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Margarida Almeida
Nº18
11ºP
“Viver sem filosofar é o que se
chama ter os olhos fechados sem
nunca os haver tentado abrir”
RENÉ DESCARTES
Escola Artística António Arroio
Curso Comunicação Audiovisual
Ano Letivo 2015/2016
Disciplina: Filosofia
Professor Carlos Silva
René Descartes (1596-1650) foi um filósofo, físico
e matemático francês. É considerado por muitos como
o fundador da Filosofia moderna. Sendo um
racionalista, defendeu que a razão é a principal fonte de
conhecimento e desenvolveu um método para vencer o
ceticismo, começando por duvidar de todo o
conhecimento adquirido anteriormente.
C O N H E C I M E N T OC O N H E C I M E N T O
Conhecimento é uma elaboração racional da
apreensão da realidade. Este conhecimento pode ser
entendido como processo, quando o homem apreende
o objeto, ou como produto, resultado do processo que
cria uma imagem ou representação mental. Existem
três momentos de apreensão do objeto: primeiro, o
sujeito, sem se transcender, sai de si em direção à
esfera do objeto; no segundo momento, o sujeito está
fora de si a apreender as qualidades do objeto; por
último, o sujeito regressa a si para introduzir na sua
esfera as qualidades aprendidas (imagem).
Existem duas perspetivas em relação ao conhecimento:
Perspetiva Fenomenológica- descrever o fenómeno em si mesmo; ato de conhecer.
Desta perspetiva resulta o objeto conhecido e o sujeito cognoscente.
Perspetiva Gnoseológica- interpretação; teorias do conhecimento (natureza/essência,
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Existem três tipos de conhecimento:
Saber-fazer/Saber-como: refere-se às habilidades humanas e aptidões práticas.
Proposicional/Saber-que: quando o individuo tem conhecimento de certos factos, exigindo
maior envolvimento intelectual.
Contacto: resulta do contacto direto entre um sujeito e um determinado objeto.
O conhecimento pode ainda ser considerado como a priori e a posteriori. No conhecimento a
priori existe absoluta independência da experiência, o predicado apenas evidencia algo já
incluído no sujeito, são conhecimentos universais. No conhecimento a posteriori existe
dependência da experiência, o predicado acrescenta algo ao sujeito enriquecendo o seu
conceito, são conhecimentos particulares.
Descartes vai duvidar da origem/fonte do conhecimento, tomando um ponto de vista
racionalista para o estudar. Para Descartes todos os nossos conhecimentos advém da razão.
R A C I O N A L I S M OR A C I O N A L I S M O
Os racionalistas, como Descartes, não negam a existência de conhecimento a posteriori,
apenas afirmam que apenas recorrendo à razão e ao pensamento podemos obter
conhecimento factual genuíno. Para muitos racionalistas podemos saber a priori que Deus
existe e que a mente é distinta do corpo. Para Descartes o conhecimento deve-se basear
apenas na razão, a única capaz de distinguir o verdadeiro do falso.
M É T O D O C A R T E S I A N OM É T O D O C A R T E S I A N O
Para procurar a verdade e derrubar o ceticismo, Descartes constrói quatro regras para a
formação de um conhecimento seguro e indubitável.
1ªRegra: EvidênciaEvidência- Só aceitar como verdadeiro o
que é absolutamente evidente. Para isto é necessária
a intuição racional, à qual devemos evitar incluir os
nossos juízos de valor, para que o nosso
conhecimento seja claro e distinto, de modo a excluir
toda a possibilidade de dúvida.
2ªRegra: Análise- Dividir os problemas em tantas
partes quantas forem necessárias para melhor os
compreender.
3ªRegra: SínteseSíntese- Organizar os pensamentos
anteriormente divididos desde os mais simples e
fáceis de entender aos mais complexos. Para tal é
utilizada a dedução racional, em que a partir de uma
ideia clara e distinta se deduz uma outra ideia.
4ªRegra: Enumeração- Verificar todos os elementos considerados para que não haja
omissão.
D Ú V I D A M E T Ó D I C AD Ú V I D A M E T Ó D I C A
Há pergunta “O que podemos conhecer?”, os céticos afirmar que não conhecemos a verdade
da realidade. Descartes tem como objetivo provar que os céticos estão enganados e que
existe um conhecimento indubitável (infalivelmente justificado).
Segundo Descartes, para obtermos a certeza, temos de encontrar um fundamento
inteiramente seguro para o conhecimento. Recorrendo à dúvida, começamos por examinar as
nossas crenças e determinar podem ser colocadas em dúvida, todas as crenças em que
exista a menor dúvida é rejeitada.
A dúvida metódica coloca assim em dúvida as nossas crenças, rejeitando provisoriamente
todas aquelas que não sejam inteiramente indubitáveis. Se descobrirmos que certas crenças
resistem a todo e qualquer argumento cético, podemos considerá-las indubitáveis e utilizá-las
como fundamento para o conhecimento. O recurso à dúvida é, assim, um meio para chegar à
certeza.
Primeiro, Descartes leva-nos a duvidar dos nossos sentidos.
“(…) considerando que nossos sentidos
às vezes nos enganam, quis supor que não
existia nada que fosse tal como eles nos fazem
imaginar. Por haver homens que se enganam ao
raciocinar, mesmo no que se refere às mais
simples noções de geometria (...), rejeitei como
falsas, julgando que estava sujeito a me enganar
como qualquer outro, todas as razões que eu
tomara até então por demonstrações. (...)”
- Discurso do Método (1637)
De seguida, argumenta com os sonhos e a nossa capacidade de distinguir um sonho da
realidade.
“…Quantas vezes me ocorreu de sonhar, à noite,
que eu estava neste lugar, que eu estava vestido,
que eu estava perto do fogo, ainda que eu
estivesse inteiramente nu em meu leito? Parece-
me bem agora que não é com olhos adormecidos
que eu observo este papel, que esta cabeça que
eu movo não está dormente, e que é com desígnio
e propósito deliberado que eu estendo esta mão, e
que a sinto. O que me ocorre no sonho não me parece absolutamente tão claro nem
tão distinto quanto isso. Mas, pensando nisso cuidadosamente, eu me relembro de ter
sido enganado, quando dormia, por semelhantes ilusões. E, detendo-me neste
pensamento, eu vejo tão manifestamente que não há quaisquer indícios conclusivos,
nem marcas suficientemente certas pelas quais eu possa distinguir nitidamente a vigília
do sonho, que fico inteiramente pasmo; e minha estupefação é tanta que sou quase
capaz de me persuadir que durmo…”
-Meditações sobre a Filosofia Primeira (1641)
Estes argumentos sugerem que tudo aquilo que julgamos conhecer através dos sentidos é
duvidoso e que, portanto, as nossas crenças empíricas ou a posteriori não podem servir de
fundamento para um conhecimento indubitável. Mas também podemos colocar em dúvida as
crenças a priori. Descartes introduz o argumento do génio
maligno, um ser extremamente poderoso e malévolo que
está empenhado em fazer-nos viver na ilusão. Sem que
soubéssemos, este poderia controlar os nossos pensamentos e
fazer-nos cometer erros de raciocínio.
O C O G I T OO C O G I T O
“Porém, percebi que, enquanto eu queria pensar assim que tudo era falso, convinha
necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. Ao notar que esta verdade
penso, logo existo, era tão sólida e tão correta (...), julguei que podia acatá-la sem
escrúpulo como o primeiro princípio da filosofia que eu procurava.”
-Discurso do Método (1637)
“Eu penso, logo existo.” Esta foi a afirmação feita por
Descartes, conhecida por cogito. A afirmação da realidade
do cogita não pode ser suspensa pela dúvida, pois a dúvida
é o próprio pensamento a duvidar. O cogito é a primeira
certeza indubitável, uma ideia inata (clara e distinta), que
proporcionou um ponto de partida seguro para o
conhecimento.
Com Descartes passou a existir três tipos de ideias:
Ideias Inatas Ideias Fictícias Ideias Adventícias
Produzidas pela Razão Produzidas pela Imaginação Produzidas pelos Sentidos
Ideias Claras e Distintas Ideias confusas, obscuras e erróneas
Verdadeiro conhecimento Não conduz ao verdadeiro conhecimento
E X I S T Ê N C I A D E D E U SE X I S T Ê N C I A D E D E U S
Descartes a partir do cogito parte para tentar provar a existência de Deus. No fim consegue
três razões/argumentos para provar a sua existência.
1. O argumento ontológico e a priori, baseia-se na ideia de que a existência de Deus é
essencial à perfeição. Por outras palavras, Deus é um ser perfeito e tem de existir, pois
se não existir então não é perfeito.
2. O homem é um ser imperfeito (porque duvida) e finito. Um ser imperfeito não pode ser
a causa da ideia de perfeição que possui no pensamento. Só algo perfeito (Deus) pode
ser a causa da ideia de perfeição.
3. O homem sendo ele imperfeito não pode ser a causa de si mesmo, logo, a causa do
homem só pode apenas partir de um ser perfeito. Deus existe e é a causa que
conserva a minha existência (cogito).
O C Í R C U L O C A R T E S I A N O - A C R I T I C A AO C Í R C U L O C A R T E S I A N O - A C R I T I C A A
D E S C A R T E SD E S C A R T E S
Muitos rejeitam os argumentos de Descartes para provar a existência de Deus. No argumento
ontológico, pode-se contestar, por exemplo, que a existência nem sequer é uma propriedade,
pelo que não faz sentido afirmar que um ser perfeito tenha necessariamente a propriedade de
existir.
Apesar disto, a teoria de Descartes está sujeita a uma objecção: a de que envolve uma falácia
de circularidade, que se tornou conhecida por círculo cartesiano. Isto deve-se ao facto de que
Descartes aceitar estas duas afirmações:
1. Deus existe porque concebemos clara e distintamente a sua existência, e tudo
aquilo que concebemos clara e distintamente é verdadeiro.
2. Tudo aquilo que concebemos clara e distintamente é verdadeiro porque Deus
existe.
Ou seja, Descartes tenta provar que Deus existe mostrando que a sua existência é uma ideia
clara e distinta. Mas o que nos garante que as ideias claras e distintas são verdadeiras?
Descartes diz que podemos confiar nas ideias claras e distintas porque Deus é o seu autor. E
assim, gera-se uma circularidade viciosa: tenta-se justificar a proposição de que Deus existe
pressupondo o critério das ideias claras e distintas, e depois tenta-se justificar este critério
apelando à existência de Deus.

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René Descartes

  • 1. Margarida Almeida Nº18 11ºP “Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir” RENÉ DESCARTES
  • 2. Escola Artística António Arroio Curso Comunicação Audiovisual Ano Letivo 2015/2016 Disciplina: Filosofia Professor Carlos Silva
  • 3. René Descartes (1596-1650) foi um filósofo, físico e matemático francês. É considerado por muitos como o fundador da Filosofia moderna. Sendo um racionalista, defendeu que a razão é a principal fonte de conhecimento e desenvolveu um método para vencer o ceticismo, começando por duvidar de todo o conhecimento adquirido anteriormente. C O N H E C I M E N T OC O N H E C I M E N T O Conhecimento é uma elaboração racional da apreensão da realidade. Este conhecimento pode ser entendido como processo, quando o homem apreende o objeto, ou como produto, resultado do processo que cria uma imagem ou representação mental. Existem três momentos de apreensão do objeto: primeiro, o sujeito, sem se transcender, sai de si em direção à esfera do objeto; no segundo momento, o sujeito está fora de si a apreender as qualidades do objeto; por último, o sujeito regressa a si para introduzir na sua esfera as qualidades aprendidas (imagem). Existem duas perspetivas em relação ao conhecimento: Perspetiva Fenomenológica- descrever o fenómeno em si mesmo; ato de conhecer. Desta perspetiva resulta o objeto conhecido e o sujeito cognoscente. Perspetiva Gnoseológica- interpretação; teorias do conhecimento (natureza/essência, origem, possibilidade e limites. Existem três tipos de conhecimento: Saber-fazer/Saber-como: refere-se às habilidades humanas e aptidões práticas. Proposicional/Saber-que: quando o individuo tem conhecimento de certos factos, exigindo maior envolvimento intelectual. Contacto: resulta do contacto direto entre um sujeito e um determinado objeto. O conhecimento pode ainda ser considerado como a priori e a posteriori. No conhecimento a priori existe absoluta independência da experiência, o predicado apenas evidencia algo já incluído no sujeito, são conhecimentos universais. No conhecimento a posteriori existe dependência da experiência, o predicado acrescenta algo ao sujeito enriquecendo o seu conceito, são conhecimentos particulares.
  • 4. Descartes vai duvidar da origem/fonte do conhecimento, tomando um ponto de vista racionalista para o estudar. Para Descartes todos os nossos conhecimentos advém da razão. R A C I O N A L I S M OR A C I O N A L I S M O Os racionalistas, como Descartes, não negam a existência de conhecimento a posteriori, apenas afirmam que apenas recorrendo à razão e ao pensamento podemos obter conhecimento factual genuíno. Para muitos racionalistas podemos saber a priori que Deus existe e que a mente é distinta do corpo. Para Descartes o conhecimento deve-se basear apenas na razão, a única capaz de distinguir o verdadeiro do falso. M É T O D O C A R T E S I A N OM É T O D O C A R T E S I A N O Para procurar a verdade e derrubar o ceticismo, Descartes constrói quatro regras para a formação de um conhecimento seguro e indubitável. 1ªRegra: EvidênciaEvidência- Só aceitar como verdadeiro o que é absolutamente evidente. Para isto é necessária a intuição racional, à qual devemos evitar incluir os nossos juízos de valor, para que o nosso conhecimento seja claro e distinto, de modo a excluir toda a possibilidade de dúvida. 2ªRegra: Análise- Dividir os problemas em tantas partes quantas forem necessárias para melhor os compreender. 3ªRegra: SínteseSíntese- Organizar os pensamentos anteriormente divididos desde os mais simples e fáceis de entender aos mais complexos. Para tal é utilizada a dedução racional, em que a partir de uma ideia clara e distinta se deduz uma outra ideia. 4ªRegra: Enumeração- Verificar todos os elementos considerados para que não haja omissão. D Ú V I D A M E T Ó D I C AD Ú V I D A M E T Ó D I C A Há pergunta “O que podemos conhecer?”, os céticos afirmar que não conhecemos a verdade da realidade. Descartes tem como objetivo provar que os céticos estão enganados e que existe um conhecimento indubitável (infalivelmente justificado). Segundo Descartes, para obtermos a certeza, temos de encontrar um fundamento inteiramente seguro para o conhecimento. Recorrendo à dúvida, começamos por examinar as nossas crenças e determinar podem ser colocadas em dúvida, todas as crenças em que exista a menor dúvida é rejeitada. A dúvida metódica coloca assim em dúvida as nossas crenças, rejeitando provisoriamente todas aquelas que não sejam inteiramente indubitáveis. Se descobrirmos que certas crenças
  • 5. resistem a todo e qualquer argumento cético, podemos considerá-las indubitáveis e utilizá-las como fundamento para o conhecimento. O recurso à dúvida é, assim, um meio para chegar à certeza. Primeiro, Descartes leva-nos a duvidar dos nossos sentidos. “(…) considerando que nossos sentidos às vezes nos enganam, quis supor que não existia nada que fosse tal como eles nos fazem imaginar. Por haver homens que se enganam ao raciocinar, mesmo no que se refere às mais simples noções de geometria (...), rejeitei como falsas, julgando que estava sujeito a me enganar como qualquer outro, todas as razões que eu tomara até então por demonstrações. (...)” - Discurso do Método (1637) De seguida, argumenta com os sonhos e a nossa capacidade de distinguir um sonho da realidade. “…Quantas vezes me ocorreu de sonhar, à noite, que eu estava neste lugar, que eu estava vestido, que eu estava perto do fogo, ainda que eu estivesse inteiramente nu em meu leito? Parece- me bem agora que não é com olhos adormecidos que eu observo este papel, que esta cabeça que eu movo não está dormente, e que é com desígnio e propósito deliberado que eu estendo esta mão, e que a sinto. O que me ocorre no sonho não me parece absolutamente tão claro nem tão distinto quanto isso. Mas, pensando nisso cuidadosamente, eu me relembro de ter sido enganado, quando dormia, por semelhantes ilusões. E, detendo-me neste pensamento, eu vejo tão manifestamente que não há quaisquer indícios conclusivos, nem marcas suficientemente certas pelas quais eu possa distinguir nitidamente a vigília do sonho, que fico inteiramente pasmo; e minha estupefação é tanta que sou quase capaz de me persuadir que durmo…” -Meditações sobre a Filosofia Primeira (1641) Estes argumentos sugerem que tudo aquilo que julgamos conhecer através dos sentidos é duvidoso e que, portanto, as nossas crenças empíricas ou a posteriori não podem servir de fundamento para um conhecimento indubitável. Mas também podemos colocar em dúvida as crenças a priori. Descartes introduz o argumento do génio maligno, um ser extremamente poderoso e malévolo que está empenhado em fazer-nos viver na ilusão. Sem que soubéssemos, este poderia controlar os nossos pensamentos e fazer-nos cometer erros de raciocínio.
  • 6. O C O G I T OO C O G I T O “Porém, percebi que, enquanto eu queria pensar assim que tudo era falso, convinha necessariamente que eu, que pensava, fosse alguma coisa. Ao notar que esta verdade penso, logo existo, era tão sólida e tão correta (...), julguei que podia acatá-la sem escrúpulo como o primeiro princípio da filosofia que eu procurava.” -Discurso do Método (1637) “Eu penso, logo existo.” Esta foi a afirmação feita por Descartes, conhecida por cogito. A afirmação da realidade do cogita não pode ser suspensa pela dúvida, pois a dúvida é o próprio pensamento a duvidar. O cogito é a primeira certeza indubitável, uma ideia inata (clara e distinta), que proporcionou um ponto de partida seguro para o conhecimento. Com Descartes passou a existir três tipos de ideias: Ideias Inatas Ideias Fictícias Ideias Adventícias Produzidas pela Razão Produzidas pela Imaginação Produzidas pelos Sentidos Ideias Claras e Distintas Ideias confusas, obscuras e erróneas Verdadeiro conhecimento Não conduz ao verdadeiro conhecimento E X I S T Ê N C I A D E D E U SE X I S T Ê N C I A D E D E U S Descartes a partir do cogito parte para tentar provar a existência de Deus. No fim consegue três razões/argumentos para provar a sua existência.
  • 7. 1. O argumento ontológico e a priori, baseia-se na ideia de que a existência de Deus é essencial à perfeição. Por outras palavras, Deus é um ser perfeito e tem de existir, pois se não existir então não é perfeito. 2. O homem é um ser imperfeito (porque duvida) e finito. Um ser imperfeito não pode ser a causa da ideia de perfeição que possui no pensamento. Só algo perfeito (Deus) pode ser a causa da ideia de perfeição. 3. O homem sendo ele imperfeito não pode ser a causa de si mesmo, logo, a causa do homem só pode apenas partir de um ser perfeito. Deus existe e é a causa que conserva a minha existência (cogito). O C Í R C U L O C A R T E S I A N O - A C R I T I C A AO C Í R C U L O C A R T E S I A N O - A C R I T I C A A D E S C A R T E SD E S C A R T E S Muitos rejeitam os argumentos de Descartes para provar a existência de Deus. No argumento ontológico, pode-se contestar, por exemplo, que a existência nem sequer é uma propriedade, pelo que não faz sentido afirmar que um ser perfeito tenha necessariamente a propriedade de existir. Apesar disto, a teoria de Descartes está sujeita a uma objecção: a de que envolve uma falácia de circularidade, que se tornou conhecida por círculo cartesiano. Isto deve-se ao facto de que Descartes aceitar estas duas afirmações: 1. Deus existe porque concebemos clara e distintamente a sua existência, e tudo aquilo que concebemos clara e distintamente é verdadeiro. 2. Tudo aquilo que concebemos clara e distintamente é verdadeiro porque Deus existe. Ou seja, Descartes tenta provar que Deus existe mostrando que a sua existência é uma ideia clara e distinta. Mas o que nos garante que as ideias claras e distintas são verdadeiras? Descartes diz que podemos confiar nas ideias claras e distintas porque Deus é o seu autor. E assim, gera-se uma circularidade viciosa: tenta-se justificar a proposição de que Deus existe pressupondo o critério das ideias claras e distintas, e depois tenta-se justificar este critério apelando à existência de Deus.