - Ex 4.12
Deus ensina intimamente
Quinta - Dt 4.10
Deus nos manda ensinar nossos filhos
Sexta - Dt 4.36
Deus ensina com poder
Sábado - Jz 13.8
Deus usa Seus servos para ensinar
LEITURA BÍBLICA
if H I B r ■ m
Filipenses 2.12-15
12 Assim, pois, amados meus, como
sempre obedecestes, não só na mi­
nha presença, porém, muito mais
agora, na minha ausência, desen­
volvei a vossa salvação com temor e
tremor;
13 porque Deus é quem efetua em
vós tanto o querer como o realizar,
segundo a sua boa vontade.
14 Fazei tudo sem murmurações
nem contendas,
15 para que vos torneis irrepreen­
síveis e sinceros, filhos de Deus in­
culpáveis no meio de uma geração
pervertida e corrupta, na qual res­
plandeceis como luzeiros no mundo,
Hinos da Harpa: 56 -111 - 242
v___ _____________ J
71
liçã o 12 - 0 Aluno, o Professore a Aula
r ~ 
0 ALUNO, O PROFESSOR E
A AULA
INTRODUÇÃO
I, OALUNO ATENTO
1. Sua atençao Lc 5.1-3
2. Seu interesse }o 4.7 -is
3. Seu ponto de vista Lc 10.36,3 7
II, PROFESSOR MOTIVADO
1. Seu entusiasmo Lc 24.32
2. Sua vigilância ml 6.24-28
3. Seu amor iCo 13.1-2
III, O DOMÍNIO DOASSUNTO
1. Prepare a si mesmo Hm 12.7
2. Prepare a aula em oração Ef6.18
3. Seja claro e relevante Mc10.25-28
APLICAÇÃOPESSOAL
INTRODUÇÃO
Nâo importa quanto conheci­
mento o professor possua, falhará
se não possuir também domínio da
arte de ensinar. Nesta lição, vamos
estudar alguns conselhos práticos
que visam a despertar a atenção
e estimular o interesse, tanto do
aluno, quanto do professor Nos
três pontos a seguir, iremos propor
alguns princípios e regras que vão
ajudar bastante a tornar sua aula
mais interessante e motivadora.
I. O ALUNO ATENTO
1. Sua atenção (Lc 5.1-3). A
atenção é o direcionamento da ati­
vidade mental para um fato, uma
emoção, ou um objetivo determi­
nado. Um aluno atento é aquele
que focaliza sua atenção de forma
integral ao que o professor diz ou
faz. Diz-se que "um aluno pode
olhar sem ver e escutar sem ou­
vir". Ou seja: ele pode estar numa
atitude de aparente atenção, en­
quanto sua mente pode estar a mil
quilômetros de distância.
Há dois tipos de atenção: a vo­
luntária e a espontânea. Avolun*
tária é quando o aluno se obriga
a prestar atenção à matéria; já na
atenção espontânea, o mesmo se
mantém atento espontaneamen­
te, sem esforço consciente de sua
parte. Diante disso, chegamos à
conclusão que a atenção espontâ­
nea é a melhor, por ser inspirada
pelo interesse verdadeiro.
72
Se o professor não consegue que
sua lição seja interessante, o aluno
irá se dispersar A razão é simpies:
a mente não se concentra por mui­
to tempo em algo monótono. Dizer
que a classe não está prestando
atenção é o mesmo que dizer que
ela não está aprendendo nada e
que você está falando em vão. Para
que isso não aconteça, percorra sua
lição com graça, domínio e autori­
dade, mostrando seus diferentes as­
pectos a fim de despertar a atenção
dos seus alunos.
2. Seu interesse (Jo 4.7-15).
Certo pedagogo disse uma vez que
o interesse não é um meio, mas o
objetivo da educação. 0 aluno tal­
vez se esqueça de fatos que lhe fo­
ram ensinados, mas se o professor
lhe ensinou de modo tal que fez
o aluno entender que a Bíblia é o
livro mais maravilhoso do mundo,
e que a vida cristã é a vida mais
elevada para o ser humano, então
atingiu seu o propósito.
0 atuno está cheio de ideias,
desejos e impulsos, que se podem
classificar como interesses, e estes
podern estar voltados para Deus
ou para o mundo. A tarefa do pro­
fessor é provocar um forte interes­
se peias coisas de Deus.As aulas
devem "ter vida", caso contrário,
se houver uma falação inanimada
do Evangelho, o aluno terá a im­
pressão que ser cristão é algo cha­
to e desmotivante. Por isso, o pro­
fessor tem de fazer mais do que
ganhar a atenção dos alunos, tem
Lição 12 - O Aluno, o Professor e a Aula
As verdades bíblicas
podem ser faladas
com plena autoridade
porque são a Palavra
de Deus."
de interessá-los no que é certo e
verdadeiro, ou seja, nos valores cio
Reino de Deus.
Para exemplificar, podemos
observar o caso da mulher sama-
ritana, em João 4.5-30. Vemos ali a
turma de alunos do Mestre e uma
mulher que apareceu para retirar
água. Naquele dia fazia calor, ela
estava sedenta. Jesus ofereceu a
ela a água que mataria a sua sede
para a vida inteira, ou seja, Ele
atendeu seu interesse pessoal e
matou sua sede espiritual.
3. Seu ponto de vista (Lc
10.36, 37). 0 ensino que interes­
sa é o que apeia às próprias ideias
do aluno, é quando se dá a ele a
oportunidade de expressar o que
pensa a respeito daquele assunto,
Os propósitos são simples:
a) Sua realidade. Faça-os com­
preender a verdade. Apresente a
lição aos alunos em termos que
reflitam as experiências deíes
mesmos. 0 professor deve "se
pôr no lugar de seus alunos" le­
vando em consideração o modo
de verem e sentirem as coisas.
73
Tenha em mente a seguinte per­
gunta: "Que conhecimento tem
o aluno acerca do que explicarei
hoje que o ajude a compreender
seu significado?"
b) Sua necessidade. Faça os
seus alunos aceitarem a verdade,
aplicando-a às necessidades deles.
Preste atenção na seguinte refle­
xão: "A mente e o coração do aluno
são o campo em que o semeador
rega a semente plantada". 0 agri­
cultor que não conhece a quali­
dade da terra de sua propriedade
terá uma colheita escassa.
II. PROFESSOR MOTIVADO
1. Seu entusiasmo (Lc 24.32).
0 professor deve manter o contro­
le da classe. Se o professor for apá­
tico, eles ficam apáticos; se for re­
servado, eles ficam reservados. 0
professor deve dar uma aula com
fervor, com sentimento, esponta­
neidade, animação e convicção.
Não uma eloquência de palavras
suaves e bajuladoras, mas sim
uma eloquência efusiva, sincera e
vinda do coração.
As aulas devem ser tiradas
do íntimo do seu ser, devem ser
ossos dos seus ossos, carne da
sua carne, o produto do seu tra­
balho mental, a potência nascida
de sua própria energia criativa.
São aulas que vivem, se movem,
voam pela sala, convencendo,
deleitando, impressionando e
louvando a Deus!
Lição 12 - 0 Aluno, o Professore a Aula
Algumas pessoas têm
que dizer alguma
coisa; outras têm
alguma coisa para
dizer."
2. Sua vigilância (Mt 6 .24-
2 8 ). Certa vez, um grande pro­
fessor estava ensinando sobre a
lei de Moisés. De uma hora para
outra ele mudou o teor da aula.
Passou a fazer uma narração
comovedora e emotiva acerca
da dificuldade do povo de Is­
rael em cruzar o deserto. Ele
falou da areia escaldante, do
suor do rosto das crianças, da
dificuldade dos idosos, da falta
de recursos, enfim, ele levou a
classe às lágrimas! Por que ele
fez isso? Ora, sendo um mestre
experiente, ele observou que
estava perdendo a atenção de
seus alunos.
Se você perceber que está
perdendo a atenção da sua clas­
se, se perceber olhos contem­
plativos e semblantes aborre­
cidos, faça algo depressa para
recuperar a atenção dos alunos.
Mude o teor da mensagem, con­
te uma estória, faça uma ilus­
tração, lance uma pergunta que
provoque seu pensamento, seja
comovente, mude a metodologia
da aula; enfim, se esforce para
não perder o "brilho do olhar"
de seus alunos!
74
Lição 12 - 0 Aluno, o Professore o Aula
3. Seu amor (ICo 13.1-2). De
todas as verdades, a mais sólida é
a de amar ao próximo. Logo, o pro­
fessor deve levar e estimular esse
amor para dentro da sala de aula.
De todas as forças e influências
que ligam o professor ao aluno, a
maior de todas, a mais motivadora
do ensino é o amor.
Os alunos reconhecem e rea­
gem bem diante do interesse amo­
roso do professor. Os alunos são
rápidos para descobrir se uma
palavra vem da mente ou do cora­
ção. Sem o amor que liga coração a
coração, o ensino é como o metal
que soa, ou como o sino que tine.
0 professor deve orar pelos seus
alunos, pedir a Deus sabedoria e
inteligência para eles; e, sobretu­
do, o professor deve saber o nome
de seus alunos, pois quando o pro­
fessor chama seu aluno pelo nome,
ele concretiza, de forma atenciosa,
esse vínculo de amor
III.O DOMÍNIO DO
ASSUNTO1
1. Prepare a si mesmo (Rm
12.7). 0 professor é mais importan­
te que a própria aula, assim como o
trabalhador é mais importante que
seu trabalho. Um grande pedagogo
disse: "Deixe-me escolher o profes­
sor, e não importa quem escolha a
matéria". 0 professor deve pensar
assim: "Sou um exemplo da verda­
de que tento inculcar em meus alu­
nos? Procuro ensinar-lhes a orar?
Eu oro?" A vida do professor é que
dá força a seu ensino. 0 que ele é
influi com mais força sobre a classe
do que o que ele diz. 0 que o arco
é para a flecha, o professor é para
seus alunos!
Se o professor estiver bem
preparado, então "o eixo estará
bem lubrificado e o rolamento de
esferas girará bem". Estude mais
material do que você acha que vai
precisar. Isso se chama reserva de
conhecimento, pois só quem co­
nhece a fundo a matéria pode ins­
pirar confiança. Por exemplo, se a
lição trata de um acontecimento
na vida de Josias, estude todos os
capítulos nos livros de Reis e de
Crônicas que falam de seu reinado.
2. Prepare a aula em oração
(Ef 6.18). O ensino bíblico não é
apenas de ordem intelectual, mas
também de ordem espiritual, pois
nela se edifica o caráter cristão. A
influência do professor em suas
aulas deve ser sempre dirigi­
da para Cristo! É necessário que
você ore em favor de seus alunos,
apresentando sua aula ao Espírito
Santo, solicitando ao mesmo que
tome a direção daquele momento.
Sendo o professor um guerrei­
ro do Senhor, a espada do Espírito,
que é a Palavra de Deus, foi
posta nas suas mãos e o Senhor
lhe pede que desfira golpes (suas
aulas) contra o inimigo do Reino
de Deus. Cada vez que você se reú­
ne com sua classe, trava-se uma
batalha espiritual, pois a Verdade,
que liberta, está sendo ensinada.
75
3. Seja claro e relevante (Mt
10.25-28). Os cinco sentidos sâo
maneiras diferentes de transmi-*
tir informações para o aluno, E
por meio deles que o professor
apresenta a matéria de mais de
uma maneira, visando a facilitar
a compreensão e assimilação da
mesma, jesus ensinava utilizando
ilustrações que as pessoas podiam
'Ver'1: um casamento, um semea­
dor, uma criancinha etc. Planeje
sua aula de forma a utilizar recur­
sos tais como: gráficos, mapas, es­
tatísticas, pôsteres etc. Imagine a
eficácia de uma aula quando o alu­
no pode ver, ouvir e tocar objetos
reais que ensinam sobre a verdade
ministrada, A linguagem de Jesus
era clara e simples! A linguagem é
Lição 12 - 0 Aluno, o Pmfessore a Aula
a ponte entre seu conhecimento e
a necessidade do aluno. Sendo as­
sim, utilize uma linguagem fácil de
ser aprendida, use palavras sim­
ples! Reduza ideias difíceis a uma
explicação simples. Comece com
o que é conhecido e familiar, e de­
pois, vá avançando para assuntos
mais complexos.
C : a
APL1CAÇAO PESSOAL
O mais importante para uma
boa aula é estar bem preparado^
para conduzir os alunos com amor
à verdade do Evangelho. Isto é pos­
sível conhecendo bem a matéria e
utilizando bons métodos de ensino.
V_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _J
r -------------- ^
RESPONDA
1) Durante a sua aula, a influência do professor deve ser sem pre dirigida a quem ?
2) Como se chama o estudar muito mais material do que acha quev ai precisar para ministrar a aula?
3) O que é o direcionamento da atividade menta! para um fato, emoção, ou objetivo determinado?
v _
76
LIÇÃO 13
'•s O PREGADOR PENTECOSTAL
SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição
é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
Professor, quantos ensinamen­
tos você aprendeu e repassou aos
seus alunos neste Trimestre. Ago­
ra chegou a hora de avaliar o ensi­
no e o aprendizado.
Faça você mesmo uma avalia­
ção de sua dedicação ao estudo,
exposição das aulas e sua postura
de professor em sala de aula. Seja
sincero com você mesmo. Se qui­
ser, pode consultar alguns alunos
sobre a exposição das aulas.
Quanto ao aprendizado, aproveite
esta última lição para contarcom aaju­
da de seus alunos, pedindo que partici­
pem ativamente da exposição da aula.
Nesta última lição, discorrere­
mos sobre o Pregador Pentecostal,
essa figura à qual estamos tão bem
acostumados. Pense em seus alu­
nos, não como futuros pregadores,
mas como pregadores iniciantes.
Portanto, procure ensiná-los da
melhor maneira possível.
Que grande vitória é chegar ao
final de mais um assunto ministrado.
PALAVRAS-CHAVE
Pentecostal • Espírito Santo * Fruto
OBJETIVOS
•Reconhecer que o pregador pen­
tecostal não dispensa a homilética.
•Compreender que a mensa­
gem pentecostal requer experiên­
cia com a pessoa do Espírito Santo.
•Entender que conhecimento
e poder de Deus andam juntos.
PARACOMEÇAR AAULA
Tente fazer uma aula diferente,
com a participação mais ativa de
seus alunos. Faça três grupos de
até quatro pessoas e distribua en­
tre eles cartolinas. Dê a cada gru­
po um tópico do esboço, peça que
discutam com base nas aulas an­
teriores e que escrevam os pontos
que acharem mais importantes.
Perceba em cada grupo o alu­
no que mais se destaca. Ministre a
aula e, como incentivo, você tam­
bém pode aproveitar para presen­
tear esses alunos que mais se des­
tacaram no Trimestre.
RESPOSTAS DA PÁGiNA 82
1) Salvação de vidas.
2) A sair do templo ao encontro dos que necessitam.
3) Daniel Berg e Gunnar Vingren.
I
Lição 13 - 0 PregadorPentecostnl
LEITURA COMPLEMENTAR
Você precisa ter tanto poder espiritual quando entendimento espiri­
tual para ser um ministro eficaz. A vida espiritual que você recebeu quan­
do foi salvo deve ser cuidadosa como uma planta nova e tenra. A leitura
bíblica diária e a oração são necessárias para alimentar e amadurecer
aquela nova vida. Quando você assume o lugar no ministério, o seu ser­
viço é primariamente a ministraçâo das coisas espirituais à necessidade
espiritual. Paulo nos diz que Deus deu o Espírito a fim de que saibamos
tudo quanto Ele tem provido à Igreja (ICo 2.9-12).
Quando as coisas específicas que Deus tem provido são compreendi­
das, podem ser ministradas no poder do Espírito. Os discípulos sabiam
os fatos físicos do nascimento, da vida, da morte e da ressurreição de Je­
sus; mesmo assim, Ele lhes ordenou a esperarem em Jerusalém até se­
rem cheios do Espírito antes de começarem a testemunhar aos outros.
Ele prometeu poder para aqueles que esperassem a vinda do Espírito (At
1.4-8). Ousamos fazer menos que eles para preparar-nos para ministrar
aos outros?
Você talvez descubra que outras qualificações são necessárias para o
ministério. Algumas podem ser bíblicas, outras tradicionais, ou culturais,
e outras cívicas. Todas as exigências bíblicas devem ser satisfeitas. As leis
civis devem ser obedecidas a não ser que especificamente se oponham
a algum princípio ou mandamento das Escrituras. Até que ponto você
deve se submeter às exigências da tradição e da cultura é questão que
você deve resolver na sua própria mente. A oração, o estudo da Bíblia, e
a orientação do Espírito Santo ajudarão você a formar suas crenças pes­
soais no tocante a estas coisas. Tudo isto crescerá e se desenvolverá à me­
dida que você continua no ministério que Deus tem preparado para você.
Livro: “Hom ilética: M inistrando a Palavra de D eus” (ICf, São Paulo, 2007, pág. 31).
_______________________________________________________ J
II
Estudada em ___ /___ /
LIÇÃO 13
r
DEVOCIONAL DIÁRIO
O PREGADOR
Segunda - At 16.31
Pregando a salvação
Terça - Hc 3.2
Pregando o avivamento
Quarta - Mc 1-8
Pregando o batismo com Espírito Santo
Quinta - At 8.6
Pregando com manifestação de sinais
Sexta - At 2.38
t e x t o á u r e o
"Respondeu-lhesPedro:Arrependei-
vos;e cada um de vósseja batizado em
nome deJesus Cristopara remissão
dos vossos pecados, e recebereis o dom
do Espírito Santo”At238
mv i " ■írt'
»'Sí f
VERDADE PRATICA
A Pregação Pentecostal é
simples e poderosa.
*«■'/ ■■w
Pregando o arrependimento
Sábado - lTs 4.16
Pregando a volta de Cristo
LEITURA BÍBLICA
Atos 2.38-42
38 Respondeu-lhes Pedro: Arrepen­
dei-vos, e cada um de vós seja batizado
em nome de (esus Cristo para remis­
são dos vossos pecados, e recebereis o
dom do Espírito Santo.
39 Pois para vós outros é a promessa,
para vossos filhos e para todos os que
ainda estão longe, isto é, para quantos o
Senhor, nosso Deus, chamar.
40 Commuitas outras palavras deu tes­
temunho e exortava-os, dizendo: Salvai-
-vos desta geração perversa.
41 Então, os que lhe aceitaram a pa­
lavra foram batizados, havendo um
acréscimo naquele dia de quase três
mil pessoas.
42 E perseveravam na doutrina dos
apóstolos e na comunhão, no partir do
pão e nas orações.
Hinos da Harpa: 24 -100 -155
v__________ _ _ ___________ j
77
Lição 1 3 -0 Pregador Pentecostal
INTRODUÇÃO
O PREGADOR PENTECOSTAL
INTRODUÇÃO
I. O PREGADOR PENTECOSTAL
1. Seu perfil Ef5.18-21
2 .0 exemplo de Pedro At 2.38-41
3. O Culto Pentecostal At4.33
II. A MENSAGEM PENTECOSTAL
1. Mensagem com sinais At8.5-8
2. Mensagem evangelística At2.38
3. Mensagem missionária At8A
III. O MOVIMENTO PENTECOSTAL
1. O nascimento da Igreja At2.44
2. Rua Azusa At2.39
3. Daniel Berg e Gunnar
Vingren At 1.8
APLICAÇÃO PESSOAL
Uma lição específica sobre este
tema não significa que a pregação
pentecostal seja mais importante,
ou um estilo à parte e superior,
que segue sua própria agenda.
A pregação pentecostal segue
todos os parâmetros da Homilé-
tica, conforme estudamos ao lon­
go desta revista. Todavia, realça a
confiança de que o Espírito Santo
agirá e se manifestará com resul­
tados visíveis e práticos durante a
pregação.
A pregação pentecostal pode
ser identificada por enfatizar o
ministério e trabalho do Espíri­
to Santo no meio da igreja, não
apenas na vida particular de cada
pessoa.
L O PREGADOR
PENTECOSTAL
Os discípulos estavam sendo
perseguidos e taxados como im­
postores, por falar da ressurreição
de Jesus, porém no dia de Pente­
costes, o Espírito Santo veio so­
bre eles, os encheu e mudou suas
histórias, de modo que aí nasceu a
mensagem pentecostal (At 2)
Após isso, vidas foram muda­
das, nações foram impactadas, ho­
mens simples sacudiram gerações
pelo poder do Espírito. 0 pregador
pentecostal tem uma mensagem
viva, uma palavra de autoridade e
uma existência de milagres.
78
Lição 13 - 0 Pregador Pentecostal
1. Seu perfil. 0 pregador
Pentecostal é alguém com um
chamado especial, pois sua pre­
gação não consiste só em pa­
lavras, mas em demonstrações
do poder de Deus em forma de
dons, sinais, maravilhas e mila­
gres (ICo 2.4). Os resultados vi­
síveis da ministração costumam
acontecer na hora da mensagem,
como a salvação de vidas, que é o
maior milagre que pode ocorrer,
seguido de outros movimentos
espirituais, como por exemplo,
batismos com Espírito Santo e
avivamento (At 10. 44-45).
Seu modo de pregação é dife­
renciado. Como acredita que as
evidências dos dons espirituais
são para hoje, suas ministrações
são marcadas por uma autoridade
incomum, sempre enfatizando a
necessidade de um mover de Deus
durante e após suas mensagens.
O pregador pentecostal deve
ter uma vida de oração constante
e de meditação na Palavra, sendo
primordial ser cheio do Espírito
Santo e depender completamente
da unção divina para transmitir
mensagens poderosas (Ef 5.18-
21). Ele deve passar por uma pro­
funda experiência com Deus, que
gere mudança em seu ser, pois
suas palavras irão demonstrar o
que já experimentou: o poder do
Espírito Santo em sua vida! Não
tem como ser um pregador pen­
tecostal, sem antes ter uma expe­
riência com a pessoa do Espírito
Santo.
Quando você ministra,
nem o talento, nem o
treinamento, podem
substituir o poder
espiritual na sua vida."
2. O exemplo de Pedro. Pe­
dro foi um dos discípulos que
mais deu trabalho para Jesus.
Pescador, com um temperamento
explosivo, um homem sanguíneo
por natureza, agia por impulsos
(Lc 5.4-8). Foi repreendido por
Jesus (Mt 16.22-23). Afundou por
falta de fé (Mt 14,30-31). Cortou
a orelha de um homem (Jo 18.10-
11). Negou Jesus por três vezes
(Lc 22.54-62). Quando soube que
Jesus havia morrido, se trancou
com medo dos judeus o prende­
rem também (Jo 20,19). E depois,
voitou a pescar, coisa de que Jesus
já o havia tirado há mais de três
anos (Jo 21.1-3).
Ainda assim, quando o Espí­
rito Santo veio sobre Pedro, este
mudou completamente; e toma­
do de uma autoridade sem igual,
ministrou um sermão em meio a
uma grande multidão de varias
nações. E nesse dia, sem microfo­
ne ou qualquer outro apoio, mi­
nistrou uma palavra simples e ob­
jetiva, e mais de três mil pessoas
entregaram suas vidas a Jesus (At
2,38-41). Sejam quais forem os
problemas que Pedro tenha en­
frentado como discípulo, depois
79
do Pentecostes, tornou-se o pri­
meiro pregador pentecostal, e nos
doze primeiros capítulos do livro
de Atos, ele é, indiscutivelmente,
o personagem principal da Igreja.
A bela história ocorrida na
casa de Cornélio, ilustra muito
bem a pregação Pentecostal, assim
descrita:" Ainda Pedro falava estas
coisas quando caiu o Espírito San­
to sobre todos os que ouviam a
palavra. E os fiéis que eram da cir­
cuncisão, que vieram com Pedro,
admiraram-se, porque também
sobre os gentios foi derramado o
dom do Espírito Santo; pois os ou­
viam falando em línguas e engran­
decendo a Deus (At 10.44-46).
3. O Culto Pentecostal. Um
culto pentecostal genuíno é uma
reunião diferente, cheia do Espí­
rito Santo (At 4.33). Desde o lou­
vor inicial até a oração final, por
mais que a programação esteja
muito bem dividida e organizada,
a liturgia bem elaborada, porém
tudo fica debaixo da direção final
do Espírito de Deus.
As pregações pentecostaís são
o que comumente chamamos de
ministrações avivadas, são mar­
cadas pelo mover do Espírito San­
to, comoção, lágrimas, aplausos,
louvores em voz alta, palavras de
exaltação a Deus, são muito co­
muns em um culto pentecostal.
O pregador pentecostal não
deve confundir autoridade com
grito, aumentar o tom de voz no
meio de uma mensagem, algo co-
Lição 13 - 0 Pregador Pentecostnl
Som ente à m edida que
você nutrir sua própria
vida espiritual é que
você terá a capacidade
de fortalecer as pessoas
ao m inistrar a elas".
mum no meio pentecostal. Isto
pode servir para enfatizar uma
ideia, e não deve ser confundida
como um modo para que o auditó­
rio sinta a presença de Deus, que
é sentida pelo toque do Espírito
Santo e pela unção que há na vida
do pregador (ljo 2.27). Não se
deve acreditar que o movimento
gere o avivamento, mas sim que o
avivamento gere o movimento.
II. A MENSAGEM
PENTECOSTAL
A pregação pentecostal geral­
mente, não obrigatoriamente, esta
associada a um tom de voz com
volume mais elevado, fala mais rá­
pida de quem ministra e, por par­
te dos ouvintes, um envolvimento
com resposta simultânea e acom­
panhamento com expressões au­
díveis de louvores. Tudo isto faz
parte, mas este não é o coração da
mensagem pentecostal. Esta men­
sagem não está voltada ao homem
ou à forma que ele entrega o ser­
mão, mas na dependência e ênfase
na ação do Espírito Santo enquan­
to se ministra.
80
Lição 13 - 0 Pregador Pentecostal
1. Mensagem com sinais. O
pregador pentecostal deve pregar
aos ouvidos e aos olhos de seus ou­
vintes, ele precisa de sinais. Deus fez
grandes coisas por meio de Filipe
em Samaria. Filipe pregou aos ouvi­
dos e também aos olhos. 0 povo nao
apenas ouviu, mas também viu as
maravilhas que Deus realizara por
intermédio dele [At 8,5-8]. Esses
sinais chamavam a atenção do povo
para a sua mensagem.
2. Uma mensagem evangelís-
tica. 0 alvo da pregação pentecostal
é diferente de qualquer outro dis­
curso público, pois essa mensagem
tem objetivos mais profundos, e um
deles é a evangelização. Pedro, após
ter esclarecido as verdades bíblicas
em sua pregação, no dia de Pente­
costes, concluiu seu sermão, fazen­
do o convite evangelístico, quando
disse: Arrependei-vos (At 2.38).
Naquele dia quase três mil homens
foram alcançados através de sua
mensagem evangelística.
3. Uma mensagem missioná­
ria. A Igreja do capítulo 1- de Atos,
era uma congregação de portas
fechadas; lá só havia oração, comu­
nhão, estudo da Palavra e adoração.
No entanto, quando o Espírito San­
to desceu no dia de Pentecostes,
as portas foram abertas e ela saiu
para evangelizar o mundo. Mensa­
gem missionária é aquela que nos
exorta a sair do templo e ir ao en­
contro daqueles que estão neces­
sitando de salvação. A mensagem
missionária é aquela que inflama o
nosso coração com o desejo de tes­
temunhar das maravilhas de Deus.
III. O MOVIMENTO
PENTECOSTAL
A mensagem ministrada no dia
de Pentecostes foi uma semente
lançada em solo fértil e regada pelas
fontes do Espírito Santo, cujos frutos
permanecem até aos dias de hoje.
1. O Nascimento da Igreja.
Não há duvidas de que o maior fru­
to Do dia de Pentecostes, no cená­
culo foi o nascimento da Igreja Pri­
mitiva. Após a descida do Espírito
Santo em Jerusalém, a Igreja for­
mava uma espécie de comunida­
de estritamente unida, os cristãos
repartiam seus bens (At 2.44-45).
Muitos vendiam suas proprieda­
des e davam à Igreja o produto de
sua venda, a qual distribuía esses
recursos entre os irmãos (At 4.34-
35). Partiam o pão de casa em casa
e tinham tudo em comum (At 2.47).
2. Rua Azusa. Em 1906, em Los
Angeles, na Rua Azusa, 312, acon­
teceu um dos maiores movimentos
pentecostais já vistos. Um pastor
chamado William Joseph Seymour
ministrava em um pequeno prédio
alugado e em mau estado de con­
servação, uma mensagem sobre
um poderoso avivamento (At 2.39).
Este avivamento continuou es­
sencialmente vinte e quatro horas
por dia, sete dias por semana, com
81
Lição 13 - 0 Pregador Pentecostal
a participação de pessoas do mun­
do todo, que vinham para receber
seu "Pentecostes", muitos sendo
tocados espiritualmente antes de
chegarem ao prédio.
3, Daniel Berg e Gunnar
Vingren. Daniel Berg e Gunnar
Vingren foram impactados com o
Avivamento que varreu a América
e, por direção divina, em 1910 vie­
ram à cidade de Belém, no estado
do Pará, onde começou o maior
movimento Pentecostal no Brasil,
em 1911, com a fundação da As­
sembleia de Deus. Eles pregavam
uma mensagem simples, podero­
sa e completa: Jesus é bom, Jesus
salva, Jesus cura, Jesus batiza com
Espírito Santo e Jesus voltará.
Esta tornou-se a marca princi­
pal da mensagem daqueles pionei-
ros. Essa chama que foi acesa em
1911 continua inflamando cora­
ções e impactando vidas em todo o
Brasil, e por muitos outros países
(At 1.8). Esse fogo pentecostal que
foi aceso em Belém, no estado do
Pará, jamais se apagará, pois foi o
próprio Deus quem o acendeu. "O
fogo arderá continuamente sobre
o altar; não se apagará" (Lv 6.13).
r : ^
APLICAÇAO PESSOAL
Você é fruto da Mensagem
Pentecostal que continua à dis­
posição daqueles que buscam a
Deus. Só depende de sua atitude
de buscar a presença do Espírito
Santo e fazer parte do Avivamen­
to Missionário.
^_________________________ J
r------------------------------------------- -— ------------- 'n
RESPONDA
1) Qual o m aior milagre que pode acontecer decorrente da m inistração da m ensagem pelo
pregador pentecostal?
2) A que ação nos leva a m ensagem m issionária?
3) Quem são os pioneiros do m aior M ovim ento Pentecostal no Brasil, iniciado em Belém do
Pará em 1911?
i _ _ __________________________________________________________________)
82
AS
DE
95 TESES
LUTERO
Debateparaoesclarecimentodovalordasindulgências
peloDr.MartinLuther, 1517
Por am or à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre
M ortinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia eprofessorcatedrático desta últim a, naquela localidade. Poresta razão, elesolicita
que osque não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso
SenhorJesus Cristo. Amém
1 Ao dizer: "Fazei penitência" etc. [Mt 4.17], o nosso
Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis
fosse penitência.
2 Esta penitência não pode ser entendida como peni­
tência sacramental (isto é, da confissão e satisfaçaojcele-
brada pelo ministério dos sacerdotes).
3 No entanto, eia não se refere ape nsa uma peni­
tência interior; sim, a penitência interior seria nula, se,
externamente, não produzisse toda sorte de mortifica­
ção da carne.
4 Porconseqüência, a pena perdura enquanto persiste
o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência inte­
rior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5 0 papa não quer nem pode dispensar de quaisquer
penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou
dos cânones.
6 0 papa não pode remitir culpa alguma senão decla­
rando e confirmando que ela foi percfoada por Deus, ou,
sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se
estesforem desprezados, a culpa permanecerá por inteira.
7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao
mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdo­
te, seu vigário,
8 Os cânones penitendaissão impostos apenas aosvivos;
segundo osmesmos cânones, nada deveserimposto aosmo­
ribundos.
9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do
papa quando este, em seus decretos, sempreexclui a c iK
cunstância da morte e da necessidade. 
1 0 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles
sacerdotes que reservam aos moribundos penitências
canônicas para o purgatório.
11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica
em pena do purgatório parece ter sido semeadaenquanto
os bispos certamente dorrrftBWí-'
1 2 Antigamente se impunham as j^nas-caqgnicas não
depois, masantes da absolvição, como verificação da verda­
deira contrição.
1 3 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já
estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito,
isenção das mesmas.
1 4 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessa­
riamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto
menor foro amor.
15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não
lalar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório,
uma vez que estão próximos do horror do desespero.
1 6 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma
forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
1 7 Parece desnecessário, para as almas no-purgatório,
que o horror diminua na medida em que cresce o amor.
1 8 Parece não ter sido provado, nem por meio de argu­
mentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram
fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
1 9 Também parece não ter sido provado que as almas
no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao
menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenha­
mos plena certeza.
2 0 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o
papa não entende simplesmente todas, mas somente
aquelas que ele mesmo impôs.
21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que
afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva
pelas indulgências do papa.
2 2 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório
de uma única pena que, segundo os cânones, elas deve-
riam M çago nesta vida.
2 3 Se eque se pode dar algum perdão de todas as penas
a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos,
isto é, pouquíssimos.
24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessa­
riamente ludibriada por essa magnífica e indistinta pro­
messa de absolvição da pena.
25 0 mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório
de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese
e paróquia em particular.
26 0 papa faz muito bem ao dar remissão às almas
não pefo.poder das chaves (que ele não tem), mas por
meio de intercessão.
27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão
v
m
logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voan­
do [do purgatório para o céu],
2 8 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem au­
mentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém,
depende apenas da vontade de Deus.
2 9 Equem é que sabe se todas as almas no purgatório
querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com
S. Severino e S. PascoaL
3 0 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contri­
ção, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31 lao raro como quem é penitente de verdade é quem
adquire autenticamente as indulgências, ou seja,é raríssima
3 2 Serão condenados em eternidade, juntamente com
seus mestres, aqueles que sejulgam seguros de sua salva­
ção através de carta de indulgência,
3 3 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem
serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva
de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.
3 4 Pois aquelas graças das indulgências se referem so­
mente às penas de satisfação sacramentai, determinadas
por seres humanos,
3 5 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser
necessária a contrição àqueies que querem resgatar ou
adquirir breves confessionais.
3 6 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem
direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta
de indulgência.
3 7 Quaíquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto,
tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja,
por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
3 8 Mesmo assim, a remissão e participação do papa
de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como
disse) constituem declaração do perdão divino.
3 9 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo
exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das
indulgências e a verdadeira contrição.
4 0 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao
passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz
odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.
4 1 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indul­
gências apostólicas, para que o povo não as julgue erro­
neamente como preferíveis às demais boas obras do amgc
4 2 Deve-se ensinar aos cristãos que não é^ensamenro
do papa que a compra de indulgências possa,''tíe afguma
forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
4 3 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou
emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se
comprassem indulgências.
4 4 Ocorre que a t r a í d a obra^tle amor "cresce o
amor ea pessoa se tornaffiS lhor,ao passo que com
as indulgências ela não se torna oaglhor.Tws apenas
mais livre da pena,
4 5 Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um caren­
te e o negligencia para gastar com indulgências obtém
para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
4 6 Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem
bens em abundância, devem conservar o que é necessá­
rio para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinhei­
ro com indulgência.
4 7 Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indul­
gências é íivre e não constitui obrigação.
4 8 Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indul­
gências, o papa, assim como mais necessita, da mesma
forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o
dinheiro que se está pronto a pagar.
4 9 Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências
do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas,
porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor
de Deus por causa delas, >
5 0 Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse
das exações dos pregadores de indulgências, preferiria re­
duzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele,
a carne e os ossos de suas ovelhas.
5 1 Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria dis­
posto^ como e seu dever - a dar do seu dinheiro aqueles
muitos de quem alguns pregadores de indulgências
extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para istQ
fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro,
5 2 Vã é a confiança na salvação por meio cie cartas de
Indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o
próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas,
5 3 São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por
causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro
a palavra de Deus nas demais igrejas.
5 4 Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mes­
mo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgên­
cias do que a ela.
5 5 A atitude do papa é necessariamente esta: se as in­
dulgências (que são o menos importante) são celebradas
com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o
Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado
com uma centena de sinos, procissões e cerimônias,
5 6 Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as
indulgências, não são suficientemente mencionados nem
conhecidos entre o povo de Cristo.
5?~í>widenteque eles, certamente, não são de natureza
temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem
tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
5 8 Elestampoucosão osméritos de Cristoedos santos, pois
estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano
Nníeriore a cruz, a morte e o inferno do serhumano exterior.
5 9 S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os
tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra
como era usada em sua época.
6 0 £ sem temeridade que dizemos que as chaves da
Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cris­
to, ranstituem este tesouro.
6 V Pois está claro que, para a remissão das penas e dos
casos, o poder do papa por si só é suficiente,
62 0 verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evan­
gelho da glória e da graça de Deus.
63 Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com ra­
zão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.
64 Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais
benquisto, ecom razão, pois fazdos últimos os primeiros.
65 Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as re­
des com que outrora se pescavam homens possuidores
de riquezas.
6 6 Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as re­
des com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67 As indulgências apregoadas pelos seus vendedores
como as maiores graças realmente podem ser entendidas
como tal, na medida em que dão boa renda.
6 8 Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfi­
mas em comparação com a graça de Deus e a piedade na
cruz.
69 Osbispos e curastêm a obrigação de admitircom toda
a reverência os comissáriosde indulgências apostólicas, ..
70 Têm, porém, a obrigação aínda maior de oféervar
com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para
que esses comissários não preguem os seus próprios so­
nhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.
71 Seja excomungado e maldito quem falar contra a
verdade das indulgências apostólicas.
72 Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a de­
vassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de
indulgências.
73 Assim como o papa, com razão, falmina aqueles que,
de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de
indulgências,
7 4 muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretex­
to das indulgências, procuram defraudar a santa carida­
de e verdade.
75 A opinião de que as indulgências papais são tão efi­
cazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo
que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse pos­
sível, é loucura.
76 Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências
papais não podem anular sequer o menor dos pecados
veniais no que se refere à sua culpa.
77 A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse
o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é
blasfêmia contra São Pedro e o papa.
78 Afirmamos, ao contrário, que também este, assim
como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam,
Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc, como está
escrito em 1 Co 12.
7 9 Éblasfêmia dizer que a cruz com aí armas do papa,
insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.
80 Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos
que permitem que semelhantes conversassejam dffàritlidas
entre o povo.
81 Essa licenciosa pregação de indulgências fez com que
não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dig­
nidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida
argutas, dos leigos.
82 Por exemplo: por que o papa não evacua o purgató­
rio por causa do santíssimo amor e da extrema necessida­
de das almas - o que seria a mais justa de todas as causas
se redime um número infinito de almas por causa do
funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que
é uma causa tão insignificante?
83 Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e
os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou
permite que se recebam de volta as doações efetuadas em
favor deles, visto que já não éjusto orar pelos redimidos?
84 Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do
papa éessa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e
inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, po­
rém não a redimem por causa da necessidade da mesma
alma piedosa edileta, por amor gratuito?
85 Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais -
de feto e por desusojá há muito revogados e mortos - ain­
da assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de
indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
8 6 Do mesmemodo: por que o papa, cuja fortuna hoje
é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com
seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São
Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
87 Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e con­
cede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à
remissão e participação plenária?
8 8 Do mesmo modo: que benefício maior se poderia
proporcionar à igreja do que seo papa, assim como agora
o f o uma vez, da mesma forma concedesse essas remis­
sões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89 iá que, com as indulgências, o papa procura mais
a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as
cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igual­
mente eficazes?
90 Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos
leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando
razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos
inimigos e desgraçar os cristãos.
91 Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em
conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas
tssas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem
mesmo teriam surgido.
92 Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao
povo de Cristo:"Paz, paz!"sem que haja paz!
9 3 Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo
de Cristo:"Cruz! Cruz!"sem que haja cruz!
94 -BevenTse exòrjtar o s c ris to a que se esforcem por
seguir a Cristo, seu cabeÇãTStravés das penas, da morte e
do in fe rn o ^
9 5 ef assim, a que confiem que entrarão no céu antes
através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.
1517 A.D.—. M
CENTENÁRIO
ASSEMBLEIA DE DEUS
NO AMAZONAS
boas
r>ova$VManj&M
I %nbuulaGuinea! j C O N F E R E N C I A G E R A L D E
l l u m e k e l
Ale 'jria A b u n d an te
ria Câmara
Participação especial
Sarah Farias
I
1
assembleia de Deus
Sio kn*doíCjírfxn SP
w w w .a d s j a c a m p o s . c o m . b r
0 APLICATIVO PARA
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DA ESCO LA
BÍBLICA
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Revista da Escola Dominical - Reforma Protestante 500 Anos - Todos Podem Pregar - Assembleia de Deus - Igreja Mãe - Belém - PA

  • 1.
    TESES DE LU TERO REVISTA DA ESCOLA DOMINICAL Lições Bíblicas para culto doméstico, devocíonai e pequenos grupos PROFESSOR reforma protestante ENCARTE BÔNUS t o d o s p o d e m p r e g a r r r -
  • 2.
    PROGRAMA DE EDUCAÇÃOCRISTÃ CONTINUADA m a t r i z C u r r i c u l a r B Á S I C O DE T E O L O G I A AREAS DE ESTUDO • □ 1 t M B A ■ PRÁTICA ESTUDOS DESENVOLVIMENTO EVANGELIZAÇÃO M INISTERIAL BÍBLIC OS ESPIRITUAL EMISSÕES IoANO ACONSELHAMENTO E ÉTICA CRISTÃ VENCENDO AS CRJSE5 HA VIDA NOVO TESTAMENTO REINO, TÜDER E GLORIA O ESPIRITO SANTO AÇÀO. FRUTO. BATISMO í DONS LIDERANÇA INSPÍRADORA 2oANOS P 1’ESSOAS TAREFAS EALVOS AN TIGO TESTAMENTO A BIBLIA QJJL IESUS LIA CRESCIM EN TO SERVIÇO DO CRISTÃO MATURIDADE E MORDOMIA MISSÕES NACIONAIS E ESTRANG EIRAS H IST Ó R JA DA ASSEMBLEIA DE DEUS ESCALO LOG IA BÍBLICA REVELAÇÃO DO FUTURO FAMÍLIA f o r t a l e c e n d o a f a m íl ia C i d a d a n i a e RESPONSABILIDADE SOCIAL DA IGREJA 5oANO É Je s u s R O M A N O S SANTI F1C AÇÃO CRESCIMENTO E ORGANIZAÇÃO DA IGREJA Central de Atendimento: (91) 3110-2400. www.educacaocristacontinuada.com.br
  • 3.
    R E VI S T A D A ESCOLA DOMINICALESTUDOS BÍBLICOS TAMBÉM PARA CULTO DOMÉSTICO, DEVOCIONAL E PEQUENOS GRUPOS DATA .../.__/_____ LIÇÃO 1 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE....................... 5 __ /____/.____ LIÇÃO 2 TODOS PODEM PREGAR..................................................... 11 __ __________ LIÇÃO 3 AGORAÉAMINHAVEZ..........................................................17 __ /____/.____ LIÇÃO 4 HOMILÉTICA, AARTE DE PREGAR E ENSINAR.............23 __ __________ LIÇÃO 5 REFORMAPROTESTANTE: ENSINO E LEGADO.................29 __ /____ /____ LIÇÃO 6 ORGANIZANDO AS IDEIAS................................................. 35 /____/,____LIÇÃO 7 TIPOS DE SERMÃO...............................................................41 /____/____LIÇÃO 8 PODER DE DEUS NA MENSAGEM.....................................47 __ /_/._____ LIÇÃO 9 PREGAÇÃO E SEUS DESAFIOS ATUAIS............................53 __ /...._______ LIÇÃO 10 SINAL VERMELHO NO PÚLPITO......................................59 __ /____/.____ LIÇÃO 11 ENSINO EDISCIPULADO QUE FUNCIONAM................. 65 __/.— /....... LIÇÃO 12 OALUNO, O PROFESSOR EA AULA..................................71 — ------- LIÇÃO 13 0 PREGADOR PENTECOSTAL........................................... 77 Philips Câmara é Bacharel em Teologia e Ministério Pastoraf e Bacharel em Administração. É Pastor da Assembleia de Deus em São José dos Campos-SP. Casado com Luana, tem dois filhos: Sarah e Samuel Neto.
  • 4.
    ^ 500 ANOSDA REFORMA^ Ao celebrarmos os 500 anos da Reforma Protestante, incluímos duas lições comemorativas nesta revista e percebemos que um dos grandes lega­ dos da Reforma é a afirmação de que a Igreja como uma comunidade, per­ tence a todos os membros, e não só a uma classe exclusiva de sacerdotes. O sacerdócio é de todos. A Reforma Protestante foi um gran­ de avivamento orquestrado pelo Espírito de Deus trazendo refrigério para a igreja com um novo modelo de culto, no idio­ ma comum do povo, com a Bíblia na mão do povo e hinos cantados peio povo. Foi uma reforma essencialmente herme­ nêutica e homilética; isto é, uma reforma quanto à interpretação da Bíblia e à for­ ma de proclamação da mensagem divina por todos os cristãos para todo o mundo. Tudo a ver com estas lições de homilética que estudaremos. Lutero ensinou que a pregação deve alcançar o homem atual, ser apresentada de maneira simples para o povo comum assimilar, sem exibicio­ nismos ou arrogância teológica. Festejando os 500 anos da Retor- ma, mãos à obra, o sacerdócio é de to­ dos, você pode sim, pregar. EXPEDIENTE Conselho Editorial Samuel Câmara. Oton Alencar, Jonatas Câmara, Rui Raiol, Celso Brasil, Philipe Câmara. Benjamin de Souza. Editor Samuel Câmara Editor Assistente Benjamin de Souza Coordenador Editorial Eliéri Bogo Equipe Editorial Antonio de Pádua Rodrigues, Gerson Araújo. João Pedro Gonçalves, Marcos Jorge Novaes. Marcos José de Oliveira, Marcos Ribeiro Pires, Rodolfo Nascimento Silva. Tiago Sampaio Espíndola. Valdez José de Souza Barbosa Supervisão Pedagógica Faculdade Boas Novas (FBN) e Seminário Teológico da Assembleia de Deus (SETAD) Repertório Musical Rebekah Câmara Revisores Jailson Melo e Auristela Brasileiro Distribuição e Comercial Jadiel Gomes Editoração e Projeto Gráfico Neí Neves, Maely Freire e Tank Ferreira Conteúdo Digital e Imagens Jeiel Lopes Versão bíblica: Almeida Revista e Atualizada, salvo quando indicada outra versão. ©2017. Direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total desta obra, por qualquer meio, sem autorização por escrito da Assembleia de Deus em Belém do Pará e do autor oos comentários e adaptações. Programa de Educação Cristã Continuada. Avenida Governador José Malcher, 1571, Nazaré. ) CEP: 66060-230. Belém - Pará - Brasil. Fone: (91) ^ 3110-2400. E-mail: comercial@adbelem.org.br. [LÉTICA & REFORMA PROTESTANTE LIVROS PARA LEITURA COMPLEMENTAR Esta revista usa com o base os livros "H om ilética: M inistrando a Pa­ lavra d e Deus", d e Ernest Pettry, p u b lic a d o peio Instituto Cristão Internacional (ICIJ. C am pinas (SP), 2008 e Reforma Protestante: História, ensino e le g a d o , d e G ilm ar Vieira Chaves, p u b lica d o p e la editora C entral Gospel, Rio de Janeiro, 2017, Pedidos: (91)3110*2400 4
  • 5.
    LIÇAO 1 1 500ANOS DA REFORMA PROTESTANTE SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR ORIENTAÇAO PEDAGÓGICA Amado Professor, chegamos a mais uma série de iições tendo a oportunidade única de ceiebrar com nossos alunos os 500 Anos da Reforma Protestante, ao mesmo tempo em que será um momento propício para o Espírito Santo fa­ zer arder a chama da Pregação no coração deles. Aproveite para se especiali­ zar um pouco mais sobre a Idade Média e a história da Igreja nesse período, a fim de contextualizar a Reforma Protestante. Destaque a importância da Re­ forma Protestante que, além de trazer uma nova forma de inter­ pretar a Bíblia, nos deu uma nova forma de proclamação da mensa­ gem divina. Enfatize que a partir desse momento a Bíblia passou a ser considerada como a única fonte legítima de norteamento da fé e da prática cristãs. Ela que é a nossa espada em meio às lutas da vida. OBJETIVOS •Assimilar os fatos que favore­ ceram a Reforma Protestante. •Compreender o nosso tempo e as necessidades da Igreja atual. •Entender como a Reforma al­ terou a história. PARACOMEÇAR A AULA Traga para a sala de aula al­ gumas cópias das 95 Teses, dis­ tribua entre os alunos ou fixe-as em um quadro para que possam ter contato com o documento. Dê cinco minutos para que possam escolher uma das te­ ses, e ao final da aula peça que alguns deles comentem comple­ mentando com o que aprende­ ram na lição. PALAVRAS-CHAVE Reforma * Contexto Histórico Precursores RESPOSTAS DA PAGINA 10 1) Fragmentação política e enfraquecimento do autoritarismo da Igreja Católica. 2) John Wycliffe, John Huss e Girolamo Savonarola. 3) A Bíblia como sua intérprete e única fonte de revelação. I
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    Liçõo 1 -500Anos da Reforma Protestante LEITURA COMPLEMENTAR A Reforma Protestante foi um dos eventos mais marcantes na história recente da humanidade. Não é exagero afirmar que, para compreender o tempo presente, faz-se necessário conhecer o Movimento Reformador. Seus desdobramentos alcançaram a massa populacional europeia (onde o fenômeno teve início) e abalaram os pilares de todo mundo me­ dieval. O Movimento não foi apenas religioso, mas envolveu aspectos po­ líticos, econômicos, sociais, culturais e filosóficos da Europa. A Reforma também gerou as igrejas chamadas evangélicas aqui no Brasil. Logo, para construir sua identidade de fé e saber de onde veio e para onde vai, o cristão protestante precisa estudar sua história, refletir sobre seus tratados doutrinários e aplicar seus princípios à vida(,„). Desde a Antiguidade até o século 16, a Igreja sofreu grandes e drás­ ticas transformações no campo doutrinário. No processo histórico, além de se adaptarem aos paradigmas religiosos dos povos circunvizinhos, os cristãos — na ânsia de encher os templos — acabaram renunciando aos princípios bíblicos, para incorporar práticas pagãs em seus cultos(...). Digno de nota foi o famigerado pagamento de indulgências. Lute- ro combateu veementemente este ensino, que foi um dos motivos para redação de suas 95 Teses. Naquela época, o clero romano estava empe­ nhado na reconstrução da Basílica de São Pedro em Roma. Os fiéis foram induzidos a fazer suas doações, e, quando suas ofertas eram colocadas no gazofilácio, o ofertante, automaticamente, era declarado perdoado dos seus pecados. Os valores doados eram proporcionais à gravidade da falta cometida(...). Para piorar a questão, a missa deixou de ser conduzida na linguagem do povo. 0 latim, antigo idioma romano, cristalizou-se como linguagem cúltica e sagrada — havia, inclusive, aqueles que diziam ser o latim a lín­ gua dos anjos, falada nos céus. A Bíblia e os tratados teológicos produzi­ dos à época, ainda que raros, eram escritos nessa língua. Logo, quase a to­ talidade da população europeia, que já não sabia ler ou escrever, também não tinha acesso à Bíblia em seu idioma — e muito menos entendia o que se passava durante o culto. Livro: “Reforma Protestante: História, ensino e legado“ (Central Gospel, Rio de Janeiro, 2017, pgs. 15,18,19) v _____________________________________________________________________________________ [[
  • 7.
    Estudada em ___/___ / 500 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE Texto á u reo 'Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: Ojusto viverá por fé." Rm 1.17 -JÎïiiU' VERDADE PRÁTICA Conhecer a história da Reforma nos ajuda a compreender melhor a igreja no presente. DEVOCIONAL DIÁRIO Segunda - lTm 2.5 Jesus é o nosso único mediador Terça-At 4.11 Cristo é a pedra fundamental da Igreja Quarta -1 Jo 1.9 Deus é fiel ejusto paraperdoar pecados Quinta - Mt 10.8 Agraça de Deus não tem preço Sexta - Hb 4.15#16 Acesso àgraça por meio de Cristo Sábado - At 15.8-11 Salvos pela graça de Jesus LEITURA BÍBLICA Romanos 1.16-20 16 Pois não me envergonho do evan­ gelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, pri­ meiro do judeu e também do grego; 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: Ojusto viverá por fé. 18 Aira de Deus se revela do céu contra toda impiedadee perversãodos homens que detêm averdade pela injustiça; 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, por­ que Deus lhes manifestou. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, cla­ ramente se reconhecem, desde o prin­ cípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; Hinos da Harpa: 581 - 330 - 15 5
  • 8.
    Lição 1 -500Anos da Reforma Protestante ( > 5 0 0 ANOS DA REFORMA PROTESTANTE INTRODUÇÃO L ANTECEDENTES DA REFORMA 1. Antecedente Político 2. Antecedente Geográfico 3. Antecedente Religioso II. PRECURSORES DA REFORMA 1John Wycliffe (1324-1384) 2. John Huss (1369-1415) 3. Girolamo Savonarola (1452-1498) III. A REFORMA 1, Romanos 1,17 2, As 95 Teses INTRODUÇÃO No início do Século XVI, o mundo estava no limiar de grandes mudan­ ças, especialmente as concernentes à vida religiosa, as quais alterariam para sempre a forma de vermos a vida e o mundo ao nosso redor. A Reforma Protestante foi uma das principais, sendo ela mesma o re­ sultado de uma série de fatores. Adata histórica da Reforma Pro­ testante, protagonizada por Mar- tinho Lutero é 31 de outubro de 1517, portanto, em 2017, grandes eventos ocorrem em todo o mundo celebrando os 500 anos da Reforma. Nós também fazemos nossa home­ nagem incluindo nesta revista duas lições especiais sobre o terna. I. ANTECEDENTES DA REFORMA 3. Efeito das Teses APLICAÇÃO PESSOAL A Idade Média, chamada de Idade das Trevas, na realidade, foi o período de gestação e amadure­ cimento da grande civilização cris­ tã que surgiu a partir da Reforma. 1. Antecedente Político, As mudanças ocorrem com o surgi­ mento das nações-estados, quando a Europa começa a se fragmentar em países politicamente indepen­ dentes uns dos outros (por exem­ plo: Inglaterra, França, Espanha, Portugal etc.), livres e soberanos, não mais subordinados a um poder central e dominador, anteriormen­ te representado pelo papado. 6
  • 9.
    Lição 1 -500Anos da Reforma Protestante A despeito disso, o poder dos soberanos precisava da legitimação da Igreja, que conferia um caráter de "ordenação divina" às monar­ quias europeias. Isso tudo ocorria em meio a grande corrupção. 2. Antecedente Geográfico. As grandes navegações realizadas por Portugal e Espanha, que logo se tornaram duas superpotências, desencadearam as grandes des­ cobertas de novas terras, fazendo com que o mundo não se limitasse mais à Europa. 0 "novo mundo" trouxe no­ vos horizontes de conquista e ex­ pansão, com seus desafios e pro­ blemas, mas também com suas enormes riquezas, e com isso, o favorecimento da troca de ideias que desencadearam novos proces­ sos de entendimento da vida nos aspectos sócio-políticos, econômi­ cos e religiosos. 3, Antecedente Religioso. As mudanças políticas e geográficas forneceram as bases para a mu­ dança religiosa, em contraposição ao autoritarismo da Igreja Católica Romana, que se tornou insusten­ tável. De certa forma, ficou paten­ te que o Catolicismo Romano não mais preenchia os anseios espiri­ tuais do povo - que se sentia opri­ mido e buscava uma religião mais prática e satisfatória tampouco respondia às suas indagações e expectativas quanto ao futuro e a eternidade. Nesse ambiente vicejou uma indefectível reforma religiosa, cujo escopo tinha a finalidade de levar as pessoas a se aproximarem de Deus "sem outros intermediá­ rios" e tão somente através de um relacionamento íntimo com Ele através da fé em Jesus Cristo: esse foi o âmago da Reforma! II. PRECURSORES DA REFORMA O Papa se considerava o único intérprete legal da revelação divina, A população era mantida na igno­ rância e alimentada com todo tipo de crendices, superstições, medo do inferno, e também na "compra” de um lugar no céu através das Indul­ gências. Nesse cenário surgem mui­ tos personagens combatendo estes erros, dentre os quais: 1, John Wydiffe (1324-1384). John Wydiffe nasceu na Inglaterra em 1324. Ele foi aluno e profes­ sor da Universidade de Oxford e é considerado um dos precursores da Reforma Protestante. Wydiffe deixou dezenas de obras escritas, além da primeira tradução da Bí­ blia para o inglês. Seu intuito era oferecer ao povo uma Bíblia isenta da manipulação católica, que in­ cluía os livros apócrifos. Ensinou de forma enfática o sa­ cerdócio universal dos crentes, que preconizava que qualquer pessoa pode comunicar-se com Deus, sem a mediação da Igreja (lTm 2.5). 7
  • 10.
    Lição 1 -500Anos da Reforma Protestante Combateu as distorções do catoli­ cismo, condenando o pagamento de indulgências e a corrupção geral do Clero. Ele pregava a moralização da igreja e o afastamento das lide­ ranças comprometidas com práti­ cas sabidamente pecaminosas. Era um teólogo extraordinário que pregava a autoridade supre­ ma das escrituras na vida cristã, contestando a posição tradicional da Igreja Católica. Combatia terminantemente a condição do Papa como substitu­ to de Pedro e cabeça da igreja (Mt 16.18}, reafirmando que o cabeça da igreja é Cristo (Ef 1.22,23). 2. John Huss (1369-1415). Huss nasceu na cidade de Husinec, a 75Km de Praga, na República Tcheca. Estudou na Universidade de Praga, onde foi também pro­ fessor e reitor; foi um grande pen­ sador cristão, além de importante precursor da Reforma. Os escritos de )ohn Wycliffe cau­ saram profunda impressão em John Huss, que combateu o pagamento de indulgências — prática que conside­ rava sem valor algum para o perdão divino — e a corrupção do clero ca­ tólico. Em 6 de julho de 1415, na ci­ dade de Constança, foi condenado e queimado vivo em praça pública, Enquanto chamas consumiam seu corpo, ele entoava hinos de adoração ao Senhor. Dizem que, an­ tes de morrer, Huss vaticinou que aqueles homens estavam queiman­ do um ganso (hus, na língua boê- mia, significa ganso), mas cem anos depois apareceria um cisne, e esse, ninguém poderia segurar. Muitos referem essa profecia à figura do Reformador Martinho Lutero. 3. Girolamo Savonarola (1452-1498). Savonarola nasceu em Ferrara, Itália, em setembro de 1452. Desistiu da Medicina para dedicar-se à vida religiosa, basean­ do suas ações em Florença. Savo­ narola atacou o mau-caráter e os desmandos do Papa Alexandre VI. Ficou conhecido por conside­ rar-se um profeta e por ter queima­ do um grande volume de obras de artee íívros, por entender serem de natureza imoral. Ele não se opunha a todas as criações artísticas, mas reprovava aquelas que promoviam imoralidade ou retratasse de modo impróprio as figuras bíblicas. 0 Vaticano passou a conside­ rá-lo um inimigo, excomungou-o e em 23 de maio de 1498, Savo­ narola foi condenado à morte por enforcamento em praça pública na cidade de Florença, tendo o seu corpo queimado posteriormente. III. A REFORMA A Reforma Protestante atingiu o âmago do poder da Igreja, motivo pelo qual foi tão ferozmente perse­ guida. O ponto central da Reforma de Lutero foi não mais reconhecer a Igreja Católica como a intérprete exclusiva das Escrituras, propondo a Bíblia como a única fonte de Re- 8
  • 11.
    Lição 1 -500Anos da Reforma Protestante velação e a melhor intérprete de si mesma. Este é, sem dúvida, o ponto mais importante para a história da civilização ocidental. 1. Romanos 1.17. 0 entendi­ mento de Romanos 1.17, por Lute- ro, foi decisivo para a Reforma. A expressão "justiça de Deus" trazia grande tormenta à sua alma, pois o fazia pensar que ninguém pode­ ria justificar-se diante de Deus, ou seja, ele estava condenado ao in­ ferno, como se ensinava na época. Foi então que, meditando sobre o texto, entendeu que a justiça de Deus não se referia ao castigo divi­ no, mas sim ao fato de a justiça do justo não ser obra dele próprio, mas sim de Deus. A fé e a justificação do pecador são dons gratuitos de Deus. Em decorrência dessa conclusão, Lutero disse: "Senti que havia nascido de novo e que as portas do Paraíso me haviam sido abertas, Todas as Escri­ turas tinham novo sentido. Apartir de então, a frase "a justiça de Deus" não me encheu mais de medo e ódio, mas se tomou indizivelmente doce em vir­ tude de um grande amor" Por mais de mil anos a igreja Católica disseminou o ensino de que a salvação era alcançada por fé e obras, bem como por meio da participação de 7 sacramentos administrados pelos sacerdotes. Dessa forma, a nova descoberta de Lutero era algo absolutamente dis­ tante da consciência das pessoas, que em sua grande maioria, nem sabiam ler e apenas aceitavam por fideísmo no que a igreja lhes impu­ nha, a qual era também dedentora da Bíblia unicamente no Latim. 2. As 95 Teses. Umobscuro mon­ ge chamado Martinho Lutero, em 31 de outubro de 1517, afixou um do­ cumento composto de 95 Teses na porta da Catedral de Wittemberg, na Alemanha, no qual conclamava a Igreja a voltar à obediência da Pala­ vra de Deus e às práticas evangélicas da Igreja Primitiva, conforme cons­ tam nas Sagradas Escrituras. Esse evento simples, normal­ mente utilizado por aqueles que queriam discutir pubiicamente al­ guma proposta acadêmica de cunho bíblico ou teológico, tomou um vo­ lume descomunal, até que desenca­ deou o que conhecemos historica­ mente como a Reforma Protestante. O documento com as 95 Teses afixado por Lutero na porta da Ca­ tedral de Wittemberg trazia o se­ guinte enunciado: "Por amor à verdade e movido pelo zelo de elucidá-la, será dis­ cutido em Wittemberg, sob a pre­ sidência do Rev. Padre Martinho Lutero, mestre das Artes Livres e professor catedrático da santa Teo­ logia ali mesmo, o que se segue. Pe­ de-se, que aqueles que não pude­ rem estar presentes para tratarem do assunto verbalmente conosco, o façam por escrito. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.” 3. Efeito das Teses. O efeito destas teses (a serem estudas na 9
  • 12.
    Lição 5) foitão inesperado, que não ficou só entre os letrados, em pou­ cas semanas as mesmas se espa­ lharam por toda a Alemanha e para outras partes da Europa, chegando ao conhecimento do povo em geral. Foi então que o povo passou a sentir que nestas teses se anunciava uma libertação do jugo de um siste­ ma clerical que, em vez de servir, do­ minava as almas de todos os fieis. Isso desencadeou a Reforma Protestante. já faz 500 anos. As teses de Lu- tero eram curtas mas profundas,.Os efeitos da Reforma revolucionaram a Igreja, principalmente por ter com­ batido a ideia de que só o Papa e seus sacerdotes podiam terem mãos a Bí­ Lição 1 - 500Anos do Reforma Protestante blia e interpretá-la. Osacerdócio é de todos os cristãos, Todos devem ter em suas mãos a Bíblia, todos podem conhecer e pregar a Palavra. Na lição 5 voltaremos aos 500 anos da Reforma, com mais detalhes. r : a APLICAÇAO PESSOAL Entender os antecedentes da Reforma pode nos ajudar a com­ preender o nosso tempo e as gran­ des necessidades da Igreja atual, para que a nossa geração também possa avançar na Reforma ou fa­ zer uma nova, se necessário. v _________________________________ ---------------------------------------------------------------------------------------- ---- RESPONDA 1) Q uais fatores deram base à Reform a Protestante na Europa? 2) Cite o nome dos principais precursores da Reforma Protestante. 3) Qual foi o ponto central da Reforma de Lutero7 VOCABULÁRIO: *Indefectível: que não se pode destruir, que sempre existirá; eterno, imutável, indestrutível, imperecível, • V icejar: ter viço ou dar viço a; desenvolver oom força; manifestar-se com força e copiosamente. AS 95 TESES DE LUTERO Confira a íntegra do docum ento no encarte desta revista. 10
  • 13.
    SUPLEMENTO EXCLUSIVO DOPROFESSOR Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Professor, que bom encon­ trá-lo em mais um trimestre da Escola Dominical, tendo a opor­ tunidade de ensinar sobre a Ho- miiética de uma forma mais aces­ sível aos seus alunos. Este é um assunto relevante para a Igreja. Iniciar o estudo das 13 lições com o tema Reforma Protestan­ te 500 Anos; Todos Podem Pregar facilitará a aproximação com o tema geral desta revista, ajudan­ do na compreensão de seus alu­ nos sobre a pertinência do assun­ to para a prática crista, mesmo que alguns digam não serem cha­ mados para pregar. Faça com que entendam que não precisam subir no púlpito da igreja, mas que haverá situa­ ções em que terão que "manu­ sear bem a PalavraJJ, pois todos fomos comissionados a pregar o Evangelho. PALAVRAS-CHAVE Pregação • Vocação • Mensagem OBJETIVOS •Entender que todos podem e devem pregar. •Compreender o ouvinte como destinatário da mensagem. •Saber da importância da mensagem pregada. PARACOMEÇARA AULA inicie a aula dando as boas-vin­ das aos seus alunos, em seguida leia com eles o Sumário, apresen­ tando cada üção. Antes de começar a exposição pergunte quais deles se sentem voca­ cionados para pregar a Palavra para um público maior. E para uma pessoa ou pequeno grupo. Depois, pergun­ te quantos desses têm se preparado para isso e, por último, quantos têm exercido na prática o seu chamado. Note que o levantar das mãos vai diminuindo conforme vão se dando as perguntas. Conscíentize- -os sobre a importância do chama­ do que receberam e que a todos foi dada a Grande Comissão. RESPOSTAS DA PAGINA 16 1) A pregação da Palavra 2) Preparar-se e colocar em prática o seu chamado. 3J Ser alcançado e transform ado. I
  • 14.
    Lição 2 -Todos Podem Pregar LEITURA COMPLEMENTAR De todos os temas da pregação bíblica, nenhum é mais importante do * que comunicar as boas novas da salvação. E básico, porque sem a mensa­ gem da salvação, não há razão de ser para outras mensagens. Jesus orde­ nou Seus seguidores: "Portanto ide, ensinai todas as nações", proclaman­ do a mensagem de salvação como testemunho a toda a humanidade (Mt 28.19; 24.14). Além disto, Jesus tornou clara a questão em jogo: "Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" (Mc 16.16; Jo 3.15-21, 36). Nada menos do que a vida eterna versus a morte eterna está em jogo quando a mensagem da salvação é pregada. Ao apresentar a mensagem da salvação, duas coisas devem ser enfa­ tizadas: 1) que todas as pessoas são pecadoras, e 2) que Cristo é o Seu Salvador Muitas pessoas, no entanto, não compreendem seu problema nem aquilo que pode transformar a sua situação. Devemos mostrar-lhes que o problema é que todos pecaram. 0 pecado de Adão atingiu a todas as pessoas, porque Adão foi a cabe­ ça que representou a totalidade da raça humana. Quando ele caiu, a raça caiu, e todas as pessoas herdaram uma natureza pecaminosa. A natureza pecaminosa é a causa da teimosia das pessoas, da sua rebeldia, e da sua desobediência para com a lei de Deus (G1 5.19-21). A natureza pecamino­ sa, pois, leva as pessoas a cometerem atos pecaminosos. 0 resultado do pecado das pessoas é a separação de Deus e entre si mutuamente. Por causa da sua natureza pecaminosa, as pessoas são cor­ ruptas. Cada parte da sua natureza humana - as emoções, o intelecto e a vontade - tem sido afetada. São totalmente indefesas e incapazes de sal­ var a si mesmas. Suas mentes ficaram tão corrompidas pelo pecado que não podem compreender nem apreciar as coisas espirituais (ICo 2.14). Para elas, as coisas espirituais são estultas, não são razoáveis. Sem o en­ tendimento espiritual, não podem captar as coisas de Deus. Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICl, São Paulo, 2007, págs. 107,108). ___________________________________________________________________ :_______/ li
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    LIÇÃO 2 TODOS PODEM PREGAR Texto á u r e o ''Vós sois testemunhas destas coisas" Lc 24.48 Estudada em ___ /___ /____ ( ^ DEVOCIONAL DIÁRIO Segunda - Mc 16.15 Pregação, uma ordem divina Terça - Jo 15.16 Pregador, uma escolha divina Quarta - 2Tm 1.9 Pregar, uma vocação divina Quinta - ls 52.7 Pregando as boas novas Sexta - ICo 2.4 Pregando com poder Sábado - Rm 10.14 Pregar, uma necessidade LEITURA BÍBLICA Lucas 24.45-49 45 Então, lhes abriu o entendi­ mento para compreenderem as Escrituras; 46 e lhes disse: Assim está escri­ to que o Cristo havia de padecere ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia 47 que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, co­ meçando de Jerusalém. 48 Vós sois testemunhas destas coisas. 49 Eis que envio sobre vós a pro­ messa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder. Hinos da Harpa: 93 - 115 - 167 v_________________________________j i i
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    Lição 2 -Todos Podem Pregar r " " ^ TODOS PODEM PREGAR INTRODUÇÃO L O PREGADOR 1. Chamada gera! e específica Mc16.15 2. Preparo 2Tm2.i5 3. Prática 2Tm22 IL A PREGAÇÃO 1. Pregação e exemplo 2Tm2lS 2. Importante missào Mt28.20 3. Mensagem inspirada 1Co2A INTRODUÇÃO Queremos, através destas li­ ções, mostrar que você, homem ou mulher, pode e deve pregar o Evangelho. Pregar a Palavra de Deus, além de um privilégio, é uma ordem do maior pregador da História, Jesus Cristo: 'Ide por todo 0 mundo e pregai 0 Evange­ lho a toda criatura"' (Mc 16.15). A pregação é 0 instrumento que Deus mais usou, continua usando e sempre usará para tra­ zer homens à Salvação. Esta missão não é exclusivi­ dade de pastores e mestres. Todo filho de Deus recebeu poder para esse intento, daí a importância de estudar a Homiiética, IIL OOUVINTE 1. Precisando de Deus Lc24.47 2. Alcançado pela Palavra Rm1.16 3. Transformado pela Palavra At2.37-41 APLICAÇÃOPESSOAL L O PREGADOR O pregador precisa tomar a verdade de Deus e torná-la parte de sua experiência própria a fim de, quando falar, seja Deus quem fale através dele. 1. Chamada geral e especí­ fica. Embora reconheçamos que haja um chamamento especial de Deus para determinadas pessoas se tornarem pregadores, também sabemos que esta tarefa não é uma exclusividade de pastores e mestres. Todo filho de Deus re­ cebeu 0 sagrado privilégio de mi­ nistrar a Paiavra de Salvação aos pecadores. Pregar não é simples­ mente uma escolha; é uma voca­ 12
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    ção divina e#portanto,irrevogável (ICo 9.16). Nâo é para trazer fama ou ganhar dinheiro; é para trazer vidas ao genuíno conhecimento das verdades de Deus. Aquele que ministra deve ter consciência que sua vida nesta terra tem um propósito. Quando essa chama arde em seu coração, ele sabe que se não cumprir seu chamado haverá um vazio em seu coração. É notório que quando alguém é vocacionado, sua men­ te, suas emoções, seus sonhos e seus desejos são o de alcançar vi­ das para o reino de Deus. Oramos para que isto aconteça com você (Mc 16.15; Jo 15.16). 2. Preparo. Deus vocaciona e chama, porém cabe ao homem preparar-se. Paulo foi chamado por Jesus para anunciar o Evange­ lho, porém passou quatorze anos preparando-se para isso (G1 2.1). Aquele que é chamado para anun­ ciar a Palavra deve ter consciência que milhares de pessoas precisam ouvir o que virá de seus lábios, por­ tanto, não é de qualquer jeito. Deve ter toda uma preparação física, emocional e espiritual (2Tm 2.15). 0 chamado pode ser feito do dia para a noite, em um momen­ to específico, porém a preparação não; é algo constante, para ser fei­ to no dia a dia. Sem uma prepara­ ção adequada ninguém irá muito longe. A preparação é muito mais que embasamento teórico. Eia é prática, como um dia declarou o Lição 2 - Todos Podem Pregar Nada deveria ser o alvo do pregador a não ser a glória de Deus através da pregação do Evangelho da salvação" (C. H. Spurgeon) grande cientista Albert Einstein: "Minhas grandes descobertas pos­ suem um segredo: 10% são inspi­ ração, e 90% transpiração". Tra­ balho, e trabalho árduo, é a razão das grandes conquistas. Deus faz o chamado e espera que o homem corresponda a esse chamado, e as­ sim prepare-se para o mesmo. 3. Prática. Uma vez que Deus chama, e o homem se prepara, o que vem a seguir? Chegou a hora de colocar em prática. A prática nada mais é do que agir e transmi­ tir aos ouvintes (2Tm 2.2). A prega­ ção visa alcançar todas as pessoas. O pregador não é um mero transmissor de ideias, mas um exemplo vivo do poder de Deus para a salvação. Aquele que vai transmitir a mensagem deve sa- ber que é o canal de Deus para trazer pessoas ao conhecimento das verdades sagradas (Tg 1.22). Sua boca falará do que o coração está cheio, e as experiências vivi­ das serão realidade para quem as ouvir, tendo o anseio de cumprir o que foi ministrado. 13
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    II. A PREGAÇÃO Éum sublime privilégio saber que Deus escolheu você para a maior responsabilidade do Univer­ so: trazer a mensagem do próprio Deus para a humanidade: "Não fos­ tes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que va­ des e deis fruto, e o vosso fruto per­ maneça" (Jo 15.16)- 1. Pregação e exemplo. 0 viver cristão é prática indispen- sável para a boa pregação. Nosso Senhor Jesus Cristo, ao convocar homens simples e humildes para serem Seus discípulos, e instruí- -los através de ensinamentos prá­ ticos a como procederem como pregadores do Evangelho, deu-nos um exemplo da importância de se aliar a exposição da Palavra às práticas de uma vida cristã genuí­ na. 0 pregador do Evangelho é um arauto das boas novas. 0 Apóstolo Paulo, comentando acerca da importância dessa pro­ clamação, afirma: "aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação” (ICo 1.21). E tam­ bém recomenda que aquele que se dispõe a pregar o Evangelho deve portar-se de forma irrepreensível: "...que não tem de que se envergo­ nhar..." (2Tm 2.15). Assim, a Bíblia nos revela que, desde os primórdios, o amor de Deus sempre foi exposto por ser­ vos comprometidos com a verda- Lição 2 - Todos Podem Pregar Quando você prega a Palavra, Deus dá os resultados. Ele os garante." de e com o testemunho cristão, correspondente. 2. im portante missão. 0 mais elevado de todos os cha­ mados é o chamado para pregar o Evangelho de )esus Cristo (Mc 16.15), A Bíblia diz que Jesus pas­ sou a noite em oração no monte, e depois escolheu os Seus discípu­ los (Lc 6.12-13). A maior vocação do homem é ser chamado por Deus para realizar a Sua obra; e a maior missão do ho­ mem de Deus é levar a mensagem de salvação aos outros homens, coisa que anjos não puderam fazer. Inclusive quando Cornélio estava há vários dias orando e jejuando, apareceu um anjo e mandou cha­ mar a Pedro para anunciar-lhe o Evangelho (At 10). Os discípulos, após terem sido chamados por Cristo, foram capa­ citados pelo Espírito Santo para anunciar com ousadia a Palavra de Deus (At 4.31). 3. Mensagem inspirada. 0 que é mais admirável acerca do ministério é Deus usar um pobre homem e lhe confiar o tesouro precioso da Sua mensagem (ICo 14
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    Lição 2 -Todos Podem Pregar 2.4). Quando Deus chamou os profetas do Antigo Testamento, os reis, sábios, pescadores, doutores, publicanos, os capacitou com Seu Espírito, concedendo a eles a ins­ piração da Sua palavra: "porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entre­ tanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espí­ rito Santo.” (2Pe 1.21). Quando o Senhor se revelou a Ananias para ir até à Rua chama­ da Direita, perguntando na casa de Judas por um homem cha­ mado Saulo de Tarso, ele não foi sem uma mensagem. Deus deu a ele a mensagem inspirada (At 9.10-18). A Bíblia é a maior men­ sagem revelada por Deus aos ho­ mens, mostrando a fonte da ver­ dade que o povo de Deus precisa conhecer e anunciar. III. O OUVINTE Somente uma genuína pala­ vra vinda da parte de Deus pode mudar o curso da história hu­ mana. A mensagem é como uma flecha, que é lançada rumo a um alvo. O principal alvo da mensa­ gem é o coração daqueles que a receberão. Isto deve estar bem definido na mente do pregador e bem claro aos ouvintes no fim da mensagem. Uma das formas pela qual podemos saber se alcança­ mos o alvo é observando como aqueles que ouviram a Palavra responderam ao apelo final. 1. Precisando de Deus. ln- felizmente, vivemos em tempos de afastamento da Palavra de Deus e, consequentemente, es­ friamento da fé (Mt 24.12). To­ das as vezes em que a Palavra de Deus é negligenciada, a Igre­ ja e o mundo sofrem consequên­ cias danosas em todas as áreas e, principalmente, no âmbito moral. Há uma natural aquies­ cência do pecador ao desvio da Palavra, pois ele sempre quer adiar o confronto inevitável com a retidão de Deus. Talvez isso explique a facili­ dade e, até mesmo, o fascínio que muitos têm por pregações superfi­ ciais e com um alto teor apelativo emocional. Há uma necessidade urgente da pregação da Palavra de Deus, pois só ela pode trazer um avivamento genuíno e verdadeiro à Igreja (Lc 24.47). 2. Alcançado pela Palavra. Tudo foi criado por Deus com um objetivo, um propósito, desde a menor célula ao maior ser do Universo. A mensagem que Deus deu ao homem possui o propó­ sito maior de revelar a vontade de Deus ao homem (Ef 1.9-11). Toda a Bíblia possui uma só men­ sagem central: a salvação do ho­ mem através de Jesus Cristo (Rm 1.16). A mensagem deve tocar os corações e as mentes de quem a ouve. Uma mensagem com pro­ pósito alcançado é aquela que muda as vidas. 15
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    Lição 2 -TodosPodem Pregar Quando vidas são impactadas peta mensagem ministrada po­ demos afirmar que alcançamos o que havia sido proposto, 3. Transform ado pela Pa­ lavra. Uma mensagem eficaz é aquela que alcança os seus obje­ tivos. Um belo sermão que recebe aplausos e elogios, mas não leva ao convencimento, não alcançou seu principal objetivo. Levar o ouvinte a uma decisão é tarefa séria e cuidadosa, que deve ser trabalhada durante toda a prega­ ção (Js 24.15; Mt 11.28). Quando o objetivo da mensa­ gem é alcançado, vidas são trans­ formadas. Pedro pregou uma men­ sagem simples e objetiva e cerca de três mil pessoas entregaram suas vidas a Jesus (At 2.38-41). ( I a APLICAÇÃO PESSOAL Ao longo dos séculos, milha­ res de pessoas têm sido transfor­ madas por pregações inspiradas pelo Espírito Santo. 0 pregador é apenas um canal que Deus usa para mostrar Sua vontade por meio da mensagem ministrada. V ____ J RESPONDA 1} Qual é o instrum ento que Deus m ais tem usado para trazer os hom ens à salvação? 2) Deus vocaciona o pregador mas o que cabe ao homem fazer? 3) O que deve acontecer com a pessoa que ouve a m ensagem ? L J 16
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    Il Ä ' * -7'' ■'-:A. LIÇÃO3 AGORAÉA MIN HA VEZ SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Professor, esteja preparado para falar de uma das principais dificuldades que quase todo cris­ tão enfrenta: a falta de coragem, ou timidez para anunciar o Evangelho. Talvez seja por isso que mui­ tos crentes "de banco" prefiram deixar para o Pastor, para o Evan­ gelista e Missionários a missão de levar a Palavra a todos. Pesquise sobre medo, timidez, coragem e fé. Isso lhe dará supor­ te para falar desses assuntos na sala de aula. Procure exemplos de pessoas da atualidade que superaram o medo e a timidez, sendo vitoriosas ao enfrentar as adversidades. Ao final da aula seus alunos de­ verão sair motivados a cumprir o IDE. Ore com eles para que o Espí­ rito Santo lhes dê unção e ousadia (2Tm 1,7). PALAVRAS-CHAVE Timidez • Coragem • Oportunidades 1 OBJETIVOS •Estar preparado para falar sobre Jesus nas oportunidades que surgirem. •Entender que a timidez é uma barreira para a pregação do Evangelho. •Compreender que Jesus não nos teria dado a Grande Comissão se ela não fosse possível. PARACOMEÇAR A AULA Pergunte aos seus alunos o que os impediria de pregar o Evange­ lho. Peça que escrevam a resposta em um pedaço de papel. Peça que leiam e escrevam no quadro uma palavra que sinteti­ ze cada resposta. Conte quantas vezes a palavra timidez/medo foi mencionada. Pronto. Inicie a aula a partir daqui. Ao findar a lição pergunte se algum deles mudaria a resposta dada no início da aula. Aproveite para orar com eles. RESPOSTAS DA PÁGINA 22 1) Saudação, Testemunho, Palavra e Sermão. 2) O medo. 3) 2 Timóteo 1.7.
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    Lição 3 -Agora é a Minha Vez A LEITURA COMPLEMENTAR "Ainda sinto a vergonha e o fracasso. Eu fiz o melhor que pude, mas ninguém ficou comovido pela minha pregação. Quando os crentes vieram para orar, ajoelhei-me num canto e chorei incontrolavelmente: o sermão... a pregação... foi um fracasso total... e o pior de tudo é que ninguém veio para frente para receber a salvação! Deus Se enganara? Não, eu comete­ ra o engano. Era isto... Deus não me chamara. Eu não fora chamado para pregar... Nunca mais pregaria... Enquanto estava encolhido ali na minha miséria, uma mão tocou o meu ombro. "Irmão, quer ajudar-nos a orar com aqueles que vieram à frente?". Não podia crer no que viam os meus olhos! Onze pessoas tinham chegado à frente para receber a salvação" 0 escritor destas palavras veio a ser um pastor bem-sucedido e um pregador de destaque, mas escreveu aquelas palavras quando estava apenas começando a pregar. Sua experiência demonstra que uma pes­ soa que ama as almas dos homens pode pregar o Evangelho e ganhá-los para o Senhor. Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICI, São Paulo, 2007, pág. 15). V - _______________________________________________________________________ Educação Teológica Formação em Diversas Áreas Reconhecimento Venha estudarem um dos Seminários Teológicos mais tradicionais do Brasil, venha para o SETAD. n SEMlMÁRIO TEOLÓGICO DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM BELÉM-PA Tmdimo. edtm çâo egm/ewd/eó (91) 3226-1448 98813-6355 | 98272-8182 Travessa Vileta, 2193 CEP 66093-345 - Manco - Belém-PA email: setad@setad-pa.com www.setadbeiem.com.br EI
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    Estudada em ___/___./ r DEVOCIONAL DIÁRIO Verdade Prática A timidez pode impedir a concretização dos propósitos de Deus em nossa vida e de outros. Hinos da Harpa: 46 - 132 - 220 Á______________________________- J LEITURA BÍBLICA Êxodo 4.10-13 10 Então, disse Moisés ao SE­ NHOR: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloquente, nem outrora, nem de­ pois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua. 11 Respondeu-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? Ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR? 12 Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar. 13 Ele, porém, respondeu: Ah! Se­ nhor! Envia aquele que hás de en­ viar, menos a mim. 1f:) C]i "■ Segunda - Êx 4.12 Deus usa a boca do profeta Terça - Jr 1.4-6 O poder se manifesta na fraqueza Quarta - Js 1.9 Deus chama à coragem Quinta - 2Tm 1.7 Poder, amor e moderação vêm de Deus Sexta - Rm 10.14 O Evangelho deve ser anunciado Sábado - Lc 5.29 Aproveitando as oportunidades T exto a u r e o "Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar." Êx 4.12 *ViV•:■■'WS.Sf- 11
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    Lição 3 -Agoraê a Minha Vez INTRODUÇÃO Nesta lição observaremos a im­ portância de obter ousadia da par­ te do Senhor para anunciarmos o Evangelho, vencendo a timidez que nos impede de concretizar os propósitos de Deus em nossas vidas e na de outros. Trataremos, inicialmente, sobre a diferença entre Saudação, Testemunho, Pa­ lavra, Mensagem ou Pregação, en­ sejando que cada uma representa uma oportunidade. I. APROVEITE AS OPORTUNIDADES Convém aproveitar as oportu­ nidades, principalmente quando temos algo a dizer da parte de Deus, 1. Saudação (3 minutos). A saudação é algo extremamente comum na maioria das igrejas. Acontece quando você é convida­ do a trazer uma saudação como ato de distinção e gratidão pela sua presença. Saudação quer di­ zer cumprimentar com cortesia (Rm 16.22). Normalmente acon­ tece na primeira metade do cul­ to, intercalado com hinos e até outras saudações. Recomenda-se que a saudação dure até 3 minutos. Embora 3 mi­ nutos pareça pouco tempo, quando se limita ao escopo do que se deve falar numa saudação, você vai des­ cobrir que 3 minutos é mais que 18
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    suficiente. Na saudaçãocabe até a citação de um versículo bíblico, desde que seja extremamente bre­ ve, se possível, memorizado, tudo de forma leve sucinta e direta. 2. Testemunho (5 minutos). Testemunho é anunciar o que aconteceu com você, o que você viu, ouviu. Uma experiência de vida que Deus lhe proporcionou. 0 ato de testemunhar pode ser uma das melhores maneiras de comparti­ lhar, pelo exemplo, o poder de Deus através da nossa história de vida. 0 objetivo é apresentar algo ge­ nuíno e real, oferecendo ao ouvinte a chance de se identificar com a sua história e constatar, em uma reali­ dade próxima e pessoal, o que Deus também pode fazer por ele. Quando o testemunho é dado como um dos elementos do culto deve-se respeitar o limite máximo de tempo de 5 minutos. É impor­ tante lembrar que o melhor am­ biente para se compartilhar seu testemunho não é apenas o culto na igreja, e sim, pessoalmente com outras pessoas de seu círculo de influência (ljo 1.3). 3. Palavra (Até 10 minutos). A palavra pode ser comparada a uma "pequena pregação". Trata- -se de uma breve reflexão bíblica para a edificação dos presentes, se possível, seguindo a temáti­ ca do culto em questão. A pala­ vra pode trazer, embora não seja obrigatório, todos os elementos Lição 3 -Agora é a Minha Vez O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons" (Martin Luther King) de uma pregação ou mensagem, como leitura bíblica, introdução, desenvolvimento e conclusão, mas sem o apelo e oração ao final. É como se fosse um intermediário entre a saudação e a mensagem. Recomenda-se que a palavra te­ nha até 10 minutos. Devemos nos lembrar que Je­ sus, em muitas ocasiões, se utili­ zou do expediente de pregar men­ sagens curtas, geralmente com parábolas curtas, a fim de conse­ guir um melhor entendimento dos seus ouvintes (Mc 4.33). 4. Mensagem (Até 45 minutos). Tudo que se faz num culto de louvor e adoração é extremamente impor­ tante, mas a mensagem é essencial a um culto de celebração. Ela amarra e dá equilíbrio a todos os elementos do culto porque conta com o maior engajamento de atenção dos presen­ tes, pois todos focam sua atenção em um ponto, a mensagem. Agora, para que a mensagem seja transmitida de maneira rele­ vante é importante lembrar de al­ guns pontos. De tudo o que ouvi­ mos em uma hora, guardamos no 19
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    Lição 3 -Agora é a Minha Vez máximo 15 minutos, e isso quan­ do se é atencioso e de boa memó­ ria. Quem não acompanhar com atenção a mensagem irá lembrar- -se apenas de pequenos trechos. Com isto em mente, é aconse­ lhável que a mensagem dure em torno de 30 a 45 minutos. Em alguns casos, poderá se estender por mais tempo, mas estes casos são exceções. 0 sermão pode ser classificado de várias formas. Em lição futura, olharemos com mais detalhes as classificações: temáti­ ca, textual e expositiva. II- O VALOR DOS TÍMIDOS Muitos se sentem intimidados em compartilhar as boas novas do Evangelho, ensinar na escola do­ minical e evangelizar por várias razões: 1. Timidez, medo de falar em público; receio de não fazer da maneira certa e não alcançar seu objetivo; medo do que o próximo vai pensar. Fique tranquilo, em­ bora possa parecer difícil, com al­ guns conselhos práticos, a missão fica muito mais simples. Tímido é alguém assustado, me­ droso, receoso, sem coragem. Atimi­ dez está enraizada no medo, neste caso se refletindo em receio de fa­ lar em público. 0 tímido faz de tudo para não ser percebido (Êx 4.10). 2. Timidez é normal. A maio­ ria das pessoas tem medo de falar em público. É algo extremamente normal. Falar em público, é uma habilidade que se desenvolve ao longo da vida. As pessoas que con­ seguem se expressar bem em pú­ blico, tiveram que trabalhar, polir esta habilidade ao longo dos anos. E um processo interminável, pois sempre há espaço para aprimorar a forma de se comunicar com o próximo, até porque os públicos, culturas, lugares e ideais variam de lugar para lugar. 3. Exemplos da Bíblia. A pró­ pria Bíblia ilustra as histórias de grandes líderes que tiveram de vencer a inibição e a timidez; a) Moisés (Êx 4.10). b) Jeremias (Jr 1.4-6). c) Gideão (Jz 6.15). d) Saul (ISm 10.20-24). e) Josué (Js 1.9). Estes são apenas alguns exem­ plos reais de homens que marca­ ram seus nomes na história e na Bíblia e que tiveram de enfrentar a sua própria timidez. III- VENCENDO A TIMIDEZ 1. Como vencer. Para vencer a inibição e a timidez de falar em público, seja no púlpito da igreja, ensinando a classe de Escola Do­ minical, e até no evangelismo pes­ soal, é imprescindível considerar o seguinte: a) Deus nos vê corajosos. Em muitas ocasiões, nossa opinião a respeito de nós mesmos é muito 20
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    Lição 3 -Agora é a Minha Vez diferente da opinião que Deus tem. Assim aconteceu na vida dc todos os personagens bíblicos citados ao longo desta lição. Fica nítido na vida de Moisés, quan­ do se declara incapaz de aceitar o desafio colocado perante ele, A e Deus lhe responde em Exodo 4.11-12: "Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensina­ rei o que hás de falar". b) Evitar comparações. Quando alguém acredita que pode ser usa­ do por Deus e percebe como é vis­ to por Ele, então tudo muda. Você descobre e descansa no fato de que cada pessoa é única, singular, “suí generis", e que veio à Terra para cumprir um chamado que é exclu­ sivo, unicamente dele; que se Deus quisesse escolher outra pessoa Ele faria, mas se Ele está chamando você, é porque sabe que, mesmo com suas particularidades, você será capaz de cumprir a missão. Geralmente nos achamos in­ capazes, comparando-nos com outras pessoas e esquecemos que Deus criou cada ser humano dife­ rente e com aptidões específicas. c) Olhe para Deus. A timidez quase sempre é fruto de nosso olhar fixo em nossas limitações, fracassos e frustrações, apesar das garantias e provas incontestá­ veis do poder de Deus em nossas vidas. Cada um pode testificar de momentos nos quais, pelo agir de Deus, foi capaz de realizar coisas muito além da sua capacidade, pois Deus completou o que era neces­ sário, e o resultado foi alcançado. Mantenha o foco em Jesus e avan­ ce! Jesus jamais nos daria a Grande Comissão se ela fosse impossível. 2. Razões para vencer. Temos as razões certas para vencer: a) Deus nos garante um espírito de coragem. Em 2 Timóteo 1.7, o Apóstolo Paulo nos ensina: "Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria”. Logo, a Bíblia nos garante um espírito de coragem para anunciar a salvação. b ; É necessário ouvir para crer. Anunciar o Evangelho verbalmen­ te, ainda continua sendo a forma mais eficaz de compartilhar a nos­ sa fé. Em Marcos 16.15, Jesus dis­ se: "Ide por todo o mundo e pre­ gai o Evangelho a toda criatura” 0 Apóstolo Paulo corrobora com este princípio quando nos ensina: "Como, porém, invocarão aque­ le em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ou­ viram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10.14). Para ser salva basta crer em Jesus, mas para que isto aconteça alguém tem que lhe apresentar Jesus. c) Afé cristã é social. O Evange­ lho é comunicado em nosso meio social, entre nossos amigos e pa­ rentes, quando nos reunimos em comunidade. Jesus nunca abriu mão do contato social, antes Ele estava sempre cercado de pes­ soas e buscando oportunidades de compartilhar Sua missão, como 21
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    Lição 3 -Agoraéa Minha Vez nestes exemplos: • Mulher Samaritana (Jo 4.7]. • Casamento em Caná da Gali- leia (Jo 2.1-11). • Banquete na casa de Levi (Lc 5.29). • Visita à casa de Simão Mc 1.29-30). Jesus aproveitava qualquer oportunidade possível para alcan­ çar alguém. 3. Aproveite toda oportuni­ dade. Devemos nos esforçar em crescer nagraça e no conhecimen­ to do Senhor Jesus Cristo (2Pe 3.18). E quanto mais crescimento espiritual o crente experimentar, tão mais conhecerá a segurança pessoal de que está servindo na causa certa, pregando a mensa­ gem certa, para as pessoas certas que o Senhor coloca em seu cami­ nho (Jo 6.44). E então, seguindo a verdade em amor, não somente vencerá a timidez, mas também conhecerá em sua própria vida a certeza de que tudo pode naquele que o fortalece (Fp 4.13). APLICAÇÃO PESSOAL Creia no propósito de Deus para sua vida, fale de Jesus com ousadia e seja sábio quanto aos diferentes tipos de oportunidades e ao tempo a ser usado. Lembre que o Espírito Santo pode realizar através de você o mesmo que fez com os exemplos bíblicos que estudamos. V______________________ J f RESPONDA A 1) Cite as quatro oportunidades no culto que devem os aproveitar. 2) Qual a principal causa da tim idez? 3) Qual texto bíblico nos incentiva à coragem ? V _________ J 22
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    LIÇÃO 4 HOMILÉTICA, AARTE DE PREGAR E ENSINAR SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Caro professor, Homilética é uma disciplina que assusta a mui­ tos cristãos. Imaginar-se assumin­ do o púlpito diante de uma igreja, tornar-se a 'Voz de Deus”, aiém da óbvia comparação com outros pregadores, tudo isso contribui para a intimidação. Mas a intenção desta revista é justamente acalmar os corações, e demonstrar que o ministério da Palavra não se restringe apenas aos pregadores, mas vai do mais experiente à criança que já se expressa oralmente; vai do mais douto teólogo ao mais simples ir­ mão em Cristo. Ganhe seus alunos para a pro­ pagação da Palavra de Deus; seja através de um sermão, estudo, aula ou testemunho. Todos são aptos a testemunhar as coisas de Deus devido ao seu Santo Espírito que habita em nós. Não despreze esse dom. PALAVRAS-CHAVE Homilética • Capacitação • Disposição • Pregação OBJETIVOS •Apresentara Homilética como disciplina da exposição bíblica. •Esclarecer que a observação e a interpretação se completam na transmissão. •Demonstrar que todo cristão deve estar pronto para dar razão da sua esperança (IPe 3.15). PARACOMEÇAR A AULA Escolha um aluno e lhe passe uma história qualquer por escrito. Peça que a leia em silêncio, e depois, conte para os demais, mas sem usar palavras. A intenção é demonstrar que, por mais que alguém conheça alguma história em seus detalhes, se não se expressar pela palavra, a transmissão não será satisfatória. 0 testemunho comportamental é importante, mas não substitui a pregação. Não adianta apenas agir de forma honesta e cristã para a propagação do Evangelho; devo fa­ lar e pregar em palavras a respeito da minha fé. Leia Romanos 10.17. RESPOSTAS DA PÁGINA 28 1) Todo cristão, com a autoridade da Palavra. 2) Não. Devo proclamá-lo também com palavras. 3) Resposta pessoal. 1
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    Lição 4 -Homilética, a Arte de Pregar e Ensinar O Que é a Pregação? 0 dicionário diz que pregar é "proclamar publicamente, conclamar à aceitação ou rejeição de uma ideia ou tipo de ação; entregar um sermão" (que é uma expressão extensiva de pensamento sobre um assunto). Esta definição envolveu-se do conceito neotestamentário da pregação, que consideraremos mais tarde. Na base desta definição, veremos que a pre­ gação é a entrega pública e formal de um sermão pelo ministro à congre­ gação. Normalmente, não há interrupções no decurso de um sermão. A mensagem da pregação para evangelizar os perdidos é ao arrependimen­ to, à fé e à consagração. A pregação é também o meio pelo qual os cristãos recebem nutrição na fé e são capacitados a amadurecer na fé. 0 manda­ mento para pregar foi dado pelo Senhor quando disse: "ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16.15). Paulo em duas ocasiões conclamou Timóteo a pregar: "Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo..." (2Tm 4.2). Noutro lugar dis­ se: "Faze a obra dum evangelista, cumpre o teu ministério" (2Tm 4.5). A pregação é um dos métodos importantes que Deus escolheu para levar o Evangelho a toda a humanidade. O Ministério do Ensino 0 Senhor deu o mandamento para ensinar quando disse: "Portanto ide, ensinai todas as nações... Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado" (Mt 28.19-20). Paulo disse a Timóteo: "... redar­ guas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina" (2Tm 4.2). Na descrição que Paulo faz de um bom servo de Jesus Cristo (lTm 4.4-16) dá a seguinte instrução: "Manda estas coisas e ensina-as" (v. 11). O ensino é outro método principal que Deus tem escolhido para levar o Evangelho a todos os povos em todos os lugares. Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus”- (JCI, São Paulo, 2007, págs. ^ 33,34) J II
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    LIÇÃO 4 HOMILÉTICA A ARTEDE PREGAR E ENSINAR T exto Á u r eo “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”Rm 10.17 Estudada em ___/___ /____ - 'i DEVOCIONAL DIÁRIO Segunda - Rm 10.9-13 Salvação para quem confessa Terça - Rm 10.14-17 Só confessa quem conhece a Palavra Quarta - 2Tm 3.14-17 Habilitado através da Palavra Quinta - 2Tm 4.1-5 Pregar em todo tempo Sexta - IPe 3.13-17 Praticar o bem através da Palavra Sábado-At 18.24-28 Apoio, exemplo de pregador LEITURA BÍBLICA Romanos 10.14-17 14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como cre­ rão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? 15 E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anun­ ciam coisas boas! 16 Mas nem todos obedeceram ao Evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação? 17 E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo. Hinos da Harpa: 259 - 355 - 505 _________________________ J 23
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    Lição 4 -Homilética, a Arte de Pregar e Ensinar í - > HOMILÉTICA, A ARTE DE PREGAR E ENSINAR INTRODUÇÃO I. O QUE É HOMILÉTICA 1. Definição 2. Alvo 3. Pregação II. HOMILÉTICA É IMPORTANTE 1. Exemplo e Palavra Rm10.17 2. O poder da Palavra is55.11 3* Proclame o Evangelho Êx4.i2 III. HOMILÉTICA PARA TODOS 1. Exemplos atuais 2. Exemplos Bíblicos êx4.10 3. Jesus, o exemplo Mt4.16-18 APLICAÇÃO PESSOAL L________________________ J INTRODUÇÃO Embora reconheçamos que haja um chamamento especial de Deus para determinadas pessoas se tornarem pregadores, também sabemos que esta tarefa não é uma exclusividade de pastores e mestres. Todo filho de Deus rece­ beu o sagrado privilégio de minis­ trar a Palavra de Salvação aos pe­ cadores. E a Homilética, em ambos os casos, pode ser uma ferramente extremamente útil para ajudar a todos nesse mister. I. O QUE É HOMILÉTICA Não se assuste com a palavra Homilética. 1. Definição. Homilética é a ciência da preparação e exposição de sermões. É a disciplina teológi­ ca que estuda a técnica de estru­ turar e entregar a mensagem do evangelho, via pregação, sermão. De forma simplificada é a arte de pregar homilética é técnica de co­ municar o evangelho através da pregação. 2. Alvo. Qual o alvo de tanto es­ forço na preparação, estruturação, meditação e, finalmente, pregação do sermão? 0 alvo da homilética é auxiliar na elaboração e pregação de mensagens da Palavra de Deus, com tal eficiência que os ouvintes compreendam a mensagem e to­ mem a decisão praticá-la. 24
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    0 primeiro alvode toda men­ sagem bíblica é a salvação de pe­ cadores perdidos (Rm 1.16). "Em toda pregação, Deus procura pri­ mariamente, mediante Seu men­ sageiro, trazer o homem para a comunhão Consigo”. 0 Segundo alvo da pregação evangélica é que o cristão envol­ va-se no serviço de Deus. Nas di­ versas possibilidades ministeriais, sociais e diaconais (At 20.28; IPe 5.2; 4.10; Rm 12.4-8). jamais deixar de anunciar "todo o desígnio de Deus” (At 20.27). 3. Pregação. Em qualquer circunstância mas principalmen- te no culto comunitário, com pu­ blico maior, a pregação é o ápice da Revelação Especial. Não só por ser a exposição da Bíblia, mas pelo momento em que se consegue que a congregação fi­ que atenta para ouvir a Palavra de Deus através do pregador. Não há outro momento na vida eclesiástica no qual se consiga tamanha atenção para a mensa­ gem da Bíblia. A Homiiética prepara o mensa­ geiro para este momento especial. II. HOMILÉTICA É IMPORTANTE 1. Exemplo e Palavra. Nin­ guém se engane: o exemplo não substitui a Palavra. Muitos en­ tendem que basta ser uma pes­ soa boa, honesta, com um bom Lição 4 - Homiiética, a Arte de Pregar e Ensinar Um sermão é uma ponte que ajuda a levar as pessoas de onde estão para onde precisam estar. Um plano bom e matéria em suficiência ajudarão você a edificar aquela ponte * comportamento para pregar a Palavra de Deus. Francisco de Assis disse: "Pregue sempre o Evangelho, Se necessário, use palavras". Essa se transformou na desculpa universal de muitas igrejas para fugir da responsa­ bilidade de pregar a Palavra de Deus oraimente. Fato é que "a fé vem pela pregação, e a prega­ ção, pela palavra de Cristo.” (Rm 10.17). Não há como o homem ser apto para a boa obra se não lhe for transmitido o conteúdo das Escrituras. Nossas ações nunca serão suficientes para revelar a Salvação em Cristo Jesus. Já a Pa­ lavra de Deus, a Bíblia, tem esse poder. O viver cristão é prática indispensável para a boa prega­ ção. Nosso Senhor Jesus Cristo, ao convocar homens simples e humildes para serem Seus dis­ cípulos, e instruí-los através de ensinamentos práticos a como procederem como pregadores do Evangelho, deu-nos um exemplo 25
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    da importância dese aliar a ex­ posição da Palavra as práticas de uma vida cristã genuína. 2. O poder da Palavra. Ora, insistiremos na ideia da prega­ ção e ensino da Palavra de Deus, pois há poder na Escritura pro­ clamada. No final das contas, a exposição bíblica cumpre todos os seus objetivos espirituais, nao por causa das habilidades do pre­ gador, mas por causa do poder da Escritura proclamada. A Palavra proclamada primei­ ro persuade, pois ela é como fogo purificador e martelo que esmiuça a penha (jr 23.28-29); não volta vazia, cumprindo todos os propó­ sitos divinos [Is 55.10-11); anula as segundas intenções humanas, pois quer por pretexto, quer por verdade, a Palavra segue adiante (Fp 1.18). 3. Proclame o Evangelho. De­ pois de já ter estudado o Antigo e o Novo Testamento em outras lições, os princípios de interpre­ tação da hermenêutica, e as dou­ trinas básicas da fé cristã, agora chegou a vez de estudarmos como apresentar todo este conteúdo para outras pessoas (Êx 4.12). O conhecimento que se adquire através da observação e da inter­ pretação é morto se não for aplica­ do na vida cristã pessoal e comu­ nitária, O Evangelho não é para se reter, mas para se proclamar. Paulo, em Gálatas 4.19, com- Lição 4 - Homiiéticü, a Arte de Pregare Ensinar A Bíblia é a fonte primária de material para a pregação e para o ensino." para a formação de Cristo em uma pessoa a um parto. Realmen­ te, o ensino da Palavra de Deus através da pregação, da aula e do discipulado é trabalhoso, mas o resultado, assim como o do parto, é maravilhoso (SI 126.6). III- HOMILÉTICA PARA TODOS Mas, não se engane. A Homi- lética nao é apenas para os pasto­ res e mestres, como já dito ante­ riormente. Todo momento é uma oportunidade para a pregação da Palavra de Deus (2Tm 4.2). 1. Exemplos atuais. A histó­ ria da pregação está repleta de pessoas que enfrentaram grandes problemas e limitações, mas, na força do Senhor, venceram. Um jovem americano chamado D. L. Moody quase não foi aceito para ser batizado, por não saber res­ ponder a algumas perguntas so­ bre doutrina e fé. Mas cresceu es­ piritualmente e acabou abalando dois continentes com sua prega­ ção, e tornou-se um dos mais co­ nhecidos pregadores da história. Billy Graham, com um sermão simples, conquistou milhares 26
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    Lição 4 -Homilética, a Arte de Pregar e Ensinar de almas, que no apelo finai en­ tregavam suas vidas a Jesus. Foi considerado o maior ganhador de almas do século. Mas você dirá que está distante do conhecimen­ to bíblico desses homens, fugindo assim da responsabilidade bíblica de proclamar as boas novas. & E só acessar a Internet e obser­ var vários exemplos de crianças que pregam a Palavra de Deus. Não existem grandes pregadores, e sim, grandes mensagens, trans­ mitidas através de vasos de barro. 2. Exemplos Bíblicos. Veja­ mos os seguintes exemplos bí­ blicos. a) Moisés dizendo para Deus que não poderia cumprir Seu chamado por não ser homem eloquente, não saber falar bem e ser pesado de boca e de língua (Êx 4.10). b) Jeremias argumentando com Deus que não saberia o que falar, pois era apenas uma criança (}r 1.4-6). c) Gideão comentando que não poderia ser o libertador de Israel por ser de uma tribo pequena (Jz 6.15). d) Saul, quando foi escolhido por Deus, por intermédio do pro- feta Samuel, se esconde em ra­ zão de não se achar apto à tarefa (ISm 10.20-24). e) Josué recebe um comando direto de Deus à coragem: "Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, por­ que o SENHOR, teu Deus, é con­ tigo por onde quer que andares" Os 1.9). c) Apoio foi um jovem que in­ fluenciou sua geração através de palavras poderosas, pregando em primeiro lugar o batismo de João, mas depois pregando a Je­ sus Cristo. Em Atos 18.24 (e ver­ sos seguintes) observamos este pregador, não tão conhecido ou famoso, mas que gerou seguido­ res dentro da própria Igreja de Corinto (ICo 1.10-17). d) A escrava de Naamã. A ida­ de não impede a autoridade das Escrituras. Essa garota, escrava de Naamã, teve a coragem de se manifestar diante da esposa do General, apontando-lhe o cami­ nho para o profeta (2Rs 5.1-4). f) Pedro. Lembre-se que o próprio Apóstolo Pedro não era versado em letras, pelo contrário, era um pescador, profissão que na época estava distante do aca- demicismo. Mas, em seu primeiro sermão, em Atos, cerca de 3 mil foram batizados (At 2.41). 3. Jesus, o exemplo. Jesus é o maior exemplo de pregador. Não perdia uma oportunidade para ex­ plicar e aplicar princípios bíblicos em Sua vida, e na vida das pessoas à Sua volta (Mt 4.16-18). Veremos nesta revista vários recursos usados por Jesus, como ilustração, aplicação, parábolas, testemunhos, repreensão de de­ mônios, vida piedosa etc. Mas, perceba que Ele pre­ gava para multidões, como no 27
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    Lição 4 -Hornilética, a Arte de Pregare Ensinar Sermão do Monte; e para uma pessoa só, como a mulher sama- ritana (jo 4.1-30). Pregue você também a Pala­ vra em tempo e fora de tempo, quer seja oportuno, quer não. Pessoas estão morrendo sem co­ nhecer a Cristo devido ao nosso silêncio, Não guarde o amor de Cristo só para você, compartilhe com outros. I --------------------------A APLICAÇÃO PESSOAL Homilética ajuda todo cristão a se preparar para falar a Palavra de Deus. Lembrando que a Pala­ vra de Deus não volta vazia (Is 55.11). Ele quer nos ajudar a pre- gá-la (Js 1.9). v___________ J RESPONDA 1) Quem pode pregar a Palavra e com que autoridade o faz? 2) Posso proclamar a Jesus apenas com minhas ações? Como devo fazê-lo? 3) É melhor se preparar para pregar e ensinar ou fazer de improviso? Livro para leitura complementar W .2 ... - «M h o m il é t ic a «OMILETÍCA i . (Jt/iM tranc/ó a Ldrr/aom cfc Q ieu& Recom endam os a professores e alunos a leitura deste livro, no qual os tem as desta revista são abordados com mais am plitude e profundidade. O professor que quiser fazer o Curso M éd b de Teologia deve estudar este livro, responder os testes e fazer contato com o ICI ou com a sua coordenação da Escola Dominical. Pedidos: (91) 3110-2400 ou (19) 3252-4359 ^Ü|i wwwJcfbrasil.com.br - icibrasíl@hotmaiLcom ™ |l ‘CJ 28
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    mmmmm LIÇAO 5 REFORMA PROTESTANTE ENSINOE LEGADO Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição ê igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Amado Professor, a Reforma Protestante completa 500 anos e está tão viva hoje como à sua épo­ ca. Por meio dela a igreja redesco- briu o Evangelho. E cada um de nós se redescobre quando recebe esse Evangelho. A transformação que ela causou no mundo à época nos inspira até hoje quando lemos as 95 Teses. E seria interessante que seus alunos percebessem isso! Você falará mais detidamente sobre Lutero, as 95 Teses, a exten­ são da Reforma, os princípios que a nortearam e seu amplo legado. Estimule seus alunos e faça uma ótima aula. OBJETIVOS •Compreender os ensinos dos reformadores. •Entender a essência bíblica da Reforma. •Considerar o legado da Re­ forma para a Igreja hoje. PARACOM EÇARAAULA Prepare cartazes com frases que celebrem os 500 anos da Reforma Protestante e que ma­ nifestem a nova forma de viver dos cristãos. Deixe expostos na sala de aula e reserve um mo­ mento para conversarem sobre a mudança de vida de seus alu­ nos, aplicando o conhecimento adquirido na aula. Fale sobre o hino 581, caste­ lo forte, Lutero é o autor e retra­ ta bem a reforma. Ele recebeu inspiração enquanto lia o salmo 46. Este hino é um clássico da música sacra. PALAVRAS-CHAVE Reforma •Teses •Legado L a RESPOSTAS DA PAGINA 34 1) A venda de indulgências. 2) Romanos 1.17. 3) A igreja pertence aos seus membros, não a uma classe de sacerdotes, O sacerdócio é de todos.
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    Lição 5 -Reforma Protestante: Ensino e Legado LEITURA COMPLEMENTAR A Reforma marcou não apenas o mundo religioso, mas alcançou todas as esferas da sociedade. Aquele foi um evento tão significativo, que tem sido chamado de revolução protestante por especialistas no assunto. Isso porque o movimento excedeu à esfera eclesiástica, alterando a cosmo- visão europeia e promovendo mudanças notáveis na política, economia, sociedade e cultura dos povos. Como movimento cristão, ela cumpriu um importantíssimo papel junto à sociedade, pois promoveu a justiça social, o desenvolvimento e a verdade, trazendo, assim, vida às palavras do profeta Miqueias: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humíldemente com o teu Deus "(Mq 6.8)? Depois da Reforma, o mundo jamais foi o mesmo. A partir desse even­ to, a humanidade passou por um processo evolutivo radical em todas as áreas(...), A Reforma devolveu a Bíblia ao povo europeu e, consequentemente, ao mundo. As pessoas passaram a ter acesso à Palavra, sem qualquer in­ termediação; e isso trouxe para a Igreja — além da correção doutrinária — renovo espiritual, valorização do ser humano e um genuíno interesse pela busca da presença de Deus. Por outro lado, o movimento reformador também devolveu a igreja ao povo. Como dito anteriormente (p. 134), no romanismo, os principais sacerdotes — como papas, cardeais, arcebispos e bispos — mandavam na Igreja. Muitos deles, aliás, eram ricos e pode­ rosos senhores feudais, que manipulavam a instituição da forma como queriam. Os reformadores, todavia, retomaram o padrão neotestamen- tário, defendendo a presença de uma Igreja em que cada cristão tivesse o direito de decidir sobre sua vida e seu destino; uma Igreja democrática que englobasse a participação e valorização de todos os indivíduos. Livro: “Reforma Protestante: História, ensino e legado1’ (Central Gospel, Rio de Janeiro, 2017, pgs. 145,147) ______________________ J II
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    LIÇÃO 5 m ■f r;-v REFORMA PROTESTANTE: ENSINOELEGAEX) * -V TEXTO ÁUREO "Vós,porém, sois roça eleita, sacerdócio real nação santa, povo tfópropriedade exclusiva de Deus, afim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz"IPe 2,9 Estudada em__ /__ /___ r x DEVOCIONAL DIÁRIO Segunda - Rm 1.17 Somente pela Fé Terça -Ef 2.8 Somente pela Graça Quarta - 2Tm 3.16-17 Somente as Escrituras Quinta -At4.12 Somente Cristo Sexta-SI 115.1 Glória somente a Deus Sábado - IPe 2.9 Todos podem anunciar o Evangelho LEITURA BÍBLICA IPe 2.7-10 7 Para vós outros, portanto, os que cre­ des, é apreciosidade; mas, para os des­ crentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular 8 e: Pedra de tropeço e rocha de ofen­ sa. São estes os que tropeçam na pala­ vra, sendo desobedientes, para o que também foram postos. 9 Vós, porém, sois raça eleita, sacer­ dócio real, nação santa, povo de pro­ priedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua ma­ ravilhosa luz; 10 vós, sim, que, antes, não éreis povo,- mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. Hinos da Harpa: 581 - 340 -167 ^________ __________ J 29
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    Lição 5 ■Reforma Protestante: e Legado INTRODUÇÃOf A REFORMA PROTESTANTE: ENSINO E LEGADO INTRODUÇÃO L A REFORMA 1. As 95 Teses 2. Movido por Deus 3. Expansão da Reforma II. SEU ENSINO 1. Somente a Fé Rm 1.17 2. Somente a Graça E/2.8 3. Somente as Escrituras 2Tm3.16,17 4. Somente Cristo At4.12 5. Glória somente a Deus Mt 4.10 III. SEU LEGADO 1* Sacerdócio de todos iPe2.9 2. O culto é de todos Jo 15.27 3. Todos podem pregar Rm1.16 APLICAÇÃO PESSOAL O dia 31 de Outubro de 1517 é uma data importante para os cris­ tãos de todo o mundo porque, há exatos 500 anos, iniciou-se a Re­ forma Protestante, que deixou um enorme legado. I. A REFORMA Nesse dia, o monge agostinia- no Martinho Lutero afixou 95 Te­ ses na porta da Catedral de Wit- temberg, na qual conclamava os eruditos e o povo a repensarem, a partir de então, o modo como se vivia a vida cristã. 1. As 95 Teses. Das teses afixa­ das por Lutero, destacamos os prin­ cipais assuntos abordados, a seguir; a) Lutero defendia que Jesus Cris­ to queria que "toda a vida dos fiéis fosse uma vida de arrependimen­ to"; e também que "o papa nao pode perdoar uma única culpa de pecado, senão declarar e confirmar que a cul­ pa já foi perdoada por Deus". Indicou que "serão eternamente condena­ dos, juntamente com seus mestres, aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante indulgências” Para ele, "todo e qualquer cristão verdadeiramente compungido tem pleno perdão da pena e da culpa, o qual lhe pertence mesmo sem a in­ dulgência". b) Lutero indicou o dever de se ensinar aos cristãos que "quem dá aos pobres ou empresta aos ne­ 30
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    Lição 5 -Reforma Protestante: Ensino e Legado cessitados procede melhor do que quando compra indulgências". E assim, devia-se ensinar aos cristãos que "aquele que vê um necessitado, e a despeito disto gasta o dinheiro com indulgência, não recebe as in­ dulgências do papa, mas atrai sobre si a indignação de Deus” c) Lutero afirmou que "são ini­ migos da cruz de Cristo todos que, por causa das indulgências, man­ dam silenciar completamente a Pa­ lavra de Deus nas demais igrejas"; e que "o verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus". Declarou que a afirmação dos sacerdotes de que "o símbolo com a cruz de indulgên­ cias e adornado com as armas do papa tem tanto valor como a pró­ pria cruz de Cristo, é blasfêmia". d) Por fim, sua tese 95 diz: "E assim, esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que mediante con­ solações infundadas e este comér­ cio vil com o que é sagrado". 2. Movido por Deus. Em uma época na qual o povo comum era privado da leitura das Escrituras e o papa liderava a cristandade com mãos de ferro, Lutero foi levanta­ do por Deus para dar início a uma completa revolução espiritual na Alemanha e no mundo, em comba­ ter os muitos desvios doutrinários praticados pela Igreja Católica Ro­ mana, inclusive condenando com veemência a venda de indulgências, Lutero traduziu a Bíblia para o alemão e a colocou nas mãos do povo comum, fato que resultou em inflamar o coração de seus irmãos a buscarem sinceramente por Deus e a se voltarem ao autêntico Evangelho da graça de Cristo. 3. Expansão da Reforma. Por causa disso, Lutero sofreu a exco­ munhão através de uma bula edi­ tada pelo Papa Leão X, em 1521, a qual Lutero queimou em praça pú­ blica, rompendo de vez o elo com a Igreja Católica. Em pouco tempo, mesmo so­ frendo severa perseguição da Igreja oficial, a Reforma se espa­ lhou: na Suíça, através da coragem e intelectualidade de João Calvi- no e Zwinglio; na Escócia, através do vigor e ação piedosa de John Knox; e também para vários ou­ tros países, através da constância de homens que levaram adiante a "redescoberta" do Evangelho, che­ gando até nossos dias, II. SEU ENSINO A essência da Reforma foi ex­ pressa nos cinco princípios que a nortearam, conhecidos como "as cinco sotas", cuja palavra latina sola significa "somente". As cinco solas são: sola fide, sola gra tia,sola Scrip- tura, solus Chhstus e soli Deogloria. Somente a fé, somente a Graça, so­ mente a Escritura, somente Cristo e somente a Deus a glória. Esses princípios sintetizam a identidade do povo evangélico; e 31
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    Lição 5 -Refonna Protestante: Ensino e Legado todos os que professam essa fé de­ vem conhecê-los, compreendê-los e divulgá-los. 1. Somente a Fé (Sola Fide). Após meditar no texto: "0 jus­ to viverá da fé”, Martinho Lutero percebeu que a justiça de Deus é a justiça que o homem pecador re­ cebe do próprio Deus, como uma dádiva imerecida, mas somente através da fé. Os reformadores então con­ cluíram que nada (nem penitên­ cias, sacrifícios ou compra de indulgências) poderá livrar o ho­ mem da condenação eterna no inferno e das garras de Satanás, a não ser pela salvação através da fé em Cristo (Ef 2.8). Essa foi a pri­ meira e grande redescoberta da Reforma e que abalou o mundo cristão para sempre. A salvação pela fé é um dom de Deus, por isso ninguém deve gioriar-se. 2. Somente a Graça (Sola Gra- tia). Os reformadores entendiam que nenhuma obra, por mais justa e santa que pudesse parecer, po­ deria dar ao homem livre acesso ao perdão dos pecados e à salva­ ção eterna no reino dos céus, e que isto só poderia ocorrer mediante a graça de Deus. Graça somente, por meio da qual o homem é escolhido, regenerado, justificado, santifica­ do, glorificado, recebe o dom da vida eterna e talentos para o servi­ ço cristão, tornando-se participan­ te de todas as bênçãos de Deus. Assim, ninguém pode ser salvo por mérito próprio, seja através de obras, sacrifícios, penitências ou compra de indulgências. A única causa eficaz da salvação é a graça de Deus sobre o pecador, como está es­ crito: 'Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”(Ef 2.8,9). 3. Somente as Escrituras (Sola Scriptura). Para os refor­ madores, somente as Escrituras são a regra de fé e prática para o crente. Nem as tradições, as bulas ou os escritos papais têm o sta- tus de instrumento de fé e prática para o rebanho de Cristo. As Escrituras Sagradas são ins­ piradas por Deus, sendo a Bíblia o único instrumento autorizado de revelação da vontade de Deus para nossa vida, como está escrito: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17). Ao lê-la e meditar nos seus ensinos somos iluminados pelo Espírito Santo para entender e viver sua mensagem. 4. Somente Cristo (Solus Ch- ristus). Mostra a suficiência e ex­ clusividade da pessoa de Cristo no processo de salvação. Desde an­ tes da fundação do mundo, Deus promoveu a aliança da redenção, 32
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    Lição 5 -Reforma Protestante: Ensino e Legado onde o beneficiário seria o ho­ mem, e o executor, seu Filho Uni­ génito Jesus, o Messias (Ungido, Cristo} prometido. Desse modo, nada poderá fazer o homem para sua própria salva­ ção, pois Jesus Cristo realizou a obra da redenção pelo sacrifício vicário na cruz do Calvário, ver­ tendo o seu sangue por nossos pecados. Portanto, somente Jesus Cristo é o instrumento de nossa salvação, como está escrito: “E não há salvação em nenhum outro: porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dentre os homens, pelo qual importa que se­ jamos salvos" (At 4.12}. 0 sentido do sola Christus des­ tituiu qualquer outro mediador en­ tre o homem e Deus e dá somente a Jesus Cristo o poder de intercessão e salvação. 5. Glória somente a Deus (Soli Deo Gloria). A Igreja Católica ensi­ nava e exigia uma devoção ao clero e aos homens santos, os quais po­ deriam interferir diante de Deus para perdão de pecados e obtenção de bênçãos para os homens. Quan­ do na presença do Papa e dos car­ deais, a reverência beirava a adora­ ção, com a demonstração de uma total submissão. Fundamentados em muitos textos nas Escrituras, os reforma­ dores concluíram que não pode­ mos dispensar glórias a homens (pois não passam de míseros pe­ cadores e também carecem da mi­ sericórdia e da glória de Deus) e que devemos dar “glória somente a Deus" (Mt 4.10}. III. SEU LEGADO Com a Reforma, uma grande transformação influenciou todos os aspectos da vida humana: po­ lítica, econômica, religiosa, moral, filosófica, literária e também nas instituições. Nos deteremos no le­ gado do sacerdócio de todos. 1. Sacerdócio de todos (IPe 2.9). Uma das concepções e dou­ trinas mais importantes que a Re­ forma legou ao cristianismo mun­ dial foi sua forma de conceber a Igreja como uma comunidade per­ tencente aos seus membros, aos crentes, e não a uma classe sepa­ rada de sacerdotes. Lutero ensinava que a verda­ deira igreja é espiritual e invisí­ vel, sendo composta pelo corpo dos salvos em Cristo, de todas as épocas. Logo, ela não tem lugar pré-determinado, no tempo ou no espaço, também não está presa a um país ou cidade, tampouco en­ contra-se subjugada a um homem (papa, cardeais ou bispos}. A Igre­ ja de Cristo, conforme defendeu Lutero, é eterna, atemporal e está sujeita, apenas, ao Senhor Jesus. 2. O culto é de todos Qo 15.27). A Reforma Protestante devolveu a Igreja ao povo. O gran­ de avivamento orquestrado pelo 33
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    Lição 5 -Refonna Protestante: Ensino e Legado Espírito de Deus trouxe, em defi­ nitivo, para a Igreja um tempo de liberdade e um novo modelo de culto, no idioma comum do povo, com a Bíblia na mão do povo e hi­ nos cantados pelo povo. 3. Todos podem pregar (Rm 1.16). Lutero devolveu a prega­ ção à Igreja, colocando-a em seu devido lugar, Para ele, a pregação deveria alcançar o homem dentro do seu tempo e deveria ser apre­ sentada de maneira simples, para assimilação do grande público. Lu­ tero aconselhava os jovens a pre­ garem para o povo comum, sem exibicionismos ou arrogância teo­ lógica. Assim, a mensagem estrita­ mente bíblica da Igreja Reformada espalhou-se por todo o mundo. Podemos afirmar que os pente- costais se apropriaram vividamen- te desse legado. C ~ - ^ APLICAÇAO PESSOAL A Reforma Protestante, sem sombra de dúvidas, foi um singu­ lar despertamento espiritual que trouxe a Igreja de volta aos pa­ drões da Palavra de Deus, A reforma deve ser uma cons­ tante nos dias atuais, evitando que a Igreja assuma padrões contrários à vontade de Deus e sua Palavra. ----------------------------------------------------------------------------------------------------- RESPONDA 1) Que prática da Igreja Romana foi combatida por Lutero por disseminar a Salvação por obras? 2) Que passagem das Escrituras inspiraram os reformadores a declamar o principio "So­ mente pela fé”? 3} Cite um dos principais legados da Reforma Protestante para a Igreja de hoje. 34 IA
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    LIÇÃO6 rÿ « .'.V II■”Wi ORGANIZANDO AS IDEIAS SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR Afora o suplemento do professor todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. ORIENTAÇÃO PED A G Ó G ICA Nesta lição, considerando que al­ guns de seus alunos muito provavel­ mente são "craques”em separar a es­ trutura de um sermão, identificando bem cada um deles, por tantas vezes assistirem às pregações, é possível que você não tenha muita dificuldade em repassar o assunto e ainda conte com a ajuda deles para isso. Assim como um bom pregador da Palavra, você terá que aplicar à sua aula de hoje a mesma estru­ tura de tópicos que apresentará durante a aula: introdução, corpo ou desenvolvimento, e conclusão. Talvez isso o ajude bastante du­ rante a ministração. Mostre aos seus alunos que a or­ ganização é um passo muito impor­ tante para todo aquele que almeja ser entendido. Um discurso bem preparado pode fazer com que ideias sejam reavaliadas ou até mesmo mu­ dar radicalmente a vida daqueles que o ouvem, mudando as intenções que estavam em seus corações. OB) ETIVOS •Compreender que um bom sermão precisa ser organizado. •Identificar de modo claro as várias partes de um sermão. •Auxiliar na pregação e ensino das verdades do Evangelho. PARA CO M EÇA RA AULA Peça aos alunos que lembrem de um sermão que ouviram e que parece não ter chegado a lu­ gar nenhum. Explique que a Homilética sozinha não é garantia de mi­ nistério eficiente. Ela ajuda o pregador (torna mais fácil a pregação do sermão) e ajuda o auditório (um sermão bem pre­ parado é mais assimilável). Muitos sermões falham por serem absolutamente sem or­ dem. As ideias são confusas e a pregação perde totalmente o sentido. RESPOSTAS DA PÁGINA 40 PALAVRAS-CHAVE Planejamento • Preparação * Organização »Aplicação 1) Introdução, corpo ou desenvolvimento e conclusão. 2) Não ficar se desculpando. 3) Recapitulação, aplicação e apelo. I
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    Lição 6 -Organizando as Ideias LEITURA COMPLEMENTAR Não somente o planejamento é importante para seu ministério global de pregação, como também é importante para o preparo e en­ trega de cada mensagem que você prega. É impossível plantar, re­ gar e ceifar um sermão bom em cima da hora. isto porque edificar um sermão é um processo que toca todos os aspectos da vida de um '"pregador". Como tal, é um processo que se desenvolve durante a vida inteira. Um sermão é uma ponte que ajuda a levar as pessoas de onde estão para onde precisam estar. Um plano bom e matéria em sufi­ ciência ajudarão você a edificar aquela ponte. Um plano ordeiro para a pregação, que olha para a frente o capacitará a ajudar as pessoas a crescerem e se desenvolverem espiritualmente. Além disso, enquan­ to você pregar, os grandes temas da Bíblia o desafiarão com cada mensagem que você pregar, porque todos os sermões podem e de­ vem ter a vitalidade e a novidade que vêm quando o Espírito San­ to nos leva cada vez mais profundamente em nosso conhecimento de Deus. E o Espírito nos ajudará a aplicar a verdade da Palavra às nossas vidas. Um plano ordeiro para a pregação, que sempre avan­ ça, também ajudará você a pregar mensagens que são interessantes, fáceis de serem compreendidas, e fáceis de serem lembradas. 0 seu povo pode meditar em tais verdades muito tempo depois do eco da sua voz ter sumido. (...) Enquanto você se prepara para pregar a mensagem, lembre-se que a verdade central é como o eixo de uma roda. As várias divisões do corpo do sermão são os raios da roda. Assim como os raios partem do cubo e para ele voltam, assim também a autoridade para a verdade de cada divisão parte da verdade central. E a verdade de cada divisão apela para a verda­ de central como sua prova. Cada divisão do corpo do sermão deve ser um desenvolvimento da passagem das Escrituras em que é baseada. Livro: “Homilética: Ministrandoa Palavra de Deus” (ICi, São Paulo, 2007, pág. 139,145). L________________________________ ___________J n
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    Estudada em ___/___ / DEVOCIONAL DIÁRIO ORGANIZANDO AS IDEIAS TEXTO ÁUREO "Chegou a Éfeso um judeu, natural de Alexandria, chamado Apoio, homem eloquente e poderoso nas Escrituras " At 1824 rHi‘V- ií5S .-J Segunda - 2Tm 2.15 Quemprega precisa conhecer a Palavra Terça - At 1.8 Quem prega precisa ter unção Quarta - Rm 1.16 Quem prega deve fazê-lo com fé Quinta - At 16.13 Quem prega precisa orar Sexta - At 8.26 Quem prega precisa obedecer Sábado - At 8.38 Quem prega verá os frutos LEITURA BÍBLICA Atos 18.24-26,28 24 Nesse meio tempo, chegou a Éfeso um judeu, natural de Alexandria, cha­ mado Apoio, homem eloquente e po­ deroso nas Escrituras. 25 Era ele instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão a res­ peito de Jesus, conhecendo apenas o batismo de João. 26 Ele, pois, começou a falar ousada­ mente na sinagoga. Ouvindo-o, porém, Priscila e Áqüila, tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus. 28 porque, com grande poder, conven­ cia publicamente os judeus, provando, por meio das Escrituras, que o Cristo e Jesus. Hinos da Harpa: 56-65- 127 35
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    Lição 6- Oryanizandoas Ideias ( " ORGANIZANDO AS IDEIAS INTRODUÇÃO L INTRODUÇÃO DA PREGAÇÃO 1 . Tema 2. Texto-base 3. Introdução II. DESENVOLVIMENTO 1. Tópicos e sub-tópicos 2. Fundamento bíblico 3. Transições III. CONCLUSÃO 1. Recapitulação 2. Aplicação pessoal 3. Apelo APLICAÇÃO PESSOAL INTRODUÇÃO Todo sermão, quer seja temá­ tico, textual, ou expositivo (vere­ mos isso mais à frente), precisa ser pregado de forma lógica e organizada. Este é o segredo para que os ouvintes entendam clara- mente a pregação. Portanto, é im­ prescindível que o pregador tome muito cuidado com a estrutura do seu sermão. Sabemos que tudo precisa ter início, meio e fim. Com o sermão não á diferente. Independente do tipo de sermão, ele deve ser es­ truturado com pelo menos três seções distintas: introdução, de­ senvolvimento e conclusão. Não se deve menosprezar a importância de nenhuma des­ tas três partes. É o que veremos nesta lição. I. INTRODUÇÃO DA PREGAÇÃO 1. Tema. É o assunto a ser tra­ tado. Deve ser interessante, claro e breve, para auxiliar a congrega­ ção a entender o que o pregador quer dizer, evitando divagações. Pode ser interrogativo ("De onde virá a nossa salvação?), ou ainda, afirmativo ("Jesus é o úni­ co que pode salvar!"). Acima de tudo, o tema precisa ser relevante aos nossos dias. Fontes para o tema do sermão: a) As Escrituras - Aproveite o seu devocional pessoal e selecio- 36
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    Lição 6 -Oiyanizando as Ideias ne textos que possam servir de base para temas. b) Problemas humanos con­ cretos (medo, desemprego, de­ pressão, entre outros). c) Datas especiais, da denomi­ nação, do país (Dia das Mães, Pás­ coa, Natal etc.). 2. Texto-base. Texto é a pas­ sagem bíblica que serve de base F para o sermão. E uma parte es­ pecífica das Escrituras que de­ sejamos transmitir aos nossos ouvintes. 0 texto bem escolhido é aque­ le que apresenta a ideia central do sermão em uma sentença cla­ ra e definida. F E o uso do texto bíblico que dá autoridade ao pregador, dei­ xando claro que aquilo que se diz vem das Escrituras Sagra­ das. Leve em consideração estas orientações: a) Escolha textos claros e que você conheça bem. Cuidado com textos obscuros ou controverti­ dos. Lembre-se, acima de tudo, a sua função é facilitar. b) Delimite o texto de tal for­ ma que contenha uma unidade completa de pensamento. c) Lembre-se que todo texto tem um contexto. Analisá-lo an­ tes é imprescindível. d) Estude o texto, se possível, em várias traduções. É aconse­ lhável, na hora da ministraçâo utilizar, apenas uma. 3. Introdução da Mensagem. 0 ideal é que a introdução seja algo que prenda logo a atenção dos ou­ vintes, despertando o interesse para o restante da mensagem. Pode começar com uma ilus­ tração, um relato interessante, sempre ligado ao tema do ser­ mão. Um outro recurso muito bom é começar com uma pergunta para o auditório, cuja resposta será dada pelo pregador duran­ te a mensagem. Se for uma per­ gunta interessante, a atenção do povo está garantida até o final do sermão. Não é aconselhável ultrapas­ sar os cinco minutos. Assim como a decolagem é es­ sencial para um voo bem sucedi­ do, da mesma forma toda a aten­ ção precisa ser dada à introdução de um sermão: a) Características da boa in­ trodução: • Desperta a atenção. • Está ligada ao tema. • É clara e simples.F • E breve e direta. b) Cuidados a tomar na intro­ dução: • Não ficar se desculpando. • Não prometer uma grande mensagem. • Não tentar impressionar com palavras difíceis, • Não sobrecarregar a intro­ dução com muitas informa­ ções. 37
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    II. DESENVOLVIMENTO .> E amensagem a ser transmiti­ da. Aqui será interpretado o texto e abordado o tema da mensagem. 0 desenvolvimento do sermão exige uma atenção especial, pois a introdução foi um preparo para este momento, e o que virá após fechará o assunto. 1. Tópicos e sub-tópicos. São as divisões, ou seções, do desen­ volvimento de um sermão bem ordenado. Quer sejam enuncia­ das durante a ministração, quer não, um sermão corretamente planejado será dividido em par­ tes distintas que contribuirão para sua unidade. Os tópicos e sub-tópicos de­ vem ser claros e simples. Procu­ re seguir um padrão uniforme. Exemplo: Se a primeira divisão foi apresentada em forma de pergun­ ta, recomenda-se que os demais pontos sigam o mesmo padrão. Não exagere na quantidade de tópicos e sub-tópicos. Essas divi­ sões devem ser elaboradas har- monicamente. Em alguns casos, o próprio texto bíblico já tem sua própria divisão, que usaremos para formar os tópicos. Empregue o menor número possível de divisões principais. Vantagens das divisões: a) Ajudam a esclarecer os pon­ tos do sermão. b) Ajudam a recordar os prin­ cipais aspectos do sermão. Lição 6 - Organizando as Ideias c) Demonstram zelo e organi­ zação por parte do pregador. A experiência mostra que sermões organizados e criterio- samente divididos em tópicos e sub-tópicos são mais facilmente lembrados. Todos nós conhece­ mos aquela situação em que as pessoas que se dizem abençoa­ das pelo sermão, quando per­ guntadas pelo teor da mensagem já não se lembram, ou se recor­ dam apenas vagamente. Pode até ser falha de memória, no entan­ to, na maioria dos casos, foi falta de didática do pregador. 2. Fundamento bíblico. Isso significa "provar" seus argumen­ tos com versículos pertinentes ao assunto, porém sem exagero. Um bom sermão não é necessa­ riamente aquele que usa muitos textos bíblicos. Lembre-se, nova­ mente, que o objetivo é sempre esclarecer jesus Cristo usou a Palavra de Deus (a Bíblia de que dispunha, o Antigo Testamento) para com­ bater a Satanás. Também a usa­ va quando pregava. A Palavra de Deus é a primeira fonte do pre­ gador. Um pregador sem conhe­ cimento da Bíblia não chegará a lugar algum. 3. Transições. As transições são responsáveis por conectar todos os tópicos de um sermão, fazendo com que o tema flua na­ turalmente. Na transição de um 38
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    Lição 6 -Oiyanizando as Ideias tópico para outro utilize pergun­ tas sobre o que foi falado, para o ouvinte refletir sobre o tópico em sua vida pessoal e, em se­ guida à pergunta, faça uma 'afir­ mação do tópico', por exemplo: 'Você tem fé?'; 'Creia, pois tudo é possível ao que crê!'. Certamente você ouvirá muitos 'améns' após esta parte e estará pronto para o próximo tópico. Não demore muito em um tó­ pico pois seu tempo ficará com­ prometido nos tópicos seguintes. A duração de um sermão deve ser de trinta a quarenta e cinco minutos. Já um estudo bíblico, pode durar uma hora, aproxima­ damente. É claro que o Espírito Santo pode quebrar esses limi­ tes, mas precisamos ter certeza de que é Ele mesmo quem está fazendo isso. IIL CONCLUSÃO É um resumo do sermão, uma recapitulação e reafirmação dos argumentos apresentados. É uma espécie de sobremesa após o pra­ to principal, Uma boa conclusão normalmente contém os seguin­ tes elementos: Recapitulação, Aplicação e Apelo.1 1. Recapitulação. É a reafirma­ ção dos argumentos apresentados. Aqui devemos ser extremamente cuidadosos, pois é o momento de dizer onde chegamos. Não se deve acrescentar ma­ térias ou ideias novas apenas re­ sumidamente mostrar por aonde se andou. 2. Aplicação pessoal. Uma boa conclusão, além de clara, tam­ bém deve ser direta e pessoal, ou seja, pessoaliza-se o sermão aqui. Cada ouvinte deve saber que está se falando especialmente para ele, É o momento de persuadir amoro­ samente os ouvintes a praticarem o que se ouviu. Deve ser dirigida a todos, com muito entusiasmo apelando à consciência e aos sen­ timentos de cada um. 3. Apelo. Após a "amarração" final, chega-se ao apelo. 0 assun­ to está encerrado e pode-se fazer o apelo. Todo pregador que deseja alcançar êxito em ganhar almas não o alcançará a menos que cada vez que pregue, ao finalizar o as­ sunto, faça um fervoroso apelo. Exemplos bíblicos: a) "Escolhei, hoje, a quem sir­ vais" (Js 24,15). b) "Quem é do SENHOR venha até mim" (Êx 32.26). c) "Vinde a mim" (Mt 11.28). d) "Eis que estou à porta e bato" (Ap 3.20). É muito importante que o apelo leve a uma manifestação pública, seja ela: levantar a mão; ficar em pé; vir à frente; ajoe- lhar-se para oração; preencher um cartão. Apele com confiança, e não desista logo. Muitos demorarão a 39
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    Lição 6 -Organizando as Ideias C EXEMPLO DE ESBOÇO ( ----------------------------------------------------------------------------------> FAMÍLIA, ALIANÇA DE AMOR E VIDA (Ef 5.25-6.2) INTRODUÇÃO tomar uma decisão, por isso você deve dar-lhes tempo. Acima de tudo, e principal­ mente, lembre-se de que é o Es­ pírito Santo quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). L A FAMÍLIA NA BÍBLIA 1. Origem da família Gn 1.26-28 2. Queda da família Gn 3.6 3. Propósito imutável Gn 1.28 É. RESTAURAÇÃO DA FAMÍLIA 1, Corrupção da família Tg 1.15 2, Compromisso de Deus At 16.31 3, Salvação da família Gn 7.1 III. OS MEMBROS DA FAMÍLIA 1. Esposo Ef 5.25 2. Esposa Ef 5.22 3. Pais Ef6.4 4. Filhos Ef 6.1,2 CONCLUSÃO r : -------------------------- APL1CAÇAO PESSOAL Cada crente é"filho(a) de Deus", literal mente; sua vida é como uma "carta" de Cristo, conhecida e "lida" por todos. Que a mensagem de nossa vida seja abençoada e aben- çoadora, de tal modo que muitos encontrem o Caminho através do j ( A RESPONDA 1) Quais as três seções distintas de um sermão? 2) Cite um dos cuidados que se deve tomar na introdução de um sermão. 3) Quais elementos devem ser considerados na conclusão da mensagem? • V. 40
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    SUPLEMENTO EXCLUSIVO DOPROFESSOR Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. LIÇAO 7 TIPOS DE SERMÃO ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Avalie aonde está o enten­ dimento de seus alunos sobre a Homilética, se ainda possuem dú­ vidas ou se estão em franco pro­ gresso. Isso é importante para que compreendam a forma de traba­ lhar com cada tipo de Sermão. Incentive-os a criar seus pró­ prios sermões, mesmo que não tenham pretensões maiores, pois isso os ajudará a expor a Palavra com mais confiança, Você mesmo deve se preparar para esta aula. Pesquise temas e textos bíblicos para trabalhar seus próprios sermões. A prática o aju­ dará a ministrar a aula com mais confiança e habilidade. Observe que para um bom en­ tendimento da mensagem é preciso que o ouvinte saiba como aplicá-la em sua vida diária, daí a importân­ cia de buscar, a cada momento da elaboração do Sermão, a presença do Espírito Santo, pois é Ele quem ministrará a verdade aos corações. OBJ ET1VOS •Conhecer as três categorias do sermão apresentadas; temático, textual e expositivo. • Elaborar um esboço de ser­ mão temático •Preparar e pregar sermões com eficácia. PARACOMEÇAR AAULA Em uma folha de cartolina es­ creva a palavra SALVAÇÃO. Peça aos alunos que acrescentem outras palavras abaixo. Depois peça que as correlacionem à palavra princi­ pal e busquem um versículo bíblico que tenha a mesma relação. Em outra cartolina, escreva um versículo bíblico e peça para que escrevam palavras de sua experiên­ cia diária que se apliquem a ele. Por último, solicite que reflitam de que forma as palavras e versículos se aplicam ao seu cotidiano.Após ouvir dois alunos, aproveite para começar a expor a lição. Boa aula. RESPOSTAS DA PÁGINA 34 1) Determinar o alvo, coletar e organizar a matéria. 2) Temático, textual e expositivo. 3) Aplicação e apelo. PALAVRAS-CHAVE Sermão * Tema * Divisões [
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    Lição 7-Tipos deSermão LEITURA COMPLEMENTAR •% A medida que você aprende a preparar e pregar sermões, lembre-se que o poder da salvação não está na pessoa que prega nem no método que emprega. O Evangelho de Jesus Cristo é o poder da salvação. 0 Apóstolo Paulo colocou esta verdade em perspectiva para nós: "Porque não me en­ vergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego" (Rm 1.16). Nunca precisa envergonhar-se do Evangelho! É a mensagem de Deus, apoiada pelo Seu poder e com resultados garantidos. Pregue com con­ fiança, e veja o que Deus pode fazer! (...) 0 planejamento é necessário para a boa pregação. Uma ou duas vezes por ano você deve olhar para trás, para onde você já esteve, e olhar para frente, para onde você vai na sua pregação. Evite pregar textos, assun­ tos, e mensagens idênticos ou semelhantes. Como Paulo, pregue todo o propósito de Deus (At 20.26-27). Estude cuidadosamente seus padrões e pregação para ver se você não está negligenciando as grandes verdades e os grandes textos das Escrituras. Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus”- (1CI, São Paulo, 2007, págs. 139,140). _________________________ J II
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    Estudada em ___/___ / TEXTO ÁUREO "Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus ” 2Co 4.5 <■ií Verdade Pratica 0 serm ão deve ter base bíblica e o foco em glorificar a Jesus Cristo. DEVOCIONAL DIÁRIO Segunda - Mt 16.18 A Igreja está firmada na Rocha T erça-2Pe 1.20,21 Avontade de Deus registrada Quarta - Êx 4.12 Promessa de inspiração Quinta - ICo 2.13 0 Espírito Santo ensina Sexta - Mt 10.19 Palavras certas na hora certa Sábado - IPe 1.11 Testemunhos sobre a salvação LEITURA BÍBLICA 2 Coríntios 4.3-5 3 Mas, se o nosso evangelho ain­ da está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, 4 nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incré­ dulos, para que lhes não resplan­ deça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. 5 Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vos­ sos servos, por amor de Jesus. Hinos da Harpa: 166-171 - 291 41
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    Lição 7 *TiposdeSermão TIPOS DE SERMÃO INTRODUÇÃO I. SERMÃO TEMÃTICO JLConceito 2. Como Preparar 3. Exemplo Mt6.9 INTRODUÇÃO Há muitos tipos de sermão e vários meios de classificá-los. Estudaremos, nesta lição, os mé-* todos mais utilizados. De acor­ do com a Homilética, um sermão é geralmente classificado como temático, textual ou expositivo. Lembrando que a fonte inspirado- ra, para a construção de um ser­ mão, sempre deve ser as Sagradas Escrituras. I. SERMÃO TEMÁTICO II. SERMÃO TEXTUAL 1. Conceito 2. Como Preparar 3. Exemplo jo 102728 III. SERMÃO EXPOSITIVO 1. Conceito 2. Como Preparar 3. Exemplo Sli.i-6 APLICAÇÃOPESSOAL 1.Conceito. O sermão temáti­ co é aquele cujo desenvolvimen­ to é baseado em um tema central. Suas principais ideias e divisões giram em torno do mesmo, inde­ pendente do texto bíblico utili­ zado. Ele é fácil de ser preparado e não requer muita exegese ou interpretação do texto sagrado, além do fato de o ouvinte ter mais facilidade de gravar e assi­ milar a mensagem ouvida. Um dos grandes sermões tem áticos foi o de Jonathan Ed- wards, sob o título: Pecadores nas mãos de um Deus irado, pregado em 8 de Julho de 1741. Você talvez nunca tenha lido ou ouvido este sermão, mas é bem provável que já tenha ouvido falar de seu tema. Após esco­ lher o tema de sua mensagem, o pregador deve buscar textos bí­ blicos que o apoiem no assunto escolhido. 42
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    Lição 7 TiposdeSermão 2. Como Preparar, A fim de compreendermos com maior clareza o conceito de um sermão temático, veremos como se pre­ para um. a) Escolha do tema. O primeiro ponto deve ser a escolha de um tema, que pode ou não requerer um versículo bíblico como base. Isso nao quer dizer que a men­ sagem não seja bíblica. Embora o sermão temático não se baseie diretamente em um versículo, o ponto de partida do quai sua ideia central se desenvolve geralmente é um versículo bíblico. b) Em busca de versículos. Após a escolha do tema, ire­ mos em busca de versículos que apoiem a ideia central do tema escolhido. Neste ponto, a ajuda de uma Concordância Bíblica é de grande utilidade. c) Os tópicos principais. Os tó­ picos são as divisões que o prega­ dor usará para expor o tema cen­ tral do sermão. Elas devem ser organizadas numa ordem lógica, ou cronológica, que demonstre o desenvolvimento natural da te­ mática, tendo como base um ou mais versículos bíblicos. O ser­ mão deve possuir divisões, pois permite um melhor aproveita­ mento do tema, levando os ouvin­ tes a compreender gradualmente o assunto abordado. d) Os subtópicos. Os subtópi­ cos têm a finalidade de desen­ volver a ideia contida no tópico principal, e seguem o mesmo princípio, derivando da ideia cen­ tral. Entretanto, é necessário que os subtópicos estejam subordina­ das ao tema principal. 3. Exemplo. --------------------------------------------- CONHECENDO OS FILHOS DE DEUS (Mt 6.9) Introdução: Vamos descobrir, na Bíblia, quem são os Verdadeiros filhos de Deus. í. OS QUE O RECEBERAM Jo 1.12 II. OS QUE SÃO GUIADOS PELO SEU ESPÍRITO R m 8.14 III. OS QUE SÃO DISCIPLINADOS PELO SENHOR Hb 12.5-11 Conclusão: Vocêjá é filho de Deus? Você quer ter o direito de ser filho de Deus? _______________________________________________________ J II. SERMÃO TEXTUAL 1. Conceito. O sermão textual é aquele baseado em um peque­ no texto ou versículo bíblico. Os tópicos principais sao derivados do mesmo, podendo cada frase do texto constituir um ponto a ser pregado. No sermão textual o pregador traz seu ouvinte para dentro do texto bíblico e usa o texto como linha de raciocínio para o sermão. A maioria dos pregadores em evi­ dência no cenário brasileiro prega ou sermões temáticos ou textuais, e raramente se detém no sermão expositivo. 43
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    Lição 7 -TiposdeSermão 2 . Como Preparar. Ü prega­ dor que se dedica ao estudo das Escrituras não encontrará difi­ culdades em preparar um ser­ mão textual. a) O Texto escolhido. Na pre­ paração do sermão textual, o pri­ meiro ponto deve ser a escolha de um texto como base, que pode ser constituído apenas por uma linha do versículo bíblico, um versículo todo ou mais versículos. b) 0 Tema. 0 sermão textual inicia com um texto-base que nos mostrará a ideia central da men­ sagem. Diferentemente do ser­ mão temático, no sermão textual o próprio texto escolhido oferece o tema para o sermão. c) Os tópicos principais. Os tó­ picos principais neste tipo de ser­ mão devem, obrigatoriamente, ser originadas de verdades ou princí­ pios oriundos do próprio texto es­ colhido. Para isto, devem ser em- basadas em versículos ou partes do texto que expressem verdades relevantes. d) Os subtópicos. Os subtópi- cos são o desenvolvimento das ideias contidas nos respectivos tópicos principais, e podem ser retiradas do texto base, ou de ou­ tros textos, desde que tenham al­ guma relação com a ideia central contida no texto. 3. Exemplo. “AS OVELHAS DO BOM PASTOR” (Jo 10.27,28) Introdução: Quais são as característi­ cas das ovelhas de Cristo? L OUVEM A VOZ DO PASTOR v27 1. “As Minhas ovelhas” 2. “Ouvem a minha voz51 IL SÃOCONHECIDAS PELOPASTORv27 1. “Eu as conheço” 2. Conhece tudo que se passa VII. SEGUEM OS PASSOS DO PASTOR 1. “Elas me seguem” 2. Segurança no caminho IV. RECEBEM VIDA ETERNA v28 1. “Eu lhes dou vida eterna” 2. “Não perecerão” 3. “Ninguém as arrebatará de minhas mãos" Conclusão: O privilégio de ser ovelha do bom Pastor é presente, permanen­ te e eterno. v______________________ J III. SERMÃO EXPOSITIVO 1. Conceito. 0 sermão expositi- vo é aquele cuja função é explicar o texto das Escrituras, interpretando e expondo detalhadamente o as­ sunto abordado. Essa interpretação pode basear-se em vários versículos de uma mesma passagem bíblica. Pode ser um parágrafo, um capítulo, ou até um livro inteiro da Bíblia. Essencialmente, o que o distingue do sermão textual é a extensão do 44
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    Lição 7 -TiposdeSermão textobíblico utilizado. 0 sermão ex- positivo não é apenas um comentário bíblico, e sim uma análise minuciosa, detalhada e lógica da Bíblia, devendo fazer uma conexão entre o texto e os ouvintes. 0 próprio Jesus utilizava-se de sermões expositivos ao contar e, em seguida, interpretar uma pará­ bola, aplicando ao cotidiano de Seus seguidores, mostrando assim que a pregação expositiva é um excelente método de ensino das Escrituras. 2. Como Preparar. a] Escolha da passagem bíblica. 0 primeiro passo é selecionar a passagem bíblica que será a base do sermão, pois no sermão expo- sitivo o tema é extraído de vários versículos. Deste modo, é neces­ sário ler e reler o texto, meditar com afinco, a fim de entender qual é a ênfase principal da Palavra de Deus nessa passagem escolhida. b) Tópicos e subtópicos. No sermão expositivo, todos os tó­ picos principais, assim como os subtópicos, desenvolvem-se a partir do texto bíblico escolhido. Em suma, esse sermão consiste na exposição da passagem bíbli­ ca. Assim, para uma melhor com­ preensão, é necessário pesquisar e entender questões como: a) O contexto histórico e geo­ gráfico da época b) 0 ambiente literário que o autor bíblico viveu. c) pensamento religioso da época. Isso servirá para compreen­ der e esclarecer o que a passagem quer ensinar e como ela pode ser aplicada em nossa vida. 3. Exemplo. c A “O HOMEM BEM-AVENTURADO E O ÍMPIO” (S11.1-6) Introdução: Vamos descobrir quem é 0 homem bem-aventurado. 1 O HOMEM BEM-AVENTURADO NÃO FAZ v1 1. Ele não anda “segundo o conselho dos ímpios" 2. Ele não perde seu tempo “no caminho dos pecadores” 3. Ele não se satisfaz nos prazeres "dos escamecedores” II O HOMEMBEM-AVENTURADOFAZ v.2 1 Ele tem prazer “na lei do Senhor" 2. Ele se alimenta da Palavra "dia e noite” III O HOMEM BEM-AVENTURADO É v.3 1. Como uma árvore plantada junto a ribeiros de águas 2. Uma árvore que não deixa de produzir fruto 3. Uma árvore que nunca envelhece: “as suas folhas não cairão” 4. “tudo que fizer prosperará” IV HOMEM ÍMPIO v 4,5 t. É o oposto do homem bem-aventurado 2. “como a moinha que o vento espalha” 3. “Não prevalecerá no Juízo vindouro” 4. Nem pecadores na congregação dos justos Conclusão: “O SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.” (v.6). Qual des­ tes dois você deseja ser? V________________ ) 45
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    Liçao 7-TiposdeSermão Por fim,o mensageiro deve levar em conta que, embora ele crie o ser­ mão e capriche na elaboração do es­ boço, a mensagem vem de Deus. Ele proclama e explica a mensagem que recebeu; mas sua mensagem não é original, ela lhe é dada (2Co 5.19). 0 sermão que flui das páginas das Escrituras Sagradas, por mais bem elaborado que seja, não é a palavra do pregador, é a Palavra de Deus. . . . . . . . . RESPONDA 1) Quais cuidados devem ser tom ados na preparação da mensagem? APLICAÇÃO PESSOAL Faça seu esboço, mas ore a Deus pedindo a Ele graça para ministrar um bom sermão, para tocar pro­ fundamente o ouvinte. 0 primeiro a ser tocado pelo sermão é quem o está preparando. 2) Quais são os três tipos de sermão apresentados na lição? 3) Q uais elem entos devem ser considerados na conclusão da mensagem? 46
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    LIÇÃO8 PODER DE DEUSNA MENSAGEM S H H SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Professor, como líder que é, você sabe que deve ser exemplo em tudo para seus alunos. Neste momento não será diferente, pois o ensino também requer inspira­ ção divina. Quantas vezes você já se encontrou desqualificado, mas na sua iniciativa em aprender mais para fazer o melhor, o Espí­ rito Santo interveio e fez além do que você pensava. Agora chegou o momento de compartilhar a sua experiência com os alunos e, através da lição, demonstrar o quanto é importan­ te depender do Espírito Santo. Temos autoridade para falar da­ quilo que já experienciamos e, neste momento, ela será necessária. Converse com irmãos que ha­ bitualmente pregam a Palavra, faça-lhes perguntas pertinentes à lição e anote as respostas. Anali­ se-as e tire conclusões. Use como exemplos durante a aula. OBJETIVOS •Compreender que não há po­ der e unção sem vida inspirada. •Entender que o Espírito San­ to nos auxilia na missão de pregar a Palavra. •Saber que o Espírito Santo traba­ lha em todas as etapas da mensagem. PARACOMEÇARA AULA Leve para a sala de aula três copos ou vasos pequenos de mate­ riais diferentes (aço, gesso e plás­ tico, que possam ser descartáveis) e uma garrafa com água. Converse com seus alunos sobre as caracte­ rísticas de cada material que torna o copo resistente ou não. Aplique-as à vida espiritual, ten­ do como foco principal o pregador, mas não somente ele, pois tende­ mos a apontar defeitos e a escon­ der as mãos. Suas vidas também precisam ser avaliadas. Se quiser, encha-os com água e lance-os ao chão, demonstrando que, quando confrontados, alguns não resistirão. RESPOSTAS DA PÁGINA 52 1) Mensagem e vida pessoal inspiradas, 2) Quando nos recusamos a pregar a Palavra, 3) Antes, durante e depois. PALAVRAS-CHAVE Vida Pessoal * Preparação * Ação * Espirito Santo * Mensagem i
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    Lição 8 -Poderde Deus na Mensagem LEITURA COMPLEMENTAR Lembre-se que o estudo das Escrituras é um pouco diferente do es­ tudo de livros comuns. Seu objetivo principal é saber o que a Bíblia diz e compreender o que significa. A maior fonte de ajuda que você tem é o Espírito Santo, jesus disse: 'Quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade” (|o 16.13). As Escrituras são a revelação divina. Por esta razão, devemos depen­ der do ministério de ensino do Espírito Santo para no$ guiar em toda a verdade. Há duas razões por que devemos ser ensinados pelo Espírito. Em primeiro lugar, somente o Espírito sabe tudo a respeito de Deus. Em segundo lugar, somente o Espírito Santo pode revelar as coisas de Deus. Existem ajudas para o estudo a serem usadas sempre que temos opor­ tunidade. Ao mesmo tempo, recebemos ajuda especial do Espírito dentro de nós. Verifique Mateus 16.13-17 e leia como Pedro entendeu que jesus era o Cristo. Você perceberá que esta verdade lhe veio mediante a revela­ ção do Pai e não pela compreensão ou experiência humana. (...) 0 amor de Cristo deve ser a força governante em todas as pessoas que ministram... (2Co 5.14,15). Nenhum motivo para o ministério é suficien­ temente bom nem suficientemente forte sem o amor de Cristo para lhe dar relevância e poder. Um advogado, ou médico, ou comerciante, podem servir aos homens por motivos dignos, mas o ministro deve ser constran­ gido pelo amor de Cristo. Certo jovem pregador disse, um dia: "Eu amo pregar!" Um ministro mais velho respondeu: "Sim, mas você ama as pessoas?" "0 amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5.5). Como Paulo, você, também, pode ser dominado pelo amor. Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICI, São Paulo, 2007, págs. 29,30). v _______________________________________________________________________ J TI
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    Estudada em__ /__/ LIÇÃO 8 PODER DE DEUS NA MENSAGEM DEVOCIONAL DIÁRIO Segunda - GJ 5.16 0 Espírito Santo dirige a nossa vida Terça - Jo 16.13 Ele nos ensina a vontade de Deus Quarta ■lTs 5.19 Não atrapalhe a ação do Espírito Santo Quinta - Rm 5.5 0 Espírito nos enche de amor Sexta - At 1.14 0 Espírito derramado em meio a oração Sábado - At 1.8 Ele nos capacita para testemunhar LEITURA BÍBLICA 1 Coríntios 2.4-7 4 Aminha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persua­ siva de sabedoria, mas em demonstra­ ção do Espírito e de poder, 5 para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. 6 Entretanto, expomos sabedoria en­ tre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos po­ derosos desta época, que se reduzem a nada; 7 mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; Hinos da Harpa: 358 - 387 - 491 v_________ ___________J Texto áureo “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espirito e de poder." ICo 2.4 47
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    Lição 8 -Poder de Deus na Mensagem INTRODUÇÃOr PODER DE DEUS NA MENSAGEM INTRODUÇÃO I. AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO 1. Não entristecer o Espírito E/4.30 2. Não apagar o Espírito iTsS.19 3. Ser cheio do Espírito EfS.18 U. AÇÃO NA PREPARAÇÃO 1. Na preparação 2Tm2A5 2. Na escolha da mensagem iCo3.2 3. Exemplos iCo32 III. AÇÃO NA PREGAÇÃO 1. Antes da mensagem At 10.30-33 2. Durante a mensagem iCo2A 3. Depois da mensagem J0 I6.7-11 APLICAÇÃO PESSOAL Nos tempos de Jeremias, levan­ taram-se falsos profetas, ensinan­ do falsas doutrinas, de acordo com os seus pensamentos, e Deus diz a Jeremias: ,fMas, se tivessem esta­ do no meu conselho, então, teriam feito ouvir as minhas palavras ao meu povo.." [Jr 23.22]. Ou seja, se estivessem com Deus, teriam aju­ dado o povo a ouvir a Deus e não atrapalhado, proclamando ensina­ mentos humanos. L AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO Devemos depender do Espí­ rito, nos esforçando sempre para não entristecer ou apagar o Espí­ rito Santo que habita em nós,: 1. Não entristecer o Espírito. Em Efésios 4.30, o apóstolo Paulo nos exorta a não entristecer o Es­ pírito Santo. Mas o que significa isto? Significa não conviver com o pecado, seja ele por pensamen­ to ou ação. Se um pai diz a seu filho para não fazer algo, e este filho não lhe dá ouvidos, e faz de qualquer forma, isto entristece o coração do pai. Da mesma forma, entristecemos o Espírito Santo quando pecamos. Quando o Espí­ rito nos "incomoda" sobre deter­ minado pecado, precisamos pedir perdão e renunciarão pecado pelo poder de Deus que em nós opera pela sua graça (Pv 28.13]. 48
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    A pregação quecumpre a sua missão é aquela que está equi­ librada em dois princípios: a mensagem á inspirada, e a vida do pregador, também. Como sa­ bemos a Bíblia é inspirada por Deus, quando pregamos a Bíblia, cumprimos parte da missão; agora, resta avaliar a nossa parte e analisar a vida pessoal, porque é impossível dissociar a mensa­ gem pregada da vida de quem a prega. 0 pregador que vai vencer o teste do tempo, que será con­ sistente e permanente em sua missão, que não apenas pregará por empolgação, é aquele que decide deixar o Espírito tomar conta de sua vida e tratar o seu caráter. Ele entende que sua vida com o Espírito Santo não se resu­ me apenas ao púlpito. Identifica posturas, atitudes e pensamen­ tos que entristecem o Espírito Santo, os confessa e alcança o perdão (ljo 1.9}. 2. Não apagar o Espírito. Não devemos apagar a chama do Espí­ rito. 0 Apóstolo Paulo nos ensina em 1 Tessalonicenses 5.19 - "Não apagueis" ou "não extingais o Es­ pírito." Extinguir significa: fazer que cesse de queimar e brilhar, acalmar, exterminar, deixar de existir. Quando abafamos o que o Espírito quer realizar, extingui­ mos e apagamos a Sua presença, Quando dizemos SIM ao pecado, entristecemos o Espírito; quando Quando você ministra, nem o talento, nem o treinamento, podem substituir o poder espiritual na sua vida/' dizemos NÃO ao Espírito, apaga­ mos sua presença ou operação. Uma das maneiras que apa­ gamos o Espírito é não comparti­ lhando nossa fé através do evan- gelismo pessoal. De acordo com pesquisas realizadas em vários países, cerca de 90% dos evangé­ licos não evangeliza. Apenas 5% dos evangélicos estão discipulan- do um novo convertido e acom­ panhando seu crescimento na fé. Quando nos recusamos a falar do amor de Jesus, apagamos o Espí­ rito. 3. Ser cheio do Espírito. Je­ sus prometeu a vinda do Conso­ lador assim que subisse ao Pai (jo 14.16,17). Ele ordenou aos discí­ pulos que não se ausentassem de Jerusalém até que fossem revesti­ dos de poder (Lc 24.49). Antes de subir ao céu, reforçou novamente a promessa (At 1.8), Revestidos de poder, apesar de suas fraquezas, os discípulos revolucionaram o mundo da sua época (At 2.1-4; Cl 1.23; Mc 16.20). Ser revestido do poder do Espírito não é uma op­ ção, é uma ordem. Não basta ape­ nas não intristecer ou apagar, pre- 49
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    cisamos, urgentemente, sercheios do Espírito (Ef 5.18). II. AÇÃO NA PREPARAÇÃO 0 Espírito Santo age na vida de quem prega e na mensagem compartilhada. Ele deseja arden­ temente nos auxiliar na missão de compartilhar o Evangelho. Em João 14, a palavra Consolador também quer dizer: auxiliador, ajudador. 1. Na preparação. A prepara­ ção é uma constante na vida de todo pregador bem sucedido. Mui­ tos enforcam a preparação, justifi­ cando que o próprio Espírito San­ to vai de última hora revelar o que deve ser falado. Usam este pretex­ to para apresentar uma confiança * e intimidade com Deus. E verdade que Deus pode de última hora mu­ dar a direção do que seria dito, to­ davia isto é a exceção. Geralmente Ele fala e revela a Sua vontade na hora da preparação. Para justificar esta falta de preparo, alguns citam Marcos 13.11: "Quando, pois, vos leva­ rem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedi­ do naquela hora, isso falai; por­ que não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo". A questão é que, neste texto, o autor esta escrevendo a cristãos enfrentan­ do a morte iminente pela perse­ guição, e não a um grupo de pre- lição 8 - Poderde Deus na Mensagem Quem não prevalece com Deus em oração, não pode prevalecer com os homens na pregação." (Oswald Smith) gadores preguiçosos. Paulo nos exorta: 'Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergo­ nhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2Tm 2,15). 2. Na escolha da mensagem certa. Uma das principais habi­ lidades que uma vida dependen­ te e cheia do Espírito Santo nos confere é a sensibilidade espiri­ tual, principalmente para discer­ nir as pessoas que nos escutam. Sem a ação do Espírito Santo não podemos conhecer o que a igreja necessita ouvir. No livro de Apocalipse cartas são escritas às sete igrejas da Asia, indicando que cada uma destas igrejas tinha uma necessidade es­ piritual específica. |oão não escre­ veu para Filadélfia aquilo que era necessidade específica de Laodi- céia. O Espírito continua falando hoje da mesma forma, e nós somos os mensageiros que precisam ser sensíveis ao que Ele deseja comu­ nicar à igreja: a mensagem certa, para a pessoa certa, na hora certa. 50
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    Lição 8 -Poderde Deus na Mensagem 3. Exemplos. Em 2 Timóteo 4.2, Paulo doutrina o jovem Ti­ móteo dizendo: "Prega a Palavra!". Mas que Palavra é esta? Timóteo teria que ser sensível à condição espiritual da igreja que estava pas­ toreando, às pessoas que estavam lhe ouvindo. Por exemplo, Paulo também diz ao povo de Corinto: "Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais" (ICo 3.2). Paulo era ex­ tremamente atento ao que aquela igreja estava pronta para receber. Na prática, se uma igreja está morna e prestes a ser vomitada da boca do Senhor, talvez pregar so­ bre prosperidade, embora bíblica, não seja o aconselhável (Ap 3.16). III. AÇÃO NA PREGAÇÃO A ação do Espírito Santo vai além da vida de quem transmite. Envolve todo o processo, incluin­ do a mensagem compartilhada e a vida de quem recebe. Quando se entende que o Espírito Santo ja está trabalhando antes da mensa­ gem, irá trabalhar durante a mi- nistração e seguirá trabalhando depois no coração de quem rece­ be, entendemos como a ministra- ção é vazia sem o Seu agir.1 1. Antes da mensagem. 0 Es­ pírito Santo já está trabalhando na vida do ouvinte, muito antes de alguém compartilhar a Palavra (Jo 16.7-10). Ele cumpre Sua missão de apontar para Cristo e conven­ cer o mundo do pecado. É como se fosse uma engrenagem, na qual nós somos uma peça, cujo papel é anunciar o melhor que podemos; e o Espírito completa o trabalho que já vinha fazendo para cumprir o Seu propósito. Em Atos 10, Deus manda Pedro levar a Palavra de salvação para a casa de Cornélio em Jope. Quando Pedro finalmente chega e começa a falar, o Espírito Santo imediata­ mente desceu sobre todos que lá estavam (At 10.44). 2. Durante a mensagem. Por melhor que seja o esboço e o con­ teúdo da mensagem, quando você prega é o Espírito Santo quem individualiza a mensagem para a necessidade específica de cada coração. Ele amolecerá o coração, tocará o espírito e a alma, desper­ tará o desejo de uma nova vida. 0 interessante é que muitas vezes a nossa mensagem é im­ perfeita e incompleta, mas o Es­ pírito Santo preenche as imper­ feições para que o Seu propósito se cumpra (ICo 2.4). Mesmo que fosse completa, do ponto de vista da estrutura homilética, mesmo assim, seria incompleta sem o agir do Espírito. Lembre-se: "a le­ tra mata, mas o espírito vivifica" (2Co 3.6). Por último, temos que enten­ der que o ouvinte pode resistir ao agir do Espírito (At 7.51). O Espí- 51
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    rito Santo nãoforça ninguém a fa­ zer nada. Muitos se desencorajam quando compartilham a mensa­ gem, e ninguém se entrega a Cris­ to, entenda que por mais que Deus queira salvar a todos, cada indi­ víduo tem de escolher por si pró­ prio. Não estão negando a você, mas a mensagem e ao propósito de Deus para suas próprias vidas. 3. Depois da mensagem. Quando você acaba a mensagem, o Espírito continua falando. Jesus, quando prometeu o Espírito San­ to, disse que Ele nos faria lembra de tudo que Ele (Jesus) nos havia dito (Jo 16,7-11). 0 que chama a atenção no ministério de Jesus é que Ele não perdia nenhuma oportunidade de compartilhar a salvação. Ao longo do Seu mi­ Lição 8 - Poderde Deus na Mensagem nistério, milhares foram salvos, mas muitos também rejeitaram a Sua mensagem. Mesmo assim, Ele pregava. Fazia isto porque a semente poderia florescer mais tarde, e pregou para que o Espíri­ to Santo pudesse lembrar os Seus discípulos e seguidores de tudo o que dissera. APLICAÇÃO PESSOAL Somos agentes de Deus e não lutamos sozinhos. Somos coo- peradores de Deus e Deus coo­ pera conosco. 0 Espírito Santo é o nosso Ajudador e aliado na sagrada missão de ministrar a Palavra de Deus com unção e poder do Alto. V_______ __________ J RESPONDA 1) Quais os dois princípios que levam a mensagem a cumprir a sua missão? 2) Em que situação apagamos a presença do Espírito? 3) Em quais momentos da mensagem o Espírito está trabalhando? 52
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    LIÇÃO9 PREGAÇAO E SEUSDESAFIOS ATUAIS SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Nesta lição, demonstraremos aos alunos que a mensagem deve estar em uma linguagem com­ preensível ao público ouvinte. Não adianta usar o "evangeliquês" para ouvintes não-crentes, por exemplo. Também, mostrar que as apli­ cações têm que ser relevantes aos ouvintes. Falar sobre educação de filhos a um público infantil não tem conexão com a realidade do público-alvo. Conhecer as necessidades de cada público é essencial para que o objetivo da mensagem seja cum­ prido. Desconsiderar isso pode ser frustrante tanto para o prega­ dor quanto para os que o ouvem. Deixe claro para os alunos que esta "adaptação" ao público ou­ vinte não é, de forma alguma, de­ turpação da Palavra de Deus. Pelo contrário, é demonstrar que a Bí­ blia é um livro atual e relevante, e não velho e retrógrado. OBJETIVOS •Perceber a necessidade de co­ nhecer o público-ouvinte. •Distinguir o público ouvinte moderno. •Atentar ao público não crente [evangelizar) e ao público crente [edificar). PARACOMEÇARA AULA Faça duas colunas em uma car­ tolina ou quadro branco e escreva acima da primeira coluna: "Socie­ dade de 20 anos atrás"; na outra: "Sociedade de hoje". Peça aos alunos que falem quais características lem­ bram da sociedade de 20 anos atrás, e coloque na primeira coluna. Na se­ gunda, coloque as características da sociedade cie hoje. A ideia é mostrar as diferenças entre as mesmas. Em um ponto da aula vamos ob­ servar algumas características da sociedade atual e você poderá com­ parar com o que foi colocado nas duas colunas iniciais. RESPOSTAS DA PÁGINA 58 1} É a visão que temos de todas as cosas (cosmos). 2) A verdade é relativa; desvalorização da igreja. 3) O corpo visíveí de Cristo na Terra. PALAVRAS-CHAVE Contextualização • Cosmovisão * Edificação • Salvação [
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    Lição 9 -Pregação eSeus DesafiosAtuais LEITURA COMPLEMENTAR A mensagem neotestamentária da pregação consiste em dois tópicos principais: 1) Jesus Cristo como Senhor e Salvador, cumprindo as pro­ fecias do Antigo Testamento, e 2) um apelo ao arrependimento, à fé e à confissão do senhorio de Jesus. Este padrão de proclamação e apelo pode ser visto em vários lugares no Novo Testamento, inclusive na Parábola da Grande Ceia (Lc 14.16-24). Aqueles que ministravam nos tempos do Novo Testamento davam mensagens de fé baseadas nos escritos do Antigo Testamento e nos en­ sinos de Jesus. Em seguida, apelavam aos ouvintes no sentido de agirem à altura da mensagem que tinham ouvido. Todos quantos creram foram salvos, e o poder do Evangelho foi assim demonstrado (Rm 1.16,17). (...) Outro aspecto da mensagem da salvação é o da reconciliação. Recon­ ciliar é restaurar à comunhão ou fazer as pazes. As pessoas entre as quais vivemos e trabalhamos são pecadoras e, portanto, inimigas de Deus (Rm 5.10,11), Conforme já vimos, o relacionamento rompido entre Deus e as pessoas foi causado pelo pecado das pessoas (Gn 3.8-10; Is 59.2). Mas Cristo morreu para remover esses pecados que foram a causa dessa hostilidade e dessa separação. Ao restaurar a comunhão entre Deus e as pessoas, Deus deu o primeiro passo para corrigir o problema: "Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). Além disso: "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2Co 5.19). A mensa­ gem da reconciliação, portanto, diz respeito ao ajustamento das diferen­ ças entre Deus e as pessoas. Retifica as coisas. Mediante Jesus Cristo, as pessoas redimidas podem voltar a andar com Deus. A Igreja, portanto, tem uma mensagem e um ministério de reconcilia­ ção. Como crente, você fez as pazes com Deus. Agora, você que ministra às pessoas alienadas e perturbadas, recebeu um ministério de pacificação. Você deve agir em prol de Deus para persuadi-las a se reconciliarem com Ele (2Co 5.18-21). Depois de uma pessoa ser reconciliada com Deus, torna-se responsá­ vel pelo ministério de reconciliar os pecadores com Deus (2Co 5.18). As­ sim como Deus estava fazendo paz no mundo mediante Cristo, assim tam­ bém nós que somos crentes somos desafiados a sermos embaixadores por Cristo. E Deus está fazendo Seu apelo à humanidade através de nós. Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICI, São Paulo, 2007, págs. 112,114). V__________________________________________________ J II
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    Estudada em J___ / LIÇÃ O 9 PREGAÇÃO E SEUS DESAFIOS ATUAIS TE)CrO ÁUREO "Fiz-mefraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns/' 1Co 9.22 DEVOCIONAL DIÁRIO Segunda - lTs 2.3-8 Caráter e conduta do pregador Terça-2Tm 2.22-24 Instruir com paciência Quarta - 2Co 6.3-4 0 Senhor pode multiplicar Quinta - Tt 2.7-8 integridade e linguagem sadia Sexta - 2Co 6.3-4 Não ser motivo de escândalo Sábado - ICo 9.19-23 Todos precisam ouvir LEITURA BÍBLICA lCoríntios 9.19-22 19 Porque, sendo livre de todos, fiz- -me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 20 Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os ju­ deus; para os que vivem sob o regi­ me da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei, 21 Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do re­ gime da lei. 22 Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, portodos os modos, salvar alguns. Hinos da Harpa: 210 - 227 - 545 53
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    Lição 9 -Pregação eSeus DesafiosAtuais PREGAÇÃO E SEUS DESAFIOS ATUAIS INTRODUÇÃO L COSMOVISÃODAATUALIDADE 1. A verdade é relativa Rm 1.21 2. Nao há autoridade T t3.1,2 3. A busca do prazer Rm 1.26 4. Desvalorização da Igreja Hb 10.25 IL MENSAGEM DE SALVAÇÃO 1. A mais importante }o3.ie 2. Jesus Cristo é a solução jo 8.36 3. Reconciliação com Deus Rm 5.1 III. PALAVRA DE EDIFICAÇÃO 1. A verdade não é relativa Jo 14.6 2. Há autoridade 2 T m 3 .i6 ,i7 3. Busca pelo que é certo Fp 4.8,9 4. Importância da Igreja iT m 3 .l5 APLICAÇÃO PESSOAL INTRODUÇÃO Imagine uma criança de qua­ tro anos perguntando: "Por que temos de ficar de olho fechado durante a oração?”. A resposta pode ser simples como: "Para que as pessoas se concentrem unica­ mente em Deus”. 0 questionamento é: a crian­ ça entendeu a explicação? Prova­ velmente não, pois a resposta foi muito objetiva e conceituai para a idade. Mais fácil, para a crian­ ça, seria se explicássemos com um exemplo: "Se você fica de olho aberto vai ficar olhando para o amiguinho, para o desenho na pa­ rede, para a roupa colorida da tia e vai acabar se esquecendo que está conversando com Deus” Este é um exemplo simples, mas que retrata uma realidade: uma explicação deve ser em uma linguagem acessível para quem a ouve. Nesta lição, iremos aprendera observar as características do pú­ blico ouvinte para aplicar, de for­ ma relevante, as verdades bíblicas, I. COSMOVISÃO DA ATUALIDADE Cosmovisão é a visão que te­ mos do cosmos (do grego, palavra que designa o universo em sua to­ talidade}. É a visão que temos de todas as coisas, do mundo em que vivemos. A cosmovisão é construída 54
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    Lição 9 -Pregação eSeus DesafiosAtuais através da educação e de informa­ ções que recebemos e interpreta­ mos desde a infância. Há um provérbio judeu que afirma: "Nós não vemos as coisas como elas são, e sim como nós so­ mos” Portanto, para entender como as pessoas enxergam a vida, a fé, a religião etc, precisamos conhecer e compreender quem elas são. Conhecendo as pessoas, teremos condição de aplicar melhor os prin­ cípios bíblicos na vida do ouvinte. Para alcançar esta geração com uma mensagem relevante, pertinente e coerente, precisamos conhecer as principais caracterís­ ticas da cosmovisao da atualidade, conforme listamos abaixo: 1. A verdade é relativa. Cada pessoa escolhe a sua própria ver­ dade. As pessoas não têm mais uma fonte comum de valores. Cada um acredita no que quer e no que lhe convém (Rm 1.21). Na Igreja não deve ser assim, pois temos a Bíblia como fonte co­ mum, nossa regra de fé e prática. 2. Não há autoridade. Nin­ guém tem autoridade sobre nin­ guém. A geração atual entende que a orientação dos pais, pro­ fessores e pastores, assim como da Bíblia, é mera opinião pessoal, que deve ser respeitada, mas não imposta. Ninguém manda em nin­ guém. Cada um cuida da sua vida e decide o que é aceitável para si próprio (2Tm 3.1-5; Tt 3.1,2). A bendita esperança da vinda do Senhor é um dos maiores motivos do crente para viver uma vida pura e produtiva" 3. A busca do prazer. Ora, se não há valores absolutos, e se não há a quem obedecer, a pessoa vai es­ colher o que lhe dá mais prazer. Por que sofrer por algo que não se acre­ dita? isso é hedonismo (Rm 1.26). Se a pessoa entende que a fa­ mília não é um valor a ser pre­ servado, quando acontecer algum problema, na cabeça dela, o me­ lhor é se separar do que lutar pela manutenção do casamento. 4. Desvalorização da Igreja. A sociedade atual busca a espi­ ritualidade, o algo a mais, o so­ brenatural, mas não quer mais se envolver com a instituição igreja. Não quer mais ficar presa a um grupo formal de fiéis. Prova disso é a grande rotatividade que ve­ mos nas igrejas, cujo número de assistentes, em muitos casos, tem se tornado maior que sua própria membresia. "Não gostei da música dessa igreja” ou "Não gostei do sermão" são motivos suficientes para a pes­ soa mudar de igreja e deixar de se comprometer com a edificação do Corpo de Cristo local (Hb 10.25). 55
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    Lição 9 -Pregação e Seus DesafiosAcuais II. MENSAGEM DE SALVAÇÃO A mensagem de salvação visa a alcançar o coração de todos os pecadores, pois "todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). Ela não pode ficar retida ao ambiente do púlpito, nem exclusiva aos pregadores profissionais. Antes, ela deve ser pregada por todos os salvos em Cristo, por todos os meios e em todos os lugares possíveis. 0 pregador deve entender os desafios e a cosmovisão da atua­ lidade para tornar a mensagem o mais relevante possível à vida dos ouvintes, de modo que desejem seguir a fesus e saibam que isto lhes trará vida feliz e eterna.1 1. A mais importante. De to­ dos os temas da pregação bíblica, nenhum é mais importante do que comunicar as boas novas da salvação. É básico, porque sem uma resposta à mensagem da salvação, não haveria razão de ser para outras mensagens. Je­ sus ordenou a Seus seguidores: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações”, proclamando a mensagem de salvação como tes­ temunho a toda a humanidade (Mt 28.19; 24.14). Além disso, Jesus tornou clara a questão em jogo: "Quem crer e for batizado será salvo; quem, po­ rém, não crer será condenado” (Mc 16.16; Jo 3.15-21, 36). Nada menos do que a vida eterna versus a mor­ te eterna está em jogo quando a mensagem da salvação é pregada. 2. Jesus Cristo é a solução. 0 tema da salvação reside no fato de que somente Jesus Cristo é a solu­ ção para o problema do pecado (Jo 8.36). Visto que o pecado resulta na morte espiritual, uma pessoa deve renascer espiritualmente. Lembre-se sempre que, quando você prega a respeito do problema do pecado, sempre deverá incluir a mensagem da esperança ofere­ cida pelo Salvador. Assim como as pessoas nascem nas suas respec­ tivas famílias, devem nascer tam­ bém na família de Deus. 0 nascimento espiritual requer que as pessoas se arrependam dos seus pecados e voltem-se comple­ tamente contra eles (At 2.37-39). Devem, além disto, confiar em Je­ sus para o perdão dos pecados e confessar que Ele é o Senhor da sua vida (At 16.30-31; Rm 10.9,10). Quando as pessoas aceitam as provisões da salvação, nascem de novo pelo Espírito de Deus (2Co 5.17). Quando o Espírito toma o controle das suas vidas, ficam es­ piritualmente vivificadas e cons­ cientes do seu relacionamento com Deus, como Seus filhos ama­ dos (Rm 8.10-16). 3. Reconciliação com Deus. Outro aspecto da mensagem da salvação é o da reconciliação. Re­ conciliar é restaurar a comunhão ou fazer as pazes. As pessoas entre 56
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    Lição 9 -Pregação eSeus DesafiosAtuais as quais vivemos e trabalhamos são pecadoras e, portanto, inimi­ gas de Deus (Rm 5.10,11). O rela­ cionamento rompido entre Deus e as pessoas foi causado pelo peca­ do (Gn 3.8-10; Is 59.2). Mas Cristo morreu para remover os pecados que causaram essa hostilidade e essa separação. Ao restaurar a comunhão en­ tre Deus e as pessoas, Deus deu o primeiro passo para corrigir o problema: "pelo fato de ter Cris­ to morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). Além disso: "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2Co 5.19). A mensagem da re­ conciliação, portanto, diz respei­ to ao ajustamento das diferenças entre Deus e as pessoas. Retifica as coisas. Mediante Jesus Cristo, as pessoas redimidas podem vol­ tar a andar com Deus (Rm 5.1). A Igreja, portanto, tem uma mensagem e um ministério de re­ conciliação. Como crente, você já fez as pazes com Deus. Agora, você deve ministrar às pessoas cheias de conflitos e sem esperança, pois recebeu um ministério de pacifi­ cação. Você deve agir em prol de Deus para persuadi-las a se recon­ ciliarem com Ele (2Co 5.18-21). III. PALAVRA DE EDIFICAÇÃO A palavra de edificação visa alcançar o coração do ouvinte que já é crente. Tendo em mente as características da cosmovi- são prevalente no mundo hoje, devemos contextualizar a nossa mensagem para trazer relevância à vida dos fiéis e fortalecer a sua esperança eterna. 1. A verdade não é relativa. Sabemos que a verdade não é re­ lativa e sim absoluta; ela se apli­ ca de forma universal, a todas as pessoas. A Bíblia não é apenas útil, mas inspirada pelo nosso Deus para nos orientar (2Tm 3.16,17). Aliás, a própria Bíblia afirma que Jesus é a Verdade e que esta Ver­ dade nos liberta (Jo 8.32; 14.6). Como dizer que a verdade é relati­ va? De forma alguma; para o cris­ tão, a verdade é absoluta. 2. Há autoridade. A autorida­ de emana das Escrituras. Até uma criança terá autoridade, se usar a Bíblia, para ensinar ou admoestar (Lc 18.17; 2Tm 3.16-17). 3. Busca pelo que é certo. A geração moderna busca o prazer pelo prazer; o cristão, não. O cren­ te tem uma verdade absoluta e a autoridade que vem da Palavra de Deus. A igreja tem valores pelos quais sofre, persevera e permane­ ce (Fp 4.8,9). 4. Importância da Igreja. Existe a igreja invisível, mas existe a igreja visível, ou local. Uma não vive sem a outra. A instituição igreja é necessá- 57
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    Lição 9 -Pregação eSeus DesafiosAtuais APLICAÇÃO PESSOAL ria para se tornar o Corpo de Cris­ to visível aqui na terra (lTm 3.15). Não podemos ficar trocando de igreja segundo a nossa vontade ou prazer. Deus quer nos usar como corpo de Cristo, como a igreja lo­ cal, para alcançar outras pessoas para Cristo (Hb 10.25). Os desafios modernos da vida nos impõem adequar a linguagem mantendo a mensagem que todos são pecadores e só Jesus salva. v___________ ____________ ) RESPONDA 1) O que é cosmovisão? 2) Cite duas características da geração moderna. 3) O que a instituição Igreja representa no mundo de hoje? C__________________________________________________ boos novos ^C ooÿkpby o a s n o v a s t v 58
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    LIÇÃO 10 SINAL VERMELHONO PÚLPITO SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR Afora o supíemento do professor, todo o conteúdo de cada íição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. ORIENTAÇÀO PEDAGÓGICA OB) ETIVOS Nesta lição, em que trataremos da conduta adequada de quem as­ sume o púlpito. Ressalte a impor­ tância do cuidado com a vida espi­ ritual, o caráter e o comportamento do pregador e de todo cristão autên­ tico. Belos sermões podem passar desapercebidos se uma dessas três coisas for negligenciada. Ensine conselhos práticos para os que almejam o episcopado. Você mesmo deve ser um exemplo a ser seguido. Na sala de aula, evite hábi­ tos como mexericos, conversas tor­ pes, cuide de sua aparência e com­ portamento. Lembre-se que seus alunos falarão de você em algum momento, e é bom que falem bem. Leia com eles o texto áureo e faça uma breve reflexão. Mostre que eles também estão sendo observa­ dos por outras pessoas e, estejam onde estiverem, devem ter compor­ tamento exemplar, e, se falharem, que saibam pedir perdão e retomar o caminho (Ap 2.5). PALAVRAS-CHAVE Pós-moderno • Ansiedade • QualidadeV •Reconhecer o púlpito como lugar sagrado de onde emana a voz de Deus. •Compreender que a língua deve ser usada para edificação da Igreja. •Entender que há assuntos que só competem ao pastor da igreja PARA COM EÇARAAULA Antes daaula, combine com umde seus alunos, que durante a introdução da lição, ele deve participar mantendo um comportamento estranho e tentar iniciar conversas, reprimindo algu­ mas atitudes do professor. Neste mo­ mento, pode ser que algumaluno o re­ prove e até tente defender o professor. Aproveite para acalmar os ânimos e revelar a encenação combinada para demonstrar que assuntos dessa natu­ reza devem ser conversados neserva- damente, e não na sala de aula ou no púlpito da igreja. Ressalte também que isso pode causar dissensões, pois nem todos concordarão com o que está sen­ dofaiado e do modocomo foi exposto. RESPOSTAS DA PÁGINA 64 1) A sua conduta adequada. 2) Aparência pessoal V 3) Ao pastor da igreja. I
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    Lição 10 -SinalVermelho no Púlpito LEITURA COMPLEMENTAR Paulo começa a lista de qualificações para aqueles que ministram, dizendo que devem ser irrepreensíveis. Isto não significa que serão perfeitos. Mas significa que devem esforçar-se para merecer bom testemunho dos de fora, não tendo contra eles nenhuma acusação de imoralidade ou de falsa doutrina. Quem ministra deve ser notável pela sua honestidade, pureza e retidão. Estas virtudes são parte im­ portante do bom caráter cristão. Este requisito é repetido duas vezes em Tito 1.6-7. Eeia-o em sua Bíblia. A primeira carta de Paulo a Timóteo faz umas exigências especí­ ficas no tocante à vida familiar de quem serve na Igreja. A fim de sa­ tisfazer estes requisitos o homem deve ser marido de uma só mulher e deve governar bem a sua própria casa. A pessoa que ministra deve sempre ser um bom exemplo de moralidade cristã na sua família. Deve governar a sua família com tamanha retidão e amor que seu respeito por ele a leve a honrar a sua liderança. O Apóstolo demons­ tra uma semelhança entre a vida da Igreja e a sua família. Se um ho­ mem não sabe governar a sua própria casa, não pode cuidar da igreja de Deus. jesus ensinou este princípio nas seguintes palavras: "Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei" (Mt 25.21). 0 ministro cristão deve ter domínio próprio, ser sóbrio e ordeiro. São estas as características de um homem bem comportado, de um cavalheiro. Não deve haver nada de grosseiro nem impróprio na con­ versa nem na conduta de um ministro. Tanto nas suas maneiras como na sua aparência ele deve representar bem o Evangelho que prega. No que diz respeito ao ministério propriamente dito, Paulo diz três coisas na sua carta a Timóteo. Em primeiro lugar, quem ministra deve dar as boas-vindas aos estranhos, (...) Em segundo lugar, Paulo diz que aquele que ministra deve ser apto para ensinar. Visto que uma responsa­ bilidade principal daqueles que ministram é ensinar as Escrituras para outras pessoas, o ministro deve ser um ensinador capaz. (...) Kinalmen- te, Paulo desencoraja os que são novos na fé de entrarem no ministério. 0 novo convertido é como a semente recém-plantada. Precisa de tempo para crescer, para desenvolver-se, para frutificar. Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICI, São Paulo, 2007, págs. 21-23). V_________________________________________________ J tl
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    Á Estudada em ___/___ / i L1ÇÀO 10 ( ^ DEVOCIONAL DIÁRIO SINAL VERMELHO NO PÚLPITO Texto aureo "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque,fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes." 1Tm 4.16 Segunda - Pv 9.9 Sabedoria e prudência contínuas Terça - ITm 5.1,2 Tratocom os maisvelhose osexooposto Quarta - Ef6:10-17 Postura íntegra Quinta - 2Tm 1.13-14 Esforço para ser um modelo Sexta - Pv 15.4; 16.24 Palavras sensatas produzem vida Sábado-2Co 10.13-15 Obedecer aos limites LEITURA BÍBLICA 1 Timóteo 4.12-16 12 Ninguém despreze a tua mocida­ de; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedi­ mento, no amor, na fé, na pureza. 13 Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. 14 Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério. 15 Medita estas coisas e nelas sê di­ ligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. 16 Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes. Hinos da Harpa: 18 - 225 - 515 v ___________________________ 59
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    Lição 10-Sinal Vermelhono Púlpito INTRODUÇÃO( SINAL VERMELHO NO PÚLPITO INTRODUÇÃO L ÉTICA 1. Vida e Pregação iTm 4.12 2. Amar os ouvintes Jo 21.15-17 3. Ser honesto P v2 l.8 II. APARÊNCIA PESSOAL 1. Higiene Pessoal 1Co3.16 2. Traje Adequado 1Tm 2.8,9 3. Expressão Iradal e Gestos Pv 15.13 UI. LINGUAGEM APROPRIADA 1. Linguagem a evitar 2Tm 2.l6 2. Considerar a ocasião Pv3.2i 3. Porta-voz do Senhor iC o 4 .i IV. OUTROS CUIDADOS 1, Uso do tempo E f 5.16-17 2, Humor iPe4.io 3, Motivação errada Jo3.30 APLICAÇÃO PESSOAL 0 pregador precisa considerar como ponto de fundamentai im­ portância a sua conduta adequada em público, quer seja no púlpito, ou em pequenos grupos. Por isso, precisará pensar também em ou­ tras áreas do seu preparo, tais como: aparência pessoal, compor­ tamento ético, linguagem apro­ priada etc. (lTm 4.16). I. ÉTICA 0 pregador precisa estar aten­ to para não incorrer em falta de ética quando falar em público. 1. Vida e Pregação. 0 pregador deve viver o que prega e pregar o que vive, pois pregação e modo de vida formam um binômio ético in­ separável (lTm 4.12). Quando o pregador profere sua mensagem, os ouvintes atentam não somente em suas palavras, mas principal­ mente em como ele vive. Caso não haja uma completa coerência entre o discurso e o seu modo de vida, seu sermão cairá no descrédito ou fica­ rá limitado no seu alcance, não im­ porta a eloquência do pregador ou a profundidade bíblica da mensagem, Jesus censurou os intérpretes da lei porque pregavam ortodoxa­ mente, mas viviam levianamente; ou seja, não praticavam seus pró­ prios ensinamentos (Lc 11.46). 0 pregador é um vaso de barro, por­ tanto, não é perfeito. Ele deve es- 60
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    Lição 10 -SinalVermelho no Púlpito tar consciente de que carrega um tesouro precioso que procede de Deus (2Co 4.7). Do contrário, po­ derá ser dito a seu respeito: "0 que vives fala tão alto que não consigo ouvir o que pregas" 2. Amar os ouvintes. Se o pre­ gador não ama os ouvintes, não po­ derá pregar o amor Aexigência bá­ sica de Jesus a Pedro, para que este se levantasse de modo relevante na vida e se tornasse um autênti­ co "pescador de homens" foi que o amor que este sentia pelo Senhor fosse expresso em cuidado amoro­ so pelas ovelhas (Jo 21.15-17), Há pregadores que adoram multidões, mas detestam pessoas; adoram ser louvados pelas massas, mas não suportam gastar tempo em ajudar gente de carne e osso. Como alguém poderia pregar sem amor a mensagem do incomen­ surável amor de Deus? Jesus nos mandou amar até mesmo os nossos inimigos, em fazendo o bem a eles, não a gostar das coisas erradas que eles praticam (Lc 6.27). Portanto, uma mensagem eticamente correta precisa refletir o amor em atitudes e ações concretas de nossa parte (Rm 5.5; Ijo 4.20). 3. Ser honesto. Muitas coisas relativas à falta de honestidade podem servir como pedras de tro­ peço para os pregadores (Pv 21.8): a) Não honrar suas dívidas. b) Plagiar sermão de outro pregador. c) Usar ilustrações da expe­ riência pessoal de outras pessoas como se fossem suas. d) Forjar dados estatísticos para embasarsua pregação. e) Usar sua posição ou a men­ sagem divina como pretexto para alcançar impiedosamente seus in­ teresses pessoais. f) Apresentar um padrão de vida no púlpito e outro no cotidiano, desafiando seus ouvintes a viverem princípios que ele próprio não vive. E importante mostrar equilí­ brio e fugir dos extremos, a saber: a) Apedrejar os preteridos, nem lisonjear os preferidos; ja­ mais usando sua mensagem para promover alguns e abater outros, b) Mencionar experiências ne­ gativas, citando os nomes dos pro­ tagonistas. c) Mencionar as limitações fí­ sicas das pessoas sob quaisquer pretextos espúrios, principalmen­ te de gracejos ou preconceitos. d) Julgamentos sobre o destino eterno de pessoas da comunidade que já morreram (quem foi para o céu ou para o inferno). e) Tratar os mais velhos com cortesia e bondade; o sexo oposto com toda a pureza (lTm 5.1,2). II. APARÊNCIA PESSOAL 0 pregador deve ter atenção ao modo com que se apresenta, mas resistir à vaidade de destacar-se exageradamente pela aparência física. 61
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    1. Higiene PessoaL0 cuidado com a higiene pessoal é determi­ nante para uma boa aparência. 0 nosso corpo, como templo do Es­ pírito, deve ser mantido limpo e bem apresentável (ICo 3.16]. Isso tem a ver com a higiene corporal, o asseio diário, a escovação dos dentes, o uso de desodorante etc. Pode ser extremamente desagra­ dável ter de ouvir uma mensagem de alguém próximo com mau háli­ to ou malcheiroso. 3. Traje Adequado. 0 modo como nos vestimos é importan­ te na medida em que funciona como um cartão de apresentação de quem somos (lTm 2.8,9]. Uma primeira impressão negativa do mensageiro pode frustrar a recep­ ção de sua mensagem. Não impor­ ta se os trajes sejam novos, mas que estejam limpos e bem apre­ sentáveis. Do contrário, mostrará apenas desleixo e falta de higiene, e isso não recomenda bem. Uma boa aparência confere dignidade e credibilidade iniciais a quem comunica uma mensagem importante, principahnente em se tratando da pregação do Evan­ gelho. 0 pregador deve ater-se ao traje que pede a ocasião, se for­ mal ou informal, para não destoar com o costume da comunidade onde está a ministrar. 2. Expressão Facial e Gestos. Ao anunciar as boas novas, a ex­ pressão facial tem de ser condizen­ Lição 10 - Sinal Vermelho no Púlpito te com a mensagem. Assim como o rosto expressa o que se sente, a mensagem deve ser ilustrada com o semblante. Uma expressão triste não combina com uma mensagem alegre, e vice-versa. Um rosto ira­ do ou mal humorado não condiz com a mensagem de salvação pela graça nem com a alegria de seguir a Cristo (Fp 4.4; Pv 15.13). 0 pregador deve saber mes­ clar a comunicação da mensagem verbal com expressões gestuais. Mas precisa ter cuidado com gestos que denotem ofensas ou provocações (lTs 5.22). Deve evi­ tar também: esmurrar o púlpito, apontar para as pessoas, tiques nervosos etc. III. LINGUAGEM APROPRIADA O pregador do Evangelho deve sempre manter uma linguagem adequada. Isto porque a mensa­ gem do Evangelho é divina, sendo a mais preciosa e mensagem que o mundo pode ouvir. X. Linguagem a evitar. Dentre a linguagem que deve ser evitada pelo pregador (2Tm 2.16), desta­ camos: a) Gírias, jargões e expressões de sentido dúbio, ou palavreado chulo (Cl 4.6). b) Ilustrações vulgares ou de autenticidade duvidosa. c) Palavras duras, críticas áci­ das, ameaças, ser ferino em sua 62
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    Lição 10 -SinalVeimelho no Púlpito mensagem, prindpalmente se for um visitante (2Tm 2.24]. d) Usar a oportunidade para revanchismo, dar indireta ou apli­ cai’ "corretivos" direcionados a al­ gum desafeto. e) Ilustrar sua mensagem com alguma confidência ouvida em segredo no reservado do aconse­ lhamento. f) Tratar qualquer assunto de modo preconceituoso ou desres­ peitosamente. 2. Considerar a ocasião. O pregador deve agir com sabedo­ ria e bom senso, consideraran- do a ocasião e o motivo do culto, para que sua mensagem não des­ toe nem cause constrangimentos desnecessários (Pv 3.21]. Deve evitar assuntos doutrinários, que cabem ao pastor da igreja, exceto quando autorizado por este. Em ocasiões onde se reúnem crentes de várias denominações, evitar abordagem de pontos doutriná­ rios divergentes, antes tratar de pontos comuns da fé, do amor e do serviço. 3. Porta-voz do Senhor. Todo pregador do Evangelho é um por­ ta-voz do Senhor Jesus, pois seu discurso é embasado na Palavra de Deus. Portanto, uma vez que os ouvintes esperam receber uma explanação bíblica, o pregador deve sempre agir como arauto do Senhor, "como despenseiros dos mistérios de Deus" [ICo 4.1). IV. OUTROS CUIDADOS 1. Uso do tempo. É necessário considerar o fator tempo como im­ portante aos ouvintes e à boa or­ dem do culto (Ef 5.15-17). Não são poucos os exemplos de pregadores que passam demasiadamente do horário e, como resultado, ficam a pregar para auditórios quase va­ zios. Mesmo inspirado pelo Espí­ rito, deve levar em conta o tempo. 2. Humor, Existe uma linha tênue entre uma mensagem bem humorada e a falta de reverência, portanto é preciso bom senso ao usar essa ferramenta. 0 objetivo do humor deve ser o de clarear o sentido da mensagem, tornando-a mais atraente, jamais o de fazer graça para divertir uma plateia. O humor jamais deve ser usado para preencher o vazio da falta de conteúdo da mensagem, mas para ampliar o alcance da mesma. De­ vem-se evitar quaisquer brinca­ deiras baseadas em preconceitos raciais ou religiosos, assim como as que apontam para defeitos fí­ sicos ou limitações das pessoas (IPe 4.10). 3. Motivação errada. Reconhe­ cido como o Príncipe dos Pregado­ res em seu tempo, Charles H. Spur- geon indicou que as motivações erradas do pregador podem causar grande insucesso na sua pregação. Em seu texto Como pregar para não convertera ninguém, eles listou: 63
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    • Deixe queseu motivo predo­ minante seja assegurar sua pró­ pria popularidade. • Preocupe-se mais em agra­ dar do que converter aos seus ouvintes. • Procure assegurar sua repu­ tação como sendo um pregador famoso e diferente dos outros - para que todos o idolatrem e não prestem atenção na mensagem Qo3.30). • Fale com um estilo florido, enfeitado e inteiramente fora do alcance da compreensão da maio­ ria das pessoas. •Seja superficial nas suas con­ siderações para que seus sermões não contenham verdades suficien­ tes para converter alguém. • Deixe a impressão de que se Lição 10- Sinai Vermelho no Púlpito Deus é tão bom com todos, não en­ viará ninguém para o inferno, •Pregue sobre o amor de Deus, mas não fale nada a respeito da santidade do seu amor • Evite dar ênfase na doutrina da completa depravação moral do homem para não vir a ofender o moralista (lTm 6.3,4). C “ ^ APLICAÇÃO PESSOAL O pregador da excelente Pala­ vra de Deus deve ter igualmente um comportamento excelente, devendo se apresentar "aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade". Ç ___________) ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ --- RESPONDA 1) Qual o ponto de fundam ental importância em relação ao seu com portam ento público? 2) Higiene pessoal, expressão facial e traje adequado são quesitos de que área do preparo pessoal? 3) A quem com pete tratar sobre assuntos doutrinários na igreja? 64
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    LIÇÃO11 j ENSINO EDISCIPULADO QUE FUNCIONAM SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição ê igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Ninguém poderá ser bem su­ cedido em qualquer área, se não for corretamente instruído sobre o que é certo ou errado. Embora no mundo moderno, certo e er­ rado tenham um valor relativo, em função de fatos históricos, padrões sociais ou certas circuns­ tâncias que validam uma posição ou outra. Do ponto de vista espi­ ritual, certo é certo, errado é er­ rado! Isto é um princípio divino e Deus não muda! (Tg 1.17) Para se alcançar um status de grande profissional em qualquer carreira, é necessário formação adequada, transmitida por bons educadores e instituições de ensino sérias, que primam pela ministra- ção de conteúdos científicos valida­ dos por exaustivas pesquisas. Do mesmo modo, o cristão verdadeiro precisa ser ensinado sobre o padrão de conduta de vida esperado de todos aqueles que ad­ quiriram a nova vida em Cristo. PALAVRAS-CHAVE Correlação • Intempéries * Negligenciar • Contundente OBjETIVOS •Explicara importância do ensino. •Compreender as razões do ministério de ensino. •Entender que o ministério de ensino garante a consistência da doutrina e proteção do rebanho quanto às ameaças à fé cristã. PARACOMEÇAR A AULA No início de sua aula, estimule os alunos a citarem exemplos de experiências de ensino mal suce­ didas ou de cursos realizados que não os prepararam adequadamen­ te para uma prova ou outros desa­ fios da vida profissional. Pergunte sobre o que conside­ ram necessário para se tornar um bom profissional? Procure desta­ car a importância de se receber uma formação adequada associa­ da a práticas em situações reais. E para ser um cristão? Somos visíveis para o mundo e para Deus (Mt 5.14-16). RESPOSTAS DA PÁGINA 70 1) Orientação para a vida espiritual e consolidação da fé. 2) Corpo doutrinário de regras de fé e práticas. 3) Ao manejarmos de forma adequada a Bíblia. I
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    Lição 11 -Ensino e Discipulado que Funcionam LEITURA COMPLEMENTAR 0 ministério do ensino é de fundamental importância para consolidação da fé de todos aqueles que foram alcançados pela pregação da Palavra. Amis­ são não estará completa, se formos apenas bons pescadores, porém péssimos cuidadores de almas. É preciso considerar o desafio de transformar recém- -convertidos em discípulos! Pois todos aqueles que iniciam a jornada crista, através do reconhecimento e arrependimento pelos seus pecados e aceitam o perdão de Deus e a Cristo como seu Salvador pessoal, adquirem uma nova vida, tornando-se novas criaturas e, como tal, precisam aprender qual é o padrão de conduta individual e comunitária que devem adotar doravante. 0 ensino, portanto, é indispensável para conservar os resultados do evan- gelismo. É mediante o ensino que os novos crentes são instruídos sobre o que se espera deles, quais os meios disponíveis ao seu alcance para crescerem espiritualmente e amadurecerem, tornando-se homens e mulheres fortes na fé, capazes de resistir aos primeiros testes da infância espiritual e, mais tarde, à astúcia enganadora do inimigo (Ef 4,14). Quando combinamos o ministério da pregação da palavra com um mi­ nistério de ensino eficaz, não obtemos apenas resultados quantitativos mais qualitativos também, pois proporcionamos aos novos convertidos condições para viverem uma vida cristã como discípulos do Senhor Jesus. Ensinar é causar mudança, tanto das atitudes quanto das ações. Este é o alvo do ensino bíblico. Por meio do ensino dos mandamentos de Jesus, as atitudes e as ideias são mudadas. Como consequência, o decurso da vida é mudado. 0 crescimento e a maturidade devem seguir-se, então. Os discípu­ los no Novo Testamento eram aprendizes e seguidores. Aprendiam a men­ sagem do Mestre, e seguiam Seu exemplo, também. Este foi o objetivo que Jesus colocou diante dos Seus discípulos quando os comissionou a ensinar (Mt 28.19.20). O ensino bíblico é muito mais do que transmitir fatos e interpretar as Es­ crituras. As coisas aprendidas devem ser aplicadas à vida todos os dias. Jesus expressou assim esta verdade: "Se vós permanecerdes na minha palavra, ver­ dadeiramente sereis os meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verda­ de vos libertará" (Jo 8.31-32). Desta maneira a verdade, que é conhecida e praticada, traz a liberdade. Adaptação do texto contido no Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICI, São Paulo, 2007, págs. 159 e 166,167). V____________________________________________ J [J
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    Estudada em ___/___ / DEVOCIONAL DIÁRIO ENSINO E DISCIPULADO QUE FUNCIONAM Segunda - Pv 22.6 Ensino para uma vida correta Terça - Mt 7.28 Ensino que impacta outros Quarta-At 13.12 Ensino que produz mudança de vida Quinta - jo 7.16 A fonte do ensino de Jesus Sexta - Rm 12.7 Ensino com dedicação J l X T O ÁUREO 'Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar?0At 8.31 m ■f. . t f c S V erdade Pratica A ministração da sã doutrina, provoca mudança de atitude e comportamento nos ouvintes. í o Sábado - Ml 2.8-9 As consequências do ensino errôneo LEITURA BÍBLICA Atos 8.31-35 31 Ele respondeu: Como poderei en­ tender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. 32 Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cor­ deiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca. 33 Nasua humilhação, lhe negaramjusti­ ça; quemlhe poderá descrevera geração? Porquedaterraa suavidaétirada. 34 Então, o eunuco disse a Filipe: Pe- ço-te que me expliques a quem se re­ fere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro? 35 Então, Filipe explicou; e, começan­ do por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus. Hinos da Harpa: 151 - 306 - 394 65
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    Lição 11 -Ensino e Disdpulado que Funcionam INTRODUÇÃO ENSINO E DISCIPULADO QUE FUNCIONAM INTRODUÇÃO I. DEFINIÇÃO DE ENSINO 1. Conhecimento 2. Compreensão 3. Prática Assim como estudado sobre o ministério da pregação, o ministé­ rio do ensino também é um meio de comunicação das verdades es­ pirituais, porém com foco mais aprofundado, pois, através deste ministério, busca-se fornecer uma edificação espiritual sólida da fé de todos aqueles que foram alcan­ çados pela graça de nosso Senhor Jesus Cristo. II. DISCIPULADO I. DEFINIÇÃO DE ENSINO 1. Mandamento M t28.18-20 2. Disdpulado At 1125,26 3. Discípulo Aft 1624,25 IIL PROTEÇÃO AO REBANHO 1. Sã Doutrina Tt2.l-lo 2. Falsas Doutrinas 2Pe2.i 3. Correção de desvios 2Tm223-26 APLICAÇÃO PESSOAL 0 ensino pode ser definido como a arte ou ação de transmitir conhecimentos, no sentido de as­ segurar o comportamento correto da pessoa em relação a determi­ nadas regras, princípios, ideias ou preceitos, Este processo implica a inte­ ração de três elementos: 1) Quem ensina: pai, mãe, professor, mestre ou instrutor; 2) Quem aprende: filho, aluno, estudante, discípulo etc; 3) Conteúdo do Ensino: dou­ trinas, regras, preceitos etc. Neste tópico da lição, abordaremos três estágios deste processo. 1, Conhecimento. É impossí­ vel iniciar qualquer processo de ensino sem antes transmitirmos os conhecimentos básicos ou ru­ dimentares sobre uma nova disci­ plina, princípios, regras de condu­ tas sociais ou religiosas. Vejamos como Deus se fez conhecido ao Seu 66
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    Lição 11 -Ensino e Discipulado que Funcionam povo Israel de forma que pudes­ sem identificá-lo e diferenciá-lo em relação aos deuses do Egito: a) Revelação da Identidade. Pri­ meiramente a Moisés, através da sarça ardente e, posteriormente, ao povo no monte Sinai (Êx 3.1-6; Êx 19.9;16-19). b) Revelação do Poder Maravi­ lhas no Egito, capacidade de pro­ teção, superação de desafios ins- transponíveis ou insolúveis: Mar Vermelho, falta de água e comida (Êx 7-17). c) Revelação da Proteção Contí­ nua. intempéries, riscos noturnos, patrimônios individuais e coleti­ vo, ação contra os inimigos. Este mesmo processo, foi ado­ tado por jesus para se revelar ao Seu povo e, posteriormente, à Igreja (Jo 2.1-11], Na compilação das Escrituras Sagradas, de igual forma, Deus inspirou homens santos para o registro, de forma didática e pro­ gressiva, do conhecimento sobre quem Ele é, o que Ele fez e faz, Seu Plano para a humanidade e povo quem Ele escolheu para consecu­ ção dos Seus propósitos. 2, Compreensão. Jesus, em Seu ministério terreno, procurou não só transmitir conhecimentos, mas preocupava-se também quan­ to à compreensão do que estava sendo ensinado. Um dos métodos utilizados para certificar-se de que haviam entendido o conteúdo do ensino era através da explica­ ção e questionamento quanto ao sentido do que fora escrito na Lei e pelos Profetas: Padrão de cum­ primento da Lei (Mt 5.17-20); Ira (Mt 5.21); Perdão ou Reconcilia­ ção (Mt 5.23-26); Vingança e o Amor (Mt 5.38-48); Adultério e Divórcio (Mt 5.27-31); Juramentos (Mt 5.33-37); Esmolas (Mt 6.2-4); Modo de Orar (Mt 6.5-8); Quem era o Próximo (Lc 10.29-37). Um ensino que maravilhava a todos (Mt 7.28-29). Uma compreensão clara dos ensinos bíblicos nos livra de ideias errôneas sobre a Palavra de Deus. Consideremos dois exemplos bíblicos: a) Discípulos no caminho de Emaús (Lc 24.13-34). b) Filipe e o Etíope no deserto de Gaza (At 8.26-38). Todo erro doutrinário decorre da má interpretação das Sagradas Escrituras, tendo como consequên­ cia o surgimento de dissensões, he­ resias e apostasias (Mt 22.29). 3. Prática. Após conhecer­ mos, compreendermos e a inter­ pretarmos os fatos, é preciso pôr em prática o que aprendemos. Jesus, ao concluir o Sermão do Monte, alertou claramente a to­ dos os Seus seguidores: Ouvir sem praticar é insensatez (Mt 7.24-27). As críticas mais delibe­ radas foram dirigidas aos escri­ bas e fariseus, homens de sólidos conhecimentos e aos intérpretes da lei, que religiosamente obser- 67
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    Lição 11 -Ensino e Discipulado que Funcionam vavam o ritual e a tradição, mas negligenciavam a prática do espí­ rito da Lei (pureza interior). II. DISCIPULADO Sem ensino, certamente não há perpetuação e garantia da origina­ lidade da mensagem do Evangelho e de toda a Escritura Sagrada. Por isso, tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento trazem recomendações divinas expressas quanto à necessidade imperiosa do ensino contínuo da Palavra de Deus. A responsabilidade desta missão recai sobre os pais (Dt 6.6- 9); os líderes (Sacerdotes, Reis e Profetas); Jesus (Is 61.1-2; Lc 4.18-19); Espírito Santo (Jo 16,13- 15); os Apóstolos (At 2.42) e sobre todos aqueles que se tornam dis­ cípulos de Cristo (2Tm 2.2). É um mandamento!1 1. Mandamento. Um manda­ mento é uma ordem escrita ou verbal dada a terceiros, por al­ guém que tem autoridade e poder para exigir o seu cumprimento, bem como punir pelo descumpri- mento ou cumprimento da ordem sem os padrões exigidos. Quando aplicamos este con­ ceito ao ministério do ensino, deveríamos considerar o risco que assumimos quando não rea­ lizamos a contento ou descum- primos o mandamento que nos foi dado. A declaração de Jesus que precede este mandamento Ensinar é causar mudanças, tanto das ideias quanto das atitudes/' é bastante enfática; "Toda a au­ toridade me foi dada no céu e na terra" (Mt 28.18-20). 2. Discipulado. No manda­ mento dado por Jesus a todos os cristãos, vemos que o esforço e objetivo primário da evangeliza­ ção não é aumentar o número de membros de uma igreja local; a missão principal é: fazer discí­ pulos! Atribui-se a John Wesley o seguinte comentário: “A igreja não muda o mundo quando gera convertidos, mas quando gera discípulos Discípulos não são conquis­ tados, são gerados (At 11.25,26). Este resultado não se obtém num passe de mágica, é preciso esforço pessoal, dedicação, preparação, adequação do conteúdo, de lingua­ gem, cultura, idiomas, estágios de conhecimento e entendimento de cada indivíduo ou mesmo povos, e respeito à individualidade, além de materiais apropriados. Novos convertidos, em termos espiri­ tuais, precisam dos mesmos cui­ dados dispensados a uma criança recém-nascida. Os rudimentos da fé cristã devem ser ministrados na dosagem certa. 6 8
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    Lição 11- Ensinoe Discipulado que Funcionam 3. Discípulo. Ninguém se tor­ nará um discípulo fiei de Jesus se, ao passar por um processo de discipulado, não compreender plenamente que a vida cristã não se resume a ser um membro de uma igreja local, mas é uma deci­ são que envolve mudança radical de vida com renúncia pessoal, as­ sumindo todos os riscos e custos da missão (Mt 16.24-25). Esta é a razão pela qual o apóstolo Paulo declarou o seu grande esforço es­ piritual pelos irmãos da Galácia (G1 4.19). 0 discípulo é muito se­ melhante ao Mestre (Mt 26.73). III. PROTEÇÃO AO REBANHO Paulo conclamou os presbí- teros em Efeso a olharem para si próprios e pelo rebanho que Deus lhes confiara. Muita coisa está en­ volvida nesse ministério e a lide­ rança precisa ter uma consciência clara sobre isto. Como líder, o en­ sinador deve ser espiritualmente sensível, devotado e habilitado na ministração do ensino bíblico (Rm 12.7). Capacitado para tomar deci­ sões certas (2Tm 4.1-2;5 e Tt 1.9) e de motivar o povo a prosseguir a caminhada cristã de forma segu­ ra e condizente com a Sã Doutrina (Tt 2.7,8).1 1. Sã Doutrina. A sã doutrina constitui o corpo doutrinário de regras de fé e prática, contidas nas Sagradas Escrituras, que devem guiar todas as nossas ações na vida presente, de forma a alcançarmos o padrão de santificação requeri­ do por Deus e inspirar outros na mesma direção (At 2.42-43). Paulo, em sua carta pastoral a Tito, exorta-o a falar de acordo com a sã doutrina, em especial, no que diz respeito ao ensino. Desta­ ca o que é esperado de todos os membros da igreja: servos, jovens, filhos, mulheres recém-casadas, mulheres e homens idosos, assim como dele próprio (Tt 2.1-10). 2. Falsas Doutrinas. São mui­ tos os riscos que podem afetar a vida espiritual dos membros do corpo de Cristo. Estes riscos que estavam presentes na Igreja Pri­ mitiva, mantiveram-se presen­ tes em toda a história da Igreja e, com maior sutileza, nos tempos modernos, nos quais aparente­ mente o pecado não faz mais um contraste tão marcante com o padrão de santidade requerido à Igreja. Parece que vivemos tem­ pos similares aos de Jeremias (Jr 6.13-14). Sabemos que há uma ação maligna orquestrada, e com alvos bem definidos, para a destruição da confiança em Deus e da fé cris­ tã. Sobre algumas dessas ações, Moisés, os Profetas, Jesus e os apóstolos, deixaram-nos adver­ tências contundentes: Sonhador de sonhos (Dt 13.1-4); Impostores (ís 8.19-20); Falsos Profetas e Fal­ sos Cristos (Mt 2 4 .4 -5 ;ll); Lobos 69
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    vorazes (Mt 7.15;At 20.28-30); Falsos Mestres (2Pe 2.1). 3. Correção de desvios. Essa é uma área que exige determinação e cuidado especial de qualquer lí­ der da Igreja de Cristo. O Apóstolo Paulo adotava a regra de "tolerân­ cia zero" em relação a todo des­ vio de conduta na vida espiritual. Exortava a liderança a agir com amor (2Tm 2.23-26), mas também com rigor, quando o fato assim o exigisse (ICo 5,1-5;11-12). Jesus nunca fez concessões a qualquer erro doutrinário, mesmo quando Lição 11 - Ensino e Discipuiado que Funcionam envolvia importantes lideranças religiosas (Mt 23.1-36) e, em es­ pecial, o lugar de adoração (Mt 21.12-13). Todo cuidado é pouco (2Tm 3.1-5). r--------- : s APL1CAÇAO PESSOAL 0 ensino da Palavra de Deus, requer de cada cristão domínio e competência no manuseio da es­ pada do Espírito, para combater os erros doutrinários que amea­ çam a fé cristã. RESPONDA 1) Indique duas razões sobre a importância do ministério de ensino para a Igreja de Cristo. 2) O que é Sâ Doutrina? 3) Como podemos corrigir erros doutrinários ou desvios de conduta na vida espiritual? J 70
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    LIÇÃO 12 O ALUNO.O PROFESSOR EA AULA SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Nesta lição, consideraremos al­ guns conselhos práticos que irão ajudar o professor a desenvolver melhor suas aulas. Os conselhos ora citados visam a facilitar a ministra- ção da aula, e nada mais são do que instrumentos práticos que ajudarão na operacionalização dos métodos, que por sua vez são procedimentos didáticos que se prestam para aju­ dar no trabalho do professor. Nas próximas páginas, iremos discorrer como se aplicam princí­ pios que visem a tornar as aulas mais interessantes, dinâmicas e eficazes do ponto de vista da apren­ dizagem e da interação entre o mes­ tre e seus alunos (processo ensino- -aprendizagem). Aqui, o professor, tanto o ini­ ciante quanto o veterano, encon­ trará material apropriado que vai capacitá-lo a desempenhar seu pa­ pel no Reino de Deus de forma mais eficiente e didática. OBJETIVOS •Entender a necessidade de sepreparar com antecedência para uma aula. • Aplicar princípios didáticosque gerem uma aula mais produtiva. •Distinguir o significado entre atenção e interesse do aluno. PARACOMEÇAR A AULA Comece sua aula perguntando aos seus alunos se eles conseguem perceber a diferença entre uma boa e uma má aula. Em seguida, pergun­ te qual é o fator (ou ator) que deter­ mina o nível qualitativo de uma aula. Assuma a discussão que foi ge­ rada e pergunte aos seus alunos se eles se lembram dos nomes de professores que foram referência para a vida deles, se eles se lem­ bram de "como" esses professores davam suas aulas e, principalmen- te, o porquê esses mesmos profes­ sores marcaram suas vidas. RESPOSTAS DA PÁGINA 76 1) Cristo. 2) Reserva de conhecimento. 3) A atenção. PALAVRAS-CHAVE Conselho • Prática • Influência I
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    Lição 12 -0 Aluno, o Professore a Aula LEITURA COMPLEMENTAR Ensinar é causar mudança, tanto das atitudes quanto das ações. Este é o alvo do ensino bíblico. Por meio do ensino dos mandamentos de Jesus, as atitudes e as ideias são mudadas. Como consequência, o decur­ so da vida é mudado. O crescimento e a maturidade devem seguir-se, então. Os discípulos no Novo Testamento eram aprendizes e seguidores. Aprendiam a mensagem do Mestre, e seguiam Seu exemplo, também. Este toi o objetivo que Jesus colocou diante dos Seus discípulos quando os comissionou a ensinar O ensino bíblico é muito mais do que trans­ mitir fatos e interpretar as Escrituras. As coisas aprendidas devem ser aplicadas à vida todos os dias. Jesus expressou assim esta verdade: "Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis os meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8.31- 32). Desta maneira a verdade, que é conhecida e praticada, traz a liberda­ de (Mt 28.19.20). A mera observância externa de regras aprendidas (ou fazer o que a Lei manda), porém, não basta. As críticas mais deliberadas de Jesus eram dirigidas contra os fariseus que religiosamente observavam o ritual e a tradição, mas que negligenciavam a pureza interior. Ele condenava a ausência da vida espiritual no interior. Ensinava que as pessoas deviam observar aquilo que é certo a fim de agradar a Deus, não a fim de impres­ sionar os outros. Preocupa-Se primeiramente com nosso ser (aquilo que somos) e depois com o nosso fazer (nosso comportamento que é o resul­ tado da mudança interior e espiritual). Certa ocasião, quando Jesus acabara de ensinar, concluiu Sua aula com uma observação acerca da importância de praticar aquilo que foi ouvido. Ele disse que aqueles que ouvem a Palavra e não a aplicam, estão cons­ truindo na areia. Aqueles que ouvem a Palavra, e cujas ações são transfor­ madas como resultado, são comparados com um homem que edifica a sua casa na rocha. Somente aqueles que ouvem, e cujas ações refletem esta mudança interior, podem, segundo disse Jesus, sobreviver (Mt 7.24-27). Livro: “Homilética: Ministrando a Palavra de Deus” (ICI, São Paulo, 2007, pág. 169,170). V. LI
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    Estudada em ___/___ / r ^ LIÇÃO 12 O ALUNO, O PROFESSOR E A AULA TEXTO ÁUREO 'Torque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”Fp 2.13 r DEVOCIONAL DIÁRIO Segunda - SI 119.12 Deus ensina Seus decretos Terça - SI 34.11 Deus ensina sobre temor Quarta - Ex 4.12 Deus ensina intimamente Quinta - Dt 4.10 Deus nos manda ensinar nossos filhos Sexta - Dt 4.36 Deus ensina com poder Sábado - Jz 13.8 Deus usa Seus servos para ensinar LEITURA BÍBLICA if H I B r ■ m Filipenses 2.12-15 12 Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na mi­ nha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desen­ volvei a vossa salvação com temor e tremor; 13 porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. 14 Fazei tudo sem murmurações nem contendas, 15 para que vos torneis irrepreen­ síveis e sinceros, filhos de Deus in­ culpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual res­ plandeceis como luzeiros no mundo, Hinos da Harpa: 56 -111 - 242 v___ _____________ J 71
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    liçã o 12- 0 Aluno, o Professore a Aula r ~ 0 ALUNO, O PROFESSOR E A AULA INTRODUÇÃO I, OALUNO ATENTO 1. Sua atençao Lc 5.1-3 2. Seu interesse }o 4.7 -is 3. Seu ponto de vista Lc 10.36,3 7 II, PROFESSOR MOTIVADO 1. Seu entusiasmo Lc 24.32 2. Sua vigilância ml 6.24-28 3. Seu amor iCo 13.1-2 III, O DOMÍNIO DOASSUNTO 1. Prepare a si mesmo Hm 12.7 2. Prepare a aula em oração Ef6.18 3. Seja claro e relevante Mc10.25-28 APLICAÇÃOPESSOAL INTRODUÇÃO Nâo importa quanto conheci­ mento o professor possua, falhará se não possuir também domínio da arte de ensinar. Nesta lição, vamos estudar alguns conselhos práticos que visam a despertar a atenção e estimular o interesse, tanto do aluno, quanto do professor Nos três pontos a seguir, iremos propor alguns princípios e regras que vão ajudar bastante a tornar sua aula mais interessante e motivadora. I. O ALUNO ATENTO 1. Sua atenção (Lc 5.1-3). A atenção é o direcionamento da ati­ vidade mental para um fato, uma emoção, ou um objetivo determi­ nado. Um aluno atento é aquele que focaliza sua atenção de forma integral ao que o professor diz ou faz. Diz-se que "um aluno pode olhar sem ver e escutar sem ou­ vir". Ou seja: ele pode estar numa atitude de aparente atenção, en­ quanto sua mente pode estar a mil quilômetros de distância. Há dois tipos de atenção: a vo­ luntária e a espontânea. Avolun* tária é quando o aluno se obriga a prestar atenção à matéria; já na atenção espontânea, o mesmo se mantém atento espontaneamen­ te, sem esforço consciente de sua parte. Diante disso, chegamos à conclusão que a atenção espontâ­ nea é a melhor, por ser inspirada pelo interesse verdadeiro. 72
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    Se o professornão consegue que sua lição seja interessante, o aluno irá se dispersar A razão é simpies: a mente não se concentra por mui­ to tempo em algo monótono. Dizer que a classe não está prestando atenção é o mesmo que dizer que ela não está aprendendo nada e que você está falando em vão. Para que isso não aconteça, percorra sua lição com graça, domínio e autori­ dade, mostrando seus diferentes as­ pectos a fim de despertar a atenção dos seus alunos. 2. Seu interesse (Jo 4.7-15). Certo pedagogo disse uma vez que o interesse não é um meio, mas o objetivo da educação. 0 aluno tal­ vez se esqueça de fatos que lhe fo­ ram ensinados, mas se o professor lhe ensinou de modo tal que fez o aluno entender que a Bíblia é o livro mais maravilhoso do mundo, e que a vida cristã é a vida mais elevada para o ser humano, então atingiu seu o propósito. 0 atuno está cheio de ideias, desejos e impulsos, que se podem classificar como interesses, e estes podern estar voltados para Deus ou para o mundo. A tarefa do pro­ fessor é provocar um forte interes­ se peias coisas de Deus.As aulas devem "ter vida", caso contrário, se houver uma falação inanimada do Evangelho, o aluno terá a im­ pressão que ser cristão é algo cha­ to e desmotivante. Por isso, o pro­ fessor tem de fazer mais do que ganhar a atenção dos alunos, tem Lição 12 - O Aluno, o Professor e a Aula As verdades bíblicas podem ser faladas com plena autoridade porque são a Palavra de Deus." de interessá-los no que é certo e verdadeiro, ou seja, nos valores cio Reino de Deus. Para exemplificar, podemos observar o caso da mulher sama- ritana, em João 4.5-30. Vemos ali a turma de alunos do Mestre e uma mulher que apareceu para retirar água. Naquele dia fazia calor, ela estava sedenta. Jesus ofereceu a ela a água que mataria a sua sede para a vida inteira, ou seja, Ele atendeu seu interesse pessoal e matou sua sede espiritual. 3. Seu ponto de vista (Lc 10.36, 37). 0 ensino que interes­ sa é o que apeia às próprias ideias do aluno, é quando se dá a ele a oportunidade de expressar o que pensa a respeito daquele assunto, Os propósitos são simples: a) Sua realidade. Faça-os com­ preender a verdade. Apresente a lição aos alunos em termos que reflitam as experiências deíes mesmos. 0 professor deve "se pôr no lugar de seus alunos" le­ vando em consideração o modo de verem e sentirem as coisas. 73
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    Tenha em mentea seguinte per­ gunta: "Que conhecimento tem o aluno acerca do que explicarei hoje que o ajude a compreender seu significado?" b) Sua necessidade. Faça os seus alunos aceitarem a verdade, aplicando-a às necessidades deles. Preste atenção na seguinte refle­ xão: "A mente e o coração do aluno são o campo em que o semeador rega a semente plantada". 0 agri­ cultor que não conhece a quali­ dade da terra de sua propriedade terá uma colheita escassa. II. PROFESSOR MOTIVADO 1. Seu entusiasmo (Lc 24.32). 0 professor deve manter o contro­ le da classe. Se o professor for apá­ tico, eles ficam apáticos; se for re­ servado, eles ficam reservados. 0 professor deve dar uma aula com fervor, com sentimento, esponta­ neidade, animação e convicção. Não uma eloquência de palavras suaves e bajuladoras, mas sim uma eloquência efusiva, sincera e vinda do coração. As aulas devem ser tiradas do íntimo do seu ser, devem ser ossos dos seus ossos, carne da sua carne, o produto do seu tra­ balho mental, a potência nascida de sua própria energia criativa. São aulas que vivem, se movem, voam pela sala, convencendo, deleitando, impressionando e louvando a Deus! Lição 12 - 0 Aluno, o Professore a Aula Algumas pessoas têm que dizer alguma coisa; outras têm alguma coisa para dizer." 2. Sua vigilância (Mt 6 .24- 2 8 ). Certa vez, um grande pro­ fessor estava ensinando sobre a lei de Moisés. De uma hora para outra ele mudou o teor da aula. Passou a fazer uma narração comovedora e emotiva acerca da dificuldade do povo de Is­ rael em cruzar o deserto. Ele falou da areia escaldante, do suor do rosto das crianças, da dificuldade dos idosos, da falta de recursos, enfim, ele levou a classe às lágrimas! Por que ele fez isso? Ora, sendo um mestre experiente, ele observou que estava perdendo a atenção de seus alunos. Se você perceber que está perdendo a atenção da sua clas­ se, se perceber olhos contem­ plativos e semblantes aborre­ cidos, faça algo depressa para recuperar a atenção dos alunos. Mude o teor da mensagem, con­ te uma estória, faça uma ilus­ tração, lance uma pergunta que provoque seu pensamento, seja comovente, mude a metodologia da aula; enfim, se esforce para não perder o "brilho do olhar" de seus alunos! 74
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    Lição 12 -0 Aluno, o Professore o Aula 3. Seu amor (ICo 13.1-2). De todas as verdades, a mais sólida é a de amar ao próximo. Logo, o pro­ fessor deve levar e estimular esse amor para dentro da sala de aula. De todas as forças e influências que ligam o professor ao aluno, a maior de todas, a mais motivadora do ensino é o amor. Os alunos reconhecem e rea­ gem bem diante do interesse amo­ roso do professor. Os alunos são rápidos para descobrir se uma palavra vem da mente ou do cora­ ção. Sem o amor que liga coração a coração, o ensino é como o metal que soa, ou como o sino que tine. 0 professor deve orar pelos seus alunos, pedir a Deus sabedoria e inteligência para eles; e, sobretu­ do, o professor deve saber o nome de seus alunos, pois quando o pro­ fessor chama seu aluno pelo nome, ele concretiza, de forma atenciosa, esse vínculo de amor III.O DOMÍNIO DO ASSUNTO1 1. Prepare a si mesmo (Rm 12.7). 0 professor é mais importan­ te que a própria aula, assim como o trabalhador é mais importante que seu trabalho. Um grande pedagogo disse: "Deixe-me escolher o profes­ sor, e não importa quem escolha a matéria". 0 professor deve pensar assim: "Sou um exemplo da verda­ de que tento inculcar em meus alu­ nos? Procuro ensinar-lhes a orar? Eu oro?" A vida do professor é que dá força a seu ensino. 0 que ele é influi com mais força sobre a classe do que o que ele diz. 0 que o arco é para a flecha, o professor é para seus alunos! Se o professor estiver bem preparado, então "o eixo estará bem lubrificado e o rolamento de esferas girará bem". Estude mais material do que você acha que vai precisar. Isso se chama reserva de conhecimento, pois só quem co­ nhece a fundo a matéria pode ins­ pirar confiança. Por exemplo, se a lição trata de um acontecimento na vida de Josias, estude todos os capítulos nos livros de Reis e de Crônicas que falam de seu reinado. 2. Prepare a aula em oração (Ef 6.18). O ensino bíblico não é apenas de ordem intelectual, mas também de ordem espiritual, pois nela se edifica o caráter cristão. A influência do professor em suas aulas deve ser sempre dirigi­ da para Cristo! É necessário que você ore em favor de seus alunos, apresentando sua aula ao Espírito Santo, solicitando ao mesmo que tome a direção daquele momento. Sendo o professor um guerrei­ ro do Senhor, a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, foi posta nas suas mãos e o Senhor lhe pede que desfira golpes (suas aulas) contra o inimigo do Reino de Deus. Cada vez que você se reú­ ne com sua classe, trava-se uma batalha espiritual, pois a Verdade, que liberta, está sendo ensinada. 75
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    3. Seja claroe relevante (Mt 10.25-28). Os cinco sentidos sâo maneiras diferentes de transmi-* tir informações para o aluno, E por meio deles que o professor apresenta a matéria de mais de uma maneira, visando a facilitar a compreensão e assimilação da mesma, jesus ensinava utilizando ilustrações que as pessoas podiam 'Ver'1: um casamento, um semea­ dor, uma criancinha etc. Planeje sua aula de forma a utilizar recur­ sos tais como: gráficos, mapas, es­ tatísticas, pôsteres etc. Imagine a eficácia de uma aula quando o alu­ no pode ver, ouvir e tocar objetos reais que ensinam sobre a verdade ministrada, A linguagem de Jesus era clara e simples! A linguagem é Lição 12 - 0 Aluno, o Pmfessore a Aula a ponte entre seu conhecimento e a necessidade do aluno. Sendo as­ sim, utilize uma linguagem fácil de ser aprendida, use palavras sim­ ples! Reduza ideias difíceis a uma explicação simples. Comece com o que é conhecido e familiar, e de­ pois, vá avançando para assuntos mais complexos. C : a APL1CAÇAO PESSOAL O mais importante para uma boa aula é estar bem preparado^ para conduzir os alunos com amor à verdade do Evangelho. Isto é pos­ sível conhecendo bem a matéria e utilizando bons métodos de ensino. V_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _J r -------------- ^ RESPONDA 1) Durante a sua aula, a influência do professor deve ser sem pre dirigida a quem ? 2) Como se chama o estudar muito mais material do que acha quev ai precisar para ministrar a aula? 3) O que é o direcionamento da atividade menta! para um fato, emoção, ou objetivo determinado? v _ 76
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    LIÇÃO 13 '•s OPREGADOR PENTECOSTAL SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página. ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA Professor, quantos ensinamen­ tos você aprendeu e repassou aos seus alunos neste Trimestre. Ago­ ra chegou a hora de avaliar o ensi­ no e o aprendizado. Faça você mesmo uma avalia­ ção de sua dedicação ao estudo, exposição das aulas e sua postura de professor em sala de aula. Seja sincero com você mesmo. Se qui­ ser, pode consultar alguns alunos sobre a exposição das aulas. Quanto ao aprendizado, aproveite esta última lição para contarcom aaju­ da de seus alunos, pedindo que partici­ pem ativamente da exposição da aula. Nesta última lição, discorrere­ mos sobre o Pregador Pentecostal, essa figura à qual estamos tão bem acostumados. Pense em seus alu­ nos, não como futuros pregadores, mas como pregadores iniciantes. Portanto, procure ensiná-los da melhor maneira possível. Que grande vitória é chegar ao final de mais um assunto ministrado. PALAVRAS-CHAVE Pentecostal • Espírito Santo * Fruto OBJETIVOS •Reconhecer que o pregador pen­ tecostal não dispensa a homilética. •Compreender que a mensa­ gem pentecostal requer experiên­ cia com a pessoa do Espírito Santo. •Entender que conhecimento e poder de Deus andam juntos. PARACOMEÇAR AAULA Tente fazer uma aula diferente, com a participação mais ativa de seus alunos. Faça três grupos de até quatro pessoas e distribua en­ tre eles cartolinas. Dê a cada gru­ po um tópico do esboço, peça que discutam com base nas aulas an­ teriores e que escrevam os pontos que acharem mais importantes. Perceba em cada grupo o alu­ no que mais se destaca. Ministre a aula e, como incentivo, você tam­ bém pode aproveitar para presen­ tear esses alunos que mais se des­ tacaram no Trimestre. RESPOSTAS DA PÁGiNA 82 1) Salvação de vidas. 2) A sair do templo ao encontro dos que necessitam. 3) Daniel Berg e Gunnar Vingren. I
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    Lição 13 -0 PregadorPentecostnl LEITURA COMPLEMENTAR Você precisa ter tanto poder espiritual quando entendimento espiri­ tual para ser um ministro eficaz. A vida espiritual que você recebeu quan­ do foi salvo deve ser cuidadosa como uma planta nova e tenra. A leitura bíblica diária e a oração são necessárias para alimentar e amadurecer aquela nova vida. Quando você assume o lugar no ministério, o seu ser­ viço é primariamente a ministraçâo das coisas espirituais à necessidade espiritual. Paulo nos diz que Deus deu o Espírito a fim de que saibamos tudo quanto Ele tem provido à Igreja (ICo 2.9-12). Quando as coisas específicas que Deus tem provido são compreendi­ das, podem ser ministradas no poder do Espírito. Os discípulos sabiam os fatos físicos do nascimento, da vida, da morte e da ressurreição de Je­ sus; mesmo assim, Ele lhes ordenou a esperarem em Jerusalém até se­ rem cheios do Espírito antes de começarem a testemunhar aos outros. Ele prometeu poder para aqueles que esperassem a vinda do Espírito (At 1.4-8). Ousamos fazer menos que eles para preparar-nos para ministrar aos outros? Você talvez descubra que outras qualificações são necessárias para o ministério. Algumas podem ser bíblicas, outras tradicionais, ou culturais, e outras cívicas. Todas as exigências bíblicas devem ser satisfeitas. As leis civis devem ser obedecidas a não ser que especificamente se oponham a algum princípio ou mandamento das Escrituras. Até que ponto você deve se submeter às exigências da tradição e da cultura é questão que você deve resolver na sua própria mente. A oração, o estudo da Bíblia, e a orientação do Espírito Santo ajudarão você a formar suas crenças pes­ soais no tocante a estas coisas. Tudo isto crescerá e se desenvolverá à me­ dida que você continua no ministério que Deus tem preparado para você. Livro: “Hom ilética: M inistrando a Palavra de D eus” (ICf, São Paulo, 2007, pág. 31). _______________________________________________________ J II
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    Estudada em ___/___ / LIÇÃO 13 r DEVOCIONAL DIÁRIO O PREGADOR Segunda - At 16.31 Pregando a salvação Terça - Hc 3.2 Pregando o avivamento Quarta - Mc 1-8 Pregando o batismo com Espírito Santo Quinta - At 8.6 Pregando com manifestação de sinais Sexta - At 2.38 t e x t o á u r e o "Respondeu-lhesPedro:Arrependei- vos;e cada um de vósseja batizado em nome deJesus Cristopara remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”At238 mv i " ■írt' »'Sí f VERDADE PRATICA A Pregação Pentecostal é simples e poderosa. *«■'/ ■■w Pregando o arrependimento Sábado - lTs 4.16 Pregando a volta de Cristo LEITURA BÍBLICA Atos 2.38-42 38 Respondeu-lhes Pedro: Arrepen­ dei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de (esus Cristo para remis­ são dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. 40 Commuitas outras palavras deu tes­ temunho e exortava-os, dizendo: Salvai- -vos desta geração perversa. 41 Então, os que lhe aceitaram a pa­ lavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. 42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Hinos da Harpa: 24 -100 -155 v__________ _ _ ___________ j 77
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    Lição 1 3-0 Pregador Pentecostal INTRODUÇÃO O PREGADOR PENTECOSTAL INTRODUÇÃO I. O PREGADOR PENTECOSTAL 1. Seu perfil Ef5.18-21 2 .0 exemplo de Pedro At 2.38-41 3. O Culto Pentecostal At4.33 II. A MENSAGEM PENTECOSTAL 1. Mensagem com sinais At8.5-8 2. Mensagem evangelística At2.38 3. Mensagem missionária At8A III. O MOVIMENTO PENTECOSTAL 1. O nascimento da Igreja At2.44 2. Rua Azusa At2.39 3. Daniel Berg e Gunnar Vingren At 1.8 APLICAÇÃO PESSOAL Uma lição específica sobre este tema não significa que a pregação pentecostal seja mais importante, ou um estilo à parte e superior, que segue sua própria agenda. A pregação pentecostal segue todos os parâmetros da Homilé- tica, conforme estudamos ao lon­ go desta revista. Todavia, realça a confiança de que o Espírito Santo agirá e se manifestará com resul­ tados visíveis e práticos durante a pregação. A pregação pentecostal pode ser identificada por enfatizar o ministério e trabalho do Espíri­ to Santo no meio da igreja, não apenas na vida particular de cada pessoa. L O PREGADOR PENTECOSTAL Os discípulos estavam sendo perseguidos e taxados como im­ postores, por falar da ressurreição de Jesus, porém no dia de Pente­ costes, o Espírito Santo veio so­ bre eles, os encheu e mudou suas histórias, de modo que aí nasceu a mensagem pentecostal (At 2) Após isso, vidas foram muda­ das, nações foram impactadas, ho­ mens simples sacudiram gerações pelo poder do Espírito. 0 pregador pentecostal tem uma mensagem viva, uma palavra de autoridade e uma existência de milagres. 78
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    Lição 13 -0 Pregador Pentecostal 1. Seu perfil. 0 pregador Pentecostal é alguém com um chamado especial, pois sua pre­ gação não consiste só em pa­ lavras, mas em demonstrações do poder de Deus em forma de dons, sinais, maravilhas e mila­ gres (ICo 2.4). Os resultados vi­ síveis da ministração costumam acontecer na hora da mensagem, como a salvação de vidas, que é o maior milagre que pode ocorrer, seguido de outros movimentos espirituais, como por exemplo, batismos com Espírito Santo e avivamento (At 10. 44-45). Seu modo de pregação é dife­ renciado. Como acredita que as evidências dos dons espirituais são para hoje, suas ministrações são marcadas por uma autoridade incomum, sempre enfatizando a necessidade de um mover de Deus durante e após suas mensagens. O pregador pentecostal deve ter uma vida de oração constante e de meditação na Palavra, sendo primordial ser cheio do Espírito Santo e depender completamente da unção divina para transmitir mensagens poderosas (Ef 5.18- 21). Ele deve passar por uma pro­ funda experiência com Deus, que gere mudança em seu ser, pois suas palavras irão demonstrar o que já experimentou: o poder do Espírito Santo em sua vida! Não tem como ser um pregador pen­ tecostal, sem antes ter uma expe­ riência com a pessoa do Espírito Santo. Quando você ministra, nem o talento, nem o treinamento, podem substituir o poder espiritual na sua vida." 2. O exemplo de Pedro. Pe­ dro foi um dos discípulos que mais deu trabalho para Jesus. Pescador, com um temperamento explosivo, um homem sanguíneo por natureza, agia por impulsos (Lc 5.4-8). Foi repreendido por Jesus (Mt 16.22-23). Afundou por falta de fé (Mt 14,30-31). Cortou a orelha de um homem (Jo 18.10- 11). Negou Jesus por três vezes (Lc 22.54-62). Quando soube que Jesus havia morrido, se trancou com medo dos judeus o prende­ rem também (Jo 20,19). E depois, voitou a pescar, coisa de que Jesus já o havia tirado há mais de três anos (Jo 21.1-3). Ainda assim, quando o Espí­ rito Santo veio sobre Pedro, este mudou completamente; e toma­ do de uma autoridade sem igual, ministrou um sermão em meio a uma grande multidão de varias nações. E nesse dia, sem microfo­ ne ou qualquer outro apoio, mi­ nistrou uma palavra simples e ob­ jetiva, e mais de três mil pessoas entregaram suas vidas a Jesus (At 2,38-41). Sejam quais forem os problemas que Pedro tenha en­ frentado como discípulo, depois 79
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    do Pentecostes, tornou-seo pri­ meiro pregador pentecostal, e nos doze primeiros capítulos do livro de Atos, ele é, indiscutivelmente, o personagem principal da Igreja. A bela história ocorrida na casa de Cornélio, ilustra muito bem a pregação Pentecostal, assim descrita:" Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito San­ to sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da cir­ cuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo; pois os ou­ viam falando em línguas e engran­ decendo a Deus (At 10.44-46). 3. O Culto Pentecostal. Um culto pentecostal genuíno é uma reunião diferente, cheia do Espí­ rito Santo (At 4.33). Desde o lou­ vor inicial até a oração final, por mais que a programação esteja muito bem dividida e organizada, a liturgia bem elaborada, porém tudo fica debaixo da direção final do Espírito de Deus. As pregações pentecostaís são o que comumente chamamos de ministrações avivadas, são mar­ cadas pelo mover do Espírito San­ to, comoção, lágrimas, aplausos, louvores em voz alta, palavras de exaltação a Deus, são muito co­ muns em um culto pentecostal. O pregador pentecostal não deve confundir autoridade com grito, aumentar o tom de voz no meio de uma mensagem, algo co- Lição 13 - 0 Pregador Pentecostnl Som ente à m edida que você nutrir sua própria vida espiritual é que você terá a capacidade de fortalecer as pessoas ao m inistrar a elas". mum no meio pentecostal. Isto pode servir para enfatizar uma ideia, e não deve ser confundida como um modo para que o auditó­ rio sinta a presença de Deus, que é sentida pelo toque do Espírito Santo e pela unção que há na vida do pregador (ljo 2.27). Não se deve acreditar que o movimento gere o avivamento, mas sim que o avivamento gere o movimento. II. A MENSAGEM PENTECOSTAL A pregação pentecostal geral­ mente, não obrigatoriamente, esta associada a um tom de voz com volume mais elevado, fala mais rá­ pida de quem ministra e, por par­ te dos ouvintes, um envolvimento com resposta simultânea e acom­ panhamento com expressões au­ díveis de louvores. Tudo isto faz parte, mas este não é o coração da mensagem pentecostal. Esta men­ sagem não está voltada ao homem ou à forma que ele entrega o ser­ mão, mas na dependência e ênfase na ação do Espírito Santo enquan­ to se ministra. 80
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    Lição 13 -0 Pregador Pentecostal 1. Mensagem com sinais. O pregador pentecostal deve pregar aos ouvidos e aos olhos de seus ou­ vintes, ele precisa de sinais. Deus fez grandes coisas por meio de Filipe em Samaria. Filipe pregou aos ouvi­ dos e também aos olhos. 0 povo nao apenas ouviu, mas também viu as maravilhas que Deus realizara por intermédio dele [At 8,5-8]. Esses sinais chamavam a atenção do povo para a sua mensagem. 2. Uma mensagem evangelís- tica. 0 alvo da pregação pentecostal é diferente de qualquer outro dis­ curso público, pois essa mensagem tem objetivos mais profundos, e um deles é a evangelização. Pedro, após ter esclarecido as verdades bíblicas em sua pregação, no dia de Pente­ costes, concluiu seu sermão, fazen­ do o convite evangelístico, quando disse: Arrependei-vos (At 2.38). Naquele dia quase três mil homens foram alcançados através de sua mensagem evangelística. 3. Uma mensagem missioná­ ria. A Igreja do capítulo 1- de Atos, era uma congregação de portas fechadas; lá só havia oração, comu­ nhão, estudo da Palavra e adoração. No entanto, quando o Espírito San­ to desceu no dia de Pentecostes, as portas foram abertas e ela saiu para evangelizar o mundo. Mensa­ gem missionária é aquela que nos exorta a sair do templo e ir ao en­ contro daqueles que estão neces­ sitando de salvação. A mensagem missionária é aquela que inflama o nosso coração com o desejo de tes­ temunhar das maravilhas de Deus. III. O MOVIMENTO PENTECOSTAL A mensagem ministrada no dia de Pentecostes foi uma semente lançada em solo fértil e regada pelas fontes do Espírito Santo, cujos frutos permanecem até aos dias de hoje. 1. O Nascimento da Igreja. Não há duvidas de que o maior fru­ to Do dia de Pentecostes, no cená­ culo foi o nascimento da Igreja Pri­ mitiva. Após a descida do Espírito Santo em Jerusalém, a Igreja for­ mava uma espécie de comunida­ de estritamente unida, os cristãos repartiam seus bens (At 2.44-45). Muitos vendiam suas proprieda­ des e davam à Igreja o produto de sua venda, a qual distribuía esses recursos entre os irmãos (At 4.34- 35). Partiam o pão de casa em casa e tinham tudo em comum (At 2.47). 2. Rua Azusa. Em 1906, em Los Angeles, na Rua Azusa, 312, acon­ teceu um dos maiores movimentos pentecostais já vistos. Um pastor chamado William Joseph Seymour ministrava em um pequeno prédio alugado e em mau estado de con­ servação, uma mensagem sobre um poderoso avivamento (At 2.39). Este avivamento continuou es­ sencialmente vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, com 81
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    Lição 13 -0 Pregador Pentecostal a participação de pessoas do mun­ do todo, que vinham para receber seu "Pentecostes", muitos sendo tocados espiritualmente antes de chegarem ao prédio. 3, Daniel Berg e Gunnar Vingren. Daniel Berg e Gunnar Vingren foram impactados com o Avivamento que varreu a América e, por direção divina, em 1910 vie­ ram à cidade de Belém, no estado do Pará, onde começou o maior movimento Pentecostal no Brasil, em 1911, com a fundação da As­ sembleia de Deus. Eles pregavam uma mensagem simples, podero­ sa e completa: Jesus é bom, Jesus salva, Jesus cura, Jesus batiza com Espírito Santo e Jesus voltará. Esta tornou-se a marca princi­ pal da mensagem daqueles pionei- ros. Essa chama que foi acesa em 1911 continua inflamando cora­ ções e impactando vidas em todo o Brasil, e por muitos outros países (At 1.8). Esse fogo pentecostal que foi aceso em Belém, no estado do Pará, jamais se apagará, pois foi o próprio Deus quem o acendeu. "O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará" (Lv 6.13). r : ^ APLICAÇAO PESSOAL Você é fruto da Mensagem Pentecostal que continua à dis­ posição daqueles que buscam a Deus. Só depende de sua atitude de buscar a presença do Espírito Santo e fazer parte do Avivamen­ to Missionário. ^_________________________ J r------------------------------------------- -— ------------- 'n RESPONDA 1) Qual o m aior milagre que pode acontecer decorrente da m inistração da m ensagem pelo pregador pentecostal? 2) A que ação nos leva a m ensagem m issionária? 3) Quem são os pioneiros do m aior M ovim ento Pentecostal no Brasil, iniciado em Belém do Pará em 1911? i _ _ __________________________________________________________________) 82
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    AS DE 95 TESES LUTERO Debateparaoesclarecimentodovalordasindulgências peloDr.MartinLuther, 1517 Poram or à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre M ortinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia eprofessorcatedrático desta últim a, naquela localidade. Poresta razão, elesolicita que osque não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso SenhorJesus Cristo. Amém 1 Ao dizer: "Fazei penitência" etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência. 2 Esta penitência não pode ser entendida como peni­ tência sacramental (isto é, da confissão e satisfaçaojcele- brada pelo ministério dos sacerdotes). 3 No entanto, eia não se refere ape nsa uma peni­ tência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortifica­ ção da carne. 4 Porconseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência inte­ rior), ou seja, até a entrada do reino dos céus. 5 0 papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones. 6 0 papa não pode remitir culpa alguma senão decla­ rando e confirmando que ela foi percfoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estesforem desprezados, a culpa permanecerá por inteira. 7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdo­ te, seu vigário, 8 Os cânones penitendaissão impostos apenas aosvivos; segundo osmesmos cânones, nada deveserimposto aosmo­ ribundos. 9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempreexclui a c iK cunstância da morte e da necessidade. 1 0 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório. 11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeadaenquanto os bispos certamente dorrrftBWí-' 1 2 Antigamente se impunham as j^nas-caqgnicas não depois, masantes da absolvição, como verificação da verda­ deira contrição. 1 3 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas. 1 4 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessa­ riamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor foro amor. 15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não lalar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero. 1 6 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança. 1 7 Parece desnecessário, para as almas no-purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor. 1 8 Parece não ter sido provado, nem por meio de argu­ mentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor. 1 9 Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenha­ mos plena certeza. 2 0 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs. 21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa. 2 2 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deve- riam M çago nesta vida. 2 3 Se eque se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos. 24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessa­ riamente ludibriada por essa magnífica e indistinta pro­ messa de absolvição da pena. 25 0 mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular. 26 0 papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pefo.poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão. 27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão v m
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    logo tilintar amoeda lançada na caixa, a alma sairá voan­ do [do purgatório para o céu], 2 8 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem au­ mentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus. 2 9 Equem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. PascoaL 3 0 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contri­ ção, muito menos de haver conseguido plena remissão. 31 lao raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja,é raríssima 3 2 Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que sejulgam seguros de sua salva­ ção através de carta de indulgência, 3 3 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus. 3 4 Pois aquelas graças das indulgências se referem so­ mente às penas de satisfação sacramentai, determinadas por seres humanos, 3 5 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueies que querem resgatar ou adquirir breves confessionais. 3 6 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência. 3 7 Quaíquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência. 3 8 Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino. 3 9 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição. 4 0 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto. 4 1 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indul­ gências apostólicas, para que o povo não as julgue erro­ neamente como preferíveis às demais boas obras do amgc 4 2 Deve-se ensinar aos cristãos que não é^ensamenro do papa que a compra de indulgências possa,''tíe afguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia. 4 3 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências. 4 4 Ocorre que a t r a í d a obra^tle amor "cresce o amor ea pessoa se tornaffiS lhor,ao passo que com as indulgências ela não se torna oaglhor.Tws apenas mais livre da pena, 4 5 Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um caren­ te e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus. 4 6 Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessá­ rio para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinhei­ ro com indulgência. 4 7 Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indul­ gências é íivre e não constitui obrigação. 4 8 Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indul­ gências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar. 4 9 Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas, > 5 0 Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria re­ duzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas. 5 1 Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria dis­ posto^ como e seu dever - a dar do seu dinheiro aqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para istQ fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro, 5 2 Vã é a confiança na salvação por meio cie cartas de Indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas, 5 3 São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas. 5 4 Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mes­ mo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgên­ cias do que a ela. 5 5 A atitude do papa é necessariamente esta: se as in­ dulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias, 5 6 Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo. 5?~í>widenteque eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam. 5 8 Elestampoucosão osméritos de Cristoedos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano Nníeriore a cruz, a morte e o inferno do serhumano exterior. 5 9 S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época. 6 0 £ sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cris­ to, ranstituem este tesouro. 6 V Pois está claro que, para a remissão das penas e dos
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    casos, o poderdo papa por si só é suficiente, 62 0 verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evan­ gelho da glória e da graça de Deus. 63 Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com ra­ zão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos. 64 Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, ecom razão, pois fazdos últimos os primeiros. 65 Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as re­ des com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas. 6 6 Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as re­ des com que hoje se pesca a riqueza dos homens. 67 As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda. 6 8 Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfi­ mas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz. 69 Osbispos e curastêm a obrigação de admitircom toda a reverência os comissáriosde indulgências apostólicas, .. 70 Têm, porém, a obrigação aínda maior de oféervar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios so­ nhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa. 71 Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas. 72 Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a de­ vassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências. 73 Assim como o papa, com razão, falmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências, 7 4 muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretex­ to das indulgências, procuram defraudar a santa carida­ de e verdade. 75 A opinião de que as indulgências papais são tão efi­ cazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse pos­ sível, é loucura. 76 Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa. 77 A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa. 78 Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc, como está escrito em 1 Co 12. 7 9 Éblasfêmia dizer que a cruz com aí armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo. 80 Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversassejam dffàritlidas entre o povo. 81 Essa licenciosa pregação de indulgências fez com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dig­ nidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos. 82 Por exemplo: por que o papa não evacua o purgató­ rio por causa do santíssimo amor e da extrema necessida­ de das almas - o que seria a mais justa de todas as causas se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante? 83 Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não éjusto orar pelos redimidos? 84 Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa éessa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, po­ rém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa edileta, por amor gratuito? 85 Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de feto e por desusojá há muito revogados e mortos - ain­ da assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor? 8 6 Do mesmemodo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis? 87 Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e con­ cede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária? 8 8 Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à igreja do que seo papa, assim como agora o f o uma vez, da mesma forma concedesse essas remis­ sões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis? 89 iá que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igual­ mente eficazes? 90 Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos. 91 Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas tssas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido. 92 Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo:"Paz, paz!"sem que haja paz! 9 3 Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo:"Cruz! Cruz!"sem que haja cruz! 94 -BevenTse exòrjtar o s c ris to a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeÇãTStravés das penas, da morte e do in fe rn o ^ 9 5 ef assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz. 1517 A.D.—. M
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    CENTENÁRIO ASSEMBLEIA DE DEUS NOAMAZONAS boas r>ova$VManj&M I %nbuulaGuinea! j C O N F E R E N C I A G E R A L D E l l u m e k e l Ale 'jria A b u n d an te ria Câmara Participação especial Sarah Farias I 1 assembleia de Deus Sio kn*doíCjírfxn SP w w w .a d s j a c a m p o s . c o m . b r
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    0 APLICATIVO PARA ■"■NVif■iV+rfy.tFr-'. 1 • V V • - Í- L , V TABLETS E SMARTPHONES Baixe gratis} 0 FACEBOOK Programa de Educação Cristã Continuada 0 YOUTUBE Cadastre-se no nosso cana! Programa de Educação Cristã Continuada 0 CENTRAL DE ATENDIMENTO 91 3110-2400 0 REVISTAS DA ESCOLA D O M IN IC A L - PROFESSOR E ALUNO Novas edições a cada 3 meses 0 PROGRAMA A NOSSA ESCOLA DO M INICAL TV - BOAS NOVAS Sexta 21h30 • Sábado 18h e 24h * Domingo 6h30 e9h j RÁDIO - BOAS NOVAS BELÉM (FM 91.9/AM 1270) Sábado 21h30 * Domingo 7h30 0 ACESSE O NOSSO SITE www.educacaocristacontinuada.com.brKl f m t . .‘ *,r SR>*■ãSSSt,r-íaÉ. m •rtr^!::•**.W ■vMH li• w. i**PJnfcwW VjnfiF 1 AMM:-:
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    Rogério Castelo 25/09/2017 ' : Tï^. £- . ■'-n>■ "Zjfff.' »...*íig rf l ç p » . *>■ ,. I-* .- , Í?v>-ií* - » . .'M2: 6r L, :* V -. ■." Ka .■'OMINICAL PA . ' . J . . T k i ., .A * tJh ■"TÍHH ffe 1 ■■.->■ t*_J,''"«WMttè ■ H W v.;.--- *í * ksuí . íT#r--í ,. , S S y S Linguagem para Adolescentes Currículo Completo - — íí : 3 | ^ S % : T Novidades a cada ~ ^ i -+ *> -■■_ ™ <rti novo trimestre ír o g r a m a dl EDUCAÇÃO CtUSTA co n tin u a d a NAS REDES SOCIAíS USE: #AMOEBD w w w .educacaocristacontínuada.com .br UrílVE-nSIDADE DA ESCO LA BÍBLICA DOM INICAL ^--------------------/